Hacks: quanto vale entrar para a História?

Indicada a Melhor Série de Comédia, Hacks vai bater na trave da primorosa Ted Lasso (Foto: HBO Max)

Ana Júlia Trevisan

Deborah Vance é uma comediante de quase 70 anos, pioneira do gênero no stand-up e com shows intocáveis em um grande cassino nas noites de Las Vegas. Suas piadas beiram a autodepreciação, escancarando o machismo e a misoginia por trás da comédia. Ava Daniels é uma jovem, roteirista, recém-cancelada e desempregada. Os sonhos de Ava em Los Angeles vão por água abaixo após um tweet de teor homofóbico envolvendo o filho de um senador. Já Deborah tem seu show fixo em um cassino de Las Vegas finalizado, contra sua vontade, após 2500 apresentações.

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Na segunda temporada, a amizade de Pen15 vai além da vergonha alheia

Cena da série Pen15. Em um corredor de escola, do lado esquerdo da imagem, vemos a personagem Anna, uma mulher branca, de cabelos loiros, lisos e longos, vestindo uma blusa com listras em tons de azul, verde e bege, com uma mochila pendurada nas costas e usando um colar com metade de um coração. Ao lado dela, do lado direito da imagem, vemos a personagem Maya, uma mulher amarela, com cabelos castanhos lisos acima do ombro, vestindo uma camiseta marrom e usando um colar com metade de um coração, com a boca aberta, como se gritasse.
Indicada em três categorias no Emmy 2021, Pen15, do Hulu, está disponível no Brasil no Paramount+ (Foto: Hulu)

Vitória Lopes Gomez 

Antes mesmo da internet implicar com os ‘cringes’, Pen15 já abusava da vergonha alheia. Na série escrita e estrelada pelas atrizes Maya Erskine e Anna Konkle, as duas mulheres voltam à pior fase da vida, a pré-adolescência, para reviverem todos os terrores, estranhezas e também os prazeres de se ter 13 anos. Só tem um pequeno detalhe: as intérpretes das adolescentes, na verdade, já estão na casa dos 30.

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black-ish: quando se é negro, é melhor rir para não chorar

Cena de black-ish. Nela está um garoto negro vestindo blusa preta segurando um bebe no colo, olhando e sorrindo para este. Ao seu lado esquerdo, uma mulher negra com o cabelo preso em tranças e uma blusa amarela beija a cabeça do bebê. Na direita um homem negro de blusa vermelha olha para os três com um sorriso no rosto.
A sétima temporada de black-ish chega com tudo nas indicações do Emmy 2021 (Foto: ABC)

Mariana Chagas 

Representatividade importa. Mesmo hoje sendo uma obviedade, tal fato só me foi percebido quando entendi que existia um motivo pelo qual eu, meu irmão e meu pai passávamos tanto tempo assistindo Todo Mundo Odeia O Chris. É claro que a gente ria das falas absurdas da Senhorita Morello, afinal também já tivemos de lidar com professoras racistas em nossas vidas.

No mundo das sitcoms, Chris Rock é apenas um dos nomes que criou comédia evidenciando situações ridiculamente absurdas que a população negra sofre diariamente. Um Maluco no Pedaço (1990) e Eu, a Patroa e as Crianças (2001), também fizeram história. Alguns anos mais tarde, no outono americano de 2014, estreou black-ish. A família composta por Dre, Bow, Zoey, Junior, Jack, Diane, Ruby e Pops é grande, mas muito unida pelas dificuldades que passam, sendo os únicos negros em um bairro branco de classe média alta. 

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The Flight Attendant tem um voo de estreia turbulento

 Cena da primeira temporada de The Flight Attendant. Plano próximo na cara chocada da protagonista, Cassie (Kaley Cuoco). Ela é caucasiana, loira e fina. Seu cabelo está puxado para trás com algumas mechas enquadrando seu rosto. Ela possui olhos verdes arregalados e sua boca está aberta. Ela usa um vestido decotado azul com uma borda azul-clara no lado direito do pescoço e um colar fino e dourado. Atrás dela, um quarto de hotel fora de foco, predominantemente em tons frios azuis e pretos.
A comédia de mistério de Kaley Cuoco foi indicada à nove categorias do Emmy 2021 (Foto: HBO Max)

Gabriel Oliveira F. Arruda

Levantando voo após mais de uma década interpretando Penny em The Big Bang Theory, Kaley Cuoco não só estrela como também produz a comédia do HBO Max baseada no livro de Chris Bohjalian, The Flight Attendant. A série, que estreou em novembro de 2020 nos Estados Unidos, chegou junto com o serviço de streaming no Brasil, onde sua narrativa bagunçada e suas performances excepcionais ajudaram a conquistar os novos assinantes.

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O Método Kominsky: a festa da salsicha se despede em tom de tristeza

Cena da série O Método Kominsky. Nela, vemos Sandy, papel de Michael Douglas, frente a um púlpito, discursando no velório de Norman. Sandy é idoso, branco, tem um topete grisalho e usa terno preto. Ao fundo, vemos um cartaz com a foto de Norman.
A terceira temporada de O Método Kominsky recebeu 6 nomeações ao Emmy 2021 (Foto: Netflix)

Vitor Evangelista

A terceira temporada de O Método Kominsky, sucesso moderado da Netflix, recebeu a função de finalizar sua curta rodagem pela TV, além de lidar com a saída prematura de um dos protagonistas do elenco. Quando foi noticiado que o boa praça Alan Arkin não retornaria para o papel do pungente Norman, o seriado criado por Chuck Lorre pareceu ter recebido um golpe inesperado. Sem rodeios, é esclarecido que o vovô morreu e que seu melhor amigo, o cafajeste Sandy Kominsky, vai precisar lidar com o luto cru.

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Ted Lasso marca um gol olímpico

Cena da série Ted Lasso. Na cena, vemos pessoas olhando para a frente com cara de assustados. No centro e em destaque está Ted Lasso, um homem branco, de cabelos castanhos e bigode grosso. Ele usa um moletom preto e tem um semblante surpreso e triste. À esquerda está Nathan, mais baixo que Lasso, homem de pele marrom e cabelos pretos. À direita está Beard, com cavanhaque castanho claro, boné azul e a boca aberta em sinal de surpresa. Ao fundo, vemos mais uma porção de pessoas espantadas, a cena se passa logo na beira do gramado de um jogo de futebol.
Tão rara como a bola que parte do escanteio e acaba no fundo das redes, Ted Lasso é uma em um milhão, uma série cheia de coração e bem-estar (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

Não é sempre que uma comédia esportiva consegue sair dos dramas de seu nicho e conquistar a grande audiência. O costumeiro é que as histórias se restrinjam aos jargões do gênero, repetindo estereótipos sexistas. Ted Lasso, original da Apple TV+, dribla todos esses problemas e marca um golaço. Jason Sudeikis protagoniza as aventuras de um treinador de futebol americano que se muda para o Reino Unido a fim de comandar uma equipe da Premier League. O problema? Ele não manja nada do futebol convencional.

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Entre presente e passado, a terceira temporada de Cobra Kai nos lembra que “ser fodão não é o mesmo que ser um babaca”

Dois amigos ao centro tirando uma selfie, fazendo sinal de rock n’ roll com as mãos e mostrando a língua. Ao fundo, um grupo de pessoas aproveitando um show de música
Miguel e Johnny tirando uma selfie (Foto: Reprodução)

Victória Rangel

Cobra Kai está de volta como um presente de ano novo para seus fãs! Lançada pela Netflix em janeiro de 2021, a terceira temporada da série baseada no filme Karatê Kid (1984) traz de volta importantes personagens do passado. E, se você, como eu, não se lembrou de alguns detalhes da série, não se preocupe! A gente tem um texto especial aqui no site e a Netflix também oferece um breve resumo da segunda temporada antes da próxima começar.

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Emily em Paris é uma futilidade necessária

A imagem é uma foto de uma cena da série. Na imagem, a personagem Emily está posicionada com o corpo virado de lado, para a esquerda, e seu rosto virado para a direita. A personagem usa um vestido preto, está com os cabelos longos semi-presos e segura uma taça em suas mãos. Atrás de Emily, há uma mesa com várias bebidas, o que parece ser um bar. Ao fundo da imagem, é possível ver parte da Torre Eiffel iluminada.
Emily é a nova fashionista da cidade luz (Foto: Reprodução)

Mauê Salina Duarte

Perambulando pelo mundo publicitário em mais um clichê americano, Emily em Paris chegou causando à Netflix. Em poucos dias, a série de comédia romântica  já estava entre as mais assistidas da plataforma, despertando a atenção até mesmo da crítica francesa, que, por sinal, não curtiu muito os estereótipos parisienses dos personagens. A trama é uma fuga de tudo que envolve a pandemia atual, ou seja, é exatamente o que estávamos precisando. Para completar, é dirigida por Darren Star, conhecido por Sex and the City.

Emily em Paris foi coproduzida pela Jax Media e MTV Studios, e desenvolvida originalmente para a Paramount Network, encomendada dois anos atrás. Entretanto, em 2020, a produção passou para a Netflix. Interpretada por Lily Collins, a protagonista Emily é uma jovem executiva de marketing que deixa os Estados Unidos para trabalhar em uma empresa na França, passando por um choque cultural. Acontece que a moça mal sabe falar francês, e ainda encara outras barras, como a não aprovação de sua nova equipe e o término de um namoro. Com o intuito de mostrar seu dia a dia na nova cidade, a estadunidense ataca como blogueira e cria um perfil no Instagram.

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