O Pior de Mim: o palco como divã

A imagem apresenta um fundo todo preto destacando a atriz Maitê Proença, uma mulher branca e loira, que veste um vestido preto com bolinhas brancas sobre uma blusinha branca e calça vermelha, enquanto sorri e abre os braços olhando para cima
Maitê Proença transforma sua vida em texto e seu divã em peça (Foto: Reprodução)

Mateus Conte

Na noite de 13 de maio, um Teatro Municipal lotado recebeu, em Botucatu, a atriz Maitê Proença em seu monólogo O Pior de Mim. Redigida pela própria atriz e dirigida por Rodrigo Portella, a obra aborda de forma áspera a vida e a carreira da ex-global, que por diversas vezes percorreu os palcos do interior paulista com suas apresentações.

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tick, tick… BOOM! sabe exatamente o que é

Cena do filme tick, tick…BOOM! O personagem de Andrew Garfield está sentado de perfil olhando para cima. Ele é branco, com cabelo liso e está vestindo camisa azul. Na sua frente há um piano e um microfone. O fundo da imagem é branco e tem algumas palavras soltas em letras cursivas.
O longa foi indicado ao Oscar 2022 de Melhor Montagem e Melhor Ator pela atuação de Andrew Garfield (Foto: Netflix)

Marcela Zogheib

Quando falamos de musicais, alguns nomes vêm imediatamente à cabeça. Clássicos contos de bruxas cantados por Bernadette Peters, felinos noturnos cantando sobre amor e memórias, romances proibidos com fantasmas mascarados… Tudo isso morou por anos na cabeça de Jonathan Larson. O grande nome da Broadway inovou e mudou a cena do teatro musical por anos ao escrever o fenômeno Rent, que ficou em cartaz por muito tempo, sendo remontado milhares de vezes em diferentes palcos ao redor do mundo.

Mas antes de Rent, existiu tick, tick… BOOM!. Nesse musical originalmente estrelado por seu próprio criador, acompanhamos a história de Jon, um nova-iorquino aspirante a compositor no início dos anos 90. Ele está preocupado com a chegada dos 30 anos, se comparando com grandes nomes que haviam conquistado muitas vitórias antes de atingir a fatídica idade. No longa-metragem, dirigido por Lin-Manuel Miranda e roteirizado por Steven Levenson, vemos mais detalhes da vida de Jonathan que tornam a obra original um trabalho semi-autobiográfico, traçando paralelos das vivências reais de Larson com as dos personagens que ele criou. 

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Antígona 442 A.C.: aplausos para Andrea Beltrão

Cena de Antígona 442 A.C.. Nela está Andrea Beltrão. Vemos apenas o busto da atriz. Ela veste jaqueta de couro preta e em sua mão direita há uma luva preta que não cobre os dedos. Suas mãos estão na altura do rosto e elas seguram uma máscara branca que cobre o rosto da atriz. A imagem é escura e o fundo é preto.
Após a pausa nos teatros, Antígona 442 A.C. estreia na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Taba Filmes)

Ana Júlia Trevisan

Antígona. Filha de Édipo Rei e Jocasta; irmã de Etéocles, Polinice e Ismênia; sobrinha de Creonte. Antígona. Obra do dramaturgo grego Sófocles que conversa com a atualidade e com os valores humanos pautados pela razão e pela emoção, e é a terceira peça da trilogia tebana. Antígona 442 A.C. Monólogo de Andrea Beltrão, dirigido por Maurício Farias, destaque que integra a Mostra Brasil na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

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Quem somos e para onde vamos: a Utopia de David Byrne

Cena do especial David Byrne’s American Utopia. A imagem mostra David Byrne, um homem branco de meia-idade, sentado à uma carteira escolar e segurando um modelo de um cérebro de plástico. Ele o estende à sua frente segurando-o com sua mão esquerda, enquanto aponta para ele com a mão esquerda apoiada. Ao fundo desfocada, há uma cortina feita de correntes finas prateadas.
O especial foi responsável por 6 das 130 indicações da HBO no Emmy 2021 (Foto: HBO)

João Batista Signorelli

Quem precisa de cabos? Eles enrolam, estragam, dão nó, e não te deixam sair do lugar. Se isso já é um pesadelo pra mim, que tenho que lidar com um computador que não funciona com internet sem fio e precisa ficar ligado na tomada pra não morrer, imagina para um grupo musical que precisa enfrentar todo dia uma teia de aranha no palco? David Byrne também se questionou, e chegou à conclusão de que dividir o palco com um emaranhado de cabos definitivamente não estaria mais em seus planos.

O resultado dessa simples decisão foi o gigantesco David Byrne’s American Utopia, um show que lotou teatros em 2018 e 2019, em uma aclamada turnê ovacionada pela crítica e pelo público, e que marcou passagem inclusive pelo Brasil, com apresentações em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e no Lollapalooza de 2018 em São Paulo. Paralisada pela pandemia, a performance já tem data marcada para voltar aos palcos da Broadway.

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45 anos de Falso Brilhante: a vida de Elis Regina é a nossa joia mais preciosa

Fotografia de Elis Regina apresentando seu espetáculo Falso Brilhante. A artista está ao centro da imagem, numa passarela, cercada pelo público. Ela está de frente para a câmera mas contra a luz, que impede de exergarmos seu rosto. Ela segura uma bandeira grande na mão direita e um microfone na mão esquerda. Elis usa um vestido lingo, branco, de alças finas e estampado por estrelas prateadas. Ela também usa uma chapéu com uma pena grande e seus cabelos são curtos. A fotografia está colorida em tons de amarelo e um cinza azulado.
O disco que nasceu do espetáculo sobre a vida de Elis Regina é considerado um dos mais importantes da música brasileira e da carreira da artista (Foto: Reprodução)

Raquel Dutra

O legado na música brasileira não é o suficiente para eu me conformar. Vez ou outra, ainda me pergunto como é que alguém conseguiu convencer o sofrido povo brasileiro de que “viver é melhor que sonhar”. O sentido ensaia desenhar-se segundos depois, quando eu me lembro que quem cantou isso foi a sonhadora que é a concretização da ideia mais pura e completa do que pode vir a ser a vida. Mas mesmo assim, ainda é instigante, já que ela, em toda sua grandiosidade e relevância, ainda acrescenta que “qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa”.  

Quer profundidade mais condizente com a maior artista do Brasil do que a que ela mesma cria na obra que conta a sua história de vida, realiza seus maiores sonhos e desmistifica sua própria arte? Muito significado, muita intensidade e muita pulsão de vida: assim foi Elis Regina, e assim foi Falso Brilhante, cuja riqueza era autoexplicativa em 1976 e assim permanece até os dias de hoje – e muito provavelmente, assim será por todo o resto da nossa história.

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Musical Hamilton no Disney+ e a experiência do teatro durante a quarentena

O filme do espetáculo de sucesso da Broadway teve sua estreia adiantada em streaming

Da esquerda para a direita: Leslie Odom Jr., Daveed Diggs, Lin-Manuel Miranda, Christopher Jackson and Renee Elise Goldsberry (Foto: Joan Marcus/Playbill)

Letícia Machado e Rafaela Thimoteo  

Como um bastardo, órfão, filho de uma prostituta e pai fundador dos Estados Unidos presente na nota de dez dólares se tornou um dos maiores fenômenos na indústria dos musicais e plataformas de streaming de todos os tempos?

Hamilton: An American Musical é um musical composto, escrito e protagonizado por Lin-Manuel Miranda. Norte-americano de família porto-riquenha que nasceu em Nova York, em 1980, Miranda se inspirou na biografia de Alexander Hamilton do historiador Ron Chernow para criar essa peça.

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É Preciso Falar de Amor Sem Dizer Eu te Amo, mesmo que não haja amor nenhum

Pilar e Bento, em um dos momentos descontraídos da peça (Foto: Divulgação)

Mateus Conte

A peça É Preciso Falar de Amor Sem Dizer Eu te Amo, estrelada pelo casal Priscilla Fantin e Bruno Lopes, foi apresentada no dia 29 do último mês no Teatro Municipal de Bauru. Em sua turnê no interior paulista, a peça levou ao teatro mais de três mil pessoas, divididas em seis sessões em cinco cidades; na cidade-lanche, foram duas sessões.

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Quem é Quem: quando o nonsense encontra o riso fácil

Viviane Araújo e Eri Johnston, as estrelas de Quem é Quem (Foto: Assessoria)

Mateus Conte

A peça Quem é Quem, protagonizada por Eri Johnson e Viviane Araújo e encenada no dia 22 de setembro no Teatro Municipal de Bauru, representa bem as comédias de relacionamento que vemos frequentemente nos palcos brasileiros.

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A Verdade: a ironia já começa no título

Na foto, felizes. Já na encenação… (Foto: Dalton Valério/Divulgação)

Mateus Conte

A peça “A Verdade”, de Florian Zeller, foi apresentada neste sábado (24/08), no Teatro Municipal de Bauru. Dirigida por Marcus Alvisi com tradução de Silvio Albuquerque, a apresentação contou com Diogo Vilela, Bia Nunnes, Paulo Trajano e Carolina Gonzalez, tendo tradução simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

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Caravana do senso crítico passa por Bauru com o grupo gaúcho Ói Nóis Aqui Traveiz

“Nenhuma cultura imposta é mais bela do que a nossa” (Augusto Boal)

Sesc e Rui Barbosa elucidam: trajetória de 40 anos de companhia gaúcha “Ói Nóis Aqui Traveiz” é referência do teatro brasileiro e do teatro de resistência, atraindo plateias e admiração por onde passa. Dessa vez, Bauru foi a presenteada.

Camila Araujo

O que me chamou atenção no grupo, à primeira vista, foi a camiseta estampada pelo busto de Carlos Marighella vestida pelo senhor alto, de longos cabelos grisalhos. A coincidência é que eu, naquele mesmo dia e local, portava na bolsa o exemplar laranja e pesado do livro que traça por olhares lúcidos de Mário Magalhães a biografia de Marighella, O guerrilheiro que incendiou o mundo. Acaso ou destino, isso selou o encontro, que se repetiria mais tarde naquele dia.

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