A cena do ressurgimento de Sunfyre colocou 23 dublês em chamas ao mesmo tempo, superando o recorde anterior de Game of Thrones (Foto: HBO)
Eduardo Dragoneti
Mesmo que os fãs queiram, A Casa do Dragão(2022)jamais será Fogo & Sangue(2018). A adaptação da Dança dos Dragões precisa transformar em quatro temporadas uma história que, no livro original, ocupa apenas seis seções. Ao mesmo tempo em que esta parte precisa preparar os acontecimentos que levarão ao desfecho da guerra, a série precisa preencher um número limitado de episódios.
O anúncio de que seria a última temporada de Euphoria ocorreu no lançamento do último episódio (Foto: HBO)
Guilherme Moraes
Em sua última temporada, Euphoria tira seus personagens da zona de conforto do colégio e os joga no mundo real. Aqui não há espaço para o cinema inocente e otimista de Steven Spielberg (E.T O Extraterrestre – 1982) ou John Hughes (Clube dos Cinco – 1985). A geração é a esperança, mas também a continuação de outra. Se lhes forem entregues violência, vício e exposição, então é disso que eles irão viver. O seriado então encerra se perguntando: qual Estados Unidos foi deixado para a geração Z?
O anime foi lançado no Japão em 3 de Outubro de 2006 (Foto: Madhouse)
Lara Fagundes
Um adolescente recebe um dom: pode decidir quando acabar com a vida de alguém apenas escrevendo seu nome. Death Note surgiu como um mangá de sucesso, escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata, contando a história de um garoto brincando de Deus e um detetive que o investiga de mais perto do que imagina. A adaptação em anime, sob direção de Tetsurō Araki, teve seu primeiro episódio lançado poucos meses após o final do mangá ser publicado. Em 2026, já é um clássico do gênero e permanece presente na cultura pop, não apenas como um grande thriller narrativo, mas pelo jogo de gato e rato que entretém qualquer um.
The Boys começou como uma paródia aos filmes de super-heróis (Foto: Prime Video)
Guilherme Moraes
O movimento natural de um gênero cinematográfico é o revisionismo e a paródia após o ápice para matar a maneira antiga de se fazer certo tipo de filmes e criar algo novo. O exemplo mais claro disso são os faroestes, que atingiram o seu ponto mais alto nas décadas de 1940 e 1950; passaram a ser refletidos no final dos anos 1950 e 1960 e parodiados a partir do decênio de 1970. A série The Boys apareceu em 2019 junto com Watchmencomo parte desse processo de parodiar o gênero de super-herói que havia encontrado seu ponto mais alto, mercadologicamente e narrativamente, naquele mesmo ano com Vingadores: Ultimato.
Nove episódios, lançados semanalmente, compõem o segundo ano da série (Foto: Disney+)
Davi Marcelgo
Em 2024, o showrunner de X-Men ‘97, Beau DeMayo, foi demitido da Marvel Studios, acusado de má conduta sexual. Ao mesmo tempo, ele fez algumas alegações de que a Disney havia pedido ao funcionário que deixasse a série “menos gay”. A segunda temporada estreou em 2026, com oito episódios assinados por DeMayo, em coautoria com outros roteiristas, inclusive de Brian Ford Sullivan, responsável pelo último sem o comando do principal nome por trás do primeiro ano. O resultado disso é um enredo picotado e acelerado, que parece fugir do plot principal.Continue lendo “A 2ª temporada de X-Men ’97 escreve seu próprio apocalipse”
As novelas que inspiraram a série foram publicadas entre 1998 e 2010 e sempre se destacaram por mostrar Westeros sob uma perspectiva mais cotidiana deste universo (Foto: HBO)
Eduardo Dragoneti
Há uma cena no primeiro episódio de O Cavaleiro dos Sete Reinos – O Cavaleiro Andante – em que um dragão de marionete aparece em quadro visivelmente menor do que o protagonista, Ser Duncan, o Alto (Peter Claffey). E como nada é por acaso no universo das Crônicas de Gelo e Fogo (1996 – atualmente), a escolha da direção artística (John Merry) é certeira. A cena é a série inteira resumida num único plano. Depois de anos retratando os Targaryens incendiarem cidades e dragões rasgarem o céu de Westeros, a HBO escolheu contar a história do homem que cabe no mesmo enquadramento que o símbolo máximo de poder deste mundo, apostando que isso seria suficiente para nos prender por seis episódios (e spoiler: foi além do esperado).
O primeiro episódio do anime foi exibido em 3 de abril de 2016 (Imagem: Bones Inc)
Lara Fagundes
Izuku Midoriya quer se tornar o maior herói de todos, mas o que é ser ‘super’ em um mundo em que quase todos possuem superpoderes? A história de Kohei Horikoshi teve seu desfecho no mangá em 2024, e sua adaptação animada foi finalizada em dezembro de 2025. A narrativa se consolidou como referência ao explorar conceitos clássicos sob uma nova perspectiva, tornando-se um dos maiores marcos dos animes de ação. Comemorar os dez anos de My Hero Academiaé, acima de tudo, reconhecer seu simbolismo na modernização do estilo shounen, somado à sua notável construção de universo e desenvolvimento de personagens.
Tremembé é baseada no livro homônimo de Ulisses Campbell (Foto: Prime Video)Nathalia Helen
Lançada em Outubro de 2025 pelo Prime Video, Tremembé chegou como uma das produções brasileiras mais comentadas do ano. A série mergulha no universo de crimes reais e na rotina da Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado – mais conhecida como a ‘prisão das celebridades’ – para revisitar histórias que marcaram a memória coletiva do país. Sob a direção de Vera Egito, a minissérie propõe um olhar instigante sobre o cotidiano de detentos famosos, transformando casos trágicos e violentos em uma trama envolvente e provocadora.
Todos os atores do elenco principal realmente tocam os instrumentos de seus personagens (Foto: Netflix)
Marcela Jardim
Cinco anos após sua estreia, Julie and the Phantoms permanece como um dos casos mais emblemáticos, e talvez frustrantes, da cultura pop adolescente recente. Cancelada pela Netflix mesmo diante de números expressivos, engajamento orgânico e forte apelo musical, a série se tornou símbolo de uma era em que sucesso nem sempre garante continuidade. O encerramento precoce deixou um rastro de pontas soltas e narrativas que impedem a obra de atingir seu pleno potencial, transformando o carinho do público em uma nostalgia agridoce. Mais do que um seriado interrompido, Julie and the Phantoms virou um luto coletivo compartilhado por seus fãs.
Atenção:o texto a seguir contém spoilers que nem Senhores do Tempo conseguem evitar!
O Doutor e Belinda fazem uma excursão incrível pelos confins da galáxia para terminar viajando na maionese (Foto: Disney+)
Iris Italo Marquezini
Doctor Who possui um legado bastante complicado de lidar. A natureza quase ilimitada do storytelling da série permite narrativas situadas tanto no passado quanto no futuro do planeta Terra e de todo o espaço sideral. Essa obra existe desde 1963 e, após o famoso período de hiatus, o seriado voltou em 2005 e conquistou fãs novos e antigos pela nova versão. As aventuras propiciadas pela TARDIS, nave com formato de cabine telefônica inglesa, e pelo alienígena da espécie dos Senhores do Tempo, o Doutor, trouxeram histórias emocionantes e inspiradoras durante décadas. Em 2022, a BBC e o Disney+ anunciaram uma parceria para o que, a princípio, seria um recomeço para atrair novos públicos, estrelando Ncuti Gatwa, conhecido por Sex Education(2019-2023) e Barbie(2023), como o protagonista. Com o orçamento mais alto e a volta do showrunner Russell T. Davies, as novas tramas, iniciadas em 2023, pareciam retornar positivamente para a estrutura episódica de antigamente, diferente da proposta vista anteriormente na temporada-evento Flux, por exemplo. Entretanto, toda a novidade e brilhantismo foram encerradas abruptamente.