A Casa do Dragão se arrasta até a guerra e molda uma Rhaenyra mais cruel na terceira temporada

Aviso: Esse texto contém spoilers

Cena da terceira temporada de A Casa do Dragão. Uma mulher de cabelos platinados aparece em primeiro plano usando uma armadura de metal escura sobre uma cota de malha e um elmo adornado junto com uma coroa dourada. Ela olha ligeiramente para baixo com expressão séria. O ambiente ao redor é escuro, destacando o rosto e os detalhes metálicos da armadura.
A cena do ressurgimento de Sunfyre colocou 23 dublês em chamas ao mesmo tempo, superando o recorde anterior de Game of Thrones (Foto: HBO)

Eduardo Dragoneti

Mesmo que os fãs queiram, A Casa do Dragão (2022) jamais será Fogo & Sangue (2018). A adaptação da Dança dos Dragões precisa transformar em quatro temporadas uma história que, no livro original, ocupa apenas seis seções. Ao mesmo tempo em que esta parte precisa preparar os acontecimentos que levarão ao desfecho da guerra, a série precisa preencher um número limitado de episódios.

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3ª temporada de Euphoria explora a herança americana deixada a geração Z

Cena da 3° temporada de Euphoria. Plano médio de Jules (Hunter Schafer), uma mulher branca com cabelo loiro e liso, que chega até a altura da cintura, e Rue (Zendaya), mulher negra, cabelos castanhos e ondulados, que chegam até a altura do ombro. Elas estão lado a lado diante de um painel de parede com ripas de madeira escura. À esquerda, Jules surge com um vestido escuro sem alças e um laço claro no busto, olhando de perfil para Rue. À direita, Rue usa um casaco bordeaux largo sobre uma camisola branca e calças pretas, olhando de volta para Jules com um leve sorriso e as mãos cruzadas à frente do corpo.
O anúncio de que seria a última temporada de Euphoria ocorreu no lançamento do último episódio (Foto: HBO)

Guilherme Moraes

Em sua última temporada, Euphoria tira seus personagens da zona de conforto do colégio e os joga no mundo real. Aqui não há espaço para o cinema inocente e otimista de Steven Spielberg (E.T O Extraterrestre – 1982) ou John Hughes (Clube dos Cinco – 1985). A geração é a esperança, mas também a continuação de outra. Se lhes forem entregues violência, vício e exposição, então é disso que eles irão viver. O seriado então encerra se perguntando: qual Estados Unidos foi deixado para a geração Z?

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O Outro Lado das Redes é corrupto e o homem por trás da câmera é inapto

Esse foi o primeiro filme exibido na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, mas apenas para a imprensa (Foto: Sony Pictures)

Guilherme Moraes

O Outro Lado das Redes foi exibido em uma cabine de imprensa da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e fará parte da programação do evento na seção Perspectiva Internacional. Antes de mais nada, é preciso dizer que o longa não é uma continuação de A Rede Social (2010) de David Fincher; são apenas duas obras que adaptam passagens da vida de Mark Zuckerberg e do Facebook/Instagram/Meta. Primeiro porque os personagens não são os mesmos, ou têm qualquer relação; segundo porque o Aaron Sorkin é tão ineficiente em articular os elementos cinematográficos que mal é um filme.

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Verity tenta surpreender, mas se perde na falsa complexidade

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Uma mulher branca de cabelo escuro e liso está sentada à mesa com as mãos sobre o teclado de um computador. Ela veste um casaco vermelho no mesmo tom de seu batom, enquanto olha fixamente para a câmera. Na mesa e no móvel ao fundo, há objetos de escritório e vasos com flores. A cena é iluminada pela luz de uma lâmpada alaranjada e pelo brilho azulado da tela do computador
“Esse é o seu aviso final. Apenas escuridão à frente” (Foto: Sony Pictures)

Vitória Mendes

Corromper a realidade e distorcer dilemas éticos é a especialidade de autores, em especial ao criarem um universo pelos olhos do vilão. Quando um escritor mergulha na mente e nos sentimentos mais sombrios de suas criações, o quanto disso é parte dele mesmo e o quanto é apenas ficção? Esse é o questionamento que permeia Verity. Baseado no thriller psicológico de sucesso de Colleen Hoover, o filme acompanha a trajetória de Lowen Ashleigh (Dakota Johnson), uma autora com pouco reconhecimento que recebe uma proposta milionária para terminar os últimos livros da famosa série de Verity Crawford (Anne Hathaway), que está debilitada. Tendo acabado de perder a mãe e sendo despejada de seu apartamento, a protagonista aceita a proposta e se muda para a casa da família. 

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Em Ponto Sem Retorno, Ridley Scott transforma uma distopia em um acampamento

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Cena de Ponto Sem Retorno. Plano médio de um homem e uma mulher sentados no chão em torno de uma fogueira acesa ao ar livre. À esquerda, o homem veste camiseta cinza, calça jeans e botas de couro marrom, olhando em direção à mulher. À direita, a mulher tem cabelo preso, usa um moletom cinza folgado, calça verde-oliva e botas de cano alto, segurando uma caneca vermelha com as duas mãos. Entre eles, a fogueira solta fumaça azulada e aquece uma chaleira escura. Ao fundo, vê-se a cauda de um pequeno avião amarelo pousado em um campo com vegetação rasteira e árvores.
Ridley Scott é o diretor de clássicos como Alien, o Oitavo Passageiro e Blade Runner – O Caçador de Andróides (Foto: 20th Century Studios)

Guilherme Moraes

Ponto Sem Retorno, de Ridley Scott, se passa em um mundo pós-apocalíptico, em que uma doença matou milhares de pessoas e agora os sobreviventes precisam batalhar diariamente para continuar vivos. Seja contra outras doenças (afinal não há mais remédios e poucos médicos), luta por recursos ou contra o próprio ser humano. É uma história padrão no contexto das obras sobre distopias, o que não é algo ruim. Porém, o problema é que o filme sequer consegue parecer que está no fim do mundo.

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Só por Uma Noite é divertido e entretém mas só será relevante pelas 12 horas em que se desenrola sua trama

Duas pessoas estão em pé dentro de um vagão de metrô, diante das portas. Um homem de camisa polo azul olha sorrindo para uma mulher de cabelos longos e castanhos, que retribui o olhar enquanto segura uma barra de apoio. Ela veste um top preto brilhante de paetês, e ambos parecem estar se divertindo durante a viagem.
Só por uma Noite foi aos cinemas no dia 20 de agosto (Foto: Olive Bridge Entertainment)

Catarina Pereira

O longa Só por Uma Noite chega aos cinemas em 2026 com uma aposta na fidelidade do público às comédias românticas. A obra não foge dos padrões de roteiro do gênero, mantendo a tradicional estrutura de dividir o filme em três terços: no primeiro os personagens principais se encontram, no segundo ocorre algum desencontro e no terceiro há um desfecho.

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Dependência emocional e ansiedade são as correntes de locket, de Madison Beer

Capa do álbum locket de Madison Beer. A imagem mostra a cantora Madison Beer, uma mulher de pele branca e jovem. Ela aparece de perfil, com os olhos baixos e uma expressão melancólica. Seu cabelo escuro está preso em um penteado meio-preso, com mechas soltas emoldurando o rosto. Ela segura delicadamente um medalhão dourado em formato de coração contra o peito. O fundo apresenta uma parede azul clara e o topo de um sofá vintage bege.
locket é o quarto disco da cantora (Foto: Epic Records)

Marcela Jardim

Madison Beer passou boa parte da última década ocupando um lugar ingrato no pop: visível o suficiente para gerar expectativas, mas sempre à sombra de um ‘potencial ainda não realizado’. Desde o início viral, ainda adolescente, sua trajetória foi marcada por tentativas de se desvincular da imagem de fenômeno da internet e se afirmar como artista completa. Silence Between Songs (2023) já indicava uma virada mais autoral e confessional; entretanto, ainda soava como um álbum de transição. Com locket, Beer finalmente parece entender que maturidade artística não é apenas cantar sobre dor, é organizá-la em uma narrativa coesa. O disco surge como um ponto de consolidação, em que a vulnerabilidade é uma forma de linguagem.

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Supergirl: entre o brilhantismo de Kara Zor- El e as fórmulas hiper palatáveis de Hollywood

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Cena do Filme. Kara, uma jovem mulher vestida com o uniforme de Supergirl, que é azul de manga longa com o símbolo vermelho e amarelo com
Milly Alcock entrega carisma e uma performance dedicada a nova versão de Supergirl (Foto: DC Studios)

Mariana Bezerra

A nova versão de Supergirl (2026) chegou aos cinemas como parte dos blockbusters do verão estadunidense, assim como Superman (2025) no ano anterior. A nova versão se baseia na minissérie de quadrinhos Supergirl: A Mulher do Amanhã (2021-2022) escrito por Tom King e ilustrado pela brasileira Evelyn Bilquis, a qual dá nome a um dos planetas apresentados no filme. O que vemos agora é uma Kara Zor-el muito diferente: mais impulsiva e nonchalante – mas não menos heroica — daquela conhecida pelos fãs das séries da DC, produzidas pela CW.

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The Doom Generation é uma ode queer ao colapso juvenil

Três jovens estão lado a lado ao ar livre. No centro, uma mulher usa óculos de sol brancos, vestido rosa e uma capa transparente. À esquerda, um rapaz usa chapéu de cowboy e camisa aberta. À direita, outro rapaz veste uma camiseta listrada. Os três usam acessórios e roupas que remetem à moda alternativa dos anos 1990. Desenhado por Cathy Cooper, o figurino é um recorte primordial da história narrada (Foto: Strand Releasing/Trimark Pictures)

Victor Hugo Aguila

Poucas obras dos anos 1990 captam tão bem o sentimento de perturbação juvenil quanto The Doom Generation, de Gregg Araki. Lançado em 1995 e sendo o segundo filme da chamada Trilogia do Apocalipse Adolescente, o longa acompanha Amy (Rose McGowan), Jordan (James Duval) e Xavier (Johnathon Schaech) em uma viagem sem rumo por um Estados Unidos coberto por violência, consumo e moralmente falido.

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O Diabo Veste Prada 2 se veste de passado para se reinventar no novo

Duas mulheres estão lado a lado, encarando a câmera com expressão confiante. Ambas usam óculos escuros pretos e roupas em tons escuros. À esquerda, uma mulher mais velha, de cabelo curto grisalho, veste um blazer preto e brincos discretos. À direita, uma mulher mais jovem, com cabelo longo castanho ondulado, usa um colete preto com listras finas e um colar de pérolas.
A produção de O Diabo Veste Prada 2 mantém a essência e os principais criativos do original, incluindo o diretor David Frankel (Foto: Wendy Finerman Productions)

Catarina Pereira e Jhenifer Oliveira

Há 20 anos, O Diabo Veste Prada marcou uma geração traduzindo os bastidores da moda de luxo ao mundo e trazendo curiosidades sobre a produção editorial. O longa se tornou icônico, atingindo uma bilheteria de enorme sucesso – 326,6 milhões de dólares – e conquistando um Globo de Ouro e inúmeras outras premiações, como BMI Film Award e Satellite Awards, além de contar com as atuações brilhantes de Anne Hathaway e Meryl Streep. Em 2026, a obra ganha uma sequência que chega aos cinemas com muita antecipação do público.

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