Em um mergulho íntimo, Daniel Caesar explora as nuances de fé, herança e identidade em Son of Spergy 

No centro da imagem há um homem de frente para a câmera, com um microfone. Ele está bem distante e nos cantos da imagem há a sombra de pessoas que estão viradas para ele. A foto é tirada dentro de uma catedral durante a noite, com grandes vitrais ao centro sendo iluminados por luzes que vêm do canto inferior direito e do canto inferior esquerdo.
O álbum foi o quarto trabalho de estúdio do cantor e representou a maior estreia de sua carreira (Foto: Trent Munson/Eddie Mandell)

Catarina Pereira

Em Outubro de 2025, Daniel Caesar lançou seu quarto álbum de estúdio, uma busca dentro de sua essência musical para investigar suas raízes a fim de entender o caminho que trilhou até se constituir como artista e pessoa. Son of Spergy é, primordialmente, um documento pessoal que expõe as nuances da relação íntima de Caesar com sua fé e família. 

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Louis Tomlinson não está com medo de sentir em How Did I Get Here?

 Fotografia de Louis Tomlinson em um ambiente interno com iluminação em tons amarelos e azuis. O cantor, um homem branco de cabelos castanhos curtos e barba rala, aparece de perfil, levemente inclinado em um balcão. Seus braços estão em cima desse balcão e ao seu redor tem uma garrafa e um copo meio cheio. Ele veste uma camisa de tricô bege com listras pretas horizontais e tem diversas tatuagens visíveis nos braços.
Louis Tomlinson finalmente parece se encontrar em seu mais novo álbum (Foto: BMG)

Stephanie Cardoso

A história recente do pop tem mostrado que nem sempre a fama garante permanência. Muitos artistas descobrem, depois do auge, que sobreviver fora do fenômeno coletivo exige mais do que reconhecimento imediato. Para quem saiu de uma das maiores boybands, esse desafio se torna ainda mais visível. Louis Tomlinson, moldado pelo sucesso global do One Direction, passou os últimos anos tentando se desvincular da sombra de uma banda que definia tudo ao seu redor. Entre expectativas infladas, comparações constantes e uma carreira solo construída com passos cautelosos, sua identidade artística nunca pareceu totalmente resolvida. How Did I Get Here nasce exatamente desse conflito: um álbum que questiona o percurso, revisita o passado e tenta, enfim, estabelecer um lugar próprio dentro da indústria atual.

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Bruno Mars espremeu completamente o suco de suas referências em The Romantic, e o gosto é familiar, mas azedo

Capa do álbum The Romantic. A imagem apresenta uma gravura do rosto de Bruno Mars, que veste uma faixa na cabeça e um casaco, inserida em uma moldura ornamentada com flores. O título do álbum aparece no canto superior esquerdo, na diagonal, e o nome do artista no canto inferior direito, alinhado na horizontal, ambos escritos com uma fonte de caligrafia urbana.
Bruno Mars assina a produção de The Romantic junto a D’Mile, conhecido por colaborar em projetos de Ariana Grande, H.E.R, Drake e Victoria Monét. (Foto: Atlantic Records)

André Aguiar

O que acontece quando fazer o que ninguém está fazendo te torna mais entediante do que original? Após um intervalo de 10 anos desde que lançou seu último projeto solo, Bruno Mars retorna com The Romantic, um trabalho em que o charme do Bruninho não é tão convincente como um dia já foi. Sua posição na indústria musical permite que ele não retroceda mesmo com críticas negativas e uma recepção agridoce do público. Entretanto, quem está aqui apenas pela boa música ainda se questiona se as decisões criativas do artista partem de um lugar de influência ou de conforto. 

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Dez anos depois, ANTI ainda soa como despedida e consolidação

A imagem apresenta a capa do álbum "ANTI", da cantora Rihanna. No centro da composição, vemos o retrato em tons de cinza de uma criança que segura um balão preto por um fio fino. Sobre seus olhos, repousa uma coroa dourada de metal que funciona como uma venda, contendo inscrições em Braille gravadas em sua superfície. O fundo branco é interrompido por uma grande mancha de tinta vermelha vibrante, que parece escorrer do topo e cobrir a metade superior do corpo da criança, criando um contraste visual intenso. Por toda a extensão da arte, notam-se pequenos pontos em relevo, que formam um poema completo em Braille, convidando ao toque.
Após um vazamento na internet, ANTI foi lançado antes do previsto pela equipe de Rihanna (Foto: Christopher Polk)

Sinara Martins

Em 2016, depois de um período de expectativa e silêncio, Rihanna apresentou ANTI como um marco definitivo em sua trajetória. O álbum se sustenta como uma obra-prima pela segurança das escolhas e pela identidade muito bem definida. Desde a primeira faixa, fica evidente que existe uma direção artística clara e uma artista no controle absoluto do que quer comunicar. É um trabalho maduro, coeso e consciente, que assume riscos com tranquilidade e confia na própria proposta.

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25 anos de Figure 8: entre figuras, sons e despedidas que ainda reverberam

Fotografia quadrada colorida. Elliott Smith está em pé, no centro da imagem, de frente para a câmera. Um homem branco, com cabelo castanho curto e expressão neutra. Veste camiseta marrom com estampa no peito, jaqueta escura aberta e calça vermelha. Atrás dele há um grande mural pintado com faixas curvas seguindo um padrão nas cores preta, branca e vermelha, em alto contraste, que ocupam todo o fundo da imagem. O ambiente é externo.
Elliott diante do mural surgiu por acaso, durante uma longa caminhada com sua amiga Autumn de Wilde por Los Angeles (Foto: Autumn de Wilde)

Débora Munhoz

A voz que Elliott Smith construiu e consolidou durante os anos 90, desde o lançamento de Roman Candle (1994) até a popularização de Either/Or (1997), abriu caminho para o nascimento de sua obra mais complexa: Figure 8. O álbum surge como uma espécie de síntese, mas também como um transbordamento de tudo que ele vinha construindo, agora com um domínio mais seguro e maduro sobre sua própria linguagem. Nele, o músico se reinventa sem se afastar de si mesmo, mantendo a vulnerabilidade que sempre o caracterizou, porém a expandindo em novas direções, a tornando mais complexa. Foi o momento em que sua discografia deixou de apenas refletir o caos interno e passou a organizá-lo musicalmente, em um equilíbrio bonito entre confissão e composição.

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Quando a vulnerabilidade se torna ruptura: Novo Testamento de AJULIACOSTA

“Todas nós mulheres dentro dessa indústria somos participantes com vontade de mudar algo, ter a nossa voz e falando que a gente precisa ser escutada” (Foto: Mateus Aguiar)

Sofia Ferreira Santos

Talvez você tenha ouvido o nome da rapper AJULIACOSTA inicialmente em 2022, com o hit Não Foi do Nada. Ou até mesmo em participações da artista em faixas de grande relevância nacional no hip-hop e no rap, como Piranha (2024) de MC Luanna, Poetas no Topo 4 (2024) – projeto da Pineapple Storm – ou ainda em você vai gostar (2024) com DUDA BEAT. Seja como for ou onde você a conheceu pela primeira vez, foi em 2025, com seu segundo álbum, que a cantora não apenas lançou seu Novo Testamento, mas também apresentou as diretrizes desse novo período de sua carreira.

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Há 15 anos, Taylor Swift falava sobre amor, maturidade e vingança em Speak Now

Capa do álbum Speak Now de Taylor Swift é uma imagem impactante e elegante, centrada na figura da cantora em uma pose que sugere movimento e graça. Taylor Swift, com seu cabelo loiro encaracolado e lábios vermelhos, veste um chamativo vestido roxo sem alças, cujo tecido esvoaçante é o elemento visual mais dinâmico da cena. Ela está virada ligeiramente para a direita com o braço estendido, e sua expressão é confiante e cativante. O fundo da imagem é predominantemente branco e minimalista, servindo para acentuar o contraste vibrante do vestido roxo. A arte visual mistura elementos de fotografia e ilustração, com respingos de tinta roxa e caligrafia elegante adicionando um toque de fantasia e individualidade. Essa combinação de cores vibrantes com um cenário simples e uma iluminação suave cria uma atmosfera limpa, elegante e expressiva, reforçando o estilo romântico e criativo do álbum.
Speak Now é o terceiro álbum da cantora (Foto: Big Machine Records)

Marcela Jardim

Quando Speak Now chegou ao mundo, em 25 de outubro de 2010, Taylor Swift tinha apenas 20 anos, mas já parecia compreender com precisão o peso da própria voz. Em meio ao sucesso meteórico de Fearless (2008) e à transição entre o country e o pop, ela decidiu fazer um movimento arriscado: escrever todas as faixas sozinha. O resultado foi um álbum que soa íntimo e grandioso, misturando a doçura juvenil com a consciência dolorosa de quem já se feriu pela exposição. Speak Now apresenta a resposta de Swift à crítica que duvidava de sua autoria e maturidade artística, tornando-se uma prova de controle criativo e vulnerabilidade, marcada por arranjos orquestrais, confissões e metáforas cintilantes.

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Há 5 anos, Cherry Blossom de The Vamps florescia durante o isolamento social

Capa do álbum Cherry Blossom do The Vamps. Um prisma dourado, posicionado no centro da imagem, ergue-se em um ambiente minimalista e sofisticado. O interior da forma de faces douradas e brilhantes jorra partículas rosadas, simulando pétalas, criando um efeito de cascata. A base do prisma se mistura com uma superfície espelhada que reflete a estrutura e os grãos finos, intensificando a simetria. Acima, uma abertura oval flutua, adicionando dinamismo à cena. O fundo é predominantemente em tons de rosa e cinza, com paredes e teto lisos e iluminação suave e uniforme, realçando o brilho do ouro e a delicadeza das partículas.
Cherry Blossom é o quarto álbum da banda inglesa (Foto: EMI Records)

Marcela Jardim

Cinco anos após o lançamento de Cherry Blossom, que marca a volta do hiato de 2 anos, após um período intenso de turnê e lançamentos, o disco ganha uma camada adicional de significado. Ele não só representou o retorno da banda após um período de reestruturação criativa, como acabou se transformando em seu ponto final, pelo menos por um tempo. O grupo, que ficou conhecido a partir de 2014 por sucessos como Somebody To You em parceria com Demi Lovato, Can We Dance, Oh Cecilia (Breaking My Heart), uma parceria com Shawn Mendes – que também iniciava sua carreira –, e All Night, o maior hit da banda inglesa, entrou em uma pausa após o lançamento do disco All Night por alguns anos, – e mesmo ocorreu após o quarto álbum, visando o foco dos integrantes em suas carreiras solo, em especial o vocalista Brad Simpson, e logo retornaram as atividades em 2024.

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Entre dores herdadas e futuros possíveis: Há 10 anos, Emicida lançava Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa

Lançado em 2015, o segundo álbum de Emicida foi profundamente influenciado por uma viagem do artista a países africanos como Cabo Verde e Angola (Foto: Laboratório fantasma)

Ryan Rodrigues

Dez anos se passaram desde que Emicida, através de sua obra, nos fez revisitar sonhos, medos e memórias da infância. Lançado em agosto de 2015 e indicado ao Grammy Latino de 2016, na categoria de Melhor Álbum de Música Urbana, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa continua sendo um abraço nas dores. É uma forma sensível de enxergar os encantos e desafios do crescimento e principalmente a beleza da ancestralidade carregada em nossa história brasileira.

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Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia

Descrição: Capa do álbum Fleetwood Mac (1975). A imagem é em preto-e-branco e mostra duas pessoas em pé dentro de um arco de porta. À esquerda, uma figura alta, vestindo terno escuro e segurando uma bengala, olha para cima enquanto parece soprar ou segurar uma pequena esfera. À direita, outra pessoa, mais baixa, de barba e cabelos médios, está apoiada contra a parede com uma mão levantada. Acima deles, o nome ‘Fleetwood Mac’ aparece em letras grandes e estilizadas.
Capa do álbum Fleetwood Mac, lançado em 1975, o primeiro grande sucesso da banda (Foto: Herbert Worthington)

Bianca Costa

O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado Fleetwood Mac. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no blues britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio pulso. Formada em 1967 por Peter Green, Mick Fleetwood, John McVie e Jeremy Spencer, o grupo nasceu como um projeto sólido de blues, mas a instabilidade criativa, marcada por saídas, crises e problemas pessoais, fez eles se perderem no próprio labirinto sonoro.

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