A diretora esteve em São Paulo para apresentar o seu filme na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Arte: Maria Fernanda Beneton)
Guilherme Moraes
O Persona entrevistou a diretora mexicana de 35 anos, Fernanda Tovar, durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, sobre seu primeiro longa-metragem, Chicas Tristes. A obra conta a história de amizade entre La Maestra (Rocio Guzman) e Paula (Darana Alvarez), que sofre transformações após um evento traumático acontecer durante uma festa.
A Family estreou no Festival de Cinema de Berlim (Foto: Paradise City)
Mariana Bezerra
Uma Família, filme belga e holandês, do diretor Mees Peijnenburg, faz parte da programação da 50ª Mostra Internacional de São Paulo na seção competitiva Novos Diretores. A história acompanha dois irmãos, Nina e Eli, o caçula, em meio ao divórcio conflituoso de seus pais. A obra é dividida em três partes: a primeira mais extensa, na perspectiva de Nina (Celeste Holsheimer), a segunda sob a de Eli (Finn Vogels) e a terceira, que divide um pouco da visão de ambos. Os dois primeiros atos apresentam praticamente os mesmos acontecimentos sob perspectivas distintas, o que pode soar monótono, mas, na verdade, carrega uma sensibilidade e delicadeza emocionantes.
O filme marca a estreia de Fernanda Tovar em longas metragens (Foto: Colectivo Colmena)
Guilherme Moraes
Chicas Tristes de Fernanda Tovar é um filme mexicano sobre a relação entre Paula (Darana Alvarez) e La Maestra (Rocio Guzman) que se torna conturbada após uma delas ser abusada sexualmente em uma festa. O longa faz parte da seção Competição de Novos Diretores da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e contou com a presença da diretora no evento.
A produção também esteve presente na Jornada dos Aurores do Festival de Veneza (Foto: Visit Films)
Stéphanie Cardoso
Quando aquilo que sempre nos definiu deixa de existir, o que resta de nós? É em torno dessa pergunta que se constrói A Ginasta, exibido na seção Competição Novos Diretores da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Estreia de Charlotte Glynn na direção e no roteiro, o longa é um retrato sobre identidade, escolhas imaturas e a necessidade de seguir em frente. Monica (Britney Wheeler) é uma jovem atleta que vê seu futuro desmoronar ao sofrer uma lesão grave durante um treino. Com o pai, Rich (Ethan Embry), relutante em aceitar a situação e as colegas realizando seus sonhos, ela toma atitudes cada vez piores, em plenos anos 1990.
“Você nos destruiu. Você destruiu a nossa família” (Foto: New Line Cinema)
Guilherme Moraes
Fuga para Odessa (1994), primeiro longa da carreira de Gray, foi exibido na seção Homenagem e Retrospectiva James Gray. Um dos maiores nomes da geração noventista de Hollywood é o homenageado e o tema da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com direito a abertura do festival com seu lançamento Tigre de Papele a assinatura do cartaz do evento. Sua estreia não é nada menos do que uma obra-prima, e sua relação com a pintura já se mostrava desde essa época, quando transformou seu filme em uma tragédia barroca sobre os hábitos como herança, e a violência masculina como forma de comunicação e expressão.
Matt Reeves, de Batman (2022), assina a produção (Foto: DC Studios)
Davi Marcelgo
Adaptações de quadrinhos são mais interessantes quando abraçam as características dessa mídia física para transferir ao Cinema. De Batman – O Homem-Morcego(1966) a Homem-Aranha no Aranhaverso (2018), esses filmes se destacam na expressividade aos militares Vingadores: Era de Ultron (2015), por exemplo. Claro que o contexto do surgimento dessas produções é importante para entender o porquê são assim. No caso da sequência da equipe do MCU, ela está imersa na paranoia deflagrada na Arte americana após os ataques de 11 de setembro de 2001 e em um mundo que trouxe sucesso à trilogia sisuda do Batman, dirigida por Christopher Nolan. Assim, em que momento global e da Sétima Arte, Cara-de-Barro (2026), terceira aposta do novo universo da DC Comics nos cinemas, está ao nível de escolhas estilísticas e, por que não, mercadológicas? Continue lendo “Geração beat, noir e body horror: Cara-de-Barro molda gêneros para contar história de herói”
Na entrevista, cineasta revisita os pormenores do processo democrático ao conversar sobre documentário que retrata as eleições presidenciais de 2022
Diretora é conhecida pelos longas Mutum (2007), Campo Grande (2015) e Três Verões (2019) (Arte: Maria Fernanda Beneton)
Guilherme Machado Leal
“Tenho sangrado demais. Tenho chorado pra cachorro. Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”, versos da canção Sujeito de Sorte de Belchior e que foram interpolados pelo rapper Emicida em colaboração com Majur e Pabllo Vittar, exemplificam a sensação de esperança após um período repressivo. No contexto do documentário No Céu da Pátria Nesse Instante, idealizado e dirigido por Sandra Kogut, a música cinquentenária aparece durante os minutos iniciais da obra que retrata as eleições de 2022. Com início no oito de janeiro, um dos dias em que a democracia brasileira foi questionada, a cineasta retorna 4 meses e 3 semanas antes para mostrar o funcionamento da campanha eleitoral pela ótica da classe popular.
O que se perde quando o acervo de uma Cinemateca queima? (Foto: Carla Carniel)
Bianca Rodrigues
Nos últimos anos, o abandono, o desmonte e o discurso hostil contra a cultura brasileira enfraqueceram políticas e instituições que levaram décadas para ser construídas. Em tempos de polarização e disputas eleitorais polêmicas, a cultura voltou a ser empurrada para o centro do debate público – infelizmente, muitas vezes no papel de alvo. Discursos políticos apelativos costumam enquadrar as manifestações artísticas e as políticas de incentivo como gastos desnecessários ou pautas ideológicas divisórias. No entanto, enfraquecer o setor cultural sob narrativas de descredibilização não afeta apenas a identidade de um país, como também atinge diretamente a sua infraestrutura produtiva e social.
Paper Tiger foi o filme de abertura da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Foto: Neon FIlms)
Mariana Bezerra
Paper Tiger, o novo filme do diretor estadunidense James Gray, foi o título de abertura da 50ª Mostra Internacional de São Paulo. Gray participa desta edição do evento como peça central: assina a ilustração do cartaz oficial, é o vencedor do Prêmio Leon Cakoff, o título honorário de maior prestígio da Mostra e é homenageado com a exibição especial de sua filmografia. O longa estreou no Festival de Cannes e percorreu outros grandes festivais, como o de Nova Iorque, e chegará aos cinemas em 2027.
A cena do ressurgimento de Sunfyre colocou 23 dublês em chamas ao mesmo tempo, superando o recorde anterior de Game of Thrones (Foto: HBO)
Eduardo Dragoneti
Mesmo que os fãs queiram, A Casa do Dragão(2022)jamais será Fogo & Sangue(2018). A adaptação da Dança dos Dragões precisa transformar em quatro temporadas uma história que, no livro original, ocupa apenas seis seções. Ao mesmo tempo em que esta parte precisa preparar os acontecimentos que levarão ao desfecho da guerra, a série precisa preencher um número limitado de episódios.