Hamnet: A Vida Antes de Hamlet transforma o luto em experiência coletiva

Uma paisagem está no plano superior. Uma mulher de cabelos castanhos e usando um vestido vermelho está deitada em posição fetal no chão de uma floresta. Ao redor dela, há raízes expostas, folhas secas e vegetação. A paisagem está em tons terrosos.
“O coração dos nossos filhos bate. Eles sorriem, brincam. Nunca se esqueça por um instante que eles podem partir” (Foto: Universal Pictures)

Vitória Mendes

Lidar com o luto é uma tarefa inegavelmente complicada. A dor parece eterna e, mesmo quando diminui, deixa um rastro de sofrimento e memórias em cada vida que toca. Em muitos casos, recorrer à arte para expressar e aliviar o sentimento se mostra efetivo durante o processo de aceitação e vivência de cada fase. O pesar não tem a intenção de se encaixar. Ele chega como um fenômeno natural, sem previsão de fim. Ainda assim, o cotidiano não espera que a angústia passe ou que seja sentida para continuar. Hamnet: A Vida Antes de Hamlet retrata o luto como um personagem que predomina e avassala toda a narrativa.

Inspirado no romance de Maggie O’Farrell, o drama acompanha Agnes (Jessie Buckley), uma curandeira, e William (Paul Mescal), um escritor frustrado que luta para pagar as dívidas da casa. Agnes é um espírito livre e, assim como as demais mulheres de sua família, é vista por muitos como uma bruxa da floresta por sua relação peculiar com a natureza. Os jovens se conhecem e imediatamente são atraídos um pelo outro, resultando em um casamento e em uma gravidez quase imediata. Com o amor florescendo, Agnes incentiva William a ir para Londres trabalhar com a comunidade teatral. Contudo, apesar da felicidade aparente, o casal deve enfrentar uma tragédia que coloca seu vínculo em risco. 

Quando pragas assolam a Europa do século XVI, o filho, Hamnet (Jacobi Jupe), de 11 anos, contrai uma delas e morre em agonia nos braços da mãe. Os cônjuges, mergulhados em um luto profundo, têm dificuldades para processar a perda e a vida depois de Hamnet. Com o escritor viajando, a curandeira precisa cuidar das filhas e da casa, enquanto tenta suportar a própria dor de ter visto o filho morrer em seus braços sem o poder de mudar o seu destino. Entre previsões de um futuro incerto e premonições simbólicas, tanto do marido em Londres quanto da esposa em Stratford, a cura e a inevitabilidade dos acontecimentos caminham juntas rumo a uma tragédia que marca a história.

Uma multidão vestida com roupas típicas do século XVI é vista pelo plano superior. Elas estão reunidas ao redor de um espaço de madeira. Todas esticam as mãos em direção a um homem, vestido de azul, no centro da imagem, em cima de uma estrutura de madeira. O homem também estica os braços em direção a multidão.
O drama acumula dezenas de prêmio e 8 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme e Melhor Roteiro (Foto: Universal Pictures)

Apesar da relação direta com Hamlet (1623), famosa obra de Shakespeare, é evidente que o protagonismo pertence à Agnes, baseada em Anne Hathaway, esposa do dramaturgo. Sua trajetória tocante e sua personalidade única estabelecem uma conexão imediata com o espectador, destacando uma figura historicamente negligenciada e apagada. Trechos famosos do poeta são integrados à narrativa, mantendo a riqueza de detalhes e referências. Sob a direção de Chloé Zhao, cineasta premiada, a obra reúne produtores altamente reconhecidos pela crítica como Steven Spielberg, Sam Mendes e Liza Marshall

A trama explora as relações pessoais complexas e os desafios ao seguir sonhos em um contexto social limitante. Acompanhar Agnes, William e suas famílias a partir de uma abordagem íntima e natural é uma experiência tão intensa quanto a floresta que circunda a pequena vila onde vivem. Com as mudanças que atravessam a rotina do grupo, cada decisão reverbera intensamente. A vida doméstica e o luto influenciam diretamente Will em suas produções artísticas, que, mais tarde, inspiram a criação da trágica peça Hamlet.

Uma multidão está concentrada diante de uma estrutura de madeira. No centro, uma mulher de cabelos castanhos e vestido vermelho estende a mão em direção a um homem fora de cena. Sua expressão revela concentração e envolvimento emocional. Ao redor, as pessoas observam com atenção. Seus rostos revelam sentimentos variados a respeito do homem. Todos utilizam roupas típicas do século XVI.
Para escrever Hamnet (2020), Maggie O’Farrell realizou pesquisas teóricas e práticas, incluindo plantar seu próprio jardim medicinal elizabetano (Foto: Universal Pictures)

O isolamento, a recusa em seguir adiante e o apego à própria dor surgem como respostas válidas e humanas. As explosões emocionais que surgem da repressão do pesar trazem um toque humano e sensível que permeia muito após o fim dos créditos. Nesse sentido, a escolha do elenco se mostra um dos grandes acertos do filme. Jessie Buckley, em especial, entrega uma atuação visceral e traduz com precisão a mistura de emoções que definem Agnes. A atriz irlandesa constrói uma personagem dolorosamente real e magnífica. Paul Mescal e Jacobi Jupe, como William e Hamnet respectivamente, se destacam e compõem um elenco estável e coeso, que sustenta a narrativa emocional.

Ao longo da produção, os elementos históricos, lugares, doenças e culturas, adicionam um tom essencial de realismo. A ambientação de época e trágica se reflete nos figurinos assinados por Malgosia Turzanska, figurinista polonesa, que reforçam a ligação de Agnes com a floresta, a intelectualidade de Will e a polaridade entre o casal. O estilo de fotografia de Lukasz Zal, diretor de fotografia, evidencia a carga dramática por meio da iluminação ambiente, que aconchega e aproxima o público. Tons naturais, poucas movimentações de câmera e a montagem de Affonso Gonçalves, montador e editor de longas, contribuem para uma atmosfera estável e contemplativa.

O ambiente é escuro e rústico, iluminado apenas por uma luz quente. Duas pessoas estão sentadas em uma mesa coberta por papéis e um copo. O homem apoia a cabeça na mesa, enquanto a mulher ao seu lado o abraça, com as mãos em seus cabelos. No fundo escuro, há estruturas de madeira e uma cama.
A obra foi filmada em vilas e locais históricos da Inglaterra para trazer o olhar temporal proposto (Foto: Universal Pictures)

O enredo familiar é intensificado pela trilha sonora de Max Richter, compositor alemão, utilizada de forma estratégica e em sintonia com a fotografia. Juntos, constroem um ritmo calmo, mas não monótono, permitindo que o espectador tenha tempo para se conectar e sentir sem barreiras e expectativas. Ao moldarem o ritmo da narrativa, criam uma experiência que desacelera o olhar, amplia a escuta e potencializa o impacto. Mesmo sem grandes reviravoltas, a obra se destaca por trabalhar a profundidade e complexidade intrínseca ao ser humano.

Transformar o luto em uma experiência coletiva é uma forma de honrar e imortalizar a memória de quem partiu. A narrativa reforça que aceitar a dor como parte de si é um ato puro de amor e de coragem. Lembrar dos momentos vividos, sem se aprisionar à incansável angústia, oferece o descanso necessário à alma, não significando esquecimento. Seguir em frente não é um ato de traição, mesmo que possa parecer. Em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, a arte surge tanto como salvação quanto de ruína para Agnes e Will. Como um suspiro profundo de alívio, o drama transforma a agonia em criação e reafirma a arte como gesto de sobrevivência, memória e liberdade.

Em tudo, há Valor Sentimental

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há um homem branco de cabelos louros grisalhos olhando para uma mulher branca de cabelos castanhos. Eles estão em frente a diversos arbustos. Ele veste uma camisa social e ela usa uma blusa preta com uma jaqueta jeans por cima.
A ausência do pai moldou a personalidade de Nora e a maneira como ela se envolve com todas as pessoas de sua vida (Foto: Kasper Tuxen)

Guilherme Machado Leal

Nos filmes de Joachim Trier, a cidade Oslo se torna parte da história que o cineasta gosta de contar. As ruas, estabelecimentos e arquiteturas da capital da Noruega registram por meio das lentes a sensação de como é viver no local. Em Valor Sentimental, o diretor Gustav Borg (Stellan Skarsgård) retorna à cidade natal para convencer a filha, Nora (Renate Reinsve), a gravar um filme baseado na vida de sua família após mais de uma década afastado das telas. No entanto, há um fator especial: a primogênita seria a protagonista da narrativa, que entra na ferida mais profunda de um filho: a ausência de um pai.

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Se Eu Tivesse Pernas, Te Chutaria é o retrato torturante, mas necessário do esgotamento feminino

Linda está deitada na cama, com a cabeça apoiada na mão olhando para a filha fora de cena. Sua expressão é cansativa e ela está de regata, mostrando algumas tatuagens no braço em um quarto com uma iluminação
O filme já acumula mais de 60 indicações e 32 vitórias na temporada de premiações de 2025 (Créditos: A24)

Isabela Nascimento

A ‘histeria feminina’, ou melhor, os sentimentos incompreendidos de mulheres sempre foram abordados nas grandes telas. Por muito tempo, essas emoções eram demonstradas por um olhar masculino extremamente limitado. Porém, agora vemos essas produções lideradas por diretoras que exploram as complexidades e consequências das opressões que as mesmas sofrem ou já presenciaram.

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Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando

Mulher loira com véu preto e vestido vermelho aponta um revólver em um palco, diante de uma plateia em um ambiente com cortinas douradas
Jessie Buckley interpreta três personagens totalmente distintas entre si (Foto: Warner Bros)

Ana Beatriz Zamai

Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em Hamnet (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em A Noiva!, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos anos 1930, que foi assassinada a mando de chefes da máfia, enquanto era possuída pelo espírito fantasmagórico e teatral de Shelley. Em uma mudança de cenários, Frank (Christian Bale), o monstro de dr. Frankenstein, implora pela ajuda da Dra. Euphronious (Annette Bening), cientista especializada em reanimação de organismos, para acabar com sua solidão que já dura um século. O monstro e a doutora desenterram Ida e a trazem de volta à vida, dando início à uma grande história de amor – ou de terror.

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Há 20 anos, Percy Jackson provava que ser diferente também é ser herói

A imagem é a capa do livro O Ladrão de Raios, e mostra Percy de costas, caminhando pelo mar agitado em direção a uma grande cidade ao fundo. Ele segura uma espada dourada na mão direita. À frente dele, há uma cidade grande com prédios altos, parcialmente coberta por névoa. O céu está escuro e nublado, e um raio cai próximo aos prédios, indicando uma tempestade. As cores predominantes são verde, azul e tons escuros, transmitindo uma sensação de perigo, aventura e mistério, que combina com a história do livro.
Publicado em 2005, O Ladrão de Raios deu início a uma das séries mais influentes da literatura juvenil do século XXI (Foto: Intrínseca)

Nathalia Helen

Os livros de Percy Jackson marcaram profundamente uma geração de leitores, e celebrar 20 anos do início da saga é também celebrar o impacto emocional que as histórias tiveram ao longo do tempo. Desde o lançamento de O Ladrão de Raios em 2005, o autor Rick Riordan abriu portas para um universo onde a mitologia grega deixou de ser algo distante, recorrente nos livros escolares e passou a fazer parte do cotidiano de jovens leitores ao redor do mundo. Para muitos, foi o primeiro contato com deuses, monstros e heróis – mediados por humor, aventura e identificação.

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Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia

Descrição: Capa do álbum Fleetwood Mac (1975). A imagem é em preto-e-branco e mostra duas pessoas em pé dentro de um arco de porta. À esquerda, uma figura alta, vestindo terno escuro e segurando uma bengala, olha para cima enquanto parece soprar ou segurar uma pequena esfera. À direita, outra pessoa, mais baixa, de barba e cabelos médios, está apoiada contra a parede com uma mão levantada. Acima deles, o nome ‘Fleetwood Mac’ aparece em letras grandes e estilizadas.
Capa do álbum Fleetwood Mac, lançado em 1975, o primeiro grande sucesso da banda (Foto: Herbert Worthington)

Bianca Costa

O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado Fleetwood Mac. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no blues britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio pulso. Formada em 1967 por Peter Green, Mick Fleetwood, John McVie e Jeremy Spencer, o grupo nasceu como um projeto sólido de blues, mas a instabilidade criativa, marcada por saídas, crises e problemas pessoais, fez eles se perderem no próprio labirinto sonoro.

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Entre o homem e o mito: G-DRAGON leva a turnê e filosofia Übermensch às grandes telas

G-DRAGON caminhando em um show em meio a multidão. Fotografia retangular, ao fundo seus fãs no estádio, com o cantor ao centro. G-DRAGON é um homem asiático, de cabelos platinados com detalhes em azul. Ele veste uma regata branca, um sobretudo preto com botões brancos e detalhes de crochê na gola. Ele passa pela multidão enquanto canta e segura um microfone branco à sua frente.
G-Dragon caminha em meio a multidão durante a Übermensch Tour

Flávia Ferracini

Após oito anos longe dos palcos, G-DRAGON retorna com um projeto que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto existencial. Dirigido por Byun Jin Ho, G-DRAGON IN CINEMA: Übermensch acompanha a turnê mundial homônima de 2025, registrada em mais de dez países e lançada em mais de cinquenta – incluindo o Brasil, onde chega pelas mãos da Sato Company. O diretor, conhecido por outros trabalhos com G-DRAGON e BIGBANG, traz seu olhar que consegue equilibrar estética e introspecção, traduzindo a energia performática do artista em imagens que exploram o limite entre o humano e o sobre-humano – o que é ser ‘além do homem’ dentro de uma indústria que exige perfeição constante.

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The Buccaneers entrega vestidos lindos, romances arrastados e menos alma feminina em sua 2º temporada

 Imagem promocional da série The Buccaneers. Cinco mulheres estão deitadas de costas em um campo verde cheio de pequenas flores brancas. Elas usam vestidos de cores suaves e românticas, com flores presas no cabelo. Elas estão dispostas em círculo com as cabeças próximas e olhando para cima
A amizade e irmandade feminina – que era pra ser o foco da série – acabou sendo deixado para segundo plano na nova temporada (Foto: Apple TV+)

Stephanie Cardoso

A segunda temporada de The Buccaneers, série original da Apple TV+, chega tentando manter o charme, mas tropeça justamente onde era mais potente: a amizade entre mulheres. O que na estreia parecia um manifesto delicado sobre juventude feminina, pertencimento e afeto – aquele calor de girlhood, para usar o termo consagrado nos círculos culturais – agora vira pano de fundo para intrigas românticas e melodramas em câmera lenta. Visualmente, continua um deslumbre, porém, narrativamente é como trocar um diário íntimo por uma coluna social de revista de época.

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Sirât é a estrada até lugar nenhum

Alerta: este texto contém alguns spoilers

Cena de Sirât. Quatro pessoas e um cachorro estão em uma vasta planície branca e árida, sob uma luz solar intensa. Em primeiro plano, uma mulher de cabelos escuros e vestido estampado vermelho observa o horizonte. Ao lado dela, dois homens estão sentados no chão junto a mochilas e um cachorro branco de pequeno porte. À direita, um homem grisalho de camisa azul está de pé, com a mão na cintura, observando os outros. O clima é de exaustão e desolação.
O diretor Oliver Laxe entrou em polêmica após citar suposto ufanismo de brasileiros na Academia do Oscar (Foto: El Deseo)

Guilherme Moraes

Sirât é o nome de uma ponte que supostamente liga o inferno ao paraíso. Louis (Sergi López) está procurando sua filha mais nova, junto com seu filho, Esteban (Bruno Nuñez Arjona); Jade (Jade Oukid), Tonin (Tonin Janvier), Bigui (Richard Bellamy), Stef (Stefania Gadda) e Josh (Joshua Liam Henderson) estão indo em direção a outra festa no deserto, porém, a travessia até ela será complicada. Dessa forma, os sete se juntam para atravessá-la. Oliver Laxe busca materializar o Sirât nessa jornada, no entanto, o filme esquece do destino, foca na trajetória e acaba em lugar nenhum.

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Qual é o seu filme de terror favorito? Definitivamente não é Pânico 7

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Texto Alternativo: O vilão Ghostface em destaque no centro da imagem. Ele usa sua icônica máscara branca de expressão alongada e túnica preta com capuz. Ele segura uma faca de caça de forma ameaçadora em um ambiente externo noturno, com colunas de pedra e iluminação quente ao fundo.
Três décadas depois, o Ghostface ressurge em 2026 com um novo alvo, a filha da final girl original (Foto: Paramount Pictures)

Guilherme Machado Leal e Arthur Caires

Três décadas após a primeira aventura de Sidney Prescott (Neve Campbell), a franquia Pânico chega ao seu sétimo capítulo. Entre requels (obras que são sequência e reinício) – como o quinto filme –, novos personagens e tramas, o mundo criado por Wes Craven em 1996 se adaptou pelas décadas. Dessa vez, o icônico vilão Ghostface, dirigido pelas lentes de Kevin Williamson (roteirista do primeiro, segundo e quarto longas), tem como objetivo atacar a filha da final girl, Tatum Evans (Isabel May). 

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