O Met Gala 2026 homenageia todas as formas de se produzir arte (Arte: Livia Queiroz)
Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz
A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o Met Gala. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. O dress code escolhido por Anna Wintour este ano explora justamente este conceito, a moda como arte.
Tremembé é baseada no livro homônimo de Ulisses Campbell (Foto: Prime Video)Nathalia Helen
Lançada em Outubro de 2025 pelo Prime Video, Tremembé chegou como uma das produções brasileiras mais comentadas do ano. A série mergulha no universo de crimes reais e na rotina da Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado – mais conhecida como a ‘prisão das celebridades’ – para revisitar histórias que marcaram a memória coletiva do país. Sob a direção de Vera Egito, a minissérie propõe um olhar instigante sobre o cotidiano de detentos famosos, transformando casos trágicos e violentos em uma trama envolvente e provocadora.
Elogiada pela crítica, a série foi indicada ao IFTA Film & Drama Awards, ao Emmy e a outras premiações (Foto: Netflix)
Vitória Mendes
Uma das maiores críticas de telespectadores a respeito de adaptações literárias é a dificuldade em atingir as expectativas do público sem mudar drasticamente a narrativa ou torná-la incoerente. Construir o universo já consolidado no imaginário coletivo através da caracterização do elenco, dos figurinos e da montagem é um trabalho intricado e árduo. Nesse cenário, desde os anúncios iniciais, Sombra e Ossos não apenas correspondeu às expectativas, como se estabeleceu e agradou aos fãs. Ainda que tenha sido cancelada pela Netflix em um momento de muitas possibilidades na trama, a série se mantém amada mesmo após 5 anos.
Fernanda Montenegro diz que a nova comédia é seu último filme (Fonte: Paris Filmes)
Mariana Bezerra
O filme brasileiro Velhos Bandidos, dirigido por Cláudio Torres, chega às telonas com um elenco de peso, a começar por Fernanda Montenegro, que diz esse ser o seu último filme. Inclusive, em uma de suas apresentações de Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir, a atriz deixou claro que a obra não se tratava de um drama social, mas de uma comédia. Além dela, apenas para começar a citar o restante do elenco, estão em cena Ary Fontoura, Lázaro Ramos, Bruna Marquezine e Vladimir Brichta. Apesar dos estigmas existentes sobre as comédias nacionais – alguns verdadeiros, outros nem tanto – havia uma expectativa natural em relação a esse lançamento diante da força dos nomes envolvidos.
A produção de O Diabo Veste Prada 2 mantém a essência e os principais criativos do original, incluindo o diretor David Frankel (Foto: Wendy Finerman Productions)
Catarina Pereira e Jhenifer Oliveira
Há 20 anos, O Diabo Veste Pradamarcou uma geração traduzindo os bastidores da moda de luxo ao mundo e trazendo curiosidades sobre a produção editorial. O longa se tornou icônico, atingindo uma bilheteria de enorme sucesso – 326,6 milhões de dólares – e conquistando um Globo de Ouro e inúmeras outras premiações, como BMI Film Award e Satellite Awards, além de contar com as atuações brilhantes de Anne Hathaway e Meryl Streep. Em 2026, a obra ganha uma sequência que chega aos cinemas com muita antecipação do público.
O álbum foi o quarto trabalho de estúdio do cantor e representou a maior estreia de sua carreira (Foto: Trent Munson/Eddie Mandell)
Catarina Pereira
Em Outubro de 2025, Daniel Caesar lançou seu quarto álbum de estúdio, uma busca dentro de sua essência musical para investigar suas raízes a fim de entender o caminho que trilhou até se constituir como artista e pessoa. Son of Spergy é, primordialmente, um documento pessoal que expõe as nuances da relação íntima de Caesar com sua fé e família.
Jaafar Jackson, de 29 anos, assume o papel principal na cinebiografia Michael (Foto: Lionsgate)
Talita Mutti A ideia de uma cinebiografia é apresentar a vida de alguém que marcou a história, buscando compreender suas contradições, contextos e motivações de forma mais profunda ao longo de sua trajetória. Mais do que um simples retrato, esse tipo de obra deveria aproximar uma figura muitas vezes vista como inalcançável ao público que a acompanhou à distância, seja por notícias, rumores ou breves aparições que marcaram gerações. Michael falha justamente nesse ponto: não consegue respeitar nem humanizar um dos maiores nomes da música pop, optando por uma abordagem superficial e pouco envolvente.Continue lendo “Michael é só mais um show de cover”
Lee Cronin retorna ao lar da família disfuncional após três anos de A Morte do Demônio: A Ascensão (Foto: New Line Cinema)
Davi Marcelgo
O romeno Radu Jude, em 2025, com seu Drácula, teceu críticas a Hollywood por retirar a aura da lenda particular da Romênia, Vlad, o Empalador, e transformá-la em versões deturpadas. Desse movimento, há experiências interessantes, de A Hora do Espanto (1985) a Crepúsculo (2008), algumas obras se distanciaram do mito original e criaram algo próprio: ícones e personalidade. Essa afirmação não se aplica à Múmia, que desde a virada do século não recebe uma versão de louros. O que significa que Maldição da Múmia, de Lee Cronin, traça o mesmo caminho. Continue lendo “Maldição da Múmia…quem é ela?”
Louis Tomlinson finalmente parece se encontrar em seu mais novo álbum (Foto: BMG)
Stephanie Cardoso
A história recente do pop tem mostrado que nem sempre a fama garante permanência. Muitos artistas descobrem, depois do auge, que sobreviver fora do fenômeno coletivo exige mais do que reconhecimento imediato. Para quem saiu de uma das maiores boybands, esse desafio se torna ainda mais visível. Louis Tomlinson, moldado pelo sucesso global do One Direction, passou os últimos anos tentando se desvincular da sombra de uma banda que definia tudo ao seu redor. Entre expectativas infladas, comparações constantes e uma carreira solo construída com passos cautelosos, sua identidade artística nunca pareceu totalmente resolvida. How Did I Get Here nasce exatamente desse conflito: um álbum que questiona o percurso, revisita o passado e tenta, enfim, estabelecer um lugar próprio dentro da indústria atual.
Théodore Pellerin, interpretando Nino, imerso no labirinto de confusões e no isolamento emocional de Paris (Foto: Filmes do Estação)
Arthur Caires
Sair de um consultório com um diagnóstico de câncer é o tipo de clichê que o cinema costuma transformar em um melodrama piegas. Em Nino de Sexta a Segunda, a diretora Pauline Loquès prefere focar na reação, e não na resolução. Nino (Théodore Pellerin) tem três dias para processar que seu corpo virou uma bomba-relógio antes que a quimioterapia comece na segunda-feira.