10 anos depois, My Hero Academia ainda redefine o que é ser herói

 A imagem mostra um frame do anime. Um menino aparece ao centro, com pele branca, cabelo verde bagunçado e olhos da mesma cor, vestindo um uniforme azul com detalhes brancas e luvas verdes. Ele está sentado no chão, apoiado em uma das mãos, enquanto a outra está erguida, como se precisasse alcançar algo. A expressão no rosto dele é séria e determinada. Ao fundo, vemos um terreno alaranjado e desgastado.
O primeiro episódio do anime foi exibido em 3 de abril de 2016 (Imagem: Bones Inc)

Lara Fagundes

Izuku Midoriya quer se tornar o maior herói de todos, mas o que é ser ‘super’ em um mundo em que quase todos possuem superpoderes? A história de Kohei Horikoshi teve seu desfecho no mangá em 2024, e sua adaptação animada foi finalizada em dezembro de 2025. A narrativa se consolidou como referência ao explorar conceitos clássicos sob uma nova perspectiva, tornando-se um dos maiores marcos dos animes de ação. Comemorar os dez anos de My Hero Academia é, acima de tudo, reconhecer seu simbolismo na modernização do estilo shounen, somado à sua notável construção de universo e desenvolvimento de personagens.

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Marina Sena transforma o Carnaval de 2026 com Marinada vol.01

Capa do álbum, Marina Sena ao centro vestida de calça branca muito decorada e top amarelo, em frente a uma casa simples brasileira, a imagem é cercada por colagens de adesivos coloridas, e marinada em letras grandes e coloridas
Marina Sena mostra que ainda guarda muito a revelar (Foto: Gabriela Schmidt)

Tarsila Borsari

Para dar início ao esquenta do Carnaval de 2026, Marina Sena lançou o EP Marinada vol.01 ainda no final de dezembro de 2025. Um projeto curto, com seis faixas e cerca de 19 minutos de duração. O trabalho transita entre a pulsação do feriado nacional e canções mais tranquilas para embalar o verão. O título funciona como mais um ‘gostinho’ de seu último álbum, Coisas Naturais (2025).

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Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio

Aviso: Este texto contém spoilers

Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, um jovem branco de cabelos castanhos curtos e molhados, com o rosto suado, veste um moletom verde com capuz sob uma jaqueta escura. Ele está em um ambiente com paredes de concreto ao fundo.
O Homem-Aranha de Tom Holland volta a sua essência dos quadrinhos com este novo filme (Foto: Sony Pictures)

Stephanie Cardoso

O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve Tobey Maguire no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada na mente do público. Já a segunda trouxe Andrew Garfield no papel do herói aracnídeo e, apesar de interpretar o mesmo personagem, apresentou uma proposta bastante diferente. Anunciado em 2015, Tom Holland teve que encarar o desafio de ser o terceiro intérprete do famoso super-herói. O desafio não era pequeno, principalmente porque o público já tinha uma visão muito bem definida do que esperava de um bom filme do Cabeça de Teia.

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Com a Together Together Tour, Harry Styles prova que realmente não há diferença entre as lágrimas e o suor em seus shows

Harry Styles se apresenta no palco diante de uma grande plateia, segurando um microfone enquanto caminha por uma passarela iluminada. Vestindo um terno azul-claro com camisa e gravata em tons quentes, ele é o ponto central da composição. A iluminação do palco, os painéis de LED ao fundo e a escuridão do estádio destacam a dimensão do evento e a interação entre artista e público.
Harry Styles fez três shows com a Together Together Tour no Brasil (Foto: Instagram/@HSHQ/Anthony Pham)

Ana Beatriz Zamai

Seja pela polêmica do cancelamento do show do dia 21, pelo ato de abertura divisor de opiniões, pelos passeios e corridas por São Paulo ou ‘apenas’ pelo espetáculo em si, a curta residência de Harry Styles no Brasil com a Together Together Tour deu o que falar. Ainda se fossem somente os shows, já teria muito a ser falado, visto que o cantor conseguiu transformar o estádio do MorumBis em uma noite de balada de Roma ou Berlim. 

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A Odisseia de Nolan é a representação heróica de um herói mundano

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Sob um céu pálido, um homem de barba grisalha e uma jovem com um lenço na cabeça encaram o horizonte com feições tensas e atentas. Ambos vestem trajes rústicos e estão cercados por uma imensa planície desolada de areia úmida, poças rasas e dunas ao longe.
Com orçamento de aproximadamente 250 milhões de dólares, é a produção mais cara feita por Christopher Nolan (Foto: Universal Pictures)

Lucas Barbosa

Após 72 anos da sua última grande produção nos cinemas, A Odisseia volta a grande tela com a magnitude de um poema épico da Grécia Antiga, o texto de Homero conta através de memórias a saga de Odisseu, Rei de Ítaca, que após a Guerra de Tróia, fica 10 anos na tentativa de voltar para sua terra natal. Coube a Christopher Nolan a responsabilidade de produzir, roteirizar e dirigir uma das maiores obras da humanidade. E para quem fez Interestelar (2014) e Oppenheimer (2023) é a garantia de um filme com todo o esplendor que a história precisa: Grandes navios, armaduras gigantescas, monstros grotescos, e uma fotografia primordial. O problema disso? A obra se simplifica em um filme de ação e em certo modo foge do épico mitológico do poema homérico.

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A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê

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Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, vista de cima, Alice encara o teto. Na bochecha esquerda, há gotas de sangue escorrendo. Ela está com expressão de medo e veste uma camiseta cinza escuro com marcas de suor. Seu cabelo está desarrumado e possui mechas rosa. Alice é uma mulher na faixa dos 30 anos, de origem tunisiana e europeia.
Souheila Yacoub, de Clímax (2018), protagoniza o sexto filme da franquia (Foto: Ghost House Pictures)

Davi Marcelgo

O primeiro filme da franquia, Evil Dead (1981), recebeu, no Brasil, o título de Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (Bruce Campbell) foi levado ao limite – de covarde para bad ass na mesma madrugada – como as produções sucessoras dobraram a aposta, enriquecendo a mitologia dos deadites. Em Army of Darkness (1992), o terceiro capítulo da saga, a cabana deixa de ser o cenário e é substituída pela paisagem medieval; Williams é sugado por um portal e enviado para o período do aço e das espadas. Já a série Ash vs. Evil Dead (2015-2018) aproveitou o terreno construído por Sam Raimi nos três longas para extrapolar tanto a lore quanto os temas abordados. Twist and Shout, sétimo episódio do terceiro ano, tateia os massacres em escolas americanas, por exemplo. Enquanto a trajetória da franquia é marcada por inovação, A Morte do Demônio: Em Chamas se contenta em apenas ser uma faísca.  Continue lendo “A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê”

Os Minions e Monstros salvaram o cinema

Aviso: Este texto contém spoilers

Cena do filme Minions e Monstros. Três minions estão em pé, cercados por velas acesas, em um ambiente que remete a um ritual. O minion do centro usa óculos de lente única e tem um livro aberto sobre uma caixa de madeira, com expressão séria. Ao fundo, um cartaz escrito "Minions y Monstras" mostra um rosto assustador e ilustrações de outros minions em pânico.
O longa estreou nos cinemas do Brasil em 2 de julho (Imagem: Universal Pictures)

Eduardo Dragoneti

Situado na Era de Ouro de Hollywood, Minions e Monstros fecha a trilogia derivada da franquia Meu Malvado Favorito (2010). Com um novo trio protagonista, James, Henry e Ed, o longa explora a importância da liberdade criativa, repudia a submissão e explora a amizade como os outros dois filmes da saga não haviam feito. Após mais uma procura incessante por um ‘mini-chefe’, os Minions, em especial James, se encontram no Cinema, onde viram celebridades nos anos 1920.

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Supergirl: entre o brilhantismo de Kara Zor- El e as fórmulas hiper palatáveis de Hollywood

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Cena do Filme. Kara, uma jovem mulher vestida com o uniforme de Supergirl, que é azul de manga longa com o símbolo vermelho e amarelo com
Milly Alcock entrega carisma e uma performance dedicada a nova versão de Supergirl (Foto: DC Studios)

Mariana Bezerra

A nova versão de Supergirl (2026) chegou aos cinemas como parte dos blockbusters do verão estadunidense, assim como Superman (2025) no ano anterior. A nova versão se baseia na minissérie de quadrinhos Supergirl: A Mulher do Amanhã (2021-2022) escrito por Tom King e ilustrado pela brasileira Evelyn Bilquis, a qual dá nome a um dos planetas apresentados no filme. O que vemos agora é uma Kara Zor-el muito diferente: mais impulsiva e nonchalante – mas não menos heroica — daquela conhecida pelos fãs das séries da DC, produzidas pela CW.

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The Doom Generation é uma ode queer ao colapso juvenil

Três jovens estão lado a lado ao ar livre. No centro, uma mulher usa óculos de sol brancos, vestido rosa e uma capa transparente. À esquerda, um rapaz usa chapéu de cowboy e camisa aberta. À direita, outro rapaz veste uma camiseta listrada. Os três usam acessórios e roupas que remetem à moda alternativa dos anos 1990. Desenhado por Cathy Cooper, o figurino é um recorte primordial da história narrada (Foto: Strand Releasing/Trimark Pictures)

Victor Hugo Aguila

Poucas obras dos anos 1990 captam tão bem o sentimento de perturbação juvenil quanto The Doom Generation, de Gregg Araki. Lançado em 1995 e sendo o segundo filme da chamada Trilogia do Apocalipse Adolescente, o longa acompanha Amy (Rose McGowan), Jordan (James Duval) e Xavier (Johnathon Schaech) em uma viagem sem rumo por um Estados Unidos coberto por violência, consumo e moralmente falido.

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Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar

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Cena do filme Backrooms: Um Não-LugarNa imagem, a personagem Mary está centralizada, de frente para uma parede branca com o desenho de uma porta em azul. O ambiente é iluminado por uma luz amarelada, provocando a sombra de Mary no canto direito. Mary é uma mulher branca, na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros na altura dos ombros. Ela veste uma camisa florida de manga curta e uma calça marrom. Ela está olhando para trás com expressão de preocupação.
O Youtuber de apenas 20 anos traz sua websérie para as telonas (Foto: A24)

Davi Marcelgo

É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar Evil Dead (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela A24 aos 19 anos para levar aos cinemas a sua websérie Backrooms, disponível no YouTube. Ainda é cedo para cravar que seu found footage, Backrooms: Um Não-Lugar, entrou para a história ao lado de A Bruxa de Blair (1999) e REC (2007), mas enquanto o rolo gira, nota-se a competência do novato em causar medo e dominar a linguagem do Cinema.  Continue lendo “Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar”