Só por Uma Noite é divertido e entretém mas só será relevante pelas 12 horas em que se desenrola sua trama

Duas pessoas estão em pé dentro de um vagão de metrô, diante das portas. Um homem de camisa polo azul olha sorrindo para uma mulher de cabelos longos e castanhos, que retribui o olhar enquanto segura uma barra de apoio. Ela veste um top preto brilhante de paetês, e ambos parecem estar se divertindo durante a viagem.
Só por uma Noite foi aos cinemas no dia 20 de agosto (Foto: Olive Bridge Entertainment)

Catarina Pereira

O longa Só por Uma Noite chega aos cinemas em 2026 com uma aposta na fidelidade do público às comédias românticas. A obra não foge dos padrões de roteiro do gênero, mantendo a tradicional estrutura de dividir o filme em três terços: no primeiro os personagens principais se encontram, no segundo ocorre algum desencontro e no terceiro há um desfecho.

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Há 5 anos, Olivia Rodrigo tirava a carta de motorista e dirigia pela própria angústia adolescente

Capa do álbum Sour, da cantora Olivia Rodrigo. Na imagem, há a artista utilizando um top rosa felpudo com uma saia com listras branca, azul e roxa. O fundo da imagem é roxo e ela está no centro da capa. Ela possui cabelos ondulados e está com os braços cruzados. Ela mostra a língua, que contém 4 papéis que juntos formam a palavra Sour. Em seu rosto, há diversas figurinhas. No canto inferior direito, há o selo “Parental Advisory Explicit Content”.
Após cinco anos do lançamento e com mais de 17 bilhões de streams, SOUR ainda é o álbum feminino mais reproduzido no Spotify (Foto: Heather Hazzan)

Guilherme Machado Leal

Era a primeira semana de 2021 no momento em que uma adolescente de 17 anos publicou os primeiros teasers sobre a música que daria início à sua carreira. Com uma divulgação modesta, a jovem era relativamente conhecida, pois atuava como protagonista em High School Musical: The Musical: The Series (2019), produção do Disney+. No dia 8 de janeiro, ela lançou a faixa drivers license, e a partir daquele momento, a vida da artista mudaria para sempre. Na segunda sexta-feira do ano, Olivia Rodrigo se apresentou ao mundo com uma canção sobre um relacionamento falho – algo comum no dia a dia da cultura pop. Mas o que tornou tudo diferente naquela vez?

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Dependência emocional e ansiedade são as correntes de locket, de Madison Beer

Capa do álbum locket de Madison Beer. A imagem mostra a cantora Madison Beer, uma mulher de pele branca e jovem. Ela aparece de perfil, com os olhos baixos e uma expressão melancólica. Seu cabelo escuro está preso em um penteado meio-preso, com mechas soltas emoldurando o rosto. Ela segura delicadamente um medalhão dourado em formato de coração contra o peito. O fundo apresenta uma parede azul clara e o topo de um sofá vintage bege.
locket é o quarto disco da cantora (Foto: Epic Records)

Marcela Jardim

Madison Beer passou boa parte da última década ocupando um lugar ingrato no pop: visível o suficiente para gerar expectativas, mas sempre à sombra de um ‘potencial ainda não realizado’. Desde o início viral, ainda adolescente, sua trajetória foi marcada por tentativas de se desvincular da imagem de fenômeno da internet e se afirmar como artista completa. Silence Between Songs (2023) já indicava uma virada mais autoral e confessional; entretanto, ainda soava como um álbum de transição. Com locket, Beer finalmente parece entender que maturidade artística não é apenas cantar sobre dor, é organizá-la em uma narrativa coesa. O disco surge como um ponto de consolidação, em que a vulnerabilidade é uma forma de linguagem.

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A Morte do Robin Hood e a culpa que assola o cinema hollywoodiano

Aviso: Este texto contém spoilers

Cena do filme A Morte do Robin Hood. Plano médio de um cômodo rústico com paredes de pedra e arcos. Uma mulher de cabelo curto e vestido longo bege está de pé, segurando e observando atentamente a mão de um homem mais velho que está sentado na beira de uma cama de madeira. O homem tem longos cabelos grisalhos e barba, veste uma túnica branca e calças escuras, e olha para baixo. Uma luz azulada suave entra por uma abertura no alto da parede, criando uma atmosfera melancólica e de cuidado. Há um banco de madeira pequeno perto da cama.
Em 2021, o diretor Michael Sarnoski fez sucesso com o filme Pig (Foto: A24)

Guilherme Moraes

Há poucas semanas, Christopher Nolan fazia sucesso com A Odisseia (2026), uma adaptação da obra de Homero focada na culpa de Odisseu. Anos atrás, o próprio diretor lançou Oppenheimer (2023), uma história também de remorso, dessa vez pela criação da bomba atômica. Apesar das diferentes abordagens, A Morte do Robin Hood de Michael Sarnoski também percorre o caminho da culpa, porém, neste caso, focando em uma escala individual.

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A Sessão da Tarde mal pode esperar para passar O fim da rua em alguns anos

Aviso: Este texto contém spoilers

A imagem mostra quatro pessoas dentro de um carro antigo de cor verde-clara. No banco dianteiro, um homem dirige enquanto uma mulher está ao volante; entre eles, no banco traseiro, estão dois jovens. Os quatro observam atentamente o que acontece ao redor, com expressões de preocupação e tensão. A cena é registrada de frente, através do para-brisa do veículo, com uma paisagem residencial ao fundo.
Anne Hathaway e Ewan McGregor vivem casal em mundo apocalíptico em O fim da rua (Foto: Bad Robot e Jackson Pictures)

Ana Beatriz Zamai

O fim da rua segue uma família dos anos 80 que é transportada para a era pré-histórica junto com todo seu bairro. Enquanto se defendem dos animais do período jurássico, eles tentam entender o que está acontecendo e como voltar para suas vidas comuns. Parece apenas mais um filme de ficção científica com dinossauros, seguindo o padrão de algum dos Jurassic Park, por exemplo, mas não é. Diferente da famosa franquia, o longa vai além de ser apenas uma perseguição entre monstros e humanos e coloca os personagens para explorar as relações familiares enquanto lutam pela própria vida.

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Em O Cavaleiro dos Sete Reinos, Westeros finalmente olha para baixo

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Em um acampamento ao ar livre, um homem jovem de cabelos claros segura uma criança no colo enquanto ambos comemoram. O homem, vestindo uma túnica simples esverdeada, ergue o punho fechado e grita com entusiasmo. A criança, careca e vestida com roupa marrom rústica, levanta o braço com o punho cerrado, sorrindo amplamente. Ao redor, diversas pessoas também celebram, algumas com braços erguidos e outras se abraçando. Ao fundo, tendas de tecido claro e árvores verdes compõem o cenário.
As novelas que inspiraram a série foram publicadas entre 1998 e 2010 e sempre se destacaram por mostrar Westeros sob uma perspectiva mais cotidiana deste universo (Foto: HBO)

Eduardo Dragoneti

Há uma cena no primeiro episódio de O Cavaleiro dos Sete ReinosO Cavaleiro Andante – em que um dragão de marionete aparece em quadro visivelmente menor do que o protagonista, Ser Duncan, o Alto (Peter Claffey). E como nada é por acaso no universo das Crônicas de Gelo e Fogo (1996 – atualmente), a escolha da direção artística (John Merry) é certeira. A cena é a série inteira resumida num único plano. Depois de anos retratando os Targaryens incendiarem cidades e dragões rasgarem o céu de Westeros, a HBO escolheu contar a história do homem que cabe no mesmo enquadramento que o símbolo máximo de poder deste mundo, apostando que isso seria suficiente para nos prender por seis episódios (e spoiler: foi além do esperado).

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Em Katábasis, R. F. Kuang transforma a universidade no verdadeiro inferno

A obra causou debates no BookTok, nicho literário do TikTok, por ser considerada acadêmica e complexa de ler (Foto: Intrínseca)

Vitória Mendes

Imagine que você está desenvolvendo sua tese de doutorado e, antes que você possa terminar, seu orientador venha a falecer. E somente ele poderia lhe garantir a tão sonhada carta de recomendação, capaz de abrir todas as portas imagináveis. O que você faria? Se aventuraria no Inferno para recuperar a alma do seu orientador, trazê-lo de volta e tê-lo na banca avaliadora? Alice Law, sim. Essa é a proposta de Katábasis de R. F. Kuang, autora best seller e aclamada pela escrita em Babel (2022) e na trilogia A Guerra da Papoula (2018). Lançada em setembro de 2025 pela editora Intrínseca e traduzida por Marina Vargas, a fantasia dark academia tece uma narrativa onde filosofia, mitologia e universidade convergem com sagacidade e intelectualidade. 

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you seem pretty sad for a girl so in love: quando só falta o pastor falar o seu nome no culto

 

Capa do álbum you seem pretty sad for a girl so in love, da cantora Olivia Rodrigo, uma mulher com ascendência amarela. Na foto, a jovem de cabeça para baixo em um balanço. Ela usa um vestido rosa com mangas e golas brancas. Ela veste uma meia branca e um sapato de salto alto preto. No fundo da capa, há o céu azul da paisagem e no lado direito superior o selo da gravadora “Parental Advisory Explicit Content”.
you seem pretty sad for a girl so in love, terceiro álbum de Olivia Rodrigo, aborda todos os sentimentos do namoro da cantora com o ator Louis Partridge (Foto: Geffen Records)

Guilherme Machado Leal

O primeiro encontro é o início das borboletas no estômago: o indivíduo se arruma, treina os assuntos que vai falar para tentar impressionar um outro alguém e tenta se convencer de que tudo será perfeito. Às vezes, não é aquilo que esperamos. Mas certas ocasiões podem despertar a faísca necessária para o começo de algo muito lindo, como é o caso de drop dead, faixa de abertura do you seem pretty sad for a girl so in love, terceiro álbum de estúdio de Olivia Rodrigo. Na canção, a artista narra o contato de seu mundo com o do amado, Louis Patridge (ator britânico que namorou com ela por cerca de dois anos e é a inspiração para a nova coletânea).

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10 anos depois, My Hero Academia ainda redefine o que é ser herói

 A imagem mostra um frame do anime. Um menino aparece ao centro, com pele branca, cabelo verde bagunçado e olhos da mesma cor, vestindo um uniforme azul com detalhes brancas e luvas verdes. Ele está sentado no chão, apoiado em uma das mãos, enquanto a outra está erguida, como se precisasse alcançar algo. A expressão no rosto dele é séria e determinada. Ao fundo, vemos um terreno alaranjado e desgastado.
O primeiro episódio do anime foi exibido em 3 de abril de 2016 (Imagem: Bones Inc)

Lara Fagundes

Izuku Midoriya quer se tornar o maior herói de todos, mas o que é ser ‘super’ em um mundo em que quase todos possuem superpoderes? A história de Kohei Horikoshi teve seu desfecho no mangá em 2024, e sua adaptação animada foi finalizada em dezembro de 2025. A narrativa se consolidou como referência ao explorar conceitos clássicos sob uma nova perspectiva, tornando-se um dos maiores marcos dos animes de ação. Comemorar os dez anos de My Hero Academia é, acima de tudo, reconhecer seu simbolismo na modernização do estilo shounen, somado à sua notável construção de universo e desenvolvimento de personagens.

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Marina Sena transforma o Carnaval de 2026 com Marinada vol.01

Capa do álbum, Marina Sena ao centro vestida de calça branca muito decorada e top amarelo, em frente a uma casa simples brasileira, a imagem é cercada por colagens de adesivos coloridas, e marinada em letras grandes e coloridas
Marina Sena mostra que ainda guarda muito a revelar (Foto: Gabriela Schmidt)

Tarsila Borsari

Para dar início ao esquenta do Carnaval de 2026, Marina Sena lançou o EP Marinada vol.01 ainda no final de dezembro de 2025. Um projeto curto, com seis faixas e cerca de 19 minutos de duração. O trabalho transita entre a pulsação do feriado nacional e canções mais tranquilas para embalar o verão. O título funciona como mais um ‘gostinho’ de seu último álbum, Coisas Naturais (2025).

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