3ª temporada de Euphoria explora a herança americana deixada a geração Z

Cena da 3° temporada de Euphoria. Plano médio de Jules (Hunter Schafer), uma mulher branca com cabelo loiro e liso, que chega até a altura da cintura, e Rue (Zendaya), mulher negra, cabelos castanhos e ondulados, que chegam até a altura do ombro. Elas estão lado a lado diante de um painel de parede com ripas de madeira escura. À esquerda, Jules surge com um vestido escuro sem alças e um laço claro no busto, olhando de perfil para Rue. À direita, Rue usa um casaco bordeaux largo sobre uma camisola branca e calças pretas, olhando de volta para Jules com um leve sorriso e as mãos cruzadas à frente do corpo.
O anúncio de que seria a última temporada de Euphoria ocorreu no lançamento do último episódio (Foto: HBO)

Guilherme Moraes

Em sua última temporada, Euphoria tira seus personagens da zona de conforto do colégio e os joga no mundo real. Aqui não há espaço para o cinema inocente e otimista de Steven Spielberg (E.T O Extraterrestre – 1982) ou John Hughes (Clube dos Cinco – 1985). A geração é a esperança, mas também a continuação de outra. Se lhes forem entregues violência, vício e exposição, então é disso que eles irão viver. O seriado então encerra se perguntando: qual Estados Unidos foi deixado para a geração Z?

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Na pele de Marjorie Estiano, Ângela Diniz não pede para ser amada, mas exige liberdade – assim como todas as mulheres

Cena de Ângela Diniz: Assassinada e Condenada. Ângela, uma mulher de pele clara aparece em ambiente externo, durante o dia. Ela tem cabelo castanho ondulado e solto. Ela sorri enquanto ergue um dos braços, parecendo estar dançando. Na outra mão, segura uma taça com Champagne. Usa um vestido bege com listras brilhosas, sem mangas e com decote profundo, além de brincos grandes e um cordão. Ao fundo, há outras pessoas desfocadas e árvores e plantas que compõem a paisagem.
A série foi inspirada na história de Ângela Diniz, a socialite a frente de seu tempo vítima de feminicídio (Fonte: HBO Max)

Mariana Bezerra

O final de 2025 foi marcado por um clima de luto. Enquanto as festividades se aproximavam, as histórias de alguns nomes femininos começaram a ocupar as redes sociais e ganharam mais tempo de audiência nos jornais. Infelizmente, os comentários e matérias não se tratavam do sucesso profissional dessas mulheres, ou de alguma história curiosa ou cativante de suas vidas; não ouvimos sobre o brilho delas ou sobre suas paixões. Isso só foi ouvido depois, e das bocas dos amigos e familiares que, em busca de justiça, relembram a coragem, os sorrisos e sonhos daquelas mulheres que tiveram as vidas roubadas pelo feminicídio.

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O adeus da Ovelha Negra – Rita Lee: Mania de Você é mais do que um documentário

Rita Lee: Mania de Você traz à tona a carta inédita que a cantora escreveu para os filhos pouco antes de sua morte (Foto: Max)

Luana Brusiano

Em Rita Lee: Mania de você, longa-metragem documental lançado dois anos após a morte da eterna rainha do rock, acompanhamos um pouco da vasta trajetória de Rita Lee Jones, suas conquistas, perdas, vícios e virtudes. Dirigido por Guido Goldberg, o documentário revive memórias pela lente de amigos, familiares e expõe a carta inédita deixada pela artista aos seus filhos antes de sua morte.

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Pegue o desfibrilador, pois a primeira temporada de The Pitt irá reviver o gênero

Cena da série The Pitt. Nela, há um homem branco de cabelos castanhos escuros com barba e bigode. Ele veste um moletom azul e segura uma garrafa de inox. O homem está na área de trauma de um hospital.
O rosto de Noah Wyle não é novo aos amantes de séries médicas (Foto: Max/Warrick Page)

Guilherme Machado Leal

O dia a dia turbulento de profissionais da área de saúde se popularizou nos anos 90, com Plantão Médico. Drama procedural, o sucesso era considerado a maior série médica até 2019, quando Grey’s Anatomy ultrapassou o número de temporadas ao bater a marca de 332 episódios, antes conquistada pela trama protagonizada por George Clooney. A partir da consolidação da produção de Shonda Rhimes, inúmeros produtos televisivos focados em médicos lançaram e conquistaram o público. No entanto, o gênero se tornou obsoleto, previsível e não mais impactante como ocorria em seus anos de ouro. Dito isso, o que faz The Pitt, produção da HBO Max, ser um frescor?

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Pinguim mostra que Gotham é mais cruel quando o Batman não está por perto

Cena da série Pinguim. A imagem mostra Oswald Cobblepot de frente, vestindo um casaco de couro preto, camisa branca e gravata escura, em um ambiente de arquitetura gótica com arcos de pedra e janelas altas. Ele encara algo fora de cena com uma expressão rígida e desconfiada, transmitindo tensão e autoridade. A luz suave que entra pelas janelas destaca o contraste entre a frieza do cenário e o tom sombrio do personagem, reforçando o clima dramático da narrativa.
Em Pinguim conhecemos um vilão que dá pena — curiosamente, o que ele mais odeia que sintam dele (Foto: Macall Polay/HBO Max)

Stephanie Cardoso

Se The Batman (2022) já tinha mostrado uma Gotham encharcada de corrupção e sombras, Pinguim – seu spin-off na HBO Max – vai além do que era esperado: mergulhando no fundo do submundo, onde não existem ‘mocinhos’, somente aqueles que lutam para sobreviver ou dominar. A série mergulha no caos e mostra que o verdadeiro medo não está na máscara, mas na ausência dela, entre as conversas frias onde o poder é vendido em pedaços e a lealdade vale menos que um dólar sujo.

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A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo

Ellie é uma mulher branca de 19 anos com os cabelos morenos parcialmente presos em um coque. A mulher, localizada na extremidade direita da foto, utiliza uma blusa de frio preta e carrega, na mão esquerda, uma fonte de luz em formato de cano, que se assemelha a uma lanterna, apontada para o lado esquerdo do quadro. Ao lado esquerdo, fungos em formatos cilíndricos “agarram” um cadáver destruído e tomado pelo mesmo ser vivo, que é iluminado pela lanterna da personagem à direita.
A segunda temporada de The Last of Us diminui o ritmo do seriado (Foto: MAX )

Isabela Pitta

Mesmo que o tempo ande a passos lentos ou corra com avidez, a vingança nasce e renasce no coração humano. A cada ciclo vingativo fechado, ao menos um novo é aberto e a humanidade se perde em desesperança. Apesar de a violência já ser esperada em um mundo apocalíptico, no fundo, as próprias pessoas são a principal fonte das atrocidades consideradas, desumanas. Porém, sem o ódio e o amor, o que sobra na essência humana? A segunda temporada de The Last Of Us chegou, em abril deste ano, às telas dos assinantes da MAX com medo de mergulhar de cabeça na essência dual e complexa de Ellie.  Continue lendo “A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo”

The Weeknd tenta a redenção audiovisual em Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes, mas escorrega em um roteiro no escuro

Aviso: O texto contém spoilers

A imagem mostra o artista musical Abel Tesfaye (The Weeknd) com uma expressão aflita, em meio a partículas de chamas e faíscas em um cenário escuro.
O filme foi lançado no Brasil em 15 de maio de 2025 (Foto: Lionsgate Films)

Eduardo Dragoneti

Após sua atuação amplamente criticada na série The Idol, da HBO Max, o multiartista Abel Tesfaye (The Weeknd) volta a se arriscar no mundo audiovisual e protagoniza  seu primeiro longa-metragem: Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes. Contracenando com nomes de peso como Jenna Ortega e Barry Keoghan, o filme parece buscar redenção para a imagem audiovisual do cantor. No entanto, o que se desenha é um desastre narrativo embalado por trilhas de seu último álbum homônimo.

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PCC: Poder Secreto apresenta a irmandade envolvida entre os integrantes do Primeiro Comando da Capital

A imagem foca num grupo de 9 integrantes, com camisas e shorts lisos em tons claros, em cima de um telhado, levantando uma bandeira com as iniciais da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao lado inferior esquerdo há o logo da série documental escrito “PCC Poder Secreto”.
“Cadeia um cômodo do inferno, seja no outono no inverno”: PCC: Poder Secreto desdobra a história do Primeiro Comando da Capital em narrativas antes ocultadas (Foto: Max)

Marcela Lavorato e Rebecca Ramos

Em 1997, ao lançar o álbum Sobrevivendo no Inferno, os Racionais MC’s propuseram, pela primeira vez na grande mídia, uma reflexão acerca das dificuldades enfrentadas pelas pessoas na periferia, além de questionar o que leva certos indivíduos neste contexto ao dilacerante sistema carcerário. Embora seja incerto o número de participantes de facções dentro de presídios, certamente é algo a ser discutido. O Primeiro Comando da Capital, popularmente conhecido como PCC, tem uma presença enorme dentro e fora das prisões, mas continua-se a ignorar este fato, uma vez que é de extrema delicadeza debater sobre como são tratados indivíduos periféricos num contexto prisional e seus efeitos na sociedade civil.

“A cadeia é um moedor de ser humano”. A frase dita pelo ex-agente penitenciário Diorgeres Victorio é o ponto de partida que a direção de PCC: Poder Secreto  – exibida pela Max, antiga HBO Max –  evidencia durante os quatro capítulos da obra. Entre Carandiru, Pedro Juan Caballero, Taubaté e Presidente Venceslau, os presídios são idênticos – não há nenhuma atividade de ressocialização; há somente o trancafiamento. E é a partir daí que começamos a entender o surgimento da facção.

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Do esgoto de Hollywood a suas telas: The Idol prova que polêmicas não trazem um hit e qualidade

Cena da série The Idol. Na imagem há Lily-Rose Depp, uma mulher branca e loira à frente, com a cabeça levemente virada para a direita e uma camiseta regata branca com decote, ela é abraçada por trás por Tedros, The Weeknd, um homem negro, com barba, óculos escuros e camisa branca com alguns detalhes triangulares em preto. Ambos estão sorrindo. Ao fundo, é possível enxergar algumas pessoas dançando. A fotografia foi tirada em uma balada.
No Festival de Cannes, o diretor Sam Levinson afirmou que as controvérsias fariam de The Idol a maior série do verão (Foto: HBO Max)

Talita Cardoso

Abusos da mídia, dores físicas e psicológicas de artistas, transtornos desencadeados pelo meio e todos os bastidores podres da indústria musical de forma nunca antes vista. Foi o que The Idol prometeu explorar ao narrar a perspectiva de Jocelyn (Lily-Rose Depp), uma cantora mentalmente instável e fisicamente ferida pela profissão, que tem sua vida e a forma como enxerga a arte alterada ao conhecer um problemático produtor musical, Tedros (The Weeknd).

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Barry não redime Barry: a quarta e última temporada concebe um manifesto anti-anti-herói

Cena da série Barry. Imagem em close do protagonista olhando para frente, dos ombros para cima e à frente de um fundo preto. O rosto dele está com sangue e machucados espalhados, além de um curativo sobre o nariz e um dos olhos inchado, quase fechado.
Barry chegou ao fim em uma nota fria, dura e irônica, que garantiu o lugar da série na corrida pelo Emmy 2023 (Foto: HBO Max)

Giovanna Freisinger

A quarta e última temporada de Barry responde às perguntas existenciais levantadas pela obra até então e leva a história, que parecia estar em uma rua sem saída, ao seu desfecho. Seus momentos finais a consolidam como uma das melhores produções de televisão dos anos recentes. Os fãs da série estão na torcida para que esse seja o ano em que ela finalmente conquiste o título de Melhor Série de Comédia no Emmy 2023, após três indicações nesta categoria, mas nenhuma vitória até então. O obstáculo é a concorrência pesadíssima da categoria, com Abbott Elementary, A Maravilhosa Sra. Maisel, Jury Duty, Only Murders in the Building, Ted Lasso, The Bear e Wandinha.

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