Após 5 anos, continua satisfatório ser A Pior Pessoa do Mundo

Cena de A Pior Pessoa do Mundo. Na imagem, há um homem branco de cabelos castanhos tragando a fumaça que sai da boca de uma mulher branca de cabelos castanhos. Os dois vestem roupas pretas.
Em 12 capítulos, Julie (Renate Reinsve) experimenta infidelidade, solidão e completude em Oslo (Foto: MK2 Productions)

Guilherme Machado Leal

Julie (Renate Reinsve) é aquele tipo de jovem que representa a geração à qual pertence: na fase dos 20 e poucos anos, a mulher é obcecada pela sensação que as mais variadas experiências podem garantir a ela. Desde testar vários cursos em universidades para aplicar suas habilidades até  dormir com quem quiser, a personagem-título traz aspectos conflitantes relacionados às suas escolhas. Para alguns, ela é um modelo a ser seguido. Já outros, a definem como o grande ‘problema’ da história, e é isso que torna A Pior Pessoa do Mundo, de Joachim Trier, um marcador temporal da juventude da década de 2020.

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Em Ponto Sem Retorno, Ridley Scott transforma uma distopia em um acampamento

Aviso: Este texto contém spoilers

Cena de Ponto Sem Retorno. Plano médio de um homem e uma mulher sentados no chão em torno de uma fogueira acesa ao ar livre. À esquerda, o homem veste camiseta cinza, calça jeans e botas de couro marrom, olhando em direção à mulher. À direita, a mulher tem cabelo preso, usa um moletom cinza folgado, calça verde-oliva e botas de cano alto, segurando uma caneca vermelha com as duas mãos. Entre eles, a fogueira solta fumaça azulada e aquece uma chaleira escura. Ao fundo, vê-se a cauda de um pequeno avião amarelo pousado em um campo com vegetação rasteira e árvores.
Ridley Scott é o diretor de clássicos como Alien, o Oitavo Passageiro e Blade Runner – O Caçador de Andróides (Foto: 20th Century Studios)

Guilherme Moraes

Ponto Sem Retorno, de Ridley Scott, se passa em um mundo pós-apocalíptico, em que uma doença matou milhares de pessoas e agora os sobreviventes precisam batalhar diariamente para continuar vivos. Seja contra outras doenças (afinal não há mais remédios e poucos médicos), luta por recursos ou contra o próprio ser humano. É uma história padrão no contexto das obras sobre distopias, o que não é algo ruim. Porém, o problema é que o filme sequer consegue parecer que está no fim do mundo.

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Vale a pena aceitar O Convite

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 Cena de O Convite. Os quatro personagens estão reunidos na sala do apartamento. À esquerda, Joe, interpretado por Seth Rogen, e Angela, vivida por Olivia Wilde, sorriem enquanto conversam com Hawk, interpretado por Edward Norton, e Pína, vivida por Penélope Cruz, sentados à direita. Entre eles há uma mesa de centro com taças, garrafas, pratos e outros utensílios. Ao fundo, um abajur aceso ilumina a sala, decorada com quadros, sofás, poltronas e cortinas em tons neutros.
Antes de chegar às telas, O Convite provocou uma disputa sobre sua distribuição entre grandes estúdios e streamings, que terminou com a A24 adquirindo os direitos (Foto: A24)

Eduardo Dragoneti

Com uma trama limitada a um único cenário, o apartamento aconchegante de Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) – que estrela e dirige o longa –, O Convite usa o sexo como plano de fundo para destrichar as relações humanas e os limites de um relacionamento. Em um jogo de diálogos que evoca uma peça teatral, o enredo coloca em xeque a percepção dos protagonistas sobre suas formas de demonstrar afeto. Enquanto o casal principal enfrenta um hiato dos seus prazeres, Hawk (Edward Norton) e Pína (Penélope Cruz) – os vizinhos de cima – se divertem diariamente, interrompendo o sono de Joe. Na noite em que o filme todo se passa, o frustrado professor de música é surpreendido por sua esposa, que revela ter convidado os animados moradores do prédio para jantar. Continue lendo “Vale a pena aceitar O Convite”

Só por Uma Noite é divertido e entretém mas só será relevante pelas 12 horas em que se desenrola sua trama

Duas pessoas estão em pé dentro de um vagão de metrô, diante das portas. Um homem de camisa polo azul olha sorrindo para uma mulher de cabelos longos e castanhos, que retribui o olhar enquanto segura uma barra de apoio. Ela veste um top preto brilhante de paetês, e ambos parecem estar se divertindo durante a viagem.
Só por uma Noite foi aos cinemas no dia 20 de agosto (Foto: Olive Bridge Entertainment)

Catarina Pereira

O longa Só por Uma Noite chega aos cinemas em 2026 com uma aposta na fidelidade do público às comédias românticas. A obra não foge dos padrões de roteiro do gênero, mantendo a tradicional estrutura de dividir o filme em três terços: no primeiro os personagens principais se encontram, no segundo ocorre algum desencontro e no terceiro há um desfecho.

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A Morte do Robin Hood e a culpa que assola o cinema hollywoodiano

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Cena do filme A Morte do Robin Hood. Plano médio de um cômodo rústico com paredes de pedra e arcos. Uma mulher de cabelo curto e vestido longo bege está de pé, segurando e observando atentamente a mão de um homem mais velho que está sentado na beira de uma cama de madeira. O homem tem longos cabelos grisalhos e barba, veste uma túnica branca e calças escuras, e olha para baixo. Uma luz azulada suave entra por uma abertura no alto da parede, criando uma atmosfera melancólica e de cuidado. Há um banco de madeira pequeno perto da cama.
Em 2021, o diretor Michael Sarnoski fez sucesso com o filme Pig (Foto: A24)

Guilherme Moraes

Há poucas semanas, Christopher Nolan fazia sucesso com A Odisseia (2026), uma adaptação da obra de Homero focada na culpa de Odisseu. Anos atrás, o próprio diretor lançou Oppenheimer (2023), uma história também de remorso, dessa vez pela criação da bomba atômica. Apesar das diferentes abordagens, A Morte do Robin Hood de Michael Sarnoski também percorre o caminho da culpa, porém, neste caso, focando em uma escala individual.

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A Sessão da Tarde mal pode esperar para passar O fim da rua em alguns anos

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A imagem mostra quatro pessoas dentro de um carro antigo de cor verde-clara. No banco dianteiro, um homem dirige enquanto uma mulher está ao volante; entre eles, no banco traseiro, estão dois jovens. Os quatro observam atentamente o que acontece ao redor, com expressões de preocupação e tensão. A cena é registrada de frente, através do para-brisa do veículo, com uma paisagem residencial ao fundo.
Anne Hathaway e Ewan McGregor vivem casal em mundo apocalíptico em O fim da rua (Foto: Bad Robot e Jackson Pictures)

Ana Beatriz Zamai

O fim da rua segue uma família dos anos 80 que é transportada para a era pré-histórica junto com todo seu bairro. Enquanto se defendem dos animais do período jurássico, eles tentam entender o que está acontecendo e como voltar para suas vidas comuns. Parece apenas mais um filme de ficção científica com dinossauros, seguindo o padrão de algum dos Jurassic Park, por exemplo, mas não é. Diferente da famosa franquia, o longa vai além de ser apenas uma perseguição entre monstros e humanos e coloca os personagens para explorar as relações familiares enquanto lutam pela própria vida.

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Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio

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Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, um jovem branco de cabelos castanhos curtos e molhados, com o rosto suado, veste um moletom verde com capuz sob uma jaqueta escura. Ele está em um ambiente com paredes de concreto ao fundo.
O Homem-Aranha de Tom Holland volta a sua essência dos quadrinhos com este novo filme (Foto: Sony Pictures)

Stephanie Cardoso

O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve Tobey Maguire no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada na mente do público. Já a segunda trouxe Andrew Garfield no papel do herói aracnídeo e, apesar de interpretar o mesmo personagem, apresentou uma proposta bastante diferente. Anunciado em 2015, Tom Holland teve que encarar o desafio de ser o terceiro intérprete do famoso super-herói. O desafio não era pequeno, principalmente porque o público já tinha uma visão muito bem definida do que esperava de um bom filme do Cabeça de Teia.

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A Odisseia de Nolan é a representação heróica de um herói mundano

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Sob um céu pálido, um homem de barba grisalha e uma jovem com um lenço na cabeça encaram o horizonte com feições tensas e atentas. Ambos vestem trajes rústicos e estão cercados por uma imensa planície desolada de areia úmida, poças rasas e dunas ao longe.
Com orçamento de aproximadamente 250 milhões de dólares, é a produção mais cara feita por Christopher Nolan (Foto: Universal Pictures)

Lucas Barbosa

Após 72 anos da sua última grande produção nos cinemas, A Odisseia volta a grande tela com a magnitude de um poema épico da Grécia Antiga, o texto de Homero conta através de memórias a saga de Odisseu, Rei de Ítaca, que após a Guerra de Tróia, fica 10 anos na tentativa de voltar para sua terra natal. Coube a Christopher Nolan a responsabilidade de produzir, roteirizar e dirigir uma das maiores obras da humanidade. E para quem fez Interestelar (2014) e Oppenheimer (2023) é a garantia de um filme com todo o esplendor que a história precisa: Grandes navios, armaduras gigantescas, monstros grotescos, e uma fotografia primordial. O problema disso? A obra se simplifica em um filme de ação e em certo modo foge do épico mitológico do poema homérico.

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A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê

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Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, vista de cima, Alice encara o teto. Na bochecha esquerda, há gotas de sangue escorrendo. Ela está com expressão de medo e veste uma camiseta cinza escuro com marcas de suor. Seu cabelo está desarrumado e possui mechas rosa. Alice é uma mulher na faixa dos 30 anos, de origem tunisiana e europeia.
Souheila Yacoub, de Clímax (2018), protagoniza o sexto filme da franquia (Foto: Ghost House Pictures)

Davi Marcelgo

O primeiro filme da franquia, Evil Dead (1981), recebeu, no Brasil, o título de Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (Bruce Campbell) foi levado ao limite – de covarde para bad ass na mesma madrugada – como as produções sucessoras dobraram a aposta, enriquecendo a mitologia dos deadites. Em Army of Darkness (1992), o terceiro capítulo da saga, a cabana deixa de ser o cenário e é substituída pela paisagem medieval; Williams é sugado por um portal e enviado para o período do aço e das espadas. Já a série Ash vs. Evil Dead (2015-2018) aproveitou o terreno construído por Sam Raimi nos três longas para extrapolar tanto a lore quanto os temas abordados. Twist and Shout, sétimo episódio do terceiro ano, tateia os massacres em escolas americanas, por exemplo. Enquanto a trajetória da franquia é marcada por inovação, A Morte do Demônio: Em Chamas se contenta em apenas ser uma faísca.  Continue lendo “A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê”

Os Minions e Monstros salvaram o cinema

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Cena do filme Minions e Monstros. Três minions estão em pé, cercados por velas acesas, em um ambiente que remete a um ritual. O minion do centro usa óculos de lente única e tem um livro aberto sobre uma caixa de madeira, com expressão séria. Ao fundo, um cartaz escrito "Minions y Monstras" mostra um rosto assustador e ilustrações de outros minions em pânico.
O longa estreou nos cinemas do Brasil em 2 de julho (Imagem: Universal Pictures)

Eduardo Dragoneti

Situado na Era de Ouro de Hollywood, Minions e Monstros fecha a trilogia derivada da franquia Meu Malvado Favorito (2010). Com um novo trio protagonista, James, Henry e Ed, o longa explora a importância da liberdade criativa, repudia a submissão e explora a amizade como os outros dois filmes da saga não haviam feito. Após mais uma procura incessante por um ‘mini-chefe’, os Minions, em especial James, se encontram no Cinema, onde viram celebridades nos anos 1920.

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