Tremembé é baseada no livro homônimo de Ulisses Campbell (Foto: Prime Video)Nathalia Helen
Lançada em Outubro de 2025 pelo Prime Video, Tremembé chegou como uma das produções brasileiras mais comentadas do ano. A série mergulha no universo de crimes reais e na rotina da Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado – mais conhecida como a ‘prisão das celebridades’ – para revisitar histórias que marcaram a memória coletiva do país. Sob a direção de Vera Egito, a minissérie propõe um olhar instigante sobre o cotidiano de detentos famosos, transformando casos trágicos e violentos em uma trama envolvente e provocadora.
Elogiada pela crítica, a série foi indicada ao IFTA Film & Drama Awards, ao Emmy e a outras premiações (Foto: Netflix)
Vitória Mendes
Uma das maiores críticas de telespectadores a respeito de adaptações literárias é a dificuldade em atingir as expectativas do público sem mudar drasticamente a narrativa ou torná-la incoerente. Construir o universo já consolidado no imaginário coletivo através da caracterização do elenco, dos figurinos e da montagem é um trabalho intricado e árduo. Nesse cenário, desde os anúncios iniciais, Sombra e Ossos não apenas correspondeu às expectativas, como se estabeleceu e agradou aos fãs. Ainda que tenha sido cancelada pela Netflix em um momento de muitas possibilidades na trama, a série se mantém amada mesmo após 5 anos.
O começo de tudo. Entre glitter, segredos e uma peruca loira, nascia não só uma personagem, mas uma das maiores fantasias coletivas de uma geração: a possibilidade de ser duas pessoas ao mesmo tempo (Foto: Disney)
Flávia Ferracini
Em 2004, a Disney Channel já buscava sua próxima grande aposta para o público adolescente: uma série capaz de unir identificação e fantasia, dois pilares fundamentais da cultura jovem. A proposta parecia simples, mas carregava um potencial narrativo poderoso: contar a história de uma garota que vivia entre dois mundos, equilibrando a vida comum com o estrelato. O piloto foi gravado em 2006, porém a equipe criativa ainda não se sentia completamente convencida. Faltava algo que conectasse verdadeiramente a personagem ao público. Foi nesse momento que o acaso, ou talvez o timing perfeito, entrou em cena.
Com cores vibrantes, animação fluida e pôneis com forte personalidade, a série inicialmente infantil conquistou públicos de diferentes idades com temáticas e lições emocionantes (Foto: Discovery Kids)
Letícia Hara
Em 10 de outubro de 2010, a quarta geração de My Little Pony: friendship is magic (no original) estreou nos Estados Unidos, sendo dublada e divulgada no Brasil somente em 2011 pela Discovery Kids. Escrita por Lauren Faust, a série conta com 9 temporadas, sendo encerrada somente em 2019, após o lançamento de filmes, mini-séries e mais de 220 episódios. Há 15 anos, a série demonstrava que falar sobre amizade, emoções e vínculos de modo maduro é possível, mesmo em uma animação meiga e colorida.
Para 2025, as escolhas de moda estavam influenciadas por ansiedades globais, resultando em trajes que, embora significativos, careciam de brilho e criatividade (Arte: Sinara Martins)
As respectivas performances em Killing Eve renderam um Emmy para Jodie Comer (Villanelle) e um Globo de Ouro para Sandra Oh (Eve Polastri) (Foto: BBC America)
Esther Chahin
Às ruínas de uma vila de beleza tocante no coração da Itália, o corpo de Eve se estilhaça no chão. Os planos de Villanelle (ou Oksana) de iniciar sua nova vida pacata ao lado da mulher que ama – se é que esse é o sentimento – se desfalecem. Por consequência, o olhar da assassina russa muda e, com isso, Polastri deixa de ser intocável. Esse é o terreno que a irreverente Emerald Fennell, principal showrunner da segunda temporada deKilling Eve, deixa para Suzanne Heathcote, quem a sucede no cargo. Em 2020, Jodie Comer e Sandra Oh se juntaram à Fiona Shaw (Carolyn Martens) e Kim Bodnia (Konstantin Vasiliev) e voltaram ao elenco da produção em uma nova leva de episódios que comemora o seu quinto aniversário em 2025.Continue lendo “Após cinco anos desde a estreia, a terceira temporada de Killing Eve ainda ressoa na memória”
A série quase foi cancelada, porém, os direitos foram comprados pela NBC (Foto: NBC)
Marcela Jardim
O gênero das sitcoms policiais ganhou um novo fôlego com Brooklyn Nine-Nine, série criada por Michael Schur e Dan Goor, que conquistou o público ao mesclar humor afiado e críticas sociais relevantes. Estreando sua sétima temporada há cinco anos, em 2020, a produção já havia passado por momentos turbulentos, como o cancelamento pela Fox e o subsequente resgate pela NBC. Esse novo ciclo veio em um momento de transição, trazendo desafios narrativos e estruturais para o seriado, que precisava manter sua identidade ao mesmo tempo em que lidava com mudanças significativas.
Aviso: o seguinte texto discursa sobre temas que podem se tornar gatilhos para algumas pessoas que sofrem/sofreram com dependência química e abuso verbal
Outer Banks é uma das séries produzidas pela Netflix mais bem sucedidas, seguindo para a sua quinta e última temporada (Netflix)
Livia Queiroz
“The Outer Banks, paradise on earth” (“Outer Banks, o paraíso na terra”, em tradução livre). Há cinco anos, ouvimos pela primeira vez, de muitas, a narração de John B. Routledge (Chase Stokes) pela série original da Netflix, Outer Banks. Com um total de dez episódios, ‘OBX1’é um projeto divertido que trata sobre um grupo de amigos que se envolvem em uma caça ao tesouro – antes iniciada pelo pai do personagem principal – enquanto vivem a vida como adolescentes. O seriado é, com certeza, um dos maiores sucessos originais da plataforma, seguindo para a 5.ª e última temporada com muita adesão do público, apesar das críticas à decadência na qualidade do roteiro e enredo ao longo de suas atualizações.
Ao longo dos anos, a série foi indicada ao Emmy quatro vezes, porém, não ganhou nenhuma das categorias pelo qual foi indicada (Foto: Nickelodeon)
Marcela Jardim
A Televisão infanto juvenil sempre desempenhou um papel fundamental na formação cultural de diferentes gerações, proporcionando entretenimento e, muitas vezes, moldando percepções sobre amizade, escola e desafios da adolescência. Dentro desse cenário, a Nickelodeon se destacou, ao longo dos anos, com produções que marcaram época, como iCarly, Drake & Josh e Zoey 101. Entre esses sucessos, Brilhante Victória (Victorious, no original) se consolidou como um dos grandes marcos do gênero, comemorando 15 anos desde sua estreia em 2010. Criada por Dan Schneider, a série inovou ao combinar Comédia, Música e tramas adolescentes, acompanhando a jornada de Tori Vega (Victoria Justice) ao ingressar na Hollywood Arts, uma escola de artes nada convencional, onde talentos são lapidados e conflitos juvenis ganham espaço.
A Netflix foi a produtora que mais recebeu indicações na lista de 2024 do Persona (Texto de abertura: Guilherme Moraes; Arte de capa: Eduarda Anselmo)
O ano de 2023 foi conturbado em Hollywood, com o atraso de inúmeras produções e o adiamento de algumas cerimônias de premiação. Nesse sentido, 2024 sofreu muito das consequências da greve, porém, foi uma etapa importante na luta pelos direitos dos artistas e, agora, ao que parece, estamos voltando à normalidade. Séries postergadas foram lançadas e o Emmy voltou a ser transmitido em Setembro, como ocorre anualmente. Contudo, muitos dos seriados que estavam em produção tiveram um atraso, afetando muito a última temporada. A lista anual de melhores séries do Persona reflete um pouco o panorama geral da Televisão nesse período, com apenas 23 produções sendo selecionadas, menos da metade do ano anterior.
Na disputa entre os streamings, a Netflix se destaca com dez aparições. Em segundo lugar vem a Max (3) e empatados em terceiro lugar estão o Disney+ e o Prime Video (2). Não é novidade que as produções dos Estados Unidos são a maioria, mas devido à greve em Hollywood, o ano de 2024 teve uma diversidade maior de países. Nesse contexto, o Brasil se sobressai com três menções, dentre elas, Sennae a terceira temporada de De Volta aos 15. Contudo, ainda há espaço para duas obras japonesas e uma inglesa.
Algo que chama muito a atenção na lista é a ausência de Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, vencedora do Emmyde melhor série dramática. Além disso, alguns seriados consagrados também ficaram de fora, como What We Do in the Shadows e Only Murders on the Building. Dentre as 21 indicadas, 13 são estreantes, sendo apenas oito já conhecidas pelo público. Abaixo você pode ver como ficou a nossa lista de melhores de 2024, selecionadas pelos membros da nossa Editoria.