Uma Canção para Latasha é uma carta de amor político

Cena do curta metragem A Love Song For Latasha. Nela vemos uma garota negra em um jardim. A menina veste um vestido de mangas longas na cor branca, está com duas tranças e uma tira de flores rosa e branca no cabelo. Ela usa um óculos de armadura redonda. O jardim é repleto de flores amarelas e brancas.
Uma Canção para Latasha concorre ao Oscar 2021 em Melhor Documentário em Curta-Metragem, mesma categoria de Colette e Hunger Ward (Foto: Reprodução)

Ana Beatriz Rodrigues

Latasha Harlins, uma jovem preta de 15 anos, morava em Los Angeles e alimentava grandes sonhos, como o de ser advogada. A menina morava com sua avó e sua melhor amiga, que também era sua prima. No dia 16 de março de 1991, os sonhos e a vida de Latasha foram arrancados por menos de dois dólares. Após a sua morte, seu nome também foi citado nos protestos dos distúrbios de Los Angeles em 1992, que reivindicavam sobre o julgamento do caso Rodney King. Depois de 30 anos da morte da garota, Uma Canção para Latasha conta sua história em uma curta documentário chocante.

Continue lendo “Uma Canção para Latasha é uma carta de amor político”

O ódio que você semeia: uma história sobre o preço de ser preto hoje em dia 

Fotografia do livro O ódio que você semeia, em formato brochura e com a capa na cor branca com a atriz Amandla Stenberg na capa, segurando um cartaz com o título do livro. Amanda é uma mulher negra, com cabelos pretos e longos, ela veste um moletom vermelho, uma calça escura e tênis brancos. Ao lado do livro, há uma xícara de café e flores vermelhas ao lado; é possível ver a lombada de outro livro, com o título A Hora da Virada.
Angie Thomas inspirou-se em Oscar Grant para criar o personagem Khalil; ele era um negro de 22 anos, assassinado a tiros no Ano Novo, em 2009, por um policial de trânsito de Oakland (Foto: Reprodução)

Kayane Cavalcante 

Em um mundo que rotula as pessoas, que as faz se sentirem estranhas, mal vistas e menosprezadas por serem quem são, levantar sua voz e usá-la como uma arma é um ato de coragem. Nesse contexto, o livro O ódio que você semeia, da magnífica autora afro-americana Angie Thomas, me deu uma lição que vou levar pelo resto da minha miserável vida de leitora, que é: minha voz é importante e não devo permitir que alguém tente me silenciar, pois quando nos calamos permitimos que um ciclo de injustiças criado pela sociedade elitizada continue e evolua. Assim, quando vamos às ruas em manifestações e escrevemos tweets cobrando pelos nossos direitos como seres humanos,  estamos quebrando esse ciclo preconceituoso que já dura séculos.

Continue lendo “O ódio que você semeia: uma história sobre o preço de ser preto hoje em dia “

Black is King traz ao mundo a luz de um continente um dia esquecido

A imagem é uma foto do filme Black Is King. Nela, a cantora Beyoncé está sentada em cima de um carro com estampa de oncinha. Beyoncé é uma mulher negra, com cabelos longos em tranças, ela veste uma calça, blusa de manga comprida e um salto de estampa de oncinha e usa um óculos escuro no rosto. Ao redor do carro, estão vários homens negros com terno e calça de estampa de oncinha.
Black is King estreou no Disney+ no dia 31 de julho de 2020 e nos mostra Beyoncé como a artista multifacetada que é; com figurinos deslumbrantes e um roteiro de tirar o fôlego, ela nos leva a uma viagem ao continente-mãe da humanidade (Foto: Reprodução)

Felipe Bascope

Em 2016, Beyoncé lançou o álbum visual Lemonade, trazendo para o topo grandes discussões sobre questões raciais, e revolucionando a indústria da música de muitas formas. Em sua nova obra visual, Black is King, ela cria uma linda ponte entre a cultura pop e o continente africano, entre as gerações anteriores e as novas. E mostra um lado do continente antes desconhecido, cheio de cores, vida, bem vibrante, como podemos ver nos primeiros minutos do filme, onde são mostradas diversas regiões da África. A narrativa de O Rei Leão serviu como inspiração para uma linda e repaginada história tão marcante em nossas vidas.

Continue lendo “Black is King traz ao mundo a luz de um continente um dia esquecido”