O ódio que você semeia: uma história sobre o preço de ser preto hoje em dia 

Fotografia do livro O ódio que você semeia, em formato brochura e com a capa na cor branca com a atriz Amandla Stenberg na capa, segurando um cartaz com o título do livro. Amanda é uma mulher negra, com cabelos pretos e longos, ela veste um moletom vermelho, uma calça escura e tênis brancos. Ao lado do livro, há uma xícara de café e flores vermelhas ao lado; é possível ver a lombada de outro livro, com o título A Hora da Virada.
Angie Thomas inspirou-se em Oscar Grant para criar o personagem Khalil; ele era um negro de 22 anos, assassinado a tiros no Ano Novo, em 2009, por um policial de trânsito de Oakland (Foto: Reprodução)

Kayane Cavalcante 

Em um mundo que rotula as pessoas, que as faz se sentirem estranhas, mal vistas e menosprezadas por serem quem são, levantar sua voz e usá-la como uma arma é um ato de coragem. Nesse contexto, o livro O ódio que você semeia, da magnífica autora afro-americana Angie Thomas, me deu uma lição que vou levar pelo resto da minha miserável vida de leitora, que é: minha voz é importante e não devo permitir que alguém tente me silenciar, pois quando nos calamos permitimos que um ciclo de injustiças criado pela sociedade elitizada continue e evolua. Assim, quando vamos às ruas em manifestações e escrevemos tweets cobrando pelos nossos direitos como seres humanos,  estamos quebrando esse ciclo preconceituoso que já dura séculos.

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Precisamos conversar sobre o polêmico O Duque e Eu, de Julia Quinn

descrição visual: fotografia de 3 versões de capas de O Duque e Eu. No meio, um livro rosa com uma pintura de uma debutante lendo; à direita, outra versão com duas fotografias de uma jovem no estilo de época e de uma casa no campo; e outra no canto direito, atual capa do livro com o casal da adaptação da série, sendo eles um homemnegro de terno preto posicionado de perfil e uma mulher branca, com cabelos ruivos, olhos claros e um vestido granco, com o corpo de perfil e o rosto para frente.
O Duque e Eu foi publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro com tradução de Cássia Zanon (Foto: Reprodução)

Juliana Dal Ri Galina

Mesmo com o sucesso da série Bridgerton, da Netflix, criada por Chris Van Dusen e produzida por Shonda Rhimes, a autora Julia Quinn já era muito recebida e aclamada por fãs ao redor do mundo. A coleção, contendo nove livros, apresenta romance numa idealizada aristocracia londrina por volta de 1800. Com um extra, cada conto foca em um dos 8 jovens da família. No entanto, hoje vamos levar em pauta o primeiro e mais querido da escritora, O Duque e Eu.

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Corte de Espinhos e Rosas: uma viagem mágica no mundo atrás da Muralha

O livro Corte de Espinhos e Rosas se encontra centralizado na foto, apoiado em um fundo de madeira, e cercado por flores. A capa é roxa na sua maior parte, ficando mais azul e branco no meio. Desenhos de rosas com espinhos cercam o título do livro, que se encontra centralizado, em preto. Nos cantos da foto é possível ver uma parte da capa do segundo e do terceiro livro da trilogia.
O livro Corte de Espinhos e Rosas é perfeito para quem ama fantasia e romance (Foto: Dicas de Malu)

Mariana Chagas

É no meio de uma floresta nas terras mortais de Prythian que Feyre Archeron começa a sua jornada na série literária Corte de Espinhos e Rosas. Escrito por Sarah J. Maas, também autora da saga Trono de Vidro, o primeiro livro da trilogia é uma releitura da fábula  A Bela e a Fera, que conquistou amantes de fantasia do mundo todo. A história, que já foi traduzida para mais de trinta e cinco idiomas, envolveu o público jovem com personagens engraçados e complexos que vivem em um universo que cativa o leitor desde o primeiro parágrafo. 

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Daisy Jones & The Six é a banda que queríamos que existisse

A imagem é uma colagem de diversas capas de álbuns rasgadas. No centro, a capa de Daisy Jones & The Six está escrita em letras pretas, e embaixo está o rosto de uma mulher branca com nariz fino e batom vermelho.
Figuras como Janis Joplin amariam ser amigas de Daisy Jones e Billy Dunne (Foto: Caroline Campos)

Caroline Campos

O mundo nunca foi tão caótico e subversivo quanto nas ruas e bares de Los Angeles em plenos anos 70. Se você estivesse procurando um bom lugar para curtir um som, se drogar ou tentar virar uma estrela internacional, era para lá que você se dirigia. E foi na cidade das estrelas que nasceu uma das maiores bandas de rock ‘n roll que o mundo já havia conhecido: Daisy Jones & The Six. Apesar do premiado e polêmico grupo só poder ser encontrado nas 360 páginas escritas por Taylor Jenkins Reid e traduzidas por Alexandre Boide, sua música e trajetória ecoam por um bom tempo na cabeça dos leitores, e passamos a desejar que tudo não fosse apenas ficção.

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Daniela Arbex nos relembra da tragédia na Boate Kiss em Todo dia a mesma noite

A imagem é um mosaico com várias fotografias de pessoas jovens. Essas pessoas são as vítimas do incêndio da Boate Kiss. No canto inferior da imagem há a frase “Todo dia a mesma noite” escrita na cor preta.
O livro se aprofunda na tragédia que aconteceu em Santa Maria (Foto: Reprodução)

Ana Beatriz Rodrigues

242 mortes, 680 pessoas feridas, dor e saudades marcam o dia 27 de janeiro. Isso porque nessa mesma data, em 2013, Santa Maria (RS) e o Brasil presenciaram o segundo maior incêndio do país em número de vítimas fatais. A tragédia da Boate Kiss deixou feridas e cicatrizes que são impossíveis de serem esquecidas. O medo e o desespero dos pais, sobreviventes, bombeiros, e todos os envolvidos no incêndio não deixou de existir quando o outro dia começou, e aquela noite é assistida milhares de vezes por todos que presenciaram os resultados do incêndio. Intencionada a não deixar essas histórias apagadas, a jornalista Daniela Arbex lançou em 2018 o livro Todo dia a mesma noite – A história não contada da Boate Kiss

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O Apanhador no Campo de Centeio: a voz do jovem que nunca se cala

Cultuado livro de J.D. Salinger completa 70 anos em 2021; nova tradução chegou ao mercado editorial em 2019.

 

A imagem é uma foto da capa do livro O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger. Na capa, há o desenho de um cavalo vermelho, com uma lança atravessando o seu corpo. Na parte superior, acima do cavalo, há o título do livro, escrito em um fundo vermelho com uma fonte de cor amarela. Abaixo do cavalo, na parte inferior direita, sob um fundo branco, está o nome do autor em fonte de cor preta.
A mais recente edição brasileira foi publicada pela editora Todavia, em 2019, com tradução de Caetano Galindo e capa da 1ª edição (Foto: Reprodução)

Bruno Andrade

“Se você quer mesmo ouvir a história toda…” — então lá vai. Em 1951, um certo feito literário mudou os rumos da literatura produzida nos EUA e, posteriormente, na literatura mundial. Jerome David Salinger, veterano de guerra e já conhecido no cenário literário após a publicação de alguns contos, lançou O Apanhador no Campo de Centeio, livro que, em pouco tempo, se transformou em um clássico norte-americano, e que completa 70 anos no dia 16 de julho.

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Bom dia, Verônica: sangue se paga com sangue

Depois do sucesso de Bom dia, Verônica, Tainá Müller fará mais duas séries policiais (Foto: Reprodução)

Caroline Campos

Feminicídio, necrofilia, violência doméstica e golpes virtuais. É essa série de crimes que Ilana Casoy e Raphael Montes escolhem para desenvolver o mundo do sistema penal de Verônica Torres, escrivã na Delegacia de Homicídios da cidade de São Paulo. Bom dia, Verônica, o resultado final, foi lançado pela Darkside Books em 2016, quando seus autores ainda se escondiam sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Identidades reveladas, não demorou muito para conseguirmos uma adaptação – e ela chegou em outubro de 2020, pelas mãos da Netflix.

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Ninguém é cancelado no Território Lovecraft

Por mais que a publicação de Território Lovecraft seja recente, Matt Ruff revelou que essa ideia germina em sua mente desde os tempos da faculdade (Foto: Fright Like a Girl)

Vitor Evangelista

O termo cultura do cancelamento é tão novo quanto as pessoas que o levam a sério. Atribuído à atitudes consideradas erradas, o ato de cancelar alguém busca anular sua voz, e apagar quaisquer de suas contribuições. O que fazer, entretanto, quando o indivíduo digno de ser cancelado está morto há 83 anos? Para Matt Ruff, autor de Território Lovecraft, o certo é não fazer nada que se assemelhe ao cancelamento. Eis o impensável: ele raciocina e entende, adivinhem só, que nem tudo é simples como dois mais dois são quatro.

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