Nota Musical – Março de 2021

Arte retangular de fundo na cor laranja terroso. Do lado esquerdo, foi adicionado o texto "nota musical - março de 2021". Foi adicionado também a logo doPersona, estilizada para que a íris do olho fique laranja terroso. Do lado direito foi adicionado um acrílico de CD com um disco dentro. Dentro do disco foram adicionadas 4 fotos: Elza Soares, Lana Del Rey, Rico Dalasam e Bruno Mars junto com Anderson Paark.
Destaques do mês de março: Elza Soares, Lana Del Rey, Rico Dalasam e Silk Sonic (Foto: Reprodução)

Março foi recheado de comebacks e performances de tirar o fôlego. Não é para menos, afinal estamos falando sobre o mês em que o maior evento da música ocidental ocorreu, trazendo para nós o Santo Graal das composições – ou pelo menos é isso que eles dizem. Contudo, após uma noite de esnobados e merecidos, o bafafá se perpetuou mesmo através de nomes como Megan Thee Stallion e Cardi B, que trouxeram a brasilidade do funk para o palco do Grammy.

Voltando à questão dos comebacks, foram tantos que é difícil enumerar. Bruno Mars retomou sua carreira, parada desde 24K Magic de 2016, com a parceria ao lado de Anderson .Paak. Outro nome que volta a entregar canções inéditas – para o delírio dos fãs – é Lana Del Rey, que traz toda a estética dos country clubs, tipicamente americanos, para sua atmosfera sóbria e melodramática, pela qual todos a conhecem. Sem deixar de lado o pop mainstream, Nick Jonas também reinicia seu trabalho solo com Spaceman.

Na música nacional, o rap foi destaque com a voz de Rico Dalasam e Djonga, que trouxeram suas vivências da forma mais crua possível. Elza Soares foi outra estrela que nos presenteou com a canção Nós, dedicada especialmente ao Dia Internacional da Mulher, que é comemorado no dia 8 de março. E foram realmente as mulheres que reinaram neste mês, ao sermos presenteados com a remasterização do álbum Elis, de Elis Regina, e em uma mesma tomada, com o rearranjo de dois singles de sua filha, Maria Rita, ao lado de Quintal de Prettos. Trazendo o saudosismo das memórias jamais desfrutadas do carnaval de 2021, a união dos vocais de Rita e do grupo paulista nos lembram da esperança de dias melhores.

Não poderíamos nos esquecer, ainda, da preciosidade em forma de EP que Selena Gomez entregou ao colocar em pauta toda a sonoridade latina em músicas na língua espanhola. Bem como é bom ficar de olho no mais novo compilado de Joshua Bassett, que com seu pop frenético trouxe a íntegra de sua versão da conturbada história com Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter. E é em meio a uma polêmica indicação ao gramofone de ouro – merecidamente perdido – que Justin Bieber lança seu sexto álbum, intitulado Justice.

Assim, em um mês de altos e baixos, no qual completamos um ano presos em casa, a Música conseguiu transparecer todos os sentimentos que gritamos entre quatro paredes. Da campanha #fuckthegrammys à realidade distorcida confidenciada por Demi Lovato, Março de 2021 conseguiu ser alvo de altos e baixos intensos que serão lembrados por muito tempo. Por isso, a Editoria do Persona, ao lado de seus colaboradores, comenta tudo isso e ainda mais sobre o que aconteceu no mundo da Música entre os CDs, EPs, singles, clipes e performances que mais marcaram os últimos 31 dias.

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ANAVITÓRIA pintou nosso ano com COR

Cena do clipe Amarelo, azul e branco da dupla ANAVITÓRIA. As cantoras estão no centro da imagem, elas são mulheres brancas, com cabelos castanhos presos e vestem juntas um casaco das cores amarelo, azul e branco. Elas estão posicionadas lado a lado, com as mãos unidas, e olham para direções opostas. O fundo da imagem é um marrom claro com um foco de luz no centro.
Amarelo, azul e branco está na trilha sonora do especial Falas Femininas da Globo (Foto: Reprodução)

Ana Beatriz Rodrigues

Quando o relógio bateu meia-noite do dia primeiro de janeiro, todos estávamos com esperança para esse ano. Depois de um 2020 turbulento, a única coisa que pedíamos era paz nesses meses que nos esperam. Só que o duo ANAVITÓRIA conseguiu nos conceder um ótimo discurso para 2021 e, nos primeiros minutos de janeiro, fomos agraciados com COR. De surpresa, as cantoras lançaram ânimo e felicidade para começarmos o ano do melhor jeito possível.

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Poster Girl e a superficialidade maçante de Zara Larsson

Capa do álbum 'Poster Girl' de Zara Larsson. Sentada no chão, Zara está encostada e deita sua cabeça sobre uma cama. Com uma blusa aul e calça jeans, ela olha para a esquerda enquanto uma luz rosa se projeta sobre o quarto. Ao fundo, um poster com uma foto de Zara de pé aparece sobre a parede.
Mergulhada em clichês, Zara Larsson lança seu terceiro álbum de estúdio (Foto: Reprodução)

Laís David

Após dominar 2016 com a refrescante Lush Life e a elétrica Never Forget You, Zara Larsson se encontrou entre uma gravadora ineficiente e uma gama de músicas sem o êxito esperado. Lançando diversos singles na tentativa de engatar um disco e também paralisada pela pandemia, parecia cada vez mais difícil enxergar um lançamento completo para a carreira da sueca. No entanto, em 2021, ela finalmente conseguiu se desvencilhar dos adiamentos com Poster Girl, seu terceiro álbum de estúdio.

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Problema Meu: 5 anos da transformação monocórdica de Clarice Falcão para um álbum onde tragédia e comédia caminham juntas

Fotografia da capa do álbum Problema Meu, da cantora Clarice Falcão. A foto tem um fundo branco e possui armários organizadores e móveis de escritório empilhados, que também são da cor branca. No canto inferior esquerdo, a cantora está agachada entre os objetos. Clarice é uma mulher branca de olhos azuis e tem cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo um vestido branco e calçando um par de saltos na cor branca.
Há 5 anos, Clarice Falcão usa toda sua fofura e entrega seu segundo álbum com músicas que caminham de forma versátil do cômico ao trágico, enquanto explora seu empoderamento (Foto: Reprodução)

Gabriel Brito de Souza

Em 2016, após seu sucesso como comediante no Porta dos Fundos, a atriz, roteirista e também produtora, Clarice Falcão deu uma pausa nas telinhas para dedicar-se ao seu segundo álbum, Problema Meu. Nessa produção, a cantora pernambucana manteve sua figura fofa e sarcástica, que ficou famosa com seu primeiro álbum, Monomania (2013), onde estreou com um compilado de canções monocordicamente mais acústicas e que contavam as vivências de uma garota loucamente apaixonada. O disco que completa 5 anos em 2021 marcou sua carreira por trazer uma temática que aborda diretamente complicações amorosas, autocrítica e o cotidiano, só que de uma forma totalmente trágica e cômica, do jeito que Clarice sabe e gosta de cantar.

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Changes é a pior mudança de Justin Bieber

A imagem é uma cena do videoclipe da música Yummy, de Justin Bieber. Na imagem, há um salão de jantar com várias mesas espalhadas. Ao centro, o cantor Justin Bieber está em cima de uma mesa, dançando. Justin é um homem branco, de cabelos lisos curtos e pintados de rosa claro, ele veste uma regata, calça xadrez larga e um par de tênis em tons de rosa. Ao fundo, há outras pessoas dançando em cima das mesas e espalhadas pelo salão, todos vestem roupas bem coloridas.
Em seu álbum mais recente, Bieber segue caminhos que não precisavam ser explorados (Foto: Reprodução)

Justin Bieber é o queridinho declarado da música pop, e tirar ele desse posto não vai ser tão fácil. Aos 15 anos de idade, o rostinho já conhecido de vídeos do YouTube deu entrada no mundo da música com seu álbum de estreia, My World. Seu carisma e rostinho adorável de imediato desencadearam uma pandemia fanática ao redor do globo terrestre, que, mais tarde, com o My World 2.0, o consagraria como o mais novo ídolo adolescente. 

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Madison Beer procura por vida em Life Support

Capa do álbum Life Support. Em um fundo preto, Madison Beer se encontra deitada no centro da capa, com uma roupa cinza e seus cabelos morenos soltos. A mulher é branca e magra e está com o rosto levantando, olhando para o lado esquerdo da imagem. Há uma iluminação na área em que ela está na foto. Embaixo dela, há um quadrado preto com “parental advisory explicit content” escrito.
Capa do álbum de estreia de Madison Beer (Foto: Reprodução)

Laís David e Mariana Chagas 

Uma marca dos anos 2000 foi a introdução do YouTube na  indústria da música. Além do grande consumo de videoclipes, a plataforma foi palco para a descoberta do que viriam a se tornar grandes nomes da música, como Justin Bieber e Shawn Mendes. E foi este o berço de Madison Beer, que lança em 2021 seu álbum de estreia, Life Support.

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The Highlights: uma aula de marketing para além do fim de semana

Capa do CD The Highlights. Fotografia quadrada com fundo preto. O perfil de The Weeknd está localizado no centro do quadro. Um homem negro de cabelo crespo. Ele veste um paletó vermelho vivo, cravejado de brilhantes. A luz é quase inexistente, iluminando principalmente sua testa, nariz e queixo e fazendo o contorno de seu corpo. Na parte superior está escrito: The Weeknd, The Highlights, tem o selo da gravadora e as músicas do álbum.
Capa do álbum The Highlights – The Weeknd, a própria personificação de poder (Foto: Reprodução)

Juliana Silveira Pollato 

Às vésperas do Super Bowl LV, The Weeknd lançou o álbum The Highlights. Esse trabalho, como o próprio nome diz, relança ao público as músicas que marcaram a sua brilhante carreira musical. Abel – nome de batismo do canadense – compilou sucessos desde sua mixtape House of Balloons até seu último álbum After Hours, ainda contando com músicas de parcerias grandiosas com Ariana Grande e Kendrick Lamar.

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Sem pudor, DEMIDEVIL transmite uma mensagem de empoderamento feminino e contra o machismo

 Capa do CD Demidevil. Arte gráfica com o fundo de nuvens cor de rosa. Na parte central está a personagem Ashnikko. Uma mulher branca, de longos cabelos azuis. Ela veste um maiô branco e rasgado com acessórios em preto e está calçando grandes botas na cor azul. Na sua mão direita está segurando uma bazuca rosa que está disparando um raio laser azul claro. Ela está montada em uma dragão verde que tem o rosto da personagem. Na parte superior pode-se ler “Demidevil” em um estilo gótico na cor prata.
A rapper em ascensão Ashnikko conta, em meio a um visual influenciado pelos animes, a luta de uma anti-heroína no combate ao machismo, enquanto ainda precisa lidar com suas desilusões amorosas (Foto: Reprodução)

Gabriel Brito de Souza

Para aqueles que ainda não conhecem a voz por trás de DEMIDEVIL, aqui vai uma breve introdução: Ashton Nicole Casey nasceu em uma pacata cidade no interior da Carolina do Norte, EUA, e foi ainda na adolescência que escutou, pela primeira vez, as músicas da rapper britânica M.I.A, e, a partir de então, apaixonou-se pelo rap. Porém, aos seus 13 anos, mudou-se com a família para a Estônia e, posteriormente, para a Letônia, onde sua dificuldade com a língua e o conservadorismo do país para com suas composições fez com que viajasse para Londres, aproximando-se cada vez mais da música.

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Nobody Is Listening: escutar é importante, mas não é tudo

Capa do álbum. Acima há o nome do cantor e ao lado o nome do disco, Nobody Is Listening, em letras vazadas, ambos em vermelho. Abaixo há vários rostos monocromáticos desenhados com olhos grandes e brancos. Há rostos verdes, vermelhos, roxos, azuis e amarelos.
“Seja qual for a calamidade, eu fiz isso por mim mesmo” (Foto: Reprodução)

Ana Laura Ferreira

Chega a ser engraçado o poder da música sobre nossos sentimentos, abrindo caminho entre qualquer racionalidade e atingindo em cheio nosso coração, trazendo a tona sensações que nem sequer sabiamos poder senti-las. Nos submergimos naquela narrativa atmosférica sangrando por um coração que pode nunca ter sido quebrado ou por uma paixão avassaladora que nunca tivemos, mas mesmo assim entendemos. E é em Nobody Is Listening que ZAYN nos permite viajar na imensidão de suas sensações, embarcando nessa sincera e imersiva história.

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10 anos de 21: nós sempre nos lembraremos de Adele

Capa do álbum 21 da Adele. Ele mostra o rosto da cantora de olhos fechados. Ela tem os cabelos soltos e penteados para trás, pele clara e a mão apoiando a cabeça. A imagem é em preto e branco com o número 21 em verde.
“Você e eu temos uma história/Ou você não lembra?” (Foto: Reprodução)

Ana Laura Ferreira

São poucos os artistas que alcançam um patamar de grandeza tão alto a ponto de se tornarem reconhecidos no mundo todo por seu talento. Mais raro ainda são aqueles que agradam a todos, tamanha sua qualidade, e quase impossível aqueles que atingem tudo isso com uma carreira de apenas dois álbuns. Mas contradizendo as possibilidades, Adele cumpriu esse feito com o marcante, esplendoroso e inconfundível 21 (2011). Chega a faltar palavras para descrever toda a magnitude do disco que consagrou a cantora há 10 anos.

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