Rua do Medo: 1994 entrega clichê de terror com poucas brechas para a trilogia

Imagem do filme Rua do Medo: 1994 - Parte 1. Na imagem vemos uma mulher branca deitada de barriga para baixo no chão, sendo puxada por um homem vestido de caveira. Ela usa uma blusa preta de manga comprida e está gritando. A imagem é iluminada por um tom azul e ao fundo vemos embaçado o que seria uma praça de alimentação de um shopping.
A abertura da trilogia da Netflix deixa a desejar quando buscamos ganchos para o resto da história (Foto: Netflix)

Larissa Vieira

Na entrada do verão norte-americano, a maior plataforma de streaming, que vem sofrendo com a concorrência de sucesso ultimamente, Netflix, buscou inovar ao trazer uma trilogia de filmes, lançados em 3 semanas consecutivas. Baseada nos livros de R.L. Stine, Rua do Medo conta a história da pequena cidade Shadyside, que sofre com uma série de massacres, de anos em anos. Mas, até então, ninguém tinha sido nerd o suficiente para enfrentá-los ou até mesmo tentar conectá-los, apenas os ligando, de maneira irônica, a uma antiga lenda de uma bruxa local. 

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10 anos de Regional at Best: o sonho começa aqui

A imagem é a foto da capa do disco Regional at Best, da banda Twenty One Pilots. Nela, há uma fotografia de crianças jogando beisebol em um campo. A esquerda, há um menino posicionado com as pernas abertas, em posição para lançar a bola. Ele veste uma camiseta azul, uma calça branca, tênis pretos e um capacete. Ao fundo é possível ver outras crianças no campo com esse mesmo uniforme, alternando a cor da camiseta entre azul e vermelho. Na parte do superior da foto, há uma faixa branca escrita TWENTY ONE PILOTS diversas vezes embaralhadas em fonte preta. No canto inferior direito da faixa, está escrito Regional at Best em vermelho.
O aniversário do disco também marca o início da parceria entre Tyler Joseph e Josh Dun (Foto: Fueled by Ramen)

Vitória Silva

No dia 8 de julho de 2011, chegava ao mundo o álbum Regional at Best, do duo Twenty One Pilots. Considerado também o primeiro trabalho da banda, pelo menos na formação que conhecemos hoje, com Tyler Joseph e Josh Dun. O disco lançado anteriormente, em 2009, que carrega o mesmo nome do grupo, ainda tinha Chris Salih como baterista e Nick Thomas no baixo. A entrada de Josh assumindo as baquetas se deu quase que juntamente à saída do baixista, iniciando, assim, a dupla imbatível entre ele e Tyler. 

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Nota Musical – Junho de 2021

Arte retangular de fundo na rosa. Em cima, na esquerda, foi adicionado o texto "nota musical" de branco e em baixo "junho de 2021" de preto. Foi adicionado também o logo do Persona, estilizado de forma com que a íris do olho fique rosa também. No lado direito, foi adicionado um acrílico de CD com um disco dentro. Dentro do disco foram adicionadas 4 fotos dos artistas: Pabllo Vittar, Tyler The Creator, Garbo e Linn da quebrada.
Destaques do mês de junho: Linn Da Quebrada, Pabllo Vittar, Tyler, The Creator e Garbo (Foto: Reprodução/Arte: Larissa Vieira/Texto de Abertura: Ana Júlia Trevisan)

Junho é o mês de enaltecer o amor, e acima disso, é o mês da celebração, da luta e do Orgulho LGBTQIA+. Para marcar a data, o Persona apresenta esta edição do Nota Musical valorizando o trabalho de artistas que fazem parte da comunidade, com destaque especial para os que representam os tons de rosa e azul da bandeira. Nem nos dias que são dedicados à reivindicação de direitos o preconceito do país dá trégua, e ainda hoje, é necessário gritar que Vidas Trans Importam!

Para quem quer ressoar o grito, um primeiro passo é dar play em Liniker, uma das maiores referências da comunidade LGBTQIA+ brasileira, que nos presenteou com o caloroso clipe de seu mais novo single. O mesmo vale para potencializar as palavras e existência de Linn Da Quebrada, que prepara o terreno para seu novo álbum com muito conceito, coesão e aclamação.

Para quem procura novos artistas, Joy Oladokun canta sua vivência como mulher negra, pessoa gorda e LGBTQIA+, em letras biográficas transformadas pelo seu tato singular com as canções. Também falando sobre suas vivências, Home Video de Lucy Dacus é a história de amor e amadurecimento da cantora, que reflete sua própria existência.

Em CALL ME IF YOU GET LOST, Tyler, The Creator, que já explorou sua sexualidade em álbuns anteriores, revisita outras décadas do hip-hop para seu novo trabalho. Ainda assim, o cantor não deixa de passear entre o R&B e o soul e inspirar com sua autenticidade e destreza musical.

O mês firmou nomes que serão lembrados como os Melhores do Ano. No indie rock – com influência do jazz -, Rostam supera a Changephobia com um disco completo e original. No rock alternativo, a grandiosa Wolf Alice lançou o emotivo Blue Weekend. No pop, a revelação Griff se desprendeu da mesmice do gênero com One Foot In Front Of The Other. No pop alternativo, Japanese Breakfast marca 2021 com Jubilee e toda pureza de Michelle Zauner.

O pop brasileiro veio para esquentar o frio de Junho. IZA leva todo seu imenso poder para Gueto, que engrandece a cultura periférica. Marina Sena une o melhor da música nacional em VOLTEI PRA MIM. E com cringe entrando em nosso vocabulário, Garbo sai diretamente do Tumblr e nos apresenta a juventude softpop.

E se estamos sofrendo com as baixas temperaturas por aqui, na Coreia do Sul o girlgroup TWICE esbanja o clima tropical, trazendo um gostinho caloroso para nossas bocas. Ainda do lado oriental da Terra, o calor do verão dá espaço às sombras, no dolorido álbum da chinesa Pan Daijing. 

Já Pabllo Vittar prova por a + b que piranha não sente frio, e nos deixa triste e com T em seu Batidão Tropical. O lançamento é uma prova de amor e orgulho por Maranhão, terra natal da cantora. Com regravações e inéditas, um dos melhores álbuns nacionais do ano é criado, dominando o Top 50 do Spotify Brasil. 

Mas mais uma vez, é preciso lembrar que a pandemia ainda não acabou. E é para escapar desse ambiente de angústia gerado pelo isolamento social que vemos artistas florescerem e, até mesmo, se reinventarem. É o caso da rapper K.Flay que escuta todas suas Inside Voices e as solta como grito de guerra. De forma mais passivo-agressiva, mas ainda capaz de acolher, Cavetown externaliza seus atormentados sentimentos. Usem máscara, se cuidem e cuidem dos seus.

Seja pelas alterações climáticas, seja pela interminável pandemia, o mundo beira o inabitável. Para fugir disso, Doja Cat cria seu próprio planeta em um disco que divide opiniões. Reafirmando a influência do TikTok no cenário musical, Planet Her lidava com grandes expectativas e entregou os extremismos, entre músicas que vieram para habitar o repeat e outras que não queremos na porta de casa.

Junho veio também para ajudar as cantoras a saírem do meio do mato. Na Nova Zelândia, o fogo no rabo de Lorde nos deixou saudosos por verão e praia, e ainda trouxe o gostinho do novo álbum, Solar Power, que virá em agosto. Em solo brasileiro, Marisa Monte nos pediu Calma, pois, depois de uma década, o disco de inéditas está saindo do forno.

Dois anos depois do temível Love + Fear, MARINA volta revigorada com sons do tabu quebrando em Ancient Dreams In A Modern Land. Já Maroon 5 retornou de maneira oposta, batalhando para que JORDI não fosse um trabalho completamente esquecível. Billie Eilish se aproxima de estar mais feliz do que nunca com seu vindouro álbum e aposta numa versão mais debochada de si no single Lost Cause.

O mês das festas juninas foi propício para bolo, guaraná e muito doce. Dois discos gigantes da Música Internacional comemoraram seus aniversários, ganhando de presente edições especiais. O mais velho é o disco de estreia de Alicia Keys, Songs In A Minor, que inovou o R&B e o soul há 20 anos. Além dela, Lady Gaga convida a comunidade LGBTQIA+ para Born This Way The Tenth Anniversary, reinventando o álbum que marcou toda uma geração. 

O fenômeno da internet, boy pablo já se tornou figurinha carimbada dos posts mensais. Dessa vez, o jovem chileno-norueguês aparece para finalizar sua trilogia e nos deixar atentos para quais podem ser os próximos passos. Quem também dá as caras de novo é Kali Uchis que, mais uma vez, espreme seu fenomenal trabalho Sin Miedo. Agora podemos apreciar a cantora em versão acústica e vê-la cavalgando em seu cavalo branco. Good Morning Sunshine.

Outra que não larga o osso é Dua Lipa, que ainda vive seu Future Nostalgia. Foi na sola da bota que a cantora lançou o clipe de Love Again, permitindo que fãs e haters criassem teorias sobre um ovo. Relacionamentos falhos? Relacionamento novo? Foto mais curtida do Instagram? Todas essas hipóteses passaram pela cabeça do fandom, mas nenhuma foi confirmada pela artista.

Para os amantes das mídias físicas, BROCKHAMPTON surpreendeu positivamente com o deluxe do psicodélico ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE. Com quatro novas faixas para acompanhar vinis e CDs, a banda mantém o alto padrão de qualidade proposto no disco.

A queridíssima Olivia Rodrigo – Olivia Rogéria, para os chegados – nos leva para o mágico mundo da Disney com The Rose Song, parte da trilha sonora da 2ª temporada de High School Musical: The Musical: The Series. A jovem ainda convidou seus amigos para a formatura online. Seguindo os típicos padrões estadunidenses, Olívia apresenta SOUR entre limusine e líderes de torcida.

Para um mês tão importante e recheado de novidades, a Editoria e os colaboradores do Persona encerram a primeira metade de 2021 reunidos para fuxicar os melhores e os piores de Junho e para celebrar o Orgulho LGBTQIA+. O guia mensal de CDs, EPs, músicas, clipes e performances acompanha uma playlist fresquinha pra escutar no carro, no banho ou onde quiser.

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Sem Carnaval, Bloco do Eu Sozinho completa 20 anos

Capa do disco Bloco do Eu Sozinho. Há uma borda cinza. Dentro do borda o fundo é ocre, como folha de papel reciclado. Na parte superior lê-se LOS HERMANOS em azul. No centro há o desenho de um boneco. Os cabelo, os olhos e a camiseta são verdes, a calça é azul escuro, os sapatos são violetas e há uma sombra azul clara. À esquerda lê-se em preto BLOCO SOZINHO. À esquerda lê-se em preto DO EU.
É com o amor e a alegria, de quem tem o coração como guia, que este bloco se anuncia (Foto: Zoy Anastassakis e Ludmila Ayres)

Ana Júlia Trevisan

Como continuar a carreira após um hit? Como produzir o segundo álbum quando o   primeiro conta com a música que estourou nas rádios e marcou toda a trajetória da discografia? Era nesse embate que os Los Hermanos se encontravam após seu disco de estreia ter emplacado Anna Júlia, a famigerada fim de festa que tirou o Grammy de Chico Buarque e, até hoje, é responsável por registros em cartório (vide a pessoa que vos escreve).

É em meio às brigas da banda, confusão com a gravadora e uma aliança fiel com fãs que, em 2001, nasce Bloco do Eu Sozinho, reforçando ainda mais a parceria musical entre Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, e marcando toda a escola de MPB unida ao rock alternativo construída pelos cariocas. Quebrando os próprios padrões, um dos discos mais importantes da música nacional alternativa foi criado e dita até hoje o rumo do gênero, servindo como fonte, direta ou indiretamente, dos trabalhos nacionais que o sucedem. 

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Godzilla vs. Kong é bobo, divertido e empolgante

Cena do filme Godzilla vs. Kong. A imagem é retangular e a região central é dividida entre duas figuras que estão frente a frente. Na região central esquerda, tem o Godzilla, um lagarto gigante e bípede, sua boca está aberta e de dentro dela sai um brilho azul. Nas suas costas há protuberâncias em formato triangular e espinhoso, elas se estendem da base da sua nuca até a ponta da sua cauda. Na região central direita, tem o Kong, um gorila gigante e bípede, sua pelagem é preta e cobre todo o corpo, com exceção das mãos, barriga, tórax, pés e rosto. Sua boca está aberta na intenção de dar um grito. Seu punho direito também está levantado e está pronto para desferir um soco no rosto de Godzilla. Ambas as figuras estão em cima de um grande navio porta aviões, que está no mar. No canto inferior da imagem pode-se observar o mar e há navios na região central, o qual possui canhões e está disparando contra o Godzilla. O fundo é dividido também, na parte esquerda o fundo é o céu alaranjado e com bastante fumaça, na parte direita, o fundo é o céu azul e com nuvens.
Depois de 7 anos de preparação, desde o primeiro filme do Godzilla, os maiores monstros do Cinema se enfrentam em um longa-metragem recheado de ação e lutas intensas (Foto: Warner Bros.)

Nathan Sampaio 

Em 2014, foi lançado Godzilla, um filme que surgiu como uma proposta de trazer de volta um dos maiores (sem trocadilhos, risos) monstros do Cinema. Esse longa-metragem seria a porta de entrada para um universo compartilhado de filmes formados por monstros gigantes, o chamado monsterverse, projeto que seguiu com Kong: A Ilha da Caveira e Godzilla II: Rei dos Monstros lançados em 2015 e 2019, respectivamente. E agora, em 2021, esse universo chega ao ápice com o novo filme: Godzilla vs. Kong.

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RuPaul’s Drag Race Down Under quase não encontra a luz no fim do túnel

Cena de Drag Race Down Under. Nela, vemos Kita Mean, uma drag queen branca e de peruca azul claro, com peitos falsos e um vestido branco, segurando um cetro e com uma coroa na cabeça.
Kita Mean foi contra os padrões da franquia e se sagrou vencedora da temporada inaugural de RuPaul’s Drag Race Down Under (Foto: Stan)

Vitor Evangelista

Os meios podem até justificar os fins, mas a primeira temporada de RuPaul’s Drag Race Down Under demorou a sedimentar sua narrativa. O spin-off do show americano foi filmado na Nova Zelândia durante a pandemia, colocando australianas e kiwis na Corrida pelo título de Super Estrela Drag e por trinta mil dólares. O custo foram oito enfadonhos e alongados capítulos, um elenco nada cativante e uma porção de polêmicas racistas, tanto dentro do Ateliê quanto fora dele.

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A Ordem do Demônio: chega às telas um dos casos mais sombrios do casal Warren

Uma das imagens promocionais do filme Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio. Julian Hilliard, que interpreta David Glatzel, está na parte esquerda da imagem, apoiado em um batente de madeira, com uma expressão de curiosidade. É um garoto branco, de cabelo loiro, usa óculos pretos e tem 11 anos. Toda a foto está em tons escuros e amadeirados. Ao lado de Julian está escrito o título do longa.
David Glatzel no novo filme da franquia Invocação do Mal (Foto: Warner Bros)

Gabrielli Natividade da Silva

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, oitavo filme da franquia Invocação do Mal, chegou aos cinemas sendo muito aclamado pelo público. A sequência se trata do caso que gerou bastante repercussão para Ed e Lorraine Warren em 1981, quando tentaram provar a inocência de Arne Cheyenne Johnson, o qual foi acusado de assassinato e alegava ter estado sob possessão demoníaca. O longa mostra desde quando o casal conheceu o réu até o momento do veredito final do julgamento, cativando os espectadores com todos os mistérios envolvidos.

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Pequena coreografia do adeus e o que fazemos com nossos corações destroçados

Arte com a capa do livro "Pequena coreografia do adeus". No centro, está a capa do livro, O fundo é rosa e roxo com pétalas rosas. No canto superior esquerdo, está o olho do Persona. No canto inferior direito, está o símbolo azul da Cia das Letras.
A figura que ilustra capa é “Etats modifiés”, de autoria de Louise Bourgeois (Foto: Companhia das Letras/Arte: Caroline Campos)

Caroline Campos

para todos aquele que procuram uma 

Casa dentro de casa

em especial aos que procuram

desesperadamente.

Absorver Pequena coreografia do adeus não é um trabalho fácil. Publicado pela Companhia das Letras em 2021, o novo livro de Aline Bei é como voar bem alto, bater no teto da existência e espiar o que há além. Mais um fruto da parceria do Persona com o grupo editorial, a autora vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura derrama sua ternura e seu carinho pelas próprias criaturas, se transmutando a cada página a fim de se tornar algo tão único que só o leitor perfeitamente quebrado é capaz de dançar em sua companhia.

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As faces do Cinema do Golpe, o lado oculto da primeira presidenta do Brasil e a Alvorada de Dilma Rousseff

Cena do filme Alvorada. A imagem é retangular e mostra o lado esquerdo do rosto de Dilma Rousseff. Ela é uma mulher branca, de olhos castanhos e cabelos também castanhos curtos. Dilma usa maquiagem preta no contorno dos olhos e um batom rosa cor de boca. Dilma está olhando para fora da imagem, para o lado esquerdo, com o rosto inclinado. Na diagonal direita, da metade da foto em diante, existe uma sombra escura.
Alvorada, o novo filme de Anna Muylaert e Lô Politi, registra o processo de impeachment de Dilma Rousseff de dentro do palácio presidencial (Foto: Vitrine Filmes)

Raquel Dutra

A história da política brasileira é cinematográfica por si só. Quem dera tudo o que assistimos acontecer através dos telejornais diários fossem apenas loucuras roteirizadas por mentes ardilosamente férteis, e não tema de análises profundas e urgentes de diversas produções de não-ficção. Dentre todos os eventos surreais e reviravoltas cabulosas que acontecem na capital do país e em seus centros políticos derivados, algo em específico perturba os corajosos que se dispõem a interpretar essa realidade maluca definitivamente deflagrada em 2016. Afinal, mesmo na terra conhecida por seus mandatos presidenciais inacabados, o angu da queda de Dilma Rousseff ainda tem alguns caroços. 

Aos olhos da produção documental brasileira, a análise do processo que tirou a primeira mulher eleita à presidência do Brasil de seu exercício não é resultado de obras isoladas, mas sim o centro de todo um movimento. É o chamado Cinema do Golpe, construído nos últimos anos através de uma série de produções que se propõem a abordar a queda de Dilma Rousseff e toda a crise social e política que a acompanha. Cinco anos e alguns filmes depois, a decadência do nosso ambiente democrático permanece deixando o melhor roteirista de House of Cards boquiaberto e mostrando que ainda existe o que se discutir sobre o início do declínio, desde seus ocasos, até a sua Alvorada. 

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Ainda que tenham se passado 5 anos, Procurando Dory continua a nadar em memórias de infância, debates ambientais e discussões inclusivas

Foto retangular de uma cena de Procurando Dory. Ao centro, está Dory ainda filhote. Ela é um peixe da espécie cirurgião-patela, possui o corpo azul claro, nadadeiras pretas e amarelas. Seus olhos são grandes e violetas. Ela está sorrindo e olhando para frente. Ao fundo, tem algas verdes claras na vertical na areia bege clara.
A aguardada sequência de Procurando Nemo chegou aos cinemas brasileiros em 30 de junho de 2016 (Foto: Disney)

Júlia Paes de Arruda

De fato, falar sobre Procurando Dory é algo muito especial, principalmente lembrar de assisti-lo nos cinemas, junto com os amigos. Em tempos como os de agora, o contato humano se torna cada vez mais distante. É inevitável sentir falta das conversas até altas horas da madrugada e das memórias afetivas que esses momentos proporcionam. 

As animações, em sua grande maioria, são responsáveis por criações de lembranças e, consequentemente, por aquela sensação de nostalgia. Por causa disso, sequências de desenhos queridos sempre geram alguma polêmica, tanto de críticos que acreditam em acertos, quanto em erros. Porém, o caso de Procurando Dory é que o enredo mantém a mesma fórmula de seu antecessor. Cinco anos depois, o filme realça ainda mais a importância da amizade, da confiança e do companheirismo, sem falar da relevância extremamente atual da preservação da biodiversidade

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