Maligno, de James Wan, é criativo, sombrio e surpreendente

Cena do filme Maligno. A imagem mostra a personagem Madison sentada no chão de uma cozinha. Sua expressão é de medo e surpresa. Madison é interpretada por Annabelle Wallis, uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos, com uma franja. A câmera filma de baixo para cima, de forma que os pés da atriz estão maiores e mais próximos do telespectador do que sua cabeça. Madison está centralizada na imagem. Atrás dela, ao fundo, estão armários e uma janela. Está de dia e uma luz fraca, que vem da janela, ilumina a cena. A imagem também tem uma iluminação azulada.
Em Maligno, James Wan une, com maestria, referências de várias vertentes do Horror (Foto: Warner Bros. Pictures)

Mariana Nicastro

Para os fãs do Terror, o nome de James Wan se destaca na atualidade devido ao seu talento em transformar até mesmo os roteiros mais simples em obras memoráveis. Isso ocorre com Jogos Mortais, Invocação do Mal, Sobrenatural, Velozes e Furiosos 7 ou Aquaman. Com Maligno, ele se superou. O longa se desenvolve sob uma ótica de Horror italiano setentista, com cores vibrantes, cenários diferenciados, atuações e trilha sonora novelescas e um vilão misterioso, cruel e interessante. 

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Persona: 55 anos da obra-prima de Ingmar Bergman

Cena do filme Persona apresenta uma imagem em branco e preto de um menino de costas com a mão direita erguida sobre a foto de uma mulher branca, que toma conta de todo o plano.
Vanguardista, Ingmar Bergman inicia sua obra com sobreposições de imagens (Foto: AB Svensk Filmindustri)

Gabriel Gatti

A palavra persona, de origem grega, é usada para designar um papel social, como uma profissão, ou um personagem, no qual o indivíduo passa a interpretar uma realidade que não é a sua. No campo da representação, é possível empregá-la para designar uma máscara. Nesse contexto de transposição de personalidade, somos apresentados a Elisabet e Alma, duas mulheres que se fundem ao longo da trama dirigida por Ingmar Bergman em 1966.

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30 anos dos gêmeos do Guns N’ Roses: Use Your Illusion I e II

Com um fundo preto, temos o texto “You can Use Your Illusion let it take you where it may” em duas cores: metade em amarelo e vermelho e metade em azul e roxo. No centro, uma criança em preto e branco escrevendo em um livro em cima das suas pernas cruzadas.
Arte feita com as cores dos dois álbuns e a imagem do menino que se encontra no quadro “A Escola de Atenas”, abaixo da estátua de Atena à direita da obra (Foto: Three-Beat Designs)

Luize de Paula

Em 1991, de um pequeno recorte da detalhada obra A Escola de Atenas, do italiano Raphael, nasciam dois gêmeos. Os álbuns Use Your Illusion I e II foram lançados logo após os maiores hits da banda com o Appetite for Destruction de 1987. Atingindo logo o 1º lugar da Billboard, com quase um milhão de vendas no primeiro dia de lançamento, os dois álbuns venderam 18 milhões de cópias no mundo todo e cada álbum recebeu 7 vezes platina pela RIAA.

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Escape Room 2: a fuga nunca vai acabar

Cena do filme Escape Room 2: Tensão Máxima, na imagem está o casal de protagonistas, Ben interpretado por Logan Miller e Zoey, interpretado por Taylor Russell. Ben tem a pele branca, seus cabelos são curtos e lisos e de tom castanho, veste uma jaqueta preta, camiseta preta. Zoey é negra clara, seus cabelos são ondulados de tom preto, veste uma camisa de manga longa verde escura com gola V, a imagem não mostra calças. Ben tem em seu rosto uma expressão de grito, suas mãos estão levantadas em um movimento de socar a porta, já Zoey tem sua mão pousada sobre o vidro com suavidade mas em seu rosto uma expressão de choque e desespero. Ambos estão presos em um vagão de metrô.
A tensão entre Ben e Zoey é nula perto da tensão que as salas de fuga despertam no público (Foto: Sony Pictures)

Thuani Barbosa

Se você não viu, não aconteceu”. Frases de efeito, várias descobertas, dois finais diferentes e ainda mais complexidade nas salas. Escape Room 2: Tensão Máxima nos promete tudo isso e entrega, ainda que deixando outras lacunas. O suspense traz salas mortais se assemelhando a Jogos Mortais de uma forma menos cruel, mas ainda assim arrepiante. O filme também tem sua pegada de thriller psicológico, como O Poço, de uma maneira muito diferente, mas que causa a mesma sensação aflita na espera do próximo minuto. O torneio dos campeões chegou às telas de cinema arrasando na bilheteira e deixando os fãs sem ar – literalmente.

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Thrice Upon a Time: o fim de Evangelion e o início da Neon Genesis

Cena do filme Evangelion: 3.0+1.0 Thrice Upon a Time. Imagem Asuka, Mari, Shinji, Rei e Kaworu usando roupas colegiais, em pé, sobre a areia, com suas pegadas espalhadas pelo chão. Todos estão sorrindo e fazendo poses como se estivessem sendo fotografados, menos Rei, que permanece séria.
Uma das mais marcantes características de Evangelion é sua tendência abstrata de tratar a história e as reflexões que a acompanham, brincando constantemente, por exemplo, com símbolos cristãos (Foto: Amazon Prime Video)

Elisa Romera de Freitas

Quando Shinji abre os olhos, encontramos um mundo estranho em Evangelion: 3.0+1.0 Thrice Upon a Time. Quatorze anos atrasado, a realidade apocalíptica envolve o protagonista; enquanto nós, do outro lado da tela, mais de duas décadas após a estreia de Neon Genesis Evangelion, contemplamos o novo final para a história do anime, que há muito tempo demonstra nada ter a ver com um remake, afinal, o Rebuild é utilizado por um motivo.

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No contra-ataque, a segunda temporada de Ted Lasso nos deixa tristes

Cena da série Ted Lasso, mostra o personagem Ted Lasso, um homem branco e de bigode preto, olhando para cima, com expressão de tristeza e choro. Está de noite e a iluminação vem de um poste na rua.
Jason Sudeikis brilha ainda mais no ano dois da comédia futebolística (Foto: Apple TV+)

Vitor Evangelista

Rotulada como uma comédia que “nos faz sentir bem”, é uma reviravolta e tanto que o ano dois de Ted Lasso decida concluir sua trama futebolística em notas tão amargas. “É ‘O Império Contra-Ataca’, definiu boa parte do elenco sobre a segunda temporada. Com isso, o público pôde pescar que questões sobre paternidade, rancor e traição fossem tomar parte na tela, visto que tudo isso ocorreu no longínquo episódio cinco de Guerra nas Estrelas. Mas o baque foi mais forte que o prometido.

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The Nowhere Inn: uma solução criativa não tão bem realizada

A cantora St. Vincent, uma mulher branca de cabelo preto na altura do queixo, usando um óculos que nas lentes estão o perfil de Carrie Brownstein na esquerda e a própria St. Vincent na direita. O fundo são vários tons de laranja e na parte debaixo está escrito o nome do filme, The Nowhere Inn.
he Nowhere Inn é o primeiro filme de Annie Clark (Foto: IFC Films)

Luisa Rodrigues

Não são muitos que conhecem St. Vincent pelo nome talvez lembrem-se da performance de tirar o fôlego que a artista fez junto com Dua Lipa no Grammy de 2019 a partir de um mashup de Masseduction e One Kiss. Mas no geral, a cantora não faz parte de um meio popular, e durante sua turnê promovendo o disco MASSEDUCTION, ela decidiu começar a gravar um documentário mais pessoal, mostrando também a Annie Clark. Pelo menos, é dessa forma que ela conta como começou a ideia que não deu certo do filme The Nowhere Inn.

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Controlling Britney Spears: Em Busca de Liberdade e o abuso tutelar que faz vítimas como a princesa do pop

Foto de Britney Spears acompanhada do seu antigo chefe de segurança Edan Yemini. A cantora branca e loira veste preto enquanto sorri. Edan, um homem branco e careca, está posicionado atrás dela, ele usa uma camisa branca com terno e gravata pretos.
Britney Spears era vigiada a todo momento pela empresa Black Box Security, contratada pelo seu pai, e até então tutor, Jamie Spears (Foto: Getty Images)

Nathalia Tetzner

Submetida a uma tutela pelos últimos treze anos, Controlling Britney Spears: Em Busca de Liberdade coloca nos holofotes os bastidores da estrutura que comandou a vida da princesa do pop por todo esse tempo. Com a ajuda de novos documentos e testemunhas, a sequência de Framing Britney Spears: A Vida de uma Estrela transcende a exposição do caso e mergulha na investigação de um suposto abuso tutelar. 

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PIRATA: o sacrifício e o consolo de estar à deriva da vida

Capa do álbum Pirata. Jão, um homem jovem e branco, está posicionado ao centro da imagem. Ele está usando uma blusa vermelha de gola alta e um tapa-olho preto no olho direito. O fundo da foto é de cor azul clara.
As marés turbulentas do passado se abrem e deixam a venturosa liberdade de Jão passar (Foto: Universal Music Brasil)

Vitória Vulcano

Quando 2021 ainda era uma esperança requisitada, a numerologia já o denominava ano cinco. Representante da versatilidade vinda das novas oportunidades e regido pela deusa Vênus, esse reinício precisava ser marcado pelo amor e recheado de explorações e metamorfoses. O marketing era de impacto, e um antigo Anti-Herói fez a boa sorte implantada virar refém de suas composições. Entre o alto-mar e solo firme de um outubro ligeiramente retrógrado, Jão se transforma em pirata e embarca nas nuances mais virtuosas de sua carreira.

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Melancolia: 10 anos de colisão emocional

Cena do filme Melancolia em que há uma mulher vestida de noiva à esquerda, uma criança de terno preto no centro e uma mulher de vestido cinza à direita. Os três estão em um gramado e ao fundo há uma mansão.
Melancolia aborda em sua narrativa a objetificação das emoções (Foto: Zentropa Entertainments)

Gabriel Gatti

A melancolia é um estado de morbidez em que a pessoa apresenta abatimento físico e emocional. Esse sentimento tão comum é capaz de afetar qualquer pessoa independente das condições em que esta se encontra. Com o pensamento na escatologia, a trama se aproveita dessa condição emocional abstrata objetificando-a em um gigante planeta azul em rota de colisão com a Terra. A partir dessa premissa, a obra apresenta uma análise comportamental sobre duas irmãs e suas percepções com o fim da vida.

Essa aproximação entre psicologia, morbidez e arte é muito comum na cinematografia do repulsivo diretor dinamarquês Lars Von Trier, que ficou conhecido por suas polêmicas. Seus filmes costumam representar mulheres em estado de vulnerabilidade e inferioridade aos homens, sendo retratado diversas vezes de forma asquerosa o abuso e a violência contra a figura feminina.

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