Como Sempre Feito Nunca: 5 anos de uma nova era de Jorge & Mateus

Imagem retangular da divulgação do álbum de Jorge & Mateus, a qual possui uma moldura branca. Na parte superior da moldura, ao centro, está escrito “novo álbum” em letras maiúsculas e cinzas. Ao centro da imagem, há uma foto da capa do álbum Como Sempre Feito Nunca, a qual possui os cantores Jorge e Mateus esmaecidos, quase transparentes. Do lado esquerdo, está Jorge. Ele é branco, possui cabelos pretos, barba curta com cavanhaque e está com os olhos fechados, cantando. Suas mãos estão segurando o microfone, próximo a boca. Ele veste uma camiseta estampada de manga curta e uma calça. Ele usa um relógio grande no pulso esquerdo e duas pulseiras no pulso direito. Mateus está do lado direito. Ele é branco, possui cabelos curtos pretos, barba comprida com bigode e ele está com uma guitarra preta e branca. Seu braço direito está levantado, com a mão próxima ao ombro de Jorge. Sua mão esquerda segura o braço da guitarra, com os dedos na posição de Ré Maior. Ele veste uma camisa branca social por baixo de um sobretudo preto e uma calça preta. Ele usa duas correntes, uma mais fina com um pingente e outra mais comprida e mais grossa. Uma linha corta a metade da imagem, sendo da metade para a esquerda ela é azul e da metade pra direita é salmão. Na azul, está escrito “Como.Sempre” e na salmão, “Feito.Nunca”, ambas em letras maiúsculas e brancas. A parte inferior da linha azul encosta a parte superior da salmão, num corte diagonal. Na parte inferior da moldura branca, está o logo da dupla Jorge & Mateus.
“Pra mim, felicidade é ter você” (Foto: Reprodução)

Júlia Paes de Arruda

Consagrado como um dos gêneros mais ouvidos do Brasil, o sertanejo não poderia deixar de referenciar Jorge & Mateus como umas de suas bases sólidas para a disseminação do estilo pelo país. Seria até injusto deixá-los de lado, já que consagram 15 anos de carreira no meio musical. Depois de muito sucesso, Como Sempre Feito Nunca chegou em fevereiro de 2016 como um exemplo de transição, amadurecimento e mudança para os goianos que, após 5 anos, ainda perpetuam nessa nova era de sertanejo universitário. 

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Problema Meu: 5 anos da transformação monocórdica de Clarice Falcão para um álbum onde tragédia e comédia caminham juntas

Fotografia da capa do álbum Problema Meu, da cantora Clarice Falcão. A foto tem um fundo branco e possui armários organizadores e móveis de escritório empilhados, que também são da cor branca. No canto inferior esquerdo, a cantora está agachada entre os objetos. Clarice é uma mulher branca de olhos azuis e tem cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo um vestido branco e calçando um par de saltos na cor branca.
Há 5 anos, Clarice Falcão usa toda sua fofura e entrega seu segundo álbum com músicas que caminham de forma versátil do cômico ao trágico, enquanto explora seu empoderamento (Foto: Reprodução)

Gabriel Brito de Souza

Em 2016, após seu sucesso como comediante no Porta dos Fundos, a atriz, roteirista e também produtora, Clarice Falcão deu uma pausa nas telinhas para dedicar-se ao seu segundo álbum, Problema Meu. Nessa produção, a cantora pernambucana manteve sua figura fofa e sarcástica, que ficou famosa com seu primeiro álbum, Monomania (2013), onde estreou com um compilado de canções monocordicamente mais acústicas e que contavam as vivências de uma garota loucamente apaixonada. O disco que completa 5 anos em 2021 marcou sua carreira por trazer uma temática que aborda diretamente complicações amorosas, autocrítica e o cotidiano, só que de uma forma totalmente trágica e cômica, do jeito que Clarice sabe e gosta de cantar.

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5 anos de Velho Chico: a novela que foi uma obra de arte

Cena da novela Velho Chico. Na imagem, vemos a cerimônia de casamento do Coronel Afrânio Sá Ribeiro e Leonor. O Coronel está no altar, trajando um terno marrom, ao lado da sua noiva, que usa um véu transparente sobre o rosto.
Em retorno inédito à TV nacional, o astro Rodrigo Santoro deu vida ao coronel Afrânio Saruê na melhor fase da trama (Foto: Reprodução)

Vanessa Marques

Uma história de amor e guerra no sertão nordestino. Há cinco anos, Velho  Chico, do autor Benedito Ruy Barbosa (Rei do Gado e Pantanal), chegava ao horário nobre da Globo. A telenovela, marcada por uma tragédia em sua reta final, rompeu a hegemonia dos centros urbanos para levar o sotaque baiano e a paisagem sertaneja para as noites dos lares brasileiros. Com o forte apelo estético de Luiz Fernando Carvalho (Capitu), o melodrama desfrutou de uma tríade de peso: elenco, direção de arte e trilha sonora. Ambientada na cidade fictícia de Grotas do São Francisco, a narrativa reuniu a imagem de um Brasil esquecido e devastado pela seca — enquanto as águas do Rio São Francisco banhavam os conflitos de três gerações das famílias Sá Ribeiro e Dos Anjos.

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Os 5 anos de Além do Tempo e a renovação de Elizabeth Jhin

Texto alternativo: Há um casal na foto. Um homem branco, loiro, de barba está a esquerda, com uma camisa xadrez azul e vermelha. A seu lado está uma mulher branca, loira, com um blazer azul. Ela está abraçando o homem de lado.
Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso), os protagonistas da trama [Foto: Divulgação]
Marina Ferreira

“Quando um amor é mais forte do que a própria vida, ele não cabe numa só história”. Era o que dizia a primeira chamada da novela Além do Tempo, no ano de 2015, logo de início chamando a atenção do público, de forma sutil, à seu formato inovador e até mesmo revolucionário. Em seus 161 capítulos, a novela da seis, escrita por Elizabeth Jhin e dirigida por Pedro Vasconcelos, cumpriu sua missão em contar uma grandiosa história de amor, dividida em duas fases muito distintas entre si, que se comunicavam em excelentes sacadas de texto, um enredo muito bem amarrado e uma montagem de tirar o fôlego.

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I like it when you sleep: 5 anos de um massacre

Capa do álbum I like it when you sleep, da banda The 1975. A capa é um quadrado claro e mostra uma estrutura retangular apoiada num pano. Os lados do retângulo estão acesos na cor rosa claro, o fundo é bege e o chão é branco. Vemos um fio saindo do retângulo e no centro dele está The 1975 em luz rosa claro.
“Eu suponho que você não saiba para onde esse trem vai” (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

Ninguém estava preparado para o show que o quarteto conhecido como The 1975 armaria em seu segundo trabalho de estúdio. I like it when you sleep, for you are so beautiful yet so unaware of it, que nasceu em 26 de fevereiro daquele profético 2016, completa cinco anos refletindo com veemência a narrativa que a banda começou no início da década e finalizou cruelmente no ano passado.

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De fã para Mestre: 5 anos dos aprendizados de Kung Fu Panda 3

Cartaz de divulgação do filme Kung Fu Panda 3. Na imagem, o personagem Po está ao meio segurando um bambu. Ao lado direito de Po temos os personagens Mestre Shifu, a Garça e Li, pai de Po. Ao lado esquerdo temos as personagens Tigresa e a panda Mei Mei. Ao fundo, cenário de natureza puxando para tons de cinza e azul com árvores, montanhas e cachoeiras no estilo chinês.
Kung Fu Panda 3 estreou em janeiro de 2016 com orçamento de US$ 145 milhões (Foto: Reprodução)

Geovana Arruda

Sabe aquele sonho de todo fã: conhecer seu ídolo, se tornar amigo dele, ficar horas e horas imaginando os momentos que viveriam juntos? O panda mais cativante do cinema fecha a trilogia de filmes sendo a demonstração fiel de um verdadeiro fã. Mesmo após 5 anos, Kung Fu Panda 3 consegue representar tão bem o sentimento que temos quando algo bom acontece, e nos sabotamos pensando “eu? um mero mortal?”.

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Nós não nos falamos mais: 5 anos de Nine Track Mind e a premissa de Charlie Puth

Capa do álbum Nine Track Mind. Fotografia retangular com fundo amarelo. Charlie Puth, homem branco de cabelos castanhos escuros, está de perfil voltado para a direita e encontra-se no centro. Ele possui uma cicatriz na sobrancelha direita. Ele veste uma camisa verde musgo. Na parte inferior, pode ser ler “Charlie Puth” em preto seguido de “Nine Track Mind” em branco.
“Eu pensei que o dinheiro era suficiente/É apenas uma corrida temporária/Vou tentar ir encontrar alguma outra diversão” (Foto: Reprodução)

Júlia Paes de Arruda

Quem vê Charlie Puth agora, dono de hits como Attention e Girlfriend, mal sabe que o álbum Nine Track Mind, lançado em 2016, é um produto de sua autoria. Ele mesmo afirmou que esse disco era sua tentativa de se encontrar e se descobrir como artista. Porém, isso não significa que não possamos apreciar sua genialidade e seu imensurável talento na música. A verdade é que, 5 anos depois, o álbum só reafirma a preciosidade de cantor, compositor e produtor que Puth é. 

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Em clima de ansiedade e sem saber quando ouviremos o seu sucessor, o emblemático ANTI completa 5 anos

Criada pelo artista Roy Nachum, a capa é a primeira na música a trazer um poema escrito em braille (Foto: Reprodução)

Giovanne Ramos

O oitavo álbum de Rihanna, ANTI, completa seu quinto aniversário neste dia 28 de janeiro. Sob o selo da sua própria gravadora, Westbury Road Entertainment, o CD se tornou em pouco tempo um ícone musical, o que já é esperado da barbadiana que faz sucesso com tudo o que lança, desde a sua estreia no cenário. Marcado pela sua mistura de R&B contemporâneo com pop – e algumas outras influências -, o trabalho apresenta uma Rihanna madura, confiante e com mais controles de sua própria carreira.

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5 anos de Capitão Fantástico: reflexões que não envelhecem

Cena do filme Capitão Fantástico, onde os 7 atores, brancos com cabelos ruivos e loiros, estão sentados em roda com as mãos sobre os joelhos. O grupo se encontra em meio a uma pequena clareira na floresta de pinheiros, as plantas são verde claro e há montanhas ao fundo.
Capitão Fantástico está disponível no Youtube para alugar por R$9,90 (Foto: Reprodução)

Lorrana Marino 

O canto dos pássaros em harmonia com o som de água corrente se combinam à imagem serena da floresta. Lentamente, a cena se torna agressiva e com alguns nuances perturbadores. Um cervo morre. Um órgão ensanguentado é mordido. Um ritual de caça que faz um adolescente tornar-se adulto. A sensação é de que estamos assistindo a um grupo de pessoas selvagens, indóceis e hostis. Entretanto, a primeira risada muda tudo e o que vemos ali, na verdade, é uma família casada com a natureza. A dinâmica dos Cash (em português: dinheiro) – sobrenome esse que se apresenta irônico diante do estilo de vida anticapitalista que eles levam – nos é introduzida e entendemos que ali, em Capitão Fantástico, há sempre diálogo e música. 

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Blue Neighbourhood e a segunda adolescência LGBTQ+

A imagem mostra o desenho de Troye Sivan, de frente. Ele olha para a esquerda. Em tons pastéis, ao fundo podemos ver os dois lados de uma rua e um céu do entardecer, em tons azuis e laranjas. Acima de Troye foi adicionado o escrito Blue Neighbourhood em letras cursivas. Acima do escrito, foi adicionado TROYE SIVAN em letra de forma.
Capa do álbum (Foto: Reprodução)

Jho Brunhara

Quando eu era adolescente, tinha medo de me expressar por ser gay. Tinha medo ir em festas, ficar bêbado com meus amigos e revelar acidentalmente que não era hétero. Pela necessidade de esconder minha sexualidade por proteção, tinha medo de vestir as roupas que gostava, de dizer o que que pensava, de colocar um “nós” antes de “pessoas LGBTQ+”.

Eram, de certa forma, problemas banais, mas ao mesmo tempo questões muito importantes no ecossistema do colégio e na mente de alguém com 15 anos. Não me sentia verdadeiramente seguro em casa, nem na escola, nem em nenhum lugar. Me assumi nos últimos meses do Ensino Médio, um pouco antes de completar 18 anos. Enquanto a maioria das pessoas da minha idade que eu conhecia já tinham vivido suas próprias aventuras, eu pude, pela primeira vez, me sentir livre, e experimentar a adolescência que idealizava na minha cabeça.

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