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	<title>Arquivos Costanza Guerriero &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Duas décadas depois, De Repente 30 é apenas para os nostálgicos</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 16:06:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero 30 é a idade do sucesso! Essa era a ideia que as páginas da revista Poise apresentavam para a jovem Jenna Rink (Christa B. Allen), em meio às cores, hits e looks da década de 1990. A imagem de mulheres magérrimas, elegantes, sensuais, e ainda, donas de suas próprias carreiras: a mulher de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/de-repente-30-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Duas décadas depois, De Repente 30 é apenas para os nostálgicos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34530" aria-describedby="caption-attachment-34530" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--800x450.webp" alt="Cena do filme De Repente 30. Uma menina e uma mulher estão lado a lado dentro de um elevador de paredes de madeira. Do lado esquerdo, está a atriz Renee Olstead interpretando Becky, uma menina branca, de lábios e bochechas coradas, de cabelos longos castanhos. Ela veste um vestido polo preto e uma bolsa marrom do lado esquerdo do corpo. Ela olha para a mulher que está do seu lado direto. A mulher é a atriz Jennifer Garner interpretando a personagem Jenna Rink. Ela é uma mulher branca que usa batom cor de rosa e está com os cabelos castanhos presos em dois birotes. Ele usa um vestido regata Versace, nas cores verde, verde água e com uma faixa em marrom. no seu colo tem um colar em formato de borboleta verde. ela carrega do seu lado esquerdo uma bolsa pequena roxa. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1--1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-1-.webp 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34530" class="wp-caption-text">&#8220;Eu não quero ser original, eu quero ser descolada&#8221; (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">30 é a idade do sucesso! Essa era a ideia que as páginas da revista Poise</span> <span style="font-weight: 400;">apresentavam para a jovem Jenna Rink (</span><span style="font-weight: 400;">Christa B. Allen), em meio às cores,</span><i><span style="font-weight: 400;"> hits </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990. A imagem de mulheres magérrimas, elegantes, sensuais, e ainda, donas de suas próprias carreiras: a mulher de 30 anos faz tudo e de tudo, enquanto uma jovem de 13 anos pode apenas tirar péssimas fotos para o livro do ano e encher os sutiãs com papel higiênico. </span><a href="https://www.vogue.com/article/jennifer-garner-judy-greer-13-going-on-30-20th-anniversary"><span style="font-weight: 400;">Vinte anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> depois, </span><span style="font-weight: 400;">as paredes da casa dos sonhos já estão um pouco desbotadas, mas será que ainda restam o </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pó do desejo nos quais </span><a href="https://youtu.be/5UrCaXLBN30?si=6nxT3BPBKI5Mv9OY"><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estava envolto em 2004? </span></p>
<p><span id="more-34528"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">13 going on 30</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) chegou aos cinemas brasileiros em Agosto daquele ano e marcou uma geração que cresceu na era de ouro das comédias românticas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto de seus contemporâneos: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Diário da Princesa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Como se Fosse a Primeira Vez</span></i><span style="font-weight: 400;">. O longa-metragem, estrelado por Jennifer Garner e Mark Ruffalo, narra a história de Jenna (</span><span style="font-weight: 400;">Christa B. Allen)</span><span style="font-weight: 400;">, que no seu desastroso décimo terceiro aniversário desejou tão fortemente ter 30 anos, que foi transportada para dezessete anos depois. Na badalada cidade de Nova York, ela tem tudo que sempre sonhou: um enorme apartamento, um </span><i><span style="font-weight: 400;">closet</span></i><span style="font-weight: 400;"> recheado de grifes e o cargo de editora na revista que lia quando pré-adolescente. O que ela não esperava, é que a Jenna adulta (Garner) não é uma pessoa tão legal quanto ela imaginava e seu melhor amigo Matt (Ruffalo) não fala com ela há tempos. </span></p>
<figure id="attachment_34534" aria-describedby="caption-attachment-34534" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34534" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-800x533.jpg" alt="Cena do filme De Repente trinta. Na imagem estão os atores Christa B. Allen e Sean Marquette, sentados no chão sob um carpete cinza,em volta de uma casa de bonecas cor de rosa. A atriz interpreta Jenna Rink, ela é uma garota branca, com cabelos loiros presos e uma franja volumosa. Ela veste um top azul cravejado com pedras redondas, um cinto com o fecho em formato de flor e uma saia preta com bolinhas amarelas, roxas e azuis. Do seu lado esquerdo, está o ator mirim, um garoto branco com cabelos castanhos lisos, ele veste um casaco vermelho de ziper. Ela está despejando a purpurina de um saquinho laranja, sobre a casa de bonecas. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-2-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34534" class="wp-caption-text">Diferentemente de Como Perder Um Homem em 10 dias, o longa não tem nenhuma perspectiva de reboot, mas o elenco se reuniu em uma videoconferência para celebrar seus vinte anos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Distribuída pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Columbia Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção apostou em um tom divertido, no qual a química entre Ruffalo e Garner acontece no plano futuro, como se fosse uma espécie de sonho da protagonista – o que parece ser insinuado no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">take</span></i><span style="font-weight: 400;"> do filme com um céu azul ensolarado envolto de purpurina cor-de-rosa. Uma das principais críticas feitas pelo espectador de 2024 é apontar que Matt teria se apaixonado por uma garota de 13 anos no </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/o-que-de-repente-30-e-pobres-criaturas-tem-em-comum-veja-semelhancas/"><span style="font-weight: 400;">corpo de uma mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tal acontecimento não é ponderado quando se olha pela perspectiva de que tudo seria fruto da imaginação da menina. Contudo, enquanto parte do público atual busca problematizar a trama, a outra metade ainda continua completamente deslumbrada por um dos mais consagrados </span><a href="https://seacrowbooks.com/blog/friends-to-lovers"><i><span style="font-weight: 400;">friends to lovers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o romance entre Jenna e Matty é trazido sem malícia, algumas outras cenas de Garner com o coadjuvante Samuel Ball, intérprete do namorado da Jenna de 30  anos, refletem o estranhamento que uma adolescente teria com um homem mais velho fazendo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaptease</span></i><span style="font-weight: 400;">. Garner </span><a href="https://youtu.be/i-S4kvxHqgw?si=QXav5YhPJ9DYUQVf&amp;t=633"><span style="font-weight: 400;">conta</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, na época, o desconforto da personagem era o que ela de fato estava sentindo ao gravar a cena, mesmo tendo a mesma faixa etária do colega de elenco. A forma como Jenna rejeita o namorado que sua versão adulta havia escolhido, deixa claro o que seria inapropriado e pouco atraente para uma menina, e a inocência do amor sentido na adolescência floresce quando ela valida o carinho e a diversão que vive com seu melhor amigo, mesmo que tudo ocorra na sua imaginação. </span></p>
<figure id="attachment_34529" aria-describedby="caption-attachment-34529" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34529" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. Um close dos atores Jennifer Garner e Mark Ruffalo conversando. Do lado esquerdo a atriz Garner interpreta Jenna Rink, uma mulher branca de cabelos castanhos, presos na lateral por uma presilha em forma de flor branca. Ela veste um vestido tomara que caia branco florido rosa, e usa um colar em formato de flor pequeno e laranja. Seus prazos estão cruzados sobre o peito e em um dos seus pulso ela veste um relógio. Ela está sorrindo, olhando para o ator Ruffalo, que interpreta Matt Flamhaff. Ele é um homem branco com cabelos castanhos escuros, veste uma camiseta marrom e está gesticulando com as mãos. ao fundo se-se uma tenta com araras e cabides com roupas, uma pessoa é vista em desfoque, próximo a equipamentos de filmagem como um autofalante. " width="800" height="440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-768x422.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34529" class="wp-caption-text">Garner e Ruffalo trabalharam juntos novamente no filme O Projeto Adam, de 2022 (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega ainda outra </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/semana/ta-saindo-com-alguem/estereotipos-de-genero-e-raca-comedia-romantica/"><span style="font-weight: 400;">problemática</span></a><span style="font-weight: 400;"> comum à época ao reforçar o estereótipo do corpo ideal magro e esbelto. O audiovisual da década de 2000 indubitavelmente foi um poderoso soldado da ditadura da beleza, que assombrou toda a geração millennial e que, hoje, é combatida com maior responsabilidade quando distúrbios de imagem e alimentares são retratados nas produções. Ainda que o filme reconheça o problema nesse discurso, mostrando como a substituição de mulheres reais por modelos causa a baixa autoestima de jovens mulheres e o que o </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> deve ser condenado, a mensagem fica pouco explícita, da mesma forma que ocorre em obras contemporâneas a ele como</span> <a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">Mean Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Ano de lançamento) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de uma Adolescente em Crise</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Ano de lançamento).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> está bem representado no clichê das ‘</span><a href="https://evoke.ie/2024/04/24/extra/13-things-you-didnt-know-about-13-going-on-30"><span style="font-weight: 400;">Seis Gatinhas</span></a><span style="font-weight: 400;">’, o ‘grupinho’ das meninas populares que Jenna tanto sonhava em fazer parte. A líder delas, Tom-tom (Alexandra Kyle) ou no salto temporal conhecida como Lucy (Judy Greer), acaba por ser </span><a href="https://www.collinsdictionary.com/pt/dictionary/english/frenetical"><span style="font-weight: 400;">aminimiga</span></a><span style="font-weight: 400;"> da protagonista, mas, apesar de quando criança ser um projeto de Regina George, na versão adulta, ganha a sagacidade de Greer, dando um toque cômico e irônico para a vilã. A qualidade do elenco é admirável, sobretudo quando se fala na escolha dos atores, crianças e adultos, não apenas pela incrível semelhança entre Greer e Kyle, mas também das próprias intérpretes de Jenna. A escolha foi tão certeira que Christina B. Allen chegou a interpretar, novamente, a versão mais jovem de Garner no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Adoráveis Ex-Namoradas</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2009. Vinte anos depois, Allen ainda é a cara de Garner, como mostra em seu </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/filmes/de-repente-30-christa-b-allen-recria-seu-look-de-jenna-em-video-nostalgico-e-impressiona-com-semelhanca-com-jennifer-garner-vem-ver/"><i><span style="font-weight: 400;">Tik Tok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_34531" aria-describedby="caption-attachment-34531" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34531" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-800x336.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. A atriz Garner interpretando Jenna está em foco, com cara de assustada. Ela é uma mulher branca de cabelos médios castanhos e lisos. Seu rosto marca uma expressão de susto, com a boca bem aberta e as sobrancelhas juntas. Ela veste uma camisola de cetim rosa e um tapa olho colorido ,que está posicionado em sua testa. Ela segura os seios com as duas mãos. Ao fundo vemos uma estante lateral com livros e vasos. " width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-2048x860.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-4-1-1200x504.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34531" class="wp-caption-text">O diretor, Gary Winick, contou que, obviamente, não sabia nada sobre o que era ser uma ‘garotinha’ de treze anos, mas sabia o que era ter um desejo atendido depois de muito pedir e isso foi suficiente para nos convencer (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Gary Winick e roteirizado por Josh Goldsmith e Cathy Yuspa, o longa-metragem bebeu da fonte de filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1939), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Felicidade não Se Compra </span></i><span style="font-weight: 400;">(1946) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Quero ser Grande</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1988), mas, apesar de se inspirar em renomados </span><a href="https://variety.com/2023/film/global/13-going-on-30-musical-adaptation-london-1235739109/"><span style="font-weight: 400;">musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">, não se enquadra no gênero. O que ocorre é uma magnífica </span><a href="https://youtu.be/1RLIkL_hnJY?si=h5QclNtKXFHAF8i1"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvente, assinada por </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Theodore_Shapiro"><span style="font-weight: 400;">Theodore Shapiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, trabalhando com a nostalgia de uma geração, que hoje são considerados clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e também das comédias românticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dança ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Thriller</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">de Michael Jackson, que anima a todos na festa da revista Poise, já é consagrada como uma das melhores cenas da produção, mas antes de chegar lá, temos a icônica cena de Jenna descobrindo seu </span><i><span style="font-weight: 400;">closet </span></i><span style="font-weight: 400;">repleto de sapatos, vestidos e maquiagens ao som de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eH3giaIzONA"><i><span style="font-weight: 400;">I Wanna Dance with Somebody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na versão de Whitney Houston. Desse modo, o espectador é envolto por uma seleção musical que automaticamente o transporta para o final da década de 1990 e início de 2000, com</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ice Ice Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Vanilla Ice e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love is a Battlefield</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Pat Benatar.</span></p>
<figure id="attachment_34535" aria-describedby="caption-attachment-34535" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-800x450.jpg" alt="Cena do filme De repente 30. A atriz Garner interpretando Jenna está em um quarto, em pé sobre a cama. Ela está com os braços e lábios abertos, como se cantasse uma música. Ela veste um conjunto de pijama cor de rosa e um cachecol rosa. Seus cabelos castanhos estão presos em um rabo de cavalo. Em torno da cama vemos quatros garotas com pijamas e roupas engraçadas, como casaco de pele animal print, sutiã por cima da camiseta e bolsas com pijama. o quarto tem as parede bege e um quadro horizontal acima da cama. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/imagem-5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34535" class="wp-caption-text">Na época, a trilha sonora do longa ficou no top 50 da parada musical estadunidense BIllboard 200 nos Estados Unidos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não podemos deixar de citar Rick Springfield, o maior ídolo de Jenna, aparecendo em vários momentos, como na televisão de tubo no seu aniversário de treze anos e, até mesmo, em miniatura dentro da casa dos sonhos, que Matty constrói para ela. </span><i><span style="font-weight: 400;">Jessie&#8217;s Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu momento especial em um dos cortes derradeiros, quando a protagonista está na sua </span><a href="https://youtu.be/Ww9svfjRWxY?si=VaHsR0eC5ivoz5_u"><span style="font-weight: 400;">clichê cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> de perseguição do amor verdadeiro antes que ele se case com outra, em meio ao trânsito de táxis amarelos em Nova York. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://people.com/13-going-on-30-wardrobe-revisited-20-years-later-costume-designer-interview-exclusive-8634320"><span style="font-weight: 400;">figurino</span></a><span style="font-weight: 400;"> da produção é algo que cintila até os anos atuais. Não deve-se passar um mês sem que as redes sociais façam referência ao vestido colorido </span><i><span style="font-weight: 400;">Versace</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja réplica foi utilizada por Ariana Grande em um episódio do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Voice </span></i><span style="font-weight: 400;">(2021) e por Bruna Marquezine, em 2023. A estética </span><i><span style="font-weight: 400;">Y2K</span></i><span style="font-weight: 400;"> carregada pela peça retomou atenção nos anos dois mil e vinte, de modo que não apenas o </span><a href="https://www.cnn.com/2024/04/23/style/13-going-on-30-versace-dress-jennifer-garner/index.html"><span style="font-weight: 400;">icônico vestido</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também os acessórios coloridos, jóias extravagantes e enfeites de cabelo pontiagudos utilizados por Jenna sejam corriqueiramente lembrados. A extravagância das lantejoulas e a lucidez do colar de borboletas utilizados no início da trama, aos poucos, vão sendo substituídos por </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sutis, vestidos floridos e calças </span><i><span style="font-weight: 400;">jeans</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhando o desenvolvimento e amadurecimento da personagem, que para de acreditar nas modelos estampadas na fictícia revista</span> <span style="font-weight: 400;">Poise e passa a se compreender como uma pessoa de verdade.</span></p>
<figure id="attachment_34569" aria-describedby="caption-attachment-34569" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-800x508.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. As atrizes Garner e Greer, estão apoiadas em um balcão em uma festa. Do lado esquerdo a atriz Garner interpreta Jenna e usa um vestido colorido , com as cores predominantes azul, verde, rosa e marrom. ela tem os cabelos castanhos presos e segura na frente do seu corpo uma bolsa pequena rosa. Do lado direto, a atriz interpreta Lucy, uma mulher branca com cabelos médios lisos e loiros. Ela usa um vestido sereia verde com rendas em preto. Ela está com as duas mãos posicionadas na cintura e olha para o lado. " width="800" height="508" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-1024x651.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9-1200x762.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-9.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34569" class="wp-caption-text">A figurinista do longa afirma em entrevista para People Magazine que o verdadeiro vestido Versace foi perdido, mas que o restante do guarda-roupa ainda continua preservado<br />(Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.instyle.com/reviews-coverage/13-going-30-outfits-15th-anniversary"><span style="font-weight: 400;">figurinista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Susie DeSantos, em uma entrevista a People Magazine, conta que não imaginava a tamanha referência da cultura</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Versace</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria, contudo, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> making of </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme, </span><a href="https://youtu.be/i-S4kvxHqgw?si=MiztUJPRLaJ7U57N"><i><span style="font-weight: 400;">Making of a Teen Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aponta o desejo do diretor </span><span style="font-weight: 400;">Winick em trabalhar com grandes marcas que, por fim, marcaram a década com suas coleções. Dentre elas, podemos citar </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolce &amp; Gabbana</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Miu Miu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Marc Jacobs</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essas grifes não vestiram apenas Garner, como também </span><span style="font-weight: 400;">Greer em suas sensuais calças de cintura baixa e regatas de renda, além de Ruffalo, mesmo em suas simples vestes, que puderam refletir a personalidade introspectiva do fotógrafo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento da protagonista é bem refletido pelas vestimentas ao longo do enredo com ajuda da trilha sonora. A música</span> <a href="https://youtu.be/3jL4S4X97sQ?si=g4dq-nC2j1CPPQ2d"><i><span style="font-weight: 400;">Vienna</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Billy Joel</span></a><span style="font-weight: 400;"> é centro da trama, quando Jenna percebe que mesmo tendo tudo aquilo que ela sempre sonhou na infância, de nada adiantava se ela as havia conquistado com mau caráter e longe das pessoas que verdadeiramente a amam. É o maior momento de </span><a href="https://youtu.be/4T2rWBNGliI?si=2Rve-mc3VQwE_XNB"><span style="font-weight: 400;">reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> no filme, no qual todos os jovens adultos podem se identificar. Se lembram quando desejamos tanto sermos adultos? Pois bem, esse momento chegou e é muito mais difícil do que imaginávamos. Jenna se enfiando na cama para dormir com a mãe e comendo panquecas em formatos de ursinho, representa aquilo que todos desejamos no momento em que as coisas se complicam: voltar a ser criança por um instante, na segurança e no acolhimento dos pais. O arco de redenção da personagem ocorre no momento em que se destaca na apresentação da nova imagem da revista que trabalha.</span></p>
<figure id="attachment_34570" aria-describedby="caption-attachment-34570" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34570 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x600.jpg" alt="Cena do filme De Repente 30. A atriz Garner interpretando Jenna está no centro. Ela veste um conjunto de saia, camiseta e cardigan rosa claro. Seus cabelos castanhos estão soltos até a natura do ombro. ela segura uma bexiga cor de rosa. Ao fundo há três cartazes pretos com fotografias de beauty e moda, na sua frente há a beirada de uma mesa de mármore e a borda de um quadro branco aparece apoiado na mesa, com três bexigas nas cores rosa, amarelo e azul respectivamente." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1200x900.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34570" class="wp-caption-text">&#8220;Acho que todos nós queremos sentir alguma coisa que já esquecemos ou rejeitamos porque não percebemos o quanto estávamos deixando para trás&#8221; (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://youtu.be/Ao9XR5a4uJA?si=G4iotOw85Dlykhcb"><span style="font-weight: 400;">monólogo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jenna torna toda a mensagem do filme bem explícita, de uma forma até muito simplista, o que faz sentido considerando que a trama foi desenvolvida para o público juvenil. A jovem mulher propõe que a revista represente pessoas reais, do cotidiano das leitoras: como suas vizinhas; primas; meninas do colegial;  irmãs; entre outras. Assim, para que as garotas cresçam com representações de beleza real em cada etapa da vida e sejam incentivadas a aproveitar o que é bom em cada fase. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas décadas após sua estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">De Repente 30</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode não ser mais a primeira escolha do público para qual foi originalmente desenvolvido; os conceitos e as relações mudaram e muitas das referências já não fazem mais sentido. Contudo, a produção ainda é um excelente entretenimento para aqueles que cresceram assistindo ao filme na </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/sessao-da-tarde-traz-de-repente-30-dumbo-e-mais-nesta-semana-confira-a-programacao-de-22-a-26-de-abril,a5038dd8952c31937d9473fcb6d2b6a5kuda59xo.html"><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> H</span><span style="font-weight: 400;">oje, disponível na </span><a href="https://www.netflix.com/br-en/title/60034573"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para sempre que precisarmos nos lembrar de desacelerar e celebrar quem um dia já fomos. </span></p>
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		<title>Entre os mais rasos, Asteroid City é o mais belo</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 18:43:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero No primeiro semestre de 2023, as redes sociais foram invadidas por vídeos de composições simétricas, cores pastéis, filtros saturados e rostos inexpressivos. Ao som de Obituary, do compositor Alexandre Desplat, os internautas retratavam  os  seus dias cotidianos, no que parecia ser uma viralização do estilo característico do diretor Wes Anderson. O fascínio da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/asteroid-city-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre os mais rasos, Asteroid City é o mais belo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33262" aria-describedby="caption-attachment-33262" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33262" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2.png" alt=" Imagem do filme Asteroid City. A atriz Scarlett Johansson, interpretando a personagem Midge Campbell. Ela está com os braços apoiados na janela de um banheiro, e apoia o rosto na mão esquerda. A atriz é uma mulher branca, possui cabelos curtos e castanhos, olhos azuis e lábios corados, e olha para frente com sobrancelhas levemente curvadas. Ao fundo, dentro do banheiro, ve-se uma banheira na cor azul tiffany, que está em partes cobertas por um biombo de madeira. A moldura da janela é branca e é possível ver a paisagem do pôr do sol, no canto esquerdo da imagem." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33262" class="wp-caption-text">Asteroid City é uma comédia, quase romântica, de ficção científica (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro semestre de 2023, as redes sociais foram invadidas por </span><a href="https://www.nytimes.com/2023/04/24/arts/wes-anderson-film-tiktok.html"><span style="font-weight: 400;">vídeos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de composições simétricas, cores pastéis, filtros saturados e rostos inexpressivos. Ao som de </span><a href="https://youtu.be/azB-_MlmhfI?si=xV8BX3hQ1fnrdCfe"><i><span style="font-weight: 400;">Obituary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do compositor Alexandre Desplat, os internautas retratavam  os  seus dias cotidianos, no que parecia ser uma viralização do estilo característico do diretor Wes Anderson. O fascínio da mídia espontânea pelo visual característico do cineasta prova o encantamento que suas produções podem causar no telespectador, por meio da intrínseca relação que suas  narrativas encontram com sua </span><a href="https://www.rollingstone.com/culture/culture-features/wes-anderson-tik-tok-trend-1234721548/"><span style="font-weight: 400;">estética</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a última obra de Anderson, entrega um pouco desse fascínio. </span></p>
<p><span id="more-33258"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três meses após a estreia no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-da-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Festival de Cannes</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa chegou no Brasil em Agosto, fazendo pouco barulho em meio ao rebuliço de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A narrativa se passa, no início dos anos 1950, na pacata e desértica cidade fictícia que dá nome a trama, local marcado pela presença de uma cratera de meteoro. Lá ocorre a Convenção </span><span style="font-weight: 400;">Júnior de Observadores de Estrelas e Cadetes Espaciais</span><span style="font-weight: 400;">, na qual famílias se reúnem para prestigiar suas crianças cientistas prodígios. Tudo ocorre normalmente &#8211; ou melhor, “wesanderionamente” &#8211; até as personagens precisarem ser submetidas à quarentena pelo exército, após entrarem em contato com um extraterrestre.</span></p>
<figure id="attachment_33261" aria-describedby="caption-attachment-33261" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33261" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3.jpg" alt="Imagem do filme Asteroid City. Os atores Jason Schwartzman, interpretando o personagem Augie e Tom Hanks, interpretando Stanley, estão se olhando, na frente de uma oficina de carros. No canto esquerdo, Schwartzman é um homem branco, com barba e cabelos escuros. Ele veste um blazer bege, com uma câmera fotográfica pendurada no pescoço e fuma um cachimbo. Ele está sentedno em cima do capô de um carro. Ao lado direto, Hanks é um homem branco, com cabelos e bigode grisalhos. Ele veste uma camisa amarela de manga curta. Ao fundo há a fachada da oficina mecânica, com os dizeres “Powerizing Service”." width="1999" height="1111" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-1024x569.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-768x427.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-1536x854.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-3-1200x667.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33261" class="wp-caption-text">Em Asteroid City, Wes Anderson mescla a técnica do stop motion com live action, da mesma maneira que já fez em produções anteriores, como em A Vida Marinha (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/roman-coppola"><span style="font-weight: 400;">Roman Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;"> colabora com Wes Anderson na criação do roteiro, no qual exploram um ótimo equilíbrio entre elementos que de fato estavam  presentes na década de 1950, com seu modo de contar história, que pouco se preocupa com fatos reais. O clima de corrida espacial e expectativa de ir à Lua, na qual a geração </span><i><span style="font-weight: 400;">boomer </span></i><span style="font-weight: 400;">cresceu, é introduzida com as ideias de alienígenas e de crianças que possuem mais conhecimentos do que a própria inteligência das forças armadas americanas. A estética </span><a href="https://www.filmmakersacademy.com/blog-the-look-of-asteroid-city/"><span style="font-weight: 400;">artificial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de elementos pouco credíveis são intencionais, e pode-se dizer que é o mais proveitoso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tônica sideral é o que compõe, em partes, essa narrativa. Em partes porque a história sobre extraterrestres é, na verdade, uma peça de teatro, dirigida pelo personagem de Edward Norton (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste</span></i><span style="font-weight: 400;">). Não é estranho a Anderson dividir as cenas dos seus filmes como atos de uma peça </span><a href="https://cinemow.com/index.php/2023/03/16/wes-anderson-arte-de-recriar-o-teatro-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">teatral</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, dessa vez, além da demarcação explícita dos capítulos, também há cenas que se dedicam a mostrar os bastidores por detrás da obra dentro da obra. O que pode não ter funcionado muito bem nesse modelo é a excessiva troca de uma trama para a outra, marcadas por interlúdios do narrador, sendo um pouco difícil de se conectar com as personagens.</span></p>
<figure id="attachment_33260" aria-describedby="caption-attachment-33260" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33260" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2.jpg" alt="Imagem do filme Asteroid City. A imagem em preto e branco mostra a atriz Hong Chou interpretando a personagem Polly e o ator Adrien Brody interpretando a personagem Schubert Green. Do lado esquerdo, a atriz Chou possui os cabelos pretos presos em um coque baixo. Ela veste um casaco trench claro e segura uma mala. Sua mão está segurando a porta do recinto. Do lado direito, o ator Adrien é um homem branco com cabelos curtos e pretos. Ele veste uma camiseta branca e uma calça alfaiataria. Ao fundo vê-se uma janela com uma cortina amarrada e uma parede de ladrilhos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33260" class="wp-caption-text">A história é toda narrada pelo anfitrião da peça de teatro, interpretado pelo ator Bryan Cranston, de Breaking Bad (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem como em </span><a href="https://youtu.be/ZMgvkuhVWfc?si=yYBUfeoMyRjVmhzU"><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra foca em diversos núcleos de personagens de maneira simultânea, mas diferentemente do antecessor,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Asteroid City </span></i><span style="font-weight: 400;">tem dificuldade em juntar todas essas histórias em um desfecho comum. A narrativa mais bem desenvolvida talvez seja o quase romance entre o fotógrafo de guerra Augie, bem interpretado por Jason Schwartzman (</span><i><span style="font-weight: 400;">Três é Demais</span></i><span style="font-weight: 400;">) e a atriz Midge Campbell, vivida por Scarlett Johansson (</span><i><span style="font-weight: 400;">História de um Casamento</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contraste a esse drama romântico, o tom cômico e particular do diretor é explorado no conflito de gerações, retratando crianças que se comportam mais como adultos do que os próprios pais, assunto já explorado pelo diretor em </span><a href="https://youtu.be/7N8wkVA4_8s?si=Mckt82z7rYlMuRef"><i><span style="font-weight: 400;">Moonrise Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Aqui são as crianças que resolvem todos os problemas enquanto seus pais não conseguem superar os próprios fantasmas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Schwartzman e Norton, outros atores que já tiveram experiências anteriores com a direção de Anderson retornam para essa produção,</span> <span style="font-weight: 400;">como Tilda Swinton (</span><i><span style="font-weight: 400;">Moonrise Kingdom</span></i><span style="font-weight: 400;">), Adrien Brody (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem para Darjeeling</span></i><span style="font-weight: 400;">), Tony Revolori (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Hotel Budapeste) </span></i><span style="font-weight: 400;">e até mesmo </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/flavia-guerra/2023/05/24/seu-jorge-e-wes-anderson-a-amizade-que-ultrapassa-a-tela-alguem-que-amo.htm"><span style="font-weight: 400;">Seu Jorge</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Marinha</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><a href="https://www.cbr.com/actors-who-work-with-wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Willem Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Fantástico Senhor Raposo</span></i><span style="font-weight: 400;">) aparece em uma das cenas para apenas bater ponto com o diretor. O cineasta é conhecido por sempre trabalhar com um elenco de peso, e como visto, nessa obra não foi diferente. Dos atores que estrelam com ele pela primeira vez destacam-se Tom Hanks (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Pior Vizinho do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Maya Hawke (</span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). A escolha de Steve Carell (</span><i><span style="font-weight: 400;">Querido Menino</span></i><span style="font-weight: 400;">) foi para muitos inusitada, já que possui um estilo tão particular quanto o próprio diretor. Contudo, a combinação deu certo, mantendo a originalidade de ambos.</span></p>
<figure id="attachment_33259" aria-describedby="caption-attachment-33259" style="width: 1250px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33259" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3.jpg" alt="Imagem do filme Asteroid City. O ator Steve Carell interpretando a personagem do gerente do hotel está em um deserto, posicionado à frente do hotel. Carrell é um homem branco de meia idade, possui cabelos e bigodes preto grisalho. Ele olha fixamente para frente e utiliza uma viseira verde neon translúcida. Ve-se do seu busto para cima, que veste uma camisa verde. Ao fundo vê-se o deserto e  o céu azul saturado com nuvens brancas. O hotel que se vê atrás é de pedras e possui várias vending machines." width="1250" height="781" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3.jpg 1250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image1-3-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33259" class="wp-caption-text">Apesar de Asteroid City não ter recebido nenhuma indicação ao Oscar, Wes Anderson não foi de todo esnobado e seu curta A Incrível História de Henry Sugar saiu vitorioso, rendendo-lhe sua primeira estatueta (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fica óbvio que design de produção é um dos pontos de destaque no filme por se tratar, é claro, de uma obra de Anderson. O recurso em preto e branco é utilizado nas cenas que contam sobre os bastidores do teatro, enquanto as familiares e perfeitamente balanceadas cores no tom pastel são escolhidas para as cenas que contam a peça em si. Aqui também vai uma menção honrosa à designer de figurino </span><a href="https://www.foodietown.ca/artsmart-the-fabulous-fashions-of-milena-canonero/-fashions-of-milena-canonero/"><span style="font-weight: 400;">Milena Canonero</span></a><span style="font-weight: 400;">, que complementou a excentricidade do cenário montado, com </span><a href="http://finissimo.com.br/2023/07/24/asteroidcity/"><span style="font-weight: 400;">figurinos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que refletem a essência dos anos nos quais o longa se passa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No quesito fotografia e personagens excêntricos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um exemplo perfeito para compreender que é impossível assistir a um filme do Wes Anderson sem se lembrar de outro filme do Wes Anderson. Apesar da falta de profundidade na história em si, a obra acaba funcionando como uma espécie de metalinguagem, no qual o diretor reverência a fusão das Artes do Teatro e do Cinema. Ainda que seja uma produção que não chegou aos holofotes da temporada de premiações, é um bom entretenimento e até mesmo, objeto de estudo para os novos fãs do cineasta que chegaram, via </span><a href="https://www.vogue.pt/podia-ser-de-um-filme-de-wes-anderson"><span style="font-weight: 400;">redes</span></a><span style="font-weight: 400;"> sociais, buscando o encanto estético que seus filmes apresentam.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Asteroid City | Trailer 1 (Universal Pictures) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0TPFqmbnHNk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 20:25:23 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33163" aria-describedby="caption-attachment-33163" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg" alt="Imagem de fundo laranja com colagens de personagens em preto e branco. Na parte superior, centralizado, está escrito &quot;os melhores filmes de 2023&quot; em caixa alta e em letras brancas. No canto superior esquerdo está o símbolo do site do Persona, que é um olho com o símbolo de 'play' no lugar da pupila. Na parte inferior esquerda, há a imagem de uma mulher branca com cabelos loiros ondulados. Ela está de lado e piscando um de seus olhos. Ao centro, há um casal se abraçando; vemos apenas o rosto da mulher, que é descendente de coreanos e veste uma camisa branca de manga longa. No canto inferior, vemos o personagem Homem Aranha, todo de preto." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33163" class="wp-caption-text">O Cinema em 2023 despertou emoções que há muito estavam enfraquecidas (Arte: Aryadne Xavier / Texto de abertura: Raquel Freire)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que </span><a href="https://www.nytimes.com/2017/02/18/opinion/sunday/the-power-of-movies-to-change-our-hearts.html"><span style="font-weight: 400;">mudou</span></a><span style="font-weight: 400;"> completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar as emoções do público. É por esse motivo que não deixamos de apreciar obras cinematográficas e, consequentemente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> não deixa de trazer sua clássica lista dos </span><b>Melhores Filmes</b><span style="font-weight: 400;"> do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa conexão entre a Arte e a população é, também, um dos motivos pelo qual Hollywood parou em 2023 com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve dos roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Más condições trabalhistas prejudicam qualquer criação, inclusive as do audiovisual, e não é preciso se alongar muito sobre como o aperfeiçoamento da inteligência artificial coloca em risco a integridade das obras. Ver o adiamento de produções tão aguardadas foi dolorido, mas os quatro meses de discussão foram essenciais para que o trabalho daqueles que dão vida a essas histórias fosse mais valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras que não foram afetadas pela greve e chegaram ao público, por outro lado, proporcionaram experiências que há muito o Cinema não vislumbrava. Não há dúvidas de que o contraste entre o mundo cor-de-rosa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a mente perturbada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ficará marcado como um dos principais – e mais divertidos – momentos do ano. O border collie </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Messi</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi, de longe, o dono do espetáculo, e fomos presenteados com a melhor atuação da carreira de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;"> até então.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo cinematográfico abre diversas portas, e tanto os membros da nossa Editoria quanto nossos colaboradores não pensam duas vezes antes de adentrá-las. As 55</span><span style="font-weight: 400;"> obras que compõem essa lista falam de tudo um pouco: da </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">denúncia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um genocídio aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><span style="font-weight: 400;">encontros e desencontros</span></a><span style="font-weight: 400;"> do amor; das ruas de Recife às geleiras dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andes</span></a><span style="font-weight: 400;">; da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><span style="font-weight: 400;">esperança</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao reservar algumas horas para contemplar uma produção audiovisual, não importa se o fazemos com a intenção de nos educarmos sobre um determinado assunto ou se é apenas com o intuito de nos entreter. Criar essa conexão com o Cinema é, citando Scorsese, “</span><i><span style="font-weight: 400;">algo que, por alguma razão, permanece</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Assim, no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes"><span style="font-weight: 400;">Melhores Filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, você confere todos os lançamentos que permaneceram em nós.</span><br />
<span id="more-33069"></span></p>
<figure id="attachment_33070" aria-describedby="caption-attachment-33070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp" alt="Cena do filme A Freira 2. Irmã Irene, mulher branca em torno de 20 anos (Taissa Farmiga), está no canto esquerdo da tela utilizando um hábito religioso - roupa preta de manga longa com uma gola branca e com véu longo preto e faixa branca, ao redor do início do véu. Utiliza um colar e, em suas mãos, há um terço marrom e uma lanterna com um feixe evidenciando um vitral em segundo plano. Nesse local, revestido com pedras ornamentadas, o vitral tem um formato de abóbada cilíndrica, com imagens coloridas que evidencia um bode, com um olho vermelho reluzente, em um círculo no centro do vitral." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2.webp 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33070" class="wp-caption-text">A Freira 2 traz mais potência para a continuação (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>A Freira 2 (The Nun II)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando continuação em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira</span></i><span style="font-weight: 400;">, o volume dois volta para assustar ainda mais seus fãs. Adentrando na história do universo de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/272579-freira-2-3-motivos-assistir-filme-terror-sensacao-2023.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta com as assombrações de Valak e a sua ligação com a Irmã Irene. Dado o contexto, é evidente a comparação que recai sobre o primeiro longa, que pecou em não ter cenas mais assombrosas e de </span><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i><span style="font-weight: 400;"> – questão bastante comentada em relação aos demais filmes da franquia. Com isso, o diretor Michael Chaves, que dirigiu </span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Maldição da Chorona</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021) e não teve boas repercussões, concentra o sagrado e profano no mesmo nível, trazendo o ápice desse encontro nas atuações do elenco (ou naquilo que não podemos ver). Mesmo sendo um filme mais gráfico, o medo se insere no que não se vê e o diretor acerta em cheio nesses requisitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com Taissa Farmiga como a Irmã Irene e Storm Reid como a noviça Debra, as atuações dos atores são ótimas e em muitas das vezes sentimos o que estão passando. </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/a-freira-2-critica"><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passa antes por todo um descobrimento do que está acontecendo na região francesa para que o enredo, de fato, tenha corpo e se desenvolva. É um filme em que não se </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/10/a-freira-2-veja-elenco-e-enredo-do-spin-off-de-invocacao-do-mal-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aventura em inovações</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que não falha no propósito de se assustar com o Valak. Afinal, é evidente que você não vai querer assistir a ele de noite. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33071" aria-describedby="caption-attachment-33071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png" alt="Cena do filme A Memória Infinita. Na parte esquerda da imagem, temos Paulina, uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo uma camisola branca e está sorrindo. Sua mão está acariciando o rosto de Augusto, um homem branco de cabelos brancos e ralos, que está vestindo uma camiseta com listras nas cores branco, azul escuro e azul marinho. Ao fundo, temos uma parede de azulejo cinza e uma porta de madeira marrom. O cenário é o de um banheiro. A cena se passa durante o dia." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita.png 1924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33071" class="wp-caption-text">A relação entre Augusto e Paulina é um dos pontos fortes do documentário (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure>
<p><strong>A Memória Infinita (La Memoria Infinita)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o famoso jornalista chileno Augusto Gongora, a memória é um elemento fundamental na construção da identidade, tanto de uma pessoa, como também de um país. A diretora Maite Alberdi (</span><a href="https://personaunesp.com.br/agente-duplo-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Agente Duplo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) acredita nesse pensamento de tal forma que faz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-memoria-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Memória Infinita</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um exercício de reflexão sobre o tema. Seu objeto de estudo é justamente Augusto, cujos últimos anos de vida serviram de base para esse belíssimo documentário, que foi indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um olhar empático e melancólico, a diretora registra a rotina de cuidado domiciliar administrada por Paulina, esposa de Augusto e, assim como o marido, uma personalidade notória no Chile. Aliado a isso, Alberdi explora uma série de imagens de arquivo para compor um paralelo entre a vida pessoal do casal e a história política do país, ambas marcadas pela ditadura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/el-conde-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pinochet</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua composição final é uma defesa da memória que, ao nos fazer lembrar de quem somos, justifica a sua importância. Em outras palavras, a memória que mostra porquê é infinita. &#8211;</span><b> Nathan Nunes</b></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_33072" aria-describedby="caption-attachment-33072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Sociedade da Neve. À direita da imagem, está um homem adulto branco de cabelo curto preto. Ele está usando um casaco e uma calça marrons e está ajoelhado no chão coberto de neve. Ao fundo, nota-se muita neve e algumas pedras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33072" class="wp-caption-text">A Sociedade da Neve mostra o lado triste de finais felizes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>A Sociedade da Neve (La Sociedad de la Nieve)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma história real de acidente aéreo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i></a><span style="font-weight: 400;">nos transporta a dias angustiantes que tornam nossa cama mais confortável e nossa comida mais saborosa. Nunca se sabe quando toda nossa vida será perdida em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tR-9Peh8J0U"><span style="font-weight: 400;">tragédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> cujas consequências vão além da morte na concepção física. Em outros termos, o filme reflete sobre o tempo, assim como a falta dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante grande parte do longa, sentimos uma vontade quase incontrolável de pular para o final e sanar a dúvida que qualquer espectador já teve: ficará tudo bem? Afinal, são sequências aparentemente infinitas de sofrimento cuja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lz_yNOwz0Ms"><span style="font-weight: 400;">explicitação</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna a produção espanhola angustiante. Em meio ao caos, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i><span style="font-weight: 400;">também deposita sua força na relação entre os personagens que, diante do horizonte solitário e cheio de neve, não têm outra escolha senão fazer amigos no caminho. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33073" aria-describedby="caption-attachment-33073" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png" alt="Cena do filme AIR: A História por Trás do Logo. Na imagem, vemos três homens brancos, de meia idade, observando um tênis sobre uma mesa de luz. O homem da esquerda é o ator Matthew Maher, interpretando Peter. Ele possui pouco cabelo e barba. Veste uma camisa xadrez de manga longa. O homem do centro é o ator Matt Damon interpretando Sonny, possui cabelos curtos e veste uma camisa pólo xadrez. O homem da direita é o ator Jason Bateman, interpretando o personagem Rob. Ele possui cabelos curtos e castanhos e veste uma camisa de botões com estampa de palmeiras. A imagem possui pouca luz, portanto possui um tom azulado." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33073" class="wp-caption-text">“Um tênis é só um tênis até que alguém pise nele” (Foto: Skydance Productions)</figcaption></figure>
<p><strong>AIR: A História por Trás do Logo (Air)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos conhecem o nome Michael Jordan e todos já pelo menos ouviram falar dos tênis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike, Inc. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas será que todos sabem como o maior jogador de basquete de todos os tempos consolidou a marca de moda esportista como é hoje? Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/air-a-historia-por-tras-do-logo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AIR: A História por Trás do Logo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos como nasceram os tênis </span><a href="https://www.farfetch.com/br/style-guide/icones-de-estilo-e-influenciadores/historia-tenis-nike-air-jordan/"><i><span style="font-weight: 400;">Air Jordans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma estratégia brilhante de <em>marketing</em> desenvolvida entre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o atleta. O filme é a mistura perfeita para quem gosta de esporte, moda e publicidade. As cenas vão dos escritórios da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;">, passam pelas quadras da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e retornam para os ateliês de </span><em><span style="font-weight: 400;">design</span></em><span style="font-weight: 400;"> de calçados esportivos. Todos esses cenários são palco para atuações convincentes, roteiro fluído e certo humor cômico que nos remete aos filmes dos anos 80, década na qual o longa se ambienta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi dirigida e estrelada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BevUmBqJcQc"><span style="font-weight: 400;">Ben Affleck</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um dos seus melhores momentos, e conta com Matt Damon interpretando Sonny, o protagonista da trama, que foi responsável por contratar Jordan como garoto propaganda da marca. Outros nomes conhecidos também fazem parte do elenco, como Viola Davis, Chris Messina e Jason Bateman. O grande motim da história é como o talento de um jogador pode inspirar uma marca a apostar tudo o que tem, e no final acertar em cheio a cesta. O mesmo acontece com o telespectador que se permite abraçar esse filme. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33075" aria-describedby="caption-attachment-33075" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png" alt="Cena do filme Anatomia de uma Queda. Vista de cima, o chão está coberto de neve, um homem está deitado sobre uma poça de sangue embaixo de sua cabeça. De pé, olhando para ele, uma mulher usa o telefone enquanto abraça um garoto em direção ao seu peito." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33075" class="wp-caption-text">Anatomia de uma Queda foi indicado em cinco categorias na última cerimônia do <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a>, levando o troféu de Melhor Roteiro Original (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Anatomia de uma Queda (Anatomie d&#8217;une chute)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É consenso entre críticas e audiências: </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de uma Queda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está entre os melhores filmes de 2023. A direção e o roteiro de Justine Triet transformam o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tribunal em um comentário afiado sobre relacionamentos, família e dinâmicas de gênero. A cineasta francesa já é conhecida por filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sibyl</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Cama com Victoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016), mas esse é, até então, o grande destaque de sua carreira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20240220-sandra-hller-anatomy-of-a-fall-oscars-viral-argument-scene"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme vê uma lupa sendo colocada não só sobre o incidente que a leva a julgamento, mas também sobre a sua vida, em seus detalhes mais íntimos e dolorosos. As sequências do tribunal são provocantes e te envolvem até o último minuto; entretanto, a investigação é o ponto menos interessante que </span><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de Uma Queda</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a oferecer. A dissecação das relações dentro da família são invasivas e desconfortavelmente reais, acompanhando a queda de cada personagem individualmente e enquanto casal, ao ponto de que fica em segundo plano saber o que de fato aconteceu no dia do caso. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33076" aria-describedby="caption-attachment-33076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg" alt="Cena do filme Assassinos da Lua das Flores. Nela, há, da esquerda para a direita, Mollie Burkhart, William Hale e Ernest Burkhart. Mollie veste uma roupa típica que se assemelha a um uniforme de festa, que tem as cores vinho e dourado e as mangas pretas. A roupa também tem franjas nos ombros e nas partes em dourado. William veste um terno bege, um colete da mesma cor, uma camisa branca, uma gravata marrom e óculos redondos na cor preta. Ernest veste um terno preto, um colete da mesma cor, camisa branca e gravata borboleta de listras bege e vinho. Mollie olha para Ernest com um leve sorriso, enquanto William e Ernest olham para frente. Ao fundo, ramos de folhas de uma árvore." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33076" class="wp-caption-text">Além de ter competido por dez carecas douradas, a obra-prima de Scorsese rendeu troféus de Melhor Atriz em Filme de Drama para Lily Gladstone no Globo de Ouro e no SAG Awards (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Assassinos da Lua das Flores (Killers</b> <b>of the Flower Moon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Máxima de David Grann em </span><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a tarefa do diabo é não demorar muito em seu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">” se apequena diante da atmosfera trazida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao adaptar o livro-reportagem para o cinema. Através da precisão participativa de uma carreira sexagenária em direção e roteiro, 206 minutos contam a história da </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g3zqye347o"><span style="font-weight: 400;">nação Osage</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a sustentação de um tripé narrativo, que se fixa no histórico de dor, impunidade e apagamento étnico envolto no genocídio de um dos principais povos originários dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro plano, a esplêndida </span><a href="https://www.cbr.com/killers-of-the-flower-moon-cameo-martin-scorsese-explained/"><span style="font-weight: 400;">montagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Thelma Schoonmaker dá ritmo a três atos calculados para mostrar a frieza do homem branco, investido em derramar quanto sangue nativo for preciso para tomar escrituras e ver o petróleo jorrar em seus pés. Os cortes de cena espantam ao emendar momentos rotineiros a assassinatos à plena luz do dia, além de aprofundarem os impactos mentais e as consequências sociais da barbárie sob a força da trindade formada pelos papéis de Robert De Niro (William Hale, magnata desprovido de alma), Leonardo DiCaprio (Ernest Burkhart, peão ingênuo e abominável) e </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/01/quem-e-lily-gladstone-a-primeira-indigena-nativo-americana-a-ser-indicada-ao-oscar-de-melhor-atriz-clrr412eo0002013mh7ilepi5.html"><span style="font-weight: 400;">Lily Gladstone</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Mollie Burkhart, matriarca de nuances tão poderosas quanto a indicação da atriz ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa segunda base também vem acompanhada da imersão fotográfica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Pietro</span></a><span style="font-weight: 400;">, visualmente sóbria e contemplativa, e da trilha sonora suspendida na trama por Robbie Robertson. Contudo, o último e maior pilar de sustentação da obra está no triunfo de reunir profissionais familiares ao comando de Scorsese e gêneros fílmicos caros ao cineasta para ser uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/martin-scorsese-defende-que-o-cinema-nao-esta-morrendo-mas-em-transformacao/"><span style="font-weight: 400;">visão intensa e responsável</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre crimes que poderiam facilmente cair em espetacularização em outro lado da indústria. Se o diabólico mora nos detalhes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killers of the Flower Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) não tem medo nem falta de compostura ao expurgar cada um deles. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33140" aria-describedby="caption-attachment-33140" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png" alt="Cena do filme Asteroid City. Na esquerda da imagem em preto e branco, está o personagem Jones Hall, interpretado por Jason Schwartzman, um homem branco de cabelos e olhos escuros. Já na direita, está Atriz, a personagem de Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. Cada um deles está na sacada de seus respectivos teatros onde atuam. Ao fundo, centralizados, estão mais dois prédios exibindo diferentes peças de teatro." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city.png 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33140" class="wp-caption-text">Asteroid City conta com um elenco de peso em que muitos aparecem brevemente em cena (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Asteroid City</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Condenado pelo tribunal das redes sociais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FXCSXuGTF4"><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das empreitadas mais desafiadoras da carreira do cineasta </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteiro escrito em parceria com Roman Coppola tem grandes estrelas de Hollywood interpretando atores que, por sua vez, dão vida a personagens de uma peça teatral. Por isso, os primeiros minutos do longa são um pouco confusos, se não exóticos. Ainda assim, é difícil querer tirar os olhos dessa pacata cidade no deserto afetada por as maiores esquisitices que testes nucleares podem atrair para um lugar: crianças assustadoramente inteligentes e alienígenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o preto e branco dos bastidores de uma peça teatral, a ambientação retrofuturista da década de 1950 explode em cores. O apreço visual de Anderson já é característica intrínseca de suas obras e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">, tal dicotomia de cenários também dialoga com o equilíbrio do trágico e do cômico na narrativa. Repleto de núcleos paralelos, algumas tramas se perdem ao longo do caminho, o que justifica o longa dividir opiniões. Na atuação, os papéis dos veteranos Jason Schwartzman e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/scarlett-johansson/"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Johansson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e dos jovens Jake Ryan e Grace Edwards são unanimidade por acertarem o tom exato das poucas expressões. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33141" aria-describedby="caption-attachment-33141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg" alt="Cena do filme Barbie. Na imagem, a protagonista aparece deitada na grama verde de um quintal com desânimo nos olhos. Barbie é interpretada pela atriz Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. A personagem veste um vestido azul claro com estampas em rosa bebê. A câmera a captura por inteiro a partir da visão de outra personagem; apenas as suas costas aparecem enquanto ela observa Barbie." width="800" height="313" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-1024x400.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-768x300.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie.jpeg 1133w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33141" class="wp-caption-text">No <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar</a> de 2024, a falta de Margot Robbie para além dos créditos de produtora não passou despercebida (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Barbie</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ujs1Ud7k49M"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pintou o Cinema de </span><a href="https://www.metropoles.com/sao-paulo/fenomeno-barbie-por-que-filme-influenciou-onda-rosa-no-pais"><span style="font-weight: 400;">rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/greta-gerwig/"><span style="font-weight: 400;">Greta Gerwig</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a ajuda de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/noah-baumbach/"><span style="font-weight: 400;">Noah Baumbach</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um roteiro que sabe não se levar a sério ao mesmo tempo que traz profundidade para a trajetória da protagonista, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/margot-robbie/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu vida a uma boneca que sempre tudo pôde ser, exceto transcender a sua natureza de plástico. Até o lançamento do filme, a criação de </span><a href="https://exame.com/pop/barbie-quem-e-ruth-handler-criadora-da-boneca-e-que-aparece-no-filme/"><span style="font-weight: 400;">Ruth Handler</span></a><span style="font-weight: 400;"> – desenvolvida para adotar múltiplas personalidades e atuar com excelência em todas as profissões possíveis –, ainda não havia convencido poder ser uma humana por inteiro, com suas alegrias e angústias.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso mudou com o longa que transformou um modelo de padrão inalcançável em algo que todos podem se identificar. Barbie, uma boneca da </span><i><span style="font-weight: 400;">Mattel</span></i><span style="font-weight: 400;"> definitivamente não projetada para ter o coração quebrado ou lidar com decepções, ganha dimensão, enfrentando aquilo que todos passam ou passarão em algum momento: a fatídica sequência de acontecimentos em que o universo dos sonhos se prova uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia irreal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, mesmo diante de toda a amargura do nosso mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou espaço para o imaginário infantil nos detalhes do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uKgaVlMN7IY"><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e na emocionante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ML0zd8UAuq8"><span style="font-weight: 400;">cena sobre mães e filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A magia desse ícone das brincadeiras de infância também não é perdida devido à dose de comédia cavalar que somente </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-gosling/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Gosling</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabe entregar sem parecer uma esquete sem graça de quase duas horas. Nos atos musicais, o seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ru1LC9lW20Q"><span style="font-weight: 400;">Ken</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha e consagra aquilo que todo estúdio almeja: a combinação explosiva entre um filme de sucesso e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OiC1rgCPmUQ"><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas paradas musicais. Assim como descrito pelos primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> é construída tanto para os amantes quanto para os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> da boneca, o que explica ter sido a maior bilheteria do ano, ultrapassando um bilhão de dólares. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33087" aria-describedby="caption-attachment-33087" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bares-bolos-e-amizades.jpg" alt="Cena do filme Bares, Bolos e Amizades. Na imagem temos Jane (Yara Shahidi), uma jovem negra com tranças escuras, vestindo uma regata de tricô na cor rosa e um avental azul claro com alças rosas. Ao seu lado está Corinne (Odessa A’zion), uma jovem branca, loira de cabelo ondulado, vestindo uma regata preta. Elas estão dentro de uma cozinha, Jane está montando um bolo enquanto Corinne observa seu movimento." width="735" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-33087" class="wp-caption-text">Bolos e amizade: uma receita perfeita para chorar (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Bares, Bolos e Amizades (Sitting in Bars With Cake) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Trish Sie, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DBzFS40KD0Y"><i><span style="font-weight: 400;">Sitting in Bars With Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é uma comédia dramática inspirada no livro homônimo de Audrey Shulman. O filme conta a emocionante história das amigas Corinne (Odessa A’Zion) e Jane (Yara Shahidi) ao se aventurarem entregando bolos em diferentes bares de Los Angeles para conhecer pretendentes amorosos, antes que esse plano desmorone em virtude de uma fatalidade. O longa-metragem fala sobre a vida, como os vinte anos parecem ser eternos e como tudo isso pode acabar em instantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que gostam de chorar por uma amizade em tela, aqui está o filme perfeito. Embora a temática </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">girlhood</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não seja nenhuma novidade dentro do Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bares, Bolos e Amizades </span></i><span style="font-weight: 400;">se diferencia de outras obras pelo seu elenco cativante – as atuações de A’Zion e Shahidi carregam quase toda a trama, que não é tão interessante como deveria ser. Além do talento das atrizes, a fotografia de Mateus Clark é essencial para embarcarmos na narrativa desejada. Com todas as cores, sabores e formatos, é quase impossível não desejar um pedaço de bolo após se debulhar em lágrimas pela jornada dessas amigas. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33088" aria-describedby="caption-attachment-33088" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/batem-a-porta.jpg" alt="Cena do filme Batem à Porta. Um homem branco de grande porte, careca, com barba por fazer e usando óculos finos e uma camisa branca está do lado esquerdo com um olhar apreensivo. Ao seu lado direito estão duas mulheres, uma delas sendo branca de cabelos pretos longos e usando uma camisa azul com um olhar extremamente espantado, com a boca entreaberta. A outra mulher é negra, suas mãos estão se segurando de maneira ansiosa e seu olhar é de medo; ela está usando uma camisa amarela com gola e um pequeno relógio dourado no pulso. Ao fundo é possível ver um ambiente de madeira, sendo a sala dentro da cabana com pouca iluminação." width="728" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-33088" class="wp-caption-text">A ameaça apocalíptica reproduz um horror que invade a vida privada dos personagens (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Batem à Porta (Knock at the Cabin)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptação do livro </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/knock-at-the-cabin-novo-filme-e-uma-adaptacao-de-um-livro-pos-apocaliptico-o-chale-no-fim-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Chalé no Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> evoca as reflexões contemporâneas do fanatismo religioso sem perder a mão de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> voraz e sobrenatural. Situado quase na totalidade em uma única locação, ficamos isolados em uma cabana remota quando um grupo de quatro estranhos toma como reféns uma criança e seus dois pais. Sem outra escolha, eles devem decidir quem irá se sacrificar para salvar o mundo do apocalipse. Neste frenesi caótico e claustrofóbico, o diretor M. Night Shyamalan utiliza de um drama ambíguo e politizado a favor de trabalhar suas imagens potentes sobre o caos presente na violência perpetuada em nossa sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com nomes proeminentes no elenco, as excelentes atuações de Dave Bautista, Rupert Grint, Nikki Amuka-Bird e Abby Quinn como os quatro cavaleiros do apocalipse, atingem um nível de horror que invade cada cômodo em que se passa. Entretanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca muito mais na maneira em que funciona como a união das diversas pautas do diretor, que representa naquele surto coletivo as </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/batem-a-porta-e-alegoria-de-shyamalan-sobre-homofobia"><span style="font-weight: 400;">alegorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sempre focou: violência social, sobrenatural e a fé – por mais questionável que seja. Sua divisiva resposta aos males sociais surpreende na ambiguidade, mas ainda assim é suficientemente concisa em sua abordagem. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33090" aria-describedby="caption-attachment-33090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg" alt="Cena do filme Clube da Luta Para Meninas. Na imagem, vemos PJ (Rachel Sonnett) e Josie (Ayo Edebiri) na quadra de esportes. PJ é uma mulher branca, em torno dos 20 anos, com um suéter vermelho com listras verdes e gola branca aberta. Seu cabelo - ondulado, marrom e em comprimento médio - está preso em uma rabo de cavalo alto e seu rosto está com olheira roxa no seu olho direito e com um curativo branco no nariz - devido a uma pancada. Josie é uma mulher negra, tem em torno dos 20 anos e está ao lado direito de PJ, com um suéter azul e listras grossas brancas com gola branca aberta e está com sua mão esquerda indo ao seu rosto. Seu cabelo - crespo, preto e um pouco acima do ombro - está dividido com uma franjinha na testa e solto atrás. Ao fundo, é possível ver a quadra de esportes e uma pessoa atrás delas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33090" class="wp-caption-text">Clube da Luta para Meninas é um ótimo filme para um cineclube de sexta (Foto: Rotten Tomatoes)</figcaption></figure>
<p><strong>Clube da Luta para Meninas (Bottoms)</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta Para Meninas</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora em 90 minutos os temas propostos sem clichês e com bastante liberdade. Com a volta de Emma Seligman como diretora e Rachel Sennott como atriz e agora corroteirista</span><span style="font-weight: 400;">, o trabalho das duas reflete o que já foi feito em conjunto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020). Desenvolver enredos que saem fora da caixinha normativa hollywoodiana conhecida é um acontecimento cativante que podemos perceber em comum nos longas. Como destaque além da narrativa original, o filme conta com um elenco incrível que passa por nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ayo-edebiri/"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nicholas-galitzine/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Galitzine</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Havana Rose Liu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://valkirias.com.br/bottoms-passivonas-um-filme-que-sabe-rir-de-si-mesmo/"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> gira em torno da criação de um clube falso por PJ (Rachel Sennott) e Josie (Ayo Edebiri), que são virgens, em uma tentativa de conquistar os líderes de torcida que gostam antes de ir para a faculdade. Com o cenário clássico de um filme estadunidense em um ambiente escolar, temos também um time de futebol americano que irá perturbar ainda mais a vida de Josie e PJ depois da criação do clube.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQp_6mNjkMo&amp;t=72s"><span style="font-weight: 400;">impossível dar errado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando é misturado todos os elementos de um clichê estadunidense com boas doses de ironia, </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mulheres bonitas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é um filme em que a amizade da dupla é muito bem trabalhada e gera um calorzinho no coração ao ver o amor que as duas têm entre si. Além de ter risadas garantidas, é certo que você terá inveja por não ter tido a ideia do clube antes. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33092" aria-describedby="caption-attachment-33092" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33092" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png" alt="Cena do filme Crescendo Juntas. Nela vemos, Margaret, uma menina branca de cabelos castanhos longos. Ela veste um vestido amarelo claro e tem uma flor vermelha no cabelo. Ela está abraçada com Barbara, uma mulher branca, de cabelos pretos com mechas loiras que usa uma camiseta branca, interpretada por Rachel McAdams. As duas estão abraçadas também em Herb, um homem branco de cabelos pretos cacheados, que usa uma camisa bege. Todos estão olhando uma personagem desfocada no canto da tela. Ao fundo uma janela com plantas e uma parede." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33092" class="wp-caption-text">Esnobado das premiações, restou ao longa conquistar nossos corações (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Crescendo Juntas (Are You There God? It&#8217;s Me, Margaret.)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Religião é um dos temas mais traiçoeiros de se tratar nas telas. Por essa razão, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que tem como título original </span><i><span style="font-weight: 400;">Are You There God? It’s Me, Margaret</span></i><span style="font-weight: 400;">) pode torcer o nariz daqueles que julgam um filme pelo poster. Porém, o longa, que veio após a diretora e roteirista Kelly Fremon Craig ganhar os holofotes de Hollywood com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BabwExsIGVU&amp;ab_channel=SonyPicturesBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o que trata do tema de forma mais singela e consegue conquistar do ateu ao crente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2023-12-05/judy-blume-had-notes-for-her-screen-adaptation-luckily-so-did-the-director"><span style="font-weight: 400;">Judy Blume</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que negava uma adaptação de sua obra desde os anos 70 –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Margaret Simon, uma menina de onze anos, filha de uma mãe cristã e um pai judeu, que decidem não força-la a seguir nenhuma das duas religiões. Margaret sai da metrópole e se muda para uma cidade suburbana de Nova Jersey e, por conta de um trabalho escolar, decide estudar as crenças, a fim de se encontrar, não só na religião, mas no período mais transitório de sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal acerto do longa é entender que </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of ages</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se limitam ao período da adolescência em direção a vida adulta. Envoltos pela personagem central de Abby Ryder Foston, a obra consegue trabalhar a importância da mãe de Margaret, em uma atuação sincera e cativante de Rachel McAdams, ao mesmo tempo que também discorre os desafios da mãe em se tornar um porto seguro para a filha. Do mesmo modo, ele constrói a relação com a avó, interpretada por Kathy Bates, em cima da adaptação que a matriarca precisa ter, agora distante da neta. Ao conceber que amadurecimento não tem data de validade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor do gênero no ano, e um dos melhores em anos. &#8211;</span><b> Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33093" aria-describedby="caption-attachment-33093" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg" alt="Cena do filme Dentro. Willem Dafoe, que interpreta Nemo, está parado, de perfil, enrolado em uma manta marrom e preta enquanto olha para um quadro pendurado na parede do apartamento em que se encontra. Desfocados, atrás do personagem, há outro quadro em uma parede cinza escuro e, na mesma parede do quadro que ele observa, há uma cadeira branca encostada e uma luminária, também desfocadas." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1536x1023.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1200x800.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33093" class="wp-caption-text">Willem Dafoe dá tudo de si em seu novo suspense (Foto: Steve Annis)</figcaption></figure>
<p><strong>Dentro (Inside)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Angustiante, perturbador e metafórico: assim podemos definir</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DjODCllZj4w"><i><span style="font-weight: 400;">Dentro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Estrelado por Willem Dafoe, a trama gira em torno de Nemo, um ladrão de artes que fica preso dentro de uma cobertura em Nova York. A direção de Vasilis Katsoupis foca em uma fotografia imersiva e provocativa, o que permite que o ambiente criado transpasse a tela e chegue ao telespectador, enquanto o roteiro de <a href="https://www.benhopkins.eu/">Ben Hopkins</a> deixa margens para que o público faça suas próprias interpretações da produção.</span><span style="font-weight: 400;"> É o tipo de filme que te instiga a participar da narrativa e criar teorias sobre tudo o que acontece.</span></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-cultivo-de-multiplos-papeis/"><span style="font-weight: 400;">Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, apresenta-se impecável no papel. O nível de insanidade que o autor consegue alcançar é, ao mesmo tempo, exemplar e assustador, e boa parte da qualidade do filme é devida à sua atuação. O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/willem-dafoe-fala-sobre-inside-filme-no-qual-interpreta-um-ladrao-de-arte,5f204f39347efd43dd9948f4a1d075d5mdyr2aht.html"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do suspense quase todo em único espaço e com foco em um único personagem torna possível compreender a complexidade de Nemo – e apreciar a genialidade do ator por 1h45 – até seu ponto mais crítico, no ápice da produção cinematográfica. Com tempo de duração ideal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dentro </span></i><span style="font-weight: 400;">não se prolonga mais do que o devido e consegue estimular a curiosidade do telespectador, deixando um gostinho de quero mais. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33094" aria-describedby="caption-attachment-33094" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dungeons-dragons.jpeg" alt="Cena do filme Dungens &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes. Na imagem, o personagem Edgin, interpretado por Chris Pine, está agachado na frente de um morto-vivo. Eles estão num cemitério, o local é escuro e sujo. Edgin é um homem adulto de pele branca, olhos claros, de cabelos lisos e com barba. Ele veste uma jaqueta de couro. O morto vivo está num estado de decomposição avançado, ele possui alguns cabelos e poucos dentes. Sua cor é escura." width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-33094" class="wp-caption-text">Maquiagens, próteses, animatrônicos e até vermes reais foram utilizados para dar vida aos esqueletos em Dungeons &amp; Dragons (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes (Dungeons &amp; Dragons: Honor Among Thieves)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dugeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;">, dá para sentir que a equipe criativa esbanja carinho pelo universo e seus personagens. A adaptação do famoso jogo de </span><a href="https://youtu.be/kzW99NW-mzM?si=vZopB80IFgQUpGs1"><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca o retorno do bom Cinema medieval em Hollywood. A dupla de diretores, John Francis Daley e Jonathan Goldstein, que já tinham trabalhado juntos na comédia </span><a href="https://youtu.be/HJEnPPQMy1s?si=HjG2zZNB20zXNA2q"><i><span style="font-weight: 400;">A Noite do Jogo</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2018), carregam um humor inspiradíssimo. Alguns momentos de comédia, como a cena do cemitério e a do derretimento facial, são </span><i><span style="font-weight: 400;">trash</span></i><span style="font-weight: 400;"> e lembram </span><a href="https://youtu.be/RIqC88DUqIw?si=A_RYoB55qC2sHMV1"><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i></a><span style="font-weight: 400;">(1922) de Sam Raimi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mistura de </span><a href="https://youtu.be/kqz1s5tibiw?si=ZeJ-iDwPm-kYcJw6"><span style="font-weight: 400;">CGI e efeitos práticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> dão vida à fantasia e ajudam a ficção a se aproximar do momento em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D </span></i><span style="font-weight: 400;">foi criado e se popularizou, nas décadas de 70 e 80, além de tornar palpável e expressivo o remoto mundo medieval. Para se assemelhar ainda mais com o século XXI, os roteiristas acrescentam problemas verossimilhantes aos personagens e ao público, seja o sentimento de estar à margem da sociedade ou de ausência paterna.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrando um jogo de tabuleiro, a aventura conta com o resultado improvável dos planos criados pelo personagem Edgin (Chris Pine), tal como o resultado da rolagem de dados. Um dos objetivos do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;"> é progredir e conquistar melhorias – dinheiro, equipamentos, subir de níveis – e, no longa, isto não é diferente. Conforme o enredo avança, os personagens ganham coragem, aprendem a usar suas habilidades e até abdicam de sonhos por um bem maior. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;"> te deixa com </span><a href="https://br.ign.com/dungeons-dragons-2023/111797/news/filme-de-dungeons-dragons-pode-ter-continuacao-mas-com-triste-condicao-da-paramount"><span style="font-weight: 400;">gostinho de quero mais</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem precisar de pontas soltas ou cena pós-créditos para isso, se garantindo unicamente em uma história muito bem contada. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33095" aria-describedby="caption-attachment-33095" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33095" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png" alt="Cena do filme Elementos. A imagem mostra os personagens Faísca e Gota conversando em uma das ruas da cidade. Nesta paisagem há uma estrada que liga o local onde os personagens conversam com os prédios da cidade, possuindo cores frias de verde e azul. Os elementos que conversam na cena representam o fogo e a água, respectivamente. Faísca usa um vestido preto que contrasta com a sua cor laranja flamejante; a cor se propaga pelo seu corpo, da qual o formato se assemelha ao corpo humano. Entretanto, sua cabeça e cabelo possuem um formato parecido com o de uma labareda. Gota, por sua vez, usa uma camiseta lilás. O formato do seu corpo é arredondado como o de uma gota d’água, sua cor é azul, quase transparente, e seus tons, ao invés de contraste, criam um visual suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33095" class="wp-caption-text">Apesar do contraste visual e social, o amor em Elementos é unânime (Foto: Disney Pixar)</figcaption></figure>
<p><strong>Elementos (Elemental)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No universo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, aqueles que amam romances batidos com personagens de personalidades totalmente opostas foram presenteados com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elementos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2023. No longa, Faísca se muda com sua família em busca de melhores condições de vida para a Cidade dos Elementos, onde se apaixona e vive um romance imprevisível com Gota.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pixar/"><i><span style="font-weight: 400;">P</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ixa</span></i><i><span style="font-weight: 400;">r</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foca em construir um amor pautado em um contexto real. O filme traz à tona a questão da desigualdade social, onde os elementos do fogo sofrem uma considerável discriminação em meio aos demais. Por serem quem são, eles não podem acessar boa parte da cidade, e acabam se abrigando em grande maioria nas zonas periféricas. Ao longo de sua duração, a obra cria um contraste nítido com a beleza e a ostentação do centro da cidade, lugar em que os elementos do ar, água, e terra vivem confortavelmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de todas as dificuldades, o objetivo do longa é representar o amor, tanto em contexto familiar, quanto na paixão dos personagens. Mesmo com a </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/elementos-pixar-bilheteria-volta-por-cima-lucro-prejuizo-400-milhoes"><span style="font-weight: 400;">baixa adesão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do público na estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a volta por cima e entregou bons resultados de bilheteria. Afinal, quem não gosta de assistir um clichêzinho emocionante no cinema? &#8211;</span><b> Pâmela Palma</b></p>
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<figure id="attachment_33096" aria-describedby="caption-attachment-33096" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33096" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png" alt="Cena do filme Fale Comigo. A foto mostra a protagonista, Mia, uma menina de pele negra, cabelos curtos e que veste um casaco amarelo. Ela se encontra jogada de lado em uma poltrona e sua feição é de um sorriso escancarado e olhos totalmente pretos. Ao fundo, uma sala de estar desfocada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33096" class="wp-caption-text">Em um terror moderno, Fale Comigo reinventa e mostra que ainda há muito chão para se explorar (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Fale Comigo (Talk to Me)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui um catálogo de filmes invejáveis no currículo não é novidade alguma. Oferecendo liberdade criativa para seus diretores e impulsionando ao sucesso obras de alto nível, a produtora se mostrou um exemplo e ganhou cada vez mais a crítica e os telespectadores. Em 2023 não foi diferente: assim que adquiriram os direitos de distribuição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabia que estava levando da Austrália para o mundo algo com potencial de se tornar um clássico. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Danny Philippou, o longa ganhou a alcunha de melhor terror de 2023 e tem muito a oferecer para quem decidir embarcar nessa jornada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história conta a vida de Mia, uma personagem que perde a mãe e desde então vive desolada pelo luto. Sozinha, a garota é a isca perfeita para o ritual de possessão que acontece em festas de adolescentes com uma espécie de objeto místico macabro: uma mão embalsamada cheia de escritos. O momento de 90 segundos é como uma droga, que vicia aquele que pratica e torna factível para quem assiste. Ao fugir do óbvio no que se segue, o longa demonstra maturidade recriando aquilo que já se observou anteriormente no gênero e oferecendo algo novo, nos fazendo ouvir tudo aquilo que ele pode falar por 95 minutos e permitindo sempre uma </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/peter-jackson-praises-talk-to-me-best-horror-movie-1235696154/"><span style="font-weight: 400;">reprise</span></a>.<b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33097" aria-describedby="caption-attachment-33097" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33097" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png" alt="Cena do filme Fechar os Olhos. A imagem se passa em uma praia. No centro da imagem, temos a silhueta do ator José Coronado de costas. Ele está vestindo uma camisa branca com mangas puxadas para cima e uma calça preta. Ele está com os dois braços abertos e, à sua frente, está a estrutura de um gol de campo de futebol sem rede. Ou seja, ele está simulando a posição de um goleiro. No pé da trave direita, temos um terno jogado e amarrotado. Ao fundo, temos um carro, uma poça d’água, o chão de areia e o horizonte, tudo em cores azuladas. A cena se passa durante o nascer do sol." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33097" class="wp-caption-text">Problemas de comunicação entre o cineasta Victor Erice e o diretor do Festival de Cannes Thierry Fremaux quase impediram o longa de estrear no evento (Foto: Film Factory)</figcaption></figure>
<p><strong>Fechar os Olhos (Cerrar los ojos)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/fefTLkN6Qo4?si=Pf8dMdg3AqcJbUtp"><i><span style="font-weight: 400;">Fechar os Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa como um filme antigo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Farewell Gaze</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nele, vemos o detetive Gardel (José Coronado, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Contratempo</span></i><span style="font-weight: 400;">) ser contratado pelo misterioso milionário Sr. Levy (Josep Maria Pou, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Candidato</span></i><span style="font-weight: 400;">) para encontrar sua filha desaparecida Qiao Shu (Venecia Franco). O último registro da jovem é uma foto antiga, com as marcas do tempo impressas em seu aspecto sujo e gasto. Consequentemente, a cena é também o último registro de Júlio Arenas, ator que dá vida ao investigador e que desapareceu logo após as gravações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As marcas, nesse caso, são outras, como o grão estourado da </span><a href="https://youtu.be/oIsaIU1jwAA?si=Hda7T2tCRiybK2nl"><span style="font-weight: 400;">película</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. No entanto, a situação não poderia ser menos parecida, pois, anos mais tarde, vemos um outro homem receber a missão de encontrar alguém. No caso, é o ex-cineasta Miguel (Manolo Solo, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bom Patrão</span></i><span style="font-weight: 400;">), diretor do longa original, antes amigo pessoal de sua estrela desaparecida e agora incumbido por um programa de TV da tarefa de encontrá-lo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diretor </span><a href="https://youtu.be/Je9Ho_p4i-I?si=xaWhdq_GTIqAuiuu"><span style="font-weight: 400;">Victor Erice</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Espírito da Colmeia</span></i><span style="font-weight: 400;">), essa relação de espelhamento metalinguístico dentro de seu filme entre a realidade e a ficção é apenas o começo. Seu objetivo, de fato, é explorar a memória como um meio de busca e reencontro da nossa identidade. Nesse sentido, um gesto simbólico, como um nó de marinheiro, tem o mesmo valor que o deslumbramento de um homem ao olhar para o seu rosto sendo projetado na tela de Cinema. O resultado se traduz em algumas das cenas mais bonitas e melancólicas do audiovisual em 2023, como essas e outras. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33098" aria-describedby="caption-attachment-33098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33098" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png" alt="Cena do filme Ferro’s Bar. Na cena, vemos a fachada do Ferro’s Bar. Na parte superior, vemos um letreiro com as palavras “Ferro’s Bar”, “churrascaria, pizzaria, self service” à esquerda e “entrega a domicílio” e o número para contato à direita. Vemos também o logo da cerveja Brahma. Abaixo do letreiro, vemos porta e janelas espelhadas, que refletem a paisagem da rua, com um prédio e um poste à frente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33098" class="wp-caption-text">O Dia da Visibilidade Lésbica é comemorado no mesmo dia do levanto do Ferro’s Bar: 19 de Agosto (Foto: Aline A. Assis, Fernando Elias, Nayla Guerra, Rita Quadros)</figcaption></figure>
<p><b>Ferro’s Bar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanho não é documento e disso </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">bem sabe. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/"><span style="font-weight: 400;">curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido a oito mãos por Nayla Guerra, Aline A. Assis, Rita Quadros e Fernanda Elias, reconta em poucos minutos o levante do Ferro’s Bar, em 1983, pela visão de mulheres lésbicas que frequentavam o local antes da invasão policial. Na época, o espaço era ponto de encontro para discutir sexualidade e gênero, mas também para apenas encontrar amigas, se vestir como bem entendesse e flertar com outras mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bar, no centro de São Paulo, jamais foi transformado em local de memória, como recomenda o relatório da Comissão da Verdade. Nisso, o documentário faz o papel de relembrar o que não pode ser esquecido, não só pela resistência organizada à opressão e ao preconceito, mas pelo que se tornou um marco do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/08/levante-do-ferros-bar-o-stonewall-brasileiro-completa-40-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">movimento lésbico</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Na voz das pioneiras que estiveram presentes nos momentos de paquera, de luta (inclusive, no nascimento do lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">ChanacomChana</span></i><span style="font-weight: 400;">) e de violência policial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">cria seu próprio espaço de lembrança, resistência e ode às mulheres lésbicas que estruturaram as bases para as que vieram depois. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33099" aria-describedby="caption-attachment-33099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg" alt="Cena do filme Folhas de Outono. À esquerda da imagem, tem-se um abajur branco. Do lado direito do objeto, está um homem adulto branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa de botão amarela e uma calça jeans azul escuro, e está sentado em um sofá vermelho. À direita da imagem, tem-se uma mulher adulta branca de cabelo curto loiro. Ela está usando um vestido rosa. Ao fundo, tem-se um quadro abstrato pendurado em uma parede cinza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono.jpg 1847w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33099" class="wp-caption-text">Folhas de Outono é um resquício de calor que precede um inverno rigoroso (Foto: Sputnik Oy)</figcaption></figure>
<p><b>Folhas de Outono (Kuolleet Lehdet)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada como assistir a um casal de coitados que deveriam focar mais em engolir suplemento de vitamina D do que em cuspir seus trejeitos solitários um no outro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Folhas de Outono </span></i><span style="font-weight: 400;">é o nada em nenhum lugar e em nenhum momento, ou seja, o diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0CW6z3r4Xr4"><span style="font-weight: 400;">Aki Kaurismaki</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói a cinematografia a partir de uma lógica observadora responsável por ver tudo e, ao mesmo tempo, perceber pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há coragem de chamar alguém de esquisito, opta-se por chamá-lo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oVXvNyCJUWg"><span style="font-weight: 400;">peculiar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É o que faz as análises do filme finlandês cuja beleza disfuncional reside, sobretudo, na ressignificação da frieza. Europeus podem ser, sim, românticos, mesmo com tanta falta de molejo e empatia. Esta, aliás, parece ser um terceiro protagonista o qual não aparece fisicamente, mas sempre paira no ar gelado de uma narrativa que, no fim, vai muito além de um mero relacionamento, aventurando-se em declarações, na verdade, políticas, mais do que românticas. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33123" aria-describedby="caption-attachment-33123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33123 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg" alt="Cena do Filme Guardiões da Galáxia: Volume 3. Na imagem, vemos quatro dos principais personagens do filme. Ao lado esquerdo temos o Senhor das estrelas, um homem branco, com cabelo castanho claro. Ao seu lado, temos Gamora, uma mulher de pele verde, com cabelo preto e com pontas de roxo; ela está segurando Drax, homem de pele cinza, careca, que está baleado na região do peitoral e está apoiado em Gamora e em Mantis, personagem com Antenas, de pele branca e com olhos grandes. Todos na foto estão utilizando um macacão laranja. " width="800" height="363" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-1024x465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-768x349.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33123" class="wp-caption-text">Guardiões da Galáxia Vol. 3 encerra a trilogia de forma magistral e dá um fim digno a todos os seus personagens, sem se amarrar ao futuro (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol. 3 (Guardians of the Galaxy Vol. 3)</strong></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerrou a trilogia de forma perfeita. O grupo de heróis teve a rara oportunidade no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> de contar uma história isolada, sem a preocupação de sequências ou de apresentar conexões para a próxima grande saga do estúdio. Assim, James Gunn pôde desenvolver e aprofundar os seus personagens, dando um fim ideal ao arco do grupo que começou em 2014. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, gira completamente em torno de seus protagonistas  no momento presente: o que importa é o agora. Todos eles têm um momento no filme, o que permite concluir suas jornadas com maior proximidade. O grande destaque do longa vai para Rocket (Bradley Cooper), o único personagem da trilogia que não teve sua história desenvolvida até então. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/james-gunn/"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;"> usou com maestria essa evolução, fazendo com que ela servisse de base para o argumento geral da trama. A jornada de Rocket é o fio condutor que permeia os arcos narrativos da equipe. Gunn consegue extrair sentimentos do público que há tempos não apareciam, graças às diversas histórias rasas e genéricas que pavimentaram os filmes de heróis nos últimos tempos. No entanto, os personagens de Adam Warlock (Will Poulter</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Gamora (Zoë Saldaña) compõem o ponto fraco da obra. Ambas as narrativas  são forçadas na trama apenas com o intuito de não deixar pontas soltas, fazendo com que eles não se encaixam muito bem com o restante. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra, enfim, como um dos grandes acertos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o último filme, James Gunn fez uma carta de amor a esses personagens, que não eram conhecidos pelo público geral, e os transformou, dando novas personalidades e fazendo com que fossem amados como nunca foram. Tendo total liberdade para criar, Gunn fez um fechamento de ciclo que é todo coração, e é com um final lindo e emocionante que o diretor </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/entenda-por-que-james-gunn-trocou-a-marvel-pela-dc-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">se despede</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um adeus digno aos heróis imperfeitos que tanto amamos. &#8211;</span><b> Rafael Gomes</b></p>
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<figure id="attachment_33101" aria-describedby="caption-attachment-33101" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg" alt="Cena do filme Godzilla Minus One. Na imagem, o monstro Godzilla persegue um barco no mar. A criatura está nadando, com a cabeça fora d’água e de boca aberta, mostrando os dentes. Godzilla é uma criatura grande, parecida com um dinossauro, de coloração amarronzada com tons cinza e sua pele se assemelha com as de répteis, ele tem placas afiadas nas costas. O barco que está na frente é pequeno e azul. Um homem usando um colete salva vidas branco pilota ele. O mar tem as águas claras e o céu está nublado." width="800" height="443" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1024x567.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-768x425.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1536x850.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-2048x1134.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1200x664.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33101" class="wp-caption-text">O filme foi indicado ao <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar 2024</a> na categoria de Melhores Efeitos Visuais (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><strong>Godzilla Minus One</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do excelente </span><a href="https://youtu.be/3qX1ZU3jcfU?si=ohhpbL_aq2ZIYEWP"><i><span style="font-weight: 400;">Shin Godzilla</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2016)</span><span style="font-weight: 400;">, as expectativas para o novo filme do Gojira feito pela produtora japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Toho</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram altas. Os núcleos humanos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-vs-kong-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla vs Kong</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)</span><span style="font-weight: 400;">, ambas produções estadunidenses, são desinteressantes e formam uma barriga colossal nas obras. Se o objetivo era fazer o espectador temer por alguma vida, o tiro saiu pela culatra e só serviu para causar tédio. Agora, dentre os ótimos elementos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-minus-one-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a veia humana é, sem dúvidas, uma das melhores. Felizmente, os sete anos de espera valeram a pena e a obra se mostra como uma aula de como fazer filmes de monstros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kōichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki) é um ex-kamikaze que pretende reconstruir a sua vida após ter tudo alterado pela Segunda Guerra Mundial. No entanto, tudo muda quando o Godzilla ressurge. </span><a href="https://youtu.be/VvSrHIX5a-0?si=vDXSzSyQSvnFBYSY"><i><span style="font-weight: 400;">Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em fazer do </span><i><span style="font-weight: 400;">kaiju</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma alegoria para bomba atômica e todas as dificuldades que a sociedade japonesa enfrentou. Ele não é só um mero monstro, ele é a personificação de traumas e mazelas; então, enfrentar e vencer o Godzilla significa sair da escuridão. Por isso, é importante estabelecer vínculos entre os personagens e o espectador, porque Godzilla e o núcleo humano estão numa relação comensal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas de destruição da cidade e perseguição são relativamente curtas, mas abrigam uma posição amedrontadora no peito de quem assiste. O som da rajada radioativa, das explosões e dos rugidos são produzidos com alto profissionalismo. A morte é temida não só pelos laços humanos, mas também pela magnitude do poder a ser enfrentado. </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One </span></i><span style="font-weight: 400;">foi indicado em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/godzilla-minus-one-oscar-2024"><span style="font-weight: 400;">apenas uma </span></a><span style="font-weight: 400;">categoria</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, chutando baixo, deveria estar em pelo menos cinco – o que é pedir muito da premiação americana. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33102" aria-describedby="caption-attachment-33102" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. Na imagem, que é uma animação, vemos o personagem Homem-Aranha. Feita de baixo para cima, o personagem pulou de um prédio e está indo em direção ao chão. Com uma das mãos estendidas, temos a impressão de que ele está tentando capturar algo. A roupa do personagem é preta e vermelha, e os olhos são brancos. Os prédios ao seu redor possuem um efeito holográfico e têm tons de roxo, azul e verde. O céu possui um tom bem claro de bege." width="800" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1024x606.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-768x454.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1200x710.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha.jpg 1239w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33102" class="wp-caption-text">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso superou a qualidade do primeiro filme e conseguiu ser ainda mais cool (Foto: Sony Pictures Animation)</figcaption></figure>
<p><strong>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across the Spider-Verse)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: No Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitos se perguntaram se seria possível se igualar a um filme tão ilimitadamente criativo e estilisticamente ousado. O maior receio do público era a possibilidade de que uma sequência não fizesse jus ao frescor, à energia e à vivacidade visual do filme. Por sorte, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YWX_a45okQk"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aceitou o desafio e triunfou – não há um único momento dessa animação rica e caleidoscopicamente detalhada que não seja deslumbrante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência utiliza os temas básicos do primeiro filme e constrói mundos inteiros com eles. Muitos longas que abordam o multiverso usam o conceito simplesmente como um meio para atingir um fim, um dispositivo de contar histórias que pode burlar as regras narrativas para trazer personagens de volta à vida ou para transportá-los para novos mundos. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras obras</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, o dispositivo narrativo tem o grande objetivo de explorar a raiz do que torna uma pessoa única quando há infinitas versões dela em universos paralelos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz parte desse grupo, e não é exagero dizer que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson fizeram um trabalho excepcional. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33103" aria-describedby="caption-attachment-33103" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33103" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg" alt="Cena do filme How to Have Sex. Nele, há Tara, uma mulher jovem, branca, de cabelos loiros, médios e lisos. Ela usa brincos de argola e um colar com a inscrição “ANGEL” prateados, além de vestir um biquíni verde neon. Ela encara o canto direito da imagem com expressão de incômodo. Ao fundo, luzes roxas e azuis estão desfocadas em uma rua." width="800" height="458" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1024x586.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1536x878.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1200x686.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33103" class="wp-caption-text">Enquanto HTHS venceu o principal prêmio da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, Mia McKenna-Bruce desbancou queridinhos de Hollywood e garantiu o troféu de Astro em Ascensão no BAFTA Film Awards 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>How </strong><b>to Have Sex</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de soar didática ou performática ao retratar um dos considerados ritos de passagem da adolescência, a estreia de Molly Manning Walker na direção de longa-metragens até se aproveita de sensos comuns, como as noitadas regadas a álcool e libertinagem dos </span><i><span style="font-weight: 400;">spring breaks</span></i><span style="font-weight: 400;"> americanos, mas não se blinda da crueza – diversas vezes revestida de crueldade – da experiência. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWmF8KpxxmA"><i><span style="font-weight: 400;">How to Have Sex</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três amigas embarcam em uma viagem à Malai, no litoral grego, para celebrar o fim do ensino médio. A expectativa é ainda maior em Tara, protagonista lapidada por </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-england-kent-68307444"><span style="font-weight: 400;">Mia McKenna-Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sente a tão sonhada perda de sua virgindade se transformar em um lento emaranhado de microagressões.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Nas entrelinhas do texto, também elaborado por Walker, contrasta-se o caráter que o sexo assume para meninas e garotos; enquanto a visão feminina fantasia com uma primeira vez prazerosa e terna, o ângulo masculino é atravessado pela violência da pornografia e do patriarcado desde sempre. Mas, conforme os </span><a href="https://letterboxd.com/journal/molly-manning-walker-how-to-have-sex-interview/"><span style="font-weight: 400;">abusos implícitos e verbalizados</span></a><span style="font-weight: 400;"> avançam através dos maneirismos de Mc-Kenna Bruce, o clima festivo da cidade segue inabalável. A luz solar não esconde seus antagonistas da dimensão emocional dada pela edição de Fin Oates, nem as cores vibrantes da fotografia de Nicolas Canniccioni obscurecem para deixar o trauma criar raízes. Isso porque, fora da ficção, histórias similares acontecem todos os dias, debaixo de nossos narizes e dentro de nossos círculos pessoais, e o mundo não paralisa para abraçar o vazio inexorável dessas vítimas. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></strong></p>
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<figure id="attachment_33104" aria-describedby="caption-attachment-33104" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33104" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg" alt="Cena de Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Ao centro e em foco está Coriolanus Snow, um homem branco, loiro e de olhos azuis; veste uma camisa social azul clara e um blazer vermelho; segura uma rosa branca. Ao fundo dá para ver partes de uma estação de trem." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes.jpg 1224w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33104" class="wp-caption-text">&#8220;Snow cai como a neve, sempre acima de tudo&#8221; (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Hunger Games: The Ballad of Songbirds &amp; Snakes)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/Zw3QtH64Fxc?si=rwOX8dfGv4u_EP5S"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">narra a história da juventude de Coriolanus Snow. O contexto se passa 64 anos antes dos primeiros jogos de Katniss (</span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Peeta (Josh Hutcherson), apenas algum tempo após a grande guerra entre a Capital e os distritos. O filme conta com um elenco de peso, como Viola Davis e Peter Dinklage e alguns nomes emergentes como Rachel Zegler e Hunter Schafer. Mas o grande destaque do filme foi Tom Blyth, que deu vida ao futuro presidente Snow. Suas expressões, sua postura e seu desenvolvimento foram ótimos e deixaram os fãs impressionados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tinha um grande desafio: ser uma adaptação tão boa quanto as outras que vieram antes dela. Como a obra de Suzanne Collins é bem extensa, com quase quinhentas páginas, houve o debate sobre dividir ou não o longa em </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/jogos-vorazes-diretor-se-arrepende-de-ter-dividido-a-esperanca-em-duas-partes-1.3254250"><span style="font-weight: 400;">duas partes</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que a separação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-o-final-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não agradou a todos. No final, o filme foi uma ótima adaptação; um pouco acelerado, mas bastante satisfatório. A mudança que se sobressai são os próprios Jogos, que se tornaram muito mais dinâmicos do que eram no livro, entrando no modelo do Cinema e agradando os espectadores. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33105" aria-describedby="caption-attachment-33105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33105" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg" alt="Cena do Filme John Wick 4 Baba Yaga (2023). Na imagem, vemos John Wick, com um olhar compenetrado. Ele é um homem branco, com cabelos compridos, usa um terno preto. Sobre ele incide uma luz azul que contrasta com um fundo com painéis neons vermelhos." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33105" class="wp-caption-text">A saga John Wick sempre explorou muito as cores neon, e sempre soube usá-las de um jeito charmoso (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neon, tiros, coreografias de luta e música eletrônica vibrante se tornaram marcas registradas da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">, fruto da criatividade estilosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClyAES8ziPg&amp;pp=ygUZZW50cmV2aXN0YSBDaGFkIHN0YWhlbHNraQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Chad Stahelski</span></a><span style="font-weight: 400;">. O primeiro filme da série já veio como um marco para o Cinema de ação; depois dele, os filmes do gênero abandonaram de vez o excesso de câmeras tremidas, as </span><i><span style="font-weight: 400;">shaky cams</span></i><span style="font-weight: 400;">, e voltaram a apreciar ao máximo os contrastes das luzes noturnas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-wick-4-baba-yaga-critica/"><span style="font-weight: 400;">quarto filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia apenas reproduzir o que foi bem sucedido nos anteriores, mas os roteiristas colocaram quatro vezes mais zelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do filme escrita por Shay Hatten e Michael Finch introduziu diversos personagens instigantes, quase alheios ao protagonista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IOx0l57jM9c"><span style="font-weight: 400;">Keanu Reeves</span></a><span style="font-weight: 400;"> e focados nas próprias histórias, que tem uma profundidade incomum a muitos filmes de ação. A cinematografia de Dan Laustsen é extremamente sagaz ao explorar a luz do sol e reflexos de espelhos, além do vários tons de neon da noite. </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou o ano com muita elegância e criatividade. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33106" aria-describedby="caption-attachment-33106" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg" alt="Cena do filme La Chimera. Ao centro da imagem está um homem branco alto, cabelos pretos e barbas por fazer, com um terno branco puído e batido. Em as mãos sujas e grandes está um busto de uma mulher com estética clássica e bela, o olhar do homem é direcionado ao artefato com um olhar delicado e de interesse. Ao fundo vemos uma montanha e o mar, o homem está em um barco onde vemos as pequenas janelas e uma cadeira no segundo plano." width="800" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-768x467.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera.jpg 1183w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33106" class="wp-caption-text">Arthur encara o ideal de beleza da Chimera e, de certa forma, da memória de sua amada (Foto: Amka Films Production)</figcaption></figure>
<p><strong>La Chimera</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema quase rural e fantasioso da diretora italiana Alice Rohrwacher sempre busca uma perspectiva profundamente sentimental sobre a leitura da alma humana, seja da bondade do homem ou de suas contradições. Assim, como já havia feito maravilhosamente em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lazzaro-felice/"><i><span style="font-weight: 400;">Lazzaro Felice</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018), ela reitera ao denotar o caráter político do não pertencimento em </span><i><span style="font-weight: 400;">La Chimera. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, ela aprofunda essa sensação ao teor romântico com o personagem de Arthur, que se vê sem rumo após perder sua amada. Nessa perspectiva, o trabalho artístico da obra recai na delicadeza de encontrar o caminho dos andarilhos ou expressar os percalços da jornada deles, algo que Rohrwacher alcança duplamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a participação de Carol Duarte como a personagem Itália e Isabella Rossellini como Flora, os diversos vínculos de Arthur fazem o protagonista repensar as suas relações com a vida e as memórias. Ademais, o trabalho do personagem como </span><a href="https://www.indiewire.com/criticism/movies/la-chimera-review-josh-oconnor-alice-rohrwacher-1234867982/"><span style="font-weight: 400;">caçador de tesouros</span></a><span style="font-weight: 400;"> perdidos demonstra a ambiguidade de quem deve escolher entre renegar o passado ou persegui-lo. Para mais do que essa busca, de quem precisa aprender a viver novamente. O acerto da diretora em se aprofundar na psique dos sem-rumo nos alcança com uma estética avassaladora. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33107" aria-describedby="caption-attachment-33107" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33107" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png" alt="Cena do filme Los Colonos. A cena se passa em uma região desértica, durante o dia, com o céu azul ao fundo. À esquerda, vemos um homem branco, aparentando cerca de 35 anos, com cabelos castanhos e bigode montado em cima de um cavalo marrom. Ele veste um chapéu e jaqueta de couro marrom, e luvas. Ao centro vemos, ao fundo e desfocado, um homem indígena em pé, observando o que acontece no primeiro plano da imagem. À direita, vemos um homem branco, com cerca de 35 anos, de cabelos e barbas ruivos, vestindo um traje vermelho militar e luvas montado em um cavalo e com o braço em riste, apontando uma arma para a cabeça do homem da esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33107" class="wp-caption-text">Uma produção de cinco países, sendo o Chile a principal, Los Colonos chegou no Brasil pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Los Colonos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de estreia de Felipe Gálvez Haberle pode não ter feito barulho nos cinemas brasileiros, mas encantou o júri da seção </span><a href="https://midianinja.org/news/filme-chileno-recebe-pela-primeira-vez-o-premio-da-critica-internacional-na-mostra-um-certo-olhar-do-festival-de-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Um Certo Olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Festival de Cannes, onde saiu vencedor do Prêmio da Crítica, e da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que o recebeu com uma sessão lotada. As 200 e poucas pessoas que, naquela noite, experienciaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Los Colonos </span></i><span style="font-weight: 400;">ficaram imóveis nas poltronas enquanto a herança chilena era coberta de sangue em nome da colonização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZwasQgLpVo8"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, três homens são contratados por um cruel senhor de terras para abrir caminho da Patagônia chilena ao Atlântico, aniquilando o que houver pelo caminho. A travessia vira um show de horrores já que, ainda em 1901, com a independência do Chile recém-conquistada, partes mais remotas do país ainda eram habitadas por povos nativos, ocupando seus locais de origem antes de serem aniquilados por mãos estrangeiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de acompanhar a matança pelo caminho, a própria dinâmica do trio deixa qualquer um angustiado, esperando pela próxima tragédia: um imprudente cowboy americano e um tenente britânico sanguinário trocam farpas, enquanto vigiam um indígena &#8216;mestiço&#8217; contratado para ajudá-los a desbravar as terras de seus descendentes. O conflito de interesses do protagonista, vivido por Camilo Arancibia, personifica a construção do Chile, da matança em nome da civilização, e aprofunda a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/47a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre uma colonização tão presente na América Latina. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33108" aria-describedby="caption-attachment-33108" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg" alt="Cena do filme Monster. À esquerda, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa marrom e seu rosto está sujo e machucado. À direita, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa azul e seu rosto está sujo e machucado." width="770" height="578" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33108" class="wp-caption-text">Em Monster, não adianta procurar por vilões quando não se tem nem heróis (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><b>Monster (Kaibutsu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muitas discussões a respeito do posto de maior vilão do Cinema. No meio de criaturas fantasmagóricas, psicopatas e homens amorosamente frustrados, o verdadeiro ser maligno é, na verdade, o sistema. Este, por sua vez, é a cola que gruda os pedaços do fragmentado </span><i><span style="font-weight: 400;">Monster</span></i><span style="font-weight: 400;">, um filho muito bem criado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C56B6OTSj9k"><span style="font-weight: 400;">Hirokazu Koreeda</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir ao filme é uma experiência na qual dualidades – bem e mal, certo e errado – são colocadas em xeque. A tradição hollywoodiana difunde uma passividade entre os espectadores que os torna carentes de neurônios funcionais. Por conseguinte, treina-se um olhar o qual irá sempre buscar pelas mesmas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RQ4AYfH90Jw"><span style="font-weight: 400;">fórmulas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar disso, há ainda filmes cujo objetivo não é estar nos telões da </span><i><span style="font-weight: 400;">Time Square</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas honrar os que, em vez de preferirem o quebra-cabeça pronto, almejam acompanhar sua montagem, peça por peça. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida pode ser resumida a uma gigantesca coleção de recortes. Muitas vezes olhamos pela janela e vemos apenas momentos cabíveis dentro de uma forma retangular. No entanto, quando abrimos a porta, descobrimos toda uma realidade invisível a olhos carentes de consciência de classe. O longa japonês nos convida a nadar em um rio mais fundo do que parece. No fim, ficamos imersos em uma narrativa a qual questiona: com quantas verdades se faz uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ZkSgRFiYGo"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;">? </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33109" aria-describedby="caption-attachment-33109" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg" alt="Cena do filme Missão Impossível: Acerto de Contas Parte 1. Ao centro da imagem está um homem branco de cabelos castanhos e olhar sério usando um terno preto de camisa branca. Ao fundo podemos ver diversos pilares de uma construção clássica em plena luz do dia." width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel.jpg 1196w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33109" class="wp-caption-text">Ethan Hunt em mais uma jornada impossível precisa enfrentar ameaças tecnológicas nesta nova missão (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1 (Mission Impossible: Dead Reckoning Part One)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há uma certeza na franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é que, desde a sua origem </span><a href="https://youtu.be/WEK4XT2znLc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">De Palmiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 90, os percalços da série passaram por altos e baixos, mas a variedade de abordagens autorais está presente em todos os filmes. Nesse sentido, com o envolvimento de Christopher McQuarrie na produção dos longas desde 2017, a jornada de Hunt encontra uma direção ao espetáculo cinematográfico que tem seu elo inevitável na visão de De Palma com a presença de uma das abordagens mais potentes na ação. Em uma obra movida por um </span><i><span style="font-weight: 400;">Macguffin</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ethan precisa encontrar a chave que vai destruir Gabriel na primeira parte dessa nova missão, junto com um profundo confronto com seu passado e suas vivências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de vícios a um puro saudosismo, McQuarrie reafirma as estruturas da franquia alinhado com um senso de espetáculo que retoma boa parte do que consolidou </span><a href="https://arthurtuoto.com/2018/09/18/missao-impossivel/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com as proporções da obra aumentando, a dinâmica de Ethan com seus parceiros se consolida nessa disputa interna que coloca em risco sua carreira e sua vida. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33110" aria-describedby="caption-attachment-33110" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg" alt="Cena do filme Nimona. A imagem mostra, ao lado esquerdo, Ballister Boldhear, um homem de pele morena, olhos grandes e negros, com uma barba a ralinha e cavanhaque e bigode cheios e um cabelo arrumado em topete para trás. Em seu rosto há uma cicatriz nos olhos e ele veste uma armadura em tom cinza escuro. Ao lado, apoiada em seu ombro, está Nimona, uma figura metaforma que agora habita no corpo de uma menina, com cabelos vermelhos, uma sombra vermelha, sardas pelo rosto, dentes afiados e que veste uma espécie de armadura e tem nos braços/mão uma faixa enrolada." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33110" class="wp-caption-text">Questionando convenções de heróis e vilões, Nimona entrega carisma em uma animação gostosa de assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nimona</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sofrendo mais que muitos para poder </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/animaca-de-nimona-vai-sair-do-papel-com-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sair do papel</span></a><span style="font-weight: 400;">, o projeto de animação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nimona</span></i><span style="font-weight: 400;">, originalmente uma </span><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ND Stevenson, chegou aos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023 após longos oito anos de </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-03-06/disney-desiste-de-sua-primeira-animacao-lgbtqia-que-ja-estava-quase-concluida.html"><span style="font-weight: 400;">espera</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se distanciando em vários aspectos da original, a obra aproveita muito do meio audiovisual e se garante no básico bem feito. A história narra a vida de uma figura metamorfa, Nimona, que tem seus caminhos cruzados com Ballister Boldheart, um soldado do reino procurado por um crime que não cometeu. Em uma aventura que causa risadas e prende a atenção, o longa se desenrola em um tom amigável e em um ritmo agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar da pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é você?</span></i><span style="font-weight: 400;">” no decorrer de toda a obra, a animação cria uma segunda camada de interpretação muito mais profunda, que dialoga com aquilo que há de mais íntimo em se descobrir alguém fora dos padrões socialmente aceitos. Ao final, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nimona-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nimona </span></i></a><span style="font-weight: 400;">pode ter diferentes interpretações de cada um, mas acerta em cheio ao se tornar identificável e uma afirmação de grande carisma que está tudo bem em </span><a href="https://pt.jugomobile.com/a-metafora-trans-de-nimona-parece-uma-revolucao-queer-radical/"><span style="font-weight: 400;">ser diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e está tudo bem não se limitar apenas em uma caixinha; o universo é gigante e a gente pode ser tudo aquilo que a gente quiser. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33111" aria-describedby="caption-attachment-33111" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg" alt="Cena do filme Nuovo Olimpo. Enea e Pietro estão sentados lado a lado, Enea a esquerda e Pietro a direita, em uma sala de cinema. A iluminação do ambiente é baixa e é possível ver mais dois homens ao fundo, desfocados. À esquerda de Enea há uma luz vermelha acesa. Pietro tem cabelo cacheado curto e veste um suéter verde escuro com uma camiseta de botão cinza clara por baixo, apenas a gola e um botão aparecem pelo colarinho do suéter. Enea tem cabelo liso e curto e veste uma jaqueta de couro marrom, um suéter azul escuro e uma camiseta de botão azul por baixo da qual é possível ver apenas a gola. Ambos olham para frente." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1536x1021.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1200x798.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33111" class="wp-caption-text">Um romance na Itália nem sempre sai como se espera (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nuovo Olimpo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma fotografia de brilhar os olhos, desenvolvida por Gian Filippo Corticelli, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NatMTfOZsl8"><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retrata um romance, inspirado em eventos verídicos, entre dois jovens na década de 70 em Roma. Envoltos por manifestações e contradições, Enea Monte (Damiano Gavino) e Pietro Gherardi (Andrea Di Luigi) se encontram em um </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> de filmagens nas ruas da cidade italiana. A metalinguagem é um aspecto muito explorado pelo filme – afinal, Enea é estudante de cinema, o que torna a narrativa ainda mais interessante para os amantes de filmes e para aqueles que sonham em encontrar seu par perfeito em uma sala de projeção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O drama romântico de Ferzan Özpetek teve sua estreia no </span><a href="https://www.romacinemafest.it/en/rome-film-fest/"><span style="font-weight: 400;">Festival Internacional de Cinema de Roma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tem sua narrativa formada por passagens entre o passado e o futuro. O desenrolar da trama emociona o telespectador e o roteiro de Özpetek e Gianni Romoli encontra o melhor final para a história, apesar de não ser o mais esperado. Abordando questões sensíveis que vão além do relacionamento do protagonistas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se configura como um filme de encontros, desencontros e destinos, além de ser uma adição de sucesso para o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33112" aria-describedby="caption-attachment-33112" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg" alt="Cena do filme O Assassino. Na imagem, Michael Fassbender está sentado em um banco de praça verde, ao lado de um poste da mesma cor e à frente de um canteiro. Ele é um homem branco, usa calças, casaco e chapéu brancos e óculos escuros. Ele segura um sanduíche." width="774" height="516" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33112" class="wp-caption-text">Precisão e elegância são atributos comuns a David Fincher e ao protagonista de seu filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Assassino (The Killer)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A notória meticulosidade de </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/10/27/david-fincher-nao-consigo-imaginar-que-as-pessoas-nao-vejam-o-tyler-durden-como-uma-influencia-negativa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">David Fincher</span></a><span style="font-weight: 400;"> é quase satirizada pelo próprio diretor em um filme que esbanja perfeccionismo e detalhismo, ao mesmo tempo que o observa como algo que não é necessariamente alcançável. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma estética marcante, quase como se fosse feita por um autômato. Esse estilo robótico orna perfeitamente com o personagem de Michael Fassbender, um assassino frio e calculista mas que não pode escapar de uma realidade baseada no acaso e na falta de controle sobre os acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma participação modesta, a atriz brasileira </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quem-e-sophie-charlotte-em-o-assassino-conheca-a-personagem-da-atriz-brasileira-no-novo-filme-de-david-fincher,49ea3dceffdd891810ae50a43a84d8200hloxi17.html"><span style="font-weight: 400;">Sophie Charlotte</span></a><span style="font-weight: 400;"> interpreta um importante papel na trama, que apesar de não ter muitos detalhes, conta com discussões e dilemas profundos. Ainda que o protagonista não queira de modo algum se desviar do seu propósito, seus próprios pensamentos o dominam, acabando por ser levado da posição de controlador à de controlado. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">neo noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcante que deveria ser visto como símbolo de seu subgênero. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33153" aria-describedby="caption-attachment-33153" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg" alt="Cena de O Livro dos Sonhos. Na imagem estão as personagens Thelma e Paula. Thelma está sentada, ela é uma mulher loira de cabelos cacheados e veste uma calça jeans azul com casaco preto. Paula está com as mãos na cabeça da amiga a ajudando a meditar, ela é uma mulher branca de cabelos pretos cacheados e veste calça branca com casaco xadrez em vermelho e preto. As duas estão em cima de pedras. Ao fundo, vemos um rio e árvores. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33153" class="wp-caption-text">Esperançoso e dramático, O Livro dos Sonhos entrega mais do que promete (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>O Livro dos Sonhos (La Chambre des Merveilles) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa francesa de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ggsv6pPmu4s"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Lisa Azuelos, é o tipo de clichê que aquece os corações. O filme conta a história de Thelma (Alexandra Lamy), uma mãe que faz o possível e o impossível para realizar os sonhos de seu filho Louis, enquanto ele está em coma devido a um acidente. Apesar de parecer sem propósito, o roteiro, de Fabien Suarez e Juliette Sales, tem como objetivo maior falar sobre perda, descobertas, libertação e muito mais dos temas sensíveis que rodeiam a vida e a morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos acontecimentos muito bem construídos, vale destacar a presença de Maria Fernanda Cândido como Paula, uma personagem com pouco tempo de tela, mas muita coisa a dizer. A atuação magnífica da atriz brasileira é responsável por grande parte das reflexões da trama e é um dos pontos mais emocionantes do longa-metragem. Entre busca, esperança, renascimento e outros efeitos causados por acontecimentos drásticos, assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SsbvjdsUrLw"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência apreensiva e linda.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_33113" aria-describedby="caption-attachment-33113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg" alt="Cena do filme O Menino e a Garça. A cena mostra uma mulher usando um kimono laranja de cabelo marrom e preso. Ela está em primeiro plano e andando. Atrás, seis senhoras estão a seguindo com vassouras na mão e feições irritadas. O ambiente é ao ar livre, um gramado verde, e ao fundo algumas casas atrás da cerca." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33113" class="wp-caption-text">O longa ganhou o prêmio de Melhor Animação no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a> e Globo de Ouro (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><strong>O Menino e a Garça (Kimitachi wa Dou Ikiru ka)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a trágica morte de sua mãe no cenário de guerras, </span><a href="https://studioghibli.com.br/studioghibli/"><span style="font-weight: 400;">Mahito Maki</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa se mudar para o campo, onde seu pai trabalha para uma família fabricante de aviões para o exército japonês. Nem tão sozinho assim, o menino lida com a perda em contato com a natureza e uma garça, que posteriormente revela o fato de que sua mãe ainda está viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a notícia, os personagens partem em busca da mãe em uma aventura ilustrada e imersa na animação 2D tradicional do Estúdio Ghibli. Sob a direção de </span><a href="https://studioghibli.com.br/diretores-studioghibli/hayao-miyazaki/"><span style="font-weight: 400;">Hayao Miyazaki</span></a><span style="font-weight: 400;">, famoso por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-a-garca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> relembra metáforas clássicas de suas obras: o vôo significando a liberdade e a guerra trazendo o panorama histórico e pessoal de Miyazaki. O filme é embriagante para qualquer um que ame animações, e a tradicionalidade e beleza nos movimentos tornam a obra hipnotizante. &#8211;</span><b> Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_33114" aria-describedby="caption-attachment-33114" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33114" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png" alt="Cena do filme Os Rejeitados. Na imagem, da esquerda para a direita, vemos uma mulher negra com um vestido roxo, um homem branco com um casal cinza e uma garrafa de vinho e um homem branco com um suéter marrom e uma calça bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33114" class="wp-caption-text">Quentinho como um filme de natal e necessário para qualquer um que se sinta deslocado, Os Rejeitados é o filme mais aconchegante dessa temporada de premiações (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Os Rejeitados (The Holdovers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqueles que se concentram em desenvolver um personagem que está nos primeiros estágios da vida adulta, são um dos subgêneros do Cinema mais legais de acompanhar. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o incompreendido Angus Tully passa o recesso do final do ano com o professor Paul Hunham e a cozinheira Mary Lamb em um internato. Como diz o próprio título do longa, a narrativa é contada por meio da rejeição que cada um dos três personagens principais passa em suas respectivas vidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No futuro, espera-se que o filme dirigido por Alexander Payne se torne um clássico do Natal, já que se passa nessa época e subverte um feriado marcado por amor em dias infinitos de solidão por meio de três gerações. Sendo o primeiro trabalho do novato Dominic Sessa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz jus à carreira do veterano Paul Giamatti e, com o roteiro de David Hemingson (um dos maiores destaques), entrega à Da’Vine Joy Randolph (</span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-idol-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></a></em><span style="font-weight: 400;">) cenas de tirar o fôlego. O longa-metragem é o encontro perfeito entre histórias de amadurecimento e tramas natalinas, se tornando um deleite para qualquer um que ame essas narrativas. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33152" aria-describedby="caption-attachment-33152" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33152" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ari-e-dante.jpg" alt="Cena do filme Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Na imagem estão Ari e Dante um ao lado do outro conversando. Eles são jovens latinos com cabelos escuros. Ari está do lado esquerdo, é mais alto, tem pele mais escura e usa camiseta cinza, mochila preta e uma toalha branca no ombro.. Dante está do lado esquerdo, tem pele mais clara, olhos verdes e veste camiseta amarela com camisa branca por cima. Ambos estão com cabelos molhados. Ao fundo há uma estrada de terra," width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-33152" class="wp-caption-text">&#8220;Como pude algum dia sentir vergonha de amar Dante Quintana?&#8221; (Foto: Blue Fox Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante (Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788565765350/aristoteles-e-dante-descobrem-os-segredos-do-universo?idtag=a30bee7b-e1f3-4d62-9e6f-c05df620f247&amp;gad_source=1&amp;gclid=CjwKCAjwh4-wBhB3EiwAeJsppFcY_K72xfq0RGObZ0qgWzYhh_KDRzZVrRX5fOtNIsz-sN3aDfRdIxoCdYAQAvD_BwE"><em>best seller</em></a> de Benjamin Alire Sáenz, a produção audiovisual <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FBuIr-azx04">Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante</a></em></span> <span style="font-weight: 400;">é um retrato sensível de um dos romances LGBTQIA+ mais aclamados dos últimos tempos. O longa-metragem, dirigido por Aitch Alberto, adapta com bastante verossimilhança a história dos dois jovens de ascendência latina e nome peculiar que se apaixonam, mas com algumas alterações necessárias ao tempo de tela que tinha disponível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz Ari (Max Pelayo) e Dante (Reese Gonzales) bem caracterizados a apropriados para a idade que representam ter. Ainda assim, existem mudanças consistentes e importantes no roteiro, com o corte de cenas mais íntimas que não teriam como fazer sentido com o amadurecimento mais veloz dos protagonistas nas telas. Além disso, o </span><a href="https://nerdrecomenda.com.br/aristoteles-e-dante-o-amor-e-a-polemica/"><span style="font-weight: 400;">polêmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> discurso transfóbico presente em uma das páginas do livro não ganha espaço, o que é essencial para a integridade ética da obra. Em suma, o enredo continua emocionante como o esperado e, se não descobrimos os segredos do universo, com certeza desvendamos os da doçura da autodescoberta.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_33115" aria-describedby="caption-attachment-33115" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png" alt="Cena do filme Oppenheimer. Robert Oppenheimer, interpretado por Cillian Murphy, é um homem branco, magro e possui uma expressão observadora e apreensiva, enquanto olha para a esquerda. Ele veste um paletó cinza, uma camisa azul, uma gravata preta, um cinto com uma placa dourada no meio e um chapéu fedora cinza. No lado direito de seu paletó, na perspectiva do observador, Oppenheimer possui uma espécie de placa redonda, pequena, pendurada com a indicação K-6." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33115" class="wp-caption-text">“Prometeu roubou o fogo dos deuses e o deu ao homem. Por isso ele foi acorrentado a uma rocha e torturado por toda a eternidade” (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Oppenheimer</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes biográficos caminham por diversas linhas tênues, necessitando cuidados relacionados com a precisão dos fatos narrados, formas de trabalhar a história para torná-la interessante, escolha de elenco, entre outros pontos. Especialmente um filme de guerra, pois o gênero sofre, por vezes, com o problema de &#8216;ser mais do mesmo&#8217;. No entanto, quando bem feitos, os dois gêneros podem brilhar e contar histórias fascinantes, e esse é o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fez7X_oevNs"><span style="font-weight: 400;">Christopher Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta a história do físico teórico Robert Oppenheimer (interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OcFh4KyRnY"><span style="font-weight: 400;">Cillian Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">), conhecido como o &#8216;pai da bomba atômica&#8217;. A obra de Nolan se inicia com a trajetória acadêmica do cientista, quando estudou na Europa e achou sua paixão: a física quântica. O filme, então, vai até ao ponto alto (e terrível) da carreira de Oppenheimer, quando lidera o Projeto Manhattan, responsável pelas bombas que destroem as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações brilhantes de Emily Blunt como Katherine &#8216;Kitty&#8217; Oppenheimer, Matt Damon como Leslie Groves, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/florence-pugh/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jean Tatlock deixam tudo ainda melhor. Sem contar com a belíssima e inquietante </span><a href="https://open.spotify.com/album/0rwbMKjNkp4ehQTwf9V2Jk?si=urjh-bQYT3SEeoSgE8WNoA"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> composta por Ludwig Göransson. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33117" aria-describedby="caption-attachment-33117" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33117" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png" alt="Cena de Pânico 6. Ao centro e em foco está Ghostface; veste uma túnica preta com capuz e a famosa máscara branca de fantasma, que está bastante desgastada. Ao fundo dá para ver um cômodo com luzes amarelas acesas." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1200x540.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6.png 1210w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33117" class="wp-caption-text">Mais um ano, mais um Ghostface (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Pânico 6 (Scream VI)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marcou o cinema de terror quando foi lançado nos anos 1990 e, desde então, novos capítulos são adicionados a essa história envolvente. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sam (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/panico-com-melissa-barrera-era-para-ser-uma-trilogia-entenda/"><span style="font-weight: 400;">Melissa Barrera</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Tara (Jenna Ortega) – que, novamente, se destacaram por suas atuações – lidam com as consequências do último massacre e tentam uma nova vida em Nova York. O filme segue a mesma fórmula dos anteriores, mas tem os novos avanços tecnológicos e uma ousadia que agrada quem assiste. O mais novo lançamento eleva a violência típica, sendo um ótimo representante do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o quinto filme da franquia, fantasmas do passado são trazidos de volta. Todos já esperavam o retorno de Gale Weathers (Courteney Cox), mas o que deixou os fãs chocados foi a volta de </span><a href="https://youtu.be/2BJInxwNeK8?si=89kPn3odMkywpPoL"><span style="font-weight: 400;">Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hayden Panettiere), que teve um final aberto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 4</span></i><span style="font-weight: 400;">. A personagem é bastante carismática e foi uma ótima adição ao roteiro. Outro retorno interessante foi o do personagem que iniciou toda essa trajetória, Billy Loomis (Skeet Ulrich), que está presente no longa como uma visão de Sam, sendo essencial para o seu desenvolvimento e sua batalha interna com a sua própria ética. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33118" aria-describedby="caption-attachment-33118" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33118" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png" alt="Cena do filme Passagens. Da esquerda para a direita: uma mulher com uma roupa rosa e um homem com uma blusa vazada preta dançam lado a lado, sem olhar um para o outro. Atrás deles, outras pessoas dançam em um lugar escuro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33118" class="wp-caption-text">Passagens é sobre amor, desejo, sexo e todas as complicações que seguem (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><strong>Passagens (Passages)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor </span><a href="https://youtu.be/FzukGkU0m2c?si=h032g7iNrW3F29df"><span style="font-weight: 400;">Ira Sachs</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma carreira sobre o tema comum de relacionamentos amorosos, em suas inúmeras formas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i><span style="font-weight: 400;">, o americano se uniu ao roteirista brasileiro Maurício Zacharias para a quinta colaboração da dupla. O filme acompanha o triângulo amoroso confuso que se conecta pelo protagonista, Tomas, um homem impulsivo e indeciso sobre o que quer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme compreende que o processo de autodescoberta não é sempre agradável, muito menos linear. É um respiro assistir um protagonista que não é restrito a ser compreendido ou sequer perdoável. Como na vida real, sua trajetória pode te colocar como o vilão na história de outros. </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2023/08/em-passagens-ira-sachs-usa-sexo-para-desvendar-dor-de-relacionamento.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">explora isso: como as nossas relações impactam as vidas de outras pessoas, aqueles que passam pelas nossas vidas e por cujas vidas nós passamos. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33119" aria-describedby="caption-attachment-33119" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33119" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg" alt="Cena do filme Perdida. Na fotografia, temos a personagem Sofia, interpretada por Giovanna Grigio, olhando para seu par romântico Ian, vivido pelo ator Bruno Montaleone. Ela é uma mulher branca, olhos castanhos e cabelo longo de mesma cor, ondulado e com franjinha. O vento balança o cabelo da personagem e é possível perceber que eles estão em um campo aberto. Não é possível ver o rosto de Bruno, apenas parte de seu sorriso e seus peitoral coberto pela camisa da época." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33119" class="wp-caption-text">Perdida é a adaptação de uma série de livros da autora Carina Rissi (Foto: Star Distribution Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Perdida</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fãs de </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jane Austen</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e afins, uni-vos: </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às telas brasileiras em 2023 para surfar no nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> e saudade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anthony e Edwina</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, misturamos a correria de São Paulo, os amores efêmeros, a época das redes sociais e da pressa de viver da cidade com os campos, o passado, vestidos de época e cortejos do século 19. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apossando-se do discurso ‘eu nasci na época errada’, Sofia (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-five-critica/"><span style="font-weight: 400;">Giovanna Grigio</span></a><span style="font-weight: 400;">) se vê em dúvida dessa afirmação quando, de fato, é transportada para bem longe de tudo aquilo que ela conhece para ficar perto dos charmes do </span><i><span style="font-weight: 400;">gentleman</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ian (Bruno Montaleone).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que temos muitos clichês e poucas surpresas, mas não podemos deixar que eles ofusquem todos os detalhes e beleza do longa. Em uma produção que não fica para trás das internacionais, </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/perdida-giovanna-grigio-bruno-montaleone-critica-e-bom-vale-a-pena"><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um ótimo presságio para um futuro de adaptações brasileiras ainda mais brilhantes. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33120" aria-describedby="caption-attachment-33120" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33120" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png" alt="Cena do filme Pobres Criaturas. A personagem Bella Baxter interpretada por Emma Stone, mulher branca de cabelos pretos longos e sobrancelhas espessas, está sentada lendo um livro e fazendo anotações com uma expressão impaciente, já que o personagem Duncan Wedderburn, interpretado por Mark Ruffalo, homem branco de bigode e cabelos levemente grisalhos, está próximo de seu rosto e com seus braços em volta dela, com uma expressão sedutora. Bella veste um vestido amarelo luxuoso, enquanto que Duncan está vestindo um terno verde-musgo. A iluminação é quente e suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas.png 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33120" class="wp-caption-text">Passando pelo visceral e o grotesco, a obra não é nada menos que humana (Foto: Searchlight)</figcaption></figure>
<p><strong>Pobres Criaturas (Poor Things)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Banhado em uma estética surrealista (e colorida em sua maioria), </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pobres Criaturas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Bella Baxter (Emma Stone) e sua jornada de autodescoberta, em busca do que realmente significa ser humano. O nono filme do diretor grego </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Yorgos Lanthimos</span></a><span style="font-weight: 400;"> – conhecido por suas </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/pobres-criaturas-6-filmes-do-diretor-yorgos-lanthimos-para-ver-em-casa"><span style="font-weight: 400;">obras excêntricas</span></a><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Dente Canino</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009) –, baseado no </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-pobres-criaturas-de-alasdair-gray/"><span style="font-weight: 400;">romance homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alasdair Gray, apresenta um retrato cru e explícito da natureza humana desde seu estado mais primitivo até o amadurecimento e independência. Contornando essa narrativa, o filme também propõe reflexões relevantes que exploram os inúmeros lados da moeda humana, sempre de forma atemporal e intransigente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos e diálogos provocativos são regados por performances impecáveis em personagens como a própria protagonista Bella, o charlatão Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo) e o cientista Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), sendo que cada figura possui uma personalidade única – e imperfeita, como o filme faz questão de nos mostrar. A trilha sonora abstrata e dissonante de </span><a href="https://soundworkscollection.com/post/the-music-of-poor-things"><span style="font-weight: 400;">Jerskin Fendrix</span></a><span style="font-weight: 400;"> casa perfeitamente com o visual absurdo da obra. Além disso, os cenários e figurinos cativam os olhos de qualquer espectador ao longo do filme, muitas vezes contrastando com os temas ásperos tratados acerca do desprendimento de quaisquer normas e padrões que a sociedade impõe a si própria. &#8211; </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33124" aria-describedby="caption-attachment-33124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg" alt="Cena do filme Priscilla. À esquerda da imagem, é possível ver o ator Jacob Elordi, que interpreta Elvis Presley. Ele é um homem branco, com cabelos escuros e usa uma camisa preta. À direita, é possível ver a atriz Cailee Spaeny, que interpreta Priscilla Presley. Ela é uma mulher branca, de cabelos escuros, olhos claros. Ela usa uma regata verde-água, e usa um delineado gatinho preto. Ao centro, podemos ver as mãos dos atores juntas." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33124" class="wp-caption-text">A libertação e a prisão de Priscilla são escancaradas durante o longa (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>Priscilla</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas cores pastéis de </span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história da ingênua jovem que se apaixonou por Elvis Presley. Indo de uma inocência pueril para uma maturidade adulta, Cailee Spaeny faz uma Priscilla Presley com muito louvor: a evolução marcada por mudanças no cabelo, nas roupas e na maquiagem quase nos fazem esquecer que a personagem era uma criança quando conheceu o astro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme ainda contou com a atuação divertida e levemente assustadora de Jacob Elordi como Elvis Presley. Cheio de energia e </span><i><span style="font-weight: 400;">sex appeal</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elordi arrasou corações dentro e fora do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">On The Rocks</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/fairy-tale-starts-to-melt-sofia-coppola-discusses-priscilla"><span style="font-weight: 400;">Sofia Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez seu retorno às telonas com </span><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após sua estreia no 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza e no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/">Festival do Rio</a>, o filme foi lançado no final de 2023 nos cinemas brasileiros. A diretora – que tem como marca registrada contar histórias sobre mulheres – traz novamente visuais graciosos, uma trilha sonora bem-pensada e uma fotografia que nos transporta para os anos 60. &#8211;</span><b> Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33125" aria-describedby="caption-attachment-33125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png" alt="Cena do filme Propriedade. A cena se passa dentro de uma casa, com a câmera posicionada atrás das costas de um homem (ao centro) e uma janela ao fundo, criando um contraste no contra luz que dificulta ver as feições dos personagens. À esquerda, vemos duas mulheres e um homem adultos, apoiados na parede e encarando o homem ao centro. No centro, vemos um homem branco de cabelos curtos de costas. Ele está atrás de uma mesa, na direção da câmera, e as outras pessoas estão do outro lado. À direita, vemos dois homens pretos e uma mulher preta adultos olhando para o homem do centro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33125" class="wp-caption-text">Além do Brasil, Propriedade foi exibido no Festival de Berlim e no Museu de Arte Moderna de Nova York (Foto: Símio Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Propriedade</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Propriedade </span></i><span style="font-weight: 400;">traz os ecos do passado colonial brasileiro para os dias atuais. Na trama, a estilista Tereza (Malu Galli) e o marido vão para a fazenda da família e se deparam com um motim em curso. Os funcionários da propriedade ilustram uma situação de escravidão moderna: trabalham para pagar a moradia e alimentação na própria terra dos patrões, sem nenhum tipo de segurança e com os documentos confiscados até quitarem suas dívidas impossíveis. A centelha da rebelião é o anúncio de que serão despejados porque o local será vendido – mas não sem antes pagar o que devem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como lembra Dona Antônia, personagem vivida intensamente por Zuleika Ferreira, os trabalhadores estão naquelas terras há mais tempo que o dono atual. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sobrevivencia-da-bondade-critica/"><span style="font-weight: 400;">tomada do controle</span></a><span style="font-weight: 400;"> da propriedade vem seguida de mortes e brigas internas, já que a própria abordagem dos funcionários não é um consenso entre eles. O ápice da tensão é a presença de Tereza no meio: ela conseguiu escapar da casa e ficou trancada dentro do próprio carro blindado, mas sem conseguir tirá-lo de lá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Daniel Bandeira (de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vinil Verde</span></i><span style="font-weight: 400;">) não propõe soluções fáceis. O diálogo é na base da paulada, mostrando que cada lado quer, acima de tudo, sua própria sobrevivência e liberdade. É tão fácil torcer para Tereza sair ilesa de lá quanto para as famílias que vivem na fazenda finalmente se livrarem das garras </span><a href="https://personaunesp.com.br/medida-provisoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">escravocratas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus patrões. A oposição vira uma caçada e a conclusão é longe de unânime, deixando a moral da história a cargo de quem quiser pensar. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33126" aria-describedby="caption-attachment-33126" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png" alt="Cena do filme Que Horas Eu Te Pego?. Na imagem, Jennifer Lawrence, uma mulher branca que interpreta Maddie, veste uma camiseta branca. Andrew Barth, um homem branco que interpreta Percy, também veste uma camiseta branca. Eles estão em uma sala, sentados em um sofá com almofadas vermelhas. Ele está no colo dela." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33126" class="wp-caption-text">Não existe nada como uma comédia romântica que nos lembra os tempos de ouro dos anos 2000 (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Que Horas Eu Te Pego? (No Hard Feelings)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a nostalgia tem tido protagonismo quando falamos de comédias românticas, seja pelos atuais roteiros rasos, atuações fracas ou pela falta de capas icônicas com fundos brancos que ditaram sucessos atemporais. Felizmente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Que Horas Eu Te Pego?</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prova que ainda temos sinais de vida no gênero –</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">e mais que isso, fazem doer a barriga!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma progressão fantástica e um clímax muito bem construídos, a leveza do longa amplia todas as emoções de uma atriz veterana (</span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/08/jennifer-lawrence-e-atriz-mais-bem-paga-do-mundo-pelo-2-ano-seguido.html"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) quando contracena com o novato Andrew Barth, além de criar uma química surpreendentemente tensa e engraçada. Em um domingo à tarde, não há escolha melhor. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33127" aria-describedby="caption-attachment-33127" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png" alt="Cena do filme Retratos Fantasmas. Na imagem em preto e branco, vemos diversas pessoas no centro de Recife. No fundo da imagem, é possível ver um banner escrito “Cinema é a maior diversão”." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33127" class="wp-caption-text">Em Retratos Fantasmas, Kleber Mendonça Filho homenageia o Cinema conforme mostra a história de vida do diretor (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Retratos Fantasmas</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i><span style="font-weight: 400;">, especulou-se muito sobre o que seria o próximo projeto de </span><a href="https://www.sescsp.org.br/mais-real-que-a-ficcao-entrevista-com-o-cineasta-kleber-mendonca-filho/"><span style="font-weight: 400;">Kleber Mendonça Filho</span></a><span style="font-weight: 400;">. No filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vi19G7_HfxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor volta à cidade natal e conta, pelas lentes de alguém que vive da Sétima Arte, a história dos cinemas de rua no centro de Recife. Ao mesmo tempo em que é considerado um longa-metragem, o pernambucano utiliza algumas técnicas usadas em</span> <span style="font-weight: 400;">documentários, e é aqui que ocorre o triunfo da trama. Servindo como uma forma de acervo para o próprio diretor, é através do conhecimento amplo de Mendonça Filho que o espectador avalia o desmantelamento do cinema como espaço cultural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">História, Geografia, suspense e comédia definem o sentimento após o encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma vez que o diretor situa o público acerca dos pontos principais de Recife, bem como a história que ali ocorre. Fora isso, KMF também brinca com o suspense por meio da comédia e a escolha de sons que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, subgênero do terror. Infelizmente, o longa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2023/12/21/retratos-fantasmas-fica-de-fora-de-disputa-do-oscar-2024.ghtml"><span style="font-weight: 400;">não conseguiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma vaga na disputa de Melhor Filme Internacional no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a conversa em torno dele será imortalizada, assim como o amor pelo Cinema, que preenche e dá sustentação às obras do nordestino. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33128" aria-describedby="caption-attachment-33128" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33128" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg" alt="Cena do filme Rye Lane. Dom, um homem retinto de cabelos raspados e uma jaqueta verde, ri enquanto conversa com Yas, uma mulher negra de cabelos médios, que também se diverte. A protagonista usa um casaco e vários acessórios amarelos. A câmera está centralizada no casal e ao fundo pode-se ver algumas plantas e uma longa porta esverdeada. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33128" class="wp-caption-text">O acaso conta a história de Dom e Yas (Foto: BBC Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Rye Lane – Um Amor Inesperado (Rye Lane)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rye Lane é o primeiro longa-metragem da diretora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3dX0OKUS1-0&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">Raine Allen-Miller</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta a história de Dom e Yas, um jovem casal que passa um dia juntos aprendendo a lidar com as suas emoções após seus respectivos términos com outras pessoas. Discutindo relações e amores passados, os personagens quebram estereótipos de gênero de forma sensível e envolvente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Remetendo também a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MRWg-pWMCsU&amp;t=4s"><i><span style="font-weight: 400;">Antes do Pôr do Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é prazeroso e verdadeiramente apaixonante. A complexidade do relacionamento dos personagens é cativante, uma vez que pode-se observar como os dois estão dispostos a adentrar o mundo um do outro, ainda que de maneira efêmera, não tendo ao menos a certeza de que ficarão juntos no final. &#8211; <strong>Rebecca Ramos</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33129" aria-describedby="caption-attachment-33129" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/saltburn.jpg" alt="ena do filme Saltburn. Na imagem temos Felix Catton (Jacob Elordi), um jovem branco, alto, de olhos e cabelos castanhos. Ele está vestindo um terno preto, uma camiseta branca e uma gravata borboleta preta. Ele está em volta de uma mesa, dentro de uma sala de jantar meio escura, ao seu redor tem algumas velas e outros convidados. " width="735" height="490" /><figcaption id="caption-attachment-33129" class="wp-caption-text">“Eu sei o que vocês fizeram em Saltburn no verão passado” (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Saltburn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada é notório ou exato. A obsessão de uma vida fantasiada desfruta da aparência inocente e não tem nada além de um desatino exuberante e uma cobiça em conquistar ainda mais. O glamour da aristocracia inglesa passada de pais para filhos, futuros sucessores de uma riqueza geracional, adentram o íntimo de Oliver Quick (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-banshees-de-inisherin-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barry Keoghan</span></a><span style="font-weight: 400;">). Oliver, calouro na Universidade de Oxford e sem relevância na esfera milionária dos outros estudantes, encontra em Felix Cotton (</span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;">) uma rachadura permeável na qual ele se molda, sem dó e nem piedade, para tomar tudo que deseja. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFVhaMMjTDg"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos a insanidade da mente em ação, um conflito pessoal sobre se apaixonar por pessoas que detestamos. Sendo o segundo longa-metragem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emerald Fennell</span></a><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">psicológico se desenrola durante o verão onde todos da elite abraçaram o delírio. Cada personagem garante uma personalidade única, camadas de luxo e uma fascinação pelo excêntrico. Acentuando com mais profundidade essa admiração pelo bizarro, a fotografia de Linus SandGren é, sem dúvidas, um dos pontos mais altos do filme. Um espetáculo entre o gótico e a estética barroca, que sustenta inteiramente a sátira macabra das diferenças de classes roteirizados por Fennell. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33130" aria-describedby="caption-attachment-33130" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33130" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png" alt="Cena de Segredos de Um Escândalo. Nela vemos, em primeiro plano, Gracie, uma mulher branca de meia idade de cabelos loiros, que veste uma camiseta branca e é interpretada por Julianne Moore. Em segundo plano e à esquerda, está Elizabeth Barry, interpretada por Natalie Portman, uma mulher branca de cabelos castanhos com franja e que veste uma camiseta cinza. As duas estão em frente a um espelho de banheiro e Elizabeth observa Gracie passando maquiagem." width="800" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1024x565.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-768x424.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1200x662.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo.png 1450w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33130" class="wp-caption-text">Segredos de Um Escândalo passaria tranquilamente no horário nobre da Rede Globo (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Segredos de Um Escândalo (May December)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você vê a assinatura de Todd Haynes em uma produção, pode saber que é coisa boa. Se reformulando em sua filmografia, o diretor dessa vez aborda a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/275658-may-december-conheca-bizarra-historia-real-tras-filme-cotado-oscar.htm"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mary Kay Letourneau e Vili Fualaau, que engataram um relacionamento quando tinham 36 e 13 anos, respectivamente. Aqui eles viram Gracie e Joe, e após as polêmicas submersas numa vida de subúrbio, tem seu passado desenterrado por Elizabeth Barry, uma atriz que passa um tempo na família para estudar Gracie, papel que ela desempenhará em um filme independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma atmosfera de novela, muito familiar a nós brasileiros, Haynes constrói, assim como na tortura chinesa, um suspense latente que goteja em nossa cabeça até se tornar insuportável, culminando num desmoronamento daquele castelo de farsas construído por Gracie. Isso se dá, em grande parte, nas atuações do trio. Julianne Moore dá vida a uma esposa meticulosamente calculista que controla a todos em um misto de ingenuidade e poder. Natalie Portman imprime uma atriz que se deixa levar até demais pelo método e rompe barreiras éticas, enquanto Charles Melton saiu dos esgotos de </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-riverdale-ate-o-elenco-odeia-a-propria-serie-e-este-video-e-a-prova/94669"><i><span style="font-weight: 400;">Riverdale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para ressurgir como um Joe atado a um escândalo, carregado de traumas que nem ele mesmo reconhece.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/segredos-de-um-escandalo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Segredos de Um Escândalo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente merecia mais reconhecimento, seja nas premiações ou até mesmo em sua distribuição (lá fora ele é da </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/netflix-may-december-natalie-portman-juliane-moore-todd-haynes"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas aqui chegou de maneira tímida aos cinemas para cumprir tabela na temporada). Mas isso é entendível por ser uma produção feita naturalmente para incomodar, traçando uma crítica 360º da indústria acerca de casos reais, seja pelo consumo dos telespectadores ou pelo sensacionalismo dos idealizadores, capaz de girar a faca ainda mais nos estômagos das vítimas. &#8211; </span><b>Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33131" aria-describedby="caption-attachment-33131" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png" alt="Cena do filme Sem Coração. A imagem mostra um barco pesqueiro pequeno, à distância no mar. A cena se passa durante o dia, com um céu azul ao fundo. No barco, vemos três crianças ao longe, duas delas prestes a pular em direção à água. Ao redor do barco, no mar, vemos outras duas crianças nadando." width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1024x429.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-768x322.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1200x503.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33131" class="wp-caption-text">Depois de passar pelo Festival de Veneza, Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Sem Coração chega aos cinemas brasileiros em Abril (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Sem Coração</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das </span><a href="https://personaunesp.com.br/nosso-sonho-critica/"><span style="font-weight: 400;">cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/medusa-critica/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Brasil não deve nada ao Cinema estrangeiro. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Coração</span></i><span style="font-weight: 400;">, o audiovisual nacional ganha um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age </span></i><span style="font-weight: 400;">delicioso para chamar de seu. A trama acompanha Tamara (Maya de Vicq) em suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de se mudar para estudar em Brasília. Por lá, ela ouve falar de uma menina apelidada de Sem Coração (Eduarda Samara), que, envolta em mistério, mexe com a cabeça dela e dos amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acontecimentos enigmáticos que envolvem a interação das duas são curiosos de se </span><a href="https://www.exibidor.com.br/noticias/industria/11341-premiado-longa-34sem-corac807a771o34-ganha-data-de-lancamento-no-brasil-e-trailer-inedito#:~:text=2024%20%7C%20Yuri%20Codogno-,Premiado%20longa%20%22Sem%20Cora%C3%A7%C3%A3o%22%20ganha%20data%20de%20lan%C3%A7amento%20no%20Brasil,no%20Brasil%3A%2018%20de%20abril."><span style="font-weight: 400;">assistir</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas escondem algo ainda mais profundo por trás: o nascimento de uma conexão inexplicável, algo tão incompreensível quanto descobrir a própria sexualidade ao se apaixonar pela primeira vez. Com os cenários paradisíacos da praia alagoana ao fundo, o grupo de adolescentes aproveita o mar, invade casas alheias ao som de risadas e provocações, discutem seus futuros, medos e esperanças, e defendem uns aos outros com a própria vida, se for necessário – um companheirismo que dá saudade dos dias intensos de infância. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33132" aria-describedby="caption-attachment-33132" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg" alt="Cena do filme Todos Menos Você. Na fotografia, temos um close no casal composto pela atriz Sidney Sweeney e pelo ator Glen Powell. Ela é branca, loira e magra. Está usando um biquíni, seu cabelo está molhado e preso em um rabo de cavalo. Ele é branco, loiro, está sem camisa e é musculoso. O fundo da foto é uma floresta desfocada, e o casal está próximo de dar um beijo. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33132" class="wp-caption-text">“Ninguém mais pode falar as palavras nos seus lábios” (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Todos Menos Você (Anyone But You)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Tinder</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem um </span><i><span style="font-weight: 400;">blind date</span></i><span style="font-weight: 400;"> arranjado pela melhor amiga e sem flertes por mensagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue resgatar o clichê do acaso como o brilho especial para o romance de Bea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sidney Sweeney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Ben (</span><a href="https://www.vogue.com/article/how-glen-powell-charmed-hollywood-interview"><span style="font-weight: 400;">Glen Powell</span></a><span style="font-weight: 400;">). Aproveitando-se também da famosa e adorada fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou seria</span><i><span style="font-weight: 400;"> lovers to enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">?), a direção de Will Gluck  fez sucesso não só por preencher a falta de <em>romcoms</em> de qualidade do catálogo, mas pela química e tensão sexual entre os protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para viralizar dentro e fora das redes e resgatar a magia de um bom romance em tela, bastou adicionar ao roteiro uma viagem internacional, um casamento na praia, um </span>quarteto<span style="font-weight: 400;"> amoroso, algumas cenas vergonhosas (que só quem assistiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cassie Howard</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu sobreviver sem tantos arranhões) e uma trilha sonora chiclete para que o assunto do momento fosse, ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Unwritten</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33133" aria-describedby="caption-attachment-33133" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png" alt="Cena do filme Todos Nós Desconhecidos. À esquerda, no banheiro de uma balada iluminado por uma luz azul está Andrew Scott, que interpreta Adam. Um homem branco, de meia idade, com cabelos lisos escuros e finos. Ele está sorrindo para Paul Mescal, que estende seu braço em seu ombro até a parede. Paul Mescal interpreta Harry, seu par romântico. Um homem branco ao fim dos vinte anos com cabelos espessos, escuros e lisos. Ele veste uma regata branca e olha intensamente para os olhos de Adam." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33133" class="wp-caption-text">As estrelas de Fleabag e Aftersun contracenam intimamente em um dos longas mais esperados do ano (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Todos Nós Desconhecidos (All Of Us Strangers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Andrew High, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou notoriedade principalmente pelos outros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">dilacerantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas indiscutivelmente encantadores, dos protagonistas. Lançado em Dezembro de 2023, o longa criou um imaginário coletivo sem muitos precedentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, acompanharíamos o nascer do relacionamento de um escritor de meia idade solitário, Adam (Andrew Scott), e seu novo vizinho Harry (</span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">). Mas, sem qualquer aviso prévio, tudo começa a fazer sentido enquanto nossas expectativas se quebram em mil pedaços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a fotografia (Jamie D. Ramsay) à montagem (Jonathan Alberts), a veia artística  e representativa é muito forte. Nos imaginamos em seus lugares e vivemos um amor recente em seu </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/cenas-intimas-entre-paul-mescal-e-andrew-scott-mostram-natureza-subjetiva-de-fazer-sexo/"><span style="font-weight: 400;">impulso mais primitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em ambientações noturnas e dramáticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de emoção, dúvida e lástima. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33134" aria-describedby="caption-attachment-33134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg" alt="Cena do filme Um Pacto de Amizade. A imagem mostra uma sala de cinema. À esquerda, é possível ver o ator Milo Manheim, que interpreta o personagem Ben Plunkett. Ele é um homem branco, de cabelos pretos e olhos castanhos. Ele usa um paletó roxo escuro com detalhes em dourado, uma camisa branca, calça preta e mocassim branco. À direita, é possível ver a atriz Peyton Elizabeth Lee, que interpreta a personagem Mandy Yang. Ela é uma mulher de ascendência chinesa, de cabelos castanhos escuros e olhos castanhos. Ela usa um vestido rosa com aplicações em lantejoulas, sem mangas, com decote coração, com tule colorido na saia e luvas rosa com aplicações em lantejoulas. Os dois personagens estão segurando pipocas de cinema." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33134" class="wp-caption-text">Como bons BFF’s, Mandy Yang e Ben Plunkett estão unidos para toda e qualquer peripécia! (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Um Pacto de Amizade (Prom Pact)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mandy Yang (</span><a href="https://ew.com/movies/prom-pact-milo-manheim-peyton-elizabeth-lee-interview/"><span style="font-weight: 400;">Peyton Elizabeth Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem um sonho: ir para Harvard. Porém… ela foi para a lista de espera. E agora? Seguindo a recomendação de Ms. Chen (Margaret Cho), sua conselheira escolar, a estudante vai atrás de uma carta de recomendação. Usando um método ambicioso e – no mínimo – curioso, a menina resolve se aproximar do garoto mais popular da escola, o jogador de basquete Graham Lansing (Blake Draper), cujo pai é senador e ex-aluno da faculdade mais desejada pela protagonista. Enquanto isso, Yang firma um pacto com seu melhor amigo, Ben Plunkett (Milo Manheim): ir ao baile de formatura juntos.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/brX-L41RJdA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Um Pacto de Amizade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de várias formas, uma ode à nostalgia. Com muitas referências aos famosos filmes sobre o Ensino Médio americano, como a querida trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;">, podemos retornar à infância recheada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o longa ainda homenageia os anos 80: a década foi o tema escolhido pelos alunos para o <em>p</em></span><em><span style="font-weight: 400;">rom</span></em><span style="font-weight: 400;">, o famoso baile de formatura estadunidense. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33135" aria-describedby="caption-attachment-33135" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vermelho-branco-e-sangue-azul.jpg" alt="Cena do filme Vermelho, Branco e Sangue Azul. Da esquerda para a direita, Alex está sentado em um sofá vestindo um roupão branco, segurando um copo e olhando para Henry, que também está sentado no sofá, com um copo na mão e olhando para Alex. A cena mostra um momento de intimidade entre os dois." width="695" height="436" /><figcaption id="caption-attachment-33135" class="wp-caption-text">A química entre os protagonistas é um dos principais pilares de Vermelho, Branco e Sangue Azul (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Vermelho, Branco e Sangue Azul (Red, White &amp; Royal Blue)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de Casey McQuiston, o filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mergulha em um romance LGBTQIA+ entre o filho da presidente dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz (Taylor Zakhar Perez), e o príncipe da Inglaterra, Henry (Nicholas Galitzine). A adaptação, dirigida por Matthew López, acerta em cheio ao satisfazer o novo desejo de Hollywood à volta das comédias românticas, ainda mais com a inclusão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tanto ansiamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa captura com detalhe as delicadezas e intensidades do início de uma relação, explorando o desenvolvimento do relacionamento entre Alex e Henry, desde a inimizade até o amor. As cenas sensuais, bastante intensas até para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=64e2oJteP7A"><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e bem dirigidas, contribuem para a química inegável entre os protagonistas. Outro ponto positivo é a fotografia de Stephen Goldblatt, que, apesar de sofrer com algumas telas verdes, captura muito bem as emoções dos personagens e o contraste de seus sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a adaptação consegue superar o livro original em alguns aspectos, principalmente na construção dos diálogos, na dinâmica do relacionamento entre Alex e Henry e a pitada de humor e energia feminina evocadas por Uma Thurman no papel de presidenta dos EUA e por Sarah Shahi como chefe de gabinete. Considerando a produção como um todo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h4YfvGiupMI"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme divertido que acalenta o coração, com algumas falhas apressadas, mas que não impedem que seja uma experiência agradável e memorável. &#8211;</span><b> Arthur Caires</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33136" aria-describedby="caption-attachment-33136" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg" alt="Cena do filme Vidas Passadas. Na imagem, os personagens estão sentados em uma escadaria cinza e, ao fundo, vemos um carrossel, desfocado. Do lado esquerdo da foto, vemos um homem sul-coreano com cabelos pretos, e que veste uma camisa social azul. Do lado direito, vemos uma mulher coreana-americana com cabelos pretos lisos, na altura dos ombros. Ela veste uma camisa social branca com listras horizontais cinzas, uma calça cinza e um colar dourado. Uma de suas pernas está apoiada no degrau em que ela está sentada, assim como seus braços. Enquanto ele olha para a esquerda, ela olha para ele." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas.jpg 1119w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33136" class="wp-caption-text">“Se você deixa algo para trás, você ganha algo também” (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Vidas Passadas (Past Lives)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, ao menos uma vez por ano, o Cinema passa pelo momento em que uma nova estrela entra em cena. Isso aconteceu em 2022 com o célebre </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charlotte Wells, e em 2023 com o terno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kA244xewjcI"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Celine Song. O longa acompanha a trajetória de dois amigos de infância ao longo dos anos através de reencontros e separações. É uma história melancólica e significativa sobre duas pessoas, as crianças que foram e os adultos que se tornaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hsIU5nEKr3U"><span style="font-weight: 400;">Celine Song</span></a><span style="font-weight: 400;"> na direção vai além de qualquer expectativa ao passo que ela tece, com muita habilidade, uma vasta combinação de emoções que é, ao mesmo tempo, sutil e profundamente sincera. </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é, em sua essência, uma ode ao amor que se esvai. Uma narrativa assombrada pelas milhares de possibilidades daquilo que nunca aconteceu, mas que, ainda assim, consegue enxergar a beleza e o valor do tempo e das lembranças. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33137" aria-describedby="caption-attachment-33137" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33137" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wonka.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates." width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33137" class="wp-caption-text">Sendo um sucesso de bilheteria, o musical alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Wonka</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Revisitar o passado de uma personalidade tão marcante no universo cinematográfico pode ter seus desafios. Sendo um prequel de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fantástica Fábrica de Chocolate </span></i><span style="font-weight: 400;">(1971), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg"><i><span style="font-weight: 400;">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta as primeiras aventuras de Willy</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">antes de se tornar o incrível chocolateiro metade mágico que conhecemos. Dos mesmos diretores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Paddington</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014), Paul King se dedicou em contar uma boa e açucarada história, mantendo a essência das outras adaptações, mas construindo uma narrativa nova e criativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da obra não poupou em parecer exagerada – do enredo até os efeitos visuais permeia-se o fantástico, brincando com o imaginário e resgatando nosso lado sonhador. A cereja do bolo foi Timothée Chalamet como protagonista. O ator, além de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO?si=BKeBATBVSJetZkl-dEXnSg"><span style="font-weight: 400;">cantar</span></a><span style="font-weight: 400;">, entregou um lado mais inocente e amigável do personagem, distanciando-se totalmente da imagem enigmática promovida por Tim Burton e executada por Johnny Depp em 2005. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique </b></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>As Melhores Séries de 2023</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 20:37:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2023 foi um ano e tanto para a Televisão. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da justa greve que parou Hollywood. Tradicionalmente, o Persona &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2023"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33058" aria-describedby="caption-attachment-33058" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33058" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33058" class="wp-caption-text">Com os mais diversos gêneros e formatos, as séries iluminaram o ano de 2023 (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de abertura: Nathalia Tetzner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 foi um ano e tanto para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/televisao/"><span style="font-weight: 400;">Televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">justa greve</span></a><span style="font-weight: 400;"> que parou Hollywood. Tradicionalmente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> preparou um compilado com as melhores séries.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as 51 séries selecionadas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lidera o número de menções (8) em primeiro lugar.  Logo depois, o apocalipse de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(4) e a cozinha caótica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (3) aparecem como destaque em meio às favoritas. Na batalha entre </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assume a liderança absoluta com 16 aparições. Em sequência: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo-max/"><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (7),  </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(6), </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/apple-tv/"><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globoplay/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(3), e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/paramount/"><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande parte das produções são dos Estados Unidos, porém, alguns seriados brasileiros deram a cara por aqui com novelas e minisséries. Dentre elas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas Por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nós sempre acompanhamos as principais premiações da Televisão, o que explica 19 dos títulos escolhidos terem sido indicados ao Emmy de 2023 como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">realities</span></i><span style="font-weight: 400;"> roubaram a cena em 2023, seja tratando de moda, esporte, namoro ou sobrevivência. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas: Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos nomes bastante citados. </span><i><span style="font-weight: 400;">Spin-Offs</span></i><span style="font-weight: 400;"> também marcaram presença forte, como os derivados de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/hora-de-aventura-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://personaunesp.com.br/rainha-charlotte-bridgerton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fionna &amp; Cake</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa seleção conta com os mais diversos gêneros, com séries para a família toda como o heroísmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outras um tanto quanto explícitas </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para além do adeus à família Roy, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maravilhosa Sra. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">vão deixar saudade. Abaixo você confere a lista mais que especial das melhores séries de 2023, escolhidas a dedo pela nossa Editoria e colaboradores.</span></p>
<p><span id="more-32993"></span></p>
<figure id="attachment_33007" aria-describedby="caption-attachment-33007" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image12.jpg" alt="Cena de A Batalha dos 100. Ao centro e em foco está Jan Eun Sil, uma mulher asiática de cabelos pretos; veste shorts e regata cinzas e há uma faixa roxa em seu pulso. Atrás dela estão alguns homens e uma mulher; todos com a mesma roupa que ela. A sua frente está uma escultura de gesso de seu torso." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-33007" class="wp-caption-text">Jan Eun Sil levou sua equipe para os limites e além na Batalha dos 100 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Batalha dos 100</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">100 pessoas em seu auge de preparo físico são colocadas em provas extremas de resistência para que se descubra qual tipo de corpo é o mais forte. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-batalha-dos-100-2a-temporada-do-reality-show-coreano-estreia-em-marco/"><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/suga-road-to-d-day-critica/"><span style="font-weight: 400;">sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;"> que foi lançado no início de 2023 e fez bastante sucesso. Os participantes têm variadas idades e portes físicos, e praticam diferentes esportes, sendo obrigados a trabalharem as suas vantagens a seu favor para chegarem à final e levarem o grande prêmio em dinheiro. Além das provas individuais, a batalha também tem provas em equipe, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias para combinação de forças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais coisas que fica clara na série é que nenhum perfil pode ser superestimado ou subestimado. Em alguns momentos do programa, mulheres e participantes menores foram julgados como mais fracos, mas tiveram diversas oportunidades de mostrar o bom uso de sua força física em conjunto com outras habilidades como agilidade e condicionamento. Dois destaques são Euddeum, a atleta que sobreviveu a uma prova intensa de eliminação, e </span><a href="https://www.instagram.com/sillllling/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Jan Eun Sil</span></a><span style="font-weight: 400;">, que liderou uma equipe inteira de azarões dando tudo de si. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33034" aria-describedby="caption-attachment-33034" style="width: 1461px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg" alt="Cena da série A Diplomata. Kate Wyler (Keri Russell) e Hal Wyler (Rufus Sewell) estão em cima de uma carruagem. Ela é uma mulher branca e jovem, usando um vestido bege, está acenando para a câmera e sorrindo. Ele é um homem branco de meia idade, está usando um paletó preto, uma camisa branca e uma gravata prateada e tem um sorriso discreto." width="1461" height="834" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg 1461w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-800x457.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-768x438.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1200x685.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33034" class="wp-caption-text">Keri Russell é tão versátil na atuação quanto a sua personagem na diplomacia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Diplomata (The Diplomat)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos de guerra, aliás, guerras, no plural, séries sobre política internacional como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yk2rR1EnIeY"><i><span style="font-weight: 400;">A Diplomata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">devem ganhar destaque. Em meio a uma crise severa entre Reino Unido e Irã,  Kate Wyler, magistralmente interpretada por Keri Russell, é uma diplomata de carreira que acaba de ser nomeada embaixadora norte-americana em Londres. Em meio a conturbada relação com o nada modesto marido, Hal Wyler (Rufus Sewell), ela deve sintonizar as conexões assimétricas entre os EUA e o país europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seriado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cq7bLbwTqzk"><span style="font-weight: 400;">Debora Cahn</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha com um enorme aprofundamento e desenvolvimento de personagens, a protagonista que sequer está acostumada a ser o centro das atenções tem que adaptar o seu estilo improvisado e versátil, a uma realidade formal e pomposa. Enquanto seu marido, um diplomata famoso, tem que se conformar a ficar em segundo plano. Além deles, personagens como o Premier Britânico (Rory Kinnear) enchem a série de diversos tons de personalidade, enriquecendo cada minuto de tela.  &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33002" aria-describedby="caption-attachment-33002" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg" alt="Cena da série Ahsoka, Ahsoka Tano (Rosario Dawson) é uma mulher de pele laranja, e estruturas similares a cabelos brancos com listras azuis, seu rosto tem detalhes brancos e seus olhos são azuis, ela está em uma nave espacial." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33002" class="wp-caption-text">Ahsoka Tano tem histórias a serem contadas sobre seu futuro e passado (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Ahsoka</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está em boas mãos na direção do talentoso e apaixonado Dave </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><span style="font-weight: 400;">Filoni</span></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ahsoka</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que criatividade e amor à obra fazem toda a diferença. A trama se passa após os eventos do último filme da trilogia original, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">. O império galáctico foi derrotado, mas o temido Almirante Thrawn, personagem resgatado da animação dirigida por Filoni, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars Rebels</span></i><span style="font-weight: 400;">, quer retornar para assumir o trono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série tem como protagonista Ahsoka Tano (Rosario Dawson), a aprendiz de Anakin Skywalker que abandona a ordem dos cavaleiros Jedi para seguir seu próprio caminho. Junto dela, está outra personagem vinda das </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><span style="font-weight: 400;">animações</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sabine Wren (Natasha Liu Bordizzo), uma jovem mandaloriana que busca reencontrar um grande amigo do passado. A primeira temporada da série traz um novo fôlego para a franquia se manter no futuro distante e a oportunidade do surgimento de novos fãs. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33026" aria-describedby="caption-attachment-33026" style="width: 1325px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33026 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png" alt="Candy Montgomery (Elizabeth Olsen) fala ao telefone, com uma expressão de preocupação e tristeza." width="1325" height="869" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png 1325w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-800x525.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1024x672.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-768x504.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1200x787.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33026" class="wp-caption-text">Amor e Morte entrega uma história complexa, envolvendo um assassinato brutal e a pergunta ‘O que motivou, de fato, tudo isso?’ (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Amor e Morte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Essa é a frase que aparece no pôster de </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, de fato, ela resume aspectos intrínsecos da minissérie estrelada por Elizabeth Olsen como Candy Montgomery. Lançada em abril de 2023, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Xe0P_ti6vg"><span style="font-weight: 400;">produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história do assassinato brutal de Betty Gore, em 1980, na tranquila cidade de Wylie, Texas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Betty, interpretada por Lily Rabe, é morta com 41 golpes de machado por sua amiga da igreja, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/elizabeth-olsen/"><span style="font-weight: 400;">Candy</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também é amante de seu marido, Allan Gore (Jesse Plemons). A minissérie oferece ao espectador uma ótica crítica de todo o contexto dos personagens. Participantes dos assuntos da comunidade local, frequentadores da igreja e pessoas tão preocupadas com a imagem de suas famílias se encontram em um triângulo amoroso extraconjugal, que perdura por dois anos até acabar em um assassinato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui aspectos visuais interessantes e de acordo com a época como carros, roupas e referências, a exemplo da cena em que Candy e seu marido, Pat Montgomery (Patrick Fugit), assistem ao filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=THd96gHV7Tg"><i><span style="font-weight: 400;">Grease</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978) no cinema com seus filhos.&#8221;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;; assim como o ‘caso’ de Candy e Allan, e  as tentativas de Betty de conceber um segundo filho. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33022" aria-describedby="caption-attachment-33022" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg" alt="Cena da série And Just Like That…. Na imagem temos Aidan Shaw (John Corbett), um homem adulto, branco, de cabelo castanho claro comprido, vestindo uma jaqueta de couro preta. Ao seu lado está Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher adulta, branca, de cabelo loiro comprido. Ela está vestindo um sobretudo branco e segurando uma bolsa verde pequena. Eles estão se abraçando e ao fundo temos a paisagem do centro de Nova York." width="854" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg 854w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33022" class="wp-caption-text">Seguindo a rotina de Carrie em Nova York, a terceira temporada de And Just Like That foi confirmada pela Max (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de And Just Like That…</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ano se passou desde o incidente na vida de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker). A melancolia marcada pelo luto, fixada em quase toda a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cNt8xw3aO5s"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That…</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não é mais avassaladora. A dor não foi deixada totalmente, mas novos ares surgiram, assim como novas roupas, amores e histórias para contar. Tal como o velho ditado, depois da tempestade, sempre vem a calmaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta fase do seriado, acompanhamos uma protagonista determinada em retornar aos eixos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nFLFvbtt3sA"><span style="font-weight: 400;">Bradshaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> emprega seu sentimento no papel e regressa novamente à Literatura, escrevendo seu novo livro sobre perda, algo que ela precisava fazer por ela mesma e também para outras mulheres passando pela mesma condição. Ensinamentos abordados pelo destino e que devem ser enfrentados para seguir uma perspectiva diferente. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33044" aria-describedby="caption-attachment-33044" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33044" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg" alt="Cena da série A Queda da Casa de Usher. Do canto direito à metade da imagem, há um corvo preto em pleno voo. Abaixo dele, há uma menina negra de cabelos pretos, longos e cacheados morta, deitada sobre um tapete de mosaicos beges. Ao seu lado, há um homem idoso e branco, de cabelos brancos, curtos e lisos, ajoelhado. Ele veste pijama azul claro sobreposto por um roupão cinza, além de olhar para o corvo com tristeza." width="1920" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-800x329.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1024x421.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-768x316.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1536x632.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1200x494.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33044" class="wp-caption-text">Um enigmático corvo ronda recortes simbólicos da trama, que é largamente inspirada na literatura de Poe (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Queda da Casa de Usher </b><b> </b><b>(The Fall of the House of Usher)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos </span><i><span style="font-weight: 400;">thrillers</span></i><span style="font-weight: 400;">, construir qualquer peça bem executada de Terror requer material, estratégia e trabalhadores experientes. ‘Pau para toda obra’ por excelência, Mike Flanagan gerou seu último projeto em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisitando a arquitetura do gênero assim, como quem edifica uma casa, mas deixando o suprassumo criativo nos escombros que encontramos durante a derrocada de uma dinastia farmacêutica cruel e fascinante. Na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8F56weVOYVg"><span style="font-weight: 400;">série limitada</span></a><span style="font-weight: 400;"> (apenas no formato), cada membro da bilionária família Usher ganha um fim trágico – e conectado ao lado mais nefasto de si mesmos – diretamente da personificação da Morte, papel inesquecível de Carla Gugino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado de rostos veteranos nas mãos de Flanagan, o desfile de túmulos arranha de leve a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/epidemia-dos-opioides-ganha-retratos-contundentes-em-series-e-filmes"><span style="font-weight: 400;">crise dos opioides</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o pretexto de ‘ódio aos ricos’, empilhando firmemente os tijolos da roteirização na catástrofe humana como um todo. No telhado da produção, criações de </span><a href="https://macabra.tv/as-referencias-do-universo-de-poe-na-serie-a-queda-da-casa-de-usher-de-mike-flanagan/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> servem de referência e ainda adquirem releituras. Pelas paredes, a beleza da cinematografia de Michael Fimognari e a magnitude da edição de Brett Bachman fazem de fantasmas, vidros estilhaçados e garras de gatos assassinos inevitáveis para vícios que consomem a alma aos poucos. Ao fim, o chão rompido pela brutalidade – e pelo público, boquiaberto –, é a prova de que estamos diante de uma das melhores confabulações sangrentas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_32996" aria-describedby="caption-attachment-32996" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg" alt="Cena da minissérie As Pequenas Coisas da Vida. À esquerda, é possível ver a atriz Kathryn Hahn, que faz a personagem Clare Pierce. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha verde. À direita, é possível ver a atriz Tanzyn Crawford, que faz a personagem Rae Kincade. Ela é uma mulher negra, de cabelos pretos e olhos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha xadrez laranja, verde e marrom. As duas personagens estão deitadas em um gramado, sobre um cobertor bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32996" class="wp-caption-text">As relações entre mães e filhas são exploradas durante As Pequenas Coisas da Vida (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>As Pequenas Coisas da Vida (Tiny Beautiful Things)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-pequenas-coisas-da-vida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história de Clare Pierce (Kathryn Hahn), uma escritora que não conseguiu fazer sua carreira decolar. Repleta de emoção e sentimentos, a minissérie mostra os vários conflitos de uma família norte-americana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiny Beautiful Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) foi feita pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a produtora cinematográfica e televisiva criada por Reese Witherspoon, que tem como marca contar histórias sobre personagens femininas –, e trouxe, mais uma vez, uma narrativa focada em uma mulher que, ao mesmo tempo, é mãe, esposa, filha e autora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas delicadezas: Conselhos sobre o amor e a vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cheryl Strayed, a coletânea de oito episódios foi indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela atuação da protagonista e de Merrit Wever, que interpreta a mãe de Clare. Cheia de momentos singelos e significativos, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra do que a vida é composta: afinal, o passado afeta o presente que, por sua vez, abala o futuro. &#8211; </span><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33038" aria-describedby="caption-attachment-33038" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image40.png" alt="À esquerda, Sally Reed e a direita, Barry. O casal está sentado à mesa de jantar, olhando para frente com expressões vazias. Sally está usando uma peruca de cor castanha e Barry um óculos junto a sua barba rala e grisalha." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-33038" class="wp-caption-text">Em sua última temporada, Barry confronta sua própria imoralidade (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Barry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega ao fim em uma nota fria, dura e irônica. A última temporada encaminha a história ao seu desfecho confrontando as questões morais que foram levantadas pela série até então. A narrativa consegue manter o ritmo acelerado que conversa com a urgência dos acontecimentos e tomar decisões ousadas a fim de firmar as mensagens que a obra quer passar. Os personagens são enfim colocados diante das consequências das suas ações, com muito poucos exemplos de redenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus momentos finais a consolidam como uma das melhores produções de Televisão dos anos recentes. </span><a href="https://www.vogue.com/article/barry-season-four-bill-hader-interview"><span style="font-weight: 400;">Bill Hader</span></a><span style="font-weight: 400;"> provou vez após vez ter o domínio da narrativa ao transitar da Comédia à tragédia com tanta naturalidade. O ator e diretor se arrisca mais e aproxima sua direção ao surrealismo, de modo imersivo para a experiência da audiência. A quarta temporada é mais introspectiva e leva um tom mais sério do que as demais, ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barry </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde o humor, em grande parte graças ao elenco infinitamente talentoso, capaz de balancear o dramático e o cômico, às vezes, com sutis mudanças de expressão ou intonação e também às articulações visuais conquistadas por trás da câmera. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33019" aria-describedby="caption-attachment-33019" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image24.jpg" alt="Cena de Caleidoscópio. Em um quadro branco, há planejamentos do roubo com escritas em caneta de diversas cores. Leo Pap (Giancarlo Esposito) se encontra à frente do quadro. Ele é um homem negro, em torno de 50 anos, com cabelo curto, cacheado e grisalho e também com um cavanhaque. Utiliza uma blusa preta de gola alta e manga e tem um relógio em seu punho esquerdo." width="764" height="401" /><figcaption id="caption-attachment-33019" class="wp-caption-text">A série é uma ótima opção pra quem gosta de de poder escolher como quer assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Caleidoscópio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no início do ano de 2023, </span><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma minissérie com oito episódios inspirada na história de um roubo de sete bilhões de dólares durante o furacão Sandy em 2012. Assim como funciona um caleidoscópio – a medida em que gira, as formas são diferentes, mas a essência não –, a série permite que seus primeiros capítulos sejam assistidos de forma aleatória. Cada episódio parte de um período antes ou depois do assalto, o que pode </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/caleidoscopio-qual-a-melhor-ordem-para-assistir-veja-5-opcoes-diferentes-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">influenciar diretamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na experiência do telespectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como um dos diretores José Padilha, o protagonista Leo Pap, interpretado por Giancarlo Esposito, é quem inicia toda essa jornada, porém, da maneira como cada usuário assiste, a história pode ser interpretada de formas diferentes até o </span><i><span style="font-weight: 400;">grand finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> do último episódio, Título do Episódio. Com um ótimo elenco – Tati Gabrielle, Paz Vega, entre outros –, as relações das personagens entre si, em geral, são os maiores destaques de </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/conheca-caleidoscopio-serie-da-netflix-que-brinca-com-a-ordem-dos-episodios-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33010" aria-describedby="caption-attachment-33010" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image15.jpg" alt="Cena da série Cangaço Novo. Três personagens aparecem centralizados e se abraçando. Todos sorriem. À esquerda, está Dilvânia, uma mulher negra de cabelo curto preto. Ela está usando uma blusa amarela de manga comprida e está segurando, com a mão direita, o braço da personagem Dinorah que envolve Dilvânia. Dinorah aparece no meio dos dois personagens. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está usando uma regata rosa. À direita, está Ubaldo. Ele é um homem branco de cabelo raspado e está usando uma camiseta bege." width="679" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-33010" class="wp-caption-text">Cangaço Novo é a decolonialidade em forma de perseguições de carro e brigas sangrentas (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Cangaço Novo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa história está, na maioria das vezes, atrelada à chegada de um interiorano na metrópole. Ubaldo Vaqueiro (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1QUkwxUR4Uw"><span style="font-weight: 400;">Allan Souza</span></a><span style="font-weight: 400;">) deixou o interior do Ceará quando menino e partiu em direção à São Paulo, cuja monotonicidade cotidiana capitalista paira sobre o ar mais do que dióxido de carbono. Seu trabalho fracassado em um banco, somado à hospitalização de seu pai, criam o terreno perfeito para uma mudança drástica de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ubaldo troca o asfalto da capital paulista pelas estradas de terra do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ke1DzNSa6qA"><span style="font-weight: 400;">Sertão</span></a><span style="font-weight: 400;"> que levantam não só poeira, como também o astral dos acostumados a seguir uma vida regrada e típica da massificação. Ademais, o ex-bancário se torna uma espécie de Robin Hood cangaceiro, já que, ao ser envolvido em uma quadrilha, introduz uma abordagem mais segura e limpa nos assaltos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">O2 Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">questiona se a transformação do oprimido em opressor seria, de fato, um problema. Em outros termos, a série brasileira desafia a divisão caduca entre bem e mal, além de explorar com valentia as </span><a href="https://www.folhape.com.br/colunistas/uma-serie-de-coisas/a-complexa-narrativa-de-cangaco-novo-em-uma-das-melhores-series-nacionais-do-ano/39538/"><span style="font-weight: 400;">tortuosidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos comportamentos de seus personagens. A partir de uma violência brutal e de sequências frenéticas de ação, a obra representa a Hollywood</span> <span style="font-weight: 400;">que deu certo. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33012" aria-describedby="caption-attachment-33012" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg" alt="Cena de Carol e o Fim do Mundo. Na imagem, vemos a protagonista Carol, uma mulher branca de cabelos castanhos, numa moto usando um casaco roxo, um vestido azul com flores roxas e amarelas e um tênis branco. No centro da imagem, é possível ver a personagem novamente, mas num tom translúcido, olhando para a direção contrária. No fundo, existem montanhas e árvores esverdeadas." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33012" class="wp-caption-text">O equilíbrio entre o hedonismo e existencialismo é presente no cotidiano de Carol Kohl (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Carol e o Fim do Mundo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está prestes a acabar e, em meio a esta crise pré-apocalíptica, boa parte da população decide aproveitar os seus últimos meses vivenciando tudo aquilo que ainda não foi feito, diferente de Carol Kohl, uma mulher de meia-idade que deseja apenas voltar a uma rotina banal e previsível. A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carol e o Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, criada por </span><a href="https://movieweb.com/dan-guterman-carol-end-of-the-world-interview/"><span style="font-weight: 400;">Dan Guterman</span></a><span style="font-weight: 400;">, questiona de forma irônica noções como a vida, a morte e as conexões humanas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos poucos episódios, a construção dos personagens é </span><a href="https://www.cbr.com/carol-the-end-of-the-world-dan-guterman-interview/"><span style="font-weight: 400;">complexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual até mesmo aqueles que são secundários são bem desenvolvidos, proporcionando uma visão diversificada de como diferentes pessoas reagiriam a um mesmo cenário. O humor sutil e a narrativa envolvente oferecem ao espectador uma comovente forma de entretenimento indo além do convencional. &#8211; </span><b>Rebecca Ramos</b></p>
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<figure id="attachment_33032" aria-describedby="caption-attachment-33032" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png" alt="Da esquerda para direita: Karen Bacic, Valmir Reis, Renan Justino, Ágata Moura, Klebber Toledo, Camila Queiroz, Maria Carolina Caporusso, Menandro Rosa, Daniela Silva, Daniel Manzoni, Bianca Sessa e Jarbas Andrade. 3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-768x576.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33032" class="wp-caption-text">A terceira temporada do reality foi dividida em três fases de lançamento, mexendo com a ansiedade do público, e contou ainda com um episódio de reencontro transmitido ao vivo que deu o que falar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa talvez foi uma das temporadas com mais fofocas e polêmicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançada em junho de 2023, a terceira temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentado pelo </span><a href="https://www.theguardian.com/culture/2020/sep/27/two-is-the-magic-number-why-are-we-fascinated-with-power-couples"><i><span style="font-weight: 400;">power couple</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Camila Queiroz e Klebber Toledo, deu ao espectador desde o início o melhor em babados, com participantes de personalidade forte e disputas por pretendentes. Para quem gosta de misturar um pouco de futilidade com discussões sobre relacionamentos e amor, vale a pena assistir e se deliciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na fase das cabines, um dos destaques foi o participante Valmir Reis, que deixou uma marca negativa, de ‘mulherengo’, ‘jogador’ e se envolveu em duas ‘tretas’ diferentes com </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/apos-pedir-karen-em-casamento-italo-tem-podres-expostos-na-web"><span style="font-weight: 400;">Italo Antonelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Menandro Rosa – tudo por disputa de participantes, armando verdadeiros triângulos amorosos. Ah, e não foi só nessa fase que Valmir se destacou (negativamente), mas ao longo do reality a sua relação com seu par (Karen Bacic) também foi questionável, com o público e a participante sentindo que foi escolhida como segunda opção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas outras fases do </span><a href="https://personaunesp.com.br/casamento-as-cegas-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">programa</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível notar o desenvolvimento dos casais, enfrentando problemas do dia a dia, aproximando o público dos dramas e fofocas que acontecem até mesmo entre o grupo formado pelos seis casais. Como no caso das crises entre Ágata Moura e Renan Justino por conta de inseguranças e ciúmes, ou pelo mau-estar constante entre Maria Carolina Caporusso e Valmir Reis – que teve interesse na participante na fase das cabines. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33039" aria-describedby="caption-attachment-33039" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg" alt="Cena de Fellow Travelers. Tim e Hawkins, interpretados, respectivamente, por Jonathan Bailey e Matt Bomer, estão sentados na areia de uma praia. Ambos vestem calças sociais cinzas e camisetas sociais brancas, com as barras e mangas dobradas até as panturrilhas e cotovelos. Tim, à direita, está descalço e senta com as mãos apoiadas na areia atrás de si. Hawkins, à esquerda, está calçado, mantendo as mão próximas uma da outra e para frente de seu corpo. Ele olha para Tim, que encara o ambiente à sua frente por trás dos óculos de sol. Atrás dos dois há um grande tronco de árvore e algumas moitas." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33039" class="wp-caption-text">Um amor proibido em um tempo de caos, esse é o retrato de Fellow Travelers (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Companheiros Viajantes</b><b> (</b><b>Fellow Travelers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos, 1950. No ápice do </span><a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigo-terror-colorido-24433466"><span style="font-weight: 400;">Terror Lilás</span></a><span style="font-weight: 400;"> dois jovens se apaixonam. Assim se constrói a trama de Tim Laughlin (Jonathan Bailey) e Hawkins Fuller (Matt Bomer) roteirizada por Ron Nyswaner. Em um misto de drama, romance, história e muita emoção, a narrativa cresce cautelosa, pouco a pouco no decorrer dos oito episódios, mesclando o passado e o presente de uma vida de desejos, desafios e inseguranças. O retrato da paixão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.uol.com.br/play/colunas/uol-play/2024/01/04/fellow-travelers-e-um-romance-dos-eua-na-decada-de-50.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, apesar de intenso e realista, cuidadoso e delicado e aponta as dificuldades de vivência durante o </span><a href="https://www.portaldoholanda.com.br/arte-e-cultura/companheiros-de-viagem-mostra-perseguicao-gays-em-meio-caca-comunistas"><span style="font-weight: 400;">macarthismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> com responsabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem diria que misturar amor, companheirismo e política seria uma das receitas para o sucesso? É possível assistir à produção sem perceber o tempo passar, pois os </span><a href="https://www.paramountplus.com/br/shows/fellow-travelers/"><span style="font-weight: 400;">episódios</span></a><span style="font-weight: 400;"> fluem pela tela com as escolhas de direção de Daniel Minahan, Destiny Ekaragha, James Kent e Uta Briesewitz. Muito bem aceita pelo público, a minissérie conta com um final que possibilita o desenvolvimento de mais uma temporada, ainda que seja apenas para colocar </span><a href="https://maxima.uol.com.br/noticias/lgbt/ator-de-bridgerton-jonathan-bailey-sobre-homossexualidade-desde-os-11-anos.phtml"><span style="font-weight: 400;">Bailey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ator-matt-bomer-ouviu-de-produtor-que-nao-seria-protagonista-por-ser-gay/"><span style="font-weight: 400;">Bomer</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado, novamente fisgando a todos com sua química fantástica. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33014" aria-describedby="caption-attachment-33014" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg" alt="A imagem mostra um senhor, de pele negra, cabelos espalhados em todas as direções que causa um ar de bagunçado, com um cavanhaque grande e preenchido sendo grisalhos, olhos num tom amarelo-dourado e que veste uma camisa marrom aberta sob uma regata branca. Ele olha fixamente para algo em sua frente e está sentado sob uma cadeira de rodas, tendo uma pessoa que segura o apoio atrás de sua cadeira. Ele se encontra em um salão." width="1999" height="1081" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1536x831.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33014" class="wp-caption-text">A continuação da série nacional de 2021 trás novos personagens, uma expansão no roteiro e novos ‘furos’ para comentar – ou talvez preencher em futuros episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Cidade Invisível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe um projeto ousado e interessante: uma série nacional sobre o </span><a href="https://www.unifebe.edu.br/site/blog/folclore-brasileiro-historia-do-pais-alem-das-lendas-urbanas/"><span style="font-weight: 400;">Folclore Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na prática, mesmo apresentando personagens como Cuca, Curupira, Saci e Boto-cor-de-rosa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se mostrava muito mais interessada em usar todo o enredo como peças para contar a história de Eric Alves (Marco Pigossi), policial ambiental e personagem principal. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/fefito/2021/02/18/cidade-invisivel-da-netflix-e-alvo-de-criticas-por-ativistas-indigenas.htm#:~:text=Os%20cr%C3%ADticos%20ao%20seriado%20s%C3%A3o,um%20policial%20e%20a%20Cuca."><span style="font-weight: 400;">Após muitas críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a falta de tato ao não escalar profissionais indígenas em número suficiente para a grandiosidade do projeto e o flerte com a apropriação cultural, o seriado retornou para sua segunda temporada focado em criar sua identidade e honrar aquilo que há de mais brasileiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na nova leva de cinco episódios, o telespectador é apresentado a novas entidades de um modo muito mais direto, com enfoque no norte do país, e toque em pontos de exploração ambiental. Em um cenário novo e com uma nova problemática, o produto surpreende ao trazer uma perspectiva diferente. Com atuações extraordinárias de Letícia Spiller e Zahy Guajajara, o elenco acerta ao abraçar a diversidade, mas deixa uma história já curta com algumas falhas. Resta esperar então uma terceira temporada, sabendo que ainda existe muito a explorar no conteúdo e a recepção </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/cidade-invisivel-2-crava-vaga-no-top-mundial-da-netflix-veja-os-numeros"><span style="font-weight: 400;">segue em alta</span></a><b>. &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_32997" aria-describedby="caption-attachment-32997" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png" alt="Cena da série ambientada em um estúdio de gravação, com vários fios de instrumentos, incluindo um piano, uma bateria e microfones. Da esquerda para a direita temos os integrantes da banda, Eddie, usando uma camisa branca florida e calça jeans, Karen Sirko, com uma jaqueta preta, mais à frente temos Billy Dune segurando uma guitarra e com um microfone em sua frente, olhando para Daisy Jones, usando um casaco de pele marrom e também o olhando. À direita, mais ao fundo, Graham Dunne está vestindo uma camisa branca, calça jeans e segurando uma guitarra." width="1999" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1200x799.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32997" class="wp-caption-text">Em Daisy Jones &amp; The Six, descobrimos que nada é mais intenso do que a batalha de ego entre duas estrelas do rock (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Daisy Jones &amp; the Six</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser uma estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">no auge da década de 1970 era uma experiência inebriante, mas também caótica e complexa. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura essa dualidade em certo nível, retratando a glória efêmera da fama, a adrenalina dos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados e o lado obscuro do sucesso, permeado por vícios e excessos. Nessa história, Daisy Jones (Riley Keough), uma cantora em ascensão </span><i><span style="font-weight: 400;">a là</span></i> <a href="https://www.tiktok.com/@ritalee_oficial/video/7206413279667817733"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stevie Nicks, e Billy Dunne (Sam Claflin), vocalista da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">The Six</span></i><span style="font-weight: 400;">, mergulham em um universo onde a euforia se entrelaça com o drama e a busca pela individualidade se confronta com as expectativas da indústria musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Taylor Jenkins Reid, </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em 2023, na plataforma de streaming </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançando seus dez episódios semanalmente. Com a inspiração principal sendo a banda Fleetwood Mac e a tumultuada história do álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1977, a série conquistou 69% de aprovação dos críticos no site </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/daisy_jones_and_the_six"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a produção também impulsionou o lançamento do álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk-rock</span></i> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4ouqACcnzsOvtUlnj5abyo?si=jaUZc80LTsyMhxtejO6Wow"><i><span style="font-weight: 400;">Aurora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de algumas das músicas presentes na trama, que já acumula mais de 200 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">streams </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como adaptação, a série </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um saldo positivo. A ambientação é muito bem feita, assim como a trama central do triângulo amoroso entre Daisy, Billy e Camila (Camila Morrone), que se destaca pela atuação de Morrone. A série também acerta ao aprofundar a história de Simone Jackson (Nabiyah Be), enriquecendo a narrativa original, apesar de algumas tramas secundárias, como as de Karen Sirko (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6TT7B4MigCJCc0tqKYEpZC?si=2f9ce72120a54baf"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Graham Dunne (Will Harrison), ficarem menos exploradas. No geral, apesar de algumas mudanças em relação à história do livro terem explicações superficiais e a abordagem sobre o cenário do álcool e das drogas ser suavizada, a produção se destaca como um trabalho redondo e coeso em sua própria individualidade. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_33056" aria-describedby="caption-attachment-33056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg" alt="Cena da novela Elas por Elas. Na imagem está a personagem Helena com cara de chocada, ela é uma mulher branca de cabelos marrons acobreados ondulados. Está vestindo uma camiseta marrom e uma blusa verde militar." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33056" class="wp-caption-text">Elas por Elas é o remake da novela homônima de 1982 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Elas Por Elas</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Setembro de 2023 como folhetim das 18h na programação da Globo. Sob a direção de Amora Mautner, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> propõe uma narrativa com mudanças substanciais em comparação a versão original, que marca a estreia de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/tv-e-novelas/elas-por-elas/noticia/2023/09/cassio-gabus-mendes-volta-a-novela-elas-por-elas-apos-41-anos-nunca-imaginei-que-fosse-acontecer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Cassiano Gabus Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas. Desta vez, o ator retorna para o elenco, a trama é ambientada no Rio de Janeiro e as problemáticas abordadas são tão atuais como o cotidiano de seus novos espectadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo o humor característico do horário televisivo, personagens como </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/11978544/"><span style="font-weight: 400;">Mario Fofoca</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lázaro Ramos) entregam piadas pertinentes e leveza. Além disso, os elementos e temáticas adicionados, o que vislumbramos com a adoção, protagonismo trans e representatividade em geral, são banhados em suavidade, mas não perdem importância e são levados com consistência. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de regravação que vale a pena, já que mantém essenciais sem precisar ser igual a sua antecessora. </span><b>– Jamily Rigonatto</b><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
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<figure id="attachment_33011" aria-describedby="caption-attachment-33011" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg" alt="Cena da série Enxame. Nela, a protagonista Dre olha e coloca a mão, admirada, no pôster de uma cantora fictícia chamada Ni’Jah. O pôster é de uma foto da cantora e contém os dados de sua turnê. Dre é preta, tem cabelos liso preto metade preso em um penteado e usa uma camisa colorida vintage. A foto tem cores mais frias e puxadas para o verde, além do granulado como efeito mais retrô." width="1500" height="1001" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33011" class="wp-caption-text">A filha de Barack Obama, Malia Obama, faz parte da equipe de roteiristas de Enxame (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Enxame (Swarm)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde um fã vai pelo seu ídolo? Guiado por essa frase, os criadores </span><a href="https://www.vulture.com/article/donald-glover-swarm-interview-dre-dominique-fishback.html"><span style="font-weight: 400;">Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Janine Nabers decidem sair do óbvio para entrarem em uma viagem longa dentro dos instintos mais selvagens de Dre (Dominique Fishback), uma protagonista excêntrica e completamente apaixonada por Ni’Jah (Nirine Brown). Nessa sátira, todas as </span><a href="https://elle.com.br/cultura/enxame-do-prime-video-retrata-obsessao-de-fa-por-diva-pop-inspirada-em-beyonce"><span style="font-weight: 400;">semelhanças não são meras coincidências</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a linha entre realidade, fantasia, idolatria e ficção se fundem em uma narrativa cheia de reviravoltas, paixão, sangue e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/personagem-de-billie-eilish-em-enxame-foi-inspirada-em-lider-de-culto-que-existiu/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um roteiro genial e usufruindo de referências muito inteligentes que servem um prato cheio para os amantes da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e das fofocas dos famosos, assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/enxame-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma verdadeira experiência. Aqui, independente do tamanho da colméia ou da quantidade de abelhas, Glover e Nabers provaram que não possuem medo das ferroadas. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33055" aria-describedby="caption-attachment-33055" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg" alt="Cena de Este Mundo Não Vai me Derrubar. Na imagem está o protagonista Zerocalcare. Ele é um homem branco de cabelos pretos curtos e um pouco calvo, veste uma camiseta preta com o desenho de uma caveira branca. A cena representa um interrogatório, por isso, há uma lâmpada apontada em seu rosto, que parece tenso. A animação tem tons sóbrios. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33055" class="wp-caption-text">Este Mundo Não Vai me Derrubar é a dose de melancolia animada que todo mundo precisa ver (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Este Mundo Não Vai Me Derrubar</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a segunda série que adapta os quadrinhos do cartunista italiano Zerocalcare. Desta vez, ao contrário do que vemos em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-entrelinhas-pontilhadas-1a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo foca em um evento que aconteceu no bairro periférico que Zero, o protagonista, vive desde a infância: uma tensão entre um grupo xenofóbico e nazista contra os novos moradores imigrantes que se mudaram para um dos prédios da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Envolvido por um interrogatório policial, o personagem mergulha em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que remontam a sua chegada até essa situação, o envolvimento com o caso dos vizinhos e as relações interpessoais e sociais do contexto. Novamente, mantém-se o humor mais que sarcástico e, principalmente, as reflexões profundas que inebriam até mesmo os telespectadores. Em nuvens acinzentadas de escolhas e retratos, </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81662953"><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um reflexo bem desenhado da vida. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_32999" aria-describedby="caption-attachment-32999" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32999" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png" alt="O grupo de nove amigos (Ciro, Ruth, Ribeiro, Irene, Silvio, Álvaro, Neto, Célia e Norma) posa sorrindo em frente a um mural de flores brancas. Todos vestem trajes sociais e a personagem Célia, ao centro, está vestida de noiva e com uma tiara de coroa." width="888" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32999" class="wp-caption-text">Fim foi um dos grandes sucessos de audiência do Globoplay em 2023 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de</b> <b>Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já viu algo que vem da Fernanda Torres ser menos do que excelente? Criada e escrita pela própria, baseada em seu </span><a href="https://casavogue.globo.com/shopping/noticia/2023/11/fim-conheca-o-livro-de-fernanda-torres-que-deu-origem-a-serie.ghtml"><span style="font-weight: 400;">livro homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> não somente não podia ser diferente, como também supera expectativas. Além da trama cativante, acompanhada de uma ótima direção por Andrucha Waddington e Daniela Thomas, o elenco de peso conta com grandes nomes do audiovisual brasileiro, que entregam performances hipnotizantes, por vezes devastadoras. Entre os atores que compõem o grupo principal estão Marjorie Estiano, Fábio Assunção, Débora Falabella e Emílio Dantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série contempla as </span><a href="https://youtu.be/YpbSQWMyAJo?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">fases da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e como as relações interpessoais se moldam e alteram com o passar do tempo. O enredo acompanha um grupo de amigos cariocas durante os grandes marcos da vida adulta – como casamentos, filhos, divórcios e doenças –, até a nossa única certeza: a morte; brincando com o passado e o presente ao contar essas histórias de forma não linear. Assim como a vida real, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é repleta de momentos para rir e para chorar. O espectador é levado a experienciar a passagem do tempo junto aos personagens, cada um inserido no caminho que traçou para si. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33041" aria-describedby="caption-attachment-33041" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png" alt="Cena da Série Foundation. Ao centro está o ator Lee Pace, que interpreta o irmão Dia. Ele é um homem branco de meia idade. Está vestindo um colete trançado prata com transparência. Ao seu lado está Laura Birn, que interpreta a robô Demerzel. Ela é uma mulher branca, loira de meia idade com seus cabelos presos em um rabo de cavalo. Está usando um vestido com várias dobras simétricas e futuristas. Ao fundo está uma sala escura reflexiva onde passam raios de luz. Ambos estão em pé olhando para frente, sérios." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33041" class="wp-caption-text">Foundation é uma adaptação dos livros de Isaac Asimov (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Foundation</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasceu como uma obra ambiciosa e deslumbrante. Mas mesmo com </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/fundacao-da-appletv-e-superproducao-com-grandes-ambicoes-0921"><span style="font-weight: 400;">investimentos milionários</span></a><span style="font-weight: 400;">, é preciso um pouco de loucura para aceitar o desafio de adaptar a complexidade espaço-temporal que </span><span style="font-weight: 400;">Isaac</span> <span style="font-weight: 400;">Asimov propôs em seus livros. E, com louvor, a Apple TV+ conseguiu novamente fazer com que a teoria e tecnologia sejam só ferramentas na narrativa, ofuscadas pelos enredos emocionantes e calorosos que os atores interpretam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saltando 100 anos à frente, a nova temporada mantém todo suspense e mistério do império galáctico regido pelos clones Cleon. Dificilmente imaginamos como novos personagens poderiam agregar à narrativa quando sequer puderam desenvolver os antigos. Entretanto, felizmente, tomam todo protagonismo e elevam os níveis nessa segunda etapa, deixando ânsia pelas </span><a href="https://pt.ign.com/foundation-1/133399/news/apple-tv-renova-foundation-para-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">consequências que virão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e preenchendo a falta que fizeram em sua estreia. – </span><b>Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33040" aria-describedby="caption-attachment-33040" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg" alt="Cena da série Gen V. Nela, na esquerda, há Jordan, jovem não-binárie, amarele, de cabelos curtos, pretos e lisos. Elu usa uma corrente prateada, um moletom preto e calças pretas, além de carregar uma expressão de surpresa no rosto. Sua mão esquerda está posicionada sobre seu peito, segurando a mão de Marie, uma mulher jovem, negra, de cabelos longos e pretos, presos em tranças. Ela veste um cropped preto de mangas curtas e calças brancas com manchas pretas, além de esticar seu braço direito em direção ao peito de Jordan. Ao fundo, o pátio de uma universidade." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33040" class="wp-caption-text">Sucesso instantâneo de público e crítica, a primeira leva da série tem o brasileiro Marco Pigossi no elenco e potencial de sobra para aparecer entre os indicados ao Emmy 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Gen V</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No vale dos super-heróis, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se despediu de 2023 em grande estilo ao realizar o parto dos descendentes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t8CDmXCKABE"><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sangue, lágrimas e até ciência entram no roteiro para recepcionar a primeira geração de jovens patenteada pelo Composto V a ganhar voz e espaço nas telas. Ao longo de oito episódios niveladíssimos, o grupo de protagonistas não só lida com as consequências da descoberta da origem de seus poderes, como passa a construir sua posição tanto no jogo de interesses coordenado pela Vought Internacional quanto na selva de emoções, hormônios e mudanças típica da </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2023/12/19/serie-spin-off-de-the-boys-investiga-mundo-sombrio-da-juventude-de-super-herois.htm"><span style="font-weight: 400;">adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido pelo mesmo trio de criadores da série original, o </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/como-gen-v-conserta-x-men-de-the-boys/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pega emprestado o uso já conhecido de sarcasmo autocrítico e violência gráfica para potencializar seus conflitos – guardando as cartas na manga para certos subtextos. Enquanto faz seus efeitos especiais e trilha sonora coadjuvantes essenciais, a trama introduz ao universo momentos quase inéditos de delicadeza e sensibilidade, projetados por </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunners</span></i><span style="font-weight: 400;"> mulheres muito bem-vindas à equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reunindo os destaques Jaz Sinclair, Emma Meyer e London Thor, o núcleo de atores também brilha em cada reviravolta da história, mas especialmente ao mergulhar em questões de gênero, etnia e sexualidade. Após unir o inesperado ao perverso, dialogando com diversos dramas contemporâneos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i><span style="font-weight: 400;"> não exala nenhuma prepotência juvenil ao deixar a rebeldia guiar sua humanidade e, assim, preparar a nova fase de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lado de seu </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-gen-v-roteiristas-prometem-reviravoltas-e-satiras-para-a-2-temporada-do-spin-off-de-the-boys/117467"><span style="font-weight: 400;">próprio futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33042" aria-describedby="caption-attachment-33042" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png" alt="Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança. À esquerda, vemos uma mulher branca, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma jaqueta preta com detalhes brancos. À direita, vemos uma mulher branca idêntica, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma camisa vermelha. As duas estão à frente de um espelho, olhando suas próprias imagens." width="1500" height="746" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-800x398.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1024x509.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-768x382.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1200x597.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33042" class="wp-caption-text">Uma Rachel Weisz é boa, duas é ainda melhor (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança (Dead Ringers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todo filme precisa virar série, mas que bom que </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">o fez: com </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Weisz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dobro, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> do longa de David Cronenberg muda o gênero dos protagonistas para tornar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ainda mais amedrontador. Ao invés de ginecologistas que dividem tudo, as irmãs Mantle (ambas interpretadas por Weisz) são obstetras obcecadas com revolucionar a gestação para mulheres, mesmo que isso signifique quebrar (muitas) regras no caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esnobada pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pela sua performance dupla como Beverly e Elliot Mantle, Rachel Weisz alterna de papel tão facilmente quanto Tatiana Maslany fazia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo quando as gêmeas idênticas trocam de lugar, é impossível confundi-las tamanha personalidade que Weisz imprime em cada uma. Com um roteiro afiado e um desfecho de deixar qualquer um doido, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) é a exceção à regra dos </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e engrandece a obra original. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33008" aria-describedby="caption-attachment-33008" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg" alt="Ginny (Antonia Gentry) sentada no chão, no corredor da Wellsbury High School, ao lado de Marcus (Felix Mallard).]" width="1300" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33008" class="wp-caption-text">Na segunda temporada de Ginny &amp; Georgia, vemos personagens mais maduros e reais, aproximando o público e provocando empatia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Ginny&amp;Georgia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe uma daquelas séries que chamamos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3pKy7Ajy8O4"><i><span style="font-weight: 400;">guilty pleasure</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Pois é, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ginny &amp; Georgia</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi basicamente isso. Cheia de dramas adolescentes bobos, mas que nos deixam curiosos para continuar assistindo a trama se desenrolar. Porém, a segunda temporada, lançada em 2023, mudou esse cenário e tornou a série mais madura e interessante – e sem serenatas aterrorizantes de sapateado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após as revelações que Ginny (</span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/veja-curiosidades-sobre-a-atriz-antonia-gentry-de-ginny-georgia/"><span style="font-weight: 400;">Antonia Gentry</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem sobre o passado da mãe, Georgia (Brianne Howey), no fim da primeira temporada, vemos uma adolescente revoltada e sem amigos após uma briga que a afastou do grupo de sua escola. No entanto, diferente de sua versão infantil e dramática, na segunda temporada, a protagonista decide encarar as crises e até começa terapia com incentivo de seu pai, Zion (Nathan Mitchell).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um todo, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/series/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece amadurecer: personagens falam abertamente sobre questões sérias, como discriminação racial, sexismo, saúde mental e problemas em estruturas familiares. E claro, as fofocas edificantes continuam, como a relação de Marcus (Felix Mallard) com Ginny; a amizade rachada de Maxine (Sara Waisglass), Norah (Chelsea Clark) e Hunter (Mason Temple) com Abby (Katie Douglas); e Ginny e as mentiras de Georgia se tornando cada vez mais elaboradas. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33037" aria-describedby="caption-attachment-33037" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg" alt="Cena da série Loki. Na imagem, Loki, interpretado por Tom Hiddleston, está olhando para frente, com os olhos marejados e o rosto melancólico. Ele é um homem adulto, de pele branca e olhos claros, cabelos no comprimento dos ombros e de cor escura. Está usando uma coroa na cabeça. A imagem está dando um close-up no rosto de Loki. O fundo é na cor verde escura e toda imagem tem um filtro esverdeado." width="1999" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-800x440.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1024x563.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1536x845.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1200x660.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33037" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Loki é o fim do anti-herói na TVA (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Loki</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando o seu propósito é falhar ou a conquista não for celebrada? A </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki </span></i><span style="font-weight: 400;">deu ao anti-herói favorito do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> um arco em que falhar (algo que ele sempre foi bom) era o melhor para o multiverso. Em uma história cheia de contradições; o deus da mentira lutou para trazer a verdade aos funcionários da </span><i><span style="font-weight: 400;">TVA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Loki, o tirano, confrontou seres poderosos pela liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o segundo ano da série garantiu que todas essas ideias continuassem a rodear o asgardiano e causasse uma mudança brutal. O final de Loki é o oposto do que o vilão de </span><a href="https://youtu.be/glF0zOoj_LA?si=AQK-vkJGOXcbz1c1"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012) um dia sonhou. O seriado também permite partir para uma tangente de ‘e se?’ e humanizar os conceitos do multiverso para além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservices</span></i><span style="font-weight: 400;">. As personagens querem testemunhar a vida que teriam se não tivessem escolhido o caminho ‘X’ ao invés de ‘Y’. A história dos dois ‘Lokis’ (o que morreu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita </span></i><span style="font-weight: 400;">e o da série) aponta o público para essa direção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos episódios do meio, o enredo traz a sensação de fazer rodeios; toma algumas decisões incoerentes que parecem acontecer de forma aleatória só para chegar no ponto desejado, porém a frenesia e o senso de urgência conseguem recuperar a atenção e finalizam </span><a href="https://youtu.be/wmlcMkj2H70?si=b2klttl2SEWOUvpG"><span style="font-weight: 400;">a melhor série do</span><i><span style="font-weight: 400;"> MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com personagens queridos, uma direção de Arte de dar inveja e um glorioso propósito satisfatório.  &#8211; </span><b>Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_33027" aria-describedby="caption-attachment-33027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png" alt="Cena da série ambientada em um quarto de hotel, em que à esquerda Charlie Spring, usando uma camiseta xadrez em tons vermelho/ rosa, segura com uma das mãos o pescoço de Nick Nelson, à direita, que usa uma camiseta amarela nas mangas e branca no meio. Os dois estão se olhando." width="1999" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33027" class="wp-caption-text">Nick e Charlie estão mais unidos do que nunca na 2ª temporada de Heartstopper (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Heartstopper</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua segunda temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">retorna com a mesma dose de doçura e sensibilidade ao retratar a efervescência e as incertezas da adolescência, mas dessa vez, mergulhando em temas mais maduros. Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor), após se conhecerem e se apaixonarem na </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se deparam com novos desafios. Baseada na história em quadrinhos homônima de Alice Oseman, que também assina como roteirista, a série estreou em agosto de 2023, se tornando uma das produções </span><a href="https://portalpopline.com.br/heartstopper-2o-lugar-parada-global-netflix/"><span style="font-weight: 400;">mais assistidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">novo capítulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida dos personagens, Nick deseja fazer a difícil tarefa de assumir sua bissexualidade e seu relacionamento para sua família e amigos, enquanto Charlie, pressionado por si mesmo em ajudar o parceiro nesse processo, se vê confrontado com transtornos alimentares. Além disso, também acompanhamos outros dilemas: Elle Argent (Yasmin Finney) e Tao Xu (William Gao) navegam na tênue linha entre amizade e paixão, Darcy Olsson (Kizzy Edgell) enfrenta o preconceito familiar que impacta seu relacionamento com Tara Jones (Corinna Brown) e Isaac Henderson (Tobie Donovan) embarca em uma jornada de autodescoberta ao lidar com sua assexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse maior aprofundamento dos personagens secundários na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=grAcIYmFN7Y"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> eleva a complexidade da série, tornando-se um dos seus pontos altos. Assim como, mesmo explorando temas mais maduros e sérios como aceitação, saúde mental e </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não perde sua doçura característica e seu poder de aquecer o coração. A trama continua a ser uma luz para os mais jovens, oferecendo representatividade e esperança, enquanto também acolhe as gerações mais velhas que não tiveram a oportunidade de viver suas identidades livremente. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_32998" aria-describedby="caption-attachment-32998" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12.jpg" alt="Cena de High School Musical: A Série: O Musical. Na imagem temos Ricky Bowen (Joshua Bassett), um jovem branco de cabelo cacheado. Ele está vestindo uma jaqueta jeans e segurando uma guitarra vermelha. Ao seu lado está Gina Porter (Sofia Wylie), uma jovem negra de pele clara, de cabelo liso preto amarrado em rabo de cavalo. Ela está vestindo um vestido tomara que caia na cor roxa. Ambos estão se olhando e o fundo atrás deles é tomado por uma cortina vermelha desfalcada." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-32998" class="wp-caption-text">Encerrando o espetáculo, os Wildcats dividiram o palco pela última vez (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de High School Musical: A Série: O Musical (</b><b>High School Musical: The Musical: The Series) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é, um novo ano, uma nova apresentação nos palcos de </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">. Caracterizando o fim de uma era, a última temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98aRiv_KLmw"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marca um encontro de gerações. Para os adoradores da trilogia de filmes, indica a oportunidade de rever alguns entes queridos nas telas do</span><i><span style="font-weight: 400;"> streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas para os aficionados da trama </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou o momento de dizer adeus. Os episódios são divididos em dois arcos, sendo um desfecho memorável. Uma segue a nova adaptação da franquia de filmes no Cinema, enquanto a outra avança com a cronologia dos eventos no seriado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora essa conexão seja inovadora, a execução deixa a desejar. O roteiro demanda de muitos acontecimentos, ficando assustadoramente excessivo ao ponto de somente ganhar uma fluidez nos capítulos finais, quando uma narrativa se encerra e abre espaço para dar continuidade a outra. Mas, se alguém se destacou em meio a esse turbilhão, foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4c9kqrKydLA"><span style="font-weight: 400;">Sofia Wylie</span></a><span style="font-weight: 400;">. A intérprete de Gina Porter carregou consigo a graciosidade e a emoção da temporada, uma personagem que saiu de antagonista e despontou como uma das personalidades mais aclamadas de toda a série. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33023" aria-describedby="caption-attachment-33023" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image28.jpg" alt="Cena da série Hora de Aventura: Fionna e Cake. Da direita para a esquerda temos o desenho de Gary Prince, um jovem completamente rosa, vestindo uma camisa de gola alta e um casaco em diferentes tons de rosa. Ao seu lado está Fionna Campbell, uma jovem branca, loira, com uma toca de coelhinho e vestindo uma jaqueta verde musgo. Ela está segurando sua gata Cake no colo. Cake tem pelos brancos e amarelos. Ao lado de Fionna está Marshall Lee, jovem negro, com penteado estilo drealocks, ele está vestindo uma camiseta azul e uma jaqueta de couro na cor preta. Por fim temos uma jovem branca, com cabelo alaranjado amarrado em rabo de cavalo, ela está vestindo uma camisa cinzenta. Eles estão no centro de uma cidade e todos estão olhando aterrorizados para o horizonte." width="736" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-33023" class="wp-caption-text">A animação encerra o arco de Simon Petrikov e entrega uma jornada memorável (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Hora de Aventura: Fionna e Cake (Adventure Time: Fionna and Cake)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após os eventos finais de uma das maiores animações idealizadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca na plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=94gpIscW0Mc"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura: Fionna e Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados as versões alternativas de Finn e Jake, desenvolvidas na imaginação do antagonista Rei Gelado. Mantendo a identidade visual memorizada pelo público, as ilustrações não revelaram grandes mudanças da obra original, mas adotou tons mais claros que o habitual e abraçou referências clássicas do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sailor Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1992) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro </span></i><span style="font-weight: 400;">(1988). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo gira em torno de Fionna Campbell, uma jovem sentindo o tédio de uma vida monótona, enquanto sonha com um universo diferente do seu. Em um momento de desatenção, Campbell atravessa um portal que liga o seu mundo com a famigerada Terra de Ooo, onde conhece seu próprio criador, Simon Petrikov. Involuntariamente, a trama guarda um sentimento nostálgico. Menções claras de episódios de </span><a href="https://www.max.com/br/pt/shows/hora-de-aventura/fff09eaf-17c3-446b-be32-8a0d47e4ccf1"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> circulam toda a atmosfera do seriado, que transportam o nosso consciente para um local de conforto, assinalado pela imaginação e infância. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33035" aria-describedby="caption-attachment-33035" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos." width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33035" class="wp-caption-text">Nos despedimos de Mrs Maisel com “peitos empinados” e lágrimas nos olhos (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>5ª temporada de Maravilhosa Sra. Maisel (The Marvelous Mrs Maisel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">T</span><i><span style="font-weight: 400;">he Marvelous Mrs Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou um final triunfante, nos revelando que os acontecimentos narrados pela série foram apenas o prelúdio da carreira de sucesso reservada a Miriam Maisel (</span><span style="font-weight: 400;">Rachel Brosnahan)</span><span style="font-weight: 400;">. A quinta temporada buscou arrematar bem todos os enredos, desde o retorno de Maisel com os shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> até o seu relacionamento </span><i><span style="font-weight: 400;">slow-burn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Lenny Bruce (</span><span style="font-weight: 400;">Luke Kirby)</span><span style="font-weight: 400;">. O roteiro brilhante de </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Amy Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> abriu espaço para novos recursos que foram adicionados à trama, como saltos temporais e musicais, tudo acompanhado dos diálogos rápidos e afiados já bem conhecidos, só que dessa vez no ‘climinha’ de despedida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu último ano, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aprofundou ainda mais nos conflitos da mulher da década de 1960 e acompanha o drama geracional, passado de mãe para filha, ao longo do que podemos vislumbrar da protagonista e sua família durante as décadas. Dos relacionamentos de Maisel, aquele que sempre mais importou foi entre ela e a sua Comédia que, dessa vez, abriu espaço para o maior desenvolvimento de sua amizade com a agente </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=jlxyXpGGpuF_4V0f"><span style="font-weight: 400;">Susie Meirson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Vencedora de 20 </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série foi mais uma vez destaque em indicações da premiação de 2023, nos deixando um enorme legado de qualidade e versatilidade para as futuras produções televisivas. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33045" aria-describedby="caption-attachment-33045" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33045" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg" alt="Cena da série Minhas Aventuras com o Superman. Na imagem do desenho animado, estão dois personagens, sendo um deles o Superman, um homem branco de olhos claros e cabelos escuros que veste um uniforme azul com detalhes em vermelho." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33045" class="wp-caption-text">Com The Boys e, agora, Minhas Aventuras com o Superman no currículo, Jack Quaid já pode ser considerado um ‘queridinho’ das adaptações de quadrinhos para as ‘telinhas’ (Foto: Adult Swim)</figcaption></figure>
<p><b>Minhas Aventuras com o Superman</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as combinações mais inesperadas do audiovisual em 2023, poucas, talvez, tenham sido tão interessantes quanto a de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;">, que une a mitologia do filho de Krypton com a linguagem dos animes. A narrativa básica está lá: Clark Kent (Jack Quaid, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é um jovem alienígena com poderes sobre-humanos que está descobrindo seu lugar nesse mundo, tentando a sorte de viver uma vida dupla como super-herói e jornalista do Planeta Diário de Metrópolis. Seus companheiros também são conhecidos: o melhor amigo Jimmy Olsen (Ishmel Sahid, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i><span style="font-weight: 400;">) e o interesse amoroso em potencial Lois Lane (Alice Lee, de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maratona de Brittany</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Adult Swim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente o estilo visual e as sensibilidades dramáticas do anime. No primeiro sentido, destaca-se a ênfase da periculosidade nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/super-herois/"><span style="font-weight: 400;">sequências de ação</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Clark se colocando na frente de Lois para protegê-la de uma rajada de balas. Já no segundo, é notável o quanto a expressividade dos personagens auxilia seus arcos de desenvolvimento emocional, como o olhar ultra apaixonado da jornalista pelo colega de trabalho. São escolhas que mostram como uma roupagem completamente nova, diferente e criativa pode reacender o charme de um personagem com décadas de história na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33033" aria-describedby="caption-attachment-33033" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg" alt="Cena da série Jury Duty. Em uma sala cuja parede é cinza, vemos treze pessoas sentadas em cadeiras, distribuídas em três fileiras horizontais. A primeira e a terceira fileira possuem quatro pessoas, enquanto a segunda possui cinco. Alguns personagens olham para frente em um ponto fora da câmera; outros olham para os lados, distraídos. Ao fundo da sala, no canto esquerdo, é possível ver uma bandeira dos Estados Unidos. Na parede, vemos a metade inferior de três quadros e, atrás da última fileira, um móvel com algumas decorações em cima, como livros empilhados e uma planta." width="1486" height="836" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33033" class="wp-caption-text">Jury Duty é o programa de pegadinhas mais sincero da Televisão (Foto: Amazon Freevee)</figcaption></figure>
<p><b>Na Mira do Júri (Jury Duty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se algum dia você já se perguntou sobre o que realmente aconteceria caso alguém passasse pela experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Show de Truman</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ei6YoSid5fo"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a resposta. Na melhor surpresa do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, Ronald Gladden, um cidadão comum, acredita que está participando de um documentário sobre o processo de trabalhar como um júri. O que ele não sabe é que nada daquilo é real – todos os outros presentes no tribunal, desde os agentes federais até o próprio réu, são atores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta da dupla Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, os criadores de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, poderia ser insensível e, até mesmo, cruel, não fosse o fato do </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca perder de vista a humanidade de seu protagonista. A todo momento, Ron reage às circunstâncias bizarras que o cercam com empatia e paciência genuínas; isso, juntamente com um roteiro pré-definido hilário, é o responsável pelo sucesso da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com quatro indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, incluindo na categoria de Melhor Série de Comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio para mostrar que fugir do comum e apostar no inusitado é um risco e tanto, mas um que vale a pena. Seu sucesso estrondoso faz com que não seja difícil imaginar uma enxurrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> com câmeras escondidas nos próximos anos, porém parece improvável que qualquer uma delas seja capaz de capturar a mesma magia deste tribunal de faz de conta. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33001" aria-describedby="caption-attachment-33001" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.jpg" alt="Cena da série Next In Fashion da Netflix. Na imagem, estão quatro jurados do programa, a dupla fixa Tan France e Gigi Hadid, e os convidados especiais Bella Hadid e Jason Bolden. A câmera os captura a partir dos joelhos, sentados observando um modelo na passarela que está de costas. Da esquerda para a direita na imagem: France, um homem de ascendência paquistanesa que veste um turbante, Bella, uma mulher de ascendência palestina que veste vermelho, Gigi, uma mulher branca de ascendência palestina que veste brilhantes e Bolden, um homem negro que veste um chapéu e uma jaqueta jeans. Ao fundo, é possível enxergar a plateia do reality show de moda." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-33001" class="wp-caption-text">A segunda temporada do reality show de moda recebeu convidados especiais ao longo dos episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Next In Fashion</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junte a sabedoria e irreverência de </span><a href="https://www.lilianpacce.com.br/webstories/o-estilo-principe-de-tan-france/"><span style="font-weight: 400;">Tan France</span></a><span style="font-weight: 400;">, estilista conhecido por participar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a experiência na indústria da moda de </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/03/11-looks-que-mostram-a-evolucao-fashion-de-gigi-hadid.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das figuras mais importantes das passarelas nos últimos anos, e pronto: você tem uma dupla de apresentadores perfeita para um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> repleto de desafios e emoções. Na segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hadid investe em </span><a href="https://stealthelook.com.br/os-looks-da-gigi-hadid-na-nova-temporada-de-next-in-fashion/"><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> esplêndidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para assumir o antigo posto da editora da Vogue britânica, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ubsU7LdIK4"><span style="font-weight: 400;">Alexa Chung</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um ano mais colorido e repleto de referências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, dessa vez, os tecidos mais tradicionais deram lugar aos </span><i><span style="font-weight: 400;">patches jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://elle.com.br/moda/next-in-fashion-um-bate-papo-com-nigel-xavier-e-tan-france"><span style="font-weight: 400;">Nigel Xavier</span></a><span style="font-weight: 400;">, o vencedor da temporada que ganhou também o título de ‘Mago dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;">’. Com uma perda de ritmo lá pelo meio da temporada, o seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue recuperar o folêgo, não ironicamente, através da respiração acelerada dos competidores, cada vez mais engajados com os as propostas, entregando trabalhos artísticos incríveis. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda contou com a participação de convidados para além de especiais, como a lendária </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/noticia/2019/05/abril-15-vezes-que-donatella-versace-foi-o-grande-icone-de-estilo-dos-anos-90.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Donatella Versace</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/moda-e-beleza/noticia/2022/12/05/bella-hadid-ganha-premio-de-modelo-do-ano-no-british-fasion-awards.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, irmã de Gigi que conquistou o seu próprio espaço no universo da moda.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33016" aria-describedby="caption-attachment-33016" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg" alt="Cena de O Jogo do Diabo. De cima, seis pessoas asiáticas são vistas debruçadas sobre uma grande mesa verde; todos vestem roupas casuais. Estão mexendo em blocos de madeira com diferentes letras." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33016" class="wp-caption-text">O diabo testa os usos da mente humana (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de O Jogo do Diabo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde você iria para vencer um jogo e levar para casa um grande prêmio em dinheiro? Essa é a premissa de </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/o-jogo-do-diabo-explicamos-as-regras-do-tenso-reality-coreano-da-netflix-1.3242187"><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reúne doze pessoas com altos níveis de inteligência para competir entre si. A série explora os instintos humanos frente a necessidade de completar desafios, e as reações variam de trabalho em equipe até traição. Tudo, exceto roubo e violência, é permitido no jogo e isso, combinado às mentes brilhantes dos participantes, deixa toda a experiência mais interessante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca por apresentar provas de estratégias e ética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é um dos grandes investimentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em programas asiáticos. Desde o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a plataforma criou diversos produtos vindos do oriente e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima adição a esse grupo. O maior destaque dos episódios foi o antagonismo formado entre dois grupos da casa – um liderado por Ha Seok-jin e o outro por ORBIT –, que batalharam até a grande final, demonstrando o ‘nós versus eles’ que é presente nas sociedades do mundo real. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom projeto que já foi renovado para a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-jogo-do-diabo-renovada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas dois meses após seu lançamento. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33018" aria-describedby="caption-attachment-33018" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png" alt="Cena da série Only Murders in the Building. Na cena, vemos dois personagens encenando um ato musical. Em destaque, Meryl Streep, uma mulher branca de olhos e cabelos claros, que veste uma roupagem de inverno em uma escada enquanto segura o corrimão." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33018" class="wp-caption-text">Os números musicais foram escritos pela dupla Benj Pasek e Justin Paul, responsável pelos sucessos de Querido Evan Hansen, O Rei do Show e La La Land (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Only Murders in the Building</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após passar duas temporadas presas ao formato de paródia das obras </span><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retornou para sua nova leva de episódios com um cenário completamente diferente. Saímos um pouco do edifício Arconia e vamos para o mundo dos musicais da Broadway ou, mais especificamente, a criação e os bastidores por trás deles. O ponto de partida é o </span><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado ao final da temporada anterior, em que vimos a morte suspeita de Ben Glenroy (Paul Rudd, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Formiga</span></i><span style="font-weight: 400;">) no palco, logo na noite de estreia da peça de Oliver (Martin Short, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Três Amigos!). </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer das investigações, somos agraciados com ótimas novidades. Uma delas é a própria comicidade do texto, que se deixa levar pelo espírito teatral em piadas específicas e hilárias, como o bloqueio criativo de Charles (Steve Martin, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Noiva</span></i><span style="font-weight: 400;">). Outro ponto interessante são os números musicais cheios de personalidade própria, desde o carisma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Which of the Pickwick Triples Did It?</span></i><span style="font-weight: 400;"> até a melancolia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Look for the Light</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse segundo, no caso, é cantado por aquela que é provavelmente a maior estrela da temporada: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/meryl-streep/"><span style="font-weight: 400;">Meryl Streep</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo além da piada pronta de uma profissional tão consagrada interpretar uma atriz aspirante, Streep adiciona um componente humano e singelo a sua Loretta, de tal forma que reflete o próprio estado atual da série. Ao invés de se manter na </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">zona de conforto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> preferiu abraçar a vivacidade e a energia de um grande espetáculo e, assim, realçar sua trama de mistérios e revelações surpreendentes. O saldo final é, talvez, o melhor da série até agora. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33031" aria-describedby="caption-attachment-33031" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png" alt="Cena da série O Ultimato - Queer Love. A cena é interna, na cama de um quarto iluminado. À esquerda, podemos ver um cachorro com pele alaranjado, em cima da cama, sentado aos pés de uma mulher negra, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos castanhos longos presos em um coque e vestindo uma camiseta larga. Ela está com as pernas embaixo de uma cobertura. Ao lado dela, à direita, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos pretos curtos, vestindo uma camiseta preta, shorts cinza e meias pretas sentada à cama." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33031" class="wp-caption-text">Terapia! (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Ultimato &#8211; Queer Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está pronto para dizer “sim”, mas seu parceiro não, o que há de melhor do que expor seus problemas conjugais para o mundo inteiro e entrar em um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">? A premissa renderia o filme de terror mais assustador já feito &#8211; ou simplesmente </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato: Ou Casa ou Vaza</span></i><span style="font-weight: 400;">. Substitua os casais heterossexuais por casais sáficos, adicione uma generosa pitada de sentimentos à flor da pele e uma boa dose de conversas honestas e terá a versão melhorada do programa da </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato &#8211; Queer Love</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é difícil entender que tudo LGBTQIA+ fica melhor. Na primeira edição da versão </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sáfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (afinal, há mulheres bissexuais e pessoas não binárias), a experiência é igual: se sua parceira não está pronta para casar, case com outra e depois volte com ela. A proposta é suficiente para causar um rebuliço emocional nas participantes e propor reflexões se a pessoa com quem entraram no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">é a mesma com quem devem sair após a experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do “sim” ou “não” final, as seis semanas do experimento são suficientes para fazer qualquer um torcer pelo pé na bunda, por uma devida reconciliação ou por um </span><a href="https://lesbocine.com/the-ultimatum-queer-love-como-esta-o-elenco-hoje/"><span style="font-weight: 400;">casal completamente novo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quem nunca falou sobre ter filhos juntos no primeiro encontro que atire a primeira pedra. A angústia pura dos nove episódios tem seu encerramento em uma dinâmica final de reencontro e escancara que o entretenimento só seria maior se a apresentadora também fosse sáfica. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33029" aria-describedby="caption-attachment-33029" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg" alt="Imagem da série The Summer I Turned Pretty. Na imagens estão os atores Lola Tung e Gavin Casalegno, apoiados em um jeep vermelho. Tung é uma jovem branca de cabelos castanhos, longos e lisos. Ela veste um top lilás com bordados. Casalegno é um ator branco com cabelos curtos, loiros e ondulados. Ele veste uma camiseta polo branca." width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33029" class="wp-caption-text">Team Jeremiah, esse é seu momento de brilhar (foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de O Verão Que Mudou Minha Vida (The Summer I Turned Pretty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece com aquele romance de verão que tenta se manter vivo durante as outras estações? Na segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AOPE3mvYjRk"><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos o novo momento vivido por Belly (</span><span style="font-weight: 400;">Lola Tung)</span><span style="font-weight: 400;">, Conrad (</span><span style="font-weight: 400;">Christopher Briney)</span><span style="font-weight: 400;"> e Jeremiah (Gavin Casalegno) após a morte da mãe dos meninos. O triângulo amoroso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna do ano letivo para tentar impedir a venda da casa de praia, que é palco para muitos dramas adolescentes e responsabilidades da vida adulta que vem chegando. A delicadeza e sutileza da história de </span><a href="https://youtu.be/YWPKFmb3a8c?si=UVgD97mfEMo9Tq7x"><span style="font-weight: 400;">Jenny Han</span></a><span style="font-weight: 400;"> também são mantidas na adaptação nesse segundo ano, com novos personagens sendo introduzidos e outros já conhecidos ganhando mais destaque. A química entre Taylor (Rains Spencer) e Steve (Sean Kaufman), a melhor amiga e o irmão da protagonista, rouba a cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com certeza, um dos pontos altos da temporada é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LrUNzq3qr2c"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Taylor Swift e Olivia Rodrigo embalando as lágrimas. Também escutamos Tyler, the Creator, Tame Impala, Bleachers e muitos outros, que nos transportam para a fictícia Praia dos Cousins. Ou seja, para aqueles que gostam de um bom clichê adolescente é a pedida certa. Com muito romance, cenas no parque de diversões, encontros para ver a neve na praia e enredos que vão se tornando mais complexos, ao passo em que os jovens vão percebendo as responsabilidades que os adultos carregam para que eles sempre tenham o verão dos sonhos. A </span><a href="https://people.com/the-summer-i-turned-pretty-season-3-everything-to-know-7569678"><span style="font-weight: 400;">terceira</span></a><span style="font-weight: 400;"> temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou a Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está confirmada. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33013" aria-describedby="caption-attachment-33013" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png" alt="A imagem mostra Percy Jackson, um garoto branco, jovem, de pele branca, cabelos loiros cacheados, olhos azuis e que veste uma camisa laranja com a estampa “CAMP HALF-BLOOD” (Acampamento Meio Sangue), um colar marrom e carrega uma mochila meio azul e meio marrom clara, apoiada sob seu ombro direito. Ele está em um lugar arborizado e olha para a frente." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33013" class="wp-caption-text">A nova adaptação da série ‘queridinha’ dos anos 2000 se inspira totalmente nos livros, mas erra ao não utilizar das possibilidades do audiovisual (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Percy Jackson</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aguardada pelos fãs da série desde a icônica, porém nada fiel, </span><a href="https://br.ign.com/percy-jackson/117700/news/percy-jackson-e-os-olimpianos-tudo-o-que-ficou-diferente-do-livro-passou-pelo-filtro-deles-diz-produ"><span style="font-weight: 400;">live-action do primeiro livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia que estreou em 2010, a adaptação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e o Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou sob grande animação dos leitores mais fiéis da franquia. Cobrindo todo o conteúdo do primeiro livro, a primeira temporada entregou de maneira fiel um jovem de 12 anos que descobre ser filho de um Deus e vê sua vida mudar de cabeça pra baixo. Percy Jackson, interpretado por Walker Scobell, ao lado de Groover (Aryan Simhadri) e Annabeth (Leah Jeffries), embarca em uma jornada de grandes aventuras enquanto tenta provar que não roubou o raio mestre do Rei dos Deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a grande fraqueza esteja em ser extremamente </span><a href="https://exame.com/pop/percy-jackson-rick-riordan-diz-que-nova-serie-vai-ser-bem-diferente-dos-filmes-veja-a-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">fiel ao material original</span></a><span style="font-weight: 400;">, mantendo convenções clássicas de livros e se esquecendo, em partes, de como a produção audiovisual possui outros jeitos de criar. Sendo todos os episódios resumidos a um capítulo do livro, o telespectador passeia por momentos rasos e alguns com muitas informações para pouco tempo de tela, o que pode gerar um desconforto, além de contar com as tradicionais convenções de corte brusco, que funcionam muito bem no papel mas, em excesso, causam um desconforto na ‘telinha’. Contudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode agradar o público em um ritmo não muito acelerado e com uma nostalgia gostosa. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier </b></p>
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<figure id="attachment_33020" aria-describedby="caption-attachment-33020" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png" alt="Cena da série Poker Face. Nela temos a personagem Charlie Cale, interpretada por Natasha Lyonne, uma mulher branca de cabelos loiros bagunçados. Ela veste um boné de caminhoneiros marrom, um óculos de sol amarelo, um sobretudo de tricô na cor bege com figuras em verde escuro e uma bota de pelos com figuras em azul e vermelho. Ela está sentada em uma cadeira de praia em um terreno árido, sua perna direita está sobre a esquerda e ela abre uma lata de Coca Diet na cor cinza. Ao lado, um cooler na cor verde com o fundo branco e ao fundo, um Opala azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33020" class="wp-caption-text">Tendo como norte os tempos descompromissados da TV da década de 1970, Poker Face percorre um divertido caminho, o qual é delicioso ser carona (Foto: Peacock)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Poker Face</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bESGLojNYSo&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga em 2008</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou como quem não quer nada, mas diferente de sua xará do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, não foi tão estrondosa quanto, principalmente por estar escondida no nichado serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> unicamente estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou em águas misteriosas na Internet). Mas isso não chega a ser demérito, pelo contrário, a série se transforma em uma pepita de ouro que recompensa quem a acha ao longo de seus oito episódios perfeitos para se maratonar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra conta a história de Charlie Cale, uma norte-americana que tem a habilidade de saber quando alguém está blefando só de olhar no olho, o que faz com que ela conquiste inimigos e tenha que fugir pelas estradas dos EUA. Criada por </span><a href="https://www.instagram.com/riancjohnson/"><span style="font-weight: 400;">Rian Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção abusa da nostalgia de quem cresceu embalado pelas séries de casos da semana do início do século, fazendo com que </span><a href="https://personaunesp.com.br/poker-face-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> crie um envolvente mistério muito bem arquitetado, que se sustenta aqui graças a um texto afiado e ao carisma surreal da personagem de Natasha Lyonne. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33017" aria-describedby="caption-attachment-33017" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg" alt="Na imagem, a Rainha Charlotte, interpretada por India Armatifeio está sentada em uma das salas do palácio com seu cachorro, um Lulu da Pomerânia caramelo, em seus braços. Charlotte usa um vestido cinza claro, com mangas de renda e um bordado centralizado. Seu cabelo crespo está em um penteado meio preso com uma coroa. Na esquerda da sala há uma harpa, com um pequeno banco e uma partitura apoiada em um suporte. Atrás de Charlotte há um piano e na direita um grande vaso ornamentado branco e azul. O ambiente possui várias janelas, iluminando a cena com luz natural." width="1300" height="868" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33017" class="wp-caption-text">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton se consagra como uma derivação de sucesso (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton (Queen Charlotte: A Bridgerton Story)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzir um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma série que conquistou a audiência pode, muitas vezes, ser um tiro no próprio pé. Felizmente, para </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81476183"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a narrativa encontrou seu final dos sonhos com o desenvolvimento da história de vida da monarca e personagem secundária de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Bridgertons</span></i><span style="font-weight: 400;">, Charlotte (Golda Rosheuvel e India Armateifio). Carisma, intensidade, sentimentalismo e romance são apenas alguns dos aspectos apresentados na trama e que resultaram em uma estatueta do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">2023</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com trajes extravagantes, uma Fotografia impecável e um elenco muito bem escalado, a série aumenta ainda mais a qualidade das produções do universo da extensa família, especialmente por abordar, com êxito, questões sociais e delicadas. </span><a href="https://www.oprahdaily.com/entertainment/tv-movies/g28943837/shonda-rhimes-tv-shows-list/"><span style="font-weight: 400;">Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é certeira e mostra que é possível que obras audiovisuais com temática de época sejam mais do que atuais. Mesmo com apenas </span><a href="https://sobresagas.com.br/quantos-e-qual-a-duracao-dos-episodios-de-rainha-charlotte/"><span style="font-weight: 400;">oito episódios</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trama se desenvolve sem deixar pontas soltas e se mantém íntegra do início ao fim, mas não sem deixar um espacinho para que mais personagens secundários se tornem protagonistas de suas próprias histórias. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33030" aria-describedby="caption-attachment-33030" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png" alt="Cena de RuPaul's Drag Race. Ao centro e em foco está Sasha Colby, uma drag queen branca, de cabelos pretos; veste um sutiã de pedras rosas e segura um cetro prateado; tem uma expressão feliz em seu rosto. Atrás dela está RuPaul, uma drag queen negra, de cabelos platinados; usa um vestido amarelo; está sorrindo e batendo Palmas. Atrás há luzes em tons de roxo." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33030" class="wp-caption-text">A 15° coroa é branca, rosa e azul (Foto: VH1)</figcaption></figure>
<p><b>15ª temporada de RuPaul’s Drag Race</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos principais programas do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> e completou 15 anos de história em 2023. Depois de tanto tempo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tenta se reinventar sem perder a sua essência. Por exemplo, os novos desafios especiais de </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de talentos e festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foram introduzidos na 14° temporada, foram feitos novamente. Mas, as provas tradicionais, como o baile e o </span><i><span style="font-weight: 400;">snatch game</span></i><span style="font-weight: 400;">, ‘queridinhos&#8217; do público, se mantiveram. Outra coisa que também foi novidade na nova leva de episódios é o prêmio da vencedora, que aumentou pelo segundo ano consecutivo, passando de 150 mil dólares, para 200 mil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco do 15° ciclo também deu o que falar. Alguns destaques são: a ‘fashionista’ da temporada, Luxx Noir London, a </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync assassin</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Anetra, e as primeiras gêmeas do programa, Sugar e Spice. Claro que a grande estrela foi a vencedora Sasha Colby, </span><i><span style="font-weight: 400;">drag mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Kerri Colby, que participou do elenco anterior. Sasha já era uma veterana de concursos quando entrou no programa e, desde o primeiro episódio, todas as participantes sabiam que seria difícil ganhar dela. Talentosa e versátil, ela foi a segunda </span><a href="https://www.thewrap.com/rupauls-drag-race-transgender-contestants-kylie-sonique-love-jiggly-caliente/"><span style="font-weight: 400;">mulher trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> a vencer o </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/RuPaul%27s_Drag_Race_(Season_15)"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo Willow Pill, vencedora do ano anterior. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33009" aria-describedby="caption-attachment-33009" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, Otis, interpretado por Asa Butterfield, está sentado de frente, de braços cruzados e olhando para cima com expressão de incômodo. Ele é um homem branco, com menos de 30 anos de idade, de olhos claros e cabelo escuro curto. Ele veste uma camiseta listrada nas cores laranja, amarelo, azul claro e marrom. A calça é na cor laranja. Usa um relógio quadrado na cor preta no pulso. O ambiente é um quarto, atrás de Otis tem uma mesa com gavetas. Na mesa há papéis, cadernos e uma luminária. Do lado esquerdo tem uma caixa com discos de música. Na parede tem cartazes colados. Acima há uma janela com brinquedos de enfeite." width="1999" height="1299" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-800x520.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1024x665.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-768x499.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1536x998.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1200x780.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33009" class="wp-caption-text">Otis lida com problemas de amizade e na vida amorosa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Sex Education</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série britânica que </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">conquistou fãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> por abordar sexo e sexualidade com sensibilidade e bom humor chegou ao fim. O último ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education </span></i><span style="font-weight: 400;">não se contenta em apenas finalizar as histórias dos personagens, apresenta novas personalidades e uma nova escola, Cavendish. De começo, é fácil sentir estranheza com a liberdade e positividade do ambiente, que não se assimila com o colégio de Moordale, mas aos poucos revela ser problemático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quarta temporada usa o novo espaço como palco para falar sobre novos temas: acessibilidade e formas de sentir prazer. Mas nem tudo se resume a ‘educar’, o relacionamento de Otis com seus amigos excêntricos em suas personalidades, que fizeram da série um sucesso, continuam como epicentro. Alguns personagens não têm seus desfechos previsíveis – a despedida de Otis, Eric e Maeve teve </span><a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">muita maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, muitos casais e amigos se separam, mas tudo é feito com sensibilidade e leveza, mesmo quando aborda o luto, a série não perde seu astral.   &#8211; </span><b>Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_33036" aria-describedby="caption-attachment-33036" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png" alt="Cena do anime Scott Pilgrim: A Série. Na imagem, vemos a personagem Ramona Flowers ao centro, jovem branca de cabelos azuis e uma jaqueta de couro, com uma bolsa na qual é possível ver a cabeça do personagem Scott Pilgrim, jovem branco de cabelos castanho-claros e uma sobrancelha espessa. Ao redor e atrás de Ramona, podemos ver cinco outros personagens da mesma faixa etária adolescente/adulta, sendo três homens e duas mulheres. À esquerda de Ramona vemos Stephen Stills, um homem branco com uma barba rala, cabelos castanho-claros e sobrancelhas escuras, vestindo um casaco; além dele há Wallace Wells, homem branco de cabelos pretos, vestindo um suéter azul-marinho; também há Knives Chau, mulher branca de olhos completamente escuros, cabelo preto com uma mecha vermelha, vestindo um cachecol listrado; à direita de Ramona vemos Young Neil, homem branco de cabelos castanhos, vestindo um smoking e tomando um sorvete; além dele há Kim Pine, mulher branca de cabelos ruivos curtos, vestindo um casaco esportivo. Todos possuem uma expressão confiante." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33036" class="wp-caption-text">Em nova série, Ramona Flowers é a verdadeira protagonista da história (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Scott Pilgrim: A Série</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores dúvidas que rodeavam o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doKntgTt1So"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era se a produção faria jus à obra original e a sua adaptação cinematográfica, lançada em 2010; depois de qualquer incerteza que se passou, é inegável que a nova série animada entregou mais do que prometeu. O anime foi produzido por BenDavid Grabinski em colaboração com Bryan Lee O&#8217;Malley, o criador das HQs originais que serviram de base para essa nova adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao filme dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NPfaM_moVnA"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim Contra o Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vale destacar que teve o desafio de resumir seis volumes de quadrinhos em menos de duas horas, sendo bem-sucedido em muitos aspectos – embora seja apressado demais em alguns momentos. Porém, neste novo lançamento, a história teve mais tempo para respirar e se desvendar, já que se estende por oito episódios que variam de vinte a trinta minutos de duração. É por isso que podemos acompanhar um maior desenvolvimento de cada personagem da narrativa, se aprofundando em traços antes desconhecidos de cada um, o que não foi possível em apenas um longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, já é apresentado um evento que foge completamente da história original, mostrando que a nova produção se empenha em trazer algo novo e não se rende à preguiça de seguir uma narrativa previsível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aproxima mais das HQs que da adaptação do Cinema em vários sentidos – com destaque ao estilo de animação, que se assemelha quase que identicamente aos traços dos quadrinhos –, mas propõe uma releitura refrescante da história. Assim, mesmo tendo um foco maior em agradar fãs que já conhecem o filme e os livros, o anime </span><a href="https://br.ign.com/scott-pilgrim-anime-series/116208/review/scott-pilgrim-a-serie-e-a-melhor-versao-da-obra-de-bryan-lee-omalley-review"><span style="font-weight: 400;">entrega algo para todo público</span></a><span style="font-weight: 400;">, independente de sua familiaridade com a obra. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33015" aria-describedby="caption-attachment-33015" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image20.jpg" alt="Cena da série Silo. Na imagem, vemos a personagem principal, uma mulher branca de olhos e cabelos claros. Ao fundo o cenário é de um lugar pouco iluminado." width="474" height="316" /><figcaption id="caption-attachment-33015" class="wp-caption-text">Em silo, estamos ansiosos para descobrir se a curiosidade realmente matou o gato (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Silo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada na </span><a href="https://entrecultura.com.br/ordem-trilogia-silo/"><span style="font-weight: 400;">trilogia de livros homônima de Hugh Howey</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i><span style="font-weight: 400;"> garante um misto de ficção científica e drama. A história acontece em um cenário pós-apocalíptico distópico, onde a sociedade é forçada a habitar o subsolo por conta de um evento climático misterioso que atingiu a atmosfera terrestre, tornando o ar extremamente tóxico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mistérios e rigidez, aqueles que quebram as regras ou fazem perguntas são enviados para a atmosfera, e acabam morrendo em frente às câmeras após alguns minutos de exposição, enquanto a população dentro do Silo assiste. Ninguém sabe como a construção subterrânea surgiu, e nem se o que veem nas câmeras é real. Graças a isso, a série tem muito o que contar. Através da inquietação e curiosidade da personagem de</span> <span style="font-weight: 400;">Rebecca Ferguson (</span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/03/21/cinema-e-streaming/duna-parte-2-quebra-recorde-de-bilheteria-em-2024-veja-os-numeros/"><span style="font-weight: 400;">Duna</span></a><span style="font-weight: 400;">), é possível ver o desenrolar da série que garantiu sucesso em 2023 e já tem sua segunda temporada em produção. </span><b>&#8211; Pâmela Palma </b></p>
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<figure id="attachment_33048" aria-describedby="caption-attachment-33048" style="width: 809px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png" alt="Cena da 4 temporada da série Succession. Um homem branco com sobretudo marrom está sentado enquanto o pôr do sol bate em seu rosto, seu semblante é de extrema tristeza e seus olhos parecem lacrimejar. Ao fundo, borrado, está um homem de casaco preto alto observando o homem sentado. Ambos estão em um parque, mas com o fundo fora de foco." width="809" height="456" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png 809w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33048" class="wp-caption-text">Temporada final de Succession não se desgasta, mas entrega o declínio final de seus personagens (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Succession</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encerramento de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/05/succession-repete-tragedia-de-rei-lear-no-frio-mundo-dos-negocios.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as disputas da família Roy se acirram em um momento de tensão e na batalha egocêntrica dos primogênitos. Nesta reta final, a primorosa jornada dos irmãos alcança oscilações de rivalidades não vistas dessa forma antes e, com uma metade de temporada surpreendente, as relações se alteram, ameaçando definitivamente a hegemonia da Waystar. Porém, o mais evidente nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale </span></i><span style="font-weight: 400;">está na ousadia de integrar o drama familiar e a desilusão incessante na busca por poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marca registrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;">, a guerra de interesses políticos e também pessoais levou os irmãos Roy ao declínio inevitável de seus desejos. A sobriedade do </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><a href="https://www.vulture.com/article/jesse-armstrong-succession-season-four-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Jesse Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sistematicamente fazer escorrer o veneno de Logan Roy nessa temporada e, assim, martirizar cada um de seus personagens é a confirmação da ruína lógica da Waystar, pelo menos no que tange a participação de seus fundadores. Desta forma, as conclusões de Kendall, Shiv e Roman marcam as dolorosas obsessões não alcançadas e consolidam </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma das mais completas e complexas obras para a TV dos últimos anos. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33000" aria-describedby="caption-attachment-33000" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg" alt="A esquerda está Ted lasso de pé, um homem branco, de bigode, está utilizando um agasalho, uma calça jeans de cor marrom e um tenis de cor branco e vermelho. Ao seu lado esquerdo está o tecnico beard, um homem branco, barbudo, está utilizando boné, jaqueta de frio, moletom e tenis esportivo de cor azul. a direita, está Nathan Shelley, um homem pardo, está utilizando mesma jaqueta de beard, está vestido com uma camisa social de cor vinho, utilizando uma gravata. Com calças sociais cinza e um sapato social de cor preta. A direita de Nathan, está roy Kent, um homem branco, de barba, de terno preto, gravata preta e tenis de esportivo de cor preta." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33000" class="wp-caption-text">Ted Lasso mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Ted Lasso</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve na sua terceira temporada, a última da série. A produção, que estreou em 2020, se tornou um sucesso na </span><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nos seus dois primeiros anos conquistou dez </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Série de Comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto no mundo real essas mudanças ocorrem de forma lenta, a série mostra que não é impossível esse mundo perfeito, basta ter as pessoas certas ao lado. Com um roteiro certeiro e excelentes atuações, a série tem a combinação perfeita de elementos que garantem uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">experiência incrível</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde um humor de bom coração até uma história atraente de zebras. Gerando momentos engraçados e emocionantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> terminou na hora certa. &#8211; </span><b>Rafael Gomes </b></p>
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<figure id="attachment_33006" aria-describedby="caption-attachment-33006" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image11.png" alt="Cena da série The Bear. Na fotografia, vemos o protagonista de Jeremy Allen White sentado dentro de um freezer, olhando para as faíscas formadas pelo uso de equipamentos do lado de fora para retirá-lo de lá. A visão da foto é como se estivéssemos vendo a cena das prateleiras. A foto tem tons azulados. Jeremy usa um uniforme de cozinheiro profissional na cor branca, possui algumas tatuagens no braço, é branco e possui cabelo loiro escuro." width="768" height="411" /><figcaption id="caption-attachment-33006" class="wp-caption-text">Nessa segunda temporada, encontramos um Carmy ainda mais abalado emocionalmente &#8211; se é que isso é possível (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de The Bear</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a maré incrível das produções seriadas de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega à mesa dos espectadores como um prato que balanceia perfeitamente o cítrico,  doce, amargo e, principalmente, o humano. Seguindo com o familiar caos </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Carmy (Jeremy Allen White), apreciamos os novos sabores que surgem no restaurante mais amado de Chicago de uma maneira diferente do que em sua estreia &#8211; ainda mais íntimo que quando participamos dos gritos, choros e decepções da cozinha de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Beef</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorando o passado, presente e futuro da equipe, a direção brilha ao nos permitir entrar na vida de Sydney (nossa querida e aclamada </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/persons-of-interest/how-ayo-edebiri-went-from-being-an-uncomfortable-child-to-a-star-of-the-bear"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">), Tina (Liza Colón-Zayas), Ebra (Edwin Lee Gibson) e Marcus (L-Boy). Conforme acompanhamos a construção do novo restaurante, vemos também o nascimento de novos profissionais, com novas versões daquelas figuras que víamos tão despreparadas no início da série. No fim, percebemos que o único que não consegue acompanhar esse ciclo de renovação é Carmy, que permanece preso nas antigas versões de si mesmo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> não só conquistou ainda mais o coração do público como também muitas estatuetas nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><span style="font-weight: 400;">principais premiações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da TV e do Cinema. Consolidando seu título de uma das melhores séries de 2023 e esquentando o clima e as panelas para uma terceira temporada na cozinha da chef Sydney. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33003" aria-describedby="caption-attachment-33003" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png" alt="Em primeiro plano, uma senhora, que aparece do pescoço para cima, está sentada em um sofá encostado em uma parede com uma janela logo acima dele. Através da janela, do lado de fora da casa, estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Dougie e Whitney conversando entre si." width="1999" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1536x1025.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1200x801.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33003" class="wp-caption-text">Com 94% de aprovação da crítica e apenas 41% de aprovação da audiência no site Rotten Tomatoes, a abordagem desconfortável de The Curse dividiu opiniões (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Curse</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conhece os trabalhos anteriores do Nathan Fielder já espera que, se ele está envolvido, não vai ser fácil de assistir. Foi com </span><a href="https://youtu.be/ZjwLFZNCjDA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Nathan for You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série com que se lançou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Comedy Central</span></i><span style="font-weight: 400;">, em estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o comediante revelou sua habilidade em dominar a mescla entre o real e o absurdo como ninguém. Em 2023, se uniu ao co-criador da série, </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Benny Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;"> – parte de um dos duos de cineastas mais notáveis dessa geração junto ao seu irmão –, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;">, para mais uma vez testar os limites até os quais consegue induzir a vergonha alheia na audiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Curse</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Fielder e Stone interpretam um casal recém-casado estrelando um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dirigido pelo personagem de Safdie, no qual querem documentar a visão deles para a transformação de um pequeno bairro majoritariamente latino e indígena no Novo México, chamado Española, em uma utopia moderna ecossustentável. Cria-se uma sátira hilária e inteligente ao </span><a href="https://mundonegro.inf.br/o-complexo-do-branco-salvador-no-cinema-norte-americano/"><span style="font-weight: 400;">complexo do salvador branco</span></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano e ao assistencialismo performático que o acompanha. A produção força ao máximo para descobrir o quanto conseguimos assistir sem desviar o olhar em constrangimento diante desses personagens completamente desligados da realidade que estão tão investidos em socorrer.  &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33004" aria-describedby="caption-attachment-33004" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png" alt="Cena da série The Last Of Us. A fotografia mostra os protagonistas Ellie e Joel de costas, olhando para o horizonte de um campo aberto. Nele, temos destroços de uma tragédia de avião. Ellie é branca, usa um rabo de cavalo e seu cabelo é castanho. Ela veste uma jaqueta na cor vinho e usa uma mochila em tons verdes. Joel, em seu lado direito, é um homem branco, cabelo preto já com fios grisalhos, é bem mais alto que Ellie e usa uma camisa jeans escura e uma mochila. As roupas parecem surradas e sujas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33004" class="wp-caption-text">A série foi inspirada no jogo de mesmo nome lançado em 2013 (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Last Of Us</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as notícias da adaptação do título de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maior sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a percorrer pelas mídias, uma linha tênue desenhou-se em meio às expectativas, desejos e medos: </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria um sucesso total ou uma desgraça completa. Para nossa sorte, nunca antes tínhamos presenciado uma construção de roteiro, personagens e expansão tão rica como a que foi produzida dentro do universo pós-apocalíptico da produção da HBO.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a devastação total causada pelo </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">fungo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é o foco da trama. Apesar da luta pela sobrevivência ser um fantasma que acompanha constantemente os protagonistas, a narrativa nos leva pelas angústias, traumas, violências e o amor envolvido nas relações que ainda restaram. Com sensibilidade e fidelidade, é lindo acompanhar a luz que nasce através da relação entre Ellie (</span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/bella-ramsey-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">Bella Ramsey</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Joel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">) que, timidamente, ilumina um futuro um pouco menos sombrio para ambos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com críticas pelo lado dos fãs dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série furou a bolha e conquistou até mesmo aqueles que não possuem um console em casa. Com uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/12/07/cinema-e-streaming/the-last-of-us-hbo-revela-quando-a-2a-temporada-vai-estrear/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguns prêmios ganhos pelo caminho, teremos o privilégio de ver um jogo de sucesso virar, também, uma série de renome absoluto. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33043" aria-describedby="caption-attachment-33043" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33043" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg" alt="Foto da série The Other Two. Na imagem, vemos um homem branco de cabelos castanhos e uma mulher branca de cabelos loiros sentados em um avião. Eles estão chocados com algo que viram no celular que a mulher está segurando." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33043" class="wp-caption-text">The Other Two termina a terceira temporada no auge do texto e do timing cômico (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de The Other Two</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de três irmãos: um adolescente que se tornou um </span><i><span style="font-weight: 400;">superstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os ‘outro dois’, por isso o nome da série. A comédia é um triunfo graças ao texto afiado de Chris Kelly e Sarah Schneider. Os dois não poupam críticas aos acontecimentos do entretenimento dos últimos anos, como a relação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://queer.ig.com.br/2022-03-10/disney-proibe-personagens-lgbt.html"><span style="font-weight: 400;">personagens LGBTs</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dinâmica entre assessores de imprensa e superestrelas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da ascensão de um jovem e a decadência de seus irmãos mais velhos, </span><a href="https://www.boletimnerd.com.br/the-other-two-serie-hilaria-hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> coloca em foco aqueles que se sentem perdidos na vida adulta. O terceiro e último ano da série encerra as jornadas de Brooke e Carey Dubek brilhantemente, mostrando que eles são muito mais do que apenas ‘os outros dois’. Terminando no auge, a comédia vale o seu tempo. &#8211;</span><b> Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33028" aria-describedby="caption-attachment-33028" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg" alt="Cena da série Treta. À esquerda, está a personagem Amy Lau. Ela é uma mulher amarela, de cabelo curto descolorido e está usando óculos de armação prata, um casaco em tons de cinza, uma camisa branca e um colar colorido. Ela está dentro de um carro branco com a cabeça de fora da janela. Sua expressão é de raiva: sobrancelhas franzidas e boca semiaberta, mostrando os dentes. Ela está apoiando a mão direita na parte superior da janela do carro. À direita, está o personagem Danny Cho. Ele é um homem amarelo, de cabelo curto preto e está usando uma jaqueta preta e uma regata branca. Ele está dentro de um carro vermelho desbotado. Sua cabeça e seus braços estão para fora da janela e ele apresenta uma expressão de raiva, com os olhos arregalados e a boca semiaberta, mostrando os dentes." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33028" class="wp-caption-text">Treta é uma comprovação de que ninguém tem moral para jogar a primeira pedra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Treta (Beef)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtora </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468581/conheca-a-a24-produtora-que-dominou-o-oscar-de-2023.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nunca falha em garantir a representatividade da minoria mais amada do audiovisual: os coitados. Estrelada por Ali Wong e Steven Yeun, a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma jornada envolvente de altos e baixos permeada pelo ditado “</span><i><span style="font-weight: 400;">quando você aponta um dedo para alguém, três estão apontados para você</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Afinal de contas, o vazio de uma vida pode ser preenchido pelo vazio de outra? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir à </span><i><span style="font-weight: 400;">Treta </span></i><span style="font-weight: 400;">pode levar uma única tarde, mas digeri-la pode levar dias. Tal fato se deve tanto ao seu caráter tosco quanto à sua beleza </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qUtwKiNxCFE"><span style="font-weight: 400;">disfuncional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esta, aliás, está registrada nos dois protagonistas cuja inimizade não passa de uma florescência de auto-ódio, regado desde sempre na vida de ambos. Embora o começo dê uma impressão de simplicidade da trama, a obra logo prova ser um método eficaz contra o acúmulo de pontos na carteira, uma vez que uma mera briga no trânsito pode nos levar a lidar com algo pior do que multas: nós mesmos. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33046" aria-describedby="caption-attachment-33046" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33046" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg" alt="Cena da novela Vai na Fé (2023). Sol (Sheron Menezzes), Jenifer (Bella Campos) e Ben (Samuel Assis) estão sorrindo para uma foto. Sol é uma mulher negra de cabelos cacheados com mechas loiras,a sua esquerda está sua filha Jenifer, uma mulher negra jovem, de cabelos compridos e ondulados e camisa azul, e Ben, um homem negro, de barba, cabelo curto, camisa e gravata." width="900" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33046" class="wp-caption-text">Sol (Sheron Menezzes) luta para conquistar seus sonhos, sem nunca deixar de cativar o público [Foto: Globoplay]</figcaption></figure><b>Vai Na Fé</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de superação de uma mulher que sonha em ser cantora, mas trabalha vendendo marmitas para pagar a faculdade da filha parece um enredo banal ou clichê visto de longe, mas a riqueza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> está em seu bom humor e leveza de cada personagem, uma boa percepção dos roteiristas diante da </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/jose-loreto-renata-sorrah-e-elenco-de-vai-na-fe-aquecem-expectativa-para-estreia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">versatilidade dos brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses que aceitam uma história que inclui casais LGBTQIA + e pessoas negras com imensa importância na trama, ao mesmo tempo em que é protagonizada por uma família de fervorosos religiosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações são absurdamente cativantes e  fazem se fundir as personalidades reais e fictícias. Os maiores destaques são Sheron Menezzes como Sol e </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/07/30/sucesso-em-vai-na-fe-conheca-a-trajetoria-de-clara-moneke-muito-orgulho-de-ter-comecado-em-um-curso-de-teatro-gratuito.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Clara Moneke</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Kate Cristina, uma se destacando pela imensa capacidade de seduzir e prender a torcida leal do público e a outra por conseguir arrancar as risadas mais genuínas possíveis.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, a novela que mais captou a essência brasileira sem precisar do tradicional rebusco das novelas das nove. Uma obra simples direta e absolutamente cativante, com uma trama baseada em problemas cotidianos e sem grandes ambições, o roteiro de Rosana Svartman mostra como equilibrar perfeitamente os interesses de uma nova geração hiperconectada que tinha se afastado da TV aberta na última década, e os interesses de quem sempre amou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantanal-critica/"><span style="font-weight: 400;">novelas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que talvez tema as mudanças que o tempo traz ao gênero. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou não só o ano como a própria história da teledramaturgia. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33005" aria-describedby="caption-attachment-33005" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png" alt="Recorte de jornal exibido durante a série da Globoplay Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho. O recorte de jornal traz uma aparência envelhecida com elementos clássicos como manchete em negrito e caixa alta, texto corrido em colunas e uma imagem em destaque. No caso, a manchete traz escrito “Fim de um clã do jogo do bicho” e uma imagem em preto e branco de um senhor que veste uma camiseta branca com óculos escuros. Os demais elementos estão borrados para dar enfoque à manchete." width="984" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33005" class="wp-caption-text">Sucesso no streaming, o seriado documental também gerou um podcast com trechos inéditos (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com grande repercussão no universo cronicamente </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aL4KpOGjiw0"><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ecoa um fenômeno tão intriseco na realidade brasileira que poderia muito bem se encaixar às referências culturais de Silvio Santos e futebol, presentes naquele </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> que usamos quando um ‘gringo’ descobre algo sobre nós nas redes sociais: “</span><a href="https://knowyourmeme.com/photos/1297911-is-this-a-jojo-reference"><i><span style="font-weight: 400;">Is that a Brasil reference?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a pesquisa aprofundada de Fellipe Awi, a série documental da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> é estilosa graças a direção artística de Monica Almeida e surpreende, ainda, com uma sequência de acertos de Pedro Bial na narração dos sete episódios dirigidos por Awi, Ricardo Calil e Gian Carlo Bellotti.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prática </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/series/serie-da-globoplay-mergulha-na-guerra-do-jogo-do-bicho,89e6da2cf3d0fe4be99b48c1b7b8f007b38yf4uc.html"><span style="font-weight: 400;">atualmente ilegal</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é incomum a nós, na verdade, estamos acostumados a escutar histórias sobre algum parente que, em uma determinada época, se envolveu de vez com as apostas, ou conhece aqueles que mantém seus negócios às escondidas. Passando de forma tão natural como o assunto é, de bar em bar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta ao escolher os grandes ‘</span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2023/11/veja-quem-sao-os-bicheiros-retratados-em-vale-o-escrito-a-guerra-do-jogo-do-bicho-clpcvt9lr0037015e2ke2hiex.html"><span style="font-weight: 400;">bicheiros</span></a><span style="font-weight: 400;">’ do Rio de Janeiro como recorte, assim, representando, todo o caos e violência gerados pela prática entre os grandes chefões das escolas de samba. O tópico é sensível, os </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/12/vale-o-escrito-veja-personagens-do-documentario-de-jogo-do-bicho-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> existem na vida real e continuam entre nós, nisso, o documentário parece finalmente elucidar questões enraizadas pelo país</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33021" aria-describedby="caption-attachment-33021" style="width: 1248px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg" alt="Foto da série Yellowjackets. Na imagem, aparecem quatro garotas em uma floresta. Elas estão no inverno. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca com cabelos ruivos, uma mulher branca com cabelos loiros, uma mulher preta com cabelos cacheados e uma mulher branca com cabelos castanhos." width="1248" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg 1248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33021" class="wp-caption-text">Yellowjackets é, provavelmente, a série em que o flashback importa mais do que o presente vivido pelos personagens (Foto: Showtime)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Yellowjackets</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma premissa um tanto curiosa: na década de 1990, adolescentes do time de futebol da escola x embarcam para jogar nas competições nacionais e sofrem um acidente de avião. Durante 15 meses, as garotas, mais conhecidas como as Yellowjackets, vivem à mercê dos perigosos das florestas em busca de ajuda. Na segunda temporada, a abordagem se torna mais intensa e acompanhamos o definhamento das meninas e a animalização a que são submetidas devido à vida que levaram nesse período. Com o drama mesclado a tiradas sutis, o programa televisivo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime</span></i><span style="font-weight: 400;"> amplia o amor que os fãs possuem pelas Jaquetas Amarelas ao mostrar todas as facetas das personagens principais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é dividida em dois momentos temporais: no passado, época em que as Yellowjackets tinham a floresta como o seu lar, e no presente, 25 anos após o choque que marcou a vida de cada uma daquelas garotas, seja individual ou coletivamente. Além da narrativa, as atuações são de tirar o fôlego. Com um elenco adolescente </span><i><span style="font-weight: 400;">à la HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, as atrizes principais entregam o texto do </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segundo ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> da forma que ele merece; nem tão dramático tampouco raso, na medida certa. Aliás, as veteranas que interpretam as mesmas personagens após a passagem de tempo cumprem o papel e fazem jus à versão imatura delas Aqui, os traumas e as personalidades são indissociáveis, se entrelaçando e constituindo as características principais do sexteto imortal. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2023</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2024 21:09:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ato de ouvir Música se tornou tão imprescindível que pode até ser confundido com uma banalidade. Banal não no sentido ruim, mas sim de algo tão essencial, que, por assumir uma parcela gigantesca de nossas vidas, à medida que cresce em escala, não consegue acompanhar o tamanho em definição. Chega um momento em que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32932" aria-describedby="caption-attachment-32932" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-800x420.jpg" alt="Arte para o texto Os Melhores Discos de 2023. Nela vemos, da esquerda para a direita: Troye Sivan, um homem branco de cabelos loiros, Marina Sena, uma mulher branca de cabelos pretos, Lana Del Rey, uma mulher branca de penteado preto, Bad Bunny, um homem latino de cabelo raspado e Sabrina Carpenter, uma mulher branca de cabelos loiros. Todos estão em preto e branco. O fundo é rosa e centralizado em cores brancas está escrito &quot;OS MELHORES DISCOS DE 2023&quot;. No canto superior direito, há o logo do Persona, um olho com o meio em roxo claro e um play no lugar da íris" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32932" class="wp-caption-text">No campo ou na cidade, do indie ao samba, a Música é onipresente (Arte: Henrique Marinhos/ Texto de abertura: Guilherme Veiga)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ato de ouvir Música se tornou tão imprescindível que pode até ser confundido com uma banalidade. Banal não no sentido ruim, mas sim de algo tão essencial, que, por assumir uma parcela gigantesca de nossas vidas, à </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/pesquisa-aponta-que-brasil-esta-acima-da-media-mundial-de-consumo-de-musica/"><span style="font-weight: 400;">medida que cresce</span></a><span style="font-weight: 400;"> em escala, não consegue acompanhar o tamanho em definição. Chega um momento em que ele se torna apenas… ouvir Música. Para não cair nesse limbo chamado lugar comum, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> retorna com sua já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se 2023 nos reservou um retorno ao início do século graças à </span><a href="https://exame.com/pop/streams-de-murder-on-the-dancefloor-crescem-290-no-brasil-desde-a-estreia-de-saltburn/"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/01/18/unwritten-natasha-bedingfield-trend-tiktok/"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui focamos essencialmente no que foi criado no ano que passou e, assim como os grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">players</span></i><span style="font-weight: 400;"> da indústria, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2024/02/entenda-briga-que-fez-universal-tirar-todas-as-suas-musicas-do-tiktok.shtml"><span style="font-weight: 400;">deixamos o </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de lado para embarcar no ato arcaico de se ouvir um álbum de cabo a rabo. O resultado foram 93 produtos que embalaram e deram sentido para o ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não podemos negar que foi o ano de Taylor Swift. Mesmo sem um trabalho de inéditas, o pomposo </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o agora litorâneo na mesma medida que cosmopolita </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">(Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os resquícios de insônia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – claro, aliados a gigantesca </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> – serviram para ecoar o sucesso estrondoso que ela calcou. Ainda na ditadura loira do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua pupila Sabrina Carpenter apareceu para o mundo também com obras repaginadas: primeiro, enviando os anexos que esqueceu no corpo do e-mail e, no fim do ano, trazendo um pouco de malícia para o Natal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem retornou de forma inédita foi </span><a href="https://billboard.com.br/qual-e-a-treta-entre-sabrina-carpenter-e-olivia-rodrigo-que-envolve-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">a rival</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Carpenter, Olivia Rodrigo. Após a acidez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista volta a expor seus sentimentos de uma forma nada ortodoxa: arrancando suas entranhas. O sentimentalismo, dessa vez mais bonito, mas igualmente doloroso, está presente no alinhamento estelar das </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao mesmo tempo que Mitski declamava todo seu amor para as paredes de um galpão vazio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo das 93 obras, temas conversam entre si, mas a homogeneidade é proibida. </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Pabllo Vittar querem festejar, mas enquanto um é a efervescência do durante, a outra é o desejo do pós. Os latinos KAROL G e Bad Bunny falam sobre o amanhã de formas diferentes: ela com esperança, ele com incerteza. </span><a href="https://personaunesp.com.br/letrux-aos-prantos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Letrux</span></a><span style="font-weight: 400;"> abordava o reino animal e Ana Frango Elétrico se transmuta em feline. Marina Sena se </span><a href="https://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/"><span style="font-weight: 400;">viciava</span></a><span style="font-weight: 400;"> na selva de pedra enquanto Chappel Roan se assustava com os prédios. Jão quer ser cada vez mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-super-critica/"><span style="font-weight: 400;">superlativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, à medida que Post Malone se recolhe em suas origens. Metallica sente a passagem de tempo, diferente de Kylie Minogue, que nem o vê passar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal cenário só é possível pois a Música e toda sua imensidão atuam como um espaço de diversidade e liberdade, no sentido mais amplo das palavras. E nada mais justo do que celebrá-las no ano de passagem da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/morre-rita-lee-gosto-mais-de-padroeira-da-liberdade-do-que-rainha-do-rock-que-acho-um-tanto-cafona/"><span style="font-weight: 400;">Padroeira da Liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;">. O Melhores Discos de 2023 é por </span><b>Rita Lee</b><span style="font-weight: 400;">, que é gente fina na Música e na eternidade.</span></p>
<p><span id="more-32746"></span></p>
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<figure id="attachment_32747" aria-describedby="caption-attachment-32747" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32747" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum 1989 (Taylor’s Version). Nele, temos a cantora Taylor Swift no centro, algumas gaivotas espalhadas pela capa e, centralizado acima de Taylor, o título do álbum 1989 na cor off-white com escrito Taylor’s Version em cima dos números na cor preta. O fundo da fotografia é o céu azul e límpido. Taylor é uma mulher branca, loira e de olho claro. Ela usa batom vermelho e sorri na foto, olhando para o horizonte atrás da câmera. A foto está meio borrada e aparenta ter sido tirada quando Taylor estava em movimento. A capa possui uma borda na mesma cor off-white do números do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989.jpeg 1479w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32747" class="wp-caption-text">Taylor anunciou 1989 (Taylor &#8216;s Version) durante o set acústico de seu show da The Eras Tour em Los Angeles em 2023 (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; 1989 (Taylor&#8217;s Version)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma regravação extremamente esperada pelos fãs, Taylor resgata o sorriso, o cabelo curto, os pássaros e o antigo amor por Harry Styles em </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da nostalgia em reviver uma </span><a href="https://www.dn.pt/artes/taylor-swift-fez-historia-com-1989-voltou-a-ganhar-premio-de-melhor-album-5033139.html/"><span style="font-weight: 400;">era de ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Swift consegue elevar ainda mais a experiência de ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> antigos com sua evidente melhoria vocal e refino técnico – tudo parece igual mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe dos prédios altos de Nova Iorque que marcaram </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela primeira vez, a compositora relembra sua conturbada história com o ex-One Direction nas faixas </span><a href="https://moodgate.com.br/2023/08/04/4-curiosidades-sobre-as-faixas-from-the-vault-de-taylor-swift/"><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que misturam a acidez de um coração partido, a vontade de dar certo e as inúmeras fofocas acerca do </span><i><span style="font-weight: 400;">affair</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época. Todos sabiam das idas e vindas do casal, mas ninguém esperava as alfinetadas tão certeiras em </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It Over Now?</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Traçando um paralelo entre passado e o presente, fica aqui a dúvida se, durante a regravação, Taylor também não se identificou novamente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AppsjTInqiw"><i><span style="font-weight: 400;">Clean</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=89aQIli8aVU"><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Would</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em razão dos mesmos boatos do fim de seu relacionamento com Joe Alwyn. A compositora mostra que, no fim, sempre irá conseguir contar seu lado da história, nem que seja nove anos depois. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Is It Over Now?, Style e Say Don’t Go.</span></p>
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<figure id="attachment_32748" aria-describedby="caption-attachment-32748" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32748" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x800.jpg" alt="Capa do CD 3D Country. Fotografia quadrada retratando um matagal em um dia escaldante. No centro, vemos um homem branco descalço vestindo um chapéu de cowboy, camisa branca e shorts jeans, caído no chão, de pernas para o ar. Ao fundo, é possível ver uma nuvem de fumaça em formato de cogumelo, vinda de uma explosão." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32748" class="wp-caption-text">Em seu segundo projeto, o grupo apresenta um saudosismo multifacetado que vai muito além de suas influências (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Geese &#8211; 3D Country</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do nome, </span><a href="https://open.spotify.com/album/475CtqaU2OY24xBvIekWV6?si=QjNgRct9SNuVkFd8zs0wTQ"><i><span style="font-weight: 400;">3D Country</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que vai muito além de três dimensões. O segundo disco do (agora) quarteto estadunidense Geese – o guitarrista Foster Hudson </span><a href="https://www.instagram.com/p/C1KUdxEuyBS/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">anunciou sua saída do grupo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dezembro de 2023 – é um prato cheio que oferece ao ouvinte tudo e mais um pouco. Narrando vagamente a </span><a href="https://consequence.net/2023/06/geese-3d-country-track-by-track/2/"><span style="font-weight: 400;">jornada de um </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> que toma drogas alucinógenas no meio do deserto</span></a><span style="font-weight: 400;">, as músicas atravessam sem parar sonoridades que abrangem desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e R&amp;B até o progressivo e </span><i><span style="font-weight: 400;">noise</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo em uma grande mistura que não deveria funcionar, mas funciona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sua estreia em </span><a href="https://open.spotify.com/album/1E094hHDWCHZqO1YVLIUmj?si=78ba6cAuQNyq_2balcYq1g"><i><span style="font-weight: 400;">Projector</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), a banda contou com o produtor </span><a href="https://www.speedywunderground.com/about-dan-carey/"><span style="font-weight: 400;">Dan Carey</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já trabalhou com diversos nomes da cena pós-punk inglesa contemporânea; no entanto, para esse novo disco, o grupo convocou </span><a href="https://www.jamesellisford.com/about"><span style="font-weight: 400;">James Ford</span></a><span style="font-weight: 400;">, parceiro de longa data do Arctic Monkeys. O novo produtor trouxe uma abordagem muito mais diversificada para a sonoridade geral do álbum, dando forte protagonismo à seção rítmica da banda – detalhe evidente em músicas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LvHsLdYXfaY"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Nudes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=deFElPQMasw"><i><span style="font-weight: 400;">I See Myself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o disco possui uma dinâmica impecável entre as faixas, oscilando entre momentos crus, sujos e passagens limpas, elegantes, com direito a poderosos arranjos de orquestra e </span><i><span style="font-weight: 400;">backing vocals</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um som pautado principalmente nas décadas de 1960 e 1970, o grupo veste suas influências de forma natural e orgânica, nunca com medo de deixá-las transparecer. Apesar disso, os vocais e letras de Cameron Winter se destacam como uma mistura autêntica de sabores, assim como as linhas de baixo e guitarra que se entrelaçam encantadoramente com as levadas de bateria e percussão. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=llbLo1gsdbk"><span style="font-weight: 400;">química musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente aqui entre todos os membros da banda é algo de se invejar, além de ser deliciosa de se ouvir. <strong>– </strong></span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Domoto, 3D Country e Mysterious Love</span></p>
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<figure id="attachment_32750" aria-describedby="caption-attachment-32750" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-800x800.jpg" alt="Capa do disco 72 Seasons da banda Metallica. Na arte de capa, um plano de fundo amarelo contrasta com o cenário de destruição de um berço. Os objetos em torno do móvel infantil variam desde um urso de pelúcia destroçado até uma guitarra desmontada. Todos os objetos, assim como o berço infantil, parecem terem sido queimados, pois estão todos na cor preta. No canto superior esquerdo, está o símbolo do Metallica, a letra ‘M’ estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32750" class="wp-caption-text">A faixa-título, 72 Seasons, venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal (Foto: Blackened)</figcaption></figure>
<p><strong>Metallica &#8211; 72 Seasons</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6UwjRSX9RQyNgJ3LwYhr9i?si=T_CXl8K9T2yYUX-kc-xITA"><span style="font-weight: 400;">72 estações</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou 18 anos na vida de uma pessoa são essenciais para entender a construção de sua identidade e o seu comportamento na fase adulta. Lançada de surpresa junto do título do décimo primeiro disco do Metallica, a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_u-7rWKnVVo"><i><span style="font-weight: 400;">Lux </span></i><span style="font-weight: 400;">Æ</span><i><span style="font-weight: 400;">terna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é basicamente uma ode aos primeiros anos, sendo a escolha perfeita para introduzir toda a ideia por trás de uma obra que avança em sonoridades mais profundas, embora recorra a repetições do passado para isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na contramão do </span><i><span style="font-weight: 400;">riff</span></i><span style="font-weight: 400;"> divertido do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, a inspiração de James Hetfield para conceitualizar toda essa luz que invade o cenário de destruição infantil da arte de capa foi um livro analítico sobre a infância. Não é novidade que o </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> da maior potência do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NAeSbtQWrPs&amp;pp=ygUcbWV0YWxsaWNhIDcyIHNlYXNvbnMgbWVhbmluZw%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">thrash metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> saiba abordar a raiva e o ressentimento em letras fortes, mas dessa vez, ele traz uma maturidade diferente – ainda que os temas sejam os mesmos de sempre –, com o melhor vocal desde os tempos do </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-black-album-25-anos-album-vendeu-metallica-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">Black Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, se as primeiras </span><i><span style="font-weight: 400;">72 seasons</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Metallica explicam os rumos tomados pelo quarteto, atualmente composto por Hetfield, Lars Ulrich, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zwOqs88cHWo&amp;pp=ygUMa2lyayBoYW1tZXR0"><span style="font-weight: 400;">Kirk Hammett</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Robert Trujillo, o disco prova que chegou no tempo certo. Com Greg Fidelman na produção, solos improvisados e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hucsz2l8AFU&amp;pp=ygUTbWV0YWxsaWNhIGluYW1vcmF0YQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">composição mais longa da carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destacando como uma das melhores da discografia, o álbum marca uma nova era para a banda, sendo o seu melhor lançamento deste século. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">You Must Burn!, Crown of Barbed Wire e Inamorata</span></p>
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<figure id="attachment_32751" aria-describedby="caption-attachment-32751" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32751" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit.jpg" alt="Capa do Albúm AFRODHIT, a capa mostra o rosto de IZA, uma mulher negra jovem, que usa um batom preto e maquiagem verde água, ela usa tranças afro com pedras coloridas e cristais amarrados nelas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32751" class="wp-caption-text">AFRODHIT conecta autoafirmação e sentimentos pessoais com críticas sociais a problemas coletivos (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>IZA &#8211; AFRODHIT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">IZA é, sem dúvidas, uma das maiores artistas brasileiras contemporâneas e em seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/31sonubmJGHeNaAUPrcHj5"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> ela mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muito estilo. O disco tem como pano de fundo o momento delicado da vida pessoal pelo qual cantora </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/lucas-pasin/2023/08/04/controlava-ate-a-aparencia-dela-equipe-de-iza-se-voltou-contra-ex-marido.htm"><span style="font-weight: 400;">passou recentemente</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que o leva ser uma jornada de autoafirmação, empoderamento e reconhecimento das origens e dos caminhos que trouxeram a artista ao topo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">AFRODHIT conta com 6 </span><a href="https://www.radiocidadejf.com.br/destaques/cantora-iza-lanca-musica-com-parcerias-internacionais/"><span style="font-weight: 400;">participações</span></a><span style="font-weight: 400;"> de artistas como Djonga, Mc Carol, Tiwa Savage e L7NNON. As músicas cantam libertação com muita emoção, com letras que tocam em assuntos como desejo e autonomia financeira. Os grandes destaques do álbum são </span><i><span style="font-weight: 400;">Que Se Vá</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nunca Mais</span></i><span style="font-weight: 400;">, músicas que pincelam em pontos íntimos da carreira e vida de IZA, e ainda trazem uma forte crítica social em seu texto. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Que Se Vá, Nunca mais e Bonzão</span></p>
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<figure id="attachment_32755" aria-describedby="caption-attachment-32755" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32755" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.jpg" alt="Capa do CD After. Fotografia quadrada com o fundo preto. Na parte central está a drag queen Pabllo Vittar. Um homem preto, de cabelo loiro. Ela veste um sutiã e uma calcinha pretas, além de uma bota da mesma cor. Suas mãos estão levantando as botas. Atrás dela, há o fundo preto da imagem e as cores azul, rosa, vermelho e amarelo em tons psicodélicos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32755" class="wp-caption-text">Pabllo Vittar tem o costume de fazer versões remixes dos seus álbuns de estúdio com artistas independentes (Foto: Gabriel Renné/ Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Pabllo Vittar &#8211; AFTER</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que vem depois da noitada? De acordo com a artista Pabllo Vittar, o pós de uma noite de festas é tão importante quanto o evento em si. Em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4aj7OO4L022IGAz5zbQwJZ?si=_HyEqs2LSyS9pRAjnaAHQw"><i><span style="font-weight: 400;">AFTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela comprova a versatilidade que possui. O projeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma releitura do quinto álbum de estúdio da cantora, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Noitada</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aqui, a artista se aventura em versões estendidas e com participações especiais, como Jup Do Bairro e a dupla CyberKills em uma atualização deliciosa da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Descontrolada</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do piseiro ao </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre a eletrônica e o pagode baiano, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra, mais uma vez, que tem um tato musical como ninguém. Um dos maiores destaques do álbum é a capa, feita pelo artista Gabriel Renné. Sendo um projeto para ouvir de uma vez em um set de uma balada, numa festa de república ou até mesmo no show de Vittar, </span><i><span style="font-weight: 400;">After</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sensorial: no momento em que os fones de ouvidos são colocados, somos teletransportados para os perigos da </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2023/08/pabllo-sobre-o-novo-disco-after-foi-nas-boates-que-a-pabllo-vittar-nasceu-o-projeto-e-uma-celebracao-a-essa-historia.ghtml#:~:text=AFTER%20%C3%A9%20um%20reencontro%20com,por%20eu%20estar%20aqui%20hoje."><span style="font-weight: 400;">vida noturna</span></a><span style="font-weight: 400;"> das baladas brasileiras. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Descontrolada (feat. Jup do Bairro &#8211; Cyberkills Remix, Calma Amiga (feat. Anitta) &#8211; DJ RaMeMes (O DESTRUIDOR DO FUNK) &amp; Dj Tonias Extended Mix e Derretida (feat. Irmãs de Pau) &#8211; Brunoso Remix</p>
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<figure id="attachment_32758" aria-describedby="caption-attachment-32758" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32758" class="wp-caption-text">MC Hariel lança EP que refletirá em seus futuros projetos. (Foto: Rodrigo Ladeira/Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>MC Hariel &#8211; ALMA IMORTAL</strong></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6kWcsJ8xgio&amp;list=PLzGtJJlk7Z-jadx_IaM6OmIQVdEKBqwJq&amp;pp=iAQB"><i><span style="font-weight: 400;">ALMA IMORTAL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conceito de platão que nomeia o EP com 7 canções, consolida ainda mais MC Hariel como um dos grandes do cenário no funk brasileiro. O EP foi produzido com letras conscientes e importantes que relatam as experiências do MC e tratam trazer a sua visão lúcida para o mundo. Misturando vários gêneros com o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hariel explora os ritmos de uma maneira dinâmica que traz ao EP uma autenticidade consolidada. No videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6kWcsJ8xgio&amp;list=PLzGtJJlk7Z-jadx_IaM6OmIQVdEKBqwJq&amp;index=1"><span style="font-weight: 400;">MODIFICAR</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível decidir o destino da história ao final da canção. REAGIR OU MODIFICAR? Essa é a pergunta que percorre todo o EP.</span></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/mchariel/reel/C0AhI9DLLfD/"><span style="font-weight: 400;">Hariel</span></a><span style="font-weight: 400;">, que introduziu a filosofia nesse </span><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-mc-hariel/171299"><span style="font-weight: 400;">trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> como forma de difundir a superação e o alcance dos sonhos em suas letras, além de ir atrás de conceitos e estudar mais sobre para </span><a href="https://digitais.net.br/2023/11/mc-hariel-junta-funk-e-filosofia-em-alma-imortal/"><span style="font-weight: 400;">escrever as canções</span></a><span style="font-weight: 400;">, produz suas poesias com o intuito de trazer a visão de que tudo é possível. Em síntese, ALMA IMORTAL é um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PCtyMIrR1OU"><span style="font-weight: 400;">manifesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que amplia os ideais filosóficos, trazendo consigo a mensagem de que a sua essência não pode ser mudada para agradar os outros, muito menos transformada para se encaixar em algo. Por isso, o MC vem se tornando um dos maiores e é um privilégio estar presenciando um amadurecimento nessa nova fase. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">SONHOS, 1APRENDIZ E SUAS CICATRIZES e 1ESPERTO E 1OTÁRIO</span></p>
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<figure id="attachment_32752" aria-describedby="caption-attachment-32752" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32752" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-800x800.jpg" alt="Foto da capa do disco And Then You Pray for Me. Releitura de O Sepultamento de Cristo, de Caravaggio. A imagem é quadrada. Algumas figuras humanas ocupam a margem direita do quadro. Cristo está sendo segurado por uma pessoa, seu corpo pende para o centro. Ele está sem camisa e seu rosto denota exaustão e sofrimento. Uma das pessoas que seguram Cristo tem uma corrente grossa com quatro pingentes pendurados nela." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32752" class="wp-caption-text">Sequência de Pray for Paris demonstra consistência da Griselda Records e que o boom-bap ainda vive (Foto: Griselda Records/EMPIRE)</figcaption></figure>
<p><strong>Westside Gunn &#8211; And They Pray For Me</strong></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3CXoPCQuBb7kP9vEFcfXKU?si=jIeGPO7IQHOOAYzLtejdNA"><i><span style="font-weight: 400;">And Then You Pray for Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deve ser enquadrado na discografia de Westside Gunn como sequência ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray for Paris</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2020. Ambos os discos, assim como as outras produções do membro da Griselda Records, representam um projeto estético que está para além da música pura e simples: colocam a </span><i><span style="font-weight: 400;">black culture</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos EUA – com um certo resgate do </span><i><span style="font-weight: 400;">boom-bap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">gangsta rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito à la Griselda – a par com a “alta cultura” e “alta-costura” europeia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim é que, nas letras, abundam referências ao mundo da moda europeia (</span><i><span style="font-weight: 400;">Margiela Split Toes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Versace</span></i><span style="font-weight: 400;">) contrastadas com o mundo de cocaína e armas a que ele se refere (Griselda é referência direta à Griselda Blanco) e a ascensão que conseguiu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> majestosos contrastados com </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> densos e sujos; e, na capa, releituras de obras do grande cânone europeu, como Caravaggio, feita por ninguém menos que Virgil Abloh, falecido ex-diretor artístico da Louis Vuitton. Miscelânea tão potente de coisas aparentemente tão contraditórias quanto armas de fogo,barroco, drogas e leilão de arte; e decerto a sonoridade de um Louis Vuitton jamais será a mesma depois de Virgil, </span><a href="https://elle.com.br/moda/o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-estreia-de-pharrell-williams-na-louis-vuitton"><span style="font-weight: 400;">Pharrell </span></a><span style="font-weight: 400;">e Westside Gunn. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Revenge of Flip Legs </span></i><span style="font-weight: 400;">(feat. Rome Streetz), </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultra GriZelda</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Denzel Curry) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mamas PrimeTime</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. JID &amp; Conway the Machine)</span></p>
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<figure id="attachment_32754" aria-describedby="caption-attachment-32754" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32754" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32754" class="wp-caption-text">Com uma poesia ainda mais madura, Rubel se aventura por novos ritmos e mostra que casa bem com um pouco de tudo (Foto: Coala Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Rubel &#8211; AS PALAVRAS, VOL. 1 &amp; 2</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tMWpm_GOLaA"><span style="font-weight: 400;">Rubel</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem o talento de transcrever sentimentos em canções, não existem dúvidas. O jogo de palavras em cada estrofe e o jeito de fazer poesia que conversa com cada acorde do violão marcaram a carreira do artista e o tornaram conhecido. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m63e6ygKfvU"><span style="font-weight: 400;">As Palavras Vol. 1&amp;2</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor reforça o motivo de ser tão elogiado ao entregar um disco completo, que pode ser apreciado da maneira como o ouvinte preferir: seja faixa a faixa, na degustação dos detalhes, ou em sua totalidade, como uma jornada pelas histórias cantadas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença significativa de sua nova obra, no entanto, se encontra na sonoridade: passeando entre </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">samba</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pagode</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">forró</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mpb</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rubel </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/rubel-desperta-mais-critico-em-novo-album-as-palavras/"><span style="font-weight: 400;">conta uma história</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio de tudo aquilo que inspirou o que hoje temos como Música Popular Brasileira. Ao apontar em todas as direções, o álbum funciona como uma porta de entrada para diferentes ouvintes, furando a bolha que antes o cantor pertencia e apelando para um lado mais </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas, ao sair de sua zona de conforto, o artista entrega belíssimas parcerias, um instrumental de alta qualidade e ótimas músicas para se ouvir no dia a dia</span> <b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Grão de Areia (feat. Xande de Pilares), Toda Beleza (feat. Bala Desejo) e Torto Arado (feat. Liniker e Luedji Luna)</span></p>
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<figure id="attachment_32753" aria-describedby="caption-attachment-32753" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32753" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-800x800.jpg" alt=" Capa do álbum Aurora, da banda Daisy Jones &amp; The Six. Nela, temos os protagonistas Daisy Jones e Billy Dunne encarando-se no pôr do sol. O plano da fotografia é fechado e é possível ver o céu azul no fundo. Daisy é uma mulher branca de olhos claros e cabelo ruivo. Ela está com os braços abertos e usa diversos acessórios como brincos, pulseiras e anel, além de uma roupa branca. Billy é branco, possui olhos claros e cabelo castanho um pouco mais longo e ondulado. Ele está usando uma camisa da década de 70 e uma jaqueta marrom. Centralizado na parte superior, temos o título do álbum em letras sem serifa e o nome da banda no canto inferior direito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32753" class="wp-caption-text">Seria pedir muito uma tour com datas internacionais de Daisy Jones &amp; The Six? (Foto: Ellemar Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Daisy Jones &amp; The Six &#8211; AURORA</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um sonho realizado para os fãs de Taylor Jenkins Reid: todas as letras de amor de Billy Dunne (Sam Claffin) com Daisy Jones (Riley Keough) materializaram-se em série, banda e álbum. Aqueles que leram a </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e acompanharam a construção dos personagens foram contemplados com a fidelidade e qualidade entregue pelos atores nessa adaptação memorável &#8211; que poderia até mesmo concorrer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de ser um álbum com faixas datadas nos anos  70,  </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AURORA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue misturar o estilo da época com a sonoridade atual e ser um prato cheio para aqueles que buscam a suavidade e o ritmo do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. É evidente que o grupo dedicou-se para proporcionar faixas que ultrapassam o título de trilha sonora e conseguiram, facilmente, roubar a cena para grudar nos seus ouvidos. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: The River, Kill You to Try e Let Me Down Easy</span></p>
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<figure id="attachment_32776" aria-describedby="caption-attachment-32776" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32776" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-800x800.jpg" alt="Capa do disco AUSTIN de Post Malone. A arte de capa se trata de uma fotografia de Malone, um homem branco de cabelos e olhos escuros, sentado na beira de uma piscina. Ao fundo, observamos uma casa envolta de árvores e um carro preto na garagem. Post Malone olha para a câmera de lado enquanto veste uma calça jeans de cor azul e deixa suas inúmeras tatuagens à mostra." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32776" class="wp-caption-text">AUSTIN é o primeiro álbum de Post Malone que não consta com participações especiais de outros artistas (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>Post Malone &#8211; AUSTIN</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Austin Richard Post, sob o nome artístico de Post Malone, já lutou com vampiros em </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até colocou implantes dentários de diamante ao perder os dentes em uma briga. Agora, em seu quinto álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6r1lh7fHMB499vGKtIyJLy?si=jn9PiHtpR4elmhAMb5Kjjw"><i><span style="font-weight: 400;">AUSTIN</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele revisita alguns de seus demônios já conhecidos pelo público, mas por uma perspectiva mais intimista e surpreendentemente bem-humorada, sendo um momento de alívio para quem já viveu múltiplas possibilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando artistas lançam discos homônimos é porque a coisa ficou séria e com </span><i><span style="font-weight: 400;">AUSTIN</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é diferente, o tema da sobriedade percorre todas as faixas, desde as mais inspiradas até as superficialmente melódicas. Ao contrário do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3HHNR44YbP7XogMVwzbodx?si=YYubSvwwQ1uZSalp4rSJTQ"><span style="font-weight: 400;">antecessor</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum consegue rir de si mesmo com menções peculiares que variam de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wkCpiFc2olE"><span style="font-weight: 400;">Beethoven</span></a><span style="font-weight: 400;"> a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DAOZJPquY_w&amp;pp=ygUUcG9zdCBtYWxvbmUgbW91cm5pbmc%3D"><span style="font-weight: 400;">The White Stripes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sim, Post Malone pagou caro pelo grande momento de sua vida, mas acompanhar a sua jornada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=chsVQVsv8L8"><span style="font-weight: 400;">autoconhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz tudo valer a pena.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Something Real, Novacandy e Laugh It Off</span></p>
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<figure id="attachment_32757" aria-describedby="caption-attachment-32757" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32757" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.png" alt="Capa do álbum Baby Angel da cantora Tinashe. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora do busto para cima mostrando seu rosto em perfil à esquerda. Ela é uma mulher negra, com cabelos loiros e longos. Sua pele está reflexiva pois está molhada assim como sua camiseta regata branca e seus cabelos. Seus olhos são escuros e nos encaram com emaranhados de fios de cabelo à sua frente." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32757" class="wp-caption-text">Com apenas sete músicas, BB/Ang3l é anunciado como a primeira de três partes do primeiro projeto sob o selo de uma nova gravadora (Foto: Nice Life Recording)</figcaption></figure>
<p><b>Tinashe – BB/Ang3l</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">BB/Ang3l </span></i><span style="font-weight: 400;">nasceu como o terror do </span><i><span style="font-weight: 400;">SEO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com símbolos e números angelicais, até a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CwnRie_rg2b/"><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi um desafio de ser desvendada. E, como sempre, é um projeto experimental muito bem-vindo quando combinado com o timbre doce e único da Tinashe, ou Sweet T para os íntimos. E ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">BB/Ang3l </span></i><span style="font-weight: 400;">marque o início de uma nova era em sua carreira, é intimamente ligado com seus últimos trabalhos independentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em elementos líricos, nada melhor que sofrermos os mais diferentes estágios do luto após um rompimento ruim, mesmo que ele sequer nos represente </span><b>– </b><span style="font-weight: 400;">à la </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><b> –</b><span style="font-weight: 400;"> e, com louvor, seu último trabalho assume seus próprios erros e abraça a regressão junto a sua a humanidade. </span><b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Needs e None of My Business </span></p>
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<figure id="attachment_32756" aria-describedby="caption-attachment-32756" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32756" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Become, duas chaves de prata em formato de coração, com muitos detalhes nas formas em um fundo preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32756" class="wp-caption-text">Become é como uma viagem a um sonho nostálgico (Foto: Sub Pop)</figcaption></figure>
<p><b>Beach House &#8211; Become</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda encabeçada por Victoria Legrand e Alex Scally tem lançado sucessos ano após ano. Depois do maravilhoso </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/79NySyjxJ8xric31mXKMAo"><i><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> em 2022, o EP </span><i><span style="font-weight: 400;">Become </span></i><span style="font-weight: 400;">leva o ouvinte a uma viagem psicodélica ao estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com músicas longas e calmas, o disco evita a monotonia com instrumentos bem harmônicos e sintetizadores precisos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras possuem uma leve energia de feriado, e são bem sintonizadas com a fase da banda que explora </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6aR0aEK64yjIGgcBkEWXis"><span style="font-weight: 400;">novos rumos</span></a><span style="font-weight: 400;">. A voz de Legrand é potente e doce, tornando-a uma artista única . Bem consolidada desde 2004 quando lançou seu álbum de estreia , a dupla musical já carrega oito álbuns nas costas, e demonstra ter muito futuro pela frente. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">American Daughter, Holiday House, Black Magic</span></p>
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<figure id="attachment_32759" aria-describedby="caption-attachment-32759" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-800x800.png" alt="Capa do álbum Blondshell. Nela vemos a artista que leva o mesmo nome do álbum, uma mulher branca de cabelos loiros. Ela veste umsueter preto. A foto está em preto e branco e ela olha para a câmera comas duas mãos juntas. A foto está em preto e branco e centralizado na parte superior está escrito &quot;Blondshell&quot; em letras pretas" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32759" class="wp-caption-text">A caloura do indie chega com traços de veterana no gênero (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Blondshell &#8211; Blondshell</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos no mundo-cão e Sabrina Teitelbaum sabe disso, por isso se esconde em sua ‘</span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/blondshell-exclusive-interview-joiner-1234666443/"><span style="font-weight: 400;">concha loira</span></a><span style="font-weight: 400;">’. No autointitulado de seu nome artístico, a intérprete não está interessada em escrever finais felizes, muito menos meios ou começos. Seu som é latente, não faz questão de anestesiar e opta por doer, pois julga que tal dor precisa ser sentida até se caracterizar como suportável, ou até mesmo ser transformada em ímpeto. No caso, aqui ela virou Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Misturando </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i><span style="font-weight: 400;">, Blondshell transita entre o sarcasmo e  sentimentalismo e faz desse meio-termo seu próprio inferno. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m-AolGenrfg&amp;ab_channel=Blondshell"><span style="font-weight: 400;">guitarra carregada</span></a><span style="font-weight: 400;">, de poucos acordes e extremamente contínua dá a ideia de uma dor de cabeça, mas, em efeito contrário, cria uma cama macia para a potencialidade da voz e letra de Teitelbaum. No alto de seus 25 anos, tempo considerado até alto para um </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista entende que a vida não é fácil para ninguém, mas longe do coitadismo, faz uma ótima estreia que nos convida para afogar as mágoas, ao mesmo tempo que sofre de ressaca. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Salad, Olympus e Veronica Mars</span></p>
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<figure id="attachment_32918" aria-describedby="caption-attachment-32918" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32918" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva.jpeg" alt="Capa do álbum Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva, de Ajuliacosta. Nele, vemos a artista, uma mulher negra de cabelos loiros. Seu rosto es´ta fragmentado em duas partes, uma está gritando e a outra chorando. Ele segura um espelho quadrado que aponta pra sua cara, no qual reflete um semblante sério. O fundo é preto." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32918" class="wp-caption-text">“Peço compreensão no meu modo de ser” (Foto: Ajuliacosta)</figcaption></figure>
<p><strong>Ajuliacosta &#8211; Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quebrando os estereótipos de que mulheres negras são sempre </span><a href="https://letraspretas.com/2020/03/31/mulheres-negras-nao-precisam-ser-fortes-o-tempo-todo/"><span style="font-weight: 400;">fortes</span></a><span style="font-weight: 400;">, Ajuliacosta invade caminhos desarmados, nos quais sentir é completamente válido. O trabalho repousa em um nome bastante auto explicativo: </span><i><span style="font-weight: 400;">Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com 10 faixas, o disco explora sonoridades diversas, passeando entre</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas sua maior força vive em seu caráter político.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras, cheias de histórias que a periferia e os jovens negros protagonizam, falam bastante sobre o amor. No caso, esse sentimento vem </span><a href="https://delas.ig.com.br/2021-10-25/ja-ouviu-falar-sobre-amor-afrocentrado---entenda-o-termo.html"><span style="font-weight: 400;">afrocentrado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e em relacionamentos pelos quais o eu-lírico tem orgulho de lutar, já que o contexto social torna tudo uma verdadeira manifestação. Ainda, encontram-se em músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Empresário</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pq a Polícia Smp Acaba com a Festa?</span></i><span style="font-weight: 400;">, críticas fortes a um Estado que deslegitima as formas de comemorar, trabalhar e existir da população nas favelas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">envolventes, o produto é um grito pelos direitos de viver, celebrar e, principalmente, ser vulnerável. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Tão Gostoso</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen Chavosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amo Te Ver de Juju </span></i></p>
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<figure id="attachment_32760" aria-describedby="caption-attachment-32760" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are.png" alt="Capa do álbum But Here We Are. A capa parece uma foto da natureza, com montanhas ao fundo e um lago em primeiro plano. Todos os elementos estão em tonalidades brancas e no encontro entre a montanha e o lago, já linhas coloridas bem suaves no horizonte. No canto inferior esquerdo está escrito, em cinza, But Here We Are" width="300" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 85vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-32760" class="wp-caption-text">Foo Fighters sensibiliza, mais uma vez, com suas canções. (Foto: Roswell Records/RCA Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Foo Fighters &#8211; But Here We Are</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor da perda é, sem dúvidas, desoladora. Neste 11º álbum, Foo Fighters faz Música a partir de tristeza, pena, luto, questionamentos e, sobretudo, celebração. Celebração por terem tido a chance de serem amigos e família de Taylor Hawkins, baterista da banda, falecido em 2022 e também de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/dave-grohl-fala-sobre-morte-da-mae-eramos-melhores-amigos/"><span style="font-weight: 400;">Virginia Grohl</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; mãe do vocalista Dave Grohl. Procurando respostas para perguntas que jamais serão respondidas, a banda mostra através dos versos a manifestação constante da pergunta: como enxergar o futuro se não há mais nós? A resposta é curta, mas não simplista: é avassalador, mas aqui nós estamos (tradução literal do álbum </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/06/02/foo-fighters-but-here-we-are-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">But Here We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e teremos que reaprender a viver – mesmo longe um do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De </span><i><span style="font-weight: 400;">Rescued</span></i><span style="font-weight: 400;"> a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rest</span></i><span style="font-weight: 400;"> – primeira e última música, respectivamente – são materializados os sentimentos desse luto. A faixa inicial traz um tom de desespero, a digestão do peso da perda e necessidade de alguém para resgatá-lo. Já nas músicas seguintes, tudo é transformado: a angústia vai passando para um consolo, a partida se torna, aparentemente, menos difícil – mas não menos sentida. Ao fim, com </span><a href="https://igormiranda.com.br/2023/06/foo-fighters-but-here-we-are-resenha-review/"><i><span style="font-weight: 400;">Rest</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grupo nos presenteia com a pura poesia do arranjo musical produzido para entender e homenagear a despedida daqueles que já se foram. O descanso é o destino final e está tudo bem agora, eles podem descansar em paz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques estão as participações maravilhosas de Violet Grohl em </span><i><span style="font-weight: 400;">Show Me How</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">cantando em conjunto com seu pai, e também H.E.R. na versão de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/11/20/dave-grohl-glass-mae/"><i><span style="font-weight: 400;">The Glass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançada posteriormente ao álbum. Por fim, é redundante citar o quão importante </span><i><span style="font-weight: 400;">But Here We Are </span></i><span style="font-weight: 400;">é para o Foo Fighters e também os seus fãs. É a continuação de um sonho em conjunto que, </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2023/06/02/foo-fighters-lanca-1o-album-apos-perda-de-taylor-hawkins/amp/"><span style="font-weight: 400;">desde 1995</span></a><span style="font-weight: 400;">, transborda emoção com suas melodias. Um lindo tributo às pessoas amadas em que emoções são exploradas pelo caminho. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Rescued, Show Me How e Rest</span></p>
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<figure id="attachment_32778" aria-describedby="caption-attachment-32778" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32778" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-800x800.png" alt="Capa do disco Chill Kill - The 3rd Album do grupo de K-pop Red Velvet. Na arte de capa, um retrato circular das vocalistas é adornado por desenhos de flores em branco por cima do fundo preto. Na fotografia do retrato centralizado, Seulgi, Irene, Joy, Wendy e Yeri olham fixamente para a câmera. Todas elas são mulheres sul-coreanas de cabelos e olhos escuros. No canto superior direito, está o logo estilizado do Red Velvet com escrita preta por cima de um fundo vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32778" class="wp-caption-text">Após seis anos, Red Velvet finalmente voltou com o terceiro álbum de estúdio, Chill Kill (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Red Velvet &#8211; Chill Kill &#8211; The 3rd Album</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Evitando pensar sobre o que o amanhã reserva na espera de um final feliz, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4UUICitfodUVCNhzmDFbrO?si=Tw_posW8S_OzEX0xq2WcHg"><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill &#8211; The 3rd Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> eleva os vocais de Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri enquanto brinca com uma sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">creepy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao fundo. Tal união peculiar casa perfeitamente com o nome do quinteto, afinal, não existe nada mais Red Velvet do que essa dualidade </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aiHSVQy9xN8"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">/</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=px2Q47O0_eE&amp;pp=ygUUYXV0b21hdGljIHJlZCB2ZWx2ZXQ%3D"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que mistura danças delicadas com homens sangrando e mansões queimando nos videoclipes. Fruto de uma longa espera de seis anos, o disco enfatiza o que os fãs de </span><a href="https://vogue.sg/red-velvet-chill-kill-album-review/"><i><span style="font-weight: 400;">K-Pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já estão cansados de saber: a </span><i><span style="font-weight: 400;">SM Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a pedra no próprio calçado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, no universo de múltiplas possibilidades da indústria musical sul-coreana, ninguém sabe transitar tão bem pelo alternativo como o Red Velvet. Nas vozes das meninas do grupo, composições naturalmente difíceis de agradar se tornam verdadeiros hinos. Porém, para a empresa que </span><a href="https://personaunesp.com.br/exist-critica/"><span style="font-weight: 400;">acumula críticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que vale é investir em promessas mais jovens que de nada realmente acrescentam para além de uma estética </span><i><span style="font-weight: 400;">edgy</span></i><span style="font-weight: 400;"> superficial e, definitivamente, passageira. Uma pena para os mercenários pois, ainda que tenham </span><i><span style="font-weight: 400;">comebacks </span></i><span style="font-weight: 400;">cada vez mais afastados, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uR8Mrt1IpXg"><i><span style="font-weight: 400;">original visual</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já são bem maiores do que qualquer outra coisa em sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato é que </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> não necessariamente consagram grandes discos, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill &#8211; The 3rd Album</span></i><span style="font-weight: 400;"> não aposta no simples, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWWzwZmVQh8"><i><span style="font-weight: 400;">Knock Knock (Who’s There?)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria uma escolha bem mais óbvia do que a faixa-título. Seja motivada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=59qHkplM484"><span style="font-weight: 400;">direção criativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> esplêndida – de longe, a melhor de 2023 –, ou por um suposto boicote da </span><i><span style="font-weight: 400;">SM</span></i><span style="font-weight: 400;">, a negação do óbvio é o que faz o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlyrt5eAtKI"><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tão especial e ajuda a introduzir essa obra que leva pesadelos para a pista de dança, além de orquestrar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pd9hRenqD90"><i><span style="font-weight: 400;">Underwater</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande destaque do álbum que mergulha nos melhores momentos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uznTHSEgx4U"><span style="font-weight: 400;">Janet Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1990. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chill Kill, Underwater e Will I Ever See You Again?</span></p>
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<figure id="attachment_32761" aria-describedby="caption-attachment-32761" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32761" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.jpg" alt="Capa do álbum Coração Bifurcado. Nela vemos um home negro de terno branco. Seu rosto não aparece, pois ele está segurando um balão em formato de coração, que está partido ao meio. No canto direito escrito na horizontal está &quot;JARDS MACALÉ&quot; na cor preta, e no canto escquerdo, está escrito &quot;CORAÇÃO BIFURCADO&quot;." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32761" class="wp-caption-text">Uma jornada pelas cores e sabores da MPB (Foto: Selo Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Jards Macalé &#8211; Coração Bifurcado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mais recente trabalho de estúdio de Jards Macalé, o amor é retratado na sua forma mais intensa e sincera. Com melodias semelhantes a </span><a href="https://jornal.usp.br/artigos/lembrancas-de-toda-uma-carreira-de-itamar-assumpcao/"><span style="font-weight: 400;">Itamar Assumpção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Elza Soares, as melodias da guitarra e percussão ecoam logo nas primeiras faixas, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor In Natura</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo paz, ao passo que questiona as contradições deste imenso sentimento presente em cada um de nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disto, Macalé traz referências que remetem à religiosidade de crenças de matrizes africanas, quando canta sobre como o afeto aparece nas encruzilhadas da vida num canto destinado a Exu. Canções como</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vMi5aS9Og70"> <i><span style="font-weight: 400;">Em Mistérios do Nosso Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esta sendo uma parceria com Maria Bethânia, relembram a força da Música Popular Brasileira e suas decorrências até os dias de hoje. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Coração Bifurcado, Mistérios do Nosso Amor e A Arte de Não Morrer.</span></p>
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<figure id="attachment_32762" aria-describedby="caption-attachment-32762" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32762" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano.jpg" alt="Capa do álbum Cuts &amp; Bruises. A imagem em preto e branco mostra os quatro integrantes da banda Inhaler, todos homens de cabelos curtos. Pelo ângulo de centralização, eles parecem estar sendo fotografados a partir de um olho mágico." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-32762" class="wp-caption-text">Segundo o vocalista, assistir o documentário The Beatles: Get Back ajudou a aliviar a pressão sentida pela banda durante o processo de criação do álbum (Foto: Polydor)</figcaption></figure>
<p><b>Inhaler &#8211; Cuts &amp; Bruises</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, a sombra da influência do U2 se dissipou ainda mais do legado de Inhaler, </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/02/17/inhaler-tmdqa-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">banda em ascensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> liderada por um dos filhos de Bono. De fato, Elijah Hewson carrega o carisma e o timbre de cadenciamento versátil que ser vocalista exige, mas o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo do grupo produz faíscas atraentes graças à união da alma dada por Josh Jenkinson, Robert Keating e Ryan McMahon aos desdobramentos aéreos de guitarra, baixo e bateria, respectivamente. Para maximizar esse ponto, a </span><a href="http://weinthecrowd.com/por-dentro-do-album-cuts-bruises-inhaler/"><span style="font-weight: 400;">suspensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> questionadora na qual qualquer um se pega no começo da vida adulta serve de motor criativo, palco e divã de terapia no segundo álbum de estúdio arquitetado pelos irlandeses. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2qZd7lp0lLRjeFe0O9Ou6S?si=rwqjz4huQLSk8CMtx3vYXA"><i><span style="font-weight: 400;">Cuts &amp; Bruises</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> investe em consolidar o trabalho inaugurado por seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/54NhZZmsHYbKtTjarvGPwu?si=1RocPHSUTdWIUWBgLpW0RQ"><span style="font-weight: 400;">antecessor</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltando ao passado dos sintetizadores pela mesma avenida que desemboca nos registros alternativos que marcaram os anos 2000. Por isso, existe um divertimento rebelde e autoconsciente da volatilidade do tempo até nas faixas mais pessimistas do disco. Seja na solar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l0Hilyfp_8A"><i><span style="font-weight: 400;">These Are The Days</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Estes são os dias que seguem você para casa/Que te beijam no nariz quebrado/Não sinto falta da sensação de estar sozinho</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou na </span><i><span style="font-weight: 400;">MVP</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OOrjMjeUqg"><i><span style="font-weight: 400;">Dublin In Ecstasy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu só quero falar se você tiver tempo/Eu só quero lutar se for pela sua vida</span></i><span style="font-weight: 400;">), Inhaler inteligentemente barganha sentimentos universais com o público, que não tem escolha a não ser sentar, escutar e abrir latinhas de cerveja e cascas de ferida ao lado da banda. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Love Will Get You There, Dublin in Ecstasy e The Things I Do</span></p>
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<figure id="attachment_32763" aria-describedby="caption-attachment-32763" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32763" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-800x800.webp" alt="Capa do álbum DATA. Nela, há um personagem de anime retratado com cara de espanto. Ele tem cabelos e olhos cor-de-rosa, além de cabos de diferentes cores que entram em seus dois ouvidos. Ao fundo, uma mesa de metal, sobre a qual está deitado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano.webp 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32763" class="wp-caption-text">Lançado com o selo da gravadora independente fundada por Tainy, o disco carrega a mística de Sena, um android de cabelos coloridos que ganha vida conforme a coletânea toca (Foto: Neon16)</figcaption></figure>
<p><b>Tainy &#8211; DATA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Porque eu não sou um artista do momento/Eu sou um artista para sempre</span></i><span style="font-weight: 400;">”, vocifera Arcángel na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ya1_Y_OLD0g"><span style="font-weight: 400;">canção</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderia muito bem ser a sinopse de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2X6WyzpxY70eUn3lnewB7d?si=aL2cQ2-hQYO4rq4QTIXyew"><i><span style="font-weight: 400;">DATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro álbum completamente curado e estruturado por Tainy. Foram três anos de criação e </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/tainy-producer-new-album-reggaeton-bad-bunny-ai-1234776008/"><span style="font-weight: 400;">experimentação</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o porto-riquenho sondar os modismos do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um registro inconfundível, capaz de metamorfosear o lugar-comum dos gêneros musicais e abduzir qualquer um disposto a apertar o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. Meticuloso e preciso, ele permanece entre os créditos de alguns dos </span><a href="https://www.hola.com/us/entertainment/20210809g19n5cnb28/happy-birthday-tainy/"><span style="font-weight: 400;">maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da esfera</span> <span style="font-weight: 400;">latina atual enquanto alça seu status de musicista solo para o topo da cadeia. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">DATA</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma hora de duração e nenhum momento de desconexão ou perda de ritmo. Pelo contrário, são 20 faixas únicas, performadas por um time de 28 artistas, que saem de suas zonas de conforto amparados na engenhosidade do produtor. Bad Bunny deslancha em um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> confessional com Arca; The Marías soa </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem deixar de ser </span><i><span style="font-weight: 400;">indie </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LK7eHoocQlE"><i><span style="font-weight: 400;">mañana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; Young Miko, Feid e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_dFjJmJdJjY"><span style="font-weight: 400;">Rauw Alejandro</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem jus aos louros que andam recebendo; e até Daddy Yankee volta da aposentadoria para rechear os batidões de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f4C3iIk78uE"><i><span style="font-weight: 400;">LA BABY</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ciborgue sonoro da melhor tecnologia, o disco homenageia Marcos Fernández, que começou a mixar músicas aos 14 anos, e leva um merecido troféu do </span><a href="https://www.grammy.com/artists/tainy/243564"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> às estantes de Tainy. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: MOJABI GHOST, 11 Y ONCE e si preguntas por mi</span></p>
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<figure id="attachment_32764" aria-describedby="caption-attachment-32764" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32764" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12.png" alt="Capa do álbum Depois do Fim. A capa mostra o telhado de uma casa pegando fogo. Na parte inferior central, vemos o quarteto que forma a Lagum sentados lado a lado, em uma janela da casa. Todos eles são homens brancos, de cerca de 30 anos, vestindo calças e camisetas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32764" class="wp-caption-text">Seguindo Depois do Fim, a Lagum lançou um disco de canções performadas ao vivo, na turnê do álbum (Foto: Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Lagum &#8211; Depois do Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim é simbólico. Mudanças na vida, seja o fim de relacionamentos ou a </span><a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/09/13/baterista-da-banda-lagum-morre-apos-show-no-formato-drive-in-em-nova-lima-grande-bh.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte de amigos</span></a><span style="font-weight: 400;"> próximos, marcam o encerramento de um ciclo para o início de outro, mais dolorido, a princípio, mas com novas oportunidades para se curar, crescer e voltar a valorizar o inevitável: não é o fim de verdade e a caminhada tem que continuar. É nessa aceitação que a Lagum constrói </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-do-fim-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Depois do Fim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reconhecendo que o que passou serviu para engrandecer o caminho até aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha perdido parte da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NR_rqF-BuLE&amp;pp=ygUabGFndW0gc2VqYSBvIHF1ZSBldSBxdWlzZXI%3D"><span style="font-weight: 400;">pegada autoral</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Seja o Que Eu Quiser </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Coisas da Geração</span></i><span style="font-weight: 400;"> e cedido parcialmente à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B3amFvHXdGs"><span style="font-weight: 400;">lógica comercial</span></a><span style="font-weight: 400;">, com algumas canções que poucos dizem, a banda mineira mostra que continua tendo algo para falar – mesmo que seja sobre qualquer devaneio que vier à cabeça. Além disso, renova sua sonoridade e composições com explorações. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sample </span></i><span style="font-weight: 400;">de Djavan, canção em francês e italiano, e interlúdios mostram que a Lagum está se encontrando – ou, pelo menos, na busca por se encontrar. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">De Amor Eu Não Morri,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ou Não e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ponto de Vista</span></i></p>
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<figure id="attachment_32905" aria-describedby="caption-attachment-32905" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32905" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-800x800.png" alt="Fotografia da capa do álbum. A cantora Caroline Polachek está com os joelhos e as mãos no chão, virada para a frente e olhando para além da câmera. Ela está no chão de um metrô, com outras pessoas sentadas nos bancos e de pé. À sua frente e abaixo das suas mãos, o chão está coberto de areia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32905" class="wp-caption-text">Caroline Polachek te convida para a ilha dela (Foto: Perpetual Novice)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Polachek &#8211; Desire, I Want to Turn Into You</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">So Hot You’re Hurting My Feelings</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2019, Caroline Polachek conquistou audiências e deixou claro o seu potencial para crescer no </span><i><span style="font-weight: 400;">avant-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seu nome já recebia atenção por conta do duo que participou: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7hAolICGSgXJuM6DUpK5rp"><i><span style="font-weight: 400;">Chairlift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terminado em 2016, mas foi com o sucesso da faixa que pôde mostrar o que sabia fazer sozinha. Em 2023, com  </span><i><span style="font-weight: 400;">Desire, I Want to Turn Into You</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu segundo álbum solo, a cantora provou que veio para ficar – não só ficar, mas também mudar o cenário atual da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro abre com a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hxgcz_6GKX0"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome To My Island</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma ótima recepção para o novo mundo ao qual a cantora vai te guiar durante as suas 12 faixas. As vocalizações hipnotizantes de Polachek são uma passagem só de ida para escapar da realidade e mergulhar na atmosfera mística do disco. A artista domina uma sonoridade complexa, elegante e única que cementa </span><i><span style="font-weight: 400;">Desire, I Want to Turn Into You</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um dos melhores lançamentos de 2023. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">I Believe</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Fly To You e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Hopedrunk Everasking</span></p>
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<figure id="attachment_32779" aria-describedby="caption-attachment-32779" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32779" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors.png" alt="Na capa de Diamonds &amp; Dancefloors, Ava Max, mulher branca de cabelos vermelhos, usando um biquíni prateado, está deitada de olhos fechados em um chão azul brilhante em textura de glitter." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32779" class="wp-caption-text">Em Diamonds &amp; Dancefloors, Ava Max faz o seu melhor: pop comercial e de qualidade (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ava Max &#8211; Diamonds &amp; Dancefloors</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A febre dos anos 80 na música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda não deu trégua, e Ava Max se junta à festa com </span><i><span style="font-weight: 400;">Diamonds &amp; Dancefloors</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se em 2020 as músicas do disco poderiam ser interpretadas como descartes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Dua Lipa</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, hoje elas soam como uma obra original e coesa. A cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet but Psycho</span></i><span style="font-weight: 400;"> imprime sua própria personalidade nas faixas, convidando o ouvinte a simplesmente apertar o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">e se entregar à batida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade do álbum reside em sua simplicidade: </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">genérico e comercial com propósito. No nosso dia a dia, muitas vezes não queremos decifrar subjetividades nas letras, apenas melodias chiclete e sintetizadores familiares já são o suficiente para nos fazer dançar. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WSX6ZRX4_-Q"><i><span style="font-weight: 400;">Million Dollar Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a faixa-título deslizam pelos ouvidos como mel, evocando a nostalgia oitentista e a efervescência da era disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Diamonds &amp; Dancefloors</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ter chegado ‘atrasado’ para o rolê, mas sua energia contagiante garante um lugar especial na pista de dança. <strong>&#8211; Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Million Dollar Baby e Hold Up (Wait A Minute)</span></p>
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<figure id="attachment_32780" aria-describedby="caption-attachment-32780" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32780" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd.jpg" alt="Lana Del Rey aparece deitada de bruço, posicionada de frente para o observador. Ela apoia o queixo em sua mão, com uma expressão facial neutra. A cantora usa laços no cabelo. O fundo da imagem é escuro e toda a capa possui um filtro acinzentado e com um leve efeito blur. Existe um letreiro amarelo no lado esquerdo." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32780" class="wp-caption-text">Apesar do sucesso de Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd, Lana não levou Grammys para casa, mesmo com duas indicações de peso &#8211; Álbum do Ano e Melhor Álbum de Música Alternativa. (FOTO: Interscope Records/ Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Lana Del Rey &#8211; Did You Know There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo para quem não segue alguma religião ou é conectado com tradições espirituais, o nono álbum de Lana Del Rey é quase como um compilado de canções que conectam o ouvinte com o divino – se existir algum. Com uma carreira focada em </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> melancólicos e que falam sobre amores trágicos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i><span style="font-weight: 400;"> sai da curva e mostra uma cantora em busca de sua história e espiritualidade. A primeira faixa do álbum, </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468774/the-grants-lana-del-rey-lanca-musica-em-homenagem-a-familia.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">The Grants</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, leva o sobrenome da família da artista e é a abertura triunfal perfeita para a obra. Possui influências da música gospel (já indicando o tom do álbum), com um belo coral e uma letra que faz ode aos seus familiares e a memórias marcantes com eles.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é um álbum auto reflexivo, onde Lana explora diversos aspectos de </span><a href="https://www.buzzfeed.com/michaelabramwell/lana-del-rey-prophecy-explained"><span style="font-weight: 400;">sua personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, seja a vista publicamente e a que somente pessoas próximas conhecem. Isso é notado em </span><i><span style="font-weight: 400;">tracks</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet</span></i><span style="font-weight: 400;"> e na faixa título. Até musicalmente tal reflexão pode ser vista, com a alternância de músicas que envolvem vocais e um piano emocionantes, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Kintsugi</span></i><span style="font-weight: 400;">, para faixas com um toques atrevidos, como o em </span><i><span style="font-weight: 400;">A&amp;W</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Paris, Texas (feat. SYML), Kintsugi e Margaret (feat. Bleachers)</p>
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<figure id="attachment_32781" aria-describedby="caption-attachment-32781" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-800x800.jpg" alt="Capa do CD Dream in Dream. Fotografia quadrada preta e branca, tratando-se de uma justaposição de diversas imagens. Ao centro vemos a silhueta do perfil do artista Cornelius, homem branco de cabelo preto curto. É possível ver dedos e dois olhos maquiados quase transparentes devido à justaposição distribuídos ao longo da imagem. Além disso, vemos o interior de um vagão de trem, que se estende até o centro na parte de cima da capa, onde se encontra um retângulo rosa estampado com o nome do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32781" class="wp-caption-text">A atmosfera minimalista em Dream in Dream é marca registrada do artista (Foto: Warner Music Japan)</figcaption></figure>
<p><b>Cornelius &#8211; Dream in Dream</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplicidade acima de tudo. Keigo Oyamada – um dos pioneiros da cena noventista japonesa </span><a href="https://www.sabra.org.br/site/shibuya-kei/"><i><span style="font-weight: 400;">Shibuya-kei</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – retorna em seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/55pmZFcK0E5yTcAqvs26qX?si=ivhqNSV7QO-FlAWMOWnnGA"><span style="font-weight: 400;">sétimo álbum de estúdio</span></a><span style="font-weight: 400;"> com um abraço caloroso em forma de som, viajando por paisagens que flertam tanto com um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódico quanto com um </span><i><span style="font-weight: 400;">ambient</span></i><span style="font-weight: 400;"> psicodélico. Ao longo de sua discografia, o músico tem adotado cada vez mais uma estética introspectiva em seus projetos, passando por momentos mais elétricos vistos em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3Wml3n8kxQ1S14zXynLduY?si=hsU3XkcAR2Ofk7dGvqQnfg"><i><span style="font-weight: 400;">Fantasma</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1997), até as meditações texturais presentes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/21CB8kRq9JUm48DymDAsu1?si=FwjUsfoLRe-lJQsNNCblEA"><i><span style="font-weight: 400;">Sensuous</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006). Desde então, sua música se encontra diante de um olhar que valoriza tanto a imobilidade quanto o movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhado em timbres </span><a href="https://www.brooklynvegan.com/cornelius-tells-us-how-yellow-magic-orchestra-yoko-ono-influenced-his-new-lp-dream-in-dream/"><span style="font-weight: 400;">eletrônicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dream in Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum de contrastes. Sua sonoridade abraça o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YhTfEjcoIB0"><span style="font-weight: 400;">onírico e o nostálgico</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo em que permite </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CwhcwGczWNk"><span style="font-weight: 400;">ritmos contagiantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> tomarem conta. Os arranjos dão palco às </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nF-4KkoTUZ0"><span style="font-weight: 400;">sutilezas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas são carregados por camadas que às vezes parecem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a_NaP9H1Yd0"><span style="font-weight: 400;">milhares de instrumentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sintonia. A abordagem para a produção é uma mistura entre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2xHlhjRx0zo"><span style="font-weight: 400;">requintado e o ingênuo</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto que os vocais seguem linhas melódicas simples, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yWkezVMJcB4"><span style="font-weight: 400;">engajantes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo assim, há sempre espaço para a complexidade e imprevisibilidade – seja nas harmonias ou estrutura das canções –, fazendo deste um disco saboroso do começo ao fim, sem nada a esconder. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Mirage, Drifts, Sparks</span></p>
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<figure id="attachment_32794" aria-describedby="caption-attachment-32794" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32794" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.jpg" alt="Capa do álbum Endless Summer Vacation. Nele vemos Miley Cyrus, uma muher branca de cabelos loiros. Ele veste um maio preto e um salto preto e óculos preto. Ela está pendurada em um trapézio de metal. Ao fundo, vemos o céu azul " width="735" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.jpg 735w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32794" class="wp-caption-text">Entre todas as boas ideias que Miley Cyrus já teve, sair de férias em pleno verão parece a melhor (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Miley Cyrus -Endless Summer Vacation</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma pausa de três anos, Miley Cyrus está de volta com seu oitavo disco de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation.</span></i><span style="font-weight: 400;"> As treze faixas estão separadas em duas fases, transitando entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5DvJgsMLbaR1HmAI6VhfcQ"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e uma pitada de</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, retratando uma fase mais autossuficiente e madura da cantora. Contudo, isso não significa que não há mais vestígios de Liam Hemsworth nos versos, apesar de Miley deixar explícito que ele não é mais o centro de sua atenção, finalmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o próprio nome diz, Miley Cyrus está em uma férias de verão que nunca chega ao fim. O álbum é uma viagem pela descoberta da sua singularidade e vulnerabilidade, dando início com o grande </span><i><span style="font-weight: 400;">hit  Flowers</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi emplacado nas </span><a href="https://portalpopline.com.br/flowers-miley-cyrus-estreia-top-3-spotify-global/"><span style="font-weight: 400;">primeiras posições</span></a><span style="font-weight: 400;"> das paradas mundiais,e seguindo até </span><i><span style="font-weight: 400;">You</span></i><span style="font-weight: 400;">, que</span> <span style="font-weight: 400;">alfineta todos os corações partidos que vê pela frente. Nesta primeira fase, vemos a estrela sair de viagem em busca de um reencontro consigo mesma, onde abre o coração e retoma os momentos vividos com o ex-marido, mas apesar do sofrimento, nota-se a superação e a evolução do seu amor próprio nos versos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Handstand</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos a estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana</span></i><span style="font-weight: 400;"> superada, imersa em problemas que apenas boas férias podem causar. A melancolia do álbum dá descanso e os ouvintes são servidos com bons ritmos dançantes, que dão a sensação de noites de verão, bebidas alcoólicas e muitas outras coisas conhecidas como erradas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1sHRnn8zuTMusee3ahseXC"><i><span style="font-weight: 400;">Wonder Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> rouba a cena final da obra, ela é como uma conclusão, Miley finalmente descobre quem ela é. Toda essa profundidade, busca e descoberta faz com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation</span></i><span style="font-weight: 400;"> configure como um dos melhores discos de 2023. <strong>&#8211; </strong></span><b>Pâmela Palma</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>River, Used to Be Young e You</p>
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<figure id="attachment_32782" aria-describedby="caption-attachment-32782" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd.jpeg" alt="Capa do álbum emails i can´t send fwd de Sabrina Carpenter. Sabrina está sentada sobre os joelhos em uma grande cama com lençóis brancos. Ela usa um vestido preto de alças finas, justo ao corpo e com as costas abertas. Sua cabeça está inclinada em direção à câmera, como se olhasse diretamente para quem está vendo o álbum. Seu cabelo comprido e loiro está solto e ao seu lado há um computador com um coração na parte de trás. A parede a sua frente é pintada de salmão e há uma televisão antiga próximo ao pé da cama. Na parte de baixo da capa há o emblema de aviso de conteúdo explícito." width="474" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd.jpeg 474w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 474px) 85vw, 474px" /><figcaption id="caption-attachment-32782" class="wp-caption-text">Sabrina escreve para todos que já sentiram o amor (Foto: Universal Music Group/Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Sabrina Carpenter &#8211; emails i can&#8217;t send fwd:</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter abre o coração e faz aquilo que todos que já se apaixonaram ao menos uma vez na vida desejaram fazer, gritar para o mundo tudo o que sente. Com melodias que percorrem a melancolia e a animação, </span><a href="https://www.universalmusic.com.br/2023/03/17/emails-i-cant-send-fwd-mais-recente-album-de-sabrina-carpenter-ganha-versao-deluxe/"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send fwd</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acrescenta mais quatro músicas ao seu último álbum, sendo uma versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ainda mais íntima. A artista se demonstra não só uma ótima cantora, mas também uma excelente compositora. A intensidade presente nas letras das canções acolhem todos os ouvintes e permite que o público se identifique com os cenários criados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 17 faixas, a produção vai da desilusão amorosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=60lgs2aaiRo"><i><span style="font-weight: 400;">opposite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> à superação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kLbn61Z4LDI"><i><span style="font-weight: 400;">Feather</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Algumas músicas possuem, ainda, versões alternativas – como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t3zqFusFXis"><i><span style="font-weight: 400;">Nonsense Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o que cativa ainda mais o público e mostra a criatividade de Carpenter. O álbum como um todo possui o estilo carismático da cantora e a vulnerabilidade presente em suas letras e melodias fazem com que elas se tornem populares entre os mais variados públicos. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> how many things, lonesome e opposite.</span></p>
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<figure id="attachment_32783" aria-describedby="caption-attachment-32783" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-800x589.png" alt="Capa do álbum Escândalo Íntimo. Na imagem a cantora Luisa Souza está com aparência robótica vestindo um macacão que imita a sua pele. Sonza é uma mulher branca, loira, com lábios grandes e vermelhos. A imagem possui um fundo de tinta borrada e blusa, a imagem dos olhos da cantora estão borrados, bem como suas mãos. Ao fundo vislumbra-se parte de um pôr do sol, mas a maior parte do fundo da imagem é escura." width="800" height="589" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-800x589.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-1024x754.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-768x566.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32783" class="wp-caption-text">“Eu acho legal essa coisa de artista, eu sei que não sou nenhuma especialista” (Foto: Olga Fedorova/Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Luisa Sonza &#8211; Escândalo Íntimo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro álbum de Luísa Sonza foi embalado por muitas polêmicas e controvérsias, como já é costume para a gaúcha. De </span><i><span style="font-weight: 400;">Chico</span></i><span style="font-weight: 400;"> no top 1 do Brasil à carta revelando traição na </span><i><span style="font-weight: 400;">Ana Maria</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo revelou de fato, um </span><a href="https://personaunesp.com.br/escandalo-intimo-luisa-sonza-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa vez, Sonza explora vários gêneros  musicais, misturando suas angústias e inseguranças nos ritmos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, MPB, sertanejo e 150 BPM. As </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nN337a3sPqQAMjBMyi2SEgvZln79HDIws&amp;si=5RpDvnMcf-GmRxcD"><span style="font-weight: 400;">24 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> contam a história de um relacionamento, do qual começa confiante à laf</span><i><span style="font-weight: 400;">amme fatale</span></i><span style="font-weight: 400;">, depois mergulha em momentos de calmaria, romance e muitos questionamentos, para finalmente conseguir se diferenciar daquilo que é expectativa alheia e do que realmente se quer ser. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com colaborações diversas, como Duda Beat, Marina Senna, Baco Exu do Blues e até mesmo Demi Lovato. A produção buscou referências nos ídolos da música </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2023/09/luisa-sonza-sai-em-defesa-de-nomes-do-pop-nacional-a-musica-brasileira-esta-viva-esta-diversificada.ghtml"><span style="font-weight: 400;">brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> da artista, como Rita Lee em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lança Menina</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também possui faixas cantadas em inglês e espanhol, a exemplo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">La Muerte</span></i><span style="font-weight: 400;">. Falando em referências, toda narrativa sonora está repleta delas, de modo quase excessivo. A faixa 1, homônima ao álbum, por exemplo, é um </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> da música </span><a href="https://youtu.be/CrYWrPTh9Ug?si=k0zAEe6-HXslITj1"><i><span style="font-weight: 400;">Quarto de Hotel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Hareton Salvanini. The Beatles e Queen também são reinterpretados em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Principalmente Me Sinto Arrasada. </span></i><span style="font-weight: 400;">O álbum ainda conta com três faixas não disponíveis e sem previsão de lançamento. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Lança Menina, Não Sou Nada Demais e Luísa Manequim</span></p>
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<figure id="attachment_32784" aria-describedby="caption-attachment-32784" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9.jpg" alt="Capa do álbum Escuro Brilhante, Último dia no Orfanato Tia Guga. Nela vemos uma fotografia de várias crianças que vestem uma capa preta, somente uma criança negra olha para a foto ealguns rabiscos contornam a cara dela. Centralizado no inferior, o nome do álbum está escrito com uma estétca de letra de criança" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32784" class="wp-caption-text">A essência urbana e realista de Rico Dalasam é acolhedora (Foto: Rico Dalasam)</figcaption></figure>
<p><b>Rico Dalasam &#8211; Escuro Brilhante, Último dia no Orfanato Tia Guga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciado há três anos e sendo o seu terceiro álbum autoral, Rico Dalasam surpreende novamente ao abordar questões tão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QtN4U_BygkY&amp;t=4s"><span style="font-weight: 400;">íntimas </span></a><span style="font-weight: 400;">e essenciais na compreensão tanto da própria história enquanto artista quanto ao tentar dar voz aos que foram silenciados. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta às suas origens no orfanato e revive cada uma de suas inseguranças enquanto uma criança em busca de afeto e acolhimento, mas conseguindo, agora, aninhar e reconfortar a si mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa experiência de auto libertação é vista na primeira faixa de abertura </span><i><span style="font-weight: 400;">Doce</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a participação de vários outros artistas ilustres, como </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/05/liniker-eu-nunca-desacreditei-ate-quando-foi-muito-dificil.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Liniker</span></a><span style="font-weight: 400;">, os intensos versos melódicos envolvem ainda mais quem ouve as questões de amor discutidas no EP. No ano de 2023, Rico Dalasam fez presença ao nos presentear demonstrando as diversas faces do amor seja de forma esperançosa em </span><i><span style="font-weight: 400;">Espero Ainda</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou na franqueza trágica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jovinho</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Rebecca Ramos</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Novinho, Espero Ainda e Sol Particular</span></p>
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<figure id="attachment_32793" aria-describedby="caption-attachment-32793" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-800x740.jpeg" alt="Capa do álbum ESQUINAS. Nela, no centro, há uma menina branca de cabelos pretos e longos, presos em duas tranças laterais. Ela usa chapéu de cowboy branco, lenço vermelho no pescoço, blusa de manga comprida listrada e calças jeans. Nos quatro cantos da imagem, também há o escrito “Esquinas” em preto e letra cursiva." width="800" height="740" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-800x740.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-1024x947.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-768x710.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32793" class="wp-caption-text">“Eu nunca me defini dentro desse ou daquele lado das ruas que me criaram, mas como uma esquina em que duas bandeiras, duas culturas, dois idiomas se encontram”, afirmou Becky G sobre o título do projeto (Foto: RCA/Sony Latin)</figcaption></figure>
<p><b>Becky G &#8211; ESQUINAS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez por jogar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> comumente versado por Becky G para escanteio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/34Kj1LPZ7xhlskIb9qD6D6?si=Y6ZmuutjQGeBPtglnw2h3Q"><i><span style="font-weight: 400;">ESQUINAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não desceu às ruas fazendo muito barulho – mas é exatamente essa mudança de ares que o torna o trabalho mais emocionante e coeso da cantora até agora. Interseccionando as duas culturas que dividem o coração de Gomez, na onda do movimento </span><a href="https://www.latimes.com/delos/story/2023-07-09/latinos-marketing-the-200-percent"><i><span style="font-weight: 400;">200-percenters</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (jovens que se autodeclaram 100% estadunidenses e 100% latinos), as novas canções bebem das </span><i><span style="font-weight: 400;">bachatas</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">cumbias</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros sons regionais mexicanos que a intérprete ouve desde a infância. O resultado é a confecção de uma </span><a href="https://apnews.com/article/becky-g-new-album-esquinas-26bd98c33ace353869d813ec8b5b55f4"><span style="font-weight: 400;">musicalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> simultaneamente singular e coletiva, enraizada pelo amor à própria família e o respeito à essa herança artística como um todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lirica e vocalmente, a mexicana-americana dota o álbum de sentimentos que pesam mais no peito dos latinos, como a superação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8c7KOGxeY3w"><span style="font-weight: 400;">paixões</span></a><span style="font-weight: 400;"> impossíveis e o vínculo afetivo profundo com os </span><a href="https://youtu.be/xyLB0E8Ya0U?si=MDTxe1pY5oovumpk"><span style="font-weight: 400;">avós</span></a><span style="font-weight: 400;">. A maturidade de se ancorar nas próprias experiências vem acompanhada das mãos aclamadas de Edgar Barreira, que prepara uma salada arrojada e robusta de instrumentos na produção. Entre violões, acordeões e trompetes, jovens músicos descendentes de imigrantes, como </span><a href="https://youtu.be/cLLF8yJ2Gt4?si=trJmaeZsaSKGDU0Z"><span style="font-weight: 400;">Ivan Conejo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/2UCN9nm8qYs?si=Vw_FKWo5bqQYcCt6"><span style="font-weight: 400;">DannyLux</span></a><span style="font-weight: 400;">, e outros representantes da música mexicana, vide </span><a href="https://youtu.be/b2wQtu9YnWk?si=JPrWkA5dbESg2bZr"><span style="font-weight: 400;">Peso Pluma</span></a><span style="font-weight: 400;">, ajudam Gomez a temperar as faixas sem pressa, na riqueza do instante. Ao final, as tantas camadas sobrepostas em </span><i><span style="font-weight: 400;">ESQUINAS</span></i><span style="font-weight: 400;"> formam uma rua inteira de celebrações, ladrilhada pelo talento da artista principal. &#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: CHANEL e POR EL CONTRARIO</span></p>
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<figure id="attachment_32801" aria-describedby="caption-attachment-32801" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32801" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-800x800.jpg" alt="Capa do álbum everything is alive. O fundo é totalmente bege. Losangos vermelhos aparecem em segundo plano, enquanto uma forma geométrica complexa vermelha aparece em primeiro plano. Essa forma se assemelha a um labirinto. No centro deste, aparece uma silhueta vermelha de uma pessoa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32801" class="wp-caption-text">Slowdive enriquece o rock alternativo sem nunca ter precisado apelar à opressão de minorias (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Slowdive &#8211; everything is alive</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Slowdive é a típica banda que faz de suas composições uma sopa de letrinhas. Os integrantes parecem transformar fluxos de consciência em músicas as quais, surpreendentemente, fazem sentido. Este, aliás, não é exato, ou seja, pode significar uma coisa para um </span><a href="https://edition.cnn.com/2023/03/16/us/incel-involuntary-celibate-explained-cec/index.html"><i><span style="font-weight: 400;">incel</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e outra para uma mulher perturbada. Tal variedade de fãs faz com que o grupo britânico esteja em constante reinvenção, pois ter consciência da impossibilidade de agradar a todos é, sobretudo, libertador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora muitas mudanças sejam notáveis no som do Slowdive, uma característica sobreviveu aos percalços do tempo: o apreço pela atmosfera noturna. O quinto álbum de estúdio da banda, </span><i><span style="font-weight: 400;">everything is alive</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma soma às </span><i><span style="font-weight: 400;">playlists </span></i><span style="font-weight: 400;">criadas com o propósito de apaziguar os conflitos travados entre o sono e a paranóia. Nada é mais assustador do que o filme de terror autobiográfico exibido na nossa própria cabeça de madrugada. No entanto, se depender da banda de Berkshire, não faltará uma boa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6LZqgNsYlhk"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> para acompanhar as memórias estreladas por nós mesmos e por amores já tirados do roteiro. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: kisses, skin in the game e andalucia plays</span></p>
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<figure id="attachment_32795" aria-describedby="caption-attachment-32795" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-800x800.jpg" alt=" Capa do disco Falling or Flying. Na capa temos a figura da cantora Jorja Smith, uma mulher negra de pele clara, com cabelos longos e escuros. Ela está vestindo um vestido longo prata, com várias estampas diferentes ao redor das mangas e nos ombros. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de cinza. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32795" class="wp-caption-text">O remix de Little Things, em parceria com Nia Archives, foi uma das canções mais acessadas no TikTok em 2023 (Foto: FAMM)</figcaption></figure>
<p><b>Jorja Smith &#8211; Falling or Flying </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma pausa de cinco anos desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Lost &amp; Found</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu último lançamento</span> <span style="font-weight: 400;">em 2018, Jorja Smith retorna ao cenário musical com o seu recente trabalho de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling Or Flying</span></i><span style="font-weight: 400;">. Flertando com um</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> bem pensado, a britânica escapa da sonoridade convencional do gênero e apresenta novos ritmos que conversam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">neo soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua faixa-título, até as orquestras de música arabe durante a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gUn6i9bfdRA"><i><span style="font-weight: 400;">Try Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o disco inove nas melodias, ele não se diferencia de seus lançamentos anteriores. Mesmo se repetindo criativamente, o álbum se destaca pela fluidez na voz de Smith, onde o sentimento conduzido pela artista se encaixa em cada letra e batida. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3cCpJc6LhvskN7i9w3WkaA"><i><span style="font-weight: 400;">Falling or Flying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue seu próprio caminho, garantindo 17 faixas cheias de nuances, ele não tem medo de se perder em meio a versatilidade, rompendo com a recente onda de cds homogêneos que surgiram na indústria musical. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Try Me, Little Things e GO GO GO</span></p>
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<figure id="attachment_32800" aria-describedby="caption-attachment-32800" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32800" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum First Two Pages of Frankenstein. O fundo da imagem é branco e contém um quadrado bege no qual está centralizado um menino branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa branca e está segurando uma cabeça de manequim. Na testa desta cabeça, está colado um papel branco com “Hello” escrito em letras brancas e, logo abaixo, “Paul” escrito em letras pretas. No canto inferior esquerdo da imagem, está escrito “The National” em letras pretas e, no canto inferior direito, está escrito “First Two Pages of Frankenstein” em letras pretas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32800" class="wp-caption-text">The National se consagra como uma das bandas de tiozão mais queridas do indie rock (Foto:4AD)</figcaption></figure>
<p><strong>The National &#8211; First Two Pages of Frankenstein</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nono álbum de estúdio de The National, </span><i><span style="font-weight: 400;">First Two Pages of Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;">, cutuca um vespeiro do qual podem sair pessoas de meia idade e jovens com pais separados. Além disso, o disco reúne parcerias com Phoebe Bridgers, Taylor Swift e Sufjan Stevens, provando que, embora a banda seja composta inteiramente por homens, ela é relativamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OPszWFU5wDw"><span style="font-weight: 400;">afeminada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo estadunidense deposita toda sua força em letras sensíveis cujo significado talvez nem os próprios integrantes saibam identificar. Os arranjos de guitarra elétrica perdem o protagonismo para longas performances de violão que, somadas à voz aveludada do vocalista </span><a href="https://www.nme.com/news/music/the-nationals-matt-berninger-on-struggling-with-writers-block-everything-was-evidence-of-failure-3502908"><span style="font-weight: 400;">Matt Berninger</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornam-se um perigo para os detentores de </span><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues.</span></i><span style="font-weight: 400;"> No fim, o álbum é um abraço a todos que buscam migalhas de afeto. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Tropic Morning News, Eucalyptus e Grease In Your Hair.</span></p>
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<figure id="attachment_32796" aria-describedby="caption-attachment-32796" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32796" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-800x800.png" alt="Capa do álbum Fountain Baby da cantora Amaarae. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora do busto até seu queixo. Ela é uma mulher negra, com cabelos castanhos, encaracolados e longos. Sua pele está reflexiva pois está molhada assim como seu top branco e seus cabelos. Em seu pescoço está um crucifixo prata iluminado e ao fundo azulejos azuis." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32796" class="wp-caption-text">Mesmo com uma composição minuciosa e inteligente, Fountain Baby é popular, intoxicante e fresco (Foto: Interscope)</figcaption></figure>
<p><b>Amaarae – Fountain Baby</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fountain Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o segundo álbum de estúdio da cantora Amaarae, e pela primeira vez em uma grande gravadora, a Interscope, a artista de Gana mostra maestria em combinar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rb/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> europeu e </span><i><span style="font-weight: 400;">afro-beat</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com 14 músicas coesas e complementares, o botão de </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma tentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a ordem de faixas tão características, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Co-Star</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wasted Eyes</span></i><span style="font-weight: 400;">, não é tão precisa quanto aqui. Sem perigosas transições contínuas em uma obra tão completa, ouvi-la no aleatório é um crime. Descrita como uma obra confiante e inconvencional pela </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/amaarae-fountain-baby/"><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></a><span style="font-weight: 400;">, logo após receber o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">Best New Music</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fountain Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem espaço para reivindicar o título de esnobado por sua ausência em grandes premiações, como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sex, Violence, Suicide;</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Wasted Eyes</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Sociopathic Dance Queen</span></p>
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<p><strong>Sabrina Carpenter &#8211; fruitcake</strong></p>
<figure id="attachment_32835" aria-describedby="caption-attachment-32835" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32835" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter.jpg" alt="Capa do EP fruitcake, da cantora estadunidense Sabrina Carpenter. A artista aparece em frente a um fundo rosado, segurando um bolo de fruta, cobrindo a boca e o nariz. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de olhos azuis e cabelos loiros. Ela tem franja, usa esmalte azul claro e delineado gatinho preto. Ela usa um suéter vermelho, com estampas de coração, usa uma tiara branca e usa um anel com as iniciais do seu nome. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32835" class="wp-caption-text">Que tal um café com um bolinho de frutas com Sabrina Carpenter? (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter – fruitcake </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7EisdwWcodpmHxgpGVE5Pg?si=Ax-_ZAkwRV-PJBD3vduSBA"><i><span style="font-weight: 400;">fruitcake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sabrina Carpenter leva o clima natalino para qualquer momento do ano. Seguindo os passos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/desire-i-want-to-turn-into-you-critica/"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que fez uma versão gelada de </span><a href="https://youtu.be/sn3cHUtNZKo?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">So Hot You’re Hurting My Feelings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, Carpenter repaginou o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Nonsense</span></i><span style="font-weight: 400;">: a nova faixa, </span><a href="https://youtu.be/t3zqFusFXis?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz trocadilhos com diversas características do Natal. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com seis músicas que refletem o período de celebração de final de ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5kDmlA2g9Y1YCbNo2Ufxlz?si=KoBF2yI-Tge_FIge9rokMg"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can’t send</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sabrina Carpenter prova novamente o que faz de melhor. Com músicas divertidas – tanto na parte lírica quanto na parte melódica –, a cantora mostra todo o seu potencial vocal. No </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><a href="https://youtu.be/1pbxeU9cuHM?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">white xmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a pequena loirinha nos transporta para uma nostalgia atual; já em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4gB8anyCpAM"><i><span style="font-weight: 400;">buy me presents</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, ouvimos sons de sinos e guizos vindos diretamente do Polo Norte. Carpenter ainda traz </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YJd9zc6l-_Y"><i><span style="font-weight: 400;">cindy lou who</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma canção melancólica e reflexiva, que faz uma referência à personagem Cindy Lou, do clássico filme natalino </span><i><span style="font-weight: 400;">O Grinch</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;<strong>Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas, buy me presents, santa doesn’t know you like i do e is it new years yet?</span></p>
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<figure id="attachment_32797" aria-describedby="caption-attachment-32797" style="width: 796px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32797" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-796x800.png" alt="" width="796" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-796x800.png 796w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-1019x1024.png 1019w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-768x772.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32797" class="wp-caption-text">O debut de ouro do maknae consagrado no BTS demonstra como o talento de Jungkook se expande e brilha de várias formas (Foto: BigHit Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Jungkook &#8211; Golden</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No lançamento de sua primeira faixa solo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Seven</span></i><span style="font-weight: 400;">, Jungkook já havia demonstrado que não lhe faltava habilidade para preencher todos os aspectos de um artista de sucesso. Seja cantando, dançando ou fazendo </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o cantor sul-coreano conquistou o coração de cada ouvinte desde seu </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/jungkook-revela-como-se-sente-em-relacao-ao-apelido-golden-maknae.phtml"><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com o grupo </span><a href="https://www.guinnessworldrecords.com.br/news/2021/9/bts-e-seus-23-recordes-entram-para-o-hall-da-fama-do-guinness-world-records-202"><span style="font-weight: 400;">BTS</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando tinha apenas 15 anos. Agora, em sua estreia solo, ele demonstra a maturidade de um artista com expressivos 10 anos de carreira e desponta como uma celebridade global.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cyAkEgxZZgk"><i><span style="font-weight: 400;">GOLDEN</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um álbum nota dez em todos os quesitos. Com faixas para todos os humores, um vocal de deixar sem fôlego, coreografias empolgantes e uma sonoridade que mescla o nostálgico com o moderno, Jungkook acerta em cheio e faz jus ao título de Golden Maknae. Nessa estréia mais que dourada, o seu trabalho foi </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/jungkook-alcanca-novo-recorde-na-billboard-com-golden.phtml#:~:text=Hist%C3%B3rico!,de%20novembro%20do%20ano%20passado."><span style="font-weight: 400;">feito para brilhar</span></a><span style="font-weight: 400;">, em todos os aspectos </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">3D (feat. Jack Harlow) e Standing Next to You</span></p>
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<figure id="attachment_32798" aria-describedby="caption-attachment-32798" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32798" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-800x800.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32798" class="wp-caption-text">Em seu novo projeto, Key demonstra que seu tempo na indústria musical é como vinho: quanto mais tempo se passa, melhor fica (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Key &#8211; GOOD &amp; GREAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com músicas e melodias coesas, conceitos bem estabelecidos e uma performance completa, Key segue sendo um dos artistas mais relevantes da indústria sul-coreana. Debutando em 2008 com o grupo </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/15-anos-de-shinee-relembre-a-trajetoria-do-grupo-pelo-k-pop,41d2edc6e263ef26b4ed6d9f1fa1dbf81j9oub29.html"><span style="font-weight: 400;">SHINee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conciliando com sua </span><a href="https://revistakoreain.com.br/2018/12/debut-solo-do-key-elegancia-talento/"><span style="font-weight: 400;">carreira solo</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2018, Kim Kibum sempre demonstrou apreço pelo retrô e por músicas fortes, marcantes e dançantes. Já tendo passado por outras </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entretenimento/kpop/noticia/2021/09/key-do-shinee-lanca-bad-love-finalmente-me-tornei-eu.html"><span style="font-weight: 400;">áreas da cultura pop</span></a><span style="font-weight: 400;">, em seu novo álbum é notória a sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">disco</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, que chama qualquer ouvinte para dançar com ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jrM1k8kHwC0"><i><span style="font-weight: 400;">Good &amp; Great</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o artista demonstra amadurecimento e que é ainda é possível utilizar o conceito </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrô, que permanece em alta nos últimos anos. Confiante do motivo pelo qual saiu do papel, esse novo projeto não dá espaço às dúvidas ao entregar uma produção sonora e lírica de alta qualidade, mostrando o que há de melhor no cantor e tornando o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">em uma entrada para uma festa privada </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Can</span> <span style="font-weight: 400;">‘t Say Goodbye e CoolAs</span></p>
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<figure id="attachment_32799" aria-describedby="caption-attachment-32799" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32799" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-800x800.jpg" alt="Capa do disco Gravy. Uma mulher negra de cabelos loiros está sentada no meio de uma cama escura, dentro de um quarto esverdeado. A mulher está maquiada nos olhos com uma sombra algo brilhante. Em frente à mulher há algumas flores e uma faixa prata escrito “Miss Gr–”. No fundo há um pequeno porta-retratos pendurado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32799" class="wp-caption-text">Cantor de Chicago explora sonoridades mais leves em parceria com Coco Jones, Philip Bailey e Freddie Gibbs (Foto: RCA Records, a division of Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>BJ The Chicago Kid &#8211; Gravy</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BJ The Chicago Kid, apesar de extremamente talentoso, não parece figurar no radar geral dos ouvintes de neo-soul (ou R&amp;B, se preferir) e nem desfrutar de tanto prestígio quanto os seus colegas de colaboração </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2QVYTN3Z0IGLVF7YEQN5EJ?si=36ad712a7cea40cc"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou Anderson .Paak. Porém sua discografia um tanto consistente, se esse adjetivo valer de alguma coisa, é uma prova de que o cantor natural de Chicago, Illinois, merece ser mais ouvido entre os ouvintes de música contemporânea. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OUkPQzFO2Y5x2HZKtpswJ?si=5v_bpT-VT7ap9T2_5CyWkA"><i><span style="font-weight: 400;">Gravy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um tanto diferente de seu último e ótimo disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">1123</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que havia mais sonoridades voltadas para a relação do neo-soul com </span><i><span style="font-weight: 400;">slow rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, é um álbum de sonoridade menos densa que os anteriores, porém mais leve e dançante. O destaque do disco é a variedade dos sons, que comporta talvez até um flerte com </span><i><span style="font-weight: 400;">eurodance</span></i><span style="font-weight: 400;"> notado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spend the Night</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">parceria com Coco Jones; a participação de Freddie Gibbs, um dos destaques da cena do rap norte-americano atual, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Liquor Store in the Sky</span></i><span style="font-weight: 400;">, e de Philip Bailey, vocalista do lendário Earth, Wind &amp; Fire, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Change</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><i><span style="font-weight: 400;">Spend the Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Coco Jones), </span><i><span style="font-weight: 400;">Crazy Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Andra Day) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Change</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Philip Bailey)</span></p>
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<figure id="attachment_32885" aria-describedby="caption-attachment-32885" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32885" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-800x800.jpg" alt="Capa do disco GUTS, da cantora estadunidense Olivia Rodrigo. A artista é uma mulher de ascendência filipina, possui pele clara, olhos e cabelos castanhos escuros. Ela aparece deitada sobre um fundo roxo, usando um vestido preto com sutiã lilás e brincos de argola médias e prateadas. Olivia Rodrigo usa batom vermelho, delineado preto no estilo gatinho e esmalte preto lascado. Sua mão direita está posicionada em seu queixo, com o dedão apoiado no lábio. A cantora usa, nos outros dedos da mão direita, anéis prateados que formam o nome do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32885" class="wp-caption-text">Em GUTS, Olivia Rodrigo nos apresenta suas entranhas e sua coragem emocional (Foto: Larissa Hofmann/Geffen Records</figcaption></figure>
<p><strong>Olivia Rodrigo &#8211; GUTS</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Onde está a porra do meu sonho adolescente?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, pergunta Olivia Rodrigo no seu primeiro disco, </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">GUTS</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos uma jovem-adolescente-ainda-não-adulta mais crescida, ainda com diversos problemas, questões e reclamações da idade. Cheia de raiva, ansiedade, amor e decepção, Rodrigo traz o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> do fim dos anos 1990 e do início dos anos 2000 de volta para os ouvidos dos fãs. Com uma pitada de </span><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do alternativo, a cantora mostra como amadureceu – tanto pessoalmente quanto musicalmente – entre um álbum e outro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto em </span><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i><span style="font-weight: 400;"> um coração partido era o reflexo de um amor da adolescência, </span><i><span style="font-weight: 400;">GUTS</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta o tema como algo muito pior: no </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RlPNh_PBZb4"><i><span style="font-weight: 400;">vampire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista conta como seus sentimentos foram usados, e como sua fama foi aproveitada por terceiros. Em meio a músicas com batidas rápidas e outras mais lentas e sentimentais, a artista traduz – de forma nua e crua – como é a </span><a href="https://youtu.be/5myKp4ZD2KQ?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">mente de uma jovem mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">. Repleta das mais diversas emoções, ela consegue explicar as dores, os amores e os dilemas do fim da adolescência e do começo da vida adulta, e mostra como crescer é algo difícil, mas necessário. Além disso, Rodrigo nos mostra uma coisa: talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">teenage dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> venha depois, não durante os anos da juventude. <strong>&#8211; Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>bad idea right?, vampire, lacy, making the bed e get him back!</p>
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<figure id="attachment_32802" aria-describedby="caption-attachment-32802" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32802" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-800x800.png" alt="Capa do CD Heaven Knows. Fotografia quadrada com o fundo preto. Na parte central, está a cantora PinkPantheress. Uma mulher preta, de cabelos castanhos. Ela usa um vestido branco e colares prateados. Ela está apoiando o braço em uma escada acinzentada, que possui uma porta vermelha no final dela. Há também uma pomba branca em cima da artista. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32802" class="wp-caption-text">Somente os vocais angelicais de PinkPantheress tornam a morbidez de suas letras um acalento aos traumas amorosos (Foto: Warner Records UK)</figcaption></figure>
<p><b>PinkPantheress &#8211; Heaven Knows</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">PinkPantheress, cantora e produtora inglesa, se tornou internacionalmente conhecida com a faixa </span><a href="https://youtu.be/oftolPu9qp4?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Boys a liar Pt. 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria da artista com a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ice Spice. No entanto, a canção não representa o </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven Knows</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo álbum de estúdio da cantora. Nas 13 faixas que compõem o projeto, a compositora mistura o tom mórbido de seu conteúdo lírico com os vocais angelicais emitidos por ela. Aqui, as parcerias com Rema, Central Cee e Kelela acrescentam à narrativa contada pela artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fã do </span><i><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></i><span style="font-weight: 400;">, batidas rápidas que chegam a quase 170 bpm, o subgênero da música eletrônica marca a sonoridade do álbum. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Capable of Love</span></i><span style="font-weight: 400;">, melhor canção do projeto, a cantora disseca o amor que possui por uma pessoa, chegando ao ponto de se tornar obcecada pela ideia de a perder um dia, se tornando, assim, incapaz de amar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven Knows</span></i><span style="font-weight: 400;"> merecia uma indicação nas categorias de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e eletrônica no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024, mas PinkPantheress não precisa da indicação para afirmar o seu talento, já que foi eleita </span><a href="https://www.billboard.com/music/awards/pinkpantheress-women-in-music-2024-producer-of-the-year-1235607497/"><span style="font-weight: 400;">Produtora do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nice to meet you (feat. Central Cee), Feelings e Capable of love</p>
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<figure id="attachment_32804" aria-describedby="caption-attachment-32804" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32804" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8.png" alt="Capa do álbum I've Loved You For So Long. A capa é uma montagem, de duas fotografias sobrepostas em um fundo rosado. Sobre o fundo rosa, na parte superior direita, vemos as palavras The Aces em caixa alta, em uma letra preta sem serifa. Na parte central da capa, vemos uma fotografia de quatro mulheres sentadas na caçamba de uma caminhonete, com um túnel ao fundo. As quatro são brancas, aparentando cerca de 25 anos. A da esquerda é loira e veste uma camisa preta. Ela olha para fora da caminhonete. As duas do centro são morenas. Da esquerda para a direita, uma veste camiseta branca, jaqueta de couro preta e calça branca, e olha para fora da caminhonete. A outra veste camiseta, jaqueta de couro e calça pretas, e olha para baixo. A da ponta direito é loira, veste camiseta bege e casaco morrem. Ela olha para o lado oposto da caminhonete. No centro inferior da capa, novamente na parte rosada, vemos as palavras I’VE LOVED YOU FOR SO LONG na mesma fonte preta, sem serifa e em caixa alta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32804" class="wp-caption-text">As músicas de The Aces já fizeram parte da trilha sonora de The Bold Type e Com Amor, Victor (Foto: Red Bull Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Aces &#8211; I&#8217;ve Loved You For So Long</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tardaram, mas não falharam. Depois de três anos do seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span></i><span style="font-weight: 400;">, as </span><i><span style="font-weight: 400;">The Aces </span></i><span style="font-weight: 400;">deram as caras novamente com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5LO06DFO56CESiQ6BjGsVJ?si=FlTYhG0eREi-x167Ljk5Lw"><i><span style="font-weight: 400;">I’ve Loved You For So Long</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O lançamento, ainda em meados de 2023, veio depois de um período de reflexão sobre elas mesmas enquanto grupo musical e amigas de longa data, já que o quarteto começou a tocar junto anos antes da banda estourar. Dessa vez, o terceiro disco mostra que as irmãs Alisa e Cristal Ramirez, Katie Henderson e McKenna Petty estão mais confortáveis com seus próprios demônios e livres para falar (ou cantar) sobre eles abertamente.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Suburban Blues </span></i><span style="font-weight: 400;">é a prova disso. Irmã mais velha de </span><i><span style="font-weight: 400;">801 </span></i><span style="font-weight: 400;">(do álbum anterior), a faixa trata do mesmo tema: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UVowgOLb0Jc&amp;pp=ygUIdGhlIGFjZXM%3D"><span style="font-weight: 400;">crescer</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma cidade pequena, tradicional e religiosa, sem liberdade para explorar a própria sexualidade. Retomando temas como amadurecimento, amores fracassados e saúde mental, as quatro mostram que evoluíram em suas composições, cada vez mais honestas. A sonoridade acompanhou e, do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, The Aces passou a explorar também o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6FlnXDIbmXA&amp;pp=ygUIdGhlIGFjZXM%3D"><span style="font-weight: 400;">arranjos nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> à la bandas de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo dos anos 1990. Soando mais profundo e fresco, </span><i><span style="font-weight: 400;">I’ve Loved You For So Long </span></i><span style="font-weight: 400;">é tão descolado quanto seu quarteto. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Girls Make Me Wanna Die,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Suburban Blues e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Person</span></i></p>
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<figure id="attachment_32805" aria-describedby="caption-attachment-32805" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32805" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco i was mature for my age, but i was still a child, do trio de rappers grouptherapy. Imagem retangular e colorida. Nela, vemos três fotografias 3x4 enfileiradas em um fundo branco, que mostram os integrantes do grupo. Abaixo das fotos, há uma lista em que se lê o nome dos três artistas, da esquerda para a direita na ordem das fotos, e elencados de A até C: SWIN, Jadagrace e TJOnline. SWIN é um homem negro, de cabelo raspado, com barba e bigode que apresentam leves falhas. Ele usa uma camiseta preta. Jadagrace é uma mulher negra, de cabelos crespos curtos e tingidos em loiro. Ela veste um top brando e uma camisa preta. TJOnline é um homem negro, de cabelo raspado e bigode. Ele usa uma touca preta e veste uma camiseta regata branca. Escrito com caneta azul, e de forma descuidada ao redor das fotos, pode-se ler “i was mature for my age, but i was still a child”. No topo da capa, em uma fonte escura, lê-se o nome do grupo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32805" class="wp-caption-text">Chora, BROCKHAMPTON (Foto: grouptherapy.)</figcaption></figure>
<p><b>grouptherapy. &#8211; i was mature for my age, but i was still a child</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se todos os nossos pensamentos intrusivos se tornassem realidade? Esse é o exercício imaginativo que guia grouptherapy. Ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">i was mature for my age, but i was still a child</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenha sido anunciado como seu </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PL_tYZlhnR433hfj7PiAql2Hn_QYVBAK2t"><span style="font-weight: 400;">álbum de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jadagrace, SWIM e TJOnline já tinham se reunido em ao menos três projetos anteriores, desde 2020. Isso porque a constante experimentação e quebra de paradigma é o que alicerça esse trio. Uma pulsão que os leva a desafiar todo e qualquer limite, tornando o novo lançamento uma experiência sempre imprevisível. É </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">? É </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">? É </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">? Não importa para eles, e não deveria importar para você também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é exagero dizer que grouptherapy. é um produto da nossa geração. Cada faixa é uma combinação inusitada entre referências contemporâneas a nós. Fruto de muito estudo, mas sobretudo de uma proximidade e uma identificação profunda com essas obras. Seja em baladas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KyFxIJI-0nk"><span style="font-weight: 400;">confissões sensíveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou em faixas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TEx_axT80JU"><span style="font-weight: 400;">absolutamente espalhafatosas</span></a><span style="font-weight: 400;">, cresce um anseio por auto expressão, uma ânsia em se colocar no mundo da própria maneira – que, na realidade, esconde um intenso medo de desaparecer, de ser denominado pelo outro. E existe sentimento mais familiar que esse? </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">smile :), Nasty e still alive</span></p>
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<figure id="attachment_32806" aria-describedby="caption-attachment-32806" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32806" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-800x800.png" alt="Capa do álbum Jaguar ll. No centro dela, há metade da cabeça de Victoria Monét, uma mulher jovem, negra, de cabelos lisos e platinados. Seus olhos apresentam lápis pretos na parte inferior e cílios postiços na parte superior. Sua cabeça está imersa em um mar preto até a altura do nariz. Ao fundo, pequenas estrelas em um fundo preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32806" class="wp-caption-text">Conhecida por compor trabalhos de Ariana Grande, Travis Scott e Chloe x Halle, a artista coloca ainda mais frescor nas letras de seu segundo álbum, premiado duas vezes no Grammy 2024 (Foto: RCA)</figcaption></figure>
<p><b>Victoria Monét &#8211; JAGUAR ll</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sem possuir qualquer grau de parentesco com o famoso pintor impressionista, Victoria Monét tem o dom de tomar a Música como arte em sua forma mais pura. Como esperado, o elegante rugido de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6WlGOgNNtpwFt2gfRFfqgZ?si=EXFJooR-Tr-TI1SYnHd6Jw"><i><span style="font-weight: 400;">JAGUAR ll</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não foge das pinceladas calculadas e cativantes da cantora, que encontra na continuação da </span><a href="https://musicainstantanea.com.br/critica-victoria-monet-jaguar/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> iniciada há três anos o ponto de equilíbrio perfeito entre inspiração e novidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na selva do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, a viagem retoma a carona do produtor D’Mile e aproveita o apelo de bases clássicas para crescer novos arranjos, mais que nunca harmonizados com os vocais cristalinos de Victoria. Logo de cara, emendar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> inebriante de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cD0dy_1FsT0"><i><span style="font-weight: 400;">Smoke</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com Lucky Daye, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> colorido de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a_DuSbMvOQs"><i><span style="font-weight: 400;">Party Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada ao lado do jamaicano Buju Banton, é quase um processo de hipnose. O </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/victoria-monet-jaguar-ii-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">lirismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> apaixonante da taurina – que canetou todas as 11 faixas do projeto – também deixa o magnetismo perdurar em temas batidos como sexo e sonhos hollywoodianos, criando ouro em plena mata musical. Com olhar felino e aguçado, </span><i><span style="font-weight: 400;">JAGUAR ll </span></i><span style="font-weight: 400;">fez de tudo, inclusive Monét ser coroada a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/conheca-victoria-monet-que-levou-o-premio-de-artista-revelacao-no-grammy-2024/"><span style="font-weight: 400;">Artista Revelação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 que a gente tanto precisava. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: On My Mama, I’m The One e Hollywood</span></p>
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<figure id="attachment_32807" aria-describedby="caption-attachment-32807" style="width: 629px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32807" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1.jpg" alt="Capa do álbum Javelin, de Sufjan Stevens. Ela é composta por diversas colagens de diferentes pessoas. Na parte superior, o nome do álbum está escrito na cor rosa como se tivesse sido feito com tinta. Na parte inferior, encontra-se o nome do artista, em caixa alta e letras brancas." width="629" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1.jpg 629w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32807" class="wp-caption-text">Javelin é uma ode ao amor, à fé e ao luto (Foto: Asthmatic Kitty Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Sufjan Stevens &#8211; Javelin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome de Sufjan Stevens brilha na lista de compositores que são especialistas em traduzir o que se esconde dentro de cada indivíduo. É difícil escutar alguma de suas letras e não se sentir tocado por ela – por exemplo, quem consegue assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome </span></i><span style="font-weight: 400;">sem se emocionar com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5GbVzc6Ex5LYlLJqzRQhuy?si=0871dab149af43c7"><i><span style="font-weight: 400;">Mistery of Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? O belo é inerente ao trabalho de Sufjan, e não seria diferente com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2KqSL3vLfyVO7rrZJL9tUs?si=5RJKyY1WT6Ki7xRKKeC2mw"><i><span style="font-weight: 400;">Javelin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://lareviewofbooks.org/article/the-end-of-something-on-sufjan-stevenss-javelin/"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> é, em sua essência, uma tocante crônica sobre o ciclo do amor, representando-o do começo ao fim. Ao longo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Javelin</span></i><span style="font-weight: 400;">, o artista parece ter a intenção de entender e ser entendido, com o objetivo de expor o fio condutor entre seus temas de estimação: levantar as intermináveis questões que nos levam a buscar significado uns nos outros e nos alegrar com a euforia de, às vezes, encontrá-lo. Nessa mistura encantadora, refinada e coesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sufjan Stevens mostra, mais uma vez, seu talento em criar uma força invisível que atravessa e deixa marcas em qualquer um que está disposto a ouví-lo. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Will Anybody Ever Love Me?, So You Are Tired e Shit Talk</span></p>
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<figure id="attachment_32907" aria-describedby="caption-attachment-32907" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-800x800.png" alt="Arte de capa do álbum. A cantora está de costas, com as costas nuas, uma calça com estampa de girafa e os pés descalços. Ela tem uma tatuagem com o desenho de uma girafa a mostra, que ocupa sua costela. Seu rosto está virado para o lado mas coberto por seu cabelo loiro e curto ao vento. Ela está em movimento, com os braços soltos e os pés quase saindo do chão, parece dançar. O chão de areia molhada se mistura com o fundo branco. Em volta de toda a silhueta da cantora, está ilustrado em letras azuis o título do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17.png 1860w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32907" class="wp-caption-text">Letrux convocou suas feras e se fez vulnerável (Foto: Noize Record Club)</figcaption></figure>
<p><strong>Letrux &#8211; Letrux como Mulher Girafa </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Letrux, como sempre, fora da caixa &#8211; ou da jaula. A artista carioca retornou em 2023 com seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5GT6PsXU6NutW6d197R0vU"><span style="font-weight: 400;">terceiro álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> solo e muita animal print. Em 16 faixas com títulos que aludem ao reino animal, ela empresta o selvagem para falar da natureza humana. O universo sonoro criado pela cantora no disco abraça sua potência artística e ela entrega mais uma obra completamente original e cativante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com apenas uma parceria, mas muito especial: Lulu Santos, na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x0pnnznWRKY"><i><span style="font-weight: 400;">Zebra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A maioria das músicas leva o nome de algum animal, dos insetos aos grandes predadores. Letrux nos guia por uma jornada pela essência dos seres humanos e suas relações. A sonoridade e as letras espelham nossos altos e baixos, às vezes pequenos como uma formiga, às vezes com a fome de um leão. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Louva deusa, Formiga e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Leões</span></p>
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<figure id="attachment_32810" aria-describedby="caption-attachment-32810" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32810" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-800x800.jpg" alt="Foto da capa do disco Magic 3, de Nas. Fotografia quadrada em preto e branco. Na imagem está o rapper Nas, homem negro de cabelo curto raspado. Ele está sentado, enquadrado da cintura para cima, olhando em direção à câmera. Veste óculos escuros, terno escuro e camisa de dentro clara; uma rosa está no botão de sua camisa à altura do peito. A textura da imagem tem um efeito de movimento, fugidio e embaçado. No canto inferior direito está o nome do disco, Magic 3." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32810" class="wp-caption-text">Nas e Hit-Boy, rapper e produtor, dão sequência a Magic 2 e coroam duas trilogias em três anos (Foto: Mass Appeal)</figcaption></figure>
<p><strong>Nas &#8211; Magic 3</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há no rap uma frase corrente, de origem imprecisa e de senso comum, que diz que “</span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> é jogo pra jovem”. Quem, porém, contradiz tão vitalmente essa máxima – junto talvez ao Jay-Z de </span><i><span style="font-weight: 400;">4:44</span></i><span style="font-weight: 400;"> – não é outro senão o rapper de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3kEtdS2pH6hKcMU9Wioob1?si=W1vqYE7qQoO8nd3ZDWLP4A"><i><span style="font-weight: 400;">Illmatic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que na primeira faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> já se coloca na posição de “griô”. Após os anos 90 e início dos 2000, depois de ter emplacado quatro obra-primas em oito anos e ter se consolidado como o Rei, Nas retorna nesse outro início de década com o vigor que lhe é característico: emplacou duas trilogias – </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Disease </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic </span></i><span style="font-weight: 400;">– em três anos e se reafirmou enquanto um dos mais importantes da história do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um dos mais talentosos ainda em atividade, aos 50 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> não seja de todo o melhor disco dessa sequência de trilogias – posto que pertence, sem dúvida, a </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Disease III</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), um dos melhores discos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos anos –, nunca é desperdício ouvir o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> e voz de um dos mais talentosos de sempre, produzida por um dos mais talentosos de hoje. Dupla formidável, dois dos melhores fazendo o que fazem de melhor, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5MfCvL6jCTkxPCBQf3OkYH?si=09f30bed7e66455d"><i><span style="font-weight: 400;">Michael &amp; Quincy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Nas e Hit-Boy. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><span style="font-weight: 400;">Pretty Young Girl</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Based on True Events, Pt. 2</span><span style="font-weight: 400;"> e S</span><span style="font-weight: 400;">itting With My Thoughts</span></p>
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<figure id="attachment_32812" aria-describedby="caption-attachment-32812" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32812" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MAÑANA SERÁ BONITO. Nela, há diversos desenhos coloridos que representam elementos abordados pela cantora Karol G ao longo do disco. Alguns deles são um arco-íris, três pirâmides do Egito, uma borboleta, duas garrafas de cerveja e um tigre" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32812" class="wp-caption-text">Lançada em meio à ascensão comercial do disco original, a mixtape complementar Bichota Season rendeu o saboroso remix de UNA NOCHE EN MEDELLÍN e uma colaboração inédita com Kali Uchis (Foto: Universal Music Latino)</figcaption></figure>
<p><b>Karol G &#8211; MAÑANA SERÁ BONITO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível falar sobre a dominação mundial ultimamente exercida pela música urbana latina sem esbarrar na imponência de Karol G. Subindo no palanque da indústria como </span><a href="https://portalreggaeton.com.br/pt/karol-g-explica-por-que-sua-nova-musica-bichota-e-um-hino-de-empoderamento/"><span style="font-weight: 400;">Bichota</span></a><span style="font-weight: 400;">, codinome que revigorou esse cenário tão tomado de testosterona, a colombiana tem um quê de artista de cinema aliado à admiração que desenvolvemos por uma irmã mais velha. Assim, fica fácil entender como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4kS7bSuU0Jm9LYMosFU2x5?si=jjt9OEfwQXqrRfCrbNZGKg"><i><span style="font-weight: 400;">MANÃNA SERÁ BONITO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu quarto álbum de estúdio, saltou dos ouvidos desavisados de muitos para o topo da </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/karol-g-a-colombiana-que-levou-um-hit-totalmente-em-espanhol-ao-topo-da-billboard/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;"> 200</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o palco das vertentes estadunidense e latina do </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2024/02/04/karol-g-e-a-vencedora-na-categoria-melhor-album-de-musica-urbana-no-grammy-2024.html"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguindo abarcar o melhor conceito-condutor da carreira da cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, a grandeza ostensiva da diva pop – professada na exploração de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">bachata</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;"> – se concilia com a vulnerabilidade doce de Carolina Giraldo Navarro, que usa o ápice de ritmos e prosperidades como ferramenta de reconciliação identitária. Sob as mãos habilidosas do conterrâneo e principal mixador do projeto, </span><a href="https://www.billboard.com/music/latin/ovy-on-the-drums-producer-karol-g-interview-1235433079/"><span style="font-weight: 400;">Ovy on The Drums</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hlgx4OKsWtE"><span style="font-weight: 400;">amargura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do coração partido, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sqI2shGJTGA"><span style="font-weight: 400;">odes</span></a><span style="font-weight: 400;"> a marcas de luxo e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ca48oMV59LU"><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> refletida nas marés da ilha de Lanzarote são frações únicas de um balaio contagiante. Para os mais céticos, Karol G também reúne </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> com veteranos e recentes sucessos latinos, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jZGpkLElSu8"><span style="font-weight: 400;">Shakira</span></a><span style="font-weight: 400;"> a Bad Gyal, na tentativa final – e bem convincente – de mostrar que seu futuro pode ser ainda mais caprichoso. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: X SI VOLVEMOS, DAÑAMOS LA AMISTAD e CAIRO</span></p>
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<figure id="attachment_32813" aria-describedby="caption-attachment-32813" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32813" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Capa do disco METRO BOOMIN PRESENTS SPIDER-MAN: ACROSS THE SPIDER-VERSE. Na capa temos a figura de uma aranha holográfica com várias cores diferentes. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de preto." width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32813" class="wp-caption-text">A trilha sonora conta com a participação de artistas como Don Toliver, Nas, Lil Wayne e A$AP Rocky (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Metro Boomin &#8211; METRO BOOMIN PRESENTS SPIDER-MAN: ACROSS THE SPIDER VERSE </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Metro Boomin tinha um grande desafio em mãos ao conduzir a nova trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha: Através do AranhaVerso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após cinco anos do lançamento do primeiro longa-metragem que consagrou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ApXoWvfEYVU"><i><span style="font-weight: 400;">Sunflower</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria de Post Malone e Swae Lee, como </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais certificado na história do RIAA, Boomin manteve a mesma qualidade de elementos apresentados anteriormente e encaminhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um novo patamar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a composição do disco, o produtor musical se dedicou a fazer boas músicas e não sucessos comerciais. As canções idealizadas por Daniel Pemberton refletem a trajetória de cada personagem no filme. Igualmente a animação, letras e melodias se entrelaçam na história de outros aranhas importantes para o desenvolvimento do protagonista. Como uma </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1bwbZJ6khPJyVpOaqgKsoZ"><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">compartilhada por Miles Morales, o álbum foi pensado em conjunto, sem nenhum ponto solto, onde cada componente se conecta como uma teia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Annihilate, Self Love e Hummingbird </span></p>
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<figure id="attachment_32814" aria-describedby="caption-attachment-32814" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32814" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.jpg" alt="Capa do disco Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua. Nela, vemos dois tigres pintados e na parte de cima, em letras pretas, está escrito &quot;ANA FRANGO ELÉTIRCO&quot; e &quot;ME CHAMA DE GATO QUE EU SOU SUA&quot;. O fundo é branco." width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32814" class="wp-caption-text">As letras introspectivas complementam as melodias animadas de Ana Frango Elétrico (Foto: Selo RISCO)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Frango Elétrico &#8211; Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma pausa de quatro anos, em seu terceiro álbum  de estúdio, Ana Frango Elétrico volta de uma forma muito mais madura que nos anos anteriores. Com timbres nostálgicos, a artista busca estreitar laços com a música brasileira dos anos 1960 e 1980, ao passo que aborda temas sensíveis e subjetivos de maneira até dolorosa, como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ISl88_PqUlk"><i><span style="font-weight: 400;">Insista em Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos temas individuais beirando a melancolia abordados no álbum, as batidas e melodias são animadas e alegres. A influência de músicos como Tim Maia é nítida. O contraste das letras com a própria música torna as canções harmônicas, aproximando o público cada vez mais do mundinho particular de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RJGXVgJBccg&amp;t=9s"><span style="font-weight: 400;">Ana Frango Elétrico</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Insista em Mim, Dr Sabe Tudo e Camelo Azul.</span></p>
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<figure id="attachment_32836" aria-describedby="caption-attachment-32836" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32836" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Midnights (The Till Dawn Edition). Uma foto do rosto da Taylor Swift. Swift é uma mulher branca de cabelos loiros e franja. Ela usa uma maquiagem azul na pálpebra dos olhos e delineado preto. Os lábios estão semi-abertos, mostrando os dois dentes da frente. Ela segura um isqueiro de metal, acesso em frente ao rosto, e olha para a chama. A foto é emoldurada na parte de cima e lateral esquerda por um degradê entre as cores azul, roxo e laranja. Na lateral esquerda estão escritas as 23 faixas do álbum. Na parte de cima lê-se o título do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32836" class="wp-caption-text">Após o sucesso de Midnights, o próximo disco de inéditas da loirinha, The Tortured Poets Department, será lançado dia 19 de abril (Foto:Beth Garrabrant/Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Midnights (The Till Dawn Edition)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As noites mal dormidas de Taylor Swift continuaram rendendo músicas em 2023. </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kn1QevMa4cdaqnn7QI-FdoeGDaies3lAM&amp;si=0ZCZqdILcTj2HLZk"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights (The Till Dawn Edition)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum já lançado no </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><span style="font-weight: 400;">ano anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com três novas faixas e um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. As duas músicas inéditas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hits Different</span></i><span style="font-weight: 400;">  e </span><i><span style="font-weight: 400;">You’re Losing Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos contam como a história de amor termina, é fim do </span><i><span style="font-weight: 400;">Lavander Haze</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um prelúdio para uma nova era de coração partido. </span><i><span style="font-weight: 400;">Snow On The Beach (feat. More More Lana Del Rey)</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a versão estendida e mais doce da parceria. </span><i><span style="font-weight: 400;">Karma</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">(feat. Ice Spice) </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa vez ganhou videoclipe, recheado de </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> que deixaram os fãs muitas noites acordados para acompanhar a loirinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra diferença que essa versão do disco trouxe, foram as versões censuradas de músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Maroon</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim, eliminando o selo de conteúdo explícito, as músicas poderiam chegar em maior público. </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou como uma surpresa para indústria, quando ninguém mais esperava um sucesso estrondoso da carreira de Swift ela se reinventa no </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazendo milagre em meio de regravações de outros álbuns e turnê mundial, a artista ainda tem muito o que cantar. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: You’re On Your On, Kid; The Great War e Hits Different</span></p>
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<figure id="attachment_32838" aria-describedby="caption-attachment-32838" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32838" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Música do Esquecimento. Nele, vemos quatro homens brancos que vestem camiseta branca e calça. Eles esticam um moletom preto com uma esqcrita em amarelo em letras estilizadas que diz &quot;Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo&quot; e &quot;Música do Esquecimento&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32838" class="wp-caption-text">Uma viagem pela autenticidade e melancolia (Foto: Selo RISCO)</figcaption></figure>
<p><b>Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo &#8211; Música do Esquecimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos depois do lançamento do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5t0h3a-vi8E"><span style="font-weight: 400;">primeiro álbum da banda</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo volta mais uma vez mostrando como tem amadurecido musicalmente e de que forma querem expandir para novos públicos. Ainda que existam tentativas de inovar, a autenticidade do grupo se mantém constante, sendo possível observar o desejo e afeto que os integrantes têm consigo mesmos e com aqueles que os ouvem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das novas abordagens neste </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B5iwOSTkWgg"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, a essência mantém-se a mesma. Abordando também temáticas como a melancolia que permeia as relações da comunidade LGBTQIAP+, uma das faixas de grande destaque, </span><i><span style="font-weight: 400;">Segredo</span></i><span style="font-weight: 400;">, escancara a infeliz universalidade de uma vivência dupla de uma boa parcela das minorias sexuais. Originais, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo não têm receio em se redescobrir e talvez seja isso que os fazem genuinamente únicos. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Segredo, Minha Mãe é Perfeita e As coisas que não te ensinam na faculdade de filosofia.</span></p>
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<figure id="attachment_32837" aria-describedby="caption-attachment-32837" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32837" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-800x800.jpg" alt="Capa do álbum My Back Was A Bridge For You To Cross. Na parte superior central da imagem, está escrito “Anohni” em letras maiúsculas brancas e “and The Johnsons” em letras garrafais brancas. Na parte inferior central da imagem, está escrito “My back was a bridge for you to cross” em letras garrafais pretas. A capa do álbum é uma fotografia em preto e branco da ativista Marsha P. Johnson. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está apoiando sua mão direita no queixo, enquanto sorri. Ela está usando brincos e um anel prateados.]" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32837" class="wp-caption-text">Quinto álbum de ANOHNI and The Johnsons é uma ferida aberta que talvez nunca cicatrize (Foto: Secretly Canadian)</figcaption></figure>
<p><b>ANOHNI and The Johnsons &#8211; My Back Was A Bridge For You To Cross</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ideal para noites chuvosas e trajetos solitários de transporte público, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Back Was A Bridge For You To Cross </span></i><span style="font-weight: 400;">foi feito para pensar na morte da bezerra. Ao mesmo tempo que seus acordes de guitarra conduzem uma atmosfera pacífica, suas letras melancólicas invadem sutilmente nossa cabeça e a deixam latejando. Tal inquietude não é tratada com </span><i><span style="font-weight: 400;">Alivium</span></i><span style="font-weight: 400;">, nem com nenhum tipo de remédio, pois não é uma doença para ser curada, mas um sintoma do desejo intrínseco por </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/26/cultura/1456485608_941440.html"><span style="font-weight: 400;">mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> que deve infectar cada vez mais pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum de ANOHNI and The Johnsons se garante no apelo à vulnerabilidade, isto é, na admissão da dor. Esta, por sua vez, está refletida em composições confessionais recitadas por uma voz a qual infelizmente sabe o que diz. A subjetividade atrelada à </span><a href="https://www.theatlantic.com/culture/archive/2023/07/anohni-my-back-was-a-bridge-for-you-to-cross-interview/674619/"><span style="font-weight: 400;">política</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna o disco uma fonte de memórias diante de um sistema planejado para esquecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Back Was A Bridge For You To Cross</span></i><span style="font-weight: 400;"> reconhece conquistas, mas não cede à ingenuidade de achar que a vida de grupos marginalizados se tornou um completo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c9ZAUwIJrJI"><span style="font-weight: 400;">morango</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não basta construir pontes, há de atravessá-las também. Quem sabe do outro lado não está o final do arco-íris LGBT+ com gloriosas recompensas: amores correspondidos, revolução no sistema e álbum novo da Kate Bush. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: It Must Change, Silver of Ice e Why Am I Alive Now?</span></p>
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<figure id="attachment_32839" aria-describedby="caption-attachment-32839" style="width: 623px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1.jpg" alt="Capa do álbum nadie sabe lo que va a pasar mañana, de Bad Bunny. O fundo possui um tom de bege e, ao centro, encontra-se uma ilustração de um cavalo marrom e uma pessoa em cima dele, usando roupas azuis e uma máscara cinza no rosto, em que os olhos estão vermelhos. Uma das mãos da pessoa está segurando o cabresto do cavalo e, a outra, está levantada para cima. Abaixo do cavalo, há um risco preto, que marca o suposto chão. No lado superior esquerdo está o título do álbum, em caixa alta e em letra de forma. Embaixo do risco preto, está escrito “BAD BUNNY / BENITO” e, logo abaixo, “OCTUBRE 13, 2023”. Centralizado no final da capa, está o selo de parental advisory." width="623" height="626" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1.jpg 623w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32839" class="wp-caption-text">nadie sabe lo que va a pasar mañana é um monumento que se equipara ao tamanho do sucesso comercial de Bad Bunny (Foto: Rimas Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bad Bunny &#8211; nadie sabe lo que va a pasar mañana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o lançamento do aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3RQQmkQEvNCY4prGKE6oc5?si=Aeg35jjAT7WCy8yVjoBDVg"><i><span style="font-weight: 400;">Un Verano Sin Ti</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma obra-prima </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> imersa na umidade caribenha e no brilho dos sonhos, Bad Bunny foi catapultado para os olhos do público como nunca antes. Para quem ainda não conhecia o artista, o disco de 2022 fez parecer que o porto-riquenho sempre foi o tipo de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star</span></i><span style="font-weight: 400;"> que lota estádios. Mas os fãs mais antigos sabem que Benito sempre foi um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> de elite, e ele volta a mostrar isso em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4FftCsAcXXD1nFO9RFUNFO?si=CPKCPLJqSfmEfTw8xI8zug"><i><span style="font-weight: 400;">nadie sabe lo que va a pasar mañana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">grammy winner</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem repleto de batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> contundentes, rimas introspectivas e um estilo ‘de volta às origens’. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1hM4h0maYag"><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">nadie sabe</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um astro muito adorado que ficou na defensiva por muito tempo – seja por causa dos críticos, de fãs assustadoramente possessivos ou outras entidades que pareciam estar minando sua </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/bad-bunny-marvel-role-navigating-fame"><span style="font-weight: 400;">humanidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. A torre fria e brutalista que ele construiu contrasta com a fonte de histórias porto-riquenhas ricas e modernas presentes nos álbuns anteriores. Esse sempre é um aspecto muito interessante de se ver, e o El Conejo Malo é mestre em fazer com que a experiência seja magnífica. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">NADIE SABE, HIBIKI e WHERE SHE GOES</span></p>
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<figure id="attachment_32840" aria-describedby="caption-attachment-32840" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32840" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco Negra Ópera, de Martinho da Vila. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos uma pintura em estilo renascentista, com quatro anjinhos negros espelhados, com cabelos loiros e panos brancos velando suas partes íntimas, posicionados em um quadrado. Eles rodeiam uma estátua dourada da cabeça de um homem. As orelhas da mesma cabeça são atravessadas pelo caule de uma grande rosa dourada, e em sua testa está o símbolo de uma lua minguante virada para cima. Ao redor deles, vê-se elementos de arquitetura clássica e quatro candelabros elegantes, com velas vermelhas, que se espelham junto aos anjos. No topo da imagem, lê-se o nome do artista e, abaixo, o título do disco. Nos quatro cantos da capa, estão desenhadas estrelas douradas de quatro pontas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32840" class="wp-caption-text">O último álbum de Martinho da Vila venceu o prêmio de Melhor Álbum de Samba/Pagode no Grammy Latino de 2023 (Foto: Emerson Rocha/Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Martinho da Vila &#8211; Negra Ópera</b></p>
<p><a href="https://cultura.uol.com.br/radio/programas/intermezzo/2020/10/10/2_o-drama-lirico-de-claude-debussy-pelleas-et-melisande.html"><i><span style="font-weight: 400;">Pelléas et Mélisande</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma ópera centenária, idealizada pelo compositor francês Claude Debussy. Um drama lírico em cinco atos, que conta a trajetória de dois jovens que vivem um romance fadado ao fracasso. Uma união que apenas é capaz de concretizar-se pela morte. Foi após presenciar esse espetáculo em pleno Teatro Opera de Paris que Martinho da Vila, um artista pivotal para o samba brasileiro, idealizou </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLi1FsdteUPPg7iaCdC0PuQMO_90dUl9Hj"><i><span style="font-weight: 400;">Negra Ópera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2023/08/20/martinho-da-vila-canta-os-reversos-da-vida-em-negra-opera.ghtml"><span style="font-weight: 400;">concerto glorioso</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se apropria de uma tradição europeia para cantar e chorar as lamentações do povo preto brasileiro.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Negra Ópera</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desvia da imagem leve que construiu-se sobre Martinho no nosso inconsciente. É um trabalho íntimo, mas pesado. Doído de escutar. Tão denso quanto o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CsUX2hmv-LN/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">azul profundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que abraça a capa do disco, ocupada por anjinhos pretos que são pincelados como em pinturas renascentistas. Essa combinação inevitável entre signos antagônicos manifesta o poderoso esforço de ressignificação que norteia o álbum. Martinho une composições pessoais a releituras de outros grandes sambistas para narrar, através da perspectiva coletiva do seu povo, os infortúnios da maior tragédia da nossa história. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heróis da Liberdade, Acender as Velas e Dois de Ouro</span></p>
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<figure id="attachment_32841" aria-describedby="caption-attachment-32841" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco NEVER ENOUGH, do cantor Daniel Caesar. A imagem é quadrada e colorida. Nela, vemos a fotografia granulada e borrada de uma floresta, com um filtro azul-escuro intenso, que mostra um homem correndo. Ele usa uma camisa branca e está de costas para a foto, como se fugisse de algo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32841" class="wp-caption-text">O disco ainda conta com colaborações de Ty Dolla $ing, serpentwithfeet e Omar Apollo (Foto: Hollance Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>Daniel Caesar &#8211; NEVER ENOUGH</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível escutar Daniel Caesar e não se sentir instantaneamente hipnotizado. Suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hKgl5-lkT8U"><span style="font-weight: 400;">canções românticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com melodias marcantes e coros angelicais se tornaram definidoras para o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos anos 2010. Um caso excepcionalmente raro em nossa era algorítmica de um cantor capaz de te arrebatar da própria cabeça. Mas, em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLAvyaysjycN3u-hIdaKYBnNefWDa7RAQt"><i><span style="font-weight: 400;">NEVER ENOUGH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esse estado de levitação é logo interrompido na primeira faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNmmO5hcKlE"><i><span style="font-weight: 400;">Ocho Rios</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando os instrumentais são invadidos por guitarras distorcidas e bumbos pesados, acompanhados de vocais levemente guturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caesar já havia exposto seu desejo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_7R2JI7hSFY"><span style="font-weight: 400;">superar </span><i><span style="font-weight: 400;">Freudian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu trabalho mais icônico, para desbravar novos horizontes. Aqui, ao invés de explorar as nuances sensoriais do gospel, a música se deixa levar pelo ruído. Sem abandonar sua assinatura já difundida, o artista abraça uma sonoridade experimental, quase carnal, que rejeita o sagrado para nos lembrar de nossa eterna condição de mortalidade. Assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">NEVER ENOUGH</span></i><span style="font-weight: 400;"> fisga seu ouvinte, não há mais volta. Ainda que ligeiramente difuso, esse é o preço cobrado para abrir as portas do nosso refúgio particular. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Let Me Go, Shot My Baby e Superpowers</span></p>
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<figure id="attachment_32842" aria-describedby="caption-attachment-32842" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia.jpg" alt=" Capa do álbum No Tempo da Intolerância. A capa realça o busto de Elza Soares - mulher negra em torno dos seus 90 anos - com Black Power no centro da imagem. A fotografia tem uma textura como de desenho e tem os traços pretos. Em do lado esquerdo de Elsa há o símbolo do feminismo, o mapa do continente africano e uma corrente sendo quebrada; já no lado direito há o mapa do &quot;O Sul é Meu Norte&quot; (a América do Sul virada de cabeça para baixo), mãos dadas no centro de um globo e duas bandeiras. O fundo amarelo e creme realça os elementos que estão em preto e amarelo. Nos cantos superiores esquerdos, há os elementos de identificação do álbum. No centro inferior há o título do álbum em amarelo, No Tempo da Intolerância e, acima dele, no peito de Elza, há um desenho do sol nascendo com um símbolo do infinito acima e um arco-íris em sua volta. Ao redor da imagem, com traçado preto, estão escritos os nomes das músicas" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32842" class="wp-caption-text">Não há ninguém como Elza Soares, simplesmente única. (Foto: Deck)</figcaption></figure>
<p><strong>Elza Soares &#8211; No Tempo da Intolerância</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse álbum póstumo, Elza Soares evoca um manifesto enraizado em sonoridade latino-americana, poesia marginal e ancestralidade. A intérprete utiliza sua voz como arma letal – descrita assim na canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Coragem</span></i><span style="font-weight: 400;"> – contra o racismo, machismo, violência policial, entre outros abusos, </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo da Intolerância </span></i><span style="font-weight: 400;">é um álbum denunciativo em que Elza mostra, mais uma vez, que nunca deixou de se posicionar. Além da denúncia, também celebra o feminisno negro, a liberdade das mulheres e clama por justiça com os seus, sendo um álbum </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/07/14/no-tempo-da-intolerancia-unico-album-autoral-de-elza-soares-e-lancado-apos-morte-da-artista"><span style="font-weight: 400;">quase inteiramente autoral</span></a><span style="font-weight: 400;"> – 7 das 10 músicas são conposições da cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as faixas, podemos presenciar, pela última vez, a beleza e potência que Elza foi e sempre será.</span><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Africana</span></i><span style="font-weight: 400;">, composição de seus amigos Rita Lee e Roberto de Carvalho, é presenciada a história da cantora sendo exaltada e reverenciada. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Quem Disse,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a introdução da canção é feita pelo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wRcnrxRq2L4&amp;t=188s&amp;pp=ygUcbGl0ZXJhdHVyYSBlIHBvZXNpYSBtYXJnaW5hbA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">MC WJ</span></a><span style="font-weight: 400;">, conhecido por seus versos denunciantes sobre a realidade dos grupos marginalizados, e Elza acompanha essa denúncia que recai sobre a desigualdade, não só, mas também financeira nesse Brasil. Por último, mas não menos importante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Pra Mulher (A Voz Triunfal)</span></i><span style="font-weight: 400;"> referencia o feminismo negro que luta contra inumeravéis violências durante tantos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identidade da cantora, falecida em 2022, está muito bem marcada neste lançamento e, por ser o último, </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo da Intolerância</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum em que nos emocionamos não só pelas letras, mas também por imaginarmos que será o </span><a href="https://noize.com.br/a-despedida-triunfal-de-elza-soares-em-no-tempo-da-intolerancia/#1"><span style="font-weight: 400;">último trabalho lançado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não há palavras suficientes que medem Elza Soares. Ela é incrível em tudo o que fez e continuará fazendo nesse compasso de vida. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Justiça, Pra ver se Melhora e Quem Disse</span></p>
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<figure id="attachment_32843" aria-describedby="caption-attachment-32843" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-800x800.jpg" alt="A foto apresenta o cantor FBC: um homem negro, de cabelo ralo e preto com alguns fios brancos e uma barba volumosa. Ele usa uma regata preta, coberta por um suéter (aparentemente de lã) nas cores roxo, verde-escuro, amarelo e azul-claro, que se mesclam em listras onduladas. Em sua mão está um globo espelhado, símbolo de festas nos anos 70, 80 e 90. O globo reflete pontinhos de luz para toda a foto, sendo iluminado de um lado e totalmente imerso nas sombras do outro. Ele usa um óculos escuro e também uma grande corrente prateada, que apresenta a figura de São Jorge montado em um cavalo. O fundo da imagem é preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32843" class="wp-caption-text">Em uma viagem pelo universo, FBC constrói um álbum sólido, refinado e que vai contra tudo que se via no mainstream (Foto: DO PADRIM)</figcaption></figure>
<p><strong>FBC &#8211; O AMOR, O PERDÃO E A TECNOLOGIA IRÃO NOS LEVAR PARA OUTRO PLANETA </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de agora que Fabrício, mais conhecido como FBC, trabalha com Música. O sucesso estrondoso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCyY8OXOHm0"><i><span style="font-weight: 400;">Baile</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021), em colaboração com VHOOR, fez com que os talentos do artista fossem amplamente divulgados, atingindo novos espaços além da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional. Não se acostumado em criar mais do mesmo, em seu novo projeto o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> busca novas inspirações e transborda em uma </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/07/28/fbc-amor-perdao-tecnologia-ouvir/"><span style="font-weight: 400;">estética completamente diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que havia produzido. Passeando entre os anos 1970 e 1980, misturando </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> com elementos sintéticos e até um sax, o cantor nos faz refletir sobre a existência nesse planeta que chamamos de casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a ousada proposta de fugir das tendências atuais, FBC aposta tudo em um álbum que mira em Jorge Ben Jor e acerta em um estouro de originalidade. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-amor-o-perdao-e-a-tecnologia-irao-nos-levar-para-outro-planeta-critica/"><span style="font-weight: 400;">O Amor, o Perdão e a Tecnologia Irão nos Levar para Outro Planeta</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor e compositor traduz, em um jogo minucioso entre letra e som ,os sentimentos e sensações de uma viagem pela </span><i><span style="font-weight: 400;">dance music</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Madrugada Maldita e Estante de Livros (feat. Don L)</span></p>
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<figure id="attachment_32844" aria-describedby="caption-attachment-32844" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco O Resgate do Maestro, do rapper niLL. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos um robô gigante, branco com detalhes em azul, que olha para cima com seus olhos totalmente brancos. A máquina está ao redor de uma favela, onde pode-se ver pequenas casas com tijolos laranjas. Ao fundo, vê-se um grande morro com outras residências e um céu azul tomado por nuvens. No canto esquerdo, uma tarja preta ocupa a imagem, com os dizeres “O Resgate do Maestro&quot;, escrito de baixo para cima na vertical e com uma fonte branca. Acima desse texto, estão escritos dos kanjis em laranja. Abaixo do título do álbum, também na vertical, está um selo com a letra N maiúscula em destaque, e os dizeres “Nill SoundFoodGang; todos os direitos reservados”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32844" class="wp-caption-text">“É o Resgate do Maestro, não Retorno de Jedi” (Foto: Sound Food Gang)</figcaption></figure>
<p><b>niLL &#8211; O Resgate do Maestro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">niLL é o maior artesão da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i> <span style="font-weight: 400;">nacional. Seus discos não são somente conceituais. Seja rimando ou tecendo os instrumentais através do seu pseudônimo </span><i><span style="font-weight: 400;">O Adotado</span></i><span style="font-weight: 400;">, o artista jundiaiense constrói universos imersivos que costuram milhares de referências à </span><a href="https://culturapreta.com/2023/07/03/nill-fala-sobre-cultura-geek-processos-criativos-e-seu-novo-album-em-entrevista-exclusiva/"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">geek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como em uma colcha de retalhos, operando através de nossos ambientes virtuais para evocar as emoções mais substancialmente humanas possíveis. Não importa o quão fantasioso ou fora da casinha for o álbum da vez. No fim, tudo se resume ao mais terreno cenário de um jantar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É esse retrato mundanamente imaginário de um </span><i><span style="font-weight: 400;">mecha</span></i><span style="font-weight: 400;"> explorando as vielas de uma favela que nos apresenta a </span><i><span style="font-weight: 400;">O Resgate do Maestro.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Na narrativa do disco, acompanhamos um simpático robô que viaja para a Terra com o objetivo de estudar as emoções humanas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa dessa conjunção para criar uma jornada existencial e contemplativa, refletindo nossa sede inerente por conexão em meio a uma realidade onde desaprendemos a viver uns com os outros. É então a partir de sonoridades acalentadoras e </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLyt47L2Rpbt69VqLbLv-k4brHfaLGirxO"><span style="font-weight: 400;">visuais nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que niLL faz da Música ponte para que esses laços se cruzem outra vez. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">PS1, Zero Zero 7 e City Hunters</span></p>
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<figure id="attachment_32845" aria-describedby="caption-attachment-32845" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12.png" alt="Capa do Pânico no Submundo. Fotografia quadrada com o fundo roxo. Na parte central há várias máscaras de palhaços e cédulas da moeda americana: o dólar. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32845" class="wp-caption-text">80% do meu tempo eu ouvia Panico no Submundo e nos outros 20% eu torcia para que alguém fale sobre isso… Para eu poder falar mais! (Foto: Nyege Tapes)</figcaption></figure>
<p><b>DJ K &#8211; PANICO NO SUBMUNDO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem não goste de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e criminalize o gênero se baseando em crenças preconceituosas. O estilo musical se reinventa constantemente e com </span><i><span style="font-weight: 400;">PANICO NO SUBMUNDO não</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá para negar a ascensão merecida do ritmo. Durante 43 minutos, DJ K, nascido em Diadema, entrega ao público uma viagem de diversões com esse projeto. </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/dj-k-panico-no-submundo/"><span style="font-weight: 400;">Aclamado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o paulistano usa o gênero como uma plataforma de conscientização social, como quando critica sutilmente o governo de Jair Bolsonaro na faixa “Erva Venenos”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível ser levado à outra dimensão com uma música, mas aqui, o produtor musical o faz com maestria: já na primeira música, </span><i><span style="font-weight: 400;">Illuminati &#8211; Viagem Ao Oculto</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ‘bruxo’, apelido do artista, faz a sua magia e enfeitiça os fãs com beats agradáveis e produções de tirar o fôlego. Para os amantes do estilo musical, é um deleite. Os que não acompanham de perto o ritmo irão se impressionar com o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/beat-bruxaria-quem-e-dj-k-artista-que-chamou-atencao-fora-do-pais/"><span style="font-weight: 400;">talento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do DJ K. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Illuminati &#8211; Viagem Ao Oculto, Automotivo Acordou a Favela Toda e Beat Distorce Mente</p>
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<figure id="attachment_32919" aria-describedby="caption-attachment-32919" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM.jpeg" alt="Capa do disco Para todos os garotos que já Mamei, de N.I.N.A . Nele vemos uma mulher negra de costas. Ela vesta uma saia jeans em alguns tons de azul, com um bolso no lado direito onde está escrito N.I.N.A, bordado em amarelo. Há uma mão masculina dentro desse bolso e uma mão feminina no lado esquerdo da calça. Centralizado na parte de baixo, está escrito em amarelo &quot;Para todos os garotos que já mamei&quot; e logo abaixo, também em amarelo, está escrito &quot;PTOGQJM&quot;" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32919" class="wp-caption-text">“E eu não quero ser fraca, mesmo que tudo ao redor tenha o peso do mundo” (Foto: Pineapple StormTv)</figcaption></figure>
<p><strong>N.I.N.A &#8211; Para Todos os Garotos que já Mamei</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/74Ib1RgIXLeq1P3kkKxiBK"><i><span style="font-weight: 400;">Para todos os garotos que já mamei</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">PTOGQJM</span></i><span style="font-weight: 400;">, N.I.N.A revelou uma nova faceta de sua musicalidade. No álbum lançado em Agosto de 2023, a cantora conhecida como bruta, brava e forte soa mais sensível e reconhece sentimentos que não se mostravam com tanta veemência em sua discografia anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022). Em um movimento semelhante ao da temática, a sonoridade trabalhada também migra para novidades e as sete faixas são uma viagem pela diversidade rítmica. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> são explorados nas composições, mas cada uma segue tão única quanto às cartas enviadas pela protagonista do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CK-g0OqzQHQ"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o nome do disco parafraseia. Nessa singularidade, N.I.N.A surpreende a cada minuto do projeto e consegue ser impecável ao ponto de não permitir brecha para uma crítica sequer. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">PTOGQJM </span></i><span style="font-weight: 400;">é perfeito para ouvir em momentos à flor da pele ou animar dias </span><i><span style="font-weight: 400;">blasé</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a única restrição de não ser recomendado para menores de 18 anos.</span><b> – Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><span style="font-weight: 400;">Faz Assim</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Despedidas</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Karma </span></p>
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<figure id="attachment_32846" aria-describedby="caption-attachment-32846" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32846" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco Playing Robots Into Heaven, do musicista James Blake. Imagem quadrada e preto-e-branca. Nela, vemos a silhueta do artista subindo uma duna de areia em meio a um deserto. Ele leva nas costas um aparelho eletrônico conectado a vários fios, e com uma grande antena em seu centro. Duas pessoas também sobem a duna à sua frente e outras duas atrás." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32846" class="wp-caption-text">Mesmo que tenha retornado à música solo, James Blake se envolveu em projetos de outros artistas em 2023, incluindo o novo disco de Travis Scott e a trilha sonora de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, fazendo parceria com Metro Boomin (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><b>James Blake &#8211; Playing Robots Into Heaven</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">James Blake deixou sua marca registrada por todos os cantos da indústria musical na última década. Os vocais divinos e quase sussurrados do artista, que preenchem delicadamente suas melodias digitais e minimalistas, fizeram dele um colaborador de ouro, lhe rendendo participações marcantes em projetos de grandes artistas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VwAnsAUYnw4"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YqvCptqhHfs"><span style="font-weight: 400;">Travis Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tPzCGZXULbQ"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em paralelo, seus trabalhos solo, antes instigantes e misteriosos, eram gradativamente sanitizados quanto mais deslocavam-se para o universo do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLxA687tYuMWgz6__8Yrxv-2TjLeRMY7GQ"><i><span style="font-weight: 400;">Playing Robots Into Heaven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marca o retorno do artista à música eletrônica. Aqui, sua voz se mistura aos elementos da canção para tornar-se um mero instrumento. A letra, em grande parte do disco, pouco importa. Os timbres, as percussões e as harmonias são manipuladas para nos transportar a uma montanha russa sensorial, ora declinando bruscamente em direção à terra, ora ascendendo em movimentos circulares até os céus. Um resgate e um lembrete do posto de Blake como um verdadeiro maestro de emoções. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fall Back, Big Hammer e I Want You To Know</span></p>
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<figure id="attachment_32847" aria-describedby="caption-attachment-32847" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32847" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-800x800.jpg" alt="Kali Uchis, com uma maquiagem detalhada nos olhos, com tons leves e desenhos expressivos. O rosto da cantora está posicionado em um semi perfil e ela apoia o dedo indicador em seu queixo, com unhas decoradas. O fundo é vermelho e Kali usa um enfeite em sua cabeça com borboletas e pedras vermelhas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32847" class="wp-caption-text">Segundo a artista, Red Moon in Venus é atemporal e sobre todos os níveis de amor. (Foto: Geffen Records</figcaption></figure>
<p><strong>Kali Uchis &#8211; Red Moon In Venus</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/viagem-sensorial/"><span style="font-weight: 400;">sinestesia</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de uma figura de linguagem, é uma condição neurológica que faz com que quando um dos nossos sentidos é ativado, reações são provocadas em outro, gerando um mix de sensações. Ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in Venus</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma experiência simples, mas que ativa diversas sensações, sendo um álbum colorido e com sabores refrescantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> latino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu terceiro álbum, a colombiana Kali Uchis nos leva em uma aventura sonora que lembra um conto de fadas, mas com toques de sensualidade. Já na primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">In My Garden…</span></i><span style="font-weight: 400;"> a artista cria uma certa ambientação, apresentando o tema do álbum, ao falar &#8220;Olá / Você consegue me ouvir? / Eu só queria falar que, caso tenha esquecido, eu te amo&#8221; e incluir sons imersivos. A obra segue com tracks sobre amor, prazer e desejo, como </span><a href="https://youtu.be/-Y7zc0eO26k?si=JrUR7AZWdy23gjYv"><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Roses</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Between</span></i><span style="font-weight: 400;">, além da exploração da feminilidade, com toques do estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Uchis, além de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">. <strong>-Marina Barrelli de Carvalho</strong></span></p>
<p><b>FAIXAS favoritas: </b>Worth the Wait, All Mine e Deserve Me</p>
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<figure id="attachment_32848" aria-describedby="caption-attachment-32848" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32848" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13.png" alt="Capa do álbum Reversa. Nele, vemos Carol Biazin, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ele veste um body branco e um capacete de astronauta, dentro desse capacete, há versões menores da cantora." width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32848" class="wp-caption-text">Foi de trás para a frente que Carol Biazin descobriu novas maneiras de contar uma história de amor (Foto: Universal Music Group)</figcaption></figure>
<p><strong>Carol Biazin &#8211; REVERSA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma grande homenagem para todas as garotas infernais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Reversa </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou com aquele sabor de romance adolescente para alimentar a alma das </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">mean girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Carol Biazin traz desilusão, rebeldia e romance, é óbvio, para o terceiro álbum de sua carreira. Contando com treze faixas que narram uma história de amor de trás para a frente, fazendo alusão ao título, a cantora conta com batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, R&amp;B, e vocais de fundo para conseguir sustentar a personalidade da obra, que se inspira na sua. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Reversa</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem pontos altos e baixos, como qualquer obra. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> são muito parecidos, fazendo com que uma faixa pareça a extensão da anterior. Entretanto, Biazin fez ótimas evoluções em suas composições, em comparação ao seu último disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/46flJXmb1UBv1jvP6lAMoj"><i><span style="font-weight: 400;">Beijo De Judas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguindo trazer letras mais desenvolvidas e vocais presentes e potentes, que lembram muito os de </span><a href="https://personaunesp.com.br/luisa-sonza-doce-22-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luísa Sonza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de ter produzido a cronologia realmente ao contrário, porém de forma extremamente complementar, o que torna o álbum ainda mais único e precioso para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. Com um relacionamento que não deu certo, talento e muito </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, Carol Biazin entregou uma das melhores produções nacionais de 2023. A cantora provou que está pronta para defender o seu espaço nas</span><i><span style="font-weight: 400;"> playlists </span></i><span style="font-weight: 400;">das garotas infernais. &#8211; </span><b>Pâmela Palma</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Playlist de Sexo, Dessa Vez Não e Garota Infernal</p>
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<figure id="attachment_32849" aria-describedby="caption-attachment-32849" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32849" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Rush! (Are U Coming?) da banda Mäneskin. O fundo da imagem apresenta um degradê cinza, sendo a parte de cima o ponto mais escuro e a de baixo o mais claro. Há uma modelo vestindo uma camiseta azul e uma saia cinza deita no chão, enquanto os membros da banda aparecem saltando por cima dela. Da esquerda para a direita, na posição de salto, estão: Ethan, Thomas, Damiano e Victoria. Ethan e Damiano vestem ternos azul escuro enquanto Thomas e Victoria vestem ternos vermelhos e ela é a única que está com ele aberto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32849" class="wp-caption-text">Rush! (Are U Coming?) consolida o estilo de M<strong>å</strong>neskin (Foto: Epic Records/Sony Music Entertainment Italy)</figcaption></figure>
<p><strong>Måneskin &#8211; Rush! (Are U Coming?)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na extensão de </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLxA687tYuMWidK233I7SZ0NnnuiRb8szF"><i><span style="font-weight: 400;">Rush!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum #1 em mais de 15 países da banda italiana </span><i><span style="font-weight: 400;">M<strong>å</strong>neskin</span></i><span style="font-weight: 400;">, são acrescentadas mais cinco músicas que mostram para o público a força do jovem grupo. Com a maioria das faixas em inglês, são exploradas temáticas que vão do romance à rebeldia e aproveitamento da vida, em que há um casamento muito bem realizado entre os potentes vocais de Damiano David e os instrumentos dos demais membros. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8XQYz7JKjWI"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a extensão da voz de David e os acordes da guitarra de Thomas Raggi causam arrepios por todo o corpo de quem escuta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O baixo de Victoria De Angelis é outro elemento que faz toda a diferença nas produções. Com uma maior presença nesse lançamento, a baixista cria acordes que marcam o estilo da banda, ajudando na produção de melodias que permanecem por um bom tempo na cabeça. Contando com 22 faixas,  </span><i><span style="font-weight: 400;">Rush! (Are U Coming?)</span></i><span style="font-weight: 400;"> une </span><i><span style="font-weight: 400;">Mäneskin </span></i><span style="font-weight: 400;">ao músico americano </span><a href="https://www.playingforchange.com/pt/artists/tom-morello"><span style="font-weight: 400;">Tom Morello</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XrsbfrFPATs"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – um dos cinco </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum – em uma produção energética e viciante, com solos de guitarra de tirar o fôlego. Indo do intenso, apaixonante e íntimo, para o divertido, provocante e sensual, a quinta produção do grupo é um sucesso garantido. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Trastevere, Timezone e Off My Face</span></p>
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<figure id="attachment_32850" aria-describedby="caption-attachment-32850" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32850" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-800x800.png" alt="Capa do álbum SAVED!. Nela, vemos uma foto em sépia de uma mulher de costas. Ela usa um vestido branco manchado de sangue. Ela está com os dois braços para cima e uma bíblia na mão esquerda. Ela está em uma casa de madeira com algumas decorações de flores. Na parte superior vemos escrito em amarelo, em letras grandes &quot;REVERND KRISTIN MICHAEL HAYTER. Um pouco abaixo, em letra cursiva na cor bege, está escrito &quot;Presents... An Conjunction with Perpetual Flame Minister&quot; e logo ao lago, em letras grandes e na cor vermelha &quot;SAVED!&quot; Na imagem, há um fundo azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32850" class="wp-caption-text">A artista taca o foda-se em seu álbum de estreia, até porque o mundo está acabando mesmo (Foto: Perpetual Flame Ministries)</figcaption></figure>
<p><b>Reverend Kristin Michael Hayter &#8211; SAVED!</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">SAVED!</span></i><span style="font-weight: 400;">, a última certeza que você tem é que está a salvo. Lingua Ignota veste a batina a aponta o dedo julgador típico de um fundamentalista religioso bem na sua cara. Com voz, violão e um piano modificado, a intérprete cria um cenário de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mpfxWktjEKA&amp;ab_channel=PerpetualFlameMinistries"><span style="font-weight: 400;">pandemônio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos transporta para uma igreja no meio do nada no exato momento em que ocorre o julgamento final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum, totalmente experimental, além de propositalmente caótico, revive estilos dos cânticos do Movimento de Santidade, vertente pentecostal que estimula atividades carismáticas como a glossolalia – capacidade de falar em línguas quando se está em transe religioso. Dessa forma, a artista, que teve uma infância católica, desvirtua totalmente a visão religiosa. As </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R60WC5L4cIQ&amp;ab_channel=ReverendKristinMichaelHayter-Topic"><span style="font-weight: 400;">microfonias propositais</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre as faixas, os instrumentos nada mixados e a voz por vezes a capela, criam a impressão que o fim do mundo, naquela igreja que o disco emula, ao mesmo tempo que é temido, também é desejado. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ALL OF MY FRIENDS ARE GOING TO HELL, IDUMEA e THE POOR WAYFARING STRANGER</span></p>
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<figure id="attachment_32851" aria-describedby="caption-attachment-32851" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.png" alt="Capa do álbum Scaring The Hoes. Nele vemos uma forma geométrica arredondada que lembra uma cruz. Dentro dela temos, centralizado, JPEGMAFIA, um homem negro. Ele veste uma camisa preta, calça preta e terno preto, além de um colar em formato de cruz. Ele está segurando uma bíblia na mçao esquerda e uma arma na mão direita. Ao seu lado direito, está Danny Brown, um homem negro de barba volumosa e tranças. Ele veste um terno e calça azul marinho, uma camisa branca e um chapéu preto. Ele segura uma escopeta com a mão esquerda e um revolver com a direita, que está próximo de seu rosto que sorri. No lado direit de JPEGMAFIA, há uma mulher negra de cabelo afro e vestido rosa, Ela está sentada com o joelho esquerdo levantado. Abaixo de JPEG, há outra mulher negra de cabelos pretos lisos, Ela veste um vestido com características indígenas com cor predominante azul e detalhes em dourado e preto. Ela está de joelhos, com as duas mãso na cintura. Ainda na imagem da cruz, há dois carros de polícia em cada lado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32851" class="wp-caption-text">É na ironia e na crítica ácida que a dupla se complementa (Foto: 2023 PEGGY under exclusive license to AWAL Recordings America, Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>JPEGMAFIA &amp; Danny Brown &#8211; Scaring The Hoes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 definitivamente foi o ano das </span><i><span style="font-weight: 400;">collabs </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja por </span><i><span style="font-weight: 400;">Billy Woods</span></i><span style="font-weight: 400;"> &amp; Kenny Segal no excelente </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/billy-woods-kenny-segal-maps/"><i><span style="font-weight: 400;">Maps</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou no atrasadíssimo e divisivo </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0k7ALIqqds5oGFtpMsaHLK"><i><span style="font-weight: 400;">Vultures Vol.1</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Kanye West e Ty Dolla $ign. Quem definitivamente consagrou o movimento e deu o </span><i><span style="font-weight: 400;">start </span></i><span style="font-weight: 400;"> na moda novamente foram os irreverentes e até então totalmente antagônicos JPEGMAFIA &amp; Danny Brown. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Scaring The Hoes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que sim, os opostos se atraem e criam uma química descomunal entre si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo chulo do título é uma expressão para quando se está sendo hipócrita e a dupla consegue, pelo menos, bater de frente com a hipocrisia, com a arma que mais sabem usar: o sarcasmo. O disco consegue dosar efetivamente os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=75SP4CKdEEg&amp;list=OLAK5uy_mZi9LY3n1P1p0AhiD3bmndSB3aTI61KMI&amp;ab_channel=JPEGMAFIA"><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tortos de JPEG com a rima rápida e astuta de Danny Brown, resultando em uma obra que aborda conscientemente, ao mesmo tempo que com muita irreverência, a cultura da internet e o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">americano. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Kingdom Hearts Key (feat. Redveil), Burfict! e Garbage Pale Kids</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_32853" aria-describedby="caption-attachment-32853" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-800x800.png" alt="Capa do disco Silence Between Songs, da cantora estadunidense Madison Beer. A imagem mostra a artista correndo por uma plantação, em um dia nublado. Madison é uma mulher branca, de cabelos castanhos, que usa um vestido branco curto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32853" class="wp-caption-text">“Eu nunca soube que o silêncio entre as músicas poderia ser tão solitário e tão longo” (Foto: Epic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Madison Beer – Silence Between Songs</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No disco </span><i><span style="font-weight: 400;">Silence Between Songs</span></i><span style="font-weight: 400;">, Madison Beer se mostra como uma cantora completa. Por meio de belas composições e sonoridades de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/musica-pop/"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> genuíno, a artista traz canções cheias de beleza e sentimento. Indo de sintetizadores </span><a href="https://youtu.be/xSSLSjNJIBw?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">futuristas</span></a><span style="font-weight: 400;">, acordes de violão e até notas delicadas vindas diretamente de uma caixinha de música, Beer apresenta todo o seu potencial para o cenário musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A era do álbum começou em 2021 com o lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://youtu.be/TFHCew8DnC0?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Reckless</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que age como uma carta sobre um coração partido. Madison Beer mostra como pode ser um dos próximos grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, por meio de videoclipes estéticos, vocais poderosos – repletos de suspiros e harmonias –, e faixas cheias de emoção aliadas à instrumentais interessantes. Passando por tristezas amorosas, reflexões sobre a vida e sobre a família – a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2pcQrGJBljk"><i><span style="font-weight: 400;">Ryder</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é dedicada ao irmão de Beer – a cantora prova como seu repertório é diverso. <strong>-Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Sweet Relief, Ryder, Home To Another One e Reckless</p>
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<figure id="attachment_32854" aria-describedby="caption-attachment-32854" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32854" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique.jpg" alt=" Descrição da Imagem: Capa do disco Snow Angel. Na capa está estampado a figura da cantora Reneé Rapp, uma jovem loira, de olhos acinzentados e com o cabelo bagunçado. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de verde escuro. " width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32854" class="wp-caption-text">Além de sua estreia no mundo da música, Reneé Rapp também marcou presença no cinema ao interpretar Regina George na nova versão de Meninas Malvadas (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Reneé Rapp &#8211; Snow Angel </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3RqO05jxT9YYgNtMdQmo8Z"><i><span style="font-weight: 400;">Snow Angel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos um lado de Reneé Rapp que permaneceu escondido por anos. Iniciando sua carreira no teatro, sua imagem já era prestigiada nos palcos, mas sua voz ainda era desconhecida pela plateia. Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco conta com 12 faixas que transitam entre os gêneros </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e marcam as várias interrogações memorizadas pela mente da cantora durante a criação de seu primeiro álbum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Debatendo consigo mesma, as letras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sD_XQPu5mPI"><span style="font-weight: 400;">Reneé</span></a><span style="font-weight: 400;"> garantem uma sinceridade de fácil identificação. Abordando temas como auto sabotagem, relacionamentos complicados e consumo de substâncias ilícitas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Snow Angel </span></i><span style="font-weight: 400;">representa o questionamento pessoal da artista com as suas próprias ações. Tópicos em sua vida que ela sabe que precisa melhorar, ou não, para encontrar paz de espírito. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> 23, Talk Too Much e Gemini Moon </span></p>
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<figure id="attachment_32855" aria-describedby="caption-attachment-32855" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32855" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-800x800.jpg" alt=" Capa do álbum da cantora Taylor Swift chamado Speak Now (Taylor’s Version). Na foto, a cantora usa um vestido de tecido esvoaçante e leve na cor roxa, e o recorte do vestido deixa os ombros dela de fora. O fundo é escuro mas seu rosto é iluminado suavemente por uma luz amarela. Ela é branca, tem olho azul e cabelo loiro cacheado. Ela está virada de costas e olha para a câmera por cima dos ombros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32855" class="wp-caption-text">Speak Now tem, unicamente, composições de Taylor (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; Speak Now (Taylor&#8217;s Version)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roxo continua predominante e o cabelo ainda está cacheado, mas não podemos afirmar que a garota na capa é a mesma: na regravação de seu terceiro álbum de estúdio, Taylor mostra-se mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">madura e estável</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos levando em uma visita para sua versão jovem e intensa. Trazendo narrativas sinceras sobre descobrir seu lugar no mundo, amores efêmeros e decepções, a compositora pode até ter perdido a energia na voz que apenas uma garota de 19 anos com o coração partido pode ter, mas sempre terá a beleza de conseguir transmitir sentimentos tão lindos em forma de canção.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajusta-se aos tempos atuais, como mostra a modificação da letra </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/07/07/taylor-swift-altera-letra-de-better-than-revenge-em-regravacao-do-album-speak-now.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Better Than Revenge</span></a><span style="font-weight: 400;">, e ainda consegue trazer novas faces dessa Swift jovem e </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy</span></i><span style="font-weight: 400;"> com I Can See You (From The Vault</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lVkKLf4DCn8"><span style="font-weight: 400;">)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por ser um álbum de carinho e apreço pelos fãs, foi a primeira vez que sentimos que o tempo passou de fato – seja pela voz, pelas memórias ou quando paramos para pensar que quase </span><a href="https://www.tennessean.com/story/entertainment/2023/06/13/taylor-swift-number-13-why-the-unlucky-digit-is-lucky-to-her/70277707007/"><span style="font-weight: 400;">13</span></a><span style="font-weight: 400;"> anos separam desde o primeiro lançamento.  </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faixas favoritas: Dear John, Long Live e Back To December</span></p>
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<figure id="attachment_32856" aria-describedby="caption-attachment-32856" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32856" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-800x800.jpeg" alt="A capa de Something To Give Each Other mostra a cabeça de Troye Sivan, homem branco com cabelo descolorido, no meio da pernas de um homem branco, olhando pra frente de olhos fechados e sorrindo" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32856" class="wp-caption-text">A capa de Something To Give Each Other reflete muito bem os temas do disco (Stuart Winecoff/ Universal Music)</figcaption></figure>
<p><strong><b>Troye Sivan &#8211; Something To Give Each Other</b></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a introspecção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/"><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan retorna em 2023 com </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other</span></i><span style="font-weight: 400;">, um álbum que celebra a euforia da pista de dança e o desejo ardente pelo calor humano. Se em </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Neighbourhood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conhecemos um jovem ainda inseguro sobre sua sexualidade, agora encontramos um artista maduro e confiante, que canta com propriedade sobre seus desejos hedonistas.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b53QJYP-lqY"><i><span style="font-weight: 400;">Rush</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro single do álbum, é a porta de entrada para esse mundo de prazeres. A faixa contagiante nos convida a sentir a mesma euforia que Troye experimenta nas baladas. Mas, o disco vai além da pura festa. Romance e sexualidade são explorados sem tabus, com foco na intimidade entre duas pessoas. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5mnwCbIZ6rg"><i><span style="font-weight: 400;">What&#8217;s The Time Where You Are?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o artista canta: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu estou bem em esperar se tudo estiver dito e tudo estiver feito / Você sabe que eu te entendo do jeito que você me entende, baby&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de seu lirismo, a produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other</span></i><span style="font-weight: 400;"> é outro ponto forte. As batidas precisas e as ambientações envolventes transportam o ouvinte para diferentes planos. Faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZhGl8McrOHo"><i><span style="font-weight: 400;">One Of Your Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Still Got It</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstram a inteligência e a criatividade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, que entrega um álbum rico em detalhes e com uma sonoridade original, o que o torna um dos destaques de 2023. <strong>-Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Silly e One Of Your Girls</span></p>
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<figure id="attachment_32857" aria-describedby="caption-attachment-32857" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Capa do disco Sunburn. Na capa temos a figura de uma jovem branca, com sardas e cabelo liso meio alaranjado. Ela está com bolinhas brancas pintadas no rosto e vestindo um biquíni vermelho. Ao seu lado está a figura das costas de outra moça, também branca e loira. Na parte inferior da capa está escrito “Sunburn”, em letras escuras e um fundo amarelo. Ao fundo da capa é visível algumas palmeiras e um céu azul. Por cima da imagem, tem várias colagens quadriculadas com estampas diferentes. " width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32857" class="wp-caption-text">O single Mona Lisa entrou na trilha sonora oficial de Homem-Aranha: Através do AranhaVerso (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Dominic Fike &#8211; Sunburn </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alerta! </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ocasionar queimaduras de segundo grau, agarre seu fone de ouvido e se proteja do sol. Revisitando o sul da Flórida, Dominic Fike despeja em ritmos funkeados todas as incertezas que percorreu até conquistar seu lugar no cenário musical. Sendo o segundo álbum do artista, Fike permanece com a sua característica central de divagar por vários gêneros, remetendo sonoridades que atravessam o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mergulham no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. A composição do disco transfere melodias dançantes, mesmo que as palavras descritas pelo cantor sejam de extrema </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=etsp3_P3uj4"><span style="font-weight: 400;">consternação</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em soma com o baterista Henry Kwapis (Dijon) e os produtores Devin Workman e Jim-E-Stack, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2T7LuxZRr6SQMgABLtoYTH"><i><span style="font-weight: 400;">Sunburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> contempla 15 faixas sobre a vida de Dominic em sua cidade natal. Uma história carregada de arrependimentos, vícios, sexo e drogas. O disco leva a sonoridade de uma visita indesejada ao passado. Uma reconciliação do artista consigo mesmo, algo que ele precisa deixar para trás, para poder caminhar em direção ao sol. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Sunburn, Bodies e Mona Lisa </span></p>
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<figure id="attachment_32858" aria-describedby="caption-attachment-32858" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial.jpg" alt="Capa do álbum Sundial. O fundo é preto e possui pequenos pontos brancos. Ao centro, aparece Noname distorcida. Noname é uma mulher adulta negra de cabelo longo preto. Ela está usando uma regata preta, um batom roxo e brincos de argola." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32858" class="wp-caption-text">Sundial é uma ode aos que não levam desaforo para casa (Foto: Noname, Inc)</figcaption></figure>
<p><b>Noname &#8211; Sundial</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de um cenário musical composto majoritariamente por ensaboados, a artista Noname rejeita a arte limpa e imparcial ao fazer de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu segundo álbum de estúdio, uma celebração provocativa da inconstância humana. Ademais, o disco apoia suas batidas típicas do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/neo-soul-a-reinvencao-de-um-genero/"><i><span style="font-weight: 400;">neo soul</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em letras cuja essência política garante autenticidade a um trabalho que joga pedras e não teme ser apedrejado também. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial </span></i><span style="font-weight: 400;">é causar desconforto em uma indústria condizente com  discursos vazios e silêncios ensurdecedores. Apesar dessa conjuntura monótona, algumas musicistas principalmente do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yr1ftQOeC_I"><span style="font-weight: 400;">Little Simz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a própria Noname, aventuram-se pelo teor crítico ao transcrever angústias e questionamentos no papel. Este, por sua vez, é amassado com o intuito de nunca mais voltar a ser o que era antes. Enquanto certos artistas abusam de jatinhos particulares, a criadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem, de fato, voa para longe da mediocridade e da inércia.  </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: boomboom, namesake e hold me down</span></p>
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<figure id="attachment_32859" aria-describedby="caption-attachment-32859" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14.png" alt="Capa do álbum SUPER, de Jão. A imagem é uma fotografia, tirada durante o dia em uma fazenda. Ao fundo, na parte superior, vemos um terreno com pastos e árvores e um céu azul sem nuvens. Na metade inferior, vemos três cavalos do lado esquerdo, dois marrons e um branco. Ao centro, vemos ao longe o cantor Jão, um homem branco, aparentando cerca de 25 anos, com cabelos loiros, sem camisa, vestindo uma calça jeans com um estrela vermelha ao centro, em pé em cima de uma estrutura de madeira e abrindo os braços na diagonal. À esquerda dele, no chão, vemos mais dois cavalos marrons e um branco." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32859" class="wp-caption-text">Depois de quatro álbuns, Jão acertou em uma capa bonita (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Jão &#8211; SUPER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você escutar </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-super-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SUPER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e estranhar já ter escutado essa história antes, é porque Jão retoma todas as suas aventuras até aqui para fechar um ciclo de cinco anos com seu quarto álbum. O artista do interior começou a até que recente carreira falando sobre amores, ilusão e desilusão, desejo de alcançar seus sonhos mais ambiciosos e de sair de uma cidade pequena para se descobrir na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=StVwuk3rDVQ"><span style="font-weight: 400;">metrópole paulista</span></a><span style="font-weight: 400;">. No quarto capítulo, os temas retornam e, apesar de soarem repetidos, fazem um apanhado de todo o período da casa dos 20 anos para finalmente se concluírem e abrir portas para novas descobertas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade vem mudando discretamente desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018), disco de estreia de Jão, e se torna mais fresca a cada nova empreitada. Embora algumas canções, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Julho </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Lambe</span></i><span style="font-weight: 400;">, já viraram fórmula, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gameboy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Posso Ser Como Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinais </span></i><span style="font-weight: 400;">mostram que o cantor e sua equipe fiel de colaboradores </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxTf_K2vghM&amp;pp=ygUZYWxpbmhhbWVudG8gbWlsZW5hciBjdXJ0YQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">bebem de referências novas</span></a><span style="font-weight: 400;">, em busca de revitalizar o som, à medida que o tema permanece. Agora, mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I7FmsYJMyi4"><span style="font-weight: 400;">ousado</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não menos abalado pelos amores deixados pelo caminho, Jão faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">SUPER </span></i><span style="font-weight: 400;">a despedida de uma trajetória grandiosa, para começar uma maior ainda, dessa vez em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J2lvHjjl9gs"><span style="font-weight: 400;">palcos de arenas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Escorpião,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Se O Problema Era Você, Por Que Doeu Em Mim? e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Locadora</span></i></p>
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<figure id="attachment_32862" aria-describedby="caption-attachment-32862" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32862" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Tension de Kylie Minogue. Na arte de capa, Minogue, uma mulher australiana, branca, de cabelos e olhos claros, encara a câmera enquanto segura um diamante com uma das mãos que, por sua vez, encobre um de seus olhos. Ao fundo, a cor predominante é laranja e uma luz verde encobre a cantora, fotografada dos ombros para cima. Na parte superior da capa, está o título do álbum, Tension, e, na parte inferior, o nome dela, Kylie" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32862" class="wp-caption-text">O lead single de Tension, Padam Padam, conquistou o Grammy de Melhor Gravação Pop Dance, categoria inédita de 2024 (Foto: Darenote)</figcaption></figure>
<p><b>Kylie Minogue &#8211; Tension</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma quinta-feira à noite em meados de maio de 2023 quando o falecido </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, agora </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, começou a emitir sinais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p6Cnazi_Fi0&amp;pp=ygULcGFkYW0gcGFkYW0%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Padam Padam</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Desse momento até o lançamento do disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4VNaEhdswqNiEMAcfSav9g?si=MWvlrVPZQGWLpBe3df6iMw"><i><span style="font-weight: 400;">Tension</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muita expectativa foi criada em forma de vídeos virais sobre os próximos passos de Kylie Minogue. A partir da adaptação moderna da onomatopeia para batimento cardíaco popularmente entoada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xXqLj7X1WDU"><span style="font-weight: 400;">Edith Piaf</span></a><span style="font-weight: 400;">, a rainha absoluta do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c18441Eh_WE&amp;pp=ygUNa3lsaWUgbWlub2d1ZQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acrescenta 13 faixas que chegam até a ser perigosas para os órgãos vitais, afinal, nem mesmo as baladinhas românticas diminuem a vontade de dançar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8-aEr4WRPYk&amp;pp=ygUVa3lsaWUgbWlub2d1ZSB0ZW5zaW9u"><span style="font-weight: 400;">tentativa destemida</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quebrar a tensão superficial da água, a artista mergulha de cabeça no melhor das noites australianas para o seu tão aguardado décimo sexto álbum de estúdio. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dLa4fY_0zpc"><span style="font-weight: 400;">ápices da produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvem a junção de instrumentos como o baixo e o saxofone às batidas programadas, ao passo em que as composições explodem em cores e ganham um lugar especial em </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kylie-minogue-confirma-residencia-em-las-vegas-para-2023/"><span style="font-weight: 400;">Las Vegas</span></a><span style="font-weight: 400;">. De olho em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hVpMeizIFIc"><span style="font-weight: 400;">diamante no horizonte</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto assume a despretensiosidade do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tension</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo o que nós amamos sobre Kylie Minogue. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Padam Padam, Vegas High e Love Train</span></p>
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<figure id="attachment_32920" aria-describedby="caption-attachment-32920" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia.jpeg" alt="Capa do disco Terapia, de Ebony. Nele, vemos duas versões da cantora, uma mulher negra de tranças loiras. A primeira, mais a frente, é uma doutora e veste um vestido curto branco, um jaleco branco, saltos brancos e óculos. Ela segura uma prencheta na mão direita, está com a mão esquerda na cintura e olha para a câmera. A segunda versão está logo atrás, sentada em uma cadeira vermelha. Ele veste um topo preto de couro, uma saia preta de couro e um coturno preto. O fundo da imagem é amarelo." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32920" class="wp-caption-text">Em Terapia, Ebony atende mulheres bem resolvidas em consulta privada (Foto: Heavy Baile Sounds)</figcaption></figure>
<p><strong>Ebony &#8211; Terapia</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jovem e pronta para ocupar todo e qualquer espaço na cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ebony chegou com os pés na porta e ofereceu a todos aqueles que estão insatisfeitos com sua presença na cena uma bela </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/17X8o2Rs7cH5hBCKp92lKW"><i><span style="font-weight: 400;">Terapia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O disco é audacioso e funciona quase como uma descrição em detalhes da artista, com todos os seus pensamentos, gostos e a grande indiferença sobre a opinião masculina expostos e rodeados por um ritmo viciante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em faixas intituladas com termos da psicologia, como acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pensamentos</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Intrusivos</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Neurose</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Paranóia</span></i><span style="font-weight: 400;">, moram letras escritas por alguém que vai conquistar o que quiser. Apesar de soar como, isso não é um exagero, Ebony sabe exatamente o que deseja e como conseguir, afinal, ela é independente, </span><a href="https://billboard.com.br/ebony-detona-rappers-masculinos-em-nova-track-e-causa-polemica/"><span style="font-weight: 400;">sincera</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">“megalomaníaca com o mundo na palma da mão”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quem procura um álbum de quem está no corre e não vai parar tão cedo, deve procurar </span><i><span style="font-weight: 400;">Terapia</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lei da Atração</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> Obcecada </span><span style="font-weight: 400;">e</span><span style="font-weight: 400;"> Sem Neurose</span></p>
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<figure id="attachment_32860" aria-describedby="caption-attachment-32860" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-800x800.png" alt="Capa do álbum The Age of Pleasure da cantora Janelle Monáe. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora nadando embaixo das pernas de várias pessoas, como em um túnel. Ela é uma mulher negra, com cabelos escuros e longos. As pessoas que estão na imagem são captadas até suas cinturas debaixo d’água e com sungas e maiôs diversos, enquanto a cantora está sem roupas com tarjas em seus seios. Ao topo está o nome do álbum e no centro inferior seu nome em letras amarelas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32860" class="wp-caption-text">Janelle Monáe testou The Age of Pleasure onde deveria ser ouvido: festas em Wondaland West, sua sede criativa em Los Angeles (Foto: Bad Boy Records)</figcaption></figure>
<p><b>Janelle Monáe – The Age of Pleasure</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Age of Pleasure</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mais recente álbum de Janelle Monáe, é uma celebração do verão, da liberdade e do prazer. Uma antítese aos seus últimos trabalhos </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;"> distópicos, mantendo sua qualidade singular. Com canções nomeadas após coquetéis de champanhe, Monáe constrói uma mistura alegre de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeat</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/soul/"><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a descreve como a trilha sonora de um estilo de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colaboração com artistas como Grace Jones, Sister Nancy e Amaarae mesclam o frescor de um dia ensolarado e de altas temperaturas, com a calmaria da senioridade. E, merecidamente, renderam as indicações de Álbum do Ano e Melhor Álbum de R&amp;B Progressivo na 66ª Edição Anual do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a> <b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">The Rush (feat. Nia Long &amp; Amaarae), Chapagne Shit e Haute</span></p>
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<figure id="attachment_32865" aria-describedby="caption-attachment-32865" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32865" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-800x800.jpg" alt="Capa do CD The Beggar. Fotografia quadrada de fundo bege. Ao centro vemos a ilustração de um coração inteira em preto e branco, com a exceção de um detalhe em vermelho na parte de cima. O desenho está estampado em um fundo de papel cartão, de cor bege." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32865" class="wp-caption-text">Com mais de 40 anos de vida, o coração de Swans ainda pulsa forte (Foto: Young God Records)</figcaption></figure>
<p><b>Swans &#8211; The Beggar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma odisseia sobre a vida, a morte, e tudo que as aproxima. </span><a href="https://open.spotify.com/album/5e925G5F00QzYCyg3AAMeS?si=77TCUOL9SwqAMJP4PSjT8A"><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o 16º álbum lançado sob o nome do Swans, grupo estadunidense regido por Michael Gira, e apresenta um retorno a diversos territórios musicais explorados pelo artista no passado. Assim como na maioria dos trabalhos de Gira, o foco da obra é envolver o ouvinte em uma atmosfera imersiva sempre hipnotizante e ameaçadora, ainda que inundada com momentos etéreos e deslumbrantes. É possível ouvir traços de várias das facetas do compositor, passando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.soundon.global/seo/forum/exploring-americana-electronic-music-genres?lang=pt-BR"><i><span style="font-weight: 400;">americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://younggodrecords.com/pages/angels-of-light-michael-gira"><span style="font-weight: 400;">Angels Of Light</span></a><span style="font-weight: 400;">, os ritmos pulsantes de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4d0sPKyy3rkJpjers8PnBT?si=FzgHJUz2Q-2jP63NtWyYGA"><i><span style="font-weight: 400;">The Great Annihilator</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1995), além de uma psicodelia reminiscente de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XVCcMvEbgVs"><span style="font-weight: 400;">Syd Barrett</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ebbing</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que muito do que se ouve no álbum são – forçando muito a definição – canções, o enorme elefante no meio da sala é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=en1Tf4PwcWo"><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar Lover (Three)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, penúltima faixa do disco, que conta com mais de 43 minutos de duração. Essa monstruosidade remete a outro projeto de Gira denominado </span><a href="https://younggodrecords.com/pages/body-lovers-body-haters"><span style="font-weight: 400;">The Body Lovers</span></a><span style="font-weight: 400;">, o qual tinha como maior motivo a experimentação extrema com o som. A música é essencialmente uma colagem sonora abstrata que inclui passagens coletadas de outros trechos do álbum e até de discos anteriores da banda, distorcendo e brincando com a memória dos fãs familiarizados com esses momentos. Ainda assim, existe uma coesão e uma dinâmica cativantes, além da sonoridade trazer um poderoso contraste às outras faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Michael Gira – com quase 70 anos de idade no lançamento do disco – deixa claro nesta obra que enxerga o fim de sua vida como algo próximo, cantando letras que contemplam e refletem sobre a morte e a efemeridade da vida humana como um todo. Mas aqui, isso não se dá como algo alarmante ou desolador; o artista está em boas relações com seu desfecho e mostra aceitar o inevitável, parecendo até desejá-lo em alguns momentos. Mesmo </span><a href="https://www.instagram.com/p/C146NM9rzzQ/"><span style="font-weight: 400;">não se tratando</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma canção do cisne para a banda, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa o fim de um imenso ciclo, sendo a conclusão e culminância de tudo que o grupo já produziu e entregou por todos esses anos. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> No More of This, Michael is Done e Ebbing</span></p>
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<figure id="attachment_32869" aria-describedby="caption-attachment-32869" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32869" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-800x800.jpg" alt="Capa do disco The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition), da banda escocesa CHVRCHES. A imagem é uma ilustração. Sobre um fundo vermelho, vemos um círculo listrado em preto, azul, vermelho e rosa. Sobre o círculo, existem linhas que fazem um X preto. Ainda há uma faixa horizontal vermelha, no centro da imagem, que traz o nome da banda, do disco e os dizeres “10 YEAR ANNIVERSARY EDITION”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32869" class="wp-caption-text">Completar uma década de lançamento é algo a se comemorar! (Foto: Glassnote Entertainment Group)</figcaption></figure>
<p><b>CHVRCHES – The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é melhor do que um aniversário? Foi com essa razão que a banda escocesa CHVRCHES lançou o disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2ZS9b38erKdRrg9po6e7US?si=Oc0Tv4mSRhqZ3r798VPGuQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Originalmente distribuído em 2013, o primeiro álbum da banda traz uma diversidade de vertentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">electropop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. O trio formado por Iain Cook, Lauren Mayberry e Martin Doherty trouxe adições ao trabalho original, por meio de versões gravadas ao vivo e de canções inéditas, compostas durante o processo inicial de criação do trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a edição comemorativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bones of What You Believe</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/_mTRvJ9fugM?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">CHVRCHES</span></a><span style="font-weight: 400;"> se diverte com sintetizadores, baterias eletrônicas e vocais agudos. Espirituosas, as faixas possuem batidas agitadas – porém, a parte lírica nem sempre as acompanha, por tratarem de diversos assuntos. Com muita animação, as músicas dão vida ao disco, e mostram o quão atual o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser. &#8211; <strong>Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>The Mother We Share, Recover e City On Fire</p>
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<p><figure id="attachment_32866" aria-describedby="caption-attachment-32866" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32866" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-800x800.png" alt="Capa do álbum The Land Is Inhospitable and So Are We, de Mitski. Na imagem, temos uma foto retangular que msotra Mitski, uma mulher nipo-americana de cabelos pretos. Ela está sentada no chão com os braços para cima e os joelhos levantados. A foto está em preto e branco. Ao fundo, uma cor salmão. Na parte de cima, em letras estilizadas laranjas está escrito &quot;Tha Land Is&quot; e abaixo da foto, também estilizado em laranja, está escrito &quot;Inhospitable and So Are We&quot;." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32866" class="wp-caption-text">Ao mesmo tempo que somente dela, o amor de (e para com) Mitski é de todos [Foto: Dead Oceans]</figcaption></figure><b>Mitski &#8211; The Land is Inhospitable and So Are We</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem em seus sonhos mais esperançosos Mitski esperava alçar voos tão altos com seu último disco, chegando a figurar no top #1 da </span><a href="https://headlineplanet.com/home/2023/12/15/mitski-scores-1-spot-on-spotifys-todays-top-hits-with-my-love-mine-all-mine/"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify Today’s Top Hits Playlist</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A proeza se torna mais irônica quando esse lugar foi conquistado justamente com o trabalho que ela menos tinha a intenção de </span><i><span style="font-weight: 400;">hitar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Land is Inhospitable and So Are We</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a aposta mais sóbria da nipo-americana após as doses de euforia e endorfina proporcionadas por </span><i><span style="font-weight: 400;">Be the Cowboy </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Laurel Hell </span></i><span style="font-weight: 400;">(2021).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhando fundo no vazio de seu âmago, a cantora abdica de uma produção robusta e segue neste trabalho investindo no reducionismo musical. Apenas com guitarras uníssonas e violões acústicos que beiram o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, suas músicas dão uma sensação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vx4kLgnFexo&amp;ab_channel=MitskiVEVO"><span style="font-weight: 400;">galpão vazio</span></a><span style="font-weight: 400;">, noites solitárias e chuva pela janela. Esse aspecto de falta é preenchido com uma poesia extremamente sofisticada, fazendo com que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Land is Inhospitable and So Are We </span></i><span style="font-weight: 400;">funcione quase como um sarau, no qual Mitski pode comprovar sua competência como letrista. Para falar de amor e amar novamente, a artista teve que expulsar todos de seu coração e, sozinha, fazer uma faxina nele, mas no fim, nossa alma que é lavada. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bug Like an Angel, My Love My All Mine e The Frost</span></p>
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<figure id="attachment_32867" aria-describedby="caption-attachment-32867" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32867" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1.jpg" alt="Carly Rae Jepsen abraça a experimentação musical com confiança e euforia (Foto: Interscope Records)" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32867" class="wp-caption-text">Carly Rae Jepsen, mulher branca e loira de cabelos longos, usando um top e saia cinza brilhantes de costas para um balcão, onde apoia os cotovelos e a cabeça inclinada para trás, olhando para cima, em um fundo amarelo sóbrio com sombras.</figcaption></figure>
<p><strong>Carly Rae Jepsen &#8211; The Loveliest Time</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o introspectivo pandêmico </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loneliest Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2022, Carly Rae Jepsen retornou com </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-loveliest-time-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Loveliest Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2023, um disco expansivo e vibrante que celebra a superação, a experimentação e a alegria de viver intensamente. Se o primeiro era um álbum conciso e focado em regras, este é o </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/carly-rae-jepsen-interview-the-loveliest-time-1234783829/"><span style="font-weight: 400;">‘parque de diversões’</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jepsen, onde ela se diverte explorando diferentes estilos e sonoridades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A deliciosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9SchUO-Qr8"><i><span style="font-weight: 400;">Shy Boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">da era, abriu o caminho para uma jornada musical que transborda energia e positividade. A autorreflexão ainda está presente, como na melancólica </span><i><span style="font-weight: 400;">Kollage</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas agora surge como resultado das novas experiências vividas pela cantora e não mais como uma resposta dela a eventos externos </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destaques como a dançante </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7zy2kNoeD72x2NEDaAsJOX?si=66d0303646784dca"><i><span style="font-weight: 400;">Psychedelic Switch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Come Over</span></i><span style="font-weight: 400;"> capturam o sentimento de euforia e entusiasmo que acompanha o início de um novo ciclo ou relacionamento. Momentos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Aeroplanes </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Put It To Rest</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem soar menos memoráveis, mas não chegam a prejudicar a experiência geral do álbum. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loveliest Time</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um convite a celebrar a vida e a aproveitar cada momento. </span><a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/"><span style="font-weight: 400;">Carly Rae Jepsen</span></a><span style="font-weight: 400;"> se entrega à experimentação musical com confiança, criando um álbum coeso, divertido e cheio de personalidade. <strong>-Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Psychedelic Switch e Come Over</span></p>
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<figure id="attachment_32906" aria-describedby="caption-attachment-32906" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-800x800.png" alt="Fotografia da capa do álbum. A imagem mostra três mãos, de cada integrante do trio, estendidas para cima, com o céu azul de fundo e a luz do sol avançando sobre a foto no canto inferior direito. Da esquerda para a direita, a primeira mão tem uma tatuagem, entre outras várias, do desenho de um dente. As outras duas mãos estão viradas para a frente, evidenciando a mesma tatuagem de um dente do lado interior do pulso." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32906" class="wp-caption-text">O trio mais querido de indie rock do momento deixou sua marca com o lançamento do antecipado álbum de estréia (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>boygenius &#8211; the record</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Julien Baker, Phoebe Bridgers, e Lucy Dacus uniram forças novamente em 2023, após o sucesso do trio com o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6RjlLIuDFC8Dw91yRAdPz9"><span style="font-weight: 400;">EP autointitulado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018. Com suas carreiras solo em ascensão e cada uma se consolidando como algumas das vozes mais relevantes do circuito </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa reunião se torna ainda mais especial. O amor e admiração que sentem uma pela outra e as move a criar juntas transparece em cada faixa do álbum, dando ao ouvinte a sensação de poder espiar algo íntimo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força do grupo está na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XbOQMaJ1r-0"><span style="font-weight: 400;">união dos estilos</span></a><span style="font-weight: 400;"> distintos da composição de cada integrante. É possível reconhecer os processos individuais ao longo do álbum, ao mesmo tempo que conquistam uma harmonia mágica. Apesar da instrumentação potente, o letricismo é o ponto mais alto do disco. A última faixa cria um paralelo com o destaque do EP, </span><i><span style="font-weight: 400;">Me &amp; My Dog</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando uma nova perspectiva, agora mais madura, à letra da música e, consequentemente, à trajetória do trio. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cool About It</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Leonard Cohen e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Letter To An Old Poet</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32874" aria-describedby="caption-attachment-32874" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32874" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-800x800.png" alt="Capa do álbum The Rise and Fall of a Midwest Princess, de Chapell Roan. Nela, temos a cantora, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ela veste um vestido de gala azul, uma faixa de miss branca escrita &quot;CHAPPEL&quot; em dourado. Ela segura um buquê de flores e olha para a foto com olha triste. Ao fundo, vemos um camarim, com uma penteadeira iluminada e várias maquiagens jogadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32874" class="wp-caption-text">Chappel Roan tem conquistado seu lugar ao sol como ato de abertura da GUTS World Tour (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Chappel Roan &#8211; The Rise and Fall of a Midwest Princess</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> está naturalmente ligado às grandes metrópoles, seja pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">veraneio</span></a><span style="font-weight: 400;"> hollywoodiano, pelo ar cosmopolita </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vk6014HuxcE&amp;ab_channel=JayZVEVO"><span style="font-weight: 400;">nova-iorquino</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou até por conta do clima chuvoso londrino, casa da descendente de albaneses Dua Lipa. Mas se engana quem pensa que as histórias mais identificáveis com os adolescentes do mundo acontecem apenas nos perímetros das megacidades. Foi com Chappel Roan, natural de Willard, cidade perdida no meio do Wisconsin de pouco mais de 6.000 habitantes, que saiu um dos melhores álbuns do gênero em 2023.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Rise and Fall of a Midwest Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre a incompletude de sentimentos, querer tentar a vida nos grandes centros, mas ter um enorme vazio suprido pela cidade pequena, e no fim, estar confortável nas turbulências da ponte-aérea. Roan é fruto de Dan Nigro, que posteriormente também seria catapultado com o sucesso de </span><a href="https://artists.spotify.com/pt/blog/dan-nigro-on-persistence-producing-olivia-rodrigo-and-pushing-yourself"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">, razão essa pela qual o álbum demorou tanto que já nasceu com nove músicas tendo vida própria. De todas as incertezas da artista, ser uma </span><i><span style="font-weight: 400;">one hit wonder</span></i><span style="font-weight: 400;"> não estava em seus planos, fazendo com que o disco como um todo seja a cola que aglutina todos os cacos de uma mulher demolida pelas inconstâncias da vida adulta. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Feminomenon, Pink Pony Club e Casual</span></p>
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<figure id="attachment_32879" aria-describedby="caption-attachment-32879" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32879" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show.jpeg" alt="Capa do álbum The Show, de Niall Horan. Niall veste uma camiseta branca com as mangas dobradas até a metade do antebraço e descansa a cabeça em seus braços apoiados no peitoril de uma janela. Ele olha para cima, observando as letras amarelas com sombreado vermelho no vidro que formam a palavra The Show. Na parte de baixo da capa está escrito Niall Horan também em amarelo com sombreado vermelho." width="474" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show.jpeg 474w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 474px) 85vw, 474px" /><figcaption id="caption-attachment-32879" class="wp-caption-text">O terceiro álbum solo de Niall Horan marca a carreira promissora do cantor (Foto: Universal Music Group/Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Niall Horan &#8211; The Show</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Segure firme e prepare-se para a viagem”, assim Niall Horan nos convida a embarcar em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aproveitar cada minuto. No terceiro álbum do ex-integrante da </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i> <a href="https://www.onedirectionmusic.com/gb/home.html"><i><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos é apresentado um amadurecimento em sua forma de compor e no uso de sua voz, o que reflete em uma coletânea de músicas profundas e cheias de significados. Com melodias sustentadas principalmente por bateria, baixo, piano e muitas harmonias vocais, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora o sentimentalismo e se consolida como o melhor álbum da carreira solo do artista até o momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a apresentação de faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GuoTm7DIGEU"><i><span style="font-weight: 400;">Meltdown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com diferentes elementos em sua mixagem e um ritmo acelerado, o álbum adquire um tom mais íntimo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ynv8vuioj_I"><i><span style="font-weight: 400;">You Could Start A Cult</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual o cantor basicamente se declara a voz e violão e em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RfyCx0MqBRM"><i><span style="font-weight: 400;">Science</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com o arranjo perfeito entre piano, violoncelo e a melodia cantada. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de composição que te faz querer dançar, emociona e faz refletir, mas, ao mesmo tempo, também é uma produção que podemos apenas ouvir e sentir, seja a partir da letra, dos instrumentos ou da voz de Horan. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Science, On A Night Like Tonight e If You Live Me</span></p>
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<figure id="attachment_32871" aria-describedby="caption-attachment-32871" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-800x800.jpg" alt=" Da esquerda para direita, Taylor York, Hayley Williams e Zac Farro. Os três estão com os rostos encostados em um vidro embaçado e úmido, causando expressões esmagadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32871" class="wp-caption-text">Com aquele gostinho de um Paramore dos anos 2000 misturado com novos elementos musicais, &#8220;This Is Why&#8221; fala da ansiedade de viver no mundo atual, homens babacas e dificuldades no amor. (FOTO: Atlantic)</figcaption></figure>
<p><strong>Paramore &#8211; This is Why</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo jovem que cresceu nos anos 2000 curtiu os maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Paramore. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">This is Why</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda revive o estilo </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/07/08/10-maiores-nomes-historia-pop-punk/"><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> clássico, com uma bateria agitada e uma certa aspereza nos vocais de Hayley Williams. Porém, tudo com modernidade e novidades que fazem o ouvinte lembrar um pouco de bandas como Talking Heads &#8211; como na </span><i><span style="font-weight: 400;">track</span></i><span style="font-weight: 400;"><em> C&#8217;est Comme Ça</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em fevereiro de 2023, o sexto álbum da banda possui composições fortes, com letras que refletem o contexto conturbado e intenso de um mundo pós-pandêmico, fazendo o ouvinte se identificar facilmente. É possível até notar uma certa amargura em algumas das letras, como no </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xIYJ7VaSxYY"><span style="font-weight: 400;">single</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> que leva o nome do álbum – </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Se você tem uma opinião, talvez você devesse engoli-la. Ou talvez você devesse gritar, mas pode ser melhor guardar para si&#8221;. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, o grupo aborda tópicos mais pessoais, como o amor e suas complexidades, as consequências de tentar salvar pessoas e o sofrimento de cometer os mesmos erros</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Big Man, Little Dignity; The News e Liar</p>
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<figure id="attachment_32873" aria-describedby="caption-attachment-32873" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Time Will Wait For No One de Local Natives, a capa mostra os integrantes da banda: Taylor Rice, Kelcey Ayer, Ryan Hahn, Matthew Frazier e Nik Ewing em um ambiente industrial, cercado de um fundo amarelo com o título em laranja" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32873" class="wp-caption-text">O novo álbum de Local Natives é criativo e suave, com músicas que colam na cabeça. (Foto: Loma Vista Records)</figcaption></figure>
<p><b>Local Natives &#8211; Time Will Wait For No One</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com músicas doces e fáceis, o novo álbum do Local Natives revela quão poderosa pode ser a música </span><i><span style="font-weight: 400;">Indie</span></i><span style="font-weight: 400;">. As faixas são atrativas como um imã, contam com ritmo bem cadenciado, e suas as letras “decoráveis” transformam </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3EXw2r6wbZ1V97E5COxvbs"><i><span style="font-weight: 400;">Time Will Wait For No One</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em um álbum imersivo e muito charmoso. A melodia é doce, tem um forte ar de reflexão que combina com os temas abordados que vão de relacionamentos a eventos comuns da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda, que estreou em 2009 com o álbum </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Am0QMg0NjYwlJ8OkaPQiJ"><i><span style="font-weight: 400;">Gorilla Manor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tem o seu quinto lançamento depois de um hiato causado principalmente pela pandemia de Covid-19. O potencial da banda nesse retorno foi explorado do melhor jeito possível, usando corais e guitarras de um modo muito harmônico, produzindo algumas das melhores músicas do gênero neste ano, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Paper Lanterns</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Desert Snow</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Paper Lanterns, Desert Snow e Empty Mansions</span></p>
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<figure id="attachment_32921" aria-describedby="caption-attachment-32921" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32921" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente.jpeg" alt="Capa do disco UM quebrada iteligente, de Kyan e Mu540. Na fonto estão, da esquerda para a direita, Kyan, um homem negro de cabelo encaracolado curto. Ele veste uma camiseta preta e jaqueta preta. Ele está um pouco abaixado e seguro o óculos escuro com a mão direita. Ao lado temos Mu540, um homem pardo de cabelo curto. Ele também veste camiseta preta, jaqueta preta e óculos escuro. No canto superior direito, em dourado, está escrito &quot;UM QUEBRADA INTELIGENTE&quot;. No lado esquerdo, há um símbolo de proibido menores de 18 anos, e centralizado na parte de baixo, também em dourado, está escrito &quot;KYAN &amp; MU540&quot;" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32921" class="wp-caption-text">Kyan e MU540 juntos são “tipo, sonho de consumo!” (Foto: EHXIS)</figcaption></figure>
<p><strong>Kyan &amp; Mu540 &#8211; UM Quebrada Inteligente</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agradando os fãs de Oakley e os mandrakes de todo o Brasil, Kyan e MU540 trouxeram os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> da periferia aos holofotes com</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5uzHqJB2crA"><i><span style="font-weight: 400;">UM Quebrada Inteligente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O disco, lançado em Julho de 2023, contempla diferentes estéticas em um trabalho genuinamente singular. Na genialidade de quem vem das favelas, as letras passeiam por temáticas raciais, ascensão social e muita descontração.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambos os artistas foram criados na Baixada Santista e a parceria é não só um encontro de vivências, mas uma reunião de dois elementos importantes das produções </span><i><span style="font-weight: 400;">rap funk</span></i><span style="font-weight: 400;">: o MC e o DJ. A composição conta com sete faixas que elevaram o nível do trabalho dos músicos, que já tinham colaborado diversas vezes antes, como em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3gMr7Z43VxFxQuCkRiHoX8"><i><span style="font-weight: 400;">Dias Antes de Mandrake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Vale lembrar que dessa vez a colaboração se aprofunda e a importância dos vocais, letras, mixagem e edição é equiparada, fazendo com que cada elemento seja essencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja o resultado de um reencontro, a forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">UM Quebrada Inteligente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é completamente nova, sendo impossível colocá-la em uma só categoria: ela é o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> drill</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muito mais. Acima de elementos musicais, o que se destaca na produção é cultural, como as </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/moda/a-relacao-polemica-da-moda-de-luxo-com-a-moda-de-quebrada/"><span style="font-weight: 400;">roupas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que fazem sucesso nas comunidades ou as gírias escolhidas nas letras. Em suma, fica a certeza de que esses ‘quebradas’ são realmente inteligentes e sabem fazer música como ninguém. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>:</span><span style="font-weight: 400;"> tipo, sonho de consumo!</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">brinks!</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fantástico Mundo da Oakley</span></p>
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<p><figure id="attachment_32875" aria-describedby="caption-attachment-32875" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-800x800.png" alt="Capa do álbum Unreal Unearth, de Hozier. Nela vemos uma boca masculina emergindo da terra, ela está segurando uma margarida com os dentes. No cantio superior esquerdo, em letras estilizadas está escrito &quot;Hoziier&quot; e logo abaixo, &quot;Unreal Unearth&quot;." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32875" class="wp-caption-text">Renascendo dos mortos, Hozier prova que tem muito o que viver (e cantar) [Foto: Rubyworks Records]</figcaption></figure><b>Hozier &#8211; Unreal Unearth </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se para Alceu Valença, a voz do anjo sussurra em seu ouvido, para Hozier, o tom angelical é uma extensão de seu próprio corpo, e precisa ser gritado. Após o sucesso astronômico e viral de seu autointitulado e do incompreendido </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2c7gFThUYyo2t6ogAgIYNw"><i><span style="font-weight: 400;">Wasteland, Baby!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o irlandês ressurge do subsolo dos metrôs e, carregado de referências e incertezas, nos pega pela mão para uma jornada inversa de céu-inferno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas </span><a href="https://twitter.com/Hozier/status/1692469931550384478?t=CUgu0cyQM94hU9MrO0NIZg&amp;s=19"><span style="font-weight: 400;">palavras do artista</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum representa uma </span><i><span style="font-weight: 400;">“jornada dos últimos anos e de tudo que foi contado na época</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Dessa forma, Hozier recria o inferno do Dante e o traz para o período pandêmico e para os dilemas modernos. Embebido em vinho e literatura italiana, ele compõe sua própria poesia barroco-renascentista e a incorpora no seu já característico </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> de deixar o coração quentinho. Falando de amor, melancolia e desespero, suas músicas nesse trabalho soam como parábolas e provam o porquê de ele ser visto como o Jesus da indústria fonográfica. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Abstract (Psychopomp), All Things End e Francesca</span></p>
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<figure id="attachment_32876" aria-describedby="caption-attachment-32876" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32876" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum UTOPIA, de Travis Scott. O fundo é preto e, focado no lado inferior direito, vemos o próprio artista. Ele é um homem negro com tranças no cabelo. Travis está sem camisa e tanto o seu torso quanto seus braços possuem tatuagens espalhadas. Ele usa uma calça preta e um grande cinto prateado. Temos a impressão de que ele está dançando, com um dos braços levantados e com o olhar direcionado para baixo. No canto inferior direito, encontra-se o selo de parental advisory." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32876" class="wp-caption-text">Enquanto ASTROWORLD trouxe o espetáculo, UTOPIA traz sutileza e inovação (Foto: Cactus Jack/Epic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Travis Scott &#8211; UTOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é preciso dizer que Travis Scott é um dos artistas mais influentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno. Por meio de sua estética psicodélica, ele conseguiu construir uma identidade que muitos outros </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentam seguir. Entretanto, depois do </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/saiba-o-que-e-astroworld-festival-de-travis-scott-que-deixou-oito-pessoas-mortas/"><span style="font-weight: 400;">desastre</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Astroworld Festival em 2021, sua imagem foi gravemente manchada. É por isso que </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/18NOKLkZETa4sWwLMIm0UZ?si=_U8X97BXRl2a16hYv0zG0w"><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o tão aguardado quarto álbum de estúdio de Travis e seu primeiro lançamento desde então, não poderia se dar ao luxo de ser nada além de um grande avanço musical na carreira do artista, e ele cumpre o prometido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma que </span><a href="https://open.spotify.com/album/4PWBTB6NYSKQwfo79I3prg?si=TfEkI8VxQtahC1Q7ra8nZA"><i><span style="font-weight: 400;">Rodeo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lapidou o som de suas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;"> rejuvenesce a discografia de Travis. O álbum expande seu som sem mudá-lo drasticamente – seus vocais são tão distorcidos quanto eram há dez anos, mas fica claro que, dessa vez, o </span><a href="https://www.gq.com/story/travis-scott-men-of-the-year-cover-2023"><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não hesitou em fazer uso de elementos até então incomuns em seu trabalho. Somado ao fato de que o disco conta com um time de estrelas como colaboradores, que vão desde Beyoncé e (claro) Kanye West até Bon Iver, </span><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra como um projeto que tem tudo o que precisa para tirar o artista da maré baixa em que esteve. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">DELRESTO (ECHOES) (feat. Beyoncé), CIRCUS MAXIMUS (feat. The Weeknd &amp; Swae Lee) e TELEKINESIS (feat. SZA &amp; Future)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32877" aria-describedby="caption-attachment-32877" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32877" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-800x800.jpg" alt="Capa da mixtape VERÃO CRIMINOSO, do selo Gigantes, fundado pelo rapper BK. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos um desenho de cenários distintos em que diferentes pessoas interagem entre si. Ao centro, vemos a única figura isolada: uma mulher, que desfila em uma passarela acinzentada. Ela é iluminada por holofotes e usa no rosto uma máscara amarela com um rosto sorridente. Outras pessoas ao redor da imagem usam a mesma máscara, incluindo, mais a frente, um garoto em cima da garupa de uma moto, conduzida por um homem de capacete, enquanto aponta uma pistola para o céu. Junto a eles, vemos outros garotos fumando e conversando durante um churrasco. E ao fundo, quase escondido por uma camada de sombra, pode-se ver um grupo de pessoas filmando e fotografando dois policiais que abordam e revistam dois meninos negros." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32877" class="wp-caption-text">O lançamento do selo Gigantes segue os moldes do projeto Revenge of The Dreamers, da Dreamville – gravadora de J. Cole (Foto: Babylon/Gigantes)</figcaption></figure>
<p><b>BK, JXNV$, Gigantes &#8211; VERÃO CRIMINOSO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando BK anunciou em 2021 sua </span><a href="https://portalrapmais.com/bk-anuncia-saida-da-piramide-perdida-e-funda-novo-selo-gigantes/"><span style="font-weight: 400;">saída</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Pirâmide Perdida para fundar um selo próprio, concretizava-se não só um movimento de mercado, mas uma mudança de filosofia. A mensagem do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">extrapolava a música e, agora, encubia-se a missão de transformar a indústria por dentro. Os primeiros vislumbres dessa alçada finalmente vêem a luz do dia em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLvnkn1Ox2Uft5Hi3BH9PUg0T9SgOUcVOK"><i><span style="font-weight: 400;">VERÃO CRIMINOSO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com 18 faixas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> introduz ao público as principais apostas da gravadora, concomitante a uma fina curadoria e à colaboração dos maiores artistas da cena musical periférica – de </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;"> a João Gomes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em dissonância ao nome dado ao selo – Gigantes, homenageando </span><a href="https://raplogia.com.br/bk-gigantes-review-experiencia-no-show/"><span style="font-weight: 400;">o mais emblemático</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos discos de Abebe Bikila –, o que a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem de arrojada, tem de despretenciosa. É refrescante observar, depois de tanto tempo, BK se distanciar da atmosfera densa de seus trabalhos solo para entregar versos indecorosamente ácidos, cômicos e sensuais. O que torna esse projeto especialmente empolgante é como, mais do que uma nova investida capitaneada pela figura mais relevante da última geração do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">VERÃO CRIMINOSO </span></i><span style="font-weight: 400;">é, essencialmente, uma reunião entre amigos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9-9mZLh5XU8"><span style="font-weight: 400;">brincando</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do estúdio. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">FASE BOA, CABELO VOA e ESCURINATTI</span></p>
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<figure id="attachment_32878" aria-describedby="caption-attachment-32878" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32878" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente.png" alt="Na capa de Vício Inerente, Marina Sena, mulher branca de cabelos morenos, está dentro de uma quadrado de bordas cinzas metálicas, e dentro do quadrado Marina está sentada com os joelhos no chão, olhando para cima de olhos fechados e segurando uma concha na altura dos ouvidos. No fundo é possível observar prédios de uma cidade em tons azul escuros." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32878" class="wp-caption-text">Na capa de Vício Inerente, Marina Sena destaca seu contato com uma vida mais urbana e retro futurista (Foto: Fernando Tomaz/ Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Marina Sena &#8211; Vício Inerente</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/#:~:text=Marina%20Sena%20%E2%80%93%20De,Tamborim%20e%20Ami%C3%BAde"><i><span style="font-weight: 400;">Por Supuesto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena deixa o interior de Minas Gerais para trás e se reinventa na capital paulista com seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;">. A mudança de ares se reflete na sonoridade do disco, que abandona o tropicalismo do primeiro álbum para mergulhar em uma estética mais eletrônica e urbana. Essa transição representa não apenas a adaptação da artista à nova realidade, mas também sua busca por constante reinvenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo inserida no meio </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena se destaca por sua forma única de abordar temas como sensualidade e desejo. As letras do disco são inteligentes e carregadas de sofisticação, fugindo do clichê e da repetição de senta, quica e maceta. A voz ofegante e anasalada da cantora cria uma atmosfera íntima e sensual, convidando o ouvinte a participar do flerte, especialmente nas faixas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UMt-ZKLPk2U"><i><span style="font-weight: 400;">Que Tal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ja2ad3oPL1g"><i><span style="font-weight: 400;">Mais de Mil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à temática libidinosa que permeia o disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mande um Sinal</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Ficar Comigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> transcendem e revelam o lado sonhador da artista. Nessas faixas, a voz de Marina Sena brilha com ainda mais força, revelando sua potência e versatilidade como cantora. Por isso, </span><a href="https://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvida, um trabalho original e refrescante que consolida a mineira no cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. <strong>&#8211; Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Mande um Sinal e Mais de Mil</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32922" aria-describedby="caption-attachment-32922" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Yin Yang, de Tasha &amp; Tracie. Na foto, vemos quatro pessoas negras sentadas em roda ao redor de uma mesa. São dois homens e duas mulhers, de forma que um homem está de frente para o outro e as mulheres também de frente. Cada casal veste uma cor de roupa, um está de branco e o outro de preto, simbolizando yin e yang. Na mesa, de cor preta, vemos alguams barcas de sushi e bebidas. Eles estão em um quarto tipicamente japonês, com chão de madeira." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32922" class="wp-caption-text">Apaixonadas como sempre, Tasha e Tracie fazem de Yin Yang sua declaração. (Foto: Altafonte Music Rights)</figcaption></figure>
<p><strong>Tasha &amp; Tracie &#8211; Yin Yang</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado o retorno de Tasha e Tracie na música após problemas com sua </span><a href="https://portalrapmais.com/tasha-e-tracie-anunciam-saida-do-selo-ceia-ent/"><span style="font-weight: 400;">gravadora</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Yin Yang</span></i><span style="font-weight: 400;"> é leve e animado. As composições, que falam muito sobre o amor, são divididas com os namorados das cantoras Kyan e Rapper Gregory, o que faz jus ao significado de complemento do símbolo que nomeia o disco. Entre os tons de declarações românticas e muita ostentação. com direito a citação das marcas de moda que encantam a periferia, o projeto musical é autêntico como as gêmeas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Direcionado principalmente ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum traz as letras em prosa, dando praticamente certeza de que os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanham as falas e, não, o contrário. Assim, as faixas parecem perfeitamente encaixadas na voz das artistas, que se mostram insubstituíveis e donas de tudo o que cantam como se criassem um novo gênero. Ao fim, essa é uma conclusão plausível para algo tão singular e cabível no que elas mesmas reconhecem: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1zQY9PHUacBGt5tPnh41n0"><i><span style="font-weight: 400;">“Competição eu não quero, criei meu próprio nicho”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> – Jamily Rigonatto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Fortal</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Dia de Baile</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Drake da Capital</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32880" aria-describedby="caption-attachment-32880" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-800x800.png" alt="Capa do álbum Zach Bryan, de Zach Bryan. Nela, vemos uma foto do rosto do cantor de perfil posicionada no canto direito. Ele é um homem branco de cabelos castanhos claros. Ele está de olhos fechados e fumando um cigarro. No canto superior direito, em letras vermelhas, est´´a escrito &quot;Zach Bryan&quot;. O fundo é preto" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32880" class="wp-caption-text">O country encontra aqui talvez sua representação mais mainstream (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Zach Bryan &#8211; Zach Bryan</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, principalmente o americano, tem realizado o movimento de ultrapassar as cercas rurais que o definiram a vida toda. Cada vez mais ele está se aproximando de um ritmo puramente urbano, ou talvez a sociedade que está em um êxodo rural reverso. Juntamente com Kacey Musgraves e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2RQXRUsr4IW1f3mKyKsy4B"><span style="font-weight: 400;">Noah Kahan</span></a><span style="font-weight: 400;">, o nome de Zach Bryan seja talvez um dos principais precursores da ascensão caipira americana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O autointitulado traz um clima soturno para o conjunto voz e violão (e às vezes banjo) e conduz uma conversa noturna com o ouvinte ao longo de suas 16 faixas, todas escritas por ele. Reimaginando o estilo, o artista consegue assumir a persona Jack Maine de Bradley Cooper em </span><a href="https://personaunesp.com.br/nasce-uma-estrela-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Nasce Uma Estrela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e lembrar que os </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboys</span></i><span style="font-weight: 400;"> também sofrem. Com a ascensão do gênero, há muitos Jack Maines surgindo por aí, mas só Zach Bryan é Zach Bryan.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fear and Friday&#8217;s, Spotless (feat. The Lumineers) e I Remember Everything (feat. Kacey Musgraves)</span></p>
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		<title>Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 19:35:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero Há cinco anos, The Marvelous Mrs. Maisel nos conta como é ser uma mulher comediante nos anos sessenta. Não apenas uma mulher, mas uma mulher divorciada que decide trabalhar. Não apenas trabalhar, mas trabalhar com comédia. O fim da série confirma que a produção sempre tentou trazer uma mensagem para além do que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32025" aria-describedby="caption-attachment-32025" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.png" alt=" Imagem da série The Marvelous Mrs. Maisel. Na imagem está a atriz Rachel Brosnahan interpretando a personagem Midge Matel. A atriz é branca de cabelos na altura dos ombros, ondulados e castanhos. Ela usa batom vermelho e tem uma expressão séria no rosto. Ela está falando em um microfone de carbono, olhando pra frente, enquanto uma mão segura o suporte do microfone a outra aponta para frente. Ela veste um vestido regata preto, com um laço dourado no peito. Ao fundo está um cenário montado de um palco, as cores predominantes são tons pastéis laranja, amarelo e roxo. Estão em segundo plano dois homens, um sentado em um banco segurando uma guitarra e outro está segurando um violoncelo. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32025" class="wp-caption-text">“Quero quebrar cada regra que existe” (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos conta como é ser uma mulher comediante nos anos sessenta. Não apenas uma mulher, mas uma mulher divorciada que decide trabalhar. Não apenas trabalhar, mas trabalhar com comédia. O fim da série confirma que a produção sempre tentou trazer uma mensagem para além do que é conviver com o machismo, sendo sobre a possibilidade de quebrar as regras que a sociedade nos impõe &#8211; não porque se deve, mas porque se deseja. A produção conta uma história sobre ter coragem de fazer o que deve ser feito, para chegar nos lugares que se deseja, mesmo carregando um enorme fardo: ser uma mulher ambiciosa. Vencedora de vinte </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, este ano a produção chegou mais uma vez na premiação concorrendo a quatorze prêmios, incluindo Melhor Série de Comédia, e tornando-se uma das preferidas pelo seu brilhante desfecho.</span></p>
<p><span id="more-32022"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quinta e última <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mXoe6u7yaqU">temporada</a> é agridoce e tem seu início com a protagonista à beira da morte. Após enfrentar duras verdades ditas por Lenny Bruce (Luke Kirby) e uma nevasca que a leva a hipotermia, a jornada final de Miriam Maisel (Rachel Brosnahan), é, na verdade, aquela que determina o ponto de virada de sua carreira no </span><i><span style="font-weight: 400;">stand up</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem mais se esconder na casa de shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">strip-tease</span></i><span style="font-weight: 400;">, a comediante trata de voltar a perseguir seu sonho, para dar aos fãs seu merecido final. Ao longo dos nove episódios, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> descarta clichês e se reinventa na maneira de conduzir a narrativa, que, apesar de possuir uma atmosfera bem diferente das anteriores, jamais perde seu charme característico.</span></p>
<figure id="attachment_32027" aria-describedby="caption-attachment-32027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. No centro da cena está a atriz Rachel Brosnahan, interpretando Midge Maisel, e cinco outros atores homens e brancos. Eles estão encenando em um escritório de trabalho. Todos na cena vestem trajes nas cores cinza. A atriz segura folhas de papéis e as analisa, enquanto os homens atrás dela também olham para esses papéis. " width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image5-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32027" class="wp-caption-text">A série, que sempre flertou com uma estética ‘Era de Ouro’ hollywoodiana, nesta temporada finalmente se rende aos números musicais, sempre colocando Mrs. Maisel em situações inusitadas (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A temporada trabalha com longos monólogos, e claro, diálogos rápidos e inteligentes, peculiaridades dos roteiros de Amy Sherman-Palladino e seu marido, Daniel Palladino. Diferentemente da conclusão que deu para as </span><a href="https://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></a><span style="font-weight: 400;">, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Gilmore Girls: Um Ano para Recordar</span></i><span style="font-weight: 400;">, que além de desagradar o público deixou muitas pontas soltas, a roteirista escreve </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com mais cautela, e procura amarrar o maior número de tramas possíveis. Para que todas as histórias fossem contadas a tempo, foi utilizado o recurso de salto temporal, permitindo que o público vislumbrasse, já logo no primeiro capítulo, o futuro renomado reservado à Midge Maisel. </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz questão de construir uma protagonista imperfeita e relacionável, que vive o drama da mulher que prioriza sua carreira acima dos seus relacionamentos familiares, mostrando ao público as consequências, tanto negativas quanto positivas, da escolha de tomar as rédeas da própria vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que  diálogos tão complexos e ágeis não bastam apenas serem bem escritos, mas bem interpretados, coisa que </span><a href="https://ew.com/tv/the-marvelous-mrs-maisel-series-finale-rachel-brosnahan-interview/"><span style="font-weight: 400;">Brosnahan</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua fazendo sublimemente, rendendo sua quinta indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de</span> <a href="https://www.emmys.com/bios/rachel-brosnahan"><span style="font-weight: 400;">Melhor Atriz em Série de Comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">. A evolução de Maisel é acompanhada pelo crescimento de outros personagens. Da conturbada relação de sua agente, Susie Myerson (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><span style="font-weight: 400;">) </span><span style="font-weight: 400;">com a máfia e seus novos clientes até as epifanias dos pais de Maisel, os relacionamentos vão se intensificando ao longo de uma temporada que dá bastante espaço para cada ator brilhar.</span></p>
<figure id="attachment_32023" aria-describedby="caption-attachment-32023" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Na cena estão sentados seis atores em cadeiras em uma sala de estar. Todos estão olhando para frente. Na primeira fileira de cadeira estão, do lado esquerdo, os atores Caroline Aaron e Kevin Pollak, interpretando Shirley e Mishe Maisel. Aaron é uma atriz de meia idade branca e loira, veste um conjunto azul e verde e sapatos scarpin pretos. Pollak é um homem de meia idade branco, que veste um terno cinza e sapatos pretos. Do lado esquerdo estão sentados os atores Marin Hinkle e Tony Shalhoub, interpretando Rose e Abe Wiseman. Hinkle é uma mulher branca, de meia idade de cabelos curtos e castanhos. ela veste um vestido e sapatos verdes. Shalhoub é um ator de meia idade, de bigode e cabelos castanhos que veste um terno preto. " width="1999" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1536x1153.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32023" class="wp-caption-text">Em 2023, a série concorre ao Emmy de Melhor Série de Comédia ao lado de outros fortíssimos candidatos, com propostas completamente diferentes, como O Urso, Ted Lasso, Barry e Jury Duty (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos personagens que mais se desenvolve ao longo da série é o pai de Maisel, Abe Wiseman, interpretado pelo carismático Tony Shalhoub (</span><i><span style="font-weight: 400;">Monk: Um Detetive Diferente</span></i><span style="font-weight: 400;">). Sua trajetória passa do patriarca da família judaica do Upper West Side, para o jornalista de esquerda, que compreende as injustiças da vida. Shalhoub entrega um dos monólogos mais marcantes da temporada, no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">A princesa e o pedido</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual entende como uma paternidade machista o impediu de reconhecer, durante tanto tempo, o talento e as conquistas de sua filha. Infelizmente, dessa vez, o ator não conseguiu o que seria sua quinta indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy de </span></i><a href="https://www.emmys.com/bios/tony-shalhoub"><span style="font-weight: 400;">Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">uma arbitrariedade da Academia, já que apenas o monólogo do episódio oito em si já deveria render uma menção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da forte presença do pai, é revelado que muitos homens ainda fariam parte da vida de Maisel. Por meio dos </span><a href="https://topmovies.com.br/explicacao-da-linha-do-tempo-da-5a-temporada-de-the-marvelous-mrs-maisel/"><i><span style="font-weight: 400;">flashforwards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos que a vida futura de fama e sucesso da personagem também seria acompanhada por cinco divórcios e muitos namorados. Nesse quesito, a série gosta de enganar o espectador, flertando sempre com a ideia de algum possível romance </span><span style="font-weight: 400;">em sua vida</span><span style="font-weight: 400;">. Um relacionamento que já tinha passado do prazo de validade, mas que os roteiristas continuaram a insistir, foi o da protagonista com Joel (Michael Zegen), o ex-marido, além da constante expectativa de que algo poderia surgir entre ela e o seu chefe, </span><a href="https://www.vulture.com/article/reid-scott-marvelous-mrs-maisel-finale-gordon-ford-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Gordon Ford</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Reid Scott). Essa insistência servia apenas para confundir quem assistia, passando essa falsa sensação de que o desfecho final de Maisel também deveria resolver seus relacionamentos amorosos, quando na realidade a história nunca foi sobre isso.</span></p>
<figure id="attachment_32026" aria-describedby="caption-attachment-32026" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32026" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.png" alt=" Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Os atores Rachel Brosnahan e Luke Kirby interpretando os personagens Midge Maisel e Lenny Bruce. Eles estão sentados em uma mesa de um restaurante chines. Do lado esquerdo Brosnahan, uma mulher branca de cabelos castanhos e curtos veste um vestido cuja parte de cima é preta e a parte de baixo é vermelha, com um cinto azul. Do lado direito Kirby um homem branco de cabelos pretos e curtos veste um terno preto. A mesa é azul, sobre elas estão pratos com restos de comida, guardanapos e garrafas de cerveja. Os bancos nos quais eles se sentam são vermelhos. Atrás deles há um espelho que reflete o resto do restaurante, mostrando outras pessoas sentadas em mesas. A parede abaixo do espelho é toda coberta por todas de dólares." width="1999" height="1298" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-800x519.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1024x665.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-768x499.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1536x997.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image4-1200x779.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32026" class="wp-caption-text">Segundo a própria criadora da série, o personagem de Lenny Bruce é inspirado no comediante homônimo que de fato existiu; contudo seu trágico final não foi retratado na produção (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os casos amorosos que tentaram forçar a Maisel, um que de fato ganhou espaço no coração do telespectador foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">slowburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://miscelana.com/2022/03/12/a-verdade-do-romance-de-mrs-maisel-com-lenny-bruce/"><span style="font-weight: 400;">Lenny Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Luke Kirby). O que encantou o público com essa dinâmica é a maneira como ele sempre reconheceu que a carreira de ambos era mais importante do que qualquer eventual relacionamento que poderia florescer entre eles. O personagem de Lenny serviu sempre como uma bússola para protagonista, o talento dele a impulsionava, enquanto a sua comédia o inspirava. Com toda certeza, as poucas cenas dedicadas aos dois deixaram todos com um gostinho de quero mais, contudo, é de se admirar como uma personagem com tão pouco tempo de tela, como foi com ele na última temporada, conseguiu deixar sua </span><a href="https://www.insider.com/the-marvelous-mrs-maisel-series-finale-luke-kirby-lenny-bruce-2023-5"><span style="font-weight: 400;">presença marcada</span></a><span style="font-weight: 400;"> por todos os episódios. Isso é dado ao inegável magnetismo de Kirby,</span> <span style="font-weight: 400;">indicado mais uma vez ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tamanho da falta de importância dada à necessidade de Maisel ter o seu ‘felizes para sempre’ com um marido foi equivalente à importância atribuída à amizade entre ela e Susie. Os altos e baixos dessa relação são mais bem explorados no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">zombenagem</span></i><span style="font-weight: 400;">, inteiramente dedicado a aprofundar como seria essa amizade no futuro, e não à toa, a última cena de toda a série é reservada a apenas elas duas. A combinação explosiva de Brosnahan e Alex Borstein consegue tanto nos arrancar lágrimas quanto gargalhadas histéricas, e são juntas o </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=JGo3pOtvyqW3_6qV&amp;t=159"><span style="font-weight: 400;">núcleo da narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, nas suas potencialidades femininas, cada uma à sua maneira, e ‘peitos empinados’. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2023, Borstein recebeu sua quinta indicação a Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, fato importante para o ano no qual finalmente recebemos a confirmação de que Susie é, de fato, uma personagem </span><a href="https://www.autostraddle.com/marvelous-mrs-maisel-508-confirms-susie-is-a-lesbian/"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32024" aria-describedby="caption-attachment-32024" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32024" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos. " width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32024" class="wp-caption-text">Atriz Alex Borstein confirmou em uma entrevista ao The Hollywood Reporter, que estaria disposta a fazer um spin-off sobre Susie, desde que fosse escrito por Amy Sherman-Palladino (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a maioria das trajetórias são bem finalizadas. O enredo de Rose Weisman (Marin Hinkle), mãe de Maisel, já estava encaminhado nas temporadas anteriores, nas quais a personagem teve maior desenvolvimento. Com certa inspiração na filha, perseguiu seus sonhos e conquistou uma carreira que desejava no ramo das casamenteiras. O núcleo que ainda teve bastante tempo em tela foi o de Moishe (Kevin Pollak) e Shirley Maisel (Caroline Aaron), ex-sogros da protagonista, que alegram a série com suas trapalhadas na loja de tecidos e vivências matrimoniais. Contudo, enquanto tantos arcos foram tão bem pensados, outras participações não foram nem ao menos desenvolvidas, como a conclusão da comediante Sophie Lennon (Jane Lynch) e a breve e esquecida participação do personagem interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Milo Ventimiglia</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">This is Us</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como é perceptível, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel </span></i><span style="font-weight: 400;">coleciona indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2023 e arrebata a todos com qualidade de roteiro, atuações, design de produção, e claro, figurino. Este último ponto, assinado por </span><a href="https://www.aboutamazon.com/news/entertainment/meet-the-costume-designer-behind-mrs-maisels-marvelous-wardrobe"><span style="font-weight: 400;">Donna Zakowski</span></a><span style="font-weight: 400;">, sempre foi muito potente na série, e a evolução de Maisel é espelhada nas suas vestimentas. Na temporada final, ela já abandonou há muito tempo os robes e </span><i><span style="font-weight: 400;">bobs</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cabeça para agradar o marido. A relação que Maisel tem com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F1sB2khNysA"><span style="font-weight: 400;">moda</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre foi bem explícita, mostrando como seus vestidos rodados e conjuntos vibrantes são elementos fundamentais para que a comediante consiga se expressar e se sentir confiante. No episódio final são dedicados bons minutos a respeito do vestido perfeito, que ela planeja usar nos seus grandes quatro minutos no show televisivo de Gordon Ford.</span></p>
<figure id="attachment_32028" aria-describedby="caption-attachment-32028" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6.png" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. Ao centro estão os atores Reid Scott e Rachel Brosnahan, interpretando os personagens Gordon Ford e Midge Maisel. Ambos estão estados. Do lado esquerdo, Raid é um homem branco, de cabelos levemente grisalhos, ele veste um terno cinza e uma camisa azul clara. Do lado direito, Brosnahan é uma atriz branca, de cabelos curtos e castanhos. Ela usa batom vermelho e um vestido regata preto com um laço dourado no peito. Ao fundo uma cortina com as cores pastéis roxo, vermelha e amarela." width="1920" height="1075" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-800x448.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1024x573.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-768x430.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1536x860.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image6-1200x672.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32028" class="wp-caption-text">No Emmy 2023, Mrs. Maisel foi mais um vez indicada às categorias de Melhor Figurino de Época em Série e Melhor Design de Produção em Série de Época (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Four Minutes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o último dos nove episódios e o mais bem construído de todas as temporadas &#8211; e quem sabe de toda a produção. Após tentar e tentar, Maisel finalmente consegue sua tão aguardada aparição no programa de TV que trabalha. A atmosfera do palco do </span><a href="https://youtu.be/QiCGL9hUlcQ?si=6fjMmpIrCpoW--py"><i><span style="font-weight: 400;">The Gordon Ford Show</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é palpável dos sofás de nossas salas. Vemos a mesma tensão entre Maisel e o microfone que existiu no primeiro capítulo da série, quando ela fez seu primeiro show no </span><i><span style="font-weight: 400;">speak easy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Cada segundo arrepia na expectativa de assistir ao último ato de</span><i><span style="font-weight: 400;"> stand up</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Midge Maisel. Em meio às piadas inteligentes e afiadas, o monólogo fala daquilo que guiou toda narrativa da protagonista: a independência. A comediante discorre, ali nos seus quatro minutos, sobre o que isso significa para ela, para sua filha e para todas as mulheres daquele auditório. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Marvelous Mrs. Maisel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encerra deixando um grande legado para as produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, não apenas pela sua presença marcada em todas as edições do </span><a href="https://www.emmys.com/shows/marvelous-mrs-maisel"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2018, mas pela bela mensagem que nos deixa. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser covarde só e fofo no Mágico de Oz</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Enquanto a sociedade, não a dos anos sessenta, mas a atual, impõe todo tipo de regras para dominar as mulheres, cabe a nós termos a ambição como estrela guia de nossas escolhas, sejam elas quais forem. A série também deixa uma difícil tarefa para suas sucessoras, ao tentarem equiparar com a qualidade da produção, em todos os aspectos. Mesmo que a última temporada não tenha sido a mais memorável, o último “</span><i><span style="font-weight: 400;">thank you and good night” </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. Maisel </span></i><span style="font-weight: 400;">perdurará por muito tempo. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Senhoras e senhores, fazendo sua primeira, mas não última, aparição, eu apresento a magnífica, a mágica, a maravilhosa Sra. Maisel</span></i></p></blockquote>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/">Em sua última temporada, The Marvelous Mrs. Maisel é apresentada pela primeira vez</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Falem bem ou falem mal, mas falem de Escândalo Íntimo</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Sep 2023 15:46:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero No dia 15 de Agosto, o Twitter ficou polvoroso com o lançamento de Campo de Morango, o lead single do terceiro álbum de Luísa Souza, Escândalo Íntimo. Tanto o videoclipe quanto a música em si pareciam ser uma confirmação de que a cantora só sabe compor letras vulgares e superficiais. Contudo, aqueles que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/escandalo-intimo-luisa-sonza-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Falem bem ou falem mal, mas falem de Escândalo Íntimo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31467" aria-describedby="caption-attachment-31467" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image2-2.png" alt="Capa do álbum Escândalo Íntimo. Na imagem a cantora Luisa Souza está com aparência robótica vestindo um macacão que imita a sua pele. Sonza é uma mulher branca, loira, com lábios grandes e vermelhos. A imagem possui um fundo de tinta borrada e blusa, a imagem dos olhos da cantora estão borrados, bem como suas mãos. Ao fundo vislumbra-se parte de um pôr do sol, mas a maior parte do fundo da imagem é escura." width="1200" height="884" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image2-2.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image2-2-800x589.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image2-2-1024x754.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image2-2-768x566.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31467" class="wp-caption-text">O Escândalo Íntimo de Luísa Sonza é obra intimista e reveladora sobre o que se é, e o que não é (Foto: Olga Fedorova)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 15 de Agosto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> ficou polvoroso com o lançamento de </span><a href="https://youtu.be/CF8L6ZYIgPo?si=N84LJAD21neUvUOQ"><i><span style="font-weight: 400;">Campo de Morango</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do terceiro álbum de Luísa Souza,</span> <a href="https://youtu.be/1r8ur65zXKQ?si=UVExaxHc7IQTDPdQ"><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Tanto o videoclipe quanto a música em si pareciam ser uma confirmação de que a cantora só sabe compor letras vulgares e superficiais. Contudo, aqueles que estavam bem atentos sabiam que essa pequena prévia serviria para provar um ponto, que é uma das premissas do novo projeto: Luísa Sonza, como antes se conhecia, é uma fraude. Nesse lançamento, a artista potencializa sua voz e traz sua trajetória de amadurecimento como o centro da narrativa. Ela elabora conceitos visuais e sonoros acurados, apresentando referências explícitas e cristalinas, para que até mesmo aqueles que não querem possam enxergar. </span></p>
<p><span id="more-31465"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca com a expectativa e a falácia do público, na sua </span><a href="https://glamurama.uol.com.br/modo-de-vida/ao-monetizar-haters-luisa-sonza-fez-de-video-polemico-um-case-unico/"><span style="font-weight: 400;">estratégia de lançamento</span></a><span style="font-weight: 400;">, e ao decorrer de suas 24 faixas, das quais seis foram lançadas posteriormente. Segundo a própria artista, o álbum conta a história de um relacionamento, desde o momento do flerte inicial, passando por noites tórridas, decepções e a superação dos traumas. Porém, seria mais interessante entender o disco como o processo de autoanálise da cantora, sob a ótica do contraste entre como a definiram e como ela se vê. O disco é dissecado em quatro blocos, que revelam momentos diferentes de um relacionamento, ou ainda, diferentes faces da Luísa Sonza, mostrando sua versatilidade e disposição de explorar diferentes ritmos e gêneros, desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> até a </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/09/10/caetano-veloso-luisa-sonza-chico-bossa-nova/"><span style="font-weight: 400;">bossa nova</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_31468" aria-describedby="caption-attachment-31468" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image3-1.png" alt="Foto de divulgação do álbum Escândalo Íntimo. Na imagem a está a cantora Luisa Sonza, uma mulher branca de cabelos longos e loiros, lábios grandes e olhos azuis. Ela olha fixamente para frente, veste uma jaqueta marrom e uma blusa tartaruga. Ao fundo há ripas de madeira que são a sustentação de alguma estrutura, como uma ponte. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image3-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image3-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image3-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image3-1-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31468" class="wp-caption-text">Em 2022 a cantora esteve envolvida em um processo jurídico de racismo, o qual pagou indenização e se desculpou publicamente, ocorrido pelo qual ela terá que se responsabilizar durante toda trajetória de sua carreira (Foto: Pam Martins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É de se admirar o quanto foi feito em um tempo relativamente curto. O álbum foi produzido em cerca de três meses em estúdios em </span><span style="font-weight: 400;">Los Angeles, na Califórnia, e contou com Douglas Moda, </span><a href="https://observatoriodosfamosos.uol.com.br/musica/luisa-sonza-aparece-em-estudio-em-los-angeles-com-o-produtor-roy-lenzo"><span style="font-weight: 400;">Roy Lenzo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2023/03/29/luisa-sonza-posta-foto-com-produtor-que-trabalhou-com-beyonce.html"><span style="font-weight: 400;">Tommy Brown</span></a><span style="font-weight: 400;"> como diretores musicais. A produção ganha uma índole plurinacional, não apenas por ter músicas cantadas em português, inglês e espanhol, mas também pelo envolvimento de diversos colaboradores de nacionalidades distintas. A artista contratada para fazer a arte da capa e contracapa do projeto, por exemplo, é a russa </span><a href="https://www.coeval-magazine.com/coeval/olga-federova"><span style="font-weight: 400;">Olga Fedorova</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda para a parte visual, Sonza contou com auxílio da artista plástica e psicanalista Nathalie Nery, responsável pela exploração do conceito lúdico de sonhos versus realidade, que o disco tanto trata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho é marcado por diversas colaborações</span><span style="font-weight: 400;"> com artistas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/"><span style="font-weight: 400;">Marina Sena</span></a><span style="font-weight: 400;">, Banco Exu do Blues, Duda Beat e até mesmo Demi Lovato. Ainda assim, a </span><span style="font-weight: 400;">característica mais marcante do álbum é a maneira como reúne um grande número de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples </span></i><span style="font-weight: 400;">e referências a outros músicos, o que por um lado pode beirar o exagero, por outro pode ser visto como uma carta de amor aos ídolos de Sonza, como Rita Lee, </span><a href="https://aloalobahia.com/notas/alcione-e-convidada-de-luisa-sonza-para-dueto-no-festival-de-verao-saiba-musicas-do-repertorio"><span style="font-weight: 400;">Alcione</span></a><span style="font-weight: 400;">, Cazuza, The Beatles e Queen. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é aberto pela </span><a href="https://youtu.be/L0PsyXOMlkw?si=hOGFepSGevvq9X4v"><span style="font-weight: 400;">faixa homônima</span></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> da música </span><a href="https://youtu.be/CrYWrPTh9Ug?si=k0zAEe6-HXslITj1"><i><span style="font-weight: 400;">Quarto de Hotel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Hareton Salvanini, trilha sonora do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">A Virgem de Saint Tropez</span></i><span style="font-weight: 400;">, do diretor polonês </span><span style="font-weight: 400;">Zygmunt Sulistrowski. A faixa expressa a melancolia de se sentir as inseguranças e as angústias, que as letras a seguir irão abordar, mas sem deixar de, ao final, se misturar a uma agitação e batidas mais eufóricas, a chamada para o primeiro bloco.</span></p>
<figure id="attachment_31469" aria-describedby="caption-attachment-31469" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image4.jpg" alt=" Imagem do clipe Campo de Morango. Na imagem a cantora Luisa Sonza, uma mulher branca de cabelos longos e loiros veste uma regata branca. Seus olhos estão fechados e ela mastiga um morango. Ela segura o resto do morango com a mão esquerda. Ao fundo vê-se um campo aberto com uma cama de madeira com  lençóis brancos. Nos pés da cama há morangos espalhados pelo chão." width="1280" height="719" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image4-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image4-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image4-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image4-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31469" class="wp-caption-text">Com o lançamento do clipe de Campo de Morango, Sonza perdeu quase 100 mil seguidores, o que concretiza perfeitamente a provocação que artista quis trazer com a faixa (Foto: Pam Martins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As músicas iniciais, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Carnificina</span></i><span style="font-weight: 400;">, pintam a Luísa Souza já bem conhecida, a </span><a href="https://youtu.be/ogxUGtlAq18?si=4CdvNWuFKkdvUXhX"><i><span style="font-weight: 400;">BRABA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://youtu.be/MC66-bI2f8I?si=KqjGhh5n4NtNKXGJ"><i><span style="font-weight: 400;">MULHER DO ANO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, provocadora e sensual. Essa apresentação mostra como a personagem criada pela artista se sustenta e é vista por parte do público. Apesar de todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">hate</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a </span><a href="https://youtu.be/xtXbC1o2JRw?si=UvlPgTlqykNQLTyS&amp;t=89"><i><span style="font-weight: 400;">Dona Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua a subir, numa pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">femme fatale</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, o miolo do álbum nos revela uma Sonza apaixonada, romântica e que depende emocionalmente de um relacionamento. Curiosamente, é nesse bloco que se encontra </span><i><span style="font-weight: 400;">Campo de Morango</span></i><span style="font-weight: 400;">, a polêmica faixa em 150 BPM, que é, na verdade, a mais metafórica. Enquanto carrega uma letra extremamente explícita e frívola, faz referência à música </span><i><span style="font-weight: 400;">Strawberry Fields Forever,</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos The Beatles, que diz “</span><a href="https://www.letras.mus.br/the-beatles/186/traducao.html"><i><span style="font-weight: 400;">nada é real (&#8230;)/ viver de olhos fechados é fácil/ não compreender o que você vê</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. A canção seria, então, um sonho, no qual ela se boicota, contaminada com aquilo que o público projeta dela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo </span></i><span style="font-weight: 400;">é apresentado com um álbum visual. Junto de seu diretor criativo, </span><a href="https://www.vammagazine.com.br/post/flavio-verne-o-coreografo-brasiliense-que-encanta-o-mundo"><span style="font-weight: 400;">Flávio Verne</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sonza buscou integrar no visual seus sonhos e a ludicidade, somados aos elementos das </span><a href="https://www.terra.com.br/amp/vida-e-estilo/autocuidado/moda/trend-western-luisa-sonza-aposta-em-tons-neutros-a-la-cowgirl,646c52462e4e6706a308e35b1203ef60r536r23w.html"><span style="font-weight: 400;">fazendas</span></a><span style="font-weight: 400;"> interioranas do Rio Grande do Sul, local no qual a artista cresceu. No terceiro bloco do disco, se faz presente uma estética de ‘fazenda dos pesadelos’, onde a gaúcha precisa vivenciar seus traumas e se reconhece em um relacionamento abusivo, seja com o parceiro ou parceira, com a mídia ou consigo mesma. Em músicas como </span><a href="https://youtu.be/p1FCSP7DREk?si=Aaag6_SwXfGA-Vw4"><i><span style="font-weight: 400;">Penhasco2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Outra Vez</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela se despede da ‘</span><a href="https://youtu.be/__ur8Ykcivw?si=1Y10UwSixUbuFuLx"><span style="font-weight: 400;">cachorrinha artista <em>pop</em></span></a><span style="font-weight: 400;">’ e são revelados medos e inseguranças, mostrando que a imagem da ‘braba’ era pura encenação, uma fraude.</span></p>
<figure id="attachment_31466" aria-describedby="caption-attachment-31466" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31466" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image1-2.png" alt="" width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image1-2.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image1-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image1-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/image1-2-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31466" class="wp-caption-text">A faixa intitulada Chico alcançou o top 1 nas plataformas digitais e reúne referências da música Folhetim de Chico Buarque, além de experimentar o ritmo da bossa nova (Foto: Pam Martins)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A última e quarta parte do álbum vem traduzida no alívio de conseguir sair da ansiedade e na libertação da expectativa alheia e autocobrança, como é cantado em </span><a href="https://youtu.be/FfBkUPtddzo?si=JWQ1n-O_jqXEHEPN"><i><span style="font-weight: 400;">Principalmente Me Sinto Arrasada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, música estilo boneca russa que dá a sensação de haver várias dentro de uma só. Outro grande destaque é a faixa </span><a href="https://youtu.be/aO16vjpAAU0?si=2y4X6xAl1Q98sCo_"><i><span style="font-weight: 400;">Lança Menina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma clara referência e reverência a </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/08/30/luisa-sonza-rita-lee-meme/"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">, em uma explosão de positividade e esperança, a qual muitos jovens artistas podem se identificar. Nessa última etapa, Sonza se enxerga e se apresenta como realmente é: nem boa, nem má, uma mulher que gosta de fazer música, suscetível a erros e acertos, que pode ser amada e odiada. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Não acho que eu seja nem boa, nem má</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Se todos caíram na minha laia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Falando a verdade, não me importa mais</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Eu só faço o que todo mundo faz</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu acho legal essa coisa de artista<br />
</span><span style="font-weight: 400;">E sei que não sou nenhuma especialista<br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mas se me der um palco pra eu cantar<br />
</span><span style="font-weight: 400;">Desmonto e derrubo todo esse lugar</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fazer um paralelo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo</span></i><span style="font-weight: 400;"> com</span> <a href="https://personaunesp.com.br/luisa-sonza-doce-22-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o último álbum da artista, vê-se como ela vem construindo uma trajetória coerente. No trabalho anterior, a cantora já havia mostrado ser capaz de sair da superficialidade das letras de</span> <a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_m3brwm3hqBYY3Od4ft8o7RsdFyKwd3fmg&amp;si=4UJv5gRWChZJDXHl"><i><span style="font-weight: 400;">Pandora</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e arriscar-se em melodias mais densas e pessoais. No novo lançamento, ela consolida ainda mais esse retrato e se lança em conceitos sonoros e visuais, preocupada em trazer uma narrativa coesa, que deveria dispensar grandes explicações. Com toda certeza, o álbum se torna um marco na carreira de Luísa Sonza, que adentra uma nova era, vivendo em um dos maiores momentos do </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2023/09/luisa-sonza-sai-em-defesa-de-nomes-do-pop-nacional-a-musica-brasileira-esta-viva-esta-diversificada.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Escândalo Íntimo" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/39nlfd4MoNcVGgvx64Opnt?si=4fIkkYC9S8ujTMvDS9tBCQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os Curtas do Oscar 2023</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Mar 2023 21:03:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eles são rápidos, podem vir em diferentes cores, ritmos e formas. Alguns se debruçam sobre o drama, outros carregam o peso da história nos ombros e há ainda aqueles que são desenhados com os mais delicados traços. Todos são a escolha ideal para quem começou a assistir a lista de filmes indicados ao Oscar e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Curtas do Oscar 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30494" aria-describedby="caption-attachment-30494" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/curtas-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30494" class="wp-caption-text">Em 2023, a entrega do troféu para as categorias de curta-metragem volta à transmissão ao vivo do Oscar (Arte: Ana Clara Abatte/Texto de abertura: Nathalia Tetzner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles são rápidos, podem vir em diferentes cores, ritmos e formas. Alguns se debruçam sobre o drama, outros carregam o peso da história nos ombros e há ainda aqueles que são desenhados com os mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/animacao-oscar-artigo/"><span style="font-weight: 400;">delicados traços</span></a><span style="font-weight: 400;">. Todos são a escolha ideal para quem começou a assistir a lista de filmes indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sentiu que precisava descansar a vista após passar horas com os olhos vidrados em longas-metragens intermináveis. Sim, nós estamos falando deles, os </span><a href="https://cinebuzz.uol.com.br/noticias/cinema-premiacoes/saiba-onde-assistir-aos-curtas-indicados-ao-oscar-2023.phtml"><span style="font-weight: 400;">curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> selecionados pela </span><span style="font-weight: 400;">Academia de Artes e Ciências Cinematográficas</span><span style="font-weight: 400;"> para a </span><span style="font-weight: 400;">95ª edição</span> <span style="font-weight: 400;">da premiação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na disputa pela estatueta de Melhor Curta-Metragem Live Action, os lenços não são suficientes para enxugar as lágrimas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T0YVueR5ho0"><span style="font-weight: 400;">reencontro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de dois irmãos e uma história de natal doce em meio ao amargo da guerra. Já na corrida pelo Melhor Documentário em Curta-Metragem, um bebê elefante órfão que nasceu como favorito ao prêmio divide espaço com uma loira estadunidense tão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DyY04vPSqUs"><span style="font-weight: 400;">eloquente</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a Hebe. Por fim, a estatueta de Melhor Curta-Metragem de Animação é arrastada de um lado para o outro com a sátira da vida sexual de uma jovem da década de 90 e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oGwTVbrzKs4"><span style="font-weight: 400;">amizade</span></a><span style="font-weight: 400;"> improvável entre menino e animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, no ano passado, a emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">ABC</span></i><span style="font-weight: 400;"> tomou a decisão infeliz de vetar a entrega das estatuetas das três categorias que dividem as 15 produções de menor duração, em 2023, a revolta do público e do </span><a href="https://personaunesp.com.br/oscar-2022-present-all-23-artigo/"><b>Persona</b></a><span style="font-weight: 400;"> fez efeito e a cerimônia irá ao ar por completo. Repetindo o conteúdo informativo e imersivo do primeiro </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2022/"><span style="font-weight: 400;">cineclube de curtas</span></a><span style="font-weight: 400;">, a publicação está de volta com a estrutura pensada especialmente para os amantes da Sétima Arte. Dessa vez, com um ânimo especial pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/retorno-do-cinema-artigo/#more-30299"><span style="font-weight: 400;">renascimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Cinema e junto dos comentários apurados da </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;">, que não cansa de gabaritar os bolões dos principais eventos do meio, incluindo o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-30324"></span></p>
<hr />
<h2><b>Melhor Curta-Metragem Live Action</b></h2>
<figure id="attachment_30481" aria-describedby="caption-attachment-30481" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30481" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237.png" alt="Um homem branco ruivo de barba tem cabelos de cor avermelhada, pele clara e uma barba espessa. Sua barba é composta por pelos grossos e longos que cobrem seu queixo e mandíbula. Ele está vestindo uma camisa verde xadrez e está sentado em uma mesa. A sua frente está um copo de leite e um prato branco. " width="1920" height="817" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-800x340.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-1024x436.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-768x327.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-1536x654.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-10_140635237-1200x511.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30481" class="wp-caption-text">Em uma entrevista ao Quartz, o linguista Anatoly Liberman diz que a versão original da expressão &#8220;Irish goodbye&#8221; vem do inglês, anteriormente &#8220;French leave&#8221;, como em &#8220;uma saída à francesa&#8221; (Foto: Floodlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>An Irish Goodbye</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quão difícil é seguir em frente? Em </span><i><span style="font-weight: 400;">An Irish Goodbye, </span></i><span style="font-weight: 400;">muito!</span> <span style="font-weight: 400;">Além de apresentar uma história emocionante, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/curta-metragem/"><span style="font-weight: 400;">curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;"> dirigido por Tom Berkeley e Ross White, consegue equilibrar habilmente o drama e o humor. Com uma história envolvente, o filme aborda a relação de dois irmãos que, após a morte da mãe, são obrigados a lidar com suas diferenças e o luto pela perda.</span> <span style="font-weight: 400;">Os momentos engraçados são bem-vindos e adicionam leveza à trama, sem minimizar o peso emocional da perda e do luto, enquanto a construção dos personagens também é um dos pontos fortes, bem exemplificada pela quase personificação de uma urna como integrante. A trilha sonora e a fotografia do filme também merecem destaque, adicionando ainda mais profundidade e emoção à narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma interpretação excelente dos atores James Martin, Seamus O&#8217;Hara, Paddy Jenkins e Michelle Fairley, a obra foi nomeada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023 de Melhor Curta-metragem em Live Action. Em adição a um roteiro rico que aborda questões universais sobre a vida e a morte, a maneira inteligente de explorar o tema mórbido e a realização de sonhos pela lista de desejos da mãe dos irmãos serve como um meio para uni-los em torno de um objetivo comum. Memorável, tocante e simples, seus 23 minutos são coesos e de certo um forte competidor à estatueta. </span><b>&#8211; Henrique Marinhos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30356" aria-describedby="caption-attachment-30356" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30356" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Ivalu.jpeg" alt="Cena do curta-metragem Ivalu. Na imagem está Pipaluk. Pipaluk é uma menina gronelandesa de cabelos e olhos escuros, ela usa duas tranças laterais e tem um franja caída na testa. A garota veste um casaco azul com gorro. A foto mostra seu rosto com feições assustadas e confusas." width="640" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-30356" class="wp-caption-text">Adaptação da graphic novel homônima de Morten Dürr e Lars Horneman, Ivalu é uma jornada acinzentada (Foto: M&amp;M Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Ivalu</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gravado na </span><a href="https://www.miguelbarbieri.com.br/post/um-ano-polar-filme-da-groenlandia"><span style="font-weight: 400;">Groenlândia</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ivalu</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos mostra os esforços de Pipaluk (Mila Heilmann Kreutzmann) para encontrar a irmã perdida que dá nome ao curta-metragem. Enquanto caminha em busca de respostas do desaparecimento da garota, somos levados a uma viagem intimista por seus pensamentos e passos solitários. Conforme o desenrolar, menos parece provável encontrar Ivalu e a protagonista é a única entre os familiares a cultivar a esperança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma fotografia azulada, Rasmus Heise cria</span><i><span style="font-weight: 400;"> frames </span></i><span style="font-weight: 400;">angustiantes em que a busca parece permanentemente isolada na mente de Pipaluk. Misturando imagens do cenário glacial e as feições enigmáticas da personagem, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XXpKaQbeznM"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> ganha um ar melancólico. Sem precisar de muitos diálogos, a narrativa tem sua força fixada no que se passa pela cabeça da menina e, principalmente, na construção de imagens. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ivalu</span></i><span style="font-weight: 400;">, que concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem Live Action no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, é sucinto, as conclusões não precisam de explicitação. Sob a direção de Anders Walter e Pipaluk K. Jørgensen, a história é um retrato nublado das dores silenciosas. Seja no corvo que voa despretensiosamente ou na mãe do mar, a produção desnuda as cores que mostram como o processo de desaparecer acontece muito antes da falta do corpo físico.</span><b> – Jamily Rigonatto </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_30329" aria-describedby="caption-attachment-30329" style="width: 919px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30329" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille.jpg" alt="A foto mostra uma cena do curta em que várias das meninas do orfanato estão na janela. A janela é verde escuro, a parede é bege e as meninas estão usando roupas cinzas" width="919" height="613" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille.jpg 919w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/le-pupille-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30329" class="wp-caption-text">“O destino opera de maneiras infinitas” (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Le Pupille</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A pupila” ou “a criança” são os dois significados adotados para </span><a href="https://youtu.be/yxZ_xOx3-ow"><i><span style="font-weight: 400;">Le Pupille</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do italiano. São, também, dois conceitos diretamente retratados no curta-metragem homônimo dirigido por Alice Rohrwacher. Ao narrar uma história de Natal um pouco diferente, Alice se dirige a um orfanato em guerra, localizado na Itália , e procura retratar, principalmente, a ingenuidade e doçura das garotinhas em meio ao caos e à escassez. E são elas que trazem a luz ao ambiente escuro e triste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta italiano não conta com grandes momentos de clímax ou reviravoltas, apenas mostra a rotina vivida pelos moradores do pequeno orfanato nos dias que antecedem o feriado. Ao longo dos 40 minutos, são abordados assuntos mais profundos, como a criação baseada na crença católica, extremamente comum no país, e a rigidez em consequência do fanatismo religioso. Além disso, a diretora e co-escritora brinca com as ironias voltadas ao egoísmo e desperdício em tempos de escassez: uma senhora, a fim de ter suas preces ouvidas, doa um bolo feito com 70 ovos para as meninas, que, no final do curta </span><i><span style="font-weight: 400;">live action </span></i><span style="font-weight: 400;">indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem um destino completamente diferente. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_30480" aria-describedby="caption-attachment-30480" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30480" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-01.16.36.jpeg" alt="Cena do filme Night Ride. Na fotografia, há uma mulher branca, loira e com o cabelo preso. Ela está com uma expressão de surpresa, olhando diretamente para a câmera, boquiaberta. Ela usa um casaco verde militar e está dentro de um bondinho. Está de noite, há pouca luz na fotografia e os tons são frios. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-01.16.36.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-01.16.36-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30480" class="wp-caption-text">Night Ride entrega o básico e nada mais (Foto: Premium Films)</figcaption></figure>
<p><b>Night Ride </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma noite de inverno, Ebba (Sigrid Husjord) decide abrigar-se do frio da estação dentro de um bonde. A partir daí, uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-viagem-de-chihiro-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">viagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> peculiar acontece. Nesse curta, o diretor </span><span style="font-weight: 400;">Eirik Tveiten tem a desafiadora missão de contar uma história com momentos divertidos e tensos, incluindo episódios de </span><a href="https://personaunesp.com.br/harry-potter-20-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">transfobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><span style="font-weight: 400;">capacitismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, em apenas 15 minutos &#8211; e sem esquecer de um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">plot-twist</span></i><span style="font-weight: 400;">, é claro. Não podemos dizer que ele fracassou, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Night Ride </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega apenas o essencial, sem surpreender.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A protagonista, no entanto, chama atenção. Em um momento que parece ter originado de um lapso de coragem, acompanhar sua jornada dentro do veículo e observar o terror de qualquer pessoa que sofre da </span><a href="https://www.medicina.ufmg.br/sera-que-sou-uma-fraude-conheca-a-sindrome-do-impostor/"><span style="font-weight: 400;">síndrome de impostor</span></a><span style="font-weight: 400;"> é interessante &#8211; mesmo sem ter nenhuma ideia de como proceder, Ebba segue no papel com uma confiança invejável. Além de </span><span style="font-weight: 400;">Vegard Landsverk ter entregue uma fotografia bonita e natalina</span><span style="font-weight: 400;">, o curta transmite uma mensagem essencial sobre ser a pessoa que se opõe à situações de injustiça e preconceito, mas que compara-se à uma crônica que se lê no jornal durante a manhã: ela te prende enquanto você toma café, mas até o fim do dia você já terá esquecido sobre o que era. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_30358" aria-describedby="caption-attachment-30358" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30358" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_4749.jpg" alt="Cena do curta-metragem The Red Suitcase. Nela, há uma mulher branca, que veste uma burca preta da cabeça aos ombros e um casaco bege. Ela está com a mão esquerda no topo da cabeça, indicando que tirará a burca. Seus olhos estão lacrimejando e ela parece tensa. Ao fundo, paredes verdes de um banheiro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_4749.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IMG_4749-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30358" class="wp-caption-text">Lembrando a simbologia de Ala Kachuu &#8211; Take and Run, indicado ao Oscar 2022, The Red Suitcase encontra sua singularidade nas críticas ao conservadorismo iraniano (Foto: Cynefilms)</figcaption></figure>
<p><b>The Red Suitcase</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um aeroporto luxemburguês, qualquer relatividade de espaço se congela na introdução dos três elementos-combustíveis de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6w-ioMn3vf0"><i><span style="font-weight: 400;">The Red Suitcase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: a protagonista Ariane, sua mala vermelha rodando as esteiras e o embalo implacável do tempo. Com apenas 16 anos, a garota recém-chegada do Irã transpira um medo familiar às mulheres consideradas “</span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63429830"><span style="font-weight: 400;">metade de um homem</span></a><span style="font-weight: 400;">”, enquanto avalia o casamento arranjado que seu desembarque reserva. A partir daí, bastam poucas palavras trocadas ao celular com o pai, para que ela assuma o atrevimento de recriar os rumos primários do curta-metragem &#8211; afinal, admitir a liberdade mais precária é infinitamente melhor que sobreviver sufocada pelos véus do patriarcalismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atenta e sensitiva, Nawelle Evad lidera a primeira história de sua carreira, enfrentando costumes arcaicos, barreiras linguísticas e raízes culturais. Sob a direção e produção de </span><a href="https://deadline.com/2023/03/cyrus-neshvad-oscar-short-the-red-suitcase-guillaume-levil-1235281043/"><span style="font-weight: 400;">Cyrus Neshvad</span></a><span style="font-weight: 400;">, a tensão enlaça toda a estrutura narrativa e deixa o rosto da atriz desvendar o frenesi da fuga, assimilado, em grande parte, durante a passagem de secções do campo aéreo. O roteiro, dividido entre Neshvad e Guillaume Levil, eleva o poder interpretativo da protagonista justamente nessa escassez de diálogos, aproveitando uma ficção semelhante a </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2022/02/4983950-homem-decapita-esposa-de-17-anos-e-exibe-a-cabeca-da-mulher-nas-ruas.html"><span style="font-weight: 400;">relatos da própria imprensa mundial</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Red Suitcase</span></i><span style="font-weight: 400;">, enfim, não caça os fantasmas do machismo, mas reforça quanta coragem ainda precisa guiar e sustentar a vida feminina. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<h2><b>Melhor Documentário em Curta-Metragem</b></h2>
<figure id="attachment_30351" aria-describedby="caption-attachment-30351" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes.jpg" alt="Cena do documentário Como Cuidar de um Bebê Elefante. Nela, vemos Booman, um homem de meia idade hindu. Ele veste um moletom cinza, com o forro interno na cor laranja. Booman está abraçado na tromba de Raghu, um bebê elefante com uma marca de tinta vermelha tipicamente indiana na testa. Ao fundo, vemos algumas árvores" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Elephant-Whisperes-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30351" class="wp-caption-text">Um elefante comove muita gente (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Como Cuidar de um Bebê Elefante (The Elephant Whisperers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem transformando a parte documental do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">em um pequeno monopólio e esse ano não será diferente. Um de seus representantes na categoria de Melhor Documentário em Curta-Metragem, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a0J0b_OVa9w&amp;ab_channel=NetflixIndia"><i><span style="font-weight: 400;">Como Cuidar de um Bebê Elefante</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nasceu como favorito. Idealizado pela indiana Kartiki Gonsalves, o documentário conta a história do casal Bomman e Bellie, que vivem em Theppakadu, uma aldeia-santuário do sul da Índia, no momento em que eles precisam cuidar de Raghu, um bebê elefante órfão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não chega a ser inovador e muito menos revolucionário, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">The Elephant Whisperers </span></i><span style="font-weight: 400;">se propõe a fazer o básico da melhor forma possível, e consegue. Por isso, o curta documental usa de sua força narrativa descomunal para criar uma história envolvente e extremamente tocante. Com pouquíssimos diálogos e uma fotografia excepcional, ele nos lembra programas do </span><a href="https://www.imdb.com/list/ls027244940/"><span style="font-weight: 400;"><em>National Geographic</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> e dessa forma, coloca o próprio ser humano como mais uma das espécies analisadas. A partir desse fio condutor, a obra trata de forma muito singela a relação do ser humano com a natureza e sobre como nós nos distanciamos da coexistência com ela. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_30350" aria-describedby="caption-attachment-30350" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY.jpeg" alt="Cena do documentário em curta-metragem Como Se Mede um Ano. Em close up está o cineasta Jay Rosenblatt segurando sua filha Ele no colo. Do lado esquerdo Elle é uma criança branca, de um ano de idade. Ela possui cabelos curtos e loiros, encaracolados. Suas mãos estão próximas ao seu rosto, e as palmas estão abertas. Ela olha para o pai que está do lado direito da cena. O pai, Rosenblatt, é um homem branco de cabelos castanhos e grisalhos. Ele olha para sua filha Elle. Ao fundo há uma parede branca com chapiscados." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/HdYMaY-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30350" class="wp-caption-text">“What do you like most in life?” “Friends and family. And Hannah Montana” (Foto: HBO Documentary Films)</figcaption></figure>
<p><b>Como se Mede um Ano? (How do You Measure a Year)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">How do You Measure a Year</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><a href="https://youtu.be/aQdIt3lDD6Q"><i><span style="font-weight: 400;">Como se Mede um Ano?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o documentário em curta-metragem filmado por </span><span style="font-weight: 400;">Jay Rosenblatt, cineasta já conhecido pela nomeação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua outra produção, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">When We Were Bullies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 2022. O filme acompanha os aniversários de Elle, a filha do documentarista, que durante 17 aniversários responde às mesmas perguntas que o pai faz, mas sempre de uma maneira diferente. Durante a meia hora, é possível reconhecer os medos, as inseguranças, as descobertas e as mudanças que acontecem ao decorrer do crescimento da garota. É interessante notar como a cada ano que passa, as prioridades e o senso de percepção das vivências vai se alterando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta concorre ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em Curta-Metragem em 2023, o que pode causar certo estranhamento. O que ao público interessa os vídeos caseiros de um pai sobre sua filha? Bem, talvez o mesmo senso intimista da relação pai e filha, que já é uma temática nas premiações de Cinema do ano, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">da diretora Charlotte Wells. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">How do You Measure a Year</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que se comunica é a visão do pai sobre o amadurecimento de sua filha. Ao final, o curta faz com que Elle e todos aqueles que a assistiram reflitam sobre em qual momento da vida as coisas deixam de ser simples e se tornam intrincadas, além de girar em torno de uma premissa maior, a respeito do que é felicidade para cada um, em cada momento da vida. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_30483" aria-describedby="caption-attachment-30483" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30483" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Haulout.jpg" alt="Cena do curta-metragem Haulout. Na imagem está o biólogo Maxim Chakilev. Ele aparece andando do lado de fora de uma caverna formada por grandes rochas cinzas. Ao fundo, o céu está tomado por neblina" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Haulout.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Haulout-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30483" class="wp-caption-text">Colocando o meio ambiente e os efeitos climáticos em pauta, Haulout evoca a beleza e a perda (Foto: Rise and Shine Films)</figcaption></figure>
<p><b>Haulout</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Haulout</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um documentário da </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-documentary/where-walruses-go-when-sea-ice-is-gone"><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que acompanha o cientista Maxim Chakilev nos meses que passa anualmente em uma cabana no Ártico siberiano. Em busca de análises sobre a movimentação das morsas, o biólogo marinho se instala e observa os animais durante o período de migração, enquanto registra as alterações e consequências causadas pelas mudanças climáticas na vida da espécie. Dirigido e roteirizado por Evgenia Arbugaeva e Maxim Arbugaev, o curta-metragem abraça o pedido de socorro de quem, cada vez mais, perde seu espaço no planeta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser o único humano presente nas filmagens, as poucas falas presentes são as gravações de voz de Chakilev sobre a presença dos animais. Entretanto, o filme não pode ser traduzido como monótono, já que a força da </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/06/geleiras-antarticas-perdem-gelo-no-ritmo-mais-rapido-em-5500-anos-diz-estudo.html"><span style="font-weight: 400;">natureza</span></a><span style="font-weight: 400;"> cumpre o papel de uma personagem cheia de diálogos próprios. Envoltos pelos sons das ondas quebrando, das revoadas de pássaros e do chiado das morsas, somos levados em uma viagem tão fonética quanto imagética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas, também filmadas pelos diretores, são impressionantes. Nadando por um mar sem gelo, milhares de morsas descansam na terra. A aglomeração resulta em diversos animais mortos ou fragilizados e, quando chega a hora de partir, os corpos dos espécimes que não sobreviveram ficam na areia da praia. Concorrendo ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em Curta-Metragem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Haulout</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com sensibilidade suficiente para transmitir uma melancolia monumental. Entre os filhotes órfãos e a luta pela sobrevivência, a fortuna dos culpados continua intacta. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_30331" aria-describedby="caption-attachment-30331" style="width: 1422px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30331" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1.jpg" alt=" Fotografia em preto e branco exibida no documentário O Efeito Martha Mitchell. Na imagem, Martha Mitchell aparece rodeada de jornalistas com seus microfones e fotógrafos com suas máquinas. Mitchell é uma mulher branca de cabelos e olhos claros. Ela aparece a partir do busto, vestindo casaco, luvas, cachecol e óculos de sol enquanto carrega alguns cadernos na mão. A sua volta, o cenário é composto por homens engravatados." width="1422" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1.jpg 1422w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Martha-Mitchell-Effect-1-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30331" class="wp-caption-text">The Martha Mitchell Effect coloca em evidência uma mulher tão carismática e polêmica quanto a nossa Hebe (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Efeito Martha Mitchell (The Martha Mitchell Effect)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vestindo cores vibrantes, atraindo os olhares para penteados que criaram tendências e carregando um senso de humor apurado, Martha Mitchell é a figura mais excêntrica do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. A ex-esposa de John N. Mitchell, procurador-geral do governo estadunidense de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/02/18/interna_cultura,1459070/martha-mitchell-o-missil-que-ajudou-a-derrubar-richard-nixon-em-1974.shtml"><span style="font-weight: 400;">Richard Nixon</span></a><span style="font-weight: 400;">, fez história à frente do escândalo </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaslit-critica/"><span style="font-weight: 400;">Watergate</span></a><span style="font-weight: 400;"> graças ao seu posicionamento franco acerca do envolvimento do alto escalão do partido republicano. Ainda que falecida em 1976, ela é retratada com vividez pelas diretoras </span><span style="font-weight: 400;">Anne Alvergue e Debra McClutchy</span><span style="font-weight: 400;"> no curta-documentário indicado à premiação, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0SYWxQ62AUM"><i><span style="font-weight: 400;">O Efeito Martha Mitchell</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título do filme original </span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/martha-mitchell-effect-documentary-meaning"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faz alusão ao termo criado pelo psicólogo Brendan Maher em 1988. Segundo o pesquisador, o efeito Martha Mitchell acontece quando um paciente é erroneamente diagnosticado como delirante ou paranóico por atestar situações tidas como improváveis, mas que realmente está dizendo a verdade. A definição se une perfeitamente com a montagem de Alvergue, responsável por transformar a fotografia do arranjo de flores com a frase “</span><a href="https://southerncalls.com/article/martha-was-right/"><i><span style="font-weight: 400;">Martha Was Right</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” (em tradução literal: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Martha Estava Certa</span></i><span style="font-weight: 400;">”), presente no funeral da personalidade, na cena que arranca as lágrimas do público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao espectador brasileiro, os traços icônicos da </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite</span></i><span style="font-weight: 400;"> conservadora se assemelham a uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-a-estrela-do-brasil-critica/"><span style="font-weight: 400;">loira nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, mesmo sem ter sido desacreditada ao longo de uma investigação jornalística, também foi a frente de seu tempo e protagonizou a década de 70, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-minisserie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a composição de imagens de um tempo em que as cores ainda não adentravam o audiovisual por completo, gravações de arquivos históricos e fitas de áudio tiradas direto do esquema de espionagem de Nixon, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Efeito Martha Mitchell</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha na direção de um registro biográfico que sabe pontuar os momentos cruciais de sua personagem. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_30485" aria-describedby="caption-attachment-30485" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30485" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate.png" alt="" width="1366" height="502" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-800x294.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-1024x376.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-768x282.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/stranger-at-the-gate-1200x441.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30485" class="wp-caption-text">O curta-metragem, de forma delicada e chocante, mostra o caminho que Richard “Mac” McKinney andou até chegar ao islamismo (Foto: The New Yorker)</figcaption></figure>
<p><b>Stranger at the Gate</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GPbbl1S6foM"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger at the Gate</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra os conflitos internos do ex-oficial da Marinha dos Estados Unidos, Richard “Mac” McKinney. Como consequência do tempo em que serviu às Forças Armadas, Mac adquiriu o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), e, ao voltar para a Muncie, a cidade em que vivia, acaba se deparando com rostos que foi ensinado a odiar. O homem começa a planejar um atentado à mesquita local, sentindo que essa ação colocaria fim em seu sofrimento. Em seus trinta minutos, o curta documental é tocante e exibe diversos pontos sobre o momento em que o protagonista vivia, além de explicitar a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-58325595"><span style="font-weight: 400;">islamofobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por causa de seu plano, o veterano de guerra decidiu ir até o Islamic Center of Muncie (Centro Islâmico de Muncie) para entender qual seria a dimensão de seu ataque; e quem já estava na mesquita, refletia o que ele estava fazendo ali. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Talvez ele esteja procurando por uma solução, e, se você pode ser a solução para ele, para seus estresses, por que não ser bondoso com ele?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse Saber Bahrami, co-fundador do centro. Essa foi a primeira surpresa para Mac: a forma em que foi recebido transbordava paz, bondade e compaixão. O </span><span style="font-weight: 400;">ex-oficial </span><a href="https://edition.cnn.com/2023/03/08/us/marine-mosque-islam-blake-cec/index.html"><span style="font-weight: 400;">continuou visitando o lugar</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, após oito semanas, percebeu que todo ódio, raiva, e planos haviam saído de seu coração. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele estava abraçando as pessoas que queria enforcar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, contou Dana McKinney no documentário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Documentário em Curta-Metragem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger at the Gate</span></i><span style="font-weight: 400;"> é delicadamente forte. Construído por meio de depoimentos, as cenas, frases e comentários são chocantes, e conseguem mostrar os preconceitos sofridos por muçulmanos nos Estados Unidos. O curta traz diversas reflexões e pontos de vista, indo das vivências de um homem que viveu e foi influenciado por um ambiente islamofóbico por mais de vinte anos, até as de uma família de imigrantes refugiados, que conseguiu se estabilizar em um país novo; além de tratar assuntos como traumas e o perdão. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
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<h2><b>Melhor Curta-Metragem de Animação</b></h2>
<figure id="attachment_30355" aria-describedby="caption-attachment-30355" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30355" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4.jpg" alt="" width="1280" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/an_ostrich_told_me-online4-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30355" class="wp-caption-text">&#8220;Questione tudo, meu jovem, o mundo não é o que parece&#8221; (Foto: Lachlan Pendragon)</figcaption></figure>
<p><b>An Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você procura por um </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i><span style="font-weight: 400;"> que combina </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-show-de-truman-20-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Show de Truman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dont-worry-darling-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;’t Worry, Darling</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e comédia, </span><i><span style="font-weight: 400;">An</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It </span></i><span style="font-weight: 400;">é a resposta. Em um formato </span><a href="https://personaunesp.com.br/leonor-jamais-morrera-critica/"><span style="font-weight: 400;">metalinguístico</span></a><span style="font-weight: 400;"> que mescla a própria produção do curta com sua narrativa, o indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023 tem de especial seu humor: se um avestruz invadisse seu escritório e te dissesse que o mundo que você vive é mentira, você acreditaria? Nosso protagonista Neil não encontra outra opção além de assumir que sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande sacada do diretor</span> <a href="http://lachlanpendragon.com/"><span style="font-weight: 400;">Lachlan Pendragon</span></a><span style="font-weight: 400;"> é, apesar de não trazer nada de novo, ter referências clássicas bem executadas e uma fórmula que gostamos. Muito bem construído e inteligente, apreciamos das falhas do universo do protagonista, da maneira como fazemos parte do</span><i><span style="font-weight: 400;"> backstage</span></i><span style="font-weight: 400;">, da quebra da quarta parede e, é claro, do avestruz. A peculiaridade de </span><i><span style="font-weight: 400;">An</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It </span></i><span style="font-weight: 400;">o levou a ser homenageado em 2022 no </span><a href="https://www.oscars.org/saa"><i><span style="font-weight: 400;">Student Academy Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e merece, com certeza, 11 minutos de sua atenção. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_30488" aria-describedby="caption-attachment-30488" style="width: 744px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image.jpg" alt="" width="744" height="495" /><figcaption id="caption-attachment-30488" class="wp-caption-text">Em 2022, Ice Merchants venceu o prêmio de curta-metragem na Critic&#8217;s Week de Cannes (Foto: João Gonzalez)</figcaption></figure>
<p><b>Ice Merchants</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma casa no topo de uma montanha de neve, um garotinho se empurra para frente e para trás em um balanço, que pende sob as alturas. Ele, junto ao pai, vivem no topo e diariamente descem a altitude de paraquedas para venderem gelo aos moradores da cidade abaixo deles. Nessa rotina repetitiva e metódica, um dos curtas-metragens mais visualmente encantadores da categoria de </span><a href="https://www.newyorker.com/video/watch/the-new-yorker-shorts-ice-merchants-a-father-and-son-brave-perilous-heights"><span style="font-weight: 400;">Melhor Curta-Metragem de Animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra o impacto da ausência, mas conquista pelo poder do amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido e roteirizado pelo português João Gonzalez, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ice Merchants </span></i><span style="font-weight: 400;">não carece de palavras para impactar. O dia a dia de pai e filho é notada por uma caneca amarela sem dono, mas o que prevalece e encanta é a relação de companheirismo e carinho entre os dois personagens, representadas através de uma animação cativante em tons pastéis. Como Gonzalez acredita, o curta é “</span><i><span style="font-weight: 400;">um </span></i><a href="https://www.newyorker.com/culture/screening-room/a-wordless-story-of-loss-and-connection-in-ice-merchants"><i><span style="font-weight: 400;">drama familiar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> sobre perda e conexão</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mais sensorial e físico do que palavras conseguem retratar. Sensivelmente, sem vozes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ice Merchants </span></i><span style="font-weight: 400;">fala alto. <strong>&#8211; Vitória Gomez</strong></span></p>
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<figure id="attachment_30357" aria-describedby="caption-attachment-30357" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/My-year-of-dicks.jpeg" alt="Cena do filme My Year of Dicks. Na imagem está Sarah, um homem e uma mulher. Sarah é uma jovem branca loira de olhos azuis. Ao seu lado esquerdo está um homem azul que representa a versão idealizada do garoto que gosta. Ao lado direito está uma mulher vermelha que representa o desejo" width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-30357" class="wp-caption-text">Apesar do nome controverso, My Year of Dicks é uma história fofa e engraçada sobre a imaginação e experimentação adolescente (Foto: Animation Showcase)</figcaption></figure>
<p><b>My Year of Dicks </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no livro de Pamela Ribbon, </span><a href="https://bookjourney.net/2015/07/01/notes-to-boys-and-other-things-i-shouldnt-share-in-public-by-pamela-ribon/"><i><span style="font-weight: 400;">Notes to Boys: And Other Things I Shouldn&#8217;t Share in Public</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Year of Dicks </span></i><span style="font-weight: 400;">se debruça sobre as memórias da diretora Sara Gunnarsdóttir em um momento confuso da adolescência: a perda da virgindade. Contando um pouco de como foi a busca pelo garoto escolhido e as reviravoltas até o esperado momento, a animação se divide em 5 partes cheia de momentos constrangedores e cômicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 15 anos, as expectativas da personagem sempre são mais altas do que o alcançável e a mistura do que a consciência dela diz e o que acontece na vida real proporciona momentos engraçados e um drama juvenil capaz de fazer qualquer pessoa lembrar de uma de suas </span><i><span style="font-weight: 400;">fanfics</span></i><span style="font-weight: 400;"> veranis pessoais. O curta, que concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, se inclina à comédia, mas também conta com reflexões e temas muito relevantes, como o consentimento, a vergonha e o abismo proporcionado quando as coisas acontecem sem naturalidade.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de um roteiro muito cativante, o formato da animação é um momento à parte. Produzida por 15 animadores, incluindo </span><span style="font-weight: 400;">Gunnarsdóttir</span><span style="font-weight: 400;">, as </span><a href="https://www.saragunnarsdottir.com/"><span style="font-weight: 400;">ilustrações</span></a><span style="font-weight: 400;"> trazem formatos diversos em concordância com cada um dos devaneios da protagonista. De um vampiro melodramático a um parque de diversões </span><i><span style="font-weight: 400;">kawaii</span></i><span style="font-weight: 400;">, as imagens tomam formas plurais e muito divertidas. Não dá para saber se todo mundo já teve um ano como o de Sarah, mas a conclusão com certeza é a mesma: o planejamento sempre perde para o acaso. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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<figure id="attachment_30328" aria-describedby="caption-attachment-30328" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30328" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2.jpg" alt="Cena do curta-metragem The Boy, the Mole, the Fox and the Horse. O cavalo, grande e branco, inclina sua cabeça para o menino, uma criança loira que veste um casaco marrom e uma calça azul, e ambos estão de lado, direcionados para a direita. O menino carrega uma pequena toupeira marrom na altura de seus olhos e ela veste um casaco azul. A raposa laranja está sentada de costas para a imagem, aos pés do menino. Os personagens estão em uma paisagem nevada e é noite." width="980" height="551" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30328" class="wp-caption-text">O curta-metragem mostra que, em boa companhia, não é necessário ir tão longe para encontrar um lar (Foto: Peter Baynton)</figcaption></figure>
<p><strong>The Boy, the Mole, the Fox and the Horse</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O que você quer ser quando crescer?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, pergunta a toupeira ao menino pouco tempo depois de se conhecerem. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Gentil</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ele responde. E é na gentileza, na amizade, na coragem e na esperança que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Fbdem4g_LEc"><i><span style="font-weight: 400;">The Boy, the Mole, the Fox and the Horse</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se baseia. Na amizade improvável entre os quatro personagens do título, a adaptação da </span><a href="https://sextante.com.br/livros/o-menino-a-toupeira-a-raposa-e-o-cavalo/"><span style="font-weight: 400;">obra homônima</span></a><span style="font-weight: 400;"> do britânico Charlie Mackesy não se mostra apenas como uma história que estimula a reflexão e a discussão sobre a vulnerabilidade, mas também como uma verdadeira obra de arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com traços que parecem incompletos e com um texto direto e sem floreios, é plausível afirmar que a beleza da animação, indicada como Melhor Curta-Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;">,  é etérea. Ao aliar simplicidade e funcionalidade, a direção de  </span><a href="https://www.peterbaynton.com/"><span style="font-weight: 400;">Peter Baynton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do próprio autor é um ótimo exemplo de que não se precisa muito para fazer algo extraordinário. Ademais, a </span><a href="https://open.spotify.com/album/3DAsjqarjzBKn8JYxrlVtq?si=ya3MpOZ-RSa0hfrQ6RPk4g"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> composta por Isobel Waller-Bridge é de uma delicadeza ímpar, e a sua sincronização não intrusiva é uma deslumbrante forma de fazer uso da música em produções cinematográficas. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_30326" aria-describedby="caption-attachment-30326" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30326" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/the-flying-sailor.jpeg" alt="A imagem é um frame do curta, ambientado em um porto de navios. Ao fundo, está a paisagem, com docas de madeira em primeiro plano e uma grande fábrica em segundo plano, cheia de janelas, lançando uma fumaça por uma chaminé. O céu da cena é bem azul, limpo, com poucas nuvens brancas. O marinheiro, personagem principal, aparece em enfoque na cena, que é um close em seu rosto. Ele usa um chapéu e um uniforme azul marinho, com uma camisa branca por baixo da farda do uniforme. Ele é um homem, branco, com poucos fios de cabelo na cabeça, que observa algo a sua frente com uma expressão de dúvida, enquanto segura um cigarro entre os dedos de sua mão. " width="500" height="282" /><figcaption id="caption-attachment-30326" class="wp-caption-text">Em um estudo de possibilidades, The Flying Sailor demonstra uma centelha de beleza e reflexão em um dos maiores desastres já registrados na história (Foto: National Film Board of Canada)</figcaption></figure>
<p><strong>The Flying Sailor</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma manhã idêntica a todas as outras, um marinheiro caminha em um porto. Enquanto acende seu cigarro, ele observa a aproximação de dois grandes navios que acabam por colidir, gerando uma grande explosão, levando os carregamentos, o porto e o marujo observador aos ares. Esse é o princípio de </span><a href="https://www.shootonline.com/news/wendy-tilby-amanda-forbis-discuss-backstory-inspiration-their-3rd-oscar-nominated-short"><i><span style="font-weight: 400;">The Flying Sailor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, projeto roteirizado e dirigido por</span> <a href="https://mulhernocinema.com/listas/conheca-os-filmes-dirigidos-por-mulheres-que-ja-foram-premiados-em-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Amanda Forbis e Wendy Tilby</span></a><span style="font-weight: 400;">, que concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo não sendo o favorito na corrida pela estatueta, o marinheiro voador constituiu uma experiência visual valiosa, mostrando um lado novo em uma história já conhecida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma </span><a href="https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=55324"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;">, a nova criação da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_rIBbhymIzw&amp;t=7s"><span style="font-weight: 400;">dupla de diretoras</span></a><span style="font-weight: 400;"> usa do fato como um pontapé inicial e mergulha em uma viagem surrealista, mostrando ao espectador a vida de um homem que, ao ser arremessado pela explosão, sobrevoou os céus. O estado de quase morte, no qual a percepção de passado, presente e futuro se mesclam, é visualmente estonteante &#8211; não necessita de uma única palavra ou descrição. A passagem da fase de ascensão para a queda, ditadas pelas composições de Luigi Allemano, prendem o olhar que segue ansioso os cortes, só descansando ao ver o resultado final. Os quase oito minutos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4Rj3FG8vFtk"><i><span style="font-weight: 400;">The Flying Sailor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passam rápido, em uma viagem de cores e sons, que abre alas à imaginação. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier </b></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2022</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 23:29:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Música é o tom indispensável da vida. No amor, na alegria, na tristeza, na solidão, as canções preenchem playlists embalando a vida e refletindo a alma. As composições são o espelho de como artista e ouvinte enxergam a existência, fazendo com as mudanças sejam necessárias e novidades refresquem o imaginário auditivo de quem aguarda &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2022/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2022"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30471" aria-describedby="caption-attachment-30471" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/wordpress_melhores_DISCOS22.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30471" class="wp-caption-text">Entre a vida e a morte, o sagrado e o profano, composições íntimas e inovadoras são o combustível do Melhores Discos de 2022 (Arte: Henrique Marinhos/Texto de Abertura: Ana Júlia Trevisan)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/musica/"><span style="font-weight: 400;">Música</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o tom indispensável da vida. No amor, na alegria, na tristeza, na solidão, as canções preenchem </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/60OmGVaVvzQffjkuBBgZSN?si=c88230b0070e4528"><i><span style="font-weight: 400;">playlists</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> embalando a vida e refletindo a alma. As composições são o espelho de como artista e ouvinte enxergam a existência, fazendo com as mudanças sejam necessárias e novidades refresquem o imaginário auditivo de quem aguarda ansiosamente por um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, quiçá um disco de seu intérprete favorito. É impossível me conformar com a potência transformadora da Música. Assim como é inevitável usar tanto floreio para introduzir esse que reúne o melhor do que foi feito em 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o formato de vendas modificado pelas plataformas digitais, os álbuns se tornam cada vez mais inviáveis para cantores inseridos na indústria, que coage produções única e exclusivamente voltadas a músicas virais para o </span><a href="http://portalsalamusical.com.br/destaque/como-o-tik-tok-esta-mudando-a-producao-musical/"><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Quebrando aquilo que parece ter virado regra, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> emerge os ossos do ofício e abocanha 73 produções que marcaram o ano na Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dominando a tarefa de trazer um novo fôlego para sua arte, The Weeknd lançou a rádio </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;">, vislumbrando dias melhores. Coroando o topo dos </span><i><span style="font-weight: 400;">rankings</span></i><span style="font-weight: 400;">, ROSALÍA acelerou com muita autenticidade sua </span><a href="https://gente.ig.com.br/colunas/gabriel-perline/2022-08-24/dicionario-de-rosalia--entenda-o-que-e-motomami-e-outras-palavras.html.ampstories"><i><span style="font-weight: 400;">MOTOMAMI</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao lado da catalã, montada em seu cavalo prata, a </span><a href="https://tracklist.com.br/beyonce-renaissance/141672"><span style="font-weight: 400;">musa-mor</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> renasceu. Kendrick Lamar ficou entre a cruz e a espada, SZA pediu socorro, Björk celebrou os recomeços, Sabrina Carpenter finalmente enviou seus </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mails</span></i><span style="font-weight: 400;">, Florence and the Machine renovou seu nome na lista das netas das bruxas e a loirinha mais querida cantou seus </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/criticas/midnights-taylor-swift"><span style="font-weight: 400;">terrores noturnos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música haitiana foi lembrada em notas do </span><a href="https://www.planoaberto.com.br/topical-dancer/"><i><span style="font-weight: 400;">Topical Dancer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cruzando o oceano, no mundinho do </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto 2022 serviu para SEVENTEEN se consolidar de vez como uma das maiores</span><i><span style="font-weight: 400;"> boybands</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Coreia, artistas de outros grupos tão grandes quanto embarcaram em viagem solo, com novas perspectivas, sonoridades exuberantes e trabalhos coesos que entregam turbilhões de sentimentos. No território russo a boa surpresa veio do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QZ8FOyJrgUg&amp;ab_channel=IC3PEAK"><span style="font-weight: 400;">metal vampiresco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da dupla IC3PEAK.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em solo brasileiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i><span style="font-weight: 400;"> caiu na boca do povo, Bala Desejo ganhou o grande público, Ludmilla mais uma vez provou que nasceu para interpretar pagode, Maria Rita cantou para Xangô, e os calos de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/alaide-costa-sobre-ser-esnobada-pela-bossa-nova-preconceito-velado/"><span style="font-weight: 400;">Alaíde Costa</span></a><span style="font-weight: 400;"> a fizerem &#8211; merecidamente &#8211; a cantora nacional mais citada nos </span><i><span style="font-weight: 400;">rankings</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em meio a isso, o amargo das perdas imperaram no território com os álbuns póstumos de Marilia Mendonça e Elza Soares, o adeus a Erasmo Carlos, e aquela que foi a despedida mais cruel do ano, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;">, a Doce Bárbara, se encantou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Melhores Discos de 2022</b><span style="font-weight: 400;"> é dedicado a Gal Costa. Coisas sagradas permanecem!</span></p>
<p><span id="more-30280"></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30360" aria-describedby="caption-attachment-30360" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30360" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 333 da cantora Tinashe. Ao centro está a artista despida, usando apenas uma luva transparente em sua mão. Ela é uma mulher negra de cabelos longos e pretos que está agachada em uma estrutura circular de concreto. Ao redor dessa estrutura estão plantas rasteiras e árvores. No canto superior esquerdo está o símbolo 333, integrado na letra “T”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/333.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30360" class="wp-caption-text">333 é o sucessor de Songs for You, de 2019, e foi anunciado com um vídeo de ficção científica, uma das predileções e inspirações da cantora quanto ao seu hobby de jogar video-games. (Foto: Tinashe)</figcaption></figure>
<p><strong>Tinashe &#8211; 333</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_k2nsaWN09RYZK1bX1a5dGbIrIgcUL385U"><i><span style="font-weight: 400;">333</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido e interpretado por Tinashe, sintetiza </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, eletrônica, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">bass</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma produção experimental e inovadora. Através de uma trajetória minuciosa e sofisticada, a cantora combina batidas complexas com melodias cativantes e vocais emocionantes, tudo enquanto explora temas criativos e profundos, como amor, liberdade e auto-descoberta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua voz é o principal instrumento do álbum, criando camadas e texturas sonoras que se misturam perfeitamente com os instrumentais. A colaboração com artistas, como Kaytranada, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8pReEUxHxJM"><span style="font-weight: 400;">Chanel Tres</span></a><span style="font-weight: 400;">, Kudzai e Quiet Child, adiciona uma profundidade e variedade únicas à produção. No entanto, algumas faixas podem não cativar tanto quanto outras, principalmente pela sonoridade experimental, </span><i><span style="font-weight: 400;">333</span></i><span style="font-weight: 400;"> se dirige àqueles que buscam músicas que vão além do convencional, mas não deixam o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com seu lançamento, a artista mostra uma evolução impressionante, demonstrando sua habilidade de misturar gêneros e criar um timbre único e envolvente. Em suma, o álbum evidencia talento e  ousadia, além de seu significado através da numerologia como um símbolo de crescimento pessoal, confiança e inspiração. Para a cantora, o número representa um momento de renascimento e de conexão com sua espiritualidade. </span><b>&#8211; </b><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Small Reminders, The Chase, X (feat. Jeremih)</p>
<hr />
<figure id="attachment_30361" aria-describedby="caption-attachment-30361" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30361 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5SOOS5.webp" alt="Capa do disco 5SOS5. Na imagem temos quatro silhuetas nas cores rosa e azul representando cada integrante da banda em um fundo rosa claro." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5SOOS5.webp 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/5SOOS5-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30361" class="wp-caption-text">5SOS5 registra o amadurecimento, a fraternidade e a nova identidade musical do 5 Seconds of Summer (Foto: Warner Music )</figcaption></figure>
<p><b>5 Seconds of Summer &#8211; 5SOS5</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcando a nova fase da banda australiana, </span><a href="https://open.spotify.com/artist/5Rl15oVamLq7FbSb0NNBNy"><i><span style="font-weight: 400;">5 Seconds of Summer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deixa de lado suas raízes </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e abre novas portas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu novo disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sendo seu quinto álbum, a obra é, senão, um dos trabalhos mais maduros que compõem a discografia dos meninos. Saindo da zona de conforto e brincando com novas maneiras de produzir arte, </span><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i><span style="font-weight: 400;"> demanda muito dos sintetizadores e das alternâncias instrumentais para abordar a clássica temática da juventude e dos relacionamentos amorosos que constituem suas composições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após saírem da gravadora </span><span style="font-weight: 400;">Interscope</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GoQ85cs5fk0&amp;list=PLR9AEg2TU68ROn4h2OJTSSep2ixckBsne"><i><span style="font-weight: 400;">5SOS5</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro trabalho independente da banda em parceria com a </span><span style="font-weight: 400;">BMG</span><span style="font-weight: 400;">. Essa oportunidade dos integrantes conseguirem controlar a sua própria musicalidade foi benéfica e relevante para sua evolução musical em vários aspectos. Se libertando das amarras, o álbum explora o melhor de cada um dos membros. Contemplando com 19 faixas, as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Take My Hand</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8RaeTPo5a_c"><i><span style="font-weight: 400;">BLENDER</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bloodhound</span></i><span style="font-weight: 400;">, exemplificam inteiramente essa nova fase alternativa e </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos australianos. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Me Myself and I, BLENDER e Older</p>
<hr />
<figure id="attachment_30438" aria-describedby="caption-attachment-30438" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30438" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-800x800.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Smile.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30438" class="wp-caption-text">O álbum de estreia do projeto de Thom Yorke, Jonny Greenwood e Tom Skinner foi lançado em Maio de 2022 (Foto: Self Help Tapes LLC/XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>The Smile &#8211; A Light for Attracting Attention</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito tempo se passou desde que Thom Yorke e Jonny Greenwood migraram seu som do </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o experimental, mas o trabalho de ambos manteve algo reconhecível ainda sob o efeito do tempo. Juntos no Radiohead, os dois consolidaram os reflexos de uma cultura que tende a glorificar os inconstantes; agora, anos depois, a novidade surge de um projeto paralelo com Tom Skinner, cujo nome foi retirado de um poema de Ted Hughes. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-light-for-attracting-attention-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, The Smile debutou de forma fantástica e tornou o ano de 2022 um marco musical.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-EB5NhI2RQQ&amp;ab_channel=TheSmile"><i><span style="font-weight: 400;">You Will Never Work in Television Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> talvez seja a música de protesto mais forte em todo o disco. Ao estilo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2w6kHS_IRrE"><i><span style="font-weight: 400;">2 + 2 = 5</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela parece ser uma ofensa direta ao degenerado </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2023/02/23/harvey-weinstein-e-condenado-a-16-anos-por-estupro-em-los-angeles.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Harvey Weinstein</span></a><span style="font-weight: 400;">, desde seu título até sua letra. transcendência através do caos liga as 13 canções do disco, revestidas pelos dedilhados de guitarra, bases de violão e uma bateria limpa em meio aos ecos e sintetizadores. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=arCjt-xulOM"><i><span style="font-weight: 400;">We Don’t Know What Tomorrow Brings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – uma das melhores de todo o trabalho – se espelha em </span><i><span style="font-weight: 400;">Jigsaw Falling Into Place </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bodysnatchers</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/10785-in-rainbows/"><i><span style="font-weight: 400;">In Rainbows</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2007), e, assim como todo o álbum, talvez seja melhor compreendida quando enxergamos suas capacidades negativas, cuja capacidade onírica de sintetizar ansiedades é interessante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez devido a produção de Nigel Godrich – que colabora com o Radiohead desde os anos 1990 e que se juntou a Yorke em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Co-fHs62BbA"><span style="font-weight: 400;">Atoms for Peace</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, a sonoridade do disco do </span><i><span style="font-weight: 400;">power trio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é familiar às primeiras produções do quinteto inglês. Nas letras, Thom Yorke reflete sobre algo maior, que nunca é de fato explanado, deixando o conteúdo sempre no campo da subjetividade. Os suspiros, sussurros e sintetizadores expansivos – como em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hairdryer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Speech Bubbles</span></i><span style="font-weight: 400;"> – dão vida a um </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/teoria-da-conspiracao-doppelganger-a-sua-copia-maligna/"><i><span style="font-weight: 400;">doppelgänger</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que parece habitar o trabalho, um tipo de espectro fantasmagórico que vaga por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Light for Attracting Attention</span></i><span style="font-weight: 400;">. É possível que o prato principal servido por The Smile seja a concepção de uma Música efêmera, que ainda assim evoca sentimentos profundos enquanto escutamos. Se o “novo” Radiohead for Yorke, Skinner e Greenwood, estaremos todos bem. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Open The Floodgates, Thin Thing, Free In The Knowledge</span></p>
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<figure id="attachment_30362" aria-describedby="caption-attachment-30362" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30362" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Jovem-Dionisio-Acorda-Pedrinho.jpg" alt="Capa do disco Acorda, Pedrinho. Em baixo, da direita para a esquerda, temos Rafael Duna, homem branco e ruivo, ao lado dele temos Gabriel Mendes, homem branco de cabelo castanho claro. Na parte superior, também da direita para a esquerda, temos Gustavo Karam, homem branco com cabelo castanho escuro, ao meio temos Bernardo Pasquali, homem branco, usando óculos e de cabelo platinado, ao lado dele temos Bernardo Hey, homem branco e loiro. Todos os integrantes estão vestindo camiseta azul e calça preta. Eles estão em frente a uma cortina verde musgo e em cima temos o logo da banda. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Jovem-Dionisio-Acorda-Pedrinho.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Jovem-Dionisio-Acorda-Pedrinho-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30362" class="wp-caption-text">Acorda Pedrinho foi a canção mais pesquisada no Google em 2022 (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Jovem Dionísio &#8211; Acorda, Pedrinho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2022 foi o ano da </span><a href="https://open.spotify.com/artist/4m5LghDfOKFZNEBZ0GO1OQ"><span style="font-weight: 400;">Jovem Dionísio</span></a> <span style="font-weight: 400;">e quem falar que não, está mentindo. A banda formada em 2019 pelos cinco amigos de infância, finalmente deixou o estreito bar do Dionísio em Curitiba e dominou todas as paradas do Brasil em seu álbum de estreia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ukPO8UtBAIk"><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os garotos não entregaram apenas um clipe para sua faixa-título, mas sim um curta-metragem, em uma narrativa marcante e original que engloba toda a identidade visual do álbum, compondo inúmeras referências da história dos integrantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> explorou de ritmos especificamente brasileiros para compor em sua primeira discografia, arranjos conduzidos por batidas de <em>funk</em> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DTunP35FG6A"><i><span style="font-weight: 400;">Tu Tem Jeito Se Quem Gosta</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> até os acordes de violão da bossa-nova em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gm7y4wbQysY"><i><span style="font-weight: 400;">Ai De Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Marcando esse brasileirismo, o álbum alcançou no ano passado a marca de 6,7 milhões de ouvintes no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais de 170 mil vídeos com a canção título no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sendo um dos nomes em ascensão do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual, </span><span style="font-weight: 400;">Jovem Dionísio</span><span style="font-weight: 400;"> deixou sua marca logo em seu primeiro disco, fazendo todos os ouvintes acordarem para os próximos lançamentos da banda. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Belnini, Cê me viu ontem, Não foi por mal</p>
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<figure id="attachment_30363" aria-describedby="caption-attachment-30363" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30363" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kilokish.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30363" class="wp-caption-text">Kilo Kish prossegue com sua parceria com Vince Staples na faixa NEW TRICKS: ART, AESTHETICS AND MONEY (Foto: Kilo Kish)</figcaption></figure>
<p><b>Kilo Kish &#8211; AMERICAN GURL</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Reflections in Real Time, </span></i><span style="font-weight: 400;">o primeiro álbum da multiartista Kilo Kish</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma representação estilística e temática de amadurecimento pessoal e artístico — em um modelo de </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> que abrange os mais variados gêneros de instrumentais e vocais —  que consegue ser um dos mais subestimados projetos da cena R&amp;B contemporânea. Mesmo que mais conhecida por suas colaborações com Vince Staples, pouco muda em seu novo lançamento, não reverberado na cena crítica quanto deveria. A partir de memórias ressonantes da vida de consumo, da MTV e do <em>eletropop</em> de 2010, </span><a href="https://www.instagram.com/p/Ca5ROinPPGY/?utm_source=ig_web_copy_link"><i><span style="font-weight: 400;">AMERICAN GURL</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também constrói tal marco, expandido para além de suas faixas e dos 40 minutos do álbum, no </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/kilo-kish-american-gurl/"><span style="font-weight: 400;">pop alternativo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kish estende um olhar satirizado e exagerado à cultura estadunidense, feito antes por Santigold e CSS, para construir um posicionamento sobre poder, escolha e identidade dentro das normas da indústria da música <em>pop</em>; um raciocínio ainda mais fortuito em sua condição independente, na qual é capturada pelo dilema de possuir controle acerca de sua própria narrativa enquanto artista ou de ter o necessário, dado por uma gravadora, para colocar sua Arte no mundo. Em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">AMERICAN GURL, DEATH FANTASY</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h5hdBveygRg"><i><span style="font-weight: 400;">TV BABY V.2 (LATCH KEY MARCH)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora pensa as definições que a revestem enquanto uma artista e um produto na indústria. Revestida por suas expectativas e pressupostos vindos de mulheridade, raça e idade, Kish busca subverter o sonho americano para atestar a validade de seu objetivo: estar completamente livre de si mesma.  — </span><b>Enzo Caramori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">AMERICAN GURL, NEW TRICKS: ART, AESTHETICS AND MONEY, SUPER KO LOVE</span></p>
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<figure id="attachment_30364" aria-describedby="caption-attachment-30364" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30364" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/aquino-e-a-orquestra-invisivel-aquino-e-a-orquestra-invisivel-ep.jpg" alt="" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/aquino-e-a-orquestra-invisivel-aquino-e-a-orquestra-invisivel-ep.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/aquino-e-a-orquestra-invisivel-aquino-e-a-orquestra-invisivel-ep-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30364" class="wp-caption-text">A banda é formada por João Soto, João Vazquez e Leandro Bessa (Foto: Bolo de Rolo/Selo Rockambole)</figcaption></figure>
<p><b>Aquino e a Orquestra Invisível &#8211; Aquino e a Orquestra Invisível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do lançamento do disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/6oEtrFYsYk8nBXy7dIVqOY?si=DNSgbDgsR82tBv6E_oq3Tw"><i><span style="font-weight: 400;">Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a Aquino e a Orquestra Invisível faz seu retorno com um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> homônimo. No projeto, o trio carioca trouxe três </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançados anteriormente, e duas canções inéditas: </span><a href="https://open.spotify.com/track/33fnVp55zYGLfhWBgl2j9O?si=935b18611f7c4df1"><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/5yArUj7Fumvl15jieQdSpt?si=981e0da9b9664b4d"><i><span style="font-weight: 400;">Eu e Ela</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Indo de músicas cheias de brasilidades, que trazem notas de samba, MPB e bossa-nova, e chegando até sons oitentistas, com sintetizadores e batidas rápidas, os 14 minutos do </span><i><span style="font-weight: 400;">Aquino e a Orquestra Invisível</span></i><span style="font-weight: 400;"> são como uma salada mista, funcionando muito bem juntas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Representada pelo Bolo de Rolo, sub-selo do selo</span> <a href="https://rockambole.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Rockambole</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a banda entra em uma fase mais madura, mesmo que ainda trate temas joviais, como o amor e a vida na cidade. As composições do </span><a href="https://open.spotify.com/album/39FjAAoFhZFSZhyl63dlqe?si=HSbWRUVJSRqN8BxKQIJYlg"><i><span style="font-weight: 400;">extended play</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, feitas pelos três integrantes, conseguem situar o ouvinte no tempo-espaço, falando sobre praias, varandas e interiores de casas. Com versos bem pensados, como “</span><a href="https://open.spotify.com/track/5M6ICWeHl0QAe7dFJakQse?si=86454f0653b24ff3"><i><span style="font-weight: 400;">o tempo passou</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, mas nem tanto assim, sempre que eu me olho vejo um pouco de você em mim</span></i><span style="font-weight: 400;">”, os cariocas conseguem descrever o crescer, e as mudanças que ocorrem entre épocas. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>MTV, Eu e Ela, 20 Anos e Meio.</p>
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<figure id="attachment_30437" aria-describedby="caption-attachment-30437" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30437" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Black-Country-New-Road.webp" alt="" width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Black-Country-New-Road.webp 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Black-Country-New-Road-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30437" class="wp-caption-text">Disponibilizado como se fosse uma despedida do vocalista Isaac Wood, o segundo álbum do grupo talvez seja seu melhor (Foto: Ninja Tune)</figcaption></figure>
<p><b>Black Country, New Road &#8211; Ants From Up There</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 31 de Janeiro, </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2022/feb/06/black-country-new-road-ants-from-up-there-review-a-baroque-pop-masterpiece-isaac-wood"><span style="font-weight: 400;">Black Country, New Road</span></a><span style="font-weight: 400;"> anunciou que Isaac Wood estava deixando o grupo para tratar questões de sua saúde mental. Apesar de toda a dúvida que se seguiu, </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/black-country-new-road-ants-from-up-there/"><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi lançado em 4 de Fevereiro, e inevitavelmente foi visto como um álbum de despedida. Embora muito da estética da banda seja resumida no estilo vocal de Wood, soando como o Arcade Fire de </span><i><span style="font-weight: 400;">Funeral</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2004), o novo disco parece sinalizar para a importância dos sentimentos em detrimento da técnica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a técnica é algo que o grupo também domina. Basta ouvir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hTVwQ1Gjqas&amp;ab_channel=BlackCountry%2CNewRoad"><i><span style="font-weight: 400;">Snow Globes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um épico expansivo de mais de 9 minutos que antecede o fim do álbum, e dá total autonomia para a bateria, como se fizesse parte de um exercício de </span><i><span style="font-weight: 400;">jam session </span></i><span style="font-weight: 400;">no qual se mantém o maximalismo como força motriz. De forma surpreendente, porém, o segundo álbum da banda londrina traz canções explosivas, que conduzem o ouvinte em progressões enérgicas e culmina num disco que já nasceu obra-prima. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chaos Space Marine, Bread Song, Concorde</span></p>
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<figure id="attachment_30365" aria-describedby="caption-attachment-30365" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30365" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-800x800.jpg" alt="Capa do álbum BRASILEIRA. Arte digital quadrada. Ao fundo, vemos um tecido vermelho, estampado com flores amarelas e folhas verdes. Ao redor da capa, vemos uma borda formada por tecidos brancos e vermelhos. Nos tecidos vermelhos da borda, lemos várias vezes as palavras Anná e Brasileira, escritas em letras amarelas. Ao centro, vemos mestra Geovana e Dandara. Mestra Geovana é uma mulher negra, idosa, maquiada e olha para o lado esquerdo da capa. Dandara é uma menina negra, está no lado direito da capa, traz um girassol perto da orelha direita e olha para frente. Tanto Geovana quanto Dandara vestem roupas feitas com o mesmo tecido que estampa o fundo da capa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BRASILEIRA.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30365" class="wp-caption-text">Anná tem potencial para chegar ao mainstream brasileiro (Foto: Júlio César Almeida)</figcaption></figure>
<p><b>Anná &#8211; BRASILEIRA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há discos que fogem de qualquer imediatismo. Assim é </span><i><span style="font-weight: 400;">BRASILEIRA</span></i><span style="font-weight: 400;">, último lançamento da multiartista Anná: uma obra que nos conquista de escuta em escuta. Desenvolvido como movimento constante, que se desdobra em diversas camadas, o mais recente álbum da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GAMThprWy1k"><span style="font-weight: 400;">neta tropicalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue colocar </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-anna-promessa-nova-geracao-samba/"><span style="font-weight: 400;">presente, passado e futuro</span></a><span style="font-weight: 400;"> em único plano, sem soar desconexo, confuso ou inacabado. Anná abre os caminhos de uma </span><a href="https://ultraverso.com.br/anna-critica-do-album-brasileira-2022/"><span style="font-weight: 400;">viagem espiralada</span></a><span style="font-weight: 400;">, respeitando e inovando as tradições para sintetizar um século inteiro de música nacional.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qnep2ZCq0U4"><span style="font-weight: 400;">abertura perfeita</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">BRASILEIRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> evidencia desde a primeira faixa que estamos diante de uma proposta bem diferente de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4XTHg44Btu1JnnzZxcyyxn?si=Oi02pkckQeCkn5QCEflEjg"><i><span style="font-weight: 400;">Colar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incomparável álbum de estreia da cantora mocoquense. Assumindo coragens e riscos, Anná reitera seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1zaKaaql3I4"><span style="font-weight: 400;">potencial inventivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um disco sintético, mas nada superficial. Fruto de novos experimentalismos &#8211; estes, sim, permanentes na artista -, </span><i><span style="font-weight: 400;">BRASILEIRA</span></i><span style="font-weight: 400;"> comprova o que já parecia óbvio: Anná sabe se reinventar e dificilmente cairá na mesmice para agradar aos mercados e públicos. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Rito de Passá, Valdineia e Somos Resistência   </span></p>
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<figure id="attachment_30367" aria-describedby="caption-attachment-30367" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30367" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Being Funny in a Foreign Language, da banda The 1975. Fotografia quadrada em preto e branco. Na imagem, vemos um carro escuro abandonado com diversos rabiscos brancos. No teto, há um homem inteiramente vestido de preto com os joelhos flexionados e com os braços abertos. Ele olha para o chão. O cenário é uma praia vazia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-7.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30367" class="wp-caption-text">Being Funny in a Foreign Language coloca a banda em um estado de relaxamento que ela nunca sentiu em toda a sua carreira (Foto: Dirty Hit)</figcaption></figure>
<p><strong>The 1975 &#8211; Being Funny in a Foreign Language</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/6dVCpQ7oGJD1oYs2fv1t5M?si=_ev_V2-3RYOCTSEwvgDQAw"><i><span style="font-weight: 400;">Being Funny in a Foreign Language</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Matty Healy não está interessado em excessos. O vocalista não quer utilizar metáforas que explicam como é difícil se relacionar na era digital, tampouco falar apenas sobre drogas, sexo ou </span><a href="https://www.theteenmagazine.com/the-absurd-in-the-1975-s-being-funny-in-a-foreign-language"><span style="font-weight: 400;">niilismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, assuntos recorrentes em seus últimos trabalhos. Ele não quer falar sobre sinceridade, mas sim ser sincero da forma mais sucinta e direta possível e, para isso, ele decide falar sobre o amor. Apesar de seguir um caminho diferente do que a banda estava acostumada, o amor está no âmago de um registro honesto e terno que carrega muito da essência artística de </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></a><span style="font-weight: 400;">, sintetizando-o em cativantes 44 minutos de duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse roteirizado, o álbum seria aquele momento alguns anos após o fim de filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos dizendo que envelhecer é bom e simplifica a maioria das coisas pelas quais sofremos hoje. As composições de Healy, co-produzidas pelo onipresente </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2022/05/23/jack-antonoff-pop-music-collaboration-lorde-taylor-swift"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, são levadas a novos patamares ao que ocorre uma elevação da intimidade no processo criativo de escrita do vocalista. Ao fazer isso, essa obra que dá ênfase não só na razão, mas principalmente na emoção, passa a ser uma experiência intensamente íntima e visceral para todos que a ouvem. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Oh Caroline, I’m In Love With You e About You</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30368" aria-describedby="caption-attachment-30368" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30368" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-800x800.jpg" alt="Capa do disco BLUSH do grupo PVA. A imagem mostra uma mulher branca com batom marrom e blush vermelho, que usa uma peruca rosa lisa, comprida e com franja, e um sobretudo marrom de látex com um cinto da mesma cor e material. Ela está em um fundo com degradê de azul e há uma mão segurando seu braço, que sai do lado esquerdo de fora da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/PVA_Blush.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30368" class="wp-caption-text">A vocalista Ella Harris descreve o debut como uma série de &#8220;personagens em momentos de tensão, turbulência e dificuldades internas&#8221; (Foto: Ninja Tune)</figcaption></figure>
<p><b>PVA &#8211; BLUSH</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo conquistado sua </span><i><span style="font-weight: 400;">fanbase </span></i><span style="font-weight: 400;">através de insanos </span><i><span style="font-weight: 400;">sets </span></i><span style="font-weight: 400;">ao vivo e seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">de estreia, </span><a href="https://www.nme.com/reviews/album/pva-toner-ep-review-radar-2820699"><i><span style="font-weight: 400;">Toner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, existia o grande desafio de aumentar a aposta com o lançamento do primeiro álbum do </span><a href="https://ninjatune.net/artist/pva"><span style="font-weight: 400;">trio londrino</span></a><span style="font-weight: 400;"> de música eletrônica </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> PVA, que recentemente produziu um gélido </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FfOBwAf8Wqg"><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">gótico industrial do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit ‘Welcome To My Island’</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cnrkl7DrpfP/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">BLUSH </span></i><span style="font-weight: 400;">é um impressionante disco de estreia, com uma abordagem emocional muito mais desenvolvida do que os trabalhos anteriores da banda, que consolida uma pulsante energia dançante, bruta e poderosa, além de revelar mais sobre os sentimentos do trio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As 11 faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">BLUSH</span></i><span style="font-weight: 400;"> esbanjam ácido, </span><i><span style="font-weight: 400;">disco</span></i><span style="font-weight: 400;">, sintetizadores latejantes, </span><a href="https://indiehoy.com/descubrir/pva-post-punk-industrial-y-letras-poeticas-desde-londres/"><i><span style="font-weight: 400;">post punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, texturas ásperas, transições escorregadias, pistas de dança </span><i><span style="font-weight: 400;">underground </span></i><span style="font-weight: 400;">e melodias faladas, acompanhadas por uma identidade visual futurista, ousada e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gVajQhS1LjA"><span style="font-weight: 400;">caótica</span></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum gera a visão de um ser humano dividido entre dois estados, preenchido com a sensação de estar preso e no processo de se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JbGTGpAKXQc"><span style="font-weight: 400;">libertar</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você me deixou livre ontem/Eu me sinto como um bebê recém-nascido agora/Absorvendo todas as cores e formas e visões e cheiros/Como se fossem todos novos/Eu me sinto novo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;  Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Untethered, Hero Man e Bunker</span></p>
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<figure id="attachment_30369" aria-describedby="caption-attachment-30369" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30369" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-800x797.png" alt="Capa do álbum BORN PINK. Nela, um quadrado branco apresenta, na parte superior central, dois ganchos cor-de-rosa que se estendem até o centro. Na parte inferior central, com fontes estilizadas, está o escrito “BLACKPINK”. Logo abaixo, no mesmo estilo, está o escrito “BORN PINK”." width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-800x797.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-1024x1020.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-768x765.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano-1200x1195.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BORN-PINK-Vitoria-Vulcano.png 1524w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30369" class="wp-caption-text">Com o lançamento, BLACKPINK se tornou o primeiro grupo feminino a atingir o topo da Billboard Hot 200 desde 2008 (Foto: YG Entertainment/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>BLACKPINK &#8211; BORN PINK</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem antes de articularem seu primeiro disco, Jennie, Jisoo, Lisa e Rosé já dominavam a arte de fechar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> coreano para balanço, revisitando raízes e despejando uma pitada de identidade que impulsionou o sucesso de BLACKPINK além do oceano pacífico. Porém, se </span><a href="https://open.spotify.com/album/71O60S5gIJSIAhdnrDIh3N?si=NpuFL_JERz6WzUkVqsAhDQ"><i><span style="font-weight: 400;">THE ALBUM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tentava medir a cativação internacional do grupo mergulhando em milhares de ritmos, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7jaSNQUBJbvfbZHLNFrV7P?si=PpHt4wMJTeGr8jEPMTMVnA"><i><span style="font-weight: 400;">BORN PINK</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que, em 2022, as garotas propagandas da </span><i><span style="font-weight: 400;">YG Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabem exatamente a autoridade que possuem. Sondando seu passado multifacetado e cortando as colaborações externas, elas aposentam a exploração para mirar na </span><a href="https://www.grammy.com/news/blackpink-new-album-born-pink-5-takeaways-collaborations-new-sounds"><span style="font-weight: 400;">consolidação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu trabalho inconfundivelmente rico em vertentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span> <a href="https://eletrovibez.com/edm-aqui-vai-uma-definicao/"><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A execução do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> repete as </span><a href="https://portalpopline.com.br/blackpink-born-pink-topo-billboard-200/"><span style="font-weight: 400;">estratégias </span><i><span style="font-weight: 400;">marketeiras</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Teddy Park, produtor do </span><i><span style="font-weight: 400;">girlgroup</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde sua estreia e fator limitante do escopo criativo das artistas. Com isso, apesar de reter BLACKPINK à fórmula mediana de oito faixas, o conjunto consegue retratar vozes seguras de suas verdades e investidas na reafirmação desse </span><a href="https://www.billboard.com/lists/blackpink-timeline-history-making-accomplishments/"><span style="font-weight: 400;">poder transcendental</span></a><span style="font-weight: 400;">. Recheando a era com trocadilhos e homenagens às fases que percorreram em seu espaçoso currículo, as quatro cantoras reúnem um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kVXazE8wR1Q"><span style="font-weight: 400;">sentimentalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> apaixonante, valorizando seu </span><a href="https://valkirias.com.br/born-pink-blackpink/"><span style="font-weight: 400;">frescor consciente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, só para dar uma palhinha na experimentação, entregando primores no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> refinado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wQTjv-Xo1gY"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=POe9SOEKotk"><span style="font-weight: 400;">música clássica</span></a><span style="font-weight: 400;">. O veredito? Felizmente, as titãs do <em>k-</em></span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre estão pintando e bordando na nossa área. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Shut Down e The Happiest Girl.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30370" aria-describedby="caption-attachment-30370" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30370" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Hyd-Clearing.png" alt="capa do álbum Clearing, a cantora Hayden Dunham está no meio da capa, com o corpo mergulhado em água e o rosto exposto." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Hyd-Clearing.png 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Hyd-Clearing-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30370" class="wp-caption-text">Hyd é nova na indústria musical, mas já produz música de muita qualidade (Foto: PC music)</figcaption></figure>
<p><b>Hyd &#8211; Clearing</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hayden Dunham ou Hyd, seu nome artístico, é uma estreante no </span><i><span style="font-weight: 400;">electro pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> internacional, mas desde seu primeiro álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/6IhpJXJmktqc1iyskQ76xP?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Hyd</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2021</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">só vem lançando sucessos eletrizantes. Suas músicas passam a sensação de velocidade e </span><i><span style="font-weight: 400;">Clearing </span></i><span style="font-weight: 400;">nos traz muito desta energia, com letras que vão do amor próprio à desilusão romântica. Seu trabalho no álbum também consegue ser delicado e intimista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dunham vem trabalhando no </span><a href="https://open.spotify.com/album/5x3MrWM3MxdhJ8shNSz4rg?autoplay=true"><span style="font-weight: 400;">disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> há um tempo considerável. Desde 2014, ela planejava e tentava reunir artistas amigos como Alex Somers e Caroline Polachek. O resultado não poderia ser melhor, e 2022 trouxe a ela o sucesso merecido com uma turnê de apresentação e sua apresentação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork Music Festival</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Julho do mesmo ano </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Fallen Angel, Trust e Glass</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30371" aria-describedby="caption-attachment-30371" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30371" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-800x800.png" alt="Capa do álbum Crash da cantora Charli XCX. Na imagem, a artista, uma mulher branca de cabelos castanhos longos , está com seus joelhos acima do capô de um carro enquanto suas mão estão apoiadas no vidro quebrado, sua testa está sangrando. Acima está o azul do céu e abaixo está a visão de dentro do carro. Um volante preto e parte do painel atrás." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem_2023-03-06_205113516-1536x1536.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30371" class="wp-caption-text">Charli afirma sobre Crash que tinha dificuldades com dicotomia de, tipo, ‘quem sou eu?’, ‘sou uma garota pop ou sou uma artista mais disruptiva?’. E chega a conclusão que ambas coexistem. (Foto: Charli XCX/Asylum/Atlantic/Warner UK)</figcaption></figure>
<p><b>Charli XCX &#8211; Crash</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Charli XCX é um </span><a href="https://personaunesp.com.br/how-im-feeling-now-critica/"><span style="font-weight: 400;">retorno triunfante</span></a><span style="font-weight: 400;"> à sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que catapultou a cantora para o estrelato. Em um momento em que muitos artistas exploram sonoridades alternativas e experimentais, como ela mesma em seus últimos projetos, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca justamente por sua habilidade de criar um som vibrante e acessível que ainda se mantém atual e fresco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Celebrando verdadeiramente o gênero, a obra é repleta de melodias chicletes e refrões contagiantes. A produção é refinada e polida, dando o espaço necessário para brilhar como vocalista e performer. As letras, apesar de em alguns momentos parecerem superficiais, mostram uma clara autoconsciência por parte da artista, revelando um lado vulnerável e emocional que adiciona profundidade ao álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora possa ser criticado por sua falta de experimentação e risco, é inegável que Charli XCX é uma das melhores em criar um som pop que atinge o seu objetivo, </span><i><span style="font-weight: 400;">when I wanna go pop, I&#8217;ll pop/I got them hits.</span></i><span style="font-weight: 400;"> O álbum oferece aos ouvintes uma dose saudável de diversão, energia e entusiasmo que pode ser difícil de encontrar em outros gêneros, e prova o talento e carisma da artista, mostrando que ela é capaz de conquistar os corações dos fãs e de manter-se relevante no mundo</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b><i>&#8211; </i></b><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Baby, Used To Know Me, Move Me</p>
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<figure id="attachment_30440" aria-describedby="caption-attachment-30440" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30440" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mariaritadj.jpg 924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30440" class="wp-caption-text">Kao (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Rita &#8211; Desse Jeito</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro da música nacional, poucos artistas possuem um trabalho tão meticulosamente articulado, intensamente dedicado e iminentemente regenerador como o de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/maria-rita/"><span style="font-weight: 400;">Maria Rita</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora não faz </span><i><span style="font-weight: 400;">mea culpa</span></i><span style="font-weight: 400;"> em afirmar o compromisso com seu trabalho e com o perfeccionismo, lançando apenas aquilo . E assim, quatro anos após </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Música</span></i><span style="font-weight: 400;">, Maria Rita voltou às plataformas digitais com o refinado e poderoso </span><i><span style="font-weight: 400;">Desse Jeito</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP, </span></i><span style="font-weight: 400;">que conta com seis faixas, passeia pelos territórios que a intérprete mais domina: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-pMiUOgLFEw&amp;ab_channel=MariaRitaOficial"><span style="font-weight: 400;">amor e religião</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre intima às canções, Maria vozeia paixões, desamores e fé, e de quebra marca sua estreia como compositora, nas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Vezes </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GruKlHk9vq4&amp;ab_channel=MariaRitaOficial"><i><span style="font-weight: 400;">Canção Pra Erê Dela</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É a faixa-título, composta por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&amp;v=8wSar9DvfV0&amp;embeds_euri=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2Fsearch%3Fq%3DLuiz%2BAnt%25C3%25B4nio%2BSimas%26oq%3DLuiz%2BAnt%25C3%25B4nio%2BSimas%26aqs%3Dchrome..69i57j46i512j0i512j0i22i30l7.225j&amp;source_ve_path=MjM4NTE&amp;feature=emb_title"><span style="font-weight: 400;">Luiz Antônio Simas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em parceria com Fred Camacho que norteia as sensações envolvidas em todo o processo do projeto. </span><i><span style="font-weight: 400;">Desse Jeito </span></i><span style="font-weight: 400;">denuncia a intolerância religiosa, traz a</span> <span style="font-weight: 400;">ancestralidade, a força e a simplicidade dos orixás, em vigorosos versos que coordenam as emoções do ouvinte, enquanto a cantora toma posse da letra com seu vocal inigualável: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Axé, mojubá, zambi, kolofé/Qual é? Cada um com a sua fé</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">E Eu?, Desse Jeito, Canção Pra Erê Dela part. Teresa Cristina</span></p>
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<figure id="attachment_30373" aria-describedby="caption-attachment-30373" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30373" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dawn FM, de The Weeknd. Fotografia quadrada com fundo preto. No centro da imagem, vemos o cantor; ele é um homem negro envelhecido com a ajuda de maquiagem. Seus cabelos e sua barba são grisalhos. Ele veste uma camisa social preta e olha diretamente para a câmera com as sobrancelhas levemente franzidas, sem expressar nenhuma outra emoção." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-1-12-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30373" class="wp-caption-text">“É hora de caminhar para a luz/E aceitar o seu destino de braços abertos” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>The Weeknd &#8211; Dawn FM</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois que The Weeknd foi retratado enfaixado e ensanguentado em </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a capa de seu quinto álbum de estúdio o retrata precocemente envelhecido, como se seus exageros do passado o tivessem alcançado. Há múltiplas interpretações acerca do significado dessa imagem, e uma delas é a de que os temas que marcaram as composições do cantor canadense – dentre eles, autodestruição e relacionamentos tóxicos – passaram a soar tão antigos quanto ele aparenta. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dawn-fm-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marca, talvez pela primeira vez, o vislumbre de “dias melhores” nas canções de Abel, realçando sua evolução dentro da indústria musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://open.spotify.com/album/2nLOHgzXzwFEpl62zAgCEC?si=IDZBqkV7SUmsGvemGrr_0g"><span style="font-weight: 400;">rádio fictícia transmitida do além</span></a><span style="font-weight: 400;"> pouco se importa em ter grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> que agradam as rádios do mundo atual. É notório como, dessa vez, o álbum possui uma maior expressão da essência do artista, com faixas que aprofundam suas influências oitentistas deslumbrantemente. Passando pelas músicas mais elétricas às mais contemplativas e contando com a participação de grandes nomes como Swedish House Mafia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, the Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as ilustres presenças de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/jim-carrey-descreve-disco-de-weeknd-como-profundo-e-elegante/"><span style="font-weight: 400;">Jim Carrey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://primeirosnegros.com/quincy-jones/"><span style="font-weight: 400;">Quincy Jones</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma espécie de narradores do programa, o mais recente trabalho de The Weeknd oferece o som de um artista que sabe que é um dos melhores de seu jogo. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Gasoline, Sacrifice e Here We Go… Again</span></p>
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<figure id="attachment_30441" aria-describedby="caption-attachment-30441" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30441" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/florence-and-the-machine-dance-fever.jpg" alt="" width="696" height="695" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/florence-and-the-machine-dance-fever.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/florence-and-the-machine-dance-fever-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30441" class="wp-caption-text">Os filmes que serviram de inspiração para o disco foram assistidos por Florence Welch durante a pandemia (Foto: Universal)</figcaption></figure>
<p><b>Florence + the Machine &#8211; Dance Fever</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode até soar inofensivo, mas nada é mais assustador do que existir, e Florence + the Machine parece entender muito bem sobre essa sensação. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance Fever</span></i><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum da banda britânica de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, se inspira em filmes de terror como </span><a href="https://personaunesp.com.br/midsommar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midsommar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/suspiria-45-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para invocar cada nota rebelde e libertária de um dos discos mais intensos e melódicos do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma discografia onde a </span><a href="https://personaunesp.com.br/ceremonials-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">essência mística de Florence Welch</span></a><span style="font-weight: 400;"> é presente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance Fever </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca pelo profundo intimismo explícito em cada uma das faixas. É como se entrar numa viagem pelo córtex cerebral de Welch e ser recebido em um altar composto por velas, incensos, cristais, sal grosso e uma taça de vinho. Entre o frenético e o singelo, os instrumentos se mesclam entre canções formando uma verdadeira dança febril, que apenas Florence + the Machine poderia proporcionar nesse pós-apocalíptico 2022. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">King, Dream Girl Evil, Heaven Is Here</span></p>
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<figure id="attachment_30446" aria-describedby="caption-attachment-30446" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30446" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kplohjhvgcfdfgh.jpg" alt="Capa do álbum emails i can’t send. No canto esquerdo dela, Sabrina Carpenter, uma mulher branca de cabelos longos, loiros e soltos, está sentada, em uma cama branca, de costas para a imagem. Ela usa vestido longo preto e aberto nas costas, enquanto apoia os braços na lateral do corpo para virar a cabeça no sentido contrário. Ao lado dela, um computador cinza está aberto e posicionado na lateral. No canto direito da imagem, há uma cortina azul na parede, além de botas pretas de cano alto e uma televisão analógica no chão." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kplohjhvgcfdfgh.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/kplohjhvgcfdfgh-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30446" class="wp-caption-text">A tracklist de eics não possui um padrão para capitalização das canções, que foram criadas a partir de desabafos rascunhados, desde o começo da pandemia, na caixa de entrada de Carpenter (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter &#8211; emails i can’t send</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Você usou um garfo uma vez, acontece que eles estão por todos os lugares</span></i><span style="font-weight: 400;">” talvez soe como a lírica mais banal para alegorizar um coração estraçalhado, mas Sabrina Carpenter não está afim de maximizar nada além das dores do crescimento. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-YCpq2DG8qE"><i><span style="font-weight: 400;">how many things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é só uma confissão no meio da intensa sessão de terapia que estrutura </span><a href="https://open.spotify.com/album/5kDmlA2g9Y1YCbNo2Ufxlz?si=gl0UCIqzToeGRsMWNT-YDA"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can’t send</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum de estúdio da artista e o primeiro da carreira disposto a derrubar sua típica armadura de autoconfiança. Priorizando o urgente </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/sabrina-carpenter-emails-i-cant-send-interview-1381304/"><span style="font-weight: 400;">processo de sentir</span></a><span style="font-weight: 400;"> colisões, naúseas e mudanças, a coletânea valoriza o conforto da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> enquanto atravessa pianos, trompetes, batidas eletrônicas e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cWyGx881vG8"><span style="font-weight: 400;">outros ritmos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderiam tranquilamente sair de Ariana Grande ou Kylie Minogue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os ares familiares nem chegam perto de influenciar a narrativa que lidera o álbum: a de Carpenter, sozinha com seus próprios pensamentos. O divertido labirinto emotivo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wP4JsTRPSsA"><i><span style="font-weight: 400;">Tornado Warnings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> logo é substituído pela afiada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1YUBbF24H44"><i><span style="font-weight: 400;">because i liked a boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, referência totalmente explícita às ameaças de morte que embalaram a vida da loira nos últimos dois anos. Confrontando quem lhe regala os títulos de puta e destruidora de lares, Sabrina se exorciza das amarras colocadas por um suposto </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/fofoca-aceito/fofocas-novo-album-sabrina-carpenter/"><span style="font-weight: 400;">triângulo amoroso</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive, em seu domínio criativo. Depois da revanche, vem a liberdade para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-CufSqKfx24"><span style="font-weight: 400;">encerrar ciclos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até curtir um </span><a href="https://portalpopline.com.br/sabrina-carpenter-1o-top-10-carreira-spotify-eua/"><i><span style="font-weight: 400;">sleeperhit</span></i><span style="font-weight: 400;"> inédito</span></a><span style="font-weight: 400;"> no currículo musical. Ela apertou o botão de envio, </span><i><span style="font-weight: 400;">graças a Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Vicious, Fast Times e decode.</span></p>
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<figure id="attachment_30374" aria-describedby="caption-attachment-30374" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30374" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Elza Ao Vivo No Municipal. Arte digital quadrada, com fundo branco. O nome Elza ocupa grande parte da capa. A letra Z é a maior de todas e está centralizada. As letras foram preenchidas com uma foto de Elza Soares. A artista ocupa principalmente a letra Z. Elza é uma mulher negra, idosa, maquiada, olha para frente, com semblante sério, e veste uma roupa cor de laranja. Abaixo do nome Elza, lemos Ao Vivo No Municipal em letras pequenas, cor de laranja. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Elza-Ao-Vivo-No-Municipal.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30374" class="wp-caption-text">Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima: é impossível esquecer Elza Soares (Foto: Deck)</figcaption></figure>
<p><b>Elza Soares &#8211; Elza Ao Vivo No Municipal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil fugir do clichê: Elza Soares realmente cantou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6SWIwW9mg8s"><span style="font-weight: 400;">até o fim</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao gravar o disco </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Ao Vivo No Municipal</span></i><span style="font-weight: 400;"> dois dias antes de </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2022/01/20/empresario-conta-que-elza-soares-falou-para-familiares-nesta-quinta-acho-que-vou-morrer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">partir para a eternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, a Mulher do Fim do Mundo encerrou sua carreira de forma brilhante. Como uma verdadeira lenda da música brasileira, Elza da Conceição Soares protagonizou um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremamente simbólico, capaz de sintetizar e representar décadas ímpares de uma carreira incomparável. Abraçando desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BSzWZVDHDxM"><i><span style="font-weight: 400;">Se Acaso Você Chegasse</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bp3u9zOaC20"><i><span style="font-weight: 400;">Comportamento Geral</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum póstumo da Voz do Milênio é feliz ao registrar a trajetória viva de uma artista-fênix.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os mínimos detalhes tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Ao Vivo No Municipal</span></i><span style="font-weight: 400;"> um disco apoteótico. Há coroas e tronos </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2022/05/0900_Denise-Ricardo-Editar_tratada.jpg?w=684"><span style="font-weight: 400;">no palco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/album/7CMxW0umQJ7h3vigaKQZLS?si=VL4qoiPcTueF3j-DjbVU3Q"><span style="font-weight: 400;">nas canções</span></a><span style="font-weight: 400;"> do espetáculo. Elza aparece majestosa já na capa do álbum, com um olhar que nos convida a conhecer melhor sua grande despedida. Tudo é muito sublime e </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/05/entenda-como-elza-soares-preparou-sua-despedida-com-show-no-theatro-municipal.shtml"><span style="font-weight: 400;">bem planejado</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a carreira de Elza Soares é nitidamente projetada diante dos nossos olhos. Encerrando o repertório com </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher do Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, em uma escolha assustadoramente profética, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Ao Vivo No Municipal</span></i> <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/05/18/elza-soares-transcende-ao-portar-o-estandarte-da-arte-em-show-no-theatro-municipal-de-sao-paulo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">coroa o imenso legado</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma diva inesquecível. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">    </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Meu Guri, Volta por Cima e Mulher do Fim do Mundo</span></p>
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<figure id="attachment_30447" aria-describedby="caption-attachment-30447" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30447" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Foi Eu Que Fiz. Na parte superior esquerda, está escrito “Deize Tigrona” em amarelo. Preenchendo toda a imagem de fundo turquesa, há 2 fotos da artista Deize Tigrona, divididas por um risco branco. Ela é uma mulher negra e tem cabelo vermelho. A foto da esquerda mostra Deize com a boca aberta, de modo a mostrar os dentes. A foto da direita mostra Deize com um semblante sério e com a parte esquerda do rosto em destaque. Na parte inferior esquerda, está escrito “Batekoo Records” em amarelo. Na parte superior direita, está escrito 2 vezes “Foi Eu Que Fiz” em amarelo, no formato de círculo e em uma fonte estilizada. Dentro do círculo, “Deize Tigrona” aparece escrito em amarelo e, também, em uma fonte estilizada. Na parte inferior direita, está escrito “Foi Eu Que Fiz”. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Deize-Tigrona-Foi-Eu-Que-Fiz.jpeg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30447" class="wp-caption-text">Deize Tigrona, mesmo não oprimindo professores ou descolorindo a sobrancelha, consagra-se como um dos maiores nomes da história do funk (Foto: Batekoo Records)</figcaption></figure>
<p><b>Deize Tigrona – Foi Eu Que Fiz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ascensão de Deize Tigrona foi um grito estrondoso diante do silêncio que assombrava o território feminino do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em outros termos, a artista carioca ousou </span><a href="https://revistabalaclava.com/deize-tigrona-a-arte-tem-que-ser-compartilhada/"><span style="font-weight: 400;">desbravar</span></a><span style="font-weight: 400;"> biomas dominados por predadores os quais, acima de tudo, temem a extinção do conservadorismo. Na perspectiva histórica, há muitos mistérios a respeito da origem do universo e do desaparecimento de espécies. Todavia, na perspectiva musical, não há dúvidas: Deize Tigrona foi o </span><a href="https://portalpopline.com.br/deize-tigrona-casos-pipokinha-sonza-nao-sei-porque-eu-nao-choro-tambem/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Bang</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">do universo explícito e feminino do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">e, ao mesmo tempo, o meteoro que aniquilou mentes caducas e quadradas.  </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foi Eu Que Fiz </span></i><span style="font-weight: 400;">supera a definição limitante de álbum e se apresenta como um ato </span><a href="https://noticiapreta.com.br/deize-tigrona-album-funk-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">confessional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma mulher que colocou a cara a tapa. Ademais, é válido enfatizar que a artista moradora da Cidade de Deus quebra, magistralmente, o contraste das ideias de sensibilidade e explicitude, e as torna quase que sinônimos. Tal fato fica nítido na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mgxn8BTG2Lg"><i><span style="font-weight: 400;">Monalisa</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na qual Deize convida o ouvinte a dançar com as incertezas e reviravoltas da vida que, no fim, podem ser boas companhias. A volta de Deize Tigrona é um pequeno passo para o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">carioca, mas um grande salto para a cena feminista sáfica da música brasileira.  </span><b>– Ana Cegatti</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Monalisa, Bondage, A Mãe Tá On</p>
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<figure id="attachment_30448" aria-describedby="caption-attachment-30448" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30448 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/sad.jpg" alt="" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/sad.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/sad-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30448" class="wp-caption-text">O terceiro volume de Decretos Reais será lançado ainda em Março (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Marília Mendonça &#8211; Decretos Reais, vol. 1 &amp; 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Definitivamente o Brasil não estava pronto para perder de maneira tão trágica e tão precoce uma de suas maiores vozes. É como se o mundo tivesse ficado um tanto mais calado depois da morte de </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;"> ser anunciada no fatídico 5 de Novembro. Coroada Rainha da Sofrência, a manutenção do legado da cantora, traduzido em </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2022/12/09/5521_decretos-reais-album-postumo-de-marilia-mendonca-ganha-segundo-volume.html"><i><span style="font-weight: 400;">Decretos Reais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é a comprovação concreta da imensidão da obra de Marília. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto póstumo conta com as faixas remasterizadas extraídas da </span><i><span style="font-weight: 400;">live Serenata</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada pela artista em maio de 2021. A saudade da cantora, misturada à excelência de seu trabalho, fizeram com que ambos volumes permanecessem por semanas no topo das paradas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Decretos Reais </span></i><span style="font-weight: 400;">exibe um lado brega-romântico de Marília, que toma para si canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Demais </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Morango do Nordeste. </span></i><span style="font-weight: 400;">A grande notoriedade fica a cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Leão</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa presente no volume 2. A música feita para o álbum </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/xama-lanca-album-com-faixas-para-cada-signo-do-zodiaco-e-feats-especiais"><i><span style="font-weight: 400;">Zodíaco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do rapper Xamã, foi um dos últimos </span><i><span style="font-weight: 400;">feats </span></i><span style="font-weight: 400;">feitos pela cantora. </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Demais</span></i><span style="font-weight: 400;">, Marília. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Te Amo Demais, Sendo Assim / Muito Estranho (Cuida Bem de Mim), Morango do Nordeste</span></p>
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<figure id="attachment_30375" aria-describedby="caption-attachment-30375" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-800x800.jpg" alt="Capa do disco Fossora, da artista Björk. A imagem mostra um ambiente escuro em que está Björk, uma mulher branca com cabelo branco, redondo e volumoso, que veste um colarinho de fios verde água, uma roupa verde água que cobre seu corpo inteiro abaixo dos ombros. Ela está agachada acima de várias espécies de cogumelos brancos, vermelhos e verdes, que formam a palavra “Fossora”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Björk_Fossora.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30375" class="wp-caption-text">Em uma viagem acolhedora de volta ao lar, Björk é filha, mãe, cogumelo e um universo inteiro (Foto: One Little Independent Records)</figcaption></figure>
<p><b>Björk &#8211; Fossora</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Björk comentou em </span><a href="http://www.bjork.com.br/2022/10/bjork-fala-sobre-fossora-e-conexao-com.html"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre como </span><i><span style="font-weight: 400;">Fossora </span></i><span style="font-weight: 400;">é seu álbum mais festivo, como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">rave </span></i><span style="font-weight: 400;">pós-distanciamento social. No entanto, a obra se mostra mais densa e nebulosa que uma festa de </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;">, conforme a islandesa explora temas profundos de seu interior, como a morte de sua </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2022/09/bjork-fala-da-relacao-com-a-mae-que-era-dislexica-eu-estava-sempre-a-corrigindo-o-que-era-estranho.ghtml"><span style="font-weight: 400;">mãe</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua existência feminina, relações amorosas e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cPr_D-b5v2Q"><span style="font-weight: 400;">familiares</span></a><span style="font-weight: 400;">. Foi produzido durante um período de isolamento e luto, uma jornada que exigiu força, inovação e emoções. O 10º disco de Björk é uma união complexa, pesada, intensa e espinhosa de sonoridades, perdas, dores, e ao mesmo tempo, uma celebração da vida e de recomeços sensíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições estreitam as relações da artista com diferentes colaboradores, como serpentwithfeet, Kasimyn, os experimentalistas eletrônicos indonésios </span><a href="https://www.nme.com/en_asia/news/music/gabber-modus-operandi-contributed-to-bjorks-new-album-fossora-3293972"><span style="font-weight: 400;">Gabber Modus Operandi</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ajudaram Björk a criar um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FD2mUonh5s"><i><span style="font-weight: 400;">biological techno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a própria </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/quem-e-doa-barney-filha-de-bjork-e-cineasta-em-ascensao/"><span style="font-weight: 400;">filha</span></a><span style="font-weight: 400;">, Ísadóra Bjarkardóttir Barney. </span><a href="https://www.instagram.com/p/Ch60RcftcDD/?utm_source=ig_embed&amp;ig_rid=5e4b6a5d-1141-4104-8a98-c869b8a00227"><i><span style="font-weight: 400;">Fossora</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é uma obra acessível, ele necessita de tempo e atenção para nos conduzir por caminhos e sonoridades imprevisíveis, num fascinante universo de fungos e acalentadoras paisagens islandesas. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Atopos, Victimhood e Fossora</span></p>
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<figure id="attachment_30451" aria-describedby="caption-attachment-30451" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30451" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Terno-Rei-Gemeros-compressed-2.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30451" class="wp-caption-text">Em um aceno ao pop, o quarto disco dialoga com o público sobre sentimentos sinceros e memórias borradas (Foto: Balaclava Records)</figcaption></figure>
<p><b>Terno Rei &#8211; Gêmeos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, Terno Rei lançava o que seria seu maior sucesso de público até então. Com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7ZVLHAjkFD8"><i><span style="font-weight: 400;">Violeta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grupo testou novas sonoridades e flertou com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em músicas de versos poéticos e certeiros. Com a sinceridade que também esteve presente nos trabalhos anteriores da banda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JLKuU3iweG8"><i><span style="font-weight: 400;">Vigília</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9rb11MRN4Kw"><i><span style="font-weight: 400;">Essa Noite Bateu Como Um Sonho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), os quatro músicos alcançaram elogios da crítica e uma turnê de sucesso, que se desmanchou em 2020 com o isolamento, necessário em decorrência da pandemia da covid-19. Em um período de isolamento, de medos e inseguranças, refletindo sobre as mudanças sofridas durante os muitos anos de banda e em uma carta aberta sobre a juventude, Alê Sater, Bruno Paschoal, Greg Vinha e Luis Cardoso constroem, juntos, um novo álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como na capa, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeos</span></i><span style="font-weight: 400;"> o ouvinte é apresentado a um lado mais colorido, ainda mais <em>pop</em> na sonoridade que explora novos ambientes e letras que conversam com o ouvinte de maneira aberta, em canções ainda auto reflexivas. Em 12 músicas que embalam o público em uma nostalgia dos anos 2000, tanto sonora quanto visual, a essência da banda ainda pode ser captada, mas com um toque especial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Observando tudo que já havia sido produzido e subindo o nível, o grupo aqui se apresenta ainda mais sutil, mais delicado e mais vulnerável. Em uma ambiguidade presente já no título, as composições passeiam entre as dúvidas que surgiram com tanta facilidade em um período onde o tempo hábil era muito e a inquietação, tão naturalizada em uma juventude que não se permite parar e contemplar, realmente ouvir. E que bom é poder ouvir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uvlz661BDF0"><span style="font-weight: 400;">Terno Rei</span></a><span style="font-weight: 400;"> de novo, mesmo que esse não seja exatamente o ano mais triste das nossas vidas </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
<p><strong>Faixa Favorita: </strong>Olha Só, Difícil e Esperando Você</p>
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<figure id="attachment_30380" aria-describedby="caption-attachment-30380" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30380" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gemini.png" alt="A foto é a capa do álbum Gemini Rights, de Steve Lacy, mostrando o rosto do cantor, usando óculos escuros e com dois chifres brancos desenhados em sua cabeça. O rosto do artista está sobre um fundo azul e tem partes em uma coloração avermelhada, é notável que ele usa uma camiseta branca." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gemini.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gemini-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30380" class="wp-caption-text">Antes de debutar com seu álbum solo em 2019, Steve Lacy fazia parte da banda The Internet (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Steve Lacy &#8211; Gemini Rights</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo álbum de estúdio de Steve Lacy, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gemini Rights, </span></i><span style="font-weight: 400;">segue as propostas de seu antecessor, </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/steve-lacy-apolo-xxi/"><i><span style="font-weight: 400;">Apollo XXI</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">ao dialogar com o inseparável</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, se diferencia na pluralidade de ritmos e melodias alcançadas em seu lançamento. Lacy mostra que consegue sair da zona de conforto e passear entre diversos gêneros, da bossa-nova perfeitamente encaixado em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OHaQyv9Plv4"><i><span style="font-weight: 400;">Mercury</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">ao </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> já conhecido de </span><i><span style="font-weight: 400;">Static</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi assim que o cantor conseguiu uma evolução clara de seu álbum de estreia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como grande parte do repertório musical, Steve também fez uso de acontecimentos e sentimentos particulares para compor suas letras. E no resultado final, o artista tem a mistura perfeita: um disco com personalidade e com o toque singular do jovem cantor, capaz de deixar até mesmo um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> comum como o de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VF-FGf_ZZiI"><i><span style="font-weight: 400;">Bad Habit</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">único e cativante. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Mercury, Sunshine e Amber</span></p>
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<figure id="attachment_30381" aria-describedby="caption-attachment-30381" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30381" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Glitch Princess, da artista yeule. A imagem mostra uma arte renderizada de yeule em frente a um fundo preto. Elu é uma pessoa asiática, com olhos verdes, batom preto, um corte horizontal no nariz e cabelo longo, verde, com franja e penteado maria-chiquinha, que usa um maiô futurista que possui padrões de luzes no tecido e algumas partes metálicas; seus braços inteiros possuem tatuagens." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Yeule_Glitch_Princess.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30381" class="wp-caption-text">“Eu gosto de texturas bonitas no som/Eu gosto de como algumas músicas me fazem sentir/Eu gosto de inventar meu próprio mundo” (Foto: Bayonet Records)</figcaption></figure>
<p><b>yeule &#8211; Glitch Princess</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música de yeule apresenta uma perspectiva </span><a href="https://outraspalavras.net/outrasmidias/para-entender-transumanismo-e-pos-humanismo/"><span style="font-weight: 400;">pós-humanista</span></a><span style="font-weight: 400;">, conforme a artista explora a relação entre identidade e tecnologia através de melodias melancólicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">post-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que constroem um labirinto no </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/55390/1/on-glitch-princess-yeule-drags-us-into-the-pixelated-pits-of-cyberspace"><span style="font-weight: 400;">ciberespaço</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu segundo álbum, a artista </span><i><span style="font-weight: 400;">avant-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Singapura, </span><a href="https://www.dazeddigital.com/projects/article/57497/1/yeule"><span style="font-weight: 400;">Nat Ćmiel</span></a><span style="font-weight: 400;">, se autointitula Princesa do Glitch e conduz o ouvinte por um caminho sombrio e pixelado, cheio de códigos de computador quebrados e mensagens de erro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destacando-se de seus trabalhos antecedentes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Glitch Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desafia criativamente e é apresentado de forma marcante e estranhamente acessível, sendo capaz de transmitir sua </span><a href="https://pitchfork.com/features/rising/yeule-glitch-princess-interview/"><span style="font-weight: 400;">essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> com ambientações oníricas e texturas eletrônicas experimentais. A obra é repleta de vulnerabilidade e pessimismo, onde desastres pessoais são a principal catástrofe. Os versos são construídos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dKXD9ifn7y8"><span style="font-weight: 400;">forma sensível</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pessoal, e o uso das batidas e sintetizadores é calculado para ecoar e proporcionar a imersão dentro de uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bg06UevZejw"><span style="font-weight: 400;">dimensão cibernética</span></a><span style="font-weight: 400;"> que atua como um consolo e um vício: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Em volta do meu pescoço, uma máquina amigável/Finge limpar minha memória/Finge fazer tudo ir embora/Finge me fazer sentir muito bem”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;  Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">My Name is Nat Cmiel, Don’t Be So Hard on Your Own Beauty e Bites on My Neck</span></p>
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<figure id="attachment_30452" aria-describedby="caption-attachment-30452" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-14.52.09-1.jpeg" alt="" width="600" height="598" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-14.52.09-1.jpeg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-14.52.09-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30452" class="wp-caption-text">Com uma carreira solo desde 2016, FLETCHER lançou 3 EPs antes de liberar seu primeiro álbum (Foto: Snapback Entertainment LLC)</figcaption></figure>
<p><b>FLETCHER &#8211; Girl Of My Dreams</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pegar um coração partido e transformá-lo em Arte não é tarefa das mais simples, mas o resultado é um dos que mais se aconchega junto a quem o </span><a href="https://www.gaytimes.co.uk/originals/fletcher-ive-never-been-someone-to-edit-my-narrative/"><span style="font-weight: 400;">compartilha</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o artista. Se a dor é combustível para a criação e o meio artístico, uma via para externalização, FLETCHER transformou um término de relacionamento e o seu processo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SlevC2V-zBA"><span style="font-weight: 400;">superação</span></a><span style="font-weight: 400;"> em glória: fruto da sua jornada até aqui, surge </span><a href="https://open.spotify.com/album/5KbQGzcWL7VgTeLqjftNWH?si=frOpytVJTsuzOx--smo0qw"><i><span style="font-weight: 400;">Girl Of My Dreams</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia da norte-americana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em </span><a href="https://open.spotify.com/album/1cppTra3p7ByUGqNsv3Qla?si=7byGHaeWRr2movxrCAVUow"><i><span style="font-weight: 400;">THE S(EX) TAPES</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o fim era recente e Fletcher lidava como os novos sentimentos através da tristeza, da raiva e da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qfavwT3gKn8"><span style="font-weight: 400;">recaída</span></a><span style="font-weight: 400;">, como quem passa por uma fase de luto, o disco, lançado dois anos depois do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, aproveita o tempo para deixar a ferida cicatrizar. Agora, o que predomina é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qU7ZbpIO66U"><span style="font-weight: 400;">aceitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, a saudade, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uhPPttviktc"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o amor próprio e a esperança de seguir em frente. Ressoando com quem se identifica com o momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl Of My Dreams </span></i><span style="font-weight: 400;">segue o estilo musical da artista em faixas ora dançantes e animadas, ora lentas e melancólicas, provando os altos e baixos de qualquer momento. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Better Version, Becky’s So Hot, Serial Heartbreake</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30453" aria-describedby="caption-attachment-30453" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/ab67616d0000b27341ac444fbef3261cdcadc9e6.jpg" alt="Capa do álbum Grey Suit de SUHO. Na imagem, SUHO, um homem sul-coreano de cabelos e olhos escuros, aparece em pé em meio a um mar de girassóis. A câmera captura todo o seu corpo que está coberto de flores até a altura dos joelhos. Ele veste jaqueta e calça jeans sobre uma camiseta, mas as cores não são visíveis pois SUHO é o único elemento da arte de capa que não está colorido. Ao centro, o título do álbum está escrito em letras cursivas amarelas “Grey Suit” e é dividido pela presença de SUHO no meio: “Grey” está ao lado esquerdo da imagem e “Suit” está ao lado direito. Logo abaixo de “Suit”, no canto direito central, o nome do artista está escrito de forma estilizada e em letras garrafais amarelas “SUH20”." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/ab67616d0000b27341ac444fbef3261cdcadc9e6.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/ab67616d0000b27341ac444fbef3261cdcadc9e6-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30453" class="wp-caption-text">Grey Suit celebra um novo ciclo na carreira de SUHO após a dispensa do serviço militar obrigatório (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>SUHO &#8211; Grey Suit &#8211; The 2nd Mini Album</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/7tZyxlG9PNEBwrxMbIJdoB?si=11FnJxx_SDySYMXCtdznrg"><i><span style="font-weight: 400;">Grey Suit</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua a pintura impecável da trajetória musical solo de SUHO, integrante do grupo sul-coreano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pSudEWBAYRE"><span style="font-weight: 400;">EXO</span></a><span style="font-weight: 400;">. Valorizando as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u7Qdq7nffYo"><span style="font-weight: 400;">sensações e emoções</span></a><span style="font-weight: 400;"> como os artistas do movimento pós-impressionista, o cantor simula na sonoridade a </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/vincent-van-gogh.htm#:~:text=Em%201886%2C%20Van%20Gogh%20mudou,a%20ter%20luminosidade%20e%20leveza."><span style="font-weight: 400;">mudança</span></a><span style="font-weight: 400;"> visual de tom encontrada nas telas da sua grande inspiração, </span><a href="https://personaunesp.com.br/beyond-van-gogh-critica/"><span style="font-weight: 400;">Van Gogh</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se em </span><a href="https://open.spotify.com/album/0f4L2zNLtQtFk08M1YGoE1?si=IrJ56hSpR9icctH4GJ6JSg"><i><span style="font-weight: 400;">Self-Portrait</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a estreia de </span><span style="font-weight: 400;">Kim Jun-myeon</span><span style="font-weight: 400;">, um plano de fundo melancólico foi adotado nos instrumentais, o segundo mini álbum traz a tona cores quentes que iluminam e tornam leve a composição. Dos autorretratos confusos, ele surge em meio aos girassóis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma produção detalhista que, surpreendentemente, mira em </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de guitarra que soam como as clássicas baladas românticas da banda </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1UUYjd2rjsE"><i><span style="font-weight: 400;">Scorpions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey Suit</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca o </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ba9DjyLsF3k"><span style="font-weight: 400;">perspectiva inédita</span></a><span style="font-weight: 400;">. De volta após o afastamento de dois anos dos palcos para servir o exército militar obrigatório, o disco celebra um novo ciclo ao lado dos fãs, para quem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0kPinfiIhb8"><span style="font-weight: 400;">SUHO</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a personificação do significado de seu nome artístico, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X3bKJsptKkg"><span style="font-weight: 400;">guardião</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Bem onde você está/Você foi como um milagre que eu conheci em uma noite de verão/Como uma flor que desabrochou no final do inverno</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Morning Star, Hurdle e Bear Hug</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30385" aria-describedby="caption-attachment-30385" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30385" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/give-me-the-future.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30385" class="wp-caption-text">“No meio da noite, eu posso sonhar à vontade/Mudar o que eu quero e voltar para o futuro de novo” (Foto: Virgin Records Limited)</figcaption></figure>
<p><b>Bastille &#8211; Give Me The Future</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a Bastille teve uma década para descobrir e redescobrir sua identidade musical, renová-la e depois inová-la novamente, a solução para a próspera carreira dos donos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F90Cw4l-8NY"><i><span style="font-weight: 400;">Pompeii</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi apostar no conceito. Logo no </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-fevereiro-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">início</span></a><span style="font-weight: 400;"> da frutífera safra de discos de 2022, a veterana resolveu abraçar um universo distópico e futurístico, e traduziu a ficção científica no álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/2A3BFOsrRHn0VQuafW2zYs?si=J3d2qpnDTLONqbu2xmix8A"><i><span style="font-weight: 400;">Give Me The Future</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O quarto trabalho de estúdio do grupo seguiu à risca o que se propuseram a fazer: com vozes de robôs durante as faixas e seguindo sua linha de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1n32wowfYhs&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><span style="font-weight: 400;">videoclipes narrativos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e imersivos, o quarteto também estendeu a experiência única do álbum para o âmbito audiovisual, corroborando com o universo conceitual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Evocando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=08AUS7lfXCU&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><span style="font-weight: 400;">cores e luzes</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir de uma sonoridade sintética &#8211; se diferenciando do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zxJCMOMx550&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pelo qual a banda ganhou espaço na indústria musical -, a liricidade também é imaginativa, inventando situações e pipocando referências a obras da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e da ficção, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D3GsIxRT-o4&amp;pp=ygUIYmFzdGlsbGU%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Thelma &amp; Louise</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blade Runner</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> De Volta Para o Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">1984</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos de Aldous Huxley. Com seu futuro ultra tecnológico e solitário, </span><i><span style="font-weight: 400;">Give Me The Future </span></i><span style="font-weight: 400;">alcança até o </span><i><span style="font-weight: 400;">cyberpunk </span></i><span style="font-weight: 400;">no que aborda sobre o cerceamento da liberdade e a linha divisória entre real e fictício, criando uma das experiências mais divertidas da Bastille desde </span><a href="https://open.spotify.com/album/2ZTutAjJEBw4mA5t4Edg1d?si=i--GRVc9SLK6bD--_doNzg"><i><span style="font-weight: 400;">Doom Days</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Thelma + Louise</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To The Future </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Future Holds</span></i></p>
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<figure id="attachment_30386" aria-describedby="caption-attachment-30386" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Harry 's House. A imagem é uma sala de estar de ‘ponta cabeça', de maneira com que um sofá marrom está com os pés apoiados no teto, e o lustre de cristal brota do chão. Todas as paredes são brancas. Na parte do lado esquerdo há um espelho, também invertido e na parede do lado direito há uma janela. Próximo a essa janela está o cantor Harry Styles, em pé. Ele veste uma calça jeans e uma bata branca com listras horizontais bordadas em rosa. O cantor é um homem branco de cabelos castanhos despenteados. Ele faz uma pose de quem está reflexivo, com um branco apoiado na cintura e outro segurando o queixo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/harrys-house.jpeg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30386" class="wp-caption-text">Harry’s House é o terceiro álbum da carreira solo de Harry Styles (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Harry Styles &#8211; Harry’s House</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://youtu.be/3L4m5ZMzf3A"><i><span style="font-weight: 400;">Harry &#8216;s House</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o britânico convida o ouvinte para entrar em sua casa, deixando todas as gavetas abertas, molduras coloridas nas paredes e poeiras nos rodapés dos quartos. O disco, composto por treze faixas, traz uma </span><i><span style="font-weight: 400;">tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> completa pela morada do músico e faz questão de mostrar como esse está amadurecendo, por meio de referência aos seus ídolos dos anos oitenta, </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> de autorias da década de setenta e uma estética sonora familiar, que remete ao confronto de um lar. Na porta de entrada, Harry recebe quem o visita com ritmos animados, nos singles </span><a href="https://youtu.be/CiwMDFh_Rog"><i><span style="font-weight: 400;">Music for a Sushi Restaurant</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/4VaqA-5aQTM"><i><span style="font-weight: 400;">Late Night Talking</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao adentrar mais na casa, passando pelos corredores com as fotografias de família, são apresentadas as batidas e as letras melancólicas de </span><a href="https://youtu.be/hJpvI3w3tDc"><i><span style="font-weight: 400;">Little Freak</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/lVnzO7opqNs"><i><span style="font-weight: 400;">Matilda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para então conduzir ao seu jardim, no quintal dos fundos, com baladas românticas como em</span> <a href="https://youtu.be/hkK5e7CY_h0"><i><span style="font-weight: 400;">Love of My Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do amadurecimento, o</span> <span style="font-weight: 400;">álbum trata de um Harry apaixonado, que quer transpassar para o mundo os prazeres e as desventuras dessa sua condição. Ainda que não tenha apresentado nada revolucionário para o mundo da música, o disco trouxe algo novo na carreira do artista. </span><a href="https://youtu.be/H5v3kku4y6Q"><i><span style="font-weight: 400;">As It Was</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encontrou o equilíbrio dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de álbuns anteriores, entre a tristonha </span><a href="https://youtu.be/qN4ooNx77u0"><i><span style="font-weight: 400;">Sign of the Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o verão despreocupado de</span><a href="https://youtu.be/E07s5ZYygMg"> <i><span style="font-weight: 400;">Watermelon Sugar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Iniciando polêmicas, o disco acabou levando o prêmio de melhor do ano no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></i><span style="font-weight: 400;">, escolha muito contestada pelo público, perante aos outros álbuns indicados na </span><a href="https://thred.com/pt/culture/opinion-harry-styles-grammys-speech-highlights-complexities-of-privilege/"><span style="font-weight: 400;">categoria</span></a><span style="font-weight: 400;">. Contudo, mesmo que não seja “o” melhor, não fica de fora dos </span><b>Melhores do Ano</b><span style="font-weight: 400;">, afinal o disco diverte e aconchega, chegando em casa com segurança. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Matilda, Keep Driving, Love of My Life</span></p>
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<figure id="attachment_30387" aria-describedby="caption-attachment-30387" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-800x800.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/URIAS-ENRICO-SOUTO.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30387" class="wp-caption-text">Ainda em 2022, fomos agraciados com a parte dois de HER MIND, com mais quatro faixas de um projeto que promete ser uma trilogia de EPs (Foto: Metaderos)</figcaption></figure>
<p><b>Urias &#8211; HER MIND, PT. 1</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os fãs que têm acompanhado avidamente </span><a href="https://open.spotify.com/album/3N0IZzpTfvreEOo2zKFdym?si=arVqNdnaSPe435fzzzzFuw"><span style="font-weight: 400;">cada passo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da era </span><i><span style="font-weight: 400;">HER MIND</span></i><span style="font-weight: 400;">, é até difícil imaginar que, ainda em 2022, Urias nos entregava a versão final do incrível </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-janeiro-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">FÚRIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu primeiro álbum de estúdio. Entretanto, pouco mais de quatro meses depois, a cantora enterrou o preto-e-branco para, ao invés, saturar suas cores ao limite. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LO8JNp-wtL8&amp;ab_channel=Urias"><span style="font-weight: 400;">azul e amarelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> vibrantes da arte que estampa a </span><a href="https://open.spotify.com/album/5ELO3riWbb2MbJyZYilN7D?si=h4E2bhHDSWSmGGj2TJRW8g"><span style="font-weight: 400;">primeira parte</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">HER MIND</span></i><span style="font-weight: 400;"> ilustram a sonoridade assumidamente psicodélica do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, que une a música eletrônica e latina no mais próximo de um projeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro proporcionou até aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No auge de sua criatividade e inventividade, Urias toma o caminho inverso do que propõe </span><a href="https://personaunesp.com.br/pajuba-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Linn da Quebrada</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua obra. Dona de uma identidade constantemente reduzida aos encargos do corpo, </span><i><span style="font-weight: 400;">HER MIND</span></i><span style="font-weight: 400;"> extrapola a experimentação da artista para mergulhar no âmago de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yYOiL_XP5qk&amp;ab_channel=CortesdaDia"><span style="font-weight: 400;">sua própria mente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os versos que misturam inglês, espanhol e português – em uma progressão que preza pelo caos –, traduzem os processos intrincamente internos de uma mulher trans que, depois de tornar-se visível e adquirir acessos que nunca teve, enfim permite-se à individualidade. E ainda assim, ao invés do que poderia-se antecipar, a proposta íntima intensifica a personalidade combativa de Urias, reafirmando, através das faixas mais pujantes de sua carreira, que ninguém é capaz de copiar seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8eHzrHzSZnk&amp;ab_channel=Urias"><i><span style="font-weight: 400;">Je ne sais quoi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>R.I.P., Je ne sais quoi, The way I drop</p>
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<figure id="attachment_30388" aria-describedby="caption-attachment-30388" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rina.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rina.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/rina-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30388" class="wp-caption-text">Com Hold The Girl, Rina Sawayama entra em uma nova era de amadurecimento tanto pessoal quanto musical (Foto: Dirty Hit)</figcaption></figure>
<p><b>Rina Sawayama &#8211; Hold The Girl</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/3stadz88XVpHcXnVYMHc4J?si=Pw3cIGakRMSTWNcfH2D2tg"><span style="font-weight: 400;">estreia grandiosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2020, as expectativas para o segundo álbum da cantora e compositora Rina Sawayama eram altas, e através de treze faixas que percorrem do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> à eletrônica, ela não deixa a desejar. Com </span><a href="https://open.spotify.com/album/0JO5WJ19NtFRtVYOnw24xS?si=Qcl3WFx2QGyr_P_CNHMFLA"><i><span style="font-weight: 400;">Hold The Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sawayama abre feridas e muitas vezes canta para sua ‘eu’ mais nova, refletindo sobre sua inocência passada ao passo que busca se curar e se libertar de tudo aquilo que um dia a prendeu, dando um quê esperançoso à obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minor Feelings</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rina atinge o limite de tudo que guarda para si e expressa a necessidade de tomar controle da própria vida. A canção é sequenciada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ikkfuGeAfYg"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde ela se encontra falando com a criança que um dia foi, tentando confortá-la e aprender com seu passado. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=flu86_98CSk"><span style="font-weight: 400;">vocais e produções marcantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cada música fazem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hold The Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">um álbum espirituoso, que combinados com as canetadas sinceras de Rina Sawayama, a torna uma das artistas mais autênticas na cena </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual. Por fim, a obra se encerra com </span><i><span style="font-weight: 400;">To Be Alive</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde tudo aquilo que foi almejado ao longo da jornada é alcançado, e Sawayama finalmente encontra paz em todas as versões de si mesma. </span><b>– Ana Eloisa Leite</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hold The Girl, Frankenstein e Phantom</span></p>
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<figure id="attachment_30389" aria-describedby="caption-attachment-30389" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/King-Princess-Hold-On-Baby.webp" alt="" width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/King-Princess-Hold-On-Baby.webp 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/King-Princess-Hold-On-Baby-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30389" class="wp-caption-text">“Eu me odeio, quero festejar/E fingir que sou uma estrela de novo” (Foto: Zelig Records)</figcaption></figure>
<p><b>King Princess &#8211; Hold On Baby</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://genius.com/King-princess-too-bad-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Meu deus, é muito difícil</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> ser amada, mas é a vida</span></i><span style="font-weight: 400;">”, entoa King Princess em </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Bad</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa integrante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hold On Baby</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já na canção que fecha o álbum, ela admite que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Sabia que isso aconteceria/Você está brava e se sentindo presa/Eu sinto a pressão/Eu não sou sua captora/Eu odeio me sentir </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N2ExbUZpoGc&amp;pp=ygUMa2luZyBwcmluY2Vz"><i><span style="font-weight: 400;">sem esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cheap Queen</span></i><span style="font-weight: 400;">, disco de estreia da cantora </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> nova iorquina, a êxtase do começo da carreira e do início de um relacionamento dão lugar a uma estabilidade em ambos sentidos, com letras maduras e afiadas acertando em cheio o que a compositora expõe. Estabilidade essa, porém, que é refletida em sua musicalidade só parcialmente: a certeza de alguns aspectos levanta dúvidas sobre outros, e dão espaço para a artista se questionar &#8211; e externalizar tais ponderamentos em sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2PQnfVlRzqE&amp;pp=ygUMa2luZyBwcmluY2Vz"><span style="font-weight: 400;">personalidade musical</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No trabalho, as 12 faixas perpassam os questionamentos que surgem em um relacionamento duradouro, a identidade enquanto musicista (agora) consolidada na indústria musical e as suas próprias inseguranças enquanto jovem adulta </span><a href="https://www.nme.com/news/music/king-princess-shares-cursed-and-too-bad-from-upcoming-second-album-3242983"><span style="font-weight: 400;">ansiosa, triste e sexy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Como um sinal claro de que Mikaela Straus se sente mais confiante </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/king-princess-hold-on-baby/"><span style="font-weight: 400;">musicalmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; no álbum, ela participa da produção de suas canções -, a artista abraça a mistura de estilos e sonoridades durante as faixas: longe da falta de uma única identidade, ela assume o seu caos. Misturando solos de guitarras </span><i><span style="font-weight: 400;">indie </span></i><span style="font-weight: 400;">a baladas com pianos melódicos, e ampliando o alcance de sua voz, </span><a href="https://open.spotify.com/album/3Q998ztjKK3ybjToj0QL9c?si=6ICDM1edS9y5YMCC68cWlQ"><i><span style="font-weight: 400;">Hold On Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">demonstra uma liberdade ainda inédita para a promissora carreira de King Princess. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cursed</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Sex Shop</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Let Us Die</span></p>
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<figure id="attachment_30390" aria-describedby="caption-attachment-30390" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30390" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Cults-Host-B-Sides-Remixes.png" alt="" width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Cults-Host-B-Sides-Remixes.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Cults-Host-B-Sides-Remixes-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30390" class="wp-caption-text">Cults ainda é uma das melhores bandas de indie (Foto: Sinderlyn)</figcaption></figure>
<p><b>Cults &#8211; Host B-Sides &amp; Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/4paNaQZ8eB1cUU1ZJh14gJ?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Host B Sides &amp; Remixes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> a banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> Cults, traz doçura e paixão a um 2022 de guerras e conflitos. Agrupando os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles My Window</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sleeping Through Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> e versões remixadas do álbum</span> <a href="https://open.spotify.com/album/7rCZkblbmpN2sd7OPDCYct?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Host</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> , a vocalista Madeline Follin e o guitarrista Brian Oblivion se mantêm entre as melhores “novas” bandas de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo completando 12 anos de trajetória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Artistas como Johnny Jewel e Tama Gucci conferem ao álbum uma roupagem eletrônica, mas que preserva a essência da banda que sempre remeteu ao frescor e a suavidade, além de um apego à juventude. Este já é o oitavo álbum de Cults se considerarmos os EPs, mas ainda sim há a preservação da qualidade que foi vista nos primeiros álbuns </span><a href="https://open.spotify.com/album/0OvMqTVXYlNpWbGuxQrt6M?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Cults</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://open.spotify.com/album/6WnfWrfsfu7T9TXbHIFHX9?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Static</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> .</span><b> &#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Sleeping Through Sunshine, My Window e Trials (Johnny Jewel Remix)</span></p>
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<figure id="attachment_30391" aria-describedby="caption-attachment-30391" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30391" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-800x800.jpeg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/20221108_Icarus_BKCapa-1024x1024-1-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30391" class="wp-caption-text">A estética e conceito de Icarus exalam inteligência e refino (Foto: Bruna Sussekind)</figcaption></figure>
<p><b>Icarus &#8211; BK</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preso dentro de labirintos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bk/"><span style="font-weight: 400;">BK</span></a><span style="font-weight: 400;"> almeja asas para voar. O quarto álbum de estúdio do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos guia por uma jornada até nossa emancipação. Uma busca que esbarra em temas políticos, mas não deixa, é claro, de cantar sobre a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XSsnZUQxuyw"><span style="font-weight: 400;">droga mais perigosa e saborosa</span></a><span style="font-weight: 400;">: o amor. Com referências da mitologia grega, o cantor explora em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Icarus</span></i><span style="font-weight: 400;"> a crescente até sua libertação &#8211; vemos em cada faixa um pouco da esperança, das contradições, dos defeitos e dos sonhos do próprio BK mesclados com a trágica história de Ícaro e Dédalo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para adicionar pluralidade, contraste e profundidade às faixas, o álbum contou com a colaboração de Marina Sena, L7NNON, Julia Mestre, Bebé Salvego e Luccas Carlos. A combinação trouxe lirismo, batidas e um ritmo não tão inovador, mas encantador no jeito BK. Entre passos e tropeços, acertos e erros, Abebe Bikala conseguiu entregar o equilíbrio que faltou para Ícaro, e contou com seu legado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bk-gigantes-2018-rap-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gigantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/"><span style="font-weight: 400;">O Líder em Movimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> para conquistar ainda mais admiradores no cenário nacional e consolidar-se como um dos álbuns mais notáveis e viciantes de 2022. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Continuação de um sonho, Só me ligar e Músicas de amor nunca mais</span></p>
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<figure id="attachment_30392" aria-describedby="caption-attachment-30392" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30392" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/bazzi-infinite-dream.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/bazzi-infinite-dream.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/bazzi-infinite-dream-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30392" class="wp-caption-text">“E eu posso voar, no meu sonho infinito, onde nada nunca é o que parece” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Bazzi &#8211; Infinite Dream </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um passeio sonoro, construído por meio de sonhos, Bazzi lançou seu segundo álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infinite Dream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Antecedido por três </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> – </span><a href="https://youtu.be/dGLL9w66eSI"><i><span style="font-weight: 400;">Will It Ever Feel The Same?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zKkkHz9IE7Q"><i><span style="font-weight: 400;">Miss America</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XYSBPdlkb1A"><i><span style="font-weight: 400;">Heaven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, o projeto possui uma mistura de sentimentos. O cantor continua seu trabalho com uma temática parecida com a do primeiro disco: viagens estratosféricas e noturnas, que levam ao amor, à dor, à decepção e à reflexão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo de sons de sintetizadores, vindos direto dos anos 80, para canções com uma pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegando até a um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dançante, o álbum é cheio de melodias interessantes. </span><a href="https://open.spotify.com/album/7CY2Iv5eX7eGAOdRNHfIBr?si=hePm0Fa2RDmW8zDVJAXD-w"><i><span style="font-weight: 400;">Infinite Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> realmente parece ter saído dos sonhos de Bazzi, como se fosse uma trilha sonora para a imaginação do subconsciente. O disco consegue retratar diversas emoções que fazem parte da vida, como a sensação de estar apaixonado e de ter o coração partido. Além disso, a composição é inteligente, pois o cantor consegue se auto-referenciar durante as canções, por utilizar versos idênticos em diferentes contextos. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Little Miss Sunshine, Uh Oh, Human (Cocaine)</p>
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<figure id="attachment_30454" aria-describedby="caption-attachment-30454" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/INVU_Taeyeon.jpg" alt="Capa do álbum INVU de TAEYEON. Na imagem, TAEYEON, uma mulher sul-coreana de cabelos azulados e olhos escuros, aparece olhando para o canto esquerdo da imagem enquanto a câmera a captura a partir da cintura. Ela apoia a mão direita em uma mesa de vidro no canto esquerdo da imagem e posiciona a outra mão na altura de sua boca. TAEYEON usa um vestido de alça na cor azul acinzentado. Ao fundo, o cenário é a sala de uma casa monótona, essencialmente colorida entre o azul e o cinza, exceto pela maçã vermelha em uma redoma de vidro na mesa posicionada no canto esquerdo da imagem. No centro da arte de capa, o título do álbum “INVU” aparece em letras garrafais brancas. Já na parte inferior, o nome da artista “TAEYEON” aparece em letras brancas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/INVU_Taeyeon.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/INVU_Taeyeon-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30454" class="wp-caption-text">TAEYEON estende o seu reinado como uma das maiores solistas do K-pop com INVU (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>TAEYEON &#8211; INVU &#8211; The 3rd Album</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sozinha, de cabelo descolorido e com o ego mais inflado do que nunca, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AbZH7XWDW_k"><span style="font-weight: 400;">TAEYEON</span></a><span style="font-weight: 400;"> transforma até os defeitos em qualidades com o disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/7i2YLTVQ0dyngRuUqtGmr9?si=sMufAZfiQ26gh0h03ZUkvw"><i><span style="font-weight: 400;">INVU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e estende o seu reinado no </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre sintetizadores, batidas eletrizantes e vocais esplêndidos, a integrante do grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qpf26PtBXgo"><span style="font-weight: 400;">Girls’ Generation</span></a><span style="font-weight: 400;"> abre alas para letras agressivas. Ao contrário da delicadeza de </span><a href="https://open.spotify.com/album/7MG0bxf0ZFsAyej9W3XzTO?si=Fk-WCQplTJmWzvTzgieu4Q"><i><span style="font-weight: 400;">My Voice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou da sinceridade sutil de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5IlYFprRPoMZ0qeNh6ghcs?si=QoqBLt6bT8m7ZT7806zdBA"><i><span style="font-weight: 400;">Purpose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o seu terceiro álbum de estúdio vai direto ao ponto: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Dias ruins estão se repetindo/Eu me sinto miserável, os </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RccDIpx4ZMM"><i><span style="font-weight: 400;">sentimentos</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> estão acabando/Girando como um anel solto</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investida em entregar um trabalho </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RmuL-BPFi2Q"><span style="font-weight: 400;">coeso</span></a><span style="font-weight: 400;">, a veterana arremata algo difícil de se alcançar na atual indústria da Música, a união da sonoridade com uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EaIb4RzAvEI"><span style="font-weight: 400;">construção visual</span></a><span style="font-weight: 400;"> marcante. Em 2022, </span><i><span style="font-weight: 400;">INVU</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstrou ser uma verdadeira era do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a7NoogZ2eFo"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traçando caminhos semelhantes ao de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5lKlFlReHOLShQKyRv6AL9?si=r7j6EllLQYuBGpZ5qgYR6A"><i><span style="font-weight: 400;">Future Nostalgia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Dua Lipa. Ainda que inserido no contexto sul-coreano em que as produções ocorrem de modo cada vez mais frenético, o disco parece envelhecer como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mBuyCHS58SE"><span style="font-weight: 400;">vinho</span></a><span style="font-weight: 400;"> graças a iniciativa de TAEYEON em deixar as 13 faixas levarem o tempo necessário para causar a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=86EH0YLfzLg"><span style="font-weight: 400;">imersão plena</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ouvinte.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">INVU, Heart e No Love Again</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30395" aria-describedby="caption-attachment-30395" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IC3PEAK_Kiss_Of_Death.jpg" alt="Capa do disco KISS OF DEATH, da dupla IC3PEAK. A imagem mostra uma lápide em preto e branco com a foto dos integrantes simulando um beijo. A esquerda está Nick, um homem pálido com batom e sombra preta e, ao lado direito, com a mão em seu rosto, está Nastya, uma mulher branca de batom e sombra preta; e ambos vestem preto. Abaixo, está escrito “KISS OF DEATH” em letras cursivas, e no canto superior direito da lápide há a silhueta de uma cruz ortodoxa." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IC3PEAK_Kiss_Of_Death.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/IC3PEAK_Kiss_Of_Death-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30395" class="wp-caption-text">O sétimo álbum de Nastya e Nick conduz perfeitamente o ouvinte a um sonho folclórico invadido lentamente por pesadelos obscuros (Foto: IC3PEAK)</figcaption></figure>
<p><b>IC3PEAK &#8211; Kiss Of Death</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">KISS OF DEATH</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o álbum de metal da vampiresca dupla IC3PEAK, formada pelos russos Nastya Kreslina e Nikolay Kostylev, que traz colaborações com vozes inusitadas, como </span><a href="https://www.stereogum.com/2184372/ic3peak-grimes-last-day/music/"><span style="font-weight: 400;">Grimes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.nme.com/en_au/news/music/bring-me-the-horizons-oli-sykes-teams-up-with-experimental-electronic-group-ic3peak-3116797"><span style="font-weight: 400;">Oli Sykes</span></a><span style="font-weight: 400;">, de Bring Me The Horizon, e Kim Dracula. O </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ativistas, que sempre </span><a href="https://exame.com/casual/putin-declara-guerra-ao-rap-e-a-musica-jovem-na-russia/"><span style="font-weight: 400;">criticou</span></a><span style="font-weight: 400;"> o governo de Vladimir Putin de forma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zTUhc9GRNl8"><span style="font-weight: 400;">ácida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e direta em seus </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MBG3Gdt5OGs"><span style="font-weight: 400;">visuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e canções, entrega novamente letras sombrias e ousadas com refrões cativantes,</span> <span style="font-weight: 400;">juntamente com sua estética ora urbana e militar, ora barroca e gótica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de deslizar em sua consistência, </span><i><span style="font-weight: 400;">KISS OF DEATH</span></i><span style="font-weight: 400;"> é surpreendentemente mais diversificado e imprevisível que o notável trabalho anterior do grupo, o intenso </span><a href="https://www.comumonline.com/2020/05/%D0%B4%D0%BE-%D1%81%D0%B2%D0%B8%D0%B4%D0%B0%D0%BD%D0%B8%D1%8F-goodbye-ic3peak-consistentes-na-inconsistencia/"><i><span style="font-weight: 400;">До Свидания</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O destaque é, certamente, a melodia e os vocais de Nastya, que vão de um belo ser angelical, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=63pFyCgrpuQ"><span style="font-weight: 400;">cantos folclóricos</span></a><span style="font-weight: 400;">, a uma criação infernal cheia de ódio, com gritos estridentes e sons guturais. As melodias calmas e acústicas são quebradas com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qCljI3cIObU"><span style="font-weight: 400;">percussão pesada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sintetizadores afiados, que soam como explosivos e abraçam uma produção sonora de </span><i><span style="font-weight: 400;">witch house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trap metal </span></i><span style="font-weight: 400;">industrial, familiar a Kostylev. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Kiss Of Death, Bad Night e I’m not evil, I’m sad</span></p>
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<figure id="attachment_30396" aria-describedby="caption-attachment-30396" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30396 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-800x800.png" alt="Na capa, existe um carro vermelho. Em sua placa está escrito &quot;GG 2022&quot;, referência ao nome da intérprete do álbum e ao ano de lançamento. Em cima do carro está Gloria Groove, drag queen brasileira, usando um boné vermelho, um cropped e um short conjunto listrado de vermelho e preto, luvas pretas da mão ao braço e um meião preto, com um sapato vermelho de salto nos pés. Ao fundo está um posto de gasolina com o nome Lady Leste no letreiro. É noite na composição, que é iluminada pelas luzes do posto e pelo farol do carro. Em seu rosto Gloria Groove utiliza uma maquiagem marcante nos olhos, com delineado, e um batom vermelho forte nos lábios." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/gloriagroove_ladyleste.png 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30396" class="wp-caption-text">Em seu novo projeto, Gloria Groove veio confirmar que não está de graça: ela sabe a força que tem e a usa em sua máxima potência (Foto: SB Music)</figcaption></figure>
<p><b>Gloria Groove &#8211; Lady Leste </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando surgiu em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Proceder</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o despontar de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s4_xvNmgwsc"><i><span style="font-weight: 400;">Gloriosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">marcante, de batidas dançantes e um refrão que fica na memória, Gloria Groove se tornou uma promessa nas principais plataformas de música. Nos anos seguintes, após cada lançamento, a promessa foi se confirmando, se destacando e o público teve a oportunidade de acompanhar o nascimento de uma estrela. Em uma ode a vida, aos sonhos, aos medos e em um depoimento sincero, suas canções representam a realidade de milhares de brasileiros, que a reconheceram. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lady Leste</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove se mostra ainda mais potente e versátil, exibindo, em sua voz e em seu corpo, toda a pluralidade que compõe as periferias (vide que Leste vem de Zona Leste) em suas diferentes camadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 13 grandes faixas, que vão do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, passeando por diferentes gêneros de maneira confiante, Gloria Groove se reafirmou, mais uma vez, como um grande nome da cena musical brasileira na atualidade. Em uma </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,gloria-groove-lanca-novo-album-lady-leste-e-expressa-toda-versatilidade-da-cantora-confira,70003976261"><span style="font-weight: 400;">carta de amor às mulheres de sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e com um gesto singelo e bonito de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3fswK5iQ5Vo"><i><span style="font-weight: 400;">“Saber para onde está indo, mas sem se esquecer de onde veio”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum da</span><i><span style="font-weight: 400;"> drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora suas principais influências e referências na música. Com a assinatura de Pablo Bispo e Ruxell na produção, a obra, como um todo, soa coesa, mas ainda mantém a disponibilidade de que canções brilhem sozinhas, criando diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">que marcaram 2022. </span><b>&#8211; Aryadne </b><b>Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>LEILÃO, SFM E PISANDO FOFO</p>
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<figure id="attachment_30397" aria-describedby="caption-attachment-30397" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30397 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Língua Brasileira. Arte digital quadrada. Ao redor da capa, vemos uma borda vermelha. Uma figura cor-de-rosa parecida com um quadrado ocupa quase toda a imagem. Dentro dessa figura, vemos pequenos quadrados coloridos. Esses quadrados guardam as letras do título Língua Brasileira. Cada letra traz em si uma mistura de tons de verde. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-2048x2048.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Lingua-Brasileira-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30397" class="wp-caption-text">Como qualificar a criatividade de Tom Zé? (Foto: Selo Sesc)</figcaption></figure>
<p><b>Tom Zé &#8211; Língua Brasileira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras de Tom Zé são certamente curiosas. O tempo passa e as nuances contidas na heterogênea discografia do </span><a href="https://www.amazon.com.br/Tom-Z%C3%A9-tropicalista-Pietro-Scaramuzzo/dp/658611120X"><span style="font-weight: 400;">último tropicalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda são descobertas com muito entusiasmo. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Língua Brasileira</span></i><span style="font-weight: 400;">, a realidade não poderia ser diferente: estamos diante de um disco que pode inquietar os fãs de música nacional por um bom tempo. Extremamente empenhado em suas criações, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/06/24/tom-ze-poe-a-lingua-brasileira-para-fora-da-narrativa-colonial-oficial-em-album-com-trilha-sonora-de-peca.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Tom Zé sabe bem o que faz</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com curiosidade nata, o veterano brasileiro </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/tom-ze-lanca-album-lingua-brasileira-com-dez-cancoes-novas-e-uma-regravacao,edcf265a087ba93ce099a371009d02b6ny1rp9vx.html"><span style="font-weight: 400;">pesquisa a fundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> elementos naturalizados do cotidiano para poder dar vida a álbuns que muito têm a ensinar.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao repertório de </span><i><span style="font-weight: 400;">Língua Brasileira</span></i><span style="font-weight: 400;">, dez canções inéditas e </span><a href="https://open.spotify.com/track/340df8vC4zXfiuuLpuSv11?si=a2a020f6e7c547f3"><span style="font-weight: 400;">a já conhecida música-título</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram reunidas graças a um espetáculo homônimo de teatro, dirigido por Felipe Hirsch. Com um nascimento poderoso, o mais recente disco do tropicalista foi certeiro desde que tocou </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-abril-de-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Clarins da Coragem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em alto e bom som. Do </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/04/20/tom-ze-sopra-clarins-da-coragem-ao-perfilar-brasil-que-ate-hoje-nao-ha-em-album-com-trilha-de-teatro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até aqui, muita coisa mudou &#8211; mas as inquietações provocadas pela criatividade de Tom Zé permanecem as mesmas. Contagiante como poucos, eis um veterano que merece nossa celebração. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">    </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Hy-Brasil Terra Sem </span><span style="font-weight: 400;">Mal, A Língua Prova Que e Os Clarins da Coragem </span></p>
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<figure id="attachment_30398" aria-describedby="caption-attachment-30398" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30398 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg" alt="Capa do disco Lowlife Princess: Noir, da cantora BIBI. Foto quadrada e quadrada. Nela, BIBI, uma mulher asiática, com cabelos escuros e compridos, está sentada em cima de diversos sacos de lixo que, juntos, formam a silhueta de um trono. Ela usa um vestido preto longo, com saltos pretos de formato circular. Em sua cabeça, pode-se ler os dizeres, que se apresentam no formato de uma coroa preta, “Lowlife Princess”. No canto inferior direito da imagem, também pode-se ler em preto “BIBI”. O fundo da fotografia é um papel de parede branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/BIBI-ENRICO-SOUTO.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30398" class="wp-caption-text">Seu primeiro projeto sob a gravadora 88rising – ‘a Disney do hip-hop asiático’ –, BIBI assina tanto na composição quanto na produção de Lowlife Princess: Noir (Foto: Feel Ghood Music/88rising)</figcaption></figure>
<p><b>BIBI (비비) &#8211; Lowlife Princess: Noir</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma mulher fina, que veste um longo vestido e saltos chiques, sentada sob um trono de sacos de lixo. É esse contraste absurdo que dita o tom colérico de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0AwCgoJKJUOgLp1imhnxuH?si=M7Eo51D-QwuWrGZbV0nylQ"><i><span style="font-weight: 400;">Lowlife Princess: Noir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia de BIBI, uma das principais expoentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">na Coreia. A cantora assimila-se às contradições da </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><span style="font-weight: 400;">sociedade sul-coreana</span></a><span style="font-weight: 400;">, não com uma pretensão política, mas para tecer uma série de contos urbanos que só adquirem o choque desejado pois emergem de uma mente que se apresenta no </span><a href="https://www.newsis.com/view/?id=NISX20221118_0002091664"><span style="font-weight: 400;">centro daquele cenário</span></a><span style="font-weight: 400;">. A sujeira, a desigualdade e a luxúria são incorporadas em uma estética inebriante e uma lírica indecorosa, para, então, ratificar a manifestação de humanidade nessas profanações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A voz leve e hipnotizante da artista contrapõe radicalmente a raiva pungente que traduz a essência da retaliação em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=58NBFWwulrk&amp;ab_channel=BIBI"><i><span style="font-weight: 400;">BIBI Vengeance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou a conversão ao lúdico da objetificação da mulher e da obsessão fálica masculina em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w7fpXqQD7pU&amp;ab_channel=1theK%28%EC%9B%90%EB%8D%94%EC%BC%80%EC%9D%B4%29"><i><span style="font-weight: 400;">Animal Farm</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apenas para que os mesmos homens vejam-se castrados logo depois. Ainda que intrinsecamente violento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lowlife Princess: Noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa o trabalho mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de BIBI até então, que, ao beber da inesgotável </span><a href="https://personaunesp.com.br/loona-midnight-critica/"><span style="font-weight: 400;">fonte do <em>k</em></span><i><span style="font-weight: 400;">-pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, se apossa de inspirações de todos os cantos – do </span><a href="https://personaunesp.com.br/kick-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> – para criar uma sonoridade própria e instituir-se como a única e indistinguível </span><i><span style="font-weight: 400;">rainha do submundo</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>BIBI Vengeance, MotoSpeed 24, Wet Nightmare</p>
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<figure id="attachment_30455" aria-describedby="caption-attachment-30455" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30455" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Magic Man de Jackson Wang. Na imagem, Jackson Wang, um homem chinês de cabelos loiros e olhos escuros, olha em movimento diretamente para a câmera, que o captura a partir do busto. Ele veste somente uma jaqueta de couro preta sobre os ombros. Wang está iluminado por uma luz vermelha intensa que combina com o fundo pintado na mesma cor e com o desfoque decorrente do seu movimento com a cabeça." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/81bIe-p1grL._AC_SL1500_.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30455" class="wp-caption-text">Jackson Wang desembarca no Brasil com a Magic Man World Tour em 2023 (Foto: Team Wang Records)</figcaption></figure>
<p><b>Jackson Wang &#8211; Magic Man</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vermelho é a cor que preenche a imaginação de quem escuta </span><a href="https://open.spotify.com/album/2VZ4og2ZbwyTQ3X1rbgCe1?si=2DARO9CPRHqKLTX5W78ijQ"><i><span style="font-weight: 400;">Magic Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum de estúdio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qCZHarOQvc4"><span style="font-weight: 400;">Jackson Wang</span></a><span style="font-weight: 400;">, nunca antes tão intenso, forte, calorento e apaixonado. Repetindo a dose de liberdade criativa encontrada em </span><a href="https://open.spotify.com/album/38Haveja8WznqiccCDJKHz?si=5_waSWHzSb-qlt8vsJTeqw"><i><span style="font-weight: 400;">Mirrors</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o selo próprio e independente da gravadora </span><a href="https://open.spotify.com/album/309fPeKWAtVIlws7pupSQf?si=q1Kflnk1RD-X2m4JWoh8pg"><i><span style="font-weight: 400;">Team Wang Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> novamente coloca a cultura chinesa em destaque para o mundo. Dessa vez, o integrante do grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xQI9oZEY-B0"><span style="font-weight: 400;">GOT7</span></a><span style="font-weight: 400;"> arma um circo extremamente convidativo e, através de uma produção alucinante, constrói o seu próprio espetáculo decorado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cgQut1pjF9c"><i><span style="font-weight: 400;">performances</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> artísticas surreais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wang deixa explícito o amadurecimento pessoal e profissional na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rhy7_Y15FrI"><span style="font-weight: 400;">composição audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;"> do disco. Se, antes, ele batalhou para encontrar a si mesmo entre instrumentais pesados e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4xN-jUfJAyM"><span style="font-weight: 400;">versos carregados</span></a><span style="font-weight: 400;">, hoje, o artista transita sem medo desde o maior número de batidas por minuto até as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tct-9S4A56E"><span style="font-weight: 400;">passagens cadenciadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que valorizam o timbre de voz grave: “</span><i><span style="font-weight: 400;">As paredes estão </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WvIBitkrdL8"><i><span style="font-weight: 400;">desmoronando</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> de novo/Eu ouço você chamando meu nome</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic Man</span></i><span style="font-weight: 400;">, Jackson Wang vocaliza emoções conflitantes, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZFq9VfZWzDk"><span style="font-weight: 400;">fantasmas do passado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, principalmente, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vQYolSu1reM"><span style="font-weight: 400;">felicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de se realizar por completo.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Come Alive, Drive It Like You Stole It e Go Ghost</span></p>
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<figure id="attachment_30400" aria-describedby="caption-attachment-30400" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30400" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-800x800.jpg" alt="A capa do álbum mostra, na frente, Kendrick Lamar em um quarto, de costas segurando seu filho no colo, o cantor usa uma coroa de espinhos na cabeça e uma arma na cintura. Atrás, sentada na cama bagunçada, está Whitney Alford, sua esposa, segurando o segundo filho do casal." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/mr-morale.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30400" class="wp-caption-text">O décimo álbum de Kendrick Lamar foi premiado na categoria de Melhor Álbum de Rap no Grammy de 2023 (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Kendrick Lamar &#8211; Mr. Morale &amp; The Big Steppers</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucessor de um de seus álbuns mais aclamados, </span><a href="https://personaunesp.com.br/damn-kendrick-lamar/"><i><span style="font-weight: 400;">Damn</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> , Mr. Morale &amp; The Big Steppers</span></i><span style="font-weight: 400;"> é apresentado ao público como uma das produções mais pessoais de </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/kendrick-lamar-o-artista-que-transformou-o-rap-em-alta-literatura/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">. No disco duplo, o cantor é sincero sobre suas imperfeições e expõe seus traumas e dificuldades em melodias que tiram qualquer dúvida da humanidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> que, pelos fãs, é visto como um deus. Essa pode ter sido a intenção ao vestir uma coroa de espinhos na capa do disco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com diversas colaborações &#8211; Summer Walker, Kodak Black e Ghostface Killah são alguns nomes que compõem a obra. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K2Zqgj0P-Q8"><i><span style="font-weight: 400;">Mother I Sober</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com a voz angelical de Beth Gibbons, fica claro que as parcerias não afetam a personalidade da faixa. Na citada, Kendrick revive abusos em seu relacionamento maternal e admite a repercussão que teve em sua vida, mostrando novamente a capacidade inigualável do artista de transformar suas questões particulares em arte. </span><b>&#8211; Amábile Zioli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Purple Hearts, N95 e United In Grief</span></p>
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<figure id="attachment_30456" aria-describedby="caption-attachment-30456" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30456" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MOTOMAMI. Nela, está centralizado o corpo inteiro da cantora ROSALÍA, uma mulher branca de cabelos longos e pretos, presos em um penteado maria-chiquinha. Ela usa um capacete de motoqueiro preto, enquanto cobre os seios com a mão esquerda e a virilha, com a mão direita. Em letras garrafais e grafitadas por cima da imagem, há o escrito “MOTOMAMI”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/motomami-1200x1200-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30456" class="wp-caption-text">Arrematando cinco gramofones entre as divisões latina e estadunidense do Grammy, MOTOMAMI desafia as metas que ROSALÍA estipula na canção-título: “e eu já não quero competir, se não há comparação” (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>ROSALÍA &#8211; MOTOMAMI</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem nasceu remodelando os horizontes do flamenco e da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, se conformar com pouco nunca foi conveniente. Sendo esse fenômeno singular, que coloca o espanhol na boca e nos ouvidos do povo, ROSALÍA não criou </span><a href="https://open.spotify.com/album/6jbtHi5R0jMXoliU2OS0lo?si=2g7z2e4SR261wB4pip9gcg"><i><span style="font-weight: 400;">MOTOMAMI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apenas como um manifesto de suas crescentes intenções artísticas, mas convicta de que pode ser tudo, ao mesmo tempo e onde quiser, em completa contradição e constante metamorfose. Aqui, cantando e produzindo 24 faixas &#8211; contabilizando a </span><a href="https://open.spotify.com/album/3zbiiu3JTibw0esC7eoMXr?si=p3CqLDqtSwuNzyrUa3y0ZQ"><span style="font-weight: 400;">edição </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP </span></i><span style="font-weight: 400;">-, a catalã descasca os turbilhões que acompanharam sua ascensão à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-CEd6xrRQc"><span style="font-weight: 400;">fama</span></a><span style="font-weight: 400;">, confessa seu </span><a href="https://www.hitc.com/en-gb/2022/03/20/g3-n15-meaning/"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela família e performa autenticamente numerosas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YT1ohp1KKLo"><span style="font-weight: 400;">versões de si</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com toques de Michael Uzowuru e Pharrell Williams, o </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/03/31/rosalia-motomami-resenha/"><span style="font-weight: 400;">estilo experimental</span></a><span style="font-weight: 400;"> que eletriza o álbum marcou presença nos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cantora e em </span><a href="https://www.papelpop.com/2022/03/como-motomami-o-novo-disco-de-rosalia-repercutiu-mundo-afora/"><i><span style="font-weight: 400;">tweets</span></i><span style="font-weight: 400;"> virais</span></a><span style="font-weight: 400;"> da era, enfatizando sua construção não-linear e extremamente magnetizante. Da </span><i><span style="font-weight: 400;">bachata</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aG5C32aATKc"><i><span style="font-weight: 400;">dembow</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando por distorções eletrônicas, boleros e até um </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2022/03/26/como-um-cd-pirata-de-samba-enredo-foi-parar-no-ultimo-album-de-rosalia.htm"><span style="font-weight: 400;">samba brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, a curadoria sonora é o coração de </span><i><span style="font-weight: 400;">MOTOMAMI</span></i><span style="font-weight: 400;">, nome que simboliza a agressividade e vulnerabilidade que, unidas, edificam ROSALÍA. Brincando entre pianos intimistas, evocações sensuais e sons de sintetizadores estratosféricos, em prol de um mosaico de experiências, ela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6o7bCAZSxsg"><i><span style="font-weight: 400;">se transforma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sob todas as cores, como a borboleta musical unânime de 2022. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CANDY, BULERÍAS e COMO UN G.</span></p>
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<figure id="attachment_30402" aria-describedby="caption-attachment-30402" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30402" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Midnights-800x800-1-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30402" class="wp-caption-text">Taylor quebra a distância com o público ao revelar suas mais profundas reflexões em Midnights (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Midnights</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Taylor nos mostra, mais uma vez, que sua invejável habilidade de dar brilho ao ordinário nunca irá sair do topo. Após agraciar com a genialidade da dupla </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> , </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega como aquele abraço depois de um longo dia. O aconchego que encontramos no décimo álbum da cantora é quase que palpável. Em 20 faixas que exploram as falhas e interrogações que muitos de nós gostaríamos de esconder, contamos também com alguns velhos assuntos vistos por outra perspectiva &#8211; traição, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rg18Kf4en2o"><span style="font-weight: 400;">justiça</span></a><span style="font-weight: 400;">, amor, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Uoey4W_3bos"><span style="font-weight: 400;">vingança</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b1kbLwvqugk"><span style="font-weight: 400;">inseguranças</span></a><span style="font-weight: 400;"> adaptados para todo o conceito reflexivo da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poderíamos estar surpresos por </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i> <a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/taylor-swift-faz-historia-com-lancamento-do-album-midnights"><span style="font-weight: 400;">quebrar recordes</span></a><span style="font-weight: 400;">, virar assunto em todas as redes sociais e ter melodias que não saem da nossa cabeça, mas Taylor Swift consolidou-se de maneira tão memorável na indústria que seus altos padrões tornaram-se triviais. A cantora consegue, mesmo partindo de níveis elevados, surpreender a todos com a profundidade e reinvenção que alcança. A verdade é que foi um prazer acompanhar Swift em suas madrugadas melancólicas e perceber que, no fundo, não há muito que a distancie de todos nós. &#8211; </span><b>Clara Sganzerla</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <i><span style="font-weight: 400;">Karma</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lavander Haze</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">You’re On Your Own, Kid</span></i></p>
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<figure id="attachment_30435" aria-describedby="caption-attachment-30435" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-800x800.webp" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/timbernardescapa.webp 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30435" class="wp-caption-text">Em Mil Coisas Invisíveis, Tim Bernardes reflete sobre a vida e a arte (Foto: Coala Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tim Bernardes &#8211; Mil Coisas Invisíveis</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tim Bernardes aspira à grandeza. Com simplicidade, domínio musical e simplesmente talento, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zHpG91DMads"><i><span style="font-weight: 400;">Mil Coisas Invisíveis</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um reflexo do que o cantor mostrou anos antes, na sua estreia com O Terno e com seu primeiro trabalho individual, </span><i><span style="font-weight: 400;">Recomeçar </span></i><span style="font-weight: 400;">(2017). Nesse projeto, a melancolia e o existencialismo são elementos fundamentais na composição, que olha para o passado em uma jornada filosófica – descrita em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fases </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meus 26. </span></i><span style="font-weight: 400;">Contudo, não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">Mil Coisas Invisíveis </span></i><span style="font-weight: 400;">é o melhor trabalho solo feito pelo artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 31 anos, a visão musical de </span><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-tim-bernardes/138866"><span style="font-weight: 400;">Tim Bernardes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é extremamente sólida. O virtuosismo técnico – na execução das músicas no violão e guitarra – dão base para as suas preocupações atemporais e proféticas, entregues logo na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nascer, Viver, Morrer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com uma aparente influência em Nick Drake, Beatles e Beach Boys, Bernardes conseguiu capturar em </span><i><span style="font-weight: 400;">Mil Coisas Invisíveis </span></i><span style="font-weight: 400;">uma tolice quase juvenil da vida, enxergando magia nela. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fases; Nascer, Viver, Morrer;</span> <span style="font-weight: 400;">Meus 26</span></p>
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<figure id="attachment_30403" aria-describedby="caption-attachment-30403" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30403" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30403" class="wp-caption-text">DPR IAN é mais sincero e caótico do que nunca em Moodswings in To Order (Foto: Dream Perfect Regime)</figcaption></figure>
<p><b>DPR IAN &#8211; Moodswings in To Order</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Christian Yu, conhecido artisticamente como DPR IAN, iniciou sua carreira musical no grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">K-Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">C-Clown em 2012, até o fim do grupo em 2015 Em seguida, o artista assumiu o papel de produtor e diretor criativo de sua própria empresa e gravadora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dream Perfect Regime</span></i><span style="font-weight: 400;">, a qual fundou ao lado de seus colegas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z5-ASY-JOj0"><span style="font-weight: 400;">DPR LIVE</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5atLlEdvjV0"><span style="font-weight: 400;">CREAM</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/dprrem/"><span style="font-weight: 400;">REM</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já tendo provado em seus trabalhos visuais a extensão de sua criatividade e a singularidade de sua visão artística, ele não deixou de impressionar quando deu partida em sua carreira solo, iniciando uma jornada espetacular repleta de produções marcantes, que tomaria proporções ainda maiores em 2022 com sua segunda obra de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7vp2iMEQzhNX4sEIUbHpiJ?si=LdN4dRYLStuMuWyBsanETA"><i><span style="font-weight: 400;">Moodswings in To Order</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">MIITO</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o álbum é apelidado pelos fãs e pelo próprio artista, conta o passado de </span><a href="https://www.nme.com/features/music-features/dpr-ian-moodswings-in-to-order-album-mito-interview-3279240"><span style="font-weight: 400;">Mito</span></a><span style="font-weight: 400;">, personagem construído por IAN, baseado em seus episódios maníacos de bipolaridade, tema constante em suas composições. O cantor eleva o nível da obra ao combinar 4 faixas e transformá-las em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k9EtzlAozOQ"><span style="font-weight: 400;">curta</span></a><span style="font-weight: 400;">. No processo, é utilizado todas as ferramentas a seu alcance para contar a história do personagem, da melhor forma possível, transmitindo para o espectador a paixão e genuinidade do trabalho. Christian Yu deixa o ouvinte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moodswings in To Order</span></i><span style="font-weight: 400;"> comovido após encarar um álbum de forte vulnerabilidade, além de despertar curiosidade e antecipação pelos próximos passos de Mito. </span><b>– Ana Eloisa Leite</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Ballroom Extravaganza, Calico e Merry Go</span></p>
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<figure id="attachment_30404" aria-describedby="caption-attachment-30404" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30404" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg" alt="Capa do disco Multitude, do cantor Stromae. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos cinco clones de Stromae reunidos em círculo enquanto olham para cima. Ele é um homem negro, de olhos claros e cabelos lisos penteados em formato de disco, que veste um terno xadrez da cor azul. O fundo da imagem é azul-claro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/STROMAE-ENRICO-SOUTO.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30404" class="wp-caption-text">Meses depois do lançamento oficial, um remix da faixa Mon amour com Camila Cabello foi adicionado à tracklist de Multitude (Foto: Mosaert Label)</figcaption></figure>
<p><b>Stromae &#8211; Multitude</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depressão, envelhecimento, masculinidade, colonialismo e violência de gênero são alguns dos temas que perpassam a discografia de Stromae, que podem passar despercebidos por ouvidos que não compreendem o francês de suas batidas eletrônicas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VHoT4N43jK8&amp;ab_channel=StromaeVEVO"><span style="font-weight: 400;">dançantes e contagiantes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu novo projeto de estúdio, depois de nove anos de hiato, o cantor não apenas expande esses tópicos para uma infinidade de perspectivas, como também supera o típico </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM </span></i><span style="font-weight: 400;">europeu de seus álbuns anteriores para resgatar suas raízes como imigrante e moldar uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/6EwTLRHMROD853Kv1lAMex?si=rkaCiQqnS_Sd5XQ6G9gVVg"><i><span style="font-weight: 400;">Multitude</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de sons. </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> carioca</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">afropop</span></i><span style="font-weight: 400;"> são algumas das inspirações que o cantor cita como formativas ao disco – sempre unidas a outros elementos inusitados, como corais búlgaros ou flautas chinesas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contido e o explosivo se convergem nas letras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Multitude</span></i><span style="font-weight: 400;">, que unem com elegância humor e melodrama enquanto uma coleção de personagens antagônicos disputam território entre versos e faixas. Seja em um eu-lírico que enxerga no inferno uma alternativa mais plausível que a vida em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DO8NSL5Wyeg&amp;ab_channel=StromaeVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">L’enfer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou na tentativa de um homem que trai sua esposa de relativizar sua infidelidade em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1LfgyPn8Byk&amp;ab_channel=Stromae"><i><span style="font-weight: 400;">Mon amour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Stromae coloca-se como agente de todas essas retóricas – não importa o quão contraditórias forem –, ao mesmo tempo que busca sua própria subjetividade no olho do furacão. Uma experiência desafiadora, mas que, em contrapartida, descobre nesta incitação o propósito de um artista singular por natureza. </span><b>&#8211;</b> <b>Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>La solassitude, L&#8217;enfer, Pas vraiment</p>
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<figure id="attachment_30405" aria-describedby="caption-attachment-30405" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30405" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Snapinsta.app_1080_293318621_1039501586703803_4546948701514540181_n-e1678472409392.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30405" class="wp-caption-text">lalalaura traz o poprock e o indierock da Geração Z (Foto: Papaya Music)</figcaption></figure>
<p><b>lalalaura &#8211; n sei usar excel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de lalalaura, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5uxJG9jWXfk8LVHS39aGrE?si=koN8PwUeQvWjqmMZeLttrw"><i><span style="font-weight: 400;">n sei usar excel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chegou aos ouvidos do público em Julho de 2022. Durante cinco faixas, a cantora reflete sobre os dramas presentes na vida de uma jovem adulta, como amor, inseguranças e relacionamentos. Com muitas referências espalhadas pelas músicas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderwall</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Oasis e muitas menções a John Mayer, o </span><i><span style="font-weight: 400;">extended play</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">mix</span></i><span style="font-weight: 400;"> de emoções, indo das mais gostosas e positivas, até as mais tristes e negativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A artista se expressa de uma forma em que outras pessoas conseguem se identificar com as canções. Em uma combinação de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, lalalaura se mostra como alguém que está tentando entender a vida, o cotidiano e as mudanças causadas pelo crescer. A musicalidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui guitarras, toques sonoros de </span><i><span style="font-weight: 400;">WhatsApp</span></i><span style="font-weight: 400;">, risadas e vocais melódicos, além de trazer letras bem-humoradas. Produzido pela </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/3aaKDaxjUuR7qr7516bFlk?si=a64da522f9d54d2e"><i><span style="font-weight: 400;">Papaya Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, selo musical de Pe Lu, do Restart, em colaboração com Renato Frei, do Bloco do Caos, e com Fred Vieira, de SUBB, </span><i><span style="font-weight: 400;">n sei usar excel</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um mergulho no mundo jovem, formado pela Geração Z. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>alice (só que sem as maravilhas), vc n é o john mayer (rlx), voltas (áudio de whatsapp)</p>
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<figure id="attachment_30406" aria-describedby="caption-attachment-30406" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30406" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans.webp" alt="" width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans.webp 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/New-Jeans-New-Jeans-768x768.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30406" class="wp-caption-text">New Jeans alcançou mais de 400 mil cópias vendidas em sua pré venda, sendo a maior marca de uma girl group sul coreana (Foto: ADOR)</figcaption></figure>
<p><b>New Jeans &#8211; New Jeans</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vestindo a musicalidade dos anos 90, o novo grupo feminino da </span><em><span style="font-weight: 400;">ADOR</span></em><span style="font-weight: 400;">, empresa subsidiária pela </span><em><span style="font-weight: 400;">HYBE</span></em><span style="font-weight: 400;">, chegou para alterar o mercado sul-coreano, impactando todo o cenário musical com o seu <em>EP</em> homônimo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k8fSPMXWAR4"><i><span style="font-weight: 400;">New Jeans</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Minji, Haerin, Hyein, Hanni e Danielle, presentearam os fãs com o lançamento surpresa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=js1CtxSY38I"><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no dia 22 julho,</span> <span style="font-weight: 400;">uma canção acompanhada de melodia, dança e identidade visual original e impactante, na qual o </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava necessitando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um respiro em meio a leva do mais do mesmo que a indústria sul-coreana tem sofrido desde 2020, </span><i><span style="font-weight: 400;">New Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> simboliza o começo de uma nova tendência. Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><em><a href="https://open.spotify.com/artist/6HvZYsbFfjnjFrWF950C9d"><span style="font-weight: 400;">EP</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> também integra os hits </span><i><span style="font-weight: 400;">Hype Boy</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Hurt </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cookie</span></i><span style="font-weight: 400;">, fora os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pSUydWEqKwE"><i><span style="font-weight: 400;">Ditto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_ZAgIHmHLdc"><i><span style="font-weight: 400;">OMG</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em menos de um ano de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">New Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou sua marca no </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sendo uma das maiores referências de 2022, ganhando o prêmio de canção do ano por </span><i><span style="font-weight: 400;">Attention</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Golden Disk Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a estatueta de Artista Revelação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Seoul Music Awards.</span></i><b> &#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Hype Boy, Attention, Hurt</p>
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<figure id="attachment_30407" aria-describedby="caption-attachment-30407" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-1.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-1.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-1-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30407" class="wp-caption-text">‘‘ Eu não sei explicar o que rola no meu coração sem ser cantando, ser sem pela música.’’ (Foto: Ana Frango Elétrico)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Berle &#8211; No Reino dos Afetos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">‘‘(&#8230;)</span><i><span style="font-weight: 400;"> é preciso ter amor / Ter amor e ser amor</span></i><span style="font-weight: 400;">’’. O imperativo de delicadeza e simplicidade das composições de Bruno Berle constrói, para sua carreira solo, um trabalho de estréia único, onde suas imperfeições — ruídos e dissonâncias — são a marca maior de sua sensibilidade. Tropical, noturno, vasto e quente, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/07/02/bruno-berle-entra-no-reino-dos-afetos-em-album-de-som-lo-fi-feito-com-a-colaboracao-de-batata-boy.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">No Reino dos Afetos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mostra-se também como um novo mergulho sonoro de um artista que, em suas palavras, quer se afastar do violão para aproximar-se ao eletrônico e, nesse desprendimento, dedicar-se ao máximo à sua própria expressão. Mesmo que as cordas do instrumento sejam ainda uma personagem na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Até Meu Violão,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Berle, um jovem alagoano no olho do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/bruno-berle-no-caminho-e-com-pressa/"><span style="font-weight: 400;">furacão emocional</span></a><span style="font-weight: 400;"> da metrópole paulistana, procura os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">lo-fi, com o</span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/bruno-berle-no-reino-dos-afetos/"><span style="font-weight: 400;"> encontro inesperado</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ritmo de bossa nova e da vivacidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">high life — </span></i><span style="font-weight: 400;">gênero musical oriundo de Gana e da Nigéria —</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">para traduzir seus sentimentos, sempre a flor da pele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gesto íntimo das canções são, para além de uma marca da produção independente do cantor, que atreveu-se nas mais </span><a href="https://www.popload.com.br/top-50-da-cena-bruno-berle-chega-ao-topo-com-seu-violao-rohma-mostra-a-kobra-em-segundo-indio-da-cuica-traz-a-malandragem-para-o-podio"><span style="font-weight: 400;">variadas ferramentas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a arquitetura do seu sentir — do atabaque ao piano! —, está também em sua poesia, permeada por imagens de afeto. O amor, o diálogo como uma torrente, o assimilar e a perda da individualidade de duas pessoas, presas em seu próprio mundo; estas são construções que estão presentes em canções como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D9P_VpYueOE"><i><span style="font-weight: 400;">Quero Dizer</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a lufada máxima dessa liricidade única, quase parente das canções mais melancólicas de Frank Ocean, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Blonde</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Só Nós Dois, </span></i><span style="font-weight: 400;">devota ao ato de se estar junto,</span> <span style="font-weight: 400;">carrega a luminosidade de um violão tropical e dos sons de uma cidade para estender essa raridade da paixão à vida cotidiana. O que Bruno Berle atinge, em </span><i><span style="font-weight: 400;">No Reino dos Afetos, </span></i><span style="font-weight: 400;">não são sentimentos bem definidos com palavras certeiras, mas sim, algo de maior beleza: uma gagueira que entende que certas coisas não podem ser ditas e que, às vezes, o balbucio e a vontade de querer dizer, já basta. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Até Meu Violão, Quero Dizer, Só Nós Dois</span></p>
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<figure id="attachment_30408" aria-describedby="caption-attachment-30408" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-800x800.png" alt="Capa do álbum Nymph, da artista Shygirl. A imagem está desfocada e mostra, do lado direito, Shygirl, uma mulher asiática de cabelos longos e escuros, e que usa pequenas pedras brilhantes no cabelo e um casaco azul claro e grande. Ela está de lado e olha para a câmera, segurando a gola do casaco na altura de sua boca, de forma que cobre o seu queixo. Ao fundo, há uma paisagem de floresta em preto no canto inferior, e um céu azul escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Shygirl_Nymph.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30408" class="wp-caption-text">Em seu debut, Shygirl ressignifica feminilidade e sexualidade através de sua perspectiva íntima (Foto: Because Music)</figcaption></figure>
<p><b>Shygirl &#8211; Nymph</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tão aguardado e aclamado álbum de estreia de Shygirl, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nymph</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi desenvolvido com um grupo familiar de amigos e colaboradores, incluindo Mura Masa, Sega Bodega e Arca, junto com produtores como Danny L Harle e BloodPop. Recentemente, Shygirl anunciou edição </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum, </span><a href="https://tecoapple.com/2023/02/28/shygirl-nymph_o/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=shygirl-nymph_o"><i><span style="font-weight: 400;">Nymph_o</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que contém </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes </span></i><span style="font-weight: 400;">das faixas originais feitas por um grupo de artistas multifacetados como </span><a href="https://www.anothermag.com/design-living/14696/shygirl-in-conversation-with-bjork-ovule-another-magazine-spring-summer-2023"><span style="font-weight: 400;">Björk</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/ZY3og9H-tWU"><span style="font-weight: 400;">Tinashe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Sevdaliza.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nymph</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra a jornada e a autorreflexão interior de Shygirl, que simultaneamente afirma seu </span><a href="https://www.thecut.com/2023/02/shygirl-is-anything-but-shy.html"><span style="font-weight: 400;">poder e liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto anseia por amor, e nos traz uma jornada de fantasias e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/shygirl-revela-inspiracao-por-tras-de-novo-disco-ressignificar-feminilidade-e-sexualidade-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">desejos sexuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, frustrações românticas, e intimidade de uma mulher que é procurada e negligenciada ao mesmo tempo: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Gostosa demais para lidar&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. As melodias suaves e etéreas da artista se entrelaçam e fluem perfeitamente com os sons de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, melodias de dança descontruídas, batidas eletrônicas obscuras, juntamente com aspectos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">clássico </span><a href="https://factual900.com.br/y2k-a-volta-dos-nostalgicos-anos-2000/"><span style="font-weight: 400;">Y2K</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;  Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Shlut, Coochie (a bedtime story) e Poison</span></p>
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<figure id="attachment_30409" aria-describedby="caption-attachment-30409" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-800x800.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Capa-Numanice-2-1.png 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30409" class="wp-caption-text">Com o dobro de faixas de seu antecessor, Ludmilla repete seu affair com o pagode em Numanice #2 (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Ludmilla </b><b>–</b><b> Numanice #2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ninguém poderia prever que Ludmilla, vindo do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, faria não apenas um, mas dois álbuns de pagode. </span><i><span style="font-weight: 400;">Numanice #2</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um compilado de 10 músicas que trouxe este gênero musical para o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> com influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, mostrando a artisticidade e versatilidade da cantora. No entanto, este projeto brilha mesmo em sua </span><a href="https://open.spotify.com/album/1sikBy4Cu6l99M6Sd6mDdu?si=frUTVrocQG6pqqolB6r-oQ"><span style="font-weight: 400;">versão ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Disponível nas plataformas com 17 faixas e com participações especiais de outros artistas, além de Brunna Gonçalves, esposa da compositora, no </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i> <a href="https://open.spotify.com/track/3qS3bQgpoJp3lLaa900gsu?si=f6ac56dff6f3405a"><i><span style="font-weight: 400;">Maldivas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao dizer o desejo de muitos e muitas fãs: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Me bate, Ludmilla!</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pilares deste disco, que o torna tão memorável, é a sua autenticidade. Cantores tentam entrar em novos gêneros como uma alternativa de aumentar seu sucesso comercial, o que acaba resultando em trabalhos superficiais. Aqui, não é o caso. Ludmilla cresceu nas ruas do Rio de Janeiro e aos oito anos já </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2020/04/24/ludmilla-entra-com-naturalidade-no-pagode-em-ep-que-transita-entre-a-festa-e-a-sofrencia.ghtml#:~:text=que%2C%20ainda%20crian%C3%A7a%2C%20j%C3%A1%20soltava%20a%20voz%20nas%20rodas%20de%20samba%20armadas%20pela%20fam%C3%ADlia."><span style="font-weight: 400;">cantava para a família</span></a><span style="font-weight: 400;"> inteira ouvir os pagodes do momento. Essa naturalidade, somada a qualidade de suas canetadas, foi o que levou à criação com maestria desta obra, que merecidamente levou o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-latino/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Latino</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2022 de Melhor Álbum de Samba/Pagode. </span><b>– Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Meu Homem é Seu Homem, Fora de Si e 212</span></p>
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<figure id="attachment_30410" aria-describedby="caption-attachment-30410" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30410" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/alaidecosta_oquemeuscalosdizemsobremim.png" alt="A capa é uma foto em preto e branco da cantora Alaíde Costa, uma mulher negra de 86 anos e cabelos crespos de cor escura. Seus olhos estão fechados, ela tem poucos pelos na sobrancelha e uma expressão ainda serena no rosto. Em sua orelha está um brinco delicado e ela veste uma blusa branca." width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/alaidecosta_oquemeuscalosdizemsobremim.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/alaidecosta_oquemeuscalosdizemsobremim-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30410" class="wp-caption-text">Aos 86, Alaíde toca um trabalho só seu, feito para que ela possa realizar o que sempre foi capaz de fazer: grandes canções em sua voz única (Foto: Samba Rock)</figcaption></figure>
<p><b>Alaíde Costa &#8211; O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao completar 86 anos, uma das vozes mais marcantes que surgiu com o movimento da bossa nova é apresentada a uma geração com um dos álbuns mais elegantes do ano, digno de sua interpretação. Contando com a produção de Emicida e Marcus Preto, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma história, um relato. Com letras escritas por nomes mais do que reconhecidos da música brasileira, cantando palavra por palavra em um ritmo espaçado e adornada por arranjos caprichados, misturando passado e presente. O novo projeto da compositora e cantora carioca é dotado de ritmo próprio, guardando em orquestrações sublimes que guiam o ouvinte a conhecer a história de vida de <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Gente/noticia/2022/03/alaide-costa-entrevista.html">Alaíde Costa</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua beleza melancólica, a cantora ressignifica seus quase 70 anos de trabalho para a música brasileira, que por vezes estiveram à margem do público e não tiveram o reconhecimento merecido. Ao regravar</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Aos Meus Pés”</span></i><span style="font-weight: 400;">, composição de João Bosco e Francisco Bosco, Alaíde dita um novo tom, apropriando a canção em sua trajetória </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O meu caminho eu mesma fiz / não foi ninguém que me apontou / eu me virei sozinha / comi o pão todinho / que o Diabo amassou</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A produção é de uma <a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2022/05/29/interna_cultura,1369528/novo-disco-poe-alaide-costa-no-topo-da-mpb-lugar-que-sempre-foi-dela.shtml">grandeza e delicadeza</a> que reverenciam a cantora, demonstrando um resgate a uma referência da cultura negra de maneira respeitosa e admirável </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Turmalina Negra, Tristonho e Aos Meus Pés</p>
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<figure id="attachment_30412" aria-describedby="caption-attachment-30412" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30412" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Beach-House-Once-Twice-Melody.png" alt="capa do álbum Once Twice Melody, Capa em branco com uma borda dourada e o título dourado e estilizado" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Beach-House-Once-Twice-Melody.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Beach-House-Once-Twice-Melody-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30412" class="wp-caption-text">Victoria Legrand e Alex Scally lançam o oitavo álbum (Foto: Mistletone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Beach House &#8211; Once Twice Melody</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/79NySyjxJ8xric31mXKMAo"><i><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">  </span></i><span style="font-weight: 400;">é o oitavo álbum da banda americana de </span><i><span style="font-weight: 400;">dream-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Beach House. Com o mesmo vigor e psicodelia do seu álbum anterior, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1zN85Ep8w2JORfCe0RHLDP"><i><span style="font-weight: 400;">7</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">, a vocalista Victoria Legrand mostra seu fôlego neste disco duplo, com 18 músicas e 1 hora e 24 minutos. Com músicas completamente alucinantes, que conseguem fazer qualquer um se sentir levemente embriagado no banco de carona enquanto vê as luzes de uma cidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstra uma aproximação do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beach House tem cada vez mais assumido o papel de farol do </span><i><span style="font-weight: 400;">dream-pop </span></i><span style="font-weight: 400;">nas últimas duas décadas em que está em atividade. Entre os grandes trunfos do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> está a ótima química entre Legrand e o instrumentista e compositor Alex Scally, e o disco é a maior prova disso. Sucesso entre a </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/beach-house-once-twice-melody/"><span style="font-weight: 400;">crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">  especializada da música </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, a dupla de Baltimore alcança um público nichado porém espalhado pelo planeta, já que em 2022 eles estiveram em várias edições do </span><a href="https://personaunesp.com.br/primavera-sound-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Primavera Sound</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo o de São Paulo. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody, Pink Funeral e Masquerade</span></p>
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<figure id="attachment_30413" aria-describedby="caption-attachment-30413" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30413" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-800x800.png" alt="Na capa de seu álbum, Beyoncé, uma mulher negra, aparece vestindo uma roupa prata brilhante, que mostra grande parte de seu corpo. Ela usa uma sombra roxa e batom rosa, e seus cabelos, castanho com luzes loiras, de comprimento longo, estão soltos. Ela está sentada sobre um cavalo prata brilhante." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/beyonce_renaissance.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30413" class="wp-caption-text">Em seu sétimo álbum, Beyoncé comprova sua versatilidade e relevância na cena pop (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Beyoncé &#8211; RENAISSANCE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado como primeiro ato em uma trilogia, o tão aguardado novo projeto após o aclamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z-lIWqLKHec"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016) chegou flertando com os fãs, a crítica e tendo uma das recepções mais calorosas possíveis. Com seu novo lançamento, Beyoncé se consagrou como </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/11/15/grammy-2023-anuncia-indicados-com-anitta-revelacao-e-beyonce-recordista-veja-lista.ghtml"><span style="font-weight: 400;">a artista com mais indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na história. Ao chegar nos 40 anos, tendo passado três décadas dentro da indústria da música, a cantora já havia feito praticamente de tudo: abrangeu diferentes gêneros musicais, falou sobre diferentes pautas e levou suas canções a bilhões de ouvintes. Em seu novo trabalho, ela proporciona um renascimento, se entregando a uma jornada para criar coisas distintas do que já havia feito e comprovando, mais uma vez, sua habilidade de levar até o mais simples a perfeição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">REINASSANCE</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora escreve sobre quem ela é, reafirma sua identidade e representa, com orgulho, suas influências. Indo da <em>dance music</em> ao <em>r&amp;b</em>, utilizando diversos </span><a href="https://www.complex.com/music/beyonce-renaissance-album-samples"><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de cantores que a precederam e criando, com a participação de muitas mãos (aqui vale um enfoque ao time de co-compositores e produtores que tornaram palpável o trabalho), experiências sonoras ligadas por uma maestral sequência, que leva o ouvinte, entre uma música e outra, ditando um ritmo marcante em sua hora de duração. Em seu novo projeto, Beyoncé comprova como é possível criar música <em>pop</em> com densidade que chega convidativa aos ouvidos de quem decide dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: <span style="font-weight: 400;">ALIEN SUPERSTAR, VIRGO&#8217;S GROOVE E AMERICAN HAS A PROBLEM</span></strong></p>
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<figure id="attachment_30414" aria-describedby="caption-attachment-30414" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30414 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-800x722.jpg" alt="Capa do álbum Senhora das Folhas. Arte digital quadrada, com fundo marrom. Uma moldura formada por folhas e flores ocupa as bordas da imagem. No lado esquerdo da moldura, lemos, de baixo para cima, Áurea Martins, em letras verdes. Já no lado direito, lemos, de cima para baixo, Senhora das Folhas, em letras igualmente verdes. Ao centro, podemos observar a cantora Áurea Martins. Ela é uma mulher negra, idosa, de olhos fechados, mãos em sinal de oração, veste uma roupa preta e utiliza um adereço também preto na cabeça." width="800" height="722" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-800x722.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-1024x924.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-768x693.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-1536x1387.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas-1200x1083.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Senhora-das-Folhas.jpg 1667w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30414" class="wp-caption-text">Senhora das Folhas é pérola verdadeira da MPB (Foto: Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Áurea Martins &#8211; Senhora das Folhas</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Senhora das Folhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum para se ouvir na íntegra. Coeso, o disco de Áurea Martins desenvolve, no conjunto da obra, uma experiência de imersão e introspecção digna de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2022/03/30/aurea-martins-atinge-o-ceu-com-senhora-das-folhas-album-em-que-professa-as-crencas-e-fes-do-brasil.ghtml"><span style="font-weight: 400;">enaltecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">. Buscando, </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/aurea-martins-louva-rezadeiras-e-as-raizes-do-brasil-em-novo-album-1.2628173"><span style="font-weight: 400;">na sacralidade e nos afetos</span></a><span style="font-weight: 400;">, os caminhos para conectar suas canções, o lançamento da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sik7SVBIh7E&amp;t=369s"><span style="font-weight: 400;">veterana brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> alcança uma maturidade artística admirável, firmada em um repertório que não se divide em músicas de maior ou menor relevância. Cada palavra importa e cada som tem seu porquê. Cada escolha leva à cura e cada trajeto traz uma sensibilidade sem fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moldando-se nos detalhes mais sutis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Senhora das Folhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> dificilmente brilharia em </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> isolados, embora faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b5XexJ2YLAA"><i><span style="font-weight: 400;">A Rezadeira/Citação: Relampiano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JWMIb5P0dyM"><i><span style="font-weight: 400;">Me Curar de Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assinalem um possível ápice do disco. A graciosidade de Áurea Martins, no entanto, está presente desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mhzG06yjbNE"><i><span style="font-weight: 400;">O Ramo/Incelença da Chuva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa que abre o álbum com os traços únicos da voz da artista &#8211; além da atmosfera sagrada que percorre delicadamente toda a obra. A verdade é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Senhora das Folhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma jornada que toca o coração de quem se entrega por inteiro. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">                  </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">O Ramo/Incelença da Chuva, A Rezadeira/Citação: Relampiano e Me Curar de Mim</span></p>
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<figure id="attachment_30415" aria-describedby="caption-attachment-30415" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum SIM SIM SIM. A imagem é predominantemente preta com efeito granulado. Descentralizado para o lado esquerdo estão um par de braços dobrados, como no movimento que se faz para tocar o rosto. Os braços estão vestidos de uma blusa de manga longa vermelha, que está em parte encoberta por uma sombra .Os cotovelos apontam para cima. Ao lado direito, na vertical, está o título “Bala Desejo” em cinza claro. Em baixo das letras “bê”, “de” e “ó” está a palavra “sim”, em letras pequenas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/SIM-SIM-SIM.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30415" class="wp-caption-text">Ao Bala Desejo dizemos SIM SIM SIM e mais, por favor (Foto: Coala Records)</figcaption></figure>
<p><b>Bala Desejo &#8211; SIM SIM SIM</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">SIM SIM SIM</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> do coletivo </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-bala-desejo-banda-que-ja-nasceu-na-grade-de-grandes-festivais/"><span style="font-weight: 400;">Bala Desejo</span></a><span style="font-weight: 400;">, é uma experiência sonora de parte da América Latina e da brasilidade carnavalesca de sol e mar. Sim, é possível sentir o calor das ruas e uma briza fresca ao longo das quatorze faixas do disco que misturam, nas letras e nos ritmos, o belo casamento do português com o espanhol. Esse trabalho foi fruto da investida dos quatro integrantes do coletivo, </span><span style="font-weight: 400;">Dora Morelenbaum, </span><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/julia-mestre-a-mulher-cancao/"><span style="font-weight: 400;">Julia Mestre</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lucas Nunes e </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/11/14/ze-ibarra.htm"><span style="font-weight: 400;">Zé Ibarra</span></a><span style="font-weight: 400;">, de produzirem durante seu isolamento da pandemia. As músicas expressam justamente o anseio pelo fim do confinamento: é sobre o primeiro carnaval pós pandêmico, é o proposto &#8216;Recarnaval&#8217;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complexidade oferecida nas composições recebem um toque performático, como em um trio elétrico, que ao longo do desfile vai revelando suas diversas atrações. Em </span><a href="https://youtu.be/tUfQaAWSh_k"><i><span style="font-weight: 400;">Baile de Máscaras (Recarnaval)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está a premissa de todo o álbum, em uma pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Rita Lee, seguido por </span><a href="https://youtu.be/nitlMjTzuaU"><i><span style="font-weight: 400;">Lua Comanche</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que remete ao samba dos anos setenta. Na faixa </span><a href="https://youtu.be/VGcZLApC4KE"><i><span style="font-weight: 400;">Lambe Lambe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está presente o desejo e o carnal, que é equilibrado pelo frescor e independência de </span><a href="https://youtu.be/VOOXAy_bjTk"><i><span style="font-weight: 400;">Passarinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Toda essa conexão e câmbio de informações instrumentais e referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">SIM SIM SIM</span></i><span style="font-weight: 400;">, convergem em um álbum conciso, ainda que experimental. Essa proposta rendeu o prêmio de Melhor Álbum em Língua Portuguesa no </span><a href="https://vogue.globo.com/cultura/musica/noticia/2022/11/bala-desejo-ganha-o-grammy-latino-na-categoria-melhor-album-pop-em-portugues.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Latino</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2022. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Baile de Máscaras (Recarnaval), Dourado Dourado, Passarinha</span></p>
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<figure id="attachment_30436" aria-describedby="caption-attachment-30436" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30436 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-800x800.jpeg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Skinty-Fia-1650301704.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30436" class="wp-caption-text">O terceiro disco de Fontaines D.C. é uma obra-prima expansiva e surpreendente (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Fontaines D.C. &#8211; Skinty Fia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Abril de 2022, Fontaines D.C. lançou seu disco mais exigente e experimental desde a explosão inicial de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aiLk6G5N-3Y&amp;list=PLIDDZDE0Vg4zFiaNgwVKQ2bcyH6oI5bA2&amp;ab_channel=FontainesDC"><i><span style="font-weight: 400;">Dogrel</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019). Terceiro álbum do quinteto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Skinty Fia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma aposta arriscada, trazendo referências de Literatura e camadas complexas de guitarra, afinadas às letras vocalizadas por Grian Chatten. Temas como solidão, alienação e conexão humana real podem até passar pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 10 faixas, mas o verdadeiro conceito reside no “não pertencimento”. Isso porque Fontaines D.C. propõe uma narrativa da condição dos imigrantes irlandeses numa Inglaterra que pode não ser tão receptiva quanto parece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As referências do disco perpassam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsiB_0C5-8c"><span style="font-weight: 400;">James Joyce</span></a><span style="font-weight: 400;">, John Williams e Vladimir Nabokov, cujos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yj3oDS6VM2o"><i><span style="font-weight: 400;">Roman Holiday</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3AoOfJP3r40"><i><span style="font-weight: 400;">Jackie Down the Line</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são facilmente destacáveis. As referências ao Joy Division – principalmente pela postura vocal de Chatten, em contraste com Ian Curtis – e ao Gang Of Four não passam despercebidas, mas a junção desses elementos resulta em um projeto original dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mergulhado nas referências internas de Fontaines D.C. – como estranhos em uma terra desconhecida –, vislumbramos medos comuns ganharem forma artística (a morte, o tédio, o envelhecimento e a tristeza). </span><i><span style="font-weight: 400;">Skinty Fia</span></i><span style="font-weight: 400;">, na verdade, é um álbum corajoso e maduro, que demonstra a evolução meteórica de uma banda que nunca fez menos que um execelente trabalho. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Jackie Down the Line, Roman Holiday, Nabokov</span></p>
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<figure id="attachment_30416" aria-describedby="caption-attachment-30416" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-2.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-2.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30416" class="wp-caption-text">Em Julho de 2022, o SEVENTEEN voltou com o relançamento de seu quarto álbum de estúdio (Foto: Pledis Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>SEVENTEEN &#8211; SECTOR 17</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu sétimo ano de carreira, o quarto álbum de estúdio do </span><a href="https://www.billboard.com/music/pop/seventeen-interview-sector-17-contract-negotiations-pandemic-1235125842/"><span style="font-weight: 400;">SEVENTEEN</span></a><span style="font-weight: 400;"> os consolida como gigantes do <em>k</em></span><i><span style="font-weight: 400;">-pop. </span></i><span style="font-weight: 400;">O grupo, que em 2015 tinha apenas uma empresa à beira da falência e um sonho, mostra que o trabalho árduo ao longo dos anos, escrevendo e produzindo as próprias músicas, valeram a pena e resultaram em uma forte identidade musical. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/15pRJdCJtDyzQaY9tGs750?si=9bUOLTBVRlqOouonbFy1Nw"><i><span style="font-weight: 400;">SECTOR 17</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é evidente o amadurecimento dos treze integrantes, que levam seus ouvintes em uma jornada pelos altos e baixos da juventude através de sua discografia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O SEVENTEEN prova que ainda tem muito a oferecer, e que a química entre os integrantes é um dos ingredientes principais para seu sucesso e qualidade. Na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DgAAaV6xfrk"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o membro Woozi, que também atua como produtor principal do grupo, entrega uma mensagem emotiva de união à seus colegas de grupo. A faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VCDWg0ljbFQ"><i><span style="font-weight: 400;">_WORLD</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">resgata as raízes do SEVENTEEN com seu tom alegre e leve, contrapondo a intensa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gRnuFC4Ualw"><i><span style="font-weight: 400;">HOT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a qual apresenta uma faceta inédita, e os entrega a chance de mostrar nos palcos que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eRpmP8HF5Bk"><span style="font-weight: 400;">quem sabe faz ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, não deixando dúvidas sobre sobre o lugar do SEVENTEEN na realeza do k-</span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Ana Eloisa Leite</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Circles, HOT, DON QUIXOTE</span></p>
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<figure id="attachment_30417" aria-describedby="caption-attachment-30417" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-SZA-SOS.jpg" alt="Capa do álbum SOS. Na imagem, SZA está sentada em um trampolim com apenas o mar à sua volta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-SZA-SOS.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-SZA-SOS-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30417" class="wp-caption-text">A capa de SOS com inspiração na Princesa Diana reflete o chamado de SZA: ajuda (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>SZA </b><b>–</b><b> SOS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma longa espera de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ctrl-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">5 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">, devido a uma série de desentendimentos com a própria gravadora, SZA lançou seu segundo álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">SOS</span></i><span style="font-weight: 400;">. O projeto foi um dos últimos lançamentos de 2022 e está dominando 2023. Seu tema principal já é revelado em seu nome e em sua capa, inspirada em uma fotografia da </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2022/12/08/sza-princesa-diana-capa-disco/"><span style="font-weight: 400;">Princesa Diana</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano de sua morte. Este disco clama por ajuda em meio a solidão e melancolia, muito bem guiados pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> da artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses temas não são novos na discografia de SZA. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ctrl-deluxe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ctrl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2017, a cantora já explorava os altos e, principalmente, os baixos de um relacionamento. Mas, em </span><i><span style="font-weight: 400;">SOS</span></i><span style="font-weight: 400;">, as composições são mais dramáticas e tudo é intensificado, ao passo que as emoções são exploradas com mais profundidade. Tudo isso pode ser percebido em uma música do álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/track/3OHfY25tqY28d16oZczHc8?si=e942f741c90f4fe9"><i><span style="font-weight: 400;">Kill Bill</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a compositora se sente tão sozinha que cogita cometer um crime: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Talvez eu mate meu ex/Mas, eu ainda o amo/Prefiro estar na cadeia do que sozinha</span></i><span style="font-weight: 400;">”. – </span><b>Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Snooze, Gone Girl e Nobody Gets Me</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30418" aria-describedby="caption-attachment-30418" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum The Car. A imagem é uma pintura que imita uma fotografia tirada de um estacionamento na cobertura de um prédio.Todo feito de concreto, o estacionamento é amplo e possui grades e postes de luz vermelhos. Há apenas um carro branco e antigo estacionado. Ao fundo há dois prédios de concreto, com muitas janelas. Na parte inferior da imagem há parte da cobertura de outro prédio, colado ao estacionamento. Nessa outra cobertura há uma chaminé. A imagem está contida por uma moldura branca, como uma foto polaroid." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/The-Car-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30418" class="wp-caption-text">Quatro anos depois do último lançamento da banda, The Car soa como uma noite solitária na cidade grande (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arctic Monkeys &#8211; The Car </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Car</span></i><span style="font-weight: 400;"> fica </span><span style="font-weight: 400;">claro que não há interesse em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NGipcn2OU4I&amp;t=1065"><span style="font-weight: 400;">refazer</span></a><span style="font-weight: 400;"> o que já foi feito. No sétimo álbum de Arctic Monkeys é consolidada uma nova fase, sendo essa contida, lúdica e cinematográfica, ficando cada vez mais distante das memórias de uma banda de</span><i><span style="font-weight: 400;"> indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. A</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NGipcn2OU4I&amp;t=517"><span style="font-weight: 400;"> sonoridade</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente no disco poderia facilmente ser a trilha sonora de um filme de espionagem, que acompanha um detetive na sua crise de meia idade. É apresentada uma grande potência sonora, mas dessa vez acompanha letras mais simples, de Alex Turner. Tudo isso espelha o novo momento que o vocalista vive, e apesar de não parecer se importar com a expectativa dos apegados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">A.M</span></i><span style="font-weight: 400;">, reflete sobre a incapacidade de ser como um dia já foi, e assim  reconhece que isso não é algo ruim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na produção, os meninos de Sheffield transparecem seu crescimento e amadurecimento em arranjos orquestrados e vigorosos. Além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 60, há influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, que acertam no tom mais triste e melancólico. Do início com </span><a href="https://youtu.be/FY5CAz6S9kE"><i><span style="font-weight: 400;">There’d Better Be A Mirror Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao fim com </span><a href="https://youtu.be/tCr7RNuX68A"><i><span style="font-weight: 400;">Perfect Sense</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">LP </span></i><span style="font-weight: 400;">de dez faixas é perfeito para ser escutado quando restam poucas sombras nas ruas, logo depois que o bar fecha. Como cantando na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Ideas</span></i><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">De verdade, foi emocionante</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas agora é hora de seguir em frente. Para muitos o álbum não atingiu as expectativas e portanto divide opiniões. Mas o que pode ter sido um pequeno passo para os fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">R U Mine</span></i><span style="font-weight: 400;">, acaba sendo um grande salto para aqueles que estão abertos às novas propostas da banda. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">There’d Better Be A Mirrorball, Body Paint, Perfect Sense</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30419" aria-describedby="caption-attachment-30419" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30419" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum The Forever Story. Nela vemos uma multidão de pessoas negras, incluindo jogadores de basquete, de futebol americano, presos, padres, dançarinas, mulheres, crianças e policiais (esses brancos). Ao centro, JID, um jovem negro, está sem camisa e de calça jeans. No seu corpo é possível notar várias tatuagens, além de um enorme cordão de prata. A foto é tirada em uma perspectiva 3D que atribui profundidade à imagem. JID está com a cabeça em direção à câmera, porém com os olhos fechados. Seus braços estão sobre sua cabeça." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-JID.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30419" class="wp-caption-text">A ambiciosa empreitada do rapper já nasce um clássico e um marco no cânone do hip-hop (Foto: Dreamville/Interscope)</figcaption></figure>
<p><b>JID &#8211; The Forever Story</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de despontar no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> graças a colaboração com Imagine Dragons na música tema de </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o terceiro álbum de estúdio do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> JID finca seu nome na nova safra do gênero. Apadrinhado pela gravadora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/j-cole-the-off-season-critica/"><span style="font-weight: 400;">J Cole</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tendo nomes como James Blake, BADBADNOTGOOD e Kaytranada na produção, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Forever Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um sucessor espiritual de </span><a href="https://open.spotify.com/album/1gPqbxhs90kppgOVxGOPzd"><i><span style="font-weight: 400;">The Never Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estreia do artista em 2017. Funcionando como uma “parte dois” de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum é uma análise da vida e amadurecimento de JID pela ótica do próprio intérprete.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de um </span><i><span style="font-weight: 400;">flow </span></i><span style="font-weight: 400;">com uma cadência rítmica inconfundível &#8211; do qual o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">alterou incríveis </span><a href="https://twitter.com/HipHopNumbers/status/1564487269255618560"><span style="font-weight: 400;">148 vezes</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante a produção &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">The Forever Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> abusa de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremamente urbanos para relatar a infância em Atlanta e cria </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> nada convencionais, mas ainda sim, extremamente acessíveis ao público. Com uma produção extremamente coesa e um </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> invejável, JID discorre sobre família, negritude, a violência das metrópoles e a separação que a fama provoca entre o artista e a pessoa. Em um ano rico para o gênero, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca para sempre o álbum como um dos melhores registros (senão, o melhor) do ano e do estilo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Raydar, Surround Sound </span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;">Money</span></p>
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<figure id="attachment_30420" aria-describedby="caption-attachment-30420" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30420" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Tame-Impala-The-Slow-Rush-B-Sides-Remixes.png" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Tame-Impala-The-Slow-Rush-B-Sides-Remixes.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Tame-Impala-The-Slow-Rush-B-Sides-Remixes-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-30420" class="wp-caption-text">Kevin Parker está ainda mais psicodélico no novo álbum (Foto: Universal Music Australia)</figcaption></figure>
<p><b>Tame Impala &#8211; The Slow Rush B-Sides &amp; Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A já reconhecida e estonteante psicodelia de Kevin Parker, mas em versões completamente novas, definitivamente um dos presentes de 2022. Se a versão original,</span> <a href="https://open.spotify.com/album/31qVWUdRrlb8thMvts0yYL?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">The Slow Rush</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">  </span></i><span style="font-weight: 400;">nos fez delirar em um vórtex de batidas eletrônicas, como nas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It True </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Borderline</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">suas versões em </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de artistas como Blood Orange e Lil Yachty parecem vir de outra dimensão.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/0PUdc9WBtlyjG9Ba9DPmKa?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">The Slow Rush B-Sides &amp; Remixes </span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">  </span></i><span style="font-weight: 400;">traz também novas faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">No Choice</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boat I Row</span></i><span style="font-weight: 400;"> que mostram que a banda australiana iniciada em 2007 continua inovando e provavelmente assim deve ser por muito tempo, pois a mente de Parker parece ser uma fonte inesgotável de músicas criativas e eletrizantes e o sucesso já lhe rendeu vários prêmios. &#8211;</span><b> Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">The Boat I Row, No Choice e Is It True (Four Tet Remix)</span></p>
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<figure id="attachment_30457" aria-describedby="caption-attachment-30457" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/fcjslcad.jpg" alt="Capa do álbum There and Back Again de Eric Nam. Na imagem, Eric Nam, um homem estadunidense com descendência sul-coreana de cabelos e olhos escuros, aparece curvado em direção a câmera, que a captura a partir do busto e para a qual ele olha diretamente. Nam veste uma jaqueta vermelha fechada adornada por botões dourados. Ele leva a mão direita aos cabelos. Ao fundo, o cenário é composto por um céu acinzentado e uma árvore que parece sofrer as consequências do inverno. Na parte inferior central, o título do álbum “There and Back Again” e o nome do artista “Eric Nam” estão escritos em letras brancas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/fcjslcad.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/fcjslcad-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30457" class="wp-caption-text">There and Back Again marca o retorno de Eric Nam três anos após a sua estreia com Before We Begin (Foto: The Eric Nam Company)</figcaption></figure>
<p><b>Eric Nam &#8211; There and Back Again</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de uma voz que parece ter sido criada justamente para acompanhar o mais leve toque de cordas em um violão, </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entretenimento/kpop/noticia/2022/01/eric-nam-lanca-album-there-and-back-again.html"><span style="font-weight: 400;">Eric Nam</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente encontra o seu som em </span><a href="https://open.spotify.com/album/643X6WW2ijEwMLaNjp1dk1?si=kxeC18xORFaxRl_H6dz2NA"><i><span style="font-weight: 400;">There and Back Again</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum de estúdio da carreira. Cantando de modo que as letras soam como se derramassem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=33RG5xAmc98"><span style="font-weight: 400;">exuberantemente</span></a><span style="font-weight: 400;"> os sentimentos de um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GHJyfokY5Dw"><span style="font-weight: 400;">coração partido</span></a><span style="font-weight: 400;">, o artista estadunidense de descendência sul-coreana vai e volta no tema sem soar repetitivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">E se isso for algo que eu nunca vou superar?/Conversando com meus amigos e todos dizendo: </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GOHundyUndA"><i><span style="font-weight: 400;">“Eu avisei”</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> “. Brutal na mesma intensidade que permite as emoções transbordarem, o disco tem o </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entretenimento/kpop/noticia/2022/02/ter-uma-musica-que-se-relaciona-com-tantas-vidas-e-poderoso-diz-eric-nam.html"><span style="font-weight: 400;">sabor refrescante</span></a><span style="font-weight: 400;"> do drama misturado com a realidade nada racional, o colocando em destaque em uma indústria facilmente movida pela superficialidade. A caminho dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jnFvCuORbfw"><span style="font-weight: 400;">10 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de trajetória musical, Eric Nam lançou uma </span><a href="https://www.nme.com/news/music/eric-nam-there-and-back-again-reimagined-docskim-3387247"><span style="font-weight: 400;">versão reimaginada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">There and Back Again</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I Don’t Know You Anymore, Lost On Me e What If</span></p>
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<figure id="attachment_30423" aria-describedby="caption-attachment-30423" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/topicaldancer.jpg" alt="" width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/topicaldancer.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/topicaldancer-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30423" class="wp-caption-text">O discurso político e a música pop são um encontro dinâmico na experimentação da dupla (Foto: DEEWEE)</figcaption></figure>
<p><b>Charlotte Adigéry, Bolis Pupul &#8211; Topical Dancer</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que o performativo sempre pertenceu às pistas não é nenhuma novidade. Mas o </span><i><span style="font-weight: 400;">mix</span></i><span style="font-weight: 400;"> social, teatral e cômico — vindo de um ímpeto nascido diretamente da proposta de artistas como Grace Jones e Prince — feito pela dupla Charlotte Adigéry e Bolis Pupul é algo definitivamente refrescante no cenário da música pop, que necessita, como nunca, de uma nova linguagem crítica. Envolto pelo gênero da música </span><i><span style="font-weight: 400;">disco,</span></i> <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/charlotte-adigery-bolis-pupul-topical-dancer/"><i><span style="font-weight: 400;">Topical Dancer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apunhala o ouvinte de estranheza. O sentimento prevalece nos graves e sintetizadores dançantes de canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Esperanto </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Blenda, </span></i><span style="font-weight: 400;">que ardilosamente mascaram, em uma primeira impressão, os comentários ácidos e irônicos da dupla acerca do </span><a href="https://www.psychologytoday.com/us/blog/minority-report/201602/i-dont-see-color"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://hbr.org/2020/10/whats-wrong-with-asking-where-are-you-from"><span style="font-weight: 400;">xenofobia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e misoginia vividos no cotidiano de qualquer minoria social frente o histórico de países como a Bélgica, que ainda recusam-se a olhar seu passado colonial com os devidos intuitos de reparação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em por seu próprio universo sonoro de referências, do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 80 à música eletrônica do ínicio do século, faixas como </span><a href="https://genius.com/Charlotte-adigery-and-bolis-pupul-it-hit-me-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">I</span></i><i><span style="font-weight: 400;">t Hit Me</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que se inicia dando espaço a um relato quase diarístico acerca de um episódio de assédio sexual, são amostras do tom da crítica de Adigéry e Pupul, que nega um didatismo que apenas postula o que é correto ou errado. Para além do conteúdo de suas canções, as percussões produzidas pelo duo também reverberam no contexto diaspórico tão estruturante do trabalho, em seu resgate de um rock que beira a David Byrne mas na carcaça de sons da </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2022/mar/08/charlotte-adigery-and-bolis-pupul-interview#:~:text=They%20cite%20Grace%20Jones%2C%20David%20Byrne%2C%20David%20Bowie%20and%20Prince%20as%20influences%2C%20but%20also%20their%20own%20families.%20%E2%80%9CMy%20grandma%20sang%20and%20she%20had%20a%20record%20store%20in%20Martinique%2C%E2%80%9D%20says%20Adig%C3%A9ry%2C%20who%20grew%20up%20listening%20to%20zouk%20and%20Haitian%20compas."><span style="font-weight: 400;">música haitiana</span></a><span style="font-weight: 400;">. No humor de </span><a href="https://youtu.be/G8D6H2Z61jk?t=610"><i><span style="font-weight: 400;">HAHA</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> — </span></i><span style="font-weight: 400;">em que a cantora alcança o máximo de sua experimentação e performance — mora a consciência social dançante em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Topical Dancer</span></i><span style="font-weight: 400;">, a partir do poder de movimento dos corpos, finca suas mensagens para muito além da epiderme. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> It Hit Me, Making Sense Stop, HAHA</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30458" aria-describedby="caption-attachment-30458" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Megan-Thee-Stallion-Traumazine.webp" alt="Capa do álbum Traumazine de Megan Thee Stallion. Na imagem, Megan, uma mulher negra de cabelos e olhos escuros, é fotografada a partir do busto e em três posições diferentes que se aglomeram. Uma das expressões parece gritar, outra parece estar com raiva e, por último, uma parece simular a indiferença. Stallion usa somente um colar metalizado. Ao fundo, o cenário é um papel de parede na cor preta." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Megan-Thee-Stallion-Traumazine.webp 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Megan-Thee-Stallion-Traumazine-150x150.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30458" class="wp-caption-text">Traumazine é o segundo álbum de estúdio de Megan Thee Stallion e sucede o aclamado Good News (Foto: 1501 Certified Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Megan Thee Stallion &#8211; Traumazine</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tocar por todos os rodeios de Houston com o viral </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOxj2ROIxok"><i><span style="font-weight: 400;">Savage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e ser presenteada com a voz de Beyoncé para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lEIqjoO0-Bs"><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Megan Thee Stallion também ganhou o olhar cuidadoso da gravadora </span><a href="https://portalrapmais.com/megan-thee-stallion-revela-que-salgadinho-cheetos-fez-ela-assinar-com-a-roc-nation-de-jay-z/"><i><span style="font-weight: 400;">Roc Nation</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Jay-Z. Em 2022, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> texana entrou na justiça contra a sua distribuidora original, a </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/megan-thee-stallion-processa-gravadora-por-nao-deixa-la-cumprir-contrato,418397dedd45d3f073469cb98f031892x5pnn8jv.html"><i><span style="font-weight: 400;">1501 Certified Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para conseguir rescindir um contrato por obra injusto que a manteve refém até o lançamento do disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/4YP0h2KGDb20eJuStnBvim"><i><span style="font-weight: 400;">Traumazine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, Stallion precisou enfrentar o sofrimento de mais um tribunal, refletido nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BJe-5RtL_uk"><span style="font-weight: 400;">composições vulneráveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que impactou a sua trajetória artística e pessoal: o crime cometido por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/12/23/tory-lanez-e-considerado-culpado-por-atirar-em-megan-thee-stallion.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Tory Lanez</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repleto de versos cortantes rimados com a ajuda de um </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> único e nunca tão voraz, o segundo álbum de estúdio da ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">hottie</span></i><span style="font-weight: 400;">’ traz a Arte do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qQuQ8zDxGh0"><i><span style="font-weight: 400;">freestyle</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a intensidade de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7D85hpcSbE8"><span style="font-weight: 400;">letras inspiradas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ainda deixa espaço para um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u_v2Rv4l-C0"><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dançante tomar conta. Segundo o seu perfil para o </span><a href="https://www.thecut.com/article/megan-thee-stallion-traumazine-profile.html"><i><span style="font-weight: 400;">The Cut</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Traumazine</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria “</span><i><span style="font-weight: 400;">a substância química liberada no cérebro quando ele é forçado a lidar com emoções dolorosas causadas por eventos e experiências traumáticas</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Fazendo jus ao conceito, Megan Thee Stallion vem com sangue nos olhos e sede de vingança em uma produção que põe fim aos traumas e a consolida como uma das principais vozes da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q5Un9NH3vUI"><span style="font-weight: 400;">Música</span></a><span style="font-weight: 400;"> atual.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Plan B, NDA e Her</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30425" aria-describedby="caption-attachment-30425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/exudoblues_272744474_3493667120757512_5963958949189657002_n.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30425" class="wp-caption-text">Mergulhamos no íntimo de Baco em QVVJFA? (Foto: Roncca)</figcaption></figure>
<p><b>Baco Exu do Blues &#8211; QVVJFA? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quantas vezes você já foi amado? Essa é a pergunta que guia o terceiro álbum de estúdio de Baco Exu do Blues. Nesse projeto, o cantor  nos revela suas </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/baco-eu-parei-pra-me-olhar-tarde-demais-e-estava-com-a-saude-destruida/"><span style="font-weight: 400;">inseguranças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e fracassos por meio de versos tão poéticos que nos fazem voar. Abrindo alas para abordar questões como objetificação do corpo negro, gordofobia, autoaceitação e a solidão do jovem preto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos conquista pela coragem de mostrar-se tão frágil. Entre exaltar sua religiosidade e discutir como recebemos e damos afeto, mergulhamos no íntimo do cantor para não querer voltar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formado por 12 faixas que trazem </span><i><span style="font-weight: 400;">feats </span></i><span style="font-weight: 400;">de peso como </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove e Muse Maya, </span><i><span style="font-weight: 400;">QVVFJA?</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue encontrar um equilíbrio entre o seu lado sexual explorado em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-nao-tem-bacanal-na-quarentena-baco-exu-do-blues/"><span style="font-weight: 400;">Não tem Bacanal na Quarentena</span></a><span style="font-weight: 400;"> para músicas que mesclam, junto com lado erótico do álbum anterior, amor, medos e dúvidas. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> suaves, românticos e carregados no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, Baco retorna para o cenário brasileiro apostando em uma fórmula um pouco diferente, mas que, ainda sim, consegue prender nossa atenção. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">20 ligações, Samba In Paris, Mulheres Grandes e Lágrimas</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30426" aria-describedby="caption-attachment-30426" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-800x800.webp" alt="Capa do disco Urucum, da cantora Karol Conká. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos a cabeça de Karol em foco. Ela olha diretamente para a câmera e tem parte de seu rosto coberto por uma placa de metal, que copia as silhuetas de sua boca e nariz. Karol é uma mulher negra, de olhos escuros, com cabelos trançados da cor vinho projetados para cima, simulando o formato de várias serpentes. O fundo da imagem é um vermelho vibrante." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/KAROL-ENRICO-SOUTO.webp 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30426" class="wp-caption-text">Gravado inteiramente no estúdio de sua casa, Karol Conká finalizou Urucum em duas semanas (Foto: Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Karol Conká &#8211; Urucum</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Karol Conká sempre foi conhecida por suas parcerias de peso com grandes produtores. Entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NX4WORlLAh4&amp;ab_channel=Showlivre"><span style="font-weight: 400;">Nave</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LfL4H0e5-Js&amp;ab_channel=CanalKondZilla"><span style="font-weight: 400;">Tropkillaz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ANRH-HGHwjE&amp;ab_channel=KarolConka-Topic"><span style="font-weight: 400;">Boss in Drama</span></a><span style="font-weight: 400;">, essas colaborações fazem da discografia da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> um verdadeiro arco-íris sonoro, que sempre carrega, independente de qualquer distinção, sua essência artística. Sendo assim, para </span><a href="https://open.spotify.com/album/23Zw9VnwKnrSkbGGJQKwPi?si=xaaGwB1eRh-DPD7Ft9WGYQ"><i><span style="font-weight: 400;">Urucum</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/chegamos-sozinhos-em-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">RDD</span></a><span style="font-weight: 400;"> assina a produção executiva. Cabeça criativa do coletivo ÀTTØØXXÁ, Rafa Dias une seus </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><span style="font-weight: 400;">poderosos graves</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos sons típicos de Salvador para fazer desse um dos projetos mais musicalmente diversos e interessantes da cantora curitibana. Um resultado espetacular para um disco que nasce em um contexto extremamente delicado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-brother-brasil-21-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BBB 21</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com rejeição histórica, Conká usa </span><i><span style="font-weight: 400;">Urucum</span></i><span style="font-weight: 400;"> como ambiente de </span><a href="https://www.revistaeolor.com/post/karol-conk%C3%A1-apresenta-urucum-seu-intenso-%C3%A1lbum-de-est%C3%BAdio-entenda-o-conceito-do-projeto"><span style="font-weight: 400;">terapia e reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;">. O seu penteado alucinante da capa, em referência à lenda da Medusa, petrifica a ela mesma, aludindo que o narcisismo que feriu aqueles ao seu redor – em plena rede nacional – também a consome por dentro. Desse modo, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> olha para dentro para que, assim, entregue seu próprio diagnóstico do mundo. Afinal, do que Karol Conká é culpada? Se fosse outra pessoa, com vivências opostas à sua, tomando as mesmas atitudes, ela sofreria o mesmo linchamento virtual? É a partir destes questionamentos que Karol brinca com a contraste e reencontra seu icônico deboche em um movimento deliberadamente televisionado de autocura. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Fuzuê, Cê Não Pode, Vejo o bem</p>
<hr />
<figure id="attachment_30427" aria-describedby="caption-attachment-30427" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/badbunny_unveteranosinti.png" alt="Na capa está uma composição. Seu fundo é como se fosse uma ilha, onde o céu é rosa claro, aparece um sol bem amarelo brilhando ao fim do oceano azul. Existe uma ilha, com areia, na qual se encontram dois coqueiros e algumas flores rosas. Sobrevoando o céu estão dois golfinhos e, ao centro da composição, está um coração com braços e pernas. Ele possui um único olho e uma boca, que demonstra a expressão de tristeza." width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/badbunny_unveteranosinti.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/badbunny_unveteranosinti-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30427" class="wp-caption-text">Ao tratar da vulnerabilidade que pode soar familiar aos ouvidos, Bad Bunny deixa claro o propósito do coração triste na capa (Foto: Rimas)</figcaption></figure>
<p><b> Bad Bunny &#8211; Un Verano Sin Ti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vencedor do Melhor Álbum de Música Urbana no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> Latino, topo nas paradas da </span><a href="https://portalpopline.com.br/bad-bunny-un-verano-sin-ti-1-feito-raro-billboard/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">por mais de dez semanas consecutivas e somando mais de oito bilhões de reproduções no </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/bad-bunny-bate-8-bilhoes-de-plays-com-o-album-un-verano-sin-ti,a066251615f5ce7991a9af0ec4ad138a5qcv6q49.html"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não seria exagero dizer que Bad Bunny fez história ao lançar seu novo projeto. Utilizando do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que tem suas raízes na música caribenha &#8211; lugar de onde o cantor veio, e distinguindo o álbum em parte A (alegre e solar) e B (tranquila e reflexiva), o cantor separa ao ouvinte o melhor de sua produção musical. Levando sua cultura e influências a um nível global, com participações de conterrâneos em suas canções, Bad Bunny entrega um trabalho completo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu quarto e mais recente trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Un Veterano Sin Ti</span></i><span style="font-weight: 400;">, o cantor trabalha temas de maior vulnerabilidade, falando sobre sentimentos e a relação entre dor e entrega. Se a proposta de cantar e trabalhar temas como saudade e o encontro de um novo amor desde seu álbum de lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">X 100pre</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), nesse álbum elas estão ainda mais escancaradas e ainda melhores trabalhadas. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wAjHQXrIj9o"><span style="font-weight: 400;">O ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> está ali, disponível aos que se propõe a adentrar essa jornada </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><strong>Faixas Favoritas: </strong>Tarot, Otro Atardecer e Ojitos Lindos</p>
<hr />
<figure id="attachment_30429" aria-describedby="caption-attachment-30429" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30429" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-800x800.jpg" alt="Capa do álbum WE da banda Arcade Fire. Nela, temos um close em um olho. Porém, o olho em questão é composto somente da pupila e da íris, sem a parte branca." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Arcade-Fire.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30429" class="wp-caption-text">Após as mudanças de ares dos álbuns anteriores, WE é a constatação de que em time que se está ganhando, não se mexe (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arcade Fire &#8211; WE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Arcade Fire que nós queríamos e precisávamos está de volta. Com referência clara a obra distópica de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r4-9Ntpii8o&amp;ab_channel=PipocaMusical"><span style="font-weight: 400;">mesmo nome</span></a><span style="font-weight: 400;"> do escritor russo Yevgeny Zamyatin, o sexto álbum de estúdio do grupo canadense retorna as origens da banda. Cinco anos após o divisivo </span><i><span style="font-weight: 400;">Everything Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">WE</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a amarração dos diferentes Arcade Fire que surgiram nesses quase 20 anos de estrada. O disco também marcou a saída de Will Butler (irmão do </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> Win) da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, a crítica do álbum cai sobre uma sociedade totalmente exposta e incerta. Dentre suas faixas com várias partes, a obra é dividida em duas metades: I e We. A primeira trata de ansiedade, medo, distanciamento e solidão. O contexto fica ainda mais evidente ao perceber que o álbum foi maturado durante a pandemia de covid-19, o que faz com que faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IEh4Vfzow5U&amp;ab_channel=ArcadeFireVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Age of Anxiety I</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">batam mais forte. Já a segunda metade, fala do desejo de união tratando-o como distópico, como pode ser percebido em </span><i><span style="font-weight: 400;">Unconditional II (Race and Religion)</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, repetindo uma característica do Arcade Fire de trazer grandes nomes para sua produção, conta com a participação do lendário Peter Gabriel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda une o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock </span></i><span style="font-weight: 400;">com o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> como ninguém, fazendo da produção uma experiência catártica que é consciente ao guiar as emoções dos ouvintes através de suas faixas. Por essa razão, o disco nos lembra e lembra o próprio grupo o potencial que eles têm como coletivo e banda de arena, sendo extremamente performáticos, experimentais e sensoriais, da mesma forma que os garantiu sucesso. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">WE</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos traz de volta o Arcade Fire que não tem medo de ser Arcade Fire. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Age of Anxiety I, Age of Anxiety II (Rabbit Hole) </span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;">Unconditional II (Race and Religion)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30430" aria-describedby="caption-attachment-30430" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-3.png" alt="" width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-3.png 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/unnamed-3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-30430" class="wp-caption-text">Os californianos fazem as pazes com o passado e exalam Amor Ilimitado (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Red Hot Chili Peppers &#8211; Unlimited Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de uma década depois, o guitarrista John Frusciante retorna às origens californianas e quebra o silêncio de seis anos na fábrica dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Chili Peppers.</span></i><span style="font-weight: 400;"> O calouro </span><a href="https://personaunesp.com.br/unlimited-love-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Unlimited Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conquistou o </span><span style="font-weight: 400;">primeiro lugar na Billboard 200 e atingiu a segunda estreia no topo desde o aclamado </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_msLrRDnvxVk6L-DH6OWH2-RWIu3x2sgPQ"><i><span style="font-weight: 400;">Stadium Arcadium</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006). O sucesso foi responsável por </span><span style="font-weight: 400;">reacender o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E5HLF92vf9U"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> martelante</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua dinâmica original e alcançar o maior desejo dos fãs: trazer de volta o que faltava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco é uma experiência gratificante, responsável por deixar aquele gostinho de quero mais A</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/por-que-john-frusciante-voltou-ao-red-hot-chili-peppers/"><span style="font-weight: 400;"> volta de Frusciante</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que o quinteto californiano reencontrasse o dinamismo que supera o de bandas com metade de sua idade. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">Chili Peppers</span></i><span style="font-weight: 400;"> fazem as pazes com o passado e redescobrem sua química sonora de maneira intensa. A nostalgia do amor cura toda a saudade e acolhe com imensa familiaridade </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JnfyjwChuNU"><span style="font-weight: 400;">o som Ilimitado</span></a><span style="font-weight: 400;"> que apenas os californianos sabem produzir. </span><b>&#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas Favoritas</strong>: She’s a Lover, Black Summer e Here Ever After</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_30428" aria-describedby="caption-attachment-30428" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum autointitulado Wet Leg. Nela encontramos a imagem de duas mulheres brancas, de costas e abraçadas, entrelaçando um dos braços pela costa da outra. A mulher da esquerda da imagem é loira, veste uma camiseta azul marinho e uma saia xadrez nas cores cinza, branco e verde; com listras amarelas e azuis. A mulher da esquerda tem cabelos pretos que,à medida que vão chegando às pontas, vão ficando ruivos. Ela veste uma camisa branca e uma saia social na cor azul marinho clara." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-2048x2048.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Melhores-Discos-Wet-Leg-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30428" class="wp-caption-text">Desde sua estreia, o grupo sempre figura nas listas de artista revelação, incluindo o Mercury Prize e dividindo espaço com Anitta na categoria Best New Artist do Grammy (Foto: Domino Recording)</figcaption></figure>
<p><b>Wet Leg &#8211; Wet Leg </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O (</span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">) </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> não morreu! Em um gênero de dominação masculina, principalmente de sua vertente britânica, é da estreia do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> feminino que ecoa a revitalização do estilo. Naturais da Ilha de Wright, pequeno </span><a href="https://vermelho.org.br/2020/08/27/a-surpreendente-historia-do-festival-da-ilha-de-wight-de-1970/"><span style="font-weight: 400;">reduto da contracultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> inglesa no século passado, Rhian Tisdale e Hester Chambers confirmam toda a expectativa depositada pela indústria quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Chaise Longue</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, despontou ainda em 2021. Não à toa, Wet Leg logo caiu nas graças da crítica e, replicando os expoentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> no início do século XXI, vem conquistando o público através do boca a boca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fusionando o que de melhor foi criado na cultura fonográfica britânica, o autointitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Wet Leg</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria contrastes interessantíssimos, resultando nas enérgicas e cativantes </span><i><span style="font-weight: 400;">Chaise Longue, Too Late Now </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tjpgJjdk52c&amp;ab_channel=WetLegVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Wet Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; que dividem espaço perfeitamente com passagens mais íntimas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Loving You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Piece of Shit</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por mais rico que pareça, o ouro do álbum é justamente não estar preocupado com essa imagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A postura despreocupada do grupo ganha forma em um produto que apresenta ótimas letras ironicamente irreverentes e recheadas de originalidade. Mesmo dentro da fórmula guitarra, baixo e bateria do </span><a href="https://universoretro.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-garage-rock-confira-tambem-10-sons-de-cabeceira/"><i><span style="font-weight: 400;">garage rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele consegue passear e experimentar dentro dessa vertente. O resultado é um registro de um </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> que não quer rebuscar conceitos ou ousar em questão de complexidade, mas somente fazer Música pela Música. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Wet Dream</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Chaise Longue</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Oh No</span></p>
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		<title>Melhor Figurino: A importância do costume design no audiovisual vai além do Oscar</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 23:17:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Costanza Guerriero “Eu não sou uma estilista. Eu uso as roupas para contar histórias”, disse a figurinista Jenny Beavan após ganhar o Oscar de Melhor Figurino pelo filme Cruella. Sua frase define bem o que a categoria representa, ou deveria representar, dentro da indústria cinematográfica. A Moda pela Moda deixa de existir em nome da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhor-figurino-oscar-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhor Figurino: A importância do costume design no audiovisual vai além do Oscar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30473" aria-describedby="caption-attachment-30473" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/figurinos.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/figurinos.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/figurinos-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/figurinos-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30473" class="wp-caption-text">Em 2022, a categoria de Melhor Figurino sequer foi transmitida ao vivo durante o Oscar (Arte: Nathália Mendes)</figcaption></figure>
<p><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não sou uma estilista. Eu uso as roupas para contar histórias</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse a figurinista Jenny Beavan após ganhar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Figurino pelo filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruella</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sua frase define bem o que a categoria representa, ou deveria representar, dentro da indústria cinematográfica. A Moda pela Moda deixa de existir em nome da Sétima Arte e se transforma em uma linguagem visual com um único objetivo final: contar uma história. Desde os primórdios da interpretação, do teatro ao começo do Cinema, o figurino está presente como um elemento essencial na construção de uma narrativa. Ainda assim, a categoria parece ser uma das menos prestigiadas, como ficou claro no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2022, quando ficou entre as oito a serem premiadas fora da </span><a href="https://personaunesp.com.br/oscar-2022-present-all-23-artigo/"><span style="font-weight: 400;">transmissão</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao vivo.</span></p>
<p><span id="more-30460"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destaca-se que a Moda e o Cinema possuem muitos pontos em comum, sendo ambos linguagem </span><a href="https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:HC26zbRUWqkJ:https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/6277562.pdf&amp;cd=14&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&amp;client=safari"><span style="font-weight: 400;">multimidiáticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que trabalham com a narração. No audiovisual, a comunicação se dá de maneira mais óbvia, contando histórias por meio dos sentidos a que remete, enquanto a primeira expressa narrativas de modo mais silencioso, por meio de modelos, tecidos, texturas e artefatos. A união dessas duas artes dá origem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de figurino, situação na qual a produção cinematográfica cresce, com as contribuições do estilismo. Apesar do papel essencial das vestimentas nas produções, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e seus telespectadores insistem em trazer pouca visibilidade para a categoria, o que pode se justificar por três fatores: a associação errônea da modalidade ao binarismo e ao preconceito de gênero, a pouca abertura para novos nomes no </span><i><span style="font-weight: 400;">costume design</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou ainda a preferência por determinados gêneros cinematográficos, o que, para alguns, pode tornar a premiação previsível e repetitiva. </span></p>
<figure id="attachment_30463" aria-describedby="caption-attachment-30463" style="width: 1680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-.jpeg" alt="Cena do filme Moulin Rouge. Ao centro da imagem, levemente deslocada para a direita, está a atriz Nicole Kidman interpretando a personagem Satine. Ela é uma mulher branca com cabelos ruivos. Ela veste um corset prateado, com um decote contornado em tecido preto. A veste é brilhante e possui lantejoulas e estrelas de tecido costuradas. Ela faz uma pose performática, com um dos braços levantados em direção a nuca e outro braço apoiado na cintura. Seus ramos e antebraço vestem uma luva de couro preta. Seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo que cai sobre o ombro direito. Usa um chapéu preto com uma tira de cristais no laço. Ao fundo estão vários homens, alguns vestem sapatos e chapéus pretos, outros estão fantasiados de maneira circense. Alguns desses homens oferecem notas de dinheiro à atriz." width="1680" height="1050" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-.jpeg 1680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1--800x500.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1--1024x640.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1--768x480.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1--1536x960.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1--1200x750.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30463" class="wp-caption-text">Os figurinos são tão intrínsecos às narrativas que uma mesma história pode ser repetidamente notada na categoria, como ocorreu com Moulin Rouge, nas versões de 1952 e de 2001, e com O Grande Gatsby, que saiu vitorioso em 1974 e pelo remake de 2013 (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de um entendimento de qual direção a Academia costuma tomar para premiar as melhores vestimentas, e uma análise dos indicados em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> é possível desprender algumas problemáticas, desde a criação da categoria, e levantar motivos plausíveis pelos quais esta deveria ser mais prestigiada. A premissa é que um bom filme está diretamente atrelado com um </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de figurino notável. Assim, os indicados sempre são as obras que atingem boas avaliações em outras modalidades técnicas, em meio a raras exceções. Esse ano, os cinco indicados a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/melhor-figurino/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Figurino</span></a><span style="font-weight: 400;"> também ganham destaque em mais categorias e premiações, o que reforça importância do </span><i><span style="font-weight: 400;">costume design</span></i><span style="font-weight: 400;"> em meio a falta de interesse pelo departamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pela indicação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o favorito da temporada, inclusive para Melhor Filme, também se destaca pelo figurino assinado por </span><span style="font-weight: 400;">Shirley Kurata. Por outro lado, </span><a href="https://personaunesp.com.br/elvis-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elvis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parece adotar um favoritismo com produções da veterana </span><span style="font-weight: 400;">Catherine Martin, além de receber outras indicações, como a de Austin Butler para Melhor Ator. </span><a href="https://personaunesp.com.br/babilonia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Babilônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi reconhecido pelas criações de vestuário de Mary Zophres e também entrou na disputa para o prêmio de Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte. Em seguida, </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/meu-nome-e-dolemite-exala-a-moda-dos-anos-1970/"><span style="font-weight: 400;">Ruth Carter</span></a><span style="font-weight: 400;"> assina as vestes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/black-panther-wakanda-forever/"><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra: Wakanda Forever</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme que ganhou notoriedade nas demais premiações da temporada, e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, recebe outras três indicações. </span><a href="https://personaunesp.com.br/sra-harris-vai-a-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sra. Harris vai a Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o único que não recebeu menções em outras categorias, contudo os </span><i><span style="font-weight: 400;">designs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jeanny Beaven também foram destacados em eventos anteriores.</span></p>
<figure id="attachment_30465" aria-describedby="caption-attachment-30465" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-scaled.jpeg" alt=" Imagem de divulgação dos indicados ao Oscar 2023 de Melhor Figurino. Ao lado esquerdo está escrito “Oscars noventa e cinco” em vermelho. Abaixo está escrito “Nominees for Costume Design&quot;. Ao lado direito estão os indicados, e abaixo do nome de cada indicado está o nome do designer responsável, em letras brancas. Estão escritos “Babylon” por “Mary Zophres”, &quot;Black Panther: Wakanda Forever’ por “Ruth Carter”, “elvis” por “Catherine Martin”, Everything Everywhere All at Once” por “Shirley Kurata” e “Mrs. Harris Goes to Paris” por Jenny Beaven”. Nas bordas da imagem há os formatos geométricos triangulares vermelhas." width="2560" height="1338" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-800x418.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-1024x535.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-768x401.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-1536x803.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-2048x1070.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-2-1200x627.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30465" class="wp-caption-text">Filmes que eram considerados fortes candidatos pelas suas vestimentas, como Amsterdam, The Batman e Blonde acabaram ficando fora da lista dos indicados ao Oscar de Melhor Figurino de 2023 (Foto: Academia de Artes e Ciências Cinematográficas)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como fica claro em todas as indicações desse ano, o figurino na produção cinematográfica é um elemento que auxilia na clareza e veracidade da narrativa. Toma-se como exemplo vencedores de edições anteriores, como </span><a href="https://youtu.be/rB7HBbxVieI"><i><span style="font-weight: 400;">O Gladiador</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Ridley Scott, o Melhor Filme do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2001 que também levou o prêmio de Melhor Figurino, sendo as roupas umas das responsáveis pela construção da história concisa, que se passava em um império romano convincente. Já em 2004, </span><a href="https://youtu.be/6RnajZ3ryII"><i><span style="font-weight: 400;">O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei </span></i></a><span style="font-weight: 400;">também levou as duas estatuetas, destacando o vestuário do mundo fantástico de </span><a href="https://www.google.com/search?client=safari&amp;rls=en&amp;q=Peter+Jackson&amp;si=AEcPFx6l3RvH8SFlhHZyn7jIc6m2bU9vmoFvFAMQv2WWSYjXN9fQ-TibHBjE9QlTPg1y4MJTU-UCgkhxrjXL8ScSMngzEJgVQHqjtHBrNChpIKWy91csxewmpxT1dV5Il-OCF7isb2B8_gKRcq7pvfm-wP7gCZTSAyldqbh6maK7cWlqCg9kP3xI5-o33kR7YQuMEM8wRf05&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwi66IyTxbj9AhVPrJUCHWLIBv4QmxMoAHoECFAQAg"><span style="font-weight: 400;">Peter Jackson</span></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de criar mundos e reviver o passado, as vestimentas por muitas vezes assumem papel central em um enredo, como por exemplo o mistério envolto no traje que oculta </span><a href="https://tenpiecesofeight.com/2022/04/the-fascinating-inspiration-behind-star-wars-iconic-costumes/"><span style="font-weight: 400;">Darth Vader</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/star-wars/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e no próprio indicado deste ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sra. Harris vai a Paris</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja história gira em torno das criações do estilista francês, Christian Dior. Portanto, o figuro serve para situar o tempo e espaço no qual a narrativa é contada, além criar situações, atribuir valores, designar a índole, sinalizar a evolução, o estado emocional e social das personagens.</span></p>
<figure id="attachment_30466" aria-describedby="caption-attachment-30466" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30466" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-scaled.jpeg" alt="Cena dos bastidores do filme &quot;Sra. Harris vai a Paris. Ao centro está a atriz Lesley Manville, uma mulher branca de sessenta e seis anos. Ela veste um vestido bufante verde, com broches de pedras brilhantes. O vestido não possui mangas. O cabelo da atriz está envolto por um turbante da cor rosa claro, de modo que apenas a franja do seu cabelo loiro está à mostra. A sua frente, está um ator que interpreta um estilista vestindo um jaleco branco. Ao lado dele está um homem vestindo um colete e blusa verde explicando algo para os atores. O homem veste uma máscara preta. Atrás da atriz, abaixada, está uma mulher vestindo um jaleco branco,mexendo na barra do vestido que Manville veste. Ao fundo está uma sala com três grandes janelas de vidro cobertas por cortinas brancas. Há cortinas verdes amarradas ao lado de cada janela. Nessa sala também há um espelho e duas cadeiras brancas." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1536x1024.jpeg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30466" class="wp-caption-text">Jenny Beavan já saiu vitoriosa duas das 12 vezes que foi indicada ao Oscar de Melhor Figurino, porém Sra. Harris Vai a Paris, tem uma proposta muito diferente do mundo apocalíptico de Mad Max: Estrada da Fúria e da excêntrica moda de Cruella (Foto: Universal Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com todas as evidências apontando para a importância do figurino no Cinema, sempre foi dado pouco destaque para o departamento, começando por sua emergência tardia no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. A categoria começou a fazer parte da premiação em 1948, 21 anos após a primeira edição. Nesse momento, a cor, elemento tão importante para Moda e para os filmes, fazia a divisão da modalidade em duas: melhor figurino em preto e branco e melhor figurino colorido. Dos vencedores em preto e branco são destacados os </span><i><span style="font-weight: 400;">designers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://therake.com/stories/icons/celluloid-style-la-dolce-vita/"><i><span style="font-weight: 400;">La Dolce Vita</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Federico Fellini, por saltar a memória à elegância de </span><span style="font-weight: 400;">Anita Ekber</span><span style="font-weight: 400;">g e Marcello Mastroianni, e os modelos vestidos por Marilyn Monroe em </span><a href="https://estantedasala.com/figurino-mais-quente/"><i><span style="font-weight: 400;">Quanto Mais Quente Melhor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor em 1960. Da subvisão em colorido, </span><a href="https://fashionhistory.fitnyc.edu/1963-mankiewicz-cleopatra/"><i><span style="font-weight: 400;">Cleópatra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1963, é um destaque e o vestuário que dá vida a rainha marca o visual </span><i><span style="font-weight: 400;">camp</span></i><span style="font-weight: 400;">, que chegou junto com o </span><i><span style="font-weight: 400;">cinemascope</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa distinção foi abandonada em 1957, um marco na história do Cinema como um todo, pois é quando ocorre a consagração da técnica da película em cor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio aos anos nos quais a categoria distribuía dois prêmios, foi criado o Sindicato dos Figurinistas, em 1953. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">costume designers</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre viveram perante a resistência do resto da Academia, mas, na época, a indústria cinematográfica urgia por uma reforma que visasse a valorização dos profissionais. Um dos motivos para tal pouco caso pode ser a falsa associação da mulher com a moda, no sentido de “</span><a href="https://www.cartacapital.com.br/blogs/fashion-revolution/o-machismo-da-frase-moda-e-coisa-de-mulher/"><i><span style="font-weight: 400;">moda é coisa de mulher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, e assim como tudo que é atribuído ao sexo feminino é levado ao desprestigio. Esse binarismo abre espaço para o desmerecimento da categoria, por acabar tendo mais nomes femininos do que masculinos. </span></p>
<figure id="attachment_30464" aria-describedby="caption-attachment-30464" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-4-.jpeg" alt="Cena do filme Bonequinha de Luxo. Ao centro estão os atores George Peppard e Audrey Hepburn. Peppard está ao lado esquerdo, ele é um homem branco com cabelos castanhos bem penteados. Veste um paletó preto por cima de uma camisa branca, e uma gravata preta. Ele olha para Hepburn que está ao seu lado direito. Hepburn é uma mulher branca com cabelos castanhos presos em um coque alto e volumoso. Ela veste um vestido preto e usa um maxi colar preto e branco e um brinco preto redondo. Com a mão esquerda ela segura um copo de vidro que contém um líquido amarelo translúcido. Com a mão direita segura um porta cigarro longo." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-4-.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-4--800x600.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-4--1024x768.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-4--768x576.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30464" class="wp-caption-text">O vestuário criado por Pauline Trigère e Hubert de Givenchy, que dá vida a personagem de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, é um dos maiores exemplos de como o figurino pode se tornar o símbolo de determinadas produções (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de outras categorias mais destacadas, como Melhor Direção e Melhor Roteiro, a de Melhor Figurino está repleta de </span><a href="https://stealthelook.com.br/mulheres-no-cinema-a-diferenca-que-faz-o-nosso-olhar-em-producoes-audiovisuais/"><span style="font-weight: 400;">mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a falta de consideração para tal pode ser mais um sintoma do machismo incubado na indústria. Seguindo o mesmo raciocínio, uma das maneiras de desvalorizar o trabalho delas é associá-los à futilidade e à inutilidade, bem como aconteceu com a Moda. Esse viés distorcido é ainda mais problemático dentro do Cinema, já que, aqui, as vestimentas possuem uma função além de representar esteticamente os movimentos politicamente e sociais, pois assume papel central nas narrativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os indicados desse ano, nota-se mais um problema com a categoria: a falta de espaço para figurinistas emergentes. A Academia se repete ao nomear e premiar diversas vezes os mesmos </span><i><span style="font-weight: 400;">designers</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando pouco espaço e incentivo para novos nomes. A pessoa mais indicada na história da modalidade foi </span><a href="https://youtu.be/gCmXDnneSlg"><span style="font-weight: 400;">Edith Head</span></a><span style="font-weight: 400;">, figurinista dos anos 50 que vestiu tantas vezes </span><span style="font-weight: 400;">a atriz Audrey Hepburn. Incluindo os prêmios por </span><i><span style="font-weight: 400;">Princesa e o Plebeu</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 1953, e</span> <a href="https://www.latimes.com/archives/la-xpm-2010-oct-24-la-ig-edithredux-20101024-story.html"><i><span style="font-weight: 400;">Sabrina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 1956, ela venceu oito estatuetas, em um total de 35 indicações. Em 2023, a vantagem vai para Martin, que já venceu o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> duas vezes e, </span><span style="font-weight: 400;">além de Bevan e Carter, que possuem uma vitória cada, Zophres já foi indicada quatro vezes. A única profissional que concorre pela primeira vez é Kurata, trazendo uma perspectiva diferente para a categoria.</span></p>
<figure id="attachment_30467" aria-describedby="caption-attachment-30467" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-5-.jpeg" alt=" Cena do filme Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo. A atriz Stephanie Hsun, uma mulher jovem de ascendência chinesa. Ela veste uma peruca com madeixas cor de rosa e um terno branco adornado por lantejoulas douradas, com um decote contornado por um tecido vermelho. Ao seu entorno há pequenos papéis coloridos cintilantes, como se tivessem caindo do teto. " width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-5-.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-5--800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-5--1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-5--768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-5--1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-5--1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30467" class="wp-caption-text">O longa Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, dos diretores Daniel Kwan e Daniel Scheinert, marca a estreia da figurinista Shirley Kurata no Cinema, já que antes trabalhava com o audiovisual na publicidade (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe-se bem que existem algumas preferências da</span> <span style="font-weight: 400;">Academia na entrega da estatueta de Melhor Figurino, o que pode se tornar repetitivo, gerando desinteresse. Porém, algumas dessas predileções se justificam, pois são nessas produções que o </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de figurino tem maiores oportunidades para mostrar seu valor. Uma das escolhas preferidas são as obras de época, ainda que nesse ano não haja nenhum filme representante: na história do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, oito já saíram vitoriosas. E não é à toa. Nesse gênero, o </span><i><span style="font-weight: 400;">costume de design</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a chance de dizer, em claro e bom tom, o poder que possui de transportar para outro tempo. Ajudam a contribuir tanto para a interpretação, ao vestirem imperadores e imperatrizes com em </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/anna-karenina-leva-o-premio-de-melhor-figurino-do-oscar-2013/"><i><span style="font-weight: 400;">Anna Karenina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2013, quanto para a representação mais fiel possível de momentos clássicos, como visto em </span><a href="https://anastasiabrownn.medium.com/sofia-coppolas-marie-antoinette-its-masterful-costume-design-84b8145ed79d"><i><span style="font-weight: 400;">Maria Antonieta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor em 2007. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro gênero que possui a cara do vencedor de Melhor Figurino para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o guarda roupa de mundos fantásticos. Dos clássicos vitoriosos </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Senhor dos Anéis</span></i><span style="font-weight: 400;">, esse ano a indicação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra: Wakanda para Sempre </span></i><span style="font-weight: 400;">representa as vestes de um mundo fictício e extraordinário. A indicação é importante para a </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i> <a href="https://ew.com/movies/black-panther-wakanda-forever-costumes-ruth-e-carter/"><span style="font-weight: 400;">Ruth Carter</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se consagrou a primeira mulher negra a vencer a categoria em 2018, pelo <em>prequel</em> do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em uma parceria com </span><i><span style="font-weight: 400;">Adidas</span></i><span style="font-weight: 400;">, Carter traz para o filme a junção da tecnologia do </span><i><span style="font-weight: 400;">design 3D</span></i><span style="font-weight: 400;">, com referências à mitologia africana e maia, além de elementos e artefatos de tribos africanas reais, como a Mursi</span><span style="font-weight: 400;"> e a Surma. Somam-se a isso elementos oceânicos, como conchas e algas, para vestir a civilização aquática, Taloqan. Portanto, </span><span style="font-weight: 400;">a profissional possui o repertório e a propriedade necessários para trazer substância a uma produção na qual a estética do </span><a href="https://www.ruthecarter.com"><span style="font-weight: 400;">afrofuturismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos focos.</span></p>
<figure id="attachment_30461" aria-describedby="caption-attachment-30461" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-6.jpeg" alt="Cena do filme Pantera Negra Wakanda Forever. Ao lado esquerdo está a atriz Angela Bassett, uma mulher negra de sessenta e quatro anos. Ela veste um traje branco com uma grande babado. Seus cabelos estão ocultos, pois ela veste na cabeça uma espécie de coroa branca, com formatos geométricos. Em sua fase há pintura de tinta branca. Ao seu lado esquerdo está uma pessoa de rosto coberto por um capuz branco, e veste um traje branco também. Ela segura a máscara do Pantera Negra. Ao fundo vislumbra-se um cortejo de pessoas de vestes brancas, algumas árvores e algumas construções." width="2000" height="1250" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-6.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-6-800x500.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-6-1024x640.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-6-768x480.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-6-1536x960.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-6-1200x750.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30461" class="wp-caption-text">Além de vencer o Oscar de Melhor Figurino por Panthera Negra, Carter já foi indicada pelos seus designs em Malcolm X e Amistad (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> também sempre está de olho em produções cuja temática é a própria Moda. Nesses filmes, o </span><i><span style="font-weight: 400;">costume design</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem o seu momento de glória, como em </span><a href="https://youtu.be/gE77ZTdejMI"><i><span style="font-weight: 400;">Trama Fantasma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> de Paul Thomas Anderson, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Coco Antes de Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Anne Fontaine. Dos indicados na categoria em 2023, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sra. Harris vai a Paris </span></i><span style="font-weight: 400;">é o delegado da vez. </span><span style="font-weight: 400;">Além de reafirmar o cenário nos anos 50, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;"> Jenny Beavan tinha incumbência de fazer os olhos brilharem com os modelos desfilados nas ruas de Paris e nas passarelas representadas no longa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produções de musicais são uma outra preferência da premiação. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Moulin Rouge</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2002, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chicago</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2003, houveram obras do gênero vencendo a categoria por dois anos consecutivos. Neste ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elvis</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa o musical indicado: com as criações de </span><a href="https://youtu.be/WELj4bNm_Aw"><span style="font-weight: 400;">Catherine Martin</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">o </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de figurino vê mais uma vez a chance de replicar vestimentas de figuras emblemáticas. O estilo icônico de Elvis Presley caiu em Butler como uma luva e Martin conseguiu recriar as jaquetas de couro e trajes decotados do músico de maneira que não parecem uma fantasia, mas sim, a própria pele do rei do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock n’ roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. A indicação também é mérito dos deslumbrantes conjuntos utilizados por Olivia Djonga, que interpreta Priscila. A história do artista jamais poderia ser contada sem a presença das roupas espalhafatosas e marcantes do artista. </span></p>
<figure id="attachment_30468" aria-describedby="caption-attachment-30468" style="width: 2280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7.jpeg" alt="Desenhos da designer Catherine Martin do figurino do filme Elvis. Os desenhos são feitos em lápis e aquarela. Estão desenhadas três silhuetas de Austin Butler interpretando Elvis Presley. Butler está desenhado como um homem branco e de cabelos castanhos arrumados em um topete. No desenho da esquerda, Butler veste um conjunto branco por cima de uma camisa preta. No desenho do centro, Butler veste um conjunto rosa, com ombreiras pretas, sobre uma camisa preta. No desenho do lado direito, Butler veste uma camisa rosa desenhada com rabiscos na cor preta e uma calça cinza escuro, afivelada por um cinto marrom escuro. O fundo do desenho é na cor cinza claro, com sombras atrás de cada desenho de Butler." width="2280" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7.jpeg 2280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7-800x386.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7-1024x494.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7-768x371.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7-1536x741.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7-2048x988.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-7-1200x579.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30468" class="wp-caption-text">A figurinista Catherine Martin trabalhou em parceria com Miuccia Prada, já que a grife vestiu o Elvis Presley da vida real (Foto: Catherine Martin Designs/Style Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma indicação que parece estar em desvantagem comparada às demais é a de Shirley Kurata, por </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">. O gênero do filme parece não se encaixar em nenhuma das direções que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">costuma tomar para a categoria de Melhor Figurino. Na realidade, a produção não tem a cara da premiação em nenhum aspecto, contudo, segue sendo a preferida nessa temporada, rendendo prêmios nas mais diversas modalidades. Kurata expressa a representatividade asiática por sua nacionalidade nipo-americana. Contudo, as indicações que costumavam aparecer com esse </span><i><span style="font-weight: 400;">background</span></i><span style="font-weight: 400;"> remeteram a obras de época da China imperial, como na indicação de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre e o Dragão</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.google.com/search?client=safari&amp;rls=en&amp;q=Ang+Lee&amp;si=AEcPFx7vX9d0csuZ34IzPRSXb-Am7ArFzT07KJPtO1vMthDIwjk2V4axWk1AA7Owr49SFEridlT1wsPANNPF8-lewSQ_99L6jpzn2Vba3IeJAyKMnFNPZTDbMnMQocXgiN-sIcEulihuuf0w7y_Mz3nYAUF_dk1kW-162jfScqdfqDtPfXg9tTqv4lW11a2XBx_v1RFMoMxz&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwilkLDH2rv9AhU_EbkGHXQsCOwQmxMoAHoECG4QAg"><span style="font-weight: 400;">Ang Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">, produção na qual a própria Michelle Yeoh fez parte. Aqui, as vestimentas criadas por Kurata, além de representarem o cotidiano, conquistaram menções graças às peças extravagantes vestidas por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oHxQJPgkAH4"><span style="font-weight: 400;">Stephanie Hsu</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Yeoh nos múltiplos universos. A força do figurino é pela contribuição à estética megalomaníaca e de confusão perpétua, diante da possibilidade de diversas possibilidades que o filme oferece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar o panorama dos indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Figurino de 2023, deve-se sempre considerar a boa parceria entre a direção e o </span><i><span style="font-weight: 400;">costume designer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse ano, destacam-se duas colaborações que funcionam bem em conjunto. A primeira delas já foi citada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Elvis</span></i><span style="font-weight: 400;">, pois Luhrmann e Martim já trabalhavam juntos para retratar a comunidade artística parisiense de meados do século XIX, em </span><a href="https://youtu.be/w7wktsNGWsI"><i><span style="font-weight: 400;">Moulin Rouge!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e novamente em 2013 para conhecer os luxuosos nova-iorquinos da década de vinte em </span><a href="https://youtu.be/BHVnpNGWY0M"><i><span style="font-weight: 400;">O Grande Gatsby</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, a indicação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Babilônia,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.google.com/search?client=safari&amp;rls=en&amp;q=Damien+Chazelle&amp;si=AEcPFx7HnMxbNS2egwqbd2fGseeWkZi3ZCVlQ3vY-NLoLE7SWQQtWtV3-9IHABoy8lDr7lYDRDTJiMa5lkUmLlb9hMB4dRxEvD4QDjk3x0Ig2NfLnHfwp38Dvroug8MDFgvdydER_kC6uAozD1J2186mN00l0oYwPUkFbCQmC4G7Nq749z51p7EuguUUyADegPhYwbPydU9J-Iqo3oUIfeG3LN_ZT_YZaA%3D%3D&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjMxojusb79AhV5AbkGHT6JDSMQmxMoAHoECG0QAg"><span style="font-weight: 400;">Damien Chazelle</span></a><span style="font-weight: 400;">, reencarna outra dupla dinâmica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A figurinista Mary Zophres já trabalhou com</span><a href="https://www.google.com/search?client=safari&amp;rls=en&amp;q=Damien+Chazelle&amp;si=AEcPFx7HnMxbNS2egwqbd2fGseeWkZi3ZCVlQ3vY-NLoLE7SWQQtWtV3-9IHABoy8lDr7lYDRDTJiMa5lkUmLlb9hMB4dRxEvD4QDjk3x0Ig2NfLnHfwp38Dvroug8MDFgvdydER_kC6uAozD1J2186mN00l0oYwPUkFbCQmC4G7Nq749z51p7EuguUUyADegPhYwbPydU9J-Iqo3oUIfeG3LN_ZT_YZaA%3D%3D&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjMxojusb79AhV5AbkGHT6JDSMQmxMoAHoECG0QAg"><span style="font-weight: 400;"> Chazelle</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://youtu.be/CMrSKy2yjV4"><i><span style="font-weight: 400;">La La Land</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, apesar de não ter vencido a estatueta, construiu um dos figurinos mais belos já vistos em narrativas sobre a contemporaneidade. Na produção mais recente, as roupagens </span><span style="font-weight: 400;">estiveram</span><span style="font-weight: 400;"> encarregadas de trazer o âmago das personagens dos anos loucos de Hollywood. Uma extensa pesquisa foi feita a respeito das vestimentas dos anos 20 e do próprio estágio no qual o </span><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">de figurino se encontrava na época, já que a obra mostra como eram os </span><i><span style="font-weight: 400;">sets</span></i><span style="font-weight: 400;"> de gravação durante a chegada dos filmes falados. Os trajes representam bem o estado de espírito de cada protagonista e vão acompanhando seus momentos de ascensão e queda. O vestido vermelho de Nellie LaRoy, interpretada por Margot Robbie, se movimentando ao som de majestosos trompetes não será esquecido.</span></p>
<figure id="attachment_30462" aria-describedby="caption-attachment-30462" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-8.jpeg" alt="Cena do filme Babilônia. Ao lado esquerdo está a atriz Margot Robbie, uma mulher branca com cabelos loiros esvoaçantes. Ela veste um vestido vermelho super decotado. Ao seu lado direito está o ator Diego Caval, um homem branco de cabelos curtos e pretos. Ele veste uma camisa branca por baixo de um paletó preto e usa uma gravata borboleta preta. Ao fundo vê-se as paredes externas de uma mansão, feita de pedras claras." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-8.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-8-800x420.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-8-1024x538.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/imagem-8-768x403.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30462" class="wp-caption-text">No material de imprensa do filme Babilônia, Zophres declarou que precisou elaborar sete mil figurinos para o longa, e Chazelle completa dizendo que as personagens se expressam por meio das roupas que vestem (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse último atributo ajuda a pensar em um elemento que agrega valor à categoria de Melhor Figurino. Afinal, na criação de um longa, o figurinista atua em parceria com os demais profissionais da indústria. Trabalhando de igual para igual e alinhado ao que a direção deseja comunicar, as </span><a href="https://youtu.be/48mrV0VZsWc"><span style="font-weight: 400;">roupagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> constituem um elemento vital para o desenrolar da história e a qualidade de uma produção. Não pode haver um bom filme sem um direcionamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;">, da mesma maneira que não há função em ótimo figurino dentro de um filme raso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante do panorama, a excelência do Cinema não pode existir sem o </span><a href="https://www.oscars.org/sites/oscars/files/teachersguide-costumedesign-2015.pdf"><i><span style="font-weight: 400;">costume design</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a existência dessa categoria em grandes premiações serve para consolidar o valor dessa profissão. A Moda e a produção cinematográfica convergem de tal maneira, que na elaboração de trajes convincentes e marcantes, o conceito do estilismo é elevado para outro patamar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;"> de figurino é, acima de tudo, um profissional do audiovisual e deve ser reconhecido como tal. Os melhores figurinistas são aqueles que, antes de adentrar o mundo do estilismo, viviam imersos no mundo cinematográfico e os filmes mais completos são também aqueles que tiveram as vestimentas bem desenvolvidas, de mondo que perduram na memória do público.</span></p>
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