O horror de Os Novos Mutantes

Poster do filme com estética dos anos 1980 no qual aparecem os cinco personagens principais. Ao fundo vemos um desenho estilizado de um urso com olhos vermelhos flamejantes. A frente o nome do filme também em vermelho.
Os Novos Mutantes (The New Mutants) teve sua data de estreia original marcada para abril de 2018 (Foto: Reprodução)

Ana Laura Ferreira

Que a pressa é inimiga da perfeição, todos nós sabemos, mas isso não quer dizer que tempo e qualidade necessariamente caminham juntos, sendo Os Novos Mutantes a prova viva disso. Com quase três anos de atraso para chegar às telas, o longa dirigido por Josh Boone se concretiza como uma amarga volta aos cinemas. Um trailer misterioso e a interminável espera, atrelados ao sedento desejo dos espectadores pela tela grande, foram a receita perfeita para a decepção e para o sentimento de desperdício de bons atores, boas histórias e bons personagens. 

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Extremismo e populismo andam juntos no segundo ano de The Boys

Nossos “mocinhos” do jeito que os conhecemos: sujos de sangue da cabeça aos pés (Foto: Reprodução)

Caroline Campos

Em Esquadrão Suicida (2016), Dexter Tolliver questiona o que aconteceria se o Superman resolvesse arrancar o teto da Casa Branca e levar o presidente embora. Até então, conhecendo o Homem de Aço, nós sabemos que é um cenário pouco provável, afinal, ele sempre esteve do nosso lado. Mas e se não estivesse? Como seria viver em um mundo com uma criatura tão poderosa e tão descontrolada ao mesmo tempo? A segunda temporada de The Boys, série da Amazon Prime Video, conseguiu nos dar doses cavalares dessa sensação assustadora ao amadurecer ainda mais o Capitão Pátria, uma versão insana e desequilibrada do último filho de Krypton.

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Watchmen é um testemunho atemporal

O tempo passa e, cada vez mais, Watchmen se mostra uma obra do agora, independente de quando e quem assistir (Foto: Reprodução)

Henrique Gomes

Watchmen é a série de quadrinhos definitiva. Criada por Alan Moore e Dave Gibbons, a HQ se baseia na problematização da realidade, em que cidadãos vestem máscaras e combatem o crime por conta própria. Temas como a salvação da humanidade, as fraquezas dos homens e a existência de um deus entre nós são abordados. Cada detalhe e cada referência na construção desse mundo é um reflexo da nossa sociedade como um todo. Os quadrinhos já faziam com maestria essa discussão política e social, e a minissérie de 2019 resgata e revigora isso.

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Vingadores: Ultimato acena para o futuro mas prioriza o passado

Vai existir um mundo pré e pós-Ultimato (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista 

Ultimato é o apogeu do cinema de heróis. Saúda o americanismo e reverencia tudo que a Marvel lançou as telonas nos últimos onze anos. O quarto capítulo dos Vingadores, aliás, pode (e deve) ser avaliado em duas correntezas: em primeiro lugar, o arco final dos mascarados, a finalização da Saga do Infinito; e, num segundo olhar, o filme é um grande manicômio criativo vomitado dos gibis. E nada poderia ser melhor.

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Shazam! é a palavra certa da DC

A sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, os poderes mágicos de Zeus, a coragem de Aquiles e velocidade de Mercúrio: Shazam! (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

A família está no centro de tudo. Shazam! é um filme sobre o coração dos bons e destemidos. Aqueles que, mesmo falhos, se tornam heróis. Billy Batson (Asher Angel) é um jovem que recebe poderes do Mago Shazam e, ao dizer seu nome em voz alta, assume a forma do homem perfeito. Na nova safra da DC Comics no cinema, o diretor David F. Sandberg adiciona sua visão elegante do terror a uma clássica história de origem.

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Vingadores – Guerra Infinita: o auge e o começo do fim

Os heróis enfrentam a maior ameaça do universo. (Foto: Reprodução)

Pedro Fonseca

Dez anos após o início de sua jornada nos cinemas, o Marvel Studios entrega em Vingadores: Guerra Infinita sua maior obra e define o ponto de virada  para o que vem a seguir. O filme representa o auge de toda a construção do universo de heróis e proporciona ao  público um reencontro com um vasto panteão repleto de seus astros. Porém, em meio a uma história repleta de heróis, é o vilão que toma a cena nessa saga. Continue lendo “Vingadores – Guerra Infinita: o auge e o começo do fim”

As super-heroínas da Marvel e o desgaste de ter que roubar a cena o tempo todo

(Créditos: Reprodução)

Lara Ignezli

O MCU (Universo Cinematográfico Marvel, do inglês original Marvel Cinematic Universe) completa em 2018 dez anos de existência. Desde que nasceu, 28 (isso mesmo, vinte e oito) filmes foram lançados e 0 (isso mesmo, zero) tiveram como personagem principal uma mulher. A primeira fase se iniciou com Homem de Ferro (2008), a segunda em 2013 com o lançamento de Homem de Ferro 3 e a terceira — e atual — vem em 2016 com Capitão América: Guerra Civil. Continue lendo “As super-heroínas da Marvel e o desgaste de ter que roubar a cena o tempo todo”

Vingadores: a realização do sonho nerd

A primeira aparição da equipe super heróis no cinema completa 6 anos em 2018

O filme foi responsável por reunir um dos maiores grupos de herói da Marvel. (Foto: Wikipedia.com)

Pedro Fonseca

Há 6 anos, os estúdios Marvel concretizaram um dos projetos mais ambiciosos do cinema nos últimos tempos. Com a estreia do filme Vingadores (2012), seu universo compartilhado, que já marcava quatro anos de existência ao longo de cinco filmes, finalmente tomou forma e estabeleceu uma base para as inúmeras produções que o estúdio lançaria nos anos seguintes, assim como para o ápice de toda essa história, que ocorrerá em “Vingadores: Guerra Infinita”.
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Pantera Negra: uma mensagem de diversidade

Em seis dias, o filme já conquistou a quinta maior bilheteria de estreia da história (Reprodução)

Pedro Fonseca E. Silva

Há 10 anos, a Marvel Studios iniciou um projeto ousado que renderia bilhões nas bilheterias mundiais com o filme Homem de Ferro (2008). Desde então, a empresa já conta com mais de uma dezena de filmes sobre super-heróis, conquistando um espaço único para si com sua famosa “Fórmula Marvel”. Enquanto muitos esperam a consagração de toda essa jornada com Vingadores: Guerra Infinita, recebemos um presente antecipado com a estreia de Pantera Negra, que traz consigo um ar revigorante para as adaptações de quadrinhos.

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Liga da Justiça carece de traços autorais e cai no ordinário

Filme relega a visão de Zack Snyder do Universo DC, mas tampouco é atraente como obra cinematográfica.

Lucas Marques

Dentre tantos defeitos que o primeiro longa-metragem da Liga da Justiça poderia ter, ele possui o pior: ser esquecível. Não há nada mais triste do que presenciar filmes eventos exorbitantemente caros serem tímidos e não despertarem fortes emoções. Também dirigido por Zack Snyder, o antecessor Batman v Superman é uma das obras mais esquizofrênicas que o mainstream já viu – objetivamente pior que Liga da Justiça -, mas ao menos se parece com um filme caro, capaz de gerar amor e ódio. Até hoje as pessoas discutem BvS. De Liga da Justiça não podemos esperar o mesmo. Continue lendo “Liga da Justiça carece de traços autorais e cai no ordinário”