excuse me, i love you: um presente em cheio para os fãs de Ariana Grande

Fotografia da artista Ariana Grande. De pé, a imagem capta suas pernas dobradas para o lado esquerdo e seus braços levantados. Ariana olha para o chão com a boca aberta. Seus cabelos castanhos são longos, na altura da cintura, e são divididos em um rabo de cavalo pela metade. Ela veste um sutiã e saia rosa e uma meia calça branca. Ariana está na parte central da imagem.
“Eu não acreditei que eu conseguiria fazer show algum, e agora chegamos a 80 shows”: em meio ao caos, Ariana Grande triunfa (Foto: Kevin Mazur)

Laís David

De cantora prodígio na Broadway, atriz da Nickelodeon até grande nome da música pop, foi quase impossível não escutar sobre Ariana Grande na última década. Entre álbuns que lideram os charts, um Grammy, múltiplos hits e turnês esgotadas, ela alcançou sucesso em tudo que se propôs. Agora, a jovem se aventura estreando na Netflix com excuse me, i love you, um show e documentário sobre a última turnê de Grande, a Sweetener World Tour.

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O Bloco na Rua de Ney Matogrosso e o grito de resistência da música brasileira

Capa do álbum "Bloco Na Rua" de Ney Matogrosso. A imagem tem um fundo preto e Ney está alinhado à direita e o lado esquerdo de seu corpo está levemente virado para a câmera. Ney veste uma roupa dourada que cobre seus ombros e seu rosto, mas não totalmente, pois o tecido possui uma transparência que nos permite enxergar ligeiramente sua expressão. Ele está olhando para a câmera, com uma expressão séria, e maquiagem preta ao redor dos olhos. A roupa possui alguns adereços pendurados, todos dourados, assim como toda a roupa.
Capa do álbum Bloco na Rua (Foto: Marcos Hermes)

Marina Ferreira

O instrumental misterioso, de um crescendo de guitarras e sintetizadores, com um quê de bateria ao fundo nos coloca sentados na plateia do teatro vazio, de olhos fixos no palco, na expectativa pulsante do abrir das cortinas para o espetáculo audiovisual, personificado na figura mística e quase mítica de Ney Matogrosso. Ele surge sob um único holofote, sua silhueta é viva e dançante em frente à um painel de luzes hipnóticas, vestindo seu figurino dourado e nada convencional e seu olhar faminto em busca de seu público, enquanto outras tantas luzes iluminam o palco e sua banda. 

Essa poderia ser apenas uma descrição de visões criadas ao apertar o play do trabalho mais recente do cantor. Mas é de fato a primeira imagem que nos surge ao nos depararmos com o registro visual da grande obra de Ney, Bloco na Rua, que lhe rendeu a indicação ao Grammy Latino 2020 na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. 

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Sandy e Junior relembram a nossa história

Foto: Reprodução

Ana Laura Ferreira

Algumas bandas, músicas e cantores são capazes de marcar toda uma geração. E, se você foi criança ou adolescente entre a década de 1990 e começo dos anos 2000, Sandy e Junior com certeza fazem parte da sua vida. Com canções icônicas e uma legião de fãs extremamente fiéis, os irmãos voltaram aos palcos depois de 12 anos para a felicidade geral da nação. A turnê, intitulada Nossa História, está passando pelas principais capitais do país e no dia 25 de agosto lotou, pelo segundo dia seguido, a arena Allianz Parque em São Paulo. Em uma noite mágica, mais de 45 mil pessoas cantaram em uníssono se a lenda dessa paixão faz sorrir ou faz chorar.

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Metá Metá retoma o essencial de sua origem para novas experimentações no Sesc

Persona acompanhou o show no dia 14 de agosto e comenta os melhores momentos da noite

Metá Metá
“Pra quem não conhece, Thiago França (dir.), Kiko Dinucci (esq.) e Juçara Marçal (centro)”, brinca Juçara enquanto agradece a presença da plateia no final do show (Foto: Reprodução)

Vinícius Nascimento

Composto por Juçara Marçal (voz), Kiko Dinucci (Violão) e Thiago França (saxofone) é a segunda vez do trio em para Bauru. Às 8 horas e meia do dia 14 de agosto no Sesc, quem esperava um show com banda acaba por ter uma surpresa: no palco, somente violão, sax e microfones. No fim do show conversando com a banda, Kiko é enfático ao dizer: “A força bruta do Metá Metá é essa formação em trio, as vezes a gente acha mais pesado do que show com banda”. Assim seguimos noite adentro, com os três amigos nos guiando dentro da atmosfera de sonoridades que nos hipnotiza.

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Como o Twenty One Pilots salvou o Lollapalooza Brasil 2019

Twenty One Pilots volta ao Brasil após três anos. (Foto: Rafaela Martuscelli)

Rafaela Martuscelli

Tudo bem, eu sei que houve outros shows tão bons quanto o deles. Alguns podem até ter sido melhor. E eu também sei que sou suspeita a falar, já que essa é uma das minhas bandas favoritas. Mas como acredito que festival não está passando por uma de suas melhores épocas, vou tentar convencê-los através de fatos, fotos e relatos de que aquela noite foi memorável e um dos maiores responsáveis foram o Twenty One Pilots.

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“Nunca nos separamos, sempre fomos os Tribalistas!”

A tribo em uma só voz (Foto: Heloísa Manduca)

Heloísa Manduca

Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio, trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo. Os Tribalistas – Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte – se apresentaram no último sábado, 18 de agosto, no Allianz Parque em São Paulo. A turnê Juntos Somos Um Só faz parte do segundo álbum homônimo do grupo lançado no ano passado (2017).

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João Rock 2018: A procura de uma reação

“Mas as pessoas na sala de jantar / Estão ocupadas em nascer e morrer”: o Tropicalismo completa 50 anos em 2018 (Foto: Reprodução)

Camila Araujo

A edição do João Rock 2018 homenageou o movimento tropicalista, que surgiu no final dos anos 60 representado, na música, por nomes como Tom Zé, Os Mutantes, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre outros. O movimento surgiu no auge da ditadura, em que a censura era uma frequência social. A turma da Tropicália clamava por sensibilidade, resistência e luta. Utilizavam-se de metáforas, performances, e diversos mecanismos para burlar o sistema. Não é por menos que Caetano e Gil foram exilados para a Inglaterra, além de muitos outros nomes a época.

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Em São Paulo, o Radiohead transformou falhas em arte

“Corações partidos fazem chover” (Foto: Rafael Tassio)

Gabriel Leite Ferreira

Eram pouco mais de oito horas da noite quanto Thom Yorke, Jonny Greenwood, Ed O’Brien, Colin Greenwood e Philip Selway adentraram o palco da Allianz Arena, no último domingo. O Radiohead não pisava em terras brasileiras desde 2009. As vendas aquém do esperado deixou certo gosto de decepção, mas, aos primeiros acordes de “Daydreaming”, falhas humanas foram esquecidas – ou quase.

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Com Lenine, público definitivamente não saiu só

Nada de solidão: Lenine cantou para todos (Foto: Heloísa Manduca)

Esbanjando bom humor, Lenine trouxe fusão entre ótimo repertório e crítica social

Guilherme Hansen e Heloísa Manduca

Enquanto a cidade de São Paulo viveu o festival de música Lollapalooza, Bauru não ficou de fora do agito. Aconteceu no último sábado, 24, no ginásio do Sesc, o show do cantor pernambucano-carioca Lenine. Com uma retrospectiva ao longo da sua carreira e menção em defesa do caso Marielle Franco, Lenine trouxe música boa para quem sabe ouvir.

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Test e Deaf Kids na Casa Orates: o barulho salva

O apocalipse virá de Kombi (Foto: Gabriel Leite Ferreira)

Gabriel Leite Ferreira

Na última sexta, uma Kombi estacionou em frente à Casa Orates. Anteriormente conhecido como Exílio, um dos poucos nichos underground de Bauru passou por reformulação esse ano, mas a proposta continua a mesma: fomentar a cena alternativa da região e inserir a cidade na rota de nomes proeminentes. Por isso a clássica Kombi do Test, que também trouxe o Deaf Kids para perfurar tímpanos bauruenses.

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