20 anos depois, Minority Report continua assustadoramente parecido com a realidade

Cena do filme Minority Report. No centro da imagem, temos o ator Tom Cruise, um homem branco de cabelos pretos escuros. Ele está vestindo uma blusa preta com gola levemente aberta perto do pescoço, e está com a mão direita vestida com uma luva preta com uma luz saindo de seu dedo levantada e apontada para frente. Ao seu redor, temos projeções de imagens aleatórias como a de um homem de terno à sua esquerda, uma mulher de camisola branca à sua direita e uma reta numérica à sua frente. A cena acontece em uma sala escura.
“Todo mundo corre”, tagline principal do marketing de Minority Report, condiz perfeitamente com Tom Cruise, o maior corredor de Hollywood (Foto: 20th Century Studios)

Nathan Nunes

Vinte anos distanciam o atual estado da sociedade do lançamento de Minority Report: A Nova Lei no longínquo ano de 2002. Já em comparação com o futuro retratado no filme de Steven Spielberg, são trinta e dois anos de separação. Seja olhando para frente ou para trás na linha do tempo, é interessante notar que essa obra, como toda boa ficção científica, é cada vez mais parecida com a realidade, em níveis bastante alarmantes e assustadores. 

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5 anos de Baby Driver: a essência do audiovisual ainda corre Em Ritmo de Fuga

Fundo rosa com nuvens brancas. Uma avenida com um carro vermelho sendo perseguido por carros policiais em velocidade. Ao lado direito, os respectivos personagens do filme Baby Driver: Doc, um homem branco de cabelos castanhos e óculos escuros veste um terno preto. Baby, um rapaz branco de cabelos castanhos com óculos escuros e fone de ouvido. Debora, uma mulher branca de cabelos castanhos presos e roupa de garçonete preto e branca. Bats, um homem negro de cabelos negros veste vermelho. Buddy, um homem branco de cabelos castanhos segura uma metralhadora. Darling, uma mulher branca de cabelos castanhos presos segura uma pistola.
Muito obrigado, senhoras e senhores, agora eu tenho que falar sobre o fabuloso, mais excitante: Baby Driver! (Foto: Sony/TriStar Pictures)

Leticia Stradiotto

Com o pé afundado no acelerador, o criativo Edgar Wright apresenta um passeio de motor que destaca-se entre as obras do gênero. Em Ritmo de Fuga, em inglês Baby Driver, realmente foge do estereótipo de outros feitos cinematográficos que envolvem crimes e carros em alta velocidade. Lançado em 2017, o primeiro filme realizado nos EUA pelo diretor tem a ambientação dos assaltos em Atlanta e resulta na combinação do romance com perseguições de carro, além de nos presentear com uma caracterização visual de tirar o fôlego.

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Uma década depois, ainda é uma delícia se afogar em An Awesome Wave

Foto da banda alt-J. Nela, os quatro membros estão em uma sala com panos brancos e uma forte luz amarela. Sobre eles, há uma luz branca quadrada, só que um pouco tombada para esquerda, de forma a fazer uma forma geométrica de cinco lados. Da esquerda para direita: Gwil Sainsbury, um homem branco e de cabelos loiros. Ele usa óculos, veste um suéter com listras horizontais e duas verticais na altura dos ombros e calça preta. Joe Newman, um homem branco de cabelos pretos cacheados. Ele veste uma jaqueta preta com uma camiseta por baixo e calça jeans preta. Gus Unger-Hamilton, um homem branco, alto de cabelos e bigode castanhos. Ele veste uma jaqueta, uma camisa xadrez e também uma calça jeans preta. Thom Green, um homem branco de cabelos e barbas castanhos claros. Ele usa um boné preto, uma camisa em cor escura e uma calça jeans também preta. Todos calçam um par de meias pretas e olham para um mesmo ponto abaixo deles.
Mesmo sendo seu debut, o disco ainda é o carro chefe dos ingleses (Foto: Noah Kalina)

Guilherme Veiga

Quando o mais novo álbum do alt-J, The Dream, estava prestes a ser lançado, muito se esperava que a banda britânica voltasse às suas raízes, mais especificamente as de uma década atrás. A razão disso é que seu registro de 2012, An Awesome Wave, vencedor do Mercury Prize, prêmio de Melhor Álbum Britânico daquele ano, é irretocável e até hoje é o cartão de visitas do grupo, que naquela época se tornou um expoente do indie britânico.

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Um brinde às batalhas internas e memórias da juventude em 15 anos de Skins UK

Fotografia da série Skins. A foto mostra quatro personagens principais da primeira temporada, da cintura para cima. Eles estão sentados, próximos da câmera, e todos são jovens. Da esquerda para a direita: Chris é interpretado por Joe Dempsie, um homem branco, de cabelos castanhos-claros, lisos e médios. Ele está sorrindo, usa uma camiseta cinza sobre uma blusa branca de mangas compridas e segura um jarro de vidro, que contém um líquido laranja, em uma das mãos. Ao seu lado está Sid, interpretado por Mike Bailey, um jovem branco. Ele tem cabelos lisos e escuros, que vão até a altura dos ombros. Usa um gorro preto sobre a cabeça e óculos retangulares. Ele tem um rosto fino, um nariz pontudo e usa uma camiseta azul. Ao seu lado está Maxxie, interpretado por Mitch Hewer. Mitch é um homem branco, de pele bronzeada, olhos azuis, rosto fino e cabelos loiros e lisos, com uma franja que cai sobre os olhos. Ele usa um moletom branco com listras. Por último, está Tony, interpretado por Nicholas Hoult. Ele é um homem branco, de olhos azuis, rosto fino e cabelos castanhos. Ele usa uma blusa preta de frio, com as mangas arregaçadas.
Oh baby, baby, it’s a wild world (Oh baby, baby, é um mundo selvagem) (Foto: E4)

Mariana Nicastro

A juventude é a fase da intensidade. De dramas, sensações, desejos e sonhos. Nela, as amizades são eternas, os amores são infinitos num dia, efêmeros no outro, e os problemas são o fim do mundo. É a fase da rebeldia e das descobertas. Há 15 anos, Skins (UK), ou Juventude à Flor da Pele, explorou tudo isso de forma intimista, sob perspectivas de distintos jovens ingleses que tinham uma coisa em comum: a consciência de que crescer não é fácil, mas que amizades, família e empatia tornam o processo menos cruel.

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30 anos de Barney e Seus Amigos: um dinossauro magenta é capaz de criar laços de amizade?

Foto do elenco do programa infantil Barney e Seus Amigos. Da esquerda para a direita na imagem: uma garota negra de olhos e cabelo escuros está sentada de lado em uma mureta, ela veste uma camiseta xadrez verde e calça e sapatos beges; uma garota branca de olhos e cabelo claros está apoiada com uma mão na corrente de um balanço, ela veste uma camiseta de manga longa azul e uma calça preta; um garoto branco de olhos e cabelo escuros está sentado no gramado com uma bola vermelha em uma de suas mãos, ele usa óculos de grau, veste uma camiseta xadrez azul, uma bermuda azul e calça um tênis preto com meias brancas; uma garota branca de olhos e cabelo escuros está sentada em um balanço ao lado de outra garota, ela veste uma camiseta branca coberta por uma peça rosa; a garota que divide o balanço é branca de olhos e cabelo claros, ela veste uma camiseta azul de botões, uma bermuda cinza e um tênis branco; atrás do balanço onde estão as duas meninas está Baby Bop, uma triceratops verde; um garoto branco de olhos e cabelo claros apoia uma mão na corrente do balanço enquanto segura uma bola de futebol com a outra, ele veste uma camiseta listrada preta e amarela, uma calça jeans azul e um tênis preto e branco; Demi Lovato, pele branca de olhos e cabelos escuros está sentade em uma bola azul, elu usa óculos de grau, veste uma camiseta listrada branca e azul, uma calça e tênis brancos; Barney, um tiranossauro rex magenta está ao lado de Lovato; Selena Gomez, uma garota branca de olhos e cabelo escuros está sentada em uma bola amarela, ela veste uma regata listrada vermelha e branca, uma bermuda jeans, um tênis cinza e meias brancas; B.J, um protoceratops amarelo está atrás de Gomez; um garoto branco de olhos e cabelo escuros está sentado na escada, ele veste uma camiseta de manga longa cinza, uma bermuda branca, um tênis vinho e meias brancas; o último garoto da direita está em pé na escada, ele é branco de olhos e cabelo claros, ele veste uma camiseta azul, uma bermuda marrom, um tênis cinza e meias brancas. O ambiente é um parque de tom marrom e gramado verde
Os trinta minutos de cada episódio de Barney & Friends provaram ser suficientes para fidelizar o laço de amizade com a audiência (Foto: Denis Full)

Nathalia Tetzner

O que é ser amigo? É brincar depois da escola? Ou ser uma família feliz? Não existe uma única resposta correta para a pergunta. Quando pensamos em amizade, é natural que a nossa mente nos teletransporte para a infância, momento em que os primeiros laços são criados. E não há nada que marque os primeiros anos de vida de alguém na mesma intensidade que um bom programa infantil com um personagem super carismático. Há 30 anos, Barney e Seus Amigos provaram que a amizade pode ser carregada de infinitos significados, pode acontecer de diversas maneiras e pode, até mesmo, ser feita entre crianças e dinossauros.

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A busca pelo amor ideal em meio aos desencontros de Duas Garotas Românticas

Cena do filme Duas Garotas Românticas. Na imagem, vemos uma mulher jovem à esquerda; de cabelos loiros com franja e lisos, soltos até os ombros; pele clara; segurando um trompete nas mãos. Ela está usando um vestido branco de comprimento acima dos joelhos, com recortes de cor rosa, que descem da cintura até a barra; e uma boina cor de rosa na cabeça. Ela está sorrindo, e está em pé. Ao lado dela, à direita, está outra mulher jovem. Ela tem cabelos ruivos, lisos, com franja, soltos, e de comprimento até os ombros. Ela está usando um vestido branco, de comprimento acima dos joelhos, com recortes amarelos, que vão da cintura até a barra; está sorrindo, enquanto segura um bandolim nas mãos, e está de pé. Atrás delas há uma parede de madeira branca; uma mesa de madeira com rosas em cima; um piano preto e dourado; e um violoncelo no lado direito. No lado esquerdo há uma janela de cor rosa aberta, e um espelho. O chão é de madeira. Está de dia.
Mesmo após 55 anos de seu lançamento, Duas Garotas Românticas continua intocável (Foto: Festival de Cinema Francês Varilux)

Sabrina G. Ferreira

Para amenizar os males emocionais causados durante a Segunda Guerra Mundial, nas décadas de 50 e 60, houve o que se pode chamar de Era de Ouro dos musicais nos cinemas. Mostrando que é possível criar obras de qualidade fora dos muros de Hollywood, o diretor francês Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor, A Baía dos Anjos) se destacou com o sucesso de bilheteria lançado em 1967, Duas Garotas Românticas (Les Demoiselles de Rochefort), arrebatador tanto pela energia vibrante que provém de cada cena, quanto pela simplicidade da trama, ao tratar assuntos considerados sérios de forma leve e sutil. 

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O universo nunca mais foi o mesmo depois de conhecer a infinitude de Marisa Monte

Em 2021, o mundo de Marisa Monte dividido entre Infinito Particular e Universo Ao Meu Redor completou 15 anos (Foto: Marisa Monte)

Raquel Dutra

O planeta Terra não era habitado por Marisa Monte quando este iniciava o ano de 2006 ao completar mais um ciclo ao redor do Sol. Depois de dar à luz ao fenômeno romântico filho de Vênus batizado de Memórias, Crônicas e Declarações de Amor em 2000, a jovem deusa da música pop brasileira se recolheu. Para bem longe do brilho, grandiosidade e tudo mais que envolvia a ideia de sua ascensão escrita nas estrelas, cuja concretização nesta galáxia lhe era prometida desde os anos 90, Marisa Monte passou seis anos orbitando o seu próprio universo. 

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10 anos de Suck It and See: a sátira corrosiva que marcou profundamente o Arctic Monkeys

Capa do álbum Suck it and see, da banda inglesa Arctic Monkeys. Foto quadrada com um fundo branco, com os escritos suck it and see ao centro, em fonte de cor preta.
Suck It and See, um dos melhores álbuns do Arctic Monkeys, completou 10 anos de lançamento em 6 de junho de 2021 (Foto: Domino Records)

Bruno Andrade

É comum ouvir dizer que Alex Turner interpreta um personagem diferente em cada álbum, e que isso pode ser visto de forma mais visceral em Tranquility Base Hotel & Casino (2018) – o mais recente trabalho do Arctic Monkeys –, no qual ele realmente transforma-se em uma persona. Mas em Suck It and See, quarto álbum de estúdio do grupo, que completou 10 anos em junho deste ano, não é somente Turner que assume uma nova identidade. No disco, o quarteto inglês assumiu a influência do rock estadunidense – principalmente dos anos 1960 –, e deixou transcorrer por todas as faixas suas referências, dando ao projeto um ar de álbum conceitual. 

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Harry Potter e a Pedra Filosofal celebra 20 anos de magia e conceitos vazios

Cena do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal mostra um jovem branco, de cabelos pretos e óculos redondo, que veste uma jaqueta azul, com as mão elevadas tentando pegar uma das cartas ao seu redor. O fundo da imagem é coberto com mais cartas.
Há 20 anos, Harry Potter recebia a sonhada carta de Hogwarts (Foto: Warner Bros.)

Gabriel Gatti 

Foi durante uma noite tempestuosa que Harry Potter ouviu de Rúbeo Hagrid a frase: “Você é um bruxo, Harry”. A cena marcante do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal, lançado há 20 anos, abriu espaço para uma saga de oito longas registrando a história do bruxo órfão que luta contra o vil Lorde Voldemort. Como protagonista da trama, o jovem foi muito bem caracterizado de acordo com as descrições apresentadas por J. K. Rowling no  livro homônimo de 1997 que baseou o filme, como um garoto de 11 anos, magro, de cabelos pretos, olhos claros, óculos redondos e uma misteriosa cicatriz em formato de raio na testa.

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I’ve been a bad, bad girl: 25 anos da genialidade traumática de Fiona Apple em Tidal

Capa do álbum Tidal de Fiona Apple. Na imagem, apenas seu rosto aparece com muito zoom. Fiona é uma mulher branca de olhos azuis.
Em julho, Tidal comemora 25 anos (Foto: Columbia Records)

Laís David

Quando Fiona Apple subiu no palco do Video Music Awards para aceitar o prêmio de Melhor Nova Artista, em 1997, ela não tinha noção do impacto cultural de seu discurso. Se baseando na sua inspiração de infância, Maya Angelou, ela utilizou seu ínfimo espaço na premiação para professar uma queixa contra a indústria da música. “Esse mundo é uma porcaria. Você não deveria modelar a sua vida em torno do que você acha que nós achamos que é legal”. Mais de duas décadas depois do lançamento do álbum premiado naquela noite, Fiona Apple ainda nada contra a corrente com destreza.

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