Vencedores do Grammy Latino apresentam show envolvente e cheio de groove no Sesc Bauru
A turnê Força da Juventude marca um período crucial na carreira do trio de São Gonçalo, após vitória no Grammy e aclamação de grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso (Foto: Talita Mutti)
Talita Mutti e André Aguiar
Na última quinta-feira (15), o trio carioca Os Garotin se apresentou no Sesc Bauru com um show composto, principalmente, pelos destaques do disco mais recente do grupo, FORÇA DA JUVENTUDE (2026). Um pouco depois das 20h, o ginásio do Sesc estava cheio de fãs apaixonados, com as letras sensuais da banda na ponta da língua e prontos para dançar no que durou aproximadamente uma hora e 15 minutos de apresentação.Continue lendo “Os Garotin conquistam Bauru e mostram que estão na boca do povo”
A capa é assinada pelo fotógrafo Hugo Comte, conhecido por trabalhos com Dua Lipa e Caroline Polachek (Foto: U.F.O. Produções Artísticas)
Gabriel Diaz
Antes do lançamento, Jão disse que fez 14 músicas sobre a vida, nem sempre como ela é. A frase soa quase despretensiosa até se perceber que ela carrega, sem alarde, a chave de leitura de todo o álbum. Memórias Póstumas, quinto disco de estúdio e o primeiro após a quadrilogia de elementos do cantor, é sobre os acontecimentos como, de fato, foram e também sobre a forma como escolhemos lembrá-los depois que já não podem mais ser mudados.
Marina Sena mostra que ainda guarda muito a revelar (Foto: Gabriela Schmidt)
Tarsila Borsari
Para dar início ao esquenta do Carnaval de 2026, Marina Sena lançou oEP Marinada vol.01 ainda no final de dezembro de 2025. Um projeto curto, com seis faixas e cerca de 19 minutos de duração. O trabalho transita entre a pulsação do feriado nacional e canções mais tranquilas para embalar o verão. O título funciona como mais um ‘gostinho’ de seu último álbum, Coisas Naturais (2025).
Capa de Bossa Sempre Nova busca evocar a sofisticação e o imaginário cosmopolita do gênero (Foto: Pam Martins)
Arthur Caires
A Bossa Nova sempre foi mais do que um gênero musical. É um ideal de sofisticação e elegância que remonta os primórdios da música e do nosso contexto social. Desde que surgiu, carrega consigo a promessa de um Brasil cosmopolita, delicado e exportável – um imaginário que atravessou décadas e segue sendo sinônimo de credibilidade artística. É a partir desse desejo que Bossa Sempre Nova se apresenta. Para além de um disco, o álbum se impõe como uma estratégia: a de uma cantora pop contemporânea que decide vestir essa herança, buscando nela um repertório e, principalmente, um reposicionamento. A pergunta que paira, então, não é apenas se Luísa Sonza canta bem bossa nova, porém o que significa, hoje, querer caber dentro dela.
Despir-se de sua carapaça é um dos atos de coragem mais lindos presentes na produção de Luedji Luna (Foto: Álvaro Migotto)
Victor Hugo Aguila
Após quase três anos desde seu último lançamento, Luedji Luna retornou ao mundo da Música fazendo jus ao termo “artista”. Lançado no fim de abril de 2025, Um Mar Pra Cada Um abarca as angústias e prazeres do amor – ou da falta dele. Expoente da nova face do MPB e marcando o jazz e o neo soul com sua própria identidade, a indicada ao Grammy Latino utiliza o disco como uma resposta às questões íntimas que podem atravessar qualquer um que permita revelar humanidade.
O terceiro disco da cantora se apresenta como o mais maduro e artístico da sua carreira (Foto: Gabriela Schmidt/Sony Music Brasil)
Guilherme Barbosa
Desde sua estreia notável com De Primeira, Marina Sena tem trilhado uma jornada louvável na música brasileira. Transitando maravilhosamente entre o pop, a MPB e outros ritmos, seu estilo singular rapidamente cativou o público, garantindo-lhe um lugar de destaque no cenário mainstream do Brasil. Em Vício Inerente, a mineira demonstrou ainda mais audácia, explorando ritmos urbanos e experimentações sonoras que evidenciaram sua identidade artística. Agora, com o lançamento de Coisas Naturais, ela consolida essa evolução de forma surpreendente, apresentando um trabalho mais maduro, criativo e conectado com suas influências. Essa nova fase mostra que a cantora não tem medo de inovar e está sempre expandindo suas sonoridades e visuais de um jeito único.
Nos primeiros dez dias de lançamento, Caju recebeu 30 milhões de streams (Foto: BREU ENTERTAINMENT)
Jamily Rigonatto
Caju, um alimento popular da cultura brasileira que se desmancha em possibilidades: pode ser suco, pode ter a castanha extraída, pode ser polpa, só não pode ser por inteiro fruto, apesar de se parecer com um. É o tal pseudofruto, em parte fruta, em partepedúnculo floral. Na miscelânea de ser e não ser, Liniker escolhe sentir o gosto do indefinido e tirar a pele de Caju, álbum lançado em Agosto de 2024.
Jorge Ben Jor incorporou influências árabes, africanas e outros estilos como baião, rock e samba em sua Música, resultando em uma sonoridade única e inovadora (Foto: Philips)
Leticia Stradiotto
A Bossa Nova surgiu em 1958 no Rio de Janeiro, nas melodias de João Gilberto, que simplificou a batida do samba, dando origem a um estilo musical único e característico. Logo em 1962, Tom Jobim e Vinicius de Moraes juntam a beleza lírica e a melodia suave do estilo musical para originar o pote de ouro da música brasileira: a canção Garota de Ipanema.De fato, a chegada da década de 1960 trouxe efervescência ao cenário brasileiro, e quase parece que entre a Bossa Nova e o movimento da Tropicália não existia mais nenhum lugar de destaque no País Tropical. Mas ainda há um sobrando e que, graças aos deuses de outras galáxias ou de um planeta de possibilidades impossíveis, foi preenchido por Jorge Ben Jor.
O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui foi o primeiro disco de estúdio de Emicida (Foto: Laboratório Fantasma Produções)
Tharek Alves
Em 2013, com duas mixtapes e dois EPs lançados, Emicida já tinha grande impacto dentro do cenário do rap e era reconhecido como um grande músico e compositor. Contudo, foi apenas com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio que ele atingiu o público geral e consagrou seu nome dentro da música nacional. Após dois anos sem lançar novas composições, O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui foi uma volta do cantor para os fãs e, ao mesmo tempo, uma estreia para aqueles que ainda não conheciam suas obras.
Lançado em 21 de Agosto daquele ano, Emicida buscou no álbum a inovação, para evitar a mesmice e a repetição daquilo que já havia lançado. O rapper conseguiu isso através da mistura do rap com outros estilos musicais, como samba, rock e funk. Com letras pesadas e impactantes como Bang!, que relata as dificuldades de não se desviar de seu caminho e o racismo escancarado de nossa sociedade, e faixas suaves e românticas como a declaração de amor que é Alma Gêmea, o debute do artista veio para alcançar variados públicos e mostrar sua versatilidade musical.
O Escândalo Íntimo de Luísa Sonza é obra intimista e reveladora sobre o que se é, e o que não é (Foto: Olga Fedorova)
Costanza Guerriero
No dia 15 de Agosto, o Twitter ficou polvoroso com o lançamento de Campo de Morango, o lead single do terceiro álbum de Luísa Souza,Escândalo Íntimo. Tanto o videoclipe quanto a música em si pareciam ser uma confirmação de que a cantora só sabe compor letras vulgares e superficiais. Contudo, aqueles que estavam bem atentos sabiam que essa pequena prévia serviria para provar um ponto, que é uma das premissas do novo projeto: Luísa Sonza, como antes se conhecia, é uma fraude. Nesse lançamento, a artista potencializa sua voz e traz sua trajetória de amadurecimento como o centro da narrativa. Ela elabora conceitos visuais e sonoros acurados, apresentando referências explícitas e cristalinas, para que até mesmo aqueles que não querem possam enxergar.