Garota, Mulher, Outras e a sonoridade de cada pessoa

Capa do livro Garota, Mulher, Outras. A capa do livro apresenta um desenho de uma mulher negra que veste uma roupa preta e cinza estampada com flores e plantas. A mulher possui olhos pretos e cabelos pretos curtos, e usa ainda um brinco de pérola. O título do livro está no canto inferior direito em branco, e o nome da autora, Bernardine Evaristo, está na cor verde água. O cenário atrás da mulher é uma parede verde com estampa de folhas, e uma moldura de quadro. O selo da editora, Companhia das Letras, está em escritos brancos no canto superior esquerdo.
Garota, Mulher, Outras foi trazido ao Brasil pela Companhia das Letras com a cuidadosa tradução de Camila Von Holdefer (Foto: Reprodução)

Isabella Siqueira

A partir de uma narrativa quase poética e única, Garota, Mulher, Outras já pode (e deve) ser considerado um clássico da literatura britânica. Sua autora, Bernardine Evaristo, traça com cuidado as histórias de 12 protagonistas diferentes, que são ligadas por um fio condutor que compreende todo o século XX no Reino Unido. Indo além da riqueza de referências culturais, políticas e sociais que a obra apresenta, é no âmbito sentimental que a trama floresce.

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Apague a luz se for chorar: a (in)conformidade da existência

 A imagem tem um formato retangular com um plano de fundo azul. Podem ser vistos cinco exemplares do livro em posições aleatórias, ocupando grande parte da imagem. Atrás de todos os livros existe um sombreado em roxo. O livro possui uma cor base e de fundo alaranjado meio bege, com diversas imagens parecidas com galhos de árvore de cores, formatos e posições variadas. O título está centralizado e acima escrito em branco com letras maiúsculas e vazadas, enquanto o nome da autora está centralizado abaixo escrito em branco com letras maiúsculas e um pouco menores. No canto superior esquerdo está o logo do persona, um olho aberto com um triângulo ao invés da pupila e com uma cor vermelha. No canto inferior direito está o selo do time de leitores da Companhia das Letras, um selo azul, com uma circunferência branca no meio escrito em azul “time de leitores 2021” e dentro um círculo azul escrito “Companhia das Letras” em branco.
O romance é ambientado entre Brasília e Pirenópolis, cidadezinha no interior de Goiás (Foto: Caroline Campos)

Caroline Campos

O Persona é oficialmente um parceiro da Companhia das Letras – parte do Time de Leitores 2021. As resenhas dos livros selecionados sairão gradualmente, de acordo com o recebimento das obras. Em março, homenageando o mês da mulher, a obra escolhida para a parceria foi Apague a luz se for chorar, da goiana Fabiane Guimarães, que integra a #CompartilheLeiturasFemininas. O romance de estreia da autora é uma declaração de amor, cheia de afeto, às nuances da vida e aos vínculos familiares, mesmo os excepcionalmente desgastantes. 

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Solução de Dois Estados: um país onde não existe reconciliação

A imagem contém a capa do livro, e a versão dela sem o título a frente. Baseada na obra Carteira de Identidade (Auto Polegar Direito), do artista Rubens Gerchman, a capa é verde escura, com um rosto estampado em vermelho escuro, e com o nome do livro e do autor em letras brancas grandes, ao lado está a capa sem as palavras, e o rosto possui tom mais alaranjado.
Com o título como referência ao falho projeto de coexistência entre Israel e Palestina, o romance trata de uma relação familiar conturbada sem uma reconciliação eminente (Foto: Reprodução)

Isabella Siqueira

Dispensando sutilezas e panos quentes, Michel Laub escancara o Brasil com maestria em Solução de Dois Estados. Lançado em outubro de 2020, o premiado escritor traça uma narrativa sobre um problema familiar e privado para abranger todo o ódio existente entre dois lados opostos, mas igualmente raivosos e ressentidos. Apesar das primeiras impressões quanto a sinopse carregada, onde o primeiro pensamento é menos é mais, chega-se à conclusão de que seus exageros são carregados de verdades.

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