O Batman de Matt Reeves se vinga dos filmes de super-heróis

Cena do filme Batman. O Batman (Robert Pattinson) olha através de um vidro molhado, para frente. A metade superior de seu rosto é coberta por um capacete preto que mostra apenas os olhos. Ele usa uma capa preta com um colarinho alto. Ele é um homem caucasiano, de olhos azuis. Uma luz amarela vem detrás dele, iluminando as gotas no vidro, fora de foco. Está de noite e tons escuros e amarelos aparecem atrás dele, também fora de foco.
O novo Batman pertence aos bissexuais emos que só usam couro (Foto: Warner Bros. Pictures)

Gabriel Oliveira F. Arruda

O anúncio de Robert Pattinson como o novo vigilante noturno da DC Comics provocou intensas reações entre os entusiastas mais fanáticos, desinteressados em separar o currículo extenso e impressionante do ator de seu papel como galã da saga Crepúsculo. No entanto, para aqueles de nós maduros o suficiente para não se importar com tal associação (o que é um morcego para quem já foi vampiro?), a expectativa para o novo longa só aumentou: afinal de contas, o que seria o Batman de Pattinson?

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A terceira temporada de Titãs é tão caótica quanto Gotham City

Original do HBO Max, a terceira temporada de Titãs chegou à Netflix em Dezembro de 2021 (Foto: HBO Max)

Jamily Rigonatto

Em 2018, as primeiras fotos das gravações de Titãs foram divulgadas e a impressão inicial deixou a sensação que a produção viria com data de validade. A série live-action propôs mostrar uma nova face do famoso grupo de super-heróis e os desvincular da imagem juvenil e imatura das animações. Abandonando o formato cômico e desaforado de algumas franquias do DC Universe, como é o caso de Esquadrão Suicida e Aves de Rapina, Titans planejava se ancorar em um tom mais agressivo e noturno. Agora, a obra audiovisual chega ao seu (improvável) terceiro ano com um enredo repleto de pontas soltas e decepções. 

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Batman – O Cavaleiro das Trevas III: mais um retrato da paranoia de Frank Miller

Continuação do quadrinho clássico começa bem, mas é logo barrado pela cruzada antiterrorista do autor.

Dark Knight III

Após uma sequência ruim de obras, Miller retorna a sua série mais conhecida. (Créditos: DC Comics)

Lucas Marques dos Santos

O primeiro Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, lançado em 1986, é um inegável marco nas histórias de quadrinhos ao situar os super-heróis em um ambiente político, de violência explicita e midiatizado. Junto com Watchmen, de Alan Moore, os quadrinhos de super-heróis começaram um movimento de conquista de um público que ia além do infanto-juvenil masculino já estabelecido. Hoje, 40 anos depois do original, O Cavaleiro das Trevas III está sendo publicado – por enquanto somente nos EUA com o título Dark Knight III: The Master Race. Entretanto muita coisa se passou e Frank Miller não é o mesmo. Continue lendo “Batman – O Cavaleiro das Trevas III: mais um retrato da paranoia de Frank Miller”

Batman Vs Superman: Uma batalha perdida

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João Pedro Fávero

Uma das adaptações mais esperadas pelos fãs de quadrinhos finalmente estreou. Quase três anos depois do seu anúncio na San Diego Comic-Con e depois de várias mudanças na sua data de estreia, “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” tem a missão de ser além de uma sequência para “O Homem de Aço”, uma adaptação da aclamada minissérie de quadrinhos “The Dark Knight Returns”, de Frank Miller, e o pontapé inicial para o universo cinematográfico apresentando os heróis da DC Comics. Um filme ambicioso, mas que, mesmo com as milhares de ideias que poderiam surgir para criar uma história coesa e empolgante, acaba sendo um longa-metragem desleixado e chato.

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Batman vs Superman: Uma lição de Umberto Eco sobre os mitos contemporâneos

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Eli Vagner F. Rodrigues

A estreia da semana “Batman vs Superman” consolida tanto a disputa DC vs Marvel no calendário anual dos blockbusters derivados dos quadrinhos quanto recoloca em cena dois dos mais lucrativos heróis da história do cinema. O filme, mais uma vez, vai dividir o público, não somente entre os que torcerão para o homem-morcego, herói sem poderes adquiridos, que conta apenas com sua força humana, notável inteligência e obstinação e os que torcem para o virtuoso alienígena semideus, dotado de força quase ilimitada, poderes ultra-humanos. Continue lendo “Batman vs Superman: Uma lição de Umberto Eco sobre os mitos contemporâneos”