Dependência emocional e ansiedade são as correntes de locket, de Madison Beer

Capa do álbum locket de Madison Beer. A imagem mostra a cantora Madison Beer, uma mulher de pele branca e jovem. Ela aparece de perfil, com os olhos baixos e uma expressão melancólica. Seu cabelo escuro está preso em um penteado meio-preso, com mechas soltas emoldurando o rosto. Ela segura delicadamente um medalhão dourado em formato de coração contra o peito. O fundo apresenta uma parede azul clara e o topo de um sofá vintage bege.
locket é o quarto disco da cantora (Foto: Epic Records)

Marcela Jardim

Madison Beer passou boa parte da última década ocupando um lugar ingrato no pop: visível o suficiente para gerar expectativas, mas sempre à sombra de um ‘potencial ainda não realizado’. Desde o início viral, ainda adolescente, sua trajetória foi marcada por tentativas de se desvincular da imagem de fenômeno da internet e se afirmar como artista completa. Silence Between Songs (2023) já indicava uma virada mais autoral e confessional; entretanto, ainda soava como um álbum de transição. Com locket, Beer finalmente parece entender que maturidade artística não é apenas cantar sobre dor, é organizá-la em uma narrativa coesa. O disco surge como um ponto de consolidação, em que a vulnerabilidade é uma forma de linguagem.

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A Morte do Robin Hood e a culpa que assola o cinema hollywoodiano

Aviso: Este texto contém spoilers

Cena do filme A Morte do Robin Hood. Plano médio de um cômodo rústico com paredes de pedra e arcos. Uma mulher de cabelo curto e vestido longo bege está de pé, segurando e observando atentamente a mão de um homem mais velho que está sentado na beira de uma cama de madeira. O homem tem longos cabelos grisalhos e barba, veste uma túnica branca e calças escuras, e olha para baixo. Uma luz azulada suave entra por uma abertura no alto da parede, criando uma atmosfera melancólica e de cuidado. Há um banco de madeira pequeno perto da cama.
Em 2021, o diretor Michael Sarnoski fez sucesso com o filme Pig (Foto: A24)

Guilherme Moraes

Há poucas semanas, Christopher Nolan fazia sucesso com A Odisseia (2026), uma adaptação da obra de Homero focada na culpa de Odisseu. Anos atrás, o próprio diretor lançou Oppenheimer (2023), uma história também de remorso, dessa vez pela criação da bomba atômica. Apesar das diferentes abordagens, A Morte do Robin Hood de Michael Sarnoski também percorre o caminho da culpa, porém, neste caso, focando em uma escala individual.

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A Sessão da Tarde mal pode esperar para passar O fim da rua em alguns anos

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A imagem mostra quatro pessoas dentro de um carro antigo de cor verde-clara. No banco dianteiro, um homem dirige enquanto uma mulher está ao volante; entre eles, no banco traseiro, estão dois jovens. Os quatro observam atentamente o que acontece ao redor, com expressões de preocupação e tensão. A cena é registrada de frente, através do para-brisa do veículo, com uma paisagem residencial ao fundo.
Anne Hathaway e Ewan McGregor vivem casal em mundo apocalíptico em O fim da rua (Foto: Bad Robot e Jackson Pictures)

Ana Beatriz Zamai

O fim da rua segue uma família dos anos 80 que é transportada para a era pré-histórica junto com todo seu bairro. Enquanto se defendem dos animais do período jurássico, eles tentam entender o que está acontecendo e como voltar para suas vidas comuns. Parece apenas mais um filme de ficção científica com dinossauros, seguindo o padrão de algum dos Jurassic Park, por exemplo, mas não é. Diferente da famosa franquia, o longa vai além de ser apenas uma perseguição entre monstros e humanos e coloca os personagens para explorar as relações familiares enquanto lutam pela própria vida.

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Em Homem-Aranha: Um Novo Dia todos se esqueceram de Peter Parker, incluindo o próprio

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Cena do filme Homem-Aranha: Um Novo Dia. Na imagem, um jovem branco de cabelos castanhos curtos e molhados, com o rosto suado, veste um moletom verde com capuz sob uma jaqueta escura. Ele está em um ambiente com paredes de concreto ao fundo.
O Homem-Aranha de Tom Holland volta a sua essência dos quadrinhos com este novo filme (Foto: Sony Pictures)

Stephanie Cardoso

O que torna uma interpretação do Homem-Aranha realmente marcante? Em menos de 20 anos, o amado amigão da vizinhança já teve três adaptações cinematográficas completamente diferentes entre si. A primeira – e a mais referenciada – teve Tobey Maguire no papel principal, trazendo uma versão que ficou eternizada na mente do público. Já a segunda trouxe Andrew Garfield no papel do herói aracnídeo e, apesar de interpretar o mesmo personagem, apresentou uma proposta bastante diferente. Anunciado em 2015, Tom Holland teve que encarar o desafio de ser o terceiro intérprete do famoso super-herói. O desafio não era pequeno, principalmente porque o público já tinha uma visão muito bem definida do que esperava de um bom filme do Cabeça de Teia.

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A Odisseia de Nolan é a representação heróica de um herói mundano

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Sob um céu pálido, um homem de barba grisalha e uma jovem com um lenço na cabeça encaram o horizonte com feições tensas e atentas. Ambos vestem trajes rústicos e estão cercados por uma imensa planície desolada de areia úmida, poças rasas e dunas ao longe.
Com orçamento de aproximadamente 250 milhões de dólares, é a produção mais cara feita por Christopher Nolan (Foto: Universal Pictures)

Lucas Barbosa

Após 72 anos da sua última grande produção nos cinemas, A Odisseia volta a grande tela com a magnitude de um poema épico da Grécia Antiga, o texto de Homero conta através de memórias a saga de Odisseu, Rei de Ítaca, que após a Guerra de Tróia, fica 10 anos na tentativa de voltar para sua terra natal. Coube a Christopher Nolan a responsabilidade de produzir, roteirizar e dirigir uma das maiores obras da humanidade. E para quem fez Interestelar (2014) e Oppenheimer (2023) é a garantia de um filme com todo o esplendor que a história precisa: Grandes navios, armaduras gigantescas, monstros grotescos, e uma fotografia primordial. O problema disso? A obra se simplifica em um filme de ação e em certo modo foge do épico mitológico do poema homérico.

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Os Minions e Monstros salvaram o cinema

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Cena do filme Minions e Monstros. Três minions estão em pé, cercados por velas acesas, em um ambiente que remete a um ritual. O minion do centro usa óculos de lente única e tem um livro aberto sobre uma caixa de madeira, com expressão séria. Ao fundo, um cartaz escrito "Minions y Monstras" mostra um rosto assustador e ilustrações de outros minions em pânico.
O longa estreou nos cinemas do Brasil em 2 de julho (Imagem: Universal Pictures)

Eduardo Dragoneti

Situado na Era de Ouro de Hollywood, Minions e Monstros fecha a trilogia derivada da franquia Meu Malvado Favorito (2010). Com um novo trio protagonista, James, Henry e Ed, o longa explora a importância da liberdade criativa, repudia a submissão e explora a amizade como os outros dois filmes da saga não haviam feito. Após mais uma procura incessante por um ‘mini-chefe’, os Minions, em especial James, se encontram no Cinema, onde viram celebridades nos anos 1920.

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Seja em 1980 ou em 2026, He-Man mostra que ainda tem a força em Mestres do Universo

No centro, He Man, herói loiro e musculoso, segurando uma grande espada apontada para cima sob um relâmpago azul. Ao redor dele aparecem guerreiros, criaturas fantásticas, Skeletor, um vilão encapuzado com aparência sombria e personagens com armaduras futuristas e armas. O fundo mistura tons quentes de fogo e destruição à esquerda com tons frios e mágicos à direita, além de um castelo ao fundo e exércitos posicionados dos dois lados, criando uma atmosfera épica de batalha entre forças do bem e do mal.
He-Man surge em novo filme irônico e nostálgico (Foto: Amazon MGM)

Ana Beatriz Zamai  

Pouco mais de quarenta anos depois do lançamento do desenho, He-Man (1983) retorna em seu novo filme Mestres do Universo (2026), estrelado por Nicholas Galitzine no papel do ‘cara mais poderoso do universo’. Apesar da história ser original da década de 80, o longa, produzido pela Amazon MGM, é ambientado nos dias atuais e é mais uma das apostas da Mattel em fazer uma releitura de clássicos, como foi com Barbie em 2023. Dirigido por Travis Knight, diretor de Kubo e as Cordas Mágicas (2016), Mestres do Universo mostra o retorno de Adam Glenn (Galitzine) para Eternia, sua terra natal, depois de 20 anos na Terra, onde se refugiou depois de seu mundo ter sido invadido pelo antagonista Esqueleto (Jared Leto). 

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Todo Mundo em Pânico 6 está perdido no tempo e já não sabe mais o que dizer sobre o gênero

Cena de Todo Mundo em Pânico 6. Plano médio de duas figuras sentadas lado a lado em um sofá, jogando videogame. À esquerda, uma pessoa fantasiada como o vilão Ghostface, usando a clássica túnica preta, luvas e uma máscara branca sorridente modificada. Ela usa fones de ouvido brancos sobre a máscara, segura um controle de PlayStation 5 branco em uma das mãos e acena com a outra aberta. À direita, o ator Marlon Wayans aparece sorrindo e cerrando os dentes de forma cômica, usando fones de ouvido gamer brancos e uma jaqueta verde-oliva com uma faixa branca no punho, enquanto segura outro controle. Ao fundo, há um castiçal escuro com velas acesas.
Depois da ausência no 3°, 4° e 5° filme, os irmãos Wayans retornam para a sequência (Foto: Wayans Bros. Entertainment)

Guilherme Moraes

Mais de 25 anos se passaram desde que o primeiro Todo Mundo em Pânico (2000) foi lançado com seu humor besteirol, suas sátiras à franquia Pânico e os clichês dos longas de terror. A série de filmes havia se encerrado em 2013 no seu 5° capítulo, porém, com o retorno da saga slasher, os irmãos Wayans não perderam a oportunidade de reunir o elenco original para mais uma paródia. No entanto, Todo Mundo em Pânico 6 parece não ter saído dos anos 2000 e encontra uma dificuldade imensa em entender as novas tendências do cinema de terror mainstream.

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O Mandaloriano e Grogu: Star Wars está de volta ao cinema, mas no piloto automático

Cena de O Mandaloriano e Grogu ambientada em uma cantina futurista com iluminação quente em tons alaranjados e avermelhados. Em primeiro plano, o Mandaloriano aparece em pé apoiado no balcão de madeira, usando sua armadura metálica preta e prateada com acabamento brilhante e capacete refletivo que cobre completamente o rosto. Uma faixa marrom atravessa seu peito com pequenos compartimentos metálicos presos ao traje. Sobre seu ombro direito está Grogu, pequena criatura verde de grandes orelhas pontudas e olhos escuros expressivos, envolta em um casaco grosso bege de tecido felpudo. Ao fundo, prateleiras iluminadas exibem frascos coloridos e objetos futuristas, enquanto o ambiente curvo da cantina reforça a estética clássica de Star Wars.
O primeiro teaser de O Mandaloriano e Grogu foi exibido no Super Bowl LX (Foto: Lucasfilm)

Eduardo Dragoneti

Sete anos separam Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019) de O Mandaloriano e Grogu (2026). Nesse intervalo, a Lucasfilm abandonou os cinemas para investir nas produções do Disney+, onde O Mandaloriano (2019) nasceu como a aposta mais bem-sucedida da franquia desde a trilogia original de George Lucas. A série transformou Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu numa dupla amada globalmente, e o anúncio do longa foi recebido com uma expectativa alta, já que Star Wars não passava nas telonas desde as sequels, que deixaram um gosto amargo na boca dos fãs.

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A Sombra do Meu Pai: quando o luto vira poesia

Homem negro adulto, vestindo camisa roxa listrada e um relógio no pulso direito, está sentado entre dois meninos, olha à frente com expressão séria. O garoto do lado esquerdo veste uma blusa clara de botões e carrega uma mochila nas costas; tem pele negra e cabelos crespos e curtos e apoia a mão no ombro do homem mais velho. Já o outro menino, também de pele negra e cabelo curto, descansa o rosto na mão. Ao fundo, há uma parede repleta de sapatos enfileirados.
“Isso quer dizer que pessoas que nos amam muito, nós não vemos elas com frequência?” pergunta Remi ao pai, se referindo a ele e a Deus (Foto: Filmes da Mostra)

Mariana Bezerra
A sombra do meu pai é resultado da união criativa entre os irmãos Akinola Davies Jr (diretor e co-roteirista) e Wale Davies (co-roteirista) e do mergulho de ambos em um passado íntimo em relação às interações de ambos com o falecido pai, que morreu quando os cineastas tinham apenas 2 e 4 anos, respectivamente. O que começou com uma carta de amor a um ente querido, feita por Wale durante uma aula de escrita criativa, se tornou um filme que marcou presença em grandes festivais, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto e o Festival de Cannes onde ganhou menção especial da Caméra d’Or – além da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na qual ganhou o prêmio da crítica. O longa também foi reconhecido no BAFTA, levando o prêmio de Melhor Estreia de Roteirista, Diretor ou Produtor britânico.

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