O Mandaloriano e Grogu: Star Wars está de volta ao cinema, mas no piloto automático

Cena de O Mandaloriano e Grogu ambientada em uma cantina futurista com iluminação quente em tons alaranjados e avermelhados. Em primeiro plano, o Mandaloriano aparece em pé apoiado no balcão de madeira, usando sua armadura metálica preta e prateada com acabamento brilhante e capacete refletivo que cobre completamente o rosto. Uma faixa marrom atravessa seu peito com pequenos compartimentos metálicos presos ao traje. Sobre seu ombro direito está Grogu, pequena criatura verde de grandes orelhas pontudas e olhos escuros expressivos, envolta em um casaco grosso bege de tecido felpudo. Ao fundo, prateleiras iluminadas exibem frascos coloridos e objetos futuristas, enquanto o ambiente curvo da cantina reforça a estética clássica de Star Wars.
O primeiro teaser de O Mandaloriano e Grogu foi exibido no Super Bowl LX (Foto: Lucasfilm)

Eduardo Dragoneti

Sete anos separam Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019) de O Mandaloriano e Grogu (2026). Nesse intervalo, a Lucasfilm abandonou os cinemas para investir nas produções do Disney+, onde O Mandaloriano (2019) nasceu como a aposta mais bem-sucedida da franquia desde a trilogia original de George Lucas. A série transformou Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu numa dupla amada globalmente, e o anúncio do longa foi recebido com uma expectativa alta, já que Star Wars não passava nas telonas desde as sequels, que deixaram um gosto amargo na boca dos fãs.

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A Sombra do Meu Pai: quando o luto vira poesia

Homem negro adulto, vestindo camisa roxa listrada e um relógio no pulso direito, está sentado entre dois meninos, olha à frente com expressão séria. O garoto do lado esquerdo veste uma blusa clara de botões e carrega uma mochila nas costas; tem pele negra e cabelos crespos e curtos e apoia a mão no ombro do homem mais velho. Já o outro menino, também de pele negra e cabelo curto, descansa o rosto na mão. Ao fundo, há uma parede repleta de sapatos enfileirados.
“Isso quer dizer que pessoas que nos amam muito, nós não vemos elas com frequência?” pergunta Remi ao pai, se referindo a ele e a Deus (Foto: Filmes da Mostra)

Mariana Bezerra
A sombra do meu pai é resultado da união criativa entre os irmãos Akinola Davies Jr (diretor e co-roteirista) e Wale Davies (co-roteirista) e do mergulho de ambos em um passado íntimo em relação às interações de ambos com o falecido pai, que morreu quando os cineastas tinham apenas 2 e 4 anos, respectivamente. O que começou com uma carta de amor a um ente querido, feita por Wale durante uma aula de escrita criativa, se tornou um filme que marcou presença em grandes festivais, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto e o Festival de Cannes onde ganhou menção especial da Caméra d’Or – além da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na qual ganhou o prêmio da crítica. O longa também foi reconhecido no BAFTA, levando o prêmio de Melhor Estreia de Roteirista, Diretor ou Produtor britânico.

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O Diabo Veste Prada 2 se veste de passado para se reinventar no novo

Duas mulheres estão lado a lado, encarando a câmera com expressão confiante. Ambas usam óculos escuros pretos e roupas em tons escuros. À esquerda, uma mulher mais velha, de cabelo curto grisalho, veste um blazer preto e brincos discretos. À direita, uma mulher mais jovem, com cabelo longo castanho ondulado, usa um colete preto com listras finas e um colar de pérolas.
A produção de O Diabo Veste Prada 2 mantém a essência e os principais criativos do original, incluindo o diretor David Frankel (Foto: Wendy Finerman Productions)

Catarina Pereira e Jhenifer Oliveira

Há 20 anos, O Diabo Veste Prada marcou uma geração traduzindo os bastidores da moda de luxo ao mundo e trazendo curiosidades sobre a produção editorial. O longa se tornou icônico, atingindo uma bilheteria de enorme sucesso – 326,6 milhões de dólares – e conquistando um Globo de Ouro e inúmeras outras premiações, como BMI Film Award e Satellite Awards, além de contar com as atuações brilhantes de Anne Hathaway e Meryl Streep. Em 2026, a obra ganha uma sequência que chega aos cinemas com muita antecipação do público.

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Bruno Mars espremeu completamente o suco de suas referências em The Romantic, e o gosto é familiar, mas azedo

Capa do álbum The Romantic. A imagem apresenta uma gravura do rosto de Bruno Mars, que veste uma faixa na cabeça e um casaco, inserida em uma moldura ornamentada com flores. O título do álbum aparece no canto superior esquerdo, na diagonal, e o nome do artista no canto inferior direito, alinhado na horizontal, ambos escritos com uma fonte de caligrafia urbana.
Bruno Mars assina a produção de The Romantic junto a D’Mile, conhecido por colaborar em projetos de Ariana Grande, H.E.R, Drake e Victoria Monét. (Foto: Atlantic Records)

André Aguiar

O que acontece quando fazer o que ninguém está fazendo te torna mais entediante do que original? Após um intervalo de 10 anos desde que lançou seu último projeto solo, Bruno Mars retorna com The Romantic, um trabalho em que o charme do Bruninho não é tão convincente como um dia já foi. Sua posição na indústria musical permite que ele não retroceda mesmo com críticas negativas e uma recepção agridoce do público. Entretanto, quem está aqui apenas pela boa música ainda se questiona se as decisões criativas do artista partem de um lugar de influência ou de conforto. 

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The Moment é uma experiência que apenas Charli XCX conseguiria criar

Charli XCX, uma mulher branca com cabelo ondulado escuro, está virada para a esquerda enquanto fala no telefone e na outra mão tem uma taça com bebida. Ela está de roupão branco e o ambiente é escuro.
Em fevereiro, Charli XCX lançou a trilha sonora oficial do filme de Emerald Fennell, Wuthering Heights (Foto: A24)

Isabela Nascimento

Depois de anos na tentativa de alcançar o sucesso mainstream, Charli XCX desistiu de se encaixar em um formato quadrado e resolveu apostar em si mesma em seu sexto álbum de estúdio, Brat (2024). Na sua era mais honesta, a britânica explorou suas inseguranças, questões com a fama, luto e sua vida como partygirl. O resultado foi um sucesso imediato e gigantesco, tornando-se uma popstar internacional nos seus próprios termos. 

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Super Mario Galaxy: O Filme não é feito para os fãs, e sim aos apaixonados

Cena animada colorida mostra quatro personagens voando pelo espaço em alta velocidade. Ao centro, um homem de bigode com boné vermelho e macacão azul cavalga um dinossauro verde de olhos grandes, que avança com a boca aberta. À esquerda, outro homem com roupa verde flutua com expressão determinada. À direita, uma princesa de vestido rosa e coroa dourada voa envolta por um brilho mágico. O fundo é um céu cósmico com partículas luminosas e rastros de energia em tons neon.
Além da trama principal, a sequência expande o universo da Nintendo com participações especiais e easter eggs para todos os públicos (Foto: Universal Pictures)

Gabriel Diaz

Antes mesmo do primeiro teaser ser lançado, os fóruns da internet fervilhavam com muitas teorias. Entusiastas de longa data do encanador bigodudo, que cresceram com os diversos jogos da franquia, esperavam com ansiedade o que a Nintendo e a Illumination teriam para oferecer como continuação de Super Mario Bros (2023). E quando as imagens chegaram, a euforia tomou conta.  Continue lendo “Super Mario Galaxy: O Filme não é feito para os fãs, e sim aos apaixonados”

Sistema prisional no Oscar: o documentário brutal que mostra a realidade por trás dos muros das penitenciárias no Alabama

Cena de Alabama: Presos do Sistema. Homens vestidos com uniformes brancos caminham em fila por um corredor ao ar livre cercado por grades e arame farpado, ao lado de um prédio carcerário.
“Como um jornalista pode ir para uma zona de guerra, mas não pode entrar em uma prisão nos Estados Unidos da América?” disse Melvin Ray, detento no Alabama, à documentarista (Foto: HBO Max)

Mariana Bezerra 

Qual a imagem que se tem de um presídio e da vivência dentro deles? Certamente não uma das melhores, nem das mais harmoniosas. Apesar do que parece óbvio, Alabama: Presos do sistema têm muito a dizer sobre esse contexto. A produção da HBO indicada ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Documentário, mostra que a realidade é muito pior do que se possa imaginar. Nesse sentido, o longa se destaca por atravessar os muros – literalmente – ao manter contato direto com os presidiários através de aparelhos telefônicos comumente contrabandeados obtidas a partir de mais de seis anos de investigação a respeito do sistema carcerário do estado do Alabama, nos Estados Unidos.

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Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando

Mulher loira com véu preto e vestido vermelho aponta um revólver em um palco, diante de uma plateia em um ambiente com cortinas douradas
Jessie Buckley interpreta três personagens totalmente distintas entre si (Foto: Warner Bros)

Ana Beatriz Zamai

Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em Hamnet (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em A Noiva!, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos anos 1930, que foi assassinada a mando de chefes da máfia, enquanto era possuída pelo espírito fantasmagórico e teatral de Shelley. Em uma mudança de cenários, Frank (Christian Bale), o monstro de dr. Frankenstein, implora pela ajuda da Dra. Euphronious (Annette Bening), cientista especializada em reanimação de organismos, para acabar com sua solidão que já dura um século. O monstro e a doutora desenterram Ida e a trazem de volta à vida, dando início à uma grande história de amor – ou de terror.

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Entre o homem e o mito: G-DRAGON leva a turnê e filosofia Übermensch às grandes telas

G-DRAGON caminhando em um show em meio a multidão. Fotografia retangular, ao fundo seus fãs no estádio, com o cantor ao centro. G-DRAGON é um homem asiático, de cabelos platinados com detalhes em azul. Ele veste uma regata branca, um sobretudo preto com botões brancos e detalhes de crochê na gola. Ele passa pela multidão enquanto canta e segura um microfone branco à sua frente.
G-Dragon caminha em meio a multidão durante a Übermensch Tour

Flávia Ferracini

Após oito anos longe dos palcos, G-DRAGON retorna com um projeto que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto existencial. Dirigido por Byun Jin Ho, G-DRAGON IN CINEMA: Übermensch acompanha a turnê mundial homônima de 2025, registrada em mais de dez países e lançada em mais de cinquenta – incluindo o Brasil, onde chega pelas mãos da Sato Company. O diretor, conhecido por outros trabalhos com G-DRAGON e BIGBANG, traz seu olhar que consegue equilibrar estética e introspecção, traduzindo a energia performática do artista em imagens que exploram o limite entre o humano e o sobre-humano – o que é ser ‘além do homem’ dentro de uma indústria que exige perfeição constante.

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Sirât é a estrada até lugar nenhum

Alerta: este texto contém alguns spoilers

Cena de Sirât. Quatro pessoas e um cachorro estão em uma vasta planície branca e árida, sob uma luz solar intensa. Em primeiro plano, uma mulher de cabelos escuros e vestido estampado vermelho observa o horizonte. Ao lado dela, dois homens estão sentados no chão junto a mochilas e um cachorro branco de pequeno porte. À direita, um homem grisalho de camisa azul está de pé, com a mão na cintura, observando os outros. O clima é de exaustão e desolação.
O diretor Oliver Laxe entrou em polêmica após citar suposto ufanismo de brasileiros na Academia do Oscar (Foto: El Deseo)

Guilherme Moraes

Sirât é o nome de uma ponte que supostamente liga o inferno ao paraíso. Louis (Sergi López) está procurando sua filha mais nova, junto com seu filho, Esteban (Bruno Nuñez Arjona); Jade (Jade Oukid), Tonin (Tonin Janvier), Bigui (Richard Bellamy), Stef (Stefania Gadda) e Josh (Joshua Liam Henderson) estão indo em direção a outra festa no deserto, porém, a travessia até ela será complicada. Dessa forma, os sete se juntam para atravessá-la. Oliver Laxe busca materializar o Sirât nessa jornada, no entanto, o filme esquece do destino, foca na trajetória e acaba em lugar nenhum.

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