Em 2021, o diretor Michael Sarnoski fez sucesso com o filme Pig (Foto: A24)
Guilherme Moraes
Há poucas semanas, Christopher Nolan fazia sucesso com A Odisseia(2026), uma adaptação da obra de Homero focada na culpa de Odisseu. Anos atrás, o próprio diretor lançou Oppenheimer(2023), uma história também de remorso, dessa vez pela criação da bomba atômica. Apesar das diferentes abordagens, A Morte do Robin Hood de Michael Sarnoski também percorre o caminho da culpa, porém, neste caso, focando em uma escala individual.
O Youtuber de apenas 20 anos traz sua websérie para as telonas (Foto: A24)
Davi Marcelgo
É o sonho de muitos cinéfilos estrear o primeiro longa-metragem aos 20 anos e fazer bem feito. É ainda mais tentador entrar para a história com 21 anos ao lançar Evil Dead (1981), como Sam Raimi fez. Kane Parsons conseguiu a proeza de ser contratado pela A24 aos 19 anos para levar aos cinemas a sua websérie Backrooms, disponível no YouTube. Ainda é cedo para cravar que seu found footage, Backrooms: Um Não-Lugar, entrou para a história ao lado de A Bruxa de Blair (1999) e REC (2007), mas enquanto o rolo gira, nota-se a competência do novato em causar medo e dominar a linguagem do Cinema. Continue lendo “Deixa o menino brincar: Kane Parsons e o seu Backrooms: Um Não-Lugar”
Em fevereiro, Charli XCX lançou a trilha sonora oficial do filme de Emerald Fennell, Wuthering Heights (Foto: A24)
Isabela Nascimento
Depois de anos na tentativa de alcançar o sucesso mainstream, Charli XCX desistiu de se encaixar em um formato quadrado e resolveu apostar em si mesma em seu sexto álbum de estúdio, Brat (2024). Na sua era mais honesta, a britânica explorou suas inseguranças, questões com a fama, luto e sua vida como partygirl. O resultado foi um sucesso imediato e gigantesco, tornando-se uma popstar internacional nos seus próprios termos.
O filme já acumula mais de 60 indicações e 32 vitórias na temporada de premiações de 2025 (Créditos: A24)
Isabela Nascimento
A ‘histeria feminina’, ou melhor, os sentimentos incompreendidos de mulheres sempre foram abordados nas grandes telas. Por muito tempo, essas emoções eram demonstradas por um olhar masculino extremamente limitado. Porém, agora vemos essas produções lideradas por diretoras que exploram as complexidades e consequências das opressões que as mesmas sofrem ou já presenciaram.
Timothée Chalamet tem construído uma carreira interessante com projetos diferentes entre si, como Duna, Me Chame Pelo Seu Nome e Wonka (Foto: A24)
Guilherme Moraes
Josh Safdie chamou muito a atenção em 2019 com o lançamento de Joias Brutas, ao trazer Adam Sandler sobre um papel mais ‘sério’ em um filme em que as ações e acontecimentos se engolem de tanta velocidade. Em Marty Supreme o diretor repete a dose, mas desta vez colocando um dos nomes mais interessantes da geração sob os holofotes: Timothée Chalamet. O intérprete se cria como um trambiqueiro que busca fazer sucesso no ping-pong, porém, mostra que o mais importante no esporte está fora dos ginásios.
Romy (Nicole Kidman) se envolve com Samuel (Harris Dickinson), um homem mais jovem em Babygirl [Foto: A24]Thaís França
O longa-metragem com direção de Halina Reijn (Morte Morte Morte) acompanha uma CEO de uma empresa, Romy, interpretada por Nicole Kidman, casada com o personagem de Antonio Banderas, Jacob. Os dois têm duas filhas e vivem o que parece ser uma família ideal, com boas condições financeiras sustentadas pelo cargo de grande importância que a protagonista carrega. Porém, sua vida vira de cabeça para baixo quando Samuel, interpretado por Harris Dickinson, aparece como estagiário em sua empresa.
O filme tem fortes inspirações em thriller eróticos dos da década de 1990, como Instinto Selvagem (1992) e Proposta Indecente (1993), ambos marcados por suas tramas de sedução, desejo e manipulação. Assim como essas obras, Babygirl explora a tensão psicológica entre os personagens, utilizando o jogo de poder e a dinâmica entre os gêneros como motor central da história, onde os personagens enfrentam as consequências de suas escolhas impulsivas e os limites da exploração de poder no contexto de suas relações íntimas e profissionais. Babygirl, assim, revisita esses elementos de forma moderna, mantendo a tensão e a exploração do desejo como temas centrais
A Fotografia do longa, por Jomo Fray, foi premiada no Black Reel Awards, cerimônia de reconhecimento de excelência de afro-americanos (Foto: A24)
Henrique Marinhos
Em meio à poeira e quietude do Mississippi, Todas as Estradas de Terra Têm Gosto de Sal (All Dirt Roads Taste of Salt, no original)desenha uma narrativa lírica e contemplativa sobre amadurecimento. Dirigido por Raven Jackson e produzido pela A24, o filme é uma coleção de memórias e silêncios que moldam a história de Mackenzie, interpretada por Mylee Shannon, Kaylee Nicole Johnson, Charleen McClure e Zainab Jah, cada uma em diferentes fases da vida.Continue lendo “No sopro da vida, descobrimos que Todas as Estradas de Terra Têm Gosto de Sal”
O longa fez parte do Festival Sundance nos Estados Unidos (Foto: A24)
Davi Marcelgo
A produção da A24, Eu Vi o Brilho da TV (I Saw The TV Glow, no original), longa dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, faz parte da seção Perspectiva Internacional na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Na trama, Owen (Justice Smith) é um garoto tímido que faz amizade com Maddy (Brigette Lundy-Paine), uma garota com muita personalidade, que apresenta a ele um programa de televisão sobre duas amigas com uma conexão psíquica. Anos depois, o protagonista questionará o que é ficção e realidade. Pode parecer que essa história é um suspense, mas, na verdade, é um drama queer.
Na semana de lançamento, MaXXXine arrecadou cerca de 6,7 milhões de dólares em bilheteria, atingindo a maior estreia da franquia (X e Pearl arrecadaram, respectivamente, 4,2 e 3,1 milhões) [Foto: A24]João Pedro Piza
Em Julho de 2024, MaXXXine estreou nos cinemas brasileiros com o hype e a expectativa lá em cima. Sequência do surpreendente slasher X e de seu prelúdio, o horror psicológico Pearl, ambos de 2022, este tinha a missão de dar continuidade à saga da protagonista interpretada por Mia Goth em um novo cenário. Poucos anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Maxine Minx se tornou uma estrela da indústria pornográfica e agora busca um lugar na Hollywood da década de 1980.
Cabeças falantes nem sempre precisam fazer sentido (Foto: Arnold Stiefel Company)
Guilherme Veiga
Um tablado preto de teatro. Uma luz no fundo, de onde vem um par de pernas que veste uma calça cinza clara e um sapato terrivelmente branco. Essas pernas chegam até um microfone e então é posto um rádio ao lado. A mão do corpo a quem pertence tais pernas dá play no aparelho, e então uma bateria digital começa aquela que seria uma das versões mais emblemáticas de Psycho Killer. A câmera sobe até o vislumbre de um jovial David Byrne e o resto é história. Assim começa aquela que, posteriormente, seria considerada a obra definitiva quando o assunto é filmes-concerto: Stop Making Sense.