A Sombra do Meu Pai: quando o luto vira poesia

Homem negro adulto, vestindo camisa roxa listrada e um relógio no pulso direito, está sentado entre dois meninos, olha à frente com expressão séria. O garoto do lado esquerdo veste uma blusa clara de botões e carrega uma mochila nas costas; tem pele negra e cabelos crespos e curtos e apoia a mão no ombro do homem mais velho. Já o outro menino, também de pele negra e cabelo curto, descansa o rosto na mão. Ao fundo, há uma parede repleta de sapatos enfileirados.
“Isso quer dizer que pessoas que nos amam muito, nós não vemos elas com frequência?” pergunta Remi ao pai, se referindo a ele e a Deus (Foto: Filmes da Mostra)

Mariana Bezerra
A sombra do meu pai é resultado da união criativa entre os irmãos Akinola Davies Jr (diretor e co-roteirista) e Wale Davies (co-roteirista) e do mergulho de ambos em um passado íntimo em relação às interações de ambos com o falecido pai, que morreu quando os cineastas tinham apenas 2 e 4 anos, respectivamente. O que começou com uma carta de amor a um ente querido, feita por Wale durante uma aula de escrita criativa, se tornou um filme que marcou presença em grandes festivais, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto e o Festival de Cannes onde ganhou menção especial da Caméra d’Or – além da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na qual ganhou o prêmio da crítica. O longa também foi reconhecido no BAFTA, levando o prêmio de Melhor Estreia de Roteirista, Diretor ou Produtor britânico.

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