Seja em 1980 ou em 2026, He-Man mostra que ainda tem a força em Mestres do Universo

No centro, He Man, herói loiro e musculoso, segurando uma grande espada apontada para cima sob um relâmpago azul. Ao redor dele aparecem guerreiros, criaturas fantásticas, Skeletor, um vilão encapuzado com aparência sombria e personagens com armaduras futuristas e armas. O fundo mistura tons quentes de fogo e destruição à esquerda com tons frios e mágicos à direita, além de um castelo ao fundo e exércitos posicionados dos dois lados, criando uma atmosfera épica de batalha entre forças do bem e do mal.
He-Man surge em novo filme irônico e nostálgico (Foto: Amazon MGM)

Ana Beatriz Zamai  

Pouco mais de quarenta anos depois do lançamento do desenho, He-Man (1983) retorna em seu novo filme Mestres do Universo (2026), estrelado por Nicholas Galitzine no papel do ‘cara mais poderoso do universo’. Apesar da história ser original da década de 80, o longa, produzido pela Amazon MGM, é ambientado nos dias atuais e é mais uma das apostas da Mattel em fazer uma releitura de clássicos, como foi com Barbie em 2023. Dirigido por Travis Knight, diretor de Kubo e as Cordas Mágicas (2016), Mestres do Universo mostra o retorno de Adam Glenn (Galitzine) para Eternia, sua terra natal, depois de 20 anos na Terra, onde se refugiou depois de seu mundo ter sido invadido pelo antagonista Esqueleto (Jared Leto). 

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Cidade Perdida é o conforto que estávamos precisando e não sabíamos

Cena do filme Cidade Perdida. No centro da imagem, vemos o ator Channing Tatum correndo ao lado do também ator Brad Pitt, que carrega a atriz Sandra Bullock em cima de um carrinho de construção. Tatum é um homem branco com cabelo preto semi raspado e veste blusa branca e calça bege. Pitt é um homem branco de cabelo loiro e veste uma camisa verde. Bullock é uma mulher branca de cabelo preto e veste um macacão rosa brilhante. Ao fundo, temos uma explosão acontecendo em uma floresta. A cena acontece durante o dia.
Conforto e escapismo ditam o tom da comédia romântica estrelada por Sandra Bullock e Channing Tatum (Foto: Paramount Pictures)

Nathan Nunes

Desde que nos entendemos por gente, somos ensinados a não julgar um livro pela capa. Esse ensinamento é válido em diversos contextos, e um deles é o Cinema. Uma prova recente disso é a comédia Cidade Perdida, cujo pôster principal possui duas imagens pavorosamente retocadas e artificiais dos protagonistas Channing Tatum e Sandra Bullock na parte superior, além de uma colagem dos coadjuvantes Brad Pitt, Oscar Nunez e Da’Vine Joy Randolph em meio a um efeito de explosão que parece saído do pacote mais básico do Photoshop

Não bastasse isso, seria fácil olhar com desdém para um filme como esse baseando-se em sua premissa, que já foi retratada diversas vezes no Cinema e cujas batidas se repetem: o romance desenvolvido em meio a uma trama de arqueologia, o casal que não se gosta no começo e vai se aproximando ao decorrer  do filme, o vilão caricato, entre outros. De fato, Cidade Perdida não se distancia de nenhuma dessas convenções e nunca tenta reinventar a roda desse subgênero, assumindo-se como pleno entretenimento escapista do início ao fim; e é justamente por isso que funciona tão bem. 

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