Steven Spielberg olha para o passado em Dia D e decide abandoná-lo

Cena do filme Dia DNa imagem, um campo de trigo é visto de cima. Nele, há agroglifos, marcações que OVNIS fazem em plantações. No centro da imagem, está o personagem Daniel vestindo uma jaqueta cinza e mochila nas costas.
Disclosure Day, no original, marca o retorno de Spielberg aos cinemas desde Os Fabelmans em 2022 (Foto: Universal)

Davi Marcelgo 

Natal Amargo (2026) e Socorro! (2026), de Pedro Almodóvar e Sam Raimi, respectivamente, representam fases diferentes desses autores. Enquanto o espanhol demonstra uma nova direção há pelo menos uma década, começando por Julieta (2016), se distanciando do humor histérico e das cores vibrantes, o entusiasta do Terror fez um filme sóbrio sem as características que o definem. Ambos os cineastas já possuem uma carreira extensa e essas produções dialogam com a atual etapa da vida em que estão. Almodóvar pensa os limites da autoria e os dilemas do século XXI, da morte à crise climática, e Raimi elimina a autoria em prol de uma história. Steven Spielberg, descontente com os Estados Unidos, abandona, até certo ponto, as marcas de seus longas para construir Dia D.  Continue lendo “Steven Spielberg olha para o passado em Dia D e decide abandoná-lo”

20 anos depois, Minority Report continua assustadoramente parecido com a realidade

Cena do filme Minority Report. No centro da imagem, temos o ator Tom Cruise, um homem branco de cabelos pretos escuros. Ele está vestindo uma blusa preta com gola levemente aberta perto do pescoço, e está com a mão direita vestida com uma luva preta com uma luz saindo de seu dedo levantada e apontada para frente. Ao seu redor, temos projeções de imagens aleatórias como a de um homem de terno à sua esquerda, uma mulher de camisola branca à sua direita e uma reta numérica à sua frente. A cena acontece em uma sala escura.
“Todo mundo corre”, tagline principal do marketing de Minority Report, condiz perfeitamente com Tom Cruise, o maior corredor de Hollywood (Foto: 20th Century Studios)

Nathan Nunes

Vinte anos distanciam o atual estado da sociedade do lançamento de Minority Report: A Nova Lei no longínquo ano de 2002. Já em comparação com o futuro retratado no filme de Steven Spielberg, são trinta e dois anos de separação. Seja olhando para frente ou para trás na linha do tempo, é interessante notar que essa obra, como toda boa ficção científica, é cada vez mais parecida com a realidade, em níveis bastante alarmantes e assustadores. 

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Sob um olhar sublime, Steven Spielberg refaz o amor perfeito

Cena do filme Amor, Sublime Amor. A cena mostra um close-up dos rostos de Mike Faist e David Alvarez, e no meio deles está o ator Ansel Elgort.
No filme de Steven Spielberg indicado a 7 Oscars, a vida tenta ser mais importante que o amor (Foto: 20th Century Studios)

Vitor Evangelista

Algo está vindo, algo bom… Para o cineasta que já realizou de tudo (dos tubarões assassinos aos soldados resgatados e os cavalos de guerra), o desafio de recriar seu musical favorito foi ideal para Steven Spielberg modelar, com as mãos e o coração, uma história clássica. A reimaginação de Romeu e Julieta, que foi batizada de West Side Story em referência ao cenário nova-iorquino e periférico da obra, surgiu em 1957 nos palcos do teatro. Quatro anos depois, Jerome Robbins e Robert Wise fizeram da peça um filme.

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