Never Rarely Sometimes Always: com que frequência você encontra a violência?

“Queria falar sobre todas as barreiras estruturais que existem para impedir que as mulheres tenham autonomia sobre seus corpos” disse Eliza Hittman, diretora e roteirista do filme (Foto: Focus Features)

Raquel Dutra

Violência é qualquer ação por meio da qual você trata o outro como objeto dos seus desejos, negando a ele elementos que chancelam sua própria condição de ser humano: sua liberdade, sua consciência, sua integridade, sua autoridade e emancipação sobre si mesmo…” disse mais ou menos assim minha professora de filosofia do ensino médio uma vez, apresentando uma definição pra esse termo que, às vezes de forma invisível, se faz quase onipresente na nossa realidade. 

E compartilho ela aqui – junto de uma memória profundamente pessoal – porque Never Rarely Sometimes Always (Nunca Raramente Às Vezes Sempre, numa tradução livre, assim mesmo sem pontuação) exemplifica perfeitamente essa definição. Além de apresentar uma narrativa sensível e (ainda) necessária sobre aborto e direitos reprodutivos, o filme é também um conto sobre violência, em suas mais diversas formas e em seus mais profundos impactos. 

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Enola Holmes ensina a diferença entre solidão e solitude

“Ela queria que eu encontrasse minha liberdade, meu futuro, meu propósito. Sou uma detetive, uma decifradora, alguém que encontra almas perdidas. Minha vida é só minha e o futuro depende de nós” (Foto: Reprodução)

Anna Clara Leandro Candido

A família Holmes vive há séculos no imaginário e coração de muitas pessoas ao redor do mundo. Sherlock, o personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle em 1887, já viveu inúmeras histórias e foi interpretado por diversos rostos, tornando-se uma figura amada do público. Foi sua influência que inspirou Nancy Springer a criar a irmã mais nova do famoso detetive, Enola Holmes. Agora, a história da caçula foi adaptada a um filme pela Netflix, trazendo uma narrativa não muito original, mas divertida, envolvente e repleta de assunto importantes para se refletir. 

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A revolução que Jogos Vorazes iniciou completa uma década

“E que a sorte esteja sempre ao seu favor” (Foto: Reprodução)

Anna Clara Leandro Candido

Durante a primeira década do século XXI, o mundo cinematográfico e literário foi tomado por grandes franquias. Desde a representação de uma sociedade bruxa até um mundo pós-apocalíptico, as histórias sobre revoluções com ruptura de padrões antiquados e preconceituosos estavam captando cada vez mais a atenção dos jovens-adultos. Incentivando-os a lutar por uma sociedade melhor e mais justa, tomar a iniciativa e se levantar contra as injustiças. Dez anos atrás, o livro Jogos Vorazes chegou ao Brasil trazendo consigo esses mesmos conceitos.

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O Diabo de Cada Dia falha em se destacar da obra original

Arving Russel (Tom Holland) é o eixo principal deste drama policial (Foto: Reprodução)

Gabriel Fonseca

O Diabo de Cada Dia (The Devil All The Time) é um filme que tenta corresponder à experiência literária da obra original e, com isso, perde a sua essência. Esta adaptação do primeiro romance de Donald Ray Pollock, traduzido como O Mal Nosso de Cada Dia, gerou grandes expectativas no público, e o fez acreditar no investimento de sua produção, que escolheu nomes em alta para compor o elenco.

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O Dilema das Redes aponta erros muito grandes para soluções moralistas

O documentário expõe que os problemas das redes sociais não são ilegais, e sim um método padrão desse esquema de negócio (Foto: Netflix/Reprodução)

Bruno Andrade

O documentário recém-lançado da Netflix, O Dilema das Redes, dirigido por Jeff Orlowski, se inicia com um questionamento a todos os personagens dessa história. “Qual é o problema?” parece ser a pergunta que guia os entrevistados e, embora todos apontem os erros com certa facilidade, não conseguem manter a mesma assertividade quando tentam apontar a solução do problema.

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Lady Gaga debate saúde mental através de um sonho conceitual em 911

Gaga começa o curta no meio do deserto cercada por romãs (Foto: Interscope Records)

Gabriel Gatti

Não falta conceito para a era Chromatica e para Lady Gaga. Lançada em fevereiro de 2020, a primeira faixa divulgada do novo álbum da cantora foi Stupid Love, na qual os fãs foram convidados a entrarem em um mundo criado pela Mother Monster. O clipe, entretanto, falhou na hora de entregar a ideia. O excesso de chroma key e os looks toscos comprometeram o conteúdo do vídeo. Com Rain On Me não foi muito diferente: a parceria com Ariana Grande resultou em um hit aclamado pelos fãs, porém deixou a desejar ao focar demasiadamente na coreografia e não pensar na construção de uma narrativa. No entanto, o mesmo erro não ocorreu no curta-metragem de 911. Dirigido por Tarsem Singh (Dublê de Anjo, 2006), o vídeo traz história, figurinos bem produzidos e muito conceito.

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Mulan mostra que a diversidade também deve estar atrás das câmeras

Por causa da pandemia de Covid-19, o filme foi lançado diretamente na plataforma de streaming Disney+ por US$ 29,99, cerca de R$ 160 reais (Foto: Reprodução)

Ellen Sayuri

Com tantos filmes live-actions sendo produzidos, finalmente chegou a vez de Mulan. Claro que essas produções sempre estão sujeitas a dar certo, como A Bela e a Fera e a dar errado, como O Rei Leão. Afinal, dependendo da animação, é impossível trazer alguns elementos para o mundo real sem parecer estranho. Sem contar que as expectativas sempre são altas, porque o público espera uma adaptação fiel ao material original. Nesse caso, podemos incluir filmes que se originaram de livros também. Bem, se você espera que Mulan seja igual a animação de 1998, pode se decepcionar. 

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25 anos de Seven: senhoras e senhores, temos um homicídio

A grandiosa dupla do filme: Pitt e Freeman (Foto: Reprodução)

Vitor Tenca

A crença de que a Terra era quadrada caminhava lado a lado com a ciência em épocas passadas e, junto consigo, diversas teorias do que existia do outro lado eclodiram. Quem criou uma passagem um tanto quanto maluca foi Dante Alighieri em seu livro A Divina Comédia, que se baseava na ideia de que o inferno possuía níveis para cada pecado capital. Mas não é apenas nesse período que sua obra é utilizada como fonte de inspiração. Em Se7en – Os Sete Crimes Capitais, David Fincher esculpe seu antagonista mais diabólico para contrastar com seu caráter messiânico, quase saído do Purgatório.

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Quase Uma Rockstar veio para preencher nossos corações com esperança e empatia

Amber (Auli’i Cravalho) e seus amigos (Foto: Reprodução)

Mauê Salina Duarte

Quase Uma Rockstar chegou a Netflix no finalzinho de agosto, e já está fazendo barulho na plataforma de streaming. O filme é baseado no livro All Together Now, escrito por Matthew Quick, o mesmo autor de O Lado Bom da Vida. O longa tem direção de Brett Haley, diretor de Por Lugares incríveis. A mais nova produção cinematográfica tem estilo adolescente mas, não pense que se trata de romance platônico, líderes de torcida ou qualquer outro clichê do cinema americano teen. Aqui a história é outra: a adaptação de Quase Uma Rockstar mistura drama e amadurecimento, com doses de humor e romance.

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30 anos de Os Bons Companheiros: amigos, amigos, negócios à parte

As criaturas e seu criador: o elenco de Os Bons Companheiros acompanhado de Martin Scorsese (Foto: Reprodução)

Caroline Campos

“Desde que consigo me lembrar, eu sempre quis ser um gângster. Para mim, ser um gângster era melhor do que ser Presidente dos Estados Unidos”. É com essa frase que Martin Scorsese, um dos diretores mais incansáveis em atividade, decide nos apresentar a Henry Hill, seu protagonista de quiçá o maior filme sobre máfia já produzido: Os Bons Companheiros. Baseado em verdadeiros mafiosos, a obra, que completa 30 anos em 2020, integra a vasta e variada filmografia do diretor nova-iorquino, que abrange desde filmes sobre boxe até documentários de grandes estrelas do rock. Continue lendo “30 anos de Os Bons Companheiros: amigos, amigos, negócios à parte”