Em O Cavaleiro dos Sete Reinos, Westeros finalmente olha para baixo

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Em um acampamento ao ar livre, um homem jovem de cabelos claros segura uma criança no colo enquanto ambos comemoram. O homem, vestindo uma túnica simples esverdeada, ergue o punho fechado e grita com entusiasmo. A criança, careca e vestida com roupa marrom rústica, levanta o braço com o punho cerrado, sorrindo amplamente. Ao redor, diversas pessoas também celebram, algumas com braços erguidos e outras se abraçando. Ao fundo, tendas de tecido claro e árvores verdes compõem o cenário.
As novelas que inspiraram a série foram publicadas entre 1998 e 2010 e sempre se destacaram por mostrar Westeros sob uma perspectiva mais cotidiana deste universo (Foto: HBO)

Eduardo Dragoneti

Há uma cena no primeiro episódio de O Cavaleiro dos Sete ReinosO Cavaleiro Andante – em que um dragão de marionete aparece em quadro visivelmente menor do que o protagonista, Ser Duncan, o Alto (Peter Claffey). E como nada é por acaso no universo das Crônicas de Gelo e Fogo (1996 – atualmente), a escolha da direção artística (John Merry) é certeira. A cena é a série inteira resumida num único plano. Depois de anos retratando os Targaryens incendiarem cidades e dragões rasgarem o céu de Westeros, a HBO escolheu contar a história do homem que cabe no mesmo enquadramento que o símbolo máximo de poder deste mundo, apostando que isso seria suficiente para nos prender por seis episódios (e spoiler: foi além do esperado).


A obra foi lançada em janeiro de 2026 com uma divulgação mais tímida do que A Casa do Dragão (2022 – Atualmente), sem abertura grandiloquente com uma trilha icônica e episódios de 30 a 35 minutos que terminam antes que você perceba. A série adapta as novelas homônimas de George R.R. Martin e se passa cerca de noventa anos antes dos eventos de Game of Thrones (2011). No centro da trama está o cavaleiro errante, sem senhor, brasão respeitável e sem a menor ideia de quem é ou pode vir a ser. Ao seu lado, um garoto de cabeça raspada chamado Egg (Dexter Sol Ansell), que carrega um segredo considerável no sobrenome que finge não ter. A premissa é despretensiosa, tornando a produção única neste universo.

Não é coincidência que a série seja a adaptação de Martin que mais lembra o autor. O showrunner, Ira Parker, construiu com o escritor das novelas uma parceria respeitosa e enriquecedora, prezando pela coerência com a história original. Isso contrasta veementemente com a relação abismal entre o autor e Ryan Condal, produtor de A Casa do Dragão. Com Parker, o escritor chegou a compartilhar esboços de doze histórias inéditas de Dunk e Egg ainda não publicadas em nenhum de seus livros e rasga elogios para ele em seu blog. Pela primeira vez desde a sexta temporada de Game of Thrones, a sensação é que o universo na tela e o universo na cabeça do escritor estão apontando para o mesmo lugar.

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Em um campo aberto coberto por névoa, um cavaleiro montado em um cavalo escuro encara uma criança à sua frente. O cavaleiro usa armadura metálica completa e segura uma lança verticalmente. A criança, de baixa estatura e cabeça raspada, veste roupas escuras e toca a lança com uma das mãos, olhando para cima. Ao redor, outros homens observam a cena à distância, e bandeiras tremulam suavemente no ambiente enevoado.
Fãs e críticos teorizam que a duração dos episódios de 30 a 35 minutos pode servir para posicionar a série na categoria de comédia no Emmy, onde enfrentaria menos concorrência do que no drama (Foto: HBO)

Sem ter para onde voltar após a morte de Ser Arlan de Pennytree – o homem que foi sua figura paterna – Duncan enterra seu mestre sem jamais ter recebido dele o título de cavaleiro, mas vê no torneio de Vaufreixo uma chance de se convencer de que pode ser o que sempre quis. A lealdade que o ancora se tornará uma bússola reconhecível cem invernos depois, em Brienne de Tarth, quando ela percorre os mesmo caminhos de seu antepassado em busca de um lorde a proteger. Um questionamento, porém, acompanha Dunk por toda a temporada: qual seria o jeito certo de ser cavaleiro num mundo que não recompensa a decência?

Vale um parêntese aqui para o design de produção (Tom McCullagh) como um todo, que merece mais reconhecimento do que tem recebido. O simples figurino de Duncan no primeiro episódio, por exemplo, faz o Mestre dos Jogos do torneio dizer que ele está vestido como um fazendeiro, zombando da vontade do protagonista em querer batalhar como cavaleiro. Já nos últimos episódios da série, os fãs dos livros são presenteados com armaduras brilhantes e ornamentadas, como descrito nas histórias originais. Mostrando mais uma vez o respeito à obra de Martin.

O contraste do protagonista com Sor Lyonel Baratheon (Daniel Ings), que precisa de chifres enormes de veado – símbolo da casa Baratheon – fixados em sua coroa para anunciar sua importância, não poderia ser mais preciso (e cômico) para apresentar essa ideia. Com um orçamento menor do que o de A Casa do Dragão – que frequentemente parece gastar o equivalente ao PIB de Essos em dragões de CGI –, O Cavaleiro dos Sete Reinos entrega um cenário e figurino impecáveis do início ao fim: do vestido de Lady Gwyn Ashford (Cara Harris) a armadura de Aerion Chama Viva (Finn Bennett), tão extravagante que parece ter saído diretamente dos livros.

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Um cavaleiro imponente veste uma armadura negra ornamentada e segura uma lança enquanto monta um cavalo igualmente protegido por uma armadura com formato de cabeça de dragão. O elmo do cavaleiro possui detalhes pontiagudos e fecha completamente o rosto. No peito, um escudo com o símbolo de um dragão em tons avermelhados se destaca. Ao fundo, uma construção de pedra e uma estátua parcialmente visível reforçam o ambiente medieval.
A primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos adaptou o primeiro conto da série de novelas de George R. R. Martin, intitulado O Cavaleiro Andante (Foto: HBO)

Uma das decisões mais inteligentes da série é o que ela faz – ou melhor, o que ela não faz – com a dinastia Targaryen. Sem dragões há quase noventa anos, a família que governou Westeros nas chamas agora precisa governar com palavras, intrigas, politicagem e a memória do que um dia foram. Despidos da criatura que os tornava aterrorizantes, os Targaryen são apenas homens. Alguns gentis, como Baelor “Quebra-Lanças” (Bertie Carvel), outros patéticos, como Aerion “Chama Viva”, e alguns refratários, como Egg (ou Aegon Targaryen), que não se dobra às expectativas impostas pelo sobrenome que carrega e não absorve a lógica de superioridade de sua família.
A química entre os atores principais é um belo triunfo da produção. O irlandês, Peter Claffey, conhecido pelo longa Pequenas Coisas como Estas (2024) e o seriado Vikings Valhalla (2022), constrói um Duncan equilibrado com seus valores, mas que ainda está procurando onde se encaixar. Já o carismático Dexter, que encantou os fãs desde sua revelação como Egg, já tinha aparecido no distópico universo de Jogos Vorazes, interpretando Cornelius Snow durante sua infância em A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (2023). O garoto constrói um Aegon bem fiel às novelas, transitando entre a astúcia de quem precisa mentir para viver da forma que quer e a ingenuidade de ainda ser apenas uma criança.

Juntos, os dois fazem com que a relação entre cavaleiro e escudeiro se torne, inevitavelmente, amizade. Ao longo dos episódios, são as interações de Dunk e Egg que sustentam momentos em que a trama se apoia mais na emoção, que expõe a vulnerabilidade dos personagens, do que na ação. Essa química conquistou o público desde o ínicio, mas foi na CCXP de 2025, quando o elenco e a equipe da série vieram ao Brasil, que os atores puderam compreender a ansiedade dos fãs para ver a dupla na tela, sendo recebidos com muito carinho e aos gritos pelos entusiastas deste universo.

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Em primeiro plano, uma criança de cabeça raspada olha para trás com expressão preocupada. Ela veste uma roupa escura com detalhes sutis em vermelho. Ao fundo, desfocado, uma grande estrutura em chamas ilumina a cena com tons alaranjados, criando contraste com o céu acinzentado e o clima tenso do momento.
Egg (Aegon Targaryen) é tetraneto de Rhaenyra Targaryen, protagonista de A Casa do Dragão (Foto: HBO)

Se a série peca em algum ponto, é no uso do humor corporal. A nudez sempre foi parte das adaptações das crônicas para a TV, em Game of Thrones era frequentemente carregada de subtexto político, relações de poder e feminismo. Em O Cavaleiro dos Sete Reinos, ela migra para o território da comédia, o que faz sentido dado o tom da série, todavia em alguns momentos ultrapassa o limite e quebra a atmosfera que a produção demora a construir. Dunk defecando de forma grotesca logo no primeiro episódio e Sor Arlan urinando numa piada sobre o tamanho de sua espada são cenas expositivas demais, que beiram o grotesco, e acabaram por dividir a opinião dos fãs sobre a produção inteira.

Vale dizer que a cena escatológica tem uma justificativa, já que acontece logo após a trilha icônica da série principal começar a tocar, criando a expectativa de uma abertura grandiosa como nas produções anteriores – uma espera que é deliberadamente frustrada pelo corte seco seguido do momento em questão. O próprio Parker explicou a escolha lembrando que o personagem ainda não conquistou nada que justifique uma trilha majestosa. Enquanto alguns desses excessos podem comprometer a experiência de espectadores mais sensíveis, os abertos a um humor menos convencional vão, no máximo, franzir a testa.
A honradez do protagonista encontra sua prova de fogo quando Aerion agride Tanselle (Tanzyn Crawford), uma titieira dornesa por quem o personagem se apaixona, intervindo sem calcular as consequências de contrariar um príncipe. Para salvar Dunk da retaliação do irmão, Egg revela que é Aegon Targaryen, porém a descoberta abala a relação dos dois tanto quanto a agressão, já que o protagonista percebe que seu escudeiro o enganou desde o início.

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Em um grande salão de madeira iluminado por velas, várias figuras estão reunidas ao redor de uma longa mesa retangular. Ao centro, um homem de aparência nobre, com barba e vestes escuras, ocupa a posição de destaque. Outros homens e mulheres, também trajando roupas formais e de época, estão sentados ou em pé ao redor da mesa. Candelabros pendurados e um grande entalhe na parede ao fundo compõem o ambiente solene, enquanto guardas posicionados nas laterais reforçam a atmosfera de poder e formalidade.
O nome do quinto episódio faz referência à Mãe dos Sete – a deusa da compaixão no universo de Martin (Foto: HBO)

A série não tem um vilão tradicional. Embora Aerion seja cruel e tenha seu embate com Dunk, ele é pequeno demais para sustentar o papel de antagonista de uma temporada inteira. O verdadeiro obstáculo do protagonista é o sistema – a estrutura de poder que decide que sua vida vale menos que a de um príncipe, que a verdade não se firma em fatos, mas na vontade de quem governa, e que a honra é algo que, para as grandes casas, se compra e se vende conforme a conveniência.

É justamente a honradez verdadeira de Duncan que o leva à ponta da espada Targaryen, quando os príncipes Targaryen e Lorde Ashford se reúnem para decidir o destino do personagem. Logo, Aerion sugere um Julgamento dos Sete. Uma variação do clássico Julgamento por Combate que vemos nas outras produções desse universo. Nesta versão especial, cada um dos duelistas escolhem mais seis pessoas para lutarem ao seu lado, até que todos os combatentes de um dos lados estejam mortos ou um dos líderes desista da queixa. Isso significa que o confronto pode ser mais longo e sangrento, e é justamente isso que acontece no aclamado Em Nome da Mãe.

Baelor decide compor o time de Duncan numa escolha corajosa, já que lutaria contra seu próprio sobrinho e seu irmão, e Carvel entrega cada nuance desse príncipe bondoso com uma contenção que torna sua presença em cena mais poderosa que qualquer discurso poderia ser. É também no quinto episódio que a série mais se arrisca: o Julgamento dos Sete é filmado em grande parte do ponto de vista do protagonista dentro do capacete, com a visão recortada pelas frestas do elmo e o som abafado pelos golpes, colocando o espectador no mesmo estado de desorientação do personagem, sem a distância confortável de uma câmera épica.

Página dupla da HQ O Cavaleiro Andante, adaptação em quadrinhos da obra de George R.R. Martin. Na imagem, uma grande cena de torneio medieval é retratada em perspectiva panorâmica, com dois grupos de cavaleiros armados se aproximando um do outro em campo aberto, Caixas de texto em inglês no canto superior esquerdo narram a ação em primeira pessoa, descrevendo o galope e o impacto físico da corrida. No grupo ao fundo, que avança de frente para o leitor, destacam-se cavaleiros com armaduras e mantos coloridos: um com escudo vermelho com maçã dourada, outro com manto xadrez em amarelo e preto, e um terceiro com armadura negra e ornamentos em laranja e vermelho, montado em um cavalo escuro. No grupo em primeiro plano, visto de costas, os cavaleiros também exibem armaduras elaboradas: à esquerda, um cavaleiro com manto e proteção xadrez em vermelho e branco; ao centro, um com elmo encimado por chifres de cervo e manto amarelo-ocre; à direita, um cavaleiro em armadura preta com detalhes em vermelho, e outro com vestes em listras pretas e douradas. Caixas de texto no canto inferior direito continuam a narração em primeira pessoa, descrevendo a tensão física do combate e o calor sufocante dentro do elmo.
Todas as novelas de Dunk e Egg foram adaptadas em quadrinhos entre 2008 e 2017 (Foto: Mike S. Miller/Image Comics)

O flashback da Baixada das Pulgas coloca o tempero perfeito para a narrativa do episódio. A lama mostrada na infância e a lama da batalha se tornam a mesma coisa, dando força para Dunk se levantar. No entanto, é quando o personagem tira o elmo para conseguir respirar e enxergar que todos os estereótipos do que é ‘ser cavaleiro’ se quebram. A armadura que deveria fazê-lo guerreiro é literalmente o que o impede de lutar, enquanto Aerion, coberto de metal elaborado, é quem pede rendição.

A vitória no Julgamento dos Sete é o momento em que os próprios deuses formalizam o que Sor Arlan nunca fez – Duncan é cavaleiro, reconhecido pelo combate e pela honra que o sustentou até o fim. A tragédia é que esse reconhecimento vem embalado na morte de Baelor Targaryen que, ao ter o elmo removido, revela o golpe na cabeça que o levará. Ali vai junto a maior promessa da casa do dragão e um dos poucos nobres que enxergou Duncan como igual.

Vale o pensamento: Game of Thrones provavelmente não existiria como o conhecemos se Baelor tivesse assumido o trono. Ele era justo, popular, sábio e, como seu pai – o rei Daeron –, bom. Maekar, que agora é o herdeiro à coroa, sabe que as comparações com seu irmão com certeza vão atormentá-lo durante seu futuro reinado, porém algo ainda mais perturbador o corrói por dentro. Foi ele quem o matou. Não intencionalmente, mas defendendo seu filho, Aerion.

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Na imagem, dois guerreiros se enfrentam em um campo de batalha enlameado e nebuloso. À esquerda, um homem vestido com cota de malha e túnica cinza empunha uma espada com as duas mãos, em postura de ataque, com o rosto tenso e sujo. À direita, uma figura coberta por uma armadura escura e imponente segura um escudo com detalhes em vermelho e uma espada. Ao fundo, cavaleiros montados em cavalos brancos avançam em meio à névoa, próximos a um arco de pedra.
Em entrevista, Parker explicou que para as cenas com cavaleiros, armaduras e cavalos, contratou dublês e cavaleiros de nível mundial (Foto: HBO)

No velório de Baelor, o príncipe Valarr Targaryen (Oscar Morgan) – com sua mecha branca característica, exatamente como descrito nas novelas – contempla o corpo do pai sendo cremado e faz a pergunta que a série vai carregar para as próximas temporadas: por que os deuses levaram seu pai e pouparam um cavaleiro tão insignificante como Duncan? É a mesma pergunta que o protagonista faz para si mesmo, e o espectador que não conhece os livros também. A questão, ainda sem resposta, é um convite para as fases futuras da produção.

Enquanto Duncan lida com o peso da morte de Baelor, Egg carrega a dor de não conseguir escapar da sombra do irmão, e Dexter entrega essa âncora emocional com excelência. O nível de atuação do jovem ator torna a cena em que Maekar o impede de matar Aerion, uma das mais angustiantes da temporada, e reconhece que a única saída é dar ao filho o que ele deseja: seguir Dunk como seu escudeiro. Ele oferece ao cavaleiro um espaço em Solarestival para treinar Egg mediante juramento à coroa, mas o protagonista recusa, pois quer ensinar a vida real ao príncipe, não servir preso em um castelo – e os dois acabam encontrando, cada um à sua maneira, o mesmo caminho.

Cena da série O Cavaleiro dos Sete Reinos. Na imagem, dois personagens cavalgam lado a lado por uma trilha em meio a colinas verdes e exuberantes. À esquerda, uma jovem de pele clara usa uma capa com capuz em tom verde-escuro e carrega uma pá presa à sela de seu cavalo marrom. À direita, um homem adulto de porte físico imponente e com muitos hematomas no rosto veste uma ampla capa bege e monta um cavalo de pelo mais escuro, olhando levemente para o lado. O cenário ao fundo remete a uma paisagem rural medieval, com vegetação abundante e céu nublado.
A segunda temporada da série já está em produção e tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2027 (Foto: HBO)

No fim, Egg foge do pai e segue junto de Duncan. Os dois partem para explorar os nove – e não sete – reinos sem um destino certo, unidos por uma escolha mútua de seguir em frente. Esse final retrata exatamente o cerne da produção: não é a grandeza de Westeros – inspiradas nas crônicas ou em Fogo e Sangue – que está na tela, mas sim dois improváveis que decidem cravar sua moeda na árvore, como Sor Arlan ensinou Dunk a fazer sempre que um cavaleiro sai em uma nova aventura.

O Cavaleiro dos Sete Reinos não tenta competir com o gigantismo de Game of Thrones nem se compromete a uma trama cheia de reviravoltas como A Casa do Dragão. Ela faz algo mais difícil: oferece uma história menor, mais íntima e mais humana, provando que Westeros tem espaço para narrativas mais curtas e fechadas, capazes de passar uma mensagem tão nítida quanto as grandes produções do universo de George R.R. Martin.

O saldo é muito positivo e deixa um gostinho de quero mais. Mesmo com ressalvas ao humor corporal que pontua alguns episódios, os fãs levaram a produção ao top 10 da HBO Max em todas as semanas de estreia e atraíram novos interessados por Westeros. Seja para acompanhar as próximas temporadas de Dunk e Egg pelo mundo, ou revisitar Game of Thrones, porém sem a esperança de um final agradável, como se espera de O Cavaleiro dos Sete Reinos.

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