A Grande Família de Clark: Superman & Lois abre espaço para o lado humano do Homem de Aço

Cena da série Superman & Lois. Na imagem é possível ver Clark Kent, um homem alto de pele clara, barba rala, cabelo castanho e óculos, usando uma camisa xadrez vermelha. A esquerda está Lois Lane, uma mulher de altura mediana, cabelos castanhos longos, olhos claros, usando um blazer preto com blusa branca. No fundo da foto se encontra uma caminhonete vermelha e o horizonte com árvores.
Superman & Lois começou a ser exibida no dia 13 de fevereiro de 2021 pela CW Television Network, e chegou ao Brasil no catálogo do HBO Max (Foto: HBO Max)

Ana Nóbrega

Nem mesmo o Superman (Tyler Hoechlin) conseguiu se esquivar das dificuldades da vida real. Demitido de seu trabalho como jornalista no Planeta Diário, Clark Kent decide tomar um novo rumo em sua vida ao lado dos filhos e da esposa em Superman & Lois. A nova série do herói, que está disponível no HBO Max, renova a imagem que vem se formando nos últimos anos do Homem de Aço. A trama se constrói quase como uma versão estadunidense e heróica de  A Grande Família, dividida entre as relações familiares e os empresários que querem dominar o mundo.

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Scream: eles sempre voltam

Cena da série Scream. Na foto, em um primeiro plano, vemos uma pessoa vestindo uma capa preta, luvas pretas e uma máscara cirúrgica branca, empunhando uma faca.
Ao contrário dos filmes, a série Scream não ganhou um nome traduzido e permaneceu homônima ao título original da franquia (Foto: MTV)

Vitória Lopes Gomez

Em uma época em que os slashers já estavam mais do que consolidados, Pânico se tornou um clássico por um motivo: o filme de Wes Craven revitalizou o subgênero ao se aproveitar das próprias convenções e regras e subvertê-las a seu favor. As fórmulas e os clichês viraram brincadeira nas mãos do diretor e do roteirista Kevin Williamson. Com muita referência, metalinguagem e, acima de tudo, autoconsciência, Pânico deu um jeito de satirizar o Terror ao mesmo tempo que se tornava um dos maiores clássicos do gênero.

Como a franquia de filmes apontou, “eles sempre voltam”. E assim foi: alguns anos e algumas sequências depois, a MTV resolveu dar continuidade às obras no formato televisivo. Afinal, “adolescentes” era basicamente o carro-chefe da emissora e, contanto que as vítimas agissem como a idealização das pessoas da idade, até um assassino à solta renderia conteúdo. O primeiro desafio veio, justamente, em adaptar os 120 minutos dos longas para os 10 episódios da primeira temporada de Scream. O próprio Noah avisou no piloto: slashers não duram muito tempo.

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Ainda bem que Drag Race España é uma palhaçada sem fim

Cena de Drag Race España. Nela, vemos Carmen Farala com a coroa. Ela é uma drag queen branca, usa uma peruca castanha molhada e sorri, com a mão na cabeça, segurando a Coroa.
Com 3 vitórias e nenhuma aparição no Bottom 2, Carmen Farala se sagrou uma das vencedoras mais absolutas da mitologia do show (Foto: World of Wonder)

Vitor Evangelista

No ano em que a franquia Drag Race não tira nem uma mísera semana de folga, o número exorbitante de temporadas pode enfraquecer a marca, ou simplesmente levá-la à exaustão do público. Entre as corridas “mais importantes” (a americana e o All Stars), estreou Drag Race España, a primeira leva de capítulos em espanhol de DR. No fim das contas, o que a season teve de baixo orçamento, ela compensou no fator divertimento.

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RuPaul’s Drag Race Down Under quase não encontra a luz no fim do túnel

Cena de Drag Race Down Under. Nela, vemos Kita Mean, uma drag queen branca e de peruca azul claro, com peitos falsos e um vestido branco, segurando um cetro e com uma coroa na cabeça.
Kita Mean foi contra os padrões da franquia e se sagrou vencedora da temporada inaugural de RuPaul’s Drag Race Down Under (Foto: Stan)

Vitor Evangelista

Os meios podem até justificar os fins, mas a primeira temporada de RuPaul’s Drag Race Down Under demorou a sedimentar sua narrativa. O spin-off do show americano foi filmado na Nova Zelândia durante a pandemia, colocando australianas e kiwis na Corrida pelo título de Super Estrela Drag e por trinta mil dólares. O custo foram oito enfadonhos e alongados capítulos, um elenco nada cativante e uma porção de polêmicas racistas, tanto dentro do Ateliê quanto fora dele.

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