Aquamarine e a evolução das comédias adolescentes

Cena do filme Aquamarine. Cena de dia em um ambiente externo mostrando três amigas do joelho para cima. No canto esquerdo Claire, uma garota branca com cabelo castanho claro na altura dos ombros, está de pé virada com o corpo pra frente com as mão apoiadas no guidão de uma bicicleta à sua esquerda. Ela está sorrindo com o rosto virado para a direita e usa uma regata rosa e uma saia verde com flores rosas. No centro da imagem Aquamarine, uma garota branca com longos cabelos loiros está andando para a frente usando um vestido frente único curto azul claro. No lado direito, Hailey, uma menina branca com cabelos castanhos presos em um rabo baixo, está sentada na bicicleta, com as mão apoiadas no guidão olhando para a esquerda. Ela usa uma camisa amarela com estampa verde, uma calça marrom e um cinto branco. No fundo é possível ver uma vegetação verde desfocada.
Claire, Aquamarine e Hailey conversam sobre o plano de ajudar a sereia a encontrar seu verdadeiro amor (Foto: Storefront Pictures)

Marcela Zogheib

Das profundezas dos anos 2000, emerge o filme que mistura seres mitológicos, drama adolescente e músicas do Weezer, e faz dar certo. Aquamarine conta a história de Claire (Emma Roberts) e Hailey (JoJo), duas amigas que moram numa cidade praiana e, antes do verão acabar, encontram uma sereia (Sara Paxton). Agora, ambas precisam ajudá-la a realizar seu plano para que ela as recompense com um desejo.

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SOUR: Olivia Rodrigo se vicia no azedume da desilusão

Capa do álbum SOUR de Olivia Rodrigo. Mostra a cantora, mulher de pele claro e traços filipinos, de cabelos soltos castanhos escuros, com uma blusa regata rosa e uma saia com listras brancas e verdes. Ela usa vários colares e anéis, tem a língua para fora, na qual estão colados adesivos com o nome do disco, e vários outros adesivos colados por todo o rosto. Ela tem os braços cruzados na frente do corpo e o fundo da imagem é lilás. No canto inferior direito vemos o aviso de conteúdo explícito.
SOUR foi lançado enquanto High School Musical: The Musical: The Series exibe sua segunda temporada e na mesma semana que Olivia cantou no Saturday Night Live: quer estratégia de marketing melhor que essa? (Foto: Geffen Records)

Vitor Evangelista

Não há nada mais lucrativo que um coração partido, e Olivia Rodrigo sabe muito bem disso. Ninguém poderia prever o sucesso de drivers license, um desafogo sincero e genuíno sobre seu término. Nos tempos em que sair de casa não é uma opção, a canção virou trilha sonora de qualquer desavença sentimental, propiciando à jovem americana uma porrada de recordes quebrados. Poucos meses depois de contar ao mundo todo o status de sua carteira de motorista, Rodrigo retorna com 11 canções que potencializam o momento mais frágil, difícil e azedo de sua vida.

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Após 30 anos, o clássico Thelma & Louise continua atual e necessário

Cena do filme em que Geena Davis, uma jovem branca de cabelos claros e ondulados, e Susan Sarandon, uma jovem branca de cabelos ondulados, com óculos de sol e lenço, se juntam para tirar uma selfie.
A primeira selfie do cinema foi protagonizada por Geena Davis e Susan Sarandon no clássico Thelma & Louise (Foto: Metro Goldwyn Mayer)

Gabriel Gatti

Muitos filmes hollywoodianos seguem um padrão comum em suas produções, quase como uma receita de bolo. Neles é perceptível uma maioria esmagadora de personagens masculinos como protagonistas. Em contrapartida, a história criada pela roteirista Callie Khouri propunha uma ruptura nos clichês da indústria cinematográfica. Desse modo, ao receber o roteiro em mãos, o diretor Ridley Scott deu vida ao icônico Thelma & Louise.

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Sombra e Ossos traz um novo respiro para as sagas literárias

A imagem apresenta um tom sombrio em cores preta, cinza, areia e verde. A esquerda, há a Dobra das Sombras, um muro alto de sombras pretas com raios verdes em alguns locais. O resto da imagem é um amplo deserto de areia com pequenos navios ao fundo e um céu amarelo acinzentado com algumas nuvens. A direita e em foco há uma grande rocha e em cima temos Alina, pequena em relação ao todo, ela é uma mulher magra, jovem, com traços asiáticos usa uma camisa branca de mangas largas e longas, suspensório e calça preta, ela está de lado olhando para a Dobra com os cabelos pretos voando para trás do rosto.
“Uma cicatriz no mapa dividiu nosso país; para destruí-la, precisamos de um milagre” (Foto: Netflix)

Júlia Caroline Fonte

Após muito tempo das grandes sagas literárias longe das telas, Sombra e Ossos, nova série da Netflix, chegou suprindo as necessidades dos leitores que passaram a adolescência vidrados em fantasias e distopias nas páginas dos livros. A série conta a história de Alina Starkov (Jessie Mei Li), uma órfã que descobre ser a Conjuradora do Sol, e, dotada de grandes poderes, pode ser a salvação de seu mundo. Em seus primeiros dias de estreia, Sombra e Ossos ficou no top 10 das produções de maior audiência na plataforma de streaming, apresentando uma obra única que conquistou um grande público e marcou o forte retorno do gênero ao audiovisual. 

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Febem escreve certo por linhas tortas e, com JOVEM OG, mira e acerta todas as balas

Fotomontagem com bordas de polaroid. Da esquerda para a direita, favela com casinhas de tijolos  sem reboco  ao fundo e céu azul, tons quentes. Homem com rosto pixelado e óculos de sol, tem pele negra  e não está de camisa. Ele tem cabelo raspado, veste calça preta, corrente e pulseira prateadas e tênis azul. Está sentado em  cima de uma moto azul e branca em um campinho de futebol de várzea na frente do gol.  
Capa do álbum JOVEM OG (Foto: CEIA Ent. – 2021)

Andrezza Marques

O quinto álbum de estúdio de Felipe Desiderio, ou Febem (conhecido pelas rimas que têm o mesmo peso do apelido), foi lançado em 9 de abril de 2021. Agora, já tendo completado pouco mais de um mês de existência, caminha para ser considerado um dos melhores e mais genuínos trabalhos do hip-hop, rap e grime (ou Brime) atuais. O grime, que despontou no país com o rapper baiano Vandal de Verdade, e é a aposta principal de nomes como o próprio Febem (os dois artistas tem, inclusive, um feat), tem tudo para colocar o Brasil em evidência internacional. O lançamento de JOVEM OG é mais uma prova que o rap nacional passa por um ótimo período, e o cantor, com trabalho consistente, se mostra cada vez mais perto do mainstream pela qualidade técnica e lírica, sem deixar de lado a agressividade e essência crítica características do rap, bem distante das lovesongs e outros sons comerciais que eram febres em outros tempos e ainda seguem populares no país, como os hits sequenciais dos projetos Poetas no Topo e Poesia Acústica.

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Há 5 anos, AURORA despertava em nós um encanto com sua voz angelical

Fotografia da capa do álbum All My Demons Greeting Me As A Friend, da cantora AURORA. A foto tem um fundo escuro com leves manchas esbranquiçadas. E no centro está a cantora, uma mulher branca de cabelos loiros e curtos. AURORA está de olhos fechados, como se estivesse dormindo, enrolada em bandagens e possui grandes asas em tons de marrom, como de uma mariposa.
Em 2016, AURORA provou em seu álbum de estreia como a música pode nos ajudar a entrar em contato e compreender nossas próprias emoções (Foto: Decca Records)

Gabriel Brito de Souza

Depois de entrar para o cenário musical em 2014, AURORA manteve presente o forte estilo indie com um pouquinho do gênero pop em seu álbum de estreia All My Demons Greeting Me As A Friend. Mesmo com a insistência da gravadora para que escrevesse novas composições em vez de reaproveitar suas antigas letras, AURORA foi flexível na hora de selecionar as faixas e conseguiu produzir um disco encantador que conquistou o público. Trazendo um título meio obscuro, a artista quis se referir às emoções mais profundas que todos possuem, mas têm medo de expressar – nos mostrando a conexão que há entre os sentimentos com as nossas almas.

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30 anos de O Silêncio dos Inocentes: os cordeiros gritam mais alto do que nunca

Atenção: o texto contém imagens sensíveis de violência explícita

Cena do filme O Silêncio dos Inocentes. O personagem de Anthony Hopkins está no centro da imagem, preso em uma camisa de força. Ele está de pé, num carrinho, e usa uma máscada de couro do nariz para baixo. Seu olhar é vidrado, sem expressões. Ao seu redor, vemos três policiais desfocados.
A máscara icônica foi criada especialmente para o filme de 1991 (Foto: Orion Pictures)

Caroline Campos

Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank Capra, Um Estranho no Ninho (1975), de Milos Forman e O Silêncio dos Inocentes (1991), de Jonathan Demme, são o trio de ouro do Oscar. Os três integram o seleto grupo Big Five, dedicado aos filmes que levaram para casa as principais estatuetas da premiação – Melhor Filme, Ator, Atriz, Direção e Roteiro. No entanto, quando Elizabeth Taylor anunciou o último prêmio daquela noite de 1992 para a obra de Demme, ela também consagrou o primeiro Oscar de Melhor Filme para um longa de terror na história da cerimônia até então. Passados 30 anos, o impacto de O Silêncio dos Inocentes na cultura cinematográfica continua incontestável e não há nada que apague a reputação de Hannibal Lecter e Clarice Starling do imaginário popular.

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Uma família quase perfeita subverte a justiça sueca

Arte com a capa do livro Uma família quase perfeita. No canto esquerdo superior, vemos o símbolo do persona: o olho com íris vermelha. Abaixo dele, há uma silhueta em vinho do rosto de uma mulher. No centro da imagem, a capa do livro cinza, com duas siilhuetas em vinho nas laterais e uma em preto no centro. Dentro dela, há a imagem de uma garota andando de bicleta e o título do livro em branco. No alto, o nome M.T. EDVARDSSON está em vinho. A direita, outra silhueta, dessa vez do rosto de um homem, também está em vinho. Abaixo, o selo da parceria com a Cia das Letras em azul.
A resenha anterior da parceria foi o goiano Apague a luz se for chorar, de Fabiane Guimarães (Foto: Guilherme Xavier/Suma; Arte: Caroline Campos)

Caroline Campos

Pai pastor, mãe advogada e filha prodígio. Essa é a fórmula infalível para produzir uma família bem vista, amigável e exemplar, certo? O autor sueco M.T. Edvardsson parece discordar. Parte da parceria com a Companhia das Letras e publicado sob o selo da Suma, Uma família quase perfeita é um thriller intenso e envolvente sobre a verdadeira face da justiça e as situações extremas que podemos nos colocar para proteger aquilo que nos é mais sagrado. Mas, atenção: o livro possui gatilhos relacionados à violência sexual e psicológica. A narrativa pode causar perturbações em leitores mais sensíveis aos temas. 

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O chifre ainda pesa em Te Amo Lá Fora

Capa do álbum Te Amo Lá Fora de Duda Beat. Na imagem, o rosto de Duda Beat aparece sobre um fundo preto. Ele está coberto de chamas do lado esquerdo. Duda é uma mulher branca, seu cabelo é loiro e ela está maquiada com um delineador azul. Sua expressão é séria.
A capa do disco Te Amo Lá Fora rendeu até um outdoor digital na Times Square (Foto: Fernando Tomaz)

Ana Júlia Trevisan e Laís David

Por vezes amada, e em outros momentos odiada, a Nova MPB é um inegável acontecimento no cenário musical nacional. Diariamente surgem artistas novos, trazendo sonoridade contemporânea nas infinitas possibilidades que existem dentro do gênero. O que ninguém poderia imaginar era que uma mera estudante de Ciências Políticas iria se tornar uma das referências do pop independente brasileiro. Em 2018, ela assumiu o nome artístico de DUDA BEAT e lançou seu aclamado álbum de estreia, Sinto Muito. Após três anos de espera, ela se aventura novamente entre fusões rítmicas e composições românticas com seu segundo disco, Te Amo Lá Fora.

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Como uma borboleta: Navillera ensina que nunca é muito tarde para voar alto

Foto Promocional do drama Navillera. Na imagem se vê à esquerda o ator Song Kang, que interpreta Lee Chae Rok. Ele usa uma blusa branca e calça social cinza enquanto faz uma posição de balé olhando para o lado. A direita está o ator Park In Hwan, que interpreta Shim Deok Chool. Ele usa um conjunto de moletom marrom claro e observa Song Kang fazendo posição de dança.
Navillera estreou na Netflix no dia 22 de março (Foto: Netflix)

Ana Nóbrega

Um sonho em comum e anos de diferença. A relação de amizade entre Deok Chool (Park In Hwan) e Chae Rok (Song Kang) começou com um sonho de infância no novo drama coreano da Netflix. Navillera trilha a história do patriarca Shim Deok Chool, um ex-servidor público de 70 anos que decidiu se tornar bailarino. Para que pudesse sustentar sua família, o coreano decidiu deixar de lado sua fantasia de um dia apresentar Lago dos Cisnes. Isso tudo muda depois que ele decide ir atrás do que o faz feliz, encontrando pelo caminho o bailarino Lee Chae Rok, de 23 anos.

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