Bravura Indômita: um tributo aos clássicos do western, mas único em seu realismo cruel

Trecho do filme Bravura Indômita. Na imagem, três pessoas estão montadas em três cavalos, que cavalgam na neve. No primeiro cavalo da frente, um homem usa um tapa-olho. No cavalo do meio, um homem veste roupa de cowboy normal. No último cavalo quem está em cima é uma garotinha.
Bravura Indômita (em inglês True Grit) carrega tons cômicos finos, mas é o tempo todo regado de um tom de realidade cruel, trazendo um conjunto de cenas que chegam a ser brutais (Foto: Reprodução)

Vinícius Siqueira 

Coragem. Sangue. Orgulho. Vingança. Crueldade e, finalmente, bravura. Palavras que carregam significados tão profundos. Termos que carregam histórias – sejam elas boas ou cruéis. Palavras que carregam em si cargas emocionais muitas vezes incompreensíveis, que contaram uma história de vingança, de perseguição, de derrocada moral e de justiça. Palavras essas que, por fim, teceram o primor da trama de Bravura Indômita (True Grit, no original).

Lançado no ano de 2010, mas só chegando aos cinemas brasileiros em 2011, a obra dirigida pelos Irmãos Coen (Ethan Coen e Joel Coen) representa um marco no gênero de faroeste e um grande tributo para os clássicos do gênero. Tendo sido capaz de construir uma trama que foge a grande parte dos clichês e estereótipos comuns ao gênero western (faroeste), Bravura Indômita nos dá um enredo surpreendente e recheado de cenas de tensão, suspense ou pura reflexão. Além de algumas cenas de ação e tiroteio que trazem o charme inerente aos clássicos do cenário do Velho Oeste.

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A Dama e o Vagabundo segue a sina de A Bela e a Fera

Com poucas mudanças em relação ao filme original, o remake ainda possui tempero o bastante para cativar o público (Foto: Reprodução)

Maju Rosa

Quem é que não gosta de um amor clichê? Acompanhar em duas horas o desenvolvimento de desconhecidos que se tornam amigos e se apaixonam é uma reconfortante dose de fuga da realidade. Narrativas românticas são um coringa em qualquer obra, ela pode ser protagonista ou secundária, mas sempre conquistará seguidores que depositam suas esperanças para que o final feliz aconteça. E está enganado quem acredita que a trajetória cativante acontece apenas no universo humano! A Dama e o Vagabundo, que foi originalmente lançado pela Disney em 1955 e transformado em live action ano passado, já retratava o amor inesperado… Entre cães.

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Os Piores Lançamentos de 2020

Arte com fundo roxo. No canto superior esquerdo, foi adicionado os escritos "OS PIORES LANÇAMENTOS DE 2020" em letras roxas e possui um fundo retangular de cor preta, para destaque. Ao lado direito, foi adicionado o logo do Persona. O logo do Persona é o desenho de um olho com um botão de play no lugar da pupila, e com a íris de cor roxa. Foi adicionado na parte inferior da arte as imagens de personagens de alguns lançamentos de 2020. As imagens foram divididas em duas fileiras. Na fileira superior, em ordem: uma mulher branca e suja de sangue, Laurel da série How to Get Away With Murder, uma mulher latina de pele clara e cabelos escuros, Coriolanus Snow de Cantigas de Pássaros e Serpentes. Já na parte inferior, foram adicionados: Sabrina de O Mundo Sombrio de Sabrina, Justin Bieber e Katy Perry.
Gosto é pessoal: só porque alguma obra está na lista, não quer dizer que é horrível ou não possui nada de aproveitável; o Persona sempre indica que tudo seja consumido, ouvido, assistido e apreciado (Foto: Reprodução)

Conseguir a alcunha de ‘pior do ano’ em 2020 é um feito e tanto. Em meio à pandemia e ao isolamento social, a arte se transformou em confidente e melhor amiga. Assistimos séries repetidas e começamos novas, maratonamos filmes de tudo que é gênero. Foi o momento de reacender a chama da nostalgia, o momento de descobrir novos artistas e se apaixonar por canções inéditas. 

Então, se algo conseguiu desagradar nessa hora de tanta empatia e conforto com os clichês, o erro parece ter sido crasso. Antes de fechar o amaldiçoado 2020 com as tradicionais listas de Melhores do Ano, a Editoria do Persona se reuniu para prestar a última condolência, jogar a última pá de terra no que teve de mais assombroso (mas nem sempre descartável) nos 12 meses que, por si só, já merecem o título de tenebrosos.

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Mank é uma viagem problemática por Cidadão Kane

A imagem está em preto e branco. À esquerda, Amanda Seyfried segura um cigarro na mão direita. Ela veste um vestido e um casaco por cima. À direita, Gary Oldman veste um paletó. Ambos estão encostado em um poste de madeira e se encaram.
O diretor David Fincher nunca ganhou um Oscar por seus filmes (Foto: Netflix)

Caroline Campos

Se propor a fazer um longa que destrincha os bastidores do que hoje é considerado o maior filme da história do cinema não é um projeto fácil. Conhecendo a filmografia de David Fincher, pode-se dizer que é o exato tipo de trabalho que ele gostaria de se aventurar e assumir – e, de fato, foi o que ele fez. Mank, que se dispõe a nos mostrar a verdade por trás do roteiro de Cidadão Kane, filme de 1941 dirigido por Orson Welles, chegou na Netflix no último mês do fatídico ano de 2020, para tentar, talvez, fechar com chave de ouro os 365 dias mais loucos da sétima arte.

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Em Ammonite, só o amor escapa do tédio

As duas mulheres estão sentadas nas pedras olhando para o mar. Saoirse, à esquerda, está usando um vestido azul claro e Kate, à direita, está de preto
Ammonite foi exibido pela primeira vez no Festival de Cinema Internacional de Toronto, em uma edição majoritariamente virtual que homenageou Kate Winslet (Foto: Reprodução)

Vitória Lopes Gomez

Enquanto as ondas quebram na costa nublada de Lyme Regis, na Inglaterra, a paleontóloga Mary Anning (Kate Winslet) caminha quieta, junto de seus novos achados. Os primeiros minutos do longa, passado em 1840, já ditam o ritmo para o restante do filme: acompanhamos a vida pacata e solitária da introspectiva Anning, que prefere a companhia dos fósseis a pessoas. A morbidez de seu cotidiano em Ammonite só é interrompida com a chegada de Charlotte (Saoirse Ronan), que, tendo de ficar sob os cuidados de Mary, muito aos poucos, passa a se aproximar dela.

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A conclusão de Jogos Vorazes, finalmente, trouxe esperança para Katniss

A imagem mostra Katniss com um macacão vermelho. Ela está segurando um arco e flecha pronto para ser disparado e seu cabelo, castanho escuro, está penteado em uma trança lateral. Ao fundo vemos uma ave, o tordo, em chamas.
A Garota em Chamas não para de pegar fogo e segue sendo forte até o final (Foto: Reprodução)

Ana Beatriz Rodrigues

Piscamos e já se passaram 5 anos desde a última vez que vimos Jennifer Lawrence como a Garota em Chamas nas telonas. Jogos Vorazes: A Esperança – O Final encerra a saga inspirada nos livros da Suzanne Collins e mesmo que sua melhor adaptação seja referente ao segundo livro, o final também não deixa muito a desejar. Nesse longa cheio de mortes, acerto de contas e ação, finalmente conhecemos o desfecho emblemático da protagonista que divide opiniões até hoje.

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35 anos depois, O Clube dos Cinco não é mais tão bizarro assim

A imagem é uma fotografia dos personagens do filme, em frente à um armário escolar vermelho. Da esquerda para a direita estão: John, Allison, Andrew, Claire e Brian. John é um homem branco de cabelos castanhos lisos um pouco acima do ombro, ele usa um óculos escuro, jaqueta jeans, uma camisa xadrez vermelha e uma calça preta. John está encostado no armário, com o joelho direito dobrado. Allison é uma mulher branca, de cabelos castanhos curtos e franja, ela veste uma blusa preta de mangas compridas e uma saia cinza. Allison está sentada no chão, de joelhos dobrados em frente ao peito. Andrew é um homem branco de cabelos loiros curtos, ele veste um casaco azul estilo college, uma camiseta azul clara, uma calça jeans e tênis branco. Andrew está encostado no armário, com as pernas e braços cruzados. Claire é uma mulher banca, de cabelos ruivos acima dos ombros, ela veste uma blusa rosa, uma saia marrom e botas marrons. Claire está encostada no armário, com os braços cruzados para trás e as pernas também cruzadas. Brian é um homem branco com cabelos loiros curtos, ele veste uma blusa verde escura de mangas compridas, calças bege e um par de tênis azuis. Brian está encostado no armário, com a mão esquerda segurando seu pulso direito.
O clássico cult de John Hughes perdeu um pouco da sua essência nos dias atuais (Foto: Reprodução)

Vitória Silva

Sábado, dia 24 de março, 1984

Há pouco mais de 36 anos, cinco adolescentes foram convocados para um sábado de detenção na escola. Entre eles, uma patricinha, um atleta, um nerd, uma esquisitona e um rebelde. Cinco jovens com cinco personalidades totalmente distintas, e mais coisas em comum do que eles poderiam imaginar.

O filme que conta essa história foi lançado somente em 1985, 35 anos atrás, e assinado pelo diretor e roteirista John Hughes. Dono de outras grandes produções oitentistas, como Gatinhas e Gatões e Curtindo a Vida Adoidado, o legado do cineasta se consolidou, de fato, com O Clube dos Cinco, que se tornou um clássico cult anos depois.

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Persona Entrevista: Lemohang Jeremiah Mosese

Diretor de “Isso Não É um Enterro, É uma Ressurreição” comenta sobre o filme dentro da sua geração e relembra o trabalho com Mary Twala

O Persona recebe Lemohang Mosese, que brilhou com seu filme na Mostra SP (Foto: Reprodução)

Caroline Campos

Fechando definitivamente a cobertura da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o Persona apresenta hoje uma conversa com o simpaticíssimo Lemohang Jeremiah Mosese, que conta um pouco sobre como enxerga seu trabalho de cineasta e a importância da unificação entre as pessoas como força política.

Responsável pelo magnífico Isso Não É um Enterro, É uma Ressurreição, que discute a perda e o luto no processo de resistência, o diretor lesotiano ainda relembra seu trabalho com a falecida Mary Twala e revela os motivos pelo qual espera ansioso pela nova geração ainda não nascida. 

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5 anos depois, O Despertar da Força ainda marca o encontro de Disney e Star Wars

Imagem do filme Star Wars VII: O Despertar da Força.
Os outros sistemas vão se curvar perante a Primeira Ordem” (Foto: Reprodução)

Gustavo Alexandreli

O ano de 2015 foi marcado por grandes sucessos de bilheteria, como Velozes e Furiosos 7, Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros e Vingadores: Era de Ultron. E para encerrar o ano com uma saga clássica e postulante ao sucesso, em 17 de dezembro foi lançado no Brasil Star Wars VII: O Despertar da Força. O êxito – já esperado – se concretizou, assim que o filme tornou-se a maior bilheteria dentre os já lançados pela franquia, e a quarta maior bilheteria mundial, arrecadando um total de 2,066 bilhões de dólares. O Despertar da Força é, cronologicamente – na saga -, o primeiro filme após a trilogia original, iniciada  pelos episódios IV (Uma Nova Esperança, de 1977) e V (O Império Contra-Ataca, de 1980). E 32 anos após o encerramento da história com o episódio VI (O Retorno de Jedi, de 1983), sua continuação chegou aos cinemas.

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10 anos depois, Tron: O Legado se revela uma obra injustiçada

A imagem mostra dois homens brancos se encarando de perfil. O primeiro usa um capacete e uma roupa branca com fios neons azuis por toda a extensão. O segundo usa uma roupa igual, porém seus fios neons são vermelhos.
Tron: Uma Odisseia Eletrônica tinha um visual inovador para a época (Foto: Reprodução)

Caio Machado

Tron: Uma Odisseia Eletrônica estreou originalmente em 1982. A história do jovem programador Kevin Flynn (Jeff Bridges), lutando para sair de um mundo digital no qual foi inserido contra sua vontade, chamou a atenção por seu visual e efeitos especiais inovadores para a época. Hoje, a obra ganhou o status de cult.

Em 17 de dezembro de 2010, o filme ganhou uma continuação, Tron: O Legado. Seu desempenho nas bilheterias não atendeu às expectativas e as críticas recebidas não foram favoráveis. No entanto, ao vê-lo dez anos depois de seu lançamento, percebe-se o quanto o filme foi injustiçado e não tem a atenção que merece.

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