15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller

Capa da mixtape K.I.D.S. (Kickin' Incredibly Dope Shit) do rapper Mac Miller, lançada em 2010. A imagem mostra quatro jovens sentados em arquibancadas de madeira ao ar livr. Mac Miller está ao centro, em primeiro plano, com expressão relaxada e olhar direto para a câmera. Ele veste camiseta branca, boné azul para trás, bermuda bege e tênis branco com meias altas. À esquerda, um dos rapazes, sem camisa e com uma bandana vermelha, segura um microfone e está ao lado de um grande boombox. À direita, outros dois jovens conversam, um deles com uma camiseta cinza e o outro usando uma regata com a frase "Loose Lips". No topo da imagem, há uma faixa de papel rasgado escrito “ROSTRUM RECORDS & MOST DOPE PRESENT:” em letras pequenas, seguido pelo título "K.I.D.S" em letras grandes e coloridas. Cada letra com uma textura ou imagem diferente, incluindo fotos e arte gráfica. Abaixo, em letras azuis, amarelas e verdes, lê-se "KICKIN INCREDIBLY DOPE SHIT". À direita da palavra “SHIT”, há uma ilustração do personagem Baby Mario (da Nintendo). No canto inferior esquerdo está escrito “MAC MILLER” em letras vermelhas com sombra amarela, em uma tipografia estilizada.
K.I.D.S. foi a responsável por lançar Mac Miller ao sucesso (Foto: Rostrum Records)

Ana Beatriz Zamai

O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o rapper estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou K.I.D.S., sua quarta mixtape. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a Rostrum Records, gravadora americana com quem trabalhou até 2014, quando firmou parceria com a Warner Records

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Sem figurinos memoráveis, a moda recua diante os protestos no Grammy 2026

Uma montagem horizontal apresentando cinco registros de diferentes artistas no tapete vermelho. À esquerda, a cantora Zara Larsson posa com um conjunto amarelo de top e saia com bordados de flores em relevo. Ao seu lado, a artista Tyla aparece com um vestido bege de tecido fino e detalhes em rede, apresentando uma saia longa com acabamento de penas. No centro, em destaque, Olivia Dean sorri levemente usando um vestido preto texturizado com detalhes de penas na cintura e uma saia branca volumosa. À sua direita, Teyana Taylor posa com um vestido marrom metálico de grandes recortes laterais. No canto direito, um grupo de homens, incluindo Pharrell Williams, posa usando ternos de veludo em tons de rosa e lavanda.
O grupo masculino à direita está vestindo a coleção de estreia de Pharrell Williams para a Louis Vuitton (Arte: Sinara Martins)

Sinara Martins

A 68ª edição do Grammy Awards aconteceu no domingo, 1 de fevereiro, em Los Angeles, reunindo os maiores nomes da música em uma noite que terminou sendo menos lembrada pelos looks do tapete vermelho e mais por discursos e protestos que ecoaram no palco. O que se viu foram escolhas seguras e cores neutras, que afastaram o foco dos figurinos e abriram espaço para uma discussão mais urgente sobre o contexto político que atravessa o momento.

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Seja 15 anos atrás ou agora, Sex and the City 2 é uma péssima ideia

 Imagem de uma cena do filme Sex and the City 2. As personagens Samantha, Carrie, Miranda e Charlotte estão em uma varanda, sorrindo e segurando taças com drinques alaranjados. Todas estão vestidas com um estilo diferente: a primeira usa um conjunto dourado com cinto prateado, a segunda veste um vestido rosa claro e um turbante colorido, a terceira usa um vestido estampado em tons terrosos e a quarta um vestido branco e vermelho com listras.
O segundo filme de Sex and the City não foi bem recebido pelo público (Foto: Warner Bros)

Ana Beatriz Zamai

Em 1998, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) apresentou aos telespectadores tudo sobre a vida sexual – dela e dos outros, em Nova Iorque. Sex and the City, a série, foi um sucesso que durou seis temporadas, vencendo oito Globos de Ouro e seis Emmys. Quatro anos após a finalização da produção original, a protagonista e suas três amigas retornam para um longa, Sex and the City – O Filme (2008), que se entende bem como um episódio extenso e de qualidade questionável do seriado. As personagens lidam com praticamente os mesmos problemas que enfrentaram ao longo dos seis anos, e isso inclui a relação conturbada entre a loira e Mr. Big (Chris Nott), que, enfim, se casam, mesmo depois de algumas ‘complicações’ do dia especial. E é a partir daí que Sex and the City 2 segue.

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Smoochies prova que a feminilidade pode ser sexy e divertida

Ashnikko posa contra um fundo rosa liso. Ela é uma mulher branca de cabelo azul, que está preso e bagunçado e comporta um chapéu de tecido pied de poule preto e branco. Ela veste um corpete vermelho de cetim e uma faixa branca no busto com a inscrição Smoochie Girl em letras maiúsculas. Nas pernas, uma meia fina preta com manchas brancas. Sua expressão é distante e melancólica, com maquiagem marcada nos olhos e batom nude escuro
Fazendo jus ao título, o segundo álbum de Ashnikko traz a naturalidade da sexualidade com uma abordagem lúdica do desejo e sentimentos femininos (Foto: Parlophone Records)

Giovanna Araújo

Desde 2017, Ashnikko (Ashton Nicole Casey) se destaca na indústria musical com um estilo alternativo, excêntrico e autêntico. Sua carreira ganhou força em 2019 com o single Stupid, que hoje ultrapassa meio bilhão de streams totais. Em 2021, a artista lançou a primeira mixtape, DEMIDEVIL, e, dois anos depois, seu álbum de estreia, WEEDKILLER. Em outubro de 2025, este trabalho já marcado pela experimentação e originalidade ganhou continuidade com Smoochies, que reúne 15 novas faixas, sendo cinco delas singles.

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Brian De Palma encontra o que há de mais depravado em Hitchcock nos 45 anos de Vestida Para Matar

Cena de Vestida para Matar. Retrato em close-up de Liz, uma mulher loira com cabelos volumosos e cacheados, adornados com uma presilha brilhante. Ela veste um casaco de textura felpuda na cor roxa vibrante. A iluminação é dramática, destacando seus olhos claros e lábios pintados, com luzes de cidade desfocadas ao fundo.
Nancy Allen e Brian De Palma já foram casados (Foto: Filmways Pictures)

Guilherme Moraes

No final da década de 1970, até o início dos anos 1990, uma tendência começou a tomar conta do Cinema (em especial, no norte-americano e europeu), alguns jovens cineastas da época iniciaram suas carreiras retomando obras de seus ícones, ao pensar nos clássicos e trazer sua própria versão deles. Não eram as mesmas histórias exatamente, mas os diretores partiam de um filme já concebido e o deformavam. Nesse sentido, um dos artistas que mais chamou a atenção foi Brian De Palma, grande fã de Alfred Hitchcock. Se Trágica Obsessão (1976) foi a sua versão de Vertigo (1958), então Vestida para Matar (1980) é seu próprio Psicose (1960).

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Há 5 anos, Chilombo transformava a vulnerabilidade de Jhené Aiko em um ritual sonoro transcendental

Na imagem, há uma mulher com expressão serena, usando um lenço amarelo vibrante na cabeça e tranças escuras. A luz do sol ilumina seu rosto, destacando a pele e os traços definidos. Ao fundo, há uma parede colorida em tons de amarelo e azul.
Chilombo reflete a ancestralidade e proximidade de Jhené Aiko com sua arte e seu berço afetivo (Foto: Def Jam Recordings)

Victor Hugo Aguila

Se permitir mergulhar na angústia é, antes de tudo, o primeiro passo para uma jornada de cura. Lançado em março de 2020, Chilombo reflete a profundidade emocional presente nas facetas do processo de luto e da autodescoberta. Sendo este seu terceiro álbum de estúdio, a narrativa madura e autêntica de Jhené Aiko transborda em sua musicalidade e reafirma seu local enquanto uma das vozes mais proeminentes do R&B contemporâneo.

Indicado em três categorias na 63ª edição do Grammy, incluindo Álbum do Ano, o disco é seu trabalho mais bem sucedido, tendo estreado em segundo lugar no Top 200 da Rolling Stone. Após o término com o rapper Big Sean, a artista adentra uma espiral emocional complexa, em que, ao longo de 20 faixas, transições entre raiva, solidão e tentação encontram um lugar fértil para se manifestar. Ao cantar sobre a dor da perda sob a ótica da espiritualidade, Jhené toma o enfrentamento como ferramenta para não ser paralisada pelas emoções tão bem acentuadas em sua obra. 

Na imagem, há uma mulher com tranças longas escuras vestindo um vestido vermelho-alaranjado translúcido de mangas compridas. Ela está apoiada sobre uma penteadeira de madeira ornamentada, com um espelho atrás que reflete parte de sua imagem. O ambiente tem decoração clássica com tons de verde e dourado.
A emancipação sexual e sensualidade são elementos fundamentais da obra da cantora (Foto: Gizelle Hernandez)

Gravado no Havaí, local onde a bisavó da cantora nasceu, o disco se destaca por sua ambientação tranquila e musicalidade suave. Com o uso de sons vibracionais e instrumentos relacionados à prática da meditação, Jhené Aiko cria uma sonoridade refinada e calma, sendo possível imergir em uma experiência sinestésica. Sem perder suas influências musicais, elementos do pop, R&B e hip-hop marcam presença no LP, que, combinados a novos ritmos, criam uma nova identidade para a arte da norte-americana. Junto à lírica explícita e sem filtros, é apresentado ao ouvinte uma viagem visceral e completamente avassaladora. 

Dentre as diversas faixas, o single Triggered (freestyle) se destaca melodiosamente em catarse. Ao abordar sobre a dificuldade em se reconhecer para além de seu papel dentro do relacionamento, é apresentado os ciclos viciosos no qual a vocalista se encontra, em que tenta incessantemente enfrentar a dor através do distanciamento. Na busca por evitar com que seus gatilhos sejam disparados, Jhené se encontra em uma estrada emotiva em que o único caminho apresentado é através da angústia. Com vocais sutis e precisos que emolduram a lírica potente, a canção atinge um patamar de poesia intimista, como se as palavras recitadas pertencessem a um diário escrito em um berço conflituoso e agoniante. 

Na imagem, há um retrato de uma mulher com tranças longas presas em um penteado alto. Ela usa um top metálico prateado e tem tatuagens visíveis no ombro e na clavícula. O fundo é azul e desfocado, dando destaque ao rosto e à iluminação suave.
Apostando em instrumentos musicais voltados à meditação, Jhené Aiko cria uma sonoridade única e atemporal (Foto: Gizelle Hernandez)

Ainda que uma parte da construção emocional do álbum seja pautada no padecimento, é importante destacar sua outra face igualmente marcante: a libertação sexual. Através do erotismo e da sensualidade, a musicista destaca a excitação presente em se sentir desejada, mesmo que casualmente. Com a voz delicada e aveludada, é criado um aspecto sedutor através da doçura, no qual Jhené, apesar de expressar explicitamente o que almeja entre quatro paredes, permanece em um nível de delicadeza intocável. A canção On The Way, em parceria com sua irmã Mila J e presente na versão deluxe do disco, é uma expoente deliciosa dessa narrativa em que, sob a influência quase alcoólica da fantasia, a cantora transmite a ânsia de querer se tocar apenas por pensar em quem se deseja. Com êxito, a liberdade presente no sexo a auxilia a retomar o controle da sua feminilidade e autonomia, ainda que em meio ao caos. 

A perspectiva de cura e sexualidade se fundem em faixas como P*$$Y Fairy (OTW). Pensada para além do entretenimento, ela possui mecanismos de restauração dentro da lógica espiritual. Em entrevista à Billboard, Jhené Aiko comentou que tal música possui a melodia e a lírica em tom Ré, estando este ligado ao chacra sacal, governante dos órgãos sexuais. Sendo assim, para além do prazer em escutar a produção, a intérprete transmite intencionalidade na ternura de um processo terapêutico, responsável por trazer equilíbrio nessa área tão fundamental para seu trabalho enquanto artista. Assim, o sexo passa a ser interpretado quase como algo divino, responsável não apenas por um deleite momentâneo, mas também como algo a ser nutrido e celebrado. 

Agora deite sua cabeça no travesseiro

Eu vou te foder bem devagar 

Quero que você diga meu nome – P*$$Y Fairy (OTW)

Na imagem, há uma mulher com longas tranças escuras usando um vestido longo vermelho-alaranjado com mangas longas. Ela está em um salão elegante com grandes janelas, cortinas luxuosas e um lustre de cristal ao fundo. A luz natural ilumina o ambiente, realçando a textura translúcida do vestido.
Os vocais doces e aveludados são traços marcantes da musicalidade da artista (Foto: Gizelle Hernandez)

Para além da destreza técnica e lírica empenhadas, o disco demonstra singularidade logo de imediato a partir de seu título. Jhené Aiko Efuru Chilombo decidiu utilizar seu último nome como identificação do trabalho para honrar suas raízes e sua família. Karamo Chilombo, seu pai, lhe concedeu o sobrenome aos 20 anos de idade e, combinada a uma série de significados presentes nas línguas africanas, é criada uma linhagem significativa e afetuosa: Chilombo representa a força da vida, novos começos e a perfeição. Assim, é materializado de imediato a intenção da produção, em que a cantora valoriza sua herança cultural, ao mesmo tempo que cria uma nova para si. 

A glória de Chilombo se fundamenta em seu resultado, transmitindo coerência ao criar um processo de autoafirmação. Apesar de longo, o álbum se torna um regozijo a cada faixa, trazendo a autenticidade atemporal que tanto desejamos ver na indústria fonográfica contemporânea. Para além do sucesso no mainstream, Jhené Aiko atesta seu papel enquanto artista de maneira majestosa ao provar sua maturidade artística e reformulando o papel da música, colocando esta como ferramenta de um processo de purificação, ainda que de maneira sutil. Expandindo sua musicalidade para a estética e a espiritualidade, a Jhené triunfa em criar uma teia duradoura que, mesmo após meia década, continua a transmitir sua narrativa de maneira intacta e consistente.  

Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas

 

 A imagem é a capa do álbum Fancy Some More, de PinkPantheress. Nela, a cantora aparece em frente a um fundo azul vibrante, vestindo meia-calça vermelha, sapatos pretos e um body preto com detalhes vermelhos. Ela segura um quadro pintado com traços expressivos em preto e vermelho, com um recorte central que revela seu rosto, criando a ilusão de que a pintura se prolonga em seu corpo. No chão, uma pequena mancha de tinta preta reflete parte da cena. A composição mistura arte e moda de maneira ousada, traduzindo o estilo visual experimental e criativo da artista.
A artista britânica transforma o conceito de álbum em celebração coletiva (Foto: Warner Records)

Nathalia Helen

Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao Grammy 2026 com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. Fancy That concorre a Best Dance/Electronic Album, enquanto Illegal aparece entre as indicadas a Best Dance Pop Recording, colocando oficialmente o som etéreo e acelerado da artista britânica no centro das discussões do pop e da eletrônica contemporâneos. É a partir desse reconhecimento — que valida um projeto originalmente curto, fragmentado e quase experimental — que Fancy Some More? surge como uma resposta direta: maior, mais aberta e consciente de seu próprio impacto.

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Há 5 anos, Alta Fidelidade fala sobre amor em alto e bom som

A atriz Zoë Kravitz é produtora executiva da série ao lado das roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka (Foto: Hulu/Disney+)

Ludmila Henrique 

Adaptando o livro homônimo de Nick Hornby, a série acompanha a vida amorosa de Robyn Brooks (Zoë Kravitz), dona de uma pequena loja de discos de vinil no Brooklyn, Nova York. Um ano após o fim de seu último relacionamento, Rob não consegue seguir em frente com os seus sentimentos e se encontra no caos pós-término, contando apenas com a companhia de seus bons e velhos amigos, Simon (David H. Holmes) e Cherise (Da’Vine Joy Randolph), além de, obviamente, a música. 

A trama começa pelo o seu encerramento. O último suspiro do laço afetivo entre Rob e Mac McCormack (Kingsley Ben-Adir), antecedendo o ato final de um relacionamento à beira do fim. Saltando um ano após do acontecimento, o seriado instiga o espectador a querer entender o que ocorreu com o casal, que anteriormente estavam noivos, para que chegassem àquele ponto de desentendimento. No exato dia em que Robyn decreta seguir em frente com a vida, ela esbarra novamente em seu antigo amor, recém-chegado de Londres para o antigo distrito. Ao recordar sentimentos passados, a cena do reencontro foi à lá Coração Valente (1995), com as entranhas sendo expostas no final, mas sem a sensação de liberdade do protagonista. 

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Com o Midnight Sun, chegou a hora de Zara Larsson

Capa do CD Midnight Sun, da cantora Zara Larsson. Na imagem, a artista está de joelhos em uma grama e apoia as duas mãos na superfície. Ela usa um vestido laranja, com rendas amarelas e rosas. Atrás dela, há flores azuis, árvores e um sol, que preenchem o ambiente. Ela está centralizada na foto e o seu cabelo loiro tampa uma parte de seu rosto, incluindo o olhar da cantora.
No conjunto de dez faixas, a sueca faz o melhor trabalho de sua carreira até o momento (Foto: Sommer House/Epic Records)

Guilherme Machado Leal

Os últimos anos da música pop mostraram que quem espera, sempre alcança. Se em 2024, Sabrina Carpenter se tornou um dos principais nomes atuais do gênero e Charli XCX finalmente conquistou as devidas flores com o Brat, o mesmo pode ocorrer com outras cantoras. Sem investimentos da gravadora, uma fanbase não tão expressiva e uma identidade sonora inconsistente são alguns dos fatores que servem como empecilhos àqueles com desejo pelo sucesso. Era o caso de Zara Larsson: a artista sueca viu muitos de seus hits serem cantados, mas também leu declarações como: “quem está cantando essa música?”. A partir do lançamento do Midnight Sun, quinto álbum de estúdio da loira, as coisas mudaram.

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15 anos, 7 ex-namorados e uma estética inconfundível em Scott Pilgrim Contra o Mundo

Assim como nos quadrinhos, o filme se passa em Toronto, no Canadá (Foto: Universal Pictures)

Lara Fagundes

Em um mundo em que  adaptações costumam significar apenas copiar e colar o enredo na  tela, Scott Pilgrim Contra o Mundo fez muito mais do que isso. O longa-metragem não apenas levou o enredo de Bryan Lee O’Malley para o cinema, como também trouxe consigo a linguagem visual da história em quadrinhos. Por isso, 15 anos após sua estreia, o filme ainda é um marco cinematográfico na indústria de mixed media. Embora subestimada, sua proposta estética traduz com precisão o universo das HQs em uma obra cheia de originalidade.

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