A 2º temporada de Doctor Who mostra que nem viagens do tempo impedem a aventura de acabar cedo demais

Atenção: o texto a seguir contém spoilers que nem Senhores do Tempo conseguem evitar!

Na imagem, Doutor e Belinda estão em primeiro plano dentro de um cinema antigo com várias fileiras de cadeiras vermelhas. Doutor é um homem negro jovem de cabelo curto escuro e bigode. Ele usa um terno azul por cima de uma camisa branca e uma gravata rosa no colarinho. Belinda está ao lado esquerdo. Ela é uma mulher de pele escura com cabelo moreno penteado no estilo dos anos 60. Ela usa um vestido da mesma época em cor salmão. Ambos os personagens olham diretamente para a câmera.
O Doutor e Belinda fazem uma excursão incrível pelos confins da galáxia para terminar viajando na maionese (Foto: Disney+)

Iris Italo Marquezini

Doctor Who possui um legado bastante complicado de lidar. A natureza quase ilimitada do storytelling da série permite narrativas situadas tanto no passado quanto no futuro do planeta Terra e de todo o espaço sideral. Essa obra existe desde 1963 e, após o  famoso período de hiatus, o seriado voltou em 2005 e conquistou fãs novos e antigos pela nova versão. As aventuras propiciadas pela TARDIS, nave com formato de cabine telefônica inglesa, e pelo alienígena da espécie dos Senhores do Tempo, o Doutor, trouxeram histórias emocionantes e inspiradoras durante décadas. Em 2022, a BBC e o Disney+ anunciaram uma parceria para o que, a princípio, seria um recomeço para atrair novos públicos, estrelando Ncuti Gatwa, conhecido por Sex Education (2019-2023) e Barbie (2023), como o protagonista. Com o orçamento mais alto e a volta do showrunner Russell T. Davies, as novas tramas, iniciadas em 2023, pareciam retornar positivamente para a estrutura episódica de antigamente, diferente da proposta vista anteriormente na temporada-evento Flux, por exemplo. Entretanto, toda a novidade e brilhantismo foram encerradas abruptamente.

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Há 20 anos, Percy Jackson provava que ser diferente também é ser herói

A imagem é a capa do livro O Ladrão de Raios, e mostra Percy de costas, caminhando pelo mar agitado em direção a uma grande cidade ao fundo. Ele segura uma espada dourada na mão direita. À frente dele, há uma cidade grande com prédios altos, parcialmente coberta por névoa. O céu está escuro e nublado, e um raio cai próximo aos prédios, indicando uma tempestade. As cores predominantes são verde, azul e tons escuros, transmitindo uma sensação de perigo, aventura e mistério, que combina com a história do livro.
Publicado em 2005, O Ladrão de Raios deu início a uma das séries mais influentes da literatura juvenil do século XXI (Foto: Intrínseca)

Nathalia Helen

Os livros de Percy Jackson marcaram profundamente uma geração de leitores, e celebrar 20 anos do início da saga é também celebrar o impacto emocional que as histórias tiveram ao longo do tempo. Desde o lançamento de O Ladrão de Raios em 2005, o autor Rick Riordan abriu portas para um universo onde a mitologia grega deixou de ser algo distante, recorrente nos livros escolares e passou a fazer parte do cotidiano de jovens leitores ao redor do mundo. Para muitos, foi o primeiro contato com deuses, monstros e heróis – mediados por humor, aventura e identificação.

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Os especiais de 60 anos de Doctor Who reconhecem um passado fantástico e gritam “allons-y” ao futuro

Aviso: o texto contém spoilers do seriado britânico de ficção científica que finalmente ganhou um orçamento decente

Doutor e Donna estão correndo em direção a câmera no meio do espaço sideral. Doutor é um homem branco de meia idade, cabelo castanho escuro arrumado em um topete. O personagem utiliza um casaco azul por cima de um colete preto em cima de uma camisa branca e gravata também azul. O Doutor usa uma calça quadriculada vermelhas com faixas pretas. O personagem segura uma chave de fenda sônica na mão, um objeto do tamanho de uma caneta branca e prateada e que emite uma luz azul na ponta. Donna Noble está ao lado. É uma mulher branca de cabelo ruivo longo de meia idade também. A companion utiliza um suéter listrado vermelho e rosa. Donna usa um casaco verde escuro e calças sociais pretas. A TARDIS está atrás deles, uma cabine telefônica azul escura com janelas quadradas e uma placa na porta. A galáxia ao redor dele se assemelha a nuvens de cores roxa, rosa, azul, dourado e lilás.
Uma das melhores duplas da série retorna para os especiais de 60 anos (Foto: Disney+)

Íris Ítalo Marquezini

Não é surpreendente falar sobre Doctor Who para alguém alheio à série e a pessoa se impressionar com o número de episódios. No ar desde 1963, e com décadas de influência na cultura pop, o seriado televisivo de ficção científica continua a encontrar novos fãs curiosos para saber como uma cabine telefônica policial – a TARDIS – pode ser maior por dentro. Os últimos três especiais da série não são exatamente receptivos para quem desconhece aquele universo transmídia gigantesco, mas com certeza confortam os dois corações dos ‘whovians’ que estavam com saudade das frenéticas e criativas aventuras que só os Senhores e Senhoras do Tempo sabem trazer. 

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Para além de um desenho: A Casa da Coruja nos deixa na terceira temporada, mas marca com sua representatividade

Imagem final do desenho A Casa da Coruja. Nela se encontram grande parte dos personagens reunidos para a despedida da série. Os personagens principais, Luz, King, Eda, Amith, Camila, Willow, Gus e Hunter estão no plano principal. A foto se passa no período noturno e tem um tom arroxeado
A personagem Tinella Nosa é uma caricatura de Dana Terrace, dublada e pensada por ela mesma (Foto: Disney+)

Juliana Craveiro Fusco

Mais um ciclo chega ao fim, um que foi forçado a terminar antes da hora. Nós sabemos que uma hora tudo vai acabar, mas é sempre mais triste quando precisamos nos despedir mais cedo. E assim, The Owl House  – A Casa da Coruja, em português – se encerra, antes da hora e deixando saudades, mas mostrando como uma animação tem capacidade de tocar profundamente seu público.

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