This Is Us: a série que vai fazer você se apaixonar pela vida

Milo Ventimiglia, o eterno Jess Mariano, e Mandy Moore, a estrela de Um Amor Para Recordar, agora juntos na telinha emocionam a todos em This is Us (Foto: Reprodução)

Milena Pessi

Uma mistura de comédia, romance e muito drama, This Is Us, criada por Dan Fogelman, conta a envolvente e emocionante história da família Pearson e os desafios que encontram ao longo da vida. Logo nos primeiros minutos, a série mostra Rebecca (Mandy Moore), grávida de trigêmeos, comemorando o aniversário de 36 anos de seu marido Jack (Milo Ventimiglia). Mas um imprevisto que mudaria a vida do casal aconteceu: ela estava prestes a dar a luz ao seus filhos antes da hora. O nascimento das duas primeiras crianças ocorreu tranquilamente, já o da terceira não.

Kyle, infelizmente, não resistiu e morreu minutos após o parto. Neste mesmo dia, um menino recém-nascido foi abandonado na estação de bombeiro da cidade pelo seu pai, William que não possuía condições financeiras, mentais ou saúde o suficiente para criá-lo. Seja por sorte ou destino, este bebê foi salvo pelos bombeiros e levado ao hospital onde os Pearsons estavam e acabou achando seu caminho para a família. Jack e Rebecca, seguindo o conselho do Doutor K (Gerald McRaney), médico que trouxe os bebês ao mundo, pegaram o limão mais azedo que a vida os ofereceu e transformaram-no numa bela limonada, ou melhor, em uma linda família. Quatro anos depois da estreia, This Is Us continua excelente. 

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The Mandalorian é uma nova esperança para os fãs de Star Wars

The Mandalorian estreou em 2019 e foi a grande aposta da novata Disney+ (Foto: Reprodução)

Vitória Lopes Gomez

Nem em seus melhores sonhos George Lucas poderia imaginar o que o futuro reservava quando escreveu a história do jovem Luke Skywalker, este foi somente o pontapé inicial da franquia multibilionária que revolucionou o cinema e a cultura pop e conquistou uma legião de fãs. O universo Star Wars deu tão certo que, 47 anos após o lançamento do primeiro filme, há ainda histórias para contar através da galáxia criada por Lucas. Mas é em meio a uma recente decepção com A Ascensão Skywalker e uma acirrada disputa entre as plataformas de streaming que The Mandalorian, a primeira série live-action da franquia, chega, como uma nova esperança para os fãs da saga.

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A comovente Unbelievable é a minissérie mais necessária da temporada

A minissérie é uma adaptação de uma reportagem de 2015, publicada nas organizações ProPublica e Projeto Marshall (Foto: Reprodução)

Isabella Siqueira

A minissérie Unbelievable (no Brasil traduzida como Inacreditável), é o true crime mais inquietante do momento. Indicada ao Emmy 2020, a produção da Netflix que foi lançada ano passado, é tão poderosa, quanto sensível. Com grandes atuações e diálogos que partem o coração, a obra escancara um sistema que a décadas vitimiza milhares de mulheres pela segunda vez.

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Westworld deixa mais perguntas do que respostas

O texto conta com spoilers da 3ª temporada de Westworld (Foto: Reprodução)

Lucas Malagone

Desde seu primeiro episódio, Westworld mostrou que não era uma série qualquer. Cheia de filosofias e mitologias sobre o que somos e qual a nossa relação como seres humanos, sociedade e máquinas, com narrativas fortes e de prender a atenção do telespectador. A terceira temporada estreou cheia de expectativas sobre o salto na trama e em sua mitologia, ainda mais com a entrada de Aaron Paul no elenco com seu personagem Caleb e a saída do parque temático.

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Estou Pensando Em Acabar com Tudo é um filme limitado

Estou Pensando em Acabar com Tudo, lançamento da Netflix, é a adaptação do livro homônimo escrito por Iain Reid (Foto: Reprodução)

Caio Machado

Charlie Kaufman é mais conhecido por roteirizar filmes que hoje assumiram o status de cult, como Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Quero Ser John Malkovich. Como diretor, é lembrado por Sinédoque, Nova York e Anomalisa, animação indicada ao Oscar em 2016. Suas obras possuem características marcantes, como a originalidade, o uso da metalinguagem e a discussão de temas existencialistas por meio de protagonistas sempre angustiados. A inquietude reina e é raro ver um de seus personagens em paz. Em Estou Pensando em Acabar com Tudo, seu novo filme no qual assume a direção e roteiro, é possível identificar todas essas particularidades. Entretanto, também é revelada a fragilidade de seu trabalho como diretor. Continue lendo “Estou Pensando Em Acabar com Tudo é um filme limitado”

A 3ª temporada de Glow vai além dos palcos

Imagem de divulgação da terceira temporada de Glow (Foto: Netflix/Reprodução)

Ellen Sayuri

Sabe quando você está sem nada para fazer e decide assistir uma série, mas não sabe se continua alguma ou começa outra? Eu estava assim e depois de muito tempo vasculhando o catálogo da Netflix, escolhi uma original dela chamada Glow, e me surpreendi muito. Criação de Liz Flahive e Carly Mensch e inspirada em um programa chamado Gorgeous Ladies of Wrestling (Garotas Lindas da Luta Livre) – GLOW, criado por David McLane nos anos 80. 

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O romantismo de Niall Horan em Heartbreak Weather

(Foto: Capitol Records)

Ana Laura Ferreira

Carlos Drummond de Andrade uma vez questionou: “o que pode uma criatura senão,/ entre criaturas, amar?”. O que pode então o homem, como criatura que é, senão amar e transformar esse amor em arte? Assim como Drummond discorre, sobre esse sentimento que é entrega e adoração, em Heartbreak Weather (2020) Niall Horan nos presenteia com seus poemas e sua ode ao amor e ao romantismo dignos de Shakespeare. Seu segundo álbum solo, lançado em março, atravessa inúmeras histórias, perspectivas e reviravoltas tão intrínsecas e típicas do amor, quase como em uma releitura moderna do romantismo de Goethe e Byron.

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Insecure é série de gente grande

Issa Rae, mente por trás de Insecure, é uma das protagonista do videoclipe Moonlight de Jay-Z, que parodia o seriado Friends (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

A quarta temporada de Insecure representa o extremo oposto do título da série. Cada vez mais confiante da história que quer contar, e como contá-la, a faz-tudo Issa Rae transforma os dez episódios do ano em ouro. As vivências de sua personagem principal, também chamada Issa, resvalam em temas comuns do mundo adulto da TV, e não, não estou falando (apenas) das cenas à quatro paredes. Insecure recebe esse rótulo de ‘série adulta’ muito mais por saber trabalhar algumas constantes deste período da vida: é muito difícil estar certo, é complicado ser feliz e, o mais relevante, a perfeição não existe.

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Manchaca Vol. 1: quando a música transcende o som de uma memória

Capa do álbum (Foto: Reprodução)

Henrique Gomes

Desde sua criação, o Boogarins permanece inquieto, nunca estagnado. A banda goiana imprime, em cada movimento que faz, um recorte da essência que compõe os corpos de seus integrantes. Mesmo que comparada com nomes como Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra, eles sabem que vão muito além da neo-psicodelia. É uma espécie de música transcendental, algo desconexo e intenso, mas puramente honesto. Isso é visto em seus shows, onde faixas de três minutos viram grandes sessões de dez minutos e toda a energia que ali habita explode na catarse das improvisações, como em Desvio Onírico (2018), EP ao vivo do grupo. Os LP’s passam a ser carcaças completamente diferentes entre si, porém que carregam a mesma mística única das texturas e camadas sonoras da alma dos membros. O que prevalece é a beleza da primeira ideia, nua, crua e imperfeita por  definição, como visto nos ruidosos sucessos Lucifernandis e Foimal.

Manchaca Vol. 1 (A Compilation Of Boogarins Memories Dreams Demos And Outtakes From Austin, Tx) nasce da tentativa de manter todo esse movimento em tempos de quarentena. Se nos shows eles expandem o som em níveis espirituais, nos discos eles se concentram e o manipulam em colagens e rasgos sônicos para dizer exatamente do que se trata o tal do Boogarins. Sendo assim, é óbvio que existam milhares de experimentos durante as gravações. E, como o próprio nome diz, o álbum é a compilação de tudo que se originou do período de maior efervescência criativa da banda, nas gravações do Lá Vem A Morte (2017) e Sombrou Dúvida (2019), e serviu como demo ou ficou guardado no baú.

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Canada’s Drag Race tem muito o que aprender com RuPaul

O icônico top 5 (Foto: Reprodução)

Jho Brunhara e Vitor Evangelista

A primeira temporada de Canada’s Drag Race terminou mais amarga do que deveria. Apesar do início extremamente promissor e dos episódios que facilmente desbancam as edições mais recentes da versão americana, o cansaço causado pelos apresentadores de primeira viagem e a constante imitação dos trejeitos de RuPaul Charles mostram que o problema do sequilho só é parcialmente pela quantidade de goiabada. A falta de consistência do trio da bancada não foi um empecilho só para as competidoras. Dez episódios depois, a franquia nos relembra que Drag Race premia muito mais o barulhento e chamativo do que o melhor histórico. 

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