Hebe: a minissérie nacional é linda de viver!

A imagem é uma fotografia de uma cena da minissérie. Na imagem, Andréa Beltrão está caracterizada como Hebe, no palco do programa de auditório. A atriz está no centro da imagem sorrindo para a câmera. Ao fundo da imagem, há uma plateia e a equipe de filmagem em desfoque.
De origem humilde e interiorana, Hebe chegou a ter 70% da audiência do país (Foto: Reprodução)

Jamily Rigonatto 

Hebe Maria Monteiro de Camargo foi uma personalidade autêntica, sua alegria e carisma marcaram a história da comunicação e da televisão brasileira. Em homenagem ao impacto da apresentadora, a minissérie Hebe, que segue a linha de projetos como Maysa e Dercy de verdade, foi lançada para a plataforma Globoplay em julho deste ano.  

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Especial Falas Negras é um respiro em meio ao negacionismo do racismo

Dirigido por Lázaro Ramos e com elenco de peso, o especial destaca símbolos da negritude (Foto: Reprodução)

Giovanne Ramos

Para não deixar o Dia da Consciência Negra passar despercebido sem nenhuma contribuição para o debate do racismo, em meados de outubro, a Rede Globo anunciou o especial Falas Negras, projeto idealizado pela autora Manuela Dias. Lançada no dia 20 de novembro, data emblemática, o projeto levantou expectativas, principalmente, dos negros pela sua proposta de composição totalmente negra, desde os atores até cargos mais elevados dentro de um projeto audiovisual, como é o caso de Lázaro Ramos, que assumiu o posto de diretor. Um ineditismo desagradável na maior emissora do país e sequer, no momento, concebível nas outras concorrentes.

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Reviver Elis é melhor que sonhar

Na imagem Andréia Horta está caracterizada como Elis Regina. Ela está de lado, com a mão esquerda sobre um microfone, o qual encosta na lateral do seu rosto. Sua face está virada para a câmera e ela tem um largo sorriso estampado, olhos fechados e os cabelos castanhos escuros cortados bem curtos.
“Porque liberdade e ar são duas coisas que a gente sente que são essenciais para a vida. Sobretudo quando fazem falta” (Foto: TV Globo)

Ana Laura Ferreira e Raquel Dutra

A trajetória da música brasileira transpassa a história do país. Os fatos, a política e o social moldaram a forma e o conteúdo dos nossos produtos culturais, que muitas vezes combateram na linha de frente os regimes abusivos, denunciaram e registraram as experiências de cada período. No nascimento de um dos gêneros musicais mais brasileiros dentre os nascidos em terras tupiniquins não seria diferente, como ilustra a minissérie Elis – Viver é Melhor que Sonhar e seu retrato da origem da Música Popular Brasileira protagonizada pela Pimentinha Elis Regina. A produção indicada a Melhor Minissérie/Telefilme no Emmy Internacional 2020 mergulha no cenário efervescente da música nacional entre os anos de 1960 e 1980 ao mesmo tempo em que fragmenta a gaúcha, mãe da MPB, em muitas mulheres para além da artista.

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Drag Race Holland é um teste para cardíaco

Na foto vemos quatro drag queens. Da esquerda para a direita: Miss Abby OMG está toda de preto, com um espartilho roxo, Ma'ma Queen usa uma roupa azul e verde, com plumas e asas que lembram o carnaval, seu cabelo é azul claro e ela tem um adereço na cabeça, Envy Peru está de preto com uma grande pluma na cabeça e Janey Jacké veste vermelho, um maiô com meia calça e asas de anjo no mesmo tom de vermelho.
Além do título e da Coroa, a vencedora de Drag Race Holland levou para casa um vestido horroroso, mas avaliado em milhares de euros (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

Pela primeira vez em 2020, Drag Race premiou quem mereceu a Coroa desde o dia um. Não contestando as brilhantes vitórias de Jaida Essence Hall e Shea Couleé, nem mesmo a coroação de Priyanka, mas o que mudou em Drag Race Holland foi o favoritismo avassalador que a estonteante e belíssima Envy Peru exerceu na órbita de suas concorrentes. A drag queen latina clamou para si o título de Primeira Super Estrela Drag da Holanda, numa temporada com mais altos do que baixos, e que definitivamente colocou o público numa montanha-russa emocional.

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We Are Who We Are, por mais doloroso que seja

Na foto vemos dois jovens numa rua da Itália. Caitlin é uma menina negra, de 14 anos e cabelos raspados. Ela usa uma calça jeans escura e larga, um moletom cinza e uma jaqueta bege por cima. Fraser é um menino branco de 14 anos, ele tem o cabelo descolorido loiro e usa só roupas pretas. Eles se olham, e estão alguns passos distantes.
We Are Who We Are se passa na Itália no período da disputa eleitoral estadunidense entre Donald Trump e Hillary Clinton (Foto: HBO)

Vitor Evangelista

Para alguém que sempre odiou a própria expressão de gênero e a maneira com que se comporta, assistir We Are Who We Are foi um alívio. Quase um fardo sendo descarregado, eu respirava aliviado pelo menos uma hora na semana, momento em que os longos episódios da criação de Luca Guadagnino tomavam parte. Junto dos jovens habitantes de uma base militar italiana, revisitei o Ensino Médio, os julgamentos e as cobranças da adolescência e os corações partidos. Acima de tudo, enxerguei em Fraser (Jack Dylan Grazer) um espelho do que sempre quis ser, ou melhor, assistir.

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Sob Pressão: Plantão Covid une ficção e realidade num retrato da maior crise sanitária do século

Sob Pressão, série médica da Globo, lançou dois episódios especiais sobre a pandemia do coronavírus (Foto: Globo)

Júlia Paschoalino

Após três temporadas de inegável sucesso e uma precoce ameaça de cancelamento, Sob Pressão voltou ao ar com dois episódios especiais. A série, que sempre usou um tom de denúncia social para retratar a realidade da saúde pública brasileira, não podia deixar de contar a sua própria versão da pandemia do novo coronavírus.

O especial se passa em um hospital de campanha da COVID-19. O casal de médicos Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano), que terminou a última temporada trabalhando em uma missão humanitária no interior do Brasil, é chamado de volta ao Rio de Janeiro para ajudar nos atendimentos contra a doença.

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Twin Peaks: 30 anos de um universo onde as corujas não são o que parecem

Letreiro da cidade em que se passa a história (Foto: Reprodução)

Gabriel Gatti

Em 1990, o mundo queria saber: quem matou Laura Palmer? Criada por Mark Frost e David Lynch, Twin Peaks foi um dos maiores marcos da televisão mundial. A série se passa em uma cidadezinha pacata que fica na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, onde ocorreu o terrível assassinato de uma estudante, Laura Palmer (Sheryl Lee). O episódio piloto começa com o morador local Pete Matell (Jack Nance) saindo para pescar e encontrando o corpo da jovem envolto em plástico às margens do lago. Em decorrência do assassinato, o agente nada convencional do FBI, Dale Cooper (Kyle MacLachlan), vai a Twin Peaks para investigar o caso.

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How I Met Your Mother: 15 anos da enrolação mais amada da TV

Ao lado de Naruto, How I Met Your Mother é uma das melhores enrolações já feitas (Foto: Reprodução)

Isabella Siqueira

15 anos atrás, Ted Mosby começava uma longa história sobre como conheceu a mãe de seus filhos. A partir daí, pode se dizer que How I Met Your Mother é um eterno filler, mas no bom sentido. A sitcom fez sua estreia pela CBS em 2005, e aproveitava o momento para adotar os órfãos de Friends, que acabara um ano antes. Com aquela mesma fórmula sobre um quinteto jovem em Nova York, mas dessa vez aproveitando os dias em um pub. Contudo, apesar das ressalvas, foram nove temporadas incríveis que acompanharam o amadurecimento (ou não) de personagens muitos cativantes.

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Ratched: a história colorida de uma enfermeira macabra

A nova série de Ryan Murphy explora o passado de uma das personagens mais temidas da cultura pop (Foto: Reprodução)

Nathalia Franqlin

Ratched é a nova série de Ryan Murphy que chegou em setembro na Netflix, com uma primeira temporada que conta com 8 episódios. Estrelada por Sarah Paulson como a enfermeira Mildred Ratched, a produção traz a assinatura de Murphy em cada camada. Com figurinos e cenários impecáveis, extravagantes e coloridos, a trama se passa, majoritariamente, em um hospital psiquiátrico de luxo numa cidadezinha no litoral dos Estados Unidos, no final da década de 1940, após a Segunda Guerra Mundial. Aqueles que já conhecem o trabalho do produtor podem identificar elementos comuns com outras de suas obras, como American Horror Story e até mesmo Pose

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Com humor e reflexão, Ninguém Tá Olhando mostra que a vida não é aleatória por acaso

Os angelus Úli, Chun, Greta e Fred, mais a humana Miriam, vão te fazer questionar (Foto: Netflix)

Mauê Salina Duarte

Lançada em novembro de 2019 pela Netflix e dirigida por Daniel Rezende, a série Ninguém Tá Olhando usa o humor para discutir temas existenciais, lembrando um pouco a aclamada The Good Place. No entanto, enquanto a produção americana explora a vida após a morte, a brasileira foca na vida mundana. Contando com a atuação de nomes bem conhecidos pelos jovens, entre eles Kéfera, que interpreta a personagem Miriam e Projota, que dá vida a Richard. Entretanto, o protagonista é o carioca Victor Lamoglia, intérprete de Úli, um anjo da guarda novato do Sistema Angelus De Proteção Aos Humanos.

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