As super-heroínas da Marvel e o desgaste de ter que roubar a cena o tempo todo

(Créditos: Reprodução)

Lara Ignezli

O MCU (Universo Cinematográfico Marvel, do inglês original Marvel Cinematic Universe) completa em 2018 dez anos de existência. Desde que nasceu, 28 (isso mesmo, vinte e oito) filmes foram lançados e 0 (isso mesmo, zero) tiveram como personagem principal uma mulher. A primeira fase se iniciou com Homem de Ferro (2008), a segunda em 2013 com o lançamento de Homem de Ferro 3 e a terceira — e atual — vem em 2016 com Capitão América: Guerra Civil. Continue lendo “As super-heroínas da Marvel e o desgaste de ter que roubar a cena o tempo todo”

O pessimismo cômico e a metalinguagem de Desventuras em Série

Série adaptada dos livros de Lemony Snicket ganha continuação

Caroline Doms

A adaptação dos 13 livros de ficção de Daniel Handler, escritos sob o pseudônimo de Lemony Snicket, ganhou novos episódios na Netflix. Roteirizada pelo próprio escritor, Desventuras em Série traz um aspecto diferente do apresentado no filme. Enquanto este desespera o espectador e aborda de maneira rasa a narrativa dos livros, a série dedica mais tempo a cada livro.  A produção original da Netflix aconselha o público a deixar de assistir os episódios o tempo todo. Isso ocorre porque não há nenhum fato que seja bom na história dos irmãos Baudelaire desde que perderam os seus pais em um incêndio misterioso.

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La Casa de Papel: velhas opressões, novas perspectivas

Para protegerem seus rostos, os ladrões utilizam a máscara de Salvador Dalí que, por sua vez, remete à máscara utilizada no filme “V de Vingança”. Fonte: Reprodução

Júlia Paes de Arruda

Uma mistura de ação, suspense e romance que prende a atenção do público para maratonar o dia todo. Não é à toa que ela virou a “queridinha” do momento.

Recentemente, a Netflix acrescentou em seu catálogo a segunda parte de La Casa de Papel. A série espanhola tem rendido muitos comentários por toda a internet – assim como muitas polêmicas. Usando um suposto roubo na Casa da Moeda da Espanha como trama central, ela cria uma narrativa que começa como uma tradicional série de suspense norte-americana, mas acaba se tornando difusora de críticas sociais. Continue lendo “La Casa de Papel: velhas opressões, novas perspectivas”

O realismo de Love

Giovana Silvestri

O amor é um tema saturado na arte. É um sentimento indescritível que tentamos descrever, constantemente recriando clichês e tornando o tema repetitivo, previsível e chato. Mas uma série em especial mostrou que ainda é possível inovar. Love, original da Netlix, foi disponibilizada em 2016 e chegou, no último dia 9 de março, a sua terceira (e, infelizmente, última) temporada. Continue lendo “O realismo de Love”

O Mecanismo nasceu quebrado

Nova empreitada de José Padilha (Tropa de Elite) alegoriza a Operação Lava-Jato [Foto: Reprodução]
Vitor Evangelista

Que o cenário político de House of Cards é caótico, nós sabemos. A primogênita do que seria uma grande leva de produções da Netflix nos mostrou como a política americana se ordena. Frank Underwood e sua esposa Claire tiram leite de pedra para conseguir poder; eles fazem o terror. Entretanto, com as acusações contra Spacey, o protagonista foi afastado e a plataforma de streaming deu o veredito: menos episódios, Claire toma os holofotes e a série acaba na sexta temporada. Com as tramoias e artimanhas da Casa Branca se esgotando, a Netflix decidiu virar a câmera para outro cenário extremamente desordenado: o do Brasil.

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O niilismo divertido de The End of the F***ing World

Gabriel Leite Ferreira

A casualidade às vezes nos reserva boas surpresas. Foi sem muito entusiasmo que comecei a assistir ao primeiro episódio de The End of the F***ing world, série em oito partes disponibilizada pela Netflix no começo do mês. Tiro e queda: devorei os sete episódios que restavam de uma tacada só, sem intervalos.

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Black Mirror volta mais apática que em temporada anterior

Nova temporada, lançada no dia 29 de dezembro, volta com perspectivas cada vez mais pessimistas quanto ao uso da tecnologia

Guilherme Hansen

A quarta temporada de Black Mirror estreou no dia 29 de dezembro, a última sexta-feira de 2017. Naturalmente, as expectativas do público eram altas devido aos episódios de ótima qualidade apresentados nas temporadas anteriores. De cara, já é possível dizer que os novos episódios reiteram a visão negativa do uso da tecnologia pelo homem.

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As melhores séries de 2017

Até mesmo depois de ampliarmos as listas de final de ano para 10 itens e deixar a cargo de cada participante escrever sobre o seu destaque pessoal, a lista de séries surpreendeu pela variedade: apenas uma obra permaneceu da lista de 2016.

Muita coisa boa ficou de fora, inclusive a animação que ilustra o post (e que proporcionou um dos melhores memes do ano). Mas nossas escolhas refletem um ano cheio de produções promissoras, ótimas temporadas de séries antigas e fortes traços autorais.

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Vikings: uma carta de amor para a mitologia nórdica

Lucas Lombardi

Na manhã de 8 de junho de 793, longos navios desembarcaram na costa do mosteiro da ilha de Lindisfarne, localizado no território onde hoje é a Inglaterra. Sem forma alguma de defesa, os monges do mosteiro foram massacrados. Os autores desse ato brutal então velejaram de volta para casa, carregando consigo tudo de valor que haviam encontrado: metais preciosos, arte e escravos. Eram guerreiros pagãos, normandos, oriundos da Escandinávia. Esse evento ecoaria por toda a Inglaterra, dando início à Era Viking.

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Mindhunter se mune das ciências humanas para enfrentar o senso comum

cena mindhunter

Adriano Arrigo

Como assistir Mindhunter e não lembrar do discurso da jornalista Rachel Sheherazade sobre o linchamento de um jovem na zona sul do Rio? A nova produção da Netflix, dirigida por David Fincher (Seven, Clube da Luta, e Zodíaco), é uma aula divida em 10 capítulos que explicam o que, para muitos, não parece ser fácil de compreender. Mindhunter dá a luz a temas espinhosos para a segurança social, e mostra como o senso comum do que é um ‘bandido’ é mal compreendido, mesmo entre os profissionais da área. Continue lendo “Mindhunter se mune das ciências humanas para enfrentar o senso comum”