A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê

Aviso: Este texto contém spoilers

Cena do filme A Morte do Demônio: Em Chamas Na imagem, vista de cima, Alice encara o teto. Na bochecha esquerda, há gotas de sangue escorrendo. Ela está com expressão de medo e veste uma camiseta cinza escuro com marcas de suor. Seu cabelo está desarrumado e possui mechas rosa. Alice é uma mulher na faixa dos 30 anos, de origem tunisiana e europeia.
Souheila Yacoub, de Clímax (2018), protagoniza o sexto filme da franquia (Foto: Ghost House Pictures)

Davi Marcelgo

O primeiro filme da franquia, Evil Dead (1981), recebeu, no Brasil, o título de Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio propriamente, pois não só o protagonista Ash Williams (Bruce Campbell) foi levado ao limite – de covarde para bad ass na mesma madrugada – como as produções sucessoras dobraram a aposta, enriquecendo a mitologia dos deadites. Em Army of Darkness (1992), o terceiro capítulo da saga, a cabana deixa de ser o cenário e é substituída pela paisagem medieval; Williams é sugado por um portal e enviado para o período do aço e das espadas. Já a série Ash vs. Evil Dead (2015-2018) aproveitou o terreno construído por Sam Raimi nos três longas para extrapolar tanto a lore quanto os temas abordados. Twist and Shout, sétimo episódio do terceiro ano, tateia os massacres em escolas americanas, por exemplo. Enquanto a trajetória da franquia é marcada por inovação, A Morte do Demônio: Em Chamas se contenta em apenas ser uma faísca.  Continue lendo “A Morte do Demônio: Em Chamas é fogo que não arde e nem se vê”

Maldição da Múmia…quem é ela?

Cena do filme Maldição da Múmia Na imagem, a personagem Katie encara sua frente com um olhar penetrante. Ela é uma garota na faixa dos 17 anos, de pele clara, com textura seca e cicatrizada. Seus cabelos são claros, longos e finos. A mão direita segura uma corda. O fundo é seu quarto, de paredes vermelhas.
Lee Cronin retorna ao lar da família disfuncional após três anos de A Morte do Demônio: A Ascensão (Foto: New Line Cinema)

Davi Marcelgo 

O romeno Radu Jude, em 2025, com seu Drácula, teceu críticas a Hollywood por retirar a aura da lenda particular da Romênia, Vlad, o Empalador, e transformá-la em versões deturpadas. Desse movimento, há experiências interessantes, de A Hora do Espanto (1985) a Crepúsculo (2008), algumas obras se distanciaram do mito original e criaram algo próprio: ícones e personalidade. Essa afirmação não se aplica à Múmia, que desde a virada do século não recebe uma versão de louros. O que significa que Maldição da Múmia, de Lee Cronin, traça o mesmo caminho. Continue lendo “Maldição da Múmia…quem é ela?”

A Morte do Demônio: A Ascensão é mais um sangrento acerto para a franquia de Evil Dead

Cena de abertura do filme A Morte do Demônio: A Ascensão. Na imagem, a silhueta de uma mulher, iluminada por trás pelo sol, flutua acima de um rio, os dedos dos pés arrastando sobre a superfície d'água avermelhada. Ao fundo, vê-se uma densa floresta e o céu também avermelhado, com o título do filme preenchendo o horizonte: Evil Dead Rise.
A Morte do Demônio: A Ascensão é o filme mais bem avaliado da franquia (Foto: Warner Bros.)

Larissa Mateus

Não há fenômeno mais comum na história do Cinema, principalmente no gênero do terror, do que a maldição da franquia não planejada. Basta um filme fazer sucesso suficiente na bilheteria que mais da mesma trama entrará em cartaz nos próximos anos, até que o público esteja exausto. A situação se torna cada vez mais exacerbada com a tendência de remakes da última década, recheando o cenário slasher atual com produtos repetitivos e franquias desnecessariamente revitalizadas anos após seus dias de ouro iniciais, como aconteceu com Halloween, O Massacre da Serra Elétrica e Pânico.

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