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	<title>Arquivos Ludmila Henrique &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 5 anos, Alta Fidelidade fala sobre amor em alto e bom som</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 13:00:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique  Adaptando o livro homônimo de Nick Hornby, a série acompanha a vida amorosa de Robyn Brooks (Zoë Kravitz), dona de uma pequena loja de discos de vinil no Brooklyn, Nova York. Um ano após o fim de seu último relacionamento, Rob não consegue seguir em frente com os seus sentimentos e se encontra &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/5-anos-alta-fidelidade/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Alta Fidelidade fala sobre amor em alto e bom som"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36723" aria-describedby="caption-attachment-36723" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36723" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-1.jpg" alt="" width="735" height="370" /><figcaption id="caption-attachment-36723" class="wp-caption-text">A atriz Zoë Kravitz é produtora executiva da série ao lado das roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka (Foto: Hulu/Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Ludmila Henrique </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptando o livro homônimo de Nick Hornby, a série acompanha a vida amorosa de Robyn Brooks (Zoë Kravitz), dona de uma pequena loja de discos de vinil no Brooklyn, Nova York. Um ano após o fim de seu último relacionamento, Rob não consegue seguir em frente com os seus sentimentos e se encontra no caos pós-término, contando apenas com a companhia de seus bons e velhos amigos, Simon (David H. Holmes) e Cherise (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><span style="font-weight: 400;">Da’Vine Joy Randolph</span></a><span style="font-weight: 400;">), além de, obviamente, a música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama começa pelo o seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fZUvZD_VlwU"><span style="font-weight: 400;">encerramento</span></a><span style="font-weight: 400;">. O último suspiro do laço afetivo entre Rob e Mac McCormack (Kingsley Ben-Adir), antecedendo o ato final de um relacionamento à beira do fim. Saltando um ano após do acontecimento, o seriado instiga o espectador a querer entender o que ocorreu com o casal, que anteriormente estavam noivos, para que chegassem àquele ponto de desentendimento. No exato dia em que Robyn decreta seguir em frente com a vida, ela esbarra novamente em seu antigo amor, recém-chegado de Londres para o antigo distrito. Ao recordar sentimentos passados, a cena do reencontro foi à lá </span><i><span style="font-weight: 400;">Coração Valente</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1995), com as entranhas sendo expostas no final, mas sem a sensação de liberdade do protagonista. </span></p>
<p><span id="more-36720"></span></p>
<figure id="attachment_36728" aria-describedby="caption-attachment-36728" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36728" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-2.jpg" alt="" width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-36728" class="wp-caption-text">Os roteiristas do filme ouviram aproximadamente 2000 músicas para serem incluídas na trilha sonora (Foto: Buena Vista Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OA9gPtWDiww"><i><span style="font-weight: 400;">High Fidelity</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) também conquistou uma adaptação nas telas do cinema nos anos 2000, sendo dirigido por Stephen Frears e protagonizado pelo ator John Cusack. Seguindo a mesma premissa da série, o longa-metragem mostra Rob Gordon sofrendo igualmente com a solidão deixada por seus antigos relacionamentos. No entanto, existem doses de interpretação de uma obra para a outra. O seriado adaptado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> mudou pontos importantes do filme, começando pelo próprio protagonista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora ambos sejam super criteriosos e melodramáticos em relação aos seus gostos e sentimentos, a versão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TGAZJN3maWo"><span style="font-weight: 400;">Cusack</span></a><span style="font-weight: 400;"> configura uma característica mais cética e egoísta – por vezes machista – de suas conexões, carregando um certo desconforto ao assistir. Por outro lado, Kravitz também carrega essa personalidade individualista, colocando o próprio sentimento na frente do afeto de outras pessoas. Apesar disso, diferente do original, você não sente uma aversão completa ao personagem, conseguindo por vezes compreender e até se identificar com algumas escolhas e comportamentos da protagonista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Obviamente a versão de Cusack foi proposital e um claro lembrete de como não agir dentro de um relacionamento. E é exatamente por isso que a sua atuação representa uma entrega espantosamente deslumbrante do ator, sendo muito enaltecida pela crítica especializada, tornando a produção um grande filme </span><a href="https://letterboxd.com/film/high-fidelity/"><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que vale a pena ser admirado e questionado ao longo dos anos. </span></p>
<p><figure id="attachment_36729" aria-describedby="caption-attachment-36729" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36729" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-3.jpg" alt="" width="736" height="490" /><figcaption id="caption-attachment-36729" class="wp-caption-text">Da’Vine Joy Randolph, atriz que interpreta Cherise, ganhou destaque após conquistar o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel em Os Rejeitados (2023) [Foto: Hulu/Disney+]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A série introduz referências e homenagens claras ao filme em sua composição. A mais notável entre elas é a escolha de Zoë Kravitz como a nova protagonista, sendo que sua mãe, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sPMRl6KV9iU"><span style="font-weight: 400;">Lisa Bonet</span></a><span style="font-weight: 400;">, participou do longa-metragem atuando como Marie De Salle, uma cantora independente que recebeu uma reinterpretação no seriado através de Liam, personagem de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WgPCuiBPVR0&amp;list=RDWgPCuiBPVR0&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">Thomas Doherty</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dick (Todd Louiso) e Barry (Jack Black) tornam-se, respectivamente, Simon e Cherise, que adquiriram uma nova roupagem e profundidade na própria trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se antes esses </span><a href="https://www.elle.com/culture/movies-tv/a31000722/high-fidelity-tv-show-movie-book-comparison/"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> exerciam apenas o papel de suporte na história de Rob, agora eles possuem camadas e suas devidas narrativas na série. Simon, ex-parceiro de Robyn e agora seu melhor amigo, uma pessoa muito acolhedora e tranquila, vira protagonista no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Ballad of the Lonesome Loser</span></i><span style="font-weight: 400;"> (8&#215;1), onde narra suas próprias mágoas através das melodias. Cherise, por outro lado, acompanha a mesma personalidade enérgica e carismática herdada da interpretação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Wxf8bv9mG8"><span style="font-weight: 400;">Jack Black</span></a><span style="font-weight: 400;"> no longa, funcionando em contraste ao mau humor de Robyn, embora conquiste um lado mais sentimental ao final da temporada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alta Fidelidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> igualmente possui diversas cenas que foram gravadas e que não chegaram a ser incluídas no produto final, porém foram adaptadas para o seriado. Uma delas é o episódio</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5Zi6we9UrNY"><i><span style="font-weight: 400;">Uptown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (5&#215;1), onde acompanhamos uma mulher recém divorciada chamada Noreen Parker (Parker Posey), que planeja vender toda a coleção de discos de vinil de seu ex-marido por um preço bem baixo para Rob, como um sinal de vingança pelo fim do casamento. Na obra original, essa personagem foi interpretada pela atriz </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-uYKLe2lP6Q"><span style="font-weight: 400;">Beverly D’Angelo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_36731" aria-describedby="caption-attachment-36731" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36731" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-4-1-800x595.png" alt="" width="800" height="595" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-4-1-800x595.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-4-1-1024x762.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-4-1-768x571.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-4-1-1200x893.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-4-1.png 1371w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36731" class="wp-caption-text">Artistas nacionais como Serguei e a antiga banda de Rita Lee, Os Mutantes, aparecem na trilha sonora da série (Foto: Hulu/Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie também é ambientada em um local diferente da produção dos anos 2000, anteriormente filmada em Chicago. Embora aconteça essa mudança de cidades, a proposta da narrativa não é exatamente falar sobre o Brooklyn e a sua relevância, mas retratar sobre a vida das pessoas que habitam aquele espaço, o que gostam de ouvir e o cenário musical na qual estão inseridas. Justamente por isso a </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a30845138/high-fidelity-songs/"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alta Fidelidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tão diversificada, combinando faixas menos conhecidas de grandes intérpretes, como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Prototype</span></i><span style="font-weight: 400;">” do </span><i><span style="font-weight: 400;">Outkast</span></i><span style="font-weight: 400;"> e “</span><i><span style="font-weight: 400;">So Blue</span></i><span style="font-weight: 400;">” do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prince</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de apresentar ao público artistas independentes que ganham um espaço único ao longo do seriado e canções inéditas,  que seguem o mesmo nível de refinamento. O resultado é uma </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/5eZq4MSvBSHEtASbrJJrNP?si=d8deb14224f3430a&amp;nd=1&amp;dlsi=9c7dbb9b46ca4e0b"><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para todos os gostos, misturando</span><i><span style="font-weight: 400;"> soul music</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mpb</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito interessante a maneira que os sentimentos da personagem são revelados por meio das músicas. Cada canção é inserida com um propósito, e parte da narrativa é contada através delas, mostrando a qualidade do trabalho dos supervisores musicais e dos produtores executivos, que conseguiram unir perfeitamente um elemento ao outro. Não apenas no campo musical, a série também faz grandes referências ao universo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">tv shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> e moda. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=abmHzTUOQnM"><span style="font-weight: 400;">Rob</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sua </span><i><span style="font-weight: 400;">gangue</span></i><span style="font-weight: 400;"> são ponderados em relação aos seus gostos e os episódios são repletos de ‘Tops 5’: cinco melhores trilhas sonoras de filmes, cinco melhores álbuns, cinco melhores vilões de todos os tempos e por aí vai. A série é, nada mais nada menos, do que uma grande salada cultural. </span></p>
<figure id="attachment_36732" aria-describedby="caption-attachment-36732" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36732" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/IMAGEM-5.jpg" alt="" width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-36732" class="wp-caption-text">Debbie Harry, vocalista da banda Blondie, faz uma pequena aparição no seriado (Foto: Hulu/Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao esbarrar novamente com McCormack e antigos sentimentos virem à tona, Rob entra em uma jornada pessoal para compreender o verdadeiro motivo de ficar estagnada após o fim de todos os seus relacionamentos. Com isso, ela lista os “</span><i><span style="font-weight: 400;">Top 5 piores términos de todos os tempos</span></i><span style="font-weight: 400;">” e entra em contato com todos os seus ex-namorados para entender se o problema era, de fato, com ela ou outras circunstâncias. O plano estava indo muito bem até o momento do diálogo com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Tw8E2HobuHA"><span style="font-weight: 400;">Mac McCormack</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando ela percebe que o tempo passou de forma muito mais rápida na vida dele e acaba tendo uma nova recaída. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se aproximando de seu desfecho, quando descobrimos o verdadeiro motivo do término do noivado entre Rob e Mac, a série mergulha no processo de recuperação da protagonista, dialogando com letras de músicas e novos relacionamentos. E nesse contexto acontece a conexão entre a personagem e Clyde (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jake Lacy</span></a><span style="font-weight: 400;">), figura que aparece em momentos pontuais da narrativa e que apresenta uma química incrível com Robyn, nos fazendo querer assistir, cada vez mais, cenas dos dois juntos. </span></p>
<figure id="attachment_36733" aria-describedby="caption-attachment-36733" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36733" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/transferir.jpg" alt="" width="736" height="490" /><figcaption id="caption-attachment-36733" class="wp-caption-text">Assim como na obra original, a série utiliza da quebra da quarta parede para conversar diretamente com o público (Foto: Hulu/Disney+)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I6Vg5VEQRws"><i><span style="font-weight: 400;">Alta Fidelidade</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">mostra como o amor e a música andam lado a lado. Da mesma maneira que uma canção começa, alcança o seu ápice e chega ao fim, abrindo espaço para novas melodias, as relações afetivas caminham quase pelo mesmo sentido. Embora a série tenha sido cancelada logo após o lançamento da primeira temporada, há 5 anos ela segue conquistando novos públicos através de sua originalidade, narrativas reais sobre solidão e amor genuíno pela música.</span></p>
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		<title>As Melhores Séries de 2024</title>
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					<description><![CDATA[<p>O ano de 2023 foi conturbado em Hollywood, com o atraso de inúmeras produções e o adiamento de algumas cerimônias de premiação. Nesse sentido, 2024 sofreu muito das consequências da greve, porém, foi uma etapa importante na luta pelos direitos dos artistas e, agora, ao que parece, estamos voltando à normalidade. Séries postergadas foram lançadas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2024"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35117" aria-describedby="caption-attachment-35117" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35117 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-640x800.jpg" alt="" width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35117" class="wp-caption-text">A Netflix foi a produtora que mais recebeu indicações na lista de 2024 do Persona (Texto de abertura: Guilherme Moraes; Arte de capa: Eduarda Anselmo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2023 foi conturbado em Hollywood, com o atraso de inúmeras produções e o adiamento de algumas cerimônias de premiação. Nesse sentido, 2024 sofreu muito das consequências da greve, porém, foi uma etapa importante na luta pelos direitos dos artistas e, agora, ao que parece, estamos voltando à normalidade. Séries postergadas foram lançadas e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">voltou a ser transmitido em Setembro, como ocorre anualmente. Contudo, muitos dos seriados que estavam em produção tiveram um atraso, afetando muito a última </span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/12/27/cinema-e-streaming/de-volta-as-telas-o-que-2024-revelou-sobre-o-futuro-do-cinema/"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. A lista anual de melhores séries do </span><i><span style="font-weight: 400;">Persona</span></i><span style="font-weight: 400;"> reflete um pouco o panorama geral da Televisão nesse período, com apenas 23 produções sendo selecionadas, menos da metade do ano anterior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as indicadas, há um equilíbrio muito grande, com as duas mais mencionadas sendo a animação </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a minissérie britânica </span><a href="https://personaunesp.com.br/bebe-rena-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambas com quatro votos. Logo em seguida vem a adaptação do romance </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8vGnkXd9rA"><i><span style="font-weight: 400;">One Day</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(3) e um empate quíntuplo entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/agatha-desde-sempre-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Agatha All Along</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">House of the Dragon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Abbot Elementary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">De volta aos 15</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que receberam duas menções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na disputa entre os </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca com dez aparições. Em segundo lugar vem a </span><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> (3) e empatados em terceiro lugar estão o </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">(2). Não é novidade que as produções dos Estados Unidos são a maioria, mas devido à greve em Hollywood, o ano de 2024 teve uma diversidade maior de países. Nesse contexto, o Brasil se sobressai com três menções, dentre elas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AGT5bUsOPLk"><i><span style="font-weight: 400;">Senna</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">De Volta aos 15</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, ainda há espaço para duas obras japonesas e uma inglesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algo que chama muito a atenção na lista é a ausência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Xógum: A Gloriosa Saga do Japão</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencedora do </span><a href="https://www.omelete.com.br/emmy/emmy-2024-vencedores-lista"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de melhor série dramática. Além disso, alguns seriados consagrados também ficaram de fora, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-4-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders on the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dentre as 21 indicadas, 13 são estreantes, sendo apenas oito já conhecidas pelo público. Abaixo você pode ver como ficou a nossa lista de melhores de 2024, selecionadas pelos membros da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-35024"></span></p>
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<figure id="attachment_35038" aria-describedby="caption-attachment-35038" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Abott-Elementary-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena da terceira temporada de Abbott Elementary. Na imagem temos a presença de Janine Teagues (Quinta Brunson), uma mulher negra, de cabelos castanhos e cacheado, ela está vestindo um vestido branco com detalhes listrados na cor preta, azul e amarela. Ao seu lado está Gregory Eddie (Tyler James Williams), um homem negro, de olhos castanhos e cabelo preto raspado. Ele está vestindo uma camiseta e um jeans preto. Na imagem também temos a presença do Mr. Johnson (William Stanford Davis), um homem negro de meia idade, olhos castanhos e careca, vestindo uma jaqueta de couro preta. Eles estão dentro de uma cozinha, é possível identificar uma mesa redonda com alguns jogos de tabuleiro em cima, um fogão branco e outros utensílios de cozinha, como temperos e panelas." width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-35038" class="wp-caption-text">A quarta temporada do seriado ainda não tem data de estreia no Brasil (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>3° temporada de Abbott Elementary </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encerrando o período de férias escolares, as aulas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Abbott Elementary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">retornam com novas metas para este ano. Após duas temporadas, a série que reúne humor com temas reais sobre o sistema público de ensino norte americano, precisa superar ela mesma para conseguir se estabelecer nas telas e manter a audiência. Com o mesmo roteiro criativo das fases anteriores, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta para o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda mais engraçada, trazendo novas abordagens sobre a vida pessoal de seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os corredores da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ww1qEyVG6IA"><span style="font-weight: 400;">Willard R. Abbott</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja o palco principal da trama dos professores, ao longo dos anos, o seriado busca mostrar outros aspectos da rotina dos funcionários da escola, aprofundando sua narrativa para outros assuntos, como contextos familiares e vida amorosa. E, falando em amor, o romance </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HowbGM9fDp8"><i><span style="font-weight: 400;">slow burn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entre Janine (Quinta Brunson) e Gregory (Tyler James Williams) finalmente tomou forma no decorrer desta temporada, no entanto, ainda não se sabe como esse relacionamento pode implicar na dinâmica profissional do casal, enquanto os dois dividem o mesmo espaço de trabalho. Mesmo sem um rumo aparente para solucionar os próximos problemas, uma coisa é certa: Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ocKB_lkWD9A"><i><span style="font-weight: 400;">Abbott Elementary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tudo será resolvido com muita originalidade e humor. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35027" aria-describedby="caption-attachment-35027" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-800x450.webp" alt="Cena da série A Casa do Dragão. Rhaenyra Targaryen aparece em primeiro plano, vestindo uma túnica vermelha decorada com bordados prateados, com expressão determinada e o rosto levemente sujo. Ao fundo, dois dragões destacam-se sobre um cenário rochoso e montanhoso." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35027" class="wp-caption-text">“Há quem confunda minha cautela com fraqueza, que essa seja a sua ruína” (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de A Casa do Dragão (House of the Dragon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa do Dragão</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe de volta o universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Westeros</span></i><span style="font-weight: 400;">, carregando a essência das melhores fases de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com uma produção muito mais refinada. Apesar de tropeços ocasionais, a série mantém a nostalgia viva, entregando momentos de grande impacto visual e emocional. É uma temporada que aposta na construção detalhada das relações e na exploração de temáticas complexas, mesmo que em um ritmo mais lento do que o esperado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores acertos está na forma como a série desenvolve os paralelos entre Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy) e Alicent Hightower (Olivia Cooke). Embora os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rVcDJ4Hi5IA&amp;t=1554s&amp;pp=ygUPbWlrYW5ubiBhbGljZW50"><span style="font-weight: 400;">livros</span></a><span style="font-weight: 400;"> não mergulhem tão profundamente nessa amizade transformada em rivalidade, a perspectiva da produção enriquece a narrativa, mostrando duas mulheres ligadas por laços do passado e divididas por interesses conflitantes. Além disso, a batalha épica entre Rhaenys Targaryen (Eve Best) e os irmãos Aemond (Ewan Mitchell) e Aegon (Tom Glynn-Carney) foi, sem dúvida, o clímax da temporada, com uma despedida de Rhaenys ao lado de Meleys que emocionou e deixou sua marca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o arco de Daemon (Matt Smith) em </span><i><span style="font-weight: 400;">Harrenhal </span></i><span style="font-weight: 400;">tentou fugir do previsível ao brincar com os delírios do personagem, mas se perdeu em repetições, e o ritmo da temporada, mais lento que o da </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixou a desejar em momentos de grande impacto. Mesmo assim, a discussão sobre legitimidade, como nos dilemas de Corlys Velaryon (Steve Toussaint) e Jace Targaryen (Harry Collet) e o ponto de vista do sofrimento da população de </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Landing</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio de novos rostos secundários trouxe profundidade à trama. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa do Dragão</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu manter um saldo positivo, alimentando a expectativa para a terceira temporada. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35036" aria-describedby="caption-attachment-35036" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-800x800.jpeg" alt="Cena da série A Diplomata, a cena mostra a vice-presidente dos Estados Unidos, Grace Penn, interpretada por Allison Janney, uma mulher branca de meia-idade, com os cabelos loiros. Ela usa um blazer vermelho, com um broche da bandeira de seu país, sobre uma camisa verde. Ela está em frente à residência oficial da embaixadora norte-americana em Londres, uma mansão neoclássica com janelas compridas, colunas gregas, e um frontão triangular com imagens esculpidas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35036" class="wp-caption-text">Allison Janney impõe sua presença na segunda temporada de A Diplomata (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de A Diplomata (The Diplomat)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RHWvvesnpi4"><i><span style="font-weight: 400;">A Diplomata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, Kate Wyler (Keri Russell), embaixadora americana em Londres, recentemente descobriu uma armação britânica sobre um desastre avassalador. A explosão de um navio militar serviu de gatilho para a temporada passada e faz parte de um iceberg muito profundo de tramas e conspirações. Em meio a disputa voraz de interesses, Wyler deve ter jogo de cintura para trazer tudo à luz, sem colocar em risco a Aliança Britânico- Americana e sua própria reputação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série de Debora Cahn, que esteve na lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">melhores séries de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Persona, volta a figurar este ano. Isso se dá graças a sua percepção mordaz da política internacional e do roteiro refinado e bem humorado. As atuações de Keri Russell e Rufus Sewell nos papéis principais não decaem nem um pouco em relação à temporada original e ganham o impulso da interpretação magnética de Allison Janney. No papel de uma ultra-dedicada vice-presidente dos EUA, Janney traz um novo frescor ao Thriller político</span><b> &#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35041" aria-describedby="caption-attachment-35041" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-2.png" alt="" width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-2.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-2-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35041" class="wp-caption-text">Em Agatha Desde Sempre, o amor, o ódio e a raiva andam de mãos dadas (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Agatha Desde Sempre </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem estava bagunçando tudo? Era a Agatha, todo esse tempo! Em referência à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P8u8md-NiHM"><span style="font-weight: 400;">canção</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Agatha Desde Sempre </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra a história de Agatha Harkness, antes e depois dos eventos causados por Wanda Maximoff em Westview. Conhecida por ter êxito na magia e fracasso na vida, Harkness perdeu muitas coisas nesse longo trajeto, e – segundo a lenda – é a única bruxa que conseguiu atravessar o Caminho das Bruxas. Por causa disso, Teen (Joe Locke) vai ao encontro de Agatha, para tentar entender seus poderes e achar sua identidade real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de momentos irônicos e sarcásticos, e através do passado e do presente, a minissérie conta como uma jovem se transformou na bruxa mais malvada de todos os tempos. Dessa forma, é possível descobrir como a vida de Agatha Harkness se cruzou com as histórias de tantas outras feiticeiras, e como ela se tornou tão odiada pela maior parte do mundo mágico. Além de ser recheada de comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/agatha-desde-sempre-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Agatha Desde Sempre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda conta com diversos instantes de drama e leves sustos, sem deixar o mistério e os encantamentos de lado. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35034" aria-describedby="caption-attachment-35034" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-promessa-do-golfe-guilherme-siqueira.jpg" alt="Cena da série A Promessa do Golfe, a cena mostra Gawain, um menino de aproximadamente 8 anos, cabelos loiros e curtos, com olhos azuis. Ele veste uma camisa amarela com suspensórios vermelhos e uma calça verde, segura um taco de golfe atrás de suas costas, após fazer uma tacada. Ao lado de Gawain está sua professora Kiria, que olha impressionada. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e pretos que formam uma franja, usa uma blusa laranja e calças xadrez. Os dois estão em um campo com muitas árvores e um céu azul." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-35034" class="wp-caption-text">A Promessa do Golfe proporciona uma alegria diferente a cada tacada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª Temporada de A Promessa do Golfe (Rising Impact)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma série esportiva fofa e hipnotizante. Assim é </span><i><span style="font-weight: 400;">A promessa do Golfe</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível na Netflix. O anime derivado do mangá de Nakaba Suzuki não é apenas um passatempo, mas uma fonte de motivação do dia-a-dia. A Jornada de Gawain Nanaumi para descobrir o seu enorme potencial em um esporte que ele sequer sabia da existência é a garantidora de uma experiência agradavelmente leve à qualquer um que esteja assistindo. Apesar do enfoque maior ao público mais jovem, com o bom humor não tão sutil e a simplicidade da narrativa, a série merece estar entre as melhores de 2024 graças a elementos como doçura dos personagens, a precisão das descrições de elementos técnicos do </span><a href="https://flixlandia.com.br/a-promessa-do-golfe-critica-da-serie-anime-netflix-2024/"><span style="font-weight: 400;">golfe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma visão otimista de mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os protagonistas e coadjuvantes da série são igualmente apaixonantes, em muitos momentos eles parecem ser muito mais próximos de nós do que os traços 2D da animação possam levar a crer. Traços esses que, por si só, são um espetáculo à parte. Os objetos têm características como brilho e peso muito bem definidas e a movimentação, essencial na temática esportiva, é fluida, veloz e delicada. Em um momento em que a Netflix expande os </span><a href="https://animesinjapan.com.br/noticia/398/netflix-aumenta-o-seu-investimento-no-ramo-dos-animes-em-2024-com-a-adicao-futura-de-17-animacoes-licenciadas-pela-sony-crunchyroll-n"><span style="font-weight: 400;">negócios</span></a><span style="font-weight: 400;"> em busca do público consumidor da cultura japonesa,</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Promessa do Golfe</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sem dúvidas um grande destaque. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35047" aria-describedby="caption-attachment-35047" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35047" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x341.jpg" alt="A imagem retangular mostra cinco personagens da série em um cenário escuro com uma luz central amarelada. Da esquerda para a direita, respectivamente, temos uma personagem branca, de cabelos ruivos, que veste armadura com detalhes dourados. Ao lado, um personagem marculino de barba e cabelos médios presos por uma tiara, que segura um escudo grande em um dos braços e se põe por trás do mesmo. Ao centro, uma personagem com roupa naval e que segura uma espingarda em uma das mãos, além de vestir uma boina branca sob seus cabelos longos lisos e pretos. Ao lado, uma personagem de cabelos pink, que usa grandes luvas de metal no punho. Ao lado dela, um personagem de pele verde, que veste uma boina preta. Todos olham para a frente." width="800" height="341" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x341.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1024x437.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-768x328.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1536x655.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1200x512.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35047" class="wp-caption-text">Após três anos de uma espera ansiosa, Arcane não deixa a desejar em sua sequência, o que engrandece ainda mais todo seu enredo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Arcane 2º Temporada </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Riot Games</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um sucesso entre milhares de pessoas não restam dúvidas. Desde o lançamento do estrondoso </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/09/league-of-legends-e-o-jogo-de-computador-mais-popular-do-mundo-entenda-esports.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a empresa coleciona admiradores e uma legião de fãs que compra toda nova ideia. Quando o projeto da série </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2024/11/08/jogo-lol-league-of-legends-serie-netflix-arcane-segunda-temporada"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surgiu em 2021, a surpresa positiva com toda a potência visual, narrativa e a escolha detalhista para roteiro e vozes brilhou nos olhos do público, caindo nas graças. Em 2024, a empresa repete o feitiço ao entregar uma nova temporada tão brilhante quanto a anterior e mostrar que ideias e um alto nível de execução não estão em falta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ritmo mais acelerado, o espectador é convidado a embarcar em uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">história igualmente frenética</span></a><span style="font-weight: 400;">. Conseguindo unir algumas pontas soltas da primeira parte, a história se desenrola em um clima que prende e faz qualquer um ficar grudado à tela. Mesmo deixando a desejar em expandir e dar mais atenção para histórias de personagens como Rosa Negra, Jinx e Jayce, a segunda temporada mostra muita maturidade no conteúdo, emoção e deixa um gostinho de que valeu a pena esperar  </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35040" aria-describedby="caption-attachment-35040" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-800x450.jpg" alt="Imagem da série As Bicampeãs. Na fotografia, as atletas de vôlei Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla e Thaísa se reúnem para uma selfie. Todas estão vestidas formalmente para a gravação de declarações para o documentário do Globoplay." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35040" class="wp-caption-text">As Bicampeãs trouxe os bastidores por trás da geração mais vitoriosa do vôlei feminino brasileiro (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>As Bicampeãs</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas vezes, documentários sobre grandes ícones do esporte falham em despertar a empatia do público ao colocarem, a todo momento, seus protagonistas no topo do mundo. Alguns, no entanto, conseguem derrubar as visões criadas pela mídia para, então, reerguer o astro ao seu lugar de glória. </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/12761200/"><i><span style="font-weight: 400;">As Bicampeãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> arrasta seis jogadoras de vôlei de volta ao inferno em uma jogada perfeita que mostrou os sacrifícios para alcançar a glória eterna. Nesse caso, o tão sonhado ouro olímpico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, exibida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Sportv2</span></i><span style="font-weight: 400;"> e disponibilizada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, é emocionante e vital para se entender o atual cenário do </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/as-bicampeas-serie-mostra-a-conquista-dos-ouros-olimpicos-do-volei-feminino-do-brasil"><span style="font-weight: 400;">vôlei feminino brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Partindo desde a rixa histórica com Cuba nas quadras, passando pela pressão de um jornalismo esportivo historicamente machista e aterrissando no bicampeonato olímpico, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bicampeãs </span></i><span style="font-weight: 400;">escancarou do que Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla e Thaísa são feitas: muita determinação, sangue nos olhos e, claro, pressão do técnico Zé Roberto Guimarães. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35033" aria-describedby="caption-attachment-35033" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-800x450.webp" alt="Na imagem se encontram um homem e uma mulher em um bar. Ele, de camisa pólo marrom, cabelo curto castanho, barba rala e pele branca, se encontra dentro da área na qual se fazem os drinks e olha para uma mulher branca, de cabelos ruivos, que veste uma roupa rosa rendada. Ela ri livremente e parece se divertir de algo que ele fala. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35033" class="wp-caption-text">Extremamente desconfortável e impossível de não olhar, Bebê Rena é fatal em prender sua atenção por 7 episódios como se fosse só um (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Bebê Rena (Baby Reindeer) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma tentativa de lavar-se de uma história que marcou sua vida pessoal, Richard Gadd interpreta a si mesmo, sob o nome de </span><span style="font-weight: 400;">Donny, e roteiriza uma das minisséries de maior sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se tornou a produção mais premiada do </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/xogum-hacks-e-bebe-rena-sao-as-grandes-vencedoras-do-emmy-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, levando 4 prêmios para a casa. </span><span style="font-weight: 400;">Mostrando a complexidade do que é o </span><i><span style="font-weight: 400;">Stalking</span></i><span style="font-weight: 400;"> (perseguição intencional que ameaça a integridade da vítima e/ou invade sua privacidade e direito de ir e vir), o </span><a href="https://personaunesp.com.br/bebe-rena-critica/"><span style="font-weight: 400;">roteiro não se prende</span></a><span style="font-weight: 400;"> a contar a história como a vilã e o mocinho, mas trabalha todas as nuances que permeiam o psicológico de ambos e demonstra a teia que se constrói nessa relação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que não entregue em um formato perfeito e com seus ‘erros’ de roteiro e produção, que podem desagradar parte do público ou tornar a história mais plausível, já que tudo se baseia em uma experiência pessoal de Richard. Com uma história que incomoda, mas prende a atenção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Baby Reindeer</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é um aviso filmado dos malefícios da </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2022/06/28/brasil-registra-mais-de-3-casos-de-stalking-por-hora-mostra-anuario.ghtml"><span style="font-weight: 400;">banalização de obsessões</span></a><span style="font-weight: 400;"> na sociedade atual </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35029" aria-describedby="caption-attachment-35029" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-800x450.jpg" alt="Cena da 3ª temporada da série De Volta aos 15. A cena mostra a personagem Anita, a qual é interpretada por Maisa, em uma aula de pintura. Seu cabelo é enrolado, escuro e da altura dos ombros. Ela está virada para um cavalete de pintura e seu rosto observa a amiga ao lado, com uma expressão de preocupação. Atrás, há um cenário de ateliê, com várias pinturas. Ao lado de Anita, está Filipa, personagem interpretada por Larissa Manoela, a qual está olhando para frente e parece estar muito concentrada. Seu cabelo possui um tom de caramelo escuro, o qual cobre parte do seu rosto. Sua blusa possui mangas brancas e ela está usando um colete vermelho por cima. À frente de Filipa, há um cavalete de pintura também." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35029" class="wp-caption-text">A última temporada de De Volta aos 15 retoma papel “‘comfort’” com a estreia de Larissa Manoela (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de De Volta aos 15</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A última temporada de </span><a href="https://youtu.be/d6rQv71QNDE?si=brD-BRzF6RpkWyyJ"><i><span style="font-weight: 400;">De Volta aos 15</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançada em 21 de agosto de 2024 pela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção nacional continua com o clichê adolescente sobre amizade ao longo do tempo e revela a importância dos relacionamentos verdadeiros. Vale ressaltar que não só a última temporada, mas toda a série, possui grande poder, principalmente, lançando novos atores mirins, os quais contribuem para o incentivo da carreira no Brasil. Na terceira temporada, diversos atores coadjuvantes estreiam seus primeiros papéis, de modo a buscar portas para projetos futuros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A temporada conta com a estreia de Larissa Manoela, interpretando uma personagem de </span><a href="https://youtu.be/Retu9mfueGY?si=OAnJSiOpCIxqwTKB"><span style="font-weight: 400;">caráter misterioso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Maisa</span> <span style="font-weight: 400;">continua sendo a protagonista que cresceu ao longo das últimas temporadas. Além disso, João Guilherme consegue interpretar um papel de um personagem desafiador, comparado com o que está acostumado e vê oportunidades de cantar, inclusive, músicas de seu pai. A última temporada reúne os personagens nostálgicos da turminha dos anos 2000 de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrossel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cúmplices de um Resgate</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35053" aria-describedby="caption-attachment-35053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x450.png" alt="Cena de Disclaimer. Nela vemos Catherine Ravenscroft, interpretada por Cate Blanchett. Catherine é uma mulher branca, de meia idade e cabelos loiros. Ela veste um vestido preto, que não aparece totalmente em tela. Catherine está encarando a câmera, enquanto no desfocado fundo, está acontecendo um jantar de gala." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35053" class="wp-caption-text">Disclaimer tem uma das histórias mais originais e imperdíveis do ano (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Disclaimer</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que ainda não tenha caído totalmente nas graças do público, a </span><a href="https://exame.com/tecnologia/apple-planeja-gastar-us-1-bi-por-ano-em-producoes-de-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> rapidamente virou queridinha de atores e diretores quando o assunto é série original. Logo, só de ter o peso de Cate Blanchett em uma história de alguém com o cacife de Alfonso Cuarón, já traz para </span><i><span style="font-weight: 400;">Disclaimer</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma curiosidade que vai muito além da novidade da plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=so6XoqZgbVM&amp;ab_channel=AppleTV"><i><span style="font-weight: 400;">Disclaimer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conta a história de uma jornalista renomada que um dia recebe um pacote em sua casa. O conteúdo? Um livro onde ela claramente é a personagem principal e – para azar dela – não é nada ficcional. A produção e roteiro são de outro nível, isso porque Cuarón não está preocupado em fazer TV, mas sim em usar sua estrutura e forma de contar histórias para dar asas ao seu projeto. Combinado com a atuação de Blanchett e de todo o elenco, a série é uma das maiores jóias do ano, que merece ser encontrada. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35035" aria-describedby="caption-attachment-35035" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira-800x450.jpg" alt="Cena da série Dungeon Meshi, a cena mostra Marcille (Emily Rudd), uma elfa, uma mulher branca com orelhas pontudas, um cabelo loiro trançado, olhos verdes, vestindo um manto azul. Ela está provando uma fatia de torta de frutas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35035" class="wp-caption-text">Dungeon Meshi é uma aventura deliciosa em muitos sentidos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Dungeon Meshi</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Dungeon Meshi</span></i><span style="font-weight: 400;">, já seria uma série muito boa se apenas fosse um anime com personagens de RPG ao melhor estilo </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/series/caverna-do-dragao-ganha-episodio-final-apos-41-anos,b74c699f346fb6e1220ec5e6d22c3bbfyolselrb.html"><span style="font-weight: 400;">caverna do dragão</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a adaptação do mangá de Ryōko Kui vai muito além. A criatividade engenhosa do enredo se aprofunda em paralelo à exploração do calabouço no fundo da terra, habitado por ecossistema equilibrado de monstros como dragões, sereias e grifos. A temática medieval e fantástica serve apenas como artifício em uma comédia sobre relacionamentos interpessoais, o equilíbrio ecológico, como a atividade humana pode o atrapalhar ou ajudar e como culturas muito diferentes podem se unir em torno de um traço em comum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série segue o aventureiro Laios e sua equipe, que, em busca de sua irmã sequestrada por um dragão, se vê sem recursos para explorar o calabouço. Sem poder retornar à superfície para buscar comida, a única solução encontrada é cozinhar e comer os monstros que encontram pelo caminho. Nesse processo, os roteiristas nos enchem de informações e detalhes que enriquecem esse universo fantástico e tornam toda a série mais cativante. Nessa mistura de personagens amáveis, história envolvente e cenário elaborado, </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/animes-e-mangas/dungeon-meshi-anime-1a-temporada-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Dungeon Meshi</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aprisiona nossa atenção muito mais que qualquer masmorra. </span><b> &#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35031" aria-describedby="caption-attachment-35031" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/InterviewWiththeVampire.Season2.MAIN_.webp" alt="Cena da série Entrevista com o Vampiro. A imagem se passa à noite, tem luminosidade baixa e o fundo é cinza. À esquerda está Lestat, um homem branco, de cabelo loiro até os ombros, vestido uma camisa branca com os dois primeiros botões abertos, ele está ensanguentado da garganta para baixo, sua mão esquerda está levantada encostando no queixo de Louis, que está à sua direita. Louis é um homem negro de cabelo curto e veste um casaco preto." width="681" height="454" /><figcaption id="caption-attachment-35031" class="wp-caption-text">Mais uma temporada do romance tempestuoso de Louis e Lestat (Foto: AMC)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4wT4QihIavo"><span style="font-weight: 400;">&#8220;Entrevista com o Vampiro&#8221;</span></a><span style="font-weight: 400;"> adapta a metade final do livro homônimo escrito por Anne Rice, o primeiro de sua saga </span><i><span style="font-weight: 400;">As Crônicas Vampirescas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Situada em uma Paris pós-Segunda Guerra Mundial, Louis (Jacob Anderson) e Claudia (Delainey Hayles) buscam por outros vampiros e pela descoberta da vida sem o amor e abusos de Lestat (Sam Reid). A série lidera a recente renascença dos vampiros na mídia da melhor forma possível, apresentando romances </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">góticos e personagens complexos, para os quais é impossível se aplicar a moralidade humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro entrosa a narrativa do passado com o presente de Louis, nos engajando em sua jornada atual de contar sua história, enquanto Daniel (Eric Bogosian) o enquadra, fazendo-o questionar a precisão de suas memórias e encarar a realidade de tudo que viveu. Jacob Anderson interpreta os conflitos de Louis diante de sua odisseia de recordação com maestria, entregando uma das melhores performances do ano. Assad Zaman também se destaca, tendo incorporado o papel de Armand com toda a suavidade arrepiante que um vampiro ancestral pode ter. A história de amor (ou terror, dependendo dos olhos de quem vê) entre Louis e Lestat segue uma das mais envolventes da televisão e foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4KcYh0umT8U"><span style="font-weight: 400;">renovada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para sua terceira temporada. </span><b>&#8211; Ana Eloisa Leite</b></p>
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<figure id="attachment_35052" aria-describedby="caption-attachment-35052" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-800x450.png" alt="Cena de Fallout. Nela vemos Lucy, personagem de Ella Purnell. Lucy é uma mulher branca de olhos verdes e cabelo preto. Ela veste um macacão azul com detalhes amarelos no zíper. Lucy está saindo de um bunker, que está entreaberto ao fundo. Suas roupas estão sujas de poeira e ela coloca a mão na altura do rosto para tentar encobrir o sol." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35052" class="wp-caption-text">Grata surpresa, Fallout consegue traduzir para as telas uma das melhores narrativas dos games (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Fallout</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que ainda não tenha alcançado o nível de excelência dos consoles, os games e o audiovisual vivem uma lua de mel quando o assunto é adaptação. E, sem sombra de dúvidas, o exemplo mais certeiro da crescente nos gêneros vem, na verdade, de quem mais abdica de um deles. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fallout </span></i><span style="font-weight: 400;">vem com cara de grande produção, da outra plataforma ela só pega a narrativa – ponto mais forte da </span><a href="https://bethesda.net/pt/studios"><span style="font-weight: 400;">Bethesda</span></a><span style="font-weight: 400;">, empresa que criou o game – e a estética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando a história de um mundo 200 anos depois de uma guerra nuclear, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fallout</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma perfeita síntese de traduzir uma história de uma mídia para outra. Aqui, o tom aventuresco fica de lado e, fazendo jus às produções de </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/antes-de-fallout-jonathan-nolan-passou-dois-anos-sem-escrever-nunca-experimentei-nada-parecido,80fc14146b29ff9acf5b682abfb8a088q5md18vj.html"><span style="font-weight: 400;">Jonathan Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;">, assumem uma roupagem mais séria que se equilibra perfeitamente com o caráter fantástico (coisa que ele conseguiu replicar em </span><a href="https://personaunesp.com.br/westworld-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> anteriormente). Soma-se a isso os personagens cativantes de Ella Purnell e do brilhante Walter Goggins, que, sozinhos, já conseguiriam levar a série nas costas, e, por sorte, ainda contam com uma ótima estrutura por trás, que caminha para entregar uma das melhores produções da TV nos próximos anos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35032" aria-describedby="caption-attachment-35032" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Hacks-Season-3-Hannah-Einbinder-Jean-Smart.webp" alt="Cena da série Hacks. A imagem se passa de dia, ao ar livre, há carrinhos de golf e árvores no fundo. Vemos Ava, uma mulher branca de cabelo ruivo na altura do queixo, ela usa uma viseira branca na cabeça e um colete azul escuro escrito “caddy”. Ao seu lado direito, vemos Deborah, uma mulher branca mais velha, loira, também de viseira, vestindo um colete rosa com zíper fechado na frente, por baixo ela veste uma blusa de manga longa azul claro e rosa, e usa uma luva branca na mão esquerda." width="600" height="337" /><figcaption id="caption-attachment-35032" class="wp-caption-text">Com o apoio de Ava, Deborah vai atrás de seu tão desejado programa de auditório. (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Hacks</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação de Deborah Vance (Jean Smart) e Ava Daniels (Hannah Einbinder) torna-se ainda mais difícil de descrever na terceira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-3-temp-critica/#more-33960"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Co-dependência, amor, amizade, obsessão, ódio, todos existem simultaneamente e as atraem uma para a outra ao longo da série. Mais do que nunca, as protagonistas são forçadas a equilibrar suas ambições individuais com o desejo de manter um bom relacionamento, tanto pessoal quanto profissional. Essa tarefa se prova desafiadora e coloca à prova o quanto estão dispostas a arriscar para conseguir o que desejam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os criadores e roteiristas da série, Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky evidenciaram os conflitos internos de Deborah com suas ambições, sua idade e a necessidade de aceitar o tempo presente como ele é. Ao passo que Ava começa a colocar os ensinamentos de Deborah em prática, após muitas batalhas entre sua razão e emoção ao longo dos nove episódios. A série vem recebendo suas devidas flores nas grandes premiações, tendo conquistado Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz em Série de Comédia (Jean Smart) em ambos </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/2024-emmy-hacks-best-comedy-series-1236002833/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-news/hacks-wins-best-television-series-musical-comedy-2025-golden-globes-1235225694/"><i><span style="font-weight: 400;">Golden Globes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks </span></i><span style="font-weight: 400;">foi renovada para uma quarta temporada com </span><a href="https://www.tvinsider.com/1149559/hacks-season-4-premiere-date-trailer-cast-episodes-filming-details/"><span style="font-weight: 400;">previsão de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Maio de 2025. </span><b>&#8211; Ana Eloisa Leite</b></p>
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<figure id="attachment_35028" aria-describedby="caption-attachment-35028" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes se encarando de forma carinhosa em um ambiente externo à noite. O menino da esquerda, chamado Nick, tem cabelo liso e veste um moletom cinza com capuz. Ele sorri de maneira suave enquanto olha para o menino da direita, chamado Charlie, que tem cabelo cacheado e veste um casaco verde claro. O fundo está escuro, com leves sombras de árvores e uma cerca." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35028" class="wp-caption-text">É possível notar o amadurecimento de Nick e Charlie desde a estreia da série, mas isso fica bem mais nítido na terceira temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Heartstopper</b><b><br />
</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua estreia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">estabeleceu uma atmosfera idealizada e otimista como sua principal característica, algo que dividiu opiniões no público. Apesar de alguns momentos poderem parecer exagerados, o propósito da série é claro: oferecer uma alternativa à visão sombria da adolescência presente em obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Funcionando quase como um ‘manual’ para os jovens e um conforto nostálgico para os mais velhos, a produção mantém essa essência. Na terceira temporada, lançada em outubro de 2024, o tom doce persiste, mas agora acompanhado de uma abordagem mais autêntica e realista ao explorar temas mais profundos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O foco da nova temporada está na saúde mental, um tema que ganha destaque ao expandir o arco do distúrbio alimentar de Charlie Spring (Joe Locke), introduzido no </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">ano anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nick Nelson (Kit Connor), por sua vez, enfrenta seu próprio estresse ao tentar apoiar Charlie sem saber como lidar com a situação e com a possibilidade de se afastar dele. Esse cuidado em tratar tópicos relevantes da juventude e questões da comunidade LGBTQIAPN+ com respeito e sensibilidade é o maior legado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série não apenas aborda essas questões com profundidade, mas também preserva o quentinho reconfortante que a tornou tão especial para diferentes gerações. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35037" aria-describedby="caption-attachment-35037" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna-800x534.webp" alt="Cena da série Ninguém Quer. A cena mostra a personagem Joanne a esquerda e o personagem Noah a direita, com os corpos virados um de frente para o outro, se olhando. Joanne está com os cabelos loiros soltos e uma blusa de manga comprida vermelha. Noah está vestindo um traje típico de rabino. Os dois estão em uma sinagoga. Atrás deles, algumas pessoas encaram o casal." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna-800x534.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna-768x512.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna.webp 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35037" class="wp-caption-text">Kristen Bell e Adam Brody dão uma aula de química boa demais para perder em Ninguém Quer (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Ninguém Quer (Nobody Wants This)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">ouviu as nossas preces e, em 2024, entregou uma comédia romântica adulta perfeita. </span><a href="https://youtu.be/i57S8G4283A?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém Quer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem tudo o gênero pede: romance e comédia (claro), tensão, reflexões e uma cena de primeiro beijo de dar borboletas no estômago como não víamos há tempos. O enredo coloca duas pessoas de mundos totalmente opostos para se encontrarem em um cativante conflito de realidades. De um lado, uma mulher pra frente que divide um podcast com sua irmã, no qual discutem experiências amorosas e sexuais sem papas na língua e, do outro, um jovem rabino dedicado à religião, que até ontem estava de casamento marcado, seguindo todos os passos que a sua família tradicional judaica sonhou para ele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é água com açúcar, mas não é boba. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém Quer </span></i><span style="font-weight: 400;">aborda questões muito reais sobre identidade, dogmas e sacrifícios em relacionamentos a dois. A história nos instiga a questionar até que ponto podemos nos entregar ao outro sem perder a nós mesmos e quando devemos repensar nossas certezas em nome da felicidade. Com apenas dez episódios de 20 a 30 minutos cada, é uma série leve e boa de maratonar de uma vez só, para depois ficar com aquele gostinho que quero mais. Por sorte, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> já confirmou uma </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ninguem-quer-tera-2a-temporada-mas-com-novos-roteiristas-diz-site/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35042" aria-describedby="caption-attachment-35042" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x400.png" alt="Cena da 3ª temporada da série The Bear. Na imagem, cinco pessoas estão encostadas em uma bancada de cozinha de restaurante. A primeira pessoa é Sydney Adamu (Ayo Edebiri), uma mulher negra, de cabelos escuros trançados, presos em um coque; ela veste um vestido grafite, colares e anéis prateados, e segura um copo. O segundo a aparecer é Richie Jerimovich (Ebon Moss-Bachrach), um homem branco, de cabelos escuros e curtos, e barba; ele usa camisa, gravata e terno pretos, e segura um copo. Luca (Will Poulter) aparece em seguida: ele é um homem branco, de cabelos loiros penteados em um topete, e tem tatuagens nos braços; ele usa roupas pretas, relógio e segura uma taça. A quarta pessoa a aparecer é Jessica (Sarah Ramos),uma mulher branca de cabelos castanhos, semi presos; ela usa um terno preto, e segura um copo. Rene Gube faz Ever GM; ele é um homem de ascendência filipina, e tem cabelos pretos, arrumados em um topete; ele usa um terno cinza, e segura um copo. Por último, Garrett (Andrew Lopez) é um homem de ascendência filipino-coreana, ele tem bigode e cavanhaque, e possui cabelos pretos, arrumados em um topete; ele usa um terno preto, e está com os braços cruzados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2.png 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35042" class="wp-caption-text">Tudo tem seu começo, meio e fim – até mesmo um restaurante (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de O Urso (The Bear)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/the-bear/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz a receita de sempre: uma cozinha caótica, personagens emocionalmente instáveis e muitas discussões. Mesmo assim, a série continua a tentar desenvolver as histórias dos funcionários do The Bear, e também a do próprio restaurante: a temporada começa logo após o primeiro serviço do estabelecimento. Natalie (Abby Elliott) se vê forçada a ligar para a mãe, DeeDee (Jamie Lee Curtis), em um dos dias mais importantes de sua vida. Sidney (Ayo Edebiri) se depara com decisões importantes, que vão de comprar um sofá a dar mais passos na carreira. E Carmy Berzatto (Jeremy Allen White)? Continua praticamente o mesmo: agitado, ansioso e ambicioso, com altos parâmetros – a lista de ‘inegociáveis’ é como um resumo do personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de mostrar a rotina de cozinhas profissionais – por meio de diálogos corridos e montagens do cotidiano culinário –, a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz Carmy não só encarar, mas como enfrentar seu passado – principalmente com o retorno de Luca (</span><a href="https://variety.com/2023/tv/features/will-poulter-the-bear-luca-hot-chef-1235657992/"><span style="font-weight: 400;">Will Poulter</span></a><span style="font-weight: 400;">), Andrea Terry (Olivia Colman) e David Fields (Joel McHale) – e pensar no seu futuro como chefe de cozinha. Será que ele e Syd vão receber boas avaliações e conseguir atingir a tão sonhada estrela Michelin no The Bear? Essas perguntas – ainda não respondidas – incomodarão os protagonistas nas próximas temporadas. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35050" aria-describedby="caption-attachment-35050" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35050" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-800x450.png" alt="ena de Pinguim. Nela vemos Oswald Cobblepot, mais conhecido como Pinguim. Ele é um homem adulto, gordo e com cicatrizes no rosto. Ele veste uma camisa na cor vinho e um terno branco. Pinguim está olhando para baixo enquanto segura algo que está pegando fogo. Ao fundo, a escuridão da noite." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35050" class="wp-caption-text">Pinguim abdica do fantástico e aposta no capital humano da DC (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Pinguim (The Penguin)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se teve ideia do desenvolvimento de uma série sobre o vilão </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/pinguim-serie-hbo-critica"><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma dúvida se instaurou. Muito porque ele já vinha com a premissa de expandir uma tentativa de se separar de um universo compartilhado em ruínas. Mas o resultado foi o melhor que se esperava, porque a produção resolveu abdicar completamente de tudo que podia prendê-lo ao gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem estar sobre a sombra da capa do </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/"><span style="font-weight: 400;">morcegão</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></i><span style="font-weight: 400;"> se prende aos aspectos puramente urbanos do longa de Matt Reeves, para contar a tentativa de tomada do império criminoso de Gotham feito pelo vilão interpretado por Colin Farrell, após o vácuo de poder causado pela morte de Carmine Falcone. Com um primor técnico absurdo, a produção parece retroceder ao início dos anos 2000, onde se tinha vergonha de uma história de herói se parecer com uma história de herói e, nesse retorno, ela acertadamente bebe muito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Família Soprano</span></i><span style="font-weight: 400;">, revitalizando as histórias de máfia e mostrando que, quando o gênero não é tratado como a fábrica que imprime as páginas dos quadrinhos à exaustão, ele dá carto. </span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35030" aria-describedby="caption-attachment-35030" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-800x554.webp" alt="Cena da minissérie Senna. A imagem apresenta o personagem Ayrton Senna, interpretado pelo ator Gabriel Leone, o qual está dentro de um carro de Fórmula 1 da Marlboro. Ele está olhando fixamente para frente e parece estar concentrado. Ao seu lado, há o capacete ícone de Senna: amarelo, com detalhes em verde e vermelho. O carro da Marlboro é vermelho e branco. O ambiente atrás revela a garagem de carros para o preparatório da corrida." width="800" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-800x554.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-1024x709.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-768x532.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-1536x1063.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-1200x831.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35030" class="wp-caption-text">A biografia nacional de Ayrton Senna foi a minissérie de língua não inglesa mais vista durante a primeira semana de Dezembro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Senna</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie </span><a href="https://youtu.be/AGT5bUsOPLk?si=c48E5wgWznwkYp3c"><i><span style="font-weight: 400;">Senna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançada em 29 de novembro de 2024 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, de modo a biografar a vida do piloto Ayrton Senna, após 30 anos de sua morte. É preciso lembrar que essa foi uma produção nacional com alto investimento, de forma a ser comparada com produções internacionais. Além disso, a minissérie faz uma excelente alusão aos anos 80 e 90, o que deixa o espectador imerso na época em que Senna estava no auge de suas corridas e, com certeza, traz nostalgia para quem viveu o período.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que a produção fez uma ótima seleção de elenco, pois é perceptível que os atores possuem alta semelhança com as pessoas presentes na história de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Senna</span></i><span style="font-weight: 400;">. O ator Gabriel Leone conta a preparação e o </span><a href="https://youtu.be/1M3AMw-FgTw?si=WL41szFMGknBlQqn"><i><span style="font-weight: 400;">Making Of</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de toda a trajetória. A minissérie retrata os desafios que Ayrton</span> <span style="font-weight: 400;">enfrentou em cada corrida e traz um olhar emocionante e de heroísmo para a figura do piloto. No entanto, é preciso lembrar que, assim como alguns críticos apontam, os poucos minutos de tela de Adriane Galisteu mostraram que partes da história foram omitidas conforme fora conveniente. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35039" aria-describedby="caption-attachment-35039" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-800x450.jpg" alt="Cena da minissérie Um Dia. Na imagem temos a presença de Dexter Mayhew (Leo Woodall), um jovem branco, de olhos azuis e cabelo loiro curto. Ele está vestindo um terno preto e uma camiseta branca de gola. Ao seu lado está Emma Morley (Ambika Mod), uma jovem com ascendência indiana, de olhos castanhos escuros e cabelo ondulado castanho escuro. Ela está vestindo um vestido azul bufante. Eles estão olhando um para o outro, ao fundo temos uma parede branca, sendo iluminada por uma luz amarelada. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35039" class="wp-caption-text">A minissérie é uma adaptação do romance homônimo de David Nicholls (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Dia (One Day)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amores enredados são reflexo da inquietação de duas almas. Indivíduos em eterna busca de algo para se segurar, mas que não pretendem, de nenhum modo, abrir mão de sua vaidade para se fixar em tal compromisso. Na noite de 15 de julho de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8vGnkXd9rA"><span style="font-weight: 400;">1988</span></a><span style="font-weight: 400;">, na universidade de Edimburgo, a história de amor entre Emma Morley (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3eIfL3qhBJY"><span style="font-weight: 400;">Ambika Mod</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Dexter Mayhew (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cb_YIoy1Pgk"><span style="font-weight: 400;">Leo Woodall</span></a><span style="font-weight: 400;">) se inicia e escapa no momento em que amanhece. Aquele dia teve o seu fim, apesar disso, o vínculo entre eles está apenas começando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Roteirizado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S1ctKw2ULT8"><span style="font-weight: 400;">Nicole Taylor</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Dia</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra o romance que atravessa décadas. Em cada episódio acompanhamos um flagrante na vida dos protagonistas, sempre marcado pela mesma data, ao longo dos anos. Ao tomar essa decisão, a minissérie cresce em termos de extensão de tempo, saltos temporais que avançam juntamente com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KBzU-yvenmM"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, desenvolvendo a jornada de Em e Dex com mais riqueza de detalhes. Ao trazer uma visão única ao telespectador, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sublime em aproximar o público com a história do casal, como se estivesse em cena, presenciando aquele exato momento exibido em tela, criando uma identificação com pelo menos um dos personagens. </span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/one-day-release-date"><i><span style="font-weight: 400;">Um Dia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fala sobre a juventude, as consequências de se apaixonar, com todas as mágoas e acertos, ainda assim, continuam carregadas de momentos memoráveis. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35051" aria-describedby="caption-attachment-35051" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-800x450.png" alt="Cena da animação X-Men 97’. Nela vemos Gambit montado nas costas de Wolverine. Gambit é um homem branco, magro e alto, com cabelo castanho. Ele veste um sobretudo marrom e um traje preto e rosa. Wolverine é um homem branco, baixo e musculoso. Ele veste um traje clássico nas cores amarelo, azul e preto. Wolverine está com os braços abertos enquanto suas garras estão rosa, por conta do poder de Gambit. E Gambit segura seu tradicional bastão de metal. Ao fundo, um cenário de pedras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35051" class="wp-caption-text">A Marvel ainda tem jeito (Foto: Marvel)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada da X-Men 97’</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que a Fox foi adquirida pela Disney, muito se esperava da forma como os mutantes seriam incorporados ao Universo Cinematográfico da Marvel. De fato, isso ainda não aconteceu, mas sua introdução ao público veio da maneira mais inesperada possível: </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-men-97-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X-Men 97’</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retoma uma clássica animação e assume que a história de Ciclope, Wolverine e companhia na verdade é uma baita novela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história, com produção e criação de</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/288332-beau-demayo-entenda-polemica-envolvendo-marvel-criador-x-men-97.htm"><span style="font-weight: 400;"> Beau DeMayo</span></a><span style="font-weight: 400;">, se passa um ano após os eventos da X-Men: The Animated Series, com o professor Xavier em coma e com o vilão Magneto que assume a liderança do grupo para usá-lo em uma batalha entre humanos e mutantes. O acerto de </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men 97</span></i><span style="font-weight: 400;">’ na verdade está no fato de toda expectativa estar sendo jogada para os cinemas, sem necessidade de participações especiais ou referências de outras obras. A produção se concentra em si mesma e entrega a melhor história da Marvel no ano. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 23:33:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35105" aria-describedby="caption-attachment-35105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35105 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35105" class="wp-caption-text">2024 foi o ano das mulheres, seja no pop, no rap ou no country (Texto de abertura e edição: Guilherme Veiga e Laura Hirata-Vale/Arte: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ela está lá, no carro da rua que passa tocando o </span><a href="https://spectrumforu.substack.com/p/resenha-do-arrocha-j-eskine?utm_campaign=post&amp;utm_medium=web"><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do carnaval</span></a><span style="font-weight: 400;">; no verão ensolarado é ela quem dá o clima; nos corações partidos, o primeiro ombro amigo vem de seus acordes e nas comemorações; é ela que intensifica a euforia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024 não foi diferente, pra onde você olhava, havia Música, e melhor, ela fazia história. No ano marcado pela ‘treta’ de Drake e Kendrick, ponto para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">de Compton, que, além de fazer o mundo inteiro trucidar seu oponente, ainda teve as honrarias máximas reconhecidas pela indústria. Em outra briga, dessa vez, menos sanguinária, Taylor Swift e suas várias versões do antológico </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> batia de frente com quem ameaçasse seu pódio nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não há como negar que foi o ano delas. O mundo foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">pintado de verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela efervescência de Charli xcx. A própria Swift ampliou ainda mais seu império, mas foi outra ‘loirinha’ – mais irônica e com intenção de instigar – que mostrou seu lado </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/"><span style="font-weight: 400;">curto e doce</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os holofotes. Foi o ano das também das voltas; uma veio </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><span style="font-weight: 400;">a galope</span></a><span style="font-weight: 400;"> para reivindicar a música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto outra saiu do crepúsculo de seu hiato para </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">alvorecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><span style="font-weight: 400;">voz de fada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de gente grande; enquanto o terror dos primos nos almoços de família, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegou como quem não quer nada e nos afogou em suas questões e genialidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em todo ano e já de praxe nessa Arte, foi a diversidade que dominou. Enquanto POCAH reconta sua história através de todas as suas versões, </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><span style="font-weight: 400;">Twenty One Pilots</span></a><span style="font-weight: 400;"> dava um fim (?) para a sua. Se o The Cure voltou depois de 16 anos para o reino da tristeza com um álbum de inéditas, Rachel Chinouriri estreou abordando a mesma tristeza quase que com uma autopiedade cômica. </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com o pé na porta, já Gracie Abrams chegou com tudo. Luan Santana cantou amor, enquanto Duda Beat cantou tesão. Linkin Park entoou novamente o gutural típico do </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, diferente de Adrianne Lenker, que murmurou sentimentos doloridos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas uma coisa é certa, mais uma vez a já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna do jeito que é. No ano em que perdemos </span><b>Liam Payne</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> segue uma direção: usar da Música e das Artes no geral para lembrar quem somos e discutir quem podemos ser.</span></p>
<p><span id="more-34950"></span></p>
<figure id="attachment_34968" aria-describedby="caption-attachment-34968" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Alligator Bites Never Heal. Na imagem temos a presença da cantora Doechii, uma mulher negra, de olhos castanhos, usando tranças nagô com miçangas na cor preta. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas, uma saia verde longa com detalhes em xadrez, uma meia branca e um sapato marrom. Ela está sentada em uma cadeira de madeira enquanto segura um jacaré completamente branco. Ao fundo temos uma tela verde escuro e no chão um tapete com vários detalhes. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34968" class="wp-caption-text">Doechii conquistou três indicações ao Grammy 2025 nas categorias de Melhor Artista Revelação, Melhor Álbum Rap e Melhor Performance de Rap (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Doechii &#8211; Alligator Bites Never Heal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cuidado! </span><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> mandou avisar que em Tampa, Flórida existem muitos pântanos e nós sabemos que mordidas de jacaré nunca curam, </span><i><span style="font-weight: 400;">ya dig</span></i><span style="font-weight: 400;">? Em</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc?si=Sb_O0OjBTfyNnZqlaE4CFw"> <i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> produzida e interpretada por Doechii, encaramos de frente a sua versatilidade. Sintetizando suas raízes no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop old school</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">explora temas sensíveis sobre a sua vida, como relacionamentos, revoltas e ascensão à fama. Em seu novo álbum, a artista apresenta uma narrativa tão sincera e por vezes brincalhona a respeito de si mesma, que as rimas guardam uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F0cdbR5ognY"><span style="font-weight: 400;">comicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e originalidade única, dando </span><i><span style="font-weight: 400;">match </span></i><span style="font-weight: 400;">com a sua personalidade sagaz . </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco surge através da série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6skI89ZGaV4&amp;list=PLVBbjY9E_mIBZ_UlfFzu-mI52IiS4p37K"><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a cantora se desafiava com um cronômetro de uma hora para escrever suas músicas, que posteriormente eram publicadas semanalmente às sextas-feiras em seu canal do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-91vymvIH0c"><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse projeto nasceu as letras </span><i><span style="font-weight: 400;">BULLFROG</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">FLORIDA WATA</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">SUNDAY’S BEST</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iGbeZNqklic"><i><span style="font-weight: 400;">NISSAN ALTIMA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Performance de Rap. Com seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> escancara o talento de Doechii, mostrando sua criatividade e língua afiada nas 19 faixas presentes no disco, evidenciando pra quem ouve, que isso é só um fragmento de suas habilidades e que os próximos lançamentos da artistas promete ser de alta qualidade. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CATFISH, BULLFROG, DENIAL IS A RIVER </span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34969" aria-describedby="caption-attachment-34969" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34969" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg" alt="Capa do disco All Born Screaming de St. Vincent. Na arte, a cantora, uma mulher branca de cabelos escuros, está em chamas. A câmera captura a sua figura por completo. St. Vincent está em frente a um plano de fundo escuro que realça a situação retratada na arte de capa do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34969" class="wp-caption-text">All Born Screaming recebeu quatro indicações ao Grammy de 2025, vencendo três delas (Foto: Virgin Music Group)</figcaption></figure>
<p><b>St. Vincent &#8211; All Born Screaming</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/st-vincent/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com um disco inteiramente produzido por ela. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3nRlJXz5W39luXRto5hc4f"><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um compilado das melhores características de uma das personalidades mais interessantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Em um misto de sonoridades que variam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> progressivo até o </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Annie Clark desafia a si mesma, criando um disco que, não surpreendentemente, acerta mais do que erra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, com exceção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweetest Fruit</span></i><span style="font-weight: 400;"> – faixa com intenção de homenagear </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sophie/"><span style="font-weight: 400;">SOPHIE</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que acaba soando </span><a href="https://www.them.us/story/st-vincent-sophie-tribute-song-backlash"><span style="font-weight: 400;">fora do tom</span></a><span style="font-weight: 400;"> em mais de um sentido –, </span><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> justifica a vitória do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Música Alternativa por se tratar de um retrato flamejante de toda a artisticidade de St. Vincent. A produção ganhou até mesmo uma regravação em espanhol, intitulada </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1RXC4kHEPA006xjHMtlI7O?si=tx1gRl1XRcm5YS8KIPEwtA"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nascen Gritando</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hell Is Near; Big Time Nothing; Violent Times.</span></p>
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<figure id="attachment_34970" aria-describedby="caption-attachment-34970" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Amaríssima de Melly. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele preta, com piercings no lábio inferior, nariz e sobrancelha e cabelo encaracolado ruivo e com uma tatuagem com o nome do álbum, Amaríssima, abaixo do olho direito, num fundo avermelhado." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34970" class="wp-caption-text">Amaríssima é sentir e viver um relacionamento do início ao fim em um álbum (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Melly &#8211; Amaríssima</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melly, cantora e compositora baiana, foi a artista revelação do Prêmio Multishow 2023, com seu  </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LR2sheQdWLI"><i><span style="font-weight: 400;">Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, foi com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Amaríssima</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a intérprete  se destacou e abriu suas asas para voar ainda mais alto. </span><span style="font-weight: 400;">Nas 13 faixas que compõem o projeto, a jovem mistura</span><span style="font-weight: 400;"> ritmos de </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> com letras que exploram temas profundos como o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/amarissima-melly-explora-as-faces-do-amor-em-album-de-estreia/"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de trazer participações especiais como Liniker e Russo Passapusso</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Amaríssima, Melly explora diferentes fases de um relacionamento com a combinação de canções de diferentes gêneros, como samba-</span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e afropop. Os estilos musicais marcam o álbum, porém a cereja do bolo é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BCy16g7mre0"><span style="font-weight: 400;">curta metragem incrível</span></a><span style="font-weight: 400;">, idealizado pela cantora. Se amadurecer é desconfortável, Melly faz disso poesia e consegue estabelecer uma conversa com seus fãs da maneira mais pura.  O álbum é um convite para o mundo dela, sem deixar de conversar com os universos particulares de cada um, e isso não poderia ser mais perfeito. <strong>&#8211;</strong> </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cacau, Paraíso e </span><span style="font-weight: 400;">Bye Bye</span></p>
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<figure id="attachment_34971" aria-describedby="caption-attachment-34971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg" alt="Capa do álbum Batidão Tropical Vol. 2 de Pabllo Vittar. A imagem mostra a drag-queen, um homem negro, com uma peruca de cabelos escuros, utilizando apenas uma calcinha da cor preta. A drag-queen está com as mãos em cima dos peitos e, na mão direita, ela segura uma blusa da cor preta. O fundo da capa é da cor bege. Na parte de cima da foto, há o título do álbum, que está estilizado nas cores azul e verde. No lado esquerdo inferior, há três ícones, todos da cor laranja. Ao lado direito, há o nome da artista na vertical, com a cor vermelha." width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1024x1020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-768x765.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1200x1195.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34971" class="wp-caption-text">Segundo volume do projeto baseado em regravações de clássicos do Norte e Nordeste reafirma a versatilidade da drag queen (Foto: Gabriel Renné/Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Pabblo Vittar &#8211; Batidão Tropical Vol. 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando lançou, em 2021, o primeiro volume do </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">, projeto baseado em regravações de sucessos que ouviu durante a infância, clássicos amados pelos fãs ficaram de fora da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> final. Após três anos, Pabllo Vittar voltou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/batidao-tropical-vol-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexto álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e a continuação daquele que é um de seus melhores trabalhos. Ampliando a nostalgia e dando uma nova roupagem às versões já conhecidas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrou o que sabe fazer de melhor: entregar um tecnobrega que reverencia o passado e, ao mesmo tempo, traz algo diferente, contribuindo para a sua produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda Calypso, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Te Esquecer</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando pela homenagem à Banda Batidão, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ai Ai Ai Mega Príncipe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a produção do disco – encabeçada por nomes como Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo, Ruxell, Zebu e Lux &amp; Tróia – consegue dar um toque </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> às composições que ficaram famosas nos anos 2000. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Desligue o Telefone </span></i><span style="font-weight: 400;">com</span> <span style="font-weight: 400;">Maderito, por exemplo, a artista utiliza o </span><a href="https://escolamusicartchapeco.com.br/glossario/o-que-e-drum-bass/"><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></a><span style="font-weight: 400;">, gênero da música eletrônica marcado por batidas rápidas. Somando os dois volumes, o trabalho da performer é um teletransporte à história daqueles que cresceram com o brega e as suas performances de tirar o fôlego. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Rubi, Hoje à Noite (Alone) e Ai Ai Ai Mega Príncipe</p>
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<figure id="attachment_34972" aria-describedby="caption-attachment-34972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco BRAT. Ela consiste apenas em um quadrado verde com o nome do álbum em letra cursica minúscula com fonte aumentada e na cor preta" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34972" class="wp-caption-text">Carimba que é Brat (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli xcx &#8211; BRAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Houve uma época, no auge dos anos 2000, em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> era categoricamente mais fútil, sem isso se tornar um demérito. Sem dúvidas, reflexo de tempos um pouco menos complicados. Roupas extravagantes, personalidades exageradamente excêntricas, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/tessafahey/00s-girls-then-now"><i><span style="font-weight: 400;">it girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e músicas milimetricamente pensadas para ecoar apenas nos clubes de dança, como uma espécie de refúgio que beira o distópico da sociedade. Com o passar dos anos, nota-se certo pragmatismo na Música e ela, ao invés de ser esse reduto, se tornou cada vez mais identificável para com a sociedade, com intérpretes que são basicamente um reflexo de seu público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é exatamente no meandro desses dois mundos que </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sexto disco de estúdio de Charli xcx, se consagra. É notável que o intuito da cantora foi voltar as atenções para si, assim como qualquer garota pirralha – tradução mais apurada do termo título, mas o registro consegue fazer isso de diferentes formas. Expansivo e megalomaníaco, ele conquista com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzido pela intérprete em parceria com o produtor de longa data </span><a href="https://www.instagram.com/agcook404/"><span style="font-weight: 400;">A.G Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também cativa o público mais atual com letras duras e nada romantizadas sobre calvários atuais como rivalidade feminina e insegurança com a própria imagem. Cômico em sua premissa, chamou atenção e viralizou; capaz de se sustentar, ele virou conceito, mas acima de tudo ele fez o que um bom disco do gênero precisa, ser transgressor e de quebra se transformou num dos registros mais icônicos do ano.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Von dutch</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Apple</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Everything is romantic</span></p>
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<figure id="attachment_34973" aria-describedby="caption-attachment-34973" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg" alt="Capa do álbum de remixes de brat. Imagem quadrada com fundo verde vibrante contendo texto em preto, exibido de forma invertida (espelhada). A frase é: 'Brat and it's completely different but also still Brat', traduzindo-se para 'Brat e é completamente diferente, mas ainda assim Brat'." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34973" class="wp-caption-text">Charli XCX estendeu o ‘verão BRAT’ com a ajuda de parcerias inusitadas (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli XCX &#8211; Brat and it’s completely different but also still brat</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem aperta o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> custa a acreditar que esse é o primeiro álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/charli-xcx/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora, que iniciou sua carreira atrás da mesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;">, elevou um clássico instantâneo com a ajuda de nomes inusitados, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z8BmhdyFG7E"><span style="font-weight: 400;">Julian Casablancas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th4u1yrpuRE"><span style="font-weight: 400;">Bon Iver</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de toda a melodramaticidade intrínseca de seus trabalhos, capturaram a essência </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com versos reflexivos por cima de muitas batidas por minuto – com direito a Casablancas cantando sobre um divórcio conturbado enquanto XCX evoca com orgulho o fato de ser uma ‘garota má’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No topo do mundo por grande parte de 2024, Charli XCX bebeu da cultura </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2024/06/6878147-brat-evoca-o-brilhantismo-e-vanguarda-da-cultura-clubber.html"><i><span style="font-weight: 400;">clubber</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para viver seu ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bvy6aox2Sgw"><span style="font-weight: 400;">momento Elvis</span></a><span style="font-weight: 400;">’ em toda a glória que as casas noturnas podem oferecer. Em um ano em que a sonoridade feminina foi vendida de forma tão superficial pela indústria musical, coube à sósia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dMK_npDG12Q"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> a tarefa de criar um dos melhores hinos de ‘inimizade’ de todos os tempos. Desde ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IC0tq6n1zkY"><span style="font-weight: 400;">dancinha</span></a><span style="font-weight: 400;">’ viral no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando por polêmicas e brigas entre </span><i><span style="font-weight: 400;">fandoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> até chegar em uma turnê conjunta com </span><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/o-fashion-show-de-charli-xcx-e-troye-sivan-na-sweat-tour/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio para consolidar o impacto cultural do disco que pintou o mundo de verde. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">360 featuring robyn &amp; yung lean; Girl, so confusing featuring lorde; Mean girls featuring julian casablancas.</span></p>
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<figure id="attachment_34974" aria-describedby="caption-attachment-34974" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg" alt="Capa do álbum Bright Future. A imagem é uma fotografia em close do rosto da autora do álbum, Adrianne Lenker. A cantora está com um semblante sério, olhando diretamente para a câmera. Ela está com um chapéu de cowboy branco e a cabeça apoiada na mão direita, com uma luva sem dedos preta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34974" class="wp-caption-text">Adrianne Lenker é integrante do grupo Big Thief e costuma performar algumas músicas de seu trabalho solo, inclusive do álbum Bright Future, em shows com o grupo (Foto: 4AD)</figcaption></figure>
<p><b>Adrianne Lenker &#8211; Bright Future</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a marca mais forte da arte da </span><a href="https://www.thecut.com/article/adrianne-lenker-bright-future-album-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Adrianne Lenker</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja a sua capacidade de se despir emocionalmente por completo em suas composições. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future </span></i><span style="font-weight: 400;">é algo maior do que a cantora-compositora, é um pedaço de si que ela entrega ao mundo para assumir novas formas a cada ouvido que atravessa. O álbum dispensa rodeios, a voz da autora cede uma sinceridade tão crua e, por isso, familiar, que dói e conforta ao mesmo tempo. Lenker abre a obra com </span><i><span style="font-weight: 400;">Real House</span></i><span style="font-weight: 400;">, um relato de quase seis minutos no qual ela relembra memórias de sua infância. De cara, na primeira faixa, seu peito está aberto como um convite para que espiem e, inevitavelmente, virem o olhar para si mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa da obra brinca de alegorias com o trivial e ordinário, como pequenas crônicas que, ao falarem sobre o que parece nada, falam sobre tudo. As melodias imprevisíveis emulam fluxos de consciência que acompanham as letras. Os arranjos de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobre a base predominante de violão, piano e violino conferem ao álbum a sua atmosfera autêntica e intimista. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> está nessa lista, deve-se destacar a faixa </span><a href="https://youtu.be/GmycsQ30obg?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores da carreira de Lenker e entre as melhores músicas de 2024. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Free Treasure</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fool</span></p>
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<figure id="attachment_35001" aria-describedby="caption-attachment-35001" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Caju. Nela vemos Liniker, uma mulher negra de cabelo raspado baixo na cor caju. Ele está em um carro antigo com as portas na cor vermelho e o teto na cor creme. Ela coloca sua mão esquerda no vidro, onde mostra ter vários anéis. Ao fundo, o céu azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35001" class="wp-caption-text">Segundo álbum da carreira solo de Liniker, Caju alcançou mais de 200 milhões de reproduções nas plataformas de áudio (Foto: BREU ENTERTAINMENT)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker – CAJU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No gosto proeminente de um pseudofruto, Liniker se lambuza em frutose com </span><a href="https://personaunesp.com.br/caju-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CAJU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum de 14 faixas é um verdadeiro passeio pela diversidade do sentir, contemplando desde a necessidade de um amor com intimidade ao respirar aliviado dos fins com tom de recomeço. Além das múltiplas facetas temáticas, o disco também encontra espaço para fazer um belo mix de ritmos musicais, trazendo o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> mpb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até o pagode para serem parte da construção da miscelânia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom angelical, dramático e ousado de</span><i><span style="font-weight: 400;"> CAJU</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha ainda mais cor com a presença de</span><i><span style="font-weight: 400;"> feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> de peso, como o duo Anavitória, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ao Teu Lado</span></i><span style="font-weight: 400;">, BaianaSystem, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Negona dos Olhos Terríveis</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melly, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Papo de Edredom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre muitos outros adjetivos possíveis, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kEJstdoOJyY"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente encantadora e, de longe, um dos melhores trabalhos musicais do cenário nacional contemporâneo. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Caju, Veludo Marrom e Ao Teu Lado. </span></p>
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<figure id="attachment_34976" aria-describedby="caption-attachment-34976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg" alt="Cada da trilha sonora original de Challengers. A arte se trata de uma pintura da face de Zendaya, atriz principal do filme, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos claros. Ela veste um óculos de sol que reflete a visão dos coadjuvantes, dois homens brancos que, na trama, são jogadores de tênis. Na parte inferior da capa, estão escrito “Challengers” e “Music by Trent Reznor &amp; Atticus Ross”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34976" class="wp-caption-text">16 faixas compõem a trilha sonora original de Challengers (Foto: Milan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Trent Reznor and Atticus Ross &#8211; Challengers (Original Score)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por um lado, partidas de tênis nunca foram tão interessantes quanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rivais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), por outro, a trilha sonora original certamente adicionou uma camada extra de tensão ao trio protagonista do filme de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/luca-guadagnino/"><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com momentos que buscam inspiração nas </span><i><span style="font-weight: 400;">raves</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990 e no cenário da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Berlim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2NHhf3qtcoVPDEb03G8RFv"><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresentou 16 faixas impressionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter sido </span><a href="https://www.instagram.com/p/DGgpBxcSJiU/"><span style="font-weight: 400;">esnobado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas principais premiações do Cinema, o disco rendeu nas redes sociais, viralizando a sonoridade com </span><i><span style="font-weight: 400;">memes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">edits</span></i><span style="font-weight: 400;"> criados por admiradores. Fazendo jus ao </span><a href="https://variety.com/2024/artisans/news/challengers-trent-reznor-atticus-ross-zendaya-luca-guadagnino-score-1235976130/"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Guadagnino aos compositores e membros do Nine Inch Nails </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iB4_qdtdtXU"><span style="font-weight: 400;">Trent Reznor e Atticus Ross</span></a><span style="font-weight: 400;"> – “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você quer participar do meu próximo filme? Vai ser super sexy</span></i><span style="font-weight: 400;">” – </span><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca com os sintetizadores enquanto prepara o ambiente para a tensão (e o tesão) em cena. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Stopper; Brutalizer 2.</span></p>
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<figure id="attachment_34977" aria-describedby="caption-attachment-34977" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg" alt="Capa do álbum Charm, de Clairo. Na imagem, vemos a cantora, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela está deitada em um sofá verde, e a fotografia foca apenas em seu rosto e seus braços. Clairo olha para seu lado esquerdo, sem esboçar emoções. Ambos os braços estão apoiados no sofá, mas seu braço direito está com o cotovelo apoiado e ela segura seus cabelos com a mão direita. No canto superior direito, estão escritos os nomes da cantora e do álbum em um tom de verde mais claro." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34977" class="wp-caption-text">Charm foi indicado na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2025, representando a primeira nomeação de Clairo na premiação (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Clairo &#8211; Charm</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse possível dar uma boa olhada dentro do cérebro de Clairo, seria seguro presumir que o fluxo de consciência dela é semelhante ao de qualquer pessoa com 20 e poucos anos. Segundo a cantora, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zpam0KK9FlI"><span style="font-weight: 400;">experiências íntimas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ela aborda em seu terceiro álbum de estúdio têm a ver com “</span><i><span style="font-weight: 400;">momentos fugazes (&#8230;) em que fui encantada ou encantadora</span></i><span style="font-weight: 400;">” e as fantasias que esses momentos podem produzir. Quem nunca esteve nessa posição? E quem nunca precisou recorrer à Música para saber que não é a única pessoa do mundo a sentir tudo o que isso envolve?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora a juventude e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha na complexidade que envolve o ato de crescer e amadurecer, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1KNUCVXgIxKUGiuEB8eG0i?si=ZD1vCiW1QpOX5OaTuHOvlg"><i><span style="font-weight: 400;">Charm</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está no meio-termo, ao passo que se debruça sobre o sentimento de se apaixonar por alguém. São 38 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> sussurrante, elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, toques orquestrais </span><i><span style="font-weight: 400;">groovy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um calor aconchegante, com o lirismo de Claire Cottrill cantarolando junto com cada melodia descontraída. O álbum escancara o que a cantora e sua Arte sempre foram: um charme. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Second Nature, Juna e Add Up My Love</span></p>
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<figure id="attachment_34978" aria-describedby="caption-attachment-34978" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg" alt="Capa do álbum CHROMAKOPIA, de Tyler, The Creator. Na imagem, vemos o próprio cantor, que é um homem negro. Ele veste terno, usa uma máscara e tem seu cabelo estilizado. Ele olha para o lado esquerdo, fora do frame da fotografia, e faz um gesto com sua mão direita. A imagem é preta e branca, e é possível notar que existe uma luz profissional voltada para ele." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34978" class="wp-caption-text">“Sou o maior da cidade depois de Kenny, agora isso é um fato” (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Tyler, The Creator &#8211; CHROMAKOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer um que esteja em dia com o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual sabe que Tyler, The Creator é uma de suas jóias mais brilhantes, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> evidencia esse fato. Em sua produção mais inventiva até o momento, o artista amplia um pouco mais seus limites criativos e aprimora sua habilidade como contador de histórias, demonstrando uma vasta maturidade artística ao longo de todo o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma mistura de todos os temas que o artista já abordou em seus trabalhos anteriores sem parecer explicitamente com nenhum deles. A sensação é que as </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH?si=D_bHyTUVRVuL9hZVPv58-Q"><span style="font-weight: 400;">14 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui presentes são as que mais se assemelham com o verdadeiro Tyler Okonma, ainda que não se pareçam com nada que ele já tenha feito. Essa é uma proposta empolgante para os fãs de longa data, uma vez que abre um mundo novo de possibilidades para um dos nomes mais relevantes da Música contemporânea. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Rah Tah Tah, Sticky (feat. GloRilla, Sexyy Red &amp; Lil Wayne) e Take Your Mask Off (feat. Daniel Caesar &amp; LaToiya Williams)</span></p>
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<figure id="attachment_34979" aria-describedby="caption-attachment-34979" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png" alt="Capa do álbum Clancy. Nela, temos um fundo predominante na cor vermelha, com alguns detalhes nas cores preta e amarela, que remetem a chamas. Na imagem também há Josh Dun e Tyler Josep´h. Josh usa uma jaqueta preta com as mangas branca se uma calça preta e Tyler usa uma jaqueta preta, calça preta uma balaclava na cara e uma faixa preta com os dizeres CLANCY estilizados por sua extensão. Na parte cetnral e superior, também estilizado, está escrito CLANCY na vertical." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34979" class="wp-caption-text">Clancy prova que além de Música, o Twenty One Pilots é ótimo de narrativa (Foto: Fueled by Ramen)</figcaption></figure>
<p><b>Twenty One Pilots &#8211; Clancy</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase 10 anos, o Twenty One Pilots encerra uma </span><i><span style="font-weight: 400;">lore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dura quatro álbuns e que traz consigo não só uma legião de fãs como também todo o amadurecimento do duo. </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Clancy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que o grupo atingiu sua forma máxima e como resultado, promove uma revisitação a toda sua carreira, sem mirar em um álbum específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em questão de gêneros, talvez seja o álbum mais diverso do grupo: as estrofes rimas estão lá, mas dividem espaço com uma bateria mais carregada que remete ao </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos que descambam de vez para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa miscelânea de estilos converge com um Tyler que consegue abordar a batalha mental – que sempre foi mote dos últimos trabalhos do Twenty One Pilots – através de diferentes metáforas, que no final das contas, funcionam como uma recompensa para os fãs que batalharam junto ao longo da última década. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Next Semester,</span> <span style="font-weight: 400;">Oldies Station,</span> <span style="font-weight: 400;">Paladin Strait</span></p>
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<figure id="attachment_34981" aria-describedby="caption-attachment-34981" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34981" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER venceu três Grammys: Melhor Álbum Country, Melhor Perfomance Country em Dupla e Grupo e Álbum do Ano (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Beyoncé &#8211; COWBOY CARTER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta para as suas raízes texanas, Beyoncé fez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">a sua principal aposta de redenção. Flutuando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante a maior parte de sua carreira, a artista finalmente se aventurou em um universo que não aprecia forasteiros: o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense. De fato, para a surpresa de poucos, o disco foi esnobado pela principal premiação do gênero, o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/cowboy-carter-de-beyonce-e-esnobado-no-country-music-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Country Music Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, pode-se afirmar que a força das 27 faixas se somatizaram em outra grande cerimônia da indústria, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammys/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, até o momento, ainda devia uma estatueta de Álbum do Ano à artista mais nomeada e vencedora de sua história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase como um enorme trabalho em grupo sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os limites entre diferentes sonoridades, a segunda obra da trilogia produzida durante a pandemia de covid-19 apresentou colaborações, no mínimo, singulares. Em meio a veteranos e novatos, as parcerias variaram desde a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UbxUSsFXYo4"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8MECfUH3GBs"><span style="font-weight: 400;">Stevie Wonder</span></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G7KNmW9a75Y"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wXhTHyIgQ_U"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">. O destaque, contudo, ficou sempre para a voz inconfundível de Beyoncé que, aqui, ecoou de forma ainda mais potente. Agora, é esperado que o encerramento do trio de discos venha acompanhado de uma pegada </span><a href="https://igormiranda.com.br/2024/02/beyonce-album-rock-teoria/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> à la</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GC5E8ie2pdM"><span style="font-weight: 400;">Tina Turner</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das grandes inspirações da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES; BODYGUARD; DAUGHTER.</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34983" aria-describedby="caption-attachment-34983" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Cria de Caxias. Nela, vemos POCAH, uma mulher negra de cabelos pretos e longos. Ele está grudada em uma placa de trânsito com fita silvertape. Seu top e mini-saia são da cor prata, fazendo uma alusão a fita e ela veste também uma bota alta com estampa de onça. Ao fundo, a placa é na cor verde com os dizeres em letra maipuscula &quot;SAÍDA 171&quot; e logo abaixo &quot;DUQUE DE CAXIAS&quot; e onde estaria &quot;DUQUE&quot; está pixado com letras estilizadas &quot;CRIA&quot;. Além disso, há pixações também que dizem &quot;POCAH&quot;, &quot;VIVIANNE&quot; e &quot;MC POCAHONTAS&quot; fazendo alusão aos nomes da artista, ao fundo, uma rodovia movimentada e no canto inferior esquerdo, o selo &quot;PARENTAL ADVISORY EXPLICIT CONTEXT&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34983" class="wp-caption-text">Mesmo com o polêmico uso de inteligência artificial, POCAH entrega um ótimo álbum (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>POCAH &#8211; Cria de Caxias</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4?si=tbCsgcbpQ8CEdWCYethHRA"><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, POCAH celebra e relembra sua própria história. O disco mostra três momentos da cantora e suas canções são intercaladas por interlúdios,</span> <span style="font-weight: 400;">grafados de formas diferentes: </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xkLkicrm5duKk94VCC5WM?si=Mbrz3SSVS5eTKAOTxTAdfg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">MC POCAHONTAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/080Q6ex13eDl3vPdxAxjkt?si=7MjI0OU4QQe4ji-aE6SXDQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">pocah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/37QZOXTrPFApAYA8orVEwD?si=FjgRhzLbT4yEwjcaYaduBQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Viviane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além dessa distinção estilística, o álbum traz uma ecleticidade interessante – indo do funk carioca, passando pelo 150 bpm, até músicas reflexivas, cada um dos atos traz um ritmo diferente, e mostra a versatilidade de POCAH. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição perfeita de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mudança e amadurecimento. Diversos momentos importantes da vida da cantora estão presentes no trabalho, como troca do nome artístico – de Mc Pocahontas para somente POCAH – e o nascimento de sua filha Vitória. O primeiro e o segundo ato começam com a mesma batida – assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli xcx</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">360</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">365</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, enquanto o último é repleto de calma e cheio de amor: a música </span><a href="https://open.spotify.com/track/3qEXRDyn4B0mQQNlTOWzFT?si=zig4CFwjTu-kqX5tzHpYdg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Vitória</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se comporta como uma declaração e encerra o disco de forma tranquila. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ASSANHADINHA, cria de caxias e Vitória</span></p>
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<figure id="attachment_34984" aria-describedby="caption-attachment-34984" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg" alt="Em uma capa quadrada, se encontram duas figuras femininas, de costas. A mais à esquerda está apoiada sob o ombro da figura mais à direita, usa uma camiseta branca com detalhes nas costas e uma gola, além de ter um cabelo com luzes loiras preso em um rabo de cavalo e uma tatuagem na nuca. A figura mais à direita possui o mesmo cabelo e veste a mesma camiseta. O fundo é de cor marrom. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34984" class="wp-caption-text">Em mais um trabalho brilhante, Ariana demonstra vocais, história e se faz atual e relevante como em todas as suas eras (Foto: Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ariana Grande &#8211; Eternal Sunshine</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficando na lista dos </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/os-albuns-mais-ouvidos-no-mundo-em-2024"><span style="font-weight: 400;">cinco álbuns mais ouvidos de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternal Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu valor registrado na história. O sétimo disco de Ariana Grande vem como um recomeço grandioso na carreira da artista, possuindo um vínculo profundo com o momento que a Grande passava em sua vida pessoal, após o término de seu relacionamento com  Dalton Gomez. Transformando a dor e a vontade de se reencontrar, e com um impulso da chegada aos 30 anos, Ariana entrega ao ouvinte 13 novas músicas, pelas quais passeia por ritmos e sensações em uma delicadeza e poder únicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amadurecimento da cantora e de seu público se torna palpável no disco; para o espectador, chega na nova forma de escutar e entender cada referência, melodia e letra, e, para a cantora, na forma com a qual se apresenta. Sempre guardando uma surpresa para os fãs, Ariana expõe ao mundo </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">seu novo trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma sentimental e inteira, demonstrando como lidar com as memórias é importante para criar novas conexões e novos caminhos, e deixando a todos uma bela memória musical logo no início do ano, como uma carta de que mesmo nos momentos ruins, tudo vai melhorar. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">we can&#8217;t be friends (wait for your love), eternal sunshine, bye</span></p>
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<figure id="attachment_35003" aria-describedby="caption-attachment-35003" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Esquinas. Nela, vemos a esquerda, Ana, uma mulher branca de cabelo liso e castanho e Vitória, uma mulher branca de cabelo loiro platinado e cacheado. Ana olha para Vitória, que olha para a frente. O fundo da imagem está borrado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35003" class="wp-caption-text">Esquinas foi lançado acompanhado de uma visual experience delicada no Youtube (Foto: F/Simas)</figcaption></figure>
<p><strong>Anavitória &#8211; Esquinas </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que pode acontecer quando viramos uma esquina e não a outra? Em seu quinto álbum de estúdio, Anavitória não se dispõem a responder, mas a suscitar essa pergunta. </span><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em Dezembro de 2024, encerra a era </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), abusando do modo subjuntivo em um disco leve, grandioso e recheado de carga dramática. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Composto por 12 faixas, o trabalho representa as possibilidades em letras que tem como tema principal a vida; simples, contínua e incerta. O aspecto mais genial da obra é fazer com que quem escuta se sinta exatamente como as músicas interpretadas pelas artistas: longe de descobrir, mas como quem também</span><i><span style="font-weight: 400;"> “queria saber como seria”</span></i><span style="font-weight: 400;">.  Seja no claro ou no escuro, a única certeza é que virar a rua em que se encontra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HNHlYPtophU&amp;t=2194s"><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pelo caminho, é um doce presente. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Navio ancorado no ar, Espetáculo estranho e Água-viva. </span></p>
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<figure id="attachment_34985" aria-describedby="caption-attachment-34985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. Nela vemos ao fundo um auto-falante típico de caixas de som. Ele está coberto de um líquido rosa que parece estar em movimento pela vibração do alto-falante. No centro, em branco, temos o logo da banda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34985" class="wp-caption-text">Se o emo voltou de vez, agora é a vez do nu metal (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Linkin Park &#8211; From Zero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, nascido com a premissa de quebrar paradigmas, em uma relação inversamente proporcional, se tornou um dos gêneros mais conservadores – talvez só perdendo para a música clássica. O próprio Linkin Park já teve que lidar com certa rejeição quando veio ao mundo e, depois de provar seu talento, fincou seu nome na safra do início do século. Agora, sete anos após seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5Eevxp2BCbWq25ZdiXRwYd"><span style="font-weight: 400;">último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e sem a cara principal da banda, Chester Bennington, o grupo precisou se provar mais uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://www.instagram.com/emilyarmstrong/"><span style="font-weight: 400;">Emily Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi anunciada como a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhida para substituir Chester, a tarefa parecia ainda mais difícil. Mas o resultado foi um registro que, ao mesmo tempo em que preserva a história do Linkin Park, também coloca a banda como precursora nas mudanças do gênero. Mike Shinoda, agora com total controle da produção, conduz magistralmente o grupo de volta para um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sujo e pesado instrumentalmente, para que a força vocal de Emily ecoe em um trabalho que agrada de gregos a troianos.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heavy Is the Crown</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">The Emptiness Machine,</span> <span style="font-weight: 400;">Two Faced</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34986" aria-describedby="caption-attachment-34986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png" alt="Capa do álbum 'Funk Generation' da artista Anitta. A imagem mostra Anitta posando em frente a uma grade de arame, à noite, com a cidade iluminada ao fundo. Ela está usando um look chamativo, com um biquíni jeans e acessórios brilhantes, como correntes e joias que cobrem seu corpo e cabelo. A estética é sensual e remete ao universo do funk. No canto superior direito, há um selo amarelo com o título do álbum escrito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34986" class="wp-caption-text">“Sou bem puta e todos sabem, né? Todos sabem” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Anitta &#8211; Funk Generation</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde quando Anitta anunciou em 2017 que ia começar a apostar em sua carreira internacional e levar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">para o mundo, diversas tentativas foram feitas: O projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Checkmate </span></i><span style="font-weight: 400;">e seus </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, o primeiro álbum trilíngue, </span><a href="https://personaunesp.com.br/kisses-anitta/"><i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), várias colaborações com artistas globais e o polêmico </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022). Todos esses trabalhos tiveram seu valor, artístico e/ou estratégico, mas nenhum deles realmente transmitia nossa cultura. Porém, em 2024, a cria de Honório Gurgel finalmente fez o disco prometido, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6z6VObudfoxrvGNC5MtiTY?si=c3af39d600724c9f"><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum tem a coesão e a artisticidade que há muito tempo faltavam nas músicas da cantora. Produzido majoritariamente por artistas brasileiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i><span style="font-weight: 400;"> resgata elementos dos diversos subgêneros do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">como o carioca, o paulista, o melódico, o dos anos 2000, entre outros. A sensação é de estar em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iaXt5shHFL8&amp;pp=ygUaZnVuayBnZW5lcmF0aW9uIGV4cGVyaWVuY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">bailão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim. Mesmo que cante na maior parte do tempo em inglês e espanhol, Anitta conseguiu entregar qualidade tanto para nós, quanto para os gringos que estão conhecendo cada vez mais o </span><i><span style="font-weight: 400;">brazilian funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lose Ya Breath e Savage Funk</span></p>
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<figure id="attachment_35002" aria-describedby="caption-attachment-35002" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Gambiarra Chic. Pt 1. Nela vemos, duas mulheres que estáo triplicadads na imagem. Uma mulher é negra de cabelo loiro com mechas rosa e outra é uma mulher negra de cabelos pretos. Eles vestem um biquini azul e uma saia. Várias versões multiplicadas de Isma e Vita em diversas poses, sentadas em pedras em um fundo que simula o pôr do sol." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35002" class="wp-caption-text">Irmãs de Pau foram referência em experimentação no funk em 2024 (Foto: Irmãs de Pau)</figcaption></figure>
<p><strong>Irmãs de Pau &#8211; Gambiarra Chic Pt. 1 </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gambiarra Chic</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha por experimentações frenéticas e dançantes que dominaram as pistas das baladas LGBTQIA+ do Brasil. Com a ajuda de DJs como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-UryVbeU8As"><span style="font-weight: 400;">CyberKills</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://hashtagpop.com.br/clementaum-e-eleita-dj-do-ano-no-womens-music-event-awards-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Clementaum</span></a><span style="font-weight: 400;">, DJ Dayeh, Brunoso e</span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/mu540-e-apontado-como-um-dos-djs-mais-inovadores-da-cena-internacional-de-2024,06b8ff6f53884331d3b276d16f5dce0csw3xmwt9.html"><span style="font-weight: 400;"> MU540</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ajudaram na produção e levaram as músicas da dupla pelo país inteiro. Assim, elas conquistaram uma legião de fãs que adoram os seus </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">flows</span></i><span style="font-weight: 400;"> explosivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências de mulheres trans são o ponto central das letras do projeto, ao abordar essa temática dentro do funk,</span><a href="https://midianinja.org/isma-e-vita-as-destemidas-irmas-de-pau-celebram-uma-decada-de-melodias-culminando-em-gambiarra-chic-2/"><span style="font-weight: 400;"> Irmãs de Pau</span></a><span style="font-weight: 400;"> reivindicam o seu lugar nos bailes, baladas e pistas do Brasil todo.  </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
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<figure id="attachment_34987" aria-describedby="caption-attachment-34987" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg" alt="Em um fundo de tecidos amarelo dourado, cinco homens vestidos de roupas pretas se posicionam na tela. Eles foram a palavra GARY juntos, sendo os dois primeiros se dividindo para fazer a letra G (um curvando o braço e o outro agachado ao chão), ao lado um homem fazendo o A, seguido de um homem fazendo o R e outro fazendo o Y." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34987" class="wp-caption-text">Provando que envelheceu como vinho, Gary soa como uma versão perfeita de Blossoms em seu novo trabalho. (Foto: ODD SK Recordings)</figcaption></figure>
<p><strong>Blossoms &#8211; Gary</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história por trás do nome </span><a href="https://www.rollingstone.co.uk/music/features/blossoms-interview-gary-photos-gary-lineker-tom-ogden-43083/"><i><span style="font-weight: 400;">Gary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">trás um toque especial a todo o conceito: se inspirando em uma figura conhecida do Reino Unido nomeada Gary, um gorila de fibra de vidro com mais de dois metros de altura, a faixa-título narra a história do desaparecimento do mesmo. E não era possível esperar a mesmice de tantos álbuns da atualidade dentro do novo trabalho da banda só de conhecer o que foi o pontapé para o trabalho.  Em seu quinto registro e estreando sob selo próprio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende positivamente com uma musicalidade que mescla tudo de melhor que a banda já ofereceu até hoje, com ritmos contagiantes, melodias gostosas de ouvir e uma escrita divertida – por vezes até irônica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de tantas referências em um único trabalho, por vez, cria </span><a href="https://www.popload.com.br/blossoms-a-banda-inglesa-em-busca-da-batida-indie-perfeita-lanca-o-single-perfect-me"><span style="font-weight: 400;">algo original e único</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que transforma o disco em uma experiência agradável e uma boa companhia para o dia a dia. Entre as dez novas músicas, nenhuma cai no limbo de “se sentir descartável”. Mais de uma década após sua criação e em um momento marcante de reinício, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra atual, sólido e com muita força para continuar reinventando, além de ser um convite e tanto para uma nova parcela de ouvintes no outro lado do globo. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Perfect Me, Slow Down, I Like Your Look</span></p>
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<figure id="attachment_34988" aria-describedby="caption-attachment-34988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Girl With No FaceNa imagem, a cantora Allie X está centralizada, ela está com as mãos em uma máscara que cobre seu rosto. A máscara está abrindo ao meio, em um risco na vertical, revelando o nariz e boca da artista. A máscara é na cor branca e possui o rosto de Allie X. O cabelo, que parece ser uma peruca, é na altura dos ombros, de cor preta e franja curta. Os cotovelos estão apoiados em uma mesa de cor laranja, assim como o fundo da imagem também é desta cor. Allie X veste uma roupa com luvas, ambas na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34988" class="wp-caption-text">A cantora Allie X tem uma colaboração com Troye Sivan e Mitski (Foto: Twin Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Allie X &#8211; Girl With No Face</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvir </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/10o3OFqQt0gqemtIcCh72x?si=k9YvQ41CSXmkQzKKKGoZUQ"><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em fevereiro de 2024, é entrar nas discotecas dos anos 1980 e ferir os tímpanos com os sintetizadores típicos da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora os ritmos façam o corpo querer dançar – com exceção da introspectiva e misteriosa faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Saddest Smile</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e os falsetes gritados da cantora contribuam para o estilo, as composições abordam temas sensíveis, como disforia, transtornos alimentares e padrões de beleza. Em </span><a href="https://escutai.com/girl-with-no-face-allie-x-fala-sobre-novo-album-e-participacao-com-frimes-e-tolentino/"><i><span style="font-weight: 400;">Off With Her Tits</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a repetição do refrão pedindo para retirar os seios, gruda na cabeça, assim como as imposições do sistema. A garota pode até não possuir rosto, mas esbanja personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito majoritariamente pela própria Allie X, </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma das surpresas mais agradáveis de 2024. Os tons contraditórios entre conteúdo e música conseguem fisgar o público que, oriundo da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, construiu uma personalidade ácida de fazer diversão com traumas e problemas. O disco é uma espécie de laboratório do que é ser uma mulher, e a canadense cria seu conceito – afinal, toda mulher pode vestir uma face. Infelizmente, Allie X ainda não explodiu nas paradas, nem virou </span><i><span style="font-weight: 400;">trend</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> – o fato de não querer estar em </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/04/23/allie-x-canadense-misteriosa-que-encanta-fas-lgbts-nao-gosta-de-pop-e-diz-recusar-festivais.ghtml"><span style="font-weight: 400;">festivais</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ter ajudado nisso –, mas com seu talento quem sabe no próximo ano. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Galina, Black Eye e Truly Dreams</span></p>
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<figure id="attachment_34989" aria-describedby="caption-attachment-34989" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg" alt="Capa do álbum Hit me Hard and Soft, da cantora Billie Eilish. Nela, vemos Billie, uma mulher branca de capelos pretos. ele veste uma camisa preta e calças pretas; No parte central superior, há uma porta branca na horizontal que está aberta. Billie se movimenta como se estivesse caindo dessa porta e se afogando, já que o fundo da capa representa um fundo de um lago/mar" width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1022x1024.jpg 1022w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-768x770.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1200x1203.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_.jpg 1244w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34989" class="wp-caption-text">Em Hit me Hard and Soft, Billie Eilish se sente confortável na própria pele e divide com os fãs o entendimento de sua sexualidade (Foto: Darkroom/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Hit Me Hard and Soft</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À altura do terceiro álbum, é inegável o sucesso de Billie Eilish. Desde que lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i> <span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já foram dois prêmios do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nove vitórias ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, maior premiação da indústria fonográfica. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hit Me Hard and Soft</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora abriu – ainda mais – o coração e chegou a locais que até então não eram sua marca, a exemplo de sua extensão vocal em </span><i><span style="font-weight: 400;">BIRDS OF A FEATHER</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção, aliás, finalizou o ano de 2024 como a mais tocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e entrou na boca do povo como uma das faixas mais aclamadas de sua carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A virada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma sonoridade conhecida – e bem executada – da artista. Agora, há momentos iguais a esse no projeto. Em L’AMOUR DE MA VIE, a performer de 22 anos brinca com efeitos sonoros e mostra que sabe utilizar o </span><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i><span style="font-weight: 400;"> a seu favor a partir da mudança da música. Com influências de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop,</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas 10 faixas que compõem o trabalho, a irmã de Finneas – seu produtor e membro da família — se firma como uma grande contadora de histórias, sejam elas trágicas ou animadas, mas sempre muito, muito bem interpretadas. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>BIRDS OF A FEATHER, BLUE E L’AMOUR DE MA VIE</p>
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<figure id="attachment_34991" aria-describedby="caption-attachment-34991" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Humanamente de Lvcas. A imagem mostra o cantor, homem branco com um bigode e cavanhaque e um brinco de argola na orelha esquerda, com seu torso aberto e dele saindo fogo, e nascendo plantas,flores e raízes, num fundo branco com o nome do álbum (Humanamente) escrito ao lado superior direito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34991" class="wp-caption-text">Lvcas grita seus sentimentos reprimidos no fundo do coração em Humanamente (Foto: Lvcas)</figcaption></figure>
<p><b>Lvcas &#8211; Humanamente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com fluidez similar à que produz conteúdo nas redes sociais há anos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">youtuber</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lucas Inutilismo, utilizando o nome artístico de Lvcas, lança seu primeiro álbum Humanamente, que junta elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e eletrônica. Com 16 composições autorais, Lucas é responsável por gravar vocais e todos os instrumentos das músicas, e co-assina a produção ao lado de Marcelo Braga, seu parceiro nos clássicos vídeos de releituras musicais de retrospectiva do artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum apresenta apenas uma colaboração especial com Luana Victoria, a irmã do artista, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Espero Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, que serve como um momento de tranquilidade no disco, composto por graves usados tanto para bate-cabeça quanto para dança. O </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a principal inspiração, mas há alusões ao </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">djent </span></i><span style="font-weight: 400;">enquanto traz reflexões sobre </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-lado-humano-e-pesado-de-lucas-inutilismo-em-seu-1-album-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">dilemas próprios</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ser humano nas letras, mas sem ser conceitual demais a ponto de contar história através da música. Em 2025, Lvcas inicia a sua turnê em São Paulo com </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/lvcas-inutilismo-promete-show-caotico-em-estreia-de-turne-em-sp-poe-esse-celular-no-bolso/"><span style="font-weight: 400;">show caótico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e é promessa no cenário de metal alternativo do Brasil. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Flores, Meu jeitinho e Te espero aqui</span></p>
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<figure id="attachment_34992" aria-describedby="caption-attachment-34992" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg" alt="Capa do álbum In Search Of The Antidote, de FLETCHER. Na imagem, vemos parte do rosto da cantora, já que seus cabelos, ao vento, impedem a visão completa dele. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos que usa um batom rosa. O fundo da capa é azul e, na canto superior direito, está a etiqueta de “parental advisory”. A palavra “antidote” se encontra em letras maiúsculas na cor salmão na parte inferior da imagem. Em cima das letras T e E, está escrito “in search of the” em letras minúsculas, na cor branca e em outro tipo de fonte." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34992" class="wp-caption-text">In Search Of The Antidote é, em sua essência, sobre a busca pelo amor próprio (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>FLETCHER &#8211; In Search Of The Antidote</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que FLETCHER usou o nome da namorada de sua ex em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98CpVsXyQhE"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem sido considerada um ícone </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> no setor por seu lirismo irônico que encapsula, com sucesso, a experiência do relacionamento amoroso entre mulheres. No entanto, ao invés de continuar na narrativa dos rompimentos angustiantes e inseguranças pessoais do primeiro álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">In Search Of The Antidote </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece uma análise tumultuada de identidade e realização pessoal, englobando o lado sombrio do processo de cura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, Cari Fletcher se mostra como uma mulher complexa, vulnerável, forte, sexy e sem pudor, deixando claro que este é um dos </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ZXvAPiGoqDXWsLHd3oZ8Q?si=NRhUWG-CSZe9pwxs5vdGsg"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais honestos e consistentes de sua carreira. Envolvendo a bagunça das emoções pós-término em cortes </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fogem às regras, a artista prova, mais uma vez, que ninguém faz hinos de corações partidos da mesma forma que ela. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lead Me On, Pretending e Antidote</span></p>
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<figure id="attachment_34993" aria-describedby="caption-attachment-34993" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg" alt="Capa do álbum I'm Not Afraid of Music Anymore da banda COIN. A imagem apresenta uma escultura de pedra representando duas figuras humanas fundidas em um abraço, com um fundo verde vibrante, transmitindo uma estética minimalista e expressiva." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34993" class="wp-caption-text">“Acho que existe algo que eu esteja fugindo, ou é apenas quem eu sou?” (Foto: TenThousand Projects)</figcaption></figure>
<p><b>COIN &#8211; I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sexto álbum de estúdio da banda COIN, intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0iYfLtcJwYEl23TtnwTibd?si=2887dea8bb774ecd"><i><span style="font-weight: 400;">I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chega após um período de bloqueio criativo do grupo. As ideias dos membros não convergiam entre si, mas um sentimento único as conectava: o medo. Foi a partir dessa inquietação que surgiu o disco mais coeso e maduro da carreira deles. Diferentemente de produções anteriores, em que Chase Lawrence, Ryan Winnen e Joe Memmel soavam como se estivessem compondo colagens musicais, este trabalho se destaca por construir um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aaUVoU6sF9M"><span style="font-weight: 400;">quebra-cabeça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cuidadosamente montado do começo ao fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do álbum presta uma homenagem aos primeiros trabalhos da banda, resgatando o característico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">de garagem. No entanto, com a produção de Gabe Simon – conhecido por colaborações com </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-banisters-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Noah Kahan –, os instrumentais ganham uma polidez que os torna mais equilibrados e harmônicos. Nesse clima nostálgico, o grupo aproveita para reconhecer a importância de seus fãs. Na delicada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cj2UTS-kC1Q"><i><span style="font-weight: 400;">Sing Along</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Lawrence canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quantas tentativas posso encaixar em uma música/Esperando que você ainda cante junto?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa conexão com o público é a maior conquista de COIN, e</span><i><span style="font-weight: 400;"> I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas reforça, mas também celebra essa história.  –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Problem e Sing Along</span></p>
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<figure id="attachment_34994" aria-describedby="caption-attachment-34994" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg" alt="Capa do álbum Kansas Anymore do artista ROLE MODEL. A imagem em preto e branco mostra o artista de perfil, usando um chapéu de cowboy e uma jaqueta de couro, em uma pose descontraída com o fundo liso e minimalista. O título do álbum e o nome do artista estão em letras pequenas e discretas na parte central da imagem." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34994" class="wp-caption-text">“Para ser honesto, gosto da sensação de deixar tudo queimar” (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Role Model &#8211; Kansas Anymore</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada melhor do que um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8&amp;pp=ygUMYWxsIHRvbyB3ZWxs"><span style="font-weight: 400;">álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">de término de relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> escrito por um corno. Esse é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OZ6nCbn8w0cHr1m0qiD2s?si=7oO5_aOrScuj-Cyv3b_L9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo disco de estúdio de Tucker Pillsbury, mais conhecido como ROLE MODEL. Após terminar com uma das influenciadoras da Geração Z mais conhecidas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cpFc1RPOF7s"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor entrega seu trabalho mais coeso até então. Entre melodias contagiantes, sua marca registrada, e a autoconsciência de sua personalidade sedutora, é possível aproveitar 40 minutos de músicas íntimas e divertidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que supera o fim de seu relacionamento, Pillsbury também se vê imerso na superficialidade de Los Angeles. As referências a drogas e tratamentos estéticos evidenciam um descontentamento crescente com o estilo de vida da cidade. A nostalgia por suas origens e o desejo de fuga explodem em faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cd6ZPEgs83I&amp;pp=ygUVdGhlIGRpbm5lciByb2xlIG1vZGVs"><i><span style="font-weight: 400;">The Dinner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde o artista expressa o desejo de abandonar a futilidade da vida urbana e retornar para casa. Após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1PhcZ4Ov6ZxuaUZF8r9rbk?si=h-lDW_rrSBekveKyBDIWtQ"><i><span style="font-weight: 400;">Rx</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não ter alcançado grandes destaques, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um passo na direção certa na carreira de ROLE MODEL. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Writing’s On The Wall e Slipfast</span></p>
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<figure id="attachment_34995" aria-describedby="caption-attachment-34995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg" alt="Capa do disco Luan Santana Ao Vivo na Lua - Crescente. A imagem mostra o cantor Luan Santana no centro da capa. O cantor está no ambiente de universo, com estrelas, um borrão azul e o planeta Vênus ao fundo. À frente, é mostrada a superfície da Terra. Ao centro da parte inferior da capa, há a palavra “CRESCENTE” em letras brancas e maiúsculas. Luan Santana está de olhos fechados e segurando um microfone. Sua cabeça está inclinada para cima e ele possui tatuagens no braço direito. Sua roupa é bege, com brilho e detalhes nos ombros que descem até o peito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34995" class="wp-caption-text">Luan Santana continua projeto na Lua e traz uma experiência mais imersiva aos fãs (Foto: Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Luan Santana &#8211; LUAN AO VIVO NA LUA &#8211; CRESCENTE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2a9sL47ztb0zlKUl0uZxL8?si=DgpoNwqrQZCNIa6Bb9uc-A"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de</span> <span style="font-weight: 400;">Luan Santana</span> <span style="font-weight: 400;">conta com mais uma fase da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">: depois do  </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0SXQI9rQAxolmySULiXLi0?si=iNDd3e3xROGDN0Giotuo8A"><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; NOVA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">CRESCENTE</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em 21 de novembro de 2024. O disco mostra uma nova perspectiva sobre as turnês que Luan pretende construir. Além disso, o cantor permanece trazendo músicas que não perdem a originalidade do seu sucesso inicial. O álbum continua com o estilo das faixas românticas que o público costumava vibrar, como a famosa música </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0tD1sypxaMDpTd6qH1labJ?si=e11efae4e8554213"><i><span style="font-weight: 400;">Meteoro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o primeiro marco de sua carreira, lançada em 2009. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência é totalmente imersiva, de modo que a tecnologia de palco está sendo utilizada para trazer uma ideia de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realizado no espaço: Luan</span> <span style="font-weight: 400;">esclarece isso na apresentação de </span><a href="https://youtu.be/6hzdm2goo2c?si=_YZfKu0JOzc6wFQo"><i><span style="font-weight: 400;">CERTEZA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O cantor sempre procura oferecer novos ambientes para o seu público e </span><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; CRESCENTE </span></i><span style="font-weight: 400;">não foi diferente. De maneira geral, pode-se afirmar que o álbum marca uma divisão para os próximos projetos do cantor, que agora competem com os desafios do seu papel de paternidade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CERTEZA &#8211; Ao vivo, PARECE &#8211; Ao vivo, COISAS QUE EU NÃO VOU DEIXAR DE TER &#8211; Ao vivo</span></p>
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<figure id="attachment_35005" aria-describedby="caption-attachment-35005" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg" alt="Capa do disco Novela. A imagem de capa é uma fotografia da cantora Céu, dos ombros para cima. Ela está com os cabelos cacheados soltos, preenchendo todo o quadro da imagem. Sua expressão é séria, com o olhar direcionado para o horizonte. Tem um ponto de luz branca forte à direita da artista." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela.jpg 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35005" class="wp-caption-text">Novela é o sexto álbum de estúdio de Céu (Foto: Urban Jungle Records/ONErpm)</figcaption></figure>
<p><b>Céu &#8211; Novela</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">é carinhoso e prazeroso. A primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">, já te transporta para o oásis do álbum, longe do mundo real, mas próximo da natureza. As melodias desapressadas conduzem uma experiência de transe ao ouvinte que, se deixar o corpo solto, acompanha os movimentos musicais sem perceber. É um álbum para ouvir e se deixar derreter nele. A sonoridade especial mescla com elegância MPB, reggae e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, guiada pela voz de veludo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/ceu-retorna-as-raizes-com-novela-6-album-de-ineditas-tudo-que-eu-sei-fazer-e-misturar/"><span style="font-weight: 400;">Céu</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é um espetáculo à parte. A cantora sabe transitar pelos gêneros, conferindo a cada um que cruza a sua impressão autoral única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi gravado ao vivo, de maneira orgânica, o que acentua ainda mais a intimidade instantânea do ouvinte com a obra. </span><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">só falta respirar, é vivo. Céu não tem dificuldade em amarrar à mesma obra conceitos independentes, o que a permite brincar com faixas como a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Cremosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e com o rock nostálgico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lustrando Estrela</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa grande salada mista, ainda tem espaço para colaborações de ótimo gosto, que só elevam a qualidade para além da estratosfera. A cantora divide os vocais com convidados em três faixas bilíngues (</span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://youtu.be/cvglSoxOMDU?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Corpo e Colo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></p>
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<figure id="attachment_35006" aria-describedby="caption-attachment-35006" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais). Na imagem temos a presença dos integrantes da banda Jovem Dionísio. Eles estão com um efeito distorcido então é difícil descrever os detalhes. Mas todos os integrantes estão vestindo calça cargo na cor bege e uma jaqueta marrom. O cantor Ber Pasquali diferente dos outros está usando um moletom vermelho e o Rafael Mendes “Fufa” está segurando uma guitarra azul. Ao fundo temos uma tela preta e no canto superior direito temos o nome da banda e do disco em tons vermelhos. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35006" class="wp-caption-text">A banda foi indicada ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa (Foto: JD Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Jovem Dionisio &#8211; Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome do disco surge através da letra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Neste Contexto</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção apresentada ao público como o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa nova fase da banda. Agora, sem dúvida nenhuma, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/20tdkGDqEJFZJs6TYEqifo?si=c-BIKH2yRDSxZH9JGoKirw"><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, simboliza a trajetória e a convicção de que esse é o caminho que a Jovem Dionisio pretende seguir nos próximos anos. Antes do lançamento oficial do álbum, os “meninos hidratados&#8221; entregaram um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZiXxivGolP0&amp;t=14s"><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i><span style="font-weight: 400;"> filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, com um roteiro fantasioso digno do subgênero terrir sobre um chefe </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5M0ajbNpBuenxLiJQhDI3k?si=60ce01d5588440b6"><span style="font-weight: 400;">bagre</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de uma cadeiraria e que vive assombrando seus funcionários. O curta-metragem também escapa alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">spoilers</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções presentes no disco, além da nova identidade visual da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O melhor de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7i67Zql4x6mQ3tdgl12ZZj?si=pIhnp13tSJSJtQwIfgMPbw"><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta com mais profundidade. Sendo o trabalho mais experimental produzido pela banda, o principal desafio na composição do disco foi, sem dúvidas, em como conduzir essa pluralidade de arranjos e histórias, de maneira coesa para a compreensão do ouvinte, sem que a narrativa se perdesse nela mesma. Algo que foi pensado em conjunto como um grupo e revisitado inúmeras vezes pelos integrantes, que chegou em seu resultado final: um dos melhores álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> no cenário atual da música brasileira. Fora o sucesso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1lvEFHCWBX4"><i><span style="font-weight: 400;">to bem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i><span style="font-weight: 400;"> também traz grandes parcerias, como o Grupo Menos É Mais, na canção</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SADxMQyhgSl5DR3sJZmav?si=3b0b53ba93ad4572"><i><span style="font-weight: 400;">sinto muito (demo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de Arnaldo Antunes, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TIiAUocHUlmjQsHuq6HEh?si=79e3af99a5e24982"><i><span style="font-weight: 400;">passeando do seu jeito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marcando o encontro de gêneros musicais presentes na segunda discografia da banda. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neste Contexto, sinto muito (demo), eu preciso te dizer que</span></p>
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<figure id="attachment_35007" aria-describedby="caption-attachment-35007" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Orquídeas. Na imagem, a cantora Kali Uchis está prensada em uma superfície de vidro, com o lado esquerdo do rosto virado para cima. Ela está nua e em todo seu corpo há pétalas de orquídeas nas cores: roxo, rosa e azul, em vários tons. Há também um líquido rosa espalhado pelo espaço e pelo corpo da cantora. No canto inferior direito, há o aviso de conteúdo explícito no álbum. Kali Uchis é uma mulher na faixa dos 30 anos de ascendência colombiana e possui cabelos escuros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35007" class="wp-caption-text">O álbum possui feats com Karol G e Peso Pluma (Foto: Geffen Records)</figcaption></figure>
<p><b>Kali Uchis &#8211; Orquídeas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor, sedução, desejo e fertilidade costumam ser as associações que a flor orquídea recebe de muitas culturas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5U20AVSsUvycGtWip4XQfo?si=AtIUCsqUTwO1loSrszdt4w"><i><span style="font-weight: 400;">Orquídeas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kali Uchis, também pode ganhar esses significados – e sentimentos para quem ouve – através das canções sobre traições, pensamentos intrusivos que trazem lembranças de amantes e o amor incondicional de uma mãe para com o filho. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Tu Corazón Es Mío… </span></i><span style="font-weight: 400;">é dedicada ao nascimento do filho de Uchis com Don Toliver: a artista, grávida no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TaxJKDaciqk"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;">, preferiu resguardar a gestação dos holofotes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o álbum consegue transpassar o calor do amor por meio dos ritmos quentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in In Venus</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém mais enérgico e sem espaço para as músicas melódicas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Mata</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção sobre uma mulher que conseguiu se libertar de uma relação ruim, é uma experiência que se assemelha a assistir a um filme do </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/cinema/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-pedro-almodovar-o-cinema-e-a-moda/"><span style="font-weight: 400;">Almodóvar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Embora a letra pareça um sertanejo universitário genérico, os arranjos e vocais de Uchis sobem a temperatura dos ouvidos de uma forma extremamente luxuosa. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>F</strong></span><b>aixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Igual Que Un Ángel, Te Mata, Tu Corazón Es Mío…</span></p>
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<figure id="attachment_35008" aria-describedby="caption-attachment-35008" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Plan A de Lil Tecca. A imagem mostra o rapper, homem jovem de pele preta, e cabelo crespo com dreads, vestindo uma jaqueta com estampa de onça e tampando metade do rosto com ela, ele usa vários aneis nos dedos e duas pulseiras todas de prata e também um óculos escuro na altura da testa, num fundo de tom marrom e dourado, No canto inferior direito vemos o aviso de conteúdo explícito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35008" class="wp-caption-text">Para Lil Tecca sempre existiu apenas um plano (Foto:Galactic Records/Lil Tecca)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Tecca &#8211; Plan A </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apenas 16 anos, ainda no colegial, Tecca lançou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XzY2ij_vL4&amp;pp=ygUGcmFuc29t"><i><span style="font-weight: 400;">Ransom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu maior hit até hoje. Cinco anos depois, entre transições suaves e batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódicas, Tecca ainda consegue conquistar o coração dos fãs com seus novos projetos: não foi diferente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=151SppD5qwg&amp;list=PL3fL6ZRIZG76mUB9yr-7_5CMMQfhUxMbm"><i><span style="font-weight: 400;">Plan A</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu quarto álbum de estúdio, o artista expressa que nunca teve outro plano para seu futuro, apenas o ‘plano A’. </span><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a faixa de abertura do álbum,</span> <span style="font-weight: 400;">recebe um destaque especial devido ao seu ritmo mais lento, trazendo uma coesão perfeita entre as rimas de Tecca por cima do instrumental </span><i><span style="font-weight: 400;">cloud trap</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 18 faixas e apenas uma colaboração, sendo em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can’t Let Go </span></i><span style="font-weight: 400;">com Don Toliver, eram esperados mais participações especiais no álbum, porém a batida </span><i><span style="font-weight: 400;">rage rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental não deixou a desejar na faixa. É relevante destacar que as fantásticas transições entre as músicas do projeto tornam a experiência de ouvir o álbum como um todo algo incrível e único. O disco demonstrou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zX7eDJq6aLM"><span style="font-weight: 400;">grande maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquirida pelo artista ao longo dos anos. Seja como pessoa e produtor, com apenas um plano em mente, Tecca está conseguindo concretizá-lo. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Taste, Bad Time e Number 2</span></p>
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<figure id="attachment_35009" aria-describedby="caption-attachment-35009" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg" alt="Capa do álbum POST HUMAN: NeX GEn, da banda Bring Me The Horizon. A imagem mostra uma ilustração digital de uma personagem futurista, com pele, cabelos e camiseta em tons de rosa. Suas olheiras são alaranjadas, seus olhos são verdes e vermelhos e ela possui uma cicatriz na testa. Ela usa um brinco dourado de lua em uma das orelhas e possui piercings no rosto, no espaço entre os olhos. No canto inferior esquerdo, é possível ver um ursinho de pelúcia preto e branco, que parece estar em seu colo. Do lado direito, na altura do ombro da boneca, vemos um robô pequeno, composto por asas de borboleta e cabeça e pernas de boneca, voando. Ao lado dele, preso na boneca, há uma espécie de aparelho vermelho que mede as batidas de seu coração e que, provavelmente, ajuda ela a sobreviver. A boneca olha diretamente para frente, sem expressar emoções, e o fundo verde possui algumas texturas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35009" class="wp-caption-text">POST HUMAN: NeX GEn foi lançado de surpresa após quase quatro anos de espera (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bring Me The Horizon &#8211; POST HUMAN: NeX GEn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, a banda britânica Bring Me The Horizon tem passado uma mensagem muito clara para o público: ‘não temos </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/59991/1/oli-sykes-bring-me-the-horizon-interview"><span style="font-weight: 400;">medo de mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e usamos nossa criatividade como bem entendemos’. Esse forte posicionamento fez com que os integrantes não se prendessem a um único gênero, algo que não costuma acontecer no meio em que estão inseridos, e é o que faz a banda crescer a cada lançamento – mesmo estando na indústria há duas décadas. </span><i><span style="font-weight: 400;">POST HUMAN: NeX GEn</span></i><span style="font-weight: 400;">, a segunda parte de um projeto que retrata uma sociedade pós-apocalíptica, é um dos álbuns que mais sustentam esse argumento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao adicionar </span><i><span style="font-weight: 400;">electronica</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hiperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à mistura usual de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda produz um disco diversificado, mas que ainda carrega a personalidade e o talento lírico que sempre teve. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1k7OXnGQPV4zF3seDwRroD?si=UzGXq-kMQlipn5bARsn6xA"><i><span style="font-weight: 400;">NeX GEn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que está em contato com o passado, ciente do presente e idealizando o futuro – algo que pouquíssimos artistas chegaram perto de realizar em 2024. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">YOUtopia, Top 10 staTues tHat CriEd bloOd e DArkSide</span></p>
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<figure id="attachment_35048" aria-describedby="caption-attachment-35048" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Prelude To Ecstasy. Nela, vemos uma cômoda de pedra com várias flores e velas e um quadro, onde as cinco integrantes da banda aparecem. São todas mulheres brancas e, da esquerda para a direita, uma está de vestido vermelha, outra de vestido branco, outra de vestido preto e mais uma de vestido branco. E no meio a vocalista está de vestido dourado. Eles se vesteme como se estivessem na era vitoriana do séc XIX" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35048" class="wp-caption-text">Disco um dos indicados Mercury Prize, maior premiação fonográfica da Inglaterra (Foto: Universal Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>The Last Dinner Party &#8211; Prelude To Ecstasy </strong></p>
<p>Com o passar dos anos, cada vez mais expoentes femininas estão conquistando seu lugar no <em>rock</em>, principalmente vindos da vertente britânica do gênero. Nesse ano, foi a vez do <a href="https://escutai.com/the-last-dinner-party-e-um-banquete-para-quem-gosta-de-musica/">The Last Dinner Party</a> alçar os holofotes de uma forma bastânte única e cheia de excêntricidade, colocando a banda como um dos maiores achados desta década.</p>
<p>O quinteto gótico, que seu conheceu nos pubs enquanto cursavam a faculdade, não reinventa a roda. Pelo contrário, ele usa de referências muito distantes uma da outra e as canaliza e um <em>pop barroco</em> repleto de <em>glam rock</em>. Como qualquer obra de origem feminina, <em><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ycq58KRtWt3wFtbuIkvLn">Prelude to Ecstasy</a> </em>vem carregado de críticas a masculinidade e a percepção feminina da sociedade, que são intesificadas por cinco artistas que fazem questão de ir contra a forma com que a humanidade imagina e idealiza uma mulher. <strong>&#8211; Guilherme Veiga</strong></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nothing Matters, Ceasar on a TV Screen, Beautiful Boy</p>
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<figure id="attachment_35010" aria-describedby="caption-attachment-35010" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Room Under the Stairs. Na imagem temos a silhueta do rosto do Zayn ampliada em tons de azul. No interior da figura temos a imagem de uma escada em meio a um local rodeado por árvores e arbustos. No canto inferior esquerdo está escrito o nome do cantor em letras grandes, nas cores branca e azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35010" class="wp-caption-text">Room Under the Stairs ganhou uma versão deluxe com quatro músicas inéditas: Ignorance Ain’t Bliss, Lied To, In The Bag e Gave (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>ZAYN &#8211; ROOM UNDER THE STAIRS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escolher deixar uma parte sua para trás requer boas doses de sanidade e de falsos começos. Para ZAYN, essa mudança começa através de</span><i><span style="font-weight: 400;"> insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ecoam em seu íntimo e que ganham pulsação através das 15 faixas presentes em seu novo disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0PGluYePuY9INYN7SQheZ0?si=5VvOkZAeTS-js0vRXJY8tA"><i><span style="font-weight: 400;">ROOM UNDER THE STAIRS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo uma expressão de seus anseios e inquietações, o álbum representa um recomeço próprio para o cantor e para a sua música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos separam o trabalho atual do seu último registro, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2yuQqhSklmfWgn8lmJNk5t?si=LSpiIKhSQ3uQQb3p7jjgOg"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(2021), um disco também introspectivo, mas que demandava de uma grande produção para alcançar o </span><i><span style="font-weight: 400;">rhythm &amp; blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno pensado e desejado pelo artista. Diferente disso, o quarto álbum é mais cru e intimista em sua composição, se aproximando das sonoridades do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> original. Com apenas voz e violão – e </span><i><span style="font-weight: 400;">a little bit of soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, Zayn aproxima suas letras de seus ouvintes, atingindo a maturidade que faltava em sua discografia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> False Stars, The Time, Alienated</span></p>
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<figure id="attachment_35011" aria-describedby="caption-attachment-35011" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png" alt="Capa do disco Serenata da GG, Vol. 1 (Ao Vivo). A imagem mostra um coração rosa que ocupa todo o espaço central da capa e possui um relevo profundo, onde Gloria Groove está sentada. A cantora está usando um vestido vermelho, com luvas vermelhas e saltos vermelhos e seu cabelo também está da mesma cor. Ela utiliza jóias no pescoço, orelhas e mãos. Ao lado dela, está escrito “Serenata da GG” em letras rosas com sombra vermelha. Abaixo, em uma fonte menor, está escrito “Vol.1”. Ao fundo da imagem, a cor é preta." width="774" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35011" class="wp-caption-text">Gloria Groove aposta em mistura de música clássica e pagode em seu álbum Serenata da GG, Vol.1 (Foto: SB Music)</figcaption></figure>
<p><b>Gloria Groove &#8211; Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em maio de 2024, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2rKJHBwHEuztGQqjBkDDAK?si=jSXQ2PJaQS-8K62NXZ3WyA"><i><span style="font-weight: 400;">Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez Gloria Groove sair do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. A chegada da cantora no pagode, por meio de músicas inéditas e regravações de clássicos dos anos 2000, mostra que a voz de Groove recebeu um toque surpreendente. O disco conta com 13 faixas, com participação de Ferrugem, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1baKllsMyEEdKIUiNx58KA?si=09fcc08d3f9f415e"><i><span style="font-weight: 400;">Câmera Frontal &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o cantor Belo, em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5Y0RHqLgXOvZ9PtCf5Jb5n?si=3ef37a813d134e7f"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Era Feliz &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> inovou o estilo que está acostumada a cantar, de modo que o álbum traz mais romance para sua música, ao contrário de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4Qq4x0tJGWEFZt6jnvOKrQ?si=1i9nI3dtQmWSI2YqmEv-eQ"><i><span style="font-weight: 400;">LADY LESTE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que possui faixas voltadas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Serenata da GG, Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove</span> <span style="font-weight: 400;">preocupa-se em trazer um pouco mais do ritmo típico brasileiro, além de misturar sua música com ícones do Brasil, como Alcione</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SSOaOh6W2vjiRVfPKSqoS?si=3f12611cf536493b"><i><span style="font-weight: 400;">A Loba &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa nova visão da cantora, com certeza, deixa qualquer um em dúvida sobre qual será sua próxima aposta. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nosso Primeiro Beijo &#8211; Ao Vivo , Eu Odeio Dia 12 &#8211; Ao Vivo, Radar &#8211; Ao Vivo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35012" aria-describedby="caption-attachment-35012" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png" alt="" width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35012" class="wp-caption-text">Produzido de maneira independente, Sexto Sentido é o segundo álbum da carreira de Luanna (Foto: MC Luanna)</figcaption></figure>
<p><b>MC Luanna – Sexto Sentido</b><b><br />
</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Nome marcante da cena feminina do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mc Luanna cresce sem medo e, em 2024, provou novamente que não à toa. Com o lançamento de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora mostrou que a menina de </span><a href="https://open.spotify.com/album/54SQtN4KEfykOFgjtKXLzr"><i><span style="font-weight: 400;">44</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022) amadurece a cada dia com rimas mais críticas e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> complexos, se tornando a mulher que sabe o quão contra a corrente nada. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Longe de achar graça nessa realidade de ser um nome entre poucos quando se trata de mulheres negras com visibilidade na Música, a artista trata de destacar a insatisfação com essa realidade: “</span><i><span style="font-weight: 400;">sou uma mulher negra falam pra ser mais forte/pra correr duas vezes porque a gente é sem sorte/pra que expor sentimento se não vou ganhar flores?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.  Da vulnerabilidade e dor de não poder sequer aparentar fraqueza, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7oHTdUPKkBo"><span style="font-weight: 400;">Luanna</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que sua força está em ser a inspiração de tantas mostrando exatamente o que o mundo a fez achar errado expor: humanidade.  </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Ainda Sinto Muito, Rotina 2 e Cartas a Uma Garota Negra.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35013" aria-describedby="caption-attachment-35013" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Short n’ Sweet, da cantora Sabrina Carpenter. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de cabelos loiros e olhos azuis. Ela aparece em frente de um fundo azul, olhando por cima do ombro. Em seu ombro, há uma marca de beijo, feita com batom vermelho escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35013" class="wp-caption-text">Short n’ Sweet é para todos os gostos (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter &#8211; Short n&#8217; Sweet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cafeinado, pequeno e doce, </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/?fbclid=PAY2xjawG1wohleHRuA2FlbQIxMAABpjRHsWpQF02kAauBdiwaWYoU4D4uaGYn1UTqsN7akHvbTiuFZvmZ5KWt8w_aem_Zj6Lh1_FSKr20M1Vh13Yxw"><i><span style="font-weight: 400;">Short n’ Sweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra ainda mais o lado sedutor e apaixonado de Sabrina Carpenter. Por meio de trocadilhos e piadinhas levemente sexuais, a cantora consegue ainda mais se distanciar da imagem de atriz mirim da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e se aproximar do estrelato do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e mostra que já atingiu a maioridade. Carpenter apresenta um disco enérgico e divertido, flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">synth pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbJhdc2zLz0"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de afirmar que mulheres podem sim demonstrar a sexualidade e a sensualidade de formas positivas, sem sentirem vergonha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chiclete, Sabrina Carpenter evolui ainda mais seu trabalho com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que acompanha a pequena loirinha desde o emocional </span><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, e se estabelece na cena musical. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> viciantes – </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eVli-tstM5E"><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sua cafeína, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cF1Na4AIecM"><i><span style="font-weight: 400;">Please Please Please</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com suas repetições e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KEG7b851Ric"><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com suas fofocas – e músicas ainda mais gostosas de ouvir, Carpenter mostra que a sua Música possui tons alegres e cômicos, e que sempre pode retornar para temas reflexivos – como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=moMdJBDCblE"><i><span style="font-weight: 400;">Dumb &amp; Poetic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Good Graces, Taste, Don&#8217;t Smile</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35014" aria-describedby="caption-attachment-35014" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg" alt="Capa do disco Songs Of A Lost WorldNa imagem, a cabeça de uma escultura em pedra está caída em um fundo preto. Não possui rosto, apenas traços de boca e olhos. No canto superior direito, está escrito o nome da banda, com “the” em minúsculo e “Cure” em caixa alta. Abaixo da cabeça, está o título do álbum “Songs Of A Lost World”." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35014" class="wp-caption-text">Songs Of A Lost World é o primeiro álbum inédito da banda em 16 anos (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>The Cure &#8211; Songs Of A Lost World</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Canções De Um Mundo Perdido</span></i><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre) marca o retorno </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2024/10/14/cure-planeja-aposentadoria-e-turne-para-comemorar-50-anos-da-banda/"><span style="font-weight: 400;">despedida</span></a> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> da banda britânica comandada pelo vocalista, guitarrista e compositor Robert Smith. O novo álbum, embora melancólico, é sobretudo potente, e questiona o mundo atual através da forma e conteúdo. Com os celulares, rádios, </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">e músicas aceleradas, o disco de oito músicas e 49 minutos de duração vai na contramão das tendências e exige do ouvinte um momento de contemplação para as cargas dramáticas de The Cure. Introduzido por </span><i><span style="font-weight: 400;">Alone</span></i><span style="font-weight: 400;"> com guitarra e bateria, a voz de Smith só entra depois de três minutos, assim como as outras canções &#8211; a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Endsong </span></i><span style="font-weight: 400;">de dez minutos só apresenta letra aos seis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse é o final de todas as canções que já cantamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">anuncia a banda. O disco reflete sobre a experiência de luto que Robert Smith passou ao longo dos anos, com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/cure-robert-smith-revela-que-morte-da-mae-do-pai-do-irmao-influenciou-novo-disco/"><span style="font-weight: 400;">morte do irmão</span></a><span style="font-weight: 400;">, da mãe e do pai. É um homem que se encontra desconcerto sobre o lugar que vive. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4wjxmqXnSQvBZWL3IbYngX?si=lIZtRR5_QO6hhYhCmaLF0g"><i><span style="font-weight: 400;">Songs Of A Lost World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é incrível e faz você sentir cada sentimento através das cordas e da voz de Smith &#8211; que nada envelheceu. O mais interessante é que, mesmo aos 65 anos, o mundo do líder da banda não está deteriorando pelas pautas raciais ou de sexualidade &#8211; como de costume com os ‘rebeldes’ do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas sim pela sua íntima experiência com o fim da vida, das relações e de sua banda.</span> <b>&#8211; Davi Marcelgo</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Alone, Fragile Thing e I Can Never Say Goodbye  </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35015" aria-describedby="caption-attachment-35015" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Submarine da banda The Marías. A imagem apresenta uma mulher submersa em um ambiente aquático com tons predominantemente azuis. Ela está agachada, com o cabelo solto flutuando na água e vestindo um vestido escuro com detalhes claros. A iluminação suave cria um contraste dramático, destacando sua silhueta e expressão contemplativa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35015" class="wp-caption-text">“Eu me pergunto como é estar sozinho, se você não me ligar de volta, acho que saberei” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Marías &#8211; Submarine</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IqT1eE_8Psw"><i><span style="font-weight: 400;">Submarine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">indie-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> The Marías, é um mergulho sonoro que confirma a identidade única do grupo de Los Angeles. Formada pela vocalista porto-riquenha María Zardoya, criada no estado de Geórgia, pelo baterista e produtor Josh Conway, pelo guitarrista Jesse Perlman e pelo tecladista Edward James, os membros continuam a navegar entre momentos de introspecção e explosões de energia em suas músicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título ‘Submarino’ é uma descrição precisa da atmosfera do álbum, que nos transporta para um mundo aquático onde a música flui como uma correnteza suave. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> característico do grupo envolve o ouvinte em camadas de melodias etéreas, como se a música oscilasse entre a superfície e as profundezas. O encanto de Submarine reside na combinação de vocais delicados, sintetizadores hipnotizantes e linhas de baixo marcantes. As letras, muitas vezes introspectivas, giram em torno das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9NOlqJHvAZo&amp;pp=ygUOcnVuIHlvdXIgbW91dGg%3D"><span style="font-weight: 400;">frustrações e desconexões em relacionamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, um tema central que confere unidade ao álbum. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love You Anyway e Run Your Mouth</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35016" aria-describedby="caption-attachment-35016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png" alt="A imagem mostra Duda Beat em um deserto surrealista com caixas de som pegando fogo e caules secos de árvores, seu figurino é composto por faixas de aspecto metálico na parte superior e botas prateadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35016" class="wp-caption-text">Na semana de estreia, Tara e Tal estreou na parada de álbuns do Spotify, sendo o segundo da artista a entrar na parada. (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><strong>DUDA BEAT &#8211; Tara e Tal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tara e Tal</span></i><span style="font-weight: 400;">, DUDA BEAT explora uma sonoridade mais frenética do que nunca e flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo do ano de 2024, a artista embarcou em uma turnê que promoveu o disco e colocou multidões para dançar muito em faixas como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eyQWGHmJuVk"><i><span style="font-weight: 400;">NiGHT MARé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wKq2XqhteuA"><i><span style="font-weight: 400;">SAUDADE DE VOCÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O trabalho foi </span><a href="https://www.tracklist.com.br/review-duda-beat-tara-e-tal/181705"><span style="font-weight: 400;">reconhecido por suas referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> não-convencionais e a habilidade de DUDA em transformar seu repertório em um disco coeso e competente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A habilidade de conseguir mais uma vez ter um trabalho admirado pelo seu público e </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/os-10-melhores-albuns-nacionais-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, fez com que mesmo com a falta de grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> comerciais, Tara &amp; Tal fosse lembrado como um lançamento essencial para a indústria musical nacional no ano de 2024. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: NiGHT MARé, SAUDADE DE VOCÊ, q prazer</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35018" aria-describedby="caption-attachment-35018" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg" alt="A imagem mostra o rosto da artista em fundo escuro com uma tipografia contemporânea escrita “Taurus Vol. 2”." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35018" class="wp-caption-text">Duquesa venceu Revelação do Ano no Prêmio Multishow 2024 (Foto: Boogie Naipe)</figcaption></figure>
<p><b>Duquesa &#8211; Taurus, Vol. 2</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Taurus, Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra o desenvolvimento da carreira de Duquesa através do olhar da artista, explorando os sentimentos que a fama trouxe para a vida dela. Durante 2024, o álbum foi responsável por colocar a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma lugar de destaque na cena do rap brasileiro, junto de outras mulheres como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7PXsNesbCOg"><span style="font-weight: 400;">Ebony</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dupla </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8DgAysALBs"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi bem recebido pelo público e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/12/16/melhores-discos-rap-brasil-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, explorando gêneros como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo consumido por diversos públicos, posicionando ele como um trabalho que transcende as barreiras do gênero no país. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35019" aria-describedby="caption-attachment-35019" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png" alt="Foto da capa do álbum The Secret of Us. Ela apresenta Gracie Abrams, uma mulher de pele clara com cabelo curto e castanho, exibindo uma expressão introspectiva e um olhar direcionado para o lado direito, com os lábios levemente entreabertos, transmitindo contemplação ou curiosidade. A modelo usa brincos de argola duplos dourados, e o fundo é branco, minimalista, destacando seu rosto. O título The Secret of Us está escrito no topo em uma fonte cursiva amarela estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35019" class="wp-caption-text">O sucesso do álbum deu a Abrams a oportunidade de ser host de um episódio do aclamado programa de televisão americano SNL (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; The Secret of Us</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/56bdWeO40o3WfAD2Lja4dl"><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> segundo álbum de Gracie Abrams, destaca-se como uma das melhores produções de 2024 por sua profundidade emocional e evolução artística. Lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco apresenta uma colaboração notável com Taylor Swift na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7IcYAGAm6P8"><i><span style="font-weight: 400;">us. (feat. Taylor Swift)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, evidenciando o reconhecimento de Abrams na indústria musical.  A produção de Aaron Dessner e Jack Antonoff contribui para a sonoridade expansiva e narrativa envolvente, refletindo o crescimento da jovem artista como compositora e vocalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">recebeu uma versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0hBRqPYPXhr1RkTDG3n4Mk"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo quatro novas faixas.  O álbum também rendeu a Abrams uma indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Artista Revelação, além de uma nomeação conjunta com Taylor Swift na categoria de Melhor Performance Pop em Dupla ou Grupo pela colaboração em uma das faixas do disco</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A artista lançou videoclipes para faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxjhN_Donfw"><i><span style="font-weight: 400;">I Love You, I&#8217;m Sorry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, demonstrando sua versatilidade e conexão com o público, além de versões acústicas das canções de maior sucesso do disco.</span><b> &#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I Love You, I’m Sorry, us. (feat. Taylor Swift), That’s So True</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35020" aria-describedby="caption-attachment-35020" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png" alt="A imagem é a capa do álbum The Tortured Poets Department, de Taylor Swift. Ela apresenta um retrato em preto e branco da cantora deitada em uma cama, cercada por travesseiros. A artista, está vestindo uma blusa preta de alças finas, que escorrega levemente pelo ombro, e um short escuro. Sua posição é relaxada, com um dos braços cruzando o peito e a outra mão pousando suavemente sobre o abdômen. Seu olhar está direcionado para o lado, parcialmente encoberto pelo cabelo solto, transmitindo um ar de introspecção e melancolia. A luz na imagem é suave, criando sombras delicadas e um efeito etéreo. No topo da fotografia, o título &quot;The Tortured Poets Department&quot; aparece em uma fonte serifada simples e elegante. A imagem está centralizada dentro de uma moldura bege, criando um design minimalista e sofisticado, alinhado à estética melancólica e poética do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35020" class="wp-caption-text">O álbum deu a Taylor Swift o recorde de disco mais vendido em 2024 nos EUA, com quase 7 milhões de cópias vendidas (Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; The Tortured Poets Department</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift conquistou um lugar de destaque em 2024 por sua abordagem inovadora, que mistura poesia contemporânea com sonoridades experimentais. Trata-se de uma obra que transcende a simples classificação de gênero, apresentando letras carregadas de significados profundos, narrativas densas e um apelo emocional raro. A complexidade lírica da cantora e compositora  e a riqueza instrumental dialogam de forma brilhante, criando um equilíbrio entre o introspectivo e o compartilhado. O álbum lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora temas como dor, redenção e a tristeza de um término de relacionamento, oferecendo uma experiência que convida à reflexão e à imersão. Essa originalidade foi amplamente reconhecida pela crítica e pelo público, consolidando o projeto como um marco da música contemporânea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas cumpriu, mas superou expectativas, quebrando recordes de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> em plataformas digitais e sendo amplamente celebrado em premiações importantes da indústria musical, como os </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA</span></i><span style="font-weight: 400;">. O videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q3zqJs7JUCQ"><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight (feat. Post Malone)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em conjunto com o rapper Post Malone, e a versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=ot0YiSruSiuplF1tHVRAWg"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">The Anthology</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com 15 faixas adicionais refletem o sucesso iminente do disco da loirinha. Os dois trabalhos, , aliados ao impacto cultural que a obra gerou, reafirmam a relevância e a influência de Taylor Swift no cenário musical atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Boy Only Breaks His Favorite Toys, Guilty as Sin?, Who’s Afraid of Little Old Me?</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35021" aria-describedby="caption-attachment-35021" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco What A Devastating Turn of Events. Na imagem temos a presença da cantora Rachel Chinouriri no centro, uma jovem negro, de olhos castanhos e cabelo liso preto. Ela está vestindo uma baby tee preta, com detalhes floridos rosa e de manga listrada nas cores bege, marrom e laranja. Também está vestindo uma saia longa com a mesma estampa da manga da baby tee e um tamanco preto. Ela está segurando um violão com vários desenhos. Ao seu redor tem outras quatro figuras da Rachel vestida com uma jaqueta branca, calça jeans e tênis branco, cada uma fazendo uma tarefa diferente. Uma está ao lado de uma bicicleta lilás, outra está colocando o lixo pra fora, uma está pendurando bandeiras da Inglaterra na janela e a outra está escrevendo em um caderno. Elas estão ao lado externo, em frente a uma casa de tijolos marrons e janelas brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35021" class="wp-caption-text">Rachel Chinouriri foi indicada aos prêmios de Melhor Artista Revelação e Melhor Artista do Ano no BRIT Awards 2025 (Foto: Parlophone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Rachel Chinouriri &#8211; What a Devastating Turn of Events </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sinônimo de casa pode ter significados diferentes para quem o procura. A busca por pertencimento nos faz questionar sobre a nossa trajetória como indivíduo e quando se é uma mulher na indústria musical, esse sentimento é quase sucessivo. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Td1oiZTQFYR7N1QX00uhr?si=TFknkOYPTymYsW6NfQ4ddA"><i><span style="font-weight: 400;">What a Devastating Turn of Events</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido e interpretado por Rachel Chinouriri, ouvimos sobre a série de eventos devastadores que uma artista negra, nascida na Inglaterra, precisou passar até lidar com as </span><a href="https://youtu.be/J78G0sYCSRs?si=eGqMze9t_mDoUZ-R"><span style="font-weight: 400;">adversidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> e encontrar a sua própria maneira de fazer arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Parlophone Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com 14 faixas que combinam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WHDjBjnuZ1s"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5lKmUw_Vxs"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma lírica sensível e representativa. Mergulhando em narrativas difíceis sobre solidão, decepções e autocrítica, o disco representa, com muita sinceridade, o processo de aceitação vivenciado por </span><a href="https://www.rachelchinouriri.com/"><span style="font-weight: 400;">Chinouriri</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre ela mesma e o seu trabalho. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Never Need Me, All I Ever Asked, So My Darling </span></p>
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		<title>A pura imaginação de Wonka</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 19:31:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique O chocolate, dos sabores mais doces até os mais amargos que conhecemos, transitou por grandes mudanças até se tornar um símbolo gastronômico. Originário da Mesoamérica antiga, as civilizações latinoamericanas foram as primeiras a utilizarem o cacau de maneira medicinal e em rituais. Os Astecas acreditavam que o chocolate era um presente dos deuses, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/wonka-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A pura imaginação de Wonka"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34929" aria-describedby="caption-attachment-34929" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34929" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. No centro da imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um colete preto, um casaco na cor vinho e uma calça listrada branca e cinza. Além disso, ele usa como acessórios uma cartola marrom, um cachecol acinzentado e sapatos surrados. Ao fundo da tela temos dançarinas, com vestidos longos e saltos com ponta. Seus rostos estão cobertos com alguns guarda-chuvas, com a palavra “wonka” escrito nelas. Eles estão ao ar livre e o chão é decorado em várias tonalidades de roxo. " width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image3-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34929" class="wp-caption-text">Wonka marca o retorno dos musicais e da fantasia nas telonas (Foto: Warner Bros. Pictures)<br /></figcaption></figure>
<p><strong>Ludmila Henrique</strong></p>
<p><span style="font-weight:400;">O </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.magnumicecream.com/pt/artigos/food/a-historia-do-chocolate.html">chocolate</a></span><span style="font-weight:400;">, dos sabores mais doces até os mais amargos que conhecemos, transitou por grandes mudanças até se tornar um símbolo gastronômico. Originário da Mesoamérica antiga, as civilizações latinoamericanas foram as primeiras a utilizarem o cacau de maneira medicinal e em rituais. Os Astecas acreditavam que o chocolate era um presente dos </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12086/quetzalcoatl/">deuses</a></span><span style="font-weight:400;">, usufruindo de seus grãos como moeda de troca e também como uma bebida afrodisíaca. No entanto, os componentes ganham uma característica familiar após sua vinda à Europa, onde foi adocicado com açúcar e mel, garantindo um sabor mais aprazível. Em </span><span style="font-weight:400;"><i>Wonka</i></span><span style="font-weight:400;">, longa dirigido por Paul King, somos apresentados à fantasia de um ‘chocolateiro’, que deseja mudar o mundo com um pedaço de cada vez. </span></p>
<p><span id="more-34926"></span><br />
<span style="font-weight:400;">Com uma cartola cheia de sonhos, Willy Wonka (Timothée Chalamet) tinha um objetivo em mente. Após divagar os sete mares em busca dos melhores especiarias para suas guloseimas, o jovem finalmente desembarca no centro da Galeria Gourmet, uma esfera gastronômica de suma importância na composição de novos</span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NWuLD0kD-wE"> doces</a></span><span style="font-weight:400;">. Seguindo os anseios de sua amada mãe, o plano era simples: Chamar a atenção dos fregueses, conquistar seu apreço pelo paladar e obter dinheiro para abrir a sua própria confeitaria. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Entretanto, como o mundo é assinado pelo poder dos mais fortes, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg">Wonka</a></span><span style="font-weight:400;"> percebe da pior maneira que nem sempre as coisas acontecem do jeito em que planejamos. O famigerado cartel do chocolate dispõe de uma única regra: a proibição da venda de doces sem ter um estabelecimento. Consequentemente, também é impossível conseguir uma loja sem dinheiro. Impedido pelo sistema e endividado em menos de um dia, o confeiteiro procura estratégias inventivas para se esquivar da situação na qual se encontrou. </span></p>
<figure id="attachment_34928" aria-describedby="caption-attachment-34928" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34928" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1.jpg" alt=" Cena do filme Wonka. Da direita para a esquerda, temos o personagem Prodnose (Matt Lucas), um homem branco, de cabelo loiro curto e usando óculos redondos. Ele está vestindo um terno amarelo xadrez. Ao seu lado está Slugworth (Paterson Joseph), um homem negro, de cabelo preto penteado com gel. Ele está vestindo um terno azul escuro listrado. Por fim, temos Fickelgruber (Mathew Baynton), um homem branco, de cabelo castanho escuro. Eles estão olhando um pedaço de chocolate oferecido pelo Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um casaco na cor vinho e uma cartola marrom. Ao fundo temos outras pessoas com características diferentes, que estão paradas olhando a cena. " width="1600" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image2-1-1200x632.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34928" class="wp-caption-text">Dirigido e roteirizado pelo mesmo criador de As Aventuras de Paddington (2014) (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Roteirizado por Paul King e Simon Farnaby, que desempenha uma pequena e ilustre aparição em meio às cenas de comédias, a trama antecede os eventos das películas anteriores, sendo idealizado como um </span><span style="font-weight:400;"><i>prequel</i></span><span style="font-weight:400;"> de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/film/willy-wonka-the-chocolate-factory/"><i>A Fantástica Fábrica de Chocolate</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1971), de Mel Stuart e Roald Dahl. O longa-metragem antecipa, em trinta anos, a busca pelo bilhete dourado escondido na barra de chocolate, um clássico marcante e querido no cenário </span><span style="font-weight:400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight:400;"> que, de vez ou outra, ainda é referenciado em séries e filmes. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Inspirado no passado da obra setentista, o enredo regressa para a década de 1940, Era de Ouro dos musicais no Cinema. Homenageando esse panorama, King capta em tela a essência dos filmes de Frank Capra, como </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/journal/obsessively-rewatched-films-at-christmas/"><i>It’s a Wonderful Life</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1946), pelo senso natalino, e</span><span style="font-weight:400;"><i> Mr. Smith Goes To Washington</i></span><span style="font-weight:400;"> (1939), pelo sentido de comunidade; o que uma boa alma pode fazer em um sistema marcado pela corrupção. Além disso, o cineasta também desempenha um tributo ao ator Fred Astaire em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8n7R61gtSZw"><i>Royal Wedding</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1951), durante um espetáculo de atuação realizado por Calah Lane no terraço de um edifício. </span></p>
<figure id="attachment_34930" aria-describedby="caption-attachment-34930" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34930" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image4-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates. " width="736" height="414"><figcaption id="caption-attachment-34930" class="wp-caption-text">O longa-metragem alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">O novo musical inclui canções originais de Neil Hannon e Joby Talbot, que narram a jornada do protagonista em ritmos alegres e dançantes, transportando felicidade à audiência, mesmo que as letras não sejam tão felizes assim, como em </span><span style="font-weight:400;"><i>Scrub Scrub</i></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><i>Sorry, Noodle</i></span><span style="font-weight:400;">. Contudo, apesar das composições serem de fácil memorização, nenhuma delas carrega o impacto e a emoção de</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SVi3-PrQ0pY"><i>Pure Imagination</i></a></span><span style="font-weight:400;">, trilha original do longa de 1971, vocalizado por Gene Wilder em sua interpretação do ‘chocolateiro’ e que ganhou uma nova roupagem performada por </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KW6a_i9w0vM">Chalamet</a></span><span style="font-weight:400;">. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Conversando com a </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO">musicalidade</a></span><span style="font-weight:400;"> divertida do filme, a Fotografia de Chung-hoon Chung permeia o fantástico. Os cenários extravagantes remetem a uma Europa mágica, onde existe uma explosão de idiomas e uma arquitetura clássica, mas também inventiva, um lugar que saiu dos livros infantis e ganhou vida. O jogo de câmera do diretor acompanha cada detalhe em cena, não deixando nada escapar. Uma união entre cores intensas com tonalidades</span><span style="font-weight:400;"> mais escuras, que representam o sonho e a descrença do próprio Wonka. </span></p>
<figure id="attachment_34931" aria-describedby="caption-attachment-34931" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Da direita para a esquerda temos a Lottie Bell (Rakhee Thakrar), uma mulher branca, de cabelo liso castanho. Ela está vestindo um vestido azul e um colete xadrez preto. Ao seu lado está Larry Risadinha (Rich Fulcher), um homem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele está vestindo uma camiseta listrada de botão, com as cores rosa, branca e marrom. Ao seu lado está Piper Benz (Natasha Rothwell), uma mulher negra, de cabelo ondulado castanho. Ela está vestindo uma camiseta xadrez, vermelha e cinza, um colete listrado cinzento e uma saia jeans. Por fim, temos Abacus Crunch (Jim Carter), um idoso branco, com cabelos grisalhos. Ele está vestindo uma camiseta branca, um casaco cinzento, uma gravata listrada e um tecido branco amarrado na cintura. Eles estão dentro de um galpão escuro, com algumas janelas por onde a luz passa. " width="1600" height="661" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-800x331.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1024x423.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-768x317.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1536x635.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image5-1-1200x496.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34931" class="wp-caption-text">Wonka já está disponível no catálogo da nova plataforma Max (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Transitando entre o drama, o romance e a ficção científica em menos de cinco anos, </span><span style="font-weight:400;"><i>Wonka </i></span><span style="font-weight:400;">transfere um espírito de alegria distante de outras obras interpretadas por </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Nv473zQ06A">Timothée Chalamet</a></span><span style="font-weight:400;">. Se solidificando no cenário cinematográfico, o ator inova em cada papel designado a ele, apresentando uma entrega excelente e se tornando, nos últimos anos, um dos grandes nomes da nova geração de atores. Arriscando no canto e na dança, Chalamet abraça uma nova versão de um personagem peculiar e instigante. </span><br />
<span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wYmtRhKvmVE">Willy Wonka</a></span><span style="font-weight:400;"> é um sonhador, uma personalidade movida pelo seu sonho, sem medo de entregar tudo e mais um pouco de si mesmo para conquistar o que deseja. Guarda consigo uma inocência inabalável, capaz de acreditar na palavra do próximo sem se questionar. Consequentemente, por causa da última característica, Wonka é facilmente enganado por outras pessoas, que o colocam em várias enrascadas difíceis de sair. Mas, por outro lado, sua pessoalidade também é imensamente acolhedora e criativa, conquistando companheiros de luta e também novos amigos. </span><br />
<span style="font-weight:400;">Somando o enredo, Olivia Colman está impecável como a Mrs. Scrubbit, uma hoteleira charlatona que faz tudo pelo dinheiro. Colman presenteia o público com aquela vilania cômica e nostálgica da década de 1990, como a impiedosa diretora Agatha Trunchbull do filme </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EOQeU_6vbeg"><i>Matilda</i></a></span><span style="font-weight:400;"> (1996). Em contrapartida, Hugh Grant incorpora um </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V5P7q4WJAzg">Oompa Loompa</a></span><span style="font-weight:400;"> ‘engomadinho’ e honesto com seus deveres, dialogando diretamente com a figura do próprio ator que, embora tenha odiado a caracterização final de seu personagem, apresentou uma entrega formidável.</span></p>
<figure id="attachment_34927" aria-describedby="caption-attachment-34927" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34927" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1.jpg" alt="Cena do filme Wonka. No centro da imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste um colete preto, um casaco na cor vinho e uma calça listrada branca e cinza. Além disso, ele usa como acessórios uma cartola marrom, um cachecol amarelo e sapatos surrados. Ao fundo da tela temos a construção de uma fábrica de tijolos, canos de cores diversificadas e tubos coloridos. " width="1600" height="842" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1536x808.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image1-1-1200x632.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34927" class="wp-caption-text">Wonka marca o retorno dos musicais e da fantasia nas telonas (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://letterboxd.com/film/wonka/"><i>Wonka</i></a></span><span style="font-weight:400;"> é doçura transformada em Cinema. Uma história que envolve magia para lidar com emoções humanas. Sentimento capaz de atravessar gerações e comover todas as idades. Uma promessa de um filho para a sua mãe. Um lembrete de que todas as coisas boas se iniciam com um sonho e que a melhor maneira de conquistá-lo é partilhando deste sonho com outras pessoas, como um pacote de baladas, um bilhete dourado ou uma barra de chocolate. </span></p>
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		<title>A segunda temporada de Invencível não faz jus ao nome e perde outra batalha</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 16:05:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Henrique  Ser um herói configura em deixar sua marca por onde passa, seja isso algo bom ou ruim. Agir em defesa da vida de uma sociedade tem seu peso e nem sempre pode sair da maneira em que foi planejado, ainda mais quando o destino do defensor não está alinhado com fazer o bem. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/invencivel-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A segunda temporada de Invencível não faz jus ao nome e perde outra batalha"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33975" aria-describedby="caption-attachment-33975" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33975" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Da esquerda para a direita, temos a presença de Eve Atômica/Samantha Eve Wilkins, uma jovem branca, com olhos verdes e cabelo ruivo, ela está vestindo um uniforme e um capacete rosa. Ao seu lado temos a presença de Invencível/Mark Grayson, um jovem de dupla nacionalidade (norte americano e coreano), com cabelo preto. Ele também está vestindo um uniforme e uma máscara de super heroi na cor amarela, azul e preta. Ao seu lado, mais ao fundo, temos a presença de Rudy/Rudolph Conners, um robô laranja de olhos verdes. Ao lado temos o Imortal, um homem adulto, branco, de cabelo e barba escura. Ele está vestindo um uniforme de heroi na cor azul, branca e amarela. Depois temos o Supermorfo, um jovem branco, com cabelo castanho. Ele está vestindo um uniforme azul e laranja. Ao lado está a Menina Monstro, uma jovem branca, de cabelo comprido castanho claro, ela está vestindo um macacão azul. Por último está Sansão Negro, um homem adulto, negro, de olhos escuros e careca. Ele está vestindo um uniforme cinza claro com detalhes de cinza escuro. Eles estão em uma espaçonave cinza, com assentos e uma tela de comando. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image3-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33975" class="wp-caption-text">Após quase três anos de hiatus, Invencível retorna ao catálogo do Amazon Prime Video com uma narrativa mais melodramática e escolhas nada óbvias (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Ludmila Henrique </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser um herói configura em deixar sua marca por onde passa, seja isso algo bom ou ruim. Agir em defesa da vida de uma sociedade tem seu peso e nem sempre pode sair da maneira em que foi planejado, ainda mais quando o destino do defensor não está alinhado com fazer o bem. Indicado pela primeira vez ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na categoria de Melhor Dublagem de Personagem, </span><a href="https://personaunesp.com.br/invincible-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">renasce das ruínas e apresenta um roteiro maduro em comparação à temporada anterior, explorando as conexões emocionais de seus personagens. </span></p>
<p><span id="more-33974"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na última edição de </span><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi revelada a verdadeira história do planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Viltrum</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o plano dos Viltrumitas de se tornarem o único império da galáxia, assim, eliminando as espécies consideradas mais fracas e dominando os outros universos. Nolan Grayson (J.K. Simmons), vilão disfarçado do super-herói Omni-Man, foi instruído a enfraquecer a Terra. No entanto, ele adiou o processo de destruição do planeta, até o momento em que Mark Grayson (Steven Yeun), seu filho, desenvolvesse seus próprios poderes e se unisse a ele na causa Viltrumita. Isso não aconteceu, é claro, mas foi o estopim para um dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tyqiQWxPz0c"><span style="font-weight: 400;">embates</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais emocionantes entre super-heróis em animação dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Semanas separam o momento atual da batalha sangrenta entre Invencível e Omni-Man. A narrativa inicial mergulha no trauma que sempre aparece na trajetória de um herói após um acontecimento doloroso, principalmente quando esse está passando pela adolescência, uma fase que, por si só, já é bem traumática. Ser um jovem com poderes não é uma novidade nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=33HAdxuvhco"><span style="font-weight: 400;">quadrinhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Peter Parker de Stan Lee fez isso anos antes, todavia, quando parte de sua jornada está ligada ao fato de que seu próprio pai, uma pessoa que você admirava, tentou arruinar a sua vida e de outras pessoas – e, por pouco, quase conseguiu fazer isso –, o sofrimento e a carga emocional recebem um peso ainda maior. </span></p>
<figure id="attachment_33976" aria-describedby="caption-attachment-33976" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Omni-man/Nolan Grayson, um homem adulto, branco, com olhos azuis e com o cabelo/barba um pouco grisalho. Ele está vestindo uma camiseta vermelha com gola alta. Ao fundo, temos a imagem do espaço, um céu escuro com estrelas. " width="1999" height="1126" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image5-1-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33976" class="wp-caption-text">Josh Keaton, dublador de Peter Parker em O Espetacular Homem-Aranha, fez uma participação dublando um personagem conhecido como Agente-Aranha, uma homenagem ao super-herói da Marvel (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uubsUgShma4"><span style="font-weight: 400;">Robert Kirkman</span></a><span style="font-weight: 400;">, produtor executivo, </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> e co-criador de </span><i><span style="font-weight: 400;">Invincible </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original), ao lado de Simon Racioppa, optaram por projetar essa comoção em vários ápices de melodrama. A tristeza é manifestada através da Música e na maneira de agir dos indivíduos. Os sentimentos dos personagens estão em tela, sem que haja a necessidade de proferir diálogos para compreender a situação, bastando mostrar as circunstâncias aos telespectadores. Isso fica perceptível nas cenas em que Mark salva moradores da cidade, quase de maneira automática, para provar aos outros – e também para ele mesmo – que é diferente do pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida aos momentos de drama, as batalhas, assim como na temporada anterior, continuam sendo explícitas, monstruosas e viscerais. Por outro lado, uma mudança sutil está no enfoque das consequências desses conflitos, na destruição que afeta uma civilização e no tempo que demora para ela se reerguer. A ameaça Viltrumita também teve suas transformações, antes, o poder desse império era associado à imagem do Omni-Man, ele sendo o principal nome que carrega essa soberania. Nessa nova fase, ela foi inserida através de outros elementos, contemplando a verdadeira dimensão e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3DBNv1NwgHM"><span style="font-weight: 400;">representação</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma sociedade extremamente dominadora. </span></p>
<figure id="attachment_33977" aria-describedby="caption-attachment-33977" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image4-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Angstrom Levy, um homem adulto, negro, de olhos escuros e um cavanhaque. Angstrom também tem um cérebro multiplicado devido ao seu poder, então ele é mais visível. Ele está vestindo uma roupa social, terno cinza escuro, camiseta branca, colete vermelho e uma gravata preta. Ao fundo temos a imagem de uma sala-de-estar, com um sofá, televisão, lareira, prateleira, plantas e uma mesinha. " width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33977" class="wp-caption-text">A produção da terceira temporada já está em andamento e com sua dublagem finalizada (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A passagem de Mark pelo planeta </span><i><span style="font-weight: 400;">Thraxan</span></i><span style="font-weight: 400;"> também foi importante em várias camadas. Sendo uma nação de vida curta em comparação aos seres humanos, eles levam um estilo de vida sem arrependimentos, uma filosofia que motivou o protagonista a seguir com o seu propósito. Se ele está determinado a fazer o bem para o mundo, também precisa avançar com suas emoções, não podendo permanecer no mesmo estado de trauma por muito mais tempo. No entanto, a aparição de um novo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cahu5swrb1s&amp;t=325s"><span style="font-weight: 400;">antagonista</span></a><span style="font-weight: 400;">, que reflete todos os seus medos, pode afetar novamente essas oportunidades de avanço. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZhHAy-q3jyA"><span style="font-weight: 400;">Angstrom Levy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Sterling K. Brown) não é um dos adversários mais fortes enfrentados por Invencível, mas é o único que consegue atingir o estado emocional de Mark. Levy tem a capacidade de abrir portais para o multiverso e, antes de se tornar vilão, era preocupado com o bem-estar da humanidade, almejando uma utopia harmônica para todo mundo. Porém, para conseguir realizar este feito, ele planejava coligir a memória de todas as suas versões em um único corpo, para garantir um controle maior de seus poderes. O problema desse plano é que em todas as realidades alternativas, Mark e Omni-Man se uniram para destruir a Terra, ou seja, todos os seus clones presenciaram cenas traumáticas causadas pelo herói. No instante em que ocorre a transferência de memória, Angstrom também recebe esse abalo e passa a vê-lo como vilão. </span></p>
<p><figure id="attachment_33978" aria-describedby="caption-attachment-33978" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image1-2.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Eve Atômica/Samantha Eve Wilkins, uma jovem branca, com olhos verdes e cabelo raspado ruivo, o rosto está com algumas cicatrizes. Ela está vestindo uma jaqueta preta e uma blusa rosa com o símbolo do gênero feminino estampado nela. Ela está em uma sala escura, apenas com o chão quadriculado sendo visível. " width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33978" class="wp-caption-text">Os indicados a categoria de Melhor Programa de Animação do Emmy 2024 foram Os Simpsons (Fox), Planeta dos Abutres (Max), Bob’s Burgers (Fox), X-Men ‘97 (Disney), e o vencedor, Samurai de Olhos Azuis (Netflix) [Foto: Amazon Prime Video]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Esnobado na categoria de Melhor Série Animada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, a animação recebeu sua primeira e única indicação com Melhor Dublagem de Personagem, pelo desempenho do ator Sterling K. Brown como o vilão Angstrom Levy. Brown ganhou destaque na Televisão pelo papel de Randall Pearson na série </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(NBC), quando ganhou a estatueta de Melhor Ator em Drama na premiação de 2017. Neste ano, o prêmio  foi recebido pela atriz Maya Rudolph, intérprete de Connie, a Monstra Hormonal no </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da trama principal, a série foca diversas vezes no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5DMNcJZcH4A"><span style="font-weight: 400;">enredo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de personagens secundários que, apesar de serem importantes para a narrativa do protagonista, não são tão interessantes para cativar o público. Isso deixa a animação em um ritmo mais lento e, em certos momentos, um pouco entediante, até porque nenhuma das histórias é igualmente envolvente como o arco de Mark. A jornada de Eve Atômica (Gillian Jacobs) talvez seja a mais importante depois de Grayson, ela carrega outro sentimento de culpa dos super heróis, como a preocupação de seus poderes serem perigosos, ocasionando danos na vida das pessoas sem conseguir reverter o estrago.</span></p>
<figure id="attachment_33979" aria-describedby="caption-attachment-33979" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1.jpg" alt="Cena da 2 temporada de Invencível. Na imagem temos a presença de Invencível/Mark Grayson, um jovem de dupla nacionalidade (norte americano e coreano), com olhos e cabelos escuros. Ele está sem camiseta e banhado de coloração vermelha, fazendo referência ao sangue. Ao fundo temos um céu azul claro. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image2-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33979" class="wp-caption-text">A frase “Eu pensei que você fosse mais forte” ecoou na mente de Invencível e dos telespectadores no episódio final da animação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k5OY-vXYzeE"><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não teve um final memorável como na primeira temporada, mas deixou um ponto de interrogação sobre os planos futuros da animação. Ainda não existe uma certeza absoluta na quantidade de bem ou mal – ou responsabilidade e culpa – presente no interior de Mark e Nolan Grayson, porém esses sentimentos estão lá. É um clichê dos quadrinhos, apesar disso, essa narrativa se repete porque continua sendo muito boa. Por agora, é questão de tempo até descobrir se esses personagens vão morrer como verdadeiros heróis ou viver o bastante para se tornarem o vilão de suas próprias histórias. </span></p>
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		<title>Estante do Persona – Junho de 2024</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 22:32:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas queers, o Estante do Persona deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a Redação do Persona separou uma lista especial, com obras que marcaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Junho de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg" class="wp-image-33614 size-full" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">Celebrando o mês do orgulho LGBTQIAPN+, a Editoria indica obras queers (Texto de Abertura: Guilherme Machado Leal / Artes: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas <em>queers</em>, o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/">Estante do Persona</a></span><span style="font-weight:400;"> deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a <strong>Redação do Persona</strong> separou uma lista especial, com obras que marcaram a vida dos membros após a primeira leitura.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Narrativas ficcionais se tornam confidentes de todo e qualquer leitor, ainda mais se há a possibilidade de se reconhecer nos escritos de um autor. Para as pessoas LGBTQIAPN+, essa identificação possui um objetivo ainda maior: ela auxilia no processo de auto descoberta da sexualidade e mostra como personagens </span><span style="font-weight:400;"><em><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/diversidade/noticia/2022/06/29/o-que-e-ser-queer.ghtml">queers</a></em></span><span style="font-weight:400;"> podem ser plurais. Entre dramas e romances, as indicações deste mês reforçam a diversidade necessária dentro das páginas de um livro.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em Junho, o foco é o aprofundamento dos integrantes da comunidade LGBTIQAPN+. As tramas sugeridas não apenas falam sobre representatividade, mas também mostram que que a vida<em> queer</em> não se resume a preconceito e algozes. Antes de toda a dor passada por essas pessoas, há o desejo de viver uma jornada linda. É direito de qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, de se reconhecer em narrativas lúdicas, pois é na </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://matracacultural.com.br/2019/06/19/a-cultura-como-instrumento-de-luta-contra-a-lgbtfobia/">Arte</a></span><span style="font-weight:400;"> que muitos encontram refúgio.</span></p>
<p><span id="more-33601"></span></p>
<hr>
<figure id="attachment_33609" aria-describedby="caption-attachment-33609" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg" alt="Capa do livro Lembra Aquela Vez. Na parte superior central, há a frase “Edição especial com conteúdo extra” e, abaixo, o título do livro está escrito com fonte azul na parte central superior da capa. A capa apresenta um menino branco de cabelos castanhos e olhos azuis. Ele veste uma camiseta branca com um bolso nela presente no lado direito de seu corpo. O bolso possui quatro cores: verde, rosa, amarelo e azul. Ao lado do rosto do personagem, no lado direito, há um símbolo da editora Rocco na cor preta e no formato redondo. Na parte inferior central, há o nome do autor Adam Silvera na cor preta." width="679" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg 679w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1-543x800.jpg 543w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33609" class="wp-caption-text">O autor Adam Silvera possui outras dois livros igualmente aclamados: História É Tudo Que Me Deixou e Os Dois Morrem no Final (Foto: Editora Rocco)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; Lembra Aquela Vez (368 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Conhecido pelo aclamado <em>Os Dois Morrem No Final</em>, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/07/08/adam-silvera-e-mais-um-nome-do-young-adult-a-subir-na-lista">Adam Silvera</a></span><span style="font-weight:400;"> também é autor de <em>Lembra Aquela Vez</em>, livro com uma sinopse inusitada. Nesse universo criado pelo escritor, as pessoas podem apagar as outras de suas memórias a partir de um procedimento médico no Instituto Leteo. No entanto, diferente de obras como <em>Brilho de Uma Mente Eterna Sem Lembranças</em>, ações e momentos também podem ser excluídos do subconsciente de alguém. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com a premissa, Silvera centraliza a história em Aaron Soto, um garoto de 16 anos que mora no Bronx, em Nova York. O adolescente conhece um vizinho chamado Thomas e, a partir do desenvolvimento de sua relação com ele, o protagonista passa a ter sentimentos pelo menino. No entanto, ser gay no lugar em que eles moram é um problema, por isso Soto pensa em se submeter ao procedimento. Com isso, o escritor conversa sobre </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.fundobrasil.org.br/blog/as-dificuldades-enfrentadas-pelas-pessoas-lgbtqia/">vida LGBTQIAPN+</a></span><span style="font-weight:400;">, diferenças sociais e homofobia internalizada em uma história marcada por primeiras paixões e tragédias da vida. </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33607" aria-describedby="caption-attachment-33607" style="width: 423px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-1.jpg" alt="É assim que se perde a guerra do tempo. A cor da capa é azul bebê e, ao centro, existem dois pássaros: um vermelho e um azul. O pássaro vermelho está mais à esquerda e olha para a direita, enquanto o pássaro azul está em posição contrária e de cabeça para baixo. Entre eles, há o título da obra, na cor branca. Na parte superior, à esquerda, está o nome da autora em letras azuis e, à direita, o selo da Editora Suma, na cor branca. Na parte inferior, encontra-se o nome do autor em letras vermelhas. Um pouco mais acima, à direita, está escrito “Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus” em letras azuis." width="423" height="650"><figcaption id="caption-attachment-33607" class="wp-caption-text">“Para parafrasear um profeta: cartas são estruturas, não eventos. As suas me dão um lugar onde viver” (Foto: Editora Suma)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Amal El-Mohtar e Max Gladstone &#8211; É assim que se perde a guerra do tempo (192 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788556511089/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></a></span><span style="font-weight:400;"> acompanha a história de Blue e Red, duas agentes rivais em uma guerra infinita. No período em que elas vivem, as facções nas quais atuam lutam para interferir nos variados fios do espaço-tempo, a fim de favorecer seus lados no futuro. Após terem seus caminhos esbarrados diversas vezes, nos quais elas sempre observavam e tentavam desfazer o trabalho da outra, uma correspondência se dá entre as personagens. Totalmente baseada em provocações, em um primeiro momento, os assuntos abordados e o tom dessas cartas passaram a se modificar gradativamente conforme elas se familiarizavam uma com a outra.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Vencedor dos prêmios </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.thehugoawards.org/hugo-history/2020-hugo-awards/">Hugo</a></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://nebulas.sfwa.org/award-year/2019/">Nebula</a></span><span style="font-weight:400;">, dois dos mais importantes da Literatura, a obra é uma combinação perfeita de ficção científica, poesia e romance epistolar. Mais do que se preocupar com a construção do universo no qual Blue e Red estão inseridas, Amal Et-Mohtar e Max Gladstone direcionam o foco para os sentimentos dessas mulheres e como ele é capaz de motivar novas maneiras de enxergar o mundo. Sensível e sem igual, </span><span style="font-weight:400;"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></span><span style="font-weight:400;"> é um romance sáfico sobre o nascimento do amor onde só poderia existir o ódio. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33602" aria-describedby="caption-attachment-33602" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg" alt="Capa do livro Um traço até você, da escritora Olívia Pilar. A capa mostra o nome da autora e o título em letra cursiva no topo da página. Ele está acima de um céu roxo escuro com nuvens alaranjadas. Em tons de laranja mais abaixo da ilustração é possível ver uma paisagem urbana, com prédios ao fundo, duas árvores à esquerda, uma rua de paralelepípedos que segue na direção do leitor. Nelas estão as duas protagonistas, à esquerda se encontra Lina, uma mulher jovem de pele negra clara, de cabelos volumosos castanho-avermelhados. ela usa uma camisa rosa. Seus shorts e tênis e lábios são roxos na mesma tonalidade do céu. Ao lado de Lina está Elza, uma mulher jovem, de pele negra mais escura, e de cabelo Black Power preto. Ela veste um top laranja escuro, uma saia longa laranja clara e tênis brancos. Ambas são envoltas em uma linha que sai das letras do título e as segue pela página. " width="656" height="1005" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1-522x800.jpg 522w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33602" class="wp-caption-text">Lina e Elza vencem seus medos em busca de descobrir o lugar de ambas no mundo (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Olívia Pilar &#8211; Um traço até você (288 páginas, Editora intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Ser uma pessoa negra e LGBT no Brasil é uma existência desafiadora, até mesmo para quem consegue a oportunidade de ser bem sucedido, é o caso de Lina, protagonista de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/um-traco-ate-voce/"><i>Um traço até você</i></a></span><span style="font-weight:400;">. Uma estudante universitária, ela tem uma vida relativamente tranquila morando em um bairro de classe média de Belo Horizonte e sonha alto para seu futuro. Mas o preconceito contra a cor de sua pele surge como uma barreira para seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Lina encontra apoio e inspiração em Elza, outra apaixonada pelas artes. Juntas elas vão descobrir ainda mais afinidades em uma jornada de amor e autoconhecimento. Toda a emoção das personagens se mistura a reflexões sobre o racismo, a LGBTfobia e outras dificuldades tão comuns a jovens adultos. O Livro foi o romance de estreia de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/07/escritora-negra-com-muito-orgulho-prazer/">Olívia Pilar</a></span><span style="font-weight:400;">, escritora que busca transferir toda a diversidade cultural, étnica, social e de gênero do Brasil para as páginas. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33605" aria-describedby="caption-attachment-33605" style="width: 665px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg" alt="Capa do livro Morangos Mofados. Ao centro da imagem, um abajur sobre uma mesa de cabeceira redonda cobre o rosto do homem sentado no sofá atrás. A meia luz do abajur ilumina a sala. O homem sentado no sofá está usando um suéter branco." width="665" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg 665w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1-532x800.jpg 532w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33605" class="wp-caption-text">Morangos Mofados faz parte da lista de leituras obrigatórias da Unicamp 2025 (Foto: Editora Agir)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Caio Fernando Abreu &#8211; Morangos Mofados (158 páginas, Editora Agir)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Dos representantes da cultura da década de 1980 no país, <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/peca-a-comunidade-do-arco-iris-de-caio-fernando-abreu-chega-ao-rio">Caio Fernando Abreu</a> é um dos nossos nomes mais importantes. Angústia existencial, solidão urbana e homoerotismo são temas que permeiam a sua obra, sempre intimista. O autor gaúcho ganhou o título de ícone cultural após o seu quarto livro de contos: </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados</i></span><span style="font-weight:400;">, escrito em 1982 e considerado a sua obra-prima. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os contos de </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados </i></span><span style="font-weight:400;">são um reflexo da época em que foram escritos, em meio à repressão do Brasil ditatorial. Nesse <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/caio-fernando-abreu-escreveu-sobre-a-primeira-passagem-de-madonna-pelo-brasil-no-estadao-leia-nprec/">mês do orgulho</a>, podemos destacar a representação sensível do desejo homossexual e da luta interna, dor, solidão e complexidade dos personagens dos contos, elevada pelo estilo confessional dos textos do autor assumidamente gay. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger </b></p>
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<figure id="attachment_33606" aria-describedby="caption-attachment-33606" style="width: 641px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33606" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg" alt="Capa de Minha querida Sputnik. Na imagem, temos intercalados as cores rosa e azul, na parte direita, há um fundo azul claro e está escrito em rosa o nome “Haruki Murakami” e abaixo, em preto, está escrito “Minha querida Sputnik”. Logo abaixo, há o desenho de uma flor em primeiro plano, com alguns rabiscos nas cores rosa e azul e mais ao fundo, algumas flores também, com alguns detalhes em rosa." width="641" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg 641w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1-513x800.jpg 513w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33606" class="wp-caption-text">O aclamado autor japonês está em sua melhor forma escrevendo sobre um triângulo amoroso não convencional com um toques de realismo mágico (Foto: Editora Alfaguara)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Haruki Murakami &#8211; Minha querida Sputnik (232 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/neste-pais-os-jovens-acham-tao-dificil-namorar-que-os-pais-fazem-isso-por-eles/">relacionamentos</a></span><span style="font-weight:400;"> sempre são tratados de forma bem comedida no Japão, sendo visto muitas vezes com certo tabu. Dessa forma, Haruki Murakami, conhecido por analisar a sociedade japonesa em suas obras, encontra um prato cheio para se deliciar: um triângulo amoroso. </span><span style="font-weight:400;"><i>Minha querida Sputnik</i></span><span style="font-weight:400;"> conta a história de K, um jovem professor de Tóquio, que é apaixonado pela sua amiga Sumire, que, assim como os jovens do país, não liga para relacionamentos, até se apaixonar por Miu, uma executiva 17 anos mais velha e casada.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">A obra tem uma cadência própria, se esgueirando pelas ruas e restaurantes da capital japonesa. Murakami usa da banalidade de uma metrópole para abordar temas como o choque geracional de uma sociedade que cada vez mais </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqlwlzey2dgo#:~:text=O%20pa%C3%ADs%20com%20a%20popula%C3%A7%C3%A3o,o%20mais%20alto%20do%20mundo.">envelhece</a></span><span style="font-weight:400;"> e a solidão. O autor acerta ao escrever personagens arredios entre si, forçando o leitor a aturar aquelas personas, ao mesmo tempo em que é ousado ao colocar seu narrador no papel de coadjuvante, não fetichizado o triângulo amoroso e dando o devido protagonismo para o relacionamento das duas mulheres. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33608" aria-describedby="caption-attachment-33608" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg" alt="A capa do livro " boyfriend="boyfriend" material="material" de="de" alexis="alexis" hall="hall" possui="possui" um="um" fundo="fundo" dividido="dividido" em="em" seções="seções" vermelhas="vermelhas" e="e" azuis="azuis" com="com" ilustrações="ilustrações" representando="representando" ícones="ícones" britânicos="britânicos" como="como" o="o" big="big" ben="ben" a="a" london="london" eye="eye" ônibus="ônibus" dois="dois" andares="andares" tower="tower" bridge="bridge" uma="uma" xícara="xícara" chá="chá" guarda-chuva.="guarda-chuva." no="no" centro="centro" da="da" capa="capa" letras="letras" grandes="grandes" brancas="brancas" está="está" título="título" material.="material." abaixo="abaixo" do="do" nome="nome" autor="autor" sobre="sobre" vermelho.="vermelho." lado="lado" esquerdo="esquerdo" há="há" ilustração="ilustração" homem="homem" loiro="loiro" vestindo="vestindo" terno="terno" cinza="cinza" gravata="gravata" vermelha="vermelha" posando="posando" expressão="expressão" séria.="séria." direito="direito" cabelo="cabelo" preto="preto" usando="usando" camiseta="camiseta" preta="preta" jeans="jeans" rasgados="rasgados" descontraída="descontraída" braços="braços" cruzados="cruzados" pernas="pernas" ligeiramente="ligeiramente" cruzadas.="cruzadas." width="1000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-768x1152.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33608" class="wp-caption-text">Boyfriend Material foi lançado em 2020 (Foto: Sourcebooks Casablanca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Alexis Hall &#8211; Procura-se Um Marido (432 páginas, Sourcebooks Casablanca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><em>Procura-se Um Marido</em> de Alexis Hall é uma comédia romântica que segue a vida de Luc O&#8217;Donnell, um jovem gay que se vê pressionado a contratar um namorado de mentira para melhorar sua imagem pública após uma série de decepções amorosas. Nesse contexto, a clássica narrativa </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://podeditora.com.br/2023/01/27/o-que-sao-tropes-literarias/#:~:text=Fake%20dating,se%20apaixonando%20um%20pelo%20outro."><i>fake dating</i></a></span><span style="font-weight:400;"> ganha força quando Luc conhece Oliver Blackwood, um advogado aparentemente perfeito e, ao mesmo tempo, bem rigoroso. A partir dessa relação contratual, o livro explora temas como auto aceitação, vulnerabilidade e a complexidade das relações modernas. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Além disso, Alexis aborda questões como a pressão social e as expectativas familiares sem perder o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/">tom leve e romântico</a></span><span style="font-weight:400;"> que caracteriza o gênero, cativando o leitor conforme as páginas se passam. A química entre os protagonistas é palpável, e o desenvolvimento gradual do relacionamento deles mantém o leitor engajado até o desfecho &#8211; daqueles que deixam o coração quentinho. &#8211; </span><b>Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33604" aria-describedby="caption-attachment-33604" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg" alt="Capa de O quarto de Giovanni. Na parte Superior do livro, temos o primeiro nome do autor “James” em letras grandes e o nome do livro/editora em letras pretas. O fundo do livro está em um rosa chamativo. Na parte inferior do livro, temos o sobrenome do autor “Baldwin” em letras grandes e pretas. O fundo do livro está colorido em um laranja chamativo." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33604" class="wp-caption-text">“Você quer dizer que eu tenho uma casa para ir, desde que eu não vá lá?” (Foto: Companhia das Letras)<br /></figcaption></figure>
<p><b>James Baldwin &#8211; O quarto de Giovanni (232, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Quando publicado, em 1959, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/james-baldwin-o-grande-critico-do-sonho-americano/">James Baldwin</a></span><span style="font-weight:400;"> foi questionado sobre o livro debater a respeito de relações homoafetivas e não questões raciais, principal tópico abordado em suas obras. Baldwin, com muita honestidade, respondeu que a homoafetividade e o racismo são temas tão intrincados (naquela época), que trazer os dois na mesma composição seria um grande desafio. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535931327/o-quarto-de-giovanni"><i>O quarto de Giovanni</i></a></span><span style="font-weight:400;">, acompanhamos a história de David, jovem norte-americano em Paris, que espera pela resposta de sua namorada, Hella, em relação ao noivado. Enquanto ela reflete se deve ou não casar com o David, ele conhece Giovanni, garçom italiano por quem se apaixona e vive um romance. A </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.doispontos.com.br/o-quarto-de-giovanni-9788535931327/p">trama</a></span><span style="font-weight:400;"> é tão envolvente quanto desesperançada. O despertar de David é marcado pelo medo de amar livremente e pelo desejo de conhecer a si mesmo. Nas poucas páginas na qual o livro se estende, a relação delicada entre os personagens é sentida do início ao fim, trazendo consigo a sensação de querer mais daquela história. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33610" aria-describedby="caption-attachment-33610" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg" alt="Capa do livro Tom Lake. A imagem é composta por pinceladas em tons de azul claro e escuro na parte superior e tons de verde e verde escuro da metade em diante, como se fosse um muro com trepadeiras junto a um gramado em uma pintura impressionista. Espalhadas pela capa estão várias margaridas e flores brancas também desenhadas com pincel. Na parte superior, em cima da pintura, está um bloco branco também pincelado, onde se encontram o título e a autora da obra, em verde e azul respectivamente." width="646" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg 646w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm-517x800.jpg 517w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33610" class="wp-caption-text">Uma história sobre o amor, a juventude e as escolhas no caminho com um toque da sensibilidade de um verão inesquecível (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Ann Patchett &#8211; Tom Lake (368 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com uma escrita fácil e atraente, o romance de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.nytimes.com/2023/08/04/books/review/ann-patchett-on-summer-love-and-her-new-novel.html">Ann Patchett</a></span><span style="font-weight:400;"> nos leva a lugares desconhecidos que soam como memórias. Quando Laura narra as vivências de seus 20 e poucos anos para as três filhas curiosas sobre o passado apaixonado em frente aos holofotes da mãe, os amores, os segredos e as complexidades da vida surgem entre as lembranças. Tanto da narradora, quanto das ouvintes. Afinal, se relembrar é viver, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/tom-lake/"><i>Tom Lake</i></a></span> <span style="font-weight:400;">sabe bem como as recordações fazem parte de amadurecer.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Tem algo sobre livro que exala verão. Apesar da narrativa ser ambientada entre as memórias de Laura Nelson e a realidade na primavera de 2020, as histórias e o presente se fundem em cenários intensos e ensolarados. Entre os antigos mergulhos no lago e as novas vivências da família Nelson durante o </span><span style="font-weight:400;"><i>lockdown</i></span><span style="font-weight:400;"> em sua fazenda, o aroma da grama verde e a sensação do sol tocando nossas peles se misturam em algo muito maior. Aqui, a nostalgia de passados nem tão distantes acaricia o coração enquanto os dilemas da juventude acenam de longe. </span><b>&#8211; Agata Bueno</b></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 20:25:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que mudou completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2023"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33163" aria-describedby="caption-attachment-33163" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg" alt="Imagem de fundo laranja com colagens de personagens em preto e branco. Na parte superior, centralizado, está escrito &quot;os melhores filmes de 2023&quot; em caixa alta e em letras brancas. No canto superior esquerdo está o símbolo do site do Persona, que é um olho com o símbolo de 'play' no lugar da pupila. Na parte inferior esquerda, há a imagem de uma mulher branca com cabelos loiros ondulados. Ela está de lado e piscando um de seus olhos. Ao centro, há um casal se abraçando; vemos apenas o rosto da mulher, que é descendente de coreanos e veste uma camisa branca de manga longa. No canto inferior, vemos o personagem Homem Aranha, todo de preto." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33163" class="wp-caption-text">O Cinema em 2023 despertou emoções que há muito estavam enfraquecidas (Arte: Aryadne Xavier / Texto de abertura: Raquel Freire)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que </span><a href="https://www.nytimes.com/2017/02/18/opinion/sunday/the-power-of-movies-to-change-our-hearts.html"><span style="font-weight: 400;">mudou</span></a><span style="font-weight: 400;"> completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar as emoções do público. É por esse motivo que não deixamos de apreciar obras cinematográficas e, consequentemente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> não deixa de trazer sua clássica lista dos </span><b>Melhores Filmes</b><span style="font-weight: 400;"> do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa conexão entre a Arte e a população é, também, um dos motivos pelo qual Hollywood parou em 2023 com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve dos roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Más condições trabalhistas prejudicam qualquer criação, inclusive as do audiovisual, e não é preciso se alongar muito sobre como o aperfeiçoamento da inteligência artificial coloca em risco a integridade das obras. Ver o adiamento de produções tão aguardadas foi dolorido, mas os quatro meses de discussão foram essenciais para que o trabalho daqueles que dão vida a essas histórias fosse mais valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras que não foram afetadas pela greve e chegaram ao público, por outro lado, proporcionaram experiências que há muito o Cinema não vislumbrava. Não há dúvidas de que o contraste entre o mundo cor-de-rosa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a mente perturbada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ficará marcado como um dos principais – e mais divertidos – momentos do ano. O border collie </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Messi</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi, de longe, o dono do espetáculo, e fomos presenteados com a melhor atuação da carreira de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;"> até então.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo cinematográfico abre diversas portas, e tanto os membros da nossa Editoria quanto nossos colaboradores não pensam duas vezes antes de adentrá-las. As 55</span><span style="font-weight: 400;"> obras que compõem essa lista falam de tudo um pouco: da </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">denúncia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um genocídio aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><span style="font-weight: 400;">encontros e desencontros</span></a><span style="font-weight: 400;"> do amor; das ruas de Recife às geleiras dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andes</span></a><span style="font-weight: 400;">; da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><span style="font-weight: 400;">esperança</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao reservar algumas horas para contemplar uma produção audiovisual, não importa se o fazemos com a intenção de nos educarmos sobre um determinado assunto ou se é apenas com o intuito de nos entreter. Criar essa conexão com o Cinema é, citando Scorsese, “</span><i><span style="font-weight: 400;">algo que, por alguma razão, permanece</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Assim, no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes"><span style="font-weight: 400;">Melhores Filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, você confere todos os lançamentos que permaneceram em nós.</span><br />
<span id="more-33069"></span></p>
<figure id="attachment_33070" aria-describedby="caption-attachment-33070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp" alt="Cena do filme A Freira 2. Irmã Irene, mulher branca em torno de 20 anos (Taissa Farmiga), está no canto esquerdo da tela utilizando um hábito religioso - roupa preta de manga longa com uma gola branca e com véu longo preto e faixa branca, ao redor do início do véu. Utiliza um colar e, em suas mãos, há um terço marrom e uma lanterna com um feixe evidenciando um vitral em segundo plano. Nesse local, revestido com pedras ornamentadas, o vitral tem um formato de abóbada cilíndrica, com imagens coloridas que evidencia um bode, com um olho vermelho reluzente, em um círculo no centro do vitral." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2.webp 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33070" class="wp-caption-text">A Freira 2 traz mais potência para a continuação (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>A Freira 2 (The Nun II)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando continuação em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira</span></i><span style="font-weight: 400;">, o volume dois volta para assustar ainda mais seus fãs. Adentrando na história do universo de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/272579-freira-2-3-motivos-assistir-filme-terror-sensacao-2023.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta com as assombrações de Valak e a sua ligação com a Irmã Irene. Dado o contexto, é evidente a comparação que recai sobre o primeiro longa, que pecou em não ter cenas mais assombrosas e de </span><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i><span style="font-weight: 400;"> – questão bastante comentada em relação aos demais filmes da franquia. Com isso, o diretor Michael Chaves, que dirigiu </span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Maldição da Chorona</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021) e não teve boas repercussões, concentra o sagrado e profano no mesmo nível, trazendo o ápice desse encontro nas atuações do elenco (ou naquilo que não podemos ver). Mesmo sendo um filme mais gráfico, o medo se insere no que não se vê e o diretor acerta em cheio nesses requisitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com Taissa Farmiga como a Irmã Irene e Storm Reid como a noviça Debra, as atuações dos atores são ótimas e em muitas das vezes sentimos o que estão passando. </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/a-freira-2-critica"><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passa antes por todo um descobrimento do que está acontecendo na região francesa para que o enredo, de fato, tenha corpo e se desenvolva. É um filme em que não se </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/10/a-freira-2-veja-elenco-e-enredo-do-spin-off-de-invocacao-do-mal-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aventura em inovações</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que não falha no propósito de se assustar com o Valak. Afinal, é evidente que você não vai querer assistir a ele de noite. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33071" aria-describedby="caption-attachment-33071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png" alt="Cena do filme A Memória Infinita. Na parte esquerda da imagem, temos Paulina, uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo uma camisola branca e está sorrindo. Sua mão está acariciando o rosto de Augusto, um homem branco de cabelos brancos e ralos, que está vestindo uma camiseta com listras nas cores branco, azul escuro e azul marinho. Ao fundo, temos uma parede de azulejo cinza e uma porta de madeira marrom. O cenário é o de um banheiro. A cena se passa durante o dia." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita.png 1924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33071" class="wp-caption-text">A relação entre Augusto e Paulina é um dos pontos fortes do documentário (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure>
<p><strong>A Memória Infinita (La Memoria Infinita)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o famoso jornalista chileno Augusto Gongora, a memória é um elemento fundamental na construção da identidade, tanto de uma pessoa, como também de um país. A diretora Maite Alberdi (</span><a href="https://personaunesp.com.br/agente-duplo-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Agente Duplo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) acredita nesse pensamento de tal forma que faz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-memoria-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Memória Infinita</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um exercício de reflexão sobre o tema. Seu objeto de estudo é justamente Augusto, cujos últimos anos de vida serviram de base para esse belíssimo documentário, que foi indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um olhar empático e melancólico, a diretora registra a rotina de cuidado domiciliar administrada por Paulina, esposa de Augusto e, assim como o marido, uma personalidade notória no Chile. Aliado a isso, Alberdi explora uma série de imagens de arquivo para compor um paralelo entre a vida pessoal do casal e a história política do país, ambas marcadas pela ditadura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/el-conde-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pinochet</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua composição final é uma defesa da memória que, ao nos fazer lembrar de quem somos, justifica a sua importância. Em outras palavras, a memória que mostra porquê é infinita. &#8211;</span><b> Nathan Nunes</b></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_33072" aria-describedby="caption-attachment-33072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Sociedade da Neve. À direita da imagem, está um homem adulto branco de cabelo curto preto. Ele está usando um casaco e uma calça marrons e está ajoelhado no chão coberto de neve. Ao fundo, nota-se muita neve e algumas pedras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33072" class="wp-caption-text">A Sociedade da Neve mostra o lado triste de finais felizes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>A Sociedade da Neve (La Sociedad de la Nieve)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma história real de acidente aéreo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i></a><span style="font-weight: 400;">nos transporta a dias angustiantes que tornam nossa cama mais confortável e nossa comida mais saborosa. Nunca se sabe quando toda nossa vida será perdida em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tR-9Peh8J0U"><span style="font-weight: 400;">tragédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> cujas consequências vão além da morte na concepção física. Em outros termos, o filme reflete sobre o tempo, assim como a falta dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante grande parte do longa, sentimos uma vontade quase incontrolável de pular para o final e sanar a dúvida que qualquer espectador já teve: ficará tudo bem? Afinal, são sequências aparentemente infinitas de sofrimento cuja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lz_yNOwz0Ms"><span style="font-weight: 400;">explicitação</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna a produção espanhola angustiante. Em meio ao caos, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i><span style="font-weight: 400;">também deposita sua força na relação entre os personagens que, diante do horizonte solitário e cheio de neve, não têm outra escolha senão fazer amigos no caminho. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33073" aria-describedby="caption-attachment-33073" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png" alt="Cena do filme AIR: A História por Trás do Logo. Na imagem, vemos três homens brancos, de meia idade, observando um tênis sobre uma mesa de luz. O homem da esquerda é o ator Matthew Maher, interpretando Peter. Ele possui pouco cabelo e barba. Veste uma camisa xadrez de manga longa. O homem do centro é o ator Matt Damon interpretando Sonny, possui cabelos curtos e veste uma camisa pólo xadrez. O homem da direita é o ator Jason Bateman, interpretando o personagem Rob. Ele possui cabelos curtos e castanhos e veste uma camisa de botões com estampa de palmeiras. A imagem possui pouca luz, portanto possui um tom azulado." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33073" class="wp-caption-text">“Um tênis é só um tênis até que alguém pise nele” (Foto: Skydance Productions)</figcaption></figure>
<p><strong>AIR: A História por Trás do Logo (Air)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos conhecem o nome Michael Jordan e todos já pelo menos ouviram falar dos tênis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike, Inc. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas será que todos sabem como o maior jogador de basquete de todos os tempos consolidou a marca de moda esportista como é hoje? Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/air-a-historia-por-tras-do-logo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AIR: A História por Trás do Logo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos como nasceram os tênis </span><a href="https://www.farfetch.com/br/style-guide/icones-de-estilo-e-influenciadores/historia-tenis-nike-air-jordan/"><i><span style="font-weight: 400;">Air Jordans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma estratégia brilhante de <em>marketing</em> desenvolvida entre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o atleta. O filme é a mistura perfeita para quem gosta de esporte, moda e publicidade. As cenas vão dos escritórios da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;">, passam pelas quadras da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e retornam para os ateliês de </span><em><span style="font-weight: 400;">design</span></em><span style="font-weight: 400;"> de calçados esportivos. Todos esses cenários são palco para atuações convincentes, roteiro fluído e certo humor cômico que nos remete aos filmes dos anos 80, década na qual o longa se ambienta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi dirigida e estrelada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BevUmBqJcQc"><span style="font-weight: 400;">Ben Affleck</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um dos seus melhores momentos, e conta com Matt Damon interpretando Sonny, o protagonista da trama, que foi responsável por contratar Jordan como garoto propaganda da marca. Outros nomes conhecidos também fazem parte do elenco, como Viola Davis, Chris Messina e Jason Bateman. O grande motim da história é como o talento de um jogador pode inspirar uma marca a apostar tudo o que tem, e no final acertar em cheio a cesta. O mesmo acontece com o telespectador que se permite abraçar esse filme. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33075" aria-describedby="caption-attachment-33075" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png" alt="Cena do filme Anatomia de uma Queda. Vista de cima, o chão está coberto de neve, um homem está deitado sobre uma poça de sangue embaixo de sua cabeça. De pé, olhando para ele, uma mulher usa o telefone enquanto abraça um garoto em direção ao seu peito." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33075" class="wp-caption-text">Anatomia de uma Queda foi indicado em cinco categorias na última cerimônia do <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a>, levando o troféu de Melhor Roteiro Original (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Anatomia de uma Queda (Anatomie d&#8217;une chute)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É consenso entre críticas e audiências: </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de uma Queda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está entre os melhores filmes de 2023. A direção e o roteiro de Justine Triet transformam o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tribunal em um comentário afiado sobre relacionamentos, família e dinâmicas de gênero. A cineasta francesa já é conhecida por filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sibyl</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Cama com Victoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016), mas esse é, até então, o grande destaque de sua carreira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20240220-sandra-hller-anatomy-of-a-fall-oscars-viral-argument-scene"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme vê uma lupa sendo colocada não só sobre o incidente que a leva a julgamento, mas também sobre a sua vida, em seus detalhes mais íntimos e dolorosos. As sequências do tribunal são provocantes e te envolvem até o último minuto; entretanto, a investigação é o ponto menos interessante que </span><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de Uma Queda</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a oferecer. A dissecação das relações dentro da família são invasivas e desconfortavelmente reais, acompanhando a queda de cada personagem individualmente e enquanto casal, ao ponto de que fica em segundo plano saber o que de fato aconteceu no dia do caso. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33076" aria-describedby="caption-attachment-33076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg" alt="Cena do filme Assassinos da Lua das Flores. Nela, há, da esquerda para a direita, Mollie Burkhart, William Hale e Ernest Burkhart. Mollie veste uma roupa típica que se assemelha a um uniforme de festa, que tem as cores vinho e dourado e as mangas pretas. A roupa também tem franjas nos ombros e nas partes em dourado. William veste um terno bege, um colete da mesma cor, uma camisa branca, uma gravata marrom e óculos redondos na cor preta. Ernest veste um terno preto, um colete da mesma cor, camisa branca e gravata borboleta de listras bege e vinho. Mollie olha para Ernest com um leve sorriso, enquanto William e Ernest olham para frente. Ao fundo, ramos de folhas de uma árvore." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33076" class="wp-caption-text">Além de ter competido por dez carecas douradas, a obra-prima de Scorsese rendeu troféus de Melhor Atriz em Filme de Drama para Lily Gladstone no Globo de Ouro e no SAG Awards (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Assassinos da Lua das Flores (Killers</b> <b>of the Flower Moon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Máxima de David Grann em </span><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a tarefa do diabo é não demorar muito em seu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">” se apequena diante da atmosfera trazida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao adaptar o livro-reportagem para o cinema. Através da precisão participativa de uma carreira sexagenária em direção e roteiro, 206 minutos contam a história da </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g3zqye347o"><span style="font-weight: 400;">nação Osage</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a sustentação de um tripé narrativo, que se fixa no histórico de dor, impunidade e apagamento étnico envolto no genocídio de um dos principais povos originários dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro plano, a esplêndida </span><a href="https://www.cbr.com/killers-of-the-flower-moon-cameo-martin-scorsese-explained/"><span style="font-weight: 400;">montagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Thelma Schoonmaker dá ritmo a três atos calculados para mostrar a frieza do homem branco, investido em derramar quanto sangue nativo for preciso para tomar escrituras e ver o petróleo jorrar em seus pés. Os cortes de cena espantam ao emendar momentos rotineiros a assassinatos à plena luz do dia, além de aprofundarem os impactos mentais e as consequências sociais da barbárie sob a força da trindade formada pelos papéis de Robert De Niro (William Hale, magnata desprovido de alma), Leonardo DiCaprio (Ernest Burkhart, peão ingênuo e abominável) e </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/01/quem-e-lily-gladstone-a-primeira-indigena-nativo-americana-a-ser-indicada-ao-oscar-de-melhor-atriz-clrr412eo0002013mh7ilepi5.html"><span style="font-weight: 400;">Lily Gladstone</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Mollie Burkhart, matriarca de nuances tão poderosas quanto a indicação da atriz ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa segunda base também vem acompanhada da imersão fotográfica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Pietro</span></a><span style="font-weight: 400;">, visualmente sóbria e contemplativa, e da trilha sonora suspendida na trama por Robbie Robertson. Contudo, o último e maior pilar de sustentação da obra está no triunfo de reunir profissionais familiares ao comando de Scorsese e gêneros fílmicos caros ao cineasta para ser uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/martin-scorsese-defende-que-o-cinema-nao-esta-morrendo-mas-em-transformacao/"><span style="font-weight: 400;">visão intensa e responsável</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre crimes que poderiam facilmente cair em espetacularização em outro lado da indústria. Se o diabólico mora nos detalhes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killers of the Flower Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) não tem medo nem falta de compostura ao expurgar cada um deles. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33140" aria-describedby="caption-attachment-33140" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png" alt="Cena do filme Asteroid City. Na esquerda da imagem em preto e branco, está o personagem Jones Hall, interpretado por Jason Schwartzman, um homem branco de cabelos e olhos escuros. Já na direita, está Atriz, a personagem de Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. Cada um deles está na sacada de seus respectivos teatros onde atuam. Ao fundo, centralizados, estão mais dois prédios exibindo diferentes peças de teatro." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city.png 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33140" class="wp-caption-text">Asteroid City conta com um elenco de peso em que muitos aparecem brevemente em cena (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Asteroid City</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Condenado pelo tribunal das redes sociais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FXCSXuGTF4"><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das empreitadas mais desafiadoras da carreira do cineasta </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteiro escrito em parceria com Roman Coppola tem grandes estrelas de Hollywood interpretando atores que, por sua vez, dão vida a personagens de uma peça teatral. Por isso, os primeiros minutos do longa são um pouco confusos, se não exóticos. Ainda assim, é difícil querer tirar os olhos dessa pacata cidade no deserto afetada por as maiores esquisitices que testes nucleares podem atrair para um lugar: crianças assustadoramente inteligentes e alienígenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o preto e branco dos bastidores de uma peça teatral, a ambientação retrofuturista da década de 1950 explode em cores. O apreço visual de Anderson já é característica intrínseca de suas obras e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">, tal dicotomia de cenários também dialoga com o equilíbrio do trágico e do cômico na narrativa. Repleto de núcleos paralelos, algumas tramas se perdem ao longo do caminho, o que justifica o longa dividir opiniões. Na atuação, os papéis dos veteranos Jason Schwartzman e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/scarlett-johansson/"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Johansson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e dos jovens Jake Ryan e Grace Edwards são unanimidade por acertarem o tom exato das poucas expressões. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33141" aria-describedby="caption-attachment-33141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg" alt="Cena do filme Barbie. Na imagem, a protagonista aparece deitada na grama verde de um quintal com desânimo nos olhos. Barbie é interpretada pela atriz Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. A personagem veste um vestido azul claro com estampas em rosa bebê. A câmera a captura por inteiro a partir da visão de outra personagem; apenas as suas costas aparecem enquanto ela observa Barbie." width="800" height="313" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-1024x400.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-768x300.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie.jpeg 1133w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33141" class="wp-caption-text">No <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar</a> de 2024, a falta de Margot Robbie para além dos créditos de produtora não passou despercebida (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Barbie</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ujs1Ud7k49M"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pintou o Cinema de </span><a href="https://www.metropoles.com/sao-paulo/fenomeno-barbie-por-que-filme-influenciou-onda-rosa-no-pais"><span style="font-weight: 400;">rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/greta-gerwig/"><span style="font-weight: 400;">Greta Gerwig</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a ajuda de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/noah-baumbach/"><span style="font-weight: 400;">Noah Baumbach</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um roteiro que sabe não se levar a sério ao mesmo tempo que traz profundidade para a trajetória da protagonista, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/margot-robbie/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu vida a uma boneca que sempre tudo pôde ser, exceto transcender a sua natureza de plástico. Até o lançamento do filme, a criação de </span><a href="https://exame.com/pop/barbie-quem-e-ruth-handler-criadora-da-boneca-e-que-aparece-no-filme/"><span style="font-weight: 400;">Ruth Handler</span></a><span style="font-weight: 400;"> – desenvolvida para adotar múltiplas personalidades e atuar com excelência em todas as profissões possíveis –, ainda não havia convencido poder ser uma humana por inteiro, com suas alegrias e angústias.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso mudou com o longa que transformou um modelo de padrão inalcançável em algo que todos podem se identificar. Barbie, uma boneca da </span><i><span style="font-weight: 400;">Mattel</span></i><span style="font-weight: 400;"> definitivamente não projetada para ter o coração quebrado ou lidar com decepções, ganha dimensão, enfrentando aquilo que todos passam ou passarão em algum momento: a fatídica sequência de acontecimentos em que o universo dos sonhos se prova uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia irreal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, mesmo diante de toda a amargura do nosso mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou espaço para o imaginário infantil nos detalhes do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uKgaVlMN7IY"><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e na emocionante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ML0zd8UAuq8"><span style="font-weight: 400;">cena sobre mães e filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A magia desse ícone das brincadeiras de infância também não é perdida devido à dose de comédia cavalar que somente </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-gosling/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Gosling</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabe entregar sem parecer uma esquete sem graça de quase duas horas. Nos atos musicais, o seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ru1LC9lW20Q"><span style="font-weight: 400;">Ken</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha e consagra aquilo que todo estúdio almeja: a combinação explosiva entre um filme de sucesso e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OiC1rgCPmUQ"><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas paradas musicais. Assim como descrito pelos primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> é construída tanto para os amantes quanto para os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> da boneca, o que explica ter sido a maior bilheteria do ano, ultrapassando um bilhão de dólares. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33087" aria-describedby="caption-attachment-33087" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bares-bolos-e-amizades.jpg" alt="Cena do filme Bares, Bolos e Amizades. Na imagem temos Jane (Yara Shahidi), uma jovem negra com tranças escuras, vestindo uma regata de tricô na cor rosa e um avental azul claro com alças rosas. Ao seu lado está Corinne (Odessa A’zion), uma jovem branca, loira de cabelo ondulado, vestindo uma regata preta. Elas estão dentro de uma cozinha, Jane está montando um bolo enquanto Corinne observa seu movimento." width="735" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-33087" class="wp-caption-text">Bolos e amizade: uma receita perfeita para chorar (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Bares, Bolos e Amizades (Sitting in Bars With Cake) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Trish Sie, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DBzFS40KD0Y"><i><span style="font-weight: 400;">Sitting in Bars With Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é uma comédia dramática inspirada no livro homônimo de Audrey Shulman. O filme conta a emocionante história das amigas Corinne (Odessa A’Zion) e Jane (Yara Shahidi) ao se aventurarem entregando bolos em diferentes bares de Los Angeles para conhecer pretendentes amorosos, antes que esse plano desmorone em virtude de uma fatalidade. O longa-metragem fala sobre a vida, como os vinte anos parecem ser eternos e como tudo isso pode acabar em instantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que gostam de chorar por uma amizade em tela, aqui está o filme perfeito. Embora a temática </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">girlhood</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não seja nenhuma novidade dentro do Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bares, Bolos e Amizades </span></i><span style="font-weight: 400;">se diferencia de outras obras pelo seu elenco cativante – as atuações de A’Zion e Shahidi carregam quase toda a trama, que não é tão interessante como deveria ser. Além do talento das atrizes, a fotografia de Mateus Clark é essencial para embarcarmos na narrativa desejada. Com todas as cores, sabores e formatos, é quase impossível não desejar um pedaço de bolo após se debulhar em lágrimas pela jornada dessas amigas. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33088" aria-describedby="caption-attachment-33088" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/batem-a-porta.jpg" alt="Cena do filme Batem à Porta. Um homem branco de grande porte, careca, com barba por fazer e usando óculos finos e uma camisa branca está do lado esquerdo com um olhar apreensivo. Ao seu lado direito estão duas mulheres, uma delas sendo branca de cabelos pretos longos e usando uma camisa azul com um olhar extremamente espantado, com a boca entreaberta. A outra mulher é negra, suas mãos estão se segurando de maneira ansiosa e seu olhar é de medo; ela está usando uma camisa amarela com gola e um pequeno relógio dourado no pulso. Ao fundo é possível ver um ambiente de madeira, sendo a sala dentro da cabana com pouca iluminação." width="728" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-33088" class="wp-caption-text">A ameaça apocalíptica reproduz um horror que invade a vida privada dos personagens (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Batem à Porta (Knock at the Cabin)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptação do livro </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/knock-at-the-cabin-novo-filme-e-uma-adaptacao-de-um-livro-pos-apocaliptico-o-chale-no-fim-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Chalé no Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> evoca as reflexões contemporâneas do fanatismo religioso sem perder a mão de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> voraz e sobrenatural. Situado quase na totalidade em uma única locação, ficamos isolados em uma cabana remota quando um grupo de quatro estranhos toma como reféns uma criança e seus dois pais. Sem outra escolha, eles devem decidir quem irá se sacrificar para salvar o mundo do apocalipse. Neste frenesi caótico e claustrofóbico, o diretor M. Night Shyamalan utiliza de um drama ambíguo e politizado a favor de trabalhar suas imagens potentes sobre o caos presente na violência perpetuada em nossa sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com nomes proeminentes no elenco, as excelentes atuações de Dave Bautista, Rupert Grint, Nikki Amuka-Bird e Abby Quinn como os quatro cavaleiros do apocalipse, atingem um nível de horror que invade cada cômodo em que se passa. Entretanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca muito mais na maneira em que funciona como a união das diversas pautas do diretor, que representa naquele surto coletivo as </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/batem-a-porta-e-alegoria-de-shyamalan-sobre-homofobia"><span style="font-weight: 400;">alegorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sempre focou: violência social, sobrenatural e a fé – por mais questionável que seja. Sua divisiva resposta aos males sociais surpreende na ambiguidade, mas ainda assim é suficientemente concisa em sua abordagem. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33090" aria-describedby="caption-attachment-33090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg" alt="Cena do filme Clube da Luta Para Meninas. Na imagem, vemos PJ (Rachel Sonnett) e Josie (Ayo Edebiri) na quadra de esportes. PJ é uma mulher branca, em torno dos 20 anos, com um suéter vermelho com listras verdes e gola branca aberta. Seu cabelo - ondulado, marrom e em comprimento médio - está preso em uma rabo de cavalo alto e seu rosto está com olheira roxa no seu olho direito e com um curativo branco no nariz - devido a uma pancada. Josie é uma mulher negra, tem em torno dos 20 anos e está ao lado direito de PJ, com um suéter azul e listras grossas brancas com gola branca aberta e está com sua mão esquerda indo ao seu rosto. Seu cabelo - crespo, preto e um pouco acima do ombro - está dividido com uma franjinha na testa e solto atrás. Ao fundo, é possível ver a quadra de esportes e uma pessoa atrás delas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33090" class="wp-caption-text">Clube da Luta para Meninas é um ótimo filme para um cineclube de sexta (Foto: Rotten Tomatoes)</figcaption></figure>
<p><strong>Clube da Luta para Meninas (Bottoms)</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta Para Meninas</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora em 90 minutos os temas propostos sem clichês e com bastante liberdade. Com a volta de Emma Seligman como diretora e Rachel Sennott como atriz e agora corroteirista</span><span style="font-weight: 400;">, o trabalho das duas reflete o que já foi feito em conjunto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020). Desenvolver enredos que saem fora da caixinha normativa hollywoodiana conhecida é um acontecimento cativante que podemos perceber em comum nos longas. Como destaque além da narrativa original, o filme conta com um elenco incrível que passa por nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ayo-edebiri/"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nicholas-galitzine/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Galitzine</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Havana Rose Liu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://valkirias.com.br/bottoms-passivonas-um-filme-que-sabe-rir-de-si-mesmo/"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> gira em torno da criação de um clube falso por PJ (Rachel Sennott) e Josie (Ayo Edebiri), que são virgens, em uma tentativa de conquistar os líderes de torcida que gostam antes de ir para a faculdade. Com o cenário clássico de um filme estadunidense em um ambiente escolar, temos também um time de futebol americano que irá perturbar ainda mais a vida de Josie e PJ depois da criação do clube.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQp_6mNjkMo&amp;t=72s"><span style="font-weight: 400;">impossível dar errado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando é misturado todos os elementos de um clichê estadunidense com boas doses de ironia, </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mulheres bonitas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é um filme em que a amizade da dupla é muito bem trabalhada e gera um calorzinho no coração ao ver o amor que as duas têm entre si. Além de ter risadas garantidas, é certo que você terá inveja por não ter tido a ideia do clube antes. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33092" aria-describedby="caption-attachment-33092" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33092" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png" alt="Cena do filme Crescendo Juntas. Nela vemos, Margaret, uma menina branca de cabelos castanhos longos. Ela veste um vestido amarelo claro e tem uma flor vermelha no cabelo. Ela está abraçada com Barbara, uma mulher branca, de cabelos pretos com mechas loiras que usa uma camiseta branca, interpretada por Rachel McAdams. As duas estão abraçadas também em Herb, um homem branco de cabelos pretos cacheados, que usa uma camisa bege. Todos estão olhando uma personagem desfocada no canto da tela. Ao fundo uma janela com plantas e uma parede." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33092" class="wp-caption-text">Esnobado das premiações, restou ao longa conquistar nossos corações (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Crescendo Juntas (Are You There God? It&#8217;s Me, Margaret.)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Religião é um dos temas mais traiçoeiros de se tratar nas telas. Por essa razão, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que tem como título original </span><i><span style="font-weight: 400;">Are You There God? It’s Me, Margaret</span></i><span style="font-weight: 400;">) pode torcer o nariz daqueles que julgam um filme pelo poster. Porém, o longa, que veio após a diretora e roteirista Kelly Fremon Craig ganhar os holofotes de Hollywood com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BabwExsIGVU&amp;ab_channel=SonyPicturesBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o que trata do tema de forma mais singela e consegue conquistar do ateu ao crente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2023-12-05/judy-blume-had-notes-for-her-screen-adaptation-luckily-so-did-the-director"><span style="font-weight: 400;">Judy Blume</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que negava uma adaptação de sua obra desde os anos 70 –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Margaret Simon, uma menina de onze anos, filha de uma mãe cristã e um pai judeu, que decidem não força-la a seguir nenhuma das duas religiões. Margaret sai da metrópole e se muda para uma cidade suburbana de Nova Jersey e, por conta de um trabalho escolar, decide estudar as crenças, a fim de se encontrar, não só na religião, mas no período mais transitório de sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal acerto do longa é entender que </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of ages</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se limitam ao período da adolescência em direção a vida adulta. Envoltos pela personagem central de Abby Ryder Foston, a obra consegue trabalhar a importância da mãe de Margaret, em uma atuação sincera e cativante de Rachel McAdams, ao mesmo tempo que também discorre os desafios da mãe em se tornar um porto seguro para a filha. Do mesmo modo, ele constrói a relação com a avó, interpretada por Kathy Bates, em cima da adaptação que a matriarca precisa ter, agora distante da neta. Ao conceber que amadurecimento não tem data de validade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor do gênero no ano, e um dos melhores em anos. &#8211;</span><b> Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33093" aria-describedby="caption-attachment-33093" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg" alt="Cena do filme Dentro. Willem Dafoe, que interpreta Nemo, está parado, de perfil, enrolado em uma manta marrom e preta enquanto olha para um quadro pendurado na parede do apartamento em que se encontra. Desfocados, atrás do personagem, há outro quadro em uma parede cinza escuro e, na mesma parede do quadro que ele observa, há uma cadeira branca encostada e uma luminária, também desfocadas." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1536x1023.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1200x800.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33093" class="wp-caption-text">Willem Dafoe dá tudo de si em seu novo suspense (Foto: Steve Annis)</figcaption></figure>
<p><strong>Dentro (Inside)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Angustiante, perturbador e metafórico: assim podemos definir</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DjODCllZj4w"><i><span style="font-weight: 400;">Dentro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Estrelado por Willem Dafoe, a trama gira em torno de Nemo, um ladrão de artes que fica preso dentro de uma cobertura em Nova York. A direção de Vasilis Katsoupis foca em uma fotografia imersiva e provocativa, o que permite que o ambiente criado transpasse a tela e chegue ao telespectador, enquanto o roteiro de <a href="https://www.benhopkins.eu/">Ben Hopkins</a> deixa margens para que o público faça suas próprias interpretações da produção.</span><span style="font-weight: 400;"> É o tipo de filme que te instiga a participar da narrativa e criar teorias sobre tudo o que acontece.</span></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-cultivo-de-multiplos-papeis/"><span style="font-weight: 400;">Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, apresenta-se impecável no papel. O nível de insanidade que o autor consegue alcançar é, ao mesmo tempo, exemplar e assustador, e boa parte da qualidade do filme é devida à sua atuação. O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/willem-dafoe-fala-sobre-inside-filme-no-qual-interpreta-um-ladrao-de-arte,5f204f39347efd43dd9948f4a1d075d5mdyr2aht.html"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do suspense quase todo em único espaço e com foco em um único personagem torna possível compreender a complexidade de Nemo – e apreciar a genialidade do ator por 1h45 – até seu ponto mais crítico, no ápice da produção cinematográfica. Com tempo de duração ideal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dentro </span></i><span style="font-weight: 400;">não se prolonga mais do que o devido e consegue estimular a curiosidade do telespectador, deixando um gostinho de quero mais. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33094" aria-describedby="caption-attachment-33094" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dungeons-dragons.jpeg" alt="Cena do filme Dungens &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes. Na imagem, o personagem Edgin, interpretado por Chris Pine, está agachado na frente de um morto-vivo. Eles estão num cemitério, o local é escuro e sujo. Edgin é um homem adulto de pele branca, olhos claros, de cabelos lisos e com barba. Ele veste uma jaqueta de couro. O morto vivo está num estado de decomposição avançado, ele possui alguns cabelos e poucos dentes. Sua cor é escura." width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-33094" class="wp-caption-text">Maquiagens, próteses, animatrônicos e até vermes reais foram utilizados para dar vida aos esqueletos em Dungeons &amp; Dragons (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes (Dungeons &amp; Dragons: Honor Among Thieves)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dugeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;">, dá para sentir que a equipe criativa esbanja carinho pelo universo e seus personagens. A adaptação do famoso jogo de </span><a href="https://youtu.be/kzW99NW-mzM?si=vZopB80IFgQUpGs1"><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca o retorno do bom Cinema medieval em Hollywood. A dupla de diretores, John Francis Daley e Jonathan Goldstein, que já tinham trabalhado juntos na comédia </span><a href="https://youtu.be/HJEnPPQMy1s?si=HjG2zZNB20zXNA2q"><i><span style="font-weight: 400;">A Noite do Jogo</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2018), carregam um humor inspiradíssimo. Alguns momentos de comédia, como a cena do cemitério e a do derretimento facial, são </span><i><span style="font-weight: 400;">trash</span></i><span style="font-weight: 400;"> e lembram </span><a href="https://youtu.be/RIqC88DUqIw?si=A_RYoB55qC2sHMV1"><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i></a><span style="font-weight: 400;">(1922) de Sam Raimi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mistura de </span><a href="https://youtu.be/kqz1s5tibiw?si=ZeJ-iDwPm-kYcJw6"><span style="font-weight: 400;">CGI e efeitos práticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> dão vida à fantasia e ajudam a ficção a se aproximar do momento em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D </span></i><span style="font-weight: 400;">foi criado e se popularizou, nas décadas de 70 e 80, além de tornar palpável e expressivo o remoto mundo medieval. Para se assemelhar ainda mais com o século XXI, os roteiristas acrescentam problemas verossimilhantes aos personagens e ao público, seja o sentimento de estar à margem da sociedade ou de ausência paterna.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrando um jogo de tabuleiro, a aventura conta com o resultado improvável dos planos criados pelo personagem Edgin (Chris Pine), tal como o resultado da rolagem de dados. Um dos objetivos do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;"> é progredir e conquistar melhorias – dinheiro, equipamentos, subir de níveis – e, no longa, isto não é diferente. Conforme o enredo avança, os personagens ganham coragem, aprendem a usar suas habilidades e até abdicam de sonhos por um bem maior. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;"> te deixa com </span><a href="https://br.ign.com/dungeons-dragons-2023/111797/news/filme-de-dungeons-dragons-pode-ter-continuacao-mas-com-triste-condicao-da-paramount"><span style="font-weight: 400;">gostinho de quero mais</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem precisar de pontas soltas ou cena pós-créditos para isso, se garantindo unicamente em uma história muito bem contada. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33095" aria-describedby="caption-attachment-33095" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33095" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png" alt="Cena do filme Elementos. A imagem mostra os personagens Faísca e Gota conversando em uma das ruas da cidade. Nesta paisagem há uma estrada que liga o local onde os personagens conversam com os prédios da cidade, possuindo cores frias de verde e azul. Os elementos que conversam na cena representam o fogo e a água, respectivamente. Faísca usa um vestido preto que contrasta com a sua cor laranja flamejante; a cor se propaga pelo seu corpo, da qual o formato se assemelha ao corpo humano. Entretanto, sua cabeça e cabelo possuem um formato parecido com o de uma labareda. Gota, por sua vez, usa uma camiseta lilás. O formato do seu corpo é arredondado como o de uma gota d’água, sua cor é azul, quase transparente, e seus tons, ao invés de contraste, criam um visual suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33095" class="wp-caption-text">Apesar do contraste visual e social, o amor em Elementos é unânime (Foto: Disney Pixar)</figcaption></figure>
<p><strong>Elementos (Elemental)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No universo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, aqueles que amam romances batidos com personagens de personalidades totalmente opostas foram presenteados com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elementos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2023. No longa, Faísca se muda com sua família em busca de melhores condições de vida para a Cidade dos Elementos, onde se apaixona e vive um romance imprevisível com Gota.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pixar/"><i><span style="font-weight: 400;">P</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ixa</span></i><i><span style="font-weight: 400;">r</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foca em construir um amor pautado em um contexto real. O filme traz à tona a questão da desigualdade social, onde os elementos do fogo sofrem uma considerável discriminação em meio aos demais. Por serem quem são, eles não podem acessar boa parte da cidade, e acabam se abrigando em grande maioria nas zonas periféricas. Ao longo de sua duração, a obra cria um contraste nítido com a beleza e a ostentação do centro da cidade, lugar em que os elementos do ar, água, e terra vivem confortavelmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de todas as dificuldades, o objetivo do longa é representar o amor, tanto em contexto familiar, quanto na paixão dos personagens. Mesmo com a </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/elementos-pixar-bilheteria-volta-por-cima-lucro-prejuizo-400-milhoes"><span style="font-weight: 400;">baixa adesão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do público na estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a volta por cima e entregou bons resultados de bilheteria. Afinal, quem não gosta de assistir um clichêzinho emocionante no cinema? &#8211;</span><b> Pâmela Palma</b></p>
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<figure id="attachment_33096" aria-describedby="caption-attachment-33096" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33096" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png" alt="Cena do filme Fale Comigo. A foto mostra a protagonista, Mia, uma menina de pele negra, cabelos curtos e que veste um casaco amarelo. Ela se encontra jogada de lado em uma poltrona e sua feição é de um sorriso escancarado e olhos totalmente pretos. Ao fundo, uma sala de estar desfocada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33096" class="wp-caption-text">Em um terror moderno, Fale Comigo reinventa e mostra que ainda há muito chão para se explorar (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Fale Comigo (Talk to Me)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui um catálogo de filmes invejáveis no currículo não é novidade alguma. Oferecendo liberdade criativa para seus diretores e impulsionando ao sucesso obras de alto nível, a produtora se mostrou um exemplo e ganhou cada vez mais a crítica e os telespectadores. Em 2023 não foi diferente: assim que adquiriram os direitos de distribuição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabia que estava levando da Austrália para o mundo algo com potencial de se tornar um clássico. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Danny Philippou, o longa ganhou a alcunha de melhor terror de 2023 e tem muito a oferecer para quem decidir embarcar nessa jornada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história conta a vida de Mia, uma personagem que perde a mãe e desde então vive desolada pelo luto. Sozinha, a garota é a isca perfeita para o ritual de possessão que acontece em festas de adolescentes com uma espécie de objeto místico macabro: uma mão embalsamada cheia de escritos. O momento de 90 segundos é como uma droga, que vicia aquele que pratica e torna factível para quem assiste. Ao fugir do óbvio no que se segue, o longa demonstra maturidade recriando aquilo que já se observou anteriormente no gênero e oferecendo algo novo, nos fazendo ouvir tudo aquilo que ele pode falar por 95 minutos e permitindo sempre uma </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/peter-jackson-praises-talk-to-me-best-horror-movie-1235696154/"><span style="font-weight: 400;">reprise</span></a>.<b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33097" aria-describedby="caption-attachment-33097" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33097" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png" alt="Cena do filme Fechar os Olhos. A imagem se passa em uma praia. No centro da imagem, temos a silhueta do ator José Coronado de costas. Ele está vestindo uma camisa branca com mangas puxadas para cima e uma calça preta. Ele está com os dois braços abertos e, à sua frente, está a estrutura de um gol de campo de futebol sem rede. Ou seja, ele está simulando a posição de um goleiro. No pé da trave direita, temos um terno jogado e amarrotado. Ao fundo, temos um carro, uma poça d’água, o chão de areia e o horizonte, tudo em cores azuladas. A cena se passa durante o nascer do sol." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33097" class="wp-caption-text">Problemas de comunicação entre o cineasta Victor Erice e o diretor do Festival de Cannes Thierry Fremaux quase impediram o longa de estrear no evento (Foto: Film Factory)</figcaption></figure>
<p><strong>Fechar os Olhos (Cerrar los ojos)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/fefTLkN6Qo4?si=Pf8dMdg3AqcJbUtp"><i><span style="font-weight: 400;">Fechar os Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa como um filme antigo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Farewell Gaze</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nele, vemos o detetive Gardel (José Coronado, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Contratempo</span></i><span style="font-weight: 400;">) ser contratado pelo misterioso milionário Sr. Levy (Josep Maria Pou, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Candidato</span></i><span style="font-weight: 400;">) para encontrar sua filha desaparecida Qiao Shu (Venecia Franco). O último registro da jovem é uma foto antiga, com as marcas do tempo impressas em seu aspecto sujo e gasto. Consequentemente, a cena é também o último registro de Júlio Arenas, ator que dá vida ao investigador e que desapareceu logo após as gravações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As marcas, nesse caso, são outras, como o grão estourado da </span><a href="https://youtu.be/oIsaIU1jwAA?si=Hda7T2tCRiybK2nl"><span style="font-weight: 400;">película</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. No entanto, a situação não poderia ser menos parecida, pois, anos mais tarde, vemos um outro homem receber a missão de encontrar alguém. No caso, é o ex-cineasta Miguel (Manolo Solo, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bom Patrão</span></i><span style="font-weight: 400;">), diretor do longa original, antes amigo pessoal de sua estrela desaparecida e agora incumbido por um programa de TV da tarefa de encontrá-lo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diretor </span><a href="https://youtu.be/Je9Ho_p4i-I?si=xaWhdq_GTIqAuiuu"><span style="font-weight: 400;">Victor Erice</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Espírito da Colmeia</span></i><span style="font-weight: 400;">), essa relação de espelhamento metalinguístico dentro de seu filme entre a realidade e a ficção é apenas o começo. Seu objetivo, de fato, é explorar a memória como um meio de busca e reencontro da nossa identidade. Nesse sentido, um gesto simbólico, como um nó de marinheiro, tem o mesmo valor que o deslumbramento de um homem ao olhar para o seu rosto sendo projetado na tela de Cinema. O resultado se traduz em algumas das cenas mais bonitas e melancólicas do audiovisual em 2023, como essas e outras. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33098" aria-describedby="caption-attachment-33098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33098" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png" alt="Cena do filme Ferro’s Bar. Na cena, vemos a fachada do Ferro’s Bar. Na parte superior, vemos um letreiro com as palavras “Ferro’s Bar”, “churrascaria, pizzaria, self service” à esquerda e “entrega a domicílio” e o número para contato à direita. Vemos também o logo da cerveja Brahma. Abaixo do letreiro, vemos porta e janelas espelhadas, que refletem a paisagem da rua, com um prédio e um poste à frente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33098" class="wp-caption-text">O Dia da Visibilidade Lésbica é comemorado no mesmo dia do levanto do Ferro’s Bar: 19 de Agosto (Foto: Aline A. Assis, Fernando Elias, Nayla Guerra, Rita Quadros)</figcaption></figure>
<p><b>Ferro’s Bar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanho não é documento e disso </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">bem sabe. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/"><span style="font-weight: 400;">curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido a oito mãos por Nayla Guerra, Aline A. Assis, Rita Quadros e Fernanda Elias, reconta em poucos minutos o levante do Ferro’s Bar, em 1983, pela visão de mulheres lésbicas que frequentavam o local antes da invasão policial. Na época, o espaço era ponto de encontro para discutir sexualidade e gênero, mas também para apenas encontrar amigas, se vestir como bem entendesse e flertar com outras mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bar, no centro de São Paulo, jamais foi transformado em local de memória, como recomenda o relatório da Comissão da Verdade. Nisso, o documentário faz o papel de relembrar o que não pode ser esquecido, não só pela resistência organizada à opressão e ao preconceito, mas pelo que se tornou um marco do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/08/levante-do-ferros-bar-o-stonewall-brasileiro-completa-40-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">movimento lésbico</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Na voz das pioneiras que estiveram presentes nos momentos de paquera, de luta (inclusive, no nascimento do lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">ChanacomChana</span></i><span style="font-weight: 400;">) e de violência policial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">cria seu próprio espaço de lembrança, resistência e ode às mulheres lésbicas que estruturaram as bases para as que vieram depois. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33099" aria-describedby="caption-attachment-33099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg" alt="Cena do filme Folhas de Outono. À esquerda da imagem, tem-se um abajur branco. Do lado direito do objeto, está um homem adulto branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa de botão amarela e uma calça jeans azul escuro, e está sentado em um sofá vermelho. À direita da imagem, tem-se uma mulher adulta branca de cabelo curto loiro. Ela está usando um vestido rosa. Ao fundo, tem-se um quadro abstrato pendurado em uma parede cinza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono.jpg 1847w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33099" class="wp-caption-text">Folhas de Outono é um resquício de calor que precede um inverno rigoroso (Foto: Sputnik Oy)</figcaption></figure>
<p><b>Folhas de Outono (Kuolleet Lehdet)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada como assistir a um casal de coitados que deveriam focar mais em engolir suplemento de vitamina D do que em cuspir seus trejeitos solitários um no outro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Folhas de Outono </span></i><span style="font-weight: 400;">é o nada em nenhum lugar e em nenhum momento, ou seja, o diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0CW6z3r4Xr4"><span style="font-weight: 400;">Aki Kaurismaki</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói a cinematografia a partir de uma lógica observadora responsável por ver tudo e, ao mesmo tempo, perceber pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há coragem de chamar alguém de esquisito, opta-se por chamá-lo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oVXvNyCJUWg"><span style="font-weight: 400;">peculiar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É o que faz as análises do filme finlandês cuja beleza disfuncional reside, sobretudo, na ressignificação da frieza. Europeus podem ser, sim, românticos, mesmo com tanta falta de molejo e empatia. Esta, aliás, parece ser um terceiro protagonista o qual não aparece fisicamente, mas sempre paira no ar gelado de uma narrativa que, no fim, vai muito além de um mero relacionamento, aventurando-se em declarações, na verdade, políticas, mais do que românticas. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33123" aria-describedby="caption-attachment-33123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33123 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg" alt="Cena do Filme Guardiões da Galáxia: Volume 3. Na imagem, vemos quatro dos principais personagens do filme. Ao lado esquerdo temos o Senhor das estrelas, um homem branco, com cabelo castanho claro. Ao seu lado, temos Gamora, uma mulher de pele verde, com cabelo preto e com pontas de roxo; ela está segurando Drax, homem de pele cinza, careca, que está baleado na região do peitoral e está apoiado em Gamora e em Mantis, personagem com Antenas, de pele branca e com olhos grandes. Todos na foto estão utilizando um macacão laranja. " width="800" height="363" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-1024x465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-768x349.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33123" class="wp-caption-text">Guardiões da Galáxia Vol. 3 encerra a trilogia de forma magistral e dá um fim digno a todos os seus personagens, sem se amarrar ao futuro (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol. 3 (Guardians of the Galaxy Vol. 3)</strong></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerrou a trilogia de forma perfeita. O grupo de heróis teve a rara oportunidade no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> de contar uma história isolada, sem a preocupação de sequências ou de apresentar conexões para a próxima grande saga do estúdio. Assim, James Gunn pôde desenvolver e aprofundar os seus personagens, dando um fim ideal ao arco do grupo que começou em 2014. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, gira completamente em torno de seus protagonistas  no momento presente: o que importa é o agora. Todos eles têm um momento no filme, o que permite concluir suas jornadas com maior proximidade. O grande destaque do longa vai para Rocket (Bradley Cooper), o único personagem da trilogia que não teve sua história desenvolvida até então. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/james-gunn/"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;"> usou com maestria essa evolução, fazendo com que ela servisse de base para o argumento geral da trama. A jornada de Rocket é o fio condutor que permeia os arcos narrativos da equipe. Gunn consegue extrair sentimentos do público que há tempos não apareciam, graças às diversas histórias rasas e genéricas que pavimentaram os filmes de heróis nos últimos tempos. No entanto, os personagens de Adam Warlock (Will Poulter</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Gamora (Zoë Saldaña) compõem o ponto fraco da obra. Ambas as narrativas  são forçadas na trama apenas com o intuito de não deixar pontas soltas, fazendo com que eles não se encaixam muito bem com o restante. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra, enfim, como um dos grandes acertos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o último filme, James Gunn fez uma carta de amor a esses personagens, que não eram conhecidos pelo público geral, e os transformou, dando novas personalidades e fazendo com que fossem amados como nunca foram. Tendo total liberdade para criar, Gunn fez um fechamento de ciclo que é todo coração, e é com um final lindo e emocionante que o diretor </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/entenda-por-que-james-gunn-trocou-a-marvel-pela-dc-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">se despede</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um adeus digno aos heróis imperfeitos que tanto amamos. &#8211;</span><b> Rafael Gomes</b></p>
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<figure id="attachment_33101" aria-describedby="caption-attachment-33101" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg" alt="Cena do filme Godzilla Minus One. Na imagem, o monstro Godzilla persegue um barco no mar. A criatura está nadando, com a cabeça fora d’água e de boca aberta, mostrando os dentes. Godzilla é uma criatura grande, parecida com um dinossauro, de coloração amarronzada com tons cinza e sua pele se assemelha com as de répteis, ele tem placas afiadas nas costas. O barco que está na frente é pequeno e azul. Um homem usando um colete salva vidas branco pilota ele. O mar tem as águas claras e o céu está nublado." width="800" height="443" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1024x567.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-768x425.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1536x850.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-2048x1134.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1200x664.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33101" class="wp-caption-text">O filme foi indicado ao <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar 2024</a> na categoria de Melhores Efeitos Visuais (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><strong>Godzilla Minus One</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do excelente </span><a href="https://youtu.be/3qX1ZU3jcfU?si=ohhpbL_aq2ZIYEWP"><i><span style="font-weight: 400;">Shin Godzilla</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2016)</span><span style="font-weight: 400;">, as expectativas para o novo filme do Gojira feito pela produtora japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Toho</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram altas. Os núcleos humanos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-vs-kong-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla vs Kong</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)</span><span style="font-weight: 400;">, ambas produções estadunidenses, são desinteressantes e formam uma barriga colossal nas obras. Se o objetivo era fazer o espectador temer por alguma vida, o tiro saiu pela culatra e só serviu para causar tédio. Agora, dentre os ótimos elementos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-minus-one-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a veia humana é, sem dúvidas, uma das melhores. Felizmente, os sete anos de espera valeram a pena e a obra se mostra como uma aula de como fazer filmes de monstros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kōichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki) é um ex-kamikaze que pretende reconstruir a sua vida após ter tudo alterado pela Segunda Guerra Mundial. No entanto, tudo muda quando o Godzilla ressurge. </span><a href="https://youtu.be/VvSrHIX5a-0?si=vDXSzSyQSvnFBYSY"><i><span style="font-weight: 400;">Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em fazer do </span><i><span style="font-weight: 400;">kaiju</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma alegoria para bomba atômica e todas as dificuldades que a sociedade japonesa enfrentou. Ele não é só um mero monstro, ele é a personificação de traumas e mazelas; então, enfrentar e vencer o Godzilla significa sair da escuridão. Por isso, é importante estabelecer vínculos entre os personagens e o espectador, porque Godzilla e o núcleo humano estão numa relação comensal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas de destruição da cidade e perseguição são relativamente curtas, mas abrigam uma posição amedrontadora no peito de quem assiste. O som da rajada radioativa, das explosões e dos rugidos são produzidos com alto profissionalismo. A morte é temida não só pelos laços humanos, mas também pela magnitude do poder a ser enfrentado. </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One </span></i><span style="font-weight: 400;">foi indicado em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/godzilla-minus-one-oscar-2024"><span style="font-weight: 400;">apenas uma </span></a><span style="font-weight: 400;">categoria</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, chutando baixo, deveria estar em pelo menos cinco – o que é pedir muito da premiação americana. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33102" aria-describedby="caption-attachment-33102" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. Na imagem, que é uma animação, vemos o personagem Homem-Aranha. Feita de baixo para cima, o personagem pulou de um prédio e está indo em direção ao chão. Com uma das mãos estendidas, temos a impressão de que ele está tentando capturar algo. A roupa do personagem é preta e vermelha, e os olhos são brancos. Os prédios ao seu redor possuem um efeito holográfico e têm tons de roxo, azul e verde. O céu possui um tom bem claro de bege." width="800" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1024x606.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-768x454.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1200x710.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha.jpg 1239w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33102" class="wp-caption-text">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso superou a qualidade do primeiro filme e conseguiu ser ainda mais cool (Foto: Sony Pictures Animation)</figcaption></figure>
<p><strong>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across the Spider-Verse)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: No Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitos se perguntaram se seria possível se igualar a um filme tão ilimitadamente criativo e estilisticamente ousado. O maior receio do público era a possibilidade de que uma sequência não fizesse jus ao frescor, à energia e à vivacidade visual do filme. Por sorte, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YWX_a45okQk"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aceitou o desafio e triunfou – não há um único momento dessa animação rica e caleidoscopicamente detalhada que não seja deslumbrante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência utiliza os temas básicos do primeiro filme e constrói mundos inteiros com eles. Muitos longas que abordam o multiverso usam o conceito simplesmente como um meio para atingir um fim, um dispositivo de contar histórias que pode burlar as regras narrativas para trazer personagens de volta à vida ou para transportá-los para novos mundos. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras obras</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, o dispositivo narrativo tem o grande objetivo de explorar a raiz do que torna uma pessoa única quando há infinitas versões dela em universos paralelos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz parte desse grupo, e não é exagero dizer que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson fizeram um trabalho excepcional. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33103" aria-describedby="caption-attachment-33103" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33103" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg" alt="Cena do filme How to Have Sex. Nele, há Tara, uma mulher jovem, branca, de cabelos loiros, médios e lisos. Ela usa brincos de argola e um colar com a inscrição “ANGEL” prateados, além de vestir um biquíni verde neon. Ela encara o canto direito da imagem com expressão de incômodo. Ao fundo, luzes roxas e azuis estão desfocadas em uma rua." width="800" height="458" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1024x586.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1536x878.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1200x686.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33103" class="wp-caption-text">Enquanto HTHS venceu o principal prêmio da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, Mia McKenna-Bruce desbancou queridinhos de Hollywood e garantiu o troféu de Astro em Ascensão no BAFTA Film Awards 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>How </strong><b>to Have Sex</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de soar didática ou performática ao retratar um dos considerados ritos de passagem da adolescência, a estreia de Molly Manning Walker na direção de longa-metragens até se aproveita de sensos comuns, como as noitadas regadas a álcool e libertinagem dos </span><i><span style="font-weight: 400;">spring breaks</span></i><span style="font-weight: 400;"> americanos, mas não se blinda da crueza – diversas vezes revestida de crueldade – da experiência. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWmF8KpxxmA"><i><span style="font-weight: 400;">How to Have Sex</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três amigas embarcam em uma viagem à Malai, no litoral grego, para celebrar o fim do ensino médio. A expectativa é ainda maior em Tara, protagonista lapidada por </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-england-kent-68307444"><span style="font-weight: 400;">Mia McKenna-Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sente a tão sonhada perda de sua virgindade se transformar em um lento emaranhado de microagressões.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Nas entrelinhas do texto, também elaborado por Walker, contrasta-se o caráter que o sexo assume para meninas e garotos; enquanto a visão feminina fantasia com uma primeira vez prazerosa e terna, o ângulo masculino é atravessado pela violência da pornografia e do patriarcado desde sempre. Mas, conforme os </span><a href="https://letterboxd.com/journal/molly-manning-walker-how-to-have-sex-interview/"><span style="font-weight: 400;">abusos implícitos e verbalizados</span></a><span style="font-weight: 400;"> avançam através dos maneirismos de Mc-Kenna Bruce, o clima festivo da cidade segue inabalável. A luz solar não esconde seus antagonistas da dimensão emocional dada pela edição de Fin Oates, nem as cores vibrantes da fotografia de Nicolas Canniccioni obscurecem para deixar o trauma criar raízes. Isso porque, fora da ficção, histórias similares acontecem todos os dias, debaixo de nossos narizes e dentro de nossos círculos pessoais, e o mundo não paralisa para abraçar o vazio inexorável dessas vítimas. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></strong></p>
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<figure id="attachment_33104" aria-describedby="caption-attachment-33104" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33104" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg" alt="Cena de Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Ao centro e em foco está Coriolanus Snow, um homem branco, loiro e de olhos azuis; veste uma camisa social azul clara e um blazer vermelho; segura uma rosa branca. Ao fundo dá para ver partes de uma estação de trem." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes.jpg 1224w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33104" class="wp-caption-text">&#8220;Snow cai como a neve, sempre acima de tudo&#8221; (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Hunger Games: The Ballad of Songbirds &amp; Snakes)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/Zw3QtH64Fxc?si=rwOX8dfGv4u_EP5S"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">narra a história da juventude de Coriolanus Snow. O contexto se passa 64 anos antes dos primeiros jogos de Katniss (</span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Peeta (Josh Hutcherson), apenas algum tempo após a grande guerra entre a Capital e os distritos. O filme conta com um elenco de peso, como Viola Davis e Peter Dinklage e alguns nomes emergentes como Rachel Zegler e Hunter Schafer. Mas o grande destaque do filme foi Tom Blyth, que deu vida ao futuro presidente Snow. Suas expressões, sua postura e seu desenvolvimento foram ótimos e deixaram os fãs impressionados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tinha um grande desafio: ser uma adaptação tão boa quanto as outras que vieram antes dela. Como a obra de Suzanne Collins é bem extensa, com quase quinhentas páginas, houve o debate sobre dividir ou não o longa em </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/jogos-vorazes-diretor-se-arrepende-de-ter-dividido-a-esperanca-em-duas-partes-1.3254250"><span style="font-weight: 400;">duas partes</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que a separação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-o-final-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não agradou a todos. No final, o filme foi uma ótima adaptação; um pouco acelerado, mas bastante satisfatório. A mudança que se sobressai são os próprios Jogos, que se tornaram muito mais dinâmicos do que eram no livro, entrando no modelo do Cinema e agradando os espectadores. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33105" aria-describedby="caption-attachment-33105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33105" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg" alt="Cena do Filme John Wick 4 Baba Yaga (2023). Na imagem, vemos John Wick, com um olhar compenetrado. Ele é um homem branco, com cabelos compridos, usa um terno preto. Sobre ele incide uma luz azul que contrasta com um fundo com painéis neons vermelhos." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33105" class="wp-caption-text">A saga John Wick sempre explorou muito as cores neon, e sempre soube usá-las de um jeito charmoso (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neon, tiros, coreografias de luta e música eletrônica vibrante se tornaram marcas registradas da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">, fruto da criatividade estilosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClyAES8ziPg&amp;pp=ygUZZW50cmV2aXN0YSBDaGFkIHN0YWhlbHNraQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Chad Stahelski</span></a><span style="font-weight: 400;">. O primeiro filme da série já veio como um marco para o Cinema de ação; depois dele, os filmes do gênero abandonaram de vez o excesso de câmeras tremidas, as </span><i><span style="font-weight: 400;">shaky cams</span></i><span style="font-weight: 400;">, e voltaram a apreciar ao máximo os contrastes das luzes noturnas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-wick-4-baba-yaga-critica/"><span style="font-weight: 400;">quarto filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia apenas reproduzir o que foi bem sucedido nos anteriores, mas os roteiristas colocaram quatro vezes mais zelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do filme escrita por Shay Hatten e Michael Finch introduziu diversos personagens instigantes, quase alheios ao protagonista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IOx0l57jM9c"><span style="font-weight: 400;">Keanu Reeves</span></a><span style="font-weight: 400;"> e focados nas próprias histórias, que tem uma profundidade incomum a muitos filmes de ação. A cinematografia de Dan Laustsen é extremamente sagaz ao explorar a luz do sol e reflexos de espelhos, além do vários tons de neon da noite. </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou o ano com muita elegância e criatividade. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33106" aria-describedby="caption-attachment-33106" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg" alt="Cena do filme La Chimera. Ao centro da imagem está um homem branco alto, cabelos pretos e barbas por fazer, com um terno branco puído e batido. Em as mãos sujas e grandes está um busto de uma mulher com estética clássica e bela, o olhar do homem é direcionado ao artefato com um olhar delicado e de interesse. Ao fundo vemos uma montanha e o mar, o homem está em um barco onde vemos as pequenas janelas e uma cadeira no segundo plano." width="800" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-768x467.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera.jpg 1183w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33106" class="wp-caption-text">Arthur encara o ideal de beleza da Chimera e, de certa forma, da memória de sua amada (Foto: Amka Films Production)</figcaption></figure>
<p><strong>La Chimera</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema quase rural e fantasioso da diretora italiana Alice Rohrwacher sempre busca uma perspectiva profundamente sentimental sobre a leitura da alma humana, seja da bondade do homem ou de suas contradições. Assim, como já havia feito maravilhosamente em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lazzaro-felice/"><i><span style="font-weight: 400;">Lazzaro Felice</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018), ela reitera ao denotar o caráter político do não pertencimento em </span><i><span style="font-weight: 400;">La Chimera. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, ela aprofunda essa sensação ao teor romântico com o personagem de Arthur, que se vê sem rumo após perder sua amada. Nessa perspectiva, o trabalho artístico da obra recai na delicadeza de encontrar o caminho dos andarilhos ou expressar os percalços da jornada deles, algo que Rohrwacher alcança duplamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a participação de Carol Duarte como a personagem Itália e Isabella Rossellini como Flora, os diversos vínculos de Arthur fazem o protagonista repensar as suas relações com a vida e as memórias. Ademais, o trabalho do personagem como </span><a href="https://www.indiewire.com/criticism/movies/la-chimera-review-josh-oconnor-alice-rohrwacher-1234867982/"><span style="font-weight: 400;">caçador de tesouros</span></a><span style="font-weight: 400;"> perdidos demonstra a ambiguidade de quem deve escolher entre renegar o passado ou persegui-lo. Para mais do que essa busca, de quem precisa aprender a viver novamente. O acerto da diretora em se aprofundar na psique dos sem-rumo nos alcança com uma estética avassaladora. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33107" aria-describedby="caption-attachment-33107" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33107" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png" alt="Cena do filme Los Colonos. A cena se passa em uma região desértica, durante o dia, com o céu azul ao fundo. À esquerda, vemos um homem branco, aparentando cerca de 35 anos, com cabelos castanhos e bigode montado em cima de um cavalo marrom. Ele veste um chapéu e jaqueta de couro marrom, e luvas. Ao centro vemos, ao fundo e desfocado, um homem indígena em pé, observando o que acontece no primeiro plano da imagem. À direita, vemos um homem branco, com cerca de 35 anos, de cabelos e barbas ruivos, vestindo um traje vermelho militar e luvas montado em um cavalo e com o braço em riste, apontando uma arma para a cabeça do homem da esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33107" class="wp-caption-text">Uma produção de cinco países, sendo o Chile a principal, Los Colonos chegou no Brasil pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Los Colonos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de estreia de Felipe Gálvez Haberle pode não ter feito barulho nos cinemas brasileiros, mas encantou o júri da seção </span><a href="https://midianinja.org/news/filme-chileno-recebe-pela-primeira-vez-o-premio-da-critica-internacional-na-mostra-um-certo-olhar-do-festival-de-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Um Certo Olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Festival de Cannes, onde saiu vencedor do Prêmio da Crítica, e da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que o recebeu com uma sessão lotada. As 200 e poucas pessoas que, naquela noite, experienciaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Los Colonos </span></i><span style="font-weight: 400;">ficaram imóveis nas poltronas enquanto a herança chilena era coberta de sangue em nome da colonização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZwasQgLpVo8"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, três homens são contratados por um cruel senhor de terras para abrir caminho da Patagônia chilena ao Atlântico, aniquilando o que houver pelo caminho. A travessia vira um show de horrores já que, ainda em 1901, com a independência do Chile recém-conquistada, partes mais remotas do país ainda eram habitadas por povos nativos, ocupando seus locais de origem antes de serem aniquilados por mãos estrangeiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de acompanhar a matança pelo caminho, a própria dinâmica do trio deixa qualquer um angustiado, esperando pela próxima tragédia: um imprudente cowboy americano e um tenente britânico sanguinário trocam farpas, enquanto vigiam um indígena &#8216;mestiço&#8217; contratado para ajudá-los a desbravar as terras de seus descendentes. O conflito de interesses do protagonista, vivido por Camilo Arancibia, personifica a construção do Chile, da matança em nome da civilização, e aprofunda a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/47a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre uma colonização tão presente na América Latina. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33108" aria-describedby="caption-attachment-33108" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg" alt="Cena do filme Monster. À esquerda, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa marrom e seu rosto está sujo e machucado. À direita, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa azul e seu rosto está sujo e machucado." width="770" height="578" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33108" class="wp-caption-text">Em Monster, não adianta procurar por vilões quando não se tem nem heróis (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><b>Monster (Kaibutsu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muitas discussões a respeito do posto de maior vilão do Cinema. No meio de criaturas fantasmagóricas, psicopatas e homens amorosamente frustrados, o verdadeiro ser maligno é, na verdade, o sistema. Este, por sua vez, é a cola que gruda os pedaços do fragmentado </span><i><span style="font-weight: 400;">Monster</span></i><span style="font-weight: 400;">, um filho muito bem criado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C56B6OTSj9k"><span style="font-weight: 400;">Hirokazu Koreeda</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir ao filme é uma experiência na qual dualidades – bem e mal, certo e errado – são colocadas em xeque. A tradição hollywoodiana difunde uma passividade entre os espectadores que os torna carentes de neurônios funcionais. Por conseguinte, treina-se um olhar o qual irá sempre buscar pelas mesmas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RQ4AYfH90Jw"><span style="font-weight: 400;">fórmulas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar disso, há ainda filmes cujo objetivo não é estar nos telões da </span><i><span style="font-weight: 400;">Time Square</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas honrar os que, em vez de preferirem o quebra-cabeça pronto, almejam acompanhar sua montagem, peça por peça. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida pode ser resumida a uma gigantesca coleção de recortes. Muitas vezes olhamos pela janela e vemos apenas momentos cabíveis dentro de uma forma retangular. No entanto, quando abrimos a porta, descobrimos toda uma realidade invisível a olhos carentes de consciência de classe. O longa japonês nos convida a nadar em um rio mais fundo do que parece. No fim, ficamos imersos em uma narrativa a qual questiona: com quantas verdades se faz uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ZkSgRFiYGo"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;">? </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33109" aria-describedby="caption-attachment-33109" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg" alt="Cena do filme Missão Impossível: Acerto de Contas Parte 1. Ao centro da imagem está um homem branco de cabelos castanhos e olhar sério usando um terno preto de camisa branca. Ao fundo podemos ver diversos pilares de uma construção clássica em plena luz do dia." width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel.jpg 1196w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33109" class="wp-caption-text">Ethan Hunt em mais uma jornada impossível precisa enfrentar ameaças tecnológicas nesta nova missão (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1 (Mission Impossible: Dead Reckoning Part One)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há uma certeza na franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é que, desde a sua origem </span><a href="https://youtu.be/WEK4XT2znLc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">De Palmiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 90, os percalços da série passaram por altos e baixos, mas a variedade de abordagens autorais está presente em todos os filmes. Nesse sentido, com o envolvimento de Christopher McQuarrie na produção dos longas desde 2017, a jornada de Hunt encontra uma direção ao espetáculo cinematográfico que tem seu elo inevitável na visão de De Palma com a presença de uma das abordagens mais potentes na ação. Em uma obra movida por um </span><i><span style="font-weight: 400;">Macguffin</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ethan precisa encontrar a chave que vai destruir Gabriel na primeira parte dessa nova missão, junto com um profundo confronto com seu passado e suas vivências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de vícios a um puro saudosismo, McQuarrie reafirma as estruturas da franquia alinhado com um senso de espetáculo que retoma boa parte do que consolidou </span><a href="https://arthurtuoto.com/2018/09/18/missao-impossivel/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com as proporções da obra aumentando, a dinâmica de Ethan com seus parceiros se consolida nessa disputa interna que coloca em risco sua carreira e sua vida. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33110" aria-describedby="caption-attachment-33110" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg" alt="Cena do filme Nimona. A imagem mostra, ao lado esquerdo, Ballister Boldhear, um homem de pele morena, olhos grandes e negros, com uma barba a ralinha e cavanhaque e bigode cheios e um cabelo arrumado em topete para trás. Em seu rosto há uma cicatriz nos olhos e ele veste uma armadura em tom cinza escuro. Ao lado, apoiada em seu ombro, está Nimona, uma figura metaforma que agora habita no corpo de uma menina, com cabelos vermelhos, uma sombra vermelha, sardas pelo rosto, dentes afiados e que veste uma espécie de armadura e tem nos braços/mão uma faixa enrolada." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33110" class="wp-caption-text">Questionando convenções de heróis e vilões, Nimona entrega carisma em uma animação gostosa de assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nimona</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sofrendo mais que muitos para poder </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/animaca-de-nimona-vai-sair-do-papel-com-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sair do papel</span></a><span style="font-weight: 400;">, o projeto de animação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nimona</span></i><span style="font-weight: 400;">, originalmente uma </span><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ND Stevenson, chegou aos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023 após longos oito anos de </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-03-06/disney-desiste-de-sua-primeira-animacao-lgbtqia-que-ja-estava-quase-concluida.html"><span style="font-weight: 400;">espera</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se distanciando em vários aspectos da original, a obra aproveita muito do meio audiovisual e se garante no básico bem feito. A história narra a vida de uma figura metamorfa, Nimona, que tem seus caminhos cruzados com Ballister Boldheart, um soldado do reino procurado por um crime que não cometeu. Em uma aventura que causa risadas e prende a atenção, o longa se desenrola em um tom amigável e em um ritmo agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar da pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é você?</span></i><span style="font-weight: 400;">” no decorrer de toda a obra, a animação cria uma segunda camada de interpretação muito mais profunda, que dialoga com aquilo que há de mais íntimo em se descobrir alguém fora dos padrões socialmente aceitos. Ao final, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nimona-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nimona </span></i></a><span style="font-weight: 400;">pode ter diferentes interpretações de cada um, mas acerta em cheio ao se tornar identificável e uma afirmação de grande carisma que está tudo bem em </span><a href="https://pt.jugomobile.com/a-metafora-trans-de-nimona-parece-uma-revolucao-queer-radical/"><span style="font-weight: 400;">ser diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e está tudo bem não se limitar apenas em uma caixinha; o universo é gigante e a gente pode ser tudo aquilo que a gente quiser. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33111" aria-describedby="caption-attachment-33111" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg" alt="Cena do filme Nuovo Olimpo. Enea e Pietro estão sentados lado a lado, Enea a esquerda e Pietro a direita, em uma sala de cinema. A iluminação do ambiente é baixa e é possível ver mais dois homens ao fundo, desfocados. À esquerda de Enea há uma luz vermelha acesa. Pietro tem cabelo cacheado curto e veste um suéter verde escuro com uma camiseta de botão cinza clara por baixo, apenas a gola e um botão aparecem pelo colarinho do suéter. Enea tem cabelo liso e curto e veste uma jaqueta de couro marrom, um suéter azul escuro e uma camiseta de botão azul por baixo da qual é possível ver apenas a gola. Ambos olham para frente." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1536x1021.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1200x798.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33111" class="wp-caption-text">Um romance na Itália nem sempre sai como se espera (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nuovo Olimpo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma fotografia de brilhar os olhos, desenvolvida por Gian Filippo Corticelli, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NatMTfOZsl8"><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retrata um romance, inspirado em eventos verídicos, entre dois jovens na década de 70 em Roma. Envoltos por manifestações e contradições, Enea Monte (Damiano Gavino) e Pietro Gherardi (Andrea Di Luigi) se encontram em um </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> de filmagens nas ruas da cidade italiana. A metalinguagem é um aspecto muito explorado pelo filme – afinal, Enea é estudante de cinema, o que torna a narrativa ainda mais interessante para os amantes de filmes e para aqueles que sonham em encontrar seu par perfeito em uma sala de projeção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O drama romântico de Ferzan Özpetek teve sua estreia no </span><a href="https://www.romacinemafest.it/en/rome-film-fest/"><span style="font-weight: 400;">Festival Internacional de Cinema de Roma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tem sua narrativa formada por passagens entre o passado e o futuro. O desenrolar da trama emociona o telespectador e o roteiro de Özpetek e Gianni Romoli encontra o melhor final para a história, apesar de não ser o mais esperado. Abordando questões sensíveis que vão além do relacionamento do protagonistas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se configura como um filme de encontros, desencontros e destinos, além de ser uma adição de sucesso para o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33112" aria-describedby="caption-attachment-33112" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg" alt="Cena do filme O Assassino. Na imagem, Michael Fassbender está sentado em um banco de praça verde, ao lado de um poste da mesma cor e à frente de um canteiro. Ele é um homem branco, usa calças, casaco e chapéu brancos e óculos escuros. Ele segura um sanduíche." width="774" height="516" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33112" class="wp-caption-text">Precisão e elegância são atributos comuns a David Fincher e ao protagonista de seu filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Assassino (The Killer)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A notória meticulosidade de </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/10/27/david-fincher-nao-consigo-imaginar-que-as-pessoas-nao-vejam-o-tyler-durden-como-uma-influencia-negativa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">David Fincher</span></a><span style="font-weight: 400;"> é quase satirizada pelo próprio diretor em um filme que esbanja perfeccionismo e detalhismo, ao mesmo tempo que o observa como algo que não é necessariamente alcançável. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma estética marcante, quase como se fosse feita por um autômato. Esse estilo robótico orna perfeitamente com o personagem de Michael Fassbender, um assassino frio e calculista mas que não pode escapar de uma realidade baseada no acaso e na falta de controle sobre os acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma participação modesta, a atriz brasileira </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quem-e-sophie-charlotte-em-o-assassino-conheca-a-personagem-da-atriz-brasileira-no-novo-filme-de-david-fincher,49ea3dceffdd891810ae50a43a84d8200hloxi17.html"><span style="font-weight: 400;">Sophie Charlotte</span></a><span style="font-weight: 400;"> interpreta um importante papel na trama, que apesar de não ter muitos detalhes, conta com discussões e dilemas profundos. Ainda que o protagonista não queira de modo algum se desviar do seu propósito, seus próprios pensamentos o dominam, acabando por ser levado da posição de controlador à de controlado. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">neo noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcante que deveria ser visto como símbolo de seu subgênero. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33153" aria-describedby="caption-attachment-33153" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg" alt="Cena de O Livro dos Sonhos. Na imagem estão as personagens Thelma e Paula. Thelma está sentada, ela é uma mulher loira de cabelos cacheados e veste uma calça jeans azul com casaco preto. Paula está com as mãos na cabeça da amiga a ajudando a meditar, ela é uma mulher branca de cabelos pretos cacheados e veste calça branca com casaco xadrez em vermelho e preto. As duas estão em cima de pedras. Ao fundo, vemos um rio e árvores. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33153" class="wp-caption-text">Esperançoso e dramático, O Livro dos Sonhos entrega mais do que promete (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>O Livro dos Sonhos (La Chambre des Merveilles) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa francesa de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ggsv6pPmu4s"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Lisa Azuelos, é o tipo de clichê que aquece os corações. O filme conta a história de Thelma (Alexandra Lamy), uma mãe que faz o possível e o impossível para realizar os sonhos de seu filho Louis, enquanto ele está em coma devido a um acidente. Apesar de parecer sem propósito, o roteiro, de Fabien Suarez e Juliette Sales, tem como objetivo maior falar sobre perda, descobertas, libertação e muito mais dos temas sensíveis que rodeiam a vida e a morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos acontecimentos muito bem construídos, vale destacar a presença de Maria Fernanda Cândido como Paula, uma personagem com pouco tempo de tela, mas muita coisa a dizer. A atuação magnífica da atriz brasileira é responsável por grande parte das reflexões da trama e é um dos pontos mais emocionantes do longa-metragem. Entre busca, esperança, renascimento e outros efeitos causados por acontecimentos drásticos, assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SsbvjdsUrLw"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência apreensiva e linda.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_33113" aria-describedby="caption-attachment-33113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg" alt="Cena do filme O Menino e a Garça. A cena mostra uma mulher usando um kimono laranja de cabelo marrom e preso. Ela está em primeiro plano e andando. Atrás, seis senhoras estão a seguindo com vassouras na mão e feições irritadas. O ambiente é ao ar livre, um gramado verde, e ao fundo algumas casas atrás da cerca." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33113" class="wp-caption-text">O longa ganhou o prêmio de Melhor Animação no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a> e Globo de Ouro (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><strong>O Menino e a Garça (Kimitachi wa Dou Ikiru ka)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a trágica morte de sua mãe no cenário de guerras, </span><a href="https://studioghibli.com.br/studioghibli/"><span style="font-weight: 400;">Mahito Maki</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa se mudar para o campo, onde seu pai trabalha para uma família fabricante de aviões para o exército japonês. Nem tão sozinho assim, o menino lida com a perda em contato com a natureza e uma garça, que posteriormente revela o fato de que sua mãe ainda está viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a notícia, os personagens partem em busca da mãe em uma aventura ilustrada e imersa na animação 2D tradicional do Estúdio Ghibli. Sob a direção de </span><a href="https://studioghibli.com.br/diretores-studioghibli/hayao-miyazaki/"><span style="font-weight: 400;">Hayao Miyazaki</span></a><span style="font-weight: 400;">, famoso por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-a-garca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> relembra metáforas clássicas de suas obras: o vôo significando a liberdade e a guerra trazendo o panorama histórico e pessoal de Miyazaki. O filme é embriagante para qualquer um que ame animações, e a tradicionalidade e beleza nos movimentos tornam a obra hipnotizante. &#8211;</span><b> Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_33114" aria-describedby="caption-attachment-33114" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33114" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png" alt="Cena do filme Os Rejeitados. Na imagem, da esquerda para a direita, vemos uma mulher negra com um vestido roxo, um homem branco com um casal cinza e uma garrafa de vinho e um homem branco com um suéter marrom e uma calça bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33114" class="wp-caption-text">Quentinho como um filme de natal e necessário para qualquer um que se sinta deslocado, Os Rejeitados é o filme mais aconchegante dessa temporada de premiações (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Os Rejeitados (The Holdovers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqueles que se concentram em desenvolver um personagem que está nos primeiros estágios da vida adulta, são um dos subgêneros do Cinema mais legais de acompanhar. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o incompreendido Angus Tully passa o recesso do final do ano com o professor Paul Hunham e a cozinheira Mary Lamb em um internato. Como diz o próprio título do longa, a narrativa é contada por meio da rejeição que cada um dos três personagens principais passa em suas respectivas vidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No futuro, espera-se que o filme dirigido por Alexander Payne se torne um clássico do Natal, já que se passa nessa época e subverte um feriado marcado por amor em dias infinitos de solidão por meio de três gerações. Sendo o primeiro trabalho do novato Dominic Sessa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz jus à carreira do veterano Paul Giamatti e, com o roteiro de David Hemingson (um dos maiores destaques), entrega à Da’Vine Joy Randolph (</span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-idol-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></a></em><span style="font-weight: 400;">) cenas de tirar o fôlego. O longa-metragem é o encontro perfeito entre histórias de amadurecimento e tramas natalinas, se tornando um deleite para qualquer um que ame essas narrativas. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33152" aria-describedby="caption-attachment-33152" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33152" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ari-e-dante.jpg" alt="Cena do filme Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Na imagem estão Ari e Dante um ao lado do outro conversando. Eles são jovens latinos com cabelos escuros. Ari está do lado esquerdo, é mais alto, tem pele mais escura e usa camiseta cinza, mochila preta e uma toalha branca no ombro.. Dante está do lado esquerdo, tem pele mais clara, olhos verdes e veste camiseta amarela com camisa branca por cima. Ambos estão com cabelos molhados. Ao fundo há uma estrada de terra," width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-33152" class="wp-caption-text">&#8220;Como pude algum dia sentir vergonha de amar Dante Quintana?&#8221; (Foto: Blue Fox Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante (Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788565765350/aristoteles-e-dante-descobrem-os-segredos-do-universo?idtag=a30bee7b-e1f3-4d62-9e6f-c05df620f247&amp;gad_source=1&amp;gclid=CjwKCAjwh4-wBhB3EiwAeJsppFcY_K72xfq0RGObZ0qgWzYhh_KDRzZVrRX5fOtNIsz-sN3aDfRdIxoCdYAQAvD_BwE"><em>best seller</em></a> de Benjamin Alire Sáenz, a produção audiovisual <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FBuIr-azx04">Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante</a></em></span> <span style="font-weight: 400;">é um retrato sensível de um dos romances LGBTQIA+ mais aclamados dos últimos tempos. O longa-metragem, dirigido por Aitch Alberto, adapta com bastante verossimilhança a história dos dois jovens de ascendência latina e nome peculiar que se apaixonam, mas com algumas alterações necessárias ao tempo de tela que tinha disponível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz Ari (Max Pelayo) e Dante (Reese Gonzales) bem caracterizados a apropriados para a idade que representam ter. Ainda assim, existem mudanças consistentes e importantes no roteiro, com o corte de cenas mais íntimas que não teriam como fazer sentido com o amadurecimento mais veloz dos protagonistas nas telas. Além disso, o </span><a href="https://nerdrecomenda.com.br/aristoteles-e-dante-o-amor-e-a-polemica/"><span style="font-weight: 400;">polêmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> discurso transfóbico presente em uma das páginas do livro não ganha espaço, o que é essencial para a integridade ética da obra. Em suma, o enredo continua emocionante como o esperado e, se não descobrimos os segredos do universo, com certeza desvendamos os da doçura da autodescoberta.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_33115" aria-describedby="caption-attachment-33115" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png" alt="Cena do filme Oppenheimer. Robert Oppenheimer, interpretado por Cillian Murphy, é um homem branco, magro e possui uma expressão observadora e apreensiva, enquanto olha para a esquerda. Ele veste um paletó cinza, uma camisa azul, uma gravata preta, um cinto com uma placa dourada no meio e um chapéu fedora cinza. No lado direito de seu paletó, na perspectiva do observador, Oppenheimer possui uma espécie de placa redonda, pequena, pendurada com a indicação K-6." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33115" class="wp-caption-text">“Prometeu roubou o fogo dos deuses e o deu ao homem. Por isso ele foi acorrentado a uma rocha e torturado por toda a eternidade” (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Oppenheimer</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes biográficos caminham por diversas linhas tênues, necessitando cuidados relacionados com a precisão dos fatos narrados, formas de trabalhar a história para torná-la interessante, escolha de elenco, entre outros pontos. Especialmente um filme de guerra, pois o gênero sofre, por vezes, com o problema de &#8216;ser mais do mesmo&#8217;. No entanto, quando bem feitos, os dois gêneros podem brilhar e contar histórias fascinantes, e esse é o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fez7X_oevNs"><span style="font-weight: 400;">Christopher Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta a história do físico teórico Robert Oppenheimer (interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OcFh4KyRnY"><span style="font-weight: 400;">Cillian Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">), conhecido como o &#8216;pai da bomba atômica&#8217;. A obra de Nolan se inicia com a trajetória acadêmica do cientista, quando estudou na Europa e achou sua paixão: a física quântica. O filme, então, vai até ao ponto alto (e terrível) da carreira de Oppenheimer, quando lidera o Projeto Manhattan, responsável pelas bombas que destroem as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações brilhantes de Emily Blunt como Katherine &#8216;Kitty&#8217; Oppenheimer, Matt Damon como Leslie Groves, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/florence-pugh/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jean Tatlock deixam tudo ainda melhor. Sem contar com a belíssima e inquietante </span><a href="https://open.spotify.com/album/0rwbMKjNkp4ehQTwf9V2Jk?si=urjh-bQYT3SEeoSgE8WNoA"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> composta por Ludwig Göransson. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33117" aria-describedby="caption-attachment-33117" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33117" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png" alt="Cena de Pânico 6. Ao centro e em foco está Ghostface; veste uma túnica preta com capuz e a famosa máscara branca de fantasma, que está bastante desgastada. Ao fundo dá para ver um cômodo com luzes amarelas acesas." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1200x540.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6.png 1210w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33117" class="wp-caption-text">Mais um ano, mais um Ghostface (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Pânico 6 (Scream VI)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marcou o cinema de terror quando foi lançado nos anos 1990 e, desde então, novos capítulos são adicionados a essa história envolvente. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sam (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/panico-com-melissa-barrera-era-para-ser-uma-trilogia-entenda/"><span style="font-weight: 400;">Melissa Barrera</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Tara (Jenna Ortega) – que, novamente, se destacaram por suas atuações – lidam com as consequências do último massacre e tentam uma nova vida em Nova York. O filme segue a mesma fórmula dos anteriores, mas tem os novos avanços tecnológicos e uma ousadia que agrada quem assiste. O mais novo lançamento eleva a violência típica, sendo um ótimo representante do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o quinto filme da franquia, fantasmas do passado são trazidos de volta. Todos já esperavam o retorno de Gale Weathers (Courteney Cox), mas o que deixou os fãs chocados foi a volta de </span><a href="https://youtu.be/2BJInxwNeK8?si=89kPn3odMkywpPoL"><span style="font-weight: 400;">Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hayden Panettiere), que teve um final aberto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 4</span></i><span style="font-weight: 400;">. A personagem é bastante carismática e foi uma ótima adição ao roteiro. Outro retorno interessante foi o do personagem que iniciou toda essa trajetória, Billy Loomis (Skeet Ulrich), que está presente no longa como uma visão de Sam, sendo essencial para o seu desenvolvimento e sua batalha interna com a sua própria ética. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33118" aria-describedby="caption-attachment-33118" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33118" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png" alt="Cena do filme Passagens. Da esquerda para a direita: uma mulher com uma roupa rosa e um homem com uma blusa vazada preta dançam lado a lado, sem olhar um para o outro. Atrás deles, outras pessoas dançam em um lugar escuro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33118" class="wp-caption-text">Passagens é sobre amor, desejo, sexo e todas as complicações que seguem (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><strong>Passagens (Passages)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor </span><a href="https://youtu.be/FzukGkU0m2c?si=h032g7iNrW3F29df"><span style="font-weight: 400;">Ira Sachs</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma carreira sobre o tema comum de relacionamentos amorosos, em suas inúmeras formas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i><span style="font-weight: 400;">, o americano se uniu ao roteirista brasileiro Maurício Zacharias para a quinta colaboração da dupla. O filme acompanha o triângulo amoroso confuso que se conecta pelo protagonista, Tomas, um homem impulsivo e indeciso sobre o que quer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme compreende que o processo de autodescoberta não é sempre agradável, muito menos linear. É um respiro assistir um protagonista que não é restrito a ser compreendido ou sequer perdoável. Como na vida real, sua trajetória pode te colocar como o vilão na história de outros. </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2023/08/em-passagens-ira-sachs-usa-sexo-para-desvendar-dor-de-relacionamento.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">explora isso: como as nossas relações impactam as vidas de outras pessoas, aqueles que passam pelas nossas vidas e por cujas vidas nós passamos. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33119" aria-describedby="caption-attachment-33119" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33119" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg" alt="Cena do filme Perdida. Na fotografia, temos a personagem Sofia, interpretada por Giovanna Grigio, olhando para seu par romântico Ian, vivido pelo ator Bruno Montaleone. Ela é uma mulher branca, olhos castanhos e cabelo longo de mesma cor, ondulado e com franjinha. O vento balança o cabelo da personagem e é possível perceber que eles estão em um campo aberto. Não é possível ver o rosto de Bruno, apenas parte de seu sorriso e seus peitoral coberto pela camisa da época." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33119" class="wp-caption-text">Perdida é a adaptação de uma série de livros da autora Carina Rissi (Foto: Star Distribution Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Perdida</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fãs de </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jane Austen</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e afins, uni-vos: </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às telas brasileiras em 2023 para surfar no nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> e saudade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anthony e Edwina</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, misturamos a correria de São Paulo, os amores efêmeros, a época das redes sociais e da pressa de viver da cidade com os campos, o passado, vestidos de época e cortejos do século 19. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apossando-se do discurso ‘eu nasci na época errada’, Sofia (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-five-critica/"><span style="font-weight: 400;">Giovanna Grigio</span></a><span style="font-weight: 400;">) se vê em dúvida dessa afirmação quando, de fato, é transportada para bem longe de tudo aquilo que ela conhece para ficar perto dos charmes do </span><i><span style="font-weight: 400;">gentleman</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ian (Bruno Montaleone).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que temos muitos clichês e poucas surpresas, mas não podemos deixar que eles ofusquem todos os detalhes e beleza do longa. Em uma produção que não fica para trás das internacionais, </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/perdida-giovanna-grigio-bruno-montaleone-critica-e-bom-vale-a-pena"><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um ótimo presságio para um futuro de adaptações brasileiras ainda mais brilhantes. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33120" aria-describedby="caption-attachment-33120" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33120" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png" alt="Cena do filme Pobres Criaturas. A personagem Bella Baxter interpretada por Emma Stone, mulher branca de cabelos pretos longos e sobrancelhas espessas, está sentada lendo um livro e fazendo anotações com uma expressão impaciente, já que o personagem Duncan Wedderburn, interpretado por Mark Ruffalo, homem branco de bigode e cabelos levemente grisalhos, está próximo de seu rosto e com seus braços em volta dela, com uma expressão sedutora. Bella veste um vestido amarelo luxuoso, enquanto que Duncan está vestindo um terno verde-musgo. A iluminação é quente e suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas.png 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33120" class="wp-caption-text">Passando pelo visceral e o grotesco, a obra não é nada menos que humana (Foto: Searchlight)</figcaption></figure>
<p><strong>Pobres Criaturas (Poor Things)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Banhado em uma estética surrealista (e colorida em sua maioria), </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pobres Criaturas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Bella Baxter (Emma Stone) e sua jornada de autodescoberta, em busca do que realmente significa ser humano. O nono filme do diretor grego </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Yorgos Lanthimos</span></a><span style="font-weight: 400;"> – conhecido por suas </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/pobres-criaturas-6-filmes-do-diretor-yorgos-lanthimos-para-ver-em-casa"><span style="font-weight: 400;">obras excêntricas</span></a><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Dente Canino</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009) –, baseado no </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-pobres-criaturas-de-alasdair-gray/"><span style="font-weight: 400;">romance homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alasdair Gray, apresenta um retrato cru e explícito da natureza humana desde seu estado mais primitivo até o amadurecimento e independência. Contornando essa narrativa, o filme também propõe reflexões relevantes que exploram os inúmeros lados da moeda humana, sempre de forma atemporal e intransigente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos e diálogos provocativos são regados por performances impecáveis em personagens como a própria protagonista Bella, o charlatão Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo) e o cientista Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), sendo que cada figura possui uma personalidade única – e imperfeita, como o filme faz questão de nos mostrar. A trilha sonora abstrata e dissonante de </span><a href="https://soundworkscollection.com/post/the-music-of-poor-things"><span style="font-weight: 400;">Jerskin Fendrix</span></a><span style="font-weight: 400;"> casa perfeitamente com o visual absurdo da obra. Além disso, os cenários e figurinos cativam os olhos de qualquer espectador ao longo do filme, muitas vezes contrastando com os temas ásperos tratados acerca do desprendimento de quaisquer normas e padrões que a sociedade impõe a si própria. &#8211; </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33124" aria-describedby="caption-attachment-33124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg" alt="Cena do filme Priscilla. À esquerda da imagem, é possível ver o ator Jacob Elordi, que interpreta Elvis Presley. Ele é um homem branco, com cabelos escuros e usa uma camisa preta. À direita, é possível ver a atriz Cailee Spaeny, que interpreta Priscilla Presley. Ela é uma mulher branca, de cabelos escuros, olhos claros. Ela usa uma regata verde-água, e usa um delineado gatinho preto. Ao centro, podemos ver as mãos dos atores juntas." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33124" class="wp-caption-text">A libertação e a prisão de Priscilla são escancaradas durante o longa (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>Priscilla</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas cores pastéis de </span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história da ingênua jovem que se apaixonou por Elvis Presley. Indo de uma inocência pueril para uma maturidade adulta, Cailee Spaeny faz uma Priscilla Presley com muito louvor: a evolução marcada por mudanças no cabelo, nas roupas e na maquiagem quase nos fazem esquecer que a personagem era uma criança quando conheceu o astro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme ainda contou com a atuação divertida e levemente assustadora de Jacob Elordi como Elvis Presley. Cheio de energia e </span><i><span style="font-weight: 400;">sex appeal</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elordi arrasou corações dentro e fora do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">On The Rocks</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/fairy-tale-starts-to-melt-sofia-coppola-discusses-priscilla"><span style="font-weight: 400;">Sofia Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez seu retorno às telonas com </span><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após sua estreia no 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza e no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/">Festival do Rio</a>, o filme foi lançado no final de 2023 nos cinemas brasileiros. A diretora – que tem como marca registrada contar histórias sobre mulheres – traz novamente visuais graciosos, uma trilha sonora bem-pensada e uma fotografia que nos transporta para os anos 60. &#8211;</span><b> Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33125" aria-describedby="caption-attachment-33125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png" alt="Cena do filme Propriedade. A cena se passa dentro de uma casa, com a câmera posicionada atrás das costas de um homem (ao centro) e uma janela ao fundo, criando um contraste no contra luz que dificulta ver as feições dos personagens. À esquerda, vemos duas mulheres e um homem adultos, apoiados na parede e encarando o homem ao centro. No centro, vemos um homem branco de cabelos curtos de costas. Ele está atrás de uma mesa, na direção da câmera, e as outras pessoas estão do outro lado. À direita, vemos dois homens pretos e uma mulher preta adultos olhando para o homem do centro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33125" class="wp-caption-text">Além do Brasil, Propriedade foi exibido no Festival de Berlim e no Museu de Arte Moderna de Nova York (Foto: Símio Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Propriedade</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Propriedade </span></i><span style="font-weight: 400;">traz os ecos do passado colonial brasileiro para os dias atuais. Na trama, a estilista Tereza (Malu Galli) e o marido vão para a fazenda da família e se deparam com um motim em curso. Os funcionários da propriedade ilustram uma situação de escravidão moderna: trabalham para pagar a moradia e alimentação na própria terra dos patrões, sem nenhum tipo de segurança e com os documentos confiscados até quitarem suas dívidas impossíveis. A centelha da rebelião é o anúncio de que serão despejados porque o local será vendido – mas não sem antes pagar o que devem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como lembra Dona Antônia, personagem vivida intensamente por Zuleika Ferreira, os trabalhadores estão naquelas terras há mais tempo que o dono atual. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sobrevivencia-da-bondade-critica/"><span style="font-weight: 400;">tomada do controle</span></a><span style="font-weight: 400;"> da propriedade vem seguida de mortes e brigas internas, já que a própria abordagem dos funcionários não é um consenso entre eles. O ápice da tensão é a presença de Tereza no meio: ela conseguiu escapar da casa e ficou trancada dentro do próprio carro blindado, mas sem conseguir tirá-lo de lá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Daniel Bandeira (de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vinil Verde</span></i><span style="font-weight: 400;">) não propõe soluções fáceis. O diálogo é na base da paulada, mostrando que cada lado quer, acima de tudo, sua própria sobrevivência e liberdade. É tão fácil torcer para Tereza sair ilesa de lá quanto para as famílias que vivem na fazenda finalmente se livrarem das garras </span><a href="https://personaunesp.com.br/medida-provisoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">escravocratas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus patrões. A oposição vira uma caçada e a conclusão é longe de unânime, deixando a moral da história a cargo de quem quiser pensar. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33126" aria-describedby="caption-attachment-33126" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png" alt="Cena do filme Que Horas Eu Te Pego?. Na imagem, Jennifer Lawrence, uma mulher branca que interpreta Maddie, veste uma camiseta branca. Andrew Barth, um homem branco que interpreta Percy, também veste uma camiseta branca. Eles estão em uma sala, sentados em um sofá com almofadas vermelhas. Ele está no colo dela." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33126" class="wp-caption-text">Não existe nada como uma comédia romântica que nos lembra os tempos de ouro dos anos 2000 (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Que Horas Eu Te Pego? (No Hard Feelings)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a nostalgia tem tido protagonismo quando falamos de comédias românticas, seja pelos atuais roteiros rasos, atuações fracas ou pela falta de capas icônicas com fundos brancos que ditaram sucessos atemporais. Felizmente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Que Horas Eu Te Pego?</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prova que ainda temos sinais de vida no gênero –</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">e mais que isso, fazem doer a barriga!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma progressão fantástica e um clímax muito bem construídos, a leveza do longa amplia todas as emoções de uma atriz veterana (</span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/08/jennifer-lawrence-e-atriz-mais-bem-paga-do-mundo-pelo-2-ano-seguido.html"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) quando contracena com o novato Andrew Barth, além de criar uma química surpreendentemente tensa e engraçada. Em um domingo à tarde, não há escolha melhor. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33127" aria-describedby="caption-attachment-33127" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png" alt="Cena do filme Retratos Fantasmas. Na imagem em preto e branco, vemos diversas pessoas no centro de Recife. No fundo da imagem, é possível ver um banner escrito “Cinema é a maior diversão”." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33127" class="wp-caption-text">Em Retratos Fantasmas, Kleber Mendonça Filho homenageia o Cinema conforme mostra a história de vida do diretor (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Retratos Fantasmas</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i><span style="font-weight: 400;">, especulou-se muito sobre o que seria o próximo projeto de </span><a href="https://www.sescsp.org.br/mais-real-que-a-ficcao-entrevista-com-o-cineasta-kleber-mendonca-filho/"><span style="font-weight: 400;">Kleber Mendonça Filho</span></a><span style="font-weight: 400;">. No filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vi19G7_HfxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor volta à cidade natal e conta, pelas lentes de alguém que vive da Sétima Arte, a história dos cinemas de rua no centro de Recife. Ao mesmo tempo em que é considerado um longa-metragem, o pernambucano utiliza algumas técnicas usadas em</span> <span style="font-weight: 400;">documentários, e é aqui que ocorre o triunfo da trama. Servindo como uma forma de acervo para o próprio diretor, é através do conhecimento amplo de Mendonça Filho que o espectador avalia o desmantelamento do cinema como espaço cultural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">História, Geografia, suspense e comédia definem o sentimento após o encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma vez que o diretor situa o público acerca dos pontos principais de Recife, bem como a história que ali ocorre. Fora isso, KMF também brinca com o suspense por meio da comédia e a escolha de sons que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, subgênero do terror. Infelizmente, o longa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2023/12/21/retratos-fantasmas-fica-de-fora-de-disputa-do-oscar-2024.ghtml"><span style="font-weight: 400;">não conseguiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma vaga na disputa de Melhor Filme Internacional no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a conversa em torno dele será imortalizada, assim como o amor pelo Cinema, que preenche e dá sustentação às obras do nordestino. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33128" aria-describedby="caption-attachment-33128" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33128" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg" alt="Cena do filme Rye Lane. Dom, um homem retinto de cabelos raspados e uma jaqueta verde, ri enquanto conversa com Yas, uma mulher negra de cabelos médios, que também se diverte. A protagonista usa um casaco e vários acessórios amarelos. A câmera está centralizada no casal e ao fundo pode-se ver algumas plantas e uma longa porta esverdeada. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33128" class="wp-caption-text">O acaso conta a história de Dom e Yas (Foto: BBC Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Rye Lane – Um Amor Inesperado (Rye Lane)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rye Lane é o primeiro longa-metragem da diretora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3dX0OKUS1-0&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">Raine Allen-Miller</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta a história de Dom e Yas, um jovem casal que passa um dia juntos aprendendo a lidar com as suas emoções após seus respectivos términos com outras pessoas. Discutindo relações e amores passados, os personagens quebram estereótipos de gênero de forma sensível e envolvente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Remetendo também a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MRWg-pWMCsU&amp;t=4s"><i><span style="font-weight: 400;">Antes do Pôr do Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é prazeroso e verdadeiramente apaixonante. A complexidade do relacionamento dos personagens é cativante, uma vez que pode-se observar como os dois estão dispostos a adentrar o mundo um do outro, ainda que de maneira efêmera, não tendo ao menos a certeza de que ficarão juntos no final. &#8211; <strong>Rebecca Ramos</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33129" aria-describedby="caption-attachment-33129" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/saltburn.jpg" alt="ena do filme Saltburn. Na imagem temos Felix Catton (Jacob Elordi), um jovem branco, alto, de olhos e cabelos castanhos. Ele está vestindo um terno preto, uma camiseta branca e uma gravata borboleta preta. Ele está em volta de uma mesa, dentro de uma sala de jantar meio escura, ao seu redor tem algumas velas e outros convidados. " width="735" height="490" /><figcaption id="caption-attachment-33129" class="wp-caption-text">“Eu sei o que vocês fizeram em Saltburn no verão passado” (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Saltburn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada é notório ou exato. A obsessão de uma vida fantasiada desfruta da aparência inocente e não tem nada além de um desatino exuberante e uma cobiça em conquistar ainda mais. O glamour da aristocracia inglesa passada de pais para filhos, futuros sucessores de uma riqueza geracional, adentram o íntimo de Oliver Quick (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-banshees-de-inisherin-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barry Keoghan</span></a><span style="font-weight: 400;">). Oliver, calouro na Universidade de Oxford e sem relevância na esfera milionária dos outros estudantes, encontra em Felix Cotton (</span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;">) uma rachadura permeável na qual ele se molda, sem dó e nem piedade, para tomar tudo que deseja. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFVhaMMjTDg"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos a insanidade da mente em ação, um conflito pessoal sobre se apaixonar por pessoas que detestamos. Sendo o segundo longa-metragem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emerald Fennell</span></a><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">psicológico se desenrola durante o verão onde todos da elite abraçaram o delírio. Cada personagem garante uma personalidade única, camadas de luxo e uma fascinação pelo excêntrico. Acentuando com mais profundidade essa admiração pelo bizarro, a fotografia de Linus SandGren é, sem dúvidas, um dos pontos mais altos do filme. Um espetáculo entre o gótico e a estética barroca, que sustenta inteiramente a sátira macabra das diferenças de classes roteirizados por Fennell. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33130" aria-describedby="caption-attachment-33130" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33130" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png" alt="Cena de Segredos de Um Escândalo. Nela vemos, em primeiro plano, Gracie, uma mulher branca de meia idade de cabelos loiros, que veste uma camiseta branca e é interpretada por Julianne Moore. Em segundo plano e à esquerda, está Elizabeth Barry, interpretada por Natalie Portman, uma mulher branca de cabelos castanhos com franja e que veste uma camiseta cinza. As duas estão em frente a um espelho de banheiro e Elizabeth observa Gracie passando maquiagem." width="800" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1024x565.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-768x424.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1200x662.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo.png 1450w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33130" class="wp-caption-text">Segredos de Um Escândalo passaria tranquilamente no horário nobre da Rede Globo (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Segredos de Um Escândalo (May December)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você vê a assinatura de Todd Haynes em uma produção, pode saber que é coisa boa. Se reformulando em sua filmografia, o diretor dessa vez aborda a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/275658-may-december-conheca-bizarra-historia-real-tras-filme-cotado-oscar.htm"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mary Kay Letourneau e Vili Fualaau, que engataram um relacionamento quando tinham 36 e 13 anos, respectivamente. Aqui eles viram Gracie e Joe, e após as polêmicas submersas numa vida de subúrbio, tem seu passado desenterrado por Elizabeth Barry, uma atriz que passa um tempo na família para estudar Gracie, papel que ela desempenhará em um filme independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma atmosfera de novela, muito familiar a nós brasileiros, Haynes constrói, assim como na tortura chinesa, um suspense latente que goteja em nossa cabeça até se tornar insuportável, culminando num desmoronamento daquele castelo de farsas construído por Gracie. Isso se dá, em grande parte, nas atuações do trio. Julianne Moore dá vida a uma esposa meticulosamente calculista que controla a todos em um misto de ingenuidade e poder. Natalie Portman imprime uma atriz que se deixa levar até demais pelo método e rompe barreiras éticas, enquanto Charles Melton saiu dos esgotos de </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-riverdale-ate-o-elenco-odeia-a-propria-serie-e-este-video-e-a-prova/94669"><i><span style="font-weight: 400;">Riverdale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para ressurgir como um Joe atado a um escândalo, carregado de traumas que nem ele mesmo reconhece.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/segredos-de-um-escandalo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Segredos de Um Escândalo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente merecia mais reconhecimento, seja nas premiações ou até mesmo em sua distribuição (lá fora ele é da </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/netflix-may-december-natalie-portman-juliane-moore-todd-haynes"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas aqui chegou de maneira tímida aos cinemas para cumprir tabela na temporada). Mas isso é entendível por ser uma produção feita naturalmente para incomodar, traçando uma crítica 360º da indústria acerca de casos reais, seja pelo consumo dos telespectadores ou pelo sensacionalismo dos idealizadores, capaz de girar a faca ainda mais nos estômagos das vítimas. &#8211; </span><b>Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33131" aria-describedby="caption-attachment-33131" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png" alt="Cena do filme Sem Coração. A imagem mostra um barco pesqueiro pequeno, à distância no mar. A cena se passa durante o dia, com um céu azul ao fundo. No barco, vemos três crianças ao longe, duas delas prestes a pular em direção à água. Ao redor do barco, no mar, vemos outras duas crianças nadando." width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1024x429.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-768x322.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1200x503.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33131" class="wp-caption-text">Depois de passar pelo Festival de Veneza, Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Sem Coração chega aos cinemas brasileiros em Abril (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Sem Coração</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das </span><a href="https://personaunesp.com.br/nosso-sonho-critica/"><span style="font-weight: 400;">cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/medusa-critica/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Brasil não deve nada ao Cinema estrangeiro. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Coração</span></i><span style="font-weight: 400;">, o audiovisual nacional ganha um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age </span></i><span style="font-weight: 400;">delicioso para chamar de seu. A trama acompanha Tamara (Maya de Vicq) em suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de se mudar para estudar em Brasília. Por lá, ela ouve falar de uma menina apelidada de Sem Coração (Eduarda Samara), que, envolta em mistério, mexe com a cabeça dela e dos amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acontecimentos enigmáticos que envolvem a interação das duas são curiosos de se </span><a href="https://www.exibidor.com.br/noticias/industria/11341-premiado-longa-34sem-corac807a771o34-ganha-data-de-lancamento-no-brasil-e-trailer-inedito#:~:text=2024%20%7C%20Yuri%20Codogno-,Premiado%20longa%20%22Sem%20Cora%C3%A7%C3%A3o%22%20ganha%20data%20de%20lan%C3%A7amento%20no%20Brasil,no%20Brasil%3A%2018%20de%20abril."><span style="font-weight: 400;">assistir</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas escondem algo ainda mais profundo por trás: o nascimento de uma conexão inexplicável, algo tão incompreensível quanto descobrir a própria sexualidade ao se apaixonar pela primeira vez. Com os cenários paradisíacos da praia alagoana ao fundo, o grupo de adolescentes aproveita o mar, invade casas alheias ao som de risadas e provocações, discutem seus futuros, medos e esperanças, e defendem uns aos outros com a própria vida, se for necessário – um companheirismo que dá saudade dos dias intensos de infância. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33132" aria-describedby="caption-attachment-33132" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg" alt="Cena do filme Todos Menos Você. Na fotografia, temos um close no casal composto pela atriz Sidney Sweeney e pelo ator Glen Powell. Ela é branca, loira e magra. Está usando um biquíni, seu cabelo está molhado e preso em um rabo de cavalo. Ele é branco, loiro, está sem camisa e é musculoso. O fundo da foto é uma floresta desfocada, e o casal está próximo de dar um beijo. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33132" class="wp-caption-text">“Ninguém mais pode falar as palavras nos seus lábios” (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Todos Menos Você (Anyone But You)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Tinder</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem um </span><i><span style="font-weight: 400;">blind date</span></i><span style="font-weight: 400;"> arranjado pela melhor amiga e sem flertes por mensagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue resgatar o clichê do acaso como o brilho especial para o romance de Bea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sidney Sweeney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Ben (</span><a href="https://www.vogue.com/article/how-glen-powell-charmed-hollywood-interview"><span style="font-weight: 400;">Glen Powell</span></a><span style="font-weight: 400;">). Aproveitando-se também da famosa e adorada fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou seria</span><i><span style="font-weight: 400;"> lovers to enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">?), a direção de Will Gluck  fez sucesso não só por preencher a falta de <em>romcoms</em> de qualidade do catálogo, mas pela química e tensão sexual entre os protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para viralizar dentro e fora das redes e resgatar a magia de um bom romance em tela, bastou adicionar ao roteiro uma viagem internacional, um casamento na praia, um </span>quarteto<span style="font-weight: 400;"> amoroso, algumas cenas vergonhosas (que só quem assistiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cassie Howard</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu sobreviver sem tantos arranhões) e uma trilha sonora chiclete para que o assunto do momento fosse, ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Unwritten</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33133" aria-describedby="caption-attachment-33133" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png" alt="Cena do filme Todos Nós Desconhecidos. À esquerda, no banheiro de uma balada iluminado por uma luz azul está Andrew Scott, que interpreta Adam. Um homem branco, de meia idade, com cabelos lisos escuros e finos. Ele está sorrindo para Paul Mescal, que estende seu braço em seu ombro até a parede. Paul Mescal interpreta Harry, seu par romântico. Um homem branco ao fim dos vinte anos com cabelos espessos, escuros e lisos. Ele veste uma regata branca e olha intensamente para os olhos de Adam." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33133" class="wp-caption-text">As estrelas de Fleabag e Aftersun contracenam intimamente em um dos longas mais esperados do ano (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Todos Nós Desconhecidos (All Of Us Strangers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Andrew High, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou notoriedade principalmente pelos outros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">dilacerantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas indiscutivelmente encantadores, dos protagonistas. Lançado em Dezembro de 2023, o longa criou um imaginário coletivo sem muitos precedentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, acompanharíamos o nascer do relacionamento de um escritor de meia idade solitário, Adam (Andrew Scott), e seu novo vizinho Harry (</span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">). Mas, sem qualquer aviso prévio, tudo começa a fazer sentido enquanto nossas expectativas se quebram em mil pedaços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a fotografia (Jamie D. Ramsay) à montagem (Jonathan Alberts), a veia artística  e representativa é muito forte. Nos imaginamos em seus lugares e vivemos um amor recente em seu </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/cenas-intimas-entre-paul-mescal-e-andrew-scott-mostram-natureza-subjetiva-de-fazer-sexo/"><span style="font-weight: 400;">impulso mais primitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em ambientações noturnas e dramáticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de emoção, dúvida e lástima. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33134" aria-describedby="caption-attachment-33134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg" alt="Cena do filme Um Pacto de Amizade. A imagem mostra uma sala de cinema. À esquerda, é possível ver o ator Milo Manheim, que interpreta o personagem Ben Plunkett. Ele é um homem branco, de cabelos pretos e olhos castanhos. Ele usa um paletó roxo escuro com detalhes em dourado, uma camisa branca, calça preta e mocassim branco. À direita, é possível ver a atriz Peyton Elizabeth Lee, que interpreta a personagem Mandy Yang. Ela é uma mulher de ascendência chinesa, de cabelos castanhos escuros e olhos castanhos. Ela usa um vestido rosa com aplicações em lantejoulas, sem mangas, com decote coração, com tule colorido na saia e luvas rosa com aplicações em lantejoulas. Os dois personagens estão segurando pipocas de cinema." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33134" class="wp-caption-text">Como bons BFF’s, Mandy Yang e Ben Plunkett estão unidos para toda e qualquer peripécia! (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Um Pacto de Amizade (Prom Pact)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mandy Yang (</span><a href="https://ew.com/movies/prom-pact-milo-manheim-peyton-elizabeth-lee-interview/"><span style="font-weight: 400;">Peyton Elizabeth Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem um sonho: ir para Harvard. Porém… ela foi para a lista de espera. E agora? Seguindo a recomendação de Ms. Chen (Margaret Cho), sua conselheira escolar, a estudante vai atrás de uma carta de recomendação. Usando um método ambicioso e – no mínimo – curioso, a menina resolve se aproximar do garoto mais popular da escola, o jogador de basquete Graham Lansing (Blake Draper), cujo pai é senador e ex-aluno da faculdade mais desejada pela protagonista. Enquanto isso, Yang firma um pacto com seu melhor amigo, Ben Plunkett (Milo Manheim): ir ao baile de formatura juntos.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/brX-L41RJdA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Um Pacto de Amizade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de várias formas, uma ode à nostalgia. Com muitas referências aos famosos filmes sobre o Ensino Médio americano, como a querida trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;">, podemos retornar à infância recheada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o longa ainda homenageia os anos 80: a década foi o tema escolhido pelos alunos para o <em>p</em></span><em><span style="font-weight: 400;">rom</span></em><span style="font-weight: 400;">, o famoso baile de formatura estadunidense. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33135" aria-describedby="caption-attachment-33135" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vermelho-branco-e-sangue-azul.jpg" alt="Cena do filme Vermelho, Branco e Sangue Azul. Da esquerda para a direita, Alex está sentado em um sofá vestindo um roupão branco, segurando um copo e olhando para Henry, que também está sentado no sofá, com um copo na mão e olhando para Alex. A cena mostra um momento de intimidade entre os dois." width="695" height="436" /><figcaption id="caption-attachment-33135" class="wp-caption-text">A química entre os protagonistas é um dos principais pilares de Vermelho, Branco e Sangue Azul (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Vermelho, Branco e Sangue Azul (Red, White &amp; Royal Blue)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de Casey McQuiston, o filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mergulha em um romance LGBTQIA+ entre o filho da presidente dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz (Taylor Zakhar Perez), e o príncipe da Inglaterra, Henry (Nicholas Galitzine). A adaptação, dirigida por Matthew López, acerta em cheio ao satisfazer o novo desejo de Hollywood à volta das comédias românticas, ainda mais com a inclusão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tanto ansiamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa captura com detalhe as delicadezas e intensidades do início de uma relação, explorando o desenvolvimento do relacionamento entre Alex e Henry, desde a inimizade até o amor. As cenas sensuais, bastante intensas até para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=64e2oJteP7A"><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e bem dirigidas, contribuem para a química inegável entre os protagonistas. Outro ponto positivo é a fotografia de Stephen Goldblatt, que, apesar de sofrer com algumas telas verdes, captura muito bem as emoções dos personagens e o contraste de seus sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a adaptação consegue superar o livro original em alguns aspectos, principalmente na construção dos diálogos, na dinâmica do relacionamento entre Alex e Henry e a pitada de humor e energia feminina evocadas por Uma Thurman no papel de presidenta dos EUA e por Sarah Shahi como chefe de gabinete. Considerando a produção como um todo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h4YfvGiupMI"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme divertido que acalenta o coração, com algumas falhas apressadas, mas que não impedem que seja uma experiência agradável e memorável. &#8211;</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_33136" aria-describedby="caption-attachment-33136" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg" alt="Cena do filme Vidas Passadas. Na imagem, os personagens estão sentados em uma escadaria cinza e, ao fundo, vemos um carrossel, desfocado. Do lado esquerdo da foto, vemos um homem sul-coreano com cabelos pretos, e que veste uma camisa social azul. Do lado direito, vemos uma mulher coreana-americana com cabelos pretos lisos, na altura dos ombros. Ela veste uma camisa social branca com listras horizontais cinzas, uma calça cinza e um colar dourado. Uma de suas pernas está apoiada no degrau em que ela está sentada, assim como seus braços. Enquanto ele olha para a esquerda, ela olha para ele." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas.jpg 1119w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33136" class="wp-caption-text">“Se você deixa algo para trás, você ganha algo também” (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Vidas Passadas (Past Lives)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, ao menos uma vez por ano, o Cinema passa pelo momento em que uma nova estrela entra em cena. Isso aconteceu em 2022 com o célebre </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charlotte Wells, e em 2023 com o terno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kA244xewjcI"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Celine Song. O longa acompanha a trajetória de dois amigos de infância ao longo dos anos através de reencontros e separações. É uma história melancólica e significativa sobre duas pessoas, as crianças que foram e os adultos que se tornaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hsIU5nEKr3U"><span style="font-weight: 400;">Celine Song</span></a><span style="font-weight: 400;"> na direção vai além de qualquer expectativa ao passo que ela tece, com muita habilidade, uma vasta combinação de emoções que é, ao mesmo tempo, sutil e profundamente sincera. </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é, em sua essência, uma ode ao amor que se esvai. Uma narrativa assombrada pelas milhares de possibilidades daquilo que nunca aconteceu, mas que, ainda assim, consegue enxergar a beleza e o valor do tempo e das lembranças. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33137" aria-describedby="caption-attachment-33137" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33137" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wonka.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates." width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33137" class="wp-caption-text">Sendo um sucesso de bilheteria, o musical alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Wonka</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Revisitar o passado de uma personalidade tão marcante no universo cinematográfico pode ter seus desafios. Sendo um prequel de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fantástica Fábrica de Chocolate </span></i><span style="font-weight: 400;">(1971), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg"><i><span style="font-weight: 400;">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta as primeiras aventuras de Willy</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">antes de se tornar o incrível chocolateiro metade mágico que conhecemos. Dos mesmos diretores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Paddington</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014), Paul King se dedicou em contar uma boa e açucarada história, mantendo a essência das outras adaptações, mas construindo uma narrativa nova e criativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da obra não poupou em parecer exagerada – do enredo até os efeitos visuais permeia-se o fantástico, brincando com o imaginário e resgatando nosso lado sonhador. A cereja do bolo foi Timothée Chalamet como protagonista. O ator, além de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO?si=BKeBATBVSJetZkl-dEXnSg"><span style="font-weight: 400;">cantar</span></a><span style="font-weight: 400;">, entregou um lado mais inocente e amigável do personagem, distanciando-se totalmente da imagem enigmática promovida por Tim Burton e executada por Johnny Depp em 2005. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique </b></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>As Melhores Séries de 2023</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 20:37:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2023 foi um ano e tanto para a Televisão. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da justa greve que parou Hollywood. Tradicionalmente, o Persona &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2023"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33058" aria-describedby="caption-attachment-33058" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33058" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33058" class="wp-caption-text">Com os mais diversos gêneros e formatos, as séries iluminaram o ano de 2023 (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de abertura: Nathalia Tetzner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 foi um ano e tanto para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/televisao/"><span style="font-weight: 400;">Televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">justa greve</span></a><span style="font-weight: 400;"> que parou Hollywood. Tradicionalmente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> preparou um compilado com as melhores séries.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as 51 séries selecionadas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lidera o número de menções (8) em primeiro lugar.  Logo depois, o apocalipse de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(4) e a cozinha caótica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (3) aparecem como destaque em meio às favoritas. Na batalha entre </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assume a liderança absoluta com 16 aparições. Em sequência: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo-max/"><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (7),  </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(6), </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/apple-tv/"><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globoplay/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(3), e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/paramount/"><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande parte das produções são dos Estados Unidos, porém, alguns seriados brasileiros deram a cara por aqui com novelas e minisséries. Dentre elas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas Por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nós sempre acompanhamos as principais premiações da Televisão, o que explica 19 dos títulos escolhidos terem sido indicados ao Emmy de 2023 como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">realities</span></i><span style="font-weight: 400;"> roubaram a cena em 2023, seja tratando de moda, esporte, namoro ou sobrevivência. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas: Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos nomes bastante citados. </span><i><span style="font-weight: 400;">Spin-Offs</span></i><span style="font-weight: 400;"> também marcaram presença forte, como os derivados de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/hora-de-aventura-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://personaunesp.com.br/rainha-charlotte-bridgerton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fionna &amp; Cake</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa seleção conta com os mais diversos gêneros, com séries para a família toda como o heroísmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outras um tanto quanto explícitas </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para além do adeus à família Roy, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maravilhosa Sra. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">vão deixar saudade. Abaixo você confere a lista mais que especial das melhores séries de 2023, escolhidas a dedo pela nossa Editoria e colaboradores.</span></p>
<p><span id="more-32993"></span></p>
<figure id="attachment_33007" aria-describedby="caption-attachment-33007" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image12.jpg" alt="Cena de A Batalha dos 100. Ao centro e em foco está Jan Eun Sil, uma mulher asiática de cabelos pretos; veste shorts e regata cinzas e há uma faixa roxa em seu pulso. Atrás dela estão alguns homens e uma mulher; todos com a mesma roupa que ela. A sua frente está uma escultura de gesso de seu torso." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-33007" class="wp-caption-text">Jan Eun Sil levou sua equipe para os limites e além na Batalha dos 100 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Batalha dos 100</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">100 pessoas em seu auge de preparo físico são colocadas em provas extremas de resistência para que se descubra qual tipo de corpo é o mais forte. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-batalha-dos-100-2a-temporada-do-reality-show-coreano-estreia-em-marco/"><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/suga-road-to-d-day-critica/"><span style="font-weight: 400;">sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;"> que foi lançado no início de 2023 e fez bastante sucesso. Os participantes têm variadas idades e portes físicos, e praticam diferentes esportes, sendo obrigados a trabalharem as suas vantagens a seu favor para chegarem à final e levarem o grande prêmio em dinheiro. Além das provas individuais, a batalha também tem provas em equipe, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias para combinação de forças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais coisas que fica clara na série é que nenhum perfil pode ser superestimado ou subestimado. Em alguns momentos do programa, mulheres e participantes menores foram julgados como mais fracos, mas tiveram diversas oportunidades de mostrar o bom uso de sua força física em conjunto com outras habilidades como agilidade e condicionamento. Dois destaques são Euddeum, a atleta que sobreviveu a uma prova intensa de eliminação, e </span><a href="https://www.instagram.com/sillllling/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Jan Eun Sil</span></a><span style="font-weight: 400;">, que liderou uma equipe inteira de azarões dando tudo de si. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33034" aria-describedby="caption-attachment-33034" style="width: 1461px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg" alt="Cena da série A Diplomata. Kate Wyler (Keri Russell) e Hal Wyler (Rufus Sewell) estão em cima de uma carruagem. Ela é uma mulher branca e jovem, usando um vestido bege, está acenando para a câmera e sorrindo. Ele é um homem branco de meia idade, está usando um paletó preto, uma camisa branca e uma gravata prateada e tem um sorriso discreto." width="1461" height="834" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg 1461w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-800x457.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-768x438.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1200x685.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33034" class="wp-caption-text">Keri Russell é tão versátil na atuação quanto a sua personagem na diplomacia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Diplomata (The Diplomat)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos de guerra, aliás, guerras, no plural, séries sobre política internacional como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yk2rR1EnIeY"><i><span style="font-weight: 400;">A Diplomata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">devem ganhar destaque. Em meio a uma crise severa entre Reino Unido e Irã,  Kate Wyler, magistralmente interpretada por Keri Russell, é uma diplomata de carreira que acaba de ser nomeada embaixadora norte-americana em Londres. Em meio a conturbada relação com o nada modesto marido, Hal Wyler (Rufus Sewell), ela deve sintonizar as conexões assimétricas entre os EUA e o país europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seriado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cq7bLbwTqzk"><span style="font-weight: 400;">Debora Cahn</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha com um enorme aprofundamento e desenvolvimento de personagens, a protagonista que sequer está acostumada a ser o centro das atenções tem que adaptar o seu estilo improvisado e versátil, a uma realidade formal e pomposa. Enquanto seu marido, um diplomata famoso, tem que se conformar a ficar em segundo plano. Além deles, personagens como o Premier Britânico (Rory Kinnear) enchem a série de diversos tons de personalidade, enriquecendo cada minuto de tela.  &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33002" aria-describedby="caption-attachment-33002" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg" alt="Cena da série Ahsoka, Ahsoka Tano (Rosario Dawson) é uma mulher de pele laranja, e estruturas similares a cabelos brancos com listras azuis, seu rosto tem detalhes brancos e seus olhos são azuis, ela está em uma nave espacial." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33002" class="wp-caption-text">Ahsoka Tano tem histórias a serem contadas sobre seu futuro e passado (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Ahsoka</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está em boas mãos na direção do talentoso e apaixonado Dave </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><span style="font-weight: 400;">Filoni</span></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ahsoka</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que criatividade e amor à obra fazem toda a diferença. A trama se passa após os eventos do último filme da trilogia original, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">. O império galáctico foi derrotado, mas o temido Almirante Thrawn, personagem resgatado da animação dirigida por Filoni, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars Rebels</span></i><span style="font-weight: 400;">, quer retornar para assumir o trono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série tem como protagonista Ahsoka Tano (Rosario Dawson), a aprendiz de Anakin Skywalker que abandona a ordem dos cavaleiros Jedi para seguir seu próprio caminho. Junto dela, está outra personagem vinda das </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><span style="font-weight: 400;">animações</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sabine Wren (Natasha Liu Bordizzo), uma jovem mandaloriana que busca reencontrar um grande amigo do passado. A primeira temporada da série traz um novo fôlego para a franquia se manter no futuro distante e a oportunidade do surgimento de novos fãs. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33026" aria-describedby="caption-attachment-33026" style="width: 1325px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33026 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png" alt="Candy Montgomery (Elizabeth Olsen) fala ao telefone, com uma expressão de preocupação e tristeza." width="1325" height="869" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png 1325w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-800x525.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1024x672.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-768x504.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1200x787.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33026" class="wp-caption-text">Amor e Morte entrega uma história complexa, envolvendo um assassinato brutal e a pergunta ‘O que motivou, de fato, tudo isso?’ (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Amor e Morte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Essa é a frase que aparece no pôster de </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, de fato, ela resume aspectos intrínsecos da minissérie estrelada por Elizabeth Olsen como Candy Montgomery. Lançada em abril de 2023, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Xe0P_ti6vg"><span style="font-weight: 400;">produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história do assassinato brutal de Betty Gore, em 1980, na tranquila cidade de Wylie, Texas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Betty, interpretada por Lily Rabe, é morta com 41 golpes de machado por sua amiga da igreja, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/elizabeth-olsen/"><span style="font-weight: 400;">Candy</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também é amante de seu marido, Allan Gore (Jesse Plemons). A minissérie oferece ao espectador uma ótica crítica de todo o contexto dos personagens. Participantes dos assuntos da comunidade local, frequentadores da igreja e pessoas tão preocupadas com a imagem de suas famílias se encontram em um triângulo amoroso extraconjugal, que perdura por dois anos até acabar em um assassinato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui aspectos visuais interessantes e de acordo com a época como carros, roupas e referências, a exemplo da cena em que Candy e seu marido, Pat Montgomery (Patrick Fugit), assistem ao filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=THd96gHV7Tg"><i><span style="font-weight: 400;">Grease</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978) no cinema com seus filhos.&#8221;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;; assim como o ‘caso’ de Candy e Allan, e  as tentativas de Betty de conceber um segundo filho. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33022" aria-describedby="caption-attachment-33022" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg" alt="Cena da série And Just Like That…. Na imagem temos Aidan Shaw (John Corbett), um homem adulto, branco, de cabelo castanho claro comprido, vestindo uma jaqueta de couro preta. Ao seu lado está Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher adulta, branca, de cabelo loiro comprido. Ela está vestindo um sobretudo branco e segurando uma bolsa verde pequena. Eles estão se abraçando e ao fundo temos a paisagem do centro de Nova York." width="854" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg 854w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33022" class="wp-caption-text">Seguindo a rotina de Carrie em Nova York, a terceira temporada de And Just Like That foi confirmada pela Max (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de And Just Like That…</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ano se passou desde o incidente na vida de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker). A melancolia marcada pelo luto, fixada em quase toda a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cNt8xw3aO5s"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That…</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não é mais avassaladora. A dor não foi deixada totalmente, mas novos ares surgiram, assim como novas roupas, amores e histórias para contar. Tal como o velho ditado, depois da tempestade, sempre vem a calmaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta fase do seriado, acompanhamos uma protagonista determinada em retornar aos eixos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nFLFvbtt3sA"><span style="font-weight: 400;">Bradshaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> emprega seu sentimento no papel e regressa novamente à Literatura, escrevendo seu novo livro sobre perda, algo que ela precisava fazer por ela mesma e também para outras mulheres passando pela mesma condição. Ensinamentos abordados pelo destino e que devem ser enfrentados para seguir uma perspectiva diferente. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33044" aria-describedby="caption-attachment-33044" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33044" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg" alt="Cena da série A Queda da Casa de Usher. Do canto direito à metade da imagem, há um corvo preto em pleno voo. Abaixo dele, há uma menina negra de cabelos pretos, longos e cacheados morta, deitada sobre um tapete de mosaicos beges. Ao seu lado, há um homem idoso e branco, de cabelos brancos, curtos e lisos, ajoelhado. Ele veste pijama azul claro sobreposto por um roupão cinza, além de olhar para o corvo com tristeza." width="1920" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-800x329.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1024x421.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-768x316.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1536x632.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1200x494.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33044" class="wp-caption-text">Um enigmático corvo ronda recortes simbólicos da trama, que é largamente inspirada na literatura de Poe (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Queda da Casa de Usher </b><b> </b><b>(The Fall of the House of Usher)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos </span><i><span style="font-weight: 400;">thrillers</span></i><span style="font-weight: 400;">, construir qualquer peça bem executada de Terror requer material, estratégia e trabalhadores experientes. ‘Pau para toda obra’ por excelência, Mike Flanagan gerou seu último projeto em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisitando a arquitetura do gênero assim, como quem edifica uma casa, mas deixando o suprassumo criativo nos escombros que encontramos durante a derrocada de uma dinastia farmacêutica cruel e fascinante. Na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8F56weVOYVg"><span style="font-weight: 400;">série limitada</span></a><span style="font-weight: 400;"> (apenas no formato), cada membro da bilionária família Usher ganha um fim trágico – e conectado ao lado mais nefasto de si mesmos – diretamente da personificação da Morte, papel inesquecível de Carla Gugino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado de rostos veteranos nas mãos de Flanagan, o desfile de túmulos arranha de leve a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/epidemia-dos-opioides-ganha-retratos-contundentes-em-series-e-filmes"><span style="font-weight: 400;">crise dos opioides</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o pretexto de ‘ódio aos ricos’, empilhando firmemente os tijolos da roteirização na catástrofe humana como um todo. No telhado da produção, criações de </span><a href="https://macabra.tv/as-referencias-do-universo-de-poe-na-serie-a-queda-da-casa-de-usher-de-mike-flanagan/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> servem de referência e ainda adquirem releituras. Pelas paredes, a beleza da cinematografia de Michael Fimognari e a magnitude da edição de Brett Bachman fazem de fantasmas, vidros estilhaçados e garras de gatos assassinos inevitáveis para vícios que consomem a alma aos poucos. Ao fim, o chão rompido pela brutalidade – e pelo público, boquiaberto –, é a prova de que estamos diante de uma das melhores confabulações sangrentas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_32996" aria-describedby="caption-attachment-32996" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg" alt="Cena da minissérie As Pequenas Coisas da Vida. À esquerda, é possível ver a atriz Kathryn Hahn, que faz a personagem Clare Pierce. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha verde. À direita, é possível ver a atriz Tanzyn Crawford, que faz a personagem Rae Kincade. Ela é uma mulher negra, de cabelos pretos e olhos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha xadrez laranja, verde e marrom. As duas personagens estão deitadas em um gramado, sobre um cobertor bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32996" class="wp-caption-text">As relações entre mães e filhas são exploradas durante As Pequenas Coisas da Vida (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>As Pequenas Coisas da Vida (Tiny Beautiful Things)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-pequenas-coisas-da-vida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história de Clare Pierce (Kathryn Hahn), uma escritora que não conseguiu fazer sua carreira decolar. Repleta de emoção e sentimentos, a minissérie mostra os vários conflitos de uma família norte-americana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiny Beautiful Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) foi feita pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a produtora cinematográfica e televisiva criada por Reese Witherspoon, que tem como marca contar histórias sobre personagens femininas –, e trouxe, mais uma vez, uma narrativa focada em uma mulher que, ao mesmo tempo, é mãe, esposa, filha e autora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas delicadezas: Conselhos sobre o amor e a vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cheryl Strayed, a coletânea de oito episódios foi indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela atuação da protagonista e de Merrit Wever, que interpreta a mãe de Clare. Cheia de momentos singelos e significativos, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra do que a vida é composta: afinal, o passado afeta o presente que, por sua vez, abala o futuro. &#8211; </span><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33038" aria-describedby="caption-attachment-33038" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image40.png" alt="À esquerda, Sally Reed e a direita, Barry. O casal está sentado à mesa de jantar, olhando para frente com expressões vazias. Sally está usando uma peruca de cor castanha e Barry um óculos junto a sua barba rala e grisalha." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-33038" class="wp-caption-text">Em sua última temporada, Barry confronta sua própria imoralidade (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Barry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega ao fim em uma nota fria, dura e irônica. A última temporada encaminha a história ao seu desfecho confrontando as questões morais que foram levantadas pela série até então. A narrativa consegue manter o ritmo acelerado que conversa com a urgência dos acontecimentos e tomar decisões ousadas a fim de firmar as mensagens que a obra quer passar. Os personagens são enfim colocados diante das consequências das suas ações, com muito poucos exemplos de redenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus momentos finais a consolidam como uma das melhores produções de Televisão dos anos recentes. </span><a href="https://www.vogue.com/article/barry-season-four-bill-hader-interview"><span style="font-weight: 400;">Bill Hader</span></a><span style="font-weight: 400;"> provou vez após vez ter o domínio da narrativa ao transitar da Comédia à tragédia com tanta naturalidade. O ator e diretor se arrisca mais e aproxima sua direção ao surrealismo, de modo imersivo para a experiência da audiência. A quarta temporada é mais introspectiva e leva um tom mais sério do que as demais, ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barry </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde o humor, em grande parte graças ao elenco infinitamente talentoso, capaz de balancear o dramático e o cômico, às vezes, com sutis mudanças de expressão ou intonação e também às articulações visuais conquistadas por trás da câmera. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33019" aria-describedby="caption-attachment-33019" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image24.jpg" alt="Cena de Caleidoscópio. Em um quadro branco, há planejamentos do roubo com escritas em caneta de diversas cores. Leo Pap (Giancarlo Esposito) se encontra à frente do quadro. Ele é um homem negro, em torno de 50 anos, com cabelo curto, cacheado e grisalho e também com um cavanhaque. Utiliza uma blusa preta de gola alta e manga e tem um relógio em seu punho esquerdo." width="764" height="401" /><figcaption id="caption-attachment-33019" class="wp-caption-text">A série é uma ótima opção pra quem gosta de de poder escolher como quer assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Caleidoscópio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no início do ano de 2023, </span><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma minissérie com oito episódios inspirada na história de um roubo de sete bilhões de dólares durante o furacão Sandy em 2012. Assim como funciona um caleidoscópio – a medida em que gira, as formas são diferentes, mas a essência não –, a série permite que seus primeiros capítulos sejam assistidos de forma aleatória. Cada episódio parte de um período antes ou depois do assalto, o que pode </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/caleidoscopio-qual-a-melhor-ordem-para-assistir-veja-5-opcoes-diferentes-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">influenciar diretamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na experiência do telespectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como um dos diretores José Padilha, o protagonista Leo Pap, interpretado por Giancarlo Esposito, é quem inicia toda essa jornada, porém, da maneira como cada usuário assiste, a história pode ser interpretada de formas diferentes até o </span><i><span style="font-weight: 400;">grand finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> do último episódio, Título do Episódio. Com um ótimo elenco – Tati Gabrielle, Paz Vega, entre outros –, as relações das personagens entre si, em geral, são os maiores destaques de </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/conheca-caleidoscopio-serie-da-netflix-que-brinca-com-a-ordem-dos-episodios-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33010" aria-describedby="caption-attachment-33010" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image15.jpg" alt="Cena da série Cangaço Novo. Três personagens aparecem centralizados e se abraçando. Todos sorriem. À esquerda, está Dilvânia, uma mulher negra de cabelo curto preto. Ela está usando uma blusa amarela de manga comprida e está segurando, com a mão direita, o braço da personagem Dinorah que envolve Dilvânia. Dinorah aparece no meio dos dois personagens. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está usando uma regata rosa. À direita, está Ubaldo. Ele é um homem branco de cabelo raspado e está usando uma camiseta bege." width="679" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-33010" class="wp-caption-text">Cangaço Novo é a decolonialidade em forma de perseguições de carro e brigas sangrentas (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Cangaço Novo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa história está, na maioria das vezes, atrelada à chegada de um interiorano na metrópole. Ubaldo Vaqueiro (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1QUkwxUR4Uw"><span style="font-weight: 400;">Allan Souza</span></a><span style="font-weight: 400;">) deixou o interior do Ceará quando menino e partiu em direção à São Paulo, cuja monotonicidade cotidiana capitalista paira sobre o ar mais do que dióxido de carbono. Seu trabalho fracassado em um banco, somado à hospitalização de seu pai, criam o terreno perfeito para uma mudança drástica de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ubaldo troca o asfalto da capital paulista pelas estradas de terra do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ke1DzNSa6qA"><span style="font-weight: 400;">Sertão</span></a><span style="font-weight: 400;"> que levantam não só poeira, como também o astral dos acostumados a seguir uma vida regrada e típica da massificação. Ademais, o ex-bancário se torna uma espécie de Robin Hood cangaceiro, já que, ao ser envolvido em uma quadrilha, introduz uma abordagem mais segura e limpa nos assaltos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">O2 Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">questiona se a transformação do oprimido em opressor seria, de fato, um problema. Em outros termos, a série brasileira desafia a divisão caduca entre bem e mal, além de explorar com valentia as </span><a href="https://www.folhape.com.br/colunistas/uma-serie-de-coisas/a-complexa-narrativa-de-cangaco-novo-em-uma-das-melhores-series-nacionais-do-ano/39538/"><span style="font-weight: 400;">tortuosidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos comportamentos de seus personagens. A partir de uma violência brutal e de sequências frenéticas de ação, a obra representa a Hollywood</span> <span style="font-weight: 400;">que deu certo. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33012" aria-describedby="caption-attachment-33012" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg" alt="Cena de Carol e o Fim do Mundo. Na imagem, vemos a protagonista Carol, uma mulher branca de cabelos castanhos, numa moto usando um casaco roxo, um vestido azul com flores roxas e amarelas e um tênis branco. No centro da imagem, é possível ver a personagem novamente, mas num tom translúcido, olhando para a direção contrária. No fundo, existem montanhas e árvores esverdeadas." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33012" class="wp-caption-text">O equilíbrio entre o hedonismo e existencialismo é presente no cotidiano de Carol Kohl (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Carol e o Fim do Mundo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está prestes a acabar e, em meio a esta crise pré-apocalíptica, boa parte da população decide aproveitar os seus últimos meses vivenciando tudo aquilo que ainda não foi feito, diferente de Carol Kohl, uma mulher de meia-idade que deseja apenas voltar a uma rotina banal e previsível. A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carol e o Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, criada por </span><a href="https://movieweb.com/dan-guterman-carol-end-of-the-world-interview/"><span style="font-weight: 400;">Dan Guterman</span></a><span style="font-weight: 400;">, questiona de forma irônica noções como a vida, a morte e as conexões humanas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos poucos episódios, a construção dos personagens é </span><a href="https://www.cbr.com/carol-the-end-of-the-world-dan-guterman-interview/"><span style="font-weight: 400;">complexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual até mesmo aqueles que são secundários são bem desenvolvidos, proporcionando uma visão diversificada de como diferentes pessoas reagiriam a um mesmo cenário. O humor sutil e a narrativa envolvente oferecem ao espectador uma comovente forma de entretenimento indo além do convencional. &#8211; </span><b>Rebecca Ramos</b></p>
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<figure id="attachment_33032" aria-describedby="caption-attachment-33032" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png" alt="Da esquerda para direita: Karen Bacic, Valmir Reis, Renan Justino, Ágata Moura, Klebber Toledo, Camila Queiroz, Maria Carolina Caporusso, Menandro Rosa, Daniela Silva, Daniel Manzoni, Bianca Sessa e Jarbas Andrade. 3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-768x576.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33032" class="wp-caption-text">A terceira temporada do reality foi dividida em três fases de lançamento, mexendo com a ansiedade do público, e contou ainda com um episódio de reencontro transmitido ao vivo que deu o que falar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa talvez foi uma das temporadas com mais fofocas e polêmicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançada em junho de 2023, a terceira temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentado pelo </span><a href="https://www.theguardian.com/culture/2020/sep/27/two-is-the-magic-number-why-are-we-fascinated-with-power-couples"><i><span style="font-weight: 400;">power couple</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Camila Queiroz e Klebber Toledo, deu ao espectador desde o início o melhor em babados, com participantes de personalidade forte e disputas por pretendentes. Para quem gosta de misturar um pouco de futilidade com discussões sobre relacionamentos e amor, vale a pena assistir e se deliciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na fase das cabines, um dos destaques foi o participante Valmir Reis, que deixou uma marca negativa, de ‘mulherengo’, ‘jogador’ e se envolveu em duas ‘tretas’ diferentes com </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/apos-pedir-karen-em-casamento-italo-tem-podres-expostos-na-web"><span style="font-weight: 400;">Italo Antonelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Menandro Rosa – tudo por disputa de participantes, armando verdadeiros triângulos amorosos. Ah, e não foi só nessa fase que Valmir se destacou (negativamente), mas ao longo do reality a sua relação com seu par (Karen Bacic) também foi questionável, com o público e a participante sentindo que foi escolhida como segunda opção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas outras fases do </span><a href="https://personaunesp.com.br/casamento-as-cegas-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">programa</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível notar o desenvolvimento dos casais, enfrentando problemas do dia a dia, aproximando o público dos dramas e fofocas que acontecem até mesmo entre o grupo formado pelos seis casais. Como no caso das crises entre Ágata Moura e Renan Justino por conta de inseguranças e ciúmes, ou pelo mau-estar constante entre Maria Carolina Caporusso e Valmir Reis – que teve interesse na participante na fase das cabines. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33039" aria-describedby="caption-attachment-33039" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg" alt="Cena de Fellow Travelers. Tim e Hawkins, interpretados, respectivamente, por Jonathan Bailey e Matt Bomer, estão sentados na areia de uma praia. Ambos vestem calças sociais cinzas e camisetas sociais brancas, com as barras e mangas dobradas até as panturrilhas e cotovelos. Tim, à direita, está descalço e senta com as mãos apoiadas na areia atrás de si. Hawkins, à esquerda, está calçado, mantendo as mão próximas uma da outra e para frente de seu corpo. Ele olha para Tim, que encara o ambiente à sua frente por trás dos óculos de sol. Atrás dos dois há um grande tronco de árvore e algumas moitas." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33039" class="wp-caption-text">Um amor proibido em um tempo de caos, esse é o retrato de Fellow Travelers (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Companheiros Viajantes</b><b> (</b><b>Fellow Travelers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos, 1950. No ápice do </span><a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigo-terror-colorido-24433466"><span style="font-weight: 400;">Terror Lilás</span></a><span style="font-weight: 400;"> dois jovens se apaixonam. Assim se constrói a trama de Tim Laughlin (Jonathan Bailey) e Hawkins Fuller (Matt Bomer) roteirizada por Ron Nyswaner. Em um misto de drama, romance, história e muita emoção, a narrativa cresce cautelosa, pouco a pouco no decorrer dos oito episódios, mesclando o passado e o presente de uma vida de desejos, desafios e inseguranças. O retrato da paixão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.uol.com.br/play/colunas/uol-play/2024/01/04/fellow-travelers-e-um-romance-dos-eua-na-decada-de-50.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, apesar de intenso e realista, cuidadoso e delicado e aponta as dificuldades de vivência durante o </span><a href="https://www.portaldoholanda.com.br/arte-e-cultura/companheiros-de-viagem-mostra-perseguicao-gays-em-meio-caca-comunistas"><span style="font-weight: 400;">macarthismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> com responsabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem diria que misturar amor, companheirismo e política seria uma das receitas para o sucesso? É possível assistir à produção sem perceber o tempo passar, pois os </span><a href="https://www.paramountplus.com/br/shows/fellow-travelers/"><span style="font-weight: 400;">episódios</span></a><span style="font-weight: 400;"> fluem pela tela com as escolhas de direção de Daniel Minahan, Destiny Ekaragha, James Kent e Uta Briesewitz. Muito bem aceita pelo público, a minissérie conta com um final que possibilita o desenvolvimento de mais uma temporada, ainda que seja apenas para colocar </span><a href="https://maxima.uol.com.br/noticias/lgbt/ator-de-bridgerton-jonathan-bailey-sobre-homossexualidade-desde-os-11-anos.phtml"><span style="font-weight: 400;">Bailey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ator-matt-bomer-ouviu-de-produtor-que-nao-seria-protagonista-por-ser-gay/"><span style="font-weight: 400;">Bomer</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado, novamente fisgando a todos com sua química fantástica. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33014" aria-describedby="caption-attachment-33014" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg" alt="A imagem mostra um senhor, de pele negra, cabelos espalhados em todas as direções que causa um ar de bagunçado, com um cavanhaque grande e preenchido sendo grisalhos, olhos num tom amarelo-dourado e que veste uma camisa marrom aberta sob uma regata branca. Ele olha fixamente para algo em sua frente e está sentado sob uma cadeira de rodas, tendo uma pessoa que segura o apoio atrás de sua cadeira. Ele se encontra em um salão." width="1999" height="1081" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1536x831.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33014" class="wp-caption-text">A continuação da série nacional de 2021 trás novos personagens, uma expansão no roteiro e novos ‘furos’ para comentar – ou talvez preencher em futuros episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Cidade Invisível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe um projeto ousado e interessante: uma série nacional sobre o </span><a href="https://www.unifebe.edu.br/site/blog/folclore-brasileiro-historia-do-pais-alem-das-lendas-urbanas/"><span style="font-weight: 400;">Folclore Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na prática, mesmo apresentando personagens como Cuca, Curupira, Saci e Boto-cor-de-rosa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se mostrava muito mais interessada em usar todo o enredo como peças para contar a história de Eric Alves (Marco Pigossi), policial ambiental e personagem principal. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/fefito/2021/02/18/cidade-invisivel-da-netflix-e-alvo-de-criticas-por-ativistas-indigenas.htm#:~:text=Os%20cr%C3%ADticos%20ao%20seriado%20s%C3%A3o,um%20policial%20e%20a%20Cuca."><span style="font-weight: 400;">Após muitas críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a falta de tato ao não escalar profissionais indígenas em número suficiente para a grandiosidade do projeto e o flerte com a apropriação cultural, o seriado retornou para sua segunda temporada focado em criar sua identidade e honrar aquilo que há de mais brasileiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na nova leva de cinco episódios, o telespectador é apresentado a novas entidades de um modo muito mais direto, com enfoque no norte do país, e toque em pontos de exploração ambiental. Em um cenário novo e com uma nova problemática, o produto surpreende ao trazer uma perspectiva diferente. Com atuações extraordinárias de Letícia Spiller e Zahy Guajajara, o elenco acerta ao abraçar a diversidade, mas deixa uma história já curta com algumas falhas. Resta esperar então uma terceira temporada, sabendo que ainda existe muito a explorar no conteúdo e a recepção </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/cidade-invisivel-2-crava-vaga-no-top-mundial-da-netflix-veja-os-numeros"><span style="font-weight: 400;">segue em alta</span></a><b>. &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_32997" aria-describedby="caption-attachment-32997" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png" alt="Cena da série ambientada em um estúdio de gravação, com vários fios de instrumentos, incluindo um piano, uma bateria e microfones. Da esquerda para a direita temos os integrantes da banda, Eddie, usando uma camisa branca florida e calça jeans, Karen Sirko, com uma jaqueta preta, mais à frente temos Billy Dune segurando uma guitarra e com um microfone em sua frente, olhando para Daisy Jones, usando um casaco de pele marrom e também o olhando. À direita, mais ao fundo, Graham Dunne está vestindo uma camisa branca, calça jeans e segurando uma guitarra." width="1999" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1200x799.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32997" class="wp-caption-text">Em Daisy Jones &amp; The Six, descobrimos que nada é mais intenso do que a batalha de ego entre duas estrelas do rock (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Daisy Jones &amp; the Six</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser uma estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">no auge da década de 1970 era uma experiência inebriante, mas também caótica e complexa. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura essa dualidade em certo nível, retratando a glória efêmera da fama, a adrenalina dos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados e o lado obscuro do sucesso, permeado por vícios e excessos. Nessa história, Daisy Jones (Riley Keough), uma cantora em ascensão </span><i><span style="font-weight: 400;">a là</span></i> <a href="https://www.tiktok.com/@ritalee_oficial/video/7206413279667817733"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stevie Nicks, e Billy Dunne (Sam Claflin), vocalista da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">The Six</span></i><span style="font-weight: 400;">, mergulham em um universo onde a euforia se entrelaça com o drama e a busca pela individualidade se confronta com as expectativas da indústria musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Taylor Jenkins Reid, </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em 2023, na plataforma de streaming </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançando seus dez episódios semanalmente. Com a inspiração principal sendo a banda Fleetwood Mac e a tumultuada história do álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1977, a série conquistou 69% de aprovação dos críticos no site </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/daisy_jones_and_the_six"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a produção também impulsionou o lançamento do álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk-rock</span></i> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4ouqACcnzsOvtUlnj5abyo?si=jaUZc80LTsyMhxtejO6Wow"><i><span style="font-weight: 400;">Aurora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de algumas das músicas presentes na trama, que já acumula mais de 200 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">streams </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como adaptação, a série </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um saldo positivo. A ambientação é muito bem feita, assim como a trama central do triângulo amoroso entre Daisy, Billy e Camila (Camila Morrone), que se destaca pela atuação de Morrone. A série também acerta ao aprofundar a história de Simone Jackson (Nabiyah Be), enriquecendo a narrativa original, apesar de algumas tramas secundárias, como as de Karen Sirko (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6TT7B4MigCJCc0tqKYEpZC?si=2f9ce72120a54baf"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Graham Dunne (Will Harrison), ficarem menos exploradas. No geral, apesar de algumas mudanças em relação à história do livro terem explicações superficiais e a abordagem sobre o cenário do álcool e das drogas ser suavizada, a produção se destaca como um trabalho redondo e coeso em sua própria individualidade. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_33056" aria-describedby="caption-attachment-33056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg" alt="Cena da novela Elas por Elas. Na imagem está a personagem Helena com cara de chocada, ela é uma mulher branca de cabelos marrons acobreados ondulados. Está vestindo uma camiseta marrom e uma blusa verde militar." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33056" class="wp-caption-text">Elas por Elas é o remake da novela homônima de 1982 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Elas Por Elas</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Setembro de 2023 como folhetim das 18h na programação da Globo. Sob a direção de Amora Mautner, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> propõe uma narrativa com mudanças substanciais em comparação a versão original, que marca a estreia de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/tv-e-novelas/elas-por-elas/noticia/2023/09/cassio-gabus-mendes-volta-a-novela-elas-por-elas-apos-41-anos-nunca-imaginei-que-fosse-acontecer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Cassiano Gabus Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas. Desta vez, o ator retorna para o elenco, a trama é ambientada no Rio de Janeiro e as problemáticas abordadas são tão atuais como o cotidiano de seus novos espectadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo o humor característico do horário televisivo, personagens como </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/11978544/"><span style="font-weight: 400;">Mario Fofoca</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lázaro Ramos) entregam piadas pertinentes e leveza. Além disso, os elementos e temáticas adicionados, o que vislumbramos com a adoção, protagonismo trans e representatividade em geral, são banhados em suavidade, mas não perdem importância e são levados com consistência. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de regravação que vale a pena, já que mantém essenciais sem precisar ser igual a sua antecessora. </span><b>– Jamily Rigonatto</b><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
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<figure id="attachment_33011" aria-describedby="caption-attachment-33011" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg" alt="Cena da série Enxame. Nela, a protagonista Dre olha e coloca a mão, admirada, no pôster de uma cantora fictícia chamada Ni’Jah. O pôster é de uma foto da cantora e contém os dados de sua turnê. Dre é preta, tem cabelos liso preto metade preso em um penteado e usa uma camisa colorida vintage. A foto tem cores mais frias e puxadas para o verde, além do granulado como efeito mais retrô." width="1500" height="1001" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33011" class="wp-caption-text">A filha de Barack Obama, Malia Obama, faz parte da equipe de roteiristas de Enxame (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Enxame (Swarm)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde um fã vai pelo seu ídolo? Guiado por essa frase, os criadores </span><a href="https://www.vulture.com/article/donald-glover-swarm-interview-dre-dominique-fishback.html"><span style="font-weight: 400;">Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Janine Nabers decidem sair do óbvio para entrarem em uma viagem longa dentro dos instintos mais selvagens de Dre (Dominique Fishback), uma protagonista excêntrica e completamente apaixonada por Ni’Jah (Nirine Brown). Nessa sátira, todas as </span><a href="https://elle.com.br/cultura/enxame-do-prime-video-retrata-obsessao-de-fa-por-diva-pop-inspirada-em-beyonce"><span style="font-weight: 400;">semelhanças não são meras coincidências</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a linha entre realidade, fantasia, idolatria e ficção se fundem em uma narrativa cheia de reviravoltas, paixão, sangue e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/personagem-de-billie-eilish-em-enxame-foi-inspirada-em-lider-de-culto-que-existiu/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um roteiro genial e usufruindo de referências muito inteligentes que servem um prato cheio para os amantes da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e das fofocas dos famosos, assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/enxame-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma verdadeira experiência. Aqui, independente do tamanho da colméia ou da quantidade de abelhas, Glover e Nabers provaram que não possuem medo das ferroadas. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33055" aria-describedby="caption-attachment-33055" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg" alt="Cena de Este Mundo Não Vai me Derrubar. Na imagem está o protagonista Zerocalcare. Ele é um homem branco de cabelos pretos curtos e um pouco calvo, veste uma camiseta preta com o desenho de uma caveira branca. A cena representa um interrogatório, por isso, há uma lâmpada apontada em seu rosto, que parece tenso. A animação tem tons sóbrios. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33055" class="wp-caption-text">Este Mundo Não Vai me Derrubar é a dose de melancolia animada que todo mundo precisa ver (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Este Mundo Não Vai Me Derrubar</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a segunda série que adapta os quadrinhos do cartunista italiano Zerocalcare. Desta vez, ao contrário do que vemos em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-entrelinhas-pontilhadas-1a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo foca em um evento que aconteceu no bairro periférico que Zero, o protagonista, vive desde a infância: uma tensão entre um grupo xenofóbico e nazista contra os novos moradores imigrantes que se mudaram para um dos prédios da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Envolvido por um interrogatório policial, o personagem mergulha em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que remontam a sua chegada até essa situação, o envolvimento com o caso dos vizinhos e as relações interpessoais e sociais do contexto. Novamente, mantém-se o humor mais que sarcástico e, principalmente, as reflexões profundas que inebriam até mesmo os telespectadores. Em nuvens acinzentadas de escolhas e retratos, </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81662953"><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um reflexo bem desenhado da vida. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_32999" aria-describedby="caption-attachment-32999" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32999" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png" alt="O grupo de nove amigos (Ciro, Ruth, Ribeiro, Irene, Silvio, Álvaro, Neto, Célia e Norma) posa sorrindo em frente a um mural de flores brancas. Todos vestem trajes sociais e a personagem Célia, ao centro, está vestida de noiva e com uma tiara de coroa." width="888" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32999" class="wp-caption-text">Fim foi um dos grandes sucessos de audiência do Globoplay em 2023 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de</b> <b>Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já viu algo que vem da Fernanda Torres ser menos do que excelente? Criada e escrita pela própria, baseada em seu </span><a href="https://casavogue.globo.com/shopping/noticia/2023/11/fim-conheca-o-livro-de-fernanda-torres-que-deu-origem-a-serie.ghtml"><span style="font-weight: 400;">livro homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> não somente não podia ser diferente, como também supera expectativas. Além da trama cativante, acompanhada de uma ótima direção por Andrucha Waddington e Daniela Thomas, o elenco de peso conta com grandes nomes do audiovisual brasileiro, que entregam performances hipnotizantes, por vezes devastadoras. Entre os atores que compõem o grupo principal estão Marjorie Estiano, Fábio Assunção, Débora Falabella e Emílio Dantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série contempla as </span><a href="https://youtu.be/YpbSQWMyAJo?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">fases da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e como as relações interpessoais se moldam e alteram com o passar do tempo. O enredo acompanha um grupo de amigos cariocas durante os grandes marcos da vida adulta – como casamentos, filhos, divórcios e doenças –, até a nossa única certeza: a morte; brincando com o passado e o presente ao contar essas histórias de forma não linear. Assim como a vida real, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é repleta de momentos para rir e para chorar. O espectador é levado a experienciar a passagem do tempo junto aos personagens, cada um inserido no caminho que traçou para si. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33041" aria-describedby="caption-attachment-33041" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png" alt="Cena da Série Foundation. Ao centro está o ator Lee Pace, que interpreta o irmão Dia. Ele é um homem branco de meia idade. Está vestindo um colete trançado prata com transparência. Ao seu lado está Laura Birn, que interpreta a robô Demerzel. Ela é uma mulher branca, loira de meia idade com seus cabelos presos em um rabo de cavalo. Está usando um vestido com várias dobras simétricas e futuristas. Ao fundo está uma sala escura reflexiva onde passam raios de luz. Ambos estão em pé olhando para frente, sérios." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33041" class="wp-caption-text">Foundation é uma adaptação dos livros de Isaac Asimov (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Foundation</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasceu como uma obra ambiciosa e deslumbrante. Mas mesmo com </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/fundacao-da-appletv-e-superproducao-com-grandes-ambicoes-0921"><span style="font-weight: 400;">investimentos milionários</span></a><span style="font-weight: 400;">, é preciso um pouco de loucura para aceitar o desafio de adaptar a complexidade espaço-temporal que </span><span style="font-weight: 400;">Isaac</span> <span style="font-weight: 400;">Asimov propôs em seus livros. E, com louvor, a Apple TV+ conseguiu novamente fazer com que a teoria e tecnologia sejam só ferramentas na narrativa, ofuscadas pelos enredos emocionantes e calorosos que os atores interpretam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saltando 100 anos à frente, a nova temporada mantém todo suspense e mistério do império galáctico regido pelos clones Cleon. Dificilmente imaginamos como novos personagens poderiam agregar à narrativa quando sequer puderam desenvolver os antigos. Entretanto, felizmente, tomam todo protagonismo e elevam os níveis nessa segunda etapa, deixando ânsia pelas </span><a href="https://pt.ign.com/foundation-1/133399/news/apple-tv-renova-foundation-para-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">consequências que virão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e preenchendo a falta que fizeram em sua estreia. – </span><b>Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33040" aria-describedby="caption-attachment-33040" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg" alt="Cena da série Gen V. Nela, na esquerda, há Jordan, jovem não-binárie, amarele, de cabelos curtos, pretos e lisos. Elu usa uma corrente prateada, um moletom preto e calças pretas, além de carregar uma expressão de surpresa no rosto. Sua mão esquerda está posicionada sobre seu peito, segurando a mão de Marie, uma mulher jovem, negra, de cabelos longos e pretos, presos em tranças. Ela veste um cropped preto de mangas curtas e calças brancas com manchas pretas, além de esticar seu braço direito em direção ao peito de Jordan. Ao fundo, o pátio de uma universidade." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33040" class="wp-caption-text">Sucesso instantâneo de público e crítica, a primeira leva da série tem o brasileiro Marco Pigossi no elenco e potencial de sobra para aparecer entre os indicados ao Emmy 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Gen V</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No vale dos super-heróis, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se despediu de 2023 em grande estilo ao realizar o parto dos descendentes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t8CDmXCKABE"><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sangue, lágrimas e até ciência entram no roteiro para recepcionar a primeira geração de jovens patenteada pelo Composto V a ganhar voz e espaço nas telas. Ao longo de oito episódios niveladíssimos, o grupo de protagonistas não só lida com as consequências da descoberta da origem de seus poderes, como passa a construir sua posição tanto no jogo de interesses coordenado pela Vought Internacional quanto na selva de emoções, hormônios e mudanças típica da </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2023/12/19/serie-spin-off-de-the-boys-investiga-mundo-sombrio-da-juventude-de-super-herois.htm"><span style="font-weight: 400;">adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido pelo mesmo trio de criadores da série original, o </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/como-gen-v-conserta-x-men-de-the-boys/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pega emprestado o uso já conhecido de sarcasmo autocrítico e violência gráfica para potencializar seus conflitos – guardando as cartas na manga para certos subtextos. Enquanto faz seus efeitos especiais e trilha sonora coadjuvantes essenciais, a trama introduz ao universo momentos quase inéditos de delicadeza e sensibilidade, projetados por </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunners</span></i><span style="font-weight: 400;"> mulheres muito bem-vindas à equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reunindo os destaques Jaz Sinclair, Emma Meyer e London Thor, o núcleo de atores também brilha em cada reviravolta da história, mas especialmente ao mergulhar em questões de gênero, etnia e sexualidade. Após unir o inesperado ao perverso, dialogando com diversos dramas contemporâneos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i><span style="font-weight: 400;"> não exala nenhuma prepotência juvenil ao deixar a rebeldia guiar sua humanidade e, assim, preparar a nova fase de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lado de seu </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-gen-v-roteiristas-prometem-reviravoltas-e-satiras-para-a-2-temporada-do-spin-off-de-the-boys/117467"><span style="font-weight: 400;">próprio futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33042" aria-describedby="caption-attachment-33042" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png" alt="Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança. À esquerda, vemos uma mulher branca, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma jaqueta preta com detalhes brancos. À direita, vemos uma mulher branca idêntica, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma camisa vermelha. As duas estão à frente de um espelho, olhando suas próprias imagens." width="1500" height="746" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-800x398.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1024x509.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-768x382.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1200x597.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33042" class="wp-caption-text">Uma Rachel Weisz é boa, duas é ainda melhor (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança (Dead Ringers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todo filme precisa virar série, mas que bom que </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">o fez: com </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Weisz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dobro, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> do longa de David Cronenberg muda o gênero dos protagonistas para tornar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ainda mais amedrontador. Ao invés de ginecologistas que dividem tudo, as irmãs Mantle (ambas interpretadas por Weisz) são obstetras obcecadas com revolucionar a gestação para mulheres, mesmo que isso signifique quebrar (muitas) regras no caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esnobada pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pela sua performance dupla como Beverly e Elliot Mantle, Rachel Weisz alterna de papel tão facilmente quanto Tatiana Maslany fazia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo quando as gêmeas idênticas trocam de lugar, é impossível confundi-las tamanha personalidade que Weisz imprime em cada uma. Com um roteiro afiado e um desfecho de deixar qualquer um doido, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) é a exceção à regra dos </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e engrandece a obra original. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33008" aria-describedby="caption-attachment-33008" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg" alt="Ginny (Antonia Gentry) sentada no chão, no corredor da Wellsbury High School, ao lado de Marcus (Felix Mallard).]" width="1300" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33008" class="wp-caption-text">Na segunda temporada de Ginny &amp; Georgia, vemos personagens mais maduros e reais, aproximando o público e provocando empatia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Ginny&amp;Georgia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe uma daquelas séries que chamamos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3pKy7Ajy8O4"><i><span style="font-weight: 400;">guilty pleasure</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Pois é, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ginny &amp; Georgia</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi basicamente isso. Cheia de dramas adolescentes bobos, mas que nos deixam curiosos para continuar assistindo a trama se desenrolar. Porém, a segunda temporada, lançada em 2023, mudou esse cenário e tornou a série mais madura e interessante – e sem serenatas aterrorizantes de sapateado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após as revelações que Ginny (</span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/veja-curiosidades-sobre-a-atriz-antonia-gentry-de-ginny-georgia/"><span style="font-weight: 400;">Antonia Gentry</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem sobre o passado da mãe, Georgia (Brianne Howey), no fim da primeira temporada, vemos uma adolescente revoltada e sem amigos após uma briga que a afastou do grupo de sua escola. No entanto, diferente de sua versão infantil e dramática, na segunda temporada, a protagonista decide encarar as crises e até começa terapia com incentivo de seu pai, Zion (Nathan Mitchell).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um todo, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/series/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece amadurecer: personagens falam abertamente sobre questões sérias, como discriminação racial, sexismo, saúde mental e problemas em estruturas familiares. E claro, as fofocas edificantes continuam, como a relação de Marcus (Felix Mallard) com Ginny; a amizade rachada de Maxine (Sara Waisglass), Norah (Chelsea Clark) e Hunter (Mason Temple) com Abby (Katie Douglas); e Ginny e as mentiras de Georgia se tornando cada vez mais elaboradas. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33037" aria-describedby="caption-attachment-33037" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg" alt="Cena da série Loki. Na imagem, Loki, interpretado por Tom Hiddleston, está olhando para frente, com os olhos marejados e o rosto melancólico. Ele é um homem adulto, de pele branca e olhos claros, cabelos no comprimento dos ombros e de cor escura. Está usando uma coroa na cabeça. A imagem está dando um close-up no rosto de Loki. O fundo é na cor verde escura e toda imagem tem um filtro esverdeado." width="1999" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-800x440.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1024x563.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1536x845.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1200x660.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33037" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Loki é o fim do anti-herói na TVA (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Loki</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando o seu propósito é falhar ou a conquista não for celebrada? A </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki </span></i><span style="font-weight: 400;">deu ao anti-herói favorito do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> um arco em que falhar (algo que ele sempre foi bom) era o melhor para o multiverso. Em uma história cheia de contradições; o deus da mentira lutou para trazer a verdade aos funcionários da </span><i><span style="font-weight: 400;">TVA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Loki, o tirano, confrontou seres poderosos pela liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o segundo ano da série garantiu que todas essas ideias continuassem a rodear o asgardiano e causasse uma mudança brutal. O final de Loki é o oposto do que o vilão de </span><a href="https://youtu.be/glF0zOoj_LA?si=AQK-vkJGOXcbz1c1"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012) um dia sonhou. O seriado também permite partir para uma tangente de ‘e se?’ e humanizar os conceitos do multiverso para além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservices</span></i><span style="font-weight: 400;">. As personagens querem testemunhar a vida que teriam se não tivessem escolhido o caminho ‘X’ ao invés de ‘Y’. A história dos dois ‘Lokis’ (o que morreu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita </span></i><span style="font-weight: 400;">e o da série) aponta o público para essa direção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos episódios do meio, o enredo traz a sensação de fazer rodeios; toma algumas decisões incoerentes que parecem acontecer de forma aleatória só para chegar no ponto desejado, porém a frenesia e o senso de urgência conseguem recuperar a atenção e finalizam </span><a href="https://youtu.be/wmlcMkj2H70?si=b2klttl2SEWOUvpG"><span style="font-weight: 400;">a melhor série do</span><i><span style="font-weight: 400;"> MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com personagens queridos, uma direção de Arte de dar inveja e um glorioso propósito satisfatório.  &#8211; </span><b>Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_33027" aria-describedby="caption-attachment-33027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png" alt="Cena da série ambientada em um quarto de hotel, em que à esquerda Charlie Spring, usando uma camiseta xadrez em tons vermelho/ rosa, segura com uma das mãos o pescoço de Nick Nelson, à direita, que usa uma camiseta amarela nas mangas e branca no meio. Os dois estão se olhando." width="1999" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33027" class="wp-caption-text">Nick e Charlie estão mais unidos do que nunca na 2ª temporada de Heartstopper (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Heartstopper</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua segunda temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">retorna com a mesma dose de doçura e sensibilidade ao retratar a efervescência e as incertezas da adolescência, mas dessa vez, mergulhando em temas mais maduros. Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor), após se conhecerem e se apaixonarem na </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se deparam com novos desafios. Baseada na história em quadrinhos homônima de Alice Oseman, que também assina como roteirista, a série estreou em agosto de 2023, se tornando uma das produções </span><a href="https://portalpopline.com.br/heartstopper-2o-lugar-parada-global-netflix/"><span style="font-weight: 400;">mais assistidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">novo capítulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida dos personagens, Nick deseja fazer a difícil tarefa de assumir sua bissexualidade e seu relacionamento para sua família e amigos, enquanto Charlie, pressionado por si mesmo em ajudar o parceiro nesse processo, se vê confrontado com transtornos alimentares. Além disso, também acompanhamos outros dilemas: Elle Argent (Yasmin Finney) e Tao Xu (William Gao) navegam na tênue linha entre amizade e paixão, Darcy Olsson (Kizzy Edgell) enfrenta o preconceito familiar que impacta seu relacionamento com Tara Jones (Corinna Brown) e Isaac Henderson (Tobie Donovan) embarca em uma jornada de autodescoberta ao lidar com sua assexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse maior aprofundamento dos personagens secundários na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=grAcIYmFN7Y"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> eleva a complexidade da série, tornando-se um dos seus pontos altos. Assim como, mesmo explorando temas mais maduros e sérios como aceitação, saúde mental e </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não perde sua doçura característica e seu poder de aquecer o coração. A trama continua a ser uma luz para os mais jovens, oferecendo representatividade e esperança, enquanto também acolhe as gerações mais velhas que não tiveram a oportunidade de viver suas identidades livremente. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_32998" aria-describedby="caption-attachment-32998" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12.jpg" alt="Cena de High School Musical: A Série: O Musical. Na imagem temos Ricky Bowen (Joshua Bassett), um jovem branco de cabelo cacheado. Ele está vestindo uma jaqueta jeans e segurando uma guitarra vermelha. Ao seu lado está Gina Porter (Sofia Wylie), uma jovem negra de pele clara, de cabelo liso preto amarrado em rabo de cavalo. Ela está vestindo um vestido tomara que caia na cor roxa. Ambos estão se olhando e o fundo atrás deles é tomado por uma cortina vermelha desfalcada." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-32998" class="wp-caption-text">Encerrando o espetáculo, os Wildcats dividiram o palco pela última vez (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de High School Musical: A Série: O Musical (</b><b>High School Musical: The Musical: The Series) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é, um novo ano, uma nova apresentação nos palcos de </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">. Caracterizando o fim de uma era, a última temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98aRiv_KLmw"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marca um encontro de gerações. Para os adoradores da trilogia de filmes, indica a oportunidade de rever alguns entes queridos nas telas do</span><i><span style="font-weight: 400;"> streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas para os aficionados da trama </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou o momento de dizer adeus. Os episódios são divididos em dois arcos, sendo um desfecho memorável. Uma segue a nova adaptação da franquia de filmes no Cinema, enquanto a outra avança com a cronologia dos eventos no seriado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora essa conexão seja inovadora, a execução deixa a desejar. O roteiro demanda de muitos acontecimentos, ficando assustadoramente excessivo ao ponto de somente ganhar uma fluidez nos capítulos finais, quando uma narrativa se encerra e abre espaço para dar continuidade a outra. Mas, se alguém se destacou em meio a esse turbilhão, foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4c9kqrKydLA"><span style="font-weight: 400;">Sofia Wylie</span></a><span style="font-weight: 400;">. A intérprete de Gina Porter carregou consigo a graciosidade e a emoção da temporada, uma personagem que saiu de antagonista e despontou como uma das personalidades mais aclamadas de toda a série. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33023" aria-describedby="caption-attachment-33023" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image28.jpg" alt="Cena da série Hora de Aventura: Fionna e Cake. Da direita para a esquerda temos o desenho de Gary Prince, um jovem completamente rosa, vestindo uma camisa de gola alta e um casaco em diferentes tons de rosa. Ao seu lado está Fionna Campbell, uma jovem branca, loira, com uma toca de coelhinho e vestindo uma jaqueta verde musgo. Ela está segurando sua gata Cake no colo. Cake tem pelos brancos e amarelos. Ao lado de Fionna está Marshall Lee, jovem negro, com penteado estilo drealocks, ele está vestindo uma camiseta azul e uma jaqueta de couro na cor preta. Por fim temos uma jovem branca, com cabelo alaranjado amarrado em rabo de cavalo, ela está vestindo uma camisa cinzenta. Eles estão no centro de uma cidade e todos estão olhando aterrorizados para o horizonte." width="736" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-33023" class="wp-caption-text">A animação encerra o arco de Simon Petrikov e entrega uma jornada memorável (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Hora de Aventura: Fionna e Cake (Adventure Time: Fionna and Cake)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após os eventos finais de uma das maiores animações idealizadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca na plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=94gpIscW0Mc"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura: Fionna e Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados as versões alternativas de Finn e Jake, desenvolvidas na imaginação do antagonista Rei Gelado. Mantendo a identidade visual memorizada pelo público, as ilustrações não revelaram grandes mudanças da obra original, mas adotou tons mais claros que o habitual e abraçou referências clássicas do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sailor Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1992) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro </span></i><span style="font-weight: 400;">(1988). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo gira em torno de Fionna Campbell, uma jovem sentindo o tédio de uma vida monótona, enquanto sonha com um universo diferente do seu. Em um momento de desatenção, Campbell atravessa um portal que liga o seu mundo com a famigerada Terra de Ooo, onde conhece seu próprio criador, Simon Petrikov. Involuntariamente, a trama guarda um sentimento nostálgico. Menções claras de episódios de </span><a href="https://www.max.com/br/pt/shows/hora-de-aventura/fff09eaf-17c3-446b-be32-8a0d47e4ccf1"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> circulam toda a atmosfera do seriado, que transportam o nosso consciente para um local de conforto, assinalado pela imaginação e infância. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33035" aria-describedby="caption-attachment-33035" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos." width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33035" class="wp-caption-text">Nos despedimos de Mrs Maisel com “peitos empinados” e lágrimas nos olhos (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>5ª temporada de Maravilhosa Sra. Maisel (The Marvelous Mrs Maisel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">T</span><i><span style="font-weight: 400;">he Marvelous Mrs Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou um final triunfante, nos revelando que os acontecimentos narrados pela série foram apenas o prelúdio da carreira de sucesso reservada a Miriam Maisel (</span><span style="font-weight: 400;">Rachel Brosnahan)</span><span style="font-weight: 400;">. A quinta temporada buscou arrematar bem todos os enredos, desde o retorno de Maisel com os shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> até o seu relacionamento </span><i><span style="font-weight: 400;">slow-burn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Lenny Bruce (</span><span style="font-weight: 400;">Luke Kirby)</span><span style="font-weight: 400;">. O roteiro brilhante de </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Amy Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> abriu espaço para novos recursos que foram adicionados à trama, como saltos temporais e musicais, tudo acompanhado dos diálogos rápidos e afiados já bem conhecidos, só que dessa vez no ‘climinha’ de despedida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu último ano, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aprofundou ainda mais nos conflitos da mulher da década de 1960 e acompanha o drama geracional, passado de mãe para filha, ao longo do que podemos vislumbrar da protagonista e sua família durante as décadas. Dos relacionamentos de Maisel, aquele que sempre mais importou foi entre ela e a sua Comédia que, dessa vez, abriu espaço para o maior desenvolvimento de sua amizade com a agente </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=jlxyXpGGpuF_4V0f"><span style="font-weight: 400;">Susie Meirson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Vencedora de 20 </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série foi mais uma vez destaque em indicações da premiação de 2023, nos deixando um enorme legado de qualidade e versatilidade para as futuras produções televisivas. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33045" aria-describedby="caption-attachment-33045" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33045" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg" alt="Cena da série Minhas Aventuras com o Superman. Na imagem do desenho animado, estão dois personagens, sendo um deles o Superman, um homem branco de olhos claros e cabelos escuros que veste um uniforme azul com detalhes em vermelho." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33045" class="wp-caption-text">Com The Boys e, agora, Minhas Aventuras com o Superman no currículo, Jack Quaid já pode ser considerado um ‘queridinho’ das adaptações de quadrinhos para as ‘telinhas’ (Foto: Adult Swim)</figcaption></figure>
<p><b>Minhas Aventuras com o Superman</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as combinações mais inesperadas do audiovisual em 2023, poucas, talvez, tenham sido tão interessantes quanto a de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;">, que une a mitologia do filho de Krypton com a linguagem dos animes. A narrativa básica está lá: Clark Kent (Jack Quaid, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é um jovem alienígena com poderes sobre-humanos que está descobrindo seu lugar nesse mundo, tentando a sorte de viver uma vida dupla como super-herói e jornalista do Planeta Diário de Metrópolis. Seus companheiros também são conhecidos: o melhor amigo Jimmy Olsen (Ishmel Sahid, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i><span style="font-weight: 400;">) e o interesse amoroso em potencial Lois Lane (Alice Lee, de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maratona de Brittany</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Adult Swim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente o estilo visual e as sensibilidades dramáticas do anime. No primeiro sentido, destaca-se a ênfase da periculosidade nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/super-herois/"><span style="font-weight: 400;">sequências de ação</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Clark se colocando na frente de Lois para protegê-la de uma rajada de balas. Já no segundo, é notável o quanto a expressividade dos personagens auxilia seus arcos de desenvolvimento emocional, como o olhar ultra apaixonado da jornalista pelo colega de trabalho. São escolhas que mostram como uma roupagem completamente nova, diferente e criativa pode reacender o charme de um personagem com décadas de história na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33033" aria-describedby="caption-attachment-33033" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg" alt="Cena da série Jury Duty. Em uma sala cuja parede é cinza, vemos treze pessoas sentadas em cadeiras, distribuídas em três fileiras horizontais. A primeira e a terceira fileira possuem quatro pessoas, enquanto a segunda possui cinco. Alguns personagens olham para frente em um ponto fora da câmera; outros olham para os lados, distraídos. Ao fundo da sala, no canto esquerdo, é possível ver uma bandeira dos Estados Unidos. Na parede, vemos a metade inferior de três quadros e, atrás da última fileira, um móvel com algumas decorações em cima, como livros empilhados e uma planta." width="1486" height="836" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33033" class="wp-caption-text">Jury Duty é o programa de pegadinhas mais sincero da Televisão (Foto: Amazon Freevee)</figcaption></figure>
<p><b>Na Mira do Júri (Jury Duty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se algum dia você já se perguntou sobre o que realmente aconteceria caso alguém passasse pela experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Show de Truman</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ei6YoSid5fo"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a resposta. Na melhor surpresa do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, Ronald Gladden, um cidadão comum, acredita que está participando de um documentário sobre o processo de trabalhar como um júri. O que ele não sabe é que nada daquilo é real – todos os outros presentes no tribunal, desde os agentes federais até o próprio réu, são atores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta da dupla Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, os criadores de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, poderia ser insensível e, até mesmo, cruel, não fosse o fato do </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca perder de vista a humanidade de seu protagonista. A todo momento, Ron reage às circunstâncias bizarras que o cercam com empatia e paciência genuínas; isso, juntamente com um roteiro pré-definido hilário, é o responsável pelo sucesso da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com quatro indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, incluindo na categoria de Melhor Série de Comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio para mostrar que fugir do comum e apostar no inusitado é um risco e tanto, mas um que vale a pena. Seu sucesso estrondoso faz com que não seja difícil imaginar uma enxurrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> com câmeras escondidas nos próximos anos, porém parece improvável que qualquer uma delas seja capaz de capturar a mesma magia deste tribunal de faz de conta. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33001" aria-describedby="caption-attachment-33001" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.jpg" alt="Cena da série Next In Fashion da Netflix. Na imagem, estão quatro jurados do programa, a dupla fixa Tan France e Gigi Hadid, e os convidados especiais Bella Hadid e Jason Bolden. A câmera os captura a partir dos joelhos, sentados observando um modelo na passarela que está de costas. Da esquerda para a direita na imagem: France, um homem de ascendência paquistanesa que veste um turbante, Bella, uma mulher de ascendência palestina que veste vermelho, Gigi, uma mulher branca de ascendência palestina que veste brilhantes e Bolden, um homem negro que veste um chapéu e uma jaqueta jeans. Ao fundo, é possível enxergar a plateia do reality show de moda." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-33001" class="wp-caption-text">A segunda temporada do reality show de moda recebeu convidados especiais ao longo dos episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Next In Fashion</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junte a sabedoria e irreverência de </span><a href="https://www.lilianpacce.com.br/webstories/o-estilo-principe-de-tan-france/"><span style="font-weight: 400;">Tan France</span></a><span style="font-weight: 400;">, estilista conhecido por participar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a experiência na indústria da moda de </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/03/11-looks-que-mostram-a-evolucao-fashion-de-gigi-hadid.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das figuras mais importantes das passarelas nos últimos anos, e pronto: você tem uma dupla de apresentadores perfeita para um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> repleto de desafios e emoções. Na segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hadid investe em </span><a href="https://stealthelook.com.br/os-looks-da-gigi-hadid-na-nova-temporada-de-next-in-fashion/"><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> esplêndidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para assumir o antigo posto da editora da Vogue britânica, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ubsU7LdIK4"><span style="font-weight: 400;">Alexa Chung</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um ano mais colorido e repleto de referências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, dessa vez, os tecidos mais tradicionais deram lugar aos </span><i><span style="font-weight: 400;">patches jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://elle.com.br/moda/next-in-fashion-um-bate-papo-com-nigel-xavier-e-tan-france"><span style="font-weight: 400;">Nigel Xavier</span></a><span style="font-weight: 400;">, o vencedor da temporada que ganhou também o título de ‘Mago dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;">’. Com uma perda de ritmo lá pelo meio da temporada, o seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue recuperar o folêgo, não ironicamente, através da respiração acelerada dos competidores, cada vez mais engajados com os as propostas, entregando trabalhos artísticos incríveis. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda contou com a participação de convidados para além de especiais, como a lendária </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/noticia/2019/05/abril-15-vezes-que-donatella-versace-foi-o-grande-icone-de-estilo-dos-anos-90.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Donatella Versace</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/moda-e-beleza/noticia/2022/12/05/bella-hadid-ganha-premio-de-modelo-do-ano-no-british-fasion-awards.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, irmã de Gigi que conquistou o seu próprio espaço no universo da moda.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33016" aria-describedby="caption-attachment-33016" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg" alt="Cena de O Jogo do Diabo. De cima, seis pessoas asiáticas são vistas debruçadas sobre uma grande mesa verde; todos vestem roupas casuais. Estão mexendo em blocos de madeira com diferentes letras." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33016" class="wp-caption-text">O diabo testa os usos da mente humana (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de O Jogo do Diabo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde você iria para vencer um jogo e levar para casa um grande prêmio em dinheiro? Essa é a premissa de </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/o-jogo-do-diabo-explicamos-as-regras-do-tenso-reality-coreano-da-netflix-1.3242187"><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reúne doze pessoas com altos níveis de inteligência para competir entre si. A série explora os instintos humanos frente a necessidade de completar desafios, e as reações variam de trabalho em equipe até traição. Tudo, exceto roubo e violência, é permitido no jogo e isso, combinado às mentes brilhantes dos participantes, deixa toda a experiência mais interessante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca por apresentar provas de estratégias e ética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é um dos grandes investimentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em programas asiáticos. Desde o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a plataforma criou diversos produtos vindos do oriente e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima adição a esse grupo. O maior destaque dos episódios foi o antagonismo formado entre dois grupos da casa – um liderado por Ha Seok-jin e o outro por ORBIT –, que batalharam até a grande final, demonstrando o ‘nós versus eles’ que é presente nas sociedades do mundo real. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom projeto que já foi renovado para a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-jogo-do-diabo-renovada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas dois meses após seu lançamento. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33018" aria-describedby="caption-attachment-33018" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png" alt="Cena da série Only Murders in the Building. Na cena, vemos dois personagens encenando um ato musical. Em destaque, Meryl Streep, uma mulher branca de olhos e cabelos claros, que veste uma roupagem de inverno em uma escada enquanto segura o corrimão." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33018" class="wp-caption-text">Os números musicais foram escritos pela dupla Benj Pasek e Justin Paul, responsável pelos sucessos de Querido Evan Hansen, O Rei do Show e La La Land (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Only Murders in the Building</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após passar duas temporadas presas ao formato de paródia das obras </span><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retornou para sua nova leva de episódios com um cenário completamente diferente. Saímos um pouco do edifício Arconia e vamos para o mundo dos musicais da Broadway ou, mais especificamente, a criação e os bastidores por trás deles. O ponto de partida é o </span><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado ao final da temporada anterior, em que vimos a morte suspeita de Ben Glenroy (Paul Rudd, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Formiga</span></i><span style="font-weight: 400;">) no palco, logo na noite de estreia da peça de Oliver (Martin Short, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Três Amigos!). </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer das investigações, somos agraciados com ótimas novidades. Uma delas é a própria comicidade do texto, que se deixa levar pelo espírito teatral em piadas específicas e hilárias, como o bloqueio criativo de Charles (Steve Martin, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Noiva</span></i><span style="font-weight: 400;">). Outro ponto interessante são os números musicais cheios de personalidade própria, desde o carisma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Which of the Pickwick Triples Did It?</span></i><span style="font-weight: 400;"> até a melancolia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Look for the Light</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse segundo, no caso, é cantado por aquela que é provavelmente a maior estrela da temporada: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/meryl-streep/"><span style="font-weight: 400;">Meryl Streep</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo além da piada pronta de uma profissional tão consagrada interpretar uma atriz aspirante, Streep adiciona um componente humano e singelo a sua Loretta, de tal forma que reflete o próprio estado atual da série. Ao invés de se manter na </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">zona de conforto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> preferiu abraçar a vivacidade e a energia de um grande espetáculo e, assim, realçar sua trama de mistérios e revelações surpreendentes. O saldo final é, talvez, o melhor da série até agora. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33031" aria-describedby="caption-attachment-33031" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png" alt="Cena da série O Ultimato - Queer Love. A cena é interna, na cama de um quarto iluminado. À esquerda, podemos ver um cachorro com pele alaranjado, em cima da cama, sentado aos pés de uma mulher negra, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos castanhos longos presos em um coque e vestindo uma camiseta larga. Ela está com as pernas embaixo de uma cobertura. Ao lado dela, à direita, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos pretos curtos, vestindo uma camiseta preta, shorts cinza e meias pretas sentada à cama." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33031" class="wp-caption-text">Terapia! (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Ultimato &#8211; Queer Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está pronto para dizer “sim”, mas seu parceiro não, o que há de melhor do que expor seus problemas conjugais para o mundo inteiro e entrar em um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">? A premissa renderia o filme de terror mais assustador já feito &#8211; ou simplesmente </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato: Ou Casa ou Vaza</span></i><span style="font-weight: 400;">. Substitua os casais heterossexuais por casais sáficos, adicione uma generosa pitada de sentimentos à flor da pele e uma boa dose de conversas honestas e terá a versão melhorada do programa da </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato &#8211; Queer Love</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é difícil entender que tudo LGBTQIA+ fica melhor. Na primeira edição da versão </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sáfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (afinal, há mulheres bissexuais e pessoas não binárias), a experiência é igual: se sua parceira não está pronta para casar, case com outra e depois volte com ela. A proposta é suficiente para causar um rebuliço emocional nas participantes e propor reflexões se a pessoa com quem entraram no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">é a mesma com quem devem sair após a experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do “sim” ou “não” final, as seis semanas do experimento são suficientes para fazer qualquer um torcer pelo pé na bunda, por uma devida reconciliação ou por um </span><a href="https://lesbocine.com/the-ultimatum-queer-love-como-esta-o-elenco-hoje/"><span style="font-weight: 400;">casal completamente novo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quem nunca falou sobre ter filhos juntos no primeiro encontro que atire a primeira pedra. A angústia pura dos nove episódios tem seu encerramento em uma dinâmica final de reencontro e escancara que o entretenimento só seria maior se a apresentadora também fosse sáfica. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33029" aria-describedby="caption-attachment-33029" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg" alt="Imagem da série The Summer I Turned Pretty. Na imagens estão os atores Lola Tung e Gavin Casalegno, apoiados em um jeep vermelho. Tung é uma jovem branca de cabelos castanhos, longos e lisos. Ela veste um top lilás com bordados. Casalegno é um ator branco com cabelos curtos, loiros e ondulados. Ele veste uma camiseta polo branca." width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33029" class="wp-caption-text">Team Jeremiah, esse é seu momento de brilhar (foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de O Verão Que Mudou Minha Vida (The Summer I Turned Pretty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece com aquele romance de verão que tenta se manter vivo durante as outras estações? Na segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AOPE3mvYjRk"><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos o novo momento vivido por Belly (</span><span style="font-weight: 400;">Lola Tung)</span><span style="font-weight: 400;">, Conrad (</span><span style="font-weight: 400;">Christopher Briney)</span><span style="font-weight: 400;"> e Jeremiah (Gavin Casalegno) após a morte da mãe dos meninos. O triângulo amoroso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna do ano letivo para tentar impedir a venda da casa de praia, que é palco para muitos dramas adolescentes e responsabilidades da vida adulta que vem chegando. A delicadeza e sutileza da história de </span><a href="https://youtu.be/YWPKFmb3a8c?si=UVgD97mfEMo9Tq7x"><span style="font-weight: 400;">Jenny Han</span></a><span style="font-weight: 400;"> também são mantidas na adaptação nesse segundo ano, com novos personagens sendo introduzidos e outros já conhecidos ganhando mais destaque. A química entre Taylor (Rains Spencer) e Steve (Sean Kaufman), a melhor amiga e o irmão da protagonista, rouba a cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com certeza, um dos pontos altos da temporada é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LrUNzq3qr2c"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Taylor Swift e Olivia Rodrigo embalando as lágrimas. Também escutamos Tyler, the Creator, Tame Impala, Bleachers e muitos outros, que nos transportam para a fictícia Praia dos Cousins. Ou seja, para aqueles que gostam de um bom clichê adolescente é a pedida certa. Com muito romance, cenas no parque de diversões, encontros para ver a neve na praia e enredos que vão se tornando mais complexos, ao passo em que os jovens vão percebendo as responsabilidades que os adultos carregam para que eles sempre tenham o verão dos sonhos. A </span><a href="https://people.com/the-summer-i-turned-pretty-season-3-everything-to-know-7569678"><span style="font-weight: 400;">terceira</span></a><span style="font-weight: 400;"> temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou a Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está confirmada. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33013" aria-describedby="caption-attachment-33013" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png" alt="A imagem mostra Percy Jackson, um garoto branco, jovem, de pele branca, cabelos loiros cacheados, olhos azuis e que veste uma camisa laranja com a estampa “CAMP HALF-BLOOD” (Acampamento Meio Sangue), um colar marrom e carrega uma mochila meio azul e meio marrom clara, apoiada sob seu ombro direito. Ele está em um lugar arborizado e olha para a frente." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33013" class="wp-caption-text">A nova adaptação da série ‘queridinha’ dos anos 2000 se inspira totalmente nos livros, mas erra ao não utilizar das possibilidades do audiovisual (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Percy Jackson</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aguardada pelos fãs da série desde a icônica, porém nada fiel, </span><a href="https://br.ign.com/percy-jackson/117700/news/percy-jackson-e-os-olimpianos-tudo-o-que-ficou-diferente-do-livro-passou-pelo-filtro-deles-diz-produ"><span style="font-weight: 400;">live-action do primeiro livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia que estreou em 2010, a adaptação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e o Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou sob grande animação dos leitores mais fiéis da franquia. Cobrindo todo o conteúdo do primeiro livro, a primeira temporada entregou de maneira fiel um jovem de 12 anos que descobre ser filho de um Deus e vê sua vida mudar de cabeça pra baixo. Percy Jackson, interpretado por Walker Scobell, ao lado de Groover (Aryan Simhadri) e Annabeth (Leah Jeffries), embarca em uma jornada de grandes aventuras enquanto tenta provar que não roubou o raio mestre do Rei dos Deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a grande fraqueza esteja em ser extremamente </span><a href="https://exame.com/pop/percy-jackson-rick-riordan-diz-que-nova-serie-vai-ser-bem-diferente-dos-filmes-veja-a-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">fiel ao material original</span></a><span style="font-weight: 400;">, mantendo convenções clássicas de livros e se esquecendo, em partes, de como a produção audiovisual possui outros jeitos de criar. Sendo todos os episódios resumidos a um capítulo do livro, o telespectador passeia por momentos rasos e alguns com muitas informações para pouco tempo de tela, o que pode gerar um desconforto, além de contar com as tradicionais convenções de corte brusco, que funcionam muito bem no papel mas, em excesso, causam um desconforto na ‘telinha’. Contudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode agradar o público em um ritmo não muito acelerado e com uma nostalgia gostosa. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier </b></p>
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<figure id="attachment_33020" aria-describedby="caption-attachment-33020" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png" alt="Cena da série Poker Face. Nela temos a personagem Charlie Cale, interpretada por Natasha Lyonne, uma mulher branca de cabelos loiros bagunçados. Ela veste um boné de caminhoneiros marrom, um óculos de sol amarelo, um sobretudo de tricô na cor bege com figuras em verde escuro e uma bota de pelos com figuras em azul e vermelho. Ela está sentada em uma cadeira de praia em um terreno árido, sua perna direita está sobre a esquerda e ela abre uma lata de Coca Diet na cor cinza. Ao lado, um cooler na cor verde com o fundo branco e ao fundo, um Opala azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33020" class="wp-caption-text">Tendo como norte os tempos descompromissados da TV da década de 1970, Poker Face percorre um divertido caminho, o qual é delicioso ser carona (Foto: Peacock)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Poker Face</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bESGLojNYSo&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga em 2008</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou como quem não quer nada, mas diferente de sua xará do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, não foi tão estrondosa quanto, principalmente por estar escondida no nichado serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> unicamente estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou em águas misteriosas na Internet). Mas isso não chega a ser demérito, pelo contrário, a série se transforma em uma pepita de ouro que recompensa quem a acha ao longo de seus oito episódios perfeitos para se maratonar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra conta a história de Charlie Cale, uma norte-americana que tem a habilidade de saber quando alguém está blefando só de olhar no olho, o que faz com que ela conquiste inimigos e tenha que fugir pelas estradas dos EUA. Criada por </span><a href="https://www.instagram.com/riancjohnson/"><span style="font-weight: 400;">Rian Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção abusa da nostalgia de quem cresceu embalado pelas séries de casos da semana do início do século, fazendo com que </span><a href="https://personaunesp.com.br/poker-face-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> crie um envolvente mistério muito bem arquitetado, que se sustenta aqui graças a um texto afiado e ao carisma surreal da personagem de Natasha Lyonne. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33017" aria-describedby="caption-attachment-33017" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg" alt="Na imagem, a Rainha Charlotte, interpretada por India Armatifeio está sentada em uma das salas do palácio com seu cachorro, um Lulu da Pomerânia caramelo, em seus braços. Charlotte usa um vestido cinza claro, com mangas de renda e um bordado centralizado. Seu cabelo crespo está em um penteado meio preso com uma coroa. Na esquerda da sala há uma harpa, com um pequeno banco e uma partitura apoiada em um suporte. Atrás de Charlotte há um piano e na direita um grande vaso ornamentado branco e azul. O ambiente possui várias janelas, iluminando a cena com luz natural." width="1300" height="868" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33017" class="wp-caption-text">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton se consagra como uma derivação de sucesso (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton (Queen Charlotte: A Bridgerton Story)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzir um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma série que conquistou a audiência pode, muitas vezes, ser um tiro no próprio pé. Felizmente, para </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81476183"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a narrativa encontrou seu final dos sonhos com o desenvolvimento da história de vida da monarca e personagem secundária de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Bridgertons</span></i><span style="font-weight: 400;">, Charlotte (Golda Rosheuvel e India Armateifio). Carisma, intensidade, sentimentalismo e romance são apenas alguns dos aspectos apresentados na trama e que resultaram em uma estatueta do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">2023</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com trajes extravagantes, uma Fotografia impecável e um elenco muito bem escalado, a série aumenta ainda mais a qualidade das produções do universo da extensa família, especialmente por abordar, com êxito, questões sociais e delicadas. </span><a href="https://www.oprahdaily.com/entertainment/tv-movies/g28943837/shonda-rhimes-tv-shows-list/"><span style="font-weight: 400;">Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é certeira e mostra que é possível que obras audiovisuais com temática de época sejam mais do que atuais. Mesmo com apenas </span><a href="https://sobresagas.com.br/quantos-e-qual-a-duracao-dos-episodios-de-rainha-charlotte/"><span style="font-weight: 400;">oito episódios</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trama se desenvolve sem deixar pontas soltas e se mantém íntegra do início ao fim, mas não sem deixar um espacinho para que mais personagens secundários se tornem protagonistas de suas próprias histórias. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33030" aria-describedby="caption-attachment-33030" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png" alt="Cena de RuPaul's Drag Race. Ao centro e em foco está Sasha Colby, uma drag queen branca, de cabelos pretos; veste um sutiã de pedras rosas e segura um cetro prateado; tem uma expressão feliz em seu rosto. Atrás dela está RuPaul, uma drag queen negra, de cabelos platinados; usa um vestido amarelo; está sorrindo e batendo Palmas. Atrás há luzes em tons de roxo." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33030" class="wp-caption-text">A 15° coroa é branca, rosa e azul (Foto: VH1)</figcaption></figure>
<p><b>15ª temporada de RuPaul’s Drag Race</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos principais programas do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> e completou 15 anos de história em 2023. Depois de tanto tempo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tenta se reinventar sem perder a sua essência. Por exemplo, os novos desafios especiais de </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de talentos e festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foram introduzidos na 14° temporada, foram feitos novamente. Mas, as provas tradicionais, como o baile e o </span><i><span style="font-weight: 400;">snatch game</span></i><span style="font-weight: 400;">, ‘queridinhos&#8217; do público, se mantiveram. Outra coisa que também foi novidade na nova leva de episódios é o prêmio da vencedora, que aumentou pelo segundo ano consecutivo, passando de 150 mil dólares, para 200 mil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco do 15° ciclo também deu o que falar. Alguns destaques são: a ‘fashionista’ da temporada, Luxx Noir London, a </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync assassin</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Anetra, e as primeiras gêmeas do programa, Sugar e Spice. Claro que a grande estrela foi a vencedora Sasha Colby, </span><i><span style="font-weight: 400;">drag mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Kerri Colby, que participou do elenco anterior. Sasha já era uma veterana de concursos quando entrou no programa e, desde o primeiro episódio, todas as participantes sabiam que seria difícil ganhar dela. Talentosa e versátil, ela foi a segunda </span><a href="https://www.thewrap.com/rupauls-drag-race-transgender-contestants-kylie-sonique-love-jiggly-caliente/"><span style="font-weight: 400;">mulher trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> a vencer o </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/RuPaul%27s_Drag_Race_(Season_15)"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo Willow Pill, vencedora do ano anterior. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33009" aria-describedby="caption-attachment-33009" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, Otis, interpretado por Asa Butterfield, está sentado de frente, de braços cruzados e olhando para cima com expressão de incômodo. Ele é um homem branco, com menos de 30 anos de idade, de olhos claros e cabelo escuro curto. Ele veste uma camiseta listrada nas cores laranja, amarelo, azul claro e marrom. A calça é na cor laranja. Usa um relógio quadrado na cor preta no pulso. O ambiente é um quarto, atrás de Otis tem uma mesa com gavetas. Na mesa há papéis, cadernos e uma luminária. Do lado esquerdo tem uma caixa com discos de música. Na parede tem cartazes colados. Acima há uma janela com brinquedos de enfeite." width="1999" height="1299" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-800x520.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1024x665.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-768x499.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1536x998.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1200x780.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33009" class="wp-caption-text">Otis lida com problemas de amizade e na vida amorosa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Sex Education</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série britânica que </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">conquistou fãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> por abordar sexo e sexualidade com sensibilidade e bom humor chegou ao fim. O último ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education </span></i><span style="font-weight: 400;">não se contenta em apenas finalizar as histórias dos personagens, apresenta novas personalidades e uma nova escola, Cavendish. De começo, é fácil sentir estranheza com a liberdade e positividade do ambiente, que não se assimila com o colégio de Moordale, mas aos poucos revela ser problemático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quarta temporada usa o novo espaço como palco para falar sobre novos temas: acessibilidade e formas de sentir prazer. Mas nem tudo se resume a ‘educar’, o relacionamento de Otis com seus amigos excêntricos em suas personalidades, que fizeram da série um sucesso, continuam como epicentro. Alguns personagens não têm seus desfechos previsíveis – a despedida de Otis, Eric e Maeve teve </span><a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">muita maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, muitos casais e amigos se separam, mas tudo é feito com sensibilidade e leveza, mesmo quando aborda o luto, a série não perde seu astral.   &#8211; </span><b>Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_33036" aria-describedby="caption-attachment-33036" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png" alt="Cena do anime Scott Pilgrim: A Série. Na imagem, vemos a personagem Ramona Flowers ao centro, jovem branca de cabelos azuis e uma jaqueta de couro, com uma bolsa na qual é possível ver a cabeça do personagem Scott Pilgrim, jovem branco de cabelos castanho-claros e uma sobrancelha espessa. Ao redor e atrás de Ramona, podemos ver cinco outros personagens da mesma faixa etária adolescente/adulta, sendo três homens e duas mulheres. À esquerda de Ramona vemos Stephen Stills, um homem branco com uma barba rala, cabelos castanho-claros e sobrancelhas escuras, vestindo um casaco; além dele há Wallace Wells, homem branco de cabelos pretos, vestindo um suéter azul-marinho; também há Knives Chau, mulher branca de olhos completamente escuros, cabelo preto com uma mecha vermelha, vestindo um cachecol listrado; à direita de Ramona vemos Young Neil, homem branco de cabelos castanhos, vestindo um smoking e tomando um sorvete; além dele há Kim Pine, mulher branca de cabelos ruivos curtos, vestindo um casaco esportivo. Todos possuem uma expressão confiante." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33036" class="wp-caption-text">Em nova série, Ramona Flowers é a verdadeira protagonista da história (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Scott Pilgrim: A Série</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores dúvidas que rodeavam o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doKntgTt1So"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era se a produção faria jus à obra original e a sua adaptação cinematográfica, lançada em 2010; depois de qualquer incerteza que se passou, é inegável que a nova série animada entregou mais do que prometeu. O anime foi produzido por BenDavid Grabinski em colaboração com Bryan Lee O&#8217;Malley, o criador das HQs originais que serviram de base para essa nova adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao filme dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NPfaM_moVnA"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim Contra o Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vale destacar que teve o desafio de resumir seis volumes de quadrinhos em menos de duas horas, sendo bem-sucedido em muitos aspectos – embora seja apressado demais em alguns momentos. Porém, neste novo lançamento, a história teve mais tempo para respirar e se desvendar, já que se estende por oito episódios que variam de vinte a trinta minutos de duração. É por isso que podemos acompanhar um maior desenvolvimento de cada personagem da narrativa, se aprofundando em traços antes desconhecidos de cada um, o que não foi possível em apenas um longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, já é apresentado um evento que foge completamente da história original, mostrando que a nova produção se empenha em trazer algo novo e não se rende à preguiça de seguir uma narrativa previsível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aproxima mais das HQs que da adaptação do Cinema em vários sentidos – com destaque ao estilo de animação, que se assemelha quase que identicamente aos traços dos quadrinhos –, mas propõe uma releitura refrescante da história. Assim, mesmo tendo um foco maior em agradar fãs que já conhecem o filme e os livros, o anime </span><a href="https://br.ign.com/scott-pilgrim-anime-series/116208/review/scott-pilgrim-a-serie-e-a-melhor-versao-da-obra-de-bryan-lee-omalley-review"><span style="font-weight: 400;">entrega algo para todo público</span></a><span style="font-weight: 400;">, independente de sua familiaridade com a obra. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33015" aria-describedby="caption-attachment-33015" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image20.jpg" alt="Cena da série Silo. Na imagem, vemos a personagem principal, uma mulher branca de olhos e cabelos claros. Ao fundo o cenário é de um lugar pouco iluminado." width="474" height="316" /><figcaption id="caption-attachment-33015" class="wp-caption-text">Em silo, estamos ansiosos para descobrir se a curiosidade realmente matou o gato (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Silo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada na </span><a href="https://entrecultura.com.br/ordem-trilogia-silo/"><span style="font-weight: 400;">trilogia de livros homônima de Hugh Howey</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i><span style="font-weight: 400;"> garante um misto de ficção científica e drama. A história acontece em um cenário pós-apocalíptico distópico, onde a sociedade é forçada a habitar o subsolo por conta de um evento climático misterioso que atingiu a atmosfera terrestre, tornando o ar extremamente tóxico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mistérios e rigidez, aqueles que quebram as regras ou fazem perguntas são enviados para a atmosfera, e acabam morrendo em frente às câmeras após alguns minutos de exposição, enquanto a população dentro do Silo assiste. Ninguém sabe como a construção subterrânea surgiu, e nem se o que veem nas câmeras é real. Graças a isso, a série tem muito o que contar. Através da inquietação e curiosidade da personagem de</span> <span style="font-weight: 400;">Rebecca Ferguson (</span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/03/21/cinema-e-streaming/duna-parte-2-quebra-recorde-de-bilheteria-em-2024-veja-os-numeros/"><span style="font-weight: 400;">Duna</span></a><span style="font-weight: 400;">), é possível ver o desenrolar da série que garantiu sucesso em 2023 e já tem sua segunda temporada em produção. </span><b>&#8211; Pâmela Palma </b></p>
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<figure id="attachment_33048" aria-describedby="caption-attachment-33048" style="width: 809px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png" alt="Cena da 4 temporada da série Succession. Um homem branco com sobretudo marrom está sentado enquanto o pôr do sol bate em seu rosto, seu semblante é de extrema tristeza e seus olhos parecem lacrimejar. Ao fundo, borrado, está um homem de casaco preto alto observando o homem sentado. Ambos estão em um parque, mas com o fundo fora de foco." width="809" height="456" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png 809w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33048" class="wp-caption-text">Temporada final de Succession não se desgasta, mas entrega o declínio final de seus personagens (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Succession</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encerramento de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/05/succession-repete-tragedia-de-rei-lear-no-frio-mundo-dos-negocios.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as disputas da família Roy se acirram em um momento de tensão e na batalha egocêntrica dos primogênitos. Nesta reta final, a primorosa jornada dos irmãos alcança oscilações de rivalidades não vistas dessa forma antes e, com uma metade de temporada surpreendente, as relações se alteram, ameaçando definitivamente a hegemonia da Waystar. Porém, o mais evidente nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale </span></i><span style="font-weight: 400;">está na ousadia de integrar o drama familiar e a desilusão incessante na busca por poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marca registrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;">, a guerra de interesses políticos e também pessoais levou os irmãos Roy ao declínio inevitável de seus desejos. A sobriedade do </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><a href="https://www.vulture.com/article/jesse-armstrong-succession-season-four-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Jesse Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sistematicamente fazer escorrer o veneno de Logan Roy nessa temporada e, assim, martirizar cada um de seus personagens é a confirmação da ruína lógica da Waystar, pelo menos no que tange a participação de seus fundadores. Desta forma, as conclusões de Kendall, Shiv e Roman marcam as dolorosas obsessões não alcançadas e consolidam </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma das mais completas e complexas obras para a TV dos últimos anos. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33000" aria-describedby="caption-attachment-33000" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg" alt="A esquerda está Ted lasso de pé, um homem branco, de bigode, está utilizando um agasalho, uma calça jeans de cor marrom e um tenis de cor branco e vermelho. Ao seu lado esquerdo está o tecnico beard, um homem branco, barbudo, está utilizando boné, jaqueta de frio, moletom e tenis esportivo de cor azul. a direita, está Nathan Shelley, um homem pardo, está utilizando mesma jaqueta de beard, está vestido com uma camisa social de cor vinho, utilizando uma gravata. Com calças sociais cinza e um sapato social de cor preta. A direita de Nathan, está roy Kent, um homem branco, de barba, de terno preto, gravata preta e tenis de esportivo de cor preta." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33000" class="wp-caption-text">Ted Lasso mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Ted Lasso</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve na sua terceira temporada, a última da série. A produção, que estreou em 2020, se tornou um sucesso na </span><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nos seus dois primeiros anos conquistou dez </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Série de Comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto no mundo real essas mudanças ocorrem de forma lenta, a série mostra que não é impossível esse mundo perfeito, basta ter as pessoas certas ao lado. Com um roteiro certeiro e excelentes atuações, a série tem a combinação perfeita de elementos que garantem uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">experiência incrível</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde um humor de bom coração até uma história atraente de zebras. Gerando momentos engraçados e emocionantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> terminou na hora certa. &#8211; </span><b>Rafael Gomes </b></p>
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<figure id="attachment_33006" aria-describedby="caption-attachment-33006" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image11.png" alt="Cena da série The Bear. Na fotografia, vemos o protagonista de Jeremy Allen White sentado dentro de um freezer, olhando para as faíscas formadas pelo uso de equipamentos do lado de fora para retirá-lo de lá. A visão da foto é como se estivéssemos vendo a cena das prateleiras. A foto tem tons azulados. Jeremy usa um uniforme de cozinheiro profissional na cor branca, possui algumas tatuagens no braço, é branco e possui cabelo loiro escuro." width="768" height="411" /><figcaption id="caption-attachment-33006" class="wp-caption-text">Nessa segunda temporada, encontramos um Carmy ainda mais abalado emocionalmente &#8211; se é que isso é possível (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de The Bear</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a maré incrível das produções seriadas de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega à mesa dos espectadores como um prato que balanceia perfeitamente o cítrico,  doce, amargo e, principalmente, o humano. Seguindo com o familiar caos </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Carmy (Jeremy Allen White), apreciamos os novos sabores que surgem no restaurante mais amado de Chicago de uma maneira diferente do que em sua estreia &#8211; ainda mais íntimo que quando participamos dos gritos, choros e decepções da cozinha de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Beef</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorando o passado, presente e futuro da equipe, a direção brilha ao nos permitir entrar na vida de Sydney (nossa querida e aclamada </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/persons-of-interest/how-ayo-edebiri-went-from-being-an-uncomfortable-child-to-a-star-of-the-bear"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">), Tina (Liza Colón-Zayas), Ebra (Edwin Lee Gibson) e Marcus (L-Boy). Conforme acompanhamos a construção do novo restaurante, vemos também o nascimento de novos profissionais, com novas versões daquelas figuras que víamos tão despreparadas no início da série. No fim, percebemos que o único que não consegue acompanhar esse ciclo de renovação é Carmy, que permanece preso nas antigas versões de si mesmo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> não só conquistou ainda mais o coração do público como também muitas estatuetas nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><span style="font-weight: 400;">principais premiações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da TV e do Cinema. Consolidando seu título de uma das melhores séries de 2023 e esquentando o clima e as panelas para uma terceira temporada na cozinha da chef Sydney. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33003" aria-describedby="caption-attachment-33003" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png" alt="Em primeiro plano, uma senhora, que aparece do pescoço para cima, está sentada em um sofá encostado em uma parede com uma janela logo acima dele. Através da janela, do lado de fora da casa, estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Dougie e Whitney conversando entre si." width="1999" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1536x1025.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1200x801.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33003" class="wp-caption-text">Com 94% de aprovação da crítica e apenas 41% de aprovação da audiência no site Rotten Tomatoes, a abordagem desconfortável de The Curse dividiu opiniões (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Curse</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conhece os trabalhos anteriores do Nathan Fielder já espera que, se ele está envolvido, não vai ser fácil de assistir. Foi com </span><a href="https://youtu.be/ZjwLFZNCjDA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Nathan for You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série com que se lançou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Comedy Central</span></i><span style="font-weight: 400;">, em estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o comediante revelou sua habilidade em dominar a mescla entre o real e o absurdo como ninguém. Em 2023, se uniu ao co-criador da série, </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Benny Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;"> – parte de um dos duos de cineastas mais notáveis dessa geração junto ao seu irmão –, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;">, para mais uma vez testar os limites até os quais consegue induzir a vergonha alheia na audiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Curse</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Fielder e Stone interpretam um casal recém-casado estrelando um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dirigido pelo personagem de Safdie, no qual querem documentar a visão deles para a transformação de um pequeno bairro majoritariamente latino e indígena no Novo México, chamado Española, em uma utopia moderna ecossustentável. Cria-se uma sátira hilária e inteligente ao </span><a href="https://mundonegro.inf.br/o-complexo-do-branco-salvador-no-cinema-norte-americano/"><span style="font-weight: 400;">complexo do salvador branco</span></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano e ao assistencialismo performático que o acompanha. A produção força ao máximo para descobrir o quanto conseguimos assistir sem desviar o olhar em constrangimento diante desses personagens completamente desligados da realidade que estão tão investidos em socorrer.  &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33004" aria-describedby="caption-attachment-33004" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png" alt="Cena da série The Last Of Us. A fotografia mostra os protagonistas Ellie e Joel de costas, olhando para o horizonte de um campo aberto. Nele, temos destroços de uma tragédia de avião. Ellie é branca, usa um rabo de cavalo e seu cabelo é castanho. Ela veste uma jaqueta na cor vinho e usa uma mochila em tons verdes. Joel, em seu lado direito, é um homem branco, cabelo preto já com fios grisalhos, é bem mais alto que Ellie e usa uma camisa jeans escura e uma mochila. As roupas parecem surradas e sujas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33004" class="wp-caption-text">A série foi inspirada no jogo de mesmo nome lançado em 2013 (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Last Of Us</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as notícias da adaptação do título de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maior sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a percorrer pelas mídias, uma linha tênue desenhou-se em meio às expectativas, desejos e medos: </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria um sucesso total ou uma desgraça completa. Para nossa sorte, nunca antes tínhamos presenciado uma construção de roteiro, personagens e expansão tão rica como a que foi produzida dentro do universo pós-apocalíptico da produção da HBO.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a devastação total causada pelo </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">fungo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é o foco da trama. Apesar da luta pela sobrevivência ser um fantasma que acompanha constantemente os protagonistas, a narrativa nos leva pelas angústias, traumas, violências e o amor envolvido nas relações que ainda restaram. Com sensibilidade e fidelidade, é lindo acompanhar a luz que nasce através da relação entre Ellie (</span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/bella-ramsey-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">Bella Ramsey</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Joel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">) que, timidamente, ilumina um futuro um pouco menos sombrio para ambos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com críticas pelo lado dos fãs dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série furou a bolha e conquistou até mesmo aqueles que não possuem um console em casa. Com uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/12/07/cinema-e-streaming/the-last-of-us-hbo-revela-quando-a-2a-temporada-vai-estrear/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguns prêmios ganhos pelo caminho, teremos o privilégio de ver um jogo de sucesso virar, também, uma série de renome absoluto. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33043" aria-describedby="caption-attachment-33043" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33043" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg" alt="Foto da série The Other Two. Na imagem, vemos um homem branco de cabelos castanhos e uma mulher branca de cabelos loiros sentados em um avião. Eles estão chocados com algo que viram no celular que a mulher está segurando." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33043" class="wp-caption-text">The Other Two termina a terceira temporada no auge do texto e do timing cômico (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de The Other Two</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de três irmãos: um adolescente que se tornou um </span><i><span style="font-weight: 400;">superstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os ‘outro dois’, por isso o nome da série. A comédia é um triunfo graças ao texto afiado de Chris Kelly e Sarah Schneider. Os dois não poupam críticas aos acontecimentos do entretenimento dos últimos anos, como a relação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://queer.ig.com.br/2022-03-10/disney-proibe-personagens-lgbt.html"><span style="font-weight: 400;">personagens LGBTs</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dinâmica entre assessores de imprensa e superestrelas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da ascensão de um jovem e a decadência de seus irmãos mais velhos, </span><a href="https://www.boletimnerd.com.br/the-other-two-serie-hilaria-hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> coloca em foco aqueles que se sentem perdidos na vida adulta. O terceiro e último ano da série encerra as jornadas de Brooke e Carey Dubek brilhantemente, mostrando que eles são muito mais do que apenas ‘os outros dois’. Terminando no auge, a comédia vale o seu tempo. &#8211;</span><b> Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33028" aria-describedby="caption-attachment-33028" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg" alt="Cena da série Treta. À esquerda, está a personagem Amy Lau. Ela é uma mulher amarela, de cabelo curto descolorido e está usando óculos de armação prata, um casaco em tons de cinza, uma camisa branca e um colar colorido. Ela está dentro de um carro branco com a cabeça de fora da janela. Sua expressão é de raiva: sobrancelhas franzidas e boca semiaberta, mostrando os dentes. Ela está apoiando a mão direita na parte superior da janela do carro. À direita, está o personagem Danny Cho. Ele é um homem amarelo, de cabelo curto preto e está usando uma jaqueta preta e uma regata branca. Ele está dentro de um carro vermelho desbotado. Sua cabeça e seus braços estão para fora da janela e ele apresenta uma expressão de raiva, com os olhos arregalados e a boca semiaberta, mostrando os dentes." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33028" class="wp-caption-text">Treta é uma comprovação de que ninguém tem moral para jogar a primeira pedra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Treta (Beef)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtora </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468581/conheca-a-a24-produtora-que-dominou-o-oscar-de-2023.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nunca falha em garantir a representatividade da minoria mais amada do audiovisual: os coitados. Estrelada por Ali Wong e Steven Yeun, a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma jornada envolvente de altos e baixos permeada pelo ditado “</span><i><span style="font-weight: 400;">quando você aponta um dedo para alguém, três estão apontados para você</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Afinal de contas, o vazio de uma vida pode ser preenchido pelo vazio de outra? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir à </span><i><span style="font-weight: 400;">Treta </span></i><span style="font-weight: 400;">pode levar uma única tarde, mas digeri-la pode levar dias. Tal fato se deve tanto ao seu caráter tosco quanto à sua beleza </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qUtwKiNxCFE"><span style="font-weight: 400;">disfuncional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esta, aliás, está registrada nos dois protagonistas cuja inimizade não passa de uma florescência de auto-ódio, regado desde sempre na vida de ambos. Embora o começo dê uma impressão de simplicidade da trama, a obra logo prova ser um método eficaz contra o acúmulo de pontos na carteira, uma vez que uma mera briga no trânsito pode nos levar a lidar com algo pior do que multas: nós mesmos. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33046" aria-describedby="caption-attachment-33046" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33046" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg" alt="Cena da novela Vai na Fé (2023). Sol (Sheron Menezzes), Jenifer (Bella Campos) e Ben (Samuel Assis) estão sorrindo para uma foto. Sol é uma mulher negra de cabelos cacheados com mechas loiras,a sua esquerda está sua filha Jenifer, uma mulher negra jovem, de cabelos compridos e ondulados e camisa azul, e Ben, um homem negro, de barba, cabelo curto, camisa e gravata." width="900" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33046" class="wp-caption-text">Sol (Sheron Menezzes) luta para conquistar seus sonhos, sem nunca deixar de cativar o público [Foto: Globoplay]</figcaption></figure><b>Vai Na Fé</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de superação de uma mulher que sonha em ser cantora, mas trabalha vendendo marmitas para pagar a faculdade da filha parece um enredo banal ou clichê visto de longe, mas a riqueza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> está em seu bom humor e leveza de cada personagem, uma boa percepção dos roteiristas diante da </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/jose-loreto-renata-sorrah-e-elenco-de-vai-na-fe-aquecem-expectativa-para-estreia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">versatilidade dos brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses que aceitam uma história que inclui casais LGBTQIA + e pessoas negras com imensa importância na trama, ao mesmo tempo em que é protagonizada por uma família de fervorosos religiosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações são absurdamente cativantes e  fazem se fundir as personalidades reais e fictícias. Os maiores destaques são Sheron Menezzes como Sol e </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/07/30/sucesso-em-vai-na-fe-conheca-a-trajetoria-de-clara-moneke-muito-orgulho-de-ter-comecado-em-um-curso-de-teatro-gratuito.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Clara Moneke</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Kate Cristina, uma se destacando pela imensa capacidade de seduzir e prender a torcida leal do público e a outra por conseguir arrancar as risadas mais genuínas possíveis.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, a novela que mais captou a essência brasileira sem precisar do tradicional rebusco das novelas das nove. Uma obra simples direta e absolutamente cativante, com uma trama baseada em problemas cotidianos e sem grandes ambições, o roteiro de Rosana Svartman mostra como equilibrar perfeitamente os interesses de uma nova geração hiperconectada que tinha se afastado da TV aberta na última década, e os interesses de quem sempre amou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantanal-critica/"><span style="font-weight: 400;">novelas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que talvez tema as mudanças que o tempo traz ao gênero. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou não só o ano como a própria história da teledramaturgia. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33005" aria-describedby="caption-attachment-33005" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png" alt="Recorte de jornal exibido durante a série da Globoplay Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho. O recorte de jornal traz uma aparência envelhecida com elementos clássicos como manchete em negrito e caixa alta, texto corrido em colunas e uma imagem em destaque. No caso, a manchete traz escrito “Fim de um clã do jogo do bicho” e uma imagem em preto e branco de um senhor que veste uma camiseta branca com óculos escuros. Os demais elementos estão borrados para dar enfoque à manchete." width="984" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33005" class="wp-caption-text">Sucesso no streaming, o seriado documental também gerou um podcast com trechos inéditos (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com grande repercussão no universo cronicamente </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aL4KpOGjiw0"><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ecoa um fenômeno tão intriseco na realidade brasileira que poderia muito bem se encaixar às referências culturais de Silvio Santos e futebol, presentes naquele </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> que usamos quando um ‘gringo’ descobre algo sobre nós nas redes sociais: “</span><a href="https://knowyourmeme.com/photos/1297911-is-this-a-jojo-reference"><i><span style="font-weight: 400;">Is that a Brasil reference?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a pesquisa aprofundada de Fellipe Awi, a série documental da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> é estilosa graças a direção artística de Monica Almeida e surpreende, ainda, com uma sequência de acertos de Pedro Bial na narração dos sete episódios dirigidos por Awi, Ricardo Calil e Gian Carlo Bellotti.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prática </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/series/serie-da-globoplay-mergulha-na-guerra-do-jogo-do-bicho,89e6da2cf3d0fe4be99b48c1b7b8f007b38yf4uc.html"><span style="font-weight: 400;">atualmente ilegal</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é incomum a nós, na verdade, estamos acostumados a escutar histórias sobre algum parente que, em uma determinada época, se envolveu de vez com as apostas, ou conhece aqueles que mantém seus negócios às escondidas. Passando de forma tão natural como o assunto é, de bar em bar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta ao escolher os grandes ‘</span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2023/11/veja-quem-sao-os-bicheiros-retratados-em-vale-o-escrito-a-guerra-do-jogo-do-bicho-clpcvt9lr0037015e2ke2hiex.html"><span style="font-weight: 400;">bicheiros</span></a><span style="font-weight: 400;">’ do Rio de Janeiro como recorte, assim, representando, todo o caos e violência gerados pela prática entre os grandes chefões das escolas de samba. O tópico é sensível, os </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/12/vale-o-escrito-veja-personagens-do-documentario-de-jogo-do-bicho-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> existem na vida real e continuam entre nós, nisso, o documentário parece finalmente elucidar questões enraizadas pelo país</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33021" aria-describedby="caption-attachment-33021" style="width: 1248px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg" alt="Foto da série Yellowjackets. Na imagem, aparecem quatro garotas em uma floresta. Elas estão no inverno. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca com cabelos ruivos, uma mulher branca com cabelos loiros, uma mulher preta com cabelos cacheados e uma mulher branca com cabelos castanhos." width="1248" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg 1248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33021" class="wp-caption-text">Yellowjackets é, provavelmente, a série em que o flashback importa mais do que o presente vivido pelos personagens (Foto: Showtime)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Yellowjackets</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma premissa um tanto curiosa: na década de 1990, adolescentes do time de futebol da escola x embarcam para jogar nas competições nacionais e sofrem um acidente de avião. Durante 15 meses, as garotas, mais conhecidas como as Yellowjackets, vivem à mercê dos perigosos das florestas em busca de ajuda. Na segunda temporada, a abordagem se torna mais intensa e acompanhamos o definhamento das meninas e a animalização a que são submetidas devido à vida que levaram nesse período. Com o drama mesclado a tiradas sutis, o programa televisivo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime</span></i><span style="font-weight: 400;"> amplia o amor que os fãs possuem pelas Jaquetas Amarelas ao mostrar todas as facetas das personagens principais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é dividida em dois momentos temporais: no passado, época em que as Yellowjackets tinham a floresta como o seu lar, e no presente, 25 anos após o choque que marcou a vida de cada uma daquelas garotas, seja individual ou coletivamente. Além da narrativa, as atuações são de tirar o fôlego. Com um elenco adolescente </span><i><span style="font-weight: 400;">à la HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, as atrizes principais entregam o texto do </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segundo ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> da forma que ele merece; nem tão dramático tampouco raso, na medida certa. Aliás, as veteranas que interpretam as mesmas personagens após a passagem de tempo cumprem o papel e fazem jus à versão imatura delas Aqui, os traumas e as personalidades são indissociáveis, se entrelaçando e constituindo as características principais do sexteto imortal. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2023</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2024 21:09:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ato de ouvir Música se tornou tão imprescindível que pode até ser confundido com uma banalidade. Banal não no sentido ruim, mas sim de algo tão essencial, que, por assumir uma parcela gigantesca de nossas vidas, à medida que cresce em escala, não consegue acompanhar o tamanho em definição. Chega um momento em que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32932" aria-describedby="caption-attachment-32932" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-800x420.jpg" alt="Arte para o texto Os Melhores Discos de 2023. Nela vemos, da esquerda para a direita: Troye Sivan, um homem branco de cabelos loiros, Marina Sena, uma mulher branca de cabelos pretos, Lana Del Rey, uma mulher branca de penteado preto, Bad Bunny, um homem latino de cabelo raspado e Sabrina Carpenter, uma mulher branca de cabelos loiros. Todos estão em preto e branco. O fundo é rosa e centralizado em cores brancas está escrito &quot;OS MELHORES DISCOS DE 2023&quot;. No canto superior direito, há o logo do Persona, um olho com o meio em roxo claro e um play no lugar da íris" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32932" class="wp-caption-text">No campo ou na cidade, do indie ao samba, a Música é onipresente (Arte: Henrique Marinhos/ Texto de abertura: Guilherme Veiga)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ato de ouvir Música se tornou tão imprescindível que pode até ser confundido com uma banalidade. Banal não no sentido ruim, mas sim de algo tão essencial, que, por assumir uma parcela gigantesca de nossas vidas, à </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/pesquisa-aponta-que-brasil-esta-acima-da-media-mundial-de-consumo-de-musica/"><span style="font-weight: 400;">medida que cresce</span></a><span style="font-weight: 400;"> em escala, não consegue acompanhar o tamanho em definição. Chega um momento em que ele se torna apenas… ouvir Música. Para não cair nesse limbo chamado lugar comum, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> retorna com sua já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se 2023 nos reservou um retorno ao início do século graças à </span><a href="https://exame.com/pop/streams-de-murder-on-the-dancefloor-crescem-290-no-brasil-desde-a-estreia-de-saltburn/"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/01/18/unwritten-natasha-bedingfield-trend-tiktok/"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqui focamos essencialmente no que foi criado no ano que passou e, assim como os grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">players</span></i><span style="font-weight: 400;"> da indústria, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2024/02/entenda-briga-que-fez-universal-tirar-todas-as-suas-musicas-do-tiktok.shtml"><span style="font-weight: 400;">deixamos o </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de lado para embarcar no ato arcaico de se ouvir um álbum de cabo a rabo. O resultado foram 93 produtos que embalaram e deram sentido para o ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não podemos negar que foi o ano de Taylor Swift. Mesmo sem um trabalho de inéditas, o pomposo </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o agora litorâneo na mesma medida que cosmopolita </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">(Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os resquícios de insônia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – claro, aliados a gigantesca </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> – serviram para ecoar o sucesso estrondoso que ela calcou. Ainda na ditadura loira do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua pupila Sabrina Carpenter apareceu para o mundo também com obras repaginadas: primeiro, enviando os anexos que esqueceu no corpo do e-mail e, no fim do ano, trazendo um pouco de malícia para o Natal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem retornou de forma inédita foi </span><a href="https://billboard.com.br/qual-e-a-treta-entre-sabrina-carpenter-e-olivia-rodrigo-que-envolve-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">a rival</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Carpenter, Olivia Rodrigo. Após a acidez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista volta a expor seus sentimentos de uma forma nada ortodoxa: arrancando suas entranhas. O sentimentalismo, dessa vez mais bonito, mas igualmente doloroso, está presente no alinhamento estelar das </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao mesmo tempo que Mitski declamava todo seu amor para as paredes de um galpão vazio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo das 93 obras, temas conversam entre si, mas a homogeneidade é proibida. </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Pabllo Vittar querem festejar, mas enquanto um é a efervescência do durante, a outra é o desejo do pós. Os latinos KAROL G e Bad Bunny falam sobre o amanhã de formas diferentes: ela com esperança, ele com incerteza. </span><a href="https://personaunesp.com.br/letrux-aos-prantos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Letrux</span></a><span style="font-weight: 400;"> abordava o reino animal e Ana Frango Elétrico se transmuta em feline. Marina Sena se </span><a href="https://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/"><span style="font-weight: 400;">viciava</span></a><span style="font-weight: 400;"> na selva de pedra enquanto Chappel Roan se assustava com os prédios. Jão quer ser cada vez mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-super-critica/"><span style="font-weight: 400;">superlativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, à medida que Post Malone se recolhe em suas origens. Metallica sente a passagem de tempo, diferente de Kylie Minogue, que nem o vê passar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal cenário só é possível pois a Música e toda sua imensidão atuam como um espaço de diversidade e liberdade, no sentido mais amplo das palavras. E nada mais justo do que celebrá-las no ano de passagem da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/morre-rita-lee-gosto-mais-de-padroeira-da-liberdade-do-que-rainha-do-rock-que-acho-um-tanto-cafona/"><span style="font-weight: 400;">Padroeira da Liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;">. O Melhores Discos de 2023 é por </span><b>Rita Lee</b><span style="font-weight: 400;">, que é gente fina na Música e na eternidade.</span></p>
<p><span id="more-32746"></span></p>
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<figure id="attachment_32747" aria-describedby="caption-attachment-32747" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32747" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum 1989 (Taylor’s Version). Nele, temos a cantora Taylor Swift no centro, algumas gaivotas espalhadas pela capa e, centralizado acima de Taylor, o título do álbum 1989 na cor off-white com escrito Taylor’s Version em cima dos números na cor preta. O fundo da fotografia é o céu azul e límpido. Taylor é uma mulher branca, loira e de olho claro. Ela usa batom vermelho e sorri na foto, olhando para o horizonte atrás da câmera. A foto está meio borrada e aparenta ter sido tirada quando Taylor estava em movimento. A capa possui uma borda na mesma cor off-white do números do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-1989.jpeg 1479w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32747" class="wp-caption-text">Taylor anunciou 1989 (Taylor &#8216;s Version) durante o set acústico de seu show da The Eras Tour em Los Angeles em 2023 (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; 1989 (Taylor&#8217;s Version)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma regravação extremamente esperada pelos fãs, Taylor resgata o sorriso, o cabelo curto, os pássaros e o antigo amor por Harry Styles em </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da nostalgia em reviver uma </span><a href="https://www.dn.pt/artes/taylor-swift-fez-historia-com-1989-voltou-a-ganhar-premio-de-melhor-album-5033139.html/"><span style="font-weight: 400;">era de ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Swift consegue elevar ainda mais a experiência de ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> antigos com sua evidente melhoria vocal e refino técnico – tudo parece igual mas, ao mesmo tempo, tudo é diferente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe dos prédios altos de Nova Iorque que marcaram </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela primeira vez, a compositora relembra sua conturbada história com o ex-One Direction nas faixas </span><a href="https://moodgate.com.br/2023/08/04/4-curiosidades-sobre-as-faixas-from-the-vault-de-taylor-swift/"><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que misturam a acidez de um coração partido, a vontade de dar certo e as inúmeras fofocas acerca do </span><i><span style="font-weight: 400;">affair</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época. Todos sabiam das idas e vindas do casal, mas ninguém esperava as alfinetadas tão certeiras em </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It Over Now?</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Traçando um paralelo entre passado e o presente, fica aqui a dúvida se, durante a regravação, Taylor também não se identificou novamente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AppsjTInqiw"><i><span style="font-weight: 400;">Clean</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=89aQIli8aVU"><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Would</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em razão dos mesmos boatos do fim de seu relacionamento com Joe Alwyn. A compositora mostra que, no fim, sempre irá conseguir contar seu lado da história, nem que seja nove anos depois. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Is It Over Now?, Style e Say Don’t Go.</span></p>
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<figure id="attachment_32748" aria-describedby="caption-attachment-32748" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32748" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x800.jpg" alt="Capa do CD 3D Country. Fotografia quadrada retratando um matagal em um dia escaldante. No centro, vemos um homem branco descalço vestindo um chapéu de cowboy, camisa branca e shorts jeans, caído no chão, de pernas para o ar. Ao fundo, é possível ver uma nuvem de fumaça em formato de cogumelo, vinda de uma explosão." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32748" class="wp-caption-text">Em seu segundo projeto, o grupo apresenta um saudosismo multifacetado que vai muito além de suas influências (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Geese &#8211; 3D Country</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do nome, </span><a href="https://open.spotify.com/album/475CtqaU2OY24xBvIekWV6?si=QjNgRct9SNuVkFd8zs0wTQ"><i><span style="font-weight: 400;">3D Country</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que vai muito além de três dimensões. O segundo disco do (agora) quarteto estadunidense Geese – o guitarrista Foster Hudson </span><a href="https://www.instagram.com/p/C1KUdxEuyBS/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">anunciou sua saída do grupo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dezembro de 2023 – é um prato cheio que oferece ao ouvinte tudo e mais um pouco. Narrando vagamente a </span><a href="https://consequence.net/2023/06/geese-3d-country-track-by-track/2/"><span style="font-weight: 400;">jornada de um </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> que toma drogas alucinógenas no meio do deserto</span></a><span style="font-weight: 400;">, as músicas atravessam sem parar sonoridades que abrangem desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e R&amp;B até o progressivo e </span><i><span style="font-weight: 400;">noise</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo em uma grande mistura que não deveria funcionar, mas funciona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sua estreia em </span><a href="https://open.spotify.com/album/1E094hHDWCHZqO1YVLIUmj?si=78ba6cAuQNyq_2balcYq1g"><i><span style="font-weight: 400;">Projector</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), a banda contou com o produtor </span><a href="https://www.speedywunderground.com/about-dan-carey/"><span style="font-weight: 400;">Dan Carey</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já trabalhou com diversos nomes da cena pós-punk inglesa contemporânea; no entanto, para esse novo disco, o grupo convocou </span><a href="https://www.jamesellisford.com/about"><span style="font-weight: 400;">James Ford</span></a><span style="font-weight: 400;">, parceiro de longa data do Arctic Monkeys. O novo produtor trouxe uma abordagem muito mais diversificada para a sonoridade geral do álbum, dando forte protagonismo à seção rítmica da banda – detalhe evidente em músicas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LvHsLdYXfaY"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Nudes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=deFElPQMasw"><i><span style="font-weight: 400;">I See Myself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o disco possui uma dinâmica impecável entre as faixas, oscilando entre momentos crus, sujos e passagens limpas, elegantes, com direito a poderosos arranjos de orquestra e </span><i><span style="font-weight: 400;">backing vocals</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um som pautado principalmente nas décadas de 1960 e 1970, o grupo veste suas influências de forma natural e orgânica, nunca com medo de deixá-las transparecer. Apesar disso, os vocais e letras de Cameron Winter se destacam como uma mistura autêntica de sabores, assim como as linhas de baixo e guitarra que se entrelaçam encantadoramente com as levadas de bateria e percussão. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=llbLo1gsdbk"><span style="font-weight: 400;">química musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente aqui entre todos os membros da banda é algo de se invejar, além de ser deliciosa de se ouvir. <strong>– </strong></span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Domoto, 3D Country e Mysterious Love</span></p>
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<figure id="attachment_32750" aria-describedby="caption-attachment-32750" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-800x800.jpg" alt="Capa do disco 72 Seasons da banda Metallica. Na arte de capa, um plano de fundo amarelo contrasta com o cenário de destruição de um berço. Os objetos em torno do móvel infantil variam desde um urso de pelúcia destroçado até uma guitarra desmontada. Todos os objetos, assim como o berço infantil, parecem terem sido queimados, pois estão todos na cor preta. No canto superior esquerdo, está o símbolo do Metallica, a letra ‘M’ estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metallica.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32750" class="wp-caption-text">A faixa-título, 72 Seasons, venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal (Foto: Blackened)</figcaption></figure>
<p><strong>Metallica &#8211; 72 Seasons</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6UwjRSX9RQyNgJ3LwYhr9i?si=T_CXl8K9T2yYUX-kc-xITA"><span style="font-weight: 400;">72 estações</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou 18 anos na vida de uma pessoa são essenciais para entender a construção de sua identidade e o seu comportamento na fase adulta. Lançada de surpresa junto do título do décimo primeiro disco do Metallica, a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_u-7rWKnVVo"><i><span style="font-weight: 400;">Lux </span></i><span style="font-weight: 400;">Æ</span><i><span style="font-weight: 400;">terna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é basicamente uma ode aos primeiros anos, sendo a escolha perfeita para introduzir toda a ideia por trás de uma obra que avança em sonoridades mais profundas, embora recorra a repetições do passado para isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na contramão do </span><i><span style="font-weight: 400;">riff</span></i><span style="font-weight: 400;"> divertido do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, a inspiração de James Hetfield para conceitualizar toda essa luz que invade o cenário de destruição infantil da arte de capa foi um livro analítico sobre a infância. Não é novidade que o </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> da maior potência do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NAeSbtQWrPs&amp;pp=ygUcbWV0YWxsaWNhIDcyIHNlYXNvbnMgbWVhbmluZw%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">thrash metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> saiba abordar a raiva e o ressentimento em letras fortes, mas dessa vez, ele traz uma maturidade diferente – ainda que os temas sejam os mesmos de sempre –, com o melhor vocal desde os tempos do </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-black-album-25-anos-album-vendeu-metallica-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">Black Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, se as primeiras </span><i><span style="font-weight: 400;">72 seasons</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Metallica explicam os rumos tomados pelo quarteto, atualmente composto por Hetfield, Lars Ulrich, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zwOqs88cHWo&amp;pp=ygUMa2lyayBoYW1tZXR0"><span style="font-weight: 400;">Kirk Hammett</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Robert Trujillo, o disco prova que chegou no tempo certo. Com Greg Fidelman na produção, solos improvisados e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hucsz2l8AFU&amp;pp=ygUTbWV0YWxsaWNhIGluYW1vcmF0YQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">composição mais longa da carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destacando como uma das melhores da discografia, o álbum marca uma nova era para a banda, sendo o seu melhor lançamento deste século. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">You Must Burn!, Crown of Barbed Wire e Inamorata</span></p>
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<figure id="attachment_32751" aria-describedby="caption-attachment-32751" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32751" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit.jpg" alt="Capa do Albúm AFRODHIT, a capa mostra o rosto de IZA, uma mulher negra jovem, que usa um batom preto e maquiagem verde água, ela usa tranças afro com pedras coloridas e cristais amarrados nelas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Afrodhit-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32751" class="wp-caption-text">AFRODHIT conecta autoafirmação e sentimentos pessoais com críticas sociais a problemas coletivos (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>IZA &#8211; AFRODHIT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">IZA é, sem dúvidas, uma das maiores artistas brasileiras contemporâneas e em seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/31sonubmJGHeNaAUPrcHj5"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> ela mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muito estilo. O disco tem como pano de fundo o momento delicado da vida pessoal pelo qual cantora </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/lucas-pasin/2023/08/04/controlava-ate-a-aparencia-dela-equipe-de-iza-se-voltou-contra-ex-marido.htm"><span style="font-weight: 400;">passou recentemente</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que o leva ser uma jornada de autoafirmação, empoderamento e reconhecimento das origens e dos caminhos que trouxeram a artista ao topo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">AFRODHIT conta com 6 </span><a href="https://www.radiocidadejf.com.br/destaques/cantora-iza-lanca-musica-com-parcerias-internacionais/"><span style="font-weight: 400;">participações</span></a><span style="font-weight: 400;"> de artistas como Djonga, Mc Carol, Tiwa Savage e L7NNON. As músicas cantam libertação com muita emoção, com letras que tocam em assuntos como desejo e autonomia financeira. Os grandes destaques do álbum são </span><i><span style="font-weight: 400;">Que Se Vá</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nunca Mais</span></i><span style="font-weight: 400;">, músicas que pincelam em pontos íntimos da carreira e vida de IZA, e ainda trazem uma forte crítica social em seu texto. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Que Se Vá, Nunca mais e Bonzão</span></p>
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<figure id="attachment_32755" aria-describedby="caption-attachment-32755" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32755" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.jpg" alt="Capa do CD After. Fotografia quadrada com o fundo preto. Na parte central está a drag queen Pabllo Vittar. Um homem preto, de cabelo loiro. Ela veste um sutiã e uma calcinha pretas, além de uma bota da mesma cor. Suas mãos estão levantando as botas. Atrás dela, há o fundo preto da imagem e as cores azul, rosa, vermelho e amarelo em tons psicodélicos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32755" class="wp-caption-text">Pabllo Vittar tem o costume de fazer versões remixes dos seus álbuns de estúdio com artistas independentes (Foto: Gabriel Renné/ Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Pabllo Vittar &#8211; AFTER</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que vem depois da noitada? De acordo com a artista Pabllo Vittar, o pós de uma noite de festas é tão importante quanto o evento em si. Em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4aj7OO4L022IGAz5zbQwJZ?si=_HyEqs2LSyS9pRAjnaAHQw"><i><span style="font-weight: 400;">AFTER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela comprova a versatilidade que possui. O projeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma releitura do quinto álbum de estúdio da cantora, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Noitada</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aqui, a artista se aventura em versões estendidas e com participações especiais, como Jup Do Bairro e a dupla CyberKills em uma atualização deliciosa da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Descontrolada</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do piseiro ao </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre a eletrônica e o pagode baiano, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra, mais uma vez, que tem um tato musical como ninguém. Um dos maiores destaques do álbum é a capa, feita pelo artista Gabriel Renné. Sendo um projeto para ouvir de uma vez em um set de uma balada, numa festa de república ou até mesmo no show de Vittar, </span><i><span style="font-weight: 400;">After</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sensorial: no momento em que os fones de ouvidos são colocados, somos teletransportados para os perigos da </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2023/08/pabllo-sobre-o-novo-disco-after-foi-nas-boates-que-a-pabllo-vittar-nasceu-o-projeto-e-uma-celebracao-a-essa-historia.ghtml#:~:text=AFTER%20%C3%A9%20um%20reencontro%20com,por%20eu%20estar%20aqui%20hoje."><span style="font-weight: 400;">vida noturna</span></a><span style="font-weight: 400;"> das baladas brasileiras. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Descontrolada (feat. Jup do Bairro &#8211; Cyberkills Remix, Calma Amiga (feat. Anitta) &#8211; DJ RaMeMes (O DESTRUIDOR DO FUNK) &amp; Dj Tonias Extended Mix e Derretida (feat. Irmãs de Pau) &#8211; Brunoso Remix</p>
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<figure id="attachment_32758" aria-describedby="caption-attachment-32758" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ALMA-IMORTAL-MC-HARIEL.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32758" class="wp-caption-text">MC Hariel lança EP que refletirá em seus futuros projetos. (Foto: Rodrigo Ladeira/Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>MC Hariel &#8211; ALMA IMORTAL</strong></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6kWcsJ8xgio&amp;list=PLzGtJJlk7Z-jadx_IaM6OmIQVdEKBqwJq&amp;pp=iAQB"><i><span style="font-weight: 400;">ALMA IMORTAL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conceito de platão que nomeia o EP com 7 canções, consolida ainda mais MC Hariel como um dos grandes do cenário no funk brasileiro. O EP foi produzido com letras conscientes e importantes que relatam as experiências do MC e tratam trazer a sua visão lúcida para o mundo. Misturando vários gêneros com o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hariel explora os ritmos de uma maneira dinâmica que traz ao EP uma autenticidade consolidada. No videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6kWcsJ8xgio&amp;list=PLzGtJJlk7Z-jadx_IaM6OmIQVdEKBqwJq&amp;index=1"><span style="font-weight: 400;">MODIFICAR</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível decidir o destino da história ao final da canção. REAGIR OU MODIFICAR? Essa é a pergunta que percorre todo o EP.</span></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/mchariel/reel/C0AhI9DLLfD/"><span style="font-weight: 400;">Hariel</span></a><span style="font-weight: 400;">, que introduziu a filosofia nesse </span><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-mc-hariel/171299"><span style="font-weight: 400;">trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> como forma de difundir a superação e o alcance dos sonhos em suas letras, além de ir atrás de conceitos e estudar mais sobre para </span><a href="https://digitais.net.br/2023/11/mc-hariel-junta-funk-e-filosofia-em-alma-imortal/"><span style="font-weight: 400;">escrever as canções</span></a><span style="font-weight: 400;">, produz suas poesias com o intuito de trazer a visão de que tudo é possível. Em síntese, ALMA IMORTAL é um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PCtyMIrR1OU"><span style="font-weight: 400;">manifesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> em que amplia os ideais filosóficos, trazendo consigo a mensagem de que a sua essência não pode ser mudada para agradar os outros, muito menos transformada para se encaixar em algo. Por isso, o MC vem se tornando um dos maiores e é um privilégio estar presenciando um amadurecimento nessa nova fase. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">SONHOS, 1APRENDIZ E SUAS CICATRIZES e 1ESPERTO E 1OTÁRIO</span></p>
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<figure id="attachment_32752" aria-describedby="caption-attachment-32752" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32752" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-800x800.jpg" alt="Foto da capa do disco And Then You Pray for Me. Releitura de O Sepultamento de Cristo, de Caravaggio. A imagem é quadrada. Algumas figuras humanas ocupam a margem direita do quadro. Cristo está sendo segurado por uma pessoa, seu corpo pende para o centro. Ele está sem camisa e seu rosto denota exaustão e sofrimento. Uma das pessoas que seguram Cristo tem uma corrente grossa com quatro pingentes pendurados nela." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/westside-gunn-cover-art.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32752" class="wp-caption-text">Sequência de Pray for Paris demonstra consistência da Griselda Records e que o boom-bap ainda vive (Foto: Griselda Records/EMPIRE)</figcaption></figure>
<p><strong>Westside Gunn &#8211; And They Pray For Me</strong></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3CXoPCQuBb7kP9vEFcfXKU?si=jIeGPO7IQHOOAYzLtejdNA"><i><span style="font-weight: 400;">And Then You Pray for Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deve ser enquadrado na discografia de Westside Gunn como sequência ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray for Paris</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2020. Ambos os discos, assim como as outras produções do membro da Griselda Records, representam um projeto estético que está para além da música pura e simples: colocam a </span><i><span style="font-weight: 400;">black culture</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos EUA – com um certo resgate do </span><i><span style="font-weight: 400;">boom-bap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">gangsta rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito à la Griselda – a par com a “alta cultura” e “alta-costura” europeia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim é que, nas letras, abundam referências ao mundo da moda europeia (</span><i><span style="font-weight: 400;">Margiela Split Toes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Versace</span></i><span style="font-weight: 400;">) contrastadas com o mundo de cocaína e armas a que ele se refere (Griselda é referência direta à Griselda Blanco) e a ascensão que conseguiu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> majestosos contrastados com </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> densos e sujos; e, na capa, releituras de obras do grande cânone europeu, como Caravaggio, feita por ninguém menos que Virgil Abloh, falecido ex-diretor artístico da Louis Vuitton. Miscelânea tão potente de coisas aparentemente tão contraditórias quanto armas de fogo,barroco, drogas e leilão de arte; e decerto a sonoridade de um Louis Vuitton jamais será a mesma depois de Virgil, </span><a href="https://elle.com.br/moda/o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-estreia-de-pharrell-williams-na-louis-vuitton"><span style="font-weight: 400;">Pharrell </span></a><span style="font-weight: 400;">e Westside Gunn. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Revenge of Flip Legs </span></i><span style="font-weight: 400;">(feat. Rome Streetz), </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultra GriZelda</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Denzel Curry) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mamas PrimeTime</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. JID &amp; Conway the Machine)</span></p>
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<figure id="attachment_32754" aria-describedby="caption-attachment-32754" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32754" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/As-palavras.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32754" class="wp-caption-text">Com uma poesia ainda mais madura, Rubel se aventura por novos ritmos e mostra que casa bem com um pouco de tudo (Foto: Coala Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Rubel &#8211; AS PALAVRAS, VOL. 1 &amp; 2</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tMWpm_GOLaA"><span style="font-weight: 400;">Rubel</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem o talento de transcrever sentimentos em canções, não existem dúvidas. O jogo de palavras em cada estrofe e o jeito de fazer poesia que conversa com cada acorde do violão marcaram a carreira do artista e o tornaram conhecido. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m63e6ygKfvU"><span style="font-weight: 400;">As Palavras Vol. 1&amp;2</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor reforça o motivo de ser tão elogiado ao entregar um disco completo, que pode ser apreciado da maneira como o ouvinte preferir: seja faixa a faixa, na degustação dos detalhes, ou em sua totalidade, como uma jornada pelas histórias cantadas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença significativa de sua nova obra, no entanto, se encontra na sonoridade: passeando entre </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">samba</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pagode</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">forró</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mpb</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rubel </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/rubel-desperta-mais-critico-em-novo-album-as-palavras/"><span style="font-weight: 400;">conta uma história</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio de tudo aquilo que inspirou o que hoje temos como Música Popular Brasileira. Ao apontar em todas as direções, o álbum funciona como uma porta de entrada para diferentes ouvintes, furando a bolha que antes o cantor pertencia e apelando para um lado mais </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas, ao sair de sua zona de conforto, o artista entrega belíssimas parcerias, um instrumental de alta qualidade e ótimas músicas para se ouvir no dia a dia</span> <b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Grão de Areia (feat. Xande de Pilares), Toda Beleza (feat. Bala Desejo) e Torto Arado (feat. Liniker e Luedji Luna)</span></p>
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<figure id="attachment_32753" aria-describedby="caption-attachment-32753" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32753" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-800x800.jpg" alt=" Capa do álbum Aurora, da banda Daisy Jones &amp; The Six. Nela, temos os protagonistas Daisy Jones e Billy Dunne encarando-se no pôr do sol. O plano da fotografia é fechado e é possível ver o céu azul no fundo. Daisy é uma mulher branca de olhos claros e cabelo ruivo. Ela está com os braços abertos e usa diversos acessórios como brincos, pulseiras e anel, além de uma roupa branca. Billy é branco, possui olhos claros e cabelo castanho um pouco mais longo e ondulado. Ele está usando uma camisa da década de 70 e uma jaqueta marrom. Centralizado na parte superior, temos o título do álbum em letras sem serifa e o nome da banda no canto inferior direito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-AURORA.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32753" class="wp-caption-text">Seria pedir muito uma tour com datas internacionais de Daisy Jones &amp; The Six? (Foto: Ellemar Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Daisy Jones &amp; The Six &#8211; AURORA</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um sonho realizado para os fãs de Taylor Jenkins Reid: todas as letras de amor de Billy Dunne (Sam Claffin) com Daisy Jones (Riley Keough) materializaram-se em série, banda e álbum. Aqueles que leram a </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e acompanharam a construção dos personagens foram contemplados com a fidelidade e qualidade entregue pelos atores nessa adaptação memorável &#8211; que poderia até mesmo concorrer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de ser um álbum com faixas datadas nos anos  70,  </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AURORA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue misturar o estilo da época com a sonoridade atual e ser um prato cheio para aqueles que buscam a suavidade e o ritmo do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. É evidente que o grupo dedicou-se para proporcionar faixas que ultrapassam o título de trilha sonora e conseguiram, facilmente, roubar a cena para grudar nos seus ouvidos. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: The River, Kill You to Try e Let Me Down Easy</span></p>
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<figure id="attachment_32776" aria-describedby="caption-attachment-32776" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32776" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-800x800.jpg" alt="Capa do disco AUSTIN de Post Malone. A arte de capa se trata de uma fotografia de Malone, um homem branco de cabelos e olhos escuros, sentado na beira de uma piscina. Ao fundo, observamos uma casa envolta de árvores e um carro preto na garagem. Post Malone olha para a câmera de lado enquanto veste uma calça jeans de cor azul e deixa suas inúmeras tatuagens à mostra." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/post.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32776" class="wp-caption-text">AUSTIN é o primeiro álbum de Post Malone que não consta com participações especiais de outros artistas (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>Post Malone &#8211; AUSTIN</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Austin Richard Post, sob o nome artístico de Post Malone, já lutou com vampiros em </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></a><span style="font-weight: 400;"> e até colocou implantes dentários de diamante ao perder os dentes em uma briga. Agora, em seu quinto álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6r1lh7fHMB499vGKtIyJLy?si=jn9PiHtpR4elmhAMb5Kjjw"><i><span style="font-weight: 400;">AUSTIN</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele revisita alguns de seus demônios já conhecidos pelo público, mas por uma perspectiva mais intimista e surpreendentemente bem-humorada, sendo um momento de alívio para quem já viveu múltiplas possibilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando artistas lançam discos homônimos é porque a coisa ficou séria e com </span><i><span style="font-weight: 400;">AUSTIN</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é diferente, o tema da sobriedade percorre todas as faixas, desde as mais inspiradas até as superficialmente melódicas. Ao contrário do </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3HHNR44YbP7XogMVwzbodx?si=YYubSvwwQ1uZSalp4rSJTQ"><span style="font-weight: 400;">antecessor</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum consegue rir de si mesmo com menções peculiares que variam de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wkCpiFc2olE"><span style="font-weight: 400;">Beethoven</span></a><span style="font-weight: 400;"> a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DAOZJPquY_w&amp;pp=ygUUcG9zdCBtYWxvbmUgbW91cm5pbmc%3D"><span style="font-weight: 400;">The White Stripes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sim, Post Malone pagou caro pelo grande momento de sua vida, mas acompanhar a sua jornada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=chsVQVsv8L8"><span style="font-weight: 400;">autoconhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz tudo valer a pena.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Something Real, Novacandy e Laugh It Off</span></p>
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<figure id="attachment_32757" aria-describedby="caption-attachment-32757" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32757" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.png" alt="Capa do álbum Baby Angel da cantora Tinashe. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora do busto para cima mostrando seu rosto em perfil à esquerda. Ela é uma mulher negra, com cabelos loiros e longos. Sua pele está reflexiva pois está molhada assim como sua camiseta regata branca e seus cabelos. Seus olhos são escuros e nos encaram com emaranhados de fios de cabelo à sua frente." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-11-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32757" class="wp-caption-text">Com apenas sete músicas, BB/Ang3l é anunciado como a primeira de três partes do primeiro projeto sob o selo de uma nova gravadora (Foto: Nice Life Recording)</figcaption></figure>
<p><b>Tinashe – BB/Ang3l</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">BB/Ang3l </span></i><span style="font-weight: 400;">nasceu como o terror do </span><i><span style="font-weight: 400;">SEO</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com símbolos e números angelicais, até a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CwnRie_rg2b/"><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi um desafio de ser desvendada. E, como sempre, é um projeto experimental muito bem-vindo quando combinado com o timbre doce e único da Tinashe, ou Sweet T para os íntimos. E ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">BB/Ang3l </span></i><span style="font-weight: 400;">marque o início de uma nova era em sua carreira, é intimamente ligado com seus últimos trabalhos independentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em elementos líricos, nada melhor que sofrermos os mais diferentes estágios do luto após um rompimento ruim, mesmo que ele sequer nos represente </span><b>– </b><span style="font-weight: 400;">à la </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><b> –</b><span style="font-weight: 400;"> e, com louvor, seu último trabalho assume seus próprios erros e abraça a regressão junto a sua a humanidade. </span><b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Needs e None of My Business </span></p>
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<figure id="attachment_32756" aria-describedby="caption-attachment-32756" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32756" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Become, duas chaves de prata em formato de coração, com muitos detalhes nas formas em um fundo preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Become.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32756" class="wp-caption-text">Become é como uma viagem a um sonho nostálgico (Foto: Sub Pop)</figcaption></figure>
<p><b>Beach House &#8211; Become</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda encabeçada por Victoria Legrand e Alex Scally tem lançado sucessos ano após ano. Depois do maravilhoso </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/79NySyjxJ8xric31mXKMAo"><i><span style="font-weight: 400;">Once Twice Melody</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> em 2022, o EP </span><i><span style="font-weight: 400;">Become </span></i><span style="font-weight: 400;">leva o ouvinte a uma viagem psicodélica ao estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com músicas longas e calmas, o disco evita a monotonia com instrumentos bem harmônicos e sintetizadores precisos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras possuem uma leve energia de feriado, e são bem sintonizadas com a fase da banda que explora </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6aR0aEK64yjIGgcBkEWXis"><span style="font-weight: 400;">novos rumos</span></a><span style="font-weight: 400;">. A voz de Legrand é potente e doce, tornando-a uma artista única . Bem consolidada desde 2004 quando lançou seu álbum de estreia , a dupla musical já carrega oito álbuns nas costas, e demonstra ter muito futuro pela frente. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">American Daughter, Holiday House, Black Magic</span></p>
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<figure id="attachment_32759" aria-describedby="caption-attachment-32759" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-800x800.png" alt="Capa do álbum Blondshell. Nela vemos a artista que leva o mesmo nome do álbum, uma mulher branca de cabelos loiros. Ela veste umsueter preto. A foto está em preto e branco e ela olha para a câmera comas duas mãos juntas. A foto está em preto e branco e centralizado na parte superior está escrito &quot;Blondshell&quot; em letras pretas" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32759" class="wp-caption-text">A caloura do indie chega com traços de veterana no gênero (Foto: Partisan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Blondshell &#8211; Blondshell</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos no mundo-cão e Sabrina Teitelbaum sabe disso, por isso se esconde em sua ‘</span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/blondshell-exclusive-interview-joiner-1234666443/"><span style="font-weight: 400;">concha loira</span></a><span style="font-weight: 400;">’. No autointitulado de seu nome artístico, a intérprete não está interessada em escrever finais felizes, muito menos meios ou começos. Seu som é latente, não faz questão de anestesiar e opta por doer, pois julga que tal dor precisa ser sentida até se caracterizar como suportável, ou até mesmo ser transformada em ímpeto. No caso, aqui ela virou Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Misturando </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i><span style="font-weight: 400;">, Blondshell transita entre o sarcasmo e  sentimentalismo e faz desse meio-termo seu próprio inferno. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m-AolGenrfg&amp;ab_channel=Blondshell"><span style="font-weight: 400;">guitarra carregada</span></a><span style="font-weight: 400;">, de poucos acordes e extremamente contínua dá a ideia de uma dor de cabeça, mas, em efeito contrário, cria uma cama macia para a potencialidade da voz e letra de Teitelbaum. No alto de seus 25 anos, tempo considerado até alto para um </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista entende que a vida não é fácil para ninguém, mas longe do coitadismo, faz uma ótima estreia que nos convida para afogar as mágoas, ao mesmo tempo que sofre de ressaca. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Salad, Olympus e Veronica Mars</span></p>
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<figure id="attachment_32918" aria-describedby="caption-attachment-32918" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32918" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva.jpeg" alt="Capa do álbum Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva, de Ajuliacosta. Nele, vemos a artista, uma mulher negra de cabelos loiros. Seu rosto es´ta fragmentado em duas partes, uma está gritando e a outra chorando. Ele segura um espelho quadrado que aponta pra sua cara, no qual reflete um semblante sério. O fundo é preto." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/brutas-tambem-amam-choram-e-sentem-raiva-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32918" class="wp-caption-text">“Peço compreensão no meu modo de ser” (Foto: Ajuliacosta)</figcaption></figure>
<p><strong>Ajuliacosta &#8211; Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quebrando os estereótipos de que mulheres negras são sempre </span><a href="https://letraspretas.com/2020/03/31/mulheres-negras-nao-precisam-ser-fortes-o-tempo-todo/"><span style="font-weight: 400;">fortes</span></a><span style="font-weight: 400;">, Ajuliacosta invade caminhos desarmados, nos quais sentir é completamente válido. O trabalho repousa em um nome bastante auto explicativo: </span><i><span style="font-weight: 400;">Brutas Amam, Choram e Sentem Raiva</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com 10 faixas, o disco explora sonoridades diversas, passeando entre</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas sua maior força vive em seu caráter político.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras, cheias de histórias que a periferia e os jovens negros protagonizam, falam bastante sobre o amor. No caso, esse sentimento vem </span><a href="https://delas.ig.com.br/2021-10-25/ja-ouviu-falar-sobre-amor-afrocentrado---entenda-o-termo.html"><span style="font-weight: 400;">afrocentrado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e em relacionamentos pelos quais o eu-lírico tem orgulho de lutar, já que o contexto social torna tudo uma verdadeira manifestação. Ainda, encontram-se em músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Empresário</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pq a Polícia Smp Acaba com a Festa?</span></i><span style="font-weight: 400;">, críticas fortes a um Estado que deslegitima as formas de comemorar, trabalhar e existir da população nas favelas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">envolventes, o produto é um grito pelos direitos de viver, celebrar e, principalmente, ser vulnerável. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Tão Gostoso</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen Chavosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amo Te Ver de Juju </span></i></p>
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<figure id="attachment_32760" aria-describedby="caption-attachment-32760" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are.png" alt="Capa do álbum But Here We Are. A capa parece uma foto da natureza, com montanhas ao fundo e um lago em primeiro plano. Todos os elementos estão em tonalidades brancas e no encontro entre a montanha e o lago, já linhas coloridas bem suaves no horizonte. No canto inferior esquerdo está escrito, em cinza, But Here We Are" width="300" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Foo_Fighters_-_But_Here_We_Are-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 85vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-32760" class="wp-caption-text">Foo Fighters sensibiliza, mais uma vez, com suas canções. (Foto: Roswell Records/RCA Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Foo Fighters &#8211; But Here We Are</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor da perda é, sem dúvidas, desoladora. Neste 11º álbum, Foo Fighters faz Música a partir de tristeza, pena, luto, questionamentos e, sobretudo, celebração. Celebração por terem tido a chance de serem amigos e família de Taylor Hawkins, baterista da banda, falecido em 2022 e também de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/dave-grohl-fala-sobre-morte-da-mae-eramos-melhores-amigos/"><span style="font-weight: 400;">Virginia Grohl</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; mãe do vocalista Dave Grohl. Procurando respostas para perguntas que jamais serão respondidas, a banda mostra através dos versos a manifestação constante da pergunta: como enxergar o futuro se não há mais nós? A resposta é curta, mas não simplista: é avassalador, mas aqui nós estamos (tradução literal do álbum </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/06/02/foo-fighters-but-here-we-are-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">But Here We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e teremos que reaprender a viver – mesmo longe um do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De </span><i><span style="font-weight: 400;">Rescued</span></i><span style="font-weight: 400;"> a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rest</span></i><span style="font-weight: 400;"> – primeira e última música, respectivamente – são materializados os sentimentos desse luto. A faixa inicial traz um tom de desespero, a digestão do peso da perda e necessidade de alguém para resgatá-lo. Já nas músicas seguintes, tudo é transformado: a angústia vai passando para um consolo, a partida se torna, aparentemente, menos difícil – mas não menos sentida. Ao fim, com </span><a href="https://igormiranda.com.br/2023/06/foo-fighters-but-here-we-are-resenha-review/"><i><span style="font-weight: 400;">Rest</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grupo nos presenteia com a pura poesia do arranjo musical produzido para entender e homenagear a despedida daqueles que já se foram. O descanso é o destino final e está tudo bem agora, eles podem descansar em paz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques estão as participações maravilhosas de Violet Grohl em </span><i><span style="font-weight: 400;">Show Me How</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">cantando em conjunto com seu pai, e também H.E.R. na versão de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/11/20/dave-grohl-glass-mae/"><i><span style="font-weight: 400;">The Glass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançada posteriormente ao álbum. Por fim, é redundante citar o quão importante </span><i><span style="font-weight: 400;">But Here We Are </span></i><span style="font-weight: 400;">é para o Foo Fighters e também os seus fãs. É a continuação de um sonho em conjunto que, </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2023/06/02/foo-fighters-lanca-1o-album-apos-perda-de-taylor-hawkins/amp/"><span style="font-weight: 400;">desde 1995</span></a><span style="font-weight: 400;">, transborda emoção com suas melodias. Um lindo tributo às pessoas amadas em que emoções são exploradas pelo caminho. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Rescued, Show Me How e Rest</span></p>
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<figure id="attachment_32778" aria-describedby="caption-attachment-32778" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32778" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-800x800.png" alt="Capa do disco Chill Kill - The 3rd Album do grupo de K-pop Red Velvet. Na arte de capa, um retrato circular das vocalistas é adornado por desenhos de flores em branco por cima do fundo preto. Na fotografia do retrato centralizado, Seulgi, Irene, Joy, Wendy e Yeri olham fixamente para a câmera. Todas elas são mulheres sul-coreanas de cabelos e olhos escuros. No canto superior direito, está o logo estilizado do Red Velvet com escrita preta por cima de um fundo vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Velvet.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32778" class="wp-caption-text">Após seis anos, Red Velvet finalmente voltou com o terceiro álbum de estúdio, Chill Kill (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Red Velvet &#8211; Chill Kill &#8211; The 3rd Album</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Evitando pensar sobre o que o amanhã reserva na espera de um final feliz, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4UUICitfodUVCNhzmDFbrO?si=Tw_posW8S_OzEX0xq2WcHg"><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill &#8211; The 3rd Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> eleva os vocais de Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri enquanto brinca com uma sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">creepy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao fundo. Tal união peculiar casa perfeitamente com o nome do quinteto, afinal, não existe nada mais Red Velvet do que essa dualidade </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aiHSVQy9xN8"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">/</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=px2Q47O0_eE&amp;pp=ygUUYXV0b21hdGljIHJlZCB2ZWx2ZXQ%3D"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que mistura danças delicadas com homens sangrando e mansões queimando nos videoclipes. Fruto de uma longa espera de seis anos, o disco enfatiza o que os fãs de </span><a href="https://vogue.sg/red-velvet-chill-kill-album-review/"><i><span style="font-weight: 400;">K-Pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já estão cansados de saber: a </span><i><span style="font-weight: 400;">SM Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a pedra no próprio calçado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, no universo de múltiplas possibilidades da indústria musical sul-coreana, ninguém sabe transitar tão bem pelo alternativo como o Red Velvet. Nas vozes das meninas do grupo, composições naturalmente difíceis de agradar se tornam verdadeiros hinos. Porém, para a empresa que </span><a href="https://personaunesp.com.br/exist-critica/"><span style="font-weight: 400;">acumula críticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que vale é investir em promessas mais jovens que de nada realmente acrescentam para além de uma estética </span><i><span style="font-weight: 400;">edgy</span></i><span style="font-weight: 400;"> superficial e, definitivamente, passageira. Uma pena para os mercenários pois, ainda que tenham </span><i><span style="font-weight: 400;">comebacks </span></i><span style="font-weight: 400;">cada vez mais afastados, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uR8Mrt1IpXg"><i><span style="font-weight: 400;">original visual</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já são bem maiores do que qualquer outra coisa em sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato é que </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> não necessariamente consagram grandes discos, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill &#8211; The 3rd Album</span></i><span style="font-weight: 400;"> não aposta no simples, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWWzwZmVQh8"><i><span style="font-weight: 400;">Knock Knock (Who’s There?)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria uma escolha bem mais óbvia do que a faixa-título. Seja motivada pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=59qHkplM484"><span style="font-weight: 400;">direção criativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> esplêndida – de longe, a melhor de 2023 –, ou por um suposto boicote da </span><i><span style="font-weight: 400;">SM</span></i><span style="font-weight: 400;">, a negação do óbvio é o que faz o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlyrt5eAtKI"><i><span style="font-weight: 400;">Chill Kill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tão especial e ajuda a introduzir essa obra que leva pesadelos para a pista de dança, além de orquestrar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pd9hRenqD90"><i><span style="font-weight: 400;">Underwater</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande destaque do álbum que mergulha nos melhores momentos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uznTHSEgx4U"><span style="font-weight: 400;">Janet Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1990. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chill Kill, Underwater e Will I Ever See You Again?</span></p>
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<figure id="attachment_32761" aria-describedby="caption-attachment-32761" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32761" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.jpg" alt="Capa do álbum Coração Bifurcado. Nela vemos um home negro de terno branco. Seu rosto não aparece, pois ele está segurando um balão em formato de coração, que está partido ao meio. No canto direito escrito na horizontal está &quot;JARDS MACALÉ&quot; na cor preta, e no canto escquerdo, está escrito &quot;CORAÇÃO BIFURCADO&quot;." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32761" class="wp-caption-text">Uma jornada pelas cores e sabores da MPB (Foto: Selo Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Jards Macalé &#8211; Coração Bifurcado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mais recente trabalho de estúdio de Jards Macalé, o amor é retratado na sua forma mais intensa e sincera. Com melodias semelhantes a </span><a href="https://jornal.usp.br/artigos/lembrancas-de-toda-uma-carreira-de-itamar-assumpcao/"><span style="font-weight: 400;">Itamar Assumpção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Elza Soares, as melodias da guitarra e percussão ecoam logo nas primeiras faixas, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor In Natura</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo paz, ao passo que questiona as contradições deste imenso sentimento presente em cada um de nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disto, Macalé traz referências que remetem à religiosidade de crenças de matrizes africanas, quando canta sobre como o afeto aparece nas encruzilhadas da vida num canto destinado a Exu. Canções como</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vMi5aS9Og70"> <i><span style="font-weight: 400;">Em Mistérios do Nosso Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esta sendo uma parceria com Maria Bethânia, relembram a força da Música Popular Brasileira e suas decorrências até os dias de hoje. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Coração Bifurcado, Mistérios do Nosso Amor e A Arte de Não Morrer.</span></p>
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<figure id="attachment_32762" aria-describedby="caption-attachment-32762" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32762" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano.jpg" alt="Capa do álbum Cuts &amp; Bruises. A imagem em preto e branco mostra os quatro integrantes da banda Inhaler, todos homens de cabelos curtos. Pelo ângulo de centralização, eles parecem estar sendo fotografados a partir de um olho mágico." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Cuts-Bruises-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-32762" class="wp-caption-text">Segundo o vocalista, assistir o documentário The Beatles: Get Back ajudou a aliviar a pressão sentida pela banda durante o processo de criação do álbum (Foto: Polydor)</figcaption></figure>
<p><b>Inhaler &#8211; Cuts &amp; Bruises</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, a sombra da influência do U2 se dissipou ainda mais do legado de Inhaler, </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/02/17/inhaler-tmdqa-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">banda em ascensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> liderada por um dos filhos de Bono. De fato, Elijah Hewson carrega o carisma e o timbre de cadenciamento versátil que ser vocalista exige, mas o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo do grupo produz faíscas atraentes graças à união da alma dada por Josh Jenkinson, Robert Keating e Ryan McMahon aos desdobramentos aéreos de guitarra, baixo e bateria, respectivamente. Para maximizar esse ponto, a </span><a href="http://weinthecrowd.com/por-dentro-do-album-cuts-bruises-inhaler/"><span style="font-weight: 400;">suspensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> questionadora na qual qualquer um se pega no começo da vida adulta serve de motor criativo, palco e divã de terapia no segundo álbum de estúdio arquitetado pelos irlandeses. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2qZd7lp0lLRjeFe0O9Ou6S?si=rwqjz4huQLSk8CMtx3vYXA"><i><span style="font-weight: 400;">Cuts &amp; Bruises</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> investe em consolidar o trabalho inaugurado por seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/54NhZZmsHYbKtTjarvGPwu?si=1RocPHSUTdWIUWBgLpW0RQ"><span style="font-weight: 400;">antecessor</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltando ao passado dos sintetizadores pela mesma avenida que desemboca nos registros alternativos que marcaram os anos 2000. Por isso, existe um divertimento rebelde e autoconsciente da volatilidade do tempo até nas faixas mais pessimistas do disco. Seja na solar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l0Hilyfp_8A"><i><span style="font-weight: 400;">These Are The Days</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Estes são os dias que seguem você para casa/Que te beijam no nariz quebrado/Não sinto falta da sensação de estar sozinho</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou na </span><i><span style="font-weight: 400;">MVP</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OOrjMjeUqg"><i><span style="font-weight: 400;">Dublin In Ecstasy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu só quero falar se você tiver tempo/Eu só quero lutar se for pela sua vida</span></i><span style="font-weight: 400;">), Inhaler inteligentemente barganha sentimentos universais com o público, que não tem escolha a não ser sentar, escutar e abrir latinhas de cerveja e cascas de ferida ao lado da banda. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Love Will Get You There, Dublin in Ecstasy e The Things I Do</span></p>
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<figure id="attachment_32763" aria-describedby="caption-attachment-32763" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32763" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-800x800.webp" alt="Capa do álbum DATA. Nela, há um personagem de anime retratado com cara de espanto. Ele tem cabelos e olhos cor-de-rosa, além de cabos de diferentes cores que entram em seus dois ouvidos. Ao fundo, uma mesa de metal, sobre a qual está deitado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/DATA-Vitoria-Vulcano.webp 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32763" class="wp-caption-text">Lançado com o selo da gravadora independente fundada por Tainy, o disco carrega a mística de Sena, um android de cabelos coloridos que ganha vida conforme a coletânea toca (Foto: Neon16)</figcaption></figure>
<p><b>Tainy &#8211; DATA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Porque eu não sou um artista do momento/Eu sou um artista para sempre</span></i><span style="font-weight: 400;">”, vocifera Arcángel na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ya1_Y_OLD0g"><span style="font-weight: 400;">canção</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderia muito bem ser a sinopse de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2X6WyzpxY70eUn3lnewB7d?si=aL2cQ2-hQYO4rq4QTIXyew"><i><span style="font-weight: 400;">DATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro álbum completamente curado e estruturado por Tainy. Foram três anos de criação e </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/tainy-producer-new-album-reggaeton-bad-bunny-ai-1234776008/"><span style="font-weight: 400;">experimentação</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o porto-riquenho sondar os modismos do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um registro inconfundível, capaz de metamorfosear o lugar-comum dos gêneros musicais e abduzir qualquer um disposto a apertar o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. Meticuloso e preciso, ele permanece entre os créditos de alguns dos </span><a href="https://www.hola.com/us/entertainment/20210809g19n5cnb28/happy-birthday-tainy/"><span style="font-weight: 400;">maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da esfera</span> <span style="font-weight: 400;">latina atual enquanto alça seu status de musicista solo para o topo da cadeia. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">DATA</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma hora de duração e nenhum momento de desconexão ou perda de ritmo. Pelo contrário, são 20 faixas únicas, performadas por um time de 28 artistas, que saem de suas zonas de conforto amparados na engenhosidade do produtor. Bad Bunny deslancha em um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> confessional com Arca; The Marías soa </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem deixar de ser </span><i><span style="font-weight: 400;">indie </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LK7eHoocQlE"><i><span style="font-weight: 400;">mañana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; Young Miko, Feid e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_dFjJmJdJjY"><span style="font-weight: 400;">Rauw Alejandro</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem jus aos louros que andam recebendo; e até Daddy Yankee volta da aposentadoria para rechear os batidões de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f4C3iIk78uE"><i><span style="font-weight: 400;">LA BABY</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ciborgue sonoro da melhor tecnologia, o disco homenageia Marcos Fernández, que começou a mixar músicas aos 14 anos, e leva um merecido troféu do </span><a href="https://www.grammy.com/artists/tainy/243564"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> às estantes de Tainy. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: MOJABI GHOST, 11 Y ONCE e si preguntas por mi</span></p>
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<figure id="attachment_32764" aria-describedby="caption-attachment-32764" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32764" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12.png" alt="Capa do álbum Depois do Fim. A capa mostra o telhado de uma casa pegando fogo. Na parte inferior central, vemos o quarteto que forma a Lagum sentados lado a lado, em uma janela da casa. Todos eles são homens brancos, de cerca de 30 anos, vestindo calças e camisetas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-12-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32764" class="wp-caption-text">Seguindo Depois do Fim, a Lagum lançou um disco de canções performadas ao vivo, na turnê do álbum (Foto: Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Lagum &#8211; Depois do Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim é simbólico. Mudanças na vida, seja o fim de relacionamentos ou a </span><a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/09/13/baterista-da-banda-lagum-morre-apos-show-no-formato-drive-in-em-nova-lima-grande-bh.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte de amigos</span></a><span style="font-weight: 400;"> próximos, marcam o encerramento de um ciclo para o início de outro, mais dolorido, a princípio, mas com novas oportunidades para se curar, crescer e voltar a valorizar o inevitável: não é o fim de verdade e a caminhada tem que continuar. É nessa aceitação que a Lagum constrói </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-do-fim-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Depois do Fim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reconhecendo que o que passou serviu para engrandecer o caminho até aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha perdido parte da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NR_rqF-BuLE&amp;pp=ygUabGFndW0gc2VqYSBvIHF1ZSBldSBxdWlzZXI%3D"><span style="font-weight: 400;">pegada autoral</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Seja o Que Eu Quiser </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Coisas da Geração</span></i><span style="font-weight: 400;"> e cedido parcialmente à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B3amFvHXdGs"><span style="font-weight: 400;">lógica comercial</span></a><span style="font-weight: 400;">, com algumas canções que poucos dizem, a banda mineira mostra que continua tendo algo para falar – mesmo que seja sobre qualquer devaneio que vier à cabeça. Além disso, renova sua sonoridade e composições com explorações. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sample </span></i><span style="font-weight: 400;">de Djavan, canção em francês e italiano, e interlúdios mostram que a Lagum está se encontrando – ou, pelo menos, na busca por se encontrar. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">De Amor Eu Não Morri,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ou Não e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ponto de Vista</span></i></p>
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<figure id="attachment_32905" aria-describedby="caption-attachment-32905" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32905" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-800x800.png" alt="Fotografia da capa do álbum. A cantora Caroline Polachek está com os joelhos e as mãos no chão, virada para a frente e olhando para além da câmera. Ela está no chão de um metrô, com outras pessoas sentadas nos bancos e de pé. À sua frente e abaixo das suas mãos, o chão está coberto de areia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-19.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32905" class="wp-caption-text">Caroline Polachek te convida para a ilha dela (Foto: Perpetual Novice)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Polachek &#8211; Desire, I Want to Turn Into You</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">So Hot You’re Hurting My Feelings</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2019, Caroline Polachek conquistou audiências e deixou claro o seu potencial para crescer no </span><i><span style="font-weight: 400;">avant-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seu nome já recebia atenção por conta do duo que participou: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7hAolICGSgXJuM6DUpK5rp"><i><span style="font-weight: 400;">Chairlift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terminado em 2016, mas foi com o sucesso da faixa que pôde mostrar o que sabia fazer sozinha. Em 2023, com  </span><i><span style="font-weight: 400;">Desire, I Want to Turn Into You</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu segundo álbum solo, a cantora provou que veio para ficar – não só ficar, mas também mudar o cenário atual da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro abre com a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hxgcz_6GKX0"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome To My Island</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma ótima recepção para o novo mundo ao qual a cantora vai te guiar durante as suas 12 faixas. As vocalizações hipnotizantes de Polachek são uma passagem só de ida para escapar da realidade e mergulhar na atmosfera mística do disco. A artista domina uma sonoridade complexa, elegante e única que cementa </span><i><span style="font-weight: 400;">Desire, I Want to Turn Into You</span></i><span style="font-weight: 400;"> como um dos melhores lançamentos de 2023. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">I Believe</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Fly To You e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Hopedrunk Everasking</span></p>
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<figure id="attachment_32779" aria-describedby="caption-attachment-32779" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32779" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors.png" alt="Na capa de Diamonds &amp; Dancefloors, Ava Max, mulher branca de cabelos vermelhos, usando um biquíni prateado, está deitada de olhos fechados em um chão azul brilhante em textura de glitter." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Ava_Max_-_Diamonds__Dancefloors-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32779" class="wp-caption-text">Em Diamonds &amp; Dancefloors, Ava Max faz o seu melhor: pop comercial e de qualidade (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ava Max &#8211; Diamonds &amp; Dancefloors</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A febre dos anos 80 na música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda não deu trégua, e Ava Max se junta à festa com </span><i><span style="font-weight: 400;">Diamonds &amp; Dancefloors</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se em 2020 as músicas do disco poderiam ser interpretadas como descartes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Dua Lipa</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, hoje elas soam como uma obra original e coesa. A cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet but Psycho</span></i><span style="font-weight: 400;"> imprime sua própria personalidade nas faixas, convidando o ouvinte a simplesmente apertar o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">e se entregar à batida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade do álbum reside em sua simplicidade: </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">genérico e comercial com propósito. No nosso dia a dia, muitas vezes não queremos decifrar subjetividades nas letras, apenas melodias chiclete e sintetizadores familiares já são o suficiente para nos fazer dançar. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WSX6ZRX4_-Q"><i><span style="font-weight: 400;">Million Dollar Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a faixa-título deslizam pelos ouvidos como mel, evocando a nostalgia oitentista e a efervescência da era disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Diamonds &amp; Dancefloors</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ter chegado ‘atrasado’ para o rolê, mas sua energia contagiante garante um lugar especial na pista de dança. <strong>&#8211; Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Million Dollar Baby e Hold Up (Wait A Minute)</span></p>
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<figure id="attachment_32780" aria-describedby="caption-attachment-32780" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32780" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd.jpg" alt="Lana Del Rey aparece deitada de bruço, posicionada de frente para o observador. Ela apoia o queixo em sua mão, com uma expressão facial neutra. A cantora usa laços no cabelo. O fundo da imagem é escuro e toda a capa possui um filtro acinzentado e com um leve efeito blur. Existe um letreiro amarelo no lado esquerdo." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Did_You_Know_That_Theres_a_Tunnel_Under_Ocean_Blvd-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32780" class="wp-caption-text">Apesar do sucesso de Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd, Lana não levou Grammys para casa, mesmo com duas indicações de peso &#8211; Álbum do Ano e Melhor Álbum de Música Alternativa. (FOTO: Interscope Records/ Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Lana Del Rey &#8211; Did You Know There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo para quem não segue alguma religião ou é conectado com tradições espirituais, o nono álbum de Lana Del Rey é quase como um compilado de canções que conectam o ouvinte com o divino – se existir algum. Com uma carreira focada em </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> melancólicos e que falam sobre amores trágicos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i><span style="font-weight: 400;"> sai da curva e mostra uma cantora em busca de sua história e espiritualidade. A primeira faixa do álbum, </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468774/the-grants-lana-del-rey-lanca-musica-em-homenagem-a-familia.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">The Grants</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, leva o sobrenome da família da artista e é a abertura triunfal perfeita para a obra. Possui influências da música gospel (já indicando o tom do álbum), com um belo coral e uma letra que faz ode aos seus familiares e a memórias marcantes com eles.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Did You Know That There&#8217;s a Tunnel Under Ocean Blvd</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é um álbum auto reflexivo, onde Lana explora diversos aspectos de </span><a href="https://www.buzzfeed.com/michaelabramwell/lana-del-rey-prophecy-explained"><span style="font-weight: 400;">sua personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, seja a vista publicamente e a que somente pessoas próximas conhecem. Isso é notado em </span><i><span style="font-weight: 400;">tracks</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet</span></i><span style="font-weight: 400;"> e na faixa título. Até musicalmente tal reflexão pode ser vista, com a alternância de músicas que envolvem vocais e um piano emocionantes, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Kintsugi</span></i><span style="font-weight: 400;">, para faixas com um toques atrevidos, como o em </span><i><span style="font-weight: 400;">A&amp;W</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Paris, Texas (feat. SYML), Kintsugi e Margaret (feat. Bleachers)</p>
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<figure id="attachment_32781" aria-describedby="caption-attachment-32781" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-800x800.jpg" alt="Capa do CD Dream in Dream. Fotografia quadrada preta e branca, tratando-se de uma justaposição de diversas imagens. Ao centro vemos a silhueta do perfil do artista Cornelius, homem branco de cabelo preto curto. É possível ver dedos e dois olhos maquiados quase transparentes devido à justaposição distribuídos ao longo da imagem. Além disso, vemos o interior de um vagão de trem, que se estende até o centro na parte de cima da capa, onde se encontra um retângulo rosa estampado com o nome do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-8.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32781" class="wp-caption-text">A atmosfera minimalista em Dream in Dream é marca registrada do artista (Foto: Warner Music Japan)</figcaption></figure>
<p><b>Cornelius &#8211; Dream in Dream</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplicidade acima de tudo. Keigo Oyamada – um dos pioneiros da cena noventista japonesa </span><a href="https://www.sabra.org.br/site/shibuya-kei/"><i><span style="font-weight: 400;">Shibuya-kei</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – retorna em seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/55pmZFcK0E5yTcAqvs26qX?si=ivhqNSV7QO-FlAWMOWnnGA"><span style="font-weight: 400;">sétimo álbum de estúdio</span></a><span style="font-weight: 400;"> com um abraço caloroso em forma de som, viajando por paisagens que flertam tanto com um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódico quanto com um </span><i><span style="font-weight: 400;">ambient</span></i><span style="font-weight: 400;"> psicodélico. Ao longo de sua discografia, o músico tem adotado cada vez mais uma estética introspectiva em seus projetos, passando por momentos mais elétricos vistos em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3Wml3n8kxQ1S14zXynLduY?si=hsU3XkcAR2Ofk7dGvqQnfg"><i><span style="font-weight: 400;">Fantasma</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1997), até as meditações texturais presentes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/21CB8kRq9JUm48DymDAsu1?si=FwjUsfoLRe-lJQsNNCblEA"><i><span style="font-weight: 400;">Sensuous</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006). Desde então, sua música se encontra diante de um olhar que valoriza tanto a imobilidade quanto o movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhado em timbres </span><a href="https://www.brooklynvegan.com/cornelius-tells-us-how-yellow-magic-orchestra-yoko-ono-influenced-his-new-lp-dream-in-dream/"><span style="font-weight: 400;">eletrônicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dream in Dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum de contrastes. Sua sonoridade abraça o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YhTfEjcoIB0"><span style="font-weight: 400;">onírico e o nostálgico</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo em que permite </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CwhcwGczWNk"><span style="font-weight: 400;">ritmos contagiantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> tomarem conta. Os arranjos dão palco às </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nF-4KkoTUZ0"><span style="font-weight: 400;">sutilezas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas são carregados por camadas que às vezes parecem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a_NaP9H1Yd0"><span style="font-weight: 400;">milhares de instrumentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sintonia. A abordagem para a produção é uma mistura entre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2xHlhjRx0zo"><span style="font-weight: 400;">requintado e o ingênuo</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto que os vocais seguem linhas melódicas simples, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yWkezVMJcB4"><span style="font-weight: 400;">engajantes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo assim, há sempre espaço para a complexidade e imprevisibilidade – seja nas harmonias ou estrutura das canções –, fazendo deste um disco saboroso do começo ao fim, sem nada a esconder. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Mirage, Drifts, Sparks</span></p>
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<figure id="attachment_32794" aria-describedby="caption-attachment-32794" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32794" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.jpg" alt="Capa do álbum Endless Summer Vacation. Nele vemos Miley Cyrus, uma muher branca de cabelos loiros. Ele veste um maio preto e um salto preto e óculos preto. Ela está pendurada em um trapézio de metal. Ao fundo, vemos o céu azul " width="735" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.jpg 735w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32794" class="wp-caption-text">Entre todas as boas ideias que Miley Cyrus já teve, sair de férias em pleno verão parece a melhor (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Miley Cyrus -Endless Summer Vacation</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma pausa de três anos, Miley Cyrus está de volta com seu oitavo disco de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation.</span></i><span style="font-weight: 400;"> As treze faixas estão separadas em duas fases, transitando entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5DvJgsMLbaR1HmAI6VhfcQ"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e uma pitada de</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, retratando uma fase mais autossuficiente e madura da cantora. Contudo, isso não significa que não há mais vestígios de Liam Hemsworth nos versos, apesar de Miley deixar explícito que ele não é mais o centro de sua atenção, finalmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o próprio nome diz, Miley Cyrus está em uma férias de verão que nunca chega ao fim. O álbum é uma viagem pela descoberta da sua singularidade e vulnerabilidade, dando início com o grande </span><i><span style="font-weight: 400;">hit  Flowers</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi emplacado nas </span><a href="https://portalpopline.com.br/flowers-miley-cyrus-estreia-top-3-spotify-global/"><span style="font-weight: 400;">primeiras posições</span></a><span style="font-weight: 400;"> das paradas mundiais,e seguindo até </span><i><span style="font-weight: 400;">You</span></i><span style="font-weight: 400;">, que</span> <span style="font-weight: 400;">alfineta todos os corações partidos que vê pela frente. Nesta primeira fase, vemos a estrela sair de viagem em busca de um reencontro consigo mesma, onde abre o coração e retoma os momentos vividos com o ex-marido, mas apesar do sofrimento, nota-se a superação e a evolução do seu amor próprio nos versos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Handstand</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos a estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hannah Montana</span></i><span style="font-weight: 400;"> superada, imersa em problemas que apenas boas férias podem causar. A melancolia do álbum dá descanso e os ouvintes são servidos com bons ritmos dançantes, que dão a sensação de noites de verão, bebidas alcoólicas e muitas outras coisas conhecidas como erradas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1sHRnn8zuTMusee3ahseXC"><i><span style="font-weight: 400;">Wonder Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> rouba a cena final da obra, ela é como uma conclusão, Miley finalmente descobre quem ela é. Toda essa profundidade, busca e descoberta faz com que </span><i><span style="font-weight: 400;">Endless Summer Vacation</span></i><span style="font-weight: 400;"> configure como um dos melhores discos de 2023. <strong>&#8211; </strong></span><b>Pâmela Palma</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>River, Used to Be Young e You</p>
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<figure id="attachment_32782" aria-describedby="caption-attachment-32782" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd.jpeg" alt="Capa do álbum emails i can´t send fwd de Sabrina Carpenter. Sabrina está sentada sobre os joelhos em uma grande cama com lençóis brancos. Ela usa um vestido preto de alças finas, justo ao corpo e com as costas abertas. Sua cabeça está inclinada em direção à câmera, como se olhasse diretamente para quem está vendo o álbum. Seu cabelo comprido e loiro está solto e ao seu lado há um computador com um coração na parte de trás. A parede a sua frente é pintada de salmão e há uma televisão antiga próximo ao pé da cama. Na parte de baixo da capa há o emblema de aviso de conteúdo explícito." width="474" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd.jpeg 474w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sabrina-Carpenter-emails-i-cant-send-fwd-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 474px) 85vw, 474px" /><figcaption id="caption-attachment-32782" class="wp-caption-text">Sabrina escreve para todos que já sentiram o amor (Foto: Universal Music Group/Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Sabrina Carpenter &#8211; emails i can&#8217;t send fwd:</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter abre o coração e faz aquilo que todos que já se apaixonaram ao menos uma vez na vida desejaram fazer, gritar para o mundo tudo o que sente. Com melodias que percorrem a melancolia e a animação, </span><a href="https://www.universalmusic.com.br/2023/03/17/emails-i-cant-send-fwd-mais-recente-album-de-sabrina-carpenter-ganha-versao-deluxe/"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send fwd</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acrescenta mais quatro músicas ao seu último álbum, sendo uma versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ainda mais íntima. A artista se demonstra não só uma ótima cantora, mas também uma excelente compositora. A intensidade presente nas letras das canções acolhem todos os ouvintes e permite que o público se identifique com os cenários criados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 17 faixas, a produção vai da desilusão amorosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=60lgs2aaiRo"><i><span style="font-weight: 400;">opposite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> à superação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kLbn61Z4LDI"><i><span style="font-weight: 400;">Feather</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Algumas músicas possuem, ainda, versões alternativas – como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t3zqFusFXis"><i><span style="font-weight: 400;">Nonsense Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o que cativa ainda mais o público e mostra a criatividade de Carpenter. O álbum como um todo possui o estilo carismático da cantora e a vulnerabilidade presente em suas letras e melodias fazem com que elas se tornem populares entre os mais variados públicos. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> how many things, lonesome e opposite.</span></p>
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<figure id="attachment_32783" aria-describedby="caption-attachment-32783" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-800x589.png" alt="Capa do álbum Escândalo Íntimo. Na imagem a cantora Luisa Souza está com aparência robótica vestindo um macacão que imita a sua pele. Sonza é uma mulher branca, loira, com lábios grandes e vermelhos. A imagem possui um fundo de tinta borrada e blusa, a imagem dos olhos da cantora estão borrados, bem como suas mãos. Ao fundo vislumbra-se parte de um pôr do sol, mas a maior parte do fundo da imagem é escura." width="800" height="589" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-800x589.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-1024x754.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14-768x566.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-14.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32783" class="wp-caption-text">“Eu acho legal essa coisa de artista, eu sei que não sou nenhuma especialista” (Foto: Olga Fedorova/Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Luisa Sonza &#8211; Escândalo Íntimo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro álbum de Luísa Sonza foi embalado por muitas polêmicas e controvérsias, como já é costume para a gaúcha. De </span><i><span style="font-weight: 400;">Chico</span></i><span style="font-weight: 400;"> no top 1 do Brasil à carta revelando traição na </span><i><span style="font-weight: 400;">Ana Maria</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo revelou de fato, um </span><a href="https://personaunesp.com.br/escandalo-intimo-luisa-sonza-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Escândalo Íntimo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa vez, Sonza explora vários gêneros  musicais, misturando suas angústias e inseguranças nos ritmos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, MPB, sertanejo e 150 BPM. As </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nN337a3sPqQAMjBMyi2SEgvZln79HDIws&amp;si=5RpDvnMcf-GmRxcD"><span style="font-weight: 400;">24 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> contam a história de um relacionamento, do qual começa confiante à laf</span><i><span style="font-weight: 400;">amme fatale</span></i><span style="font-weight: 400;">, depois mergulha em momentos de calmaria, romance e muitos questionamentos, para finalmente conseguir se diferenciar daquilo que é expectativa alheia e do que realmente se quer ser. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com colaborações diversas, como Duda Beat, Marina Senna, Baco Exu do Blues e até mesmo Demi Lovato. A produção buscou referências nos ídolos da música </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2023/09/luisa-sonza-sai-em-defesa-de-nomes-do-pop-nacional-a-musica-brasileira-esta-viva-esta-diversificada.ghtml"><span style="font-weight: 400;">brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> da artista, como Rita Lee em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lança Menina</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também possui faixas cantadas em inglês e espanhol, a exemplo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">La Muerte</span></i><span style="font-weight: 400;">. Falando em referências, toda narrativa sonora está repleta delas, de modo quase excessivo. A faixa 1, homônima ao álbum, por exemplo, é um </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> da música </span><a href="https://youtu.be/CrYWrPTh9Ug?si=k0zAEe6-HXslITj1"><i><span style="font-weight: 400;">Quarto de Hotel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Hareton Salvanini. The Beatles e Queen também são reinterpretados em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Principalmente Me Sinto Arrasada. </span></i><span style="font-weight: 400;">O álbum ainda conta com três faixas não disponíveis e sem previsão de lançamento. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Lança Menina, Não Sou Nada Demais e Luísa Manequim</span></p>
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<figure id="attachment_32784" aria-describedby="caption-attachment-32784" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9.jpg" alt="Capa do álbum Escuro Brilhante, Último dia no Orfanato Tia Guga. Nela vemos uma fotografia de várias crianças que vestem uma capa preta, somente uma criança negra olha para a foto ealguns rabiscos contornam a cara dela. Centralizado no inferior, o nome do álbum está escrito com uma estétca de letra de criança" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-9-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32784" class="wp-caption-text">A essência urbana e realista de Rico Dalasam é acolhedora (Foto: Rico Dalasam)</figcaption></figure>
<p><b>Rico Dalasam &#8211; Escuro Brilhante, Último dia no Orfanato Tia Guga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciado há três anos e sendo o seu terceiro álbum autoral, Rico Dalasam surpreende novamente ao abordar questões tão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QtN4U_BygkY&amp;t=4s"><span style="font-weight: 400;">íntimas </span></a><span style="font-weight: 400;">e essenciais na compreensão tanto da própria história enquanto artista quanto ao tentar dar voz aos que foram silenciados. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta às suas origens no orfanato e revive cada uma de suas inseguranças enquanto uma criança em busca de afeto e acolhimento, mas conseguindo, agora, aninhar e reconfortar a si mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa experiência de auto libertação é vista na primeira faixa de abertura </span><i><span style="font-weight: 400;">Doce</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a participação de vários outros artistas ilustres, como </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/05/liniker-eu-nunca-desacreditei-ate-quando-foi-muito-dificil.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Liniker</span></a><span style="font-weight: 400;">, os intensos versos melódicos envolvem ainda mais quem ouve as questões de amor discutidas no EP. No ano de 2023, Rico Dalasam fez presença ao nos presentear demonstrando as diversas faces do amor seja de forma esperançosa em </span><i><span style="font-weight: 400;">Espero Ainda</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou na franqueza trágica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jovinho</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Rebecca Ramos</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Novinho, Espero Ainda e Sol Particular</span></p>
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<figure id="attachment_32793" aria-describedby="caption-attachment-32793" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-800x740.jpeg" alt="Capa do álbum ESQUINAS. Nela, no centro, há uma menina branca de cabelos pretos e longos, presos em duas tranças laterais. Ela usa chapéu de cowboy branco, lenço vermelho no pescoço, blusa de manga comprida listrada e calças jeans. Nos quatro cantos da imagem, também há o escrito “Esquinas” em preto e letra cursiva." width="800" height="740" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-800x740.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-1024x947.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano-768x710.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ESQUINAS-Vitoria-Vulcano.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32793" class="wp-caption-text">“Eu nunca me defini dentro desse ou daquele lado das ruas que me criaram, mas como uma esquina em que duas bandeiras, duas culturas, dois idiomas se encontram”, afirmou Becky G sobre o título do projeto (Foto: RCA/Sony Latin)</figcaption></figure>
<p><b>Becky G &#8211; ESQUINAS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez por jogar o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> comumente versado por Becky G para escanteio, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/34Kj1LPZ7xhlskIb9qD6D6?si=Y6ZmuutjQGeBPtglnw2h3Q"><i><span style="font-weight: 400;">ESQUINAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não desceu às ruas fazendo muito barulho – mas é exatamente essa mudança de ares que o torna o trabalho mais emocionante e coeso da cantora até agora. Interseccionando as duas culturas que dividem o coração de Gomez, na onda do movimento </span><a href="https://www.latimes.com/delos/story/2023-07-09/latinos-marketing-the-200-percent"><i><span style="font-weight: 400;">200-percenters</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (jovens que se autodeclaram 100% estadunidenses e 100% latinos), as novas canções bebem das </span><i><span style="font-weight: 400;">bachatas</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">cumbias</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outros sons regionais mexicanos que a intérprete ouve desde a infância. O resultado é a confecção de uma </span><a href="https://apnews.com/article/becky-g-new-album-esquinas-26bd98c33ace353869d813ec8b5b55f4"><span style="font-weight: 400;">musicalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> simultaneamente singular e coletiva, enraizada pelo amor à própria família e o respeito à essa herança artística como um todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lirica e vocalmente, a mexicana-americana dota o álbum de sentimentos que pesam mais no peito dos latinos, como a superação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8c7KOGxeY3w"><span style="font-weight: 400;">paixões</span></a><span style="font-weight: 400;"> impossíveis e o vínculo afetivo profundo com os </span><a href="https://youtu.be/xyLB0E8Ya0U?si=MDTxe1pY5oovumpk"><span style="font-weight: 400;">avós</span></a><span style="font-weight: 400;">. A maturidade de se ancorar nas próprias experiências vem acompanhada das mãos aclamadas de Edgar Barreira, que prepara uma salada arrojada e robusta de instrumentos na produção. Entre violões, acordeões e trompetes, jovens músicos descendentes de imigrantes, como </span><a href="https://youtu.be/cLLF8yJ2Gt4?si=trJmaeZsaSKGDU0Z"><span style="font-weight: 400;">Ivan Conejo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/2UCN9nm8qYs?si=Vw_FKWo5bqQYcCt6"><span style="font-weight: 400;">DannyLux</span></a><span style="font-weight: 400;">, e outros representantes da música mexicana, vide </span><a href="https://youtu.be/b2wQtu9YnWk?si=JPrWkA5dbESg2bZr"><span style="font-weight: 400;">Peso Pluma</span></a><span style="font-weight: 400;">, ajudam Gomez a temperar as faixas sem pressa, na riqueza do instante. Ao final, as tantas camadas sobrepostas em </span><i><span style="font-weight: 400;">ESQUINAS</span></i><span style="font-weight: 400;"> formam uma rua inteira de celebrações, ladrilhada pelo talento da artista principal. &#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: CHANEL e POR EL CONTRARIO</span></p>
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<figure id="attachment_32801" aria-describedby="caption-attachment-32801" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32801" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-800x800.jpg" alt="Capa do álbum everything is alive. O fundo é totalmente bege. Losangos vermelhos aparecem em segundo plano, enquanto uma forma geométrica complexa vermelha aparece em primeiro plano. Essa forma se assemelha a um labirinto. No centro deste, aparece uma silhueta vermelha de uma pessoa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Slowdive-–-Everything-Is-Alive.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32801" class="wp-caption-text">Slowdive enriquece o rock alternativo sem nunca ter precisado apelar à opressão de minorias (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Slowdive &#8211; everything is alive</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Slowdive é a típica banda que faz de suas composições uma sopa de letrinhas. Os integrantes parecem transformar fluxos de consciência em músicas as quais, surpreendentemente, fazem sentido. Este, aliás, não é exato, ou seja, pode significar uma coisa para um </span><a href="https://edition.cnn.com/2023/03/16/us/incel-involuntary-celibate-explained-cec/index.html"><i><span style="font-weight: 400;">incel</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e outra para uma mulher perturbada. Tal variedade de fãs faz com que o grupo britânico esteja em constante reinvenção, pois ter consciência da impossibilidade de agradar a todos é, sobretudo, libertador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora muitas mudanças sejam notáveis no som do Slowdive, uma característica sobreviveu aos percalços do tempo: o apreço pela atmosfera noturna. O quinto álbum de estúdio da banda, </span><i><span style="font-weight: 400;">everything is alive</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma soma às </span><i><span style="font-weight: 400;">playlists </span></i><span style="font-weight: 400;">criadas com o propósito de apaziguar os conflitos travados entre o sono e a paranóia. Nada é mais assustador do que o filme de terror autobiográfico exibido na nossa própria cabeça de madrugada. No entanto, se depender da banda de Berkshire, não faltará uma boa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6LZqgNsYlhk"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> para acompanhar as memórias estreladas por nós mesmos e por amores já tirados do roteiro. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: kisses, skin in the game e andalucia plays</span></p>
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<figure id="attachment_32795" aria-describedby="caption-attachment-32795" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-800x800.jpg" alt=" Capa do disco Falling or Flying. Na capa temos a figura da cantora Jorja Smith, uma mulher negra de pele clara, com cabelos longos e escuros. Ela está vestindo um vestido longo prata, com várias estampas diferentes ao redor das mangas e nos ombros. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de cinza. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Jorja.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32795" class="wp-caption-text">O remix de Little Things, em parceria com Nia Archives, foi uma das canções mais acessadas no TikTok em 2023 (Foto: FAMM)</figcaption></figure>
<p><b>Jorja Smith &#8211; Falling or Flying </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma pausa de cinco anos desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Lost &amp; Found</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu último lançamento</span> <span style="font-weight: 400;">em 2018, Jorja Smith retorna ao cenário musical com o seu recente trabalho de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling Or Flying</span></i><span style="font-weight: 400;">. Flertando com um</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> bem pensado, a britânica escapa da sonoridade convencional do gênero e apresenta novos ritmos que conversam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">neo soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua faixa-título, até as orquestras de música arabe durante a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gUn6i9bfdRA"><i><span style="font-weight: 400;">Try Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o disco inove nas melodias, ele não se diferencia de seus lançamentos anteriores. Mesmo se repetindo criativamente, o álbum se destaca pela fluidez na voz de Smith, onde o sentimento conduzido pela artista se encaixa em cada letra e batida. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3cCpJc6LhvskN7i9w3WkaA"><i><span style="font-weight: 400;">Falling or Flying</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue seu próprio caminho, garantindo 17 faixas cheias de nuances, ele não tem medo de se perder em meio a versatilidade, rompendo com a recente onda de cds homogêneos que surgiram na indústria musical. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Try Me, Little Things e GO GO GO</span></p>
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<figure id="attachment_32800" aria-describedby="caption-attachment-32800" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32800" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum First Two Pages of Frankenstein. O fundo da imagem é branco e contém um quadrado bege no qual está centralizado um menino branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa branca e está segurando uma cabeça de manequim. Na testa desta cabeça, está colado um papel branco com “Hello” escrito em letras brancas e, logo abaixo, “Paul” escrito em letras pretas. No canto inferior esquerdo da imagem, está escrito “The National” em letras pretas e, no canto inferior direito, está escrito “First Two Pages of Frankenstein” em letras pretas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/The-National-First-Two-Pages-Of-Frankenstein.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32800" class="wp-caption-text">The National se consagra como uma das bandas de tiozão mais queridas do indie rock (Foto:4AD)</figcaption></figure>
<p><strong>The National &#8211; First Two Pages of Frankenstein</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nono álbum de estúdio de The National, </span><i><span style="font-weight: 400;">First Two Pages of Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;">, cutuca um vespeiro do qual podem sair pessoas de meia idade e jovens com pais separados. Além disso, o disco reúne parcerias com Phoebe Bridgers, Taylor Swift e Sufjan Stevens, provando que, embora a banda seja composta inteiramente por homens, ela é relativamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OPszWFU5wDw"><span style="font-weight: 400;">afeminada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo estadunidense deposita toda sua força em letras sensíveis cujo significado talvez nem os próprios integrantes saibam identificar. Os arranjos de guitarra elétrica perdem o protagonismo para longas performances de violão que, somadas à voz aveludada do vocalista </span><a href="https://www.nme.com/news/music/the-nationals-matt-berninger-on-struggling-with-writers-block-everything-was-evidence-of-failure-3502908"><span style="font-weight: 400;">Matt Berninger</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornam-se um perigo para os detentores de </span><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues.</span></i><span style="font-weight: 400;"> No fim, o álbum é um abraço a todos que buscam migalhas de afeto. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Tropic Morning News, Eucalyptus e Grease In Your Hair.</span></p>
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<figure id="attachment_32796" aria-describedby="caption-attachment-32796" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32796" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-800x800.png" alt="Capa do álbum Fountain Baby da cantora Amaarae. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora do busto até seu queixo. Ela é uma mulher negra, com cabelos castanhos, encaracolados e longos. Sua pele está reflexiva pois está molhada assim como seu top branco e seus cabelos. Em seu pescoço está um crucifixo prata iluminado e ao fundo azulejos azuis." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-11.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32796" class="wp-caption-text">Mesmo com uma composição minuciosa e inteligente, Fountain Baby é popular, intoxicante e fresco (Foto: Interscope)</figcaption></figure>
<p><b>Amaarae – Fountain Baby</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fountain Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o segundo álbum de estúdio da cantora Amaarae, e pela primeira vez em uma grande gravadora, a Interscope, a artista de Gana mostra maestria em combinar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rb/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> europeu e </span><i><span style="font-weight: 400;">afro-beat</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com 14 músicas coesas e complementares, o botão de </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma tentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a ordem de faixas tão características, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Co-Star</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wasted Eyes</span></i><span style="font-weight: 400;">, não é tão precisa quanto aqui. Sem perigosas transições contínuas em uma obra tão completa, ouvi-la no aleatório é um crime. Descrita como uma obra confiante e inconvencional pela </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/amaarae-fountain-baby/"><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></a><span style="font-weight: 400;">, logo após receber o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">Best New Music</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fountain Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem espaço para reivindicar o título de esnobado por sua ausência em grandes premiações, como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sex, Violence, Suicide;</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Wasted Eyes</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Sociopathic Dance Queen</span></p>
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<p><strong>Sabrina Carpenter &#8211; fruitcake</strong></p>
<figure id="attachment_32835" aria-describedby="caption-attachment-32835" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32835" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter.jpg" alt="Capa do EP fruitcake, da cantora estadunidense Sabrina Carpenter. A artista aparece em frente a um fundo rosado, segurando um bolo de fruta, cobrindo a boca e o nariz. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de olhos azuis e cabelos loiros. Ela tem franja, usa esmalte azul claro e delineado gatinho preto. Ela usa um suéter vermelho, com estampas de coração, usa uma tiara branca e usa um anel com as iniciais do seu nome. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fruitcake-Sabrina-Carpenter-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32835" class="wp-caption-text">Que tal um café com um bolinho de frutas com Sabrina Carpenter? (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter – fruitcake </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7EisdwWcodpmHxgpGVE5Pg?si=Ax-_ZAkwRV-PJBD3vduSBA"><i><span style="font-weight: 400;">fruitcake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sabrina Carpenter leva o clima natalino para qualquer momento do ano. Seguindo os passos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/desire-i-want-to-turn-into-you-critica/"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que fez uma versão gelada de </span><a href="https://youtu.be/sn3cHUtNZKo?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">So Hot You’re Hurting My Feelings</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, Carpenter repaginou o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Nonsense</span></i><span style="font-weight: 400;">: a nova faixa, </span><a href="https://youtu.be/t3zqFusFXis?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz trocadilhos com diversas características do Natal. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com seis músicas que refletem o período de celebração de final de ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5kDmlA2g9Y1YCbNo2Ufxlz?si=KoBF2yI-Tge_FIge9rokMg"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can’t send</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sabrina Carpenter prova novamente o que faz de melhor. Com músicas divertidas – tanto na parte lírica quanto na parte melódica –, a cantora mostra todo o seu potencial vocal. No </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><a href="https://youtu.be/1pbxeU9cuHM?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">white xmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a pequena loirinha nos transporta para uma nostalgia atual; já em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4gB8anyCpAM"><i><span style="font-weight: 400;">buy me presents</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, ouvimos sons de sinos e guizos vindos diretamente do Polo Norte. Carpenter ainda traz </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YJd9zc6l-_Y"><i><span style="font-weight: 400;">cindy lou who</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma canção melancólica e reflexiva, que faz uma referência à personagem Cindy Lou, do clássico filme natalino </span><i><span style="font-weight: 400;">O Grinch</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;<strong>Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">A Nonsense Christmas, buy me presents, santa doesn’t know you like i do e is it new years yet?</span></p>
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<figure id="attachment_32797" aria-describedby="caption-attachment-32797" style="width: 796px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32797" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-796x800.png" alt="" width="796" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-796x800.png 796w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-1019x1024.png 1019w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook-768x772.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jungkook.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32797" class="wp-caption-text">O debut de ouro do maknae consagrado no BTS demonstra como o talento de Jungkook se expande e brilha de várias formas (Foto: BigHit Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Jungkook &#8211; Golden</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No lançamento de sua primeira faixa solo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Seven</span></i><span style="font-weight: 400;">, Jungkook já havia demonstrado que não lhe faltava habilidade para preencher todos os aspectos de um artista de sucesso. Seja cantando, dançando ou fazendo </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o cantor sul-coreano conquistou o coração de cada ouvinte desde seu </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/jungkook-revela-como-se-sente-em-relacao-ao-apelido-golden-maknae.phtml"><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com o grupo </span><a href="https://www.guinnessworldrecords.com.br/news/2021/9/bts-e-seus-23-recordes-entram-para-o-hall-da-fama-do-guinness-world-records-202"><span style="font-weight: 400;">BTS</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando tinha apenas 15 anos. Agora, em sua estreia solo, ele demonstra a maturidade de um artista com expressivos 10 anos de carreira e desponta como uma celebridade global.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cyAkEgxZZgk"><i><span style="font-weight: 400;">GOLDEN</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um álbum nota dez em todos os quesitos. Com faixas para todos os humores, um vocal de deixar sem fôlego, coreografias empolgantes e uma sonoridade que mescla o nostálgico com o moderno, Jungkook acerta em cheio e faz jus ao título de Golden Maknae. Nessa estréia mais que dourada, o seu trabalho foi </span><a href="https://recreio.uol.com.br/noticias/entretenimento/jungkook-alcanca-novo-recorde-na-billboard-com-golden.phtml#:~:text=Hist%C3%B3rico!,de%20novembro%20do%20ano%20passado."><span style="font-weight: 400;">feito para brilhar</span></a><span style="font-weight: 400;">, em todos os aspectos </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">3D (feat. Jack Harlow) e Standing Next to You</span></p>
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<figure id="attachment_32798" aria-describedby="caption-attachment-32798" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32798" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-800x800.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Good-_-Great.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32798" class="wp-caption-text">Em seu novo projeto, Key demonstra que seu tempo na indústria musical é como vinho: quanto mais tempo se passa, melhor fica (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Key &#8211; GOOD &amp; GREAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com músicas e melodias coesas, conceitos bem estabelecidos e uma performance completa, Key segue sendo um dos artistas mais relevantes da indústria sul-coreana. Debutando em 2008 com o grupo </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/15-anos-de-shinee-relembre-a-trajetoria-do-grupo-pelo-k-pop,41d2edc6e263ef26b4ed6d9f1fa1dbf81j9oub29.html"><span style="font-weight: 400;">SHINee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conciliando com sua </span><a href="https://revistakoreain.com.br/2018/12/debut-solo-do-key-elegancia-talento/"><span style="font-weight: 400;">carreira solo</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2018, Kim Kibum sempre demonstrou apreço pelo retrô e por músicas fortes, marcantes e dançantes. Já tendo passado por outras </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entretenimento/kpop/noticia/2021/09/key-do-shinee-lanca-bad-love-finalmente-me-tornei-eu.html"><span style="font-weight: 400;">áreas da cultura pop</span></a><span style="font-weight: 400;">, em seu novo álbum é notória a sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">disco</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, que chama qualquer ouvinte para dançar com ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jrM1k8kHwC0"><i><span style="font-weight: 400;">Good &amp; Great</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o artista demonstra amadurecimento e que é ainda é possível utilizar o conceito </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrô, que permanece em alta nos últimos anos. Confiante do motivo pelo qual saiu do papel, esse novo projeto não dá espaço às dúvidas ao entregar uma produção sonora e lírica de alta qualidade, mostrando o que há de melhor no cantor e tornando o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">em uma entrada para uma festa privada </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Can</span> <span style="font-weight: 400;">‘t Say Goodbye e CoolAs</span></p>
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<figure id="attachment_32799" aria-describedby="caption-attachment-32799" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32799" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-800x800.jpg" alt="Capa do disco Gravy. Uma mulher negra de cabelos loiros está sentada no meio de uma cama escura, dentro de um quarto esverdeado. A mulher está maquiada nos olhos com uma sombra algo brilhante. Em frente à mulher há algumas flores e uma faixa prata escrito “Miss Gr–”. No fundo há um pequeno porta-retratos pendurado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bjtck-gravy-artwork-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32799" class="wp-caption-text">Cantor de Chicago explora sonoridades mais leves em parceria com Coco Jones, Philip Bailey e Freddie Gibbs (Foto: RCA Records, a division of Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>BJ The Chicago Kid &#8211; Gravy</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">BJ The Chicago Kid, apesar de extremamente talentoso, não parece figurar no radar geral dos ouvintes de neo-soul (ou R&amp;B, se preferir) e nem desfrutar de tanto prestígio quanto os seus colegas de colaboração </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2QVYTN3Z0IGLVF7YEQN5EJ?si=36ad712a7cea40cc"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou Anderson .Paak. Porém sua discografia um tanto consistente, se esse adjetivo valer de alguma coisa, é uma prova de que o cantor natural de Chicago, Illinois, merece ser mais ouvido entre os ouvintes de música contemporânea. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OUkPQzFO2Y5x2HZKtpswJ?si=5v_bpT-VT7ap9T2_5CyWkA"><i><span style="font-weight: 400;">Gravy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um tanto diferente de seu último e ótimo disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">1123</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que havia mais sonoridades voltadas para a relação do neo-soul com </span><i><span style="font-weight: 400;">slow rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, é um álbum de sonoridade menos densa que os anteriores, porém mais leve e dançante. O destaque do disco é a variedade dos sons, que comporta talvez até um flerte com </span><i><span style="font-weight: 400;">eurodance</span></i><span style="font-weight: 400;"> notado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spend the Night</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">parceria com Coco Jones; a participação de Freddie Gibbs, um dos destaques da cena do rap norte-americano atual, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Liquor Store in the Sky</span></i><span style="font-weight: 400;">, e de Philip Bailey, vocalista do lendário Earth, Wind &amp; Fire, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Change</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><i><span style="font-weight: 400;">Spend the Night</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Coco Jones), </span><i><span style="font-weight: 400;">Crazy Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Andra Day) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Never Change</span></i><span style="font-weight: 400;"> (feat. Philip Bailey)</span></p>
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<figure id="attachment_32885" aria-describedby="caption-attachment-32885" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32885" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-800x800.jpg" alt="Capa do disco GUTS, da cantora estadunidense Olivia Rodrigo. A artista é uma mulher de ascendência filipina, possui pele clara, olhos e cabelos castanhos escuros. Ela aparece deitada sobre um fundo roxo, usando um vestido preto com sutiã lilás e brincos de argola médias e prateadas. Olivia Rodrigo usa batom vermelho, delineado preto no estilo gatinho e esmalte preto lascado. Sua mão direita está posicionada em seu queixo, com o dedão apoiado no lábio. A cantora usa, nos outros dedos da mão direita, anéis prateados que formam o nome do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/GUTS.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32885" class="wp-caption-text">Em GUTS, Olivia Rodrigo nos apresenta suas entranhas e sua coragem emocional (Foto: Larissa Hofmann/Geffen Records</figcaption></figure>
<p><strong>Olivia Rodrigo &#8211; GUTS</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Onde está a porra do meu sonho adolescente?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, pergunta Olivia Rodrigo no seu primeiro disco, </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">GUTS</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos uma jovem-adolescente-ainda-não-adulta mais crescida, ainda com diversos problemas, questões e reclamações da idade. Cheia de raiva, ansiedade, amor e decepção, Rodrigo traz o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> do fim dos anos 1990 e do início dos anos 2000 de volta para os ouvidos dos fãs. Com uma pitada de </span><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do alternativo, a cantora mostra como amadureceu – tanto pessoalmente quanto musicalmente – entre um álbum e outro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto em </span><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i><span style="font-weight: 400;"> um coração partido era o reflexo de um amor da adolescência, </span><i><span style="font-weight: 400;">GUTS</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta o tema como algo muito pior: no </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RlPNh_PBZb4"><i><span style="font-weight: 400;">vampire</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista conta como seus sentimentos foram usados, e como sua fama foi aproveitada por terceiros. Em meio a músicas com batidas rápidas e outras mais lentas e sentimentais, a artista traduz – de forma nua e crua – como é a </span><a href="https://youtu.be/5myKp4ZD2KQ?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">mente de uma jovem mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">. Repleta das mais diversas emoções, ela consegue explicar as dores, os amores e os dilemas do fim da adolescência e do começo da vida adulta, e mostra como crescer é algo difícil, mas necessário. Além disso, Rodrigo nos mostra uma coisa: talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">teenage dream</span></i><span style="font-weight: 400;"> venha depois, não durante os anos da juventude. <strong>&#8211; Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>bad idea right?, vampire, lacy, making the bed e get him back!</p>
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<figure id="attachment_32802" aria-describedby="caption-attachment-32802" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32802" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-800x800.png" alt="Capa do CD Heaven Knows. Fotografia quadrada com o fundo preto. Na parte central, está a cantora PinkPantheress. Uma mulher preta, de cabelos castanhos. Ela usa um vestido branco e colares prateados. Ela está apoiando o braço em uma escada acinzentada, que possui uma porta vermelha no final dela. Há também uma pomba branca em cima da artista. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-16.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32802" class="wp-caption-text">Somente os vocais angelicais de PinkPantheress tornam a morbidez de suas letras um acalento aos traumas amorosos (Foto: Warner Records UK)</figcaption></figure>
<p><b>PinkPantheress &#8211; Heaven Knows</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">PinkPantheress, cantora e produtora inglesa, se tornou internacionalmente conhecida com a faixa </span><a href="https://youtu.be/oftolPu9qp4?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Boys a liar Pt. 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria da artista com a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ice Spice. No entanto, a canção não representa o </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven Knows</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo álbum de estúdio da cantora. Nas 13 faixas que compõem o projeto, a compositora mistura o tom mórbido de seu conteúdo lírico com os vocais angelicais emitidos por ela. Aqui, as parcerias com Rema, Central Cee e Kelela acrescentam à narrativa contada pela artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fã do </span><i><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></i><span style="font-weight: 400;">, batidas rápidas que chegam a quase 170 bpm, o subgênero da música eletrônica marca a sonoridade do álbum. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Capable of Love</span></i><span style="font-weight: 400;">, melhor canção do projeto, a cantora disseca o amor que possui por uma pessoa, chegando ao ponto de se tornar obcecada pela ideia de a perder um dia, se tornando, assim, incapaz de amar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven Knows</span></i><span style="font-weight: 400;"> merecia uma indicação nas categorias de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e eletrônica no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024, mas PinkPantheress não precisa da indicação para afirmar o seu talento, já que foi eleita </span><a href="https://www.billboard.com/music/awards/pinkpantheress-women-in-music-2024-producer-of-the-year-1235607497/"><span style="font-weight: 400;">Produtora do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nice to meet you (feat. Central Cee), Feelings e Capable of love</p>
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<figure id="attachment_32804" aria-describedby="caption-attachment-32804" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32804" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8.png" alt="Capa do álbum I've Loved You For So Long. A capa é uma montagem, de duas fotografias sobrepostas em um fundo rosado. Sobre o fundo rosa, na parte superior direita, vemos as palavras The Aces em caixa alta, em uma letra preta sem serifa. Na parte central da capa, vemos uma fotografia de quatro mulheres sentadas na caçamba de uma caminhonete, com um túnel ao fundo. As quatro são brancas, aparentando cerca de 25 anos. A da esquerda é loira e veste uma camisa preta. Ela olha para fora da caminhonete. As duas do centro são morenas. Da esquerda para a direita, uma veste camiseta branca, jaqueta de couro preta e calça branca, e olha para fora da caminhonete. A outra veste camiseta, jaqueta de couro e calça pretas, e olha para baixo. A da ponta direito é loira, veste camiseta bege e casaco morrem. Ela olha para o lado oposto da caminhonete. No centro inferior da capa, novamente na parte rosada, vemos as palavras I’VE LOVED YOU FOR SO LONG na mesma fonte preta, sem serifa e em caixa alta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-8-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32804" class="wp-caption-text">As músicas de The Aces já fizeram parte da trilha sonora de The Bold Type e Com Amor, Victor (Foto: Red Bull Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Aces &#8211; I&#8217;ve Loved You For So Long</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tardaram, mas não falharam. Depois de três anos do seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span></i><span style="font-weight: 400;">, as </span><i><span style="font-weight: 400;">The Aces </span></i><span style="font-weight: 400;">deram as caras novamente com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5LO06DFO56CESiQ6BjGsVJ?si=FlTYhG0eREi-x167Ljk5Lw"><i><span style="font-weight: 400;">I’ve Loved You For So Long</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O lançamento, ainda em meados de 2023, veio depois de um período de reflexão sobre elas mesmas enquanto grupo musical e amigas de longa data, já que o quarteto começou a tocar junto anos antes da banda estourar. Dessa vez, o terceiro disco mostra que as irmãs Alisa e Cristal Ramirez, Katie Henderson e McKenna Petty estão mais confortáveis com seus próprios demônios e livres para falar (ou cantar) sobre eles abertamente.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Suburban Blues </span></i><span style="font-weight: 400;">é a prova disso. Irmã mais velha de </span><i><span style="font-weight: 400;">801 </span></i><span style="font-weight: 400;">(do álbum anterior), a faixa trata do mesmo tema: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UVowgOLb0Jc&amp;pp=ygUIdGhlIGFjZXM%3D"><span style="font-weight: 400;">crescer</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma cidade pequena, tradicional e religiosa, sem liberdade para explorar a própria sexualidade. Retomando temas como amadurecimento, amores fracassados e saúde mental, as quatro mostram que evoluíram em suas composições, cada vez mais honestas. A sonoridade acompanhou e, do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, The Aces passou a explorar também o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6FlnXDIbmXA&amp;pp=ygUIdGhlIGFjZXM%3D"><span style="font-weight: 400;">arranjos nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> à la bandas de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo dos anos 1990. Soando mais profundo e fresco, </span><i><span style="font-weight: 400;">I’ve Loved You For So Long </span></i><span style="font-weight: 400;">é tão descolado quanto seu quarteto. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Girls Make Me Wanna Die,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Suburban Blues e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Person</span></i></p>
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<figure id="attachment_32805" aria-describedby="caption-attachment-32805" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32805" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco i was mature for my age, but i was still a child, do trio de rappers grouptherapy. Imagem retangular e colorida. Nela, vemos três fotografias 3x4 enfileiradas em um fundo branco, que mostram os integrantes do grupo. Abaixo das fotos, há uma lista em que se lê o nome dos três artistas, da esquerda para a direita na ordem das fotos, e elencados de A até C: SWIN, Jadagrace e TJOnline. SWIN é um homem negro, de cabelo raspado, com barba e bigode que apresentam leves falhas. Ele usa uma camiseta preta. Jadagrace é uma mulher negra, de cabelos crespos curtos e tingidos em loiro. Ela veste um top brando e uma camisa preta. TJOnline é um homem negro, de cabelo raspado e bigode. Ele usa uma touca preta e veste uma camiseta regata branca. Escrito com caneta azul, e de forma descuidada ao redor das fotos, pode-se ler “i was mature for my age, but i was still a child”. No topo da capa, em uma fonte escura, lê-se o nome do grupo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/grouptherapy_ES.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32805" class="wp-caption-text">Chora, BROCKHAMPTON (Foto: grouptherapy.)</figcaption></figure>
<p><b>grouptherapy. &#8211; i was mature for my age, but i was still a child</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se todos os nossos pensamentos intrusivos se tornassem realidade? Esse é o exercício imaginativo que guia grouptherapy. Ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">i was mature for my age, but i was still a child</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenha sido anunciado como seu </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PL_tYZlhnR433hfj7PiAql2Hn_QYVBAK2t"><span style="font-weight: 400;">álbum de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jadagrace, SWIM e TJOnline já tinham se reunido em ao menos três projetos anteriores, desde 2020. Isso porque a constante experimentação e quebra de paradigma é o que alicerça esse trio. Uma pulsão que os leva a desafiar todo e qualquer limite, tornando o novo lançamento uma experiência sempre imprevisível. É </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">? É </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">? É </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">? Não importa para eles, e não deveria importar para você também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é exagero dizer que grouptherapy. é um produto da nossa geração. Cada faixa é uma combinação inusitada entre referências contemporâneas a nós. Fruto de muito estudo, mas sobretudo de uma proximidade e uma identificação profunda com essas obras. Seja em baladas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KyFxIJI-0nk"><span style="font-weight: 400;">confissões sensíveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou em faixas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TEx_axT80JU"><span style="font-weight: 400;">absolutamente espalhafatosas</span></a><span style="font-weight: 400;">, cresce um anseio por auto expressão, uma ânsia em se colocar no mundo da própria maneira – que, na realidade, esconde um intenso medo de desaparecer, de ser denominado pelo outro. E existe sentimento mais familiar que esse? </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">smile :), Nasty e still alive</span></p>
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<figure id="attachment_32806" aria-describedby="caption-attachment-32806" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32806" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-800x800.png" alt="Capa do álbum Jaguar ll. No centro dela, há metade da cabeça de Victoria Monét, uma mulher jovem, negra, de cabelos lisos e platinados. Seus olhos apresentam lápis pretos na parte inferior e cílios postiços na parte superior. Sua cabeça está imersa em um mar preto até a altura do nariz. Ao fundo, pequenas estrelas em um fundo preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/JAGUAR-ll-Vitoria-Vulcano-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32806" class="wp-caption-text">Conhecida por compor trabalhos de Ariana Grande, Travis Scott e Chloe x Halle, a artista coloca ainda mais frescor nas letras de seu segundo álbum, premiado duas vezes no Grammy 2024 (Foto: RCA)</figcaption></figure>
<p><b>Victoria Monét &#8211; JAGUAR ll</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sem possuir qualquer grau de parentesco com o famoso pintor impressionista, Victoria Monét tem o dom de tomar a Música como arte em sua forma mais pura. Como esperado, o elegante rugido de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6WlGOgNNtpwFt2gfRFfqgZ?si=EXFJooR-Tr-TI1SYnHd6Jw"><i><span style="font-weight: 400;">JAGUAR ll</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não foge das pinceladas calculadas e cativantes da cantora, que encontra na continuação da </span><a href="https://musicainstantanea.com.br/critica-victoria-monet-jaguar/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> iniciada há três anos o ponto de equilíbrio perfeito entre inspiração e novidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na selva do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, a viagem retoma a carona do produtor D’Mile e aproveita o apelo de bases clássicas para crescer novos arranjos, mais que nunca harmonizados com os vocais cristalinos de Victoria. Logo de cara, emendar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> inebriante de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cD0dy_1FsT0"><i><span style="font-weight: 400;">Smoke</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com Lucky Daye, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> colorido de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a_DuSbMvOQs"><i><span style="font-weight: 400;">Party Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada ao lado do jamaicano Buju Banton, é quase um processo de hipnose. O </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/victoria-monet-jaguar-ii-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">lirismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> apaixonante da taurina – que canetou todas as 11 faixas do projeto – também deixa o magnetismo perdurar em temas batidos como sexo e sonhos hollywoodianos, criando ouro em plena mata musical. Com olhar felino e aguçado, </span><i><span style="font-weight: 400;">JAGUAR ll </span></i><span style="font-weight: 400;">fez de tudo, inclusive Monét ser coroada a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/conheca-victoria-monet-que-levou-o-premio-de-artista-revelacao-no-grammy-2024/"><span style="font-weight: 400;">Artista Revelação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 que a gente tanto precisava. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: On My Mama, I’m The One e Hollywood</span></p>
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<figure id="attachment_32807" aria-describedby="caption-attachment-32807" style="width: 629px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32807" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1.jpg" alt="Capa do álbum Javelin, de Sufjan Stevens. Ela é composta por diversas colagens de diferentes pessoas. Na parte superior, o nome do álbum está escrito na cor rosa como se tivesse sido feito com tinta. Na parte inferior, encontra-se o nome do artista, em caixa alta e letras brancas." width="629" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1.jpg 629w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-3-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32807" class="wp-caption-text">Javelin é uma ode ao amor, à fé e ao luto (Foto: Asthmatic Kitty Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Sufjan Stevens &#8211; Javelin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome de Sufjan Stevens brilha na lista de compositores que são especialistas em traduzir o que se esconde dentro de cada indivíduo. É difícil escutar alguma de suas letras e não se sentir tocado por ela – por exemplo, quem consegue assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome </span></i><span style="font-weight: 400;">sem se emocionar com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5GbVzc6Ex5LYlLJqzRQhuy?si=0871dab149af43c7"><i><span style="font-weight: 400;">Mistery of Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? O belo é inerente ao trabalho de Sufjan, e não seria diferente com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2KqSL3vLfyVO7rrZJL9tUs?si=5RJKyY1WT6Ki7xRKKeC2mw"><i><span style="font-weight: 400;">Javelin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://lareviewofbooks.org/article/the-end-of-something-on-sufjan-stevenss-javelin/"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> é, em sua essência, uma tocante crônica sobre o ciclo do amor, representando-o do começo ao fim. Ao longo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Javelin</span></i><span style="font-weight: 400;">, o artista parece ter a intenção de entender e ser entendido, com o objetivo de expor o fio condutor entre seus temas de estimação: levantar as intermináveis questões que nos levam a buscar significado uns nos outros e nos alegrar com a euforia de, às vezes, encontrá-lo. Nessa mistura encantadora, refinada e coesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sufjan Stevens mostra, mais uma vez, seu talento em criar uma força invisível que atravessa e deixa marcas em qualquer um que está disposto a ouví-lo. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Will Anybody Ever Love Me?, So You Are Tired e Shit Talk</span></p>
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<figure id="attachment_32907" aria-describedby="caption-attachment-32907" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-800x800.png" alt="Arte de capa do álbum. A cantora está de costas, com as costas nuas, uma calça com estampa de girafa e os pés descalços. Ela tem uma tatuagem com o desenho de uma girafa a mostra, que ocupa sua costela. Seu rosto está virado para o lado mas coberto por seu cabelo loiro e curto ao vento. Ela está em movimento, com os braços soltos e os pés quase saindo do chão, parece dançar. O chão de areia molhada se mistura com o fundo branco. Em volta de toda a silhueta da cantora, está ilustrado em letras azuis o título do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-17.png 1860w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32907" class="wp-caption-text">Letrux convocou suas feras e se fez vulnerável (Foto: Noize Record Club)</figcaption></figure>
<p><strong>Letrux &#8211; Letrux como Mulher Girafa </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Letrux, como sempre, fora da caixa &#8211; ou da jaula. A artista carioca retornou em 2023 com seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5GT6PsXU6NutW6d197R0vU"><span style="font-weight: 400;">terceiro álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> solo e muita animal print. Em 16 faixas com títulos que aludem ao reino animal, ela empresta o selvagem para falar da natureza humana. O universo sonoro criado pela cantora no disco abraça sua potência artística e ela entrega mais uma obra completamente original e cativante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco conta com apenas uma parceria, mas muito especial: Lulu Santos, na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x0pnnznWRKY"><i><span style="font-weight: 400;">Zebra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A maioria das músicas leva o nome de algum animal, dos insetos aos grandes predadores. Letrux nos guia por uma jornada pela essência dos seres humanos e suas relações. A sonoridade e as letras espelham nossos altos e baixos, às vezes pequenos como uma formiga, às vezes com a fome de um leão. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Louva deusa, Formiga e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Leões</span></p>
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<figure id="attachment_32810" aria-describedby="caption-attachment-32810" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32810" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-800x800.jpg" alt="Foto da capa do disco Magic 3, de Nas. Fotografia quadrada em preto e branco. Na imagem está o rapper Nas, homem negro de cabelo curto raspado. Ele está sentado, enquadrado da cintura para cima, olhando em direção à câmera. Veste óculos escuros, terno escuro e camisa de dentro clara; uma rosa está no botão de sua camisa à altura do peito. A textura da imagem tem um efeito de movimento, fugidio e embaçado. No canto inferior direito está o nome do disco, Magic 3." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Magic-3.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32810" class="wp-caption-text">Nas e Hit-Boy, rapper e produtor, dão sequência a Magic 2 e coroam duas trilogias em três anos (Foto: Mass Appeal)</figcaption></figure>
<p><strong>Nas &#8211; Magic 3</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há no rap uma frase corrente, de origem imprecisa e de senso comum, que diz que “</span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> é jogo pra jovem”. Quem, porém, contradiz tão vitalmente essa máxima – junto talvez ao Jay-Z de </span><i><span style="font-weight: 400;">4:44</span></i><span style="font-weight: 400;"> – não é outro senão o rapper de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3kEtdS2pH6hKcMU9Wioob1?si=W1vqYE7qQoO8nd3ZDWLP4A"><i><span style="font-weight: 400;">Illmatic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que na primeira faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> já se coloca na posição de “griô”. Após os anos 90 e início dos 2000, depois de ter emplacado quatro obra-primas em oito anos e ter se consolidado como o Rei, Nas retorna nesse outro início de década com o vigor que lhe é característico: emplacou duas trilogias – </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Disease </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic </span></i><span style="font-weight: 400;">– em três anos e se reafirmou enquanto um dos mais importantes da história do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um dos mais talentosos ainda em atividade, aos 50 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora </span><i><span style="font-weight: 400;">Magic 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> não seja de todo o melhor disco dessa sequência de trilogias – posto que pertence, sem dúvida, a </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Disease III</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), um dos melhores discos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos anos –, nunca é desperdício ouvir o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> e voz de um dos mais talentosos de sempre, produzida por um dos mais talentosos de hoje. Dupla formidável, dois dos melhores fazendo o que fazem de melhor, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5MfCvL6jCTkxPCBQf3OkYH?si=09f30bed7e66455d"><i><span style="font-weight: 400;">Michael &amp; Quincy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Nas e Hit-Boy. </span><b>– Miguel Fernandes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><span style="font-weight: 400;">Pretty Young Girl</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Based on True Events, Pt. 2</span><span style="font-weight: 400;"> e S</span><span style="font-weight: 400;">itting With My Thoughts</span></p>
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<figure id="attachment_32812" aria-describedby="caption-attachment-32812" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32812" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MAÑANA SERÁ BONITO. Nela, há diversos desenhos coloridos que representam elementos abordados pela cantora Karol G ao longo do disco. Alguns deles são um arco-íris, três pirâmides do Egito, uma borboleta, duas garrafas de cerveja e um tigre" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MANANA-SERA-BONITO-Vitoria-Vulcano.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32812" class="wp-caption-text">Lançada em meio à ascensão comercial do disco original, a mixtape complementar Bichota Season rendeu o saboroso remix de UNA NOCHE EN MEDELLÍN e uma colaboração inédita com Kali Uchis (Foto: Universal Music Latino)</figcaption></figure>
<p><b>Karol G &#8211; MAÑANA SERÁ BONITO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível falar sobre a dominação mundial ultimamente exercida pela música urbana latina sem esbarrar na imponência de Karol G. Subindo no palanque da indústria como </span><a href="https://portalreggaeton.com.br/pt/karol-g-explica-por-que-sua-nova-musica-bichota-e-um-hino-de-empoderamento/"><span style="font-weight: 400;">Bichota</span></a><span style="font-weight: 400;">, codinome que revigorou esse cenário tão tomado de testosterona, a colombiana tem um quê de artista de cinema aliado à admiração que desenvolvemos por uma irmã mais velha. Assim, fica fácil entender como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4kS7bSuU0Jm9LYMosFU2x5?si=jjt9OEfwQXqrRfCrbNZGKg"><i><span style="font-weight: 400;">MANÃNA SERÁ BONITO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu quarto álbum de estúdio, saltou dos ouvidos desavisados de muitos para o topo da </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/karol-g-a-colombiana-que-levou-um-hit-totalmente-em-espanhol-ao-topo-da-billboard/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;"> 200</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o palco das vertentes estadunidense e latina do </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2024/02/04/karol-g-e-a-vencedora-na-categoria-melhor-album-de-musica-urbana-no-grammy-2024.html"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguindo abarcar o melhor conceito-condutor da carreira da cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, a grandeza ostensiva da diva pop – professada na exploração de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">bachata</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;"> – se concilia com a vulnerabilidade doce de Carolina Giraldo Navarro, que usa o ápice de ritmos e prosperidades como ferramenta de reconciliação identitária. Sob as mãos habilidosas do conterrâneo e principal mixador do projeto, </span><a href="https://www.billboard.com/music/latin/ovy-on-the-drums-producer-karol-g-interview-1235433079/"><span style="font-weight: 400;">Ovy on The Drums</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hlgx4OKsWtE"><span style="font-weight: 400;">amargura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do coração partido, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sqI2shGJTGA"><span style="font-weight: 400;">odes</span></a><span style="font-weight: 400;"> a marcas de luxo e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ca48oMV59LU"><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> refletida nas marés da ilha de Lanzarote são frações únicas de um balaio contagiante. Para os mais céticos, Karol G também reúne </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> com veteranos e recentes sucessos latinos, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jZGpkLElSu8"><span style="font-weight: 400;">Shakira</span></a><span style="font-weight: 400;"> a Bad Gyal, na tentativa final – e bem convincente – de mostrar que seu futuro pode ser ainda mais caprichoso. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: X SI VOLVEMOS, DAÑAMOS LA AMISTAD e CAIRO</span></p>
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<figure id="attachment_32813" aria-describedby="caption-attachment-32813" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32813" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Capa do disco METRO BOOMIN PRESENTS SPIDER-MAN: ACROSS THE SPIDER-VERSE. Na capa temos a figura de uma aranha holográfica com várias cores diferentes. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de preto." width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Metro-Boomin-Presents-Spider-Man-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32813" class="wp-caption-text">A trilha sonora conta com a participação de artistas como Don Toliver, Nas, Lil Wayne e A$AP Rocky (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Metro Boomin &#8211; METRO BOOMIN PRESENTS SPIDER-MAN: ACROSS THE SPIDER VERSE </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Metro Boomin tinha um grande desafio em mãos ao conduzir a nova trilha sonora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem Aranha: Através do AranhaVerso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após cinco anos do lançamento do primeiro longa-metragem que consagrou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ApXoWvfEYVU"><i><span style="font-weight: 400;">Sunflower</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria de Post Malone e Swae Lee, como </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais certificado na história do RIAA, Boomin manteve a mesma qualidade de elementos apresentados anteriormente e encaminhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um novo patamar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a composição do disco, o produtor musical se dedicou a fazer boas músicas e não sucessos comerciais. As canções idealizadas por Daniel Pemberton refletem a trajetória de cada personagem no filme. Igualmente a animação, letras e melodias se entrelaçam na história de outros aranhas importantes para o desenvolvimento do protagonista. Como uma </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1bwbZJ6khPJyVpOaqgKsoZ"><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">compartilhada por Miles Morales, o álbum foi pensado em conjunto, sem nenhum ponto solto, onde cada componente se conecta como uma teia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Annihilate, Self Love e Hummingbird </span></p>
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<figure id="attachment_32814" aria-describedby="caption-attachment-32814" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32814" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.jpg" alt="Capa do disco Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua. Nela, vemos dois tigres pintados e na parte de cima, em letras pretas, está escrito &quot;ANA FRANGO ELÉTIRCO&quot; e &quot;ME CHAMA DE GATO QUE EU SOU SUA&quot;. O fundo é branco." width="700" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32814" class="wp-caption-text">As letras introspectivas complementam as melodias animadas de Ana Frango Elétrico (Foto: Selo RISCO)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Frango Elétrico &#8211; Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma pausa de quatro anos, em seu terceiro álbum  de estúdio, Ana Frango Elétrico volta de uma forma muito mais madura que nos anos anteriores. Com timbres nostálgicos, a artista busca estreitar laços com a música brasileira dos anos 1960 e 1980, ao passo que aborda temas sensíveis e subjetivos de maneira até dolorosa, como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ISl88_PqUlk"><i><span style="font-weight: 400;">Insista em Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos temas individuais beirando a melancolia abordados no álbum, as batidas e melodias são animadas e alegres. A influência de músicos como Tim Maia é nítida. O contraste das letras com a própria música torna as canções harmônicas, aproximando o público cada vez mais do mundinho particular de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RJGXVgJBccg&amp;t=9s"><span style="font-weight: 400;">Ana Frango Elétrico</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Insista em Mim, Dr Sabe Tudo e Camelo Azul.</span></p>
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<figure id="attachment_32836" aria-describedby="caption-attachment-32836" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32836" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-800x800.jpeg" alt="Capa do álbum Midnights (The Till Dawn Edition). Uma foto do rosto da Taylor Swift. Swift é uma mulher branca de cabelos loiros e franja. Ela usa uma maquiagem azul na pálpebra dos olhos e delineado preto. Os lábios estão semi-abertos, mostrando os dois dentes da frente. Ela segura um isqueiro de metal, acesso em frente ao rosto, e olha para a chama. A foto é emoldurada na parte de cima e lateral esquerda por um degradê entre as cores azul, roxo e laranja. Na lateral esquerda estão escritas as 23 faixas do álbum. Na parte de cima lê-se o título do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/1200x1200bb.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32836" class="wp-caption-text">Após o sucesso de Midnights, o próximo disco de inéditas da loirinha, The Tortured Poets Department, será lançado dia 19 de abril (Foto:Beth Garrabrant/Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Midnights (The Till Dawn Edition)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As noites mal dormidas de Taylor Swift continuaram rendendo músicas em 2023. </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kn1QevMa4cdaqnn7QI-FdoeGDaies3lAM&amp;si=0ZCZqdILcTj2HLZk"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights (The Till Dawn Edition)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum já lançado no </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><span style="font-weight: 400;">ano anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com três novas faixas e um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. As duas músicas inéditas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hits Different</span></i><span style="font-weight: 400;">  e </span><i><span style="font-weight: 400;">You’re Losing Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos contam como a história de amor termina, é fim do </span><i><span style="font-weight: 400;">Lavander Haze</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um prelúdio para uma nova era de coração partido. </span><i><span style="font-weight: 400;">Snow On The Beach (feat. More More Lana Del Rey)</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a versão estendida e mais doce da parceria. </span><i><span style="font-weight: 400;">Karma</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">(feat. Ice Spice) </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa vez ganhou videoclipe, recheado de </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> que deixaram os fãs muitas noites acordados para acompanhar a loirinha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra diferença que essa versão do disco trouxe, foram as versões censuradas de músicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Maroon</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim, eliminando o selo de conteúdo explícito, as músicas poderiam chegar em maior público. </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou como uma surpresa para indústria, quando ninguém mais esperava um sucesso estrondoso da carreira de Swift ela se reinventa no </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazendo milagre em meio de regravações de outros álbuns e turnê mundial, a artista ainda tem muito o que cantar. </span><b>&#8211; Costanza Guerriero </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: You’re On Your On, Kid; The Great War e Hits Different</span></p>
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<figure id="attachment_32838" aria-describedby="caption-attachment-32838" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32838" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Música do Esquecimento. Nele, vemos quatro homens brancos que vestem camiseta branca e calça. Eles esticam um moletom preto com uma esqcrita em amarelo em letras estilizadas que diz &quot;Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo&quot; e &quot;Música do Esquecimento&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32838" class="wp-caption-text">Uma viagem pela autenticidade e melancolia (Foto: Selo RISCO)</figcaption></figure>
<p><b>Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo &#8211; Música do Esquecimento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois anos depois do lançamento do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5t0h3a-vi8E"><span style="font-weight: 400;">primeiro álbum da banda</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo volta mais uma vez mostrando como tem amadurecido musicalmente e de que forma querem expandir para novos públicos. Ainda que existam tentativas de inovar, a autenticidade do grupo se mantém constante, sendo possível observar o desejo e afeto que os integrantes têm consigo mesmos e com aqueles que os ouvem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das novas abordagens neste </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B5iwOSTkWgg"><span style="font-weight: 400;">álbum</span></a><span style="font-weight: 400;">, a essência mantém-se a mesma. Abordando também temáticas como a melancolia que permeia as relações da comunidade LGBTQIAP+, uma das faixas de grande destaque, </span><i><span style="font-weight: 400;">Segredo</span></i><span style="font-weight: 400;">, escancara a infeliz universalidade de uma vivência dupla de uma boa parcela das minorias sexuais. Originais, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo não têm receio em se redescobrir e talvez seja isso que os fazem genuinamente únicos. </span><b>&#8211;</b> <b>Rebecca Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: Segredo, Minha Mãe é Perfeita e As coisas que não te ensinam na faculdade de filosofia.</span></p>
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<figure id="attachment_32837" aria-describedby="caption-attachment-32837" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32837" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-800x800.jpg" alt="Capa do álbum My Back Was A Bridge For You To Cross. Na parte superior central da imagem, está escrito “Anohni” em letras maiúsculas brancas e “and The Johnsons” em letras garrafais brancas. Na parte inferior central da imagem, está escrito “My back was a bridge for you to cross” em letras garrafais pretas. A capa do álbum é uma fotografia em preto e branco da ativista Marsha P. Johnson. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está apoiando sua mão direita no queixo, enquanto sorri. Ela está usando brincos e um anel prateados.]" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ANOHNI-–-My-Back-Was-A-Bridge-For-You-To-Cross.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32837" class="wp-caption-text">Quinto álbum de ANOHNI and The Johnsons é uma ferida aberta que talvez nunca cicatrize (Foto: Secretly Canadian)</figcaption></figure>
<p><b>ANOHNI and The Johnsons &#8211; My Back Was A Bridge For You To Cross</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ideal para noites chuvosas e trajetos solitários de transporte público, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Back Was A Bridge For You To Cross </span></i><span style="font-weight: 400;">foi feito para pensar na morte da bezerra. Ao mesmo tempo que seus acordes de guitarra conduzem uma atmosfera pacífica, suas letras melancólicas invadem sutilmente nossa cabeça e a deixam latejando. Tal inquietude não é tratada com </span><i><span style="font-weight: 400;">Alivium</span></i><span style="font-weight: 400;">, nem com nenhum tipo de remédio, pois não é uma doença para ser curada, mas um sintoma do desejo intrínseco por </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/26/cultura/1456485608_941440.html"><span style="font-weight: 400;">mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> que deve infectar cada vez mais pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum de ANOHNI and The Johnsons se garante no apelo à vulnerabilidade, isto é, na admissão da dor. Esta, por sua vez, está refletida em composições confessionais recitadas por uma voz a qual infelizmente sabe o que diz. A subjetividade atrelada à </span><a href="https://www.theatlantic.com/culture/archive/2023/07/anohni-my-back-was-a-bridge-for-you-to-cross-interview/674619/"><span style="font-weight: 400;">política</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna o disco uma fonte de memórias diante de um sistema planejado para esquecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Back Was A Bridge For You To Cross</span></i><span style="font-weight: 400;"> reconhece conquistas, mas não cede à ingenuidade de achar que a vida de grupos marginalizados se tornou um completo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c9ZAUwIJrJI"><span style="font-weight: 400;">morango</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não basta construir pontes, há de atravessá-las também. Quem sabe do outro lado não está o final do arco-íris LGBT+ com gloriosas recompensas: amores correspondidos, revolução no sistema e álbum novo da Kate Bush. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: It Must Change, Silver of Ice e Why Am I Alive Now?</span></p>
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<figure id="attachment_32839" aria-describedby="caption-attachment-32839" style="width: 623px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1.jpg" alt="Capa do álbum nadie sabe lo que va a pasar mañana, de Bad Bunny. O fundo possui um tom de bege e, ao centro, encontra-se uma ilustração de um cavalo marrom e uma pessoa em cima dele, usando roupas azuis e uma máscara cinza no rosto, em que os olhos estão vermelhos. Uma das mãos da pessoa está segurando o cabresto do cavalo e, a outra, está levantada para cima. Abaixo do cavalo, há um risco preto, que marca o suposto chão. No lado superior esquerdo está o título do álbum, em caixa alta e em letra de forma. Embaixo do risco preto, está escrito “BAD BUNNY / BENITO” e, logo abaixo, “OCTUBRE 13, 2023”. Centralizado no final da capa, está o selo de parental advisory." width="623" height="626" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1.jpg 623w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-2-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32839" class="wp-caption-text">nadie sabe lo que va a pasar mañana é um monumento que se equipara ao tamanho do sucesso comercial de Bad Bunny (Foto: Rimas Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bad Bunny &#8211; nadie sabe lo que va a pasar mañana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o lançamento do aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3RQQmkQEvNCY4prGKE6oc5?si=Aeg35jjAT7WCy8yVjoBDVg"><i><span style="font-weight: 400;">Un Verano Sin Ti</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma obra-prima </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> imersa na umidade caribenha e no brilho dos sonhos, Bad Bunny foi catapultado para os olhos do público como nunca antes. Para quem ainda não conhecia o artista, o disco de 2022 fez parecer que o porto-riquenho sempre foi o tipo de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop star</span></i><span style="font-weight: 400;"> que lota estádios. Mas os fãs mais antigos sabem que Benito sempre foi um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> de elite, e ele volta a mostrar isso em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4FftCsAcXXD1nFO9RFUNFO?si=CPKCPLJqSfmEfTw8xI8zug"><i><span style="font-weight: 400;">nadie sabe lo que va a pasar mañana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quinto álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">grammy winner</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem repleto de batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> contundentes, rimas introspectivas e um estilo ‘de volta às origens’. O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1hM4h0maYag"><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">nadie sabe</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um astro muito adorado que ficou na defensiva por muito tempo – seja por causa dos críticos, de fãs assustadoramente possessivos ou outras entidades que pareciam estar minando sua </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/bad-bunny-marvel-role-navigating-fame"><span style="font-weight: 400;">humanidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. A torre fria e brutalista que ele construiu contrasta com a fonte de histórias porto-riquenhas ricas e modernas presentes nos álbuns anteriores. Esse sempre é um aspecto muito interessante de se ver, e o El Conejo Malo é mestre em fazer com que a experiência seja magnífica. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">NADIE SABE, HIBIKI e WHERE SHE GOES</span></p>
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<figure id="attachment_32840" aria-describedby="caption-attachment-32840" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32840" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco Negra Ópera, de Martinho da Vila. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos uma pintura em estilo renascentista, com quatro anjinhos negros espelhados, com cabelos loiros e panos brancos velando suas partes íntimas, posicionados em um quadrado. Eles rodeiam uma estátua dourada da cabeça de um homem. As orelhas da mesma cabeça são atravessadas pelo caule de uma grande rosa dourada, e em sua testa está o símbolo de uma lua minguante virada para cima. Ao redor deles, vê-se elementos de arquitetura clássica e quatro candelabros elegantes, com velas vermelhas, que se espelham junto aos anjos. No topo da imagem, lê-se o nome do artista e, abaixo, o título do disco. Nos quatro cantos da capa, estão desenhadas estrelas douradas de quatro pontas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/martinho_ES.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32840" class="wp-caption-text">O último álbum de Martinho da Vila venceu o prêmio de Melhor Álbum de Samba/Pagode no Grammy Latino de 2023 (Foto: Emerson Rocha/Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Martinho da Vila &#8211; Negra Ópera</b></p>
<p><a href="https://cultura.uol.com.br/radio/programas/intermezzo/2020/10/10/2_o-drama-lirico-de-claude-debussy-pelleas-et-melisande.html"><i><span style="font-weight: 400;">Pelléas et Mélisande</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma ópera centenária, idealizada pelo compositor francês Claude Debussy. Um drama lírico em cinco atos, que conta a trajetória de dois jovens que vivem um romance fadado ao fracasso. Uma união que apenas é capaz de concretizar-se pela morte. Foi após presenciar esse espetáculo em pleno Teatro Opera de Paris que Martinho da Vila, um artista pivotal para o samba brasileiro, idealizou </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLi1FsdteUPPg7iaCdC0PuQMO_90dUl9Hj"><i><span style="font-weight: 400;">Negra Ópera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2023/08/20/martinho-da-vila-canta-os-reversos-da-vida-em-negra-opera.ghtml"><span style="font-weight: 400;">concerto glorioso</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se apropria de uma tradição europeia para cantar e chorar as lamentações do povo preto brasileiro.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Negra Ópera</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desvia da imagem leve que construiu-se sobre Martinho no nosso inconsciente. É um trabalho íntimo, mas pesado. Doído de escutar. Tão denso quanto o </span><a href="https://www.instagram.com/p/CsUX2hmv-LN/?img_index=1"><span style="font-weight: 400;">azul profundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que abraça a capa do disco, ocupada por anjinhos pretos que são pincelados como em pinturas renascentistas. Essa combinação inevitável entre signos antagônicos manifesta o poderoso esforço de ressignificação que norteia o álbum. Martinho une composições pessoais a releituras de outros grandes sambistas para narrar, através da perspectiva coletiva do seu povo, os infortúnios da maior tragédia da nossa história. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heróis da Liberdade, Acender as Velas e Dois de Ouro</span></p>
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<figure id="attachment_32841" aria-describedby="caption-attachment-32841" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco NEVER ENOUGH, do cantor Daniel Caesar. A imagem é quadrada e colorida. Nela, vemos a fotografia granulada e borrada de uma floresta, com um filtro azul-escuro intenso, que mostra um homem correndo. Ele usa uma camisa branca e está de costas para a foto, como se fugisse de algo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/caesar_ES-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32841" class="wp-caption-text">O disco ainda conta com colaborações de Ty Dolla $ing, serpentwithfeet e Omar Apollo (Foto: Hollance Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>Daniel Caesar &#8211; NEVER ENOUGH</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível escutar Daniel Caesar e não se sentir instantaneamente hipnotizado. Suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hKgl5-lkT8U"><span style="font-weight: 400;">canções românticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com melodias marcantes e coros angelicais se tornaram definidoras para o gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos anos 2010. Um caso excepcionalmente raro em nossa era algorítmica de um cantor capaz de te arrebatar da própria cabeça. Mas, em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLAvyaysjycN3u-hIdaKYBnNefWDa7RAQt"><i><span style="font-weight: 400;">NEVER ENOUGH</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esse estado de levitação é logo interrompido na primeira faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNmmO5hcKlE"><i><span style="font-weight: 400;">Ocho Rios</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando os instrumentais são invadidos por guitarras distorcidas e bumbos pesados, acompanhados de vocais levemente guturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caesar já havia exposto seu desejo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_7R2JI7hSFY"><span style="font-weight: 400;">superar </span><i><span style="font-weight: 400;">Freudian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu trabalho mais icônico, para desbravar novos horizontes. Aqui, ao invés de explorar as nuances sensoriais do gospel, a música se deixa levar pelo ruído. Sem abandonar sua assinatura já difundida, o artista abraça uma sonoridade experimental, quase carnal, que rejeita o sagrado para nos lembrar de nossa eterna condição de mortalidade. Assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">NEVER ENOUGH</span></i><span style="font-weight: 400;"> fisga seu ouvinte, não há mais volta. Ainda que ligeiramente difuso, esse é o preço cobrado para abrir as portas do nosso refúgio particular. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Let Me Go, Shot My Baby e Superpowers</span></p>
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<figure id="attachment_32842" aria-describedby="caption-attachment-32842" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia.jpg" alt=" Capa do álbum No Tempo da Intolerância. A capa realça o busto de Elza Soares - mulher negra em torno dos seus 90 anos - com Black Power no centro da imagem. A fotografia tem uma textura como de desenho e tem os traços pretos. Em do lado esquerdo de Elsa há o símbolo do feminismo, o mapa do continente africano e uma corrente sendo quebrada; já no lado direito há o mapa do &quot;O Sul é Meu Norte&quot; (a América do Sul virada de cabeça para baixo), mãos dadas no centro de um globo e duas bandeiras. O fundo amarelo e creme realça os elementos que estão em preto e amarelo. Nos cantos superiores esquerdos, há os elementos de identificação do álbum. No centro inferior há o título do álbum em amarelo, No Tempo da Intolerância e, acima dele, no peito de Elza, há um desenho do sol nascendo com um símbolo do infinito acima e um arco-íris em sua volta. Ao redor da imagem, com traçado preto, estão escritos os nomes das músicas" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Elza_Soares_-_2023_-_No_Tempo_da_Intolerancia-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32842" class="wp-caption-text">Não há ninguém como Elza Soares, simplesmente única. (Foto: Deck)</figcaption></figure>
<p><strong>Elza Soares &#8211; No Tempo da Intolerância</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse álbum póstumo, Elza Soares evoca um manifesto enraizado em sonoridade latino-americana, poesia marginal e ancestralidade. A intérprete utiliza sua voz como arma letal – descrita assim na canção </span><i><span style="font-weight: 400;">Coragem</span></i><span style="font-weight: 400;"> – contra o racismo, machismo, violência policial, entre outros abusos, </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo da Intolerância </span></i><span style="font-weight: 400;">é um álbum denunciativo em que Elza mostra, mais uma vez, que nunca deixou de se posicionar. Além da denúncia, também celebra o feminisno negro, a liberdade das mulheres e clama por justiça com os seus, sendo um álbum </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/07/14/no-tempo-da-intolerancia-unico-album-autoral-de-elza-soares-e-lancado-apos-morte-da-artista"><span style="font-weight: 400;">quase inteiramente autoral</span></a><span style="font-weight: 400;"> – 7 das 10 músicas são conposições da cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as faixas, podemos presenciar, pela última vez, a beleza e potência que Elza foi e sempre será.</span><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Africana</span></i><span style="font-weight: 400;">, composição de seus amigos Rita Lee e Roberto de Carvalho, é presenciada a história da cantora sendo exaltada e reverenciada. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Quem Disse,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a introdução da canção é feita pelo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wRcnrxRq2L4&amp;t=188s&amp;pp=ygUcbGl0ZXJhdHVyYSBlIHBvZXNpYSBtYXJnaW5hbA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">MC WJ</span></a><span style="font-weight: 400;">, conhecido por seus versos denunciantes sobre a realidade dos grupos marginalizados, e Elza acompanha essa denúncia que recai sobre a desigualdade, não só, mas também financeira nesse Brasil. Por último, mas não menos importante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher Pra Mulher (A Voz Triunfal)</span></i><span style="font-weight: 400;"> referencia o feminismo negro que luta contra inumeravéis violências durante tantos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identidade da cantora, falecida em 2022, está muito bem marcada neste lançamento e, por ser o último, </span><i><span style="font-weight: 400;">No Tempo da Intolerância</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum em que nos emocionamos não só pelas letras, mas também por imaginarmos que será o </span><a href="https://noize.com.br/a-despedida-triunfal-de-elza-soares-em-no-tempo-da-intolerancia/#1"><span style="font-weight: 400;">último trabalho lançado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não há palavras suficientes que medem Elza Soares. Ela é incrível em tudo o que fez e continuará fazendo nesse compasso de vida. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Justiça, Pra ver se Melhora e Quem Disse</span></p>
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<figure id="attachment_32843" aria-describedby="caption-attachment-32843" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-800x800.jpg" alt="A foto apresenta o cantor FBC: um homem negro, de cabelo ralo e preto com alguns fios brancos e uma barba volumosa. Ele usa uma regata preta, coberta por um suéter (aparentemente de lã) nas cores roxo, verde-escuro, amarelo e azul-claro, que se mesclam em listras onduladas. Em sua mão está um globo espelhado, símbolo de festas nos anos 70, 80 e 90. O globo reflete pontinhos de luz para toda a foto, sendo iluminado de um lado e totalmente imerso nas sombras do outro. Ele usa um óculos escuro e também uma grande corrente prateada, que apresenta a figura de São Jorge montado em um cavalo. O fundo da imagem é preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/FBC.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32843" class="wp-caption-text">Em uma viagem pelo universo, FBC constrói um álbum sólido, refinado e que vai contra tudo que se via no mainstream (Foto: DO PADRIM)</figcaption></figure>
<p><strong>FBC &#8211; O AMOR, O PERDÃO E A TECNOLOGIA IRÃO NOS LEVAR PARA OUTRO PLANETA </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de agora que Fabrício, mais conhecido como FBC, trabalha com Música. O sucesso estrondoso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCyY8OXOHm0"><i><span style="font-weight: 400;">Baile</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021), em colaboração com VHOOR, fez com que os talentos do artista fossem amplamente divulgados, atingindo novos espaços além da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional. Não se acostumado em criar mais do mesmo, em seu novo projeto o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> busca novas inspirações e transborda em uma </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/07/28/fbc-amor-perdao-tecnologia-ouvir/"><span style="font-weight: 400;">estética completamente diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que havia produzido. Passeando entre os anos 1970 e 1980, misturando </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> com elementos sintéticos e até um sax, o cantor nos faz refletir sobre a existência nesse planeta que chamamos de casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a ousada proposta de fugir das tendências atuais, FBC aposta tudo em um álbum que mira em Jorge Ben Jor e acerta em um estouro de originalidade. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-amor-o-perdao-e-a-tecnologia-irao-nos-levar-para-outro-planeta-critica/"><span style="font-weight: 400;">O Amor, o Perdão e a Tecnologia Irão nos Levar para Outro Planeta</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor e compositor traduz, em um jogo minucioso entre letra e som ,os sentimentos e sensações de uma viagem pela </span><i><span style="font-weight: 400;">dance music</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Madrugada Maldita e Estante de Livros (feat. Don L)</span></p>
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<figure id="attachment_32844" aria-describedby="caption-attachment-32844" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco O Resgate do Maestro, do rapper niLL. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos um robô gigante, branco com detalhes em azul, que olha para cima com seus olhos totalmente brancos. A máquina está ao redor de uma favela, onde pode-se ver pequenas casas com tijolos laranjas. Ao fundo, vê-se um grande morro com outras residências e um céu azul tomado por nuvens. No canto esquerdo, uma tarja preta ocupa a imagem, com os dizeres “O Resgate do Maestro&quot;, escrito de baixo para cima na vertical e com uma fonte branca. Acima desse texto, estão escritos dos kanjis em laranja. Abaixo do título do álbum, também na vertical, está um selo com a letra N maiúscula em destaque, e os dizeres “Nill SoundFoodGang; todos os direitos reservados”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nill_ES-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32844" class="wp-caption-text">“É o Resgate do Maestro, não Retorno de Jedi” (Foto: Sound Food Gang)</figcaption></figure>
<p><b>niLL &#8211; O Resgate do Maestro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">niLL é o maior artesão da cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i> <span style="font-weight: 400;">nacional. Seus discos não são somente conceituais. Seja rimando ou tecendo os instrumentais através do seu pseudônimo </span><i><span style="font-weight: 400;">O Adotado</span></i><span style="font-weight: 400;">, o artista jundiaiense constrói universos imersivos que costuram milhares de referências à </span><a href="https://culturapreta.com/2023/07/03/nill-fala-sobre-cultura-geek-processos-criativos-e-seu-novo-album-em-entrevista-exclusiva/"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">geek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como em uma colcha de retalhos, operando através de nossos ambientes virtuais para evocar as emoções mais substancialmente humanas possíveis. Não importa o quão fantasioso ou fora da casinha for o álbum da vez. No fim, tudo se resume ao mais terreno cenário de um jantar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É esse retrato mundanamente imaginário de um </span><i><span style="font-weight: 400;">mecha</span></i><span style="font-weight: 400;"> explorando as vielas de uma favela que nos apresenta a </span><i><span style="font-weight: 400;">O Resgate do Maestro.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Na narrativa do disco, acompanhamos um simpático robô que viaja para a Terra com o objetivo de estudar as emoções humanas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa dessa conjunção para criar uma jornada existencial e contemplativa, refletindo nossa sede inerente por conexão em meio a uma realidade onde desaprendemos a viver uns com os outros. É então a partir de sonoridades acalentadoras e </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLyt47L2Rpbt69VqLbLv-k4brHfaLGirxO"><span style="font-weight: 400;">visuais nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que niLL faz da Música ponte para que esses laços se cruzem outra vez. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">PS1, Zero Zero 7 e City Hunters</span></p>
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<figure id="attachment_32845" aria-describedby="caption-attachment-32845" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12.png" alt="Capa do Pânico no Submundo. Fotografia quadrada com o fundo roxo. Na parte central há várias máscaras de palhaços e cédulas da moeda americana: o dólar. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-12-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32845" class="wp-caption-text">80% do meu tempo eu ouvia Panico no Submundo e nos outros 20% eu torcia para que alguém fale sobre isso… Para eu poder falar mais! (Foto: Nyege Tapes)</figcaption></figure>
<p><b>DJ K &#8211; PANICO NO SUBMUNDO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem não goste de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e criminalize o gênero se baseando em crenças preconceituosas. O estilo musical se reinventa constantemente e com </span><i><span style="font-weight: 400;">PANICO NO SUBMUNDO não</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá para negar a ascensão merecida do ritmo. Durante 43 minutos, DJ K, nascido em Diadema, entrega ao público uma viagem de diversões com esse projeto. </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/dj-k-panico-no-submundo/"><span style="font-weight: 400;">Aclamado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Pitchfork</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o paulistano usa o gênero como uma plataforma de conscientização social, como quando critica sutilmente o governo de Jair Bolsonaro na faixa “Erva Venenos”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível ser levado à outra dimensão com uma música, mas aqui, o produtor musical o faz com maestria: já na primeira música, </span><i><span style="font-weight: 400;">Illuminati &#8211; Viagem Ao Oculto</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ‘bruxo’, apelido do artista, faz a sua magia e enfeitiça os fãs com beats agradáveis e produções de tirar o fôlego. Para os amantes do estilo musical, é um deleite. Os que não acompanham de perto o ritmo irão se impressionar com o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/beat-bruxaria-quem-e-dj-k-artista-que-chamou-atencao-fora-do-pais/"><span style="font-weight: 400;">talento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do DJ K. </span><b>-Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Illuminati &#8211; Viagem Ao Oculto, Automotivo Acordou a Favela Toda e Beat Distorce Mente</p>
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<figure id="attachment_32919" aria-describedby="caption-attachment-32919" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM.jpeg" alt="Capa do disco Para todos os garotos que já Mamei, de N.I.N.A . Nele vemos uma mulher negra de costas. Ela vesta uma saia jeans em alguns tons de azul, com um bolso no lado direito onde está escrito N.I.N.A, bordado em amarelo. Há uma mão masculina dentro desse bolso e uma mão feminina no lado esquerdo da calça. Centralizado na parte de baixo, está escrito em amarelo &quot;Para todos os garotos que já mamei&quot; e logo abaixo, também em amarelo, está escrito &quot;PTOGQJM&quot;" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/PTOGQJM-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32919" class="wp-caption-text">“E eu não quero ser fraca, mesmo que tudo ao redor tenha o peso do mundo” (Foto: Pineapple StormTv)</figcaption></figure>
<p><strong>N.I.N.A &#8211; Para Todos os Garotos que já Mamei</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/74Ib1RgIXLeq1P3kkKxiBK"><i><span style="font-weight: 400;">Para todos os garotos que já mamei</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">PTOGQJM</span></i><span style="font-weight: 400;">, N.I.N.A revelou uma nova faceta de sua musicalidade. No álbum lançado em Agosto de 2023, a cantora conhecida como bruta, brava e forte soa mais sensível e reconhece sentimentos que não se mostravam com tanta veemência em sua discografia anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022). Em um movimento semelhante ao da temática, a sonoridade trabalhada também migra para novidades e as sete faixas são uma viagem pela diversidade rítmica. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> são explorados nas composições, mas cada uma segue tão única quanto às cartas enviadas pela protagonista do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CK-g0OqzQHQ"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o nome do disco parafraseia. Nessa singularidade, N.I.N.A surpreende a cada minuto do projeto e consegue ser impecável ao ponto de não permitir brecha para uma crítica sequer. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">PTOGQJM </span></i><span style="font-weight: 400;">é perfeito para ouvir em momentos à flor da pele ou animar dias </span><i><span style="font-weight: 400;">blasé</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a única restrição de não ser recomendado para menores de 18 anos.</span><b> – Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: </span><span style="font-weight: 400;">Faz Assim</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Despedidas</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Karma </span></p>
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<figure id="attachment_32846" aria-describedby="caption-attachment-32846" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32846" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-800x800.jpg" alt="Capa do disco Playing Robots Into Heaven, do musicista James Blake. Imagem quadrada e preto-e-branca. Nela, vemos a silhueta do artista subindo uma duna de areia em meio a um deserto. Ele leva nas costas um aparelho eletrônico conectado a vários fios, e com uma grande antena em seu centro. Duas pessoas também sobem a duna à sua frente e outras duas atrás." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/blake_ES.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32846" class="wp-caption-text">Mesmo que tenha retornado à música solo, James Blake se envolveu em projetos de outros artistas em 2023, incluindo o novo disco de Travis Scott e a trilha sonora de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, fazendo parceria com Metro Boomin (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><b>James Blake &#8211; Playing Robots Into Heaven</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">James Blake deixou sua marca registrada por todos os cantos da indústria musical na última década. Os vocais divinos e quase sussurrados do artista, que preenchem delicadamente suas melodias digitais e minimalistas, fizeram dele um colaborador de ouro, lhe rendendo participações marcantes em projetos de grandes artistas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VwAnsAUYnw4"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YqvCptqhHfs"><span style="font-weight: 400;">Travis Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tPzCGZXULbQ"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em paralelo, seus trabalhos solo, antes instigantes e misteriosos, eram gradativamente sanitizados quanto mais deslocavam-se para o universo do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLxA687tYuMWgz6__8Yrxv-2TjLeRMY7GQ"><i><span style="font-weight: 400;">Playing Robots Into Heaven</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marca o retorno do artista à música eletrônica. Aqui, sua voz se mistura aos elementos da canção para tornar-se um mero instrumento. A letra, em grande parte do disco, pouco importa. Os timbres, as percussões e as harmonias são manipuladas para nos transportar a uma montanha russa sensorial, ora declinando bruscamente em direção à terra, ora ascendendo em movimentos circulares até os céus. Um resgate e um lembrete do posto de Blake como um verdadeiro maestro de emoções. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fall Back, Big Hammer e I Want You To Know</span></p>
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<figure id="attachment_32847" aria-describedby="caption-attachment-32847" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32847" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-800x800.jpg" alt="Kali Uchis, com uma maquiagem detalhada nos olhos, com tons leves e desenhos expressivos. O rosto da cantora está posicionado em um semi perfil e ela apoia o dedo indicador em seu queixo, com unhas decoradas. O fundo é vermelho e Kali usa um enfeite em sua cabeça com borboletas e pedras vermelhas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Red-Moon-In-Venus.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32847" class="wp-caption-text">Segundo a artista, Red Moon in Venus é atemporal e sobre todos os níveis de amor. (Foto: Geffen Records</figcaption></figure>
<p><strong>Kali Uchis &#8211; Red Moon In Venus</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/viagem-sensorial/"><span style="font-weight: 400;">sinestesia</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de uma figura de linguagem, é uma condição neurológica que faz com que quando um dos nossos sentidos é ativado, reações são provocadas em outro, gerando um mix de sensações. Ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in Venus</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma experiência simples, mas que ativa diversas sensações, sendo um álbum colorido e com sabores refrescantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> latino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu terceiro álbum, a colombiana Kali Uchis nos leva em uma aventura sonora que lembra um conto de fadas, mas com toques de sensualidade. Já na primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">In My Garden…</span></i><span style="font-weight: 400;"> a artista cria uma certa ambientação, apresentando o tema do álbum, ao falar &#8220;Olá / Você consegue me ouvir? / Eu só queria falar que, caso tenha esquecido, eu te amo&#8221; e incluir sons imersivos. A obra segue com tracks sobre amor, prazer e desejo, como </span><a href="https://youtu.be/-Y7zc0eO26k?si=JrUR7AZWdy23gjYv"><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Roses</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Between</span></i><span style="font-weight: 400;">, além da exploração da feminilidade, com toques do estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Uchis, além de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">. <strong>-Marina Barrelli de Carvalho</strong></span></p>
<p><b>FAIXAS favoritas: </b>Worth the Wait, All Mine e Deserve Me</p>
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<figure id="attachment_32848" aria-describedby="caption-attachment-32848" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32848" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13.png" alt="Capa do álbum Reversa. Nele, vemos Carol Biazin, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ele veste um body branco e um capacete de astronauta, dentro desse capacete, há versões menores da cantora." width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-13-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32848" class="wp-caption-text">Foi de trás para a frente que Carol Biazin descobriu novas maneiras de contar uma história de amor (Foto: Universal Music Group)</figcaption></figure>
<p><strong>Carol Biazin &#8211; REVERSA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma grande homenagem para todas as garotas infernais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Reversa </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou com aquele sabor de romance adolescente para alimentar a alma das </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><i><span style="font-weight: 400;">mean girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Carol Biazin traz desilusão, rebeldia e romance, é óbvio, para o terceiro álbum de sua carreira. Contando com treze faixas que narram uma história de amor de trás para a frente, fazendo alusão ao título, a cantora conta com batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, R&amp;B, e vocais de fundo para conseguir sustentar a personalidade da obra, que se inspira na sua. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Reversa</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem pontos altos e baixos, como qualquer obra. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> são muito parecidos, fazendo com que uma faixa pareça a extensão da anterior. Entretanto, Biazin fez ótimas evoluções em suas composições, em comparação ao seu último disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/46flJXmb1UBv1jvP6lAMoj"><i><span style="font-weight: 400;">Beijo De Judas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguindo trazer letras mais desenvolvidas e vocais presentes e potentes, que lembram muito os de </span><a href="https://personaunesp.com.br/luisa-sonza-doce-22-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luísa Sonza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de ter produzido a cronologia realmente ao contrário, porém de forma extremamente complementar, o que torna o álbum ainda mais único e precioso para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. Com um relacionamento que não deu certo, talento e muito </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, Carol Biazin entregou uma das melhores produções nacionais de 2023. A cantora provou que está pronta para defender o seu espaço nas</span><i><span style="font-weight: 400;"> playlists </span></i><span style="font-weight: 400;">das garotas infernais. &#8211; </span><b>Pâmela Palma</b></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Playlist de Sexo, Dessa Vez Não e Garota Infernal</p>
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<figure id="attachment_32849" aria-describedby="caption-attachment-32849" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32849" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Rush! (Are U Coming?) da banda Mäneskin. O fundo da imagem apresenta um degradê cinza, sendo a parte de cima o ponto mais escuro e a de baixo o mais claro. Há uma modelo vestindo uma camiseta azul e uma saia cinza deita no chão, enquanto os membros da banda aparecem saltando por cima dela. Da esquerda para a direita, na posição de salto, estão: Ethan, Thomas, Damiano e Victoria. Ethan e Damiano vestem ternos azul escuro enquanto Thomas e Victoria vestem ternos vermelhos e ela é a única que está com ele aberto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rush.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32849" class="wp-caption-text">Rush! (Are U Coming?) consolida o estilo de M<strong>å</strong>neskin (Foto: Epic Records/Sony Music Entertainment Italy)</figcaption></figure>
<p><strong>Måneskin &#8211; Rush! (Are U Coming?)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na extensão de </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLxA687tYuMWidK233I7SZ0NnnuiRb8szF"><i><span style="font-weight: 400;">Rush!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum #1 em mais de 15 países da banda italiana </span><i><span style="font-weight: 400;">M<strong>å</strong>neskin</span></i><span style="font-weight: 400;">, são acrescentadas mais cinco músicas que mostram para o público a força do jovem grupo. Com a maioria das faixas em inglês, são exploradas temáticas que vão do romance à rebeldia e aproveitamento da vida, em que há um casamento muito bem realizado entre os potentes vocais de Damiano David e os instrumentos dos demais membros. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8XQYz7JKjWI"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a extensão da voz de David e os acordes da guitarra de Thomas Raggi causam arrepios por todo o corpo de quem escuta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O baixo de Victoria De Angelis é outro elemento que faz toda a diferença nas produções. Com uma maior presença nesse lançamento, a baixista cria acordes que marcam o estilo da banda, ajudando na produção de melodias que permanecem por um bom tempo na cabeça. Contando com 22 faixas,  </span><i><span style="font-weight: 400;">Rush! (Are U Coming?)</span></i><span style="font-weight: 400;"> une </span><i><span style="font-weight: 400;">Mäneskin </span></i><span style="font-weight: 400;">ao músico americano </span><a href="https://www.playingforchange.com/pt/artists/tom-morello"><span style="font-weight: 400;">Tom Morello</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XrsbfrFPATs"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – um dos cinco </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum – em uma produção energética e viciante, com solos de guitarra de tirar o fôlego. Indo do intenso, apaixonante e íntimo, para o divertido, provocante e sensual, a quinta produção do grupo é um sucesso garantido. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Trastevere, Timezone e Off My Face</span></p>
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<figure id="attachment_32850" aria-describedby="caption-attachment-32850" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32850" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-800x800.png" alt="Capa do álbum SAVED!. Nela, vemos uma foto em sépia de uma mulher de costas. Ela usa um vestido branco manchado de sangue. Ela está com os dois braços para cima e uma bíblia na mão esquerda. Ela está em uma casa de madeira com algumas decorações de flores. Na parte superior vemos escrito em amarelo, em letras grandes &quot;REVERND KRISTIN MICHAEL HAYTER. Um pouco abaixo, em letra cursiva na cor bege, está escrito &quot;Presents... An Conjunction with Perpetual Flame Minister&quot; e logo ao lago, em letras grandes e na cor vermelha &quot;SAVED!&quot; Na imagem, há um fundo azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32850" class="wp-caption-text">A artista taca o foda-se em seu álbum de estreia, até porque o mundo está acabando mesmo (Foto: Perpetual Flame Ministries)</figcaption></figure>
<p><b>Reverend Kristin Michael Hayter &#8211; SAVED!</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao ouvir </span><i><span style="font-weight: 400;">SAVED!</span></i><span style="font-weight: 400;">, a última certeza que você tem é que está a salvo. Lingua Ignota veste a batina a aponta o dedo julgador típico de um fundamentalista religioso bem na sua cara. Com voz, violão e um piano modificado, a intérprete cria um cenário de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mpfxWktjEKA&amp;ab_channel=PerpetualFlameMinistries"><span style="font-weight: 400;">pandemônio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos transporta para uma igreja no meio do nada no exato momento em que ocorre o julgamento final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum, totalmente experimental, além de propositalmente caótico, revive estilos dos cânticos do Movimento de Santidade, vertente pentecostal que estimula atividades carismáticas como a glossolalia – capacidade de falar em línguas quando se está em transe religioso. Dessa forma, a artista, que teve uma infância católica, desvirtua totalmente a visão religiosa. As </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R60WC5L4cIQ&amp;ab_channel=ReverendKristinMichaelHayter-Topic"><span style="font-weight: 400;">microfonias propositais</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre as faixas, os instrumentos nada mixados e a voz por vezes a capela, criam a impressão que o fim do mundo, naquela igreja que o disco emula, ao mesmo tempo que é temido, também é desejado. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ALL OF MY FRIENDS ARE GOING TO HELL, IDUMEA e THE POOR WAYFARING STRANGER</span></p>
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<figure id="attachment_32851" aria-describedby="caption-attachment-32851" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.png" alt="Capa do álbum Scaring The Hoes. Nele vemos uma forma geométrica arredondada que lembra uma cruz. Dentro dela temos, centralizado, JPEGMAFIA, um homem negro. Ele veste uma camisa preta, calça preta e terno preto, além de um colar em formato de cruz. Ele está segurando uma bíblia na mçao esquerda e uma arma na mão direita. Ao seu lado direito, está Danny Brown, um homem negro de barba volumosa e tranças. Ele veste um terno e calça azul marinho, uma camisa branca e um chapéu preto. Ele segura uma escopeta com a mão esquerda e um revolver com a direita, que está próximo de seu rosto que sorri. No lado direit de JPEGMAFIA, há uma mulher negra de cabelo afro e vestido rosa, Ela está sentada com o joelho esquerdo levantado. Abaixo de JPEG, há outra mulher negra de cabelos pretos lisos, Ela veste um vestido com características indígenas com cor predominante azul e detalhes em dourado e preto. Ela está de joelhos, com as duas mãso na cintura. Ainda na imagem da cruz, há dois carros de polícia em cada lado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-7.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32851" class="wp-caption-text">É na ironia e na crítica ácida que a dupla se complementa (Foto: 2023 PEGGY under exclusive license to AWAL Recordings America, Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>JPEGMAFIA &amp; Danny Brown &#8211; Scaring The Hoes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 definitivamente foi o ano das </span><i><span style="font-weight: 400;">collabs </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja por </span><i><span style="font-weight: 400;">Billy Woods</span></i><span style="font-weight: 400;"> &amp; Kenny Segal no excelente </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/billy-woods-kenny-segal-maps/"><i><span style="font-weight: 400;">Maps</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou no atrasadíssimo e divisivo </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0k7ALIqqds5oGFtpMsaHLK"><i><span style="font-weight: 400;">Vultures Vol.1</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Kanye West e Ty Dolla $ign. Quem definitivamente consagrou o movimento e deu o </span><i><span style="font-weight: 400;">start </span></i><span style="font-weight: 400;"> na moda novamente foram os irreverentes e até então totalmente antagônicos JPEGMAFIA &amp; Danny Brown. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Scaring The Hoes</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que sim, os opostos se atraem e criam uma química descomunal entre si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo chulo do título é uma expressão para quando se está sendo hipócrita e a dupla consegue, pelo menos, bater de frente com a hipocrisia, com a arma que mais sabem usar: o sarcasmo. O disco consegue dosar efetivamente os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=75SP4CKdEEg&amp;list=OLAK5uy_mZi9LY3n1P1p0AhiD3bmndSB3aTI61KMI&amp;ab_channel=JPEGMAFIA"><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tortos de JPEG com a rima rápida e astuta de Danny Brown, resultando em uma obra que aborda conscientemente, ao mesmo tempo que com muita irreverência, a cultura da internet e o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">americano. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Kingdom Hearts Key (feat. Redveil), Burfict! e Garbage Pale Kids</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_32853" aria-describedby="caption-attachment-32853" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-800x800.png" alt="Capa do disco Silence Between Songs, da cantora estadunidense Madison Beer. A imagem mostra a artista correndo por uma plantação, em um dia nublado. Madison é uma mulher branca, de cabelos castanhos, que usa um vestido branco curto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/madison.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32853" class="wp-caption-text">“Eu nunca soube que o silêncio entre as músicas poderia ser tão solitário e tão longo” (Foto: Epic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Madison Beer – Silence Between Songs</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No disco </span><i><span style="font-weight: 400;">Silence Between Songs</span></i><span style="font-weight: 400;">, Madison Beer se mostra como uma cantora completa. Por meio de belas composições e sonoridades de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/musica-pop/"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> genuíno, a artista traz canções cheias de beleza e sentimento. Indo de sintetizadores </span><a href="https://youtu.be/xSSLSjNJIBw?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">futuristas</span></a><span style="font-weight: 400;">, acordes de violão e até notas delicadas vindas diretamente de uma caixinha de música, Beer apresenta todo o seu potencial para o cenário musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A era do álbum começou em 2021 com o lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://youtu.be/TFHCew8DnC0?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Reckless</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que age como uma carta sobre um coração partido. Madison Beer mostra como pode ser um dos próximos grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, por meio de videoclipes estéticos, vocais poderosos – repletos de suspiros e harmonias –, e faixas cheias de emoção aliadas à instrumentais interessantes. Passando por tristezas amorosas, reflexões sobre a vida e sobre a família – a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2pcQrGJBljk"><i><span style="font-weight: 400;">Ryder</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é dedicada ao irmão de Beer – a cantora prova como seu repertório é diverso. <strong>-Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Sweet Relief, Ryder, Home To Another One e Reckless</p>
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<figure id="attachment_32854" aria-describedby="caption-attachment-32854" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32854" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique.jpg" alt=" Descrição da Imagem: Capa do disco Snow Angel. Na capa está estampado a figura da cantora Reneé Rapp, uma jovem loira, de olhos acinzentados e com o cabelo bagunçado. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de verde escuro. " width="736" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique.jpg 736w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Snow-Angel-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32854" class="wp-caption-text">Além de sua estreia no mundo da música, Reneé Rapp também marcou presença no cinema ao interpretar Regina George na nova versão de Meninas Malvadas (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Reneé Rapp &#8211; Snow Angel </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3RqO05jxT9YYgNtMdQmo8Z"><i><span style="font-weight: 400;">Snow Angel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos um lado de Reneé Rapp que permaneceu escondido por anos. Iniciando sua carreira no teatro, sua imagem já era prestigiada nos palcos, mas sua voz ainda era desconhecida pela plateia. Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco conta com 12 faixas que transitam entre os gêneros </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e marcam as várias interrogações memorizadas pela mente da cantora durante a criação de seu primeiro álbum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Debatendo consigo mesma, as letras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sD_XQPu5mPI"><span style="font-weight: 400;">Reneé</span></a><span style="font-weight: 400;"> garantem uma sinceridade de fácil identificação. Abordando temas como auto sabotagem, relacionamentos complicados e consumo de substâncias ilícitas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Snow Angel </span></i><span style="font-weight: 400;">representa o questionamento pessoal da artista com as suas próprias ações. Tópicos em sua vida que ela sabe que precisa melhorar, ou não, para encontrar paz de espírito. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> 23, Talk Too Much e Gemini Moon </span></p>
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<figure id="attachment_32855" aria-describedby="caption-attachment-32855" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32855" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-800x800.jpg" alt=" Capa do álbum da cantora Taylor Swift chamado Speak Now (Taylor’s Version). Na foto, a cantora usa um vestido de tecido esvoaçante e leve na cor roxa, e o recorte do vestido deixa os ombros dela de fora. O fundo é escuro mas seu rosto é iluminado suavemente por uma luz amarela. Ela é branca, tem olho azul e cabelo loiro cacheado. Ela está virada de costas e olha para a câmera por cima dos ombros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/CAPA-SPEAK-NOW.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32855" class="wp-caption-text">Speak Now tem, unicamente, composições de Taylor (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; Speak Now (Taylor&#8217;s Version)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roxo continua predominante e o cabelo ainda está cacheado, mas não podemos afirmar que a garota na capa é a mesma: na regravação de seu terceiro álbum de estúdio, Taylor mostra-se mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">madura e estável</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos levando em uma visita para sua versão jovem e intensa. Trazendo narrativas sinceras sobre descobrir seu lugar no mundo, amores efêmeros e decepções, a compositora pode até ter perdido a energia na voz que apenas uma garota de 19 anos com o coração partido pode ter, mas sempre terá a beleza de conseguir transmitir sentimentos tão lindos em forma de canção.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajusta-se aos tempos atuais, como mostra a modificação da letra </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/07/07/taylor-swift-altera-letra-de-better-than-revenge-em-regravacao-do-album-speak-now.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Better Than Revenge</span></a><span style="font-weight: 400;">, e ainda consegue trazer novas faces dessa Swift jovem e </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy</span></i><span style="font-weight: 400;"> com I Can See You (From The Vault</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lVkKLf4DCn8"><span style="font-weight: 400;">)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por ser um álbum de carinho e apreço pelos fãs, foi a primeira vez que sentimos que o tempo passou de fato – seja pela voz, pelas memórias ou quando paramos para pensar que quase </span><a href="https://www.tennessean.com/story/entertainment/2023/06/13/taylor-swift-number-13-why-the-unlucky-digit-is-lucky-to-her/70277707007/"><span style="font-weight: 400;">13</span></a><span style="font-weight: 400;"> anos separam desde o primeiro lançamento.  </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faixas favoritas: Dear John, Long Live e Back To December</span></p>
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<figure id="attachment_32856" aria-describedby="caption-attachment-32856" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32856" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-800x800.jpeg" alt="A capa de Something To Give Each Other mostra a cabeça de Troye Sivan, homem branco com cabelo descolorido, no meio da pernas de um homem branco, olhando pra frente de olhos fechados e sorrindo" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/90ba4d5f-1ee7-45cf-bcc0-53fef1d452ef.sized-1000x1000-1.jpeg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32856" class="wp-caption-text">A capa de Something To Give Each Other reflete muito bem os temas do disco (Stuart Winecoff/ Universal Music)</figcaption></figure>
<p><strong><b>Troye Sivan &#8211; Something To Give Each Other</b></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a introspecção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/"><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan retorna em 2023 com </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other</span></i><span style="font-weight: 400;">, um álbum que celebra a euforia da pista de dança e o desejo ardente pelo calor humano. Se em </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Neighbourhood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conhecemos um jovem ainda inseguro sobre sua sexualidade, agora encontramos um artista maduro e confiante, que canta com propriedade sobre seus desejos hedonistas.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b53QJYP-lqY"><i><span style="font-weight: 400;">Rush</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro single do álbum, é a porta de entrada para esse mundo de prazeres. A faixa contagiante nos convida a sentir a mesma euforia que Troye experimenta nas baladas. Mas, o disco vai além da pura festa. Romance e sexualidade são explorados sem tabus, com foco na intimidade entre duas pessoas. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5mnwCbIZ6rg"><i><span style="font-weight: 400;">What&#8217;s The Time Where You Are?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o artista canta: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu estou bem em esperar se tudo estiver dito e tudo estiver feito / Você sabe que eu te entendo do jeito que você me entende, baby&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de seu lirismo, a produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Something To Give Each Other</span></i><span style="font-weight: 400;"> é outro ponto forte. As batidas precisas e as ambientações envolventes transportam o ouvinte para diferentes planos. Faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZhGl8McrOHo"><i><span style="font-weight: 400;">One Of Your Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Still Got It</span></i><span style="font-weight: 400;"> demonstram a inteligência e a criatividade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, que entrega um álbum rico em detalhes e com uma sonoridade original, o que o torna um dos destaques de 2023. <strong>-Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Silly e One Of Your Girls</span></p>
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<figure id="attachment_32857" aria-describedby="caption-attachment-32857" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Capa do disco Sunburn. Na capa temos a figura de uma jovem branca, com sardas e cabelo liso meio alaranjado. Ela está com bolinhas brancas pintadas no rosto e vestindo um biquíni vermelho. Ao seu lado está a figura das costas de outra moça, também branca e loira. Na parte inferior da capa está escrito “Sunburn”, em letras escuras e um fundo amarelo. Ao fundo da capa é visível algumas palmeiras e um céu azul. Por cima da imagem, tem várias colagens quadriculadas com estampas diferentes. " width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Sunburn-Ludmila-Henrique-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32857" class="wp-caption-text">O single Mona Lisa entrou na trilha sonora oficial de Homem-Aranha: Através do AranhaVerso (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Dominic Fike &#8211; Sunburn </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alerta! </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ocasionar queimaduras de segundo grau, agarre seu fone de ouvido e se proteja do sol. Revisitando o sul da Flórida, Dominic Fike despeja em ritmos funkeados todas as incertezas que percorreu até conquistar seu lugar no cenário musical. Sendo o segundo álbum do artista, Fike permanece com a sua característica central de divagar por vários gêneros, remetendo sonoridades que atravessam o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mergulham no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. A composição do disco transfere melodias dançantes, mesmo que as palavras descritas pelo cantor sejam de extrema </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=etsp3_P3uj4"><span style="font-weight: 400;">consternação</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em soma com o baterista Henry Kwapis (Dijon) e os produtores Devin Workman e Jim-E-Stack, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2T7LuxZRr6SQMgABLtoYTH"><i><span style="font-weight: 400;">Sunburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> contempla 15 faixas sobre a vida de Dominic em sua cidade natal. Uma história carregada de arrependimentos, vícios, sexo e drogas. O disco leva a sonoridade de uma visita indesejada ao passado. Uma reconciliação do artista consigo mesmo, algo que ele precisa deixar para trás, para poder caminhar em direção ao sol. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Sunburn, Bodies e Mona Lisa </span></p>
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<figure id="attachment_32858" aria-describedby="caption-attachment-32858" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial.jpg" alt="Capa do álbum Sundial. O fundo é preto e possui pequenos pontos brancos. Ao centro, aparece Noname distorcida. Noname é uma mulher adulta negra de cabelo longo preto. Ela está usando uma regata preta, um batom roxo e brincos de argola." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/noname-sundial-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32858" class="wp-caption-text">Sundial é uma ode aos que não levam desaforo para casa (Foto: Noname, Inc)</figcaption></figure>
<p><b>Noname &#8211; Sundial</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de um cenário musical composto majoritariamente por ensaboados, a artista Noname rejeita a arte limpa e imparcial ao fazer de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial</span></i><span style="font-weight: 400;">, seu segundo álbum de estúdio, uma celebração provocativa da inconstância humana. Ademais, o disco apoia suas batidas típicas do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/neo-soul-a-reinvencao-de-um-genero/"><i><span style="font-weight: 400;">neo soul</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em letras cuja essência política garante autenticidade a um trabalho que joga pedras e não teme ser apedrejado também. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial </span></i><span style="font-weight: 400;">é causar desconforto em uma indústria condizente com  discursos vazios e silêncios ensurdecedores. Apesar dessa conjuntura monótona, algumas musicistas principalmente do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yr1ftQOeC_I"><span style="font-weight: 400;">Little Simz</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a própria Noname, aventuram-se pelo teor crítico ao transcrever angústias e questionamentos no papel. Este, por sua vez, é amassado com o intuito de nunca mais voltar a ser o que era antes. Enquanto certos artistas abusam de jatinhos particulares, a criadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundial</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem, de fato, voa para longe da mediocridade e da inércia.  </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>: boomboom, namesake e hold me down</span></p>
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<figure id="attachment_32859" aria-describedby="caption-attachment-32859" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14.png" alt="Capa do álbum SUPER, de Jão. A imagem é uma fotografia, tirada durante o dia em uma fazenda. Ao fundo, na parte superior, vemos um terreno com pastos e árvores e um céu azul sem nuvens. Na metade inferior, vemos três cavalos do lado esquerdo, dois marrons e um branco. Ao centro, vemos ao longe o cantor Jão, um homem branco, aparentando cerca de 25 anos, com cabelos loiros, sem camisa, vestindo uma calça jeans com um estrela vermelha ao centro, em pé em cima de uma estrutura de madeira e abrindo os braços na diagonal. À esquerda dele, no chão, vemos mais dois cavalos marrons e um branco." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-14-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32859" class="wp-caption-text">Depois de quatro álbuns, Jão acertou em uma capa bonita (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Jão &#8211; SUPER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você escutar </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-super-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SUPER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e estranhar já ter escutado essa história antes, é porque Jão retoma todas as suas aventuras até aqui para fechar um ciclo de cinco anos com seu quarto álbum. O artista do interior começou a até que recente carreira falando sobre amores, ilusão e desilusão, desejo de alcançar seus sonhos mais ambiciosos e de sair de uma cidade pequena para se descobrir na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=StVwuk3rDVQ"><span style="font-weight: 400;">metrópole paulista</span></a><span style="font-weight: 400;">. No quarto capítulo, os temas retornam e, apesar de soarem repetidos, fazem um apanhado de todo o período da casa dos 20 anos para finalmente se concluírem e abrir portas para novas descobertas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade vem mudando discretamente desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018), disco de estreia de Jão, e se torna mais fresca a cada nova empreitada. Embora algumas canções, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Julho </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Lambe</span></i><span style="font-weight: 400;">, já viraram fórmula, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gameboy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Posso Ser Como Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinais </span></i><span style="font-weight: 400;">mostram que o cantor e sua equipe fiel de colaboradores </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MxTf_K2vghM&amp;pp=ygUZYWxpbmhhbWVudG8gbWlsZW5hciBjdXJ0YQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">bebem de referências novas</span></a><span style="font-weight: 400;">, em busca de revitalizar o som, à medida que o tema permanece. Agora, mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I7FmsYJMyi4"><span style="font-weight: 400;">ousado</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não menos abalado pelos amores deixados pelo caminho, Jão faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">SUPER </span></i><span style="font-weight: 400;">a despedida de uma trajetória grandiosa, para começar uma maior ainda, dessa vez em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J2lvHjjl9gs"><span style="font-weight: 400;">palcos de arenas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Escorpião,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Se O Problema Era Você, Por Que Doeu Em Mim? e</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">Locadora</span></i></p>
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<figure id="attachment_32862" aria-describedby="caption-attachment-32862" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32862" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Tension de Kylie Minogue. Na arte de capa, Minogue, uma mulher australiana, branca, de cabelos e olhos claros, encara a câmera enquanto segura um diamante com uma das mãos que, por sua vez, encobre um de seus olhos. Ao fundo, a cor predominante é laranja e uma luz verde encobre a cantora, fotografada dos ombros para cima. Na parte superior da capa, está o título do álbum, Tension, e, na parte inferior, o nome dela, Kylie" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tension-2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32862" class="wp-caption-text">O lead single de Tension, Padam Padam, conquistou o Grammy de Melhor Gravação Pop Dance, categoria inédita de 2024 (Foto: Darenote)</figcaption></figure>
<p><b>Kylie Minogue &#8211; Tension</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma quinta-feira à noite em meados de maio de 2023 quando o falecido </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, agora </span><i><span style="font-weight: 400;">X</span></i><span style="font-weight: 400;">, começou a emitir sinais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p6Cnazi_Fi0&amp;pp=ygULcGFkYW0gcGFkYW0%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Padam Padam</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Desse momento até o lançamento do disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4VNaEhdswqNiEMAcfSav9g?si=MWvlrVPZQGWLpBe3df6iMw"><i><span style="font-weight: 400;">Tension</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muita expectativa foi criada em forma de vídeos virais sobre os próximos passos de Kylie Minogue. A partir da adaptação moderna da onomatopeia para batimento cardíaco popularmente entoada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xXqLj7X1WDU"><span style="font-weight: 400;">Edith Piaf</span></a><span style="font-weight: 400;">, a rainha absoluta do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c18441Eh_WE&amp;pp=ygUNa3lsaWUgbWlub2d1ZQ%3D%3D"><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acrescenta 13 faixas que chegam até a ser perigosas para os órgãos vitais, afinal, nem mesmo as baladinhas românticas diminuem a vontade de dançar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8-aEr4WRPYk&amp;pp=ygUVa3lsaWUgbWlub2d1ZSB0ZW5zaW9u"><span style="font-weight: 400;">tentativa destemida</span></a><span style="font-weight: 400;"> de quebrar a tensão superficial da água, a artista mergulha de cabeça no melhor das noites australianas para o seu tão aguardado décimo sexto álbum de estúdio. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dLa4fY_0zpc"><span style="font-weight: 400;">ápices da produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolvem a junção de instrumentos como o baixo e o saxofone às batidas programadas, ao passo em que as composições explodem em cores e ganham um lugar especial em </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kylie-minogue-confirma-residencia-em-las-vegas-para-2023/"><span style="font-weight: 400;">Las Vegas</span></a><span style="font-weight: 400;">. De olho em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hVpMeizIFIc"><span style="font-weight: 400;">diamante no horizonte</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto assume a despretensiosidade do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tension</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo o que nós amamos sobre Kylie Minogue. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Padam Padam, Vegas High e Love Train</span></p>
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<figure id="attachment_32920" aria-describedby="caption-attachment-32920" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia.jpeg" alt="Capa do disco Terapia, de Ebony. Nele, vemos duas versões da cantora, uma mulher negra de tranças loiras. A primeira, mais a frente, é uma doutora e veste um vestido curto branco, um jaleco branco, saltos brancos e óculos. Ela segura uma prencheta na mão direita, está com a mão esquerda na cintura e olha para a câmera. A segunda versão está logo atrás, sentada em uma cadeira vermelha. Ele veste um topo preto de couro, uma saia preta de couro e um coturno preto. O fundo da imagem é amarelo." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Terapia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32920" class="wp-caption-text">Em Terapia, Ebony atende mulheres bem resolvidas em consulta privada (Foto: Heavy Baile Sounds)</figcaption></figure>
<p><strong>Ebony &#8211; Terapia</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jovem e pronta para ocupar todo e qualquer espaço na cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ebony chegou com os pés na porta e ofereceu a todos aqueles que estão insatisfeitos com sua presença na cena uma bela </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/17X8o2Rs7cH5hBCKp92lKW"><i><span style="font-weight: 400;">Terapia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O disco é audacioso e funciona quase como uma descrição em detalhes da artista, com todos os seus pensamentos, gostos e a grande indiferença sobre a opinião masculina expostos e rodeados por um ritmo viciante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em faixas intituladas com termos da psicologia, como acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pensamentos</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Intrusivos</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Neurose</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Paranóia</span></i><span style="font-weight: 400;">, moram letras escritas por alguém que vai conquistar o que quiser. Apesar de soar como, isso não é um exagero, Ebony sabe exatamente o que deseja e como conseguir, afinal, ela é independente, </span><a href="https://billboard.com.br/ebony-detona-rappers-masculinos-em-nova-track-e-causa-polemica/"><span style="font-weight: 400;">sincera</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">“megalomaníaca com o mundo na palma da mão”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quem procura um álbum de quem está no corre e não vai parar tão cedo, deve procurar </span><i><span style="font-weight: 400;">Terapia</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lei da Atração</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> Obcecada </span><span style="font-weight: 400;">e</span><span style="font-weight: 400;"> Sem Neurose</span></p>
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<figure id="attachment_32860" aria-describedby="caption-attachment-32860" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-800x800.png" alt="Capa do álbum The Age of Pleasure da cantora Janelle Monáe. A imagem é quadrada e engloba a foto da cantora nadando embaixo das pernas de várias pessoas, como em um túnel. Ela é uma mulher negra, com cabelos escuros e longos. As pessoas que estão na imagem são captadas até suas cinturas debaixo d’água e com sungas e maiôs diversos, enquanto a cantora está sem roupas com tarjas em seus seios. Ao topo está o nome do álbum e no centro inferior seu nome em letras amarelas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-8.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32860" class="wp-caption-text">Janelle Monáe testou The Age of Pleasure onde deveria ser ouvido: festas em Wondaland West, sua sede criativa em Los Angeles (Foto: Bad Boy Records)</figcaption></figure>
<p><b>Janelle Monáe – The Age of Pleasure</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Age of Pleasure</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mais recente álbum de Janelle Monáe, é uma celebração do verão, da liberdade e do prazer. Uma antítese aos seus últimos trabalhos </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;"> distópicos, mantendo sua qualidade singular. Com canções nomeadas após coquetéis de champanhe, Monáe constrói uma mistura alegre de </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeat</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/soul/"><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a descreve como a trilha sonora de um estilo de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colaboração com artistas como Grace Jones, Sister Nancy e Amaarae mesclam o frescor de um dia ensolarado e de altas temperaturas, com a calmaria da senioridade. E, merecidamente, renderam as indicações de Álbum do Ano e Melhor Álbum de R&amp;B Progressivo na 66ª Edição Anual do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a> <b>– Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">The Rush (feat. Nia Long &amp; Amaarae), Chapagne Shit e Haute</span></p>
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<figure id="attachment_32865" aria-describedby="caption-attachment-32865" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32865" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-800x800.jpg" alt="Capa do CD The Beggar. Fotografia quadrada de fundo bege. Ao centro vemos a ilustração de um coração inteira em preto e branco, com a exceção de um detalhe em vermelho na parte de cima. O desenho está estampado em um fundo de papel cartão, de cor bege." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-10.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32865" class="wp-caption-text">Com mais de 40 anos de vida, o coração de Swans ainda pulsa forte (Foto: Young God Records)</figcaption></figure>
<p><b>Swans &#8211; The Beggar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma odisseia sobre a vida, a morte, e tudo que as aproxima. </span><a href="https://open.spotify.com/album/5e925G5F00QzYCyg3AAMeS?si=77TCUOL9SwqAMJP4PSjT8A"><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o 16º álbum lançado sob o nome do Swans, grupo estadunidense regido por Michael Gira, e apresenta um retorno a diversos territórios musicais explorados pelo artista no passado. Assim como na maioria dos trabalhos de Gira, o foco da obra é envolver o ouvinte em uma atmosfera imersiva sempre hipnotizante e ameaçadora, ainda que inundada com momentos etéreos e deslumbrantes. É possível ouvir traços de várias das facetas do compositor, passando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.soundon.global/seo/forum/exploring-americana-electronic-music-genres?lang=pt-BR"><i><span style="font-weight: 400;">americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://younggodrecords.com/pages/angels-of-light-michael-gira"><span style="font-weight: 400;">Angels Of Light</span></a><span style="font-weight: 400;">, os ritmos pulsantes de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4d0sPKyy3rkJpjers8PnBT?si=FzgHJUz2Q-2jP63NtWyYGA"><i><span style="font-weight: 400;">The Great Annihilator</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1995), além de uma psicodelia reminiscente de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XVCcMvEbgVs"><span style="font-weight: 400;">Syd Barrett</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ebbing</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que muito do que se ouve no álbum são – forçando muito a definição – canções, o enorme elefante no meio da sala é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=en1Tf4PwcWo"><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar Lover (Three)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, penúltima faixa do disco, que conta com mais de 43 minutos de duração. Essa monstruosidade remete a outro projeto de Gira denominado </span><a href="https://younggodrecords.com/pages/body-lovers-body-haters"><span style="font-weight: 400;">The Body Lovers</span></a><span style="font-weight: 400;">, o qual tinha como maior motivo a experimentação extrema com o som. A música é essencialmente uma colagem sonora abstrata que inclui passagens coletadas de outros trechos do álbum e até de discos anteriores da banda, distorcendo e brincando com a memória dos fãs familiarizados com esses momentos. Ainda assim, existe uma coesão e uma dinâmica cativantes, além da sonoridade trazer um poderoso contraste às outras faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Michael Gira – com quase 70 anos de idade no lançamento do disco – deixa claro nesta obra que enxerga o fim de sua vida como algo próximo, cantando letras que contemplam e refletem sobre a morte e a efemeridade da vida humana como um todo. Mas aqui, isso não se dá como algo alarmante ou desolador; o artista está em boas relações com seu desfecho e mostra aceitar o inevitável, parecendo até desejá-lo em alguns momentos. Mesmo </span><a href="https://www.instagram.com/p/C146NM9rzzQ/"><span style="font-weight: 400;">não se tratando</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma canção do cisne para a banda, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beggar</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa o fim de um imenso ciclo, sendo a conclusão e culminância de tudo que o grupo já produziu e entregou por todos esses anos. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> No More of This, Michael is Done e Ebbing</span></p>
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<figure id="attachment_32869" aria-describedby="caption-attachment-32869" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32869" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-800x800.jpg" alt="Capa do disco The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition), da banda escocesa CHVRCHES. A imagem é uma ilustração. Sobre um fundo vermelho, vemos um círculo listrado em preto, azul, vermelho e rosa. Sobre o círculo, existem linhas que fazem um X preto. Ainda há uma faixa horizontal vermelha, no centro da imagem, que traz o nome da banda, do disco e os dizeres “10 YEAR ANNIVERSARY EDITION”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/churches.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32869" class="wp-caption-text">Completar uma década de lançamento é algo a se comemorar! (Foto: Glassnote Entertainment Group)</figcaption></figure>
<p><b>CHVRCHES – The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é melhor do que um aniversário? Foi com essa razão que a banda escocesa CHVRCHES lançou o disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2ZS9b38erKdRrg9po6e7US?si=Oc0Tv4mSRhqZ3r798VPGuQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Bones of What You Believe (10th Anniversary Special Edition)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Originalmente distribuído em 2013, o primeiro álbum da banda traz uma diversidade de vertentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">electropop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. O trio formado por Iain Cook, Lauren Mayberry e Martin Doherty trouxe adições ao trabalho original, por meio de versões gravadas ao vivo e de canções inéditas, compostas durante o processo inicial de criação do trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a edição comemorativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bones of What You Believe</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/_mTRvJ9fugM?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">CHVRCHES</span></a><span style="font-weight: 400;"> se diverte com sintetizadores, baterias eletrônicas e vocais agudos. Espirituosas, as faixas possuem batidas agitadas – porém, a parte lírica nem sempre as acompanha, por tratarem de diversos assuntos. Com muita animação, as músicas dão vida ao disco, e mostram o quão atual o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser. &#8211; <strong>Laura Hirata-Vale</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>The Mother We Share, Recover e City On Fire</p>
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<p><figure id="attachment_32866" aria-describedby="caption-attachment-32866" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32866" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-800x800.png" alt="Capa do álbum The Land Is Inhospitable and So Are We, de Mitski. Na imagem, temos uma foto retangular que msotra Mitski, uma mulher nipo-americana de cabelos pretos. Ela está sentada no chão com os braços para cima e os joelhos levantados. A foto está em preto e branco. Ao fundo, uma cor salmão. Na parte de cima, em letras estilizadas laranjas está escrito &quot;Tha Land Is&quot; e abaixo da foto, também estilizado em laranja, está escrito &quot;Inhospitable and So Are We&quot;." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32866" class="wp-caption-text">Ao mesmo tempo que somente dela, o amor de (e para com) Mitski é de todos [Foto: Dead Oceans]</figcaption></figure><b>Mitski &#8211; The Land is Inhospitable and So Are We</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem em seus sonhos mais esperançosos Mitski esperava alçar voos tão altos com seu último disco, chegando a figurar no top #1 da </span><a href="https://headlineplanet.com/home/2023/12/15/mitski-scores-1-spot-on-spotifys-todays-top-hits-with-my-love-mine-all-mine/"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify Today’s Top Hits Playlist</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A proeza se torna mais irônica quando esse lugar foi conquistado justamente com o trabalho que ela menos tinha a intenção de </span><i><span style="font-weight: 400;">hitar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Land is Inhospitable and So Are We</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a aposta mais sóbria da nipo-americana após as doses de euforia e endorfina proporcionadas por </span><i><span style="font-weight: 400;">Be the Cowboy </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Laurel Hell </span></i><span style="font-weight: 400;">(2021).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhando fundo no vazio de seu âmago, a cantora abdica de uma produção robusta e segue neste trabalho investindo no reducionismo musical. Apenas com guitarras uníssonas e violões acústicos que beiram o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, suas músicas dão uma sensação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vx4kLgnFexo&amp;ab_channel=MitskiVEVO"><span style="font-weight: 400;">galpão vazio</span></a><span style="font-weight: 400;">, noites solitárias e chuva pela janela. Esse aspecto de falta é preenchido com uma poesia extremamente sofisticada, fazendo com que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Land is Inhospitable and So Are We </span></i><span style="font-weight: 400;">funcione quase como um sarau, no qual Mitski pode comprovar sua competência como letrista. Para falar de amor e amar novamente, a artista teve que expulsar todos de seu coração e, sozinha, fazer uma faxina nele, mas no fim, nossa alma que é lavada. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bug Like an Angel, My Love My All Mine e The Frost</span></p>
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<figure id="attachment_32867" aria-describedby="caption-attachment-32867" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32867" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1.jpg" alt="Carly Rae Jepsen abraça a experimentação musical com confiança e euforia (Foto: Interscope Records)" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/loveliest-time-imagem-1-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32867" class="wp-caption-text">Carly Rae Jepsen, mulher branca e loira de cabelos longos, usando um top e saia cinza brilhantes de costas para um balcão, onde apoia os cotovelos e a cabeça inclinada para trás, olhando para cima, em um fundo amarelo sóbrio com sombras.</figcaption></figure>
<p><strong>Carly Rae Jepsen &#8211; The Loveliest Time</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o introspectivo pandêmico </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loneliest Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2022, Carly Rae Jepsen retornou com </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-loveliest-time-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Loveliest Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2023, um disco expansivo e vibrante que celebra a superação, a experimentação e a alegria de viver intensamente. Se o primeiro era um álbum conciso e focado em regras, este é o </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/carly-rae-jepsen-interview-the-loveliest-time-1234783829/"><span style="font-weight: 400;">‘parque de diversões’</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jepsen, onde ela se diverte explorando diferentes estilos e sonoridades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A deliciosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9SchUO-Qr8"><i><span style="font-weight: 400;">Shy Boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">da era, abriu o caminho para uma jornada musical que transborda energia e positividade. A autorreflexão ainda está presente, como na melancólica </span><i><span style="font-weight: 400;">Kollage</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas agora surge como resultado das novas experiências vividas pela cantora e não mais como uma resposta dela a eventos externos </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destaques como a dançante </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7zy2kNoeD72x2NEDaAsJOX?si=66d0303646784dca"><i><span style="font-weight: 400;">Psychedelic Switch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Come Over</span></i><span style="font-weight: 400;"> capturam o sentimento de euforia e entusiasmo que acompanha o início de um novo ciclo ou relacionamento. Momentos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Aeroplanes </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Put It To Rest</span></i><span style="font-weight: 400;"> podem soar menos memoráveis, mas não chegam a prejudicar a experiência geral do álbum. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Loveliest Time</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um convite a celebrar a vida e a aproveitar cada momento. </span><a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/"><span style="font-weight: 400;">Carly Rae Jepsen</span></a><span style="font-weight: 400;"> se entrega à experimentação musical com confiança, criando um álbum coeso, divertido e cheio de personalidade. <strong>-Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Psychedelic Switch e Come Over</span></p>
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<figure id="attachment_32906" aria-describedby="caption-attachment-32906" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-800x800.png" alt="Fotografia da capa do álbum. A imagem mostra três mãos, de cada integrante do trio, estendidas para cima, com o céu azul de fundo e a luz do sol avançando sobre a foto no canto inferior direito. Da esquerda para a direita, a primeira mão tem uma tatuagem, entre outras várias, do desenho de um dente. As outras duas mãos estão viradas para a frente, evidenciando a mesma tatuagem de um dente do lado interior do pulso." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-11.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32906" class="wp-caption-text">O trio mais querido de indie rock do momento deixou sua marca com o lançamento do antecipado álbum de estréia (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>boygenius &#8211; the record</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Julien Baker, Phoebe Bridgers, e Lucy Dacus uniram forças novamente em 2023, após o sucesso do trio com o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6RjlLIuDFC8Dw91yRAdPz9"><span style="font-weight: 400;">EP autointitulado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018. Com suas carreiras solo em ascensão e cada uma se consolidando como algumas das vozes mais relevantes do circuito </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa reunião se torna ainda mais especial. O amor e admiração que sentem uma pela outra e as move a criar juntas transparece em cada faixa do álbum, dando ao ouvinte a sensação de poder espiar algo íntimo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força do grupo está na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XbOQMaJ1r-0"><span style="font-weight: 400;">união dos estilos</span></a><span style="font-weight: 400;"> distintos da composição de cada integrante. É possível reconhecer os processos individuais ao longo do álbum, ao mesmo tempo que conquistam uma harmonia mágica. Apesar da instrumentação potente, o letricismo é o ponto mais alto do disco. A última faixa cria um paralelo com o destaque do EP, </span><i><span style="font-weight: 400;">Me &amp; My Dog</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando uma nova perspectiva, agora mais madura, à letra da música e, consequentemente, à trajetória do trio. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cool About It</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Leonard Cohen e</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Letter To An Old Poet</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32874" aria-describedby="caption-attachment-32874" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32874" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-800x800.png" alt="Capa do álbum The Rise and Fall of a Midwest Princess, de Chapell Roan. Nela, temos a cantora, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ela veste um vestido de gala azul, uma faixa de miss branca escrita &quot;CHAPPEL&quot; em dourado. Ela segura um buquê de flores e olha para a foto com olha triste. Ao fundo, vemos um camarim, com uma penteadeira iluminada e várias maquiagens jogadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-17.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32874" class="wp-caption-text">Chappel Roan tem conquistado seu lugar ao sol como ato de abertura da GUTS World Tour (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Chappel Roan &#8211; The Rise and Fall of a Midwest Princess</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> está naturalmente ligado às grandes metrópoles, seja pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">veraneio</span></a><span style="font-weight: 400;"> hollywoodiano, pelo ar cosmopolita </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vk6014HuxcE&amp;ab_channel=JayZVEVO"><span style="font-weight: 400;">nova-iorquino</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou até por conta do clima chuvoso londrino, casa da descendente de albaneses Dua Lipa. Mas se engana quem pensa que as histórias mais identificáveis com os adolescentes do mundo acontecem apenas nos perímetros das megacidades. Foi com Chappel Roan, natural de Willard, cidade perdida no meio do Wisconsin de pouco mais de 6.000 habitantes, que saiu um dos melhores álbuns do gênero em 2023.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Rise and Fall of a Midwest Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre a incompletude de sentimentos, querer tentar a vida nos grandes centros, mas ter um enorme vazio suprido pela cidade pequena, e no fim, estar confortável nas turbulências da ponte-aérea. Roan é fruto de Dan Nigro, que posteriormente também seria catapultado com o sucesso de </span><a href="https://artists.spotify.com/pt/blog/dan-nigro-on-persistence-producing-olivia-rodrigo-and-pushing-yourself"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">, razão essa pela qual o álbum demorou tanto que já nasceu com nove músicas tendo vida própria. De todas as incertezas da artista, ser uma </span><i><span style="font-weight: 400;">one hit wonder</span></i><span style="font-weight: 400;"> não estava em seus planos, fazendo com que o disco como um todo seja a cola que aglutina todos os cacos de uma mulher demolida pelas inconstâncias da vida adulta. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Feminomenon, Pink Pony Club e Casual</span></p>
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<figure id="attachment_32879" aria-describedby="caption-attachment-32879" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32879" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show.jpeg" alt="Capa do álbum The Show, de Niall Horan. Niall veste uma camiseta branca com as mangas dobradas até a metade do antebraço e descansa a cabeça em seus braços apoiados no peitoril de uma janela. Ele olha para cima, observando as letras amarelas com sombreado vermelho no vidro que formam a palavra The Show. Na parte de baixo da capa está escrito Niall Horan também em amarelo com sombreado vermelho." width="474" height="474" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show.jpeg 474w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Niall-Horan-The-Show-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 474px) 85vw, 474px" /><figcaption id="caption-attachment-32879" class="wp-caption-text">O terceiro álbum solo de Niall Horan marca a carreira promissora do cantor (Foto: Universal Music Group/Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Niall Horan &#8211; The Show</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Segure firme e prepare-se para a viagem”, assim Niall Horan nos convida a embarcar em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aproveitar cada minuto. No terceiro álbum do ex-integrante da </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i> <a href="https://www.onedirectionmusic.com/gb/home.html"><i><span style="font-weight: 400;">One Direction</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos é apresentado um amadurecimento em sua forma de compor e no uso de sua voz, o que reflete em uma coletânea de músicas profundas e cheias de significados. Com melodias sustentadas principalmente por bateria, baixo, piano e muitas harmonias vocais, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora o sentimentalismo e se consolida como o melhor álbum da carreira solo do artista até o momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a apresentação de faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GuoTm7DIGEU"><i><span style="font-weight: 400;">Meltdown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com diferentes elementos em sua mixagem e um ritmo acelerado, o álbum adquire um tom mais íntimo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ynv8vuioj_I"><i><span style="font-weight: 400;">You Could Start A Cult</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual o cantor basicamente se declara a voz e violão e em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RfyCx0MqBRM"><i><span style="font-weight: 400;">Science</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com o arranjo perfeito entre piano, violoncelo e a melodia cantada. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Show</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de composição que te faz querer dançar, emociona e faz refletir, mas, ao mesmo tempo, também é uma produção que podemos apenas ouvir e sentir, seja a partir da letra, dos instrumentos ou da voz de Horan. – </span><b>Gabriela Bita</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Science, On A Night Like Tonight e If You Live Me</span></p>
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<figure id="attachment_32871" aria-describedby="caption-attachment-32871" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-800x800.jpg" alt=" Da esquerda para direita, Taylor York, Hayley Williams e Zac Farro. Os três estão com os rostos encostados em um vidro embaçado e úmido, causando expressões esmagadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/this-is-why.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32871" class="wp-caption-text">Com aquele gostinho de um Paramore dos anos 2000 misturado com novos elementos musicais, &#8220;This Is Why&#8221; fala da ansiedade de viver no mundo atual, homens babacas e dificuldades no amor. (FOTO: Atlantic)</figcaption></figure>
<p><strong>Paramore &#8211; This is Why</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo jovem que cresceu nos anos 2000 curtiu os maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Paramore. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">This is Why</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda revive o estilo </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/07/08/10-maiores-nomes-historia-pop-punk/"><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> clássico, com uma bateria agitada e uma certa aspereza nos vocais de Hayley Williams. Porém, tudo com modernidade e novidades que fazem o ouvinte lembrar um pouco de bandas como Talking Heads &#8211; como na </span><i><span style="font-weight: 400;">track</span></i><span style="font-weight: 400;"><em> C&#8217;est Comme Ça</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em fevereiro de 2023, o sexto álbum da banda possui composições fortes, com letras que refletem o contexto conturbado e intenso de um mundo pós-pandêmico, fazendo o ouvinte se identificar facilmente. É possível até notar uma certa amargura em algumas das letras, como no </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xIYJ7VaSxYY"><span style="font-weight: 400;">single</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> que leva o nome do álbum – </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Se você tem uma opinião, talvez você devesse engoli-la. Ou talvez você devesse gritar, mas pode ser melhor guardar para si&#8221;. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, o grupo aborda tópicos mais pessoais, como o amor e suas complexidades, as consequências de tentar salvar pessoas e o sofrimento de cometer os mesmos erros</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b>Big Man, Little Dignity; The News e Liar</p>
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<figure id="attachment_32873" aria-describedby="caption-attachment-32873" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Time Will Wait For No One de Local Natives, a capa mostra os integrantes da banda: Taylor Rice, Kelcey Ayer, Ryan Hahn, Matthew Frazier e Nik Ewing em um ambiente industrial, cercado de um fundo amarelo com o título em laranja" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/time-will-wait.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32873" class="wp-caption-text">O novo álbum de Local Natives é criativo e suave, com músicas que colam na cabeça. (Foto: Loma Vista Records)</figcaption></figure>
<p><b>Local Natives &#8211; Time Will Wait For No One</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com músicas doces e fáceis, o novo álbum do Local Natives revela quão poderosa pode ser a música </span><i><span style="font-weight: 400;">Indie</span></i><span style="font-weight: 400;">. As faixas são atrativas como um imã, contam com ritmo bem cadenciado, e suas as letras “decoráveis” transformam </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3EXw2r6wbZ1V97E5COxvbs"><i><span style="font-weight: 400;">Time Will Wait For No One</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em um álbum imersivo e muito charmoso. A melodia é doce, tem um forte ar de reflexão que combina com os temas abordados que vão de relacionamentos a eventos comuns da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A banda, que estreou em 2009 com o álbum </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Am0QMg0NjYwlJ8OkaPQiJ"><i><span style="font-weight: 400;">Gorilla Manor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tem o seu quinto lançamento depois de um hiato causado principalmente pela pandemia de Covid-19. O potencial da banda nesse retorno foi explorado do melhor jeito possível, usando corais e guitarras de um modo muito harmônico, produzindo algumas das melhores músicas do gênero neste ano, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Paper Lanterns</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Desert Snow</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Paper Lanterns, Desert Snow e Empty Mansions</span></p>
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<figure id="attachment_32921" aria-describedby="caption-attachment-32921" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32921" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente.jpeg" alt="Capa do disco UM quebrada iteligente, de Kyan e Mu540. Na fonto estão, da esquerda para a direita, Kyan, um homem negro de cabelo encaracolado curto. Ele veste uma camiseta preta e jaqueta preta. Ele está um pouco abaixado e seguro o óculos escuro com a mão direita. Ao lado temos Mu540, um homem pardo de cabelo curto. Ele também veste camiseta preta, jaqueta preta e óculos escuro. No canto superior direito, em dourado, está escrito &quot;UM QUEBRADA INTELIGENTE&quot;. No lado esquerdo, há um símbolo de proibido menores de 18 anos, e centralizado na parte de baixo, também em dourado, está escrito &quot;KYAN &amp; MU540&quot;" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Um-quebrada-inteligente-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32921" class="wp-caption-text">Kyan e MU540 juntos são “tipo, sonho de consumo!” (Foto: EHXIS)</figcaption></figure>
<p><strong>Kyan &amp; Mu540 &#8211; UM Quebrada Inteligente</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agradando os fãs de Oakley e os mandrakes de todo o Brasil, Kyan e MU540 trouxeram os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> da periferia aos holofotes com</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5uzHqJB2crA"><i><span style="font-weight: 400;">UM Quebrada Inteligente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O disco, lançado em Julho de 2023, contempla diferentes estéticas em um trabalho genuinamente singular. Na genialidade de quem vem das favelas, as letras passeiam por temáticas raciais, ascensão social e muita descontração.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambos os artistas foram criados na Baixada Santista e a parceria é não só um encontro de vivências, mas uma reunião de dois elementos importantes das produções </span><i><span style="font-weight: 400;">rap funk</span></i><span style="font-weight: 400;">: o MC e o DJ. A composição conta com sete faixas que elevaram o nível do trabalho dos músicos, que já tinham colaborado diversas vezes antes, como em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3gMr7Z43VxFxQuCkRiHoX8"><i><span style="font-weight: 400;">Dias Antes de Mandrake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Vale lembrar que dessa vez a colaboração se aprofunda e a importância dos vocais, letras, mixagem e edição é equiparada, fazendo com que cada elemento seja essencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja o resultado de um reencontro, a forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">UM Quebrada Inteligente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é completamente nova, sendo impossível colocá-la em uma só categoria: ela é o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> drill</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">house</span></i><span style="font-weight: 400;"> e muito mais. Acima de elementos musicais, o que se destaca na produção é cultural, como as </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/moda/a-relacao-polemica-da-moda-de-luxo-com-a-moda-de-quebrada/"><span style="font-weight: 400;">roupas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que fazem sucesso nas comunidades ou as gírias escolhidas nas letras. Em suma, fica a certeza de que esses ‘quebradas’ são realmente inteligentes e sabem fazer música como ninguém. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Faixas favoritas</strong>:</span><span style="font-weight: 400;"> tipo, sonho de consumo!</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">brinks!</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fantástico Mundo da Oakley</span></p>
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<p><figure id="attachment_32875" aria-describedby="caption-attachment-32875" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-800x800.png" alt="Capa do álbum Unreal Unearth, de Hozier. Nela vemos uma boca masculina emergindo da terra, ela está segurando uma margarida com os dentes. No cantio superior esquerdo, em letras estilizadas está escrito &quot;Hoziier&quot; e logo abaixo, &quot;Unreal Unearth&quot;." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-2.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32875" class="wp-caption-text">Renascendo dos mortos, Hozier prova que tem muito o que viver (e cantar) [Foto: Rubyworks Records]</figcaption></figure><b>Hozier &#8211; Unreal Unearth </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se para Alceu Valença, a voz do anjo sussurra em seu ouvido, para Hozier, o tom angelical é uma extensão de seu próprio corpo, e precisa ser gritado. Após o sucesso astronômico e viral de seu autointitulado e do incompreendido </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2c7gFThUYyo2t6ogAgIYNw"><i><span style="font-weight: 400;">Wasteland, Baby!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o irlandês ressurge do subsolo dos metrôs e, carregado de referências e incertezas, nos pega pela mão para uma jornada inversa de céu-inferno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas </span><a href="https://twitter.com/Hozier/status/1692469931550384478?t=CUgu0cyQM94hU9MrO0NIZg&amp;s=19"><span style="font-weight: 400;">palavras do artista</span></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum representa uma </span><i><span style="font-weight: 400;">“jornada dos últimos anos e de tudo que foi contado na época</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Dessa forma, Hozier recria o inferno do Dante e o traz para o período pandêmico e para os dilemas modernos. Embebido em vinho e literatura italiana, ele compõe sua própria poesia barroco-renascentista e a incorpora no seu já característico </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> de deixar o coração quentinho. Falando de amor, melancolia e desespero, suas músicas nesse trabalho soam como parábolas e provam o porquê de ele ser visto como o Jesus da indústria fonográfica. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Abstract (Psychopomp), All Things End e Francesca</span></p>
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<figure id="attachment_32876" aria-describedby="caption-attachment-32876" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32876" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum UTOPIA, de Travis Scott. O fundo é preto e, focado no lado inferior direito, vemos o próprio artista. Ele é um homem negro com tranças no cabelo. Travis está sem camisa e tanto o seu torso quanto seus braços possuem tatuagens espalhadas. Ele usa uma calça preta e um grande cinto prateado. Temos a impressão de que ele está dançando, com um dos braços levantados e com o olhar direcionado para baixo. No canto inferior direito, encontra-se o selo de parental advisory." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32876" class="wp-caption-text">Enquanto ASTROWORLD trouxe o espetáculo, UTOPIA traz sutileza e inovação (Foto: Cactus Jack/Epic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Travis Scott &#8211; UTOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é preciso dizer que Travis Scott é um dos artistas mais influentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno. Por meio de sua estética psicodélica, ele conseguiu construir uma identidade que muitos outros </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentam seguir. Entretanto, depois do </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/saiba-o-que-e-astroworld-festival-de-travis-scott-que-deixou-oito-pessoas-mortas/"><span style="font-weight: 400;">desastre</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Astroworld Festival em 2021, sua imagem foi gravemente manchada. É por isso que </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/18NOKLkZETa4sWwLMIm0UZ?si=_U8X97BXRl2a16hYv0zG0w"><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o tão aguardado quarto álbum de estúdio de Travis e seu primeiro lançamento desde então, não poderia se dar ao luxo de ser nada além de um grande avanço musical na carreira do artista, e ele cumpre o prometido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma que </span><a href="https://open.spotify.com/album/4PWBTB6NYSKQwfo79I3prg?si=TfEkI8VxQtahC1Q7ra8nZA"><i><span style="font-weight: 400;">Rodeo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lapidou o som de suas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA</span></i><span style="font-weight: 400;"> rejuvenesce a discografia de Travis. O álbum expande seu som sem mudá-lo drasticamente – seus vocais são tão distorcidos quanto eram há dez anos, mas fica claro que, dessa vez, o </span><a href="https://www.gq.com/story/travis-scott-men-of-the-year-cover-2023"><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não hesitou em fazer uso de elementos até então incomuns em seu trabalho. Somado ao fato de que o disco conta com um time de estrelas como colaboradores, que vão desde Beyoncé e (claro) Kanye West até Bon Iver, </span><i><span style="font-weight: 400;">UTOPIA </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra como um projeto que tem tudo o que precisa para tirar o artista da maré baixa em que esteve. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">DELRESTO (ECHOES) (feat. Beyoncé), CIRCUS MAXIMUS (feat. The Weeknd &amp; Swae Lee) e TELEKINESIS (feat. SZA &amp; Future)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32877" aria-describedby="caption-attachment-32877" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32877" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-800x800.jpg" alt="Capa da mixtape VERÃO CRIMINOSO, do selo Gigantes, fundado pelo rapper BK. Imagem quadrada e colorida. Nela, vemos um desenho de cenários distintos em que diferentes pessoas interagem entre si. Ao centro, vemos a única figura isolada: uma mulher, que desfila em uma passarela acinzentada. Ela é iluminada por holofotes e usa no rosto uma máscara amarela com um rosto sorridente. Outras pessoas ao redor da imagem usam a mesma máscara, incluindo, mais a frente, um garoto em cima da garupa de uma moto, conduzida por um homem de capacete, enquanto aponta uma pistola para o céu. Junto a eles, vemos outros garotos fumando e conversando durante um churrasco. E ao fundo, quase escondido por uma camada de sombra, pode-se ver um grupo de pessoas filmando e fotografando dois policiais que abordam e revistam dois meninos negros." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/gigantes_ES-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32877" class="wp-caption-text">O lançamento do selo Gigantes segue os moldes do projeto Revenge of The Dreamers, da Dreamville – gravadora de J. Cole (Foto: Babylon/Gigantes)</figcaption></figure>
<p><b>BK, JXNV$, Gigantes &#8211; VERÃO CRIMINOSO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando BK anunciou em 2021 sua </span><a href="https://portalrapmais.com/bk-anuncia-saida-da-piramide-perdida-e-funda-novo-selo-gigantes/"><span style="font-weight: 400;">saída</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Pirâmide Perdida para fundar um selo próprio, concretizava-se não só um movimento de mercado, mas uma mudança de filosofia. A mensagem do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">extrapolava a música e, agora, encubia-se a missão de transformar a indústria por dentro. Os primeiros vislumbres dessa alçada finalmente vêem a luz do dia em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLvnkn1Ox2Uft5Hi3BH9PUg0T9SgOUcVOK"><i><span style="font-weight: 400;">VERÃO CRIMINOSO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com 18 faixas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> introduz ao público as principais apostas da gravadora, concomitante a uma fina curadoria e à colaboração dos maiores artistas da cena musical periférica – de </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/"><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></a><span style="font-weight: 400;"> a João Gomes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em dissonância ao nome dado ao selo – Gigantes, homenageando </span><a href="https://raplogia.com.br/bk-gigantes-review-experiencia-no-show/"><span style="font-weight: 400;">o mais emblemático</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos discos de Abebe Bikila –, o que a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem de arrojada, tem de despretenciosa. É refrescante observar, depois de tanto tempo, BK se distanciar da atmosfera densa de seus trabalhos solo para entregar versos indecorosamente ácidos, cômicos e sensuais. O que torna esse projeto especialmente empolgante é como, mais do que uma nova investida capitaneada pela figura mais relevante da última geração do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">VERÃO CRIMINOSO </span></i><span style="font-weight: 400;">é, essencialmente, uma reunião entre amigos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9-9mZLh5XU8"><span style="font-weight: 400;">brincando</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do estúdio. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">FASE BOA, CABELO VOA e ESCURINATTI</span></p>
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<figure id="attachment_32878" aria-describedby="caption-attachment-32878" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32878" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente.png" alt="Na capa de Vício Inerente, Marina Sena, mulher branca de cabelos morenos, está dentro de uma quadrado de bordas cinzas metálicas, e dentro do quadrado Marina está sentada com os joelhos no chão, olhando para cima de olhos fechados e segurando uma concha na altura dos ouvidos. No fundo é possível observar prédios de uma cidade em tons azul escuros." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Marina_Sena_-_Vicio_Inerente-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32878" class="wp-caption-text">Na capa de Vício Inerente, Marina Sena destaca seu contato com uma vida mais urbana e retro futurista (Foto: Fernando Tomaz/ Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Marina Sena &#8211; Vício Inerente</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/#:~:text=Marina%20Sena%20%E2%80%93%20De,Tamborim%20e%20Ami%C3%BAde"><i><span style="font-weight: 400;">Por Supuesto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena deixa o interior de Minas Gerais para trás e se reinventa na capital paulista com seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;">. A mudança de ares se reflete na sonoridade do disco, que abandona o tropicalismo do primeiro álbum para mergulhar em uma estética mais eletrônica e urbana. Essa transição representa não apenas a adaptação da artista à nova realidade, mas também sua busca por constante reinvenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo inserida no meio </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena se destaca por sua forma única de abordar temas como sensualidade e desejo. As letras do disco são inteligentes e carregadas de sofisticação, fugindo do clichê e da repetição de senta, quica e maceta. A voz ofegante e anasalada da cantora cria uma atmosfera íntima e sensual, convidando o ouvinte a participar do flerte, especialmente nas faixas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UMt-ZKLPk2U"><i><span style="font-weight: 400;">Que Tal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ja2ad3oPL1g"><i><span style="font-weight: 400;">Mais de Mil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à temática libidinosa que permeia o disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mande um Sinal</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Ficar Comigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> transcendem e revelam o lado sonhador da artista. Nessas faixas, a voz de Marina Sena brilha com ainda mais força, revelando sua potência e versatilidade como cantora. Por isso, </span><a href="https://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvida, um trabalho original e refrescante que consolida a mineira no cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. <strong>&#8211; Arthur Caires</strong></span></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Mande um Sinal e Mais de Mil</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32922" aria-describedby="caption-attachment-32922" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Yin Yang, de Tasha &amp; Tracie. Na foto, vemos quatro pessoas negras sentadas em roda ao redor de uma mesa. São dois homens e duas mulhers, de forma que um homem está de frente para o outro e as mulheres também de frente. Cada casal veste uma cor de roupa, um está de branco e o outro de preto, simbolizando yin e yang. Na mesa, de cor preta, vemos alguams barcas de sushi e bebidas. Eles estão em um quarto tipicamente japonês, com chão de madeira." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/TASHA-E-TRACIE.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32922" class="wp-caption-text">Apaixonadas como sempre, Tasha e Tracie fazem de Yin Yang sua declaração. (Foto: Altafonte Music Rights)</figcaption></figure>
<p><strong>Tasha &amp; Tracie &#8211; Yin Yang</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado o retorno de Tasha e Tracie na música após problemas com sua </span><a href="https://portalrapmais.com/tasha-e-tracie-anunciam-saida-do-selo-ceia-ent/"><span style="font-weight: 400;">gravadora</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Yin Yang</span></i><span style="font-weight: 400;"> é leve e animado. As composições, que falam muito sobre o amor, são divididas com os namorados das cantoras Kyan e Rapper Gregory, o que faz jus ao significado de complemento do símbolo que nomeia o disco. Entre os tons de declarações românticas e muita ostentação. com direito a citação das marcas de moda que encantam a periferia, o projeto musical é autêntico como as gêmeas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Direcionado principalmente ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum traz as letras em prosa, dando praticamente certeza de que os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanham as falas e, não, o contrário. Assim, as faixas parecem perfeitamente encaixadas na voz das artistas, que se mostram insubstituíveis e donas de tudo o que cantam como se criassem um novo gênero. Ao fim, essa é uma conclusão plausível para algo tão singular e cabível no que elas mesmas reconhecem: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1zQY9PHUacBGt5tPnh41n0"><i><span style="font-weight: 400;">“Competição eu não quero, criei meu próprio nicho”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> – Jamily Rigonatto</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Fortal</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Dia de Baile</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Drake da Capital</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_32880" aria-describedby="caption-attachment-32880" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-800x800.png" alt="Capa do álbum Zach Bryan, de Zach Bryan. Nela, vemos uma foto do rosto do cantor de perfil posicionada no canto direito. Ele é um homem branco de cabelos castanhos claros. Ele está de olhos fechados e fumando um cigarro. No canto superior direito, em letras vermelhas, est´´a escrito &quot;Zach Bryan&quot;. O fundo é preto" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-15.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32880" class="wp-caption-text">O country encontra aqui talvez sua representação mais mainstream (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Zach Bryan &#8211; Zach Bryan</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, principalmente o americano, tem realizado o movimento de ultrapassar as cercas rurais que o definiram a vida toda. Cada vez mais ele está se aproximando de um ritmo puramente urbano, ou talvez a sociedade que está em um êxodo rural reverso. Juntamente com Kacey Musgraves e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2RQXRUsr4IW1f3mKyKsy4B"><span style="font-weight: 400;">Noah Kahan</span></a><span style="font-weight: 400;">, o nome de Zach Bryan seja talvez um dos principais precursores da ascensão caipira americana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O autointitulado traz um clima soturno para o conjunto voz e violão (e às vezes banjo) e conduz uma conversa noturna com o ouvinte ao longo de suas 16 faixas, todas escritas por ele. Reimaginando o estilo, o artista consegue assumir a persona Jack Maine de Bradley Cooper em </span><a href="https://personaunesp.com.br/nasce-uma-estrela-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Nasce Uma Estrela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e lembrar que os </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboys</span></i><span style="font-weight: 400;"> também sofrem. Com a ascensão do gênero, há muitos Jack Maines surgindo por aí, mas só Zach Bryan é Zach Bryan.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fear and Friday&#8217;s, Spotless (feat. The Lumineers) e I Remember Everything (feat. Kacey Musgraves)</span></p>
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		<title>Os Melhores Livros de 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 20:47:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O último ano foi para a Literatura rico em experimentações. Com obras de gêneros distintos e um movimento de mais espaço para possibilidades, os resultados foram páginas cobertas por amor, descobertas, dores e muito mais do que o sentir pode proporcionar. Assim, chegamos a lista selecionada pela Editoria do Persona, que compõem as escolhas para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-livros-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Livros de 2023"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32894" aria-describedby="caption-attachment-32894" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32894" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32894" class="wp-caption-text">De cantores a autores sob codinomes, os Melhores Livros de 2023 se encontram nas possibilidades (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de Abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O último ano foi para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/literatura/"><span style="font-weight: 400;">Literatura</span></a><span style="font-weight: 400;"> rico em experimentações. Com obras de gêneros distintos e um movimento de mais espaço para possibilidades, os resultados foram páginas cobertas por amor, descobertas, dores e muito mais do que o sentir pode proporcionar. Assim, chegamos a lista selecionada pela Editoria do Persona, que compõem as escolhas para representar Os Melhores Livros de 2023. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante que lembremos que além de propícia para  novas ideias, a temporada marcou eventos importantes para a representatividade no meio literário. Em Outubro, tivemos o primeiro indígena eleito como imortal pela Academia Brasileira de Letras (ABL), o autor </span><a href="https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2023/10/09/ailton-krenak-e-o-primeiro-indigena-eleito-para-a-academia-brasileira-de-letras#:~:text=Representatividade-,Ailton%20Krenak%20%C3%A9%20o%20primeiro%20ind%C3%ADgena%20eleito%20para%20a%20Academia,ocupar%20uma%20cadeira%20na%20academia."><span style="font-weight: 400;">Ailton Krenak</span></a><span style="font-weight: 400;">, que assina sucessos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Ideias para Adiar o Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Futuro Ancestral</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro marco foi a presença de autores negros em espaços de reconhecimento. Na Festa Literária de Paraty (Flip) do último ano, o principal nome da programação era o de uma das autoras negras mais faladas do Brasil na atualidade, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wfq5GfitcS0"><span style="font-weight: 400;">Conceição Evaristo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de discursos essenciais e uma contribuição literária notável, a presença da escritora no evento literário inspira e carrega muito significado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos centenários também foram comemorados no período, como o de nascimento da autora </span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/o-poeta-e-o-mundo/"><span style="font-weight: 400;">Wislawa Szymborska</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 1996. Além dela, </span><span style="font-weight: 400;">Eugénio de Andrade (</span><i><span style="font-weight: 400;">As Mãos e os Frutos</span></i><span style="font-weight: 400;">), o poeta surrealista Mário Henrique Leiria, o ensaísta Eduardo Lourenço e Mário Cesariny fizeram parte da lista de centenários e foram celebrados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre tantos marcos, fica a esperança de um momento ainda mais doce para o mundo dos livros está por vir. Enquanto isso, você confere a lista dos textos que se destacaram para o Persona no ano de 2023 e aproveita dicas de leitura variadas. Para todas as preferências, fica o gosto de obras plurais e extremamente ricas em cultura, liberdade e a vontade de transformar cada capítulo. Boa leitura!</span></p>
<p><span id="more-32816"></span></p>
<figure id="attachment_32818" aria-describedby="caption-attachment-32818" style="width: 548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32818" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/De-uma-a-outra-ilha-548x800.jpg" alt="Capa do Livro de uma a outra ilha. Na imagem, há uma elipse esverdeada em meio a um extenso fundo azul para representar uma ilha. Na porção superior, vemos o título do livro. Na inferior há o nome da autora e da editora." width="548" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/De-uma-a-outra-ilha-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/De-uma-a-outra-ilha.jpg 685w" sizes="auto, (max-width: 548px) 85vw, 548px" /><figcaption id="caption-attachment-32818" class="wp-caption-text">De uma a outra ilha é um poema longo de 40 páginas (Foto: Circulo de poemas)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Martins Marques &#8211; De uma a outra ilha</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito pela poetisa brasileira Ana Martins Marques, </span><i><span style="font-weight: 400;">De uma a outra ilha</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca em palavras a cartografia de um lugar: a ilha de Lesbos. A obra, que foi lançada em Julho de 2023, se comporta como um manifesto político contra a morte de imigrantes e a crueldade das fronteiras estabelecidas entre os territórios. O escrito é sensível, mas mantém a força de suas afirmações e posicionamentos a cada linha, estabelecendo uma relação entre o que é autoral e o que é retomado do conjunto de </span><a href="https://www.blogletras.com/2021/05/dez-poemas-e-fragmentos-de-safo.html"><i><span style="font-weight: 400;">Poemas e fragmentos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Safo. </span></p>
<p><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/lesbos-a-ilha-do-desespero-onde-milhares-de-imigrantes-estaopresos-5cuj19hdzho8glzhes071w18c/"><span style="font-weight: 400;">Lesbos</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um ambiente conhecido pelo alto fluxo de imigração européia de pessoas que estão tentando passar pela Grécia. No entanto, diante da política indiferente quanto a essa população, o espaço se tornou uma espécie de purgatório de vivos, além de testemunhar mortes recorrentes das pessoas tentando se deslocar pelo oceano. Assim, a literatura de Marques se coloca a repreender o cenário lamentável através de escolhas lexicais delicadas e bem marcadas. Nas linhas suaves de um poema extenso, o livro sangra em águas turbulentas. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_32824" aria-describedby="caption-attachment-32824" style="width: 548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32824" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/paixao-simples-1-548x800.jpg" alt="Capa do livro Paixão Simples. A capa conta com uma grande foto de Annie Ernaux com filtro sépia. Ela é uma mulher branca com cabelos grisalhos lisos e óculos de sol quadrados. Ao redor da fotografia há retângulos rosa, vermelho, preto, amarelo e lilás com o nome do livro, da autora e da editora." width="548" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/paixao-simples-1-548x800.jpg 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/paixao-simples-1.jpg 685w" sizes="auto, (max-width: 548px) 85vw, 548px" /><figcaption id="caption-attachment-32824" class="wp-caption-text">Em Paixão Simples, Annie Ernaux traduz o ato de se apaixonar em seus termos (Foto: Fósforo Editora)</figcaption></figure>
<p>Annie Ernaux &#8211; Paixão Simples</p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/os-anos-do-super-8-critica/"><span style="font-weight: 400;">Annie Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma das figuras mais influentes da Literatura nos últimos anos. Com seus textos destrincha coisas complexas em vocábulos diretos e brutos, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Paixão simples,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que chegou ao Brasil pela Fósforo em 2023, tem algo de diferente. O livro relata uma paixão que a autora teve por um homem um pouco mais jovem e casado, chamado de A.. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O apaixonar-se soa obsessivo e dá origem a uma Ernaux fora das linhas, que dispensa seus livros em nome de assistir novelas junto com o homem. É como se seu cérebro funcionasse de forma completamente irracional e isso se reflete no ritmo da leitura, no qual as páginas são caóticas e mais rápidas que o habitual de seus escritos. Assim, a ganhadora do Nobel de Literatura é, mais uma vez, sensacional, quando descreve as dores, tensão, o desespero e o desejo que ultrapassam qualquer limite. A paixão continua um sentimento complexo, mas Annie </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ernaux</span></a><span style="font-weight: 400;"> prova simples é deixá=lo pulsar. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_32820" aria-describedby="caption-attachment-32820" style="width: 514px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32820" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Irmas-do-Inhame-Ludmila-Henrique-514x800.jpg" alt="Capa do livro Irmãs do Inhame: Mulheres negras e autorrecuperação. No centro do livro temos a pintura de duas mulheres negras em tonalidades de azul escuro. Uma está colocando uma coroa na outra, como símbolo de cuidado. Na parte inferior do está escrito o nome do livro em rosa, preto e branco. Na parte superior está escrito o nome da autora na cor preta. O fundo da tela é formado por uma cor sólida de rosa. " width="514" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Irmas-do-Inhame-Ludmila-Henrique-514x800.jpg 514w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Irmas-do-Inhame-Ludmila-Henrique.jpg 643w" sizes="auto, (max-width: 514px) 85vw, 514px" /><figcaption id="caption-attachment-32820" class="wp-caption-text">“Irmãs, eu as saúdo no amor e na paz” (Foto: WMF Martins Fontes)</figcaption></figure>
<p><b>bell hooks &#8211; Irmãs do Inhame: mulheres negras e autorrecuperação </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu tempo como educadora em universidades norte-americanas na década de noventa, </span><a href="https://www.geledes.org.br/bell-hooks-o-legado-da-maior-pensadora-do-feminismo-do-seculo-21/"><span style="font-weight: 400;">bell hooks</span></a><span style="font-weight: 400;"> entendeu rapidamente a necessidade de existir um grupo de apoio que acolhesse as dores e preocupações singulares de suas alunas negras, dessa maneira, surgiram as Irmãs do Inhame. Inspirada pelo romance </span><i><span style="font-weight: 400;">The Salt Eaters</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Toni Bambara, o nome do coletivo nasceu da importância do tubérculo nas comunidades negras, que além de atuar na alimentação e nutrição do corpo, também é um símbolo das conexões diaspóricas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Distanciando da terapia convencional, que em grande parte desconsidera ‘raça’ como um fator importante na autorrecuperação e no entendimento da saúde mental de pessoas negras, as </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/opiniao/irmas-do-inhame-de-bell-hooks-um-carinho-na-alma-das-mulheres-pretas/"><span style="font-weight: 400;">Irmãs do Inhame</span></a><span style="font-weight: 400;"> miravam no afastamento do auto-ódio canalizado pela baixa autoestima e priorizavam o bem-estar por meio do diálogo. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Irmãs do Inhame: mulheres negras e autorrecuperação</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autora registra que ao externalizar suas feridas com pessoas que compreendem das mesmas dores, assim como todo o ato de pessoas negras procurando ajuda sobre o seu interior pessoal, passam a fazer parte de uma prática de política libertária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro é um compilado dos ensinamentos desenvolvidos durante anos entre <a href="https://personaunesp.com.br/tag/bell-hooks/">bell hooks</a> e suas discentes. Interligando acontecimentos pessoais da própria autora com contextos históricos que envolvem o racismo e a pessoa mais afetada por ele: a mulher negra. Uma obra que lida com o humano, uma humanidade que possui feridas abertas nos corpos, mentes e espíritos, e que ainda não conquistou serenidade plena com o seu próprio eu. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_32823" aria-describedby="caption-attachment-32823" style="width: 549px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32823" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-549x800.jpg" alt="Capa do livro A mulher em mim de Britney Spears. A arte de capa é uma fotografia em preto e branco de Spears, uma mulher branca de cabelos claros e olhos escuros. Ela está posicionada no canto esquerdo da arte, olhando para a câmera de lado enquanto veste uma calça e encobre os seios. O fundo é preto e ao lado de Britney Spears está escrito seu nome em letras garrafais rosa seguido do título do livro em letras garrafais brancas “A MULHER EM MIM" width="549" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-549x800.jpg 549w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-703x1024.jpg 703w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears-768x1118.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Britney-Spears.jpg 1030w" sizes="auto, (max-width: 549px) 85vw, 549px" /><figcaption id="caption-attachment-32823" class="wp-caption-text">O audiobook em inglês de A mulher em mim é narrado por Michelle Williams (Foto: BUZZ)</figcaption></figure>
<p><b>Britney Spears &#8211; A mulher em mim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após incontáveis </span><a href="https://personaunesp.com.br/framing-britney-spears-a-vida-de-uma-estrela-critica/"><span style="font-weight: 400;">documentários</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a sua trajetória, inúmeras suposições em torno de sua vida particular e idas mais do que suficientes para a corte estadunidense na luta pelo fim de sua tutela, Britney Spears decidiu que estava pronta para contar a sua versão dos fatos na autobiografia </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/noticia/2023/10/27/biografia-de-britney-spears-a-mulher-em-mim-e-o-livro-mais-vendido-em-pelo-menos-9-paises.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">A mulher em mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Exatamente como está acostumada nos palcos, o livro é a versão mais poderosa da artista, mesmo com os seus momentos mais vulneráveis sendo </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2023/11/01/michelle-williams-viraliza-ao-imitar-justin-timberlake-em-audiolivro-de-britney-spears-ouca.ghtml"><span style="font-weight: 400;">revelados</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nos registros mais desafiadores que Spears assume e liberta essa força feminina dentro dela, que lidou com tantos obstáculos que atravessam a existência das mulheres. Partindo desde as mazelas de existir em uma sociedade historicamente patriarcal, passando pelas distintas experiências com a ideia de maternidade até, em seu caso em específico, ser uma </span><i><span style="font-weight: 400;">superstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/como-britney-spears-ajudou-musica-de-roberta-miranda-a-crescer-60"><span style="font-weight: 400;">indústria musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se alimenta da </span><a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/"><span style="font-weight: 400;">queda</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas estrelas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A mulher em mim</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem o essencial de uma boa autobiografia: segredos, polêmicas e uma contextualização que já atrai, logo de cara, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/controlling-britney-spears-em-busca-de-liberdade-critica/"><span style="font-weight: 400;">opinião pública</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o lado de Britney Spears; invertendo um cenário de hostilização de décadas. Por vezes, a escrita é tão familiar que mais parece um compilado das legendas da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=clwLKJ294u4"><span style="font-weight: 400;">Princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://www.estadao.com.br/emais/gente/vejo-voces-no-inferno-britney-spears-instagram-revelacoes-biografia-nprec/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, felizmente, sem a quantidade desconcertante de </span><i><span style="font-weight: 400;">emojis</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_32826" aria-describedby="caption-attachment-32826" style="width: 552px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32826" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/parem-de-falar-mal-da-rotina-552x800.png" alt="Capa do livro Parem de Falar Mal Da Rotina. O fundo é como uma representação do céu com nuvens. No centro superior há o nome da escritora, Elisa Lucinda, e ao lado direito há o logo da Editora Record em vermelho. Elisa Lucinda, mulher negra em torno dos 60 anos, está no centro da imagem. Utiliza uma blusa vermelha com decote e uma pulseira prateada no braço esquerdo. Seu cabelo - crespo e castanho escuro - está com um Black Power. Em suas pontas, o cabelo forma desenhos do cotidiano contado pela escritora durante o livro. No centro do cabelo está escrito, em tom claro, o título do livro “Parem de Falar Mal Da Rotina”. Ao lado de Elisa, há os dizeres em vermelho “Nova edição revista pela autora”" width="552" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/parem-de-falar-mal-da-rotina-552x800.png 552w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/parem-de-falar-mal-da-rotina.png 600w" sizes="auto, (max-width: 552px) 85vw, 552px" /><figcaption id="caption-attachment-32826" class="wp-caption-text">Elisa Lucinda e seu livro, em nova edição, nos fazem adentrar nos versos e monólogo da escritora (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><strong>Elisa Lucinda &#8211; Parem de Falar Mal da Rotina</strong></p>
<p><a href="https://teatro.ufes.br/conteudo/parem-de-falar-mal-da-rotina-o-espetaculo-de-sucesso-que-encanta-o-brasil-ha-21-anos-agora"><i><span style="font-weight: 400;">Parem de Falar Mal da Rotina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em nova edição, evoca o palco de teatro e as poesias de sucesso que Elisa Lucinda faz há mais de 20 anos com o seu monólogo de mesmo nome. Nesta versão, a atriz evoca novamente o projeto da peça de tremendo sucesso: enxergar a beleza da vida &#8211; o nascer do sol, o pôr do sol &#8211; nos momentos em que, muitas vezes, a gente desdenha por ser rotineiro.</span></p>
<p><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa5980/elisa-lucinda"><span style="font-weight: 400;">Elisa Lucinda</span></a><span style="font-weight: 400;">, que tem uma destreza magnífica ao escrever &#8211; é uma autora (uma das muitas coisas que Elisa é com grande brilho) que nos emociona em um verso e no outro nos faz rir logo em seguida. </span><i><span style="font-weight: 400;">Parem de Falar Mal da Rotina</span></i><span style="font-weight: 400;">, é certo, comunica com todos que aqui estão presente &#8211; como a peça faz também -, entretanto, para quem ainda não teve a oportunidade de experimentar o espetáculo ao vivo, o livro nos dá um gostinho de querer mais. A narração dos fatos, do cotidiano, da rotina, sem dúvidas, não fica chato quando a maravilhosa Elisa Lucinda nos conta. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_32827" aria-describedby="caption-attachment-32827" style="width: 277px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/saia-da-frente-do-meu-sol.jpg" alt="Capa do livro Saia da Frente do Meu Sol. A capa do livro possui o tom homogêneo azul. Há pessoas deitadas na praia, de frente para o leitor, um homem está em destaque, o personagem Tio Ricardo. Um homem branco, com cabelo preto e sem camisa. Outras pessoas estão em volta, mas tapadas pelas letras. Ao lado direito do homem, há o título do livro escrito em amarelo, e, embaixo da palavra “frente”, há o nome do autor, Felipe Charbel, escrito em branco. Também em branco há o nome da editora, Autêntica Contemporânea, no canto inferior direito da página" width="277" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-32827" class="wp-caption-text">Felipe Charbel é professor associado de história da UFRJ (Foto: Autêntica Contemporânea)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Charbel </b><strong>&#8211;</strong> <b>Saia da Frente do Meu Sol </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felipe Charbel, romancista brasileiro, imerge em mais uma história que se desenvolve entre segredos familiares no recente </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/colunas/critica-cultural/vidas-narradas"><i><span style="font-weight: 400;">Saia da Frente do Meu Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Caracterizado pelo vazio de informações totalmente proposital, Tio Ricardo levantava diversas questões sobre sua vida misteriosa após seu falecimento e enterro, onde poucas pessoas compareceram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um desenvolvimento leve e coerente, </span><a href="https://ppghis.historia.ufrj.br/docente/felipe-charbel-teixeira/"><span style="font-weight: 400;">Charbel</span></a><span style="font-weight: 400;"> não pula etapas ao mostrar para o leitor sobre cada detalhe que descobre a respeito da vida do tio. O público é outro personagem, e se choca ao mesmo tempo que o protagonista do livro. Contagiante e madura são as palavras que definem a leitura fluida que o carioca consegue passar em suas obras, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Saia da Frente do Meu Sol</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma prova. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_32830" aria-describedby="caption-attachment-32830" style="width: 548px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ellis-sland-548x800.png" alt="Capa do livro Ellis Island. Na imagem, há uma elipse azul escuro em um fundo azul claro para representar a ilha. Na porção superior há o escrito &quot;Ellis Island&quot; em letras brancas " width="548" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ellis-sland-548x800.png 548w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ellis-sland.png 685w" sizes="auto, (max-width: 548px) 85vw, 548px" /><figcaption id="caption-attachment-32830" class="wp-caption-text">O poema longo de Perec é destinado, inicialmente, para a construção do roteiro de um documentário homônimo, realizado com o diretor Robert Bober, sobre a ilha (Foto: Círculo de Poemas)</figcaption></figure>
<p><b>Georges Perec – </b><b>Ellis Island </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ausência não deixa de ser uma personagem recorrente na literatura do autor francês </span><a href="https://circulodepoemas.com.br/autores/georges-perec/"><span style="font-weight: 400;">Georges Perec</span></a><span style="font-weight: 400;">. A falta de um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/linguagem-e-protagonista-no-romance-o-sumico-de-georges-perec.html"><span style="font-weight: 400;">caractere</span></a><span style="font-weight: 400;">, de um enredo sólido ou de respostas a perguntas que, além de conduzirem a construção histórica e poética de </span><a href="https://circulodepoemas.com.br/produto/ellis-island/"><i><span style="font-weight: 400;">Ellis Island</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">existem para reconstituir os arquivos e acontecimentos de um espaço que ergue-se pela amnésia. </span><span style="font-weight: 400;">Em uma escrita objetiva, o escritor traça a genealogia da imigração e os múltiplos sentidos dessa ilha – nas palavras de Perec um ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">‘lugar de ausência de lugar, o não lugar, o lugar nenhum</span></i><span style="font-weight: 400;">’’ – onde se criou os Estados Unidos da América: um espaço de trânsito e despersonalização no qual emigrantes tornaram-se imigrantes; onde as histórias de pessoas de todos os cantos do mundo – italianos, judeus, porto riquenhos e cambojanos – eram submetidas a análise para, então, darem força e trabalho ao que viria se tornar a maior nação do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os inquéritos de Perec – ‘‘</span><i><span style="font-weight: 400;">como descrever?/ como contar?/ como olhar? (&#8230;) como ler esses rastros?’’, </span></i><span style="font-weight: 400;">que mais soam como lamentos, diferentemente dos agentes de imigração que articulavam o futuro de pessoas em clausura no espaço da ilha – são, em si, formas de retratar um tema caro também a artistas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2-27QaUl0D8"><span style="font-weight: 400;">Meredith Monk</span></a><span style="font-weight: 400;"> e inseri-lo, a partir do poema, em um tempo não linear e constante. Ellis Island não existe mais enquanto um centro de detenção e inspeção de imigrantes a qual a Estátua da Liberdade já anunciava paradoxos e mentiras, mas na condição de um monumento histórico que ainda inquieta a quem procura respostas a uma ancestralidade pautada na diáspora, vasta em meio a dezesseis milhões de histórias individuais. O inquietante poema de Perec, no entanto, faz da ruína e do vazio uma memória potencial à pequeneza perdida e encontra sua própria identidade nessa busca. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
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<figure id="attachment_32831" aria-describedby="caption-attachment-32831" style="width: 634px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente-634x800.png" alt="" width="634" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente-634x800.png 634w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente-768x968.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-a-gente.png 793w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32831" class="wp-caption-text">Enaltecendo a vida de Gil, Nós a gente é um alento para o coração (Foto: WMF Martins Fontes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Gilberto Gil e Daniel Kondo &#8211; Nós, a gente </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nós, a gente</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro organizado por Guilherme Gontijo Flores, é a materialização em artes visuais das poesias belíssimas compostas por Gilberto Gil. Com ilustrações de Daniel Kondo nas 40 músicas selecionadas, as canções escolhidas têm em comum a temática do amor à família. A obra foi concebida na época em que o cantor estava comemorando seus 80 anos, em 2022, e saindo pela Europa com a turnê Nós, A Gente &#8211; nome homônimo ao do escrito -, sendo tudo registrado no documentário </span><a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Fam%C3%ADlia-Gil/0S6ROOS2KGZ3QIKJCBHPGQ7AA9"><i><span style="font-weight: 400;">Viajando com os Gil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.academia.org.br/noticias/gilberto-gil-lanca-o-livro-nos-gente-hoje-na-abl"><i><span style="font-weight: 400;">Nós, a gente</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> além de ser uma ótima experiência escutar as músicas à medida em que analisa as artes das canções, também é possível ter acesso às entrevistas conduzidas por Guilherme e Daniel com Gilberto Gil e Flora Gil. Com sua calma e leveza, Gil nos mostra toda a sua bagagem &#8211; principalmente o núcleo familiar &#8211; que constituiu durante seus 80 anos de vida. Não sendo diferente, Flora também nos mostra a felicidade de ter uma família unida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, o livro é uma grande celebração de vida de </span><a href="https://gilbertogil.com.br/bio/gilberto-gil/"><span style="font-weight: 400;">Gilberto Gil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo o que foi construído e feito merece essa cerimônia literária e visual, ainda mais quando se está acompanhado de familiares. Por fim, temos acesso à grandiosa árvore genealógica do artista e também a algumas fotos, com legendas de sua neta, Flor Fil, dos bastidores da turnê europeia. É uma escrita deliciosa de se saborear. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_32832" aria-describedby="caption-attachment-32832" style="width: 550px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32832" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/girls-like-girls-550x800.jpg" alt="Capa do livro Girls Like Girls. Na imagem, há duas meninas ilustradas de costas, uma ao lado da outra. A da esquerda tem cabelos loiro escuros, usa camiseta brancae saia vermelha. A da direita tem cabelos pretos e veste uma camisa azul. O cenário tem tonalidade rosa, árvores e uma montanha." width="550" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/girls-like-girls-550x800.jpg 550w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/girls-like-girls.jpg 687w" sizes="auto, (max-width: 550px) 85vw, 550px" /><figcaption id="caption-attachment-32832" class="wp-caption-text">Inspirado na música homônima, Girls Like Girls abraça a comunidade sáfica (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Hayley Kiyoko &#8211; Girls Like Girls</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hayley Kyoko marcou a juventude de uma geração de pessoas lgbtqia+ quando começou a cantar sobre o amor entre meninas, especialmente, com o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I0MT8SwNa_U"><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2015. A música, que acompanhava um clipe adorável, alimentou </span><i><span style="font-weight: 400;">fanfics</span></i><span style="font-weight: 400;"> sáficas por anos, e agora, as teorias se concretizam nas páginas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls: Uma história de amor entre garotas</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro aprofunda a relação entre as protagonistas do videoclipe, Coley e Sonya, duas jovens em idade escolar com diferentes desafios a enfrentar, mas uma conexão inexplicável em comum. Ao passar das páginas, a história mescla os clichês que ensolaram a alma com os desafios da autodescoberta, fazendo tudo ser doce, lindo e, ainda assim, extremamente próximo dos medos da vida real. Traduzidas por Helen Pandolfi, as palavras de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rbkVPSJzCkU"><span style="font-weight: 400;">Hayley</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos transportam de volta à adolescência e restauram o desejo de viver um amor tão sincero como o de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gilrs Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">. – Jamily Rigonatto </span></p>
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<figure id="attachment_32833" aria-describedby="caption-attachment-32833" style="width: 290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32833" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/salvar-o-fogo.jpg" alt="Capa do livro Salvar o Fogo. O fundo é laranja. No centro superior há os dizeres em cinza “Do autor de Torto Arado”. Logo abaixo, em branco, há o título “Salvar o Fogo” e, mais embaixo, em preto, há o nome do escritor “Itamar Vieira Junior”. Abaixo dos dizeres há um desenho de uma mulher negra usando um vestido branco até os pés, um lenço branco nos cabelos castanhos e um chinelo branco. Ao seu lado direito está de mãos dadas com uma criança negra vestindo uma camisa branca e bermuda azul, cabelo curto castanho e descalço. Os dois estão virados de costas. Ao lado esquerdo da mulher há um cesto de roupa verde com linhas douradas. Há uma roupa branca jogada para fora do cesto. Ao lado do menino tem uma planta verde. No centro inferior há a logo em branco da Editora Todavia." width="290" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-32833" class="wp-caption-text">Em Salvar o Fogo, Itamar Vieira Jr. desmonta a história da sociedade brasileira em 300 páginas (Foto: Editora Todavia)</figcaption></figure>
<p><strong>Itamar Vieira Júnior &#8211; Salvar o fogo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1805-itamar-vieira-junior-salvar-o-fogo"><i><span style="font-weight: 400;">Salvar o fogo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Itamar Vieira Junior novamente nos apresenta uma história difícil de engolir e com muita verossimilhança em relação à sociedade brasileira. Contando as narrativas de uma família agricultora no interior da Bahia &#8211; que acaba sendo dividida pelas violências direcionadas aos familiares -, o autor nos oferece um processo de escrita muito arrebatador e necessário, evidenciando as inúmeras agressões da realidade brasileira. O </span><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1805-itamar-vieira-junior-salvar-o-fogo"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, dessa maneira, acaba se tornando uma manifestação de denúncia contra as hostilidades que agridem exclusivamente às pessoas negras, indígenas, mulheres, crianças, pobres, agricultores e de religiões de matriz africana ou indígena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 320 páginas, </span><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/1270-itamar-vieira-junior"><span style="font-weight: 400;">Vieira Junior</span></a><span style="font-weight: 400;"> sintetiza, de forma adequada e avassaladora, a história desse Brasil invadido há 500 anos. Exaltando a natureza e seu poder, o romancista brinca com as palavras ao associar as passagens das personagens com os elementos naturais, trazendo um lirismo muito bonito e interessante de se pensar, já que a destruição da natureza reflete diretamente a destruição também da humanidade. Com isso, Moisés, Luzia, Alzira, Mundinho, entre outros, não serão as últimas personagens que denunciam essa realidade perversa e racista &#8211; assim como não foram as primeiras -, entretanto é certo que a prosa criada por Itamar traz consigo, não só dessa forma, mas uma das mais potentes no enredo, a denúncia através do resgate dos saberes ancestrais afro indígenas no combate à essa realidade da </span><a href="https://ponte.org/o-que-e-necropolitica-e-como-se-aplica-a-seguranca-publica-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">necropolítica</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_32864" aria-describedby="caption-attachment-32864" style="width: 334px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32864" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Os-perigos-de-fumar-na-cama.png" alt="Capa do livro Os perigos de fumar na cama. A capa tem um fundo azul claro.No topo, vemos as palavras “os perigos de fumar na cama” em uma letra cursiva estilizada em branco. Ao centro, há uma ilustração da cabeça de uma mulher com cabelos castanhos lisos e longos, pintada de vermelho, laranja e amarela, sendo segurada por uma mão com unhas longas que sai para fora do quadro. Na parte inferior central, vemos a palavra “Mariana Enriquez” em uma letra branca sem serifa. No canto inferior direito, vemos o logo da Intrínseca." width="334" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-32864" class="wp-caption-text">Os perigos de fumar na cama foi o tema do Clube do Livro do Persona em Outubro de 2023 (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Enriquez &#8211; Os perigos de fumar na cama</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante 12 contos de Horror, Mariana Enriquez faz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um pesadelo violento, impossível de ser digerido facilmente. Aqui, essa é justamente a intenção. Entre becos de uma Barcelona assombrada a ruas de uma Argentina que se lembra, a autora argentina trabalha o terror a partir do rotineiro, da barbaridade de pessoas contra elas e as próximas, e da memória de uma nação frente os horrores do passado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A descritividade é bruta, o retrato pintado por Enriquez é visceral em um </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-cemiterio-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> tão social quanto político. Os preconceitos são expostos com todas as palavras, sem disfarces, para mostrar que o aterrorizante acontece no dia a dia. Com uma dose de sobrenatural e fantasia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama </span></i><span style="font-weight: 400;">deixa a experiência ainda mais tensa com seus 12 finais em aberto, livres para a imaginação do leitor vagar solta. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_32863" aria-describedby="caption-attachment-32863" style="width: 352px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32863" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/exorcista.png" alt="Capa do livro O Exorcista: Segredos e Devoção. A capa tem um fundo preto. Ao centro, ocupando quase toda a extensão vertical da capa, vemos o contorno de uma menina com cabelos longos. Os olhos dela estão verde, como se estivesse possúida, e um líquido verde sai de seu nariz. As mãos juntas da menina ficam em formato de um portão, onde, na parte inferior central, um homem de costas, vestindo um terno, chapéu e segurando uma maleta, entra. Ao redor dele, vemos o líquido verde. Abaixo dele, vemos as palavras “Darkside”." width="352" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-32863" class="wp-caption-text">Se a capa não te atrair, o interior vai (Foto: Darkside)</figcaption></figure>
<p><b>Mark Kermode &#8211; O Exorcista: Segredos e Devoção</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista: Segredos e Devoção </span></i><span style="font-weight: 400;">não é uma reedição do livro original de 1971, tampouco do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 1973 (ou de qualquer </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-exorcista-o-devoto-critica/"><span style="font-weight: 400;">uma de suas versões</span></a><span style="font-weight: 400;">). Na verdade, a edição é uma obra comemorativa aos 50 anos do lendário filme do Horror, mostrando como a </span><a href="https://cinepop.com.br/apos-fracasso-de-o-exorcista-o-devoto-nova-sequencia-passara-por-reboot-criativo-476487/"><span style="font-weight: 400;">recepção do público</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao lançamento e o contexto social dos Estados Unidos da década de 1970 o tornaram um fenômeno capaz de fazer pessoas desmaiarem nas salas de cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro, Kermode, crítico cultural aficionado pelo romance de William Peter Blatty &#8211; que </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Popquem/noticia/2013/03/o-exorcista-40-anos-o-suposto-caso-real-que-inspirou-o-filme.html"><span style="font-weight: 400;">deu origem</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao roteiro do longa-metragem homônimo -, revela os bastidores das gravações, os atritos entre Blatty e William Friedkin (diretor de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista</span></i><span style="font-weight: 400;">) e como algumas das cenas mais memoráveis da Sétima Arte foram confeccionadas. Entrelaçando o </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl45nxxl18o"><span style="font-weight: 400;">imaginário popular</span></a><span style="font-weight: 400;"> às intenções da obra e do livro, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Exorcista: Segredos e Devoção </span></i><span style="font-weight: 400;">compartilha segredos com os fãs de Horror, em uma experiência visual deslumbrante nas páginas tão famosas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Darkside</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_32881" aria-describedby="caption-attachment-32881" style="width: 554px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-554x800.jpg" alt="Capa do livro “Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível”, de Matthew Perry. A capa possui um fundo azul, e, à frente, há o ator Matthew Perry. Ele é branco, possui cabelos escuros, barba rala e olhos azuis. Veste uma camisa preta. No topo da página há o nome do autor e ator em letras brancas. Embaixo, está escrito “Best Seller N 1° do New York Times”. Ao lado do ator, há escrito “Prefácio de Lisa Kudow”, em branco, e, embaixo do ator há o título do livro, em brancas e grandes letras. Abaixo, está escrito “A autobiografia do astro de Friends”, e, ao lado, a logo da editora BestSeller" width="554" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-554x800.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-708x1024.jpg 708w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-768x1110.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela-1063x1536.jpg 1063w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/amigos-amores-e-aquela.jpg 1107w" sizes="auto, (max-width: 554px) 85vw, 554px" /><figcaption id="caption-attachment-32881" class="wp-caption-text">Matthew Perry foi encontrado morto no dia 28 de outubro de 2023 em sua casa, em Los Angeles (Foto: BestSeller)</figcaption></figure>
<p><b>Matthew Perry &#8211; Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sentença </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu devia estar morto”</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode parecer muito forte para qualquer um que inicie </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/10/explosao-de-vendas-da-biografia-de-matthew-perry-esgota-estoque-de-editora-brasileira.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no escuro. A autobiografia do ator e escritor norte-americano conta de forma crua os altos e baixos de sua carreira e toda a sua trajetória, envolvendo momentos marcantes na infância, conquistas profissionais que um dia eram impensáveis, e o fundo do poço, onde ele se enxergou em vários momentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não precisa ser fã de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/os-bastidores-com-matthew-perry-segundo-david-schwimmer-e-lisa-kudrow"><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para apreciar cada parágrafo do livro, que, ao mesmo tempo que parece uma confissão do artista, também soa como um diário extremamente íntimo. É claro que para quem viu Matthew crescer e evoluir com a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo se torna ainda mais pessoal: após seu trágico falecimento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível</span></i><span style="font-weight: 400;"> eterniza o legado inesquecível de Matthew Perry. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_32890" aria-describedby="caption-attachment-32890" style="width: 547px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32890 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-ano-em-que-morri-547x800.jpg" alt="" width="547" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-ano-em-que-morri-547x800.jpg 547w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-ano-em-que-morri.jpg 684w" sizes="auto, (max-width: 547px) 85vw, 547px" /><figcaption id="caption-attachment-32890" class="wp-caption-text">Milly Lamcombe prova que nos resgatar é o ato mais poderoso que existe (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><strong>Milly Lamcobe &#8211; O ano em que morri em Nova York</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Romance autobiográfico de </span><a href="https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/426820/milly-lacombe-fala-sobre-novo-livro.htm"><span style="font-weight: 400;">Milly Lacombe</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano em que Morri em Nova York: Um romance sobre amar a si próprio</span></i><span style="font-weight: 400;"> trabalha com o conceito de morte em vida. No texto, a protagonista termina um relacionamento de mais de dez anos com sua esposa por conta de uma traição, descobre que a melhor amiga está com câncer de mama e retorna a uma versão que há muito não encarava em seu país de origem, o Brasil. Rodeada pelas migalhas deixadas por tudo que já foi inteiro, a jornada se torna ressuscitar em si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Batendo de frente com dores não vistas antes, o momento é doloroso e cheio de dúvidas, mas essenciais para que a personagem, que representa a própria </span><a href="https://www.uol.com.br/play/videos/universa/2023/07/19/milly-lacombe-conta-como-descobriu-traicao-bati-minha-cabeca-no-chao.htm"><span style="font-weight: 400;">Lacombe</span></a><span style="font-weight: 400;">, adentre o seu interior e redescubra quem ela é, independente de suas relações, trabalho ou demais definições. As 256 páginas são um verdadeiro liquidificador emocional, tudo gira o tempo todo e não dá espaço para monotonia, afinal, se trata de uma trajetória linear. Assim, a obra deixa reflexões sobre nós mesmos e como deixamos nossa principal prioridade de lado: o eu. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_32889" aria-describedby="caption-attachment-32889" style="width: 290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32889 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nos-dois.jpg" alt="" width="290" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-32889" class="wp-caption-text">&#8220;Sobretudo no início, Regan por vezes tentava identificar o momento em que as trajetórias deles se encaminharam para uma colisão inevitável.&#8221; (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Olivie Blake &#8211; Nós dois sozinhos no éter</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob o pseudônimo de </span><a href="https://intrinseca.com.br/autor/olivie-blake/"><span style="font-weight: 400;">Olivie Blake</span></a><span style="font-weight: 400;">, Alexene Farol Follmuth presenteia o público jovem adulto com </span><i><span style="font-weight: 400;">Nós dois sozinhos no Éter</span></i><span style="font-weight: 400;">. O texto conta a história de </span><span style="font-weight: 400;">Aldo Damiani e Charlotte Regan, duas personalidades opostas que no magnetismo de sentir não conseguem mais se afastar. Apesar de, à primeira vista, soar como um grande clichê </span><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra é muito mais que isso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 336 páginas, Blake se dispõe a uma missão: desenvolver cada faceta dos personagens. Assim, conseguimos entender seus bastidores para nos apaixonarmos pelo relacionamento. Trabalhando com traumas, questões psicológicas e familiares, a obra traduzida por Carlos César da Silva mostra tudo em corações desarmados. O doce de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=S3-FZd2lGk0"><i><span style="font-weight: 400;">Nós dois sozinhos no Éter</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vive na complexidade de testemunhar ruínas individuais compartilhando uma mesma construção.</span><b> – Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_32882" aria-describedby="caption-attachment-32882" style="width: 557px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-557x800.jpg" alt=" Capa do livro O que sobra de Príncipe Harry. A arte de capa é uma fotografia de Harry, um homem branco de cabelos ruivos e olhos claros. A câmera o captura a partir dos ombros enquanto ele olha diretamente para a lente. O fundo é branco e pouco aparece, já que a face dele ocupa o maior espaço. Na parte superior está escrito em letras garrafais brancas “PRÍNCIPE HARRY” e, na parte inferior, da mesma forma está o título do livro “O QUE SOBRA”." width="557" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-557x800.jpg 557w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-713x1024.jpg 713w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1-768x1103.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Principe-Harry-1.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 557px) 85vw, 557px" /><figcaption id="caption-attachment-32882" class="wp-caption-text">O que sobra foi traduzido para o português por Cássio de Arantes Leite, Débora Landsberg, Denise Bottmann e Renato Marques (Foto: Objetiva)</figcaption></figure>
<p><b>Príncipe Harry &#8211; O que sobra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vazamentos e </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/livros/noticia/2023/01/o-que-sobra-as-revelacoes-mais-bombasticas-do-livro-de-memorias-de-harry.ghtml"><span style="font-weight: 400;">declarações polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> frente a um contexto nada favorável para a monarquia britânica culminam em </span><i><span style="font-weight: 400;">O que sobra</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autobiografia do Príncipe Harry. Acostumado a estampar os tabloides mais sensacionalistas no começo do século, o livro que traz a perspectiva do ‘</span><a href="https://luciointhesky.wordpress.com/2012/03/13/harry-o-patinho-feio-de-buckingham/"><span style="font-weight: 400;">patinho feio</span></a><span style="font-weight: 400;">’ é, possivelmente, o último ato culturalmente relevante de algum membro da Família Real; fadada ao enfraquecimento gradual devido a perda de apoio popular a cada ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada tão humano quanto simpatizar com aquele que consideramos ser o injustiçado da história e, na mesma medida, a satisfação em assisti-lo fazer a sua justiça é extremamente prazerosa. A narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">O que sobra</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encaixa perfeitamente nesse cenário, afinal, ainda que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EiEifW_Gob0"><span style="font-weight: 400;">Príncipe Harry</span></a><span style="font-weight: 400;"> não seja, de fato, um pobre menino largado à sorte pelo mundo, até as passagens mais fúteis de sua trajetória são escritas muito bem, facilmente transitando pelo gênero de autoajuda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autobiografia chegou às livrarias já com um certo cansaço por parte do público, irritado com as centenas de declarações espalhadas pelas redes sociais ou que já não aguentava mais ouvir falar sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/harry-e-meghan-critica/"><span style="font-weight: 400;">Harry e Meghan Markle</span></a><span style="font-weight: 400;">, dado que a série documental do casal havia estreado há poucas semanas. Embora falhe em alguns sentidos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HI52nXTLmb8"><i><span style="font-weight: 400;">O que sobra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma linha de raciocínio que cativa fácil, sendo um dos retratos mais importantes dos últimos anos.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_32893" aria-describedby="caption-attachment-32893" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32893 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/81ekPgQHFhL._AC_UF10001000_QL80_-560x800.jpg" alt="" width="560" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/81ekPgQHFhL._AC_UF10001000_QL80_-560x800.jpg 560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/81ekPgQHFhL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 560px) 85vw, 560px" /><figcaption id="caption-attachment-32893" class="wp-caption-text">“Minha Pollyana se antena e joga o jogo do Contente, pois sempre existe um lado bom” (Foto: Globo Livros)</figcaption></figure>
<p><strong>Rita Lee &#8211; Outra Autobiografia</strong></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2023/05/09/rita-lee-rainha-do-rock-brasileiro-morre-aos-75-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Perder</span></a><span style="font-weight: 400;"> Rita Lee em Maio de 2023 foi doloroso e deixou para os fãs a saudade de alguém insubstituível para a Música e para o mundo. No entanto, o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: Outra autobiografia</span></i><span style="font-weight: 400;"> alguns dias depois, na comemoração de Santa Rita de Cássia, chegou como um abraço caloroso. O texto trabalha os seus dois últimos anos de vida, mas não é nada melancólico. Cruel, irônico e verdadeiro seriam adjetivos melhores para definir, afinal, a Rainha do Rock nunca foi de chorar pitangas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os desafios enfrentados pela cantora não ficam de lado do relato, são bastante fortes e cheios de detalhes. Ainda assim, somos capazes de sentir como a mulher que pelo amor roubaria os anéis de saturno estava pronta para lutar e lidar com tudo, consciente como alguém que teve uma vida extensa e muito bem resolvida. </span><a href="https://personaunesp.com.br/rita-lee-uma-autobiografia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rita</span></a><span style="font-weight: 400;"> não tinha autopiedade no coração e nos faz acreditar que realmente estava com sua missão cumprida quando partiu, e é claro, tudo isso com a personalidade única marcada a cada trecho. Ler </span><i><span style="font-weight: 400;">Rita Lee: Outra autobiografia </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca o luto em segundo plano mesmo com a inevitável companhia da morte. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_32884" aria-describedby="caption-attachment-32884" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32884" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/quarto-aberto-534x800.png" alt="" width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/quarto-aberto-534x800.png 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/quarto-aberto.png 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-32884" class="wp-caption-text">&#8220;Por que ele queria tomar um drink comigo?&#8221; (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Tobias Carvalho – </b><b><i>Quarto Aberto </i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em lentes almodovarianas, talvez o primeiro romance do premiado <a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-tobias-carvalho/">Tobias Carvalho</a> daria centro ao fato de seus personagens poderem ser descritos como gays a beira de um ataque nervos ou até mesmo ao labirinto da lei do desejo que, em suas diversas complexidades individuais e uns com os outros, são desafiados a atravessar. Mas longe de qualquer uma dessas descrições melodramáticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quarto Aberto </span></i><span style="font-weight: 400;">partilha do um realismo que marca a escrita do autor e que, diferentemente dos contos de seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Visão Noturna </span></i><span style="font-weight: 400;">e mais próximo do vencedor do prêmio Sesc de Literatura </span><i><span style="font-weight: 400;">As Coisas, </span></i><span style="font-weight: 400;">parte do ímpeto da ficcionalização de um determinado recorte da realidade de experiências de homens gays, sem que tal exercício comprometa a maestria literária de sua escrita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um universo muito próprio da realidade íntima de seus personagens – homens gays que lidam com suas interioridades e suas próprias trajetórias ao mesmo tempo que habitam a cidade afora em aplicativos de sexo ou como<em> drag queens</em> – Carvalho constrói uma análise dos relacionamentos que distancia-se do usual em algo que poderia ser chamado de uma </span><a href="https://www.nbcnews.com/nbc-out/out-news/lgbtq-fiction-gay-literature-publishing-turning-point-rcna127922"><i><span style="font-weight: 400;">gay-lit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; sem colocar como centro apenas a relação de seu protagonista com indecisões e triângulos e quadriláteros amorosos. – </span><b>Enzo Caramori</b></p>
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<figure id="attachment_32914" aria-describedby="caption-attachment-32914" style="width: 290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/51KyJA1YBZL._SY445_SX342_.jpg" alt="" width="290" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-32914" class="wp-caption-text">Um traço até você abraça quem só quer amar (Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Olivia Pilar &#8211; Um traço até você</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Apaixonante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Um traço até você</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.oliviapilar.com.br/"><span style="font-weight: 400;">Olívia Pilar</span></a><span style="font-weight: 400;">, trouxe para as jovens negras sáficas o que elas precisavam para se sentir representadas em um clichê que não ignora os desafios do contexto social. Protagonizada por Lina, a narrativa detalha os choques de uma menina que sempre viveu com privilégios financeiros ao se deparar com um contexto racista que a impede de ocupar todos os lugares em nome da discrimação. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Em meio a autodescoberta, que já seria suficiente para construir uma obra completa, surge Elza. O relacionamento entre as personagens é doce e inspirador, mas, principalmente, essencial para a evolução e crescimento das duas, que se ensinam, compreendem e crescem juntas. O ritmo gradual faz com que tudo se encaixe e, ao final, tenhamos uma Lina mais forte e rodeada por maturidade. Em suma, a cumplicidade de amar em </span><a href="https://intrinseca.com.br/livro/um-traco-ate-voce/"><i><span style="font-weight: 400;">Um traço até você</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é muito maior que as borboletas no estômago. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></strong></p>
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<figure id="attachment_32887" aria-describedby="caption-attachment-32887" style="width: 284px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32887" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-1-1-1.jpg" alt="Capa do livro Amêndoas, de Won-pyung Sohn. Nela, vemos uma ilustração em tons pastéis de um menino em frente a uma loja. A loja, que é azul, se encontra no primeiro andar de um sobrado, e possui um grande letreiro rosa com uma palavra escrita em coreano. Em cima do letreiro tem uma espécie de tenda nas cores vermelho e branco em listras verticais e, acima, uma unidade externa cinza de um ar-condicionado. As paredes do sobrado parecem ser de azulejo marrom e, do lado esquerdo, há uma escada com degraus cor-de-rosa que permitem o acesso ao segundo andar. Na frente da loja, há uma planta em um vaso marrom. O menino veste uma camiseta de manga comprida preta e uma calça marrom. Na parte inferior da capa, há uma faixa rosa onde encontra-se o título do livro do lado direito, com o nome da autora em baixo, ambos na cor azul turquesa, e o nome da editora do lado inferior esquerdo, na cor branca" width="284" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-32887" class="wp-caption-text">Lançado em Março de 2023 no Brasil, Amêndoas se popularizou graças à indicação de um dos membros da banda coreana BTS (Foto: Rocco)</figcaption></figure>
<p><strong>Won-pyung Sohn &#8211; Amêndoas</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Amêndoas</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro de estreia da diretora e romancista sul-coreana </span><a href="https://www.kbook-eng.or.kr/sub/interview.php?ptype=view&amp;idx=621&amp;page=$page&amp;code=interview"><span style="font-weight: 400;">Won-pyung Sohn</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de Yunjae, um jovem que possui uma condição neurológica chamada alexitimia. Suas amígdalas cerebelosas – chamadas de ‘amêndoas’ pelo protagonista por conta da semelhança física entre elas – são subdesenvolvidas e, por isso, ele é incapaz de identificar e expressar sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com capítulos curtos, uma história diferente daquelas que geralmente são oferecidas e uma linguagem simples, é difícil deixar a leitura de lado. A obra explora a adolescência, o significado das emoções, a diversidade da vida e da trajetória de cada um, mas seu foco principal é a importância de criar laços.</span> <a href="https://rocco.com.br/produto/amendoas/"><i><span style="font-weight: 400;">Amêndoas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremamente sensível, que destaca como o amor é capaz de fazer “</span><i><span style="font-weight: 400;">de alguém um ser humano, assim como o que faz de alguém um monstro</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como descreve a autora. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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