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	<title>Arquivos Gabriel Leite Ferreira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os Melhores Discos de 2021</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 00:47:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É um clichê introduzir uma lista de melhores do ano dizendo que o tal período foi “muito rico” ou “memorável” ou “maravilhoso” para a determinada área que a seleção em questão se propõe a registrar. Mas ao fim de 2021, não resta outra conclusão: o ano foi realmente muito especial. É uma série de motivos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26573" aria-describedby="caption-attachment-26573" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26573 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/melhores-discos-wordpress-1.gif" alt="Arte retangular na cor azul escuro. No canto superior direito está escrito em branco “OS MELHORES DISCOS DE 2021”. Ao centro na parte inferior da imagem está uma foto da cantora Linn da Quebrada em preto e branco com silhueta azul clara ao redor de seu corpo, enquanto ela olha para frente e tampa o busto com sua mão. Ao lado direito está a figura do cantor Tyler the Creator, também em preto e branco com silhueta azul ao redor de seu corpo, ele está vestindo uma calça, camiseta e um bucket hat. À direita está a imagem da cantora Olivia Rodrigo, segurando um buquê de flores enquanto veste um vestido de festa. Sua maquiagem está borrada aos olhos e seu cabelo está solto na altura do busto. A imagem está em preto e branco e ao redor está também uma silhueta de cor azul escuro. Entre eles estão figuras animadas de estrelas aparecendo e desaparecendo. Um coração sendo partido e refeito e riscas indicando movimento. No canto inferior esquerdo há o logo do Persona, um olho com a íris de cor azul claro." width="1024" height="538" /><figcaption id="caption-attachment-26573" class="wp-caption-text">Entre o melhor da Música em 2021, tivemos os discos de Linn da Quebrada; Tyler, The Creator; e Olivia Rodrigo (GIF: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de Abertura: Raquel Dutra)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É um clichê introduzir uma lista de melhores do ano dizendo que o tal período foi “muito rico” ou “memorável” ou “maravilhoso” para a determinada área que a seleção em questão se propõe a registrar. Mas ao fim de 2021, não resta outra conclusão: o ano foi realmente muito especial. É uma série de motivos que sustentam a afirmação para além de uma expressão comum, e o Persona, que acompanhou cada </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nota-musical/"><span style="font-weight: 400;">Nota Musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos referidos 12 meses, não só pode como deve te explicar o porquê o ano que passou ficará marcado na História da Música. Então, para fazer valer o clichê é que estamos aqui com </span><b>Os Melhores Discos de 2021</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-26446"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Deixa eu me apresentar, que eu acabei de chegar</span></i><span style="font-weight: 400;">” foi o verso que a Música brasileira cantou para se introduzir ao novo ano, quando ANAVITÓRIA inaugurou 2021 logo em seu primeiro dia com </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já no mês seguinte, a cura rejuvenescedora da Arte se encontrou com Gal Gosta para que </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nenhuma Dor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estivesse em nosso meio no primeiro ano pós-apocalipse-pandêmico de 2020, anseio que se estendeu ao maravilhoso retorno de Rico Dalasam, assumindo a identidade do nosso </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardião do Alívio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prenúncio otimista se confirmou, e DUDA BEAT pode declarar o seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/te-amo-la-fora-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Lá Fora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Febem encarou o mundo real sob a perspectiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/jovem-og-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">JOVEM OG</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aproveitando a liberdade temporária de um país desgovernado, Pabllo Vittar explodiu seu </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-pabllo-vittar-batidao-tropical/"><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Luísa Sonza celebrou seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/1bR2SlwIKwvCZBFhDfYr6x?si=8u3qzicfRo2EfvYdMLzQUA&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-pirata-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Jão se lançou em alto mar. No embalo de uma Música que ansiava por novos ares, Juçara Marçal criou uma lenda chamada </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto FBC e VHOOR deram um </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/fbc-vhoor-outro-role/"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que acabou em </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/11/20/fbc-vhoor-baile-disco-ouvir/"><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já nas estreias, Liniker deu seu primeiro voo </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas asas de </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/resenha-indigo-borboleta-anil-liniker-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado das consagradas melhores revelações de 2021: </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Marina Sena</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tasha-e-tracie-diretoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da nova geração, os nomes precursores da Música brasileira também fizeram o ano valer. A abelha-rainha da MPB entregou um dos melhores discos de sua carreira sob o seu som </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-maria-bethania-noturno/"><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto Caetano Veloso revirava seu </span><a href="https://culturadoria.com.br/caetano-veloso-meu-coco/"><i><span style="font-weight: 400;">Coco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O movimento de reinvenção foi seguido por Marisa Monte, que nos abriu suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/marisa-monte-portas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Portas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> depois de um distanciamento &#8211; também distorcido por idas e vindas temporais assim como é desde março de 2020 &#8211; de 10 anos. Assim, de </span><i><span style="font-weight: 400;">encontros e despedidas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se fez 2021: pouco tempo antes de descansar, a Deusa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/01/20/elza-soares-morre-aos-91-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares</span></a><span style="font-weight: 400;"> compartilhou a companhia serena de João de Aquino, e a Rainha </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cantou pela última vez com suas fiéis escudeiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas lá fora, tudo começou com o ano arrancando junto da recém-habilitada mais famosa do mundo. No posto de estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021, está Olivia Rodrigo, perfeitamente acompanhada do lilás ácido de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao lado da novata no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maiores sucessos de 2021, o nome só pode ser o dele: Lil Nas X para os mortais, </span><a href="https://personaunesp.com.br/montero-lil-nas-x-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para os íntimos. O retrato dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano ainda é composto pelo planeta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/planet-her-critica/"><span style="font-weight: 400;">Doja Cat</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trigésima volta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-adele-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adele</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao redor do Sol, a felicidade incomparável de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5GJWxDKyk3A"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o brilho da noite de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0S0r2RFucaW9kVjBtcBOV1"><span style="font-weight: 400;">Silk Sonic</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nos cenários independentes, </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-lingua-ignota-sinner-get-ready/#:~:text=Os%20versos%20lan%C3%A7ados%20logo%20nos,compositora%20e%20multi%2Dinstrumentista%20Kristin"><span style="font-weight: 400;">Lingua Ignota</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegou preparada para estar dentre as melhores de 2021, assim como </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">Indigo de Souza</span></a><span style="font-weight: 400;"> em qualquer uma de suas formas ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/kick-ii-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arca</span></a><span style="font-weight: 400;"> em qualquer um de seus quatro (!) discos lançados no ano passado. Na mesma direção, o álbum de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-touch-of-the-beat-gets-you-up-on-your-feet-gets-you-out-and-then-into-the-sun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Aly &amp; AJ</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez jus à grandiosidade de seu título, enquanto, por outro lado, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0DBoWQ52XUHtrZQdfAqOVj"><span style="font-weight: 400;">Little Simz</span></a><span style="font-weight: 400;"> contrariou as sugestões de seu trabalho com uma Música nada introvertida e Black Country, New Road soou aos nossos ouvidos pela primeira vez com uma maestria de anos. A sensação também surge quando estamos admirando o amanhecer de </span><a href="https://www.stereogum.com/2159993/yebba-dawn-review/columns/the-week-in-pop/"><span style="font-weight: 400;">Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou os prismas poéticos de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5pjMTS389jtVjMVyx5881I"><span style="font-weight: 400;">Arlo Parks</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ali, </span><a href="https://www.npr.org/2017/09/12/549142219/bleachers-tiny-desk-concert"><span style="font-weight: 400;">Bleachers</span></a><span style="font-weight: 400;"> tirou a tristeza do sábado a noite e </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/jazmine-sullivan-heaux-tales/"><span style="font-weight: 400;">Jazmine Sullivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos contou as melhores histórias de 2021. Juntos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/japanese-breakfast-jubilee-critica/"><span style="font-weight: 400;">Japanese Breakfast</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arooj-aftab-vulture-prince-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arooj Aftab</span></a><span style="font-weight: 400;"> passaram pelos estágios mais profundos da dor, enquanto SPELLLING entrava numa espiral fantasiosa e </span><a href="https://open.spotify.com/album/1dg0gmrCaEbENVXpPIvi1m"><span style="font-weight: 400;">WILLOW</span></a><span style="font-weight: 400;"> sentia todas as emoções possíveis. Ao mesmo tempo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> embarcava em uma nova viagem, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato</span></a><span style="font-weight: 400;"> recomeçava sua história e Lucy Dacus via sua vida passar diante de seus olhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano também foi para conhecer os desfortúnios de </span><a href="https://www.grammy.com/artists/kacey-musgraves/18025"><span style="font-weight: 400;">Kacey Musgraves</span></a><span style="font-weight: 400;">, o poder solar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vermelho inédito de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/taylor-swift-red-taylors-version/#:~:text=If%20you%20haven't%20listened,that%20makes%20Taylor%20Swift%20great."><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/love-for-sale-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga e Tony Bennett</span></a><span style="font-weight: 400;"> colocaram o amor à venda, </span><a href="https://personaunesp.com.br/revelacion-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;"> encontrou uma revelação e EXO recomendou não lutar contra sentimentos. Junto deles e todos os outros que compõem a nossa seleção dos 89 Melhores Discos de 2021, a comunidade do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> te espera logo abaixo, a fim de mostrar que o ano especialmente difícil trouxe muita beleza para aqueles que estavam dispostos a parar e ouvi-lo.</span></p>
<figure id="attachment_26489" aria-describedby="caption-attachment-26489" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26489 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 30, de Adele. Essa é uma foto quadrada. À esquerda da foto é apresentado um close-up do perfil da cantora britânica Adele que toma toda a superfície da imagem. Ela é uma mulher de idade mediana, branca, de cabelos longos e loiros e seus olhos são verde claro. Ao fundo, temos uma visão embaçada com as cores azul escuro e preto. A cantora possui um semblante neutro, sem expressões faciais. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos.jpg 875w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26489" class="wp-caption-text">Se pudéssemos escutar a voz dos anjos, certeza que soariam como Adele (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Adele &#8211; 30</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento do novo álbum da cantora, em novembro de 2021, Adele já abalou as estruturas das </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/adele-30/"><span style="font-weight: 400;">críticas e da indústria musical</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sob o título de</span><i><span style="font-weight: 400;"> 30</span></i><span style="font-weight: 400;">, em menos de quatro meses o CD também trouxe algumas gratificações para a britânica</span><span style="font-weight: 400;">.  </span><span style="font-weight: 400;">Na última edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Brit</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Awards,</span></i> <span style="font-weight: 400;">a compositora londrina recebeu os prêmios de Música do Ano por seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single Easy On Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, Álbum do Ano e, talvez o mais especial, o de Artista do Ano. Parece que </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/02/09/brit-awards-2022-adele-ganha-tres-premios-principais-veja-lista-de-vencedores.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Mo Gilligan estava realmente certo</span></a><span style="font-weight: 400;">, Adele é a grande </span><i><span style="font-weight: 400;">“Rainha dos BRITs”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito diferente dos álbuns anteriores, a cantora transformou as dores e desgostos do seu coração partido em um álbum de busca, gracioso e incrivelmente comovente. De acordo com a própria, este seria a forma de se </span><a href="https://www.metropoles.com/celebridades/adele-diz-que-novo-album-responde-perguntas-do-filho-sobre-divorcio"><span style="font-weight: 400;">comunicar com seu filho</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o divórcio, então não é uma surpresa que tenhamos nos sentido acolhidos com algumas faixas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">My Little Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Hold On</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. A questão é que, mesmo depois de 6 anos, ela revelou ser ousada e esperamos que não pare por aqui. O futuro ainda tem muito o que escutar pela voz de Adele.</span> <b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Little Love, Easy On Me e Oh My God</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26461" aria-describedby="caption-attachment-26461" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26461 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco AGROPOC, do cantor Gabeu. A foto mostra Gabeu de lado, segurando um gravador de voz perto do rosto. Ele é branco, usa chapéu de caubói marrom, tem um fone sem fio na orelha, e usa camisa laranja, com calça jeans azul e um cinto escuro. O fundo é na mesma paleta quente, com tons de marrom liso." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26461" class="wp-caption-text">Em AGROPOC, Gabeu não leva desaforo para a roça (Foto: Gabeu)</figcaption></figure>
<p><b>Gabeu &#8211; AGROPOC</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem antes de The Weeknd sintonizar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gabriel Felizardo nos convidava a ouvir a Rádio </span><a href="https://open.spotify.com/album/4WRJS8GKvCdoPpKgZUltBU"><i><span style="font-weight: 400;">AGROPOC</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para curtirmos o som que vem do interior. Filho do cantor Solimões, Gabeu estreia suas composições que misturam o melhor da Música caipira com o mais refrescante que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual oferece, sem tirar nem pôr. Através de trocadilhos astutos, duplo sentido e tiradas cômicas, o disco vai sobrepondo influências e </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-gabeu-agropoc/"><span style="font-weight: 400;">muita personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de diversificar o ambiente sertanejo nacional, comumente infestado de um discurso machista e homofóbico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem medo ou receio de narrar suas aventuras, o cantor brilha quando incorpora </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,gabriel-felizardo-filho-de-solimoes-estreia-como-sertanejo-gay,70002846635"><span style="font-weight: 400;">entonações quase teatrais</span></a><span style="font-weight: 400;">, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sugar Daddy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/49inMEsgZbgA7OKJteFBmf?si=910525f856f64f76"><i><span style="font-weight: 400;">Bailão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande destaque do registro. Melodias juninas, sons de rodeios e uma vibração que energizou 2021 se transformam consecutivamente, tornando </span><i><span style="font-weight: 400;">AGROPOC</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma porta de entradas irresistível para o ilimitado </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/28/queernejo-artistas-lgbtq-querem-conquistar-seu-espaco-na-musica-sertaneja.htm"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2021, ninguém chegou de perto de oferecer uma linha tão marcante como</span><i><span style="font-weight: 400;"> “&#8217;Vamo&#8217; assumir o nosso amor rural/Sai desse armário e vem pro meu curral/Como &#8216;nóis&#8217; nunca se viu/Duas potrancas no cio/Num cruzamento adoidado”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Amor Rural, Bailão e Sugar Daddy</span></p>
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<figure id="attachment_26581" aria-describedby="caption-attachment-26581" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26581 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Ain’t It Tragic, da banda de rock Dead Sara. O nome da banda está escrito na parte superior em letras azuis maiúsculas. Na parte de baixo, uma colagem dos rostos dos membros da banda. No resto da imagem, preenchendo toda a capa de forma aleatória, existem outras colagens de  diversas figuras sobrepostas num fundo amarelo. Na parte inferior central da capa, está  o título do álbum, em letras amarelas vazadas sobre um preenchimento azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda.jpg 1414w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26581" class="wp-caption-text">Após uma grande pausa, os roqueiros de Los Angeles voltaram mais inspirados do que nunca (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Dead Sara &#8211; Ain’t It Tragic</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro álbum da banda Dead Sara chegou depois de uma espera agonizante de seis anos, após o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo estrondoso de </span><a href="https://open.spotify.com/album/22hdXQxWkJ3ddEO4atgQud?si=HsbATA1RQq-4eQwz_CfdxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Pleasure to Meet You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015) e a saída do baixista Chris Null, na qual o grupo de Los Angeles precisou se reorganizar para achar uma nova direção para o seu som. Felizmente, os vocais tipicamente roucos de Emily Armstrong vêm com força total em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5r2lUKLgKTNqbsloCwB9X5?si=28188d02147e43de"><i><span style="font-weight: 400;">Ain’t It Tragic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, revigorado pelo hiato dos músicos e contando com algumas de suas letras mais intensas e explosivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de manter o tom do </span><a href="https://open.spotify.com/album/52GeY9Z0gY2mikC8gDrvj6?si=sEn7KacHQsyloVmEE0pGTw"><span style="font-weight: 400;">último </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, há uma energia distinta e raivosa contagiando a nova produção, que consegue se diferenciar de trabalhos anteriores do grupo através da infusão de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> em algumas das faixas mais elétricas e vibrantes, criando uma nova e viciante sinergia entre seus integrantes que reverbera ao longo de todo o disco. Seja no compasso carregado de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4Xg1iXyfUL2pIVd5IpnSqD?si=3d95bbf6ca534470"><i><span style="font-weight: 400;">Heroes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou na franqueza trágica de </span><a href="https://open.spotify.com/track/3egFI5kmow24EKouv8ajNr?si=35b243a84f344db6"><i><span style="font-weight: 400;">Uninspired</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coisa fica clara: Dead Sara voltou mais destemida e inspirada do que nunca. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hypnotic, Heroes e Gimme Gimme</span></p>
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<figure id="attachment_26505" aria-describedby="caption-attachment-26505" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-800x800.jpg" alt="Capa do disco An Evening With Silk Sonic do grupo Silk Sonic. A imagem é quadrada, com um fundo marrom claro, e o nome do disco se encontra na parte superior em marrom escuro. Um desenho dos rostos de Bruno Mars e Anderson .Paak usando óculos ilustra o centro da imagem, com os nomes dos cantores escritos na parte inferior em marrom escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26505" class="wp-caption-text">Desde o primeiro single juntos, o mundo fez questão de deixar a porta bem aberta para o álbum de colaboração do Silk Sonic (Foto: Aftermath Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Mars, Anderson .Paak e Silk Sonic &#8211; An Evening With Silk Sonic</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Amigos, espero que vocês tenham algo no seu copo. E senhoritas, não tenham medo de chegar ao palco para uma banda que chamo de Silk Sonic”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O rei está de volta e, muito bem acompanhado. Depois de dançar o </span><a href="https://artcetera.art/historia-do-r-e-b/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1980 em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&amp;list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">24K Magic</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado em 2016, Bruno Mars retoma o passo em um supergrupo espetacular, ao lado de Anderson .Paak. Com uma fidelidade gigantesca ao </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 70, nasce </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y"><i><span style="font-weight: 400;">An Evening With Silk Sonic</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">responsável pela quebra de recordes históricos,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&amp;list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Leave The Door Open</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz à tona o som doce e sedutor que logo arrebatou o sentimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">throwback</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao ritmo e </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> do novo disco do queridíssimo Silk Sonic.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mars e .Paak prometem o </span><i><span style="font-weight: 400;">groove</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não deixam esse compromisso de lado. O disco é mais uma </span><a href="https://tracklist.com.br/review-bruno-mars-anderson-paak-silk-sonic/121768"><span style="font-weight: 400;">experiência</span></a><span style="font-weight: 400;"> – ou melhor, uma noite – do que um álbum contido. A capacidade que a obra tem de proporcionar um bem estar cheio de gingado demonstra que o CD foi feito para divertir</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Isto é, essencialmente, o que difere o grande Bruno Mars de outros artistas: o talento em saber como e porquê produzir Música. De qualquer forma, não há dúvidas sobre </span><a href="https://rocknbold.com/2021/12/talento-bruto-e-referencias-brilhantes-como-silk-sonic-agigantou-2021/"><span style="font-weight: 400;">a dupla Silk Sonic combinar muito</span></a><span style="font-weight: 400;"> e estar subindo as escadas para o sucesso. E no fim da subida, a porta estará aberta. </span><b>&#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Fly As Me, Skate e Leave The Door Open</span></p>
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<figure id="attachment_26511" aria-describedby="caption-attachment-26511" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26511" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Any Shape You Take de Indigo de Souza. A imagem é uma pintura que mostra um corpo feminino nu com cabeça de caveira em pé, ao lado de um carrinho de supermercado amarelo com outra pessoa com cabeça de caveira. Ambos se encontram em um corredor de supermercado infinito, com latas caídas ao chão e várias plantas verdes espalhadas no entorno." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26511" class="wp-caption-text">Dançando entre o indie rock, bedroom pop, grunge e até o neo-soul, Indigo de Souza abraça qualquer forma que possa tomar em seu segundo álbum, Any Shape You Take (Foto: Saddle Creek)</figcaption></figure>
<p><b>Indigo De Souza &#8211; Any Shape You Take</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é nada fácil abraçar todas as formas que possamos tomar de maneira sincera, sem julgamentos. Mais difícil ainda é abordar o obscurantismo dos conflitos existenciais internos por meio de uma lente euforicamente colorida, como faz a artista original de Asheville, na Carolina do Norte, Indigo de Souza, no segundo álbum da carreira, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7G7lPTcJta35qGZ8LMIJ4y?si=BwDtDHm7TvOZmB83Mu0SLA"><i><span style="font-weight: 400;">Any Shape You Take</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os sentimentos intensos são os mesmos do disco de estreia da carreira </span><a href="https://open.spotify.com/album/43Ly01iLJ2uIQPfqjZmH8Y?si=rarLfKh4R22C7bYw6nWiFg"><i><span style="font-weight: 400;">I Love My Mom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), porém, desta vez, como uma reinterpretação amadurecida e, de certo modo, completamente metamorfoseada: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não sou nada como era antes/Eu não sou nada como a garota que você já amou</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Morte, dor e angústia encontram cor, ritmo e frenesi. Uma morbidez colorida descreve a preciosa identidade sonora de Souza. São camadas de guitarras irregulares, percussão exaltada, sobreposição de ritmos e gritos, que ecoam diversos </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">gêneros musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem nunca se enquadrar em nenhuma delas. A co-produção com </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">Brad Cook</span></a><span style="font-weight: 400;"> (produtor com colaborações que incluem Bon Iver, Snail Mail e Waxahatchee) integra imaculadamente a melodia inusitada das dez faixas com o lirismo reconfortante da norte-americana, versado pelo enigmatismo suave de sua voz que navega entre as formas mais bonitas dos sentimentos humanos, até as mais sombrias. Encabeçado pela adorável </span><a href="https://open.spotify.com/track/1yrJuYAIcCH9oNS9T0QJPt?si=3cee7ca6a97f4ce9"><i><span style="font-weight: 400;">17</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e finalizado pela dolorosa </span><a href="https://open.spotify.com/track/66N8I6v00iQFPd56yU7dXf?si=e2149dcc69c44f90"><i><span style="font-weight: 400;">Kill Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Any Shape You Take </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma experiência catártica, quase terapêutica. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> 17, Real Pain e Kill Me</span></p>
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<figure id="attachment_26513" aria-describedby="caption-attachment-26513" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26513" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun”, do duo pop Aly &amp; AJ. Estilizado como uma colagem, as irmãs Aly e AJ Michalka estão no centro, caminhando para frente, AJ andando um pouco à frente de Aly, com os braços levantados, prestes a comemorar. Atrás delas, uma figura similar, com várias partes rasgadas que revelam diferentes cores por trás: laranja, amarelo e púrpura. Escrito verticalmente na borda esquerda da capa está o título completo do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26513" class="wp-caption-text">A espera pode ter sido longa, mas o retorno de Aly &amp; AJ vale por cada faixa (Foto: Aly &amp; AJ Music LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Aly &amp; AJ &#8211; a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase 14 anos depois de seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/4TOOGDpJ9KQ8EM84TC4qj6?si=Qox51DEYRWu8DVZJxq6Bnw"><span style="font-weight: 400;">último disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos calcanhares de </span><a href="https://open.spotify.com/album/49COhQ043jM1vTH7VSFUlq?si=OGCuJLCfTw6oPnA3kN1-CA"><span style="font-weight: 400;">dois </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">s</span></a><span style="font-weight: 400;"> estelares, o novo trabalho do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Aly &amp; AJ vem carregado de influências </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ritmos lentos vibrando pelo solo californiano. Um álbum de verão em corpo e alma, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-touch-of-the-beat-gets-you-up-on-your-feet-gets-you-out-and-then-into-the-sun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat…</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> remete, assim como seu título gigantesco sugere, a uma grande caminhada ou </span><i><span style="font-weight: 400;">road trip</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelas planícies ensolaradas que as irmãs habitam. Desde as primeiras notas de </span><a href="https://open.spotify.com/track/5Da8Nx3j75JsSqWVNibdB6?si=526254bf902b47da"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Places</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até o cadência melancólica de </span><a href="https://open.spotify.com/track/5g72uw9m4ZbodneqCWsj5t?si=926e5ca9605940a4"><i><span style="font-weight: 400;">Hold Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a dupla nos imerge em um sonho há mais de uma década em produção com letras vibrantes e sons sofisticados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma nova </span><a href="https://open.spotify.com/album/6fhydReXt41QBLPRiompN5?si=w8NLeVPMRmiJ6mA7-Riy5w"><span style="font-weight: 400;">edição </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que expande ainda mais seu escopo com quatro novas faixas, o novo álbum constrói seus temas delicadamente e sem muito alarde, apenas para nos demolir com sua sequência final, entregue com absoluta confiança pelo par de artistas. Das novas músicas, se destaca a brutal </span><a href="https://open.spotify.com/track/693B4agqYBpTRq3OnPlD5W?si=65d64bef7ec245d5"><i><span style="font-weight: 400;">Dead on the Beach</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa sintetizadores e encontra sua voz na guitarra enquanto AJ narra uma experiência de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/aly-and-aj-deluxe-a-touch-of-the-beat-1298893/"><span style="font-weight: 400;">quase-morte</span></a><span style="font-weight: 400;"> junto de seu namorado de longa data, o ator Josh Pence. Muito mais do que um </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma culminação das vidas de suas artistas, com toda a autoria e personalidade que essa descrição evoca.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Pretty Places, Slow Dancing e Stomach</span></p>
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<figure id="attachment_26525" aria-describedby="caption-attachment-26525" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26525 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Atlantis do grupo sul-coreano SHINee. Na imagem, os quatro integrantes estão num barco antigo de tom marrom situado em uma floresta verde. Onew, um homem branco de cabelo e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio inferior e outra no canto esquerdo superior. Key, um homem branco de cabelo e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma exatamente no meio e outra no canto inferior direito, sendo o segundo da esquerda para a direita ali situado. Taemin, um homem branco de cabelo azul e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio superior e outra no canto inferior direito, sendo o primeiro da esquerda para a direita ali situado. Minho, um homem branco de cabelo claro e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio superior e outra no canto inferior direito, sendo o terceiro da esquerda para a direita ali situado. Quando estão na parte do meio, os integrantes aparecem em evidência. Quando estão nos cantos, eles aparecem com o tamanho diminuído. Todos vestem roupas claras nos tons azuis e laranjas que combinam com a estética da capa. No canto superior direito, há um selo redondo e verde que leva o nome do álbum e do grupo em amarelo, há também uma rosa dos ventos desenhada no selo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26525" class="wp-caption-text">Com Atlantis, SHINee atraiu os fãs para o fundo do mar (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>SHINee &#8211; Atlantis</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhando no mundo submerso do SHINee, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4hyhyzEkMEsaSHzkuMn4Ds"><i><span style="font-weight: 400;">Atlantis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a escolha perfeita para ser a faixa-título do relançamento do sétimo álbum de estúdio do grupo já veterano na indústria do </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se a versão original, </span><a href="https://open.spotify.com/album/6bfcHf3khPey88qjiiw8V3"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Call Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traçou caminhos não tão coesos com a sonoridade de Onew, Key, Minho e Taemin, a nova edição trouxe a tona o melhor dos integrantes, em faixas mais convenientes com a identidade visual construída durante 13 anos de carreira. Disponível nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">em abril de 2021, o projeto retomou a essência artística do SHINee.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PSYRbJjIT6U"><i><span style="font-weight: 400;">Estamos debaixo d&#8217;água/Um beijo incompreensível como a profundeza do oceano/Me arrasta para longe</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quem embarcou na aventura aquática do grupo saiu realizado: o videoclipe da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Atlantis</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um colírio para os olhos que, graças ao tributo póstumo para o integrante Jonghyun, se encheram de lágrimas. O álbum contou com músicas que fluem de maneira insana, desde o som mais sério até o mais sentimental. Os fãs puderam até mesmo se surpreender com um hino latino, configurado como uma das favoritas. De 2008 para 2021, o modo como a arte é consumida mudou, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">SHINee</span></i><span style="font-weight: 400;"> provou mais uma vez que sempre irá se destacar em meio às infinitas estreias do mercado musical sul-coreano.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Atlantis, CØDE e Body Rhythm </span></p>
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<figure id="attachment_26527" aria-describedby="caption-attachment-26527" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26527" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Bambi do artista sul-coreano Baekhyun. Na imagem, o cantor branco de cabelo e olhos escuros posiciona as duas mãos na altura do lábio. Ele olha para a infinitude do lado esquerdo da foto e a sua vestimenta pouco visível é preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26527" class="wp-caption-text">Os vocais de Baekhyun soaram como magia em Bambi (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Baekhyun &#8211; Bambi</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em clima de despedida, Baekhyun lançou seu terceiro álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5xOx4mWABbTj0qWyZC4q1p"><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pouco tempo antes de precisar vestir a farda do exército da Coreia do Sul, onde o cumprimento do regime militar é obrigatório. O solista de 29 anos sabia que os anos de inatividade musical como servidor público causariam uma saudade imensa nos fãs, então, as 6 músicas do seu último projeto contavam com o propósito de deixar uma marca nos ouvintes. É fácil afirmar que quem escutou a voz angelical e os falsetes perfeitos na faixa-título </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8M3WUaeIbOk"><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não os esqueceram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de uma discografia impecável como integrante do grupo EXO, Baekhyun também está construindo uma trajetória </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">extraordinária. Com o seu lançamento anterior, </span><a href="https://open.spotify.com/album/75sPv82oaDKYjtuuS4l3Vc"><i><span style="font-weight: 400;">Delight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele vendeu 1 milhão de cópias pela primeira vez em 19 anos no cenário da música sul-coreana. Em 2021, o cantor reivindicou o título mais uma vez e provou que tem talento para quebrar recordes. Para o público, ficou o sentimento mágico que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i><span style="font-weight: 400;"> proporcionou e a ânsia pela volta de Baekhyun aos palcos.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bambi, All I Got e Cry For Love</span></p>
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<figure id="attachment_26502" aria-describedby="caption-attachment-26502" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26502" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do álbum BAILE, de FBC e VHOOR. Imagem quadrada em desenho e colorida em cores pastéis. Nela, vemos um grupo de jovens no morro de uma favela. Todos têm olhos expressivos, sem pupila, e dentes sorridentes e pontudos. Eles interagem entre si, conversando, correndo e dando risadas. No centro, vemos uma dessas figuras, com um olhar desolador, segurando uma bola de cristal que reflete a imagem de uma mulher dançando. Da bola de cristal, vemos crescendo longas caixas de som e dois jovens, flertando enquanto dança. No canto inferior direito, também vemos a figura de um porco antropomorfizado, segurando uma pistola e vestindo a farda da polícia mineira. Por fim, no topo da imagem, vemos os dizeres em grandes letras garrafais amarelas: BAILE. E acima deles, outras duas figuras: a de um DJ, que aperta os botões de uma mesa de som, e a de um homem com cavanhaque e camisa polo, que dá risada enquanto segura um cigarro e expõe a sola dos seus chinelos “Kenner”. O cenário se passa durante o dia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26502" class="wp-caption-text">Respeita a União da Fé e da Força (Foto: FBC &amp; VHOOR)</figcaption></figure>
<p><b>FBC &amp; VHOOR &#8211; BAILE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sinergia entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JvfMHqJzlwA"><span style="font-weight: 400;">FBC e VHOOR</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece de mentira. Antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;">, ainda em 2021, a dupla lançou, em parceria com o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">WRM</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CRcpj6qbtZ8"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mais próximo das sonoridades que VHOOR já brincava em suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3GTNnyE-C1Y&amp;list=OLAK5uy_kAG2MNi3hsKmBmv2Nre_LeGp7KfvnZ2qQ"><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as 6 faixas do belo registro mesclavam os graves corpulentos do </span><a href="https://perraps.com/resenhas/brime-cesrv-febem-fleezus/"><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;"> britânico</span></a><span style="font-weight: 400;"> com batidas e </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e da música mineira. Sendo assim, é possível que, quem vá conhecer ambos por essa via, tenha a impressão que os artistas belo-horizontinos são colaboradores de longa data. Mas a realidade é que as parcerias entre os dois são extremamente recentes e, mesmo assim, ocorreu entre eles um magnetismo imediato e praticamente transcendental. Então, depois de uma sintonia que deu tão certo, dificilmente ficaria só por isso. E de fato não ficou. </span><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um projeto coeso, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCyY8OXOHm0"><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, no mais puro sentido da palavra, inacreditável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta vez, a </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/entenda-como-fbc-e-vhoor-resgataram-o-miami-bass-para-criar-os-hits-de-baile-1.2613316"><span style="font-weight: 400;">criatividade astuciosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da dupla os leva para os primórdios do </span><a href="https://grve.com.br/2021/09/miami-bass-tropical-beats/"><i><span style="font-weight: 400;">miami bass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm2602200103.htm"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90</span></a><span style="font-weight: 400;">. Estruturado como uma verdadeira </span><i><span style="font-weight: 400;">Ópera Miami</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco conta uma </span><a href="https://noize.com.br/entrevista-fbc-vhoor-e-o-brasil-com-b-de-baile/#1"><span style="font-weight: 400;">narrativa trágica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e calorosa em cima de uma musicalidade divertida e cativante, baseada na repetição de refrões simples e grudentos. Sem medo de ser nostálgico e explorar os clichês do gênero, FBC consegue, com esmero, equilibrar a leveza de faixas como a viral do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i> <a href="https://genius.com/Fbc-se-ta-solteira-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Se Tá Solteira</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o peso de retratos viscerais de violência, como </span><a href="https://genius.com/Fbc-policia-covarde-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Polícia Covarde</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – que, nesse caso, subverte com genialidade o artifício das repetições para traduzir um clamor de revolta e lamento. Contudo, não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;"> não quer nada além de fazer todo mundo rebolar a bunda e se jogar na pista. E é exatamente nessa despretensão – elaborando seus conceitos sem se levar tão a sério – que FBC e VHOOR concebem sua obra-prima e convidam: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esquece isso tudo e vem pro Baile!”</span></i> <b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Não dá pra Explicar, Polícia Covarde e De Kenner</span></p>
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<p><figure id="attachment_26575" aria-describedby="caption-attachment-26575" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26575 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-800x800.jpg" alt="Capa de Batidão Tropical. No centro da foto está Pabllo Vittar, branca e de cabelo loiro. Ela veste um conjunto rosa com detalhes em branco, e está sentada em um banco escuro e segurando uma bolsa rosa brilhante. Ao seu redor dá para ver a parte de baixo se homens, que usam sungas azuis. O fundo é colorido, em tons mais quentes. No canto superior está o nome do álbum, na cor rosa, e no canto inferior está o nome da artista, da mesma cor." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26575" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;">Ultra Som, uma das melhores canções de 2021, explora o </span></i><a href="http://musicainstantanea.com.br/11-discos-para-entender-o-hyperpop-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">hyper</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">brega que a gente não sabia (ou sabia?) que precisava [Foto: Sony Music]</span></i></figcaption></figure><b>Pabllo Vittar &#8211; Batidão Tropical</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A casa de máquinas Pabllo Vittar é um evento por onde passa, desde seu tumultuado início de carreira. Com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CcCM329q3OQ&amp;ab_channel=PablloVittar"><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela atesta que o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nada mais é que o </span><i><span style="font-weight: 400;">tecnobrega </span></i><span style="font-weight: 400;">internacional, e coloca em evidência o valor do forró enquanto gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. Vittar vai na contramão do óbvio, e enquanto assistimos diversos artistas copiarem sonoridades estadunidenses, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> arrisca com um disco de ritmos nordestinos, por meio de três canções inéditas e regravações de clássicos que cresceu ouvindo no Maranhão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pabllo sabe muito bem que sua singularidade é o que a destaca, além de seu talento como expoente da arte nacional. Seu timbre de voz, seu nome e, principalmente, suas raízes e referências, constituem a forte construção da identidade de sua carreira, que reflete em seu último álbum. A maior prova está além-</span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">: o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">forró de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EER_lDpgniM&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Fun Tonight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn of Chromatica</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Lady Gaga, mostra que Vittar é sim influenciada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> internacional, mas não abandona seu Brasil por nada nesse mundo. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Triste com T, Ultra Som e Zap Zum</span></p>
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<figure id="attachment_26521" aria-describedby="caption-attachment-26521" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26521" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do EP Be Right Back. A imagem mostra Jorja Smith, uma mulher negra e jovem, de cabelos ruivos e longos. Ela é fotografada do busto para cima, mantendo seu olhar direcionado para baixo. Ao fundo, um painel vermelho reflete sua sombra parcialmente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26521" class="wp-caption-text">Em Be Right Back, trabalho lançado para os fãs, o frescor de Jorja Smith provou não ter data de validade (Foto: FAMM)</figcaption></figure>
<p><b>Jorja Smith &#8211; Be Right Back</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É insanidade tentar mensurar, mesmo após tantos </span><a href="https://open.spotify.com/album/3AlSuZnX4ZCab8eoWnnfbm?si=Ys1yQgS8SGmVhPHlA11ZXg"><span style="font-weight: 400;">achados e perdidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, quantos universos Jorja Smith carrega consigo. Nesse sentido, </span><a href="https://genius.com/albums/Jorja-smith/Be-right-back"><i><span style="font-weight: 400;">Be Right Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é sintético: nasce para reiterar o domínio da britânica sobre todos, especialmente os que decide contextualizar com música. Alegorizado pelo hipnotismo de narrativas e sentimentos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> se constrói em cadências refinadas e experimentais de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas quais os vocais de Jorja coordenam da pavimentação ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=duO1U2jngNQ"><span style="font-weight: 400;">clímax</span></a><span style="font-weight: 400;">. O esbanjar de confiança exala já nos instantes iniciais e, perpassando vieses </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z91-sboVVbQ"><span style="font-weight: 400;">melancólicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, delicados e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AH3GR-0JRbM"><span style="font-weight: 400;">nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, sustenta a individualidade do projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E haja individualidade. Em definitivo, a artista prova porque lembra Amy Winehouse e Lauryn Hill sem contradizer suas órbitas próprias. Tangível no coração partido, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kh2Ef3KY6dQ"><span style="font-weight: 400;">imprevisível</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas mudanças, dilacerante na perda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XjOSNdalsc"><span style="font-weight: 400;">complacente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na autoafirmação &#8211; nenhuma caracterização dos desafios cantados é limitante. A bela marca de Smith é saber mergulhar na dualidade emotiva da existência, capturando em suas composições a dedicação que o processo exige. Mas maior do que a busca por ser consumido pela aura do </span><a href="https://twitter.com/officialcharts/status/1394348249478205442?s=20&amp;t=nbHDnGx_rTgqcpIuggwtEA"><span style="font-weight: 400;">sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;">, só o anseio por mais arte como </span><i><span style="font-weight: 400;">Be Right Back</span></i><span style="font-weight: 400;">. Felizmente, sua autora denuncia pelo título que, passado o breve espaço de outras aventuras e conquistas, </span><a href="https://www.complex.com/music/jorja-smith-gone"><span style="font-weight: 400;">estará de volta</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um segundo álbum.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Gone, Digging e Weekend</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26522" aria-describedby="caption-attachment-26522" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26522" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Blue Weekend. A imagem mostra a banda Wolf Alice, composta por Ellie Rowsell, Joff Oddie, Theo Ellis e Joel Amey, acomodada em um ponto de ônibus recheado de tons de rosa, laranja e verde neon. No entanto, a luz azul, igualmente neon, é a única que cobre os corpos dos quatro integrantes. Todos vestem roupas de mangas longas e escuras. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26522" class="wp-caption-text">Aclamado por crítica e público, Blue Weekend coroa o suprassumo criativo de Wolf Alice (Foto: Dirty Hit)</figcaption></figure>
<p><b>Wolf Alice &#8211; Blue Weekend</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pintando céus radiantes ou iluminando as agitações noturnas, o azul é definido pela volatilidade e preenche ambientes em um piscar de olhos &#8211; principalmente no fuzuê dos finais de semana. Desmentindo quem pensa que tal instabilidade não permite direcionamento, Wolf Alice usa as nuances da cor justamente para comandar a efervescência mundana, ora corriqueira, ora filosófica, de </span><a href="https://genius.com/albums/Wolf-alice/Blue-weekend"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Weekend</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Visual e atmosférica, a produção concebe linhas alternativas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NV39h7GHDYs"><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bw-2MNBMvFc"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando por doses vívidas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iEfxTD13eLM"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bhWAx67iGyc"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para dialogar com provocações e experiências tão duradouras e imersivas quanto seus quarenta minutos de formação. E, apesar da aparência calorosa de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-lists/50-best-songs-of-the-nineties-252530/"><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> noventista, o enredo é de maturidade atemporal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Modelando o ar camaleônico do disco à estética tangível que é tirar dores, medos e prazeres para dançar, Wolf Alice se desdobra entre sutileza e agressividade sem desperdiçar ritmo, engrandecendo também o poder versátil da vocalista Ellie Rowsell. Há palco para dissecar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xzH6toY_EPw"><span style="font-weight: 400;">narcisismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma humanidade, submergir na tristeza ouvindo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WoBzpdm_h0c"><i><span style="font-weight: 400;">Love Is A Losing Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, de quebra, fechar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1kqqqZF8cs"><span style="font-weight: 400;">ciclos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com roupagens distintas da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0xjD7KbxgGQ"><span style="font-weight: 400;">mesma alusão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Até a </span><a href="https://open.spotify.com/album/0j75DAUcUgkSLZoeNiAAY1?si=Kg1l6rNoQDGU_FlWiTXRRw"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com gravações ao vivo de cinco faixas do projeto original, mantém a primazia dos arranjos da banda. Devidamente nomeado ao </span><a href="https://www.standard.co.uk/culture/music/mercury-music-prize-2021-nominees-background-music-laura-mvula-arlo-parks-celeste-b947107.html"><i><span style="font-weight: 400;">Mercury Prize </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue Weekend </span></i><span style="font-weight: 400;">faz seu legado encontrando compostura na profundidade e inteligência emocional na jornada de ação.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixa Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Delicious Things e Lipstick On The Glass</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26565" aria-describedby="caption-attachment-26565" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26565" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg" alt="Capa do álbum CALL ME IF YOU GET LOST de Tyler, The Creator. A imagem é uma representação da carteira de identidade de Tyler em um fundo branco. Do lado esquerdo, uma foto de Tyler, um homem negro com um chapéu de pele. Do lado direito, informações pessoais dele (nome e data de nascimento, entre outras). No lado inferior direito, há a assinatura de Tyler. A carteira de identidade tem estrelas nas laterais. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26565" class="wp-caption-text">CALL ME IF YOU GET LOST foi o segundo álbum de Tyler a estrear em primeiro lugar na Billboard (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tyler, The Creator &#8211; CALL ME IF YOU GET LOST</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CALL ME IF YOU GET LOST</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dá sequência à estética abraçada por completo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Flower Boy </span></i><span style="font-weight: 400;">e aprofundada em </span><i><span style="font-weight: 400;">IGOR</span></i><span style="font-weight: 400;">: um lugar entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ulTxGwNxo74"><span style="font-weight: 400;">confundiu os críticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e marcou Tyler, The Creator como um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">popstars</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais interessantes da história recente. </span><i><span style="font-weight: 400;">CALL ME </span></i><span style="font-weight: 400;">é mais </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, da forma ao conteúdo. Começando pela </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">longa, pontuada pelas </span><i><span style="font-weight: 400;">tags </span></i><span style="font-weight: 400;">de DJ Drama (</span><i><span style="font-weight: 400;">“gangsta grillz!”</span></i><span style="font-weight: 400;">) e cheia de </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;">, características que remetem às clássicas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes </span></i><span style="font-weight: 400;">do gênero. As participações certeiras e os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">versáteis tornam a obra uma jornada, acima de tudo, divertida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A extensão dá oportunidade para Tyler mostrar várias facetas, da crítica social aos problemas e prazeres da vida em meio à fama. Ele também produziu todas as 16 músicas, que passeiam pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap old school </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">dancehall </span></i><span style="font-weight: 400;">com facilidade. A julgar pelo ecletismo e pelos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NJea386275c&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">clipes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que marcam essa nova fase, Tyler nunca esteve tão confortável para ser ele mesmo. Isso significa menos da lírica ultra-exagerada dos primeiros álbuns, mas sem perder a irreverência de sempre. Tyler está cada vez mais sólido na posição de </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">com grande apelo popular, seguindo os passos dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5M4miegGpSc"><span style="font-weight: 400;">ídolos</span></a><span style="font-weight: 400;"> André 3000, Missy Elliott e Pharrell Williams. Assistir a essa ascensão é um grande prazer. &#8211; </span><b>Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CORSO, LUMBERJACK e WUSYANAME </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26551" aria-describedby="caption-attachment-26551" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26551 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-800x800.jpg" alt="Capa do disco Cavalcade. A imagem mostra uma colagem com diferentes formas e imagens, quase todas indistinguíveis, formando uma textura visual com predomínio das cores azul, roxo, laranja, e com pinceladas de vermelho e rosa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26551" class="wp-caption-text">O caos visual da capa já deixa um aviso: Cavalcade é intenso! (Foto: Rough Trade Records)</figcaption></figure>
<p><b>black midi &#8211; Cavalcade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma metralhadora, guitarra, bateria e baixo disparam as notas que abrem </span><a href="https://open.spotify.com/album/7AsC27VDa3yOksZrfBSD6D?si=XR6V3B8DRZ-gh8d4yZRXAQ"><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, segundo disco da banda britânica black midi. Em seguida, entram saxofones distorcidos, violinos estridentes e a voz desnorteada de Cameron Picton, disparando os versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GT0nSp8lUws"><i><span style="font-weight: 400;">John L</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que não abre o disco com o pé na porta, mas como um trator derrubando a parede inteira. Para quem sobreviver à hipnose desse pesadelo frenético e ficar sedento por mais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade </span></i><span style="font-weight: 400;">faz jus à intensidade de sua faixa de abertura, e ainda parte, por vezes, para caminhos mais serenos surpreendentes, mostrando um amadurecimento na sonoridade da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, o grupo, que é um nome de destaque dentre </span><a href="https://www.npr.org/2021/05/06/993931617/new-wave-post-punk-brexit-squid-dry-cleaning-black-country-new-road"><span style="font-weight: 400;">as bandas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que vêm renovando a experimentação no </span><i><span style="font-weight: 400;">rock, </span></i><span style="font-weight: 400;">como Squid e Black Country, New Road, lançou um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TMssLuZOrE0&amp;list=PLYvaMHsn38RfUDjVDdPb7OJdOHmaYkKgA"><span style="font-weight: 400;">versões ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> das canções, saiu em turnê, e os fãs já especulam informações sobre o futuro terceiro álbum. As expectativas altas não existem à toa, afinal </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade </span></i><span style="font-weight: 400;">foi um dos melhores discos de 2021 ao conseguir dar uma carga emocional densa a um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">experimental de precisão matemática que poderia facilmente ter se tornado excessivamente cerebral e distante. E que carga: </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece uma porrada, e ainda dá de brinde um curativo. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">John L, Slow e Ascending Fourth</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26479" aria-describedby="caption-attachment-26479" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do CD “Chegamos Sozinhos em Casa”, da banda Tuyo. Fotografia quadrada e colorida. Nela, vemos três pessoas em frente a um grande rancho, com telhados marrom e pintura branca. O céu é limpo e azul, e eles se apresentam em pé, num gramado verde-escuro. Os três olham para a câmera, com um semblante sério. Primeiro, à esquerda, está Jean. Um homem negro, de barba cheia, com cabelos crespos da cor preta, raspados nas laterais e com um grande volume no topo, que se divide em dois. Ele veste um sobretudo azul escuro, uma camiseta branca, uma calça azul-escuro e tênis brancos. Ao seu lado, no centro, está Lay. Uma mulher negra, de cabelos crespos raspados e tingidos em loiro. Ela veste uma espécie de quimono azul-escuro, com grandes ombreiras nos braços, e com uma saia que se estende apenas até as coxas. Além disso, ela também veste meias de cano longo brancas e tênis brancos. Por fim, ao lado direito, está Lio. Uma mulher negra, de cabelos crespos volumosos da cor preta. Ela veste um grande vestido azul-escuro de mangas longas, que se estende até seus pés, e que se divide no meio em botões fechados. Nos pés, ela também usa tênis brancos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26479" class="wp-caption-text">Nossa melhor amiga em 2021, a banda Tuyo já antecipava essa postura de acolhimento em Sem Mentir: “Não precisa se assustar/Eu caminho com você/Nesse inferno permanente&#8221; (Foto: Tuyo)</figcaption></figure>
<p><b>Tuyo &#8211; Chegamos Sozinhos em Casa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tuyo nos acompanhou por todo o árduo ano de 2021 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/chegamos-sozinhos-em-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Do </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Volume 1</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Volume 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em maio e julho, a série documental </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CG4eTP7l6T0&amp;list=PLR4rrOEEvQHtvdw9twbR40GDkFm4t0mZt"><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de setembro à novembro, e agora as </span><a href="https://open.spotify.com/album/1Ik6uKshcmjKfiHF4xhHCh?si=8-zntDY1QpSUvomaKZWeEQ"><i><span style="font-weight: 400;">live sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do disco sendo progressivamente </span><a href="https://open.spotify.com/album/7tsqDAZfHq81EE3i81EOXG?si=9WC8s5CdRQGKYoRSjLorwg"><span style="font-weight: 400;">disponibilizadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">de Música. É verdade que o projeto de maior projeção da carreira da banda retrata, tematicamente, conflitos terminantemente individuais. Porém, há um fator importante nessa questão. Apesar da ênfase no </span><i><span style="font-weight: 400;">Sozinhos</span></i><span style="font-weight: 400;">, Tuyo faz questão de nomear seu álbum na 1ª pessoa do plural: nós </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sendo assim, Lio, Lay e Machado se voluntariam a segurar nossa mão e nos guiar por esse tortuoso processo que é olhar para dentro, ao passo que também sugere que, ao fim dele, o encontro é sempre com outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, acredite, o destino os levou para bem longe. Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Music Video Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Prêmio Multishow</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o fatídico </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-latino/"><i><span style="font-weight: 400;">Latin Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Tuyo fez longa viagem pela temporada de premiações em 2021. E, mesmo que não tenha sido contemplada – </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/11/4964160-grammy-latino-anavitoria-ganha-melhor-album-pop-em-portugues-pelo-disco-i-cor-i.html"><span style="font-weight: 400;">injustamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> – em nenhum dos eventos citados, a banda foi reconhecida e glorificada tanto por crítica quanto por público, e, de qualquer forma, alcançaram espaços que nunca poderiam ser acessados anos atrás. É uma conquista por si só, e que deve ser celebrada. No fim, imputar qualquer tipo de adjetivo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria, fatalmente, reduzir sua riqueza e potência enquanto obra. A cada reprodução do disco, ele ganha novas camadas e sentidos, em níveis que seria impossível descrevê-las satisfatoriamente. A fonte da Tuyo está longe de secar, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> só comprova o quanto o trio ainda tem muito a dizer. Enfim, estaremos sempre aqui para ouvir. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Sem Mentir, Turvo e Chegamos Sozinhos em Casa</span></p>
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<figure id="attachment_26534" aria-describedby="caption-attachment-26534" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26534 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Collapsed in Sunbeams, de Arlo Parks. A imagem é composta por uma fotografia de uma mulher sentada numa cadeira vermelha. Ela é jovem e negra. Ela está com o pé esquerdo estendido sobre uma outra cadeira vermelha, essa tombada no chão de madeira. O fungo é bege, quase branco. Ela é ruiva, de cabelos curtos, e veste camisa estampada, calças curtas e tênis pretos. No canto superior direito, está escrito o nome da artista em fonte simples e em caixa alta em tom de preto. No canto inferior esquerdo, em branco, está a lista de músicas do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26534" class="wp-caption-text">Apreciada por Billie Eilish, Lily Allen e Phoebe Bridgers, Arlo Parks sai de um belo 2021 indicada ao Grammy e vislumbrando uma nova era (Foto: Transgressive Records)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Arlo Parks &#8211; Collapsed in Sunbeams</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em janeiro de 2021, Arlo Parks já abençoava o âmbito musical do ano com </span><a href="https://open.spotify.com/album/42joEEymK7EIHODfNB4yug?si=gXxO37GCTIChQ_ns8qLECg"><i><span style="font-weight: 400;">Collapsed in Sunbeams</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como estreia da cantora, produtora, compositora e poetisa britânica, o disco se valoriza no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wdYEZGchdiA"><span style="font-weight: 400;">frescor do </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na riqueza de suas composições e na contemporaneidade de seus temas, que são a identidade constante de cada uma das 12 canções. Entre elas, a novata do sul de Londres canta suas melodias traumaticamente solares sobre amor, vida e amizade no contexto urgentemente realista, ansioso e depressivo do jovem adulto no século 21 &#8211; premissa que é intensificada pela versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco, que complementa a </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> com 8 canções </span><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se engana quem pensa que tal identidade artística não encontra mais espaço na Música, principalmente com a ascensão de jovens revestidos de coragem e honestidade para encarar a própria geração, e especialmente sob o olhar de Arlo Parks. A artista encontra as contradições de quem representa e os transfere para uma musicalidade poética e perfeitamente adorável, que não se perde em meio às influências palpáveis do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/bedroom-pop-tomar-o-controle-sem-sair-de-casa/"><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nada é à toa: ela está dentre os indicados a Melhor Artista Revelação e Melhor Álbum de Música Alternativa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021 </span><a href="https://genius.com/Arlo-parks-collapsed-in-sunbeams-annotated"><i><span style="font-weight: 400;">desabando em raios de Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Too Good, Black Dog e Bluish</span></p>
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<figure id="attachment_26559" aria-describedby="caption-attachment-26559" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26559" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum COR. Na imagem, em frente a um fundo amarelo claro, vemos, à esquerda, Vitória Falcão, e, à direita, Ana Caetano. Elas vestem o mesmo  suéter amarelo, azul e branco, cada uma ocupando um dos braços desse, dão as mãos e olham para lados contrários. Ambas são mulheres brancas, aparentando cerca de 25 anos, de cabelos castanhos claros presos em um coque, e usando um batom rosado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26559" class="wp-caption-text">No Grammy Latino 2021, a dupla ANAVITÓRIA venceu Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Português, com COR, e Melhor Canção em Língua Portuguesa, com Lisboa, faixa com participação de Lenine (Foto: Anavitória Artes)</figcaption></figure>
<p><b>ANAVITÓRIA &#8211; COR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 começou com o pé direito com </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA. O projeto foi lançado de surpresa logo no primeiro dia do ano passado, dando um pontapé leve e positivo nos 365 dias do ano. Isso porque, cinco anos depois do primeiro lançamento da dupla, a evolução musical é clara, mas a calmaria e o lirismo continuam sendo marca registrada de Ana Caetano e Vitória Falcão. Estreando o selo musical próprio, o Anavitória Artes, elas aproveitaram a liberdade para testarem elementos e instrumentos novos, que foram inseridos discretamente nas 14 canções produzidas por Caetano e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1tFspHynczY"><span style="font-weight: 400;">Tó Brandileone</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mostram a vontade de experimentação, sem jogar fora a identidade pela qual são conhecidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições, como sempre, são o ponto alto dos trabalhos de ANAVITÓRIA. Já era perceptível a evolução de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Tempo É Agora</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbum anterior, em relação à estreia da dupla, </span><i><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/43Q8jiKg8whuFnVCwA1xOC?si=-RxeX2QNRfmpnH5OM4XUQw"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as duas avançam nas metáforas presentes nas letras, que tangem elementos da natureza e do cotidiano para se referirem ao amor, à conexão e ao sexo, e na profundidade dos sentimentos trabalhados. Os temas permanecem os mesmos &#8211; em sua maioria, relacionamentos, no geral -, mas o lirismo de Ana Caetano assume uma maturidade ainda mais notável ao enxergar mais de um lado da situação, em um só álbum. Não há só coração partido, nem só a euforia de uma relação em seu ápice. A participação de Rita Lee, recitando versos na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GtvS897PiyQ"><i><span style="font-weight: 400;">Amarelo, azul e branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, prova, de novo, a habilidade da dupla de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HcaVKJe5dAs"><span style="font-weight: 400;">articular</span></a><span style="font-weight: 400;"> seus pensamentos e sentimentos, em canções que não poderiam ser de ninguém, além das duas. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cigarra, Abril e Te procuro</span></p>
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<figure id="attachment_26540" aria-describedby="caption-attachment-26540" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dai a Cesar O Que É de Cesar. Na imagem o rapper Cesar está de costas lapidando uma estátua na favela. No canto esquerdo há o rosto da estátua que é uma mistura da figura de Júlio César e o próprio Cesar Mc, em tons marrons claros. O cantor está no centro da imagem, em cima de uma laje e com uma escada por perto. Ele é um homem negro de cabelo castanho black power alto, veste bermuda preta e uma camiseta branca pendurada no ombro, está descalço e segura objetos de entalhe enquanto uma mão está próxima da estátua e a outra para trás se preparando para bater o entalhe. O fundo é de tons acinzentados que mostram um céu de nuvens e um pedaço da favela no canto direito. No canto direito superior há uma espécie de ticket dourado com a logo de Cesar Mc." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26540" class="wp-caption-text">Cesar MC usa 7 músicas para contar uma versão de si em cada, numa clara alusão aos dias que Deus levou para criar a Terra (Foto: Pineapple Storm TV)</figcaption></figure>
<p><b>Cesar MC &#8211; Dai a Cesar o Que É de Cesar</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oZAgfOAjMqY&amp;list=OLAK5uy_nqaZBP-ZCwKhhnOltCuhMKo7sL2bIe6ek&amp;index=3"><i><span style="font-weight: 400;">“Disseram que era só mais um n*guin”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas era, na realidade, um dos principais </span><i><span style="font-weight: 400;">MCs</span></i><span style="font-weight: 400;"> do</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro, aquele que não consegue fazer </span><i><span style="font-weight: 400;">love song</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum de estreia de Cesar MC foi um estrondo, abençoado com a participação de Djonga e Emicida, os maiores do cenário, para coroar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KOitOQfribA&amp;list=OLAK5uy_nqaZBP-ZCwKhhnOltCuhMKo7sL2bIe6ek"><i><span style="font-weight: 400;">Dai a Cesar o Que É de Cesar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como um dos melhores de 2021. Foi o momento certo para os seus primeiros passos na construção artística, e mesmo só no começo, sua obra esbanja identidade e variações geniais do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cesar já mostrou a maestria em rimar com exatidão sobre o mundo </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/ra-musica-e--primeiro--vivida--depois-escritar"><span style="font-weight: 400;">conforme sua percepção</span></a><span style="font-weight: 400;">. O maior mérito de seu disco </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o coloca entre os principais no ano, é a forma sincera, de linguagem simples, em dar luz à sua relação como preto pobre e a própria fé, demonstrada em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AvIGOPxBM7Y"><i><span style="font-weight: 400;">Navega</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cheio de referências, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dai a Cesar o Que É de Cesar </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra as pequenas coisas que o fizeram nascer na batalha e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hhV_X_aHEGs"><span style="font-weight: 400;">chegar até ali</span></a><span style="font-weight: 400;">: o </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;">, a dureza e a dor da luta preta, o gosto por colocar seus pensamentos na folhinha, e marcar sua presença com um álbum inesquecível. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neguin, Antes Que a Bala Perdida Me Ache e Navega</span></p>
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<figure id="attachment_26576" aria-describedby="caption-attachment-26576" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26576 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 'Dancing With The Devil... The Art of Starting Over', de Demi Lovato. Nela, Demi Lovato está com as mãos em sua cintura, e ela usa um vestido kimono vermelho. A imagem é holográfica, e o corpo de Demi se repete três vezes sobre a o fundo verde. Seus cabelos são longos, na altura de sua costela, e sob suas madeixas existem pequenas borboletas de acessório." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26576" class="wp-caption-text"><a href="https://pbs.twimg.com/media/DwzV83UWwAAlMqj.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Que depressão o que more ela já superou isso</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (Foto: Island Records)</span></i></figcaption></figure>
<p><b>Demi Lovato &#8211; Dancing With The Devil&#8230;The Art Of Starting Over</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta porrada, depois de tanta cacetada, Demi Lovato finalmente encontrou um pouco de paz. Mesmo que seja vendendo vibradores e tentando se comunicar com ETs, o que importa é que elu </span><i><span style="font-weight: 400;">dançou com o Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas se libertou e foi capaz de </span><i><span style="font-weight: 400;">começar de novo</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">arte</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing With The Devil&#8230;The Art Of Starting Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado durante a exibição da série documental </span><a href="https://personaunesp.com.br/demi-lovato-dancing-with-the-devil/"><i><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato: Dancing with the Devil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é extremamente pessoal na mesma medida que foi pensado para ser uma coletânea de suculentas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, e funciona de forma exemplar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há espaço para tudo, do melhor jeito Demi Lovato genuíno de ser, mesmo que beirando o cafona aqui e ali. Seja na gritação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i><span style="font-weight: 400;">, na nada sutil </span><i><span style="font-weight: 400;">The Kind of Lover I Am</span></i><span style="font-weight: 400;">, na participação de Ariana Grande e até mesmo num cover ótimo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2rlCouMD9lE&amp;ab_channel=DemiLovatoVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Mad World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que poderia ter tudo para dar errado nas mãos de outra pessoa, mas se encaixa perfeitamente na proposta do disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">DWTDTAOSO </span></i><span style="font-weight: 400;">não quer reinventar a roda ou ser experimental, e sim retornar a sonoridades do início da carreira de Demi para um renascimento e reencontro com seu eu interior. As polêmicas talvez atrapalhem a percepção das pessoas para com Lovato, mas no fim do dia, um bom trabalho ainda é um bom trabalho. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> The Way You Don’t Look at Me, Melon Cake e Carefully</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26535" aria-describedby="caption-attachment-26535" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-800x800.png" alt="Capa do álbum Dawn, de Yebba. A imagem mostra uma fotografia de um homem segurando uma bebê no colo na frente de uma parede verde escura. O homem é branco, tem um bigode escuro e usa um terno preto. Ele aparece apenas com o lado esquerdo do corpo, de frente, ocupando o lado esquerdo em direção ao centro da imagem. O homem segura em seus braços uma bebê, também branca, que usa um vestido rosa claro e um lacinho no cabelo. A bebê segura as mãos juntas e olha para o lado esquerdo, fora da imagem, e está centralizada. Ao redor da fotografia, existe uma moldura de foto analógica, e no canto inferior direito, na vertical, está escrito o nome do álbum e o nome da artista em caixa alta e em tons de amarelo e branco, respectivamente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26535" class="wp-caption-text">Abbey Smith é um prodígio declarado há pelo menos cinco anos, criando seu nome na Música ao aparecer junto das assinaturas de artistas como PJ Morton, Mark Ronson, Sam Smith, Drake e Ed Sheeran (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Yebba &#8211; Dawn</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil acreditar que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aBMGvHHkr9Y"><span style="font-weight: 400;">Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> está apenas em seu primeiro disco. A experiência da artista, que já levou até a vencer um </span><a href="https://www.grammy.com/artists/yebba/243615"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019 na mesma categoria em que concorre em 2021, coloca sua estreia oficial em um outro nível dentre os lançamentos do ano. É que </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn</span></i><span style="font-weight: 400;"> engloba todas as suas </span><a href="https://www.stereogum.com/2159993/yebba-dawn-review/columns/the-week-in-pop/"><span style="font-weight: 400;">experiências</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas andanças pela indústria nos últimos anos em combinação às suas vivências pessoais nada levianas, muito bem referenciado pelas produções contemporâneas do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, e muito bem trabalhado por suas profundas composições. Segue a história: aos 26 anos, a artista que aprendeu a cantar numa igreja pastoreada pelo pai processa o fato de ter vivenciado o início de sua carreira ao mesmo tempo em que viveu o suicídio da mãe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o título, a memória materna é homenageada e uma metáfora é criada, transformando </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma experiência que, ao contrário do que pode parecer, não faz do disco algo mais ou menos digerível. Entre momentos de luz e escuridão, a artista se expressa nas referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> que criam a diversão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eUxX3qnOUUY"><i><span style="font-weight: 400;">Boomerang</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até o toque de </span><i><span style="font-weight: 400;">gospel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que aparece em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FU2g5gT3myA"><i><span style="font-weight: 400;">Distance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terminando nos gracejos dos anos 70 de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stand</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reverberam em </span><i><span style="font-weight: 400;">Far Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, colaboração com A$AP Rocky, um dos melhores destaques do disco e uma das melhores músicas de 2021. As 12 canções de maestria nada pretensiosa só deixam um apelo: que cada segundo sob </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yxctStE6DXg"><i><span style="font-weight: 400;">o amanhecer</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja apreciado em sua totalidade. &#8211;</span><b> Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">All I Ever Wanted, Far Away e October Sky</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26553" aria-describedby="caption-attachment-26553" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26553" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do álbum De Primeira, de Marina Sena. A imagem é composta por uma fotografia de corpo inteiro de Marina em cima de um pódio, sob um fundo vermelho. A artista está de pé e levemente inclinada para o lado esquerdo da imagem, para onde também olha. Marina é uma mulher negra de pele clara e tem cabelos pretos ondulados penteados para o lado direito, deixando o ombro esquerdo à mostra. A artista veste uma faixa grossa tipo de Miss, onde está escrito ‘De Primeira’, uma calcinha preta de cintura alta e um sapato scarpin verde médio de cetim. Ao redor do pódio onde Marina está, existem luzes amarelas redondas, cercando o quadrado. Na lateral esquerda da imagem, está escrito ‘Marina’ dentro de um retângulo preto em fonte branca e caixa alta. Na mesma estilização, no lado direito, está escrito ‘Sena’. A capa do álbum possui ainda alguns selos. O primeiro está no canto superior direito, e é um retângulo pequeno azul, onde está escrito ‘de primeira’ numa fonte de máquina de escrever em preto. O segundo está no canto inferior esquerdo, e é um retângulo pequeno amarelo, que traz a divisão da tracklist do disco em lado A e lado B." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26553" class="wp-caption-text">Marina Sena integrava o grupo Rosa Neon (Foto: Marina Sena e Iuri Rio Branco)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Sena &#8211; De Primeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada que não seja </span><a href="https://culturadoria.com.br/marina-sena-de-primeira/"><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no disco de estreia de Marina Sena. Classe, categoria, sonoridade, conceito e efervescência, tudo é primoroso na produção que contou com a parceria de Iuri Rio Branco. A pluralidade de ritmos se entrelaça numa linha psicodélica envolvente que transparece os sentimentos e a bagagem cultural da artista, se tornando a melhor revelação do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sua estética pessoal incorporando o melhor de Marisa Monte e a sensualidade de Gal Costa nos anos 80, Marina Sena traz uma performance indiscutível. Munida de sua voz única, a cantora se mostra segura em toda sua audácia. </span><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um disco libertador, universal e irresistível, que já aparecia na lista de melhores mesmo antes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UIMddo8qzCY"><i><span style="font-weight: 400;">Por Supuesto</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">hitar</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não há como ficar imune às chamas que aumentam em cada canção. O calor do clima brasileiro faz a gente pedir por mais! </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Temporal, Tamborim e Amiúde</span></p>
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<figure id="attachment_26566" aria-describedby="caption-attachment-26566" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26566" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Delta Estácio Blues de Juçara Marçal. Uma mulher negra posiciona as duas mãos de forma que só um dos olhos, a boca e uma das orelhas fiquem visíveis. Ela tem cabelo trançado e usa um brinco prata na orelha visível. Os dois ombros e parte dos braços completam a capa, que tem fundo azul claro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26566" class="wp-caption-text">O aguardado segundo álbum solo de Juçara Marçal contou com apoio de edital da Casa Natura Musical (Foto: QTV)</figcaption></figure>
<p><strong>Juçara Marçal &#8211; Delta Estácio Blues</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o lançamento no fim de 2021 e o início desse ano, Juçara Marçal tem colhido os frutos de um álbum (e de uma carreira) irrepreensível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi agraciado com o prêmio de Melhor Disco do Ano pela </span><a href="https://novabrasilfm.com.br/2022/02/03/divulgados-os-premiados-de-2021-pela-apca-associacao-paulista-de-criticos-de-arte/"><span style="font-weight: 400;">Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA)</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-jucara-marcal-vencedora-de-2-categorias-superjuri-premio-multishow/"><span style="font-weight: 400;">Prêmio</span><i><span style="font-weight: 400;"> Multishow</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">também considerou o segundo trabalho </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">da cantora o melhor lançado em 2021 e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zhgmtLuEJq0"><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a melhor canção. São validações importantes para expandir ainda mais o reconhecimento do trabalho de Juçara, cuja obra é das mais versáteis e impactantes da música brasileira atual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela e o parceiro de longa data </span><a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/"><span style="font-weight: 400;">Kiko Dinucci</span></a><span style="font-weight: 400;"> mergulham nas batidas eletrônicas para conceber uma obra </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/"><span style="font-weight: 400;">radicalmente acolhedora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Versos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">sintetizados dividem espaço com cantos afro-brasileiros e referências do samba. O resultado é um disco que se revela mais rico a cada escuta. Juçara segue na proposta de &#8220;desconstrução&#8221; da canção, agora se valendo de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> (&#8220;cacos&#8221;, como ela mesmo chama) para dar forma a faixas que borram as fronteiras entre música eletrônica experimental e MPB.  &#8211; </span><b>Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Vi de Relance a Coroa e Crash</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26516" aria-describedby="caption-attachment-26516" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Different Kinds of Light, da cantora Jade Bird. A cantora, de pé na frente de um círculo que bloqueia a luz amarela vindo de trás, criando um cone de sombra aos seus pés. Bird é branca e possui cabelos loiros. Ela usa um vestido branco e de mangas longas, e suas palmas estão viradas para frente. Um risco de luz diagonal vai da sua mão direita até seu rosto e atinge o círculo atrás dela. Na sua frente, seu nome e o nome do álbum são projetados sobre si e sobre o círculo: “Jade Bird” e “Different Kinds of Light”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26516" class="wp-caption-text">Jade Bird produz luz através de sua voz em seu novo projeto (Foto: Glassnote Music LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Jade Bird &#8211; Different Kinds of Light</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora britânica Jade Bird volta mais madura e preparada em seu segundo álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/33h7fEWP9jsMrn9OR5yZrJ?si=GQXIRVWxSva5JxX0GOs2ZQ"><i><span style="font-weight: 400;">Different Kinds of Light</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com uma voz talvez menos feroz, mas ainda bela e sensível. Com apenas 23 anos, a cantora e compositora exerce um controle surpreendente sobre seu próprio talento, capaz de transitar entre tons e gêneros diversas vezes durante as 15 faixas do disco, que peca apenas no excesso, nunca na falta. De fato, apenas o canto melódico de Bird acompanhado de seu violão característico às vezes parece simplesmente grande demais para ser contido, dada a natureza expansiva de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também transita muito bem entre continentes, abraçando os ritmos do Sul americano e aperfeiçoando suas cordas vocais e sintéticas durante a jornada, e criando um estilo inteiramente seu conforme o tempo passa. </span><i><span style="font-weight: 400;">Different Kinds of Light </span></i><span style="font-weight: 400;">parece não como uma evolução linear, e sim como uma adição eclética à carreira de sua artista, que audaciosamente configura os sons do disco anterior junto com um novo repertório de </span><a href="https://www.nme.com/reviews/album/jade-bird-different-kinds-of-light-review-3014856"><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo</span></a> <span style="font-weight: 400;">para novamente dar vida aos sons de sua vida.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Trick Mirror, Now is the Time e Candidate</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26465" aria-describedby="caption-attachment-26465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-800x800.jpg" alt="Capa do EP Diretoria de Tasha e Tracie. Com filtro granulado, e em preto e branco, a imagem mostra as irmãs usando tops e adornos carnavalescos, com pedrarias, brilhos e penas. Da direita para a esquerda, Tracie aparece com uma blusa preta sobre os ombros. Há no canto superior esquerdo da imagem, um selo com faixas que também lembra um elemento próprio de Escolas de Samba, contendo o nome da dupla e o título do álbum e trazendo centralizado um ícone vetor de uma adaga sendo cravada por duas mãos pretas em uma mão branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26465" class="wp-caption-text">O segundo trabalho de estúdio das gêmeas Tasha &amp; Tracie é considerado um dos melhores e mais expressivos EPs da nova geração do rap brasileiro e foi eleito um dos 50 melhores álbuns de 2021 pela APCA (Foto: Steff Lima/Ceia ENT.)</figcaption></figure>
<p><b>Tasha &amp; Tracie &#8211; Diretoria</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com qualidade inquestionável, a lírica agressiva das gêmeas Tasha &amp; Tracie dão o tom do seu segundo trabalho de estúdio, o EP </span><i><span style="font-weight: 400;">Diretoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançado em agosto de 2021, o disco que mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem deixar o </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;"> de lado, traz fortes referências à clássicos do</span><i><span style="font-weight: 400;"> funk </span></i><span style="font-weight: 400;">consciente e também do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> proibidão, e mostra que são elas quem estão </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-tasha-tracie-irmas-gemeas-revelacao-rap-nacional/"><span style="font-weight: 400;">por cima</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente quando se fala da liberdade sexual e empoderamento da mulher preta independente e de favela. Tudo isso de maneira explícita, sem meias palavras &#8211; o que, claro, </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/09/29/tasha-e-tracie.htm"><span style="font-weight: 400;">incomodou muita gente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Provando porque desafiam</span><i><span style="font-weight: 400;"> o seu ego quando são elas que comandam, </span></i><span style="font-weight: 400;">como cantam em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarrou </span></i><span style="font-weight: 400;">e justificando as suas mais de 1 milhão de </span><span style="font-weight: 400;">visualizações</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das críticas, o álbum das multiartistas, que recentemente vêm recusando qualquer outra denominação que não </span><a href="https://www.instagram.com/p/CaAzF3SvR80/"><span style="font-weight: 400;">“ativistas periféricas”</span></a><span style="font-weight: 400;">,  foi considerado um dos melhores do ano e da nova geração do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no país, aparecendo na lista dos 50 melhores de 2021 da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), e que, além de figurar no </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2021/12/06/2724_conheca-os-vencedores-do-premio-nacional-rap-tv-2021.html"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nacional Rap TV</span></a><span style="font-weight: 400;">, também levou o título de melhor EP do ano passado, assim como as autoras, vencedoras na categoria Melhor MC Feminino.  </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Amarrou, Lui Lui e Diretoria</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26528" aria-describedby="caption-attachment-26528" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26528" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Doce 22 da brasileira Luísa Sonza. Na imagem, a cantora branca de cabelo e olhos claros se apoia no chão com os joelhos e os cotovelos. Ela olha diretamente para a câmera enquanto une as suas mãos que tampam metade da sua cara. Em um fundo escuro, Sonza veste roupas íntimas nas cores rosa e preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26528" class="wp-caption-text">Luísa Sonza trouxe a genialidade das divas internacionais dos anos 2000 para o pop nacional (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Luísa Sonza &#8211; DOCE 22</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MC66-bI2f8I"><i><span style="font-weight: 400;">Cê acha que eu tô brincando?/Acho que eu sou a mulher do ano!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. No cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro de 2021 ninguém deu tanto o que falar quanto Luísa Sonza. Ao tentar se recuperar de um fim de relacionamento controverso que atraiu uma avalanche de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/20/luisa-sonza-desabafa-sobre-haters-querem-matar-mais-um.htm"><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a sua carreira, Sonza presenteou o mundo com </span><a href="https://open.spotify.com/album/1bR2SlwIKwvCZBFhDfYr6x"><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o seu segundo álbum de estúdio que soou por todos os cantos do país. A intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CbX8PLBaa-o"><i><span style="font-weight: 400;">penhasco.</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostrou toda a sua capacidade artística ao reformular a identidade visual: o cabelo platinado, o </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/maquiagem-de-luisa-sonza-saiba-fazer-delineado-da-cantora_a322782/1"><span style="font-weight: 400;">delineado marcado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> da grife </span><i><span style="font-weight: 400;">Mugler </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornaram símbolo da era. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado com três faixas indisponíveis, a divulgação contou com a astúcia de liberá-las como </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma esporádica. Se os fãs tiveram que esperar para escutar as parcerias com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1zEnA9qpyF0"><span style="font-weight: 400;">Jão</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iLTR0UyG2Yo"><span style="font-weight: 400;">Mariah Angeliq</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CJdhWgebwqA"><span style="font-weight: 400;">Ludmilla</span></a><span style="font-weight: 400;">, eles posteriormente puderam se deleitar com os videoclipes impecavelmente produzidos. Alcançando feitos inéditos na carreira, </span><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22 </span></i><span style="font-weight: 400;">conquistou o título de álbum nacional mais reproduzido no </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2021/12/doce-22-de-luisa-sonza-e-o-album-nacional-mais-ouvido-do-ano-em-streaming.html"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2021. </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5js-3DnNvFw"><span style="font-weight: 400;">Puta, vagabunda, interesseira</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> ou qualquer outro adjetivo que atribuam a ela, uma coisa é fato: Luísa Sonza foi a mulher do ano do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">2000 s2, ANACONDA *o* ~~~ e MULHER DO ANO XD</span></p>
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<figure id="attachment_26504" aria-describedby="caption-attachment-26504" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26504" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dolores Dala Guardião do Alívio, de Rico Dalasam. Fotografia quadrada com um céu azul ao fundo. Na imagem, ao centro, Rico Dalasam, um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem dourada com detalhes em azul. Vestindo um sobretudo branco semitransparente de gola dourada com detalhes em azul, ele ergue os braços esticados para os lados, com as palmas das mãos viradas para frente, enquanto está em cima de um carro pelo teto solar, em movimento. Na parte superior há três símbolos minimalistas em branco: uma lua minguante, uma rosa e uma lua cheia, respectivamente, intercalados por quatro símbolos de espadas, dois com corações na ponta à esquerda, e dois com gotas na ponta à direita. Na parte inferior, centralizado, pode-se ler a sigla “DDGA”, escrita na vertical." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26504" class="wp-caption-text">“Que saibam da gente pelos nossos sonhos e não pelos nossos traumas!” (Foto: Rico Dalasam)</figcaption></figure>
<p><b>Rico Dalasam &#8211; Dolores Dala Guardião do Alívio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de outros projetos mais explosivos de Rico Dalasam, como </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/rico-dalasam-balanga-raba-ep/"><i><span style="font-weight: 400;">Balanga Raba</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – pensado especificamente para as pistas de dança –, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem um menor escopo. E sem problemas, a narrativa central do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> pede por isso. Porém, após voltar a circular com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsDNQvTvVpk"><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no fim de 2021, Rico presenciou plateias frenéticas e empolgadas projetarem um entusiasmo desproporcional às músicas, gritando os versos íntimos e confidentes do disco, de </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-expresso-sudamericah-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Expresso Sudamericah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a</span> <a href="https://genius.com/Rico-dalasam-braille-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Braille</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tal qual os hinos mais enérgicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, depois de acumular tantas energias e aflições em quase dois anos de confinamento, a reação não poderia ser outra. Mas, ainda assim, talvez isso não seja tão contraditório quanto se imaginaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">DDGA</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rico Dalasam aborda suas </span><a href="https://www.instagram.com/p/CAoVnwOhhb9/"><span style="font-weight: 400;">vivências pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto um </span><i><span style="font-weight: 400;">“corpo preto sul-americano”</span></i><span style="font-weight: 400;">, através de suas experiências em um relacionamento interracial, e todos os traumas que lhe provocaram. Dito isso, apesar de um relato individualizado, irrevogavelmente ele evoca uma extensa e complexa tradição colonial em nosso país, que também afeta outros diversos tipos de corpos – corpos aos quais Rico se comunica. A euforia presente nos retratos do álbum surge, portanto, de uma demanda impreterível – nossa e do artista – por expressar incontáveis dores reprimidas, e que encontra, ali, um canal para manifestação. Entretanto, indo além de reproduzir as violências, cada canção nos guia gentilmente por um processo coletivo de cura. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a utopia de Rico Dalasam, onde ele reconstrói o mundo ao seu redor para, assim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j44FqC81UpA"><span style="font-weight: 400;">reconstruir a si mesmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. E é aí que está a potência de </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/entrevista-zygmunt-bauman/"><span style="font-weight: 400;">nossas utopias</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pois somente imaginando o futuro é que podemos concretizá-lo. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Última Vez, Braille e Supstah</span></p>
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<figure id="attachment_26526" aria-describedby="caption-attachment-26526" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26526 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Don’t Fight The Feeling do grupo sul-coreano EXO. A imagem ilustra um radar em tons verdes. Quanto às formas, há um fundo quadriculado que é sobreposto por diversos círculos responsáveis por caracterizar o radar." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26526" class="wp-caption-text">O lançamento energético de Don’t Fight The Feeling contagiou quem esperou por tanto tempo o retorno do grupo (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">EXO &#8211; DON’T FIGHT THE FEELING</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prestes a celebrar dois anos desde o último lançamento, EXO voltou com uma missão: animar os fãs ansiosos por um projeto em grupo. Direto de uma base militar intergalática, a faixa-título </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2IkoKhr6Tss"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t fight the feeling</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">carregou a estética visual da nova era com maestria. Apesar da falta dos integrantes Suho e Chen que precisavam cumprir o regime militar obrigatório, a presença do membro chinês </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pEjTB8l7DME"><span style="font-weight: 400;">Lay</span></a><span style="font-weight: 400;"> através de um </span><i><span style="font-weight: 400;">chroma key</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajudou Xiumin, Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai e Sehun a sustentarem a imagem do EXO como um conjunto que se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9jLMVuQKd0g"><span style="font-weight: 400;">completa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma perfeita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi através de um minijogo </span><i><span style="font-weight: 400;">online </span></i><span style="font-weight: 400;">chamado </span><a href="https://exocdn.exoship-saga.com/"><i><span style="font-weight: 400;">EXO-SHIP-SAGA</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que os </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram liberados e o público pôde começar a teorizar conspirações sobre o conceito do álbum. Para a felicidade maior dos fãs, o programa de variedades </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B92hGHhncSU"><i><span style="font-weight: 400;">EXO Arcade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou a sua segunda temporada e serviu como uma divulgação especial. As 5 faixas do sétimo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">do grupo sul-coreano foram suficientes para estremecer o cenário da música </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://open.spotify.com/album/7Jw48lPmYuYftfQv5LmAzI"><i><span style="font-weight: 400;">DON’T FIGHT THE FEELING</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">garantiu uma das melhores recepções da carreira do EXO e, por isso, vendeu 1 milhão de cópias somente na primeira semana. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Don’t fight the feeling, Paradise e Runaway</span></p>
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<figure id="attachment_26570" aria-describedby="caption-attachment-26570" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Donda. Um quadrado preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26570" class="wp-caption-text">Mais uma vez, Ye fez do rebuliço sua principal arma de divulgação (Foto: UMG Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Kanye West &#8211; Donda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Controvérsias envolvendo uma patética candidatura à presidência, o litígio conturbado com Kim, a errada decisão de rechear a obra com </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kanye-west-causa-polemica-ao-trazer-marilyn-manson-e-dababy-para-donda-entenda/"><span style="font-weight: 400;">laranjas podres</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua questão com a bipolaridade e os ataques que tem nas redes sociais, incluindo denúncias sérias à gravadora. Esses são os ingredientes que fazem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (para bem e para mal) a consolidação de Ye como </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e personagem fonográfico, além de um impossível exercício de separar obra de artista. Afinal, fica claro que a capa preta do álbum reflete artisticamente Kanye West. O disco, que é uma homenagem póstuma do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> para sua mãe Donda West, a usa como fio condutor para discussões sobre luto, religião e redenção pessoal. Os constantes adiamentos fizeram com que o artista aflorasse todo seu perfeccionismo característico nesse trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com tudo indo contra (por culpa exclusiva das intenções de Kanye), isso nos deu um álbum primoroso tecnicamente, fazendo com que, desde suas audições, até escutar a obra em plataformas, sejam experiências únicas. Com participações que vão desde sua desavença JAY-Z, seu mais novo </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1319625/kanye-ye-west-volta-a-provoca-pete-davidson-e-expoe-briga-com-kid-cudi"><span style="font-weight: 400;">arqui-inimigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> Kid Cudi e as execráveis manchas no álbum, Marilyn Manson e DaBaby, </span><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma síntese de todos os Kanye Wests das eras anteriores, cantadas e produzidas por um Ye cada vez mais megalomaníaco. Se distanciando da persona do álbum antecessor, Kanye ainda quer falar sobre Deus e sobre a influência da fé em sua vida, mas dessa vez sem se dar o aspecto messiânico. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu ser o que </span><i><span style="font-weight: 400;">JESUS IS KING </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) não foi, um retrato pessoal e humano de Kanye, onde suas fraquezas e dificuldades são expostas, quase que como um grito de socorro para sua mãe. </span><b>&#8211;</b> <b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Jail, Praise God e Jesus Lord</span></p>
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<figure id="attachment_26462" aria-describedby="caption-attachment-26462" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-800x800.jpg" alt="Capa do disco ELIO and Friends: The Remixes, da cantora ELIO. A capa é branca e tem a lista de faixas e colaboradores listada no lado esquerdo, em fonte branca e verde neon. Na parte direita, vemos o nome do disco e duas imagens, com o nome de Elio. As imagens são recortes de close-ups em efeito negativo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26462" class="wp-caption-text">Fica aqui o aviso para não esquecer o carregador do celular na casa de ninguém (Foto: ELIO)</figcaption></figure>
<p><b>ELIO &#8211; ELIO and Friends: The Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em via de regra, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0P3zuxhSpxkostOEqpR3Oe"><span style="font-weight: 400;">álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">servem como complementos aos trabalhos originais, normalmente servindo como materiais de divulgação para novas turnês ou campanhas de premiações. No caso de ELIO, a máxima é oposta. Poucos meses depois de chegar chegando com um trabalho cheio de vitalidade (o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/54AUddF7LyGKylFLSNoK8g"><i><span style="font-weight: 400;">Can You Hear Me Now?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), a promessa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que flerta com a </span><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> recrutou a dona do pedaço Charli XCX para aumentar o falatório ao redor do que viria a ser um disco paralelo à sua estreia, mas com ainda mais presença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">XCX empresta vocais para </span><a href="https://open.spotify.com/track/3InNdtWYQV1Wx81qST5rU1?si=585579eb93404efe"><i><span style="font-weight: 400;">CHARGER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas são as demais parcerias que elevam o material final. </span><a href="https://open.spotify.com/track/2EKo5WC2LX4fiplTWan5Rl?si=25f07c10310142cb"><i><span style="font-weight: 400;">hurts 2 hate somebody</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem o apoio de Chase Atlantic e No Rome, e a magnífica e particular </span><a href="https://open.spotify.com/track/1AfmIcnenbPnNYTp8nLxwY?si=369d2d85e01e440c"><i><span style="font-weight: 400;">@elio.irl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é içada aos céus junto de Adam Melchor. </span><a href="https://www.themicmagazine.co.uk/post/album-review-elio-elio-and-friends-the-remixes#:~:text=of%20the%20phone.-,ELIO%20and%20Friends%3A%20The%20Remixes%20is%2C%20most%20importantly%20of%20all,artists%20who%20have%20no%20chemistry."><span style="font-weight: 400;">O som é de primeira</span></a><span style="font-weight: 400;">, as batidas envolvem e a ginga é sinônimo de agitação. </span><a href="https://open.spotify.com/album/1O1b6rtBC1KVjqAt6grw96"><i><span style="font-weight: 400;">ELIO and Friends: The Remixes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pode não ter tido a mídia que merecia, mas para os aficionados pela mistura ideal de </span><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">arranhado e efervescente na luxúria, essa é a pedida do momento. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">hurts 2 hate somebody, @elio.irl e When You Saw Love</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26454" aria-describedby="caption-attachment-26454" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26454 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Elza Soares &amp; João de Aquino. Fotografia quadrada, em preto e branco, com borda grossa e branca. Na parte superior, dentro da borda, lemos Elza Soares &amp; João de Aquino em letras pretas, com exceção do &amp;, registrado em cinza. João de Aquino está ao fundo, sentado, com olhar fixo e tocando violão. Elza Soares está sentada na beira do palco. Ela é uma mulher negra, de blusa brilhante, brincos, olhos fechados e segura o microfone com a mão esquerda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26454" class="wp-caption-text">Sem saber, celebramos a inesperada despedida de Elza Soares (Foto: Hipólito Pereira/Deck)</figcaption></figure>
<p><b>Elza Soares &amp; João de Aquino &#8211; Elza Soares &amp; João de Aquino</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer atributo possível, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino </span></i><span style="font-weight: 400;">é o último álbum lançado em vida pela imortal e insubstituível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6SWIwW9mg8s"><span style="font-weight: 400;">Mulher do Fim do Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">. É por esse motivo que nem mesmo a excepcionalidade de um disco que honra a responsabilidade e o peso que carrega foi capaz de amenizar a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CY9wedWLLcC/"><span style="font-weight: 400;">devastação</span></a><span style="font-weight: 400;"> que viria um mês após seu lançamento. A verdade é que o Brasil nunca estaria pronto para perder a </span><a href="https://cultura.uol.com.br/noticias/45864_elza-soares-cinco-lembrancas-da-voz-do-milenio.html"><span style="font-weight: 400;">Voz do Milênio</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em todo caso, o trabalho em questão não deixa de ser uma dádiva para os seres apaixonados por cultura. Gravado em sessão única, na </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/12/elza-soares-joao-de-aquino-registro-da-decada-de-1990-chega-as-plataformas-digitais/"><span style="font-weight: 400;">segunda metade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é fruto direto da maestria que só cantoras como Elza Soares poderiam alcançar.                 </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o talento do violonista João de Aquino, como sinaliza a maior parte dos textos que abordam a obra, é outro destaque raro e único, que contribui muito para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-dezembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">qualidade final</span></a><span style="font-weight: 400;"> do disco. Mas o que mais se destaca em </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, de fato, a fascinante atmosfera de liberdade que paira sobre todo o repertório escolhido no calor do momento. Há muita verdade naquilo que se canta, e o formato voz e violão gera uma </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/elza-soares-joao-de-aquino-recem-lancado-disco-gravado-em-1997-registro-nu-cru-de-voz-violao-25314842"><span style="font-weight: 400;">crueza sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que realça e engrandece a figura de uma lenda. Não é de se espantar, portanto, que o último lançamento acompanhado da presença de Elza tenha conquistado uma recepção </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/12/09/voz-de-elza-soares-e-violao-de-joao-de-aquino-se-harmonizam-na-liberdade-de-album-inedito-gravado-nos-anos-1990.ghtml"><span style="font-weight: 400;">muito boa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/resgate-de-elza-soares-acompanhada-so-de-violao-realca-sua-voz-rara/"><span style="font-weight: 400;">crítica brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">        </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Drão, Hoje e Meu Guri</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26463" aria-describedby="caption-attachment-26463" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco da Trilha Sonora Original de Encanto. A imagem mostra o pôster do filme Encanto, recortado em formato quadrado. Nele, vemos todos os personagens da história, e na parte de baixo está o logo do filme e a frase: “Original Songs by Lin-Manuel Miranda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26463" class="wp-caption-text">Cantada em espanhol, Dos Oroguitas representa Encanto no Oscar, que ainda concorre como Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora Original, com Germaine Franco (Foto: Walt Disney Records)</figcaption></figure>
<p><b>Encanto (Original Motion Picture Soundtrack)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda errou: se tem uma coisa sobre a qual estamos falando, </span><a href="https://open.spotify.com/track/52xJxFP6TqMuO4Yt0eOkMz?si=4bf0e18b33864ba0"><span style="font-weight: 400;">é sobre o Bruno</span></a><span style="font-weight: 400;">. E também sobre a Mirabel, a Luisa, a Isabela, a Abuela, a Dolores e a Tia Pepa. Afinal, nem mesmo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">estava pronta para o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-162114/"><span style="font-weight: 400;">tamanho do impacto</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Encanto </span></i><span style="font-weight: 400;">na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de não licenciar produtos sobre todos os integrantes da vila de superseres, a empresa submeteu a sentimental e melancólica </span><i><span style="font-weight: 400;">Dos Oroguitas </span></i><span style="font-weight: 400;">para concorrer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Canção Original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que </span><i><span style="font-weight: 400;">We Don’t Talk About Bruno</span></i><span style="font-weight: 400;">, graças à mágica do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, tomou conta dos Estados Unidos e tem quebrado recordes históricos, se mantendo no topo das paradas sem sinal de cansaço. O motivo para tanto retorno e falatório, sem pestanejar, é o poder de Miranda na composição, que entrega corpo e alma nas 8 canções que compõem a </span><a href="https://open.spotify.com/album/25L8ck3KGcmCo3901ztPzR"><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Da introdução calorosa em </span><a href="https://open.spotify.com/track/4b1yxSdlumA8N4fEk4UOZp?si=af9e13e995ab403f"><i><span style="font-weight: 400;">The Family Madrigal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao lamento de Luisa em </span><a href="https://open.spotify.com/track/760jhRscwGbIIe1m1IIQpU?si=dc2036594b98413d"><i><span style="font-weight: 400;">Surface Pressure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a libertação de Isabela em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3XoYqtiWHhsk59frZupImG?si=ccf06e1c24084bff"><i><span style="font-weight: 400;">What Else Can I Do?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as músicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Encanto </span></i><span style="font-weight: 400;">vivem à altura de seu título.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Surface Pressure, What Else Can I Do? e All of You</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26552" aria-describedby="caption-attachment-26552" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26552" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-800x800.jpg" alt="Capa do disco For The First Time. A imagem mostra três homens brancos jovens subindo um morro com vegetação rasteira. Ela se encontra enquadrada por uma moldura branca, com o título do disco alinhado acima, e o nome da banda “Black Country, New Road” abaixo. No canto inferior direito há uma pequena legenda com o texto “Photo from Unsplash by @asafyrov”" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26552" class="wp-caption-text">Em pouco mais de um ano desde o lançamento deste disco de estreia, o septeto de BC,NR já percorreu um longo caminho (Foto: Ninja Tune)</figcaption></figure>
<p><b>Black Country, New Road &#8211; For the First Time</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faz apenas pouco mais de um ano que um grupo de sete jovens britânicos, todos na casa dos vinte anos de idade, apresentou ao mundo uma coleção de seis peças mirabolantes que fugiam a todo custo da precisão milimetricamente calculada das músicas automatizadas, explorando as possibilidades de uma criação coletiva, espontânea, acústica, elétrica, e carregada de um senso de urgência do aqui-e-agora. E nesse meio tempo, a banda já viveu uma longa saga: da expansão de sua legião de fãs ao lançamento do já aclamadíssimo segundo disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/21xp7NdU1ajmO1CX0w2Egd?si=eHaHdhy5SRCYlJ29MD_H5g"><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pela </span><a href="https://www.nme.com/news/music/black-country-new-road-open-up-singer-isaac-wood-departure-3154652"><span style="font-weight: 400;">saída do vocalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Isaac Wood, deixando um futuro aberto de possibilidades para a banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É surpreendente observar o desenvolvimento do grupo de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2PfgptDcfJTFtoZIS3AukX?si=KOql6dBqT8Syc0rxyT552A"><i><span style="font-weight: 400;">For the first time</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para o mais sensível e menos desesperado </span><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas à luz do segundo, o primeiro parece ainda maior e mais impactante do que era há um ano. As canções conduzem o ouvinte a uma lenta e crescente tensão, prenunciando um desastre iminente, até explodirem em níveis catatônicos, ou ainda levando a versos lamentosos, alternados com energéticos compassos instrumentais ao ritmo de </span><a href="https://palomavaleva.com/es/musica-klezmer/"><i><span style="font-weight: 400;">klezmer</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">A fórmula irresistível unindo um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk </span></i><span style="font-weight: 400;">a uma gama variada de instrumentos rendeu uma obra-prima que já tem lugar marcado na lista de melhores da década. Agora só nos resta torcer para que a primeira vez de BC,NR também não seja a penúltima.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Science Fair, Sunglasses e Opus</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26542" aria-describedby="caption-attachment-26542" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-800x800.jpg" alt="Capa do álbum FOREVER do Dj Don Diablo. Na imagem, um desenho Dj está no centro sentado em uma cadeira em um planeta alienígena. O desenho de Don Diablo é um homem branco de cabelos e barba castanhos, ambos cortados curtos, com um óculos de sol de lentes azuis no rosto; ele veste um conjunto de jaqueta e calças prateadas e reflexivas e tênis roxo escura, e está sentado do lado errado da cadeira, com uma das pernas por cima do assento. A cadeira é inteira branca e está parada em um chão desértico com rachados em diversas formas geométricas. Ao fundo o céu é um azul forte no topo da imagem e vai mudando para roxo e rosa conforme encontra o horizonte. Uma estrela com anéis, como o planeta Saturno, está posicionada atrás da cabeça do Dj. Parados mais para trás há dois aliens do lado direito e um do lado esquerdo, com corpos bem femininos e inteiros pratas escuro, além de algumas casinhas aliens que tem formato geométrico na cor branca. Na parte superior da imagem está escrito DON DIABLO e logo abaixo FOREVER." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26542" class="wp-caption-text">Don Diablo mostra a maestria de poucos ao levar seu estilo futurista para dentro de outros gêneros musicais e contar a história de seu universo (Foto: HEXAGON)</figcaption></figure>
<p><b>Don Diablo &#8211; FOREVER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Don Diablo está numa escalada genial com seu próprio universo futurista e mostrou um trabalho único em 2021. Depois de inaugurar o mundo dos </span><a href="https://playbpm.com.br/noticias/don-diablo-primeiro-show-nft-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">shows </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">NFT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vendendo o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XOqH6Fs43XE"><i><span style="font-weight: 400;">DESTINATION HEXAGONIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por 1,2 milhões de dólares, o holandês decidiu que o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">FOREVER</span></i><span style="font-weight: 400;"> merecia mais faixas, e lançou sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZTf0-XweF3U&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe Edition</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com 29 músicas. A obra é um projeto diferente de qualquer coisa no gênero eletrônico, sendo um dos principais não só entre os lançamentos de 2021, mas uma verdadeira referência do quão bem um DJ consegue comunicar cada devaneio que faz parte da sua Arte, mesmo que seja sem cantar uma palavra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TT498_o96oo&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=27"><i><span style="font-weight: 400;">INFINITE FUTURE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é possível ouvir, imaginar e se sentir dentro do mundo que Diablo criou &#8211; um exemplo de como o álbum é uma experiência por si só. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">future house</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi muito bem explorado para variar durante as faixas, conseguindo ser combinado com a euforia de Galantis em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f8KzimfmUOI&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=4"><i><span style="font-weight: 400;">Tears For Later</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o tom melódico de Ty Dolla $ing em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pwQ4ynYkhMg&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=8"><i><span style="font-weight: 400;">Too Much to Ask</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a batida profunda em </span><i><span style="font-weight: 400;">progressive</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gYJg2ISYMbc&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=16"><i><span style="font-weight: 400;">Bad</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A habilidade de mostrar um universo único, em que todos são induzidos a embarcarem na sua viagem futurista, fez com que </span><i><span style="font-weight: 400;">FOREVER</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja um dos melhores álbuns do ano.  </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Bad, Into the Unknown e Hot Air Balloon</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26471" aria-describedby="caption-attachment-26471" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-800x800.jpg" alt="Capa do álbum GLOW ON da banda Turnstile. A imagem mostra um céu em tons de rosa com nuvens brancas esparsas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26471" class="wp-caption-text">O disco conta com as participações surpreendentes de artistas fora do cenário de hardcore, como Blood Orange e Julien Baker (Foto: Roadrunner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Turnstile &#8211; GLOW ON </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo um som polido mas ainda violento, doce porém maduro, com influências de Refused à Prince, os meninos do Turnstile parecem ter encontrado um ponto único em que todas essas misturas fazem muito sentido, e com isso, celebram. Isso pode ser visto em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">MYSTERY</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">HOLIDAY</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">ENDLESS</span></i><span style="font-weight: 400;">, que trazem o peso dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> casados com melodias grudentas e refrões triunfantes. Ou em músicas que escancaram ainda mais as experimentações da banda como </span><i><span style="font-weight: 400;">UNDERWATER BOI</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">ALIEN LOVE CALL</span></i><span style="font-weight: 400;">, com guitarras cobertas de </span><i><span style="font-weight: 400;">reverb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">chorus</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;"> oitentistas. O que se tem aqui é um elogio à música como um ato coletivo, de convergências de </span><a href="https://pitchfork.com/features/moodboard/turnstile-glow-on-interview/"><span style="font-weight: 400;">influências diversas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sentimentos universais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2NrYPcMmQBlbBxopc2XlzS?si=ATVWmmelSPmXUImzkk5zsw"><i><span style="font-weight: 400;">GLOW ON</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o quinteto de Baltimore conseguiu algo que raramente se vê acontecer em gêneros tão nichados como a </span><a href="https://www.youtube.com/user/hate5six"><span style="font-weight: 400;">cena de pós-</span><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da atualidade: mostraram algo efetivamente novo, experimentando sons sem perder a essência do estilo musical e atraindo um público novo, um público maior, sem perder os velhos fãs. Uma vez que o álbum surge de um cenário tão característico e sonoramente bem definido, é emocionante ver a capacidade da banda de expandir os limites do </span><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma tão catártica e original. </span><b>&#8211; Henrique Gomes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">WILD WRLD, HOLIDAY e T.L.C. (TURNSTILE LOVE CONNECTION)</span></p>
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<figure id="attachment_26457" aria-describedby="caption-attachment-26457" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26457 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco Good Woman, da banda The Staves. Na foto, vemos as 3 irmãs, próximas e olhando para a câmera. As três são brancas, têm cabelos pretos brilhosos e vestem branco. No canto superior direito, está escrito The Staves em fonte branca e Good Woman abaixo, em letras cinzas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor.jpg 1414w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26457" class="wp-caption-text">As três irmãs compuseram Good Woman antes de perderem a mãe, mas as letras ganharam significados novos depois do trágico momento (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Staves &#8211; Good Woman</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Não é justo, por que você não se importa?”</span></i><span style="font-weight: 400;">, cantam as Staves no que se confirmou uma das canções mais impetuosas e brutais do ano. Em </span><a href="https://open.spotify.com/track/2yRqTGoFpAY3DC51stBfAp?si=c712b1ae316d46cb"><i><span style="font-weight: 400;">Paralysed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, meio do caminho da duração de </span><a href="https://open.spotify.com/album/66A7X1EqFQEEvuE5Nezqrl"><i><span style="font-weight: 400;">Good Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as irmãs se guiam por uma melodia calma e um acompanhamento soturno que, quando eclipsado por sentimentos ariscos, calorosos, vibrantes, explode. Muitas dessas características podem ser listadas na obra como um todo, um disco que passou seis anos em processo de formação, até que finalmente fosse atingido pela dor do luto desavisado. Emily, Camilla e Jessica, maduras, machucadas, cautelosas, se dão as mãos, reconhecendo a força do presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na resplandecente </span><a href="https://open.spotify.com/track/5IyXq9M2AS3OAlFHyMOCi6?si=3bdda27638d94320"><i><span style="font-weight: 400;">Next Year, Next Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o trio sorri em meio a uma letra que abraça o fracasso, ao passo que em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xnFWXU2SfZ7q7Nes4Ncr8?si=0317dfe82a4e4284"><i><span style="font-weight: 400;">Failure</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">elas iluminam outro prisma do mesmo núcleo emocional. </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Woman</span></i><span style="font-weight: 400;"> se forma por um conjunto fortuito de inspirações e entrega, em especial àquelas que não necessitam de palavras para serem transmitidas (as letras foram escritas antes da tragédia que levou a mãe da família). Partindo de uma capa convidativa e contemplativa, aliada a uma história de origem devastadora e emocional, a banda The Staves nem precisava </span><a href="https://open.spotify.com/track/1jQoqq9UMkt4IASvOYe6TU?si=05f36fb22ff547a1"><span style="font-weight: 400;">cantar sobre uma boa mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas mesmo assim o fizeram. Ainda bem que o fizeram. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Paralysed, Nothing’s Gonna Happen e Next Year, Next Time</span></p>
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<figure id="attachment_26531" aria-describedby="caption-attachment-26531" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26531 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum GRACINHA, de Manu Gavassi. A imagem é uma pintura e tem o rosto da cantora estampado, ela tem pele clara e cabelo ruivo bem curto. No topo da imagem, lemos GRACINHA em verde neon e Manu Gavassi em cima disso, em fonte menor. O fundo é meio cinza meio azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26531" class="wp-caption-text">O projeto multimídia de Manu Gavassi é uma das obras mais imperdíveis de 2021 (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Manu Gavassi &#8211; GRACINHA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ah, as gracinhas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9TukGGWDCQ"><span style="font-weight: 400;">Manu Gavassi</span></a><span style="font-weight: 400;">… Desde fidelizar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">fan base</span></i><span style="font-weight: 400;"> dedicada até alimentar suas mais severas críticas, a personalidade da artista paulistana sobressaía qualquer um de seus trabalhos artísticos. Até o dia 12 de novembro de 2021, quando ela definitivamente se cansou da identidade que havia construído até então e deu um passo significativo em direção ao avanço de sua carreira. Ainda um tanto engraçado, o álbum mais recente de Manu Gavassi é justamente a maior </span><a href="https://open.spotify.com/album/0Nf3vjP7Uxtnyxt3GTibrS?si=zXrju-TvSc-ANWTAfNqJog"><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a leitura nem é a que surge das mais diversas críticas positivas que o disco ostenta, mas sim da própria voz da artista em seu trabalho metalinguístico e </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/movies/gracinha/RfIfOngDOnKz"><span style="font-weight: 400;">multimídia</span></a><span style="font-weight: 400;">, desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQgMMd-OjOs"><span style="font-weight: 400;">o primeiro verso</span></a><span style="font-weight: 400;"> da primeira faixa. Ao lado de nomes como Tim Bernardes e Lucas Silveira, ela compõe, interpreta e produz o projeto, que ainda conta com um complemento visual para enriquecer a sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gb1MWkZbXb0"><span style="font-weight: 400;">experiência estética</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre referências da música brasileira, influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> europeu e demais gêneros latino-americanos, a </span><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Manu Gavassi encanta sem esforço algum uma lista de melhores do ano. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">GRACINHA, Reggaeton triste e Bossa Nossa</span></p>
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<figure id="attachment_26519" aria-describedby="caption-attachment-26519" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do disco Happier Than Ever. A imagem mostra Billie Eilish, uma mulher branca e jovem, de cabelos loiros. Ela é fotografada do quadril para cima e veste agasalho de lã branco. Suas mãos envolvem seus braços, como se Billie abraçasse a si mesma, e seu olhar está disperso no horizonte. No canto superior esquerdo, o título do álbum está escrito em letra cursiva de cor branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26519" class="wp-caption-text">Happier Than Ever liderou a Billboard 200 e várias paradas de álbuns em outros 27 países (Foto: Interscope Records/Darkroom)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Happier Than Ever</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de atingir o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/quantos-recordes-billie-eilish-quebrou-em-2020/"><span style="font-weight: 400;">topo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que a vida reserva? Para nossa sorte, Eilish escolheu não enfrentar esse prisma emocional logo de cara. Maturar seu gênio artístico em um novo álbum, alfinetando fantasmas e triunfos, foi a resposta. Respingando sinceridade, vociferando acidez e conquistando libertação, </span><a href="https://genius.com/albums/Billie-eilish/Happier-than-ever"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> surge empoderando as </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-worlds-a-little-blurry-critica/"><span style="font-weight: 400;">nuances</span></a><span style="font-weight: 400;"> que colocaram a estadunidense em evidência para o mundo &#8211; e, agora, em primeiro lugar para si mesma. É o descascar de amor, fama, trauma, poder, mágoa, fúria: toda a miscelânea que impacta Billie no âmago juvenil. Assim, parecendo oráculo, a produção elucida e arrebata minúcias universais que só transbordam singularmente graças ao lirismo magnético da cantora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h6mnfec7bTc"><span style="font-weight: 400;">minimalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XPfW6mGx1SA"><span style="font-weight: 400;">estridência</span></a><span style="font-weight: 400;">, a sonoridade do disco rodopia com diversidade e autoria pelas reflexões dispostas. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S2dRcipMCpw"><span style="font-weight: 400;">Aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">, o sarcasmo para enterrar um amante patético. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OIf8DsfpjC4"><span style="font-weight: 400;">Ali</span></a><span style="font-weight: 400;">, um xeque-mate no </span><i><span style="font-weight: 400;">body shaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> excruciante. Adiante, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FpeZsTo5hZw"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fzeWc3zh01g"><span style="font-weight: 400;">abuso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G_BhUxx-cwk"><span style="font-weight: 400;">feminilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> destrinchados em dores e denúncias virtuosas. Afinal, 16 faixas são mesmo suficientes para revelar a perspicácia múltipla e genuína de </span><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não é segredo entender seus </span><a href="https://tracklist.com.br/happier-than-ever-conquistas/113257"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de vendas e reproduções, suas sete nomeações ao </span><a href="https://www.forbes.com/sites/hughmcintyre/2022/01/06/grammys-2022-billie-eilish-could-become-the-first-woman-to-win-record-of-the-year-three-times/?sh=4e51334f513b"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, nem a felicidade aparente da jornada. E não há constatação tão idônea quanto exaltar a (re)invenção de Billie Eilish usando seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7AS9r_E0PY4"><span style="font-weight: 400;">ponto de partida</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou ficando mais velha/Acho que estou envelhecendo bem</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Everybody Dies, Happier Than Ever e Male Fantasy</span></p>
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<p><figure id="attachment_26472" aria-describedby="caption-attachment-26472" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26472 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Haram do duo de rap Armand Hammer com o produtor The Alchemist. A imagem mostra a cabeça decepada de dois porcos com manchas de sangue, levemente inclinadas para cima em direções perpendiculares sobre uma superfície de metal gasta em frente a uma parede preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1.jpg 999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26472" class="wp-caption-text">A dupla de rappers e o produtor foram duramente criticados pela organização de direitos aos animais PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) pelo uso da imagem da capa [Foto: Backwoodz Studioz]</figcaption></figure><b>Armand Hammer &amp; The Alchemist &#8211; Haram</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><a href="https://elucid.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">ELUCID</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://billywoods.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">billy woods</span></a><span style="font-weight: 400;"> retornaram como o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> Armand Hammer novamente, para a alegria de uns e temor de outros. Pela primeira vez contando com a produção inteiramente nas mãos de </span><a href="https://alclaboratories.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">The Alchemist</span></a><span style="font-weight: 400;">, é essa riqueza lírica inerente à dupla, somada com a sonoridade única trazida pelo produtor, que torna o disco tão especial. O resultado é a ambientação soturna e onírica construída através do uso torto de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> como pano de fundo para letras moldadas por um uso do fluxo de consciência sujo e franco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;">. Um disco sutilmente grandioso, onde o que importa não é exatamente o que as palavras e o som indicam, mas as imagens densas que são formadas pelo estilo único de composição do grupo, repleto de referências e metáforas complexas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sonoramente, o lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">beatmaker</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um trabalho bem diferente das colaborações com Boldy James e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">Freddie Gibbs</span></a><span style="font-weight: 400;">, com uma certa loucura vista no </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> reverso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Peppertree</span></i><span style="font-weight: 400;">, o peso visto na densa</span><i><span style="font-weight: 400;"> Wishing Bad </span></i><span style="font-weight: 400;">e a beleza um tanto irônica em </span><i><span style="font-weight: 400;">Stonefruit</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das melhores músicas do ano. Liricamente, são barras duras como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Jurei vingança na sétima série/Não contra um homem, contra toda raça humana</span></i><span style="font-weight: 400;">” e emocionantes como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não quero perder o controle mas/Não consigo limitar um espaço para crescer</span></i><span style="font-weight: 400;">” que vão revelando a dor e a ira que envolvem a existência de um homem negro no mundo atual como tema do disco. Capazes de provocar, confundir, emocionar e instigar os ouvintes, a dupla entrega um disco único que os eleva ao pódio dos maiores compositores da Música moderna. </span><b>&#8211; Henrique Gomes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Black Sunlight, Wishing Bad e Stonefruit</span></p>
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<figure id="attachment_26539" aria-describedby="caption-attachment-26539" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-800x800.jpg" alt="Capa de disco Heaux Tales, com fundo preto e o título Heaux Tales em caixa alta, num tom de verde-limão. Ao centro, a foto de uma mulher negra que tem cabelo curto e liso. Ela usa jaqueta de couro e shorts pretos e justos. Mais abaixo, o nome Jazmine Sullivan está no mesmo tom de verde." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26539" class="wp-caption-text">Lançado em 8 de janeiro de 2021, o último registro de Jazmine Sullivan é fonte de novas reflexões a cada audição (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Jazmine Sullivan &#8211; Heaux Tales</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu lançamento, nos primeiros dias de 2021, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5g9YhHW8tE7Tcslgxsk5u9?si=t_FzNxpYQ2uLA0w4vlbOog"><i><span style="font-weight: 400;">Heaux Tales</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(RCA Records) foi uma surpresa. Mas não pela qualidade, considerando que elegância e bom gosto sempre foram constantes na carreira de Jazmine Sullivan. A verdade é que, de tão complexas e bem contadas, as crônicas de sexo e ambição que habitam este </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">não cabem num período fechado de tempo e, treze meses após a estreia, mais e mais camadas do projeto vão se revelando. Aqui, a compositora da Pensilvânia fala diretamente com outras mulheres pretas ao refletir sobre como, para pessoas como ela, </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">solidão, afeto e capitalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> são elementos interligadíssimos. O conflito entre esses pilares é o que dá força à maioria das reflexões que surgem na </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bodies &#8211; Intro</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, ela repreende a si mesma pelos rumos de sua vida, guiada pelo álcool e baixa autoestima. Enquanto isso, sonha com um marido rico na maravilhosa </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Side</span></i><span style="font-weight: 400;"> e rende-se a um homem que só quer seu dinheiro em </span><i><span style="font-weight: 400;">Put It Down</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem nunca julgar as heroínas dessas histórias. Guiadas pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transformou sua intérprete numa lenda do gênero, essas canções são cartas de amor às </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">vivências de mulheres negras</span></a><span style="font-weight: 400;"> mundo afora, abraçando com força suas falhas, complexidades, vitórias e derrotas. A narrativa vai ainda mais longe com a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, que mergulha em traumas de infância e busca o olhar masculino para dar continuidade às histórias. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> On It, Lost One e The Other Side</span></p>
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<figure id="attachment_26577" aria-describedby="caption-attachment-26577" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26577 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-800x800.jpg" alt="Fotografia quadrada. Ao centro, vemos uma janela iluminada de dentro para fora por uma luz neon azul. Para dentro do cômodo, vemos duas pessoas se beijando. Uma tem cabelo comprido e a outra cabelo curto. A pessoa de cabelo comprido está iluminada por uma luz laranja avermelhada. Em volta da janela, tudo está escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26577" class="wp-caption-text">Está para ser feita ainda uma capa que capture tão perfeitamente a energia do respectivo álbum quanto essa (Foto: Fortune Tellers Music)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Kingsbury &#8211; Heaven&#8217;s Just a Flight</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela não tem seguidores no </span><a href="https://www.instagram.com/kingsburyxx/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela não tem muitos ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela não tem apoio da crítica especializada, mas ela tem o Melhores do Ano do Persona! </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EbAWUP0JpaQ&amp;ab_channel=KingsburyVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Heaven’s Just a Flight</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma joia perdida na prateleira de discos de 2021, apenas esperando para ser descoberta por quem ama música boa. Caroline Kingsbury, compositora e co-produtora do álbum, entrega sua alma e suas memórias para construir uma experiência sensorial, embalada pela sensação nostálgica do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> fundido ao </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kingsbury transforma seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma máquina do tempo </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;"> por 54 minutos e viaja por um amor </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> incandescente, questões familiares e dúvidas existenciais. O ruído das guitarras e vocais que bebem do </span><i><span style="font-weight: 400;">shoegaze</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzem as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gRHntP-pn6g&amp;ab_channel=CarolineKingsbury"><span style="font-weight: 400;">16</span></a><span style="font-weight: 400;"> faixas, amarrando a experiência numa atmosfera coesa e inebriante. Sabe aquele artista ou álbum que você ouve e pensa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">como o mundo ainda não encontrou isso aqui, meu Deus do céu</span></i><span style="font-weight: 400;">”? Essa é a melhor condecoração que </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven’s Just a Flight </span></i><span style="font-weight: 400;">pode receber.  </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Kissing Someone Else, Give Me a Sign e In My Brain</span></p>
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<figure id="attachment_26456" aria-describedby="caption-attachment-26456" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26456" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco Home Video, da cantora Lucy Dacus. A imagem mostra uma sala de cinema, com Dacus, uma mulher branca e de cabelos pretos, sentada em uma poltrona. Ela olha para trás, e seu rosto tem um efeito de borrão, em uma faixa. Na tela do cinema, vemos um fundo azul e uma desenho de fita cassete, em branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26456" class="wp-caption-text">Em um disco repleto de pérolas, Lucy Dacus ridiculariza uma paixão soberba em Brando e depois encontra margem para lamentar uma partida prematura em Please Stay (Foto: Matador Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lucy Dacus &#8211; Home Video</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando decide voltar para sua cidade natal, a cantora Lucy Dacus deliberadamente aceita o caráter intimista que seu terceiro álbum de estúdio irá tomar. Todavia, as crônicas presentes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2nwfSapJ3YIq7Ofad4Vuh1"><i><span style="font-weight: 400;">Home Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se encontram ao lado oposto de um rancor gratuito ou de traumas revisitados sem conclusões. Habilmente, Dacus realiza um </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/lucy-dacus-home-video/"><span style="font-weight: 400;">espetáculo de autodescoberta</span></a><span style="font-weight: 400;">, de constatações e muitas emoções ressecadas. Na abertura de </span><a href="https://open.spotify.com/track/6SIooImkHGKCIwgUZ3WDvD?si=bd9012e4fce64294"><i><span style="font-weight: 400;">Hot &amp; Heavy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela prenuncia um retorno tardio, enquanto vasculha seus corações partidos em busca de vácuos de amor, paixão, desavenças e muita honestidade. Mais do que um disco para caçar seus fantasmas, Lucy Dacus metamorfoseia sua Arte entre o prazer do hoje e a imprevisibilidade do amanhã</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não à toa, os melhores momentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Home Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem embalados em composições ultrapessoais: </span><a href="https://open.spotify.com/track/0KdYYVq1c2kvy69RjczLeX?si=5aa2e0b7f3c94152"><i><span style="font-weight: 400;">Thumbs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">alegoriza um assassinato premeditado, </span><a href="https://open.spotify.com/track/2ZnEPfXm1CZzhGOn1Ay4mZ?si=2e5ffcf336f447c4"><i><span style="font-weight: 400;">VBS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos transporta para um acampamento religioso (e de forma paralela, excrutina o peso da fé na vida de pessoas que não se conformam com a dita “normalidade”). Visceral e mais madura do que em seus trabalhos passados, Lucy Dacus chega ao ápice em </span><a href="https://open.spotify.com/track/4syD7nYfrd11IFUZ9q4UvM?si=b0e991236d5240af"><i><span style="font-weight: 400;">Triple Dog Dare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma faixa que se estende por quase oito minutos, sem refrão, mas com a certeza de que, quando aceitar o inevitável destino de amores fracassados de outrora, se firmará eterna.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Triple Dog Dare, Brando e Please Stay</span></p>
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<figure id="attachment_26477" aria-describedby="caption-attachment-26477" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do disco I dont’t live here anymore, da banda The War On Drugs. Na foto, vemos um homem caminhando em uma neve branca, mas seu rosto está cortado da imagem. Ele veste botas de cor preta, calça de cor preta, jaqueta de cor de preta e uma camisa xadrez de cor vermelha, preta e branca. Ele segura na sua mão direita uma xícara branca com detalhes em cor amarela e vermelha. Sob o braço esquerdo, ele carrega uma guitarra de cor vermelha com detalhes em cor amarela. Na parte superior esquerda, há um triângulo com os escritos The War on Drugs, I Dont’t Live Here Anymore, em fonte de cor branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade.jpg 950w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26477" class="wp-caption-text">I Don’t Live Here Anymore é uma ode à resistência em meio aos problemas da vida, e consolida-se como um dos melhores lançamentos do gênero (Foto: Atlantic Recording)</figcaption></figure>
<p><b>The War on Drugs &#8211; I Don’t Live Here Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições de </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/oct/31/the-war-on-drugs-i-dont-live-here-anymore-review"><span style="font-weight: 400;">The War on Drugs</span></a><span style="font-weight: 400;"> costumam girar em torno dos mesmos temas: solidão, paixões não correspondidas, exaustão, morte – a vida fragmentada de ser um humano consciente no século 21. Mas o tratamento dado a esses temas – responsabilidade majoritariamente atribuída a Adam Granduciel, vocalista e letrista do grupo – acabam sempre voltando ao processo falho da memória e ao exercício errático que ela produz ao tentar armazenar o passado. Em</span> <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/the-war-on-drugs-i-dont-live-here-anymore/"><i><span style="font-weight: 400;">I Don’t Live Here Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a jornada do indivíduo solitário é levada a sério, afirmando o poder musical de The War on Drugs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concebido em um intervalo de quase três anos, o trabalho gravado em sete estúdios diferentes – que vai de Electric Lady, em Nova York, ao cultuado Sound City, em Los Angeles – nasce como uma combinação dos sentimentos mais profundos e honestos da banda estadunidense. </span><span style="font-weight: 400;">Esses sentimentos ganham vazão nos personagens assombrados de Granduciel, que são apresentados sem grandes invenções, porém com maestria e competência de quem já recebeu um </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">I Don’t Live Here Anymore </span></i><span style="font-weight: 400;">é sobre </span><a href="https://www.vanityfair.com/style/2021/10/the-war-on-drugs-profile"><span style="font-weight: 400;">envelhecer e amadurecer</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas é também uma experiência gratificante que qualquer fã de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk rock </span></i><span style="font-weight: 400;">não poderia deixar passar. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Change, I Don’t Live Here Anymore e Living Proof</span></p>
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<figure id="attachment_26561" aria-describedby="caption-attachment-26561" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26561" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum if i could make it go quiet. A imagem é uma pintura. Ao centro, há uma pessoa sem traços definidos, vestindo um moletom com capuz vermelho e uma calça jeans larga. Ao fundo, vemos o céu pintado em tons de azul escuro e flores vermelhas flutuando nele, um jardim verde com flores vermelhas espalhados e um lago." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26561" class="wp-caption-text">girls e we fell in love in october foram alguns dos primeiros sucessos de girl in red (Foto: world in red)</figcaption></figure>
<p><b>girl in red &#8211; if i could make it go quiet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro álbum de girl in red, </span><a href="https://open.spotify.com/album/10nQ1u8Y1zlOb61zwZavDk?si=ulIpvfXXQ8qPuS8E9bYjjg"><i><span style="font-weight: 400;">if i could make it go quiet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio ao mundo três longos anos depois de sua estreia. Nesse tempo, mais do que o suficiente para que a guinada na carreira refletisse em sua vida pessoal, a artista norueguesa amadureceu os temas de suas canções e a forma como gostaria de expô-los, assim como repensou a sonoridade que a fez famosa em primeiro lugar. As simples guitarras </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OCOfUWqS2eA"><span style="font-weight: 400;">início de carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuam &#8211; a artista não cedeu aos </span><i><span style="font-weight: 400;">glamoures</span></i><span style="font-weight: 400;"> da indústria musical e seguiu no seu cativante </span><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas a cantora e compositora soube mirar mais alto. Com pianos, sintetizadores e batidas eletrônicas, Marie Ulven, nome real da </span><a href="https://www.nme.com/blogs/nme-radar/girl-in-red-interview-nme-100-2020-star-2592144"><span style="font-weight: 400;">girl in red</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostra que o álbum não é mais do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras provam isso, também. Se antes ela cantava sobre relacionamentos românticos, os que deram certo ou errado, sobre a descoberta da sexualidade e as próprias inseguranças, de uma forma polida, apesar de honesta, agora ela é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9zj_eKrkWtM&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=2"><span style="font-weight: 400;">crua</span></a><span style="font-weight: 400;"> e coloca suas cartas na mesa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eIdD-fq7BGE&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=8"><span style="font-weight: 400;">Saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive, vira tema no álbum, assim como a fama e suas consequências. girl in red passeia entre os questionamentos, as desilusões e as auto sabotagens que permeiam a mente dela, e cativa pela identificação: entre faixas mais melancólicas e outras animadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">if i could make it go quiet </span></i><span style="font-weight: 400;">é musicalmente divertido, mas triunfa ao mostrar que tem mais alguém lidando com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ugi7CJFZUM8&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=4"><span style="font-weight: 400;">bagunça</span></a><span style="font-weight: 400;"> que é viver e sentir. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Body And Mind, hornylovesickmess e Apartment 402</span></p>
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<figure id="attachment_26556" aria-describedby="caption-attachment-26556" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26556" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Indigo Borboleta Anil. Fotografia quadrada, com fundo azul. No centro do lado esquerdo, lemos Indigo Borboleta Anil em letras brancas. A cantora Liniker ocupa principalmente o meio e o lado direito da foto. Ela é uma mulher negra, de roupa clara e brinco avermelhado, está de costas e olha para trás, deixando todo o rosto à mostra. No canto inferior direito, lemos Liniker em letras brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26556" class="wp-caption-text">Em estreia solo, Liniker oferta o melhor disco de 2021 (Foto: Caroline Lima)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker &#8211; Indigo Borboleta Anil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos poucos orgulhos do ano foi ver Liniker brilhar e reluzir em seu voo solo. Em junho acompanhamos ela dar vida à Cassandra nas agridoces</span> <a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três meses depois fomos atingidos em cheio por um raio afetivo de talento no unânime</span> <a href="https://cinepop.com.br/critica-em-seu-album-de-estreia-solo-indigo-borboleta-anil-liniker-prova-que-e-uma-das-maiores-artistas-da-atualidade-311911/"><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não há conjunções coordenadas adversativas que limitem ou diminuam com a ideia do álbum ser o melhor do ano, ele simplesmente é! A voz hipnotizante de Liniker nos carrega por seu ápice vocal, criativo e emocional. Não há limite que o acalanto da artista não ultrapasse, seu dom único de tocar a alma através da voz se fortalece em meio aos tons de azul.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas um álbum, é um presente divino. O disco é íntimo em meio sua narrativa sonoro-explosiva, no boníssimo sentido da palavra, que une samba, MPB, </span><i><span style="font-weight: 400;">groove</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, marejando poesia em cada sílaba. As faixas, que contam com participações de Milton Nascimento e Tássia Reis, são sinestésicas e com progressão imersiva que fascina pela destreza que a cantora e compositora tem em nos conduzir. A maestria de Liniker para composições não é novidade para quem a acompanhou ao lado dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/remonta-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Caramelows</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas ver sua liberdade em seu primeiro álbum solo é transcendental e entorpecente. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Antes de Tudo, Psiu e Lalange </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26529" aria-describedby="caption-attachment-26529" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26529" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Inside (The Songs) de Bo Burnham. A imagem mostra um cômodo bagunçado, no centro da capa está uma cadeira, um computador, um teclado e um microfone. Em destaque o nome do álbum em uma fonte grande e de cor branca. No canto inferior direito está o aviso de conteúdo explícito. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26529" class="wp-caption-text">Inside é um clássico instantâneo (Foto: Imperial Ingrooves Republic)</figcaption></figure>
<p><b>Bo Burnham &#8211; Inside (The Songs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu deveria estar fazendo piadas em momentos como esse?</span></i><span style="font-weight: 400;">” Esse é um dos primeiros questionamentos de Bo Burnham em seu mais recente especial de comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Inside </span></i><span style="font-weight: 400;">é escrito, produzido e dirigido por Bo, mas sua versatilidade não é novidade. Bo, que é ator, comediante e músico, consegue flutuar entre diversos gêneros sem dificuldade, desde um papel tenso em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até incorporar um comediante nato em </span><i><span style="font-weight: 400;">Doentes de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seus especiais de comédia convidam o espectador a “olhar através da fechadura” e ver os pensamentos mais profundos de Bo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Make Happy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Inside estão</span></i><span style="font-weight: 400;"> disponíveis na Netflix. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde junho de 2021, o álbum especial transitou por diversos cenários, ganhou 3 </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi lançado em salas de cinema, teve </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7_EeCkHs-e0"><span style="font-weight: 400;">música viralizando no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ganhou versões em CD, vinil e nas principais plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum estreou em sétimo lugar nas paradas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200 </span></i><span style="font-weight: 400;">e se tornou rapidamente um clássico na comédia musical. Diferentemente dos especiais de comédia comuns, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inside</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega com si um clima de melancolia devido ao momento social e político em que foi gravado (durante a pandemia da covid-19 e em ano de eleições estadunidenses). Bo Burnham foi, sem dúvidas um dos grandes nomes de 2021. </span><b>&#8211; Lucca Faustino</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> How the World Works, White Woman&#8217;s Instagram e All Eyes On Me</span></p>
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<figure id="attachment_26464" aria-describedby="caption-attachment-26464" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-800x800.png" alt="Capa do álbum JOVEM OG de Febem.  A imagem mostra uma fotomontagem com bordas de polaroid. Da esquerda para a direita, favela com casinhas de tijolos  sem reboco  ao fundo e céu azul, tons quentes. Homem com rosto pixelado e óculos de sol, tem pele negra  e não está de camisa. Ele tem cabelo raspado, veste calça preta, corrente e pulseira prateadas e tênis azul. Está sentado em  cima de uma moto azul e branca em um campinho de futebol de várzea na frente do gol.  " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26464" class="wp-caption-text">JOVEM OG é o quinto álbum de estúdio de FEBEM, criador e criação foram finalistas nas categorias Melhor Mc e Melhor Álbum do Prêmio Nacional RAP TV 2021 (Foto: Jef Delgado/Naiche Cardoso/Ceia ENT.)</figcaption></figure>
<p><b>FEBEM &#8211;  JOVEM OG</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">JOVEM OG é o quarto álbum de estúdio de Felipe Desidério, mais conhecido por FEBEM. Precedendo o aclamado </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/04/rappers-trocam-gucci-por-camisas-de-time-e-dao-cara-brasileira-a-rap-britanico.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">BRIME!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o trabalho mais recente, lançado em abril de 2021, traz em sua narrativa, nuances de intimismo à uma realidade que  segue escancarada todos os dias no Brasil: </span><a href="https://sismmac.org.br/noticias/10/alem-dos-muros-da-escola/8938/a-cada-23-minutos-morre-um-jovem-negro-no-brasil"><span style="font-weight: 400;">o genocídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e violação da população negra e periférica. O </span><a href="https://catarinas.info/a-morte-do-jovem-negro-e-totalmente-naturalizada/"><span style="font-weight: 400;">assassinato brutal</span></a><span style="font-weight: 400;"> do jovem congolês Moïse Kabagambe, que chocou o país em 24 de janeiro de 2022, é só mais uma das inconstetáveis provas de que quase um ano depois, o disco que denuncia e declara </span><i><span style="font-weight: 400;">“Guerra só com o estado/Que não suporta a vitória de favelado”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> na letra da faixa MÉXICO, ainda se mantém indigestamente atual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Pela qualidade técnica, sonora, lírica e artística, e sem deixar as críticas e </span><a href="https://open.spotify.com/track/0nTxR7JRl0YJAqDjgQ298T"><span style="font-weight: 400;">sátiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> protesto de lado, JOVEM OG é considerado um dos melhores trabalhos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao que se deve reconhecer também a parceria com o produtor CESRV. Juntos, os dois foram os grandes responsáveis pelo disco ter emplacado tracks nas listas de mais ouvidas no Brasil, como CRIME que ocupou a 29ª posição no </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple Music </span></i><span style="font-weight: 400;">em março de 2021, mês do seu lançamento como single, e ter concorrido como Melhor Álbum do Ano no </span><a href="https://portalpopline.com.br/premio-nacional-rap-tv-tera-performances-e-manifesto-politico-confira/"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nacional RAP TV 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CRIME, ÁREA DE RISCO e VAI PENSANDO </span></p>
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<figure id="attachment_26474" aria-describedby="caption-attachment-26474" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “Jubilee” de Japanese Breakfast. A cantora Michelle Zauner é uma jovem mulher de traços coreanos e está agachada, usando um vestido amarelo, maquiagem artística no mesmo tom e tranças no cabelo. Há caquis desfocados e suspensos por barbantes no primeiro plano e ela segura um na frente do olho direito. O fundo é claro, um amarelo pálido. Há também muitas tatuagens em seus braços. A expressão blasé da artista contrasta com as cores quentes e energizantes da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26474" class="wp-caption-text">Fazendo uma correspondência descaradamente boba com os caquis presentes na capa de Jubilee, 2021 foi o ano em que Michelle Zauner teve a melhor colheita dos frutos de seu trabalho artístico (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Japanese Breakfast &#8211; Jubilee</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2021 representou uma escalada gigante na carreira de Michelle Zauner e seu Japanese Breakfast. A cantora teve um </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/crying-in-h-mart"><span style="font-weight: 400;">artigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sucesso na conceituada revista </span><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se transformou em </span><a href="https://www.undertheradarmag.com/news/japanese_breakfasts_crying_in_h_mart_debuts_at_no._2_on_the_new_york_times"><span style="font-weight: 400;">livro de memórias </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e que, por sua vez, teve os </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a36650865/crying-in-h-mart-movie/"><span style="font-weight: 400;">direitos vendidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ser adaptado nas telonas, com trilha sonora assinada pela própria Michelle. Além disso, ainda houve o lançamento de um </span><a href="https://open.spotify.com/album/6v1WdsONXHBh8sCWCQWYUJ?si=iZXh2erQQ3K0zD4JogjPYQ"><span style="font-weight: 400;">álbum ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/7B6Zmp3r1iY1DFPV08vPBY?si=pCCn8hq3QXWwXseji2LI9g"><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tudo isso encabeçado pelo lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jubilee</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua redenção </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e trabalho mais acessível até o momento, que fez muito barulho e figurou nas principais listas de melhores álbuns do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o sucesso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Jubilee</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o ano frutífero de Michelle são méritos da sensibilidade artística e autenticidade da própria artista. A obra de Zauner, seja musicada ou proseada, é um documento sincero de sua própria trajetória de vida. Temas como luto, conflito geracional, choque cultural e relacionamentos no geral, dialogam diretamente com toda uma geração de jovens adultos. A fácil conexão com as temáticas das canções somadas a uma produção açucarada, dançante e inventiva, são a fórmula do sucesso de um álbum que será sempre lembrado como um dos mais marcantes de 2021. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Paprika, In Hell e Posing In Bondage</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26546" aria-describedby="caption-attachment-26546" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26546" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco KICK ii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, com dois braços mecânicos amarrados em um harness, dando à luz um ovo derretido. No seu lado direito, um clone de Arca está de cabeça para baixo com seis ventosas no torso. Ao redor de Arca há três manequins com desenhos de músculos em um fundo cinza." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26546" class="wp-caption-text">Emoções conflitantes rebatem violentamente entre si dentro de uma obra imprevisível e multifacetada (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; KICK ii</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">KICK ii</span></i><span style="font-weight: 400;">, obra que marcou o retorno implacável de Arca, é um destaque que mescla sabores e sensações. A inovação presente no álbum conduz o ouvinte a uma viagem frenética e contagiante em uma inversão desconstruída da sonoridade familiar do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, que vem </span><a href="http://podpop.com.br/reggaeton-o-ritmo-j-balvin-youtube/"><span style="font-weight: 400;">dominando</span></a><span style="font-weight: 400;"> o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> há muito tempo. A artista venezuelana nos mostra seu interior ao criar atmosferas sombrias e abstratas com ruídos distorcidos e batidas irregulares em uma caótica melodia que divide espaço com ritmos atraentes e explosivos, além de uma hipnótica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NL-tvd8jeBc"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> de vocais ardentes e ferozes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de moldado de forma desordenada, a não-linearidade intencional da obra a transforma em um genial labirinto de melodias sintetizadas guiado através de contrastes. Se desintegrando e reconstruindo seu espaço,</span><i><span style="font-weight: 400;"> KICK ii</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma brilhante experiência da reinvenção do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">atual que não perde o equilíbrio e o sabor agridoce das emoções e mutações do </span><a href="https://pitchfork.com/features/interview/live-from-quarantine-its-the-arca-show/"><span style="font-weight: 400;">estilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> único de Arca, com uma frenética e precisa integração entre tradicional e experimental. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Tiro, Luna Llena e Araña </span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-26547" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><b>Arca &#8211; KicK iii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No eufórico </span><i><span style="font-weight: 400;">KicK iii</span></i><span style="font-weight: 400;">, Arca apresenta sua forma mais extravagante e divertida. Os primeiros segundos explosivos de sua faixa de abertura, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ge4kU4tu0EM"><i><span style="font-weight: 400;">Bruja</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mostram o que está por vir no restante da obra. Com batidas experimentais dignas de um </span><a href="https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/nao-sabe-o-que-e-vogue-e-cultura-ballroom-curso-online-ensina"><i><span style="font-weight: 400;">ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as faixas energéticas surpreendem ao revelar o lado festivo da artista venezuelana, que inova suas produções com uma atmosfera embaçada e rodopiante, como um alegre caos, através de texturas sonoras e refrões de tirar o fôlego.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As músicas, saídas diretamente de um “clube mutante”, transbordam ousadia e se lambuzam na fonte do </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/intelligent-dance-music-guide"><i><span style="font-weight: 400;">IDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com batidas explosivas que soam como tiros e ruídos metálicos agitados e sobrepostos. O destaque absoluto vai para os vocais inquietos e distorcidos de Arca, que criam uma inovadora forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">industrial e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqzLlPbPrxc"><span style="font-weight: 400;">explícito</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de som gutural, mecânico, sujo e estridente faz com que o álbum se sobressaia em relação ao conjunto lançado, apresentando uma fórmula coesa e contagiante. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bruja, Electra Rex e Señorita</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26548" aria-describedby="caption-attachment-26548" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26548" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-800x800.jpg" alt="Capa do disco kick iiii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, deitada de lado e apoiada em uma estrutura de andaimes metálicos. Ela usa um traje robótico rosado e suas pernas terminam em uma cauda de sereia. Seu braço esquerdo é uma arma de fogo com pente azulado. Abaixo dela, há uma pilha de corpos cinzentos. Ao fundo há um cenário composto por nuvens arroxeadas em um céu rosado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26548" class="wp-caption-text">Em kick iiii, Arca utiliza temáticas tecnológicas e alienígenas para derreter a binaridade de gênero (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; kick iiii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quebrando totalmente o clima de confiança inesgotável crescente ao longo dos álbuns anteriores, </span><i><span style="font-weight: 400;">kick iiii</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofre uma queda de energia pesada e se esvazia. No entanto, apesar da quebra de ritmo, Arca oferece uma obra mais contemplativa e intensa em relação ao seu </span><a href="https://exclaim.ca/music/article/arca_kick_cycle_ii_iii_iiii_iiiii_album_review"><span style="font-weight: 400;">interior</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que apostando alto com a abordagem introvertida e sonoridade espacial, a artista venezuelana propõe com sucesso uma ênfase na melodia sobre o ritmo, apresentando uma ternura na sonoridade mansa de suas composições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Arca compõe uma paisagem eletrônica </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/arca-kick-iiii-queer-1259500/"><span style="font-weight: 400;">alienígena</span></a><span style="font-weight: 400;">, característica de um cenário futurístico de uma ficção científica, que oscila de forma melodramática de uma atmosfera calmante para ameaçadora. Os vocais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FWjehRHO0b8"><span style="font-weight: 400;">recitados</span></a><span style="font-weight: 400;"> são surpreendentemente imersivos e contribuem para a experiência </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qKBBNRjfT0c"><span style="font-weight: 400;">íntima</span></a><span style="font-weight: 400;"> e direta de suas letras bonitas e enervantes que entram e saem do tom. Apesar de soar quase vazio em comparação a suas contrapartes, o álbum lenta e precisamente recontextualiza o trajeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kick </span></i><span style="font-weight: 400;">para encaminhar a majestosa conclusão do ciclo. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Queer e Lost Woman Found</span></p>
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<figure id="attachment_26549" aria-describedby="caption-attachment-26549" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26549" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-800x800.jpg" alt="Capa do disco kiCK iiiii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, nua e montada sobre uma anta branca. Ela está sobre um pedestal retangular preto decorado com tecido. Abaixo está um pedestal circular  rodeado por faixas finas de lava. Ao fundo há um cenário preto. A cena simula a escultura venezuelana de María Lionza." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26549" class="wp-caption-text">Parte do reconhecimento do ‘alienígena interior’ é abraçar todas as partes de si mesma, ‘fundindo vários monstros’ em uma união instável (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; kiCK iiiii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado sem aviso prévio,</span><i><span style="font-weight: 400;"> kiCK iiiii</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz um fechamento discreto e pensativo para a série de cinco volumes. Apresentando um </span><i><span style="font-weight: 400;">techno </span></i><span style="font-weight: 400;">ambiente suave e doce, o álbum não alcança a energia e diversidade do restante do ciclo, apesar do grande nível de </span><a href="https://www.albumoftheyear.org/user/dirtycomputer/album/442230-kick-iiiii/"><span style="font-weight: 400;">refinamento</span></a><span style="font-weight: 400;">. A artista venezuelana nos dá um espaço para respirar e contemplar de forma lenta a sensação confortável que traz em suas melodias cintilantes e inusitadas que homenageiam Aphex Twin.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nostálgico desenvolvimento de peças líricas e belos estudos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=72RmuDMlAho"><span style="font-weight: 400;">piano</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lutam suavemente entre si, constroem uma atmosfera inigualável de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DLyWcRsT3K4"><span style="font-weight: 400;">ternura</span></a><span style="font-weight: 400;"> entorpecente e meditativa. O conjunto se destaca pela sua coesão de sensações, soando como lindas canções de ninar sintetizadas e futurísticas que expressam intimidade e vulnerabilidade. O despejo dessa obra é como uma declaração de domínio e maestria musical de Arca, demonstrando o poder de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kick</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chiquito, Sanctuary e Músculos</span></p>
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<figure id="attachment_26507" aria-describedby="caption-attachment-26507" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26507" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui) da banda Lagum. A capa é uma pintura. À frente de um horizonte alaranjado e montanhas roxas e verdes, ao fundo, vemos as pinturas dos membros da Lagum. Da esquerda para a direita, vemos Zani, Jorge, Tio e Chico em pé, e Pedro, agachado. Eles seguram um espelho emoldurado. No chão, vemos a sombra deles refletida." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26507" class="wp-caption-text">Em 2021, Lagum lança seu novo disco celebrando a vida, impulsionando sonhos e se perdendo em memórias de lugares que nunca fomos (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Lagum &#8211; MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta espera, finalmente, a Lagum chega com o álbum novo. Assim, fica claro: esse é só o começo e eles não vão parar por aqui. Após a triste notícia do falecimento de Tio Wilson, o baterista, o disco propõe uma homenagem e resulta em uma reflexão abrangente sobre os momentos da vida entre as paranoias, amores e curtições. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2bZbGKs0jc0gxVguR9fCYr?si=YbMCFvkGQMebCcvSr60ONg"><i><span style="font-weight: 400;">MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">Lagum nos apresenta novamente a </span><a href="https://personaunesp.com.br/seja-o-que-eu-quiser-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">experiência de liberdade encontrada em outros discos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao tocar das faixas, não nos resta outro sentimento se não o desejo de aproveitar e sonhar, porque a vida é boa pra caralh*.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem censuras e sem padrões a serem seguidos, o disco é uma grande representação do jovem brasileiro e ao mesmo tempo, oferece os mais diversos estilos e letras para quem quer que esteja ouvindo. A Lagum é dona de uma originalidade gigantesca e logo, a faixa </span><a href="https://open.spotify.com/track/4Hdn2CSYfKRFEFFkHjSG43?si=6ccda4233577450b"><i><span style="font-weight: 400;">NINGUÉM ME ENSINOU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou grande repercussão nas redes sociais, como o </span><a href="https://portalpopline.com.br/ninguem-me-ensinou-marilia-mendonca-famosos-versoes-hit-lagum/"><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">A capacidade que o som produzido tem de encaixar em qualquer momento do dia, nas mais diferentes vivências, faz com que a obra seja usada para registrar aquilo que seu título promete: memórias, de sonhos que ainda não conhecemos.</span><b> &#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">VEJA BABY, FESTA JOVEM e NÃO VOU FALAR DE AMOR</span></p>
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<figure id="attachment_26530" aria-describedby="caption-attachment-26530" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Meu Coco. Fotografia quadrada, com fundo branco. Na parte superior da capa, vemos um espelho arredondado, com vários reflexos de Caetano Veloso. Sobre esse espelho, lemos Caetano Veloso em letras brancas, cortadas pela metade. No meio da capa, vemos Caetano Veloso de costas. Ele é um homem branco, idoso, de roupa preta. Na parte inferior da capa, vemos a testa e a cabeça de Caetano Veloso, com cabelos grisalhos. Sobre a testa, lemos Meu Coco em letras brancas. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26530" class="wp-caption-text">O coco de Caetano Veloso entra aos poucos em nossas cucas (Foto: Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Caetano Veloso &#8211; Meu Coco</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desvendar as camadas criativas presentes nas obras de Caetano Veloso é um processo que costuma levar muito tempo. Quando estamos diante de seus </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/10/22/caetano-veloso-sobrepoe-riquezas-artisticas-do-brasil-as-dissonancias-sociais-no-arco-pardo-do-album-meu-coco.ghtml"><span style="font-weight: 400;">melhores trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, então, essa jornada torna-se ainda mais longa. Não é de se espantar, portanto, que </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/intenso-como-sempre-caetano-veloso-lanca-meu-coco/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seja formado por incontáveis elementos e trajetórias. E é justamente o aprofundamento do novo disco de Caê que dá frescor à sonoridade desse artista único, revigorando também sua incontestável excelência enquanto compositor. Por isso, é extremamente justo que, assim como sua irmã Maria Bethânia, Caetano tenha chegado aos importantes cadernos de cultura dos jornais </span><a href="https://acervo.folha.uol.com.br/files/flip/FOLHASP/33851/up30/16348660054911.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=venha+para+a+luz&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=2020&amp;anoSelecionado=2021&amp;mesSelecionado=10&amp;diaSelecionado=22&amp;cultura=on"><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://acervo.estadao.com.br/publicados/2021/10/22/g/20211022-46756-nac-56-cd2-c16-not-hkskspk.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Estadão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; embora não tenha sido capa em todos eles.       </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, é através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i><span style="font-weight: 400;"> que Veloso ilumina o tempo presente, esbanjando sua </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/10/meu-coco-renova-a-fe-de-caetano-veloso-num-brasil-distante-da-utopia.shtml"><span style="font-weight: 400;">crença</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais eclética na Música brasileira &#8211; seja por meio de veteranos, como Naras, Bethânias, Elis e Miltons Nascimentos, ou das Glorias Grooves e DUDAS BEATS da atualidade. Conquistando o público desde </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-setembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Anjos Tronchos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, Caetano Veloso nos fascina com inestimável intensidade quando chega à </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">queridinha</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Não Vou Deixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa que também integra a vertente mais política do novo disco. No fim, é mais do que certo que, se um dia </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorrer a alguma premiação, as chances de levar algum troféu para casa são altas. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Meu Coco, Anjos Tronchos e Não Vou Deixar </span><b> </b><span style="font-weight: 400;">       </span></p>
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<figure id="attachment_26470" aria-describedby="caption-attachment-26470" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-800x800.jpg" alt="Capa do álbum lately I feel EVERYTHING da cantora WILLOW (Willow Smith). A imagem mostra o foco aprofundado e centralizado no rosto da cantora, uma mulher jovem e negra. Ela está com as duas mãos apoiadas em seu queixo, e o olhar voltado para cima. Ela usa sombra forte ao redor dos olhos e um piercing no septo. No canto inferior esquerdo, vemos o aviso de conteúdo explícito. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26470" class="wp-caption-text"><a href="https://buzzfeed.com.br/post/willow-smith-deu-a-real-sobre-ser-uma-fa-de-emo-preta-e-nos-precisamos-falar-sobre-isso">Grande fã</a> do gênero pop-punk e emo, a vontade de WILLOW apostar nessa nova fase não veio à toa (Foto: Roc Nation Records)</figcaption></figure>
<p><b>WILLOW &#8211; lately I feel EVERYTHING </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Surfando na onda nostálgica de 2021, WILLOW resgata toda a estética </span><i><span style="font-weight: 400;">emocore</span></i><span style="font-weight: 400;"> para dar luz ao seu quinto álbum de estúdio. A cantora, que já havia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Xfdjqa5dfY"><span style="font-weight: 400;">caminhado muito bem pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, agora decide trilhar seu destino na sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a escolha não poderia ter sido mais precisa. Talento a família Smith tem de sobra, mas parece que a caçula finalmente se encontrou no lugar que desejava estar em </span><i><span style="font-weight: 400;">lately I feel EVERYTHING</span></i><span style="font-weight: 400;">. E ela não embarcou sozinha nessa jornada, reunindo parte da realeza do gênero musical com Travis Barker, baterista do </span><a href="https://personaunesp.com.br/blink-182-california-saida-tom-delonge-inicio-nova-fase/"><span style="font-weight: 400;">blink-182</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que se tornou um fiel escudeiro nesse trabalho, e, ninguém mais, ninguém menos, que a princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, Avril Lavigne, originando uma das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Azb4Au5lUQM"><span style="font-weight: 400;">faixas mais espirituosas do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à bateria potente de Travis e guitarras estridentes, WILLOW </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iKjtyXceFxM"><span style="font-weight: 400;">explode em xingamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, fala sobre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=US7bCa9rADw"><span style="font-weight: 400;">relacionamentos frustrados</span></a><span style="font-weight: 400;">, ansiedade e mostra que está, literalmente, sentindo TUDO. Mesmo em meio a tantas parcerias, ela continua sendo a estrela principal. A fluidez como a jovem passeia por diferentes sonoridades, unida a uma deliciosa rebeldia, é o que torna o álbum um trabalho tão atrativo, e também um dos grandes destaques do ano. Além de que a cantora não poderia estar se divertindo mais ao assumir o posto de novo ícone do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, tocando guitarra com suas amigas, </span><a href="https://portalpopline.com.br/willow-raspa-cabelo-em-performance-roqueira-de-whip-my-hair/"><span style="font-weight: 400;">raspando a cabeça no meio de performances</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tudo mais que o estilo permite fazer. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Come Home, XTRA e Gaslight </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26455" aria-describedby="caption-attachment-26455" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26455 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Love For Sale. Arte digital quadrada, com fundo bege. No canto superior direito, lemos Tony Bennett &amp; Lady Gaga em letras pretas. No canto esquerdo, de cima para baixo, lemos Love For Sale em letras também pretas. Lady Gaga e Tony Bennett ocupam o meio da capa numa fotografia em preto e branco. Lady Gaga é uma mulher branca, de cabelos loiros e veste um vestido tomara que caia. Tony Bennett é um homem branco, idoso, de bigode e veste um terno. Lady Gaga arruma a gravata borboleta de Tony, enquanto ele segura um desenho representando a cantora. Atrás dos dois, há uma sombra humana, com decorações abstratas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26455" class="wp-caption-text">Lady Gaga e Tony Bennett formam uma dupla musical perfeita (Foto: Columbia Records/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tony Bennett &amp; Lady Gaga &#8211; Love For Sale</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicado </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2021/11/lady-gaga-indicada-6-grammy-com-tony-bennett-se-declara-veterano-honrada.html"><span style="font-weight: 400;">seis vezes</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1310807/a-lista-completa-de-indicados-ao-grammy-awards-2022"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2022</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e isso nada tem a ver com sorte. Basta olhar para as indicações e veremos, dentre elas, algumas das principais categorias da premiação &#8211; incluindo Álbum do Ano e Gravação do Ano, essa última por </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">I Get A Kick Out Of You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Antes mesmo de chegar às plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo álbum de Tony Bennett e Lady Gaga recebeu admiráveis cinco estrelas do jornal britânico </span><a href="http://www.rdtladygaga.com/2021/09/traducao-completa-financial-times-publica-review-de-love-for-sale-avaliando-o-com-5-estrelas"><i><span style="font-weight: 400;">Financial Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Gostar ou não de Gaga no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma particularidade de cada um, mas acreditar que tantos reconhecimentos são injustos beira a incoerência. Ainda mais em relação a Tony, que </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/08/03/tony-bennett-ultimo-disco-lady-gaga/"><span style="font-weight: 400;">se despede dos discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com este álbum.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, não é só por causa de todo esse agito que </span><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;"> merece ser considerado um dos melhores discos de 2021. Dotado de um repertório bastante rico, vocais impecáveis, uma ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/love-for-sale-critica/"><span style="font-weight: 400;">fraternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">’ emocionante e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">conciliando</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem presente e passado, o novo trabalho de Tony e Gaga nos surpreende nos mais variados níveis. Alcançando perfeitamente o objetivo de ser um tributo ao compositor norte-americano </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/11/cole-porter-morreu-ha-50-anos-e-ate-hoje-suas-musicas-sao-regravadas.html"><span style="font-weight: 400;">Cole Porter</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem precisar, ainda inova algumas obras clássicas, imprimindo em cada música a roupagem característica da dupla estadunidense. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love For Sale, Do I Love You e I Get A Kick Out Of You</span></p>
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<figure id="attachment_26569" aria-describedby="caption-attachment-26569" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO.jpg" alt="Capa do álbum MONTERO. Nela, Lil Nas X, um homem negro e de cabelo médio aparece nu e centralizado na imagem. Ele flutua como se estivesse se esticando enquanto deitado, sua perna  direita está dobrada e seu braço direito está esticado como se estivesse tocando algo. Atrás dele tem uma circunferência formada por um arco-íris. Ainda mais atrás, há duas construções com arquitetura grega uma em cada lado. Abaixo de Lil, corre um rio que deságua em uma cachoeira. Esse rio tem suas laterais cobertas por gramas. Na lateral esquerda, há algumas árvores com folhas rosas, enquanto na direita, tem somente uma árvore de tronco retorcido e sem folhas. No fundo da imagem, há uma imagem de um céu. Espalhadas pela imagem, estão também algumas gotículas de água e algumas borboletas nas cores cinza." width="800" height="801" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO-768x769.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26569" class="wp-caption-text">O queridinho de 2021, em meio a algumas esnobadas, foi indicado em 5 categorias do Grammy, mas já é o campeão moral de muita gente (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Nas X</b><b><i> &#8211; </i></b><b>MONTERO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, Lil Nas X deu à luz (literalmente) ao seu primeiro álbum de estúdio e exorcizou de vez os fantasmas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">one hit wonder</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/montero-lil-nas-x-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um perfeito retrato do artista que nos ajuda a entender quem foi e o que se tornou Montero Lamar Hill, seu nome de batismo. Desde seus problemas na infância, até o choque da fama repentina e a decisão de se assumir em meio a uma indústria tão conservadora, tudo é muito bem colocado em um álbum que passeia pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">. Subvertendo o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> hétero, Nas se prova o mais rebelde em um gênero de rebeldia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abusando de suas referências que permeiam de Outkast</span> <span style="font-weight: 400;">a Elton John e lotando a obra de grandes nomes como o </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Doja Cat e Kanye West na produção do </span><a href="https://open.spotify.com/track/27NovPIUIRrOZoCHxABJwK"><span style="font-weight: 400;">maior </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um Nas maduro que não precisou passar por um processo de amadurecimento ao longo de seus lançamentos, mas sim durante sua própria vida. Nas X soube transformar os infortúnios vividos em um álbum contagiante e instigante, ao mesmo tempo em que ele dosa a extravagância com momentos intimistas. Assim como uma borboleta, o disco quebra os casulos dos quais o artista não cabe para o nascimento de um novo Lil, mais colorido e mais livre. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">INDUSTRY BABY,TALES OF DOMINICA e AM I DREAMING</span></p>
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<figure id="attachment_26554" aria-describedby="caption-attachment-26554" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26554" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-800x800.png" alt="Capa do disco Nenhuma Dor. A arte é uma montagem de fotos da cantora Gal Costa. Nos quatro cantos temos pedaços de fotos dela em preto e branco. Na parte central vemos uma foto do rosto de Gal em preto e branco, ela tem expressão séria e seu cabelo está armado. No canto esquerdo lê-se em vermelho “NENHUMA DOR”. Na parte superior lê-se em vermelho “Rodrigo Amarante, Silva, Criolo, António Zambujo, Zé Ibarra, Seu Jorge, Tim Bernardes, Rubel, Jorge Drexler, Zeca Veloso” também lê-se em preto “GAL”. No lado esquerdo lê-se em vermelho “Avarandado, Só Louco, Paula e Bebeto, Pois É, Meu Bem Meu Mal, Juventude Transviada, Baby, Coração Vagabundo, Negro Amor, Nenhuma Dor”. Na parte inferior nota-se manchas de aquarela nas cores vermelho, laranja e amarelo”" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26554" class="wp-caption-text">“Obrigado Gal, jamais poderia imaginar te servir, sou pura gratidão. Espero de coração poder um dia te dar esse abraço que sinto me dás quando te ouço” (Foto: Thereza Eugenia/Arte: Omar Salomão)</figcaption></figure>
<p><b>Gal Costa &#8211; Nenhuma Dor</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tropical, plural, fatal, Gal! A cantora, que é uma das maiores vozes da música nacional, hipnotiza e inspira gerações desde a década de 60. Na pandemia, sua influência se fez mais forte e seus discos foram ouvidos como nunca, e cultuados como sempre. Os mais jovens redescobriram na voz de Gal Costa um conforto carregado de inconformismo, e ela, percebendo a importância do movimento, celebrou seus </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/pedro-antunes/2020/12/16/gal-costa-tudo-sobre-o-novo-projeto-gal-75-que-revisita-os-classicos.htm"><span style="font-weight: 400;">75 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado de quem segue os caminhos abertos pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Mãe de Todas as Vozes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Amarante, Zeca Veloso, Seu Jorge, Zé Ibarra, Jorge Drexler, Rubel, Tim Bernardes, Criolo, António Zambujo e Silva, esses foram os nomes escolhidos para dividir as canções de </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nenhuma Dor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O nome do álbum soa como um presságio faixa após faixa, cumprindo seu objetivo de estancar o mal estar que perpetua em tempos de isolamento. O espaço que a artista cede a cada um é bem aproveitado em cada particularidade, com arranjos pessoais o disco funciona como um apanhado de singles, sem perder a harmonia quando as músicas se juntam. O projeto de Gal realmente acabou com a dor. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Avarandado, Juventude Transviada e Nenhuma Dor</span></p>
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<figure id="attachment_26512" aria-describedby="caption-attachment-26512" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26512" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-800x800.jpg" alt="Capa do disco Long Leg de Dry Cleaning. A imagem é formada por quatro fotografias em tamanhos diferentes. A maior, no lado esquerdo, mostra a sombra de uma perna sobre um piso de cimento cinza intertravado. Em ⅓ do lado direito, está uma fotografia irreconhecível pela saturação quase branca, sendo possível ver apenas pequenas manchas em preto. Entre as duas imagens maiores estão outras duas menores de mesmo tamanho. A superior é uma fotografia que mostra um caminhão amarelo com guindaste em uma paisagem com entulhos de concreto e vegetação ao fundo. A inferior mostra um caminhão vermelho com guindaste em uma paisagem com morros e caminhos de terra em tons diferentes de marrom. No espaço entre as duas menores fotografias está o nome da banda em fonte preta caligráfica e a frase “NEW LONG LEG” em fonte maiúscula preta não serifada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26512" class="wp-caption-text">New Long Leg é a estreia triunfante da banda inglesa Dry Cleaning, fundada em 2017 através do convite de Tom Dowse à sua ex-amiga de escola de arte Florence Shaw, ainda bem (Foto: 4AD Ltd)</figcaption></figure>
<p><b>Dry Cleaning &#8211; New Long Leg</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma coleção surreal de imagens, o cotidiano se torna poesia pela </span><a href="https://youtu.be/6PuqlOTyJt0"><span style="font-weight: 400;">narração</span></a><span style="font-weight: 400;"> obsessivamente apática de Florence Shaw (vocalista): são braços fracos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kung Fu</span></i><span style="font-weight: 400;">, um sanduíche velho, um sapato de cerâmica, uma bola pula-pula de Tóquio, Oslo e até do Rio de Janeiro. Narrada totalmente pela voz inalterada de Shaw, que se recusa a cantar, a irreverência quase dadaísta desse lirismo descritivo revela um intimismo inesperado. Ela fala, sussura, simula instrumentos, mas cantar, ela não canta. E se isso parece não fazer sentido nenhum, bom, realmente não faz. Mas é exatamente por meio de uma experimentação tortuosa que Dry Cleaning produziu um dos melhores registros de 2021, logo no álbum de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/dry-cleaning-new-long-leg/"><span style="font-weight: 400;">estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comparação com os </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores da banda inglesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">noisy rock </span></i><span style="font-weight: 400;">– </span><a href="https://open.spotify.com/album/2RoDiBN2teda8nQ33CO2WR?si=fKHamsnaSjC__zmDz8Htww"><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Princess</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/album/0vohgJmzfuBhJ0yh1xt5y2?si=PgTINXtmQkCf_kVCAWpU2w"><i><span style="font-weight: 400;">Boundary Road Snacks and Drinks</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos de 2019 –, a produção encabeçada por John Parish (produtor com colaborações que incluem desde PJ Harvey até Aldous Harding) elevou </span><a href="https://open.spotify.com/album/4oNy189uvEgnJKNLsWx9Zz?si=jizKbW9PSNWVSP0JD5lYuQ"><i><span style="font-weight: 400;">New Long Leg</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao seu máximo. Há um contraste tenso entre o tom meditativo da vocalista com a sonoridade industrial conduzida por Lewis Maynard (baixo), Nick Buxton (bateria) e Tom Dowse (guitarra), que carregam uma soma de reminiscências do </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-cure-pornography/"><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da década de 80, sem nunca deixar de se ser, em primeiro lugar, um ponto de vista de Shaw – ou qualquer outro enigmático protagonista criado por sua narrativa lírica rara. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Scratchcard Lanyard, Her Hippo e John Wick</span></p>
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<figure id="attachment_26453" aria-describedby="caption-attachment-26453" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2.jpg" alt="Capa do álbum Noturno. Arte digital quadrada, com fundo branco. Quase no centro do disco, posicionado mais à direita, está o título Noturno, escrito em letras de fôrma maiúsculas azuis. Um pouco abaixo, lemos Maria Bethânia em letras cursivas de outra tonalidade azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26453" class="wp-caption-text">Resgatando Nora Ney, valorizando Adriana Calcanhotto ou perpetuando Tim Bernardes, Maria Bethânia é luz soberana nos percursos de Noturno (Foto: Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Bethânia &#8211; Noturno</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://twitter.com/MidiaNINJA/status/1360764405185732608"><i><span style="font-weight: 400;">Eu quero vacina, respeito, verdade e misericórdia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. Pouco tempo depois de emocionar o Brasil com um verdadeiro </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/02/live-de-maria-bethania-repete-a-performance-impecavel-de-seus-shows.shtml"><span style="font-weight: 400;">sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira da carreira, Maria Bethânia entregou ao mundo um dos discos mais primorosos de 2021. Elaborado do início ao fim com um inteligente </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/para-jogar-luz-na-sombra-da-dist%C3%A2ncia-1.664135"><span style="font-weight: 400;">jogo de luzes e sombras</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> atravessa, por necessidade e convicção, as dores e as delícias de se estar vivo em tempos tão conturbados, abrindo, com essa viagem, os caminhos mais ricos e fartos até uma rara esperança. De mãos dadas com a transmissão do </span><a href="https://globoplay.globo.com/maria-bethania-live/t/HcZbHrVQTk/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum de Bethânia foi com certeza “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PqATKhWvgg"><i><span style="font-weight: 400;">uma pequenina luz</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> bruxuleante</span></i><span style="font-weight: 400;">” para todos aqueles que habitaram o medo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamente dramático, </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> não surpreendeu ao obter um reconhecimento considerável logo nos primeiros dias de existência. Ao estampar as capas dos </span><a href="https://twitter.com/patricnarva/status/1421275858610835456"><span style="font-weight: 400;">principais cadernos de cultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país, em jornais como </span><a href="https://acervo.folha.uol.com.br/files/flip/FOLHASP/33757/up71/16276081782151.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=maria+beth%C3%A2nia&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=2020&amp;anoSelecionado=2021&amp;mesSelecionado=7&amp;diaSelecionado=30&amp;cultura=on"><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://acervo.estadao.com.br/publicados/2021/07/30/g/20210730-46672-spo-33-999-h1-not-keegpkk.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Estadão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova obra da eterna Abelha Rainha nada mais fazia do que ser devidamente prestigiada. Foi com o mesmo merecimento, aliás, que </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> recebeu excelentes notas de importantes críticos, como o experiente jornalista </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/07/30/canto-magno-de-maria-bethania-brilha-no-contraste-entre-a-claridade-e-o-breu-que-ilumina-o-album-noturno.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Mauro Ferreira</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com tamanha qualidade, não restam dúvidas de que o lirismo, a entrega performática e até mesmo </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-julho-2021/"><span style="font-weight: 400;">o lado mais político</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Maria Bethânia foram revigorados por meio desse lançamento. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">   </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bar da Noite, Lapa Santa e Prudência</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26541" aria-describedby="caption-attachment-26541" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Nu de Djonga. Na imagem a cabeça do rapper aparece servida em uma bandeja de prata redonda com sangue respingado. Ele é um homem negro de cabelo raspado, usa piercing no nariz, e sua expressão é séria. No fundo, há uma mão de luvas brancas segurando a bandeja, e atrás há pessoas apontando para ele, usando o celular para filmar e mostrando o dedo do meio na sua direção. No canto inferior direito está escrito “Nu”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26541" class="wp-caption-text">O Menino Que Queria Ser Deus agora encara o medo de morrer sozinho (Foto: Ceia Ent.)</figcaption></figure>
<p><b>Djonga &#8211; NU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os 5 excelentes álbuns de estúdio de Djonga, nenhum é tão intimista quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">&#8211; dá para entender pelo nome o objetivo de se despir por completo, olhar para si. Assim como a capa que o ilustra, com sua cabeça em uma bandeja, as 8 faixas o deixam servido de corpo e alma pelas suas </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/pedro-antunes/2021/03/13/djonga-lanca-nu-para-reencontrar-gustavo.htm"><span style="font-weight: 400;">verdades dolorosas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse é um ápice artístico de introspecção tão profunda que as músicas tomaram ritmos variados &#8211; algo incomum para ele. Mais do que isso, as rimas que escancaram a dúvida, a culpa, o medo e o julgamento consigo mesmo, tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;"> o melhor disco de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Djonga entende que sua vida depende de ter coragem, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZuitmKtTDcQ"><i><span style="font-weight: 400;">Me Dá a Mão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ilustra brilhantemente o que é encarar a própria vulnerabilidade. Diante de tudo o que construiu, ele se sente caindo do topo de um precipício, </span><i><span style="font-weight: 400;">1% a menos humano por dia, tão só, tão ele</span></i><span style="font-weight: 400;">. Do grito assíduo da cultura preta em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VO0f5Q99BD8"><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até o conflito </span><i><span style="font-weight: 400;">daquele que faz o dinheiro girar</span></i><span style="font-weight: 400;">, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g3y96TDEZ-o"><i><span style="font-weight: 400;">Ricô</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum é uma conversa extraordinária entre Djonga e Gustavo. </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;"> é exatamente sobre o atrevimento de assumir ser frágil no meio da pressão e dos estereótipos, deixando claro que não existe nenhum disco no cenário como esse. Muito menos um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">no Brasil como ele. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Nós, Xapralá e Eu</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26568" aria-describedby="caption-attachment-26568" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26568" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum OUTRO ROLÊ de FBC. Um homem de costas olha para a câmera com os olhos semicerrados. Ele está vestindo um casaco de pele enquanto anda por uma estrada de asfalto. Na beira da estrada há vegetais e árvores secas. Há um lago ou um rio mais à frente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26568" class="wp-caption-text">OUTRO ROLÊ marca a primeira colaboração entre o rapper FBC e o beatmaker VHOOR (Foto: WRM)</figcaption></figure>
<p><b>FBC &amp; VHOOR &#8211; OUTRO ROLÊ</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">viral </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6wnHX-h878g"><i><span style="font-weight: 400;">Se Tá Solteira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consagrou FBC como um dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">em atividade no Brasil. Ele já vinha lançando trabalhos notáveis antes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">S.C.A</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), mas a união de forças com o produtor VHOOR permitiu que alçasse voos ainda mais altos. </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/todos-os-roles-de-fbc/"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro dos dois álbuns que a dupla gravou em 2021, é uma aula de destreza lírica e versatilidade. A curta </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais do que suficiente para o duo demonstrar uma sinergia absoluta, seja em faixas mais dançantes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Champs-Élysées</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Baile</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">de</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou em canções reflexivas (</span><i><span style="font-weight: 400;">Gameleira</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sincero</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Foda-se</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embalado pelas batidas de </span><a href="https://www.rimasebatidas.pt/uma-breve-historia-do-drill/"><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> habilmente construídas por VHOOR, FBC elabora cenários caóticos que misturam passado, presente e futuro para dar conta de sentimentos contraditórios. Um aperitivo: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">A vida tem seus mistérios/me pôs de frente os estéreos/fiz música, ministérios/levando esperança até quando não tinha um centavo no bolso pro Minister</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. A consagração total veio com </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i><span style="font-weight: 400;"> a dupla de Minas Gerais já mostra a que veio como poucas vezes se viu no</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/rap-brasileiro/"><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Pra ouvir alto e aguardar ansiosamente pelos próximos passos de FBC e VHOOR. &#8211;</span><b> Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Champs-Élysées, Gameleira e Sincero Foda-se</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26555" aria-describedby="caption-attachment-26555" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26555" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-800x800.jpeg" alt="Capa do disco Patroas 35%. Maiara, Marília e Maraisa, três mulheres brancas, estão de olhos fechados e chorando lágrimas douradas. Na parte superior, está escrito “Patroas 35%” em dourado, com um fundo preto. Elas também utilizam brinco e anel dourado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26555" class="wp-caption-text">O projeto Patroas seguirá mesmo após a morte de Marília Mendonça, porém a turnê está cancelada (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Maiara &amp; Maraisa e Marília Mendonça &#8211; Patroas 35%</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 ficará para sempre marcado no universo do sertanejo. Isso porque, sua maior expoente feminina, </span><a href="https://nosmulheresdaperiferia.com.br/amei-fui-corna-superei-fui-a-outra-e-so-a-marilia-mendonca-sabia/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;">, faleceu num trágico acidente de avião. Mas Marilinha não deixou o gênero órfão: em parceria com as gêmeas Maiara &amp; Maraísa, ela lançou o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><i><span style="font-weight: 400;">Patroas 35%</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> menos de um mês antes de morrer. O projeto marcava o início de um sonho das </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/11/06/feminejo-marilia-mendonca-colocou-mulheres-como-protagonistas-na-musica-brasileira"><span style="font-weight: 400;">líderes do feminejo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mais uma vez revolucionariam o universo onde antes apenas homens tinham voz e poder de composição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho já chegou gigante nas plataformas digitais. Um de seus singles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8va_ChEIAI&amp;ab_channel=Mar%C3%ADliaMendon%C3%A7a"><i><span style="font-weight: 400;">Esqueça-Me Se For Capaz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou um clipe cinematográfico – com referência ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Prenda-Me se For Capaz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Spielberg – para marcar o próspero início das Patroas. Não demorou muito para </span><i><span style="font-weight: 400;">Motel Afrodite</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Fã Clube</span></i><span style="font-weight: 400;"> caírem nas graças do povo e nos botecos da cidade, entrar num </span><i><span style="font-weight: 400;">Uber</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem estar tocando uma das faixas do disco era, e ainda é, quase impossível. O Brasil canta as Patroas e sente falta da imensidão de Marília. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Motel Afrodite, Presepada e Fã Clube</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26564" aria-describedby="caption-attachment-26564" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Pirata. Na imagem, em frente a um fundo em tons de azul, vemos, dos ombros para cima, o cantor Jão de perfil, mas com o rosto virado para a câmera. Jão é um homem branco, de cabelos pretos lisos penteados para cima, barba preta rala, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo uma blusa vermelha de gola alta e usando um tapa olho preto sob o olho esquerdo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26564" class="wp-caption-text">A faixa Olhos Vermelhos, a décima e último do álbum Pirata, foi inteiramente composta e produzida por Jão (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Jão &#8211; PIRATA</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/jao-pirata-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terceiro álbum de Jão, já começa com surpresas: a primeira faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E-3NTWMFgp0"><i><span style="font-weight: 400;">Clarão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é algo completamente diferente de tudo que o cantor paulista já fez. Se antes o boato era que ele só lançava música igual, o artista aposta em uma batida eletrônica e letras positivas logo de cara, o que pode soar estranho, à princípio, mas cai no gosto em pouco tempo. Na sonoridade e nos instrumentais, características de trabalhos anteriores de Jão reaparecem aqui, mas com um ar novo &#8211; com exceção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-PxbBU5EYqw"><i><span style="font-weight: 400;">Você Me Perdeu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, todas as canções soam frescas. A inovação dá as caras ao longo dos 30 e poucos minutos de duração do álbum, que passam até rápido demais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jão se mostra mais confiante, experiente, aberto e mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=46w_wj1hXac"><span style="font-weight: 400;">otimista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não só a musicalidade do cantor comprova a vontade de explorar novos cantos, mas as letras também seguem essa ânsia. Apesar da temática abordada continuar a mesma, majoritariamente, vem mais amadurecida. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">LOBOS</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele misturou o sofrimento com a insegurança com si próprio e seus sonhos; em </span><i><span style="font-weight: 400;">ANTI-HERÓI</span></i><span style="font-weight: 400;">, o coração partido foi o foco; em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2LeCiUHBSmUMyrclDEEBly?si=Z7R3m0GzQbiqaykA1E4Okg"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor continua nos contando sobre seus relacionamentos de todos os tipos. Agora, porém, compõe e canta sobre suas descobertas e decepções despreocupadamente, comemora o término, em vez de lamentá-lo, e afirma com convicção que já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9mmWVXaXsY8"><span style="font-weight: 400;">não ama mais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com as letras e melodias, o artista nos dá sua visão dos eventos de uma maneira mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YbsNdSMnyNA"><span style="font-weight: 400;">sensual</span></a><span style="font-weight: 400;"> e divertida &#8211; e bem mais convidativa para quem já ouviu os chororôs de Jão. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Idiota, Santo &amp; Meninos e Meninas</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26518" aria-describedby="caption-attachment-26518" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26518 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-800x800.jpg" alt="Capa do disco Planet Her. A imagem mostra Doja Cat, uma cantora de altura mediana, deitada de lado,  nua, com algumas manchas por seu corpo, com uma das pernas sobrepondo a outra, com os cabelos longos e ruivos jogados contra o fundo, enquanto apresenta uma feição de felicidade. O fundo é uma mistura líquida que imita uma galáxia, com alguns tons de verde, roxo, rosa, azul, preto e branco. Ao centro, em vertical, temos a apresentação textual do nome do álbum e o nome da cantora. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26518" class="wp-caption-text">Doja Cat sabe exatamente do que nós precisamos e é impossível não quer passear pelo seu planeta (Foto: Kemosabe Records/RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Doja Cat &#8211; Planet Her</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ousada… Versátil… Talentosa… Doja Cat consegue ser tudo e muito mais. A prova disso, é claro, está no seu terceiro álbum de estúdio, </span><a href="https://personaunesp.com.br/planet-her-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Planet Her</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;"> Lançado no dia 24 de junho de 2021, a obra veio como uma estratégia da cantora em consolidar os recordes que ela já havia estabelecido com o sucesso do seu antecessor, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1MmVkhiwTH0BkNOU3nw5d3"><i><span style="font-weight: 400;">Hot Pink</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com direito a uma nova versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco mostrou ainda mais sua capacidade de se adaptar aos gêneros com fluidez e leveza. Inclusive, é muito interessante observar a aptidão dela de se transformar, desde as apresentações do do seu último lançamento, que sempre traziam uma nova versão de suas músicas, aqui ela só prova que consegue fazer de tudo um pouco, sem perder a qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua estreia, o álbum trouxe grandes frutos para nossa alienígena preferida. Além do prêmio de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul/R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">American Music Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a artista conquistou a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Feminina do Ano no </span><i><span style="font-weight: 400;">XXL Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022. Agora, surpreendendo ainda mais seus fãs, a cantora já pode comemorar mais um marco que nenhuma </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">do mesmo gênero conseguiu algum dia. Ela é, oficialmente, a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">feminina a permanecer no top 10 da </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por 25 semanas por conta de seu novo álbum. Agora é esperar para saber em qual novo planeta Doja Cat vai decidir se aventurar e quais recordes ela ainda vai quebrar. </span><b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Ain’t Shit, Kiss Me More e You Right</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26557" aria-describedby="caption-attachment-26557" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26557" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do disco Portas. Ao centro vemos uma pintura da cantora Marisa Monte, uma mulher branca de cabelo castanho e médio. Ela veste um vestido branco, uma tiara de flores rosas na cabeça e óculos escuros. Ela está sentada num banco de madeira pintado de amarelo. Suas pernas estão viradas para a esquerda e seu pé esquerdo está em cima da cadeira. À direita, apoiado em sua mão, está um violão marrom. Na mão esquerda há uma chave. Há asas azuis de borboleta nas costas de Marisa. No canto inferior esquerdo há uma cesta de frutas. À esquerda há várias espadas de São Jorge. No canto direito há um bicho preguiça e mais elementos da natureza em tons de verde, gelo e vermelho. O fundo é azul escuro com algumas constelações." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26557" class="wp-caption-text">Marisa lançou Portas após quase uma década sem um álbum de inéditas (Foto: Marcela Cantuária)</figcaption></figure>
<p><b>Marisa Monte &#8211; Portas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente do que Marisa Monte lançasse esse ano, era fato que ela apareceria nas listas de Melhores de 2021. Em mais de 30 anos de carreira, sendo uma das vozes mais ímpares da Música Popular Brasileira, ela sempre entregou projetos completos dentro de suas singularidades. </span><a href="https://personaunesp.com.br/marisa-monte-portas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Portas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para quebrar as barreiras de um ambiente claustrofóbico causado pela pandemia, e, aqui, Marisa se permite andar descalça pelos campos e pelas praias, conversar com animais e ter experiências táteis com elementos abstratos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelas portas que a cantora abriu, novas e antigas parcerias entraram. </span><a href="https://personaunesp.com.br/cabeca-dinossauro-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Arnaldo Antunes</span></a><span style="font-weight: 400;">, presente em toda discografia de MM, assina três faixas do álbum; Nando Reis, que lapidou </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerânio</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; do disco</span> <a href="https://personaunesp.com.br/infinito-particular-e-universo-ao-meu-redor-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Infinito Particular</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, retoma a colaboração com </span><i><span style="font-weight: 400;">Praia Vermelha</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os novos ventos trazem Marcelo Camelo, presente em três canções; e Chico Brown que assume o lugar do pai, Carlinhos Brown, e se torna o nome que mais aparece na lista de compositores. Todos os detalhes se unem para formar um disco coeso e com a implacável singularidade da cantora. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fazendo Cena, A Língua dos Animais e Medo do Perigo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26550" aria-describedby="caption-attachment-26550" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26550 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-800x800.jpg" alt="Capa do disco Promises. A imagem mostra três trapézios, alinhados um acima do outro, cada um deles com predomínio da cor branca, com linhas cinzas e pretas desenhadas sobre, além linhas e diferentes formas geométricas de diversas cores. Os trapézios se encontram sobre um fundo branco, com os nomes dos artistas Floating Points, Pharoah Sanders e a orquestra The London Symphony Orchestra, escritos no canto superior. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26550" class="wp-caption-text">Promises foi lançado pela Luaka Bop, gravadora fundada por David Byrne (Foto: Luaka Bop)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Floating Points, Pharoah Sanders e London Symphony Orchestra &#8211; Promises</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio ao silêncio, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h8GHGw8sSms"><span style="font-weight: 400;">agrupamento de notas</span></a><span style="font-weight: 400;"> ressoa. Com os acordes em grupos espaçados, uma sequência harmônica se desenrola. Em seguida, um saxofone sereno desponta, seguida de cordas surgindo à distância. Não demora muito até que se perceba a natureza cíclica da base harmônica de </span><a href="https://open.spotify.com/album/3ShtO5VCYa3ctlR5uzLWBa?si=6D4vmF5JTKGrhJtcwP22fg"><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que acompanhará a composição do início ao fim, e sobre esse alicerce se constrói um estado de contemplação crescente, que vai aos poucos elevando a música para outros patamares. Atingindo o sublime, </span><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum composto por uma única peça musical contínua, dividida em 9 movimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Composta pelo produtor de música eletrônica Sam Shepard </span><i><span style="font-weight: 400;">a.k.a.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Floating Points, a obra conta ainda com a colaboração do saxofonista veterano Pharoah Sanders, e da London Symphony Orchestra. O casamento entre o contemporâneo, o erudito e o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">solidifica uma criação única, que começa minimalista, e que a cada movimento adquire mais graus de complexidade e elaboração, conciliando emoção intensa a um estado de meditação profunda. </span><a href="https://open.spotify.com/album/3ShtO5VCYa3ctlR5uzLWBa?si=sXBjziRXQTeIh_kKQu3QIg"><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é envolvente, imersivo, memorável, e uma das criações musicais mais fascinantes de 2021.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Movement 1, Movement 5 e Movement 6</span></p>
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<figure id="attachment_26514" aria-describedby="caption-attachment-26514" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Screen Violence, da banda CHVRCHES. Uma televisão em uma sala vermelha, de frente. Na tela, uma persiana fechada. Um braço se estende da parte inferior e, com o indicador da mão direita, abre uma fresta na persiana, revelando estática. Fora da televisão, há um fio preto se estendendo do canto esquerdo da televisão e indo para a borda esquerda da capa. Atrás da televisão há uma luz acesa, iluminando a parede vermelha." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26514" class="wp-caption-text">Inspirado pelo Cinema de Terror, CHVRCHES volta com energias sinistras (Foto: Glassnote Records)</figcaption></figure>
<p><b>CHVRCHES &#8211; Screen Violence</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos depois de presenciarmos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chvrches-critica/"><span style="font-weight: 400;">a morte do amor</span></a><span style="font-weight: 400;">, retornamos à igreja do </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Lauren Mayberry, Martin Doherty e Iain Cook com o sinistro </span><a href="https://open.spotify.com/album/7bqsMK436ADwYPs0Odqi0S?si=d3cfa473165541ac"><i><span style="font-weight: 400;">Screen Violence</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum de estúdio do grupo escocês CHVRCHES. Com uma estética renovada, a banda se afunda de vez em seus piores sentimentos e produz alguns de seus sons mais concisos e bem sincopados, com seus membros em perfeita sincronia uns com os outros, extraindo uma harmonia gritante e afiada dos versos incisivos de Lauren.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">No corte final/Na cena final/Há uma final girl/E você sabe que agora ela deveria estar gritando</span></i><span style="font-weight: 400;">” ela grita a plenos pulmões, nos desafiando à encaixá-la no papel de vítima e, ao mesmo tempo, abraçando suas próprias vulnerabilidades em faixas mais suaves, mas não menos poderosas. Muito além da participação icônica de </span><a href="https://www.nme.com/news/music/chvrches-discuss-working-with-hands-on-robert-smith-3031834"><span style="font-weight: 400;">Robert Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/track/1BKIwIn8gSPj9EKv00zSq6?si=35e327a4ec114333"><i><span style="font-weight: 400;">How Not To Drown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Screen Violence </span></i><span style="font-weight: 400;">é um </span><i><span style="font-weight: 400;">director’s cut</span></i><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim, exibindo um grupo artistas em no auge de sua síntese e criando um novo patamar para o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> expressivo da banda.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Violent Delights, How Not To Drown e Lullabies</span></p>
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<figure id="attachment_26538" aria-describedby="caption-attachment-26538" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26538" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-800x800.jpg" alt="A capa do disco mostra Erika de Casier, uma mulher negra com expressão tranquila em closeup. Ela olha direto para a câmera. Uma mecha de cabelos cacheados emolduram o lado esquerdo de seu rosto. A fotografia tem aspecto “pixelado”, como se tivesse baixa resolução, ainda que todos os traços da artistas sejam muito claros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26538" class="wp-caption-text">Riquíssima em referências, Erika de Casier impressiona na maneira com que transforma suas inspirações num som próprio e original (Foto: 4AD Records)</figcaption></figure>
<p><b>Erika de Casier &#8211; Sensational </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Geração Z ama uma referência à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2022, certo? Mas o que acontece, muitas vezes, é o uso da referência </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">como muletas, no qual o artista se aproveita do efeito que uma obra, que já existe, tem sobre o público. E usurpa essa experiência, sem trazer nada de novo. Esse não é, definitivamente, o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sensational</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo de cara, o trabalho da musicista portuguesa-dinamarquesa Erika de Casier impressiona pelas fontes de que bebe: os sons metálicos e quase futuristas do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> do final dos anos 90, as paisagens sonoras do lendário grupo Sade e a riqueza vocal sussurrada de nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/kelela-janet-jackson-consciencia-negra/"><span style="font-weight: 400;">Janet Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, Brandy e T-Boz (do TLC). Mas nada de referências jogadas a esmo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi por meio da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i><span style="font-weight: 400;"> que De Casier teve os primeiros contatos com esse time de vozes da Música negra. Mas ela não recupera essas influências por pura nostalgia. </span><i><span style="font-weight: 400;">All You Talk About</span></i><span style="font-weight: 400;"> exemplifica essa qualidade, sendo na mesma medida emocional e </span><i><span style="font-weight: 400;">blasé</span></i><span style="font-weight: 400;">, ingênua e irônica, tátil e afiada, tanto no instrumental quanto nos versos cantados por Erika, que não precisa levantar a voz para entregar sua mensagem. Outros momentos, como a dançante </span><i><span style="font-weight: 400;">Busy</span></i><span style="font-weight: 400;"> – banhada em camadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">UK garage</span></i><span style="font-weight: 400;">, gênero de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bjork-homogenic-critica/"><span style="font-weight: 400;">música eletrônica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que bombou na década de 90 –  mostram a versatilidade da artista, que é coesa em tudo que faz, sem nunca aprisionar seu som, à exemplo dos gênios que a inspiraram. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Polite, Busy e Call Me Anytime</span></p>
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<figure id="attachment_26473" aria-describedby="caption-attachment-26473" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “SINNER GET READY”, de Lingua Ignota. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele clara, de cabelos loiros, com um capuz de renda com aplicações de pérolas e outros ornamentos que deixam o rosto dela pouco visível. A capa compreende o rosto da artista apenas do pescoço para cima, que está totalmente de frente para a câmera sobre uma parede de tom ocre. A imagem ainda possui uma pós-produção posicionada nas porções inferior e lateral direita, que simula sangue derramado na água. O nome da artista está escrito na parte mais superior e centralizada em fonte não-serifada branca e o título do álbum é apresentado da mesma maneira, na parte inferior." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26473" class="wp-caption-text">SINNER GET READY é uma surpresa para os fãs habituados aos trabalhos mais pesados de Lingua Ignota, porém o resultado segue devastador (Foto: Sargent House)</figcaption></figure>
<p><b>Lingua Ignota &#8211; SINNER GET READY</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sonoramente menos pujante que o registro anterior (</span><i><span style="font-weight: 400;">Caligula</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2019), </span><i><span style="font-weight: 400;">SINNER GET READY</span></i><span style="font-weight: 400;"> trocou o já consolidado </span><i><span style="font-weight: 400;">noise</span></i><span style="font-weight: 400;">/</span><i><span style="font-weight: 400;">metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> por experimentações ambiciosas com o cancionário primitivo estadunidense. A multi-instrumentista subverte elementos musicais religiosos da Pensilvânia, como os arranjos tradicionais cheios de banjos e sinos e o canto em coro, para encapsular seus sentimentos mais sufocantes. Desde o lançamento em agosto de 2021, o álbum por si só já tem material suficiente para figurar entre os melhores do ano, porém em dezembro ganhou uma camada extra de importância. Kristen publicou em suas redes sociais o </span><a href="https://twitter.com/lingua_ignota_/status/1469019331556225026"><i><span style="font-weight: 400;">IMPACT STATEMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, texto no qual detalha todo o abuso físico e mental que sofreu nos últimos dois anos pelo ex-companheiro Alexis Marshall, vocalista da banda Daughters. O disco se revelou um diário das circunstâncias traumáticas que ela viveu nessa época. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mesma religiosidade fanática usada como instrumento de opressão em massa se torna alegoria para o trauma pessoal na obra de Kristin Hayter. Combinando </span><i><span style="font-weight: 400;">samples </span></i><span style="font-weight: 400;">de discursos de reverendos </span><i><span style="font-weight: 400;">superstars</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Televisão norte-americana com a instrumentação característica do sacro </span><a href="https://www.invisibleoranges.com/a-metalheads-guide-to-appalachian-folk-music/"><i><span style="font-weight: 400;">Appalachian Folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Kristin encarna e reflete o impetuoso Deus do Velho Testamento. Ao longo de nove canções e com pouco menos de uma hora de duração, o ouvinte é confrontado com a onisciência da dor em todos os seus níveis, a onipresença da sensação de abandono e a onipotência do julgamento seguido de punição ferrenha para com tudo aquilo que se aproxima da natureza humana. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> I WHO BEND THE TALL GRASSES, PENNSYLVANIA FURNACE e PERPETUAL FLAME OF CENTRALIA</span></p>
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<figure id="attachment_26515" aria-describedby="caption-attachment-26515" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Sling, da cantora Clairo. Emoldurada por um quadrado preto desbotado, uma foto de Clairo, usando uma blusa preta, olhando para sua cadela, Joanie, que tem uma das patas de pelos brancos levantadas tocando em seu rosto. Clairo é caucasiana e possui cabelos castanhos que vão até as orelhas. Atrás dela, um dia claro em uma paisagem de árvores sem folhas, com o chão coberto de neve." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26515" class="wp-caption-text">Indiscutivelmente a capa de álbum mais fofa de 2021 (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><b>Clairo &#8211; Sling</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega um ponto em que </span><a href="https://open.spotify.com/album/32ium7Cxb1Xwp2MLzH2459?si=wLoCtSQ1RZW7gCRYODXjZA"><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o novo disco da cantora Clairo (nome artístico de Claire Cottrill), nos toca intimamente. Apesar de à primeira vista ele passar despercebido como apenas como continuação natural do trabalho da compositora após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4kkVGtCqE2NiAKosri9Rnd?si=lBTJlAvcRmKCxcx9_Hysgw"><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), há um senso de lugar que recobre a sua voz ao longo das 12 faixas, um aconchego que se esgueira sorrateiramente pelo coração e ali se mantém, por mais que você se distancie dele. As reflexões íntimas da artista sobre maternidade e domesticidade chegam como um bálsamo para a alma em 2021, e marcam o ano como a companhia de uma amiga distante, mas sempre disponível</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de mais de uma dezena de canções, Clairo viaja de sentimento em sentimento com clareza incomum a alguém de sua idade, tratando cada música como um palco para suas emoções e nos guiando para a conclusão inevitável de cada uma delas. Por mais reconfortantes que suas palavras sejam, elas são só palavras, e é no reconhecimento de suas próprias fraquezas que ela se </span><a href="https://open.spotify.com/track/6VyCMQf7wZyZF4j9368HGK?si=be6fbc7f60004105"><span style="font-weight: 400;">sobressai</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Na maior parte do tempo, os sinto em mim/Os olhos do estranho na janela/É frio e solitário, mas não é nada para mim/Pelo menos há alguém em casa”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Wade e Management</span></p>
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<figure id="attachment_26506" aria-describedby="caption-attachment-26506" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-800x800.jpg" alt="Capa do disco Sob Rock de John Mayer. A imagem é quadrada com fundo predominante azul e branco. Ao lado esquerdo está o artista John Mayer, um homem branco de cabelos ao ombro, veste uma blusa branca, jaqueta preta e calça preta. O artista está segurando uma guitarra em tom azul pastel. Na parte superior está escrito o nome do álbum e o nome do artista em branco com detalhes rosa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26506" class="wp-caption-text">É tempo de amar um álbum, ou melhor, se apaixonar por alguém novamente (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>John Mayer &#8211; Sob Rock</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kRmUW2axb9fNk3avjzMEAaMhOMHwT6L7I"><i><span style="font-weight: 400;">Sob Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um tributo para todas as eras musicais de John Mayer. Unindo todos os humores e estilos diferentes do cantor, o disco tange a obra de um homem que conhece o seu lugar no mundo e, ao mesmo tempo, devaneia sobre estar sozinho vagando pelo próprio sucesso. Todas as faixas tocam em suas marcas artísticas: guitarra no </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> suave, vocais ofegantes e letras sentimentais que procuram o amor, ou a ferida de um coração partido. John Mayer afirma que </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/07/16/john-mayer-novo-disco-sob-rock-ouvir/"><span style="font-weight: 400;">gravar o álbum na pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> lhe trouxe o redescobrimento de seu tempo e, talvez seja isso que tenha feito o CD ser tão cauteloso – é uma reflexão sobre o que já passou e o que ainda vem pela frente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco soa familiar e ainda assim, se torna transformador. O trabalho inspirado no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 80 consegue provocar uma sensação de nostalgia e simultaneamente, nos faz questionar </span><a href="https://therocklife.rocks/2021/07/17/review-john-mayer-sob-rock/#:~:text=A%20ideia%20de%20Sob%20Rock%20%C3%A9%20implantar%20mem%C3%B3rias%20falsas%20no%20seu%20c%C3%A9rebro%2C%20porque%20foi%20isso%20que%20ele%20fez%20por%20mim.%20%C3%89%20meio%20Black%20Mirror.%20Voc%C3%AA%20n%C3%A3o%20consegue%20encontr%C3%A1%2Dlo%E2%80%A6%20%C3%89%20poss%C3%ADvel%20ter%20mem%C3%B3rias%20de%20algo%20que%20n%C3%A3o%20aconteceu%20com%20voc%C3%AA%3F"><span style="font-weight: 400;">o que de fato está envolvido nessa familiaridade?</span></a><span style="font-weight: 400;"> O álbum cria a possibilidade de aprofundar-se em sentimentos ponderados mesmo com faixas já tocadas anteriormente. Em todo caso, Mayer mantém o seu lugar espetacular na guitarra e composição, e ainda nos abre a oportunidade de viajar sobre lembranças desconhecidas, porém, extremamente acolhedoras.</span><b> &#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> New Light, Carry Me Away e All I Want Is to Be With You</span></p>
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<figure id="attachment_26545" aria-describedby="caption-attachment-26545" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26545" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-800x800.jpg" alt="Sua beleza holística e revelações sobre o mundo natural são agraciadas em músicas com acordes melódicos (Foto: Universal New Zealand)" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26545" class="wp-caption-text">Sua beleza holística e revelações sobre o mundo natural são agraciadas em músicas com acordes melódicos (Foto: Universal New Zealand)</figcaption></figure>
<p><b>Lorde &#8211; Solar Power</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos de hiato, a imprevisível Lorde ressurgiu de forma radiante com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que estreou de forma marcante alcançando o </span><i><span style="font-weight: 400;">Top </span></i><span style="font-weight: 400;">10 da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não contente, em 9 de setembro de 2021, a artista neozelandesa lançou </span><a href="https://open.spotify.com/album/0fPuf1jv42CH5okF6MjKmE?si=AaFy8sHSTUeYCO2Dpju7Lg"><i><span style="font-weight: 400;">Te Ao Mārama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">que complementa o psicodélico </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela canta 5 das músicas em </span><a href="https://www.newzealand.com/br/feature/maori-language/"><i><span style="font-weight: 400;">Te Reo Māori</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma língua indígena da Nova Zelândia. Em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, Lorde surpreende ao revelar um novo lado de sua arte, uma forma sincera de apreciação do efêmero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concretizando o sucesso de sua obra jubilosa, o disco foi indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeart Music Award</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 na categoria </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Comeback Album</span></i><span style="font-weight: 400;">. Macio e leve, </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que, assim como Lorde, segue seu próprio </span><a href="https://www.globalcitizen.org/en/content/lorde-solar-power-climate-global-citizen-live/"><span style="font-weight: 400;">ritmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. O disco surpreende em sua simplicidade ao ignorar a possibilidade de continuar o melancólico legado da genial artista neozelandesa, que após se reconectar com suas origens,  trouxe distintos </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/lorde-solar-power/"><span style="font-weight: 400;">dilemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pessoais à tona. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">The Path, Solar Power e Mood Ring</span></p>
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<figure id="attachment_26478" aria-describedby="caption-attachment-26478" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26478" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Sometimes I Might Be Introvert, de Little Simz. Na foto, Little Simz está sentada em uma cadeira de madeira, com os dois joelhos próximos ao peito, e os braços cruzados. Ela é uma mulher negra, veste uma calça e camisa xadrezes, ambas de cor amarela e preta. Ela utiliza um óculos transparente e possui cabelos de cor preta. O fundo da foto é amarelo, e acima há uma faixa preta escrito Sometimes I Might Be Introvert, em fonte de cor amarela." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26478" class="wp-caption-text">Como se fosse uma resposta ao reconhecimento e fama que obteve, Little Simz joga em Sometimes I Might Be Introvert com temas profundos, consolidando um de seus melhores trabalhos (Foto: AGE 101 Music/AWAL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Little Simz &#8211; Sometimes I Might Be Introvert</b></p>
<p><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/little-simz-sometimes-i-might-be-introvert/"><i><span style="font-weight: 400;">Sometimes I Might Be Introvert</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já é um marco no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso porque o disco se desenrola como a jornada de uma heroína, na qual a oponente final de Little Simz é ela mesma. No disco, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenvolve suas tensões internas – a introversão, o racismo, o machismo e a violência –, e </span><span style="font-weight: 400;">tenta encontrar sua própria essência em uma viagem conceitual, evidenciada no próprio título da obra (um acrônimo de Simbi – apelido de Simbiatu, nome de batismo de Little Simz). Nesse álbum, é como se acompanhássemos duas Simz diferentes, que são alteradas após a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sr04ph-OwV4&amp;ab_channel=LittleSimz"><i><span style="font-weight: 400;">The Rapper That Came To Tea (Interlude)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – interlúdio narrado por Emma Corrin, atriz que interpreta Lady Di em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre a Simz introvertida e a extrovertida, há uma oscilação que fica diante do </span><i><span style="font-weight: 400;">underground </span></i><span style="font-weight: 400;">e do erudito, trazendo à melódica e combativa voz da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">arranjos orquestrais e um clima apocalíptico. No começo de fevereiro, Little Simz fez uma apresentação épica das canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Introvert </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Woman </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fUjFLdUTpo0&amp;ab_channel=LittleSimz"><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">2022 (com participação de Corrin); no mesmo dia, Simz levou o prêmio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zxdVN6RkXaA&amp;ab_channel=BRITs"><span style="font-weight: 400;">Melhor Nova Artista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na guerra contemporânea, na qual os sentimentos interiores misturam-se a brutal realidade cotidiana, Little Simz parece ser um dos grandes nomes que tomaram consciência disso, apontando para a urgência de entender essa situação sem deixar de entregar um álbum sensacional. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Introvert, Rollin Stone e Woman</span></p>
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<figure id="attachment_26469" aria-describedby="caption-attachment-26469" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-800x800.jpg" alt="Capa do álbum SOUR de Olivia Rodrigo. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele clara e traços filipinos, de cabelos soltos castanhos escuros, com uma blusa regata rosa e uma saia com listras brancas e verdes. Ela usa vários colares e anéis, tem a língua para fora, na qual estão colados adesivos com o nome do disco, e vários outros adesivos colados por todo o rosto. Ela tem os braços cruzados na frente do corpo e o fundo da imagem é lilás. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26469" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">A era SOUR não parece estar muito perto de acabar: recentemente a cantora anunciou o lançamento do documentário </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2022/02/olivia-rodrigo-anuncia-documentario-sobre-o-album-sour.ghtml"><span style="font-weight: 400;">driving home 2 u</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vai contar sobre o processo de criação do álbum (Foto: Geffen Records)</span></figcaption></figure>
<p><b>Olivia Rodrigo &#8211; SOUR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem alguém que soube aproveitar bem o ano de 2021, essa pessoa é Olivia Rodrigo. A real é que ninguém sabia o que estava por vir quando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos apresentou sua mais nova </span><a href="https://eql.com.br/usufruir/2021/11/da-disney-ao-grammy-conheca-olivia-rodrigo-dona-de-sete-indicacoes-na-maior-premiacao-da-musica/"><span style="font-weight: 400;">celebridade </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, alçada à nostalgia da </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><span style="font-weight: 400;">conhecida turma do colégio East High</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo começou com um melodrama sobre sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZmDBbnmKpqQ"><span style="font-weight: 400;">carteira de motorista</span></a><span style="font-weight: 400;">, e evoluiu ao ponto de se tornar um dos relatos mais conhecidos do ano em formato de disco. Ainda assimilando as dores de um término de namoro recente, a adolescente compila o seu turbilhão de emoções para gerar faixas excessivamente sinceras, no melhor jeito que as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hr0Wv5DJhuk"><span style="font-weight: 400;">cantoras da sua idade</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabem fazer. A diferença aqui é que Rodrigo não se limita a apenas extravasar a raiva e sentimentos sobre o ex, mas também sobre a forma que se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z-9gQjUZMm0"><span style="font-weight: 400;">compara às outras garotas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OGUy2UmRxJ0"><span style="font-weight: 400;">pressões que sofre na vida pessoal e profissional</span></a><span style="font-weight: 400;"> no melhor dramalhão adolescente possível, conversando com toda uma geração que sente demais e está um pouco de </span><i><span style="font-weight: 400;">saco cheio</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tudo. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">faz isso e mais um pouco apoiado na </span><a href="https://stealthelook.com.br/kidcore-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-essa-tendencia/"><span style="font-weight: 400;">estética dos anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, tanto sonora quanto visual, que só sustenta ainda mais o compartilhamento dos sentimentos da artista com o resto do globo terrestre. Olivia vai de baladas a guitarras fortes, grita que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gNi_6U5Pm_o"><span style="font-weight: 400;">seu ex é um sociopata</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto também </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLlsmB1D4Q0"><span style="font-weight: 400;">deseja que ele esteja bem</span></a><span style="font-weight: 400;">, numa contradição perfeita da poética adolescente. Os videoclipes que acompanham as faixas nos transportam ainda mais para sua narrativa pessoal, com nomes como Petra Collins e Allie Avital na direção, que nos levam a uma realidade onírica sob o olhar feminino. E essa mistureba sentimental não poderia ser mais bem sucedida, garantindo </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/olivia-rodrigo-da-disney-ao-protagonismo-no-grammy-2022-com-sour/"><span style="font-weight: 400;">7 indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a jovem filipino-estadunidense, incluindo a gloriosa Álbum do Ano. Um coração partido nunca foi tão frutífero, só nos resta esperar para ver o que vem depois disso. </span><b>&#8211; Vitória Silva </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">brutal, good 4 u e jealousy, jealousy</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26476" aria-describedby="caption-attachment-26476" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26476 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Space 1.8 de Nala Sinephro. Imagem quadrada com fundo bege. Ao centro está uma elipse rosa pastel com uma cabeça flutuante que parece representar o espaço, o universo ou um planeta. A cabeça é preta, possui estrelas e asteroides, e é envolvida por um arco-íris. Um corpo preto agarra o arco-íris para não cair no vazio do rosa. Nas bordas da imagem está o título do álbum em fonte cursiva ilegível. Nas laterais esquerda e direita pode-se ler o nome da artista, Nala Sinephro, e o título do álbum, Space 1.8, respectivamente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26476" class="wp-caption-text">O som íntimo de Space 1.8 marca o talento natural de Nala Sinephro (Foto: Warp Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nala Sinephro &#8211; Space 1.8</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5Svfamp6qQ2IfLVNVICpVm?si=p3bESCXzScmR9hOeKxjl6A&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia de </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-nala-sinephro-space-1-8/"><span style="font-weight: 400;">Nala Sinephro</span></a><span style="font-weight: 400;"> – multi-instrumentista belga-caribenha que hoje reside em Londres –, o mundo toma consciência de uma artista jovem, mas que deixa em evidência sua enorme maturidade musical, evocando sensações cósmicas ao longo das oito canções que compõem o CD. Gravado entre 2018 e 2019 – quando a musicista tinha apenas 22 anos –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8 </span></i><span style="font-weight: 400;">foi resultado de uma colaboração musical, na qual destacam-se nomes da cena de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">do Reino Unido, como James Mollison, o saxofonista Ahnansé, Reed Nubya García e a guitarrista Shirley Tetteh. Aqui, a artista crava seu nome no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo através de uma ambição quase astronômica, e de quebra transparece suas referências a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QUMuDWDVd20&amp;ab_channel=RosaFelix"><span style="font-weight: 400;">Alice Coltrane</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A agradável transição entre as canções joga luz à genialidade de Sinephro, deixando em evidência uma </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> que não poderia ter sido inserida a mero acaso, e demonstrando um rigor musical que transcende suas habilidades na harpa, no piano e nos sintetizadores. De forma quase paradoxal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8 </span></i><span style="font-weight: 400;">é calmo e ruidoso, pois seus ruídos baixos funcionam como </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/aug/28/one-to-watch-nala-sinephro-space-1-8"><span style="font-weight: 400;">amplificadores de sensações</span></a><span style="font-weight: 400;">, e transformam o disco em uma verdadeira experiência. No fim, as referências e trocadilhos com respirações e o espaço – como seu título anuncia – não são por acaso: o álbum é uma experiência pesada, entregue com leveza e serenidade. É uma descoberta inesquecível. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Space 1, Space 4 e Space 8</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26533" aria-describedby="caption-attachment-26533" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26533" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-800x800.jpg" alt="Capa do álbum star-crossed, de Kacey Musgraves. A imagem mostra uma fotografia de um pingente dourado em forma de coração quebrado, com o nome do disco escrito no interior. A imagem tem efeito ofuscado e brilhante. O fundo é vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26533" class="wp-caption-text">Para o histórico de Kacey Musgraves no Grammy, star-crossed não trouxe sorte: em 2021, a dona do Melhor Álbum do Ano de 2019 garantiu apenas duas indicações nas categorias restritas ao seu gênero (Foto: UMG Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Kacey Musgraves &#8211; star-crossed</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2021 foi de uma revolução para Kacey Musgraves. Depois do perfeitamente aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/album/7f6xPqyaolTiziKf5R5Z0c?si=emYBG5qiQGucUj-qwMkfHg"><i><span style="font-weight: 400;">Golden Hour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> brilhar o </span><i><span style="font-weight: 400;">country pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da estadunidense numa temática profunda de romantismo em 2018, os próximos momentos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8dBOWy7zno"><span style="font-weight: 400;">vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Álbum do Ano de 2019 não foram tão doces quanto os que a levaram ao auge de sua carreira. Três anos depois, então, a bagagem emocional não era um ideal delicioso de amor, mas sim a experiência dura do fim dele. Do azul celeste singelo para o vermelho inflamado maximalista, com uma dose de referências artísticas latino-americanas e um imaginário mítico, ela chegava à </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/08/kacey-musgraves-abraca-dores-do-termino-no-single-justified/"><span style="font-weight: 400;">era desafortunada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A “</span><i><span style="font-weight: 400;">tragédia moderna em três atos</span></i><span style="font-weight: 400;">” se beneficia da capacidade narrativa existente na música de Kacey, que também conta com um olhar analítico preciso. Ela reconhece suas falhas, identifica os erros do amado, e pontua também o impacto das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eFu1P-BPglE"><span style="font-weight: 400;">dinâmicas sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> existentes entre homens e mulheres que amor nenhum pode apagar. Tamanha era a magnitude da história que ela também a concretizou no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tLqt_6W2JXU"><span style="font-weight: 400;">audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;">, no filme de mesmo nome do álbum que transforma a experiência do disco em algo esteticamente além. Uma pena o que a fez chegar até aqui, mas que sorte ela encontrou pelo austero caminho de </span><a href="https://open.spotify.com/album/6y9LbrjY2TpaLvtbE7FTkc?si=P7FzpH5LS0CoSUZjc4yH-A"><i><span style="font-weight: 400;">star-crossed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">star-crossed, keep lookin’ up e gracias a la vida</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26536" aria-describedby="caption-attachment-26536" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26536 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Red (Taylor's Version), de Taylor Swift. A foto mostra a cantora sentada dentro de um carro. Ela é uma mulher loira e usando chapéu vermelho, casaco bege e um anel com a palavra Red. Ela segura o chapéu com as mãos, ajustando-o na cabeça, e olha para o lado esquerdo, fora da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26536" class="wp-caption-text">De sucesso em sucesso, existe algum ano que não seja de Taylor Swift? (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Red (Taylor&#8217;s Version)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se fosse um filme. Uma história de coração partido preenche um cenário avermelhado de pleno outono durante as próximas duas horas. A diretora é Taylor Swift e a obra é o álbum de sua carreira. Na melhor das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8"><span style="font-weight: 400;">sinestesias</span></a><span style="font-weight: 400;">, 2021 nos colocou de volta na era </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;">, às vésperas de sua primeira década, de um jeito especial e com a melhor das intenções: no controle criativo completo da artista, e como a segunda parte de seu projeto de regravações, que visa retomar os diretos de Swift sob a sua própria discografia. E se tem algo que Taylor sabe, é como </span><a href="https://valkirias.com.br/a-narrativa-introspectiva-das-letras-de-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">viver o vermelho</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a nova versão do álbum de 2012, ela foi fundo nas interpretações das 20 canções originais e acrescentou mais 10 à família avermelhada. Com direito a quebra de </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/taylor-swift-all-too-well-billboard"><span style="font-weight: 400;">recordes históricos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que contradizem qualquer estatística e comportamento da indústria da Música no século 21, </span><a href="https://open.spotify.com/album/6kZ42qRrzov54LcAk4onW9"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> colocou o nome de Swift como detentor da música mais longa a ocupar o topo de uma parada musical. Nada mais justo: se há 10 anos o álbum definiu a carreira de uma das maiores artistas musicais da história, hoje ele confirma que todos nós nos lembraremos dela</span><i><span style="font-weight: 400;"> muito bem</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> State Of Grace, Nothing New e All Too Well (10 Minute Version)</span></p>
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<figure id="attachment_26520" aria-describedby="caption-attachment-26520" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-800x800.jpeg" alt="Capa do EP Revelación. A imagem mostra Selena Gomez, uma mulher branca e jovem, de cabelos castanhos envolvidos em uma longa trança. Selena está centralizada em um ambiente totalmente vermelho, ao lado de duas poltronas cobertas por tecidos. Ela usa um vestido de gala tomara-que-caia igualmente vermelho, com bastante volume no quadril e reto em ambas as extremidades. Seus braços estão levantados na altura do busto, sendo que o direito segura fitas que enfeitam a trança presente nos cabelos da mulher. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano.jpeg 999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26520" class="wp-caption-text">Com mais de 8,5 milhões de streams em seu primeiro dia, Revelación se tornou a maior estreia de um EP feminino na história do Spotify (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Selena Gomez &#8211; Revelación</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 suscitou e entregou lapidações artísticas cruciais para o diamante que Selena Gomez sempre foi. Desenferrujando memórias da rotina vivida outrora no mundinho </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/selena-gomez-tem-orgulho-dos-trabalhos-na-disney-moldou-quem-sou/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a texana transitou entre estúdios musicais e </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><span style="font-weight: 400;">televisivos</span></a><span style="font-weight: 400;"> novamente. Em um turbilhão cravado por sucesso e júbilo, a autoconfiança polvilhada em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=91VRyTvjoX4"><i><span style="font-weight: 400;">De Una Vez</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> da nova era, floresceu por percursos de inventividade sagaz até o frutificar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/revelacion-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Revelación</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esbanjando a habilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> que já lhe rendeu um </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-album-reviews/revival-101811/"><span style="font-weight: 400;">renascimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><span style="font-weight: 400;">raridade</span></a><span style="font-weight: 400;">, Selena enfim abraça sua ascendência mexicana pelas raízes, colocando-as no coração do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transpira visuais e composições sensuais, cativantes e curativos. Organicamente, ela se refaz como nunca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O charme das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F2Ry0qInUIY"><span style="font-weight: 400;">letras</span></a><span style="font-weight: 400;"> intimistas comumente assinadas pela artista surge </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2P6EExu3H5s"><span style="font-weight: 400;">imponente</span></a><span style="font-weight: 400;"> no cerne do trabalho, rasgando promessas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h5WN3pkxPF0"><span style="font-weight: 400;">dançantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e confirmando quão fértil o </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi para a dimensão estruturada. Transpondo a pessoalidade das faixas em que Gomez se desdobra por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_ILiUAK5-Vw"><span style="font-weight: 400;">vícios</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9H_368c2Hzw"><span style="font-weight: 400;">despedidas</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">fuerte y sola</span></i><span style="font-weight: 400;">, as participações de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EU02Cq-6XAQ"><span style="font-weight: 400;">Myke Towers</span></a><span style="font-weight: 400;">, Rauw Alejandro e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gQG_2O9Bu6c"><span style="font-weight: 400;">DJ Snake</span></a><span style="font-weight: 400;"> evocam atmosferas chicletes sem deixar </span><i><span style="font-weight: 400;">Revelación</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao marasmo &#8211; e ainda rendendo </span><a href="https://www.selenagomez.com.br/2021/03/22/revelacion-bate-recorde-em-chart-da-billboard/#:~:text=Al%C3%A9m%20de%20ter%20quebrado%20o,na%20Billboard%20Top%20Latin%20Albums"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> explosivos na estreia. Elevar o gingado </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a trouxe até aqui ao sabor de recitar em espanhol sua melhor fase fez o </span><a href="https://portalpopline.com.br/selena-gomez-sobre-indicacao-ao-grammy-chorei-como-um-bebe/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nas versões latina e estadunidense, finalmente bater nas portas de Selena. E a revelação está completa: a mulher é imparável. </span><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> De Una Vez e Vicio</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26503" aria-describedby="caption-attachment-26503" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26503" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-800x800.png" alt="Capa do álbum ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE. Foto quadrada com o fundo branco. Ao centro, a capa de um CD físico. Suas laterais são da cor azul, e a arte é posicionada em seu centro. Nela, vemos a silhueta branca de um homem com cabelos longos olhando para frente. Atrás dele, a paisagem de um campo verdejante ao pôr do sol, que ilumina em laranja as nuvens. No canto superior direito, é possível observar uma etiqueta azul, com os dizeres “ROADRUNNER” em branco no seu centro. Acima dele, em uma fonte menor, “BROCKHAMPTON”. E abaixo, “NEW LIGHT, NEW MACHINE”. Ainda no canto inferior esquerdo, lê-se “THE LIGHT IS WORTH THE WAIT.”, e no canto inferior direito, “THE 6th STUDIO ALBUM”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26503" class="wp-caption-text">BROCKHAMPTON deixa os palcos em espírito de triunfo, desfazendo-se no seu auge e deixando para trás uma discografia magnífica, de dar inveja (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>BROCKHAMPTON &#8211; ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem já acompanhou fervorosamente a trajetória de alguma </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabe que nenhuma dura para sempre. Em certas ocasiões, a formação se torna um impeditivo para que seus integrantes evoluam e avancem em sua carreira, tanto profissional quanto artisticamente, e a separação torna-se </span><a href="https://g1.globo.com/musica/noticia/one-direction-temos-um-vencedor-harry-styles-prova-ser-o-mais-talentoso-com-disco-solo-classudo-g1-ouviu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">uma necessidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. À vista disso, para o espanto de todos que aguardavam a </span><a href="https://www.nme.com/news/music/brockhampton-announce-details-of-here-right-now-2022-us-tour-2967547"><i><span style="font-weight: 400;">tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, a maldição do </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/brockhampton-hiato-indefinido"><i><span style="font-weight: 400;">hiato indefinido</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">chegou para BROCKHAMPTON. A banda </span><a href="https://twitter.com/brckhmptn/status/1482049909129838593/photo/"><span style="font-weight: 400;">cancelou</span></a><span style="font-weight: 400;"> todos os </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> que estavam marcados para o ano e anunciaram em suas redes que a participação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;"> será sua última apresentação enquanto grupo. Quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/roadrunner-new-light-new-machine-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançou no primeiro semestre de 2021, ninguém poderia prever que aquela seria a última vez que os veríamos fazendo música juntos. Ainda mais pelo projeto indicar novos ares para a banda – o início de uma nova fase, e não seu fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, olhando em retrospecto hoje, </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo encerramento para a trajetória da BROCKHAMPTON. Uma revisita por todas as eras da banda, descobrindo entre aquelas sonoridades familiares possibilidades. É sobre cavar o solo do passado em busca de novas luzes para o presente. Sobre olhar para trás, reconhecer o trajeto que lhe trouxe até aqui, para que, desse modo, possa seguir seguro e sem remorsos para o futuro. Uma experiência corpórea e etérea, que ressignifica toda uma discografia. Fica aqui, portanto, o tributo à </span><i><span style="font-weight: 400;">“maior boyband do mundo”</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, enquanto ativa, foi responsável por </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/32662/1/brockhampton-collective-interview"><span style="font-weight: 400;">rupturas</span></a><span style="font-weight: 400;">, revoluções e transgressões que mudaram o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para sempre. BROCKHAMPTON nos deixou em seu auge, e agora o que nos resta são só memórias – as melhores. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">BANKROLL, THE LIGHT e WHAT’S THE OCCASION?</span></p>
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<figure id="attachment_26467" aria-describedby="caption-attachment-26467" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-800x800.jpg" alt="Capa do EP Roteiro para Aïnouz Vol II de Don L. A imagem mostra uma fotomontagem, que nos remete a cultura e religião muçulmanas, com fundo branco e uma imagem do rapper centralizada sobre uma forma dourada, disposta de maneira semelhante a uma janela de mesquita/vitral de santuário. Duas flechas aparecem ao lado da imagem centralizada, e no lado esquerdo o nome “Don L” escrito em letras grandes e douradas, assim como no lado direito “RPA2”, sigla do álbum. ícones de armas vetorizadas também em dourado aparecem nos quatro cantos da imagem. “Roteiro para Aïnouz” aparece em letras de forma, minúsculas no canto esquerdo superior, ao lado da arma, da mesma maneira que “Volume Dois”, no canto inferior direito. Linhas geométricas que servem como bordas ou margens estão enquadrando a imagem e todos os elementos presentes na capa, de maneira livremente regular. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26467" class="wp-caption-text">A crônica futurista-cyberpunk-marginal de Don L atinge o apogeu em RPA2, álbum que colocou o artista, merecidamente, entre um dos principais do ano, e o consagra como um dos nomes mais influentes da arte-ativista no país (Arte: Filipi Filippo Foto: Autumn Sonnichsen)</figcaption></figure>
<p><b>Don L &#8211; Roteiro pra Aïnouz (Vol. 2)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Roteiro pra Aïnouz (Vol. 2)</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">RPA2</span></i><span style="font-weight: 400;">, surge como o aguardado precessor do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPA3</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; fora de ordem cronológica, mantendo a narrativa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rnQO9mMcwk0"><span style="font-weight: 400;">mais disruptiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> do rap nacional e da nova classe artística do país. Após o lançamento do disco, em novembro do ano passado, Don L, que acumula cerca de 411 mil ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, levou o título de Artista do Ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), e Melhor Álbum de 2021 do Prêmio Arcanjo. </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/em-album-engenhoso-don-l-caminha-para-ser-um-dos-grandes-do-rap/"><span style="font-weight: 400;">Absoluto</span></a><span style="font-weight: 400;"> em lírica, sonoridade e execução, o quarto trabalho de estúdio do </span><a href="https://portalrapmais.com/don-l-explica-frase-o-rapper-favorito-do-seu-rapper-favorito/"><i><span style="font-weight: 400;">rapper favorito do seu favorito</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">tende a entrar para a história sobretudo pelo caráter transgressor e subversivo das composições, que, amarradas, soam como uma espécie de fábula futurista de uma revolução armada do povo para o povo, escaldada por interlúdios que nos remetem à trechos de discursos de Malcolm X e Martin Luther King. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A originalidade inquestionável das letras, como é o caso também dos arranjos, que vão desde </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> inesperados (como em </span><i><span style="font-weight: 400;">favela venceu/cit: rap das armas</span></i><span style="font-weight: 400;">), até sons </span><i><span style="font-weight: 400;">jazzy love song (contigo pro que for</span></i><span style="font-weight: 400;">), dão vida e forma ao segundo volume da trilogia quase visual, e autobiográfica do artista “abertamente comunista”, </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/02/08/artista-do-ano-da-apca-don-l-explica-ausencia-na-capa-dos-jornais-sou-abertamente-comunista"><span style="font-weight: 400;">motivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo qual acredita que, não foi ovacionado pela imprensa tradicional, mesmo com um dos trabalhos mais relevantes do ano. RPA2, une </span><a href="https://www.em.com.br/app/colunistas/jessica-balbino/2021/12/08/noticia-jessica-balbino,1329350/tem-que-f-der-valendo-a-vida-a-celebracao-dos-corpos-durante-a-guerra.shtml"><span style="font-weight: 400;">tesão </span></a><span style="font-weight: 400;">e levante popular ao passo em que iça sonhos e nos deixa sedentos por justiça.   </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">pela boca, enquanto recomeça e auri sacra fames</span></p>
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<figure id="attachment_26560" aria-describedby="caption-attachment-26560" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26560 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Take the Sadness Out of Saturday Night. A capa é uma moldura branca, com um traço dourado, e uma foto dentro dela. Na foto, ocupando o canto esquerdo e se estendendo ao lado superior direito, vemos parte do rosto de Jack Antonoff olhando para baixo, com um efeito que deixa a imagem com uma aparência antiga. Ele é um homem branco, aparentando cerca de 30 anos, e tem seus olhos fechados. No canto inferior direito, vemos as palavras “Take the Sadness Out of Saturday Night” em uma fonte de caligrafia, em dourado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26560" class="wp-caption-text">Jack Antonoff já trabalhou com artistas como Taylor Swift, Lorde, St. Vincent, Clairo, Troye Sivan e muitos outros (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Bleachers &#8211; Take the Sadness Out of Saturday Night</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff passou quatro anos colaborando com produções musicais para outros artistas (a lista é longa e aclamada, e, inclusive, o rendeu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClVPVgHRB_U"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), só para voltar mais forte em sua própria musicalidade. No terceiro álbum da Bleachers, o projeto musical e banda encabeçada por </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/jack-antonoff-bleachers-album-taylor-swift-lorde-bruce-springsteen-lana-del-rey-1183389/"><span style="font-weight: 400;">ele</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor se aproveita das referências </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e oitentistas presentes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Strange Desire</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gone Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, trabalhos anteriores, e os soma à experiência adquirida no período. O saldo é </span><a href="https://open.spotify.com/album/6SPUtbeCQiPGej0t5RBasE?si=C-loL08MROmPFqLc4pSpHg"><i><span style="font-weight: 400;">Take the Sadness Out of Saturday Night</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrindo o álbum com violoncelos, alternando guitarras ora animadas, ora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-0RVrGP1IC8"><span style="font-weight: 400;">melancólicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, e violões </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, e incluindo até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pdNf8cF-vJw"><span style="font-weight: 400;">solos de saxofone</span></a><span style="font-weight: 400;">, a mistureba de harmonias triunfa em, mesmo assim, soar orgânica. Como o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wa-k6ClxBHg"><span style="font-weight: 400;">conceito do projeto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Take the Sadness Out of Saturday Night </span></i><span style="font-weight: 400;">cria uma viagem ao longo das 10 faixas, em que cada uma provoca um sentimento e uma reação distinta. Se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LmqQfVNSUKw"><i><span style="font-weight: 400;">Stop Making This Hurt</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é colorida e dá vontade de gritar o refrão a plenos pulmões, </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Go Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">é introvertida, ainda que calorosa. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">What’d I Do With All This Faith? </span></i><span style="font-weight: 400;">é contemplativa, mostrando a habilidade de Bleachers em transitar entre temas, assim como entre estilos musicais. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chinatown, Don’t Go Dark e 45</span></p>
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<figure id="attachment_26468" aria-describedby="caption-attachment-26468" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Te Amo Lá Fora de Duda Beat. Na imagem é possível ver em primeiro plano, sobre um fundo preto, apenas o rosto de Duda Beat, coberto por uma espécie de véu translúcido, com certa fluorescência pela luz, do lado esquerdo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26468" class="wp-caption-text">Segundo trabalho solo de estúdio de Duda Beat, o álbum Te Amo Lá Fora foi considerado um dos melhores de 2021 pela APCA, coroando a fase da cantora que soma mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, o que confirma a máxima de azar no amor significa, de fato, sorte no jogo (Foto: Fernando Thomaz)</figcaption></figure>
<p><b>DUDA BEAT &#8211; Te Amo Lá Fora</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O icônico </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Lá Fora</span></i><span style="font-weight: 400;">, persevera a saga de sofrência e desilusões amorosas da pernambucana DUDA BEAT, e se mantém de maneira bem sucedida na narrativa das paixões frustradas de Sinto Muito. Com o novo trabalho, apenas três anos depois, a artista revelação pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2018, repete o feito e aparece mais uma vez na premiação, figurando na lista dos 50 melhores álbuns brasileiros de 2021. Para além do autêntico </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro de DUDA, que faz com que os ouvintes se identifiquem no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco também transita por arranjos e narrativas íntimas transfiguradas, como na melodia </span><i><span style="font-weight: 400;">axé-drill </span></i><span style="font-weight: 400;">e videoclipe de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Nem Um Pouquinho </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <span style="font-weight: 400;">uma das recentes produções audiovisuais </span><a href="https://observatoriodemusica.uol.com.br/noticia/nem-um-pouquinho-duda-beat-lanca-clipe-com-visual-futurista-e-impactante"><span style="font-weight: 400;">mais vistosas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">plot futurista e cyberpunk </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qGZgSnJBilE"><span style="font-weight: 400;">realização cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dirigida pela dupla Alaska e patrocinada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, não fica apenas no clipe, mas se estende para a sonoridade das canções. O </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo que se une ao melô tecnobrega de Duda já conquistaram 1,6 milhões de ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, e mais de 3 milhões de views no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hkv-w5QJPC0"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Pisêro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, números que coroam a sua habilidade única de trabalhar tão bemcontrastes. Os visuais leves e pastel acompanhados de melodias dançantes, versus as histórias de sofrimento cantadas com voz suave e sotaque marcado que já são marcas registradas da artista, ainda conseguem surpreender com fôlego no </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Lá Fora</span></i><span style="font-weight: 400;">, que pragueja o lado externo do amor. </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nem Um Pouquinho, 50 Meninas e GAME</span></p>
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<figure id="attachment_26578" aria-describedby="caption-attachment-26578" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26578 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-800x800.jpg" alt="Fotografia quadrada em preto e branco. Ao centro, vemos a cantora SPELLLING. Ela é uma mulher jovem adulta negra. Na fotografia, vemos seu rosto duplicado por um efeito adicionado na foto. Ela mexe um tecido branco, que está embaçado por um efeito. O fundo é preto. No canto superior direito, pode-se ler o nome da artista e o título do álbum, The Turning Wheel. Foi adicionado um filtro na foto que torna a diferenciação dos elementos bem difícil, praticamente vemos apenas borrões e formas, sendo o maior destaque o rosto de SPELLLING ao centro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26578" class="wp-caption-text">Com seus 7 minutos e 26 segundos, Boys at School é a odisseia impecável de SPELLLING (Foto: Sacred Bones Records)</figcaption></figure>
<p><b>SPELLLING &#8211; The Turning Wheel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kate Bush, </span><i><span style="font-weight: 400;">eu ainda vou te dar muito orgulho velha</span></i><span style="font-weight: 400;">… A faixa-título não nega: SPELLLING, assim como tantos outros artistas da cena alternativa, bebe diretamente de uma das fontes mais geniais do gênero. Mas não se engane: Chrystia Cabral vai muito além, e já é dona de sua própria história. Por meio de pianos devidamente posicionados em suas músicas e outros diversos instrumentos de corda, sopro e sintetizadores que encantariam milhares de ratos medievais, a artista dá o tom para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TnuG9jvRcHk&amp;ab_channel=SPELLLING"><i><span style="font-weight: 400;">The Turning Wheel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: melódico, nostálgico, fantástico, teatral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada canção parece contar uma história cinematográfica, e há uma constante mágica no ar. A sequência dramática de notas e acordes exploram possibilidades da música eletrônica com instrumentos convencionais, e somos revelados a produções tão meticulosas e exímias que parecem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rdf62fcwmeA&amp;ab_channel=SacredBonesRecords"><span style="font-weight: 400;">costuradas a mão</span></a><span style="font-weight: 400;">. E saber que SPELLLING concebeu seu disco, em grande parte, sozinha, só mostra o potencial gigantesco de um futuro brilhante. Aprenda a </span><i><span style="font-weight: 400;">sollletrar </span></i><span style="font-weight: 400;">o nome dela, você vai precisar. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Emperor with an Egg, Boys at School e Sweet Talk</span></p>
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<figure id="attachment_26458" aria-describedby="caption-attachment-26458" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco This Is What It Feels Like, da cantora Gracie Abrams. A foto mostra Gracie deitada no gramado. Ela é branca, tem cabelos escuros e usa blusa clara e calça escura. Ao seu lado, o gramado mostra o nome do disco, e as letras são formadas pelo efeito de grama cortada: THIS IS WHAT IF FEELS LIKE." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26458" class="wp-caption-text">”E se eu nunca sair de casa?, eu moraria no porão minha vida inteira, fiquei arrepiada quando disse isso, nunca pensei em uma alternativa”, canta Abrams na faixa mais vulnerável do projeto (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; This Is What It Feels Like</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que filha da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gracie Abrams é também </span><a href="https://etcanada.com/news/863186/gracie-abrams-talks-new-album-growing-up-with-dad-j-j-abrams/"><span style="font-weight: 400;">filha do cineasta J.J. Abrams</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que já explica seu olhar afiado para questões e detalhes que poderiam passar batidos por alguém que não cresceu na mesma casa que o homem apaixonado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/super-8-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">lapidar suas criações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por isso, no </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/7l2g05NyprwonSFIs2y8at"><i><span style="font-weight: 400;">This Is What It Feels Like</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem cantora toma parte em um dos processos mais duros, difíceis e árduos da vida adulta. Gracie está disposta a quebrar os moldes, crescer e deixar para trás o que não a traz tanta felicidade quanto antes. O resultado é uma coletânea de </span><a href="https://www.theyoungfolks.com/review/160947/this-is-what-it-feels-like-album-review-pause-this-one-will-make-you-sit-with-your-emotions/"><span style="font-weight: 400;">composições pungentes e nauseantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tão sinceras. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/track/35IcAVSMsU9qzHfpPbvC8A?si=aa95f6552e2a4ea8"><i><span style="font-weight: 400;">Feels Like</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> areja a casa, e Abrams admite que, estando com a pessoa querida, qualquer coisa já é o bastante. Eles nem precisam deixar o apartamento. Mais para a frente, </span><a href="https://open.spotify.com/track/1cR29lpK5mJIlajSpRqfNF?si=dee54cd370a64997"><i><span style="font-weight: 400;">For Real This Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a pepita mais brilhante do grupo, no momento em que ela confidencia que arrumou as malas durante a noite, ensaiou dizer adeus mil vezes e acredita piamente que dessa vez é para valer. As letras, simples e diretas, não poderiam ser mais assertivas. Não há nada mais corajoso do que se colocar em primeiro lugar, não há nada mais desconfortável do que renegar um ontem virtuoso e não há nada mais revitalizante do que olhar para frente, e </span><a href="https://www.onestowatch.com/blog/gracie-abrams-this-is-what-it-feels-like"><span style="font-weight: 400;">é assim que as coisas são sentidas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">For Real This Time, Camden e Alright</span></p>
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<figure id="attachment_26537" aria-describedby="caption-attachment-26537" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-800x800.jpg" alt="Fotografada de cima, a capa revela Linn da Quebrada deitada no chão escuro, olhando para o alto, para a câmera. Ela usa lentes de contato totalmente pretas nos olhos e uma longa trança como penteado. Usa um vestido abstrato, feito de tecidos fluidos e amarrações. Está rodeada por troncos de árvores cortados e plantas, que a cercam como num altar. Carreiras de areia, também enfileiradas em volta da artista, compõem a cena. A fotografia tem coloração vermelha." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26537" class="wp-caption-text">Lançado em julho de 2021, “Trava Línguas” é canceriano e, assim como sua intérprete, é um disco afogado em sentimento (Foto: Wallace Domingues)</figcaption></figure>
<p><b>Linn da Quebrada &#8211; Trava Línguas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta </span><i><span style="font-weight: 400;">“quem sou eu?”</span></i><span style="font-weight: 400;"> surge diversas vezes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/7MpgDfdAVvQjQ2pZ9NYvh6"><i><span style="font-weight: 400;">Trava Línguas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(Independente), segundo disco de Linn da Quebrada. Esse questionamento, que é angústia adolescente e reflexão filosófica ao mesmo tempo, soa inusitado vindo de uma artista tão confiante. Mas o que se revela no registro é uma identidade em construção, mergulhada em contradições – e isso é maravilhoso! O grande tesouro da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">vem ainda no lado A, com </span><i><span style="font-weight: 400;">medrosa &#8211; ode à </span></i><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/artigos/literatura-brasileira/poetica-insubmissa"><i><span style="font-weight: 400;">Stella do Patrocínio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que versa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou muito medrosa/Cínica/Covarde/Sonsa/Injusta/Eu não sei fazer justiça</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Aqui, a cantora e compositora homenageia uma mulher preta que foi encarcerada e psiquiatrizada à força, tida esquizofrênica, mas que teve seus falatórios registrados em áudio e editados em livro de poesia, após sua morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem autonomia sobre a própria existência, Stella foi tida como louca e depois poeta, tudo pelas mãos da branquitude. E isso serve de lição para Linn: se ela ainda não sabe quem é, ninguém além dela saberá. É pelo direito de continuar buscando o próprio eu que clamam as músicas. Nem sempre o clima é calmo, à exemplo das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yxvrk6K25sE&amp;"><span style="font-weight: 400;">fervidíssimas</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">pense &amp; dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">mate &amp; morra</span></i><span style="font-weight: 400;"> (produções de BADSISTA). Além disso, brilham aqui os jogos de palavras, parte tão importante do catálogo da artista. Mais madura e intimista que em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua estreia, Linn da Quebrada, ou Lina, oferece um vislumbre de seu amadurecimento, dialogando com a persona que ela tem evidenciado no </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB</span></i><span style="font-weight: 400;"> 22. Em toda a sua confusão e complexidade, é ela. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I míssil, medrosa &#8211; ode à Stella do Patrocínio e pense &amp; dance</span></p>
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<figure id="attachment_26510" aria-describedby="caption-attachment-26510" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26510" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco Valentine de Snail Mail. A imagem mostra a cantora, mulher jovem branca de olhos azuis, cabelo loiro escuro solto e com comprimento médio na altura dos ombros. Ela veste um paletó pêssego por cima de uma camisa rosa translúcida com gola bufante e um laço preto no pescoço. Ela também veste na lapela do paletó um broche branco do busto de uma pessoa com detalhes dourados em volta e um arranjo de flores rosa pastel e brancas no bolso do paletó. Ela encara a câmera com os braços para baixo. O fundo é um tom de vermelho queimado. Na parte central superior é possível ler o nome da cantora em fonte branca serifada e, abaixo, o título do disco na mesma fonte, porém na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26510" class="wp-caption-text">O lirismo honesto de Lindsey Jordan se reafirma como nunca no segundo álbum de estúdio de Snail Mail, Valentine (Foto: Matador Records)</figcaption></figure>
<p><b>Snail Mail &#8211; Valentine</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor é um sentimento lindo, mas na ruína, Lindsey Jordan – nome por trás do projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">Snail Mail –, recolhe os pedaços ensanguentados de seu coração partido no </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-snail-mail-valentine/"><span style="font-weight: 400;">segundo disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da carreira, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0zNWhYDalgisc4uweLIGZJ?si=NbG98nYDQ-KX26OnXuvkRw"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após três anos do lançamento de sua estreia, </span><a href="https://open.spotify.com/album/2ZlrWJ4Ev4DhG6mRo5h1AP?si=cCsg7a7QQPS1tFMHidCgTg"><i><span style="font-weight: 400;">Lush</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), a eternidade que Jordan ora prometera, deixou de existir. Aqui, a cantora, compositora e produtora norte-americana explora cada estágio do amor em toda sua contraditoriedade, perpassando pela inocência ardente de uma nova paixão, cruzando obsessões compulsivas, enfrentando desfechos inconclusivos, até a aceitação melancólica, mas tranquila, de que o amor vai para além do desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O universo de Jordan também se expandiu desde o seu primeiro registro. Ela lidou com a fama de “</span><a href="https://www.nytimes.com/2018/05/16/arts/music/snail-mail-lindsey-jordan-lush.html"><span style="font-weight: 400;">celebridade </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” na adolescência, vício e </span><a href="https://pitchfork.com/features/interview/snail-mail-valentine-interview/"><span style="font-weight: 400;">reabilitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, tudo simultâneo ao florescer confuso de sentimentos amorosos na juventude. Como reflexo, sua composição confessional registra um amadurecimento espantoso que expõe sua experiência pessoal através de um lirismo vulnerável, olhando para qualquer possível imperfeição com uma empatia apaixonadamente honesta. Ela se permite assumir o brilho de uma sonoridade mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhando a rouquidão de sua voz com texturas de sintetizadores e arranjos acústicos, sem jamais ofuscar o seu ponto de vista, sinceramente exposto como verdadeira romântica que é. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Ben Franklin, Forever (Sailing) e Madonna</span></p>
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<figure id="attachment_26558" aria-describedby="caption-attachment-26558" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26558" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-800x800.jpg" alt="Descrição da imagem: Capa do álbum Vou Ter Que Me Virar. A capa tem uma moldura azul escura, com bordas com um detalhe arredondado, e, à frente de um fundo branco na parte de dentro, vemos os três membros da banda Fresno lado a lado, em uma espécie de tinta azul e com suas sombras pintadas. Na parte superior central, vemos a palavra “FRESNO” escrita em caixa alta e em uma fonte estilizada. Ao centro, vemos os três membros da banda, homens brancos, aparentando entre 35 e 40 anos de idade, com cabelos castanhos curtos e vestidos de preto, posicionados lado a lado. No meio dos três, o vocalista Lucas Silveira está com os braços abertos, estendidos por trás da cabeça dos membros nas pontas. Na parte inferior central, vemos as palavras “VOU TER QUE ME VIRAR” em caixa alta e em uma fonte estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26558" class="wp-caption-text">Atualmente, a banda Fresno é formada por Lucas Silveira, Gustavo Mantovani e Thiago Guerra (Foto: FRESNO)</figcaption></figure>
<p><b>Fresno &#8211; Vou Ter Que Me Virar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nome mais do que conhecido no Brasil, Fresno se tornou referência no </span><i><span style="font-weight: 400;">emo </span></i><span style="font-weight: 400;">desde antes de muitos de nós aprendermos a andar ou escrever. </span><a href="https://open.spotify.com/album/3u7npFweylUn5ETUvkQaoH?si=l6pFBwgFTSqIcbNPSOdueg"><i><span style="font-weight: 400;">Vou Ter Que Me Virar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o nono álbum da banda &#8211; agora, um trio &#8211; não se desvencilha das raízes musicais do grupo, e sob o comando de Lucas Silveira na composição e na produção, arrisca novos estilos musicais e renova temas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman </span></i><span style="font-weight: 400;">da Fresno aproveita a liberdade de ser seu próprio produtor para brincar com a sonoridade do disco, o mais diverso até então: as 11 faixas incluem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbrLub_Bae8"><span style="font-weight: 400;">batidas eletrônicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, MPB e até um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2_yl85hb7D0"><span style="font-weight: 400;">tímido samba</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as experimentações, o álbum revitaliza e reanimaa sonoridade da banda, que está em atividade há 20 anos e ainda consegue se manter fresca no cenário musical atual. Apesar das misturebas de estilos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vou Ter Que Me Virar </span></i><span style="font-weight: 400;">soa orgânico, coeso e muito divertido, apesar das letras não muito positivas. Essas, inclusive, são chamativas pela honestidade, sempre presente na longa </span><a href="https://personaunesp.com.br/sua-alegria-foi-cancelada-critica/"><span style="font-weight: 400;">discografia da banda</span></a><span style="font-weight: 400;">. As composições são pessoais ao tratarem de medos e inseguranças, receio com o futuro, saúde mental e relacionamentos amorosos e familiares, de uma forma que o álbum não seja só um capricho estético e sonoro para não caírem no esquecimento, mas sim mostrar que a Fresno ainda tem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zHQwzwXF2v0"><span style="font-weight: 400;">o que dizer</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Casa Assombrada, ELES ODEIAM GENTE COMO NÓS e Caminho Não Tem Fim</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Descrição da Imagem: Capa do álbum “Vulture Prince” de Arooj Aftab. A</span></p>
<figure id="attachment_26475" aria-describedby="caption-attachment-26475" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “Vulture Prince” de Arooj Aftab. A cantora Arooj é uma jovem mulher de traços paquistaneses e está segurando um microfone enquanto seu olhar está inclinado para o canto inferior esquerdo da imagem. Ela usa o cabelo preso por um coque, vemos as alças de sua blusa regata preta. A imagem possui um tratamento de tons violeta e é bem sombreada, dando visibilidade parcial ao rosto da artista.  O fundo é preto e o nome da artista e do álbum estão escritos no canto superior esquerdo em fonte não-serifada. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26475" class="wp-caption-text">Em Vulture Prince, a paquistanesa Arooj Aftab aplica o seu amplo background musical em um registro meticuloso que vai de encontro com a reconciliação com o luto (Foto: New Amsterdam)</figcaption></figure>
<p><b>Arooj Aftab &#8211; Vulture Prince</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/21OZptKAhVTvzKdxxtk4DT"><i><span style="font-weight: 400;">Vulture Prince</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pode ser facilmente descrito como uma força não-bruta aqui nesta lista de melhores discos de 2021. O registro escolheu seu próprio destino temático, quando a cantora paquistanesa, radicalizada no Brooklyn, perdeu seu irmão e uma grande amiga durante o período de gravações. O golpe duplo da morte fez com que a artista voltasse seu espírito para a sua infância em Lahore, capital da província do Panjabe, no Paquistão. Sua memória musical sul-asiática, despertada pelo luto, colidiu delicadamente com a sua formação acadêmica ocidental fundamentada em gêneros como o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. O produto final é uma coletânea meditativa de sete canções que refletem e buscam aceitar a finitude da vida, guiadas por poemas cantados na voz marcante de Arooj.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância de Arooj Aftab vai muito além de atualizar e apresentar a tradição musical de seu povo para novas audiências. A </span><a href="https://pitchfork.com/features/rising/arooj-aftab-vulture-prince-interview/"><span style="font-weight: 400;">cantora define herança cultural</span></a><span style="font-weight: 400;"> como tudo aquilo que se vive, toda a bagagem dos lugares que já morou e costumes que absorveu. Arooj sempre se sentiu diferente por ser </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e musicista no Paquistão, ao mesmo tempo que, nos EUA, é marcada pelo seu sotaque carregado. O minimalismo das harpas que conduzem </span><i><span style="font-weight: 400;">Vulture Prince </span></i><span style="font-weight: 400;">e o resgate do </span><a href="https://stringfixer.com/pt/Ghazal"><span style="font-weight: 400;">Gazel</span></a><span style="font-weight: 400;"> combinado a cadência típica do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, revelam que o artista sempre tem uma origem, mas encontra em sua arte um passaporte universal, no qual as fronteiras culturais são um convite para desbravar novos territórios criativos. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Last Night, Mohabbat e Saans Lo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26517" aria-describedby="caption-attachment-26517" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Written &amp; Directed, da banda Black Honey. O título está centralizado no meio da capa, que é marrom escura mas possui um aspecto desgastado e velho. Em letras grandes e amarelas com fundo vermelho, “Written &amp; Directed” em cima, e “BY BLACK HONEY” embaixo, em letras menores." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda.jpg 1772w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26517" class="wp-caption-text">A banda londrina volta em seu segundo álbum com o espírito punk renovado (Foto: Foxfive Records)</figcaption></figure>
<p><b>Black Honey &#8211; Written &amp; Directed</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo álbum da banda britânica Black Honey vem carregado do mesmo entusiasmo juvenil e disruptivo que tornou </span><a href="https://open.spotify.com/album/7AJTVMYgX1xDrufcavMUk1?si=dDwTLZ1-T4eH0IOp2mO_Ig"><span style="font-weight: 400;">sua estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> tão especial, aperfeiçoando o estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> em batidas cada vez mais marcantes e letras agressivamente despudoradas. Os vocais ferozes de Izzy B. Philipps não tem medo de enfrentar qualquer um que se ponha em seu caminho, dilacerando com palavras o patriarcado com seu auto intitulado “</span><a href="https://diymag.com/2020/09/18/listen-black-honey-run-for-cover"><i><span style="font-weight: 400;">vagina rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” e não se preocupando em fazer reféns: “</span><i><span style="font-weight: 400;">É melhor correr pra se proteger</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do som do grupo não fugir muito do que foi estabelecido em seu primeiro disco, ainda é revigorante ver o cuidado que eles colocam em suas composições, bem como o esforço com o qual as executam. </span><a href="https://open.spotify.com/album/6hODMaWCw1sz39hkaSWgMW?si=ku4F2wcrSjmEZs7k6Oy0-A"><i><span style="font-weight: 400;">Written &amp; Directed</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um trabalho que implora para ser ouvido no meio de um palco, baixando e levantando sua cabeça junto com os artistas de Brighton no ritmo massacrante da guitarra de Chris Ostler, se preparando para acender um coquetel </span><i><span style="font-weight: 400;">molotov</span></i><span style="font-weight: 400;"> junto com seus amigos e botar a casa abaixo.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Run for Cover, Beaches e I Do It to Myself</span></p>
<hr />
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Os Melhores Discos de 2021" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/4ZMWbPzSgJdvfLP09r8Fvh?si=fe1ed4a3fdab4714&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A radicalidade acolhedora de Juçara Marçal em Delta Estácio Blues</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 15:37:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira No princípio era o beat. O primeiro aperitivo que o público teve da nova fase de Juçara Marçal foi em uma live, no dia 7 de abril de 2021. Como parte de um ciclo de transmissões que o Metá Metá fez naquele mês, Juçara veio à frente só, munida de samplers, percussão, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A radicalidade acolhedora de Juçara Marçal em Delta Estácio Blues"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23699" aria-describedby="caption-attachment-23699" style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23699" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1.jpg" alt="Capa do CD Delta Estácio Blues. A cantora Juçara Marçal está no centro da fotografia, sobre um fundo azul. As mãos dela estão dispostas sobre a face de forma que só conseguimos ver um dos olhos, cabelo, parte da boca e orelha." width="924" height="924" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1.jpg 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23699" class="wp-caption-text">O segundo disco solo de Juçara Marçal aponta novos caminhos musicais (Foto: Aline Belfort)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Leite Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No princípio era o </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;">. O primeiro aperitivo que o público teve da nova fase de Juçara Marçal foi em uma</span><i><span style="font-weight: 400;"> live</span></i><span style="font-weight: 400;">, no dia 7 de abril de </span><i><span style="font-weight: 400;">2021</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como parte de um ciclo de transmissões que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/"><span style="font-weight: 400;">Metá Metá</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez naquele mês, Juçara veio à frente só, munida de </span><i><span style="font-weight: 400;">samplers</span></i><span style="font-weight: 400;">, percussão, piano e voz. Mais uma ruptura em uma carreira repleta de rupturas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Iyalode mbé mbé</span></i><span style="font-weight: 400;">, a última faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em 30 de setembro, já marcava presença.</span></p>
<p><span id="more-23698"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meses depois, o que era expectativa se transformou em assombro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i><span style="font-weight: 400;">, única música divulgada como </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, tem as percussões características da </span><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i><span style="font-weight: 400;"> junto de um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">venenoso assinado por Rodrigo Ogi e cuspido com autoridade por Juçara. É a lógica do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop </span></i><span style="font-weight: 400;">interpretada por uma artista que não faz parte do movimento, mas também se nutre dele.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Eu não sou rapper”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela afirma em </span><a href="https://www.casanaturamusical.com.br/jucara-marcal-delta-estacio-blues-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">entrevista ao </span><i><span style="font-weight: 400;">site</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Casa Natura Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. De novo, a ruptura. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Oritá Metá | Juçara Marçal _ SoloMemo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/91yEqOwNwiY?start=969&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O que já é de se esperar, em se tratando de Juçara Marçal. </span><i><span style="font-weight: 400;">Encarnado</span></i><span style="font-weight: 400;">, a estreia </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">lançada em 2014, é uma bomba que distorce o formato canção sem usar instrumentos percussivos  —  a guitarra, o cavaquinho e a rabeca se combinam em um quebra-cabeça ruidoso onde a voz se encaixa e destaca. Ao passo que, como bem apontado na </span><a href="https://open.spotify.com/episode/4yPRwUDihF8nEv1o1HDIov?si=45b1a73f440646bf"><span style="font-weight: 400;">entrevista para o </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><span style="font-weight: 400;">da revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Bravo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues </span></i><span style="font-weight: 400;">é todo </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;">, ritmo, graves.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a cantora tenha participações em álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Nó</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">na Orelha </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Convoque Seu Buda</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/criolo-espiral-ilusao-critica/"><span style="font-weight: 400;">Criolo</span></a><span style="font-weight: 400;">, e </span><i><span style="font-weight: 400;">RÁ!</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Rodrigo Ogi) e de </span><a href="https://qtvlabel.bandcamp.com/"><span style="font-weight: 400;">outros tipos de Música</span></a><span style="font-weight: 400;"> eletrônica (</span><i><span style="font-weight: 400;">Anganga</span></i><span style="font-weight: 400;">, composto e gravado com Cadu Tenório, e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Rocinha</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Mbé), </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa um novo mergulho em outras possibilidades de composição. Ao lado do parceiro de longa data Kiko Dinucci, que produziu o disco, Juçara entrou de cabeça nos </span><i><span style="font-weight: 400;">samplers </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">softwares </span></i><span style="font-weight: 400;">de edição de áudio para dar forma a um trabalho radicalmente acolhedor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As bases de </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> vêm de</span> <a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/as-colisoes-e-os-dribles-de-delta-estacio-blues-de-jucara-marcal/"><i><span style="font-weight: 400;">“cacos”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, termo que Juçara usa para caracterizar os diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ela e Kiko usaram para compor as faixas.</span><i><span style="font-weight: 400;"> Vi de Relance a Coroa</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre os caminhos evoluindo a partir de três batidas para uma paisagem sonora ao mesmo tempo familiar e incômoda. Os </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/glitch-music-a-ruptura-musical/"><i><span style="font-weight: 400;">glitches</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se espalham pelo instrumental como a “</span><i><span style="font-weight: 400;">fuligem de brilho tão real</span></i><span style="font-weight: 400;">” do Reis Malunguinho, entidade afroindígena mencionada na letra assinada por Siba.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Juçara Marçal - Delta Estácio Blues (QTV 055)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/e7N5NsRhNdg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O resto de familiaridade do disco se dissipa no momento em que começa </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Cais</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando o “</span><i><span style="font-weight: 400;">mar agitado nas praias de ultramar</span></i><span style="font-weight: 400;">” toma conta da música, nós, ouvintes, somos impelidos a navegá-lo sem os rótulos e </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/musica/"><span style="font-weight: 400;">gêneros musicais</span></a><span style="font-weight: 400;"> como “</span><i><span style="font-weight: 400;">boias para nos salvar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A sequência de faixas possui as bases eletrônicas como fio condutor, mas o que Juçara e Kiko inventam é de uma versatilidade tão distinta que restringir </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> a um só fio é desperdício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa-título, inclusive, talvez seja uma síntese adequada da proposta apresentada aqui. A letra de Rodrigo Campos reimagina a história do mitológico </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/veja-musica/a-morada-do-diabo/"><span style="font-weight: 400;">Robert Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, figura imprescindível para a história do </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-voz-suprema-do-blues-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Segundo a lenda, Johnson era um violonista comum até fazer um pacto com o demônio para adquirir habilidades sobre humanas no instrumento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, nesta terceira canção, Robert Johnson na verdade faz um trato com Bide, Baiaco e Ismael Silva, sambistas do bairro carioca Estácio de Sá, berço da primeira escola de samba do Brasil. Em apenas uma estrofe, </span><a href="https://www.instagram.com/p/CUd7y0iNwav/"><span style="font-weight: 400;">duas tradições musicais</span></a><span style="font-weight: 400;"> são fundidas e a estética onívora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> se assume, também, política: é preciso sempre reafirmar o pioneirismo radical das populações negras e periferizadas no samba, no </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, no </span><a href="https://igormiranda.com.br/2018/11/opiniao-negra-li-elvis-presley-rock-and-roll-negros-apropriacao-cultural-racismo/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; o que não significa responder a apenas uma dessas tradições, mas criar novas possibilidades a partir delas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Blues Mississippi cultua um novo deus</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Juçara Marçal - Crash (Vertical Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zhgmtLuEJq0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez por isso </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenha pouco de tradicional. Os instrumentos eletrônicos são manipulados de um jeito que faz com que a desorientação se torne o fundamento da audição inteira. Faz sentido um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">como </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash </span></i><span style="font-weight: 400;">suceder os </span><a href="https://www.laspa.slg.br/2021/04/18/breakbeat-science-a-ciencia-da-batida-quebrada/"><i><span style="font-weight: 400;">breakbeats</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e graves deslizantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ladra  </span></i><span style="font-weight: 400;">—  e fazer isso sem cerimônia, sem preparo, com o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">fragmentado já de cara dando contorno a uma nova paisagem sonora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><a href="https://www.instagram.com/najur__/"><span style="font-weight: 400;">Ana Júlia Theodoro</span></a><span style="font-weight: 400;">, o videoclipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash </span></i><span style="font-weight: 400;">traduz essa fragmentação com uma sequência frenética de imagens simultaneamente cotidianas e insólitas: crianças mascaradas correndo, um homem fazendo a sobrancelha ao ar livre, um balão no céu. A velocidade dos cortes da edição se sintoniza com o </span><i><span style="font-weight: 400;">flow </span></i><span style="font-weight: 400;">e a voz ríspida de Juçara e, mais do que isso, passa uma sensação parecida à jornada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_23700" aria-describedby="caption-attachment-23700" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1.jpg" alt="Juçara Marçal está sentada em uma cadeira. Ela tem pele morena e cabelos encaracolados e está olhando para a câmera, com a coluna ligeiramente inclinada para baixo. Juçara usa um vestido cinza e está descalça. Ao fundo, vemos uma janela e as paredes de um cômodo aparentemente vazio." width="1200" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-1-1-768x960.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23700" class="wp-caption-text">A carreira prolífica de Juçara Marçal ganha novos tons com a experimentação eletrônica de Delta Estácio Blues (Foto: Pablo Saborido)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O acolhimento radical é ainda mais palpável na segunda metade do repertório. Especialmente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Lembranças Que Guardei</span></i><span style="font-weight: 400;">, que usam a imagem da profundidade para passar mensagens mais subjetivas, semelhantes às </span><a href="https://genius.com/Jucara-marcal-ciranda-do-aborto-lyrics"><span style="font-weight: 400;">letras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Encarnado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. As referências à pós-modernidade (“</span><i><span style="font-weight: 400;">Deixa ela dançar na minha tela</span></i><span style="font-weight: 400;">” em </span><i><span style="font-weight: 400;">Baleia</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o uso do </span><i><span style="font-weight: 400;">autotune </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lembranças Que Guardei</span></i><span style="font-weight: 400;">) dão uma dimensão particular a elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as duas, </span><i><span style="font-weight: 400;">La Femme à Barbe</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Oi, Cat</span></i><span style="font-weight: 400;">, versões para Brigitte Fontaine e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r-ylzXcHZok"><span style="font-weight: 400;">Tantão e Os Fita</span></a><span style="font-weight: 400;">, respectivamente. A jornada se aprofunda ainda mais, o tom duro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Crash </span></i><span style="font-weight: 400;">volta à voz de Juçara Marçal e a sensação é de terra arrasada. Ao final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Oi, Cat</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">do comício da Central do Brasil proferido por </span><a href="https://sul21.com.br/noticias-em-geral/2011/09/discurso-de-joao-goulart-no-comicio-de-13-de-marco-de-1964-na-central-do-brasil-rio-de-janeiro/"><span style="font-weight: 400;">João Goulart</span></a><span style="font-weight: 400;"> às vésperas do golpe militar de 1964 reforça o desconforto.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="JUÇARA MARÇAL - LA FEMME À BARBE/OI, CAT" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/2935MrPSDfU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, então, chega ao fim com o samba torto e nostálgico </span><i><span style="font-weight: 400;">Corpus Christi</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://editoraperspectiva.com.br/produtos/oriki-orixa/"><span style="font-weight: 400;">oriki</span></a><i><span style="font-weight: 400;"> Iyalode Mbé Mbé</span></i><span style="font-weight: 400;">, encerramento-acalanto da fonte inesgotável que é o segundo álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Juçara Marçal. Um conjunto de faixas que apontam inúmeros caminhos, ao mesmo tempo, dentro e fora de tradições. Uma invenção que só poderia ter sido batizada com um nome próprio, único e peculiar: </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/">A radicalidade acolhedora de Juçara Marçal em Delta Estácio Blues</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Nota Musical – Maio de 2021</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2021 20:56:34 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21025" aria-describedby="caption-attachment-21025" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21025" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nota_musical_wordpress_maio.png" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nota_musical_wordpress_maio.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nota_musical_wordpress_maio-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nota_musical_wordpress_maio-768x404.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21025" class="wp-caption-text">Destaques do mês de maio: Olivia Rodrigo, Karol Conká, MC Kevin e Twenty One Pilots (Foto: Reprodução/Arte: Larissa Vieira/Texto de Abertura: Raquel Dutra)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano se aproxima da metade e já podemos dizer que ele tem seus nomes. Ninguém vai conseguir lembrar de 2021 sem cantarolar a melodia de </span><i><span style="font-weight: 400;">drivers license</span></i><span style="font-weight: 400;"> e imaginar o lilás da capa do primeiro disco de </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2021/05/quem-e-olivia-rodrigo-a-atriz-da-disney-que-esta-dominando-as-paradas-musicais-ckp5ud1wp005g0180790kk472.html"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">. O primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do ano colocou a adolescente sob os holofotes de todo o mundo, assinalando o seu nome em diversos </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/5-recordes-impressionantes-de-olivia-rodrigo-com-sour-estreia-espetacular-tres-musicas-na-billboard-e-mais-lista/"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> e criando uma expectativa gigantesca em cima de seu álbum de estreia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Experiências adolescentes universais, muito estilo, atitude, talento, </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aquela pontinha de nostalgia combinada com o jeitinho único da </span><a href="https://www.itapemafm.com.br/musica-e-conteudo-exclusivo-como-prioridade-como-sao-os-habitos-de-consumo-da-geracao-z"><span style="font-weight: 400;">geração Z</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram os artifícios de Rodrigo para construir em </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a melhor estreia que poderia ter feito. O recado é simples: com sua carteira de motorista em mãos e desabafos juvenis devidamente finalizados, todos os caminhos estão livres para o futuro da estrela Olivia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado da princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">Detran </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de condecorados de 2021, possivelmente estará </span><a href="https://tracklist.com.br/lil-nas-x-entertainment/103279"><span style="font-weight: 400;">Lil Nas X</span></a><span style="font-weight: 400;">. O primeiro álbum do nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">pequeno</span></i><span style="font-weight: 400;"> já tem nome, data de nascimento e muita identidade, conforme aponta o novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se antes ele </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/04/10/como-lil-nas-x-emplacou-mais-um-hit-comprando-briga-com-igreja-politicos-e-ate-com-a-nike.ghtml"><span style="font-weight: 400;">causou o terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> de fundamentalistas religiosos ao descer até o Inferno numa barra de </span><i><span style="font-weight: 400;">pole dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sensualizar com o diabo, agora ele chega até o Céu através de uma canção íntima e sincera sobre suas vivências enquanto </span><a href="https://portalpopline.com.br/lil-nas-x-visita-seu-eu-mais-jovem-no-clipe-de-sun-goes-down/"><span style="font-weight: 400;">jovem gay negro</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se o assunto é gente promissora, os trabalhos de chloe moriondo, ELIO, Alfie Templeman, girlhouse, Ashe e dodie também encontram um bom lugar em 2021 e nesta edição do Nota Musical. No núcleo </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, também está </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/bts-butter-billboard-recorde"><span style="font-weight: 400;">a chegada estrondosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> do verão amanteigado do BTS, sinais da nova era de Conan Gray, novidade dos Jonas Brothers e de Niall Horan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As amadas gravidinhas do Little Mix juntaram fôlego para acompanhar David Guetta em </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartbreak</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Anthem</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://portalpopline.com.br/little-mix-faz-historia-ao-vencer-o-brit-awards-2021/"><span style="font-weight: 400;">fazer história</span></a><span style="font-weight: 400;"> no prêmio mais importante da música britânica. Na cerimônia do </span><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021, o trio foi a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">girlband</span></i><span style="font-weight: 400;"> a vencer a estatueta de Melhor Grupo, e não deixou o momento passar em branco no palco da premiação: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vimos homens dominando, misoginia, sexismo e pouca diversidade. Estamos orgulhosas por termos permanecido juntas, nos cercado de mulheres fortes e agora usando mais do que nunca as nossas vozes</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá, Olivia Rodrigo também dominou o momento em sua </span><a href="https://www.atrevida.com.br/noticias/musica/olivia-rodrigo-faz-performance-incrivel-de-drivers-license-no-brit-awards-2021-confira.phtml"><span style="font-weight: 400;">primeira performance em uma premiação</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Dua Lipa seguiu acalmada. Elton John aproveitou para mais uma vez demonstrar seu </span><a href="https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/its-a-sin-a-atuacao-emocionante-de-elton-john-e-olly-alexander-nos-brit-awards#:~:text=Na%20noite%2C%20que%20contou%20com,tema%20dos%20Pet%20Shop%20Boys."><span style="font-weight: 400;">apoio à nova geração</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Música, agora ao lado de Olly Alexander com a política </span><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i><span style="font-weight: 400;">, na véspera do mês reservado para a celebração do </span><a href="https://vogue.globo.com/atualidades/noticia/2021/06/mes-do-orgulho-lgbtqia-24-materias-para-celebrar.html#:~:text=Em%20junho%20%C3%A9%20comemorado%20mundialmente%20o%20M%C3%AAs%20do%20Orgulho%20LGBTQIA%2B&amp;text=Todo%20ano%2C%20durante%20o%20m%C3%AAs,Orgulho%20de%20v%C3%A1rias%20maneiras%20diferentes."><span style="font-weight: 400;">Orgulho LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os contemporâneos favoritos da Terra da Rainha, no entanto, não cumpriram as promessas de 2019. Coldplay chegou no </span><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021 com um </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/premiacoes/brit-awards-2021-coldplay-abre-premiacao-com-performance-grandiosa-e-colorida-do-seu-novo-hino-higher-power-assista/"><span style="font-weight: 400;">terrível novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que definha as tantas possibilidades para o futuro da banda construídas com o </span><a href="https://personaunesp.com.br/everyday-life-coldplay-critica/"><span style="font-weight: 400;">último disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> enjoativo que o quinteto britânico insiste em praticar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Erro esse que não foi cometido por Twenty One Pilots. A migração de sua mistura única e obscura de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock alternativo/hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para os </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/aprendi-cortar-unhas-de-bebe-fazer-rabo-de-cavalo-diz-vocalista-do-twenty-one-pilots-25027096"><span style="font-weight: 400;">tons doces</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop/rock</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">vintage</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi de início duvidosa, mas muito bem assimilada quando finalmente chegou aos nossos ouvidos. Fato é que os ouvintes mais apegados podem estranhar a sonoridade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Scaled and Icy</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a nova era de Josh Dun e Tyler Joseph é </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/coberturas-de-shows/twenty-one-pilots-live-album-scaled-and-icy/"><span style="font-weight: 400;">rica em significados</span></a><span style="font-weight: 400;"> como sempre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> por si mesmo segue em boas mãos. Maio nos presenteou com o </span><a href="https://pitchfork.com/thepitch/the-6-best-music-videos-of-may-2021/"><span style="font-weight: 400;">encontro épico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Sharon Van Etten e Angel Olsen e o retorno tão esperado de </span><a href="https://istoe.com.br/o-novo-album-de-st-vincent/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;">, que chegou em 2021 através de narrativas autobiográficas profundas e com a estética da década de 70. Mas o destaque do gênero vai mesmo é para o novo trabalho da </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/iceage-seek-shelter/"><span style="font-weight: 400;">banda dinamarquesa Iceage</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de PRETTY., paradas obrigatórias dentre a vastidão de obras pontuadas aí abaixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, fomos embalados pelo novo CD do grupo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wGF7PswOENQ"><span style="font-weight: 400;">Lord Huron</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pelo quinto e belíssimo disco de </span><a href="https://open.spotify.com/artist/5ajIkPBUamM5hTDLtrpTBa?si=001ee73dbbd84bf2"><span style="font-weight: 400;">Jon Allen</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">blues </span></i><span style="font-weight: 400;">também foi perfeitamente celebrado junto aos 20 anos de </span><a href="https://www.zeddbrasil.com/the-black-keys-celebram-o-country-blues-de-mississippi-hill-com-o-novo-album-delta-kream-lancado-agora/"><span style="font-weight: 400;">The Black Keys</span></a><span style="font-weight: 400;"> no décimo álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;">, e os amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> devem dar uma chance para a delicada influência do gênero na música de </span><a href="http://valkirias.com.br/a-reinvencao-de-aly-aj/"><span style="font-weight: 400;">Aly &amp; AJ</span></a><span style="font-weight: 400;">. Já no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, Maio trouxe as preciosidades dos trabalhos de </span><a href="https://www.billboard.com/articles/columns/hip-hop/9576198/sinead-harnett-ready-is-always-too-late-inteview/"><span style="font-weight: 400;">Sinead Harnett</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/erika-de-casier-interview-1142132/"><span style="font-weight: 400;">Erika de Casier</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://tracklist.com.br/be-right-back-jorja/101252"><span style="font-weight: 400;">Jorja Smith</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O saldo do mês no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> também foi o melhor possível. O retorno de Nicki Minaj com o lançamento de sua </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/05/4924479-nicki-minaj-relanca-mixtape----beam-me-up-scotty----com-tres-novas-musicas.html"><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> reformulada</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas plataformas digitais é um aquecimento para o futuro da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto </span><a href="https://portalrapmais.com/j-cole-faturou-2-milhoes-de-dolares-com-novo-album-em-uma-semana/"><span style="font-weight: 400;">J. Cole segue um sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas paradas mesmo quando respira </span><i><span style="font-weight: 400;">entre suas safras</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aqui no Brasil, </span><a href="https://portalrapmais.com/bk-anuncia-saida-da-piramide-perdida-e-funda-novo-selo-gigantes/"><span style="font-weight: 400;">BK’ estreia o selo de sua produtora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://perraps.com/materias/tracie-e-tasha-como-as-irmas-expandiram-da-moda-para-o-rap/"><span style="font-weight: 400;">Tasha e Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;"> flertam com o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na poética que só a rima permite, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://atwoodmagazine.com/mdxm-mckinley-dixon-interview-music-2021-for-my-mama-and-anyone-who-look-like-her/"><span style="font-weight: 400;">novo álbum de McKinley Dixon</span></a><span style="font-weight: 400;"> flutua em seus pensamentos sobre a vida numa das obras mais lindas de Maio e talvez de 2021, destinado à sua mãe, </span><i><span style="font-weight: 400;">e a todos que se parecem com ela</span></i><span style="font-weight: 400;">. As reflexões do jovem estadunidense acontecem de uma forma parecida com o trabalho de Jup do Bairro, que segue em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinfonia do Corpo</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma das </span><a href="https://hitsperdidos.com/2020/08/19/jup-do-bairro-corpo-sem-juizo-entrevista-exclusiva/#:~:text=%E2%80%9CSou%20uma%20artista%20do%20presente,do%20Bairro%20em%20entrevista%20exclusiva&amp;text=A%20cada%20passo%20de%20sua,limites%20da%20arte%20e%20expressividade."><span style="font-weight: 400;">vozes mais relevantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> na música nacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando em sons brasileiros, é impossível não gostar de pelo menos uma coisa que nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem produzindo. Depois de soltar a voz com Emicida na maravilhosa e icônica </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2019/03/12-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-majur-nova-voz-da-musica-baiana.html"><span style="font-weight: 400;">Majur</span></a><span style="font-weight: 400;"> inaugura sua carreira com louvor com </span><i><span style="font-weight: 400;">Ojunifé</span></i><span style="font-weight: 400;">. A promessa de </span><a href="https://glamurama.uol.com.br/revelacao-musical-urias-entrega-como-levanta-sua-bandeira-por-meio-da-arte-estamos-falando-serio-falando-nao-gritando/"><span style="font-weight: 400;">Urias</span></a><span style="font-weight: 400;"> também é grande e a expectativa só cresce com o que ela libera para degustação de seu disco, que ganhou nome este mês. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo trabalho da </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/03/24/tuyo-new-york-times-sxsw/"><span style="font-weight: 400;">Tuyo</span></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, desenha para quem tinha dúvidas o porquê a beleza do som da banda chamou a atenção do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa serenidade que permeia nossos artistas desaguou em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-vida-depois-do-tombo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Karol Conká</span></a><span style="font-weight: 400;">, que retorna decidida a superar a sua curta porém intensa passagem pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/entenda-a-historia-por-tras-do-noivado-de-pabllo-vittar.html"><span style="font-weight: 400;">Pabllo Vittar</span></a><span style="font-weight: 400;">, de fato, não para. O lançamento da vez é uma volta às suas raízes, num forró com o drama de uma novela mexicana, que serve muito, como sempre, em </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e complementos visuais. Próximo e longe da </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, está </span><a href="https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/filho-de-solimoes-conta-como-foi-sair-do-armario-para-pai-foi-engracado"><span style="font-weight: 400;">Gabeu</span></a><span style="font-weight: 400;">, que como uma exímia cria do sertanejo e um legítimo orgulhoso de si mesmo, agrega mais um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> em sua carreira, fortalecendo sua posição de precursor do </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/28/queernejo-artistas-lgbtq-querem-conquistar-seu-espaco-na-musica-sertaneja.htm"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maio também nos permitiu apreciar </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/06/4928401-filho-de-tim-maia-descobre-disco-em-espanhol-gravado-pelo-cantor.html"><span style="font-weight: 400;">Tim Maia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em espanhol</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/05/4922967-nando-reis-lanca-ep-com-o-filho-sebastiao-reis.html"><span style="font-weight: 400;">Nando Reis</span></a><span style="font-weight: 400;"> em família, além de reforçar uma mensagem muito importante através de Martinho da Vila. O assassinato de George Floyd completa um ano, e a Arte não deixa de exercer sua função social e defender que </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/05/08/martinho-da-vila-retoma-parceria-com-noca-da-portela-apos-43-anos-para-ressaltar-importancia-das-vidas-negras.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Negras Importam</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um mês de ganhos preciosos também foi um mês de perdas irreparáveis. </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/05/27/nelson-sargento-morre.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Nelson Sargento</span></a><span style="font-weight: 400;">, mestre do </span><i><span style="font-weight: 400;">samba </span></i><span style="font-weight: 400;">e parceiro de Cartola, </span><a href="https://www.metropoles.com/colunas/pipocando/morre-mc-kevin-aos-23-anos-apos-cair-de-varanda-de-hotel-no-rio"><span style="font-weight: 400;">MC Kevin</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das vozes mais bonitas do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, e </span><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/05/07/autor-de-primavera-cassiano-morre-de-covid-no-rio.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Cassiano</span></a><span style="font-weight: 400;">, rei do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro e letrista de Tim Maia, foram alguns dos nomes que deixaram a vida nos últimos trinta dias. O </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> reúne a </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"> e os </span><b>colaboradores </b><span style="font-weight: 400;">no </span><b>Nota Musical de Maio</b><span style="font-weight: 400;">, em memória à importância de cada um deles para a música brasileira.</span></p>
<p><span id="more-20628"></span></p>
<figure id="attachment_20910" aria-describedby="caption-attachment-20910" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20910 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/nelson-sargento-27052021153147718_edited-800x800.jpg" alt="Foto de Nelson Sargento. Nelson é um homem negro de 96 anos, careca com a barba rala branca. Ele está sentado, usa paletó verde e uma faixa escrita PRESIDENTE DE HONRA. Seus braços estão abertos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/nelson-sargento-27052021153147718_edited-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/nelson-sargento-27052021153147718_edited-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/nelson-sargento-27052021153147718_edited-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/nelson-sargento-27052021153147718_edited.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20910" class="wp-caption-text">O general do samba nos deixou aos seus 96 anos (Foto: Nelson Sargento)</figcaption></figure>
<p><b>Falecimento de Nelson Sargento</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O samba agoniza, mas não morre. Não morre, mas chora rios de lágrimas quando alguém que dedicou a vida para vivê-lo parte desse plano para tocar ao lado das estrelas. </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-05-27/nelson-sargento-icone-do-samba-morre-aos-96-anos-por-complicacoes-da-covid-19.html"><span style="font-weight: 400;">Nelson Sargento</span></a><span style="font-weight: 400;">, a história viva do ritmo </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/2021/05/27/nelson-sargento-a-saudade-so-e-um-castigo-para-quem-nao-preza-a-vida"><i><span style="font-weight: 400;">negro, forte e destemido</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, partiu em uma manhã de quinta-feira, no meio desse complicado maio de 2021. Aos 96 anos, Nelson tinha vida de sobra, uma carreira de encher os olhos e o respeito de toda a Estação Primeira, que perdeu uma de suas raízes verde-e-rosa mais brilhantes. O Brasil, mais uma vez, fica órfão. </span></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/05/27/nelson-sargento-morre.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Nelson</span></a><span style="font-weight: 400;">, que era Mattos, só virou Sargento depois dos quatro anos no Exército. Uma função só não bastou &#8211; o carioca era cantor, compositor, pesquisador, artista plástico, ator e escritor. Acima de tudo isso, era </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/05/27/nelson-sargento-voz-elegante-de-mangueira-fica-imortalizado-pelo-amor-sincero-ao-samba.ghtml"><span style="font-weight: 400;">incomparável</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2021/05/nelson-sargento-imortalizou-luta-antirracista-do-vasco-em-samba.shtml"><span style="font-weight: 400;">Vascaíno</span></a><span style="font-weight: 400;"> de coração, guiou os rumos da </span><a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/05/27/mangueira-nelson-sargento.htm"><span style="font-weight: 400;">Mangueira</span></a><span style="font-weight: 400;"> como baluarte e presidente de honra, foi parceiro de Cartola, Carlos Cachaça, Paulinho da Viola, Zé Keti, e outras lendas que, assim como ele, cravaram seu nome na história da Música Popular Brasileira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas suas mãos, samba virou resistência; virou grito de guerra. É impossível relatar </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/05/morre-nelson-sargento-general-do-samba-e-figura-historica-da-mangueira.shtml"><span style="font-weight: 400;">quem foi Nelson</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um texto de três parágrafos. O buraco de sua perda é gigantesco. Angenor já cantava que, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s_jbHDPslPg"><i><span style="font-weight: 400;">em Mangueira, quando morre um poeta, todos choram</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; novamente, os lamentos descem até o asfalto e inundam todo o território nacional. Nelson Sargento não existiu, foi um sonho que a gente teve. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nelson Sargento - Encanto Da Paisagem (Ao Vivo)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KAgb7KpS-cs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3>CDs</h3>
<figure id="attachment_20959" aria-describedby="caption-attachment-20959" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20959 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mc-kevin-passado-e-presente-800x800.jpg" alt="Capa da mixtape Passado e Presente, de MC Kevin. Do lado esquerdo, o rosto do MC Kevin jovem com um fundo preto. Do lado direito,um fundo vermelho, o rosto recente de MC Kevin, com tatuagens e barba. Ao centro, um rosto frontal, metade adolescente, metade mais velho, vestido com uma jaqueta de couro preta e o título da mixtape escrito em vermelho. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mc-kevin-passado-e-presente-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mc-kevin-passado-e-presente-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mc-kevin-passado-e-presente-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mc-kevin-passado-e-presente.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20959" class="wp-caption-text">Capa da mixtape Passado e Presente, lançamento póstumo de MC Kevin (Foto: WMD/Revolução Records)</figcaption></figure>
<p><b>MC Kevin &#8211; Passado e Presente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É sempre muito triste a </span><a href="https://oglobo.globo.com/rio/funkeiro-mc-kevin-morre-apos-cair-do-5-andar-de-hotel-25020893"><span style="font-weight: 400;">morte de um artista tão jovem</span></a><span style="font-weight: 400;">. Kevin tinha apenas 23 anos e uma carreira consolidada que se iniciou em 2013 e se findou em 16 de maio de 2021 . As escolhas pessoais podem e devem ser questionadas, mas a ascensão de um adolescente que já foi traficante de drogas e se tornou um <em>MC </em></span><span style="font-weight: 400;">milionário, chegando a abrir sua própria produtora também, são fatos que demonstram o potencial do <em>funkeiro</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, o álbum póstumo </span><i><span style="font-weight: 400;">Passado e Presente </span></i><span style="font-weight: 400;">foi o primeiro lançamento da </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCe_iE7POL2PmbPBT2X4qAHA"><i><span style="font-weight: 400;">Revolução Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que continuará na ativa. O trabalho conta com 10 faixas que transitam entre o funk e o </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e diversas participações, como </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCPcYWxn0m3-A74e3yE7VrVw"><span style="font-weight: 400;">Ryan SP</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCU06XOgERkQV7xCsrNLTf4Q"><span style="font-weight: 400;">Hariel</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCWkrl631E4z1G0r5OjvzGKg"><span style="font-weight: 400;">Magal</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCGHXSFYTbncTawI5I0-O3uw"><span style="font-weight: 400;">PH</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/user/FK1533"><span style="font-weight: 400;">Vulgo FK</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, Kevin cita algumas referências, os <em>MCs</em> Felipe Boladão e Daleste, a banda Charlie Brown Jr. e até o jogador Neymar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz muito sentimento nas músicas, como se fosse um desabafo do artista. O sofrimento na infância, entrada para a vida do crime e a reviravolta com o <em>funk</em>, tudo em um curto espaço de tempo. Junto disso, vemos uma grande maturação nas letras, Kevin faz críticas sociais e fala também sobre a mudança de postura de algumas pessoas após seu sucesso. Se tivesse que resumir toda a trajetória em uma frase, seria uma épica do próprio <em>MC</em></span><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QBFyRFus1mY"><span style="font-weight: 400;">O menino encantou a quebrada</span></a>. <b>&#8211; Elder John</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MC Kevin - 1 Milhão de Sonhos (Prod.DJ Pedro Lotto)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/lLmXJBebEjQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20971" aria-describedby="caption-attachment-20971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20971 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/if-i-fail-800x800.jpg" alt="Capa do álbum If I Fail Are We Still Cool?, do cantor Patrick Paige II. Nela, vemos uma foto dele, homem negro, de dreads e camista branca, sentado nos bancos de um aeroporto, com as mãos atrás da cabeça e os pés esticados sobre o assento da frente. No canto inferior esquerdo, está escrito o nome do cantor e abaixo, o nome do CD. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/if-i-fail-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/if-i-fail-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/if-i-fail-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/if-i-fail-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/if-i-fail.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20971" class="wp-caption-text">Se eu falhar, a gente ainda tá de boa? é o título mais legal de 2021 (Foto: Forward and Up Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Patrick Paige II &#8211; If I Fail Are We Still Cool? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atenção passageiros, o piloto </span><a href="https://tecoapple.com/2021/03/02/patrick-paige-ii-whisper-want-my-luv/#:~:text=Contato-,Patrick%20Paige%20II%2C%20do%20The%20Internet%2C%20anuncia%20%C3%A1lbum%20solo%20e,Whisper%20(Want%20My%20Luv)%E2%80%9D&amp;text=O%20m%C3%BAsico%20Patrick%20Paige%20II,maio%20pelo%20selo%20Fat%20Possum."><span style="font-weight: 400;">Patrick Paige II</span></a><span style="font-weight: 400;"> avisou que vai decolar e se preparem, pois essa será uma viagem para ficar na história. As aeromoças que interrompem a progressão das faixas nunca chegam a dizer exatamente essas palavras, mas o sentimento não é antagônico. Patrick Paige II, membro da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NB3gWkhLkxM"><span style="font-weight: 400;">badalada The Internet</span></a><span style="font-weight: 400;">, arrisca um segundo voo </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><a href="https://open.spotify.com/album/4dNMPTG96R8kLnZQ37yOIB"><i><span style="font-weight: 400;">If I Fail Are We Still Cool?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> robusto e exotérico, que rememora parcerias com nomes proeminentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como com seus companheiros de banda Syd e Steve Lacy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">é modesto no passeio entre as 17 faixas, soando menos interessado em ser incisivo ou repetitivo em seu repertório. A própria decisão de nomear o disco com uma frase tão sincera e genuína já descasca a índole de Paige II, cantando ferozmente no </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">promocional </span><a href="https://open.spotify.com/track/5yFnawMLEJyxzRlbMZeSPS?si=e2b6accf55f94de9"><i><span style="font-weight: 400;">Whisper (Want My Luv)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que puxa referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://open.spotify.com/track/1w9AmxMfcGfgr8CqIiO0Pz?si=af59d622efd34941"><i><span style="font-weight: 400;">Curfew</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a melhor experimentação </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">do cantor, ao passo que a colaboração com Syd decola o potencial da dupla. Sobra espaço para aclamação de </span><a href="https://open.spotify.com/track/0RKXX4qKVffWTT1urImLsH?si=9689f1ac60624791"><i><span style="font-weight: 400;">Good Grace</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e mais espaço ainda para encher a bola do artista, que não importa se está sozinho ou acompanhado, nunca decepciona. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Patrick Paige II - Ain&#039;t Talkin Bout Much feat. Syd (Official Music Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/SqmtswW83Jo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20935" aria-describedby="caption-attachment-20935" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20935 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-800x800.png" alt="Capa do álbum The Off-Season. Foto quadrada, com cenário de noite. Ao lado esquerdo da imagem é possível observar uma grande tabela de basquete, queimando em fogo de cima a baixo. Do lado direito, mais à frente, está J. Cole, homem negro, de barba e cabelos em longos dreads que se alongam até seus ombros. Ele veste uma calça e moletom pretos, com suas mãos dentro dos bolsos. Sua cabeça inclina-se para a direita, enquanto apenas parte de seu rosto é iluminado pelo fogo. Além disso, atrás da cena, vemos uma densa cortina de fumaça tomando todo o céu." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20935" class="wp-caption-text">The Off-Season é o sexto álbum de J. Cole a alcançar a <a href="https://www.billboard.com/articles/news/9576787/j-cole-the-off-season-billboard-200-chart-number-one/">primeira posição</a> da Billboard 200 (Foto: Dreamville Records)</figcaption></figure>
<p><b>J. Cole &#8211; The Off-Season</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/4JAvwK4APPArjIsOdGoJXX?si=1Nq_nnVbTyOCohI6SP_JZA"><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Off-Season</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O nome do disco foi a primeira coisa que me chamou a atenção. </span><i><span style="font-weight: 400;">Off-Season </span></i><span style="font-weight: 400;">pode ser traduzido do inglês como entressafra, </span><a href="https://blog.aegro.com.br/entressafra/"><span style="font-weight: 400;">na agricultura</span></a><span style="font-weight: 400;">, o período de intermédio entre o fim de uma colheita e o início de outra. Um momento de planejamento, em que organiza-se o rendimento da última safra, e prepara-se o plantio da próxima. No universo dos esportes, </span><a href="https://www.scoopbyscoop.net/off-season-massa-muscular"><i><span style="font-weight: 400;">off-season</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> define o período entre temporadas esportivas, em que o atleta segue uma rigorosa sequência de treinos, juntamente à uma dieta de grande aporte calórico, com o intuito de alcançar um alto rendimento corporal em curto tempo. Da mesma forma, esse é um álbum de transição, em que Cole decide aperfeiçoar-se como músico, compositor e produtor, enquanto prepara-se para seu grande lançamento, que promete ser o aguardadíssimo </span><a href="https://www.complex.com/music/j-cole-talks-possibility-of-retiring-after-the-fall-off-era"><i><span style="font-weight: 400;">The Fall Off</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Desse modo, J. Cole, ao mesmo tempo que tenta se aprimorar, mantém-se em uma zona segura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> agrupou para esse trabalho um elenco absurdo de colaboradores, que vão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=25LBTSUEU0A"><span style="font-weight: 400;">Timbaland</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iBG2wv_Oook"><span style="font-weight: 400;">T-Minus</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fPhsxV6vXT8"><span style="font-weight: 400;">Boi-1da</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c0srd2ktTQg"><span style="font-weight: 400;">Frank Dukes</span></a><span style="font-weight: 400;"> na produção, até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m0bOq-sm-m8"><span style="font-weight: 400;">Bas</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iSgUMPHQEWw"><span style="font-weight: 400;">6LACK</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rlUtK1YI-dg"><span style="font-weight: 400;">Morray</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_VDGysJGNoI"><span style="font-weight: 400;">Lil Baby</span></a><span style="font-weight: 400;"> emprestando suas vozes. Sua entrega lírica, como sempre, é excepcional, contudo, em alguns momentos, suas ideias tendem a cair no senso comum. Ao mesmo tempo que encontraremos músicas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BnK9oeBI9G4"><i><span style="font-weight: 400;">a p p l y i n g . p r e s s u r e</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que</span> <span style="font-weight: 400;">expõe comentários mordazes sobre a cena atual do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop </span></i><span style="font-weight: 400;">e suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ii6u1wSAu90"><span style="font-weight: 400;">tendências nocivas</span></a><span style="font-weight: 400;">, conforme alguém que sabe que está entre os melhores e não hesita na hora de falar isso, também passaremos por faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wLQ8u3xRZd8"><i><span style="font-weight: 400;">m y . l i f e</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que</span> <span style="font-weight: 400;">tenta assiduamente reproduzir a </span><a href="https://www.whosampled.com/sample/616948/21-Savage-J.-Cole-A-Lot-East-of-Underground-I-Love-You/"><span style="font-weight: 400;">fórmula</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DmWWqogr_r8"><i><span style="font-weight: 400;">a lot</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive reprisando o </span><i><span style="font-weight: 400;">feat </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://youtu.be/ZZ6VhTBcc-c"><span style="font-weight: 400;">21 Savage</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém de forma bem menos convincente que o primeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que eu sinto é que, apesar de um álbum conciso, está longe do período de auge do Cole. E, talvez, isso seja proposital, visto que esse é um lançamento que já nasce de uma expectativa externa. Essa relação de dependência com o prometido </span><i><span style="font-weight: 400;">The Fall Off</span></i><span style="font-weight: 400;">, de que ele seria somente uma prévia ou um prelúdio de algo maior, acaba por podar a sua autonomia como obra isolada, o que pode, mesmo com os números absurdos que o álbum tem conquistado nos </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/05/24/j-cole-topo-billboard/"><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reduzir consideravelmente sua vida útil a longo prazo. Mas isso, no fim das contas, não passa de achismo meu. De qualquer forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Off-Season</span></i><span style="font-weight: 400;"> não deixa de ser um acerto, e desvenda um pouco mais do que a nomeada </span><a href="https://www.instagram.com/p/CJZtGT-FK4c/"><i><span style="font-weight: 400;">The Fall Off Era</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ofereceu e ainda tem a nos oferecer. </span><b>&#8211;</b> <b>Enrico Souto</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="J. Cole - a m a r i (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/w3333Fo6ufY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21004" aria-describedby="caption-attachment-21004" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21004 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/daddys-home-800x800.jpg" alt="Capa do CD Daddy’s Home, da cantora St. Vincent. A capa é em tom sépia e mostra Vincent, mulher branca, de peruca loira e casaco de pelo branco por cima do vestido escuro, sentada de pernas cruzadas em uma confortável poltrona. No topo direito da imagem, está o logo do nome do disco, em fonte amarela com contorno verde. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/daddys-home-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/daddys-home-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/daddys-home-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/daddys-home.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21004" class="wp-caption-text">O papai chegou (Foto: Loma Vista Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>St. Vincent &#8211; Daddy&#8217;s Home </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">St. Vincent é mestra na metamorfose artística, mas dessa vez ela foi além. Seu sétimo registro de estúdio carrega, no nome e na realização, um conceito familiar muito singular e marcante: </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2021/04/02/st-vincent-fala-sobre-daddys-home-disco-inspirado-na-prisao-do-pai-dela-nao-tenho-vergonha.ghtml"><span style="font-weight: 400;">a prisão de seu pai</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu queria contar isso não como uma grande fofoca, mas como uma história humana, com amor e compaixão”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela revela, se referindo ao encarceramento que aconteceu em 2010, depois do patriarca dar um golpe financeiro avaliado em 43 milhões de dólares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como a arte de Annie Clark, nome por trás da fachada exotérica, não é nada simplória, ela foi além das </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphories-critica/"><span style="font-weight: 400;">obviedades</span></a><span style="font-weight: 400;"> que rondam o cenário </span><span style="font-weight: 400;">mainstream, </span><span style="font-weight: 400;">ao não apenas pescar referências históricas e musicais dos anos 70 e 80, mas recriar estilos, formato e abordagem. </span><a href="https://open.spotify.com/album/654KFpNOZ26Hj9luu7aKeM"><i><span style="font-weight: 400;">Daddy’s Home</span></i><span style="font-weight: 400;"> soa como um produto do século passado</span></a><span style="font-weight: 400;">, em seus inúmeros acertos e poucos deslizes. Depois de cantar sob camadas eletrônicas no </span><a href="https://www.grammy.com/grammys/artists/st-vincent/18723"><i><span style="font-weight: 400;">Grammyzado</span></i></a> <a href="https://open.spotify.com/album/4RoOGpdrgfiIUyv0kLaC4e"><i><span style="font-weight: 400;">MASSEDUCTION</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, St. Vincent prolonga as sílabas e versos do trabalho atual, demorando mais que o esperado para chegar ao ponto de destino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando cria essa persona da filha perdida em contraponto do pai ausente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Daddy’s Home</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se preocupa em situar seu ouvinte ao passado conturbado da cantora, e ela, ao lado do produtor </span><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-st-vincent-fala-sobre-daddys-home-lana-del-rey-brasil-e-mais/99807"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, manufaturou o disco para além de suas referências. Mesmo quem nem imagina que o pai da artista foi para o xilindró aproveitará as 14 faixas. É claro que a singularidade do tema obstrui um pouco da relação cantor e fã, sedimentando o disco como um trabalho nada atrativo para ouvintes de primeira viagem. Os destaques sonoros são quase todos, desde a deliciosa e convidativa</span><a href="https://open.spotify.com/track/3WD3w5uSzAGJWrNFnHhi1a?si=bb93547f5ce844f3"><i><span style="font-weight: 400;"> The Melting Of The Sun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até a prazerosa faixa-título e a despirocada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VQ9iAlm-sJ8&amp;t=1s"><i><span style="font-weight: 400;">Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os repetitivos interlúdios embananam </span><i><span style="font-weight: 400;">Daddy’s Home</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a desenvoltura de St. Vincent, assumindo o título de Papai e com as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=frFzDUC-6AQ"><span style="font-weight: 400;">pernas cruzadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> à la Sharon Stone, toma as rédeas e não deixa ponto sem nó.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="St. Vincent - Pay Your Way In Pain (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZUTu65AXrJw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20864" aria-describedby="caption-attachment-20864" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20864 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/aly-and-aj-a-touch-of-the-beat-2-800x800.png" alt="Capa do álbum “a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun”, do duo pop Aly &amp; AJ. Estilizado como uma colagem, as irmãs Aly e AJ Michalka estão no centro, caminhando para frente, AJ andando um pouco à frente de Aly, com os braços levantados, prestes a comemorar. Atrás delas, uma figura similar, com várias partes rasgadas que revelam diferentes cores por trás: laranja, amarelo e púrpura. Escrito verticalmente na borda esquerda da capa está o título completo do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/aly-and-aj-a-touch-of-the-beat-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/aly-and-aj-a-touch-of-the-beat-2-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/aly-and-aj-a-touch-of-the-beat-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/aly-and-aj-a-touch-of-the-beat-2-768x767.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/aly-and-aj-a-touch-of-the-beat-2-1200x1198.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/aly-and-aj-a-touch-of-the-beat-2.png 1444w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20864" class="wp-caption-text">O primeiro álbum de estúdio de Aly &amp; AJ em 14 anos traz uma nova vida ao pop upbeat das irmãs (Foto: Aly &amp; AJ Music LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Aly &amp; AJ &#8211; a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase 14 anos depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Insomniatic </span></i><span style="font-weight: 400;">e o legado duradouro de músicas como </span><a href="https://open.spotify.com/track/2ieu0FHqTpBUrMoCFVL3cb?si=7b1e77d5ce3145d8"><i><span style="font-weight: 400;">Potential Breakup Song</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/44e84JcEUfOs9cNGu8nwU5?si=56b52a1aecf2419a"><i><span style="font-weight: 400;">Like Whoa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo pop </span></i><span style="font-weight: 400;">Aly &amp; AJ volta com seu mais novo álbum de estúdio, gravado no famoso estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Sunset Sound</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Los Angeles e lançado através de sua própria gravadora. </span><a href="https://open.spotify.com/album/4KWQ59OXCizPTrq9kADYQi?si=FhDXJTz6RHSaxZa5hP1jIA"><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se apresenta logo de cara como um projeto extremamente pessoal das irmãs Michalka e, mais do que um </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma culminação da jornada delas até aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrindo logo de cara com o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://open.spotify.com/track/1NId6BKUZwaLDKgZXXZuGC?si=4d4dbe58c3df4686"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Places</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, elas introduzem as influências </span><i><span style="font-weight: 400;">country pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fundam a base para o resto do disco. É uma mudança bem-vinda que ajuda a diferenciar as novas músicas dos </span><a href="https://open.spotify.com/album/49COhQ043jM1vTH7VSFUlq?si=N5q2SOHAQiiS6F1nh-ASjw"><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">, apesar de significar a ausência dos excelentes </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><a href="https://open.spotify.com/track/4fuHrf9U8CEi5sbHMWb59H?si=a2da5f2aacb6470b"><i><span style="font-weight: 400;">Attack of Panic</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/7cYLxxt7szZ5tkOPVWZyfO?si=68943c58c1aa4774"><i><span style="font-weight: 400;">Joan of Arc on the Dance Floor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A partir daí, a dupla nos guia pelas suas experiências mais pessoais, do desejo de se reinventar em </span><a href="https://open.spotify.com/track/0Vcp1RTkjXCvS39Bp9ZXNG?si=407f3672716b4a10"><i><span style="font-weight: 400;">Break Yourself</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até a valorização do amor na suave </span><a href="https://open.spotify.com/track/0tTEImoPqWvU1SiOduW1iy?si=2a794ad631c04699"><i><span style="font-weight: 400;">Slow Dancing</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, oferecendo algumas de suas melhores faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do disco se caracterizar por faixas animadas e confiantes como </span><a href="https://open.spotify.com/track/1Rmy765yfyMHx3My3YzdLM?si=3379475bf618439c"><i><span style="font-weight: 400;">Paradise</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/6zlJrJEhrM86FUFzRCk6F8?si=ec049d47db2b4a7b"><i><span style="font-weight: 400;">Listen!!!</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://open.spotify.com/track/3axGa7VcHuC65Nxzc6Uzjm?si=d4e7bea2a92544b3"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Need Nothing</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu momento definitivo vem ao final, composto pelo soco de três partes que é </span><a href="https://open.spotify.com/track/5HJPJ5CAUsnl7IL0sBoIMP?si=dd9f37b58b284061"><i><span style="font-weight: 400;">Stomach</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/4zF1md39drFWcgYcjP5pCq?si=c6b8337cf4994a9e"><i><span style="font-weight: 400;">Personal Cathedrals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/0m7u5SnaRZVUWRIeHBNma4?si=c3366c52a6af4238"><i><span style="font-weight: 400;">Hold Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essas canções diminuem o ritmo elevado do álbum e exploram sentimentos negativos de maneira intimista e impactante, terminando </span><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> não como um hino, mas como uma resposta sincera e vulnerável à pergunta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você vai me segurar?/Vai estender seu braço e me segurar?/Você se acha forte o suficiente?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Aly &amp; AJ - Don&#039;t Need Nothing (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/DaMIQlBuCKQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20972" aria-describedby="caption-attachment-20972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20972 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/long-lost-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Long Lost, da banda Lord Huron. A capa tem bordas beges, e mostra o desenho de uma pessoa tocando violão, mas seu rosto está borrado, como se estivesse se refletindo na água. O fundo é azul. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/long-lost-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/long-lost-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/long-lost-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/long-lost-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/long-lost-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/long-lost.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20972" class="wp-caption-text">Você mergulharia? (Foto: Whispering Pines Studios Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>Lord Huron &#8211; Long Lost </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo disco do grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">Lord Huron continua investigando a tristeza sob a ótica da melancolia americana, mas dessa vez o processo nos afoga junto deles. A imagem da capa metafórica se estende para além do figurativo, quando o som de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5xiePX6kXj5ZsmUsqIqzeD"><i><span style="font-weight: 400;">Long Lost</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, oscilando entre lamentos e desabafos, recria a experiência de um concerto de verdade. Ou, nesse caso em especial, com o máximo de fidelidade possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um túnel do tempo é cavado pelos donos da poderosíssima </span><a href="https://open.spotify.com/track/3hRV0jL3vUpRrcy398teAU?si=4c966836fad54799"><i><span style="font-weight: 400;">The Night We Met</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e que, em 2021, usam contextos de turnês recentes para dar o toque do trabalho. Interlúdios simplórios climatizam o ambiente norte-americano, ao passo que a banda não economiza nas guitarras, por vezes cobrindo a voz de seus vocalistas sob camadas de sons altos.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/track/7xQg5QTx8eiQnsxEnfynPh?si=de5ee3acbfb24a84"><i><span style="font-weight: 400;">I Lied</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado da novata Allison Ponthier, recria diálogos de casais exaustos, credibilizando um amor que já passou da validade. </span><a href="https://open.spotify.com/track/6xVd8klTvL6ZRovgIhIs98?si=2e8520c649614d1d"><i><span style="font-weight: 400;">Not Dead Yet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma conversa de espelho, e What Do It Mean abrange a solidão de uma vida de fama. Long Lost finaliza sua jornada com </span><a href="https://open.spotify.com/track/71fHEZogoZyEjqbseprPsB?si=5480efaeb3dd4944"><i><span style="font-weight: 400;">Time’s Blur</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um instrumental de mais de 14 minutos. A transição de cantar sobre a tristeza e mostrar a tristeza através de sons é gradual e objetiva, fazendo com que o retorno da banda daqui algum tempo brade mais alto o posto de reis do </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo que carregam com tanto vigor. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lord Huron - Mine Forever (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/yOz3VJD4L0o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20992" aria-describedby="caption-attachment-20992" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20992 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-2048x2048.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/majur-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20992" class="wp-caption-text">Após gravar AmarElo com Emicida, Majur lança seu primeiro disco (Foto: Guilherme Nabhan)</figcaption></figure>
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<p><b>Majur &#8211; Ojunifé</b></p>
<p><a href="https://popnow.com.br/conversamos-com-a-cantora-majur-para-mergulhar-no-universo-do-primeiro-disco-da-carreira-ojunife/"><i><span style="font-weight: 400;">Ojunifé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um nome inspirado na cultura Iorubá que tem por significado “</span><i><span style="font-weight: 400;">olhos do amor</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Nada poderia descrever melhor o primeiro álbum da cantora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PTDgP3BDPIU"><span style="font-weight: 400;">Majur</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que esse título. O sentimento é que estamos sendo observados com um olhar terno e de paixão tranquila. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ojunifé</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se trata apenas de um disco, é um presente divino que nos coloca a par da cintilante energia de Majur, ao mesmo tempo em que nos reconecta com nossa própria fé. Logo na primeira faixa &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Agô</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; o coração dispara e a cantora mostra que veio para arrepiar e emocionar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Majur não está sozinha em sua estreia. </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">Luedji Luna</span></a><span style="font-weight: 400;"> a acompanha na envolvente </span><i><span style="font-weight: 400;">Ogunté</span></i><span style="font-weight: 400;"> para lembrar que nunca estamos sós. Já a maravilhosa Liniker faz o <em>duo</em> na mágica e deliciosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9YZ76RiKtTE"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha de Copas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Iniciando um manifesto no </span><i><span style="font-weight: 400;">afropop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ojunifé</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega a ancestralidade da cantora em cada verso. Majur transpira leveza ao longo de suas dez faixas, sua tríade de encerramento traz o amor de forma sincera e você termina o álbum com a necessidade de escutá-lo mais uma vez. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ultima Dança" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/MCTL0fRtDmU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20727" aria-describedby="caption-attachment-20727" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/blood-bunny-1.jpg" alt="Capa do álbum Blood Bunny. A imagem é um desenho. Centralizado no topo, vemos um arco-íris com as palavras “Blood Bunny” em caixa alta. Embaixo, ao centro, uma menina de cabelos roxos, lisos e na altura do ombro, vestindo uma camiseta branca com uma estampa de borboleta laranja, uma saia cinza, meias amarelas, tênis vermelhos, colares, pulseiras nos pulsos e uma tiara de orelhas de coelho, está sentada em um chão de nuvens roxas. Ela segura uma tesoura e tem arranhões e curativos nos braços e pernas. Ao redor, a paisagem é de uma lua, céu e nuvens em tons de roxo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/blood-bunny-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/blood-bunny-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/blood-bunny-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/blood-bunny-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/blood-bunny-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20727" class="wp-caption-text">As boas impressões com Blood Bunny já começam pela capa (Foto: Elektra Records LLC)</figcaption></figure>
<p><b>chloe moriondo &#8211; Blood Bunny</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passamos da fase dos ídolos adolescentes </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/o-lado-sombrio-do-one-direction-ansiedade-depressao-e-mais/"><span style="font-weight: 400;">fabricados</span></a><span style="font-weight: 400;">: uma nova geração de artistas </span><a href="https://www.insider.com/olivia-rodrigo-owns-master-recordings-taylor-swift-battle-2021-5"><span style="font-weight: 400;">toma as rédeas do próprio trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;">, das composições aos conceitos, e exercem sua liberdade para garantir produções criativas e cheias de personalidade. Cria do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora estadunidense Chloe Moriondo soma à leva dos </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/billie-eilish-e-beadodobee-lideram-onda-do-bedroom-pop-pop-feito-em-casa/"><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pops</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que usam da </span><a href="https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Mundo-digital/noticia/2021/03/sxsw-2021-tiktok-e-o-novo-palco-para-musicos.html"><span style="font-weight: 400;">plataforma</span></a><span style="font-weight: 400;"> para divulgar suas criações e agora, com mais de </span><a href="https://www.youtube.com/c/chloemoriondo/videos"><span style="font-weight: 400;">3 milhões de inscritos</span></a><span style="font-weight: 400;"> por lá, lança seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blood Bunny</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; tudo isso com apenas 18 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mistura de </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/4Y0H0TvzSTJf1Q8AjTaGPz?si=104de16118604321"><span style="font-weight: 400;">influências da artista</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ela lista na divertida </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-favorite-band-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Favorite Band</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e incluem Paramore, All Time Low e Simple Plan, Chloe ora se inspira, ora se afasta da sonoridade de seus ídolos. De cara, a abertura traz o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-rly-dont-care-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Rly Don´t Care</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das melhores do álbum, mas muda o tom nas seguintes, como nos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles pop</span></i> <a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-i-eat-boys-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">I Eat Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-manta-rays-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Manta Rays</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao longo das 13 faixas, canções animadas e puxadas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-take-your-time-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Take Your Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-i-want-to-be-with-you-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">I Want To Be With You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-bodybag-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Bodybag</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-what-if-it-doesnt-end-well-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">What If It Doesn´t End Well</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, são intercaladas de outras com pegadas misturadas, como </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-samantha-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Samantha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-strawberry-blonde-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Strawberry Blonde</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e outras quase esquecíveis, como as parecidíssimas </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-slacker-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Slacker</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-vapor-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Vapor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, as alternâncias de estilos e tons contrastam bem em </span><a href="https://chloemoriondo.lnk.to/bloodbunny"><i><span style="font-weight: 400;">Blood Bunny</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lembrando trabalhos de artistas como Beach Bunny e mxmtoon. Mas se ritmos podem enjoar ou parecerem repetidos, as letras das faixas imprimem a personalidade da artista: Chloe mostra que sabe ser </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/05/06/arts/music/girl-in-red-chloe-moriondo-review.html"><span style="font-weight: 400;">sincera e reflexiva</span></a><span style="font-weight: 400;">, como na identificável </span><a href="https://genius.com/Chloe-moriondo-girl-on-tv-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">GIRL ON TV</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas também imaginativa e inovadora, até quando canta sobre temas comuns e batidos. Com muitos altos e alguns baixos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blood Bunny</span></i><span style="font-weight: 400;"> é promissor e, com dois álbuns apenas aos 18 anos, </span><a href="https://readdork.com/features/chloe-moriondo-cover-interview-sept20/"><span style="font-weight: 400;">Chloe Moriondo ainda vai fazer muito</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="GIRL ON TV - chloe moriondo (official music video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PPU-XW8VUGU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20750" aria-describedby="caption-attachment-20750" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mama.jpg" alt="Capa do disco For My Mama and Anyone Who Look Like Her. Nela, vemos um desenho em aquarela de uma mulher negra segurando um bebê no colo. Cores vivas, como vermelho, verde, amarelo e verde pintam por cima das figuras. O fundo é branco, criando um belo contraste." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mama.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mama-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mama-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20750" class="wp-caption-text">Eu não ousaria indicar uma ou outra canção solta do disco, ouça o trabalho na íntegra e mergulhe na brilhante mente de McKinley Dixon (Foto: Spacebomb)</figcaption></figure>
<p><b>McKinley Dixon &#8211; For My Mama and Anyone Who Look Like Her</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">McKinley Dixon encara a música com a leveza e o desprendimento da perfeição. Não que seu som seja sinônimo de bagunça ou desleixo, nada disso, mas o fim de sua trilogia, gestada desde 2016, encontra em suspiros de improviso e na constatação do infinito o </span><a href="https://consequence.net/2021/05/artist-of-the-month-mckinley-dixon-may-2021/"><span style="font-weight: 400;">trunfo </span><i><span style="font-weight: 400;">master</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de uma carreira que nasceu mesclando o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">e a poesia, a literatura e a Arte. São muitas as influências que constroem esse misto de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, <em>samba</em> e qualquer outro gênero musical com que Dixon teve contato e decidiu incrementar o toque de ouro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em recentes entrevistas do artista para os mais diversos portais, uma máxima se sobressai: o cantor vive ligado no duzentos e vinte. Ele encara essa realidade com óculos especiais, ligando ideias, misturando o passado e o presente. Seus trabalhos são íntegros e multifacetados. Ele inicia com a discussão sobre o papel do homem negro em </span><a href="https://open.spotify.com/album/281HyaC9xVu8o6MnDCzGkw"><i><span style="font-weight: 400;">Who Taught You To Hate Yourself?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e sucede cantando um ode às mulheres negras e sua importância na comunidade com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G822nNXsTLs&amp;list=OLAK5uy_mrDasKovEHcJT_pvN_X2lKb_MdMpHmet0"><i><span style="font-weight: 400;">The Importance of Self Belief</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O ponto final vem em </span><i><span style="font-weight: 400;">For My Mama and Anyone Who Look Like Her</span></i><span style="font-weight: 400;">. Frase essa dita por sua sobrinha Elizabeth no CD anterior, que revela o caráter intrínseco da Arte de Dixon, que </span><a href="https://www.discogs.com/pt_BR/artist/5408676-McKinley-Dixon"><span style="font-weight: 400;">nunca se afasta de suas raízes</span></a><span style="font-weight: 400;"> para, então, prosperar junto delas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em terna conversa com o </span><a href="http://post-trash.com/news/2021/5/16/mckinley-dixon-feature-interview"><i><span style="font-weight: 400;">Post Trash</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, McKinley Dixon fala tanta coisa bonita que seria um desserviço escolher um ou dois trechos para condensar o papo. Por cima, ele compara o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">com viagem no tempo, discute fins e começos, afirma que nada é definitivo e revela a inspiração de seu fecho artístico, que caminha da </span><i><span style="font-weight: 400;">Divina Comédia</span></i><span style="font-weight: 400;"> até </span><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Bebop</span></i><span style="font-weight: 400;">. O artista potencializa sons, esmiúça amores e faz isso vestindo uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eCzScNs_UlE"><span style="font-weight: 400;">armadura de vulnerabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> que faz falta no mundo da Música. </span><i><span style="font-weight: 400;">For My Mama and Anyone Who Look Like Her</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas um dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oCks478vOfE"><span style="font-weight: 400;">melhores discos de Maio de 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também o trabalho que melhor capta e envelopa a dor de um homem preso no presente, mas que, em suas composições, já vive no futuro. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="McKinley Dixon - make a poet Black (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jwKyHtTDDzA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20936" aria-describedby="caption-attachment-20936" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/lupe-de-lupe.png" alt="Capa do CD Lula. Fotografia de baixa resolução que retrata dois homens e um trator. O primeiro está em cima do trator, veste camiseta vermelha, shorts branco e chinelos. Está sorrindo e olhando para a câmera. O outro está ao lado do trator, veste óculos escuros, camiseta e shorts pretos e tênis. Tem os braços cruzados e olha para a câmera." width="800" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/lupe-de-lupe.png 773w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/lupe-de-lupe-768x672.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20936" class="wp-caption-text">“Não quero mais sonhar com o mundo de depois/Eu quero o mundo de hoje” (Foto: Balaclava Records/Geração Perdida)</figcaption></figure>
<p><b>Lupe de Lupe &#8211; Lula</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo disco da </span><a href="https://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/"><span style="font-weight: 400;">Lupe de Lupe</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é um grande tratado sobre a sociedade, muito menos uma torrente de críticas ao governo Bolsonaro. Apesar (ou por causa) do título, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lula</span></i><span style="font-weight: 400;"> versa principalmente sobre amor: o amor monogâmico (</span><i><span style="font-weight: 400;">Coromandel</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fortaleza</span></i><span style="font-weight: 400;">), o amor falho (</span><i><span style="font-weight: 400;">Sorocaba</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Natal</span></i><span style="font-weight: 400;">), o amor nostálgico (</span><i><span style="font-weight: 400;">Cabo Frio</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso faz com que este seja o disco menos explicitamente político e o mais versátil da banda. O quinteto experimenta com ritmos variados, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">forró </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pelotas</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/coisa-mais-linda-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">bossa nova</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Contagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/bob-marley-morte-40-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Maceió</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo novos elementos à mistura típica da autoproclamada banda mais barulhenta do Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As raízes no </span><a href="https://personaunesp.com.br/pavement-slanted-and-enchanted/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo</span></a><span style="font-weight: 400;"> persistem, com destaque especial para </span><i><span style="font-weight: 400;">Goiânia</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja virulência da letra relembra os momentos mais raivosos do grupo. Mas é exceção: a Lupe de Lupe de 2021 está mais reflexiva do que nunca. </span><b>&#8211; Gabriel Leite Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lupe de Lupe - Cabo Frio (áudio oficial)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/HJlP3cGtrOU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20802" aria-describedby="caption-attachment-20802" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20802 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SOUR-800x800.jpg" alt="Capa do álbum SOUR de Olivia Rodrigo. Mostra a cantora, mulher branca de cabelos soltos castanhos escuros, com uma blusa regata rosa e uma saia com listras brancas e verdes. Ela usa vários colares e anéis, tem a língua para fora, na qual estão colados adesivos com o nome do disco, e vários outros adesivos colados por todo o rosto. Ela tem os braços cruzados na frente do corpo e o fundo da imagem é lilás. No canto inferior direito vemos o aviso de conteúdo explícito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SOUR-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SOUR-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SOUR-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/SOUR.jpg 924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20802" class="wp-caption-text">Mesmo antes do lançamento de seu álbum, Olivia Rodrigo já conquistou o coração de todos, sendo convidada a performar na edição de 2021 da premiação britânica BRIT Awards (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Olivia Rodrigo &#8211; SOUR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os caminhos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-abril-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> já vinham sendo bem pavimentados desde de sua estreia, no começo deste ano, com a viral </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZmDBbnmKpqQ"><i><span style="font-weight: 400;">drivers license</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Contando sua versão de uma história de amor no fim desastrosa, a cantora conquistou nossos corações com sua voz soprada e dolorosa e suas letras extremamente emotivas. Agora, no seu álbum de estreia, </span><a href="https://open.spotify.com/album/6s84u2TUpR3wdUv4NgKA2j?si=eXD4zbYNQH6PO_3Y1npDkw"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos a continuação de sua narrativa, desta vez com todos os capítulos inclusos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fácil identificar as influências sonoras que circulam o disco, já que logo em sua entrada, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hM2U8cb8lhI"><i><span style="font-weight: 400;">brutal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos imersos em um universo típico dos anos 2000, o que torna simples imaginar como todas suas 11 faixas se encaixariam bem em um filme desta época, provavelmente com </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-meninas-malvadas/"><span style="font-weight: 400;">Lindsay Lohan</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel principal. E isso jamais seria uma crítica negativa, afinal quem não ama </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vNTB06ajUOI"><i><span style="font-weight: 400;">Confissões de Uma Adolescente em Crise</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ui2xhxjzN-I"><i><span style="font-weight: 400;">Sexta-Feira Muito Louca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? O ponto é que Rodrigo conseguiu resgatar tal estética, sonora e visual &#8211; haja visto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cii6ruuycQA"><span style="font-weight: 400;">seus clipes</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; de uma forma totalmente própria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Claro que não poderíamos deixar de citar o quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/miss-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> também está presente, afinal a semelhança entre</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=w-HfMiue7-k"><i><span style="font-weight: 400;">1 step forward, 3 steps back</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U8QV5fa7xa4"><i><span style="font-weight: 400;">New Year’s Day</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é bem óbvia, mas mais uma vez esse é apenas um complemento que nos deixa cada vez mais próximos do íntimo de Olivia. Conforme escutamos </span><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i><span style="font-weight: 400;">, somos puxados para um mundo único, no qual nos sentimos vivendo a história da cantora. Desde de seus sentimentos mais profundos, até seu processo de cura e superação, fomos convidados a entrar de cabeça nesta narrativa.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Olivia Rodrigo - good 4 u (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gNi_6U5Pm_o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20994" aria-describedby="caption-attachment-20994" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20994 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/sinead-harnett-ready-is-always-too-late-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/sinead-harnett-ready-is-always-too-late-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/sinead-harnett-ready-is-always-too-late-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/sinead-harnett-ready-is-always-too-late-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/sinead-harnett-ready-is-always-too-late-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/sinead-harnett-ready-is-always-too-late.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20994" class="wp-caption-text">Sinead Harnett entrega beleza e bom som (Foto: The Orchard)</figcaption></figure>
<p><b>Sinead Harnett &#8211; Ready Is Always Too Late</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum novo de Sinead Harnett é envolvente desde sua capa. A foto da cantora combinada com um jogo de luz cria um ambiente clássico que instiga a ouvir o trabalho. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dJKOWE3tD_g"><i><span style="font-weight: 400;">Ready Is Always Too Late</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entrega sua motivação logo no título, a música homônima que abre o disco traz uma letra real com uma melodia </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">sentimental. É como se Sinead cantasse de coração aberto olhando bem na nossa cara a história vivida por nós. E não é tarde demais, Sinead Harnett.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho passa a impressão de ser metodicamente organizado e com canções lineares, mas surpreende positivamente. As faixas fogem dos achismos iniciais sendo ritmadas conforme os sentimentos passados pela letra, sem preocupação de seguir um caminho de começo, meio e fim. O álbum pode ser ouvido tanto em sua ordem normal quanto no aleatório, a voz da cantora entra aveludada pelos ouvidos, nos deixando entregues para a melodia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> também ganham seu destaque. </span><i><span style="font-weight: 400;">Take Me Away</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue a <em>vibe</em> intimista, e a dupla de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> EARTHGANG vem para acrescentar dualidade na música, nos aproximando ainda mais do disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sticking</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com as participações do cantor Masego e da dupla nigeriana </span><a href="http://miojoindie.com.br/critica-vanjess-homegrown/"><span style="font-weight: 400;">VanJess</span></a><span style="font-weight: 400;">, explora o mais cativante do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, tornando a faixa uma composição difícil de ser esquecida. Mas o prêmio vai para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qH8etGGI4Ow"><i><span style="font-weight: 400;">Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em parceria com Lucky Daye, a canção é uma das mais fortes e marcantes do álbum. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sinead Harnett - Hard 4 Me 2 Love You" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uuZakLExDC8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20937" aria-describedby="caption-attachment-20937" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20937 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Erika-De-Casier-Sensational-800x800.jpg" alt="Capa do disco com o rosto da cantora em primeiro plano e fundo neutro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Erika-De-Casier-Sensational-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Erika-De-Casier-Sensational-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Erika-De-Casier-Sensational-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Erika-De-Casier-Sensational-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Erika-De-Casier-Sensational.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20937" class="wp-caption-text">Erika De Casier amadurece a sonoridade de seu R&amp;B em seu segundo álbum de estúdio (Foto: 4AD)</figcaption></figure>
<p><b>Erika de Casier &#8211; Sensational</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após assinar com o selo 4AD, a cantora portuguesa criada na Dinamarca lançou neste mês seu segundo álbum de estúdio,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sensational</span></i><span style="font-weight: 400;">, sucessor do excelente </span><a href="https://open.spotify.com/album/6gVlFkJTXLPy0zGnpe47UO"><i><span style="font-weight: 400;">Essentials</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019). No registro, Erika volta a explorar a paixão pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90 e início dos 2000, que embalou seu crescimento através da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i><span style="font-weight: 400;">. Produzido pelo parceiro Natal Zaks, o trabalho retoma o minimalismo do cancioneiro da artista &#8211; que de simples não tem nada. O instrumental típico do gênero formador de Erika ganha cordas e madeiras sintetizadas, que, somados aos seus vocais sussurrados e sensuais, trazem à tona uma obra atmosférica, que remonta a discografia de Sade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras também denotam todo o amor de De Casier ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rhythm and blues</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Em</span> <a href="https://crackmagazine.net/article/profiles/erika-de-casier-quietly-confident/?fbclid=IwAR0waQO64UtGcObzKmNryWp7_tj672d_j52xIv_Sn54Op9RVJo-spzu_u1Q"><span style="font-weight: 400;">entrevista a </span><i><span style="font-weight: 400;">Crack Magazine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ela afirma que ama o aspecto direto da composição típica do gênero, na qual prevalece um diálogo intenso e honesto com o interlocutor. Canções como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kxX1fVBkOns"><i><span style="font-weight: 400;">Drama</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XK8RilMVd9U"><i><span style="font-weight: 400;">No Butterflies, No Nothing</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">abusam do tom confessional, mas conseguem se valer de um magnetismo letárgico, no qual não há outra opção senão mergulhar no universo envolvente criado pela cantora. </span><b>&#8211; Carlos Botelho </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Erika de Casier - Polite (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/xHnqo1t0zV0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21040" aria-describedby="caption-attachment-21040" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21040 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/elio-800x800.jpg" alt="Capa do álbum ELIO and Friends: The Remixes, da cantora ELIO. A capa é branca, e tem o nome do disco escrito em alto relevo da mesma cor. Abaixo, vemos figuras geométricas verdes, azuis e cinzentas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/elio-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/elio-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/elio-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/elio-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/elio-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/elio.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21040" class="wp-caption-text">Solta o batidão (Foto: ELIO)</figcaption></figure>
<p><b>ELIO &#8211; ELIO and Friends: The Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha lista de arrependimentos de 2021 não é tão longa, mas perder a oportunidade sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de estreia de ELIO, </span><i><span style="font-weight: 400;">Can You Hear Me Now?</span></i><span style="font-weight: 400;">, no Nota Musical de Janeiro, com certeza ocupa um lugar alto. Para o bem da nação, ela resolveu relançar as faixas, acompanhada de seus amigos, em </span><i><span style="font-weight: 400;">ELIO and Friends: The Remixes</span></i><span style="font-weight: 400;">, que melhora o que já era ótimo e ainda me dá a oportunidade de destrinchar um dos </span><a href="https://www.nme.com/blogs/nme-radar/elio-interview-ariana-grande-the-1975-radar-2707815"><span style="font-weight: 400;">trabalhos mais polidos e cheios de identidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a fantasiosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_xUxhO-xsMc"><i><span style="font-weight: 400;">Jackie Onassis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ELIO convida os vocais de Nolie, confabulando sobre jantares em Paris e uma das primeiras-damas estadunidenses. A melhor parceria é também </span><a href="https://i-d.vice.com/en_uk/article/akw8v8/elio-charli-xcx-protege-timothee-chalamet"><span style="font-weight: 400;">a maior do disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao lado da musa Charli XCX, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Jv1isVWZKjI"><i><span style="font-weight: 400;">CHARGER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um ‘simples’ conto sobre carregadores de celular e inseguranças mundanas, é agigantada pelas personas robóticas da dupla, elevando o potencial de cantar gritando a letra que repete suas rimas de modo incessante. A pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> engrandece a Arte, mostrando que </span><a href="https://ourculturemag.com/2021/01/25/artist-spotlight-elio/"><span style="font-weight: 400;">o futuro é hoje</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DfIiHEMvcbI"><i><span style="font-weight: 400;">hurts 2 hate somebody</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> recebe um </span><i><span style="font-weight: 400;">up </span></i><span style="font-weight: 400;">de Chase Atlantic e de </span><a href="https://www.indiepop.com.br/no-rome-the-1975-charli-xcx/#:~:text=Quem%20%C3%A9%20No%20Rome%3F,MILH%C3%95ES%20de%20visualiza%C3%A7%C3%B5es%20no%20YouTube."><span style="font-weight: 400;">No Rome</span></a><span style="font-weight: 400;">, provando que, quando bem idealizado, um álbum de releituras pode muito bem funcionar a parte da versão original. ELIO já chegou chegando, e nos faz ansiar pelo amanhã. Sem me embananar tentando definir e qualificar as subsequentes faixas, deixo a cargo de quem ler dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">na íntegra, aproveitando cada batida. É libertador, eu garanto. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ELIO - CHARGER ft. Charli XCX (Official Music Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/Jv1isVWZKjI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20945" aria-describedby="caption-attachment-20945" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20945" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/delta-kream-the-black-keys.jpg" alt="Capa do disco Delta Kream, de The Black Keys. A capa é composta por uma fotografia posicionada ao centro sob um fundo marrom médio e embaixo do nome da dupla que assina o álbum, escrito numa cor creme e alinhada à direita. Neste escrito, 'the' está em letras minúsculas e num tamanho menor e 'BLACK KEYS&quot; está em caixa alta, num tamanho maior. A fotografia do centro apresenta, a traseira de um carro antigo parado de frente para um estabelecimento. O lugar tem uma placa de metal que contorna o telhado, onde está escrito ao centro DELTA KREAM numa fonte preta em caixa alta sob um fundo branco, ao centro. Nas laterais, existe o logo da Coca-Cola- repetido no lado esquerdo e no lado direito. O estabelecimento é pequeno e no ângulo em que está fotografado apresenta três janelas, uma ao centro e duas nas laterais. Elas são teladas e possuem cartazes colados. Ao redor do telhado, existe um fio de luzinhas redondas amarelas e bancos de madeira. O carro, que está estacionado à frente, é num amarelo claro. Atrás do estabelecimento existe uma rua, com vários carros estacionados, e ainda atrás, do lado esquerdo, existe um caminhão pequeno bege. O céu está nublado, num tom cinza azulado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/delta-kream-the-black-keys.jpg 693w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/delta-kream-the-black-keys-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20945" class="wp-caption-text">The Black Keys completa 20 anos de carreira com excelência no disco Delta Kream (Foto: Nonesuch Records Inc.)</figcaption></figure>
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<p><b>The Black Keys &#8211; Delta Kream</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A celebração dos 20 anos do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><a href="https://expresso.pt/cultura/2021-05-22-The-Black-Keys-de-volta-aos-blues.-Quem-toca-por-gosto-nao-cansa-54862ded"><span style="font-weight: 400;">The Black Keys</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um prato cheio para os amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desde 2001, a dupla vem explorando as sonoridades do gênero em seus nove álbuns, mas agora, no décimo disco, presta uma homenagem de primeira aos trabalhos e artistas clássicos e precursores do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> que os influenciaram durante toda a vida, muito antes de produzirem música em conjunto. O compilado de </span><i><span style="font-weight: 400;">covers</span></i> <a href="https://open.spotify.com/album/682pJqnx8hcrCfSjvyNBki?si=4QeUmTp_TFKBn4SE49xv_Q"><i><span style="font-weight: 400;">Delta Kream</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> carrega em seu nome, em sua </span><a href="https://www.zeddbrasil.com/the-black-keys-celebram-o-country-blues-de-mississippi-hill-com-o-novo-album-delta-kream-lancado-agora/"><span style="font-weight: 400;">capa</span></a><span style="font-weight: 400;">, em seus criadores e em sua base a música da região norte do estado do Mississippi, </span><a href="http://soulme.com.br/a-historia-e-lendas-do-blues/"><span style="font-weight: 400;">berço do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano</span></a><span style="font-weight: 400;">, com foco para o </span><a href="http://www.msbluestrail.org/blues-trail-markers/hill-country-blues"><i><span style="font-weight: 400;">hill country blues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intimidade e respeito da dupla com suas inspirações é algo a ser apreciado. Nas 12 faixas do disco, o vocalista e guitarrista </span><a href="https://www.instagram.com/dailydan/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Dan Auerbach</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o baterista e produtor </span><a href="https://www.instagram.com/officerpatrickcarney/"><span style="font-weight: 400;">Patrick Carney</span></a><span style="font-weight: 400;"> dançam elegantemente na familiaridade confortável e na liberdade criativa que fundamenta </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Kream</span></i><span style="font-weight: 400;">. O gosto especial da espontaneidade e experiência do trabalho dos músicos surge da própria forma de gravação, planejada com apenas alguns dias de antecedência e </span><a href="https://escutai.com/musica/the-black-keys-anuncia-o-album-delta-kream-e-libera-primeiro-single/"><span style="font-weight: 400;">sem qualquer ensaio</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apenas dez horas e duas tardes foram suficientes para The Black Keys registrar as canções, ao mesmo tempo em que encerrava sua última turnê com o disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/0aA9rYw8PEv9G7tVIJ9dKg?si=OSK-3VdXSxGS_sWM5k1DwQ"><i><span style="font-weight: 400;">Let’s Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro elemento especial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Kream</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a presença dos músicos Kenny Brown e Eric Deaton, membros de bandas lendárias como as de </span><a href="https://artesonora.pt/breves/the-black-keys-viajam-para-sul-e-invocam-r-l-burnside-delta-kream/"><span style="font-weight: 400;">R.L. Burnside</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/artist/03HEHGJoLPdARs4nrtUidr?autoplay=true"><span style="font-weight: 400;">David Kimbrough Jr</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse encontro de gerações abre o álbum de forma perfeita com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aVMa9TpRxk4"><i><span style="font-weight: 400;">Crawling Kingsnake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J0Z69IGZCO8"><i><span style="font-weight: 400;">Mellow Peaches</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz o foco no </span><i><span style="font-weight: 400;">groove </span></i><span style="font-weight: 400;">e no ritmo que marcam os estilos referenciados, e a charmosa e livre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AS786ofeceE"><i><span style="font-weight: 400;">Do the Romp</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pincela a irreverência e psicodelia que definem trabalhos mais recentes da dupla. Celebrando um gênero riquíssimo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Kream</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o </span><i><span style="font-weight: 400;">creme </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo, perfeitamente ligado às obras icônicas dos precursores do gênero que o inspira, fazendo com que The Black Keys se aproxime cada vez mais das lendas que tanto admira.</span><b> &#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Black Keys - Crawling Kingsnake [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/aVMa9TpRxk4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20787" aria-describedby="caption-attachment-20787" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20787 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Ashlyn. Mostra a cantora, Ashe, no centro de um pequeno palco esférico, sentada de lado com sua mão esquerda apoiando o corpo. O palco e o chão em volta estão cercados de velas acesas. O fundo da imagem é braco, assim como todo o cenário e a cantora usa uma blusa e calça sociais brancas. Ela está descalça e tem os cabelos soltos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-1-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-1-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20787" class="wp-caption-text">Ashlyn é uma descoberta refrescante e, ao mesmo tempo, um repentino clássico (Foto: Mom+Pop)</figcaption></figure>
<p><b>Ashe &#8211; Ashlyn </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa-metragem estadunidense </span><a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pode </span><a href="https://www.metacritic.com/movie/to-all-the-boys-ps-i-still-love-you"><span style="font-weight: 400;">não ter agradado</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito a crítica especializada, mas presenteou o público com uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V-N8ZgK7cg4&amp;list=PLh2CwYobtzXy_CnlMiW5FTCDmJ0idUuc2"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora excelente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dentre as faixas apresentadas, a melancólica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6o9gIA72C88&amp;list=PLfiMjLyNWxebnga0QDZlIMQadeyFZEAG1&amp;index=10&amp;ab_channel=AsheAsheCanaloficialdoartista"><i><span style="font-weight: 400;">Moral of the Story</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ganhou destaque nas paradas americanas e colocou a californiana Ashe em ascensão &#8211; em 2021, ela lança seu emocionante primeiro álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ashlyn</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a ajuda do produtor Leroy James Clampitt, a artista conseguiu construir um trabalho sólido e coeso. O álbum colore suas 13 faixas com violinos, cordas e harmonias distintas, passeando por </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> com destreza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição do disco</span> <span style="font-weight: 400;">é intensa em todas as suas faces. Encarando o luto, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OF7fnDbtMkw&amp;ab_channel=AsheAsheVerificado"><i><span style="font-weight: 400;">Ryne’s Song</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> detalha o tumultuado relacionamento de Ashe com seu irmão, que faleceu de overdose no último ano; a terapêutica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kyq1Qu5vA_I&amp;ab_channel=AsheAsheCanaloficialdoartista"><i><span style="font-weight: 400;">Save Myself</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traduz o arrependimento iminente de se envolver em um casamento desastroso. Brutalmente honesto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ashlyn </span></i><span style="font-weight: 400;">soa como um </span><a href="https://www.mairovergara.com/come-of-age-o-que-significa/"><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tardio que agracia com sua própria delicadeza. </span><b>&#8211; Laís David</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ashe - Me Without You (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HIp70O56oqo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20974" aria-describedby="caption-attachment-20974" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20974 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fresh-start-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Fresh Start, da cantora Bailey Bryan. A capa tem tipologia em cores quentes, como vermelho e laranja, e o nome da cantora aparece pequeno e em fonte branca no topo da imagem, acima do título. Ela é branca, tem cabelos castanhos e veste uma blusa sem alças, branca e com detalhes em bordado. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fresh-start-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fresh-start-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fresh-start-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fresh-start-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fresh-start-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fresh-start.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20974" class="wp-caption-text">O ‘voto de confiança’ dado por portais como Rolling Stone, Billboard e EW mostra a visão das revistas, que previram os bons frutos que Bailey Bryan colheria no futuro (Foto: 300 Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Bailey Bryan &#8211; Fresh Start</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Eu acho que você pode ser uma vadia má e sensível… saber seu valor, mas ainda poder admitir que seus sentimentos podem ser feridos”</span></i><span style="font-weight: 400;">, disse </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt6464038/"><span style="font-weight: 400;">Bailey Bryan</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando discutindo sua recente discografia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fresh Start</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega como o trabalho de estreia de uma artista surgida em 2016, que coleciona selos de jovem promissora, eclodindo a partir de relacionamentos ruins e sem medo de perder a pose de durona ao lamentar as desilusões.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O renascimento ocorre perante nossos ouvidos, enquanto Bryan se destroça por vinte e sete minutos, indo da selvageria de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M9WaYMe5GKc"><i><span style="font-weight: 400;">play w/ me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até a questionadora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iZbJwTZnK8I"><i><span style="font-weight: 400;">Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a tão-sincera-que-dói </span><i><span style="font-weight: 400;">Sober</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a carregada de angústia </span><i><span style="font-weight: 400;">Roster</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por via das dúvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fresh Start </span></i><span style="font-weight: 400;">e seu som carregado de batidas provindas do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e de </span><i><span style="font-weight: 400;">interludes</span></i><span style="font-weight: 400;"> com pinta de sinceridade, apresenta todas as arestas de Bailey Bryan, doa a quem doer. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bailey Bryan - Roster [Official Visualizer]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Rd3CUZRC62Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20904" aria-describedby="caption-attachment-20904" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20904 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/timmaiayoteamocapa-800x800.jpg" alt="Foto do disco Yo Te Amo. Tim Maia, um homem negro, adulto, de bigode e cabelo preto, está sorrindo para a foto. Podemos vê-lo do peito para cima, usando um casaco preto. Ao seu lado, está escrito TIM MAIA em branco e, abaixo, YO TE AMO em amarelo. O fundo é azul marinho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/timmaiayoteamocapa-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/timmaiayoteamocapa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/timmaiayoteamocapa-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/timmaiayoteamocapa.jpg 924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20904" class="wp-caption-text">Que saudade de você, Tim! (Foto: Vitória Régia)</figcaption></figure>
<p><b>Tim Maia &#8211; Yo Te Amo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem diria que </span><a href="https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/28-05-2021/tim-maia-segue-vivo-com-lancamento-inedito.html"><span style="font-weight: 400;">23 anos depois de sua morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, Tim Maia voltaria a surpreender puxando discos de sua cartola. </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/05/album-inedito-de-tim-maia-em-espanhol-e-lancado-mais-de-50-anos-apos-gravacao.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Yo Te Amo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">chegou nesse mês nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">para provar que o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bkM1u4GxHzw"><span style="font-weight: 400;">síndico do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> não poderia estar mais vivo no imaginário nacional. O álbum, na verdade, foi descoberto por seu filho, </span><a href="https://www.metropoles.com/colunas/leo-dias/filho-de-tim-maia-sobre-album-inedito-do-pai-atemporal"><span style="font-weight: 400;">Carmelo Maia</span></a><span style="font-weight: 400;">, e é o primeiro gravado inteiramente em espanhol pelo Maia-pai. Datado de 1970, foram necessários mais de </span><a href="https://oglobo.globo.com/epoca/lucas-prata/coluna-el-tim-maia-o-seu-disco-mais-intimo-25037454"><span style="font-weight: 400;">50 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ouvirmos a beleza da língua </span><i><span style="font-weight: 400;">hermana </span></i><span style="font-weight: 400;">na voz retumbante de Sebastião, contando com releituras dos clássicos de seu primeiro CD, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2020/01/02/ha-50-anos-tim-maia-fez-o-brasil-dancar-ao-som-do-soul.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Tim Maia </span></i><span style="font-weight: 400;">(1970)</span></a><span style="font-weight: 400;">, produzidas com o carinho que só um filho do cantor conseguiria alcançar. </span></p>
<p><a href="https://veja.abril.com.br/blog/veja-recomenda/em-registros-ineditos-tim-maia-canta-em-espanhol-com-voz-afinadissima/"><span style="font-weight: 400;">As canções estavam em fitas</span></a><span style="font-weight: 400;">, arquivadas em formato analógico no fundo da gravadora Vitória Régia, e precisaram passar por um processo de restauração pelas mãos do engenheiro de som André Dias. No entanto, trechinhos de conversa foram mantidos &#8211; responsáveis por apertar nosso coração de saudades do carioca e reforçar a sua devoção em estúdio. O trabalho final foi dedicado ao gênio do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i> <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/05/morre-cassiano-aos-78-anos-sem-quem-a-musica-negra-brasileira-nao-seria-igual.shtml"><span style="font-weight: 400;">Cassiano</span></a><span style="font-weight: 400;">, que faleceu em maio deste ano, e foi </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/05/cassiano-se-foi-agora-mas-sua-voz-ja-tinha-sido-silenciada-muito-antes.shtml"><span style="font-weight: 400;">responsável</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela composição dos maiores sucessos de Tim Maia, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EoUG4sFceA0"><i><span style="font-weight: 400;">Primavera</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qBBwXuEV4jA"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Amo Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Yo Te Amo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é pulsante e arrebatador. É a junção de anos de sofrimento sem Tim e mais anos ainda de admiração pelo que ele foi. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B24a2_pOpZE"><i><span style="font-weight: 400;">Coroné Antônio Bento</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5x4ovJ9KWF8"><i><span style="font-weight: 400;">Padre Cícero</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são pérolas regionais que se adaptam com naturalidade à língua estrangeira; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IkoBUwct4as"><i><span style="font-weight: 400;">Azul Color Del Mar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o lamento revitalizado com a mesma potência da antecessora; e o resultado dessa empreitada hispânica é um acalento em tempos tão difíceis. Obrigada, Carmelo. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/05/19/disco-em-espanhol-de-tim-maia-traz-gravacoes-e-versoes-ineditas-de-musicas-do-primeiro-album-do-cantor.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">¡Llama el Síndico!</span></i></a><b> &#8211; Caroline Campos</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Yo Te Amo" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/BIVypGqCfv0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_20947" aria-describedby="caption-attachment-20947" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20947 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Iceage-seek-shelter-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Seek Shelter, da banda Iceage. A capa é comporta por uma fotografia em close da cabeça de um cavalo branco. Ele está virado para o lado direito da imagem e apenas esta face do animal é visível. Ele usa um cabresto preto e seus olhos são escuros, cercados por uma pálpebra rosada que possui pintinhas escuras. No lado esquerdo da capa, existe uma faixa preta onde o título do disco está escrito numa fonte básica de forma e em caixa alta, colorido em tons de amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Iceage-seek-shelter-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Iceage-seek-shelter-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Iceage-seek-shelter-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Iceage-seek-shelter-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Iceage-seek-shelter.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20947" class="wp-caption-text">O novo disco da banda dinamarquesa Iceage é um sucesso na crítica especializada e foi produzido por Peter Kember (mais conhecido como Sonic Boom, líder do Spacemen 3 e produtor de bandas como MGMT e Beach House) [Foto: Mexican Summer LLC]</figcaption></figure><strong>Iceage &#8211; Seek Shelter </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prepara aí o bloco de notas para um dos melhores álbuns de 2021. O nome dele é </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/05/08/tmdqa-entrevista-iceage-seek-shelter/"><i><span style="font-weight: 400;">Seek Shelter</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e quem o fez é a banda dinamarquesa </span><a href="https://open.spotify.com/artist/03hlOXqRyyXO3ectp3eEbU?si=255273dcc80046ce"><span style="font-weight: 400;">Iceage</span></a><span style="font-weight: 400;">. Anotou? Então agora corre no </span><a href="https://open.spotify.com/album/71nQQJL9VeJTSokLrBt7S1?si=B57IkDQqT5-Zyit4mDBBrw"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z_n6gT24h_k&amp;list=OLAK5uy_lsa1hFmEi4YdPGoNDeKNLamrBzd0Tep9Q"><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e dá </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> no disco para conversarmos sobre ele. Você vai encontrar um </span><i><span style="font-weight: 400;">punk vintage</span></i><span style="font-weight: 400;"> harmônico e perfeitamente diluído num </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">clássico que quase todo mundo adora. Ele é liderado por um legítimo vocalista dos gêneros, equilibrado entre a rouquidão da revolta e o charme da paixão pela música, que se junta à sua banda lindamente confortável e confiante nos sons que emanam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A essa altura eu já espero ter te convencido e que você  tenha pelo menos iniciado a faixa de abertura </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z_n6gT24h_k"><i><span style="font-weight: 400;">Shelter Song</span></i></a>,<span style="font-weight: 400;"> que nos apresenta tudo isso. A primeira e imperdível canção é responsável por nos introduzir a um álbum que junta a revolta que os tempos atuais nos causam com o conforto da familiaridade, que é um item básico de sobrevivência desde 2020. Então, ao decorrer das 8 músicas restantes, os vocais de Elias Rønnenfelt, que também adivide as guitarras com Casper Morilla e Johan Wieth, se junta ao baixo de Dan Nielsen e à bateria de Jakob Pless para explorar essas duas bases, sempre destacando suas referências musicais, e sem medo de verbalizar o que pensam sobre a vida. É o que Iceage faz com o fundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">blues </span></i><span style="font-weight: 400;">na sofisticada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FxMfs-Z1an4"><i><span style="font-weight: 400;">Drink Rain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou na pincelada de </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">e da estética de Bruce Springsteen de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jqq3eVGzfGs"><i><span style="font-weight: 400;">Gold City</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1U9hMCHWTR0"><i><span style="font-weight: 400;">Dear Santa Cecilia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que reproduz com uma originalidade nostálgica o que existe de melhor no </span><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vontade é destacar as qualidades de cada uma das canções, e é quase isso o que eu vou fazer. O disco ainda abriga a bela e vagarosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MuFjH-4qaZs"><i><span style="font-weight: 400;">Love Kills Slowly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o equilíbrio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UMHVz6iZz4A"><i><span style="font-weight: 400;">High &amp; Hurt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a forte e amigável </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yywnpQ2vRhM"><i><span style="font-weight: 400;">Vendetta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o evento milagroso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U1ZCcJLEvhM"><i><span style="font-weight: 400;">The Holding Hand</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O Toque de Midas é a influência leve do precioso <em>post-</em></span><i><span style="font-weight: 400;">britpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> misturado ao <em>rock</em> alternativo (saudades, bons tempos do Coldplay), algo que cria uma sensação duvidosa em quem compara </span><a href="https://open.spotify.com/album/55Qh1kqHs3ZnB5M5Y16bj1?si=P5AbdozvSA2TrRa389OPJg"><span style="font-weight: 400;">os primeiros álbuns</span></a><span style="font-weight: 400;"> da banda, marcados por uma atitude pesada afogada no </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o de agora, que brinca com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mutável e glorioso, o calor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Seek Shelter</span></i><span style="font-weight: 400;"> derrete a banda em ondas sonoras para dar um recado que subverte as aparências: Iceage não tem nada de frio. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Iceage - Shelter Song (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/Z_n6gT24h_k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20940" aria-describedby="caption-attachment-20940" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20940" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Cruella-Nota-Musical.jpg" alt="Capa da trilha sonora do filme Cruella. O fundo é preto, com alguns resquícios de tinta branca. No canto esquerdo, está a atriz Emma Stone como Cruella, em preto e branco. Ela está com cabelos cacheados, na altura do ombro, metade preto e metade branco. Ela usa maquiagem nos olhos, com um delineado preto e usa um batom preto na boca. Ela tem uma pinta na têmpora direita. No canto inferior direito, inclinado para a esquerda, está escrito “Cruella” em letras vermelhas e cursivas. Em cima do nome, está o logo da Disney em branco. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Cruella-Nota-Musical.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Cruella-Nota-Musical-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20940" class="wp-caption-text">&#8220;Original, criminosa, vestida pra matar/Apenas me chame de Cruella De Vil&#8221; (Foto: Walt Disney Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nicholas Britell &#8211; Cruella (Original Score) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecido por seu trabalho em </span><a href="https://personaunesp.com.br/moonlight-kendrick-lamar/"><i><span style="font-weight: 400;">Moonlight: Sob a Luz do Luar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/KuR-aPE-w8Y"><i><span style="font-weight: 400;">Se a Rua Beale Falasse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não deveria esperar menos que um serviço brilhante de Nicholas Britell para compor a musicalidade de uma produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda mais se tratando de uma vilã tão icônica quanto Malévola e Úrsula, a rainha dos dálmatas Cruella De Vil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Britell constrói arcos singulares às cenas, transitando de uma carga dramática de um acidente catastrófico para uma euforia divertida de um novo corte de cabelo. Demarcando o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> progressivo e o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">característico da década de 70, a trilha sonora consegue arquitetar o apático cenário londrino daquela época. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não só compõe a paisagem fria e nublada, mas também a dualidade das personalidades da protagonista. Notas mais sombrias se misturam com ritmos mais enérgicos, assim como a transformação de Estella em Cruella. Tudo se encaixa na maneira mais certeira, arquitetando a maleficência e astúcia que as cenas precisam para segurar a imagem da vilã. Na verdade, apenas a chame de Cruella De Vil. <strong>&#8211; Júlia Paes de Arruda</strong></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Florence + the Machine - Call me Cruella (From &quot;Cruella&quot;/Official Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ON2_e1HB1JM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20938" aria-describedby="caption-attachment-20938" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20938 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1200x1200bf-60-800x800.jpg" alt="Capa da mixtape com Nicki Minaj vestindo um traje que remete ao da Mulher Maravilha. A cantora está aparentemente na lua e é possível ver a Terra no plano de fundo. Entre os corpos celestes ainda vemos dois discos voadores." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1200x1200bf-60-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1200x1200bf-60-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1200x1200bf-60-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1200x1200bf-60-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1200x1200bf-60.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20938" class="wp-caption-text">Nicki Minaj surpreende com lançamento de mixtape de 2009 nas plataformas de streaming (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nicki Minaj &#8211; Beam Me Up Scotty </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 14 de maio, Nicki Minaj anunciou uma </span><a href="https://www.instagram.com/tv/CO1tQiTpMiR/"><i><span style="font-weight: 400;">live </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que gerou alvoroço entre os seus fãs. Após um </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/celebrity/latest/a34238935/nicki-minaj-welcomes-first-child-with-kenneth-petty/"><span style="font-weight: 400;">período afastada</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos holofotes pela maternidade, com exceção de alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">featurings </span></i><span style="font-weight: 400;">habituais, era esperado que a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">trouxesse informações sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do sucessor de seu quarto álbum de estúdio, o robusto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M8GX0cZ-xtw"><i><span style="font-weight: 400;">Queen</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de 2018. Porém, para a surpresa dos mais de um milhão de espectadores de sua transmissão ao vivo, Onika anunciou o lançamento de sua mixtape, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beam Me Up Scotty </span></i><span style="font-weight: 400;">(2009), nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">pela primeira vez. O relançamento contou com a atualização da divertida capa e adição de duas músicas inéditas e um </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com clássicos como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Itty Bitty Piggy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">I Get Crazy</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">ganhou novos ares com a inclusão na </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">das faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Seeing Green, </span></i><span style="font-weight: 400;">com os amigos de longa data Lil Wayne e Drake, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fractions</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro ponto alto do relançamento foi a aparição do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">viral </span><i><span style="font-weight: 400;">Boss Ass Bitch (Remix)</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Por mais que sirva como um aquecimento para o novo álbum e série documental ainda sem datas definidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beam Me Up Scotty </span></i><span style="font-weight: 400;">reafirma o maior trunfo da carreira de Nicki: seu talento descomunal para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. O tom mais descontraído da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape </span></i><span style="font-weight: 400;">permite que a artista explore seus diferentes </span><i><span style="font-weight: 400;">flows</span></i><span style="font-weight: 400;">, alter egos e rimas </span><i><span style="font-weight: 400;">freestyles </span></i><span style="font-weight: 400;">ao longo do trabalho. A falta de polidez na produção é compensada pela oportunidade de ouvir uma das maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">de todos os tempos, em pleno exercício de suas habilidades ímpares. </span><b>&#8211; Carlos Botelho </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nicki Minaj, Drake, Lil Wayne - Seeing Green (Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/diUcHDlCqMo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20975" aria-describedby="caption-attachment-20975" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20975 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/forever-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Forever Isn't Long Enough, do cantor Alfie Templeman. Na capa, vemos o cantor, homem branco de cabelos pretos e camisa branca, empoleirado para fora de um carro. O cenário é noturno e a capa usa tons fortes de azul e laranja em sua composição." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/forever-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/forever-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/forever-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/forever-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/forever.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20975" class="wp-caption-text">Capa linda, disco promissor (Foto: Chess Club)</figcaption></figure>
<p><b>Alfie Templeman &#8211; Forever Isn&#8217;t Long Enough</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O para sempre pode não ser tempo o bastante, mas os trinta minutos do segundo álbum de </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/11/19/tmdqa-entrevista-alfie-templeman/#:~:text=Dono%20de%20uma%20voz%20poderosa,Go%20Wasting%20Time%20(2019)."><span style="font-weight: 400;">Alfie Templeman</span></a><span style="font-weight: 400;"> cumprem com primazia o papel de situar seus ouvintes para o tipo de som produzido pelo cantor. Nascido em 2003, o britânico vem de uma crescente na carreira, anualmente lançando trabalhos promissores e com bastante fúria interna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco em questão não reinventa a roda, mas serve ao propósito de revitalizar e nomear os desejos do jovem artista. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sVCWlT2EAcg"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos embala em uma balada contagiante, implorando para ser dançada no ambiente interno de uma festa quinta à noite. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hideaway</span></i><span style="font-weight: 400;"> derrete um bate-bola romântico e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M1VBOMWZjiA"><i><span style="font-weight: 400;">Wait, I Lied</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conquista pelo teor escorregadio da índole de Alfie Templeman. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alfie Templeman - Wait, I Lied (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M1VBOMWZjiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20996" aria-describedby="caption-attachment-20996" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Better_Mistakes.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Better_Mistakes.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Better_Mistakes-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Better_Mistakes-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20996" class="wp-caption-text">Justice for Better Mistakes (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Bebe Rexha &#8211; Better Mistakes</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1nhArYnsp4Q"><i><span style="font-weight: 400;">Better Mistakes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o segundo álbum da cantora </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Entrevista/noticia/2021/05/bebe-rexha-celebra-funk-e-fas-brasileiros-muita-saudade.html"><span style="font-weight: 400;">Bebe Rexha</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mais uma vez se mostrou uma ótima compositora, mas foi desmerecida pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazendo com que disco tivesse um desempenho ridículo ficando em 140° na </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco traz uma nova estética para a cantora que havia se destacado com seus cabelos vermelhos. Com a capa em tons de azul com a caligrafia verde fluorescente, Bebe entrega tudo mesmo em seu clipe </span><i><span style="font-weight: 400;">Break My Heart Myself </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; a faixa viciante que deveria ter virado </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> caótico e icônico, tal qual a música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que impulsionou o boicote da gravadora foi o precoce lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PznMpRASjAg"><i><span style="font-weight: 400;">Baby, I’m Jealous</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,  </span><i><span style="font-weight: 400;">feat </span></i><span style="font-weight: 400;">com Doja Cat que chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> em outubro de 2020 e sozinho não teve fôlego pra aguentar os meses de pós-produção do álbum. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Better Mistakes</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">faz parte do único ponto negativo do disco: sua cansativa sequência de </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> idênticos. O que seria facilmente resolvido durante o processo de montagem, invertendo faixas e construindo uma melhor linha do tempo, pode ser amenizado pelo ouvinte que der </span><i><span style="font-weight: 400;">stream</span></i><span style="font-weight: 400;"> no modo aleatório.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/track/1RSBK5VWdjPjHEmRhAkS4Q?si=b3e3e3aa63df4301"><i><span style="font-weight: 400;">Sacrifice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das melhores do disco. Apesar da música trazer um tema comum de relacionamentos, a intensidade de Bebe a transforma em um momento </span><i><span style="font-weight: 400;">eletropop</span></i><span style="font-weight: 400;"> único na melodia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Better Mistakes</span></i><span style="font-weight: 400;">. O trabalho também mostra uma Bebe Rexha mais vulnerável, com composições autobiográficas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DG6D_KrdABo"><i><span style="font-weight: 400;">Sabotage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem uma balada melancólica. A cantora não mostrou receio em suas letras e elevou a potência delas com sua performance. O álbum merece ser ouvido por inteiro pelo menos uma vez. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bebe Rexha - Break My Heart Myself (feat. Travis Barker) [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gEUmYOD-G54?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20946" aria-describedby="caption-attachment-20946" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20946 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/desamorfosis-thalia-800x800.jpg" alt="Capa do álbum desAMORfosis, de Thalía. A capa é uma ilustração realista da artista, que é mostrada como uma rainha, com vestes douradas brilhantes e uma coroa. Ela aparece da cintura para cima, e está de frente, com o rosto inclinado para o lado esquerdo da imagem. Thalía, uma mulher branca de cabelos lisos castanhos, olha para a câmera com uma expressão séria, cerrando os dentes. Ela está sob um fundo rosa claro que possui raios de luz saindo de traz dela, bem como uma áurea ao seu redor. A ilustração ainda coloca um quadro na frente do coração de Thalía, como ilustrando o que está ali dentro. Essa pintura mostra os ossos de sua coluna dorsal, seu coração, do lado esquerdo, e uma faca do lado direito. O rosto de Thalía, que usa uma maquiagem marrom lcara nos olhos e batom vermelho, está quebrando, como uma pintura surrealista, e dos vincos, saem flores vermelhas. No lado esquerdo da imagem, está escrito num fio de luz branco o nome do álbum, 'desAMORfosis', numa fonte cursiva." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/desamorfosis-thalia-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/desamorfosis-thalia-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/desamorfosis-thalia-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/desamorfosis-thalia-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/desamorfosis-thalia-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/desamorfosis-thalia.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20946" class="wp-caption-text">É um pouco cafona? É, mas não é todo dia que a maior e mais tradicional estrela latina põe pra fora seus sentimentos amorosos junto da nova geração da música pop (Foto: Sony Music Entertainment US Latin LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Thalía &#8211; desAMORfosis</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Rainha do Pop Latino</span></i><span style="font-weight: 400;"> está de volta. 30 anos de carreira na Música ainda são insaciáveis para </span><a href="https://www.latinosbrasil.com/relembre-os-hits-que-fizeram-parte-da-historia-de-thalia/"><span style="font-weight: 400;">Thalía</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mantém um dos processos de renovação de imagem mais bem-sucedidos de sua geração. Se a familiaridade com a super estrela não surge de seus </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sucesso que lhe renderam prêmios de nível internacional, ele com certeza nasce de seu trabalho marcante como atriz na febre da </span><i><span style="font-weight: 400;">Trilogia das Marias</span></i><span style="font-weight: 400;">, com seu protagonismo nas telenovelas </span><i><span style="font-weight: 400;">Maria Mercedes</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Marimar </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Maria do Bairro</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, Thalía é assunto pelo trabalho que é avaliado como o mais inovador de sua vasta carreira até o momento. Seu décimo quinto álbum de estúdio se delicia numa união de desamor, amor e metamorfose através de narrativas íntimas e criativas no que ela chama de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5x6WtKftK68fbgtinzgeSG?si=nB8IhepISga92X5iI72s5w"><i><span style="font-weight: 400;">desAMORfosis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como o próprio nome sugere, a artista coloca o centro e o elo de tudo num elemento universalmente experienciado que também é a matéria-prima favorita da arte com o toque de alguns dos produtores mais notáveis da música latina atual, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QLz9VaksClg"><span style="font-weight: 400;">Tainy</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.billboard.com/articles/columns/latin/9496589/edgar-barrera-songwriter-hits-interview/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Barrera</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xBBPziOqBxs"><span style="font-weight: 400;">Trooko</span></a><span style="font-weight: 400;">. A fórmula era quase impossível de dar errado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre seu DNA </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e latino, a contemporaneidade dos ritmos do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton </span></i><span style="font-weight: 400;">de faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-NBxQyHqmo"><i><span style="font-weight: 400;">Mojito</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ctCwbkPDB78"><i><span style="font-weight: 400;">Mal Y Bien</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Thalía passeia pelos seus sentimentos como a legítima amante do amor, artista de alto calibre e íntima das novelas mexicanas que é. Suas baladas ainda emanam um charme especial, vide </span><i><span style="font-weight: 400;">Empecemos</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto as mais viciantes tem como ingrediente principal a refrescância da nova geração da música latina, como Sofía Reyes na juvenil </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VHxVVkV0aGA"><i><span style="font-weight: 400;">TICK TOCK</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Myke Towers na moderninha </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eRlwXivfAAQ"><i><span style="font-weight: 400;">La Luz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Jhay Cortez na ousada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B8hw_Ly-u4s"><i><span style="font-weight: 400;">Secreto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É só passar longe de ouvir a cafonice de </span><i><span style="font-weight: 400;">Por Qué</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bolsito Caro</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a maioria das outras 12 faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">desAMORfosis</span></i><span style="font-weight: 400;"> vão te lembrar do porquê o mundo fez de Thalía uma absoluta estrela. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Thalia, FARIANA, Sofía Reyes - TICK TOCK (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VHxVVkV0aGA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20990" aria-describedby="caption-attachment-20990" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20990 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem-800x800.jpg" alt="Foto de capa do álbum Build a Problem, de Dodie. A imagem é quadrada, possui um fundo creme com linhas cinza que formam um quadrado. No canto superior esquerdo há o nome da cantora, Dodie, que sobrepõe uma foto colada no papel com fita crepe. Na foto, está Dodie; ela é uma mulher branca, de 26 anos, que possui longos cabelos castanhos e usa um macacão azul escuro curto. Ela está em pé numa sala vazia, e na parede branca é possível ver duas sombras de sua silhueta. No canto inferior direito está escrito o nome do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/dodie-build-a-problem.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20990" class="wp-caption-text">Qual é o problema? Quanto sentir?/Você vai pensar em mim de maneira diferente?” (Foto: doddleoddle)</figcaption></figure>
<p><b>dodie &#8211; Build A Problem</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos jovens carregam o sonho de uma carreira musical, mas nem sempre as oportunidades aparecem, o que faz com que a luta por esse espaço na indústria seja longa e complexa. </span><a href="https://www.instagram.com/doddleoddle/"><span style="font-weight: 400;">Dodie Clark</span></a><span style="font-weight: 400;"> começou a compartilhar suas composições com o mundo em 2011, no entanto, parecia que ninguém percebia o lirismo de suas letras ou o potencial de suas interpretações. Amaldiçoada pela sina dos </span><a href="https://somosmusica.cdbaby.com/o-que-e-um-ep/"><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> independentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, parecia que ela nunca conseguia reunir canções suficientes para a construção de um álbum, e por isso, só foi capaz de debutar com </span><a href="https://www.dodie.co/product-category/build-a-problem/"><i><span style="font-weight: 400;">Build A Problem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dez anos após sua estreia na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> dividiu opiniões entre os críticos, o </span><a href="https://www.vinylchapters.com/dodie-build-a-problem-album-review/"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os que veem os versos de dodie como suficientes para a construção de um bom disco, e as </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/dodie-build-a-problem/"><span style="font-weight: 400;">notas medianas</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os que suas metáforas são vagas e que a produção musical é crua. Independente do ponto de vista, há um acordo de que esse álbum acerta o alvo quando se propõe a ser a essência mental da compositora. Além de gravar suas músicas no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela sempre manteve </span><a href="https://www.youtube.com/user/doddlevloggle/featured"><i><span style="font-weight: 400;">vlogs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que falavam abertamente sobre assuntos aleatórios, como chá, saúde mental, gatos, política e bissexualidade. Ela ganhou muitos seguidores por sua personalidade, e </span><a href="https://open.spotify.com/album/2oMbQ7W1QddUdasTYrJdzE?si=s4Foi_nSQ_GSpHMlakzYaQ"><i><span style="font-weight: 400;">Build A Problem</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é sobre isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira parte do disco, composta por doze canções e dois interlúdios instrumentais, conta uma história que é uma versão estendida de </span><a href="http://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-abril-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">I Kissed Someone (It Wasn’t You)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em abril. De </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-bZlflJhmkY"><i><span style="font-weight: 400;">Air So Sweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kRAPxo59EbU"><i><span style="font-weight: 400;">Boys Like You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é possível sentir a vulnerabilidade de uma jovem mulher que é honesta quanto a seus sentimentos, mas que ainda tem medo de como suas opiniões serão recebidas. É assim que dodie cria laços entre sua insegurança e as incertezas dos ouvintes e desse modo, tornam-se fãs por sentirem que há uma empatia mútua entre artista e receptor. De fato, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Re6r1BvcWM8"><i><span style="font-weight: 400;">?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oLcPfldl7jE"> <i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são tão obscuras que somem no meio das demais, e as oito </span><i><span style="font-weight: 400;">demos</span></i><span style="font-weight: 400;"> da segunda parte do disco não foram sequer produzidas. Entretanto, ao olhar para esse conjunto como alguém que acompanha dodie desde o princípio, vemos que isso é um regresso ao que ela sempre foi: uma garota dentro do próprio quarto, tentando transformar seus pensamentos em arte. A prova disso é a presença de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x7fg3rFxIU8"><i><span style="font-weight: 400;">When</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançada em seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/1tkQta2NWqpU3v5JMnwc4y?si=IQwDIT00T5-KvU0HFcumvg"><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porque tudo isso terá acabado, e dodie ainda estará se perguntando “</span><i><span style="font-weight: 400;">quando?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Carol Dalla Vecchia</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="dodie - Build A Problem: A live performance" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QXhlGuynTBk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20476" aria-describedby="caption-attachment-20476" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20476" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top.jpg" alt="A imagem é a capa dos singles Shy Away e Choker, da banda Twenty One Pilots. A capa tem um fundo rosa claro, com o desenho de um dragão azul, soltando fogo pelas narinas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top.jpg 1750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/top-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20476" class="wp-caption-text">Junto com o lançamento do álbum, a banda realizou uma live diferente de tudo que já foi visto, e que só eles poderiam fazer (Foto: Fueled By Ramen)</figcaption></figure>
<p><b>Twenty One Pilots &#8211; Scaled And Icy</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O retorno vibrante do Twenty One Pilots não poderia ser mais inesperado. Sua nova produção, </span><a href="https://genius.com/albums/Twenty-one-pilots/Scaled-and-icy"><i><span style="font-weight: 400;">Scaled And Icy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, abandona toda a estética de tons e sonoridade sombrios, que já haviam se tornado característica da banda. Lançado no dia 21 de maio, o álbum aposta em um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nostálgico, algo que vem se tornando </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><span style="font-weight: 400;">tendência</span></a><span style="font-weight: 400;"> no meio, com um visual retrô e batidas oitentistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se arriscar por estilos diversos está na essência do <em>duo</em> formado por Tyler Joseph e Josh Dun, que nunca se definiu por uma única sonoridade, e sim uma mistura insana de todas elas. Mas essa nova escolha não se deu à toa. Além de adotar um tom mais alegre para destoar do </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/05/03/mundo-esta-no-meio-da-pior-crise-de-covid-19-ate-agora-nao-precisava-ser-assim"><span style="font-weight: 400;">momento difícil</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o mundo inteiro enfrenta nos últimos tempos, a obra serviu para dar </span><a href="https://personaunesp.com.br/twenty-one-pilots-trench/"><span style="font-weight: 400;">continuidade ao universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que vem sendo criado desde o lançamento do </span><a href="https://genius.com/albums/Twenty-one-pilots/Blurryface"><i><span style="font-weight: 400;">Blurryface</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como se a banda estivesse sendo controlada pela cidade de Dema para produzir músicas mais felizes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que a superfície da produção pareça diferente, o conteúdo das letras continua com a mesma profundidade que Tyler sempre trouxe, tratando sobre suas questões mentais, mas com um tom aparentemente mais otimista. Mesmo com essa mudança repentina, Twenty One Pilots mantém sua unicidade e talento admiráveis, de quem não precisa se limitar no meio musical para continuar fazendo história. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Twenty One Pilots - Shy Away (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3sO-Y1Zbft4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21010" aria-describedby="caption-attachment-21010" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21010 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11-800x800.jpg" alt="Capa do disco Dear Lemon House, You Ruined Me: Senior Year da banda Kaonashi. A capa mostra um close na mão de alguém deitado no chão. A mão está suja de sangue, e está por cima de uma porção de penas brancas de travesseiro. A blusa é azul, e o chão é de madeira. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/11.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21010" class="wp-caption-text">Capa linda, disco assustador (Foto: Equal Vision Records, Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>Kaonashi &#8211; Dear Lemon House, You Ruined Me: Senior Year </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quantas vezes você já teve vontade de chorar de medo depois de ouvir um disco na íntegra? A sensação de escutar o refinado trabalho do grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">metal </span></i><span style="font-weight: 400;">Kaonashi é essa, sem tirar nem pôr. </span><a href="https://open.spotify.com/album/2gP4s2wfZghSUeuCbtqgkY"><i><span style="font-weight: 400;">Dear Lemon House, You Ruined Me: Senior Year</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra a rotina escolar de um jovem andrógino pelo Ensino Médio, regado a gritos e mais gritos, de dor, prazer e libertação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na breve descrição que acompanha o perfil da banda no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, eles salientam que o disco tem a função de causar ansiedade no ouvinte. Esse que, munido dessa experiência de ouvir as horripilantes experiências do jovem adolescente, se sentirá intimidado a mudar o mundo e não deixar que isso ocorra de verdade. A simplicidade não é sinônimo do trabalho da banda Kaonashi, que aparece coberta de sangue na foto destaque no aplicativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sangue que também capta a índole da capa do CD, íntimo e avassalador na mesma moeda. Ao passo que os gritos nos assustam e nos jogam para o canto do quarto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dear Lemon House, You Ruined Me: Senior Year</span></i><span style="font-weight: 400;"> soa melhor na desaceleração. Os destaques mais calmos nesse terremoto emocional são </span><a href="https://open.spotify.com/track/4fib2gPtgcr5r1jjcd39yL?si=5cd37becb961406b"><i><span style="font-weight: 400;">Broad Street (Take Me Home)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vv5KmwvYu1Y"><i><span style="font-weight: 400;">The Underdog II: Fight on the 40 Yard Line, What’s That in Kilometers?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Ouça com cautela, ouça com ciência e ouça com compaixão. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Kaonashi &quot;An Evening of Moving Pictures with Scooter Corkle&quot; (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ywqXXtKB9tg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21018" aria-describedby="caption-attachment-21018" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21018 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Chegamos Sozinhos em Casa, da banda Tuyo. A capa é composta por uma fotografia do trio numa sala de estar. A sala possui uma parede cinza clara ao fundo preenchida por quadros abstratos e de paisagens, conversando com a paleta de cores que fica entre o azul escuro e o amarelo envelhevido. O trio está sentado num sofá azul, ao centro da imagem. Primeiro, à esquerda, está Jean, sentado no braço do sofá. Ele é um homem negro, de cabelos loiros raspados nas laterais e volumosos e cacheado em cima. Jean veste blusa, short e camiseta em tons de azul e um tênis de corrida branco. Jean está levemente inclinado para a direita, junta as mãos no colo e encara a câmera com seriedade e com o rosto reto. Ao lado dele, no meio do sofá, está Lio, que apoia as costas e o braço direito em Jean. Lio, uma mulher negra de tranças loiras, está meio dentada no sofá, com o pé direito em cima dele. Lio usa um vestido azul longo de abotoar que está aberto do peito para baixo e um short da mesma cor. Lio também olha para a câmera, com o rosto reto, com seriedade. Ao lado dela, está Lay, sentada no sofá, de frente ara a câmera. Lay, também uma mulher negra, tem cabelos tingidos de roxo. Ela apoia o braço esquerdo no braço do sofá, para onde inclina levemente o corpo. Lay usa uma calça, top e blazer caído sob o ombro, todos no mesmo tom de azul. Na frente do trio, existe um tapete azul. Ao centro, no fundo da parede cinza e atrás do sofá, está escrito o nome do álbum, dividido em três linhas, em caixa alta, num degradê de azul, que é mais escuro no meio. Em cima do nome do álbum, está o nome da banda, em caixa alta, na mesma fonte e em branco. Embaixo do nome do álbum, está escrito 'VOL. 01', na mesma estilização." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21018" class="wp-caption-text">Em março passado, Tuyo representou o Brasil no festival SXSW, realizado de forma virtual por conta da pandemia, e chamou a atenção do jornal The New York Times, que elencou a apresentação da banda entre as 15 melhores do evento (Foto: Tuyo)</figcaption></figure>
<p><b>Tuyo &#8211; Chegamos Sozinhos em Casa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Vim aqui pra te avisar/Que o futuro já acabou/E a gente é sobrevivente</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declarou Tuyo em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> no ano passado em um dos versos mais marcantes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Pg3k_F5m7nA&amp;list=OLAK5uy_lElkXo_vMIItaGs3oJhbeRD5r8X8kaxt8"><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na ocasião do lançamento, a banda antecipou de forma indireta qual seria a sua forma de continuar seus trabalhos na companhia de novos elementos, e ela é, definitivamente, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4-ZfX3PvnVM"><i><span style="font-weight: 400;">Sem Mentir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como de costume, </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2019/08/conheca-tuyo-banda-curitibana-que-traduz-em-musica-um-manifesto-afrofuturista-pop.html"><span style="font-weight: 400;">o trio</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem sim seus floreios musicais &#8211; belíssimos e preciosos, diga-se de passagem &#8211; , mas quando o assunto é a sinceridade de sua expressão artística, ela é direta, e permanece com uma parte importante da sua identidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas logo em seguida, eles complementam: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não precisa se assustar/Eu caminho com você/Nesse inferno permanente&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, graciosamente nos lembrando do carinho e amizade que sempre acompanham as duras verdades que </span><a href="https://www.instagram.com/oituyo/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Tuyo</span></a><span style="font-weight: 400;"> às vezes joga na nossa cara. E para </span><a href="https://open.spotify.com/album/3RAsslo5W29pWGYf3lxLO1?si=2T_U0CdxTl-GpsMUuC2aIA"><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os ingredientes não poderiam ser diferentes, já que sua circunstância de concepção se dava exatamente no meio dessas duas coisas: a dureza da realidade e do amadurecimento, que tornam-se processos mais leves quando realizados em conjunto, num </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/06/01/interna_cultura,1272172/banda-tuyo-transforma-as-dificuldades-de-convivencia-em-disco.shtml"><span style="font-weight: 400;">contexto íntimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos integrantes da banda, que moravam juntos e decidiram se mudar cada um para uma casa diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> compreende todos os pontos positivos e negativos dos sentimentos que retrata. Eles poderiam se transformar em algo doído demais e quase insuportável, se não fosse pela capacidade imaginativa e gentil da banda, que transforma a crueza das emoções confusas em canções flutuantes entre </span><i><span style="font-weight: 400;">folk, soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">dreampop</span></i><span style="font-weight: 400;">. No mundo íntimo, eles recebem alguns convidados, como a energia de Jaloo na chora-enquanto-dança </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dPqKsoTUKkU"><i><span style="font-weight: 400;">Pra Curar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a melancolia de Lucas Silveira (Fresno) em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aISS_jZXPSs"><i><span style="font-weight: 400;">Pronta Pra Cair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas entre Lio, Lay e Jean, os vocais suaves, as batidas oníricas e as letras poéticas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gf2xoh-imlc"><i><span style="font-weight: 400;">O Jeito É Ir Embora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Pg3k_F5m7nA"><i><span style="font-weight: 400;">Vitória Vila Velha</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mtIuLHwqmQA"><i><span style="font-weight: 400;">Tem Tanto Deus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seguem confirmando: ouvir Tuyo é como estar nas nuvens. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tuyo - Pra Curar feat. @JalooMusic (Visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dPqKsoTUKkU?list=OLAK5uy_lElkXo_vMIItaGs3oJhbeRD5r8X8kaxt8" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21021" aria-describedby="caption-attachment-21021" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/jonallen.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/jonallen.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/jonallen-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21021" class="wp-caption-text">Por favor, Jon Allen, me dê tempo e uma mente em paz (Foto: OK! Good Records)</figcaption></figure>
<p><b>Jon Allen &#8211; &#8230;meanwhile</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8230;meanwhile</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o quinto álbum do cantor britânico </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FrJLLOCV3B8"><span style="font-weight: 400;">Jon Allen</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele começa sendo uma das coisas mais bonitas e coesas que já ouvi na vida. A primeira música tem um valor imensurável, e seu instrumental a deixa ainda mais poderosa. Assumi a culpa em cada verso e tive vontade de gritar isso para os quatro cantos. Entretanto, a magia do disco vai se esvaindo aos poucos e ele perde o gás conforme as canções avançam. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/track/001DPpJMVtE6CzTRQ8xFGq?si=e6227efde9f246aa"><i><span style="font-weight: 400;">Can’t Hold Back the Sun</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é a composição mais marcante do álbum, mas nem por isso deixa de ser extremamente boa. A melodia casa com a voz de Jon Allen e abre caminho para o disco seguir um rumo mais lento, que impressiona pela combinação de bateria, piano e voz. As composições são tocantes e se entrelaçam, fazendo com que o conjunto da obra tenha sentido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de sua dramática e carregada de tristeza, o arranjo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Suzanne </span></i><span style="font-weight: 400;">reenergiza o álbum. O </span><i><span style="font-weight: 400;">feat </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KBZVZ53CMso"><span style="font-weight: 400;">Sharon Shannon</span></a><span style="font-weight: 400;"> atribui características mais elementares para o arranjo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Western Shore</span></i><span style="font-weight: 400;">, elevando um dos pilares mais fortes de</span><i><span style="font-weight: 400;"> &#8230;meanwhile</span></i><span style="font-weight: 400;">: o instrumental. O disco viaja pelo mais profundo de Jon Allen e se encerra quase saindo do mundo criado. A lentidão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wrong</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre grande espaço para o violão, mas sem perder o vocal marcante. Com todos seus altos e baixos, </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8230;meanwhile</span></i><span style="font-weight: 400;"> merece ser ouvido e a voz de Jon Allen agraciada. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jon Allen   Hold On Official Lyric Video" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/FrJLLOCV3B8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3>EPs</h3>
<figure id="attachment_20651" aria-describedby="caption-attachment-20651" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20651" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/pasted-image-0.png" alt="Capa do EP de MC Dricka, Acompanha. Na imagem, se reproduzem 3 fotos de Dricka. Dricka é uma mulher preta, de cabelos curtos, cacheados e loiros que chegam a seu ombro. No canto esquerdo, ela está inclinada para a esquerda. No centro, ela se encontra colocando seus óculos com os braços levantados ao seu lado. No canto direito, Dricka está com o braço direito rente a seu peitoral. O título ‘ACOMPANHA’ e ‘MC Dricka’ se encontram embaixo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/pasted-image-0.png 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/pasted-image-0-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/pasted-image-0-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20651" class="wp-caption-text">MC Dricka representa o fluxo de rua com seu segundo EP (Foto: MC Dricka)</figcaption></figure>
<p><b>MC Dricka &#8211; Acompanha</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ninguém representa a mulher no </span><a href="http://especiais.g1.globo.com/sao-paulo/o-mundo-funk-paulista/"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> paulista</span></a><span style="font-weight: 400;"> como <em>MC</em> Dricka. Num gênero musical dominado pelo sexo masculino, ela consegue destaque com suas letras audaciosas e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">efervecentes.</span> <span style="font-weight: 400;">Depois de conquistar os bailes </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> de todo o país com as faixas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h53iBmEKupg&amp;ab_channel=MCDricka"><i><span style="font-weight: 400;">E Nós Tem Um Charme Que é Dahora</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HarECn4BqzE"><i><span style="font-weight: 400;">Empurra Empurra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela volta mais irreverente do que nunca com seu segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VsqkJmbdEgw&amp;list=OLAK5uy_kYYC9pzo8TdHZPhARd0Q-0XNry7Dg7gaE&amp;ab_channel=MCDricka"><i><span style="font-weight: 400;">Acompanha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Feita especialmente para os </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/02/paredoes-dominam-bailes-de-sao-paulo-com-luzes-e-sons-de-dilacerar-os-timpanos.shtml"><span style="font-weight: 400;">paredões</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra tem sete faixas de autoria total de Dricka, e é a representação completa da sonoridade do </span><a href="https://istoe.com.br/baile-funk-vira-fluxo-na-rua-e-movimenta-economia-periferica/"><span style="font-weight: 400;">fluxo de rua</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://www.qualeagiria.com.br/giria/mandela/"><span style="font-weight: 400;">mandelão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção da obra ficou por conta do produtor </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCIryAwo8baETlXD88_6IA8Q"><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;"> Dozabri</span></a><span style="font-weight: 400;">, conhecido por trabalhar nos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZESPGdfm9gg"><i><span style="font-weight: 400;">Um Sabadão Desse Uma Lua Dessa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fjLjeBJnCO0"><i><span style="font-weight: 400;">Tá Com Saudade Quer TBT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com a ajuda de Dozabri, Dricka se mostra explosiva, extravagante e sarcástica. Ela aborda diversos temas no trabalho, como sexo, divórcio e traição. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_Yujrr-XU3w"><i><span style="font-weight: 400;">Medley Pras Talarica</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um sucesso instantâneo, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p8zx8sXOzg8"><i><span style="font-weight: 400;">Três Movimentos Que Te Conquistam Fácil</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem tudo para dominar os bailes com a composição animada e coreografia ditada. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://open.spotify.com/album/4xOjxjan4IHvYRtpsqoA6k"><i><span style="font-weight: 400;">Acompanha</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prova que <em>MC</em> Dricka é, de fato, a rainha dos fluxos. </span><b>&#8211; Laís David</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mc Dricka - Medley Pras Talarica ( Dj Dozabri)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VsqkJmbdEgw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21011" aria-describedby="caption-attachment-21011" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21011 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye-800x800.jpeg" alt="Capa do EP say goodbye, do cantor Sarcastic Sounds. A capa é um desenho de um quarto, a cor é azul e o design é quadrado e chapado. Vemos uma capa, uma janela, mesa, computador, cadeira, e uma pessoa sentada na cama. No canto inferior direito, está escrito o nome do disco, say goodbye, em fonte escura." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/say-goodbye.jpeg 1945w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21011" class="wp-caption-text">Parece a interface do Habbo, eu sei (Foto: Sarcastic Sounds Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>Sarcastic Sounds &#8211; say goodbye</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produtor e vocalista do Canadá, Sarcastic Sounds começou produzindo </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou a </span><a href="https://djbooth.net/features/2020-08-05-sarcastic-sounds-interview-lil-wayne-mahogany-producer"><span style="font-weight: 400;">trabalhar com Lil Wayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> até que foi notado e contratado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Columbia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seu recente </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1EmJAmRdDyfQAqhXOvKzSB"><i><span style="font-weight: 400;">say goodbye</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, abraça o </span><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i><span style="font-weight: 400;"> e entrelaça a tendência com o </span><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo estampado na capa azulada do trabalho, que retrata literalmente um quarto perfeitamente organizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Singelo e promissor, o som nada sarcástico do artista acalma e gera reflexões. Ele está cansado de ficar em casa, está cansado de um relacionamento, está cansado e ponto.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Estou cansado de cantar sobre depressão”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele deixa claro no destaque do </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">. A tentativa melhor sucedida dos menos de 10 minutos que compõem o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> é </span><a href="https://open.spotify.com/track/0daG0bnRuwJBjuOE5Kxfs7?si=d3ab5ff69d674107"><i><span style="font-weight: 400;">change ur mind</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhada dos vocais de Claire Rosinkranz e Clinton Kane. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sarcastic Sounds - say goodbye (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/sxVj2SP1l8Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20997" aria-describedby="caption-attachment-20997" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20997 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nando-e-sebastiao-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nando-e-sebastiao-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nando-e-sebastiao-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nando-e-sebastiao-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nando-e-sebastiao.jpg 940w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20997" class="wp-caption-text">“O mundo é bão, Sebastião” (Foto: ONErpm)</figcaption></figure>
<p><b>Nando Reis e Sebastião Reis &#8211; Nando e Sebastião</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É indiscutível que tudo que Nando Reis toca vira ouro. Seu tato absurdo para talentos combinado a seu coração gigante lhe permitiu assinar parcerias com </span><a href="https://personaunesp.com.br/acustico-cassia-eller-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Cássia Eller</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/te-amo-la-fora-critica/"><span style="font-weight: 400;">DUDA BEAT</span></a><span style="font-weight: 400;">. O filho do ex-Titãs não poderia ficar de fora da boa safra de talentos do cantor. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Nando e Sebastião</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasce de uma produção em isolamento social, sendo os dois artistas responsáveis pelo brilhante trabalho realizado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Resposta</span></i><span style="font-weight: 400;"> é de longe a música mais bonita desse </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">. Composta por Nando como um pedido de desculpas à Marisa Monte, a releitura do clássico chega em sentimentos ainda não explorados, tocando profundamente &#8211; e emocionando &#8211; desde a introdução do violão. Sem músicas inéditas e todas de autoria de Nando Reis, a </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">também destaca </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R9bbk7kVSEc"><i><span style="font-weight: 400;">Luz Antiga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pela harmoniosa disputa de vozes entre pai e filho. Todos os duetos são feitos na medida certa, os timbres se entrelaçam e Sebastião Reis não nega sua origem. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nando Reis e Sebastião Reis - Resposta (Webclipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Tm7Jj4L0nzc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20725" aria-describedby="caption-attachment-20725" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20725" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/tuck-me-in.jpg" alt="Capa do EP tuck me in, do cantor boy pablo. Na foto, vemos um close no rosto dele, um jovem de pele branca, cabelos pretos e piercing no nariz. Ele está enrolado em um cobertor listrado azul e branco, sorrindo. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/tuck-me-in.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/tuck-me-in-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/tuck-me-in-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20725" class="wp-caption-text">Confortável (Foto: 777 MUSIC)</figcaption></figure>
<p><b>boy pablo &#8211; tuck me in</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Norueguês de origem chilena, boy pablo foi </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/01/boy-pablo-a-historia-do-fenomeno-do-youtube-que-quase-ninguem-ouviu-falar.htm"><span style="font-weight: 400;">sorteado na loteria do algoritmo</span></a><span style="font-weight: 400;"> alguns anos atrás, quando o </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube </span></i><span style="font-weight: 400;">fez o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Everytime </span></i><span style="font-weight: 400;">estourar. O jovem de quase 23 anos retorna, depois de passar pelo Brasil no Festival </span><i><span style="font-weight: 400;">Popload </span></i><span style="font-weight: 400;">2019, com o singelo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">independente,</span> <a href="https://open.spotify.com/album/2E9oMoUrGEqlejfSWbveoF"><i><span style="font-weight: 400;">tuck me in</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Multi-instrumentalista, fã dos Beatles e comparado a Rex Orange County, Nicolás Pablo Rivera Muñoz já venceu o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">norueguês e continua experimentando com seus doces e melódicos sons, comumente associado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ele admite que </span><a href="https://cortexmag.com/INTERVIEW-BOY-PABLO"><span style="font-weight: 400;">costuma focar nas notas</span></a><span style="font-weight: 400;">, rimando palavras que se encaixem nos moldes sonoros.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/track/5yf3FJB8MhYFRA9gGvSRYw?si=4e6de94accbf49cf"><i><span style="font-weight: 400;">rest up</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o destaque de </span><i><span style="font-weight: 400;">tuck me in</span></i><span style="font-weight: 400;">, com o músico exausto da rotina em que vive, implorando por uma pausa para descanso e recarregar as pilhas. </span><a href="https://open.spotify.com/track/7CkDyeYuGOyC060Yqb3ZhA?si=02eff6fcd4224de9"><i><span style="font-weight: 400;">people</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue a narrativa do coração iludido de pablo, que se enxerga escanteado em toda e qualquer relação que faz parte. Longe do cenário reciclado estadunidense, a sinfonia da sofrência de boy pablo nos abraça como cobertor recém-lavado. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="boy pablo - rest up (Wachito Rico: Chapter 3)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7rLAfJkIbgA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20993" aria-describedby="caption-attachment-20993" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/jorja-smith.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/jorja-smith.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/jorja-smith-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20993" class="wp-caption-text">Preparem o psicológico antes de ouvirem esse trabalho impecável de Jorja Smith (Foto: The Orchard)</figcaption></figure>
<p><b>Jorja Smith &#8211; Be Right Back</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">J</span><span style="font-weight: 400;">orja Smith não é apenas um dos rostos mais bonitos do cenário musical inglês. A cantora britânica, que lançou seu álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/3AlSuZnX4ZCab8eoWnnfbm?si=6a3083592bbc49ba"><i><span style="font-weight: 400;">Lost &amp; Found</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018, continua provando que é dona de um vocal potente e inquestionável. Após colaborações em trabalhos de Drake e </span><a href="https://culturadoria.com.br/conheca-kali-uchis/"><span style="font-weight: 400;">Kali Uchis</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi a vez de </span><a href="https://open.spotify.com/album/7MbcxleVqx5qeZgXdw5FAi?si=z7y-D_QhQcWSQf2hYep0iA"><i><span style="font-weight: 400;">Be Right Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegar à indústria. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz canções que mostram necessidade de Jorja em compor, conversa intimamente com os fãs e faz um belíssimo preparo de terreno para um projeto futuro e maior da cantora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FFzH_9guHQM"><i><span style="font-weight: 400;">Addicted</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Gone</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguem tendo espaço calculado e essencial nesse trabalho. </span><i><span style="font-weight: 400;">Addicted,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que luxuosamente abre</span><i><span style="font-weight: 400;"> Be Right Back,</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos faz passar por uma montanha russa de emoções em apenas três minutos, e Jorja sabe muito bem o destino dessa viagem. O controle que a artista tem em seu disco é supremo, passeamos pelas músicas sem perceber o tempo passar. Ela ainda consegue acertar em cheio seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XjOSNdalsc"><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;"> com a Shaybo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bussdown</span></i><span style="font-weight: 400;">. Depois desse</span><i><span style="font-weight: 400;"> EP,</span></i><span style="font-weight: 400;"> me declaro viciada em mulheres cantando </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ansiosa pelo futuro de Jorja. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jorja Smith – Home (Live on Later)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/UDvJ5QLk0qc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21012" aria-describedby="caption-attachment-21012" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21012 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/PRETTY..jpg" alt="Capa do EP Honey, It Was Paradise, da banda PRETTY.. A capa mostra um foco em alguns objetos em uma mesa. Um cinzeiro de vidro, um copo de uísque e uma garrafa de bebida estão em cima de uma mesa de madeira. No centro da imagem, em fonte branca e cursiva, está escrito o nome do EP, Honey, It Was Paradise." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/PRETTY..jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/PRETTY.-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/PRETTY.-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21012" class="wp-caption-text">Que beleza! (Foto: PRETTY.)</figcaption></figure>
<p><b>PRETTY. &#8211; Honey, It Was Paradise </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro achado precioso do Nota Musical de Maio, os <em>angelenos</em> da PRETTY. cantam com a veracidade que bandas de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock new wave</span></i><span style="font-weight: 400;"> o fizeram no pasado. A combinação de elementos de The Smiths com The Killers atua a favor do grupo, que vai além do presente e denomina seu som como um </span><a href="https://personaunesp.com.br/cena-new-wave/"><i><span style="font-weight: 400;">NEW New Wave</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Composto de apenas 3 faixas, </span><a href="https://open.spotify.com/album/2Qgvy7r4yBOzN8CAnsEnED?si=T39xaFzHSwGCCi-t9i-cAg"><i><span style="font-weight: 400;">Honey, It Was Paradise</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é recheado de batidas chicletes, identidade instigante e letras profundamente melódicas e relacionáveis. </span><a href="https://open.spotify.com/track/7K9xeuMS5bATwVaszyaZuR?si=887a945aabfb43ee"><i><span style="font-weight: 400;">In A Place (The Bends)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vai morar no meu </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat </span></i><span style="font-weight: 400;">e, de tão boa que é, eu nem vou fazer questão de cobrar aluguel. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="PRETTY. - In A Place (The Bends) [OFFICIAL MUSIC VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/UmXayZAi5xU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21022" aria-describedby="caption-attachment-21022" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21022 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/185269561_1358326894535679_8109641319250074237_n-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/185269561_1358326894535679_8109641319250074237_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/185269561_1358326894535679_8109641319250074237_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/185269561_1358326894535679_8109641319250074237_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/185269561_1358326894535679_8109641319250074237_n.jpg 999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21022" class="wp-caption-text">A garota de Los Angeles já está pronta pra sair de casa e explorar o mundo (Foto: Secret Road Records)</figcaption></figure>
<p><b>girlhouse &#8211; the girlhouse ep</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cantora e compositora, girlhouse lançou seu</span><i><span style="font-weight: 400;"> EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> carregando o próprio nome artístico. </span><a href="https://open.spotify.com/artist/7AWyYXZ5tIc0xNSfKLD3QX"><i><span style="font-weight: 400;">the girlhouse</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum fácil. Suas músicas, que misturam a melancólica suavidade do</span><i><span style="font-weight: 400;"> indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> com os metais do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, chamam a atenção desde o começo. A trajetória lírica pela história de Lauren é como acompanhar um filme dos anos 80. Uma garota alegre, sonhadora, curiosa sobre o mundo e mergulhada em seus dramas.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=89vZ0xOAYvs"><i><span style="font-weight: 400;">pretty girl in la</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa que abre o trabalho, é a mais intimista do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">. A acústica vibrante revela uma composição nostálgica sobre a vida da cantora em Los Angeles. Todo o disco gira em torno dessa mudança de girlhouse para Los Angeles. </span><i><span style="font-weight: 400;">the fatalist </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DF6sFEQOMfE"><i><span style="font-weight: 400;">loaded gun</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são as músicas que mais hipnotizam. A primeira nos faz olhar pra dentro de nós mesmos com seu ritmo acelerado. Já a segunda, nos faz explorar inconscientemente os sentimentos descobertos na anterior. Batemos de frente com conflitos pessoais e melódicos, experimentando as descobertas da cantora. O terreno para um álbum eufórico já está preparado. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="girlhouse - the fatalist [official music video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Apf8tDUsWi0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21013" aria-describedby="caption-attachment-21013" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fanclubewallet.jpg" alt="Capa do EP Hurt Is Boring, da cantora fanclubwallet. A capa mostra uma foto de um carro branco, de lado, estacionado na neve. Acima de tudo, está o nome do CD, escrito em fonte azul, inclinada e com preenchimento branco, HURT IS BORING. Ao lado direito do nome, tem o desenho de um sol rosa, e um quadrado azul está do lado de fora da foto, entre o carro e o título. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fanclubewallet.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/fanclubewallet-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21013" class="wp-caption-text">Vamos lá, seja legal (Foto: AWAL Recordings America Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>fanclubwallet &#8211; Hurt Is Boring</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto Olivia Rodrigo canta sobre sua carteira de motorista e o The Black Keys coloca um veículo na capa do CD novo, </span><a href="https://fanclubwallet.bandcamp.com/"><span style="font-weight: 400;">fanclubwallet</span></a><span style="font-weight: 400;"> decide girar seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/3TaUQwagOJ34h8ky2avuaD?si=Q5-ZWY2uQUeHN6vni3GXGA"><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao redor do próprio carro. A capa mostra o dito cujo, estacionado na neve, enquanto as faixas variam entre discutir as chaves e até um acidente envolvendo o bem material.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra jovem do Canadá que arrasa nas composições pessoais e na pegada de pop do quarto, </span><a href="https://twitter.com/fanclubwallet"><span style="font-weight: 400;">Hannah cria um universo particular</span></a><span style="font-weight: 400;"> de melancolia e cumplicidade nas 5 faixas que, agrupadas, somam menos de quinze minutos. A procura de cantoras diferentes mas que te lembram uma sensação familiar? Ouça </span><a href="https://open.spotify.com/track/4kNW0ideRRxlDF6hUgGet9?si=79687e6d67e24c4a"><i><span style="font-weight: 400;">C’Mon Be Cool</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/0S5etcyqZrK8rzXtE8tYw0?si=c01be62bc3c740fa"><span style="font-weight: 400;">Flew Away</span></a><span style="font-weight: 400;"> e volte aqui para contar o que achou. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="fanclubwallet - C&#039;mon Be Cool (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YPFM_DtFV98?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21017" aria-describedby="caption-attachment-21017" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Urias-Furia-800x800-1.jpg" alt="Capa do EP FÚRIA PT1, de Urias. A capa é composta por uma fotografia de Urias, deitada no chão do lado direito da imagem, descansando sob a cabeça de um touro, no lado esquerdo da imagem. A capa é em preto e branco. Urias é uma mulher negra de cabelos longos lisos, usa uma franja, maquiagem preta nos olhos e lingerie preta. Ela está deitada de lado na imagem mas seu rosto está reto e encara a câmera. O touro, ao lado dela, é branco e está desenhado. O corpo do animal preenche a lateral esquerda da capa e sua cabeça está também reta, próxima a de Urias. No meio da imagem, existe um círculo com apenas o contorno preenchido em branco, numa linha final. Dentro do círculo, está escrito o nome de Urias e o nome do EP, numa fonte desenhada em caixa alta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Urias-Furia-800x800-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Urias-Furia-800x800-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Urias-Furia-800x800-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21017" class="wp-caption-text">A primeira parte do primeiro álbum de Urias finalmente está entre nós; a segunda, quem sabe quando? (Foto: Urias)</figcaption></figure>
<p><b>Urias &#8211; FÚRIA PT1</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro álbum de Urias está cada vez mais próximo e a expectativa é cada vez maior. Agora, a artista atiçou nossa curiosidade com </span><a href="https://open.spotify.com/album/3vd866Wmu5RHmtuKk0YoCZ?si=9noent6jTMKceaf4kJNgQA"><i><span style="font-weight: 400;">FÚRIA PT1</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> que forma a primeira parte do disco. Compilando seus dois </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Foi Mal</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-marco-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">março</span></a><span style="font-weight: 400;">, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Racha</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2020) e três inéditas, o trabalho já determina </span><a href="https://portalpopline.com.br/urias-album-furia-peligrosa/"><span style="font-weight: 400;">seu conceito</span></a><span style="font-weight: 400;">, que nas palavras da própria artista, é “</span><i><span style="font-weight: 400;">sobre a relação que a sociedade tem com o corpo, o sexo e a figura da mulher</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força principal de </span><i><span style="font-weight: 400;">FÚRIA PT1</span></i><span style="font-weight: 400;"> está na união de Urias com Monna Brutal e Ebony em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PHwCbnTplDU"><i><span style="font-weight: 400;">Maserati</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dilui a atitude do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> das artistas convidadas com a sonoridade que já foi definida como o foco dela nesta nova era pelos lançamentos passados. A mistura entre os gêneros é também o que origina </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t4idrAnP1rg"><i><span style="font-weight: 400;">Cadela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bUwtyN-HMG0"><i><span style="font-weight: 400;">Peligrosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, completando as novidades do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> produzido por Maffalda, Gorky e pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Brabo Music Team</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia de lançamento em duas partes pode ser questionada, considerando que todas as anteriores já deram muito certo e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">FÚRIA</span></i><span style="font-weight: 400;"> já é grande o suficiente para que o disco faça muito barulho quando finalmente chegar aos nossos ouvidos. De todo modo, a experiência de Urias sabe o que faz com seu precioso trabalho e não decepcionou até aqui. Ela promete cada vez mais, e nós seguimos confiando. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Urias - Peligrosa" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bUwtyN-HMG0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21023" aria-describedby="caption-attachment-21023" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-21023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/salem-ilese-800x800.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/salem-ilese-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/salem-ilese-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/salem-ilese-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/salem-ilese.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21023" class="wp-caption-text">Era melhor ter trazido o Txutxucão (Foto: Universal Music Group)</figcaption></figure>
<p><b>salem ilese &#8211; (L)only Child </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer coisa, já adianto que não tenho irmãos ou irmãs, então tenho prioridade no assunto. </span><i><span style="font-weight: 400;">(L)only Child</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Musica/noticia/2020/10/salem-ilese-fala-sobre-o-hit-mad-disney-do-tiktok-vida-nao-e-um-conto-de-fadas.html"><span style="font-weight: 400;">salem ilese</span></a><span style="font-weight: 400;">, gira em torno da temática de ser filha única. As faixas desse trabalho dão sequência à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uJbooOYyBCA"><i><span style="font-weight: 400;">Mad At Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que <em>hitou</em> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> e criou a imagem da cantora como a de uma princesa iludida. A capa é uma mistura de Kelly Key e </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/infantojuvenil/tv-colosso/"><i><span style="font-weight: 400;">TV Colosso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com uma pitada de qualquer outra loira adolescente de sucesso. E, se tudo que falei até agora parece coisa de gente mimada, a tendência é piorar.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V72SB3d0gFA"><i><span style="font-weight: 400;">Forgiveness</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma melodia bem estruturada, com melodia e ritmo que agradam aos ouvidos, mas sua letra não agrega em absolutamente nada. O mesmo acontece na música homônima ao disco. Nela, salem ilese mostra</span><span style="font-weight: 400;"> toda sua potência vocal &#8211; que é altíssima, por sinal -, mas entrega uma composição rasa, que apenas se preocupa com rimas e não com significados. As músicas que acertam os versos, pecam no ritmo, como se houvesse um esforço para deixar o álbum fútil. Apesar de tudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">(L)only Child</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda pode agradar os mais emocionados. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="salem ilese - (l)only child (official music video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4GAqC-aG2Ic?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3>Músicas</h3>
<figure id="attachment_20983" aria-describedby="caption-attachment-20983" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-karolconka.jpg" alt="Capa do single Dilúvio, de Karol Conká. Na imagem, uma mulher negra e com cabelo crespo amarrado, na posição de perfil. A mulher é Karol Conká e está mergulhada em um rio com tom marrom. Vestida de branco e com brincos dourados, Karol está com a cabeça inclinada e com as mãos juntas em formato de prece abaixo do queixo. Centralizado no topo está escrito Dilúvio em fonte marrom." width="800" height="850" /><figcaption id="caption-attachment-20983" class="wp-caption-text">A primeira música de Karol pós-BBB 21 só poderia falar sobre redenção e resiliência, e a Mamacita serviu (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Karol Conká &#8211; Dilúvio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mostrando que os momentos mais difíceis da vida são os melhores catalisadores artísticos, Karol Conká desce um tom e apresenta uma versão diferente de si com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dilúvio</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/a-vida-depois-do-tombo-critica/"><span style="font-weight: 400;">pós-confinamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">na vigésima primeira edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bbb21/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">espelha em sua melodia uma <em>M</em></span><i><span style="font-weight: 400;">amacita </span></i><span style="font-weight: 400;">serena e expõe liricamente uma figura em busca de superação. Poucos esperavam num lançamento tão cedo após o seu cancelamento, mas a artista não se deixou abalar e mostrou que a música é a melhor maneira de se expressar. A canção exala arrependimento e redenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;"> e produtor carioca Leo Justi, fundador do núcleo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R6JKnkLRy6U&amp;ab_channel=HEAVYBAILE"><span style="font-weight: 400;">Heavy Baile</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dilúvio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma reciclagem de versos escritos pelos artistas no ano passado e calhou que a temática refletia num momento atual da curitibana, só precisou de algumas adaptações relatando as recentes experiências. Sonoramente, a criação da dupla segue a onda de um </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">semelhante ao da estadunidense </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jJdlgKzVsnI&amp;ab_channel=dojacatVEVO"><span style="font-weight: 400;">Doja Cat</span></a><span style="font-weight: 400;">, que faz muito sucesso lá fora e em território nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o que cativa mesmo na música é a sua letra. Além de identificável, conseguimos enxergar nela a trajetória da artista. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Completando ciclos, refletindo sobre o que eu digo/E tudo o que eu digo é baseado no que eu vivo/Se pra vencer, tem que superar o sofrer/Supero sem esquecer do real motivo pra viver</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ao mesmo tempo que uma vulnerabilidade é exposta, vemos também na mesma narrativa uma garra para seguir em frente guiada pela paixão em sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LfL4H0e5-Js&amp;ab_channel=CanalKondZilla"><span style="font-weight: 400;">arte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não são muitos que dão a cara a tapa nesse nível, e Karol merece respeito por isso. </span><b>&#8211; Giovanne Ramos</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Karol Conká - Dilúvio (Clipe Oficial) | prod. Leo Justi" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/AqdUj8-t5Go?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20976" aria-describedby="caption-attachment-20976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20976 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/alaska-800x800.jpg" alt="Capa do single ROY G BIV BBT, da cantora Alaska Thunderfuck. A capa é preta e tem o desenho de um arco-íris. Abaixo dele, está o título da música em fonte branca e abaixo do título, o nome da cantora, em fonte estilizada. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/alaska-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/alaska-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/alaska-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/alaska.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20976" class="wp-caption-text">O nome da música usa as iniciais das cores da bandeira: Red, Orange, Yellow, Green, Blue, Indigo, Violet e as atualizações Black, Brown e Trans (Foto: Alaska Thunderfuck)</figcaption></figure>
<p><b>Alaska Thunderfuck &#8211; ROY G BIV BBT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comemoração ao mês do Orgulho LGBT+, a lendária </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> Alaska Thunderfuck resolveu liberar um novo hino para Junho de 2021. </span><a href="https://open.spotify.com/album/1JRMwQXcr40G3QSuknIyAo"><i><span style="font-weight: 400;">ROY G BIV BBT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> bebe das </span><a href="https://open.spotify.com/album/5ZCo7ydC24GFNb9rb3LpBG"><span style="font-weight: 400;">batidas eletrônicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a </span><i><span style="font-weight: 400;">RuGirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem experimentado em trabalhos mais recentes, se contrapondo ao </span><a href="https://open.spotify.com/album/4VNYGvaBPvx024om7sg8x2"><span style="font-weight: 400;">lado </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Poundcake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">All Stars 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria esse personagem chamado Roy para cantar sobre representatividade e amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Roy se identifica como pessoa não-binária, com bem aponta a composição, que usa o pronome neutro</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘them’</span></i><span style="font-weight: 400;"> para se referir a elu. Alaska ainda </span><a href="https://www.them.us/story/ipride-flag-redesign-black-brown-trans-pride-stripes"><span style="font-weight: 400;">atualiza a bandeira do Orgulho</span></a><span style="font-weight: 400;">, adicionando azul claro, rosa e branco (representando a bandeira trans) e marrom e preto (representando as pessoas não-brancas da comunidade). No colorido videoclipe, Roy se veste com as cores da bandeira, celebrando o momento. Cantando sobre a diversidade, muitas vezes escanteada na comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, o lema de Alaska se mantém, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1R6LkIJIUAU"><i><span style="font-weight: 400;">anusthing is possible!</span></i></a> <b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alaska Thunderfuck - ROY G BIV BBT (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/x0ws2n3zmRs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20650" aria-describedby="caption-attachment-20650" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20650" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/astronomy.png" alt="Capa de Astronomy. Foto da parte de cima do rosto de Conan Gray, a partir de seu nariz. O seu cabelo castanho e cacheado cai em ondas até a altura de seu ouvido. Na parte superior da arte está escrito Astronomy, com letras em um aspecto de serem cortadas de uma revista. O fundo é preto com estrelas, remetendo um céu durante a noite." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/astronomy.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/astronomy-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/astronomy-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/astronomy-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20650" class="wp-caption-text">Conan emociona com música triste sobre término e distância (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Conan Gray &#8211; Astronomy</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O queridinho da Taylor Swift voltou! Depois de começar o ano de forma agitada com </span><i><span style="font-weight: 400;">Overdrive</span></i><span style="font-weight: 400;"> e seu clipe um tanto caótico, Conan volta a suas origens melancólicas e presenteia os fãs com </span><a href="https://open.spotify.com/album/4vs2JiaS6RjyxMcl0MvxLk?si=910450ed8a244f56"><i><span style="font-weight: 400;">Astronomy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Escrita por ele e produzida pelo seu companheiro de anos, </span><a href="https://www.instagram.com/dan_nigro/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Dan Nigro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Conan constrói uma narrativa romântica com os mesmos acordes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=24u3NoPvgMw"><i><span style="font-weight: 400;">Heather</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, maior </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sua carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas se por um lado o cantor ainda estava perdidamente apaixonado em sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><span style="font-weight: 400;">última era</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora ele parece ter finalmente desencanado. Ao anunciar o lançamento da música no </span><a href="https://www.instagram.com/p/COlFROXHhys/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Conan contou que a escreveu sobre alguém que amou por muitos anos, até perceber que já estavam distantes demais para ter algo. E essa distância é metaforizada na faixa com o uso de conceitos astronômicos, como a morte de uma estrela e o espaço entre dois planetas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem notícias de um novo álbum, a única coisa que o </span><i><span style="font-weight: 400;">fandom</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabe que pode esperar da nova fase de Conan é sua libertação de dores e inseguranças que carregou por tanto tempo. Tanto </span><a href="https://open.spotify.com/track/3QyoC6OvQUmpQwQZ18iaTs?si=5df493849bf84e13"><i><span style="font-weight: 400;">Overdrive</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> quanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Astronomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> passam uma mensagem: um novo capítulo se inicia na história de Conan Gray. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Conan Gray - Astronomy (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PNKxAWiu4Fc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20939" aria-describedby="caption-attachment-20939" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20939 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Like-I-Used-To_-Track-Artwork-1621458365-1000x1000-1-800x800.jpg" alt="Capa do single com as duas cantoras de costas uma para a outra em um fundo vermelho" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Like-I-Used-To_-Track-Artwork-1621458365-1000x1000-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Like-I-Used-To_-Track-Artwork-1621458365-1000x1000-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Like-I-Used-To_-Track-Artwork-1621458365-1000x1000-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Like-I-Used-To_-Track-Artwork-1621458365-1000x1000-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20939" class="wp-caption-text">O encontro de titãs entre duas das roqueiras mais proeminentes da atualidade (Foto: Jagjaguwar)</figcaption></figure>
<p><b>Sharon Van Etten e Angel Olsen &#8211; Like I Used To</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucos meses após lançar a edição comemorativa de dez anos de seu terceiro álbum de estúdio, intitulado</span><i><span style="font-weight: 400;"> epic Ten, </span></i><span style="font-weight: 400;">Sharon Van Etten chocou o cenário musical alternativo com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Like I Used To, single </span></i><span style="font-weight: 400;">em dueto com Angel Olsen. A balada poderosa com toques de Bruce Springsteen foi produzida por John Congleton, colaborador em comum das duas artistas. Além de um toque </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, a faixa traz o casamento majestoso das vozes de Sharon e Angel, que, mesmo harmonizando-as perfeitamente, consegue manter a identidade vocal de cada uma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma </span><a href="https://www.interviewmagazine.com/music/angel-olsen-sharon-van-etten"><span style="font-weight: 400;">entrevista com as duas cantoras para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Interview Magazine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Van Etten revela à Olsen que escreveu a canção em 2020 na primeira onda da pandemia do coronavírus, como um esforço para manter suas habilidades de composição em um período difícil. A letra começou com Sharon constatando que estava retomando velhos hábitos com o isolamento, que resultou no poderoso verso que dá título e estrutura a canção. Após terminar de compor, ela percebeu que a música lembrava o estilo de Angel Olsen e a enviou a </span><i><span style="font-weight: 400;">demo</span></i><span style="font-weight: 400;">. O resultado foi uma das melhores faixas do ano até agora, que conta ainda com um belíssimo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5ibj87fwRaM"><span style="font-weight: 400;">videoclipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> dirigido por Kimberly Stuckwisch. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sharon Van Etten &amp; Angel Olsen - Like I Used To (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5ibj87fwRaM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20918" aria-describedby="caption-attachment-20918" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20918 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/BLEACHERS-800x800.jpg" alt="Capa do single Stop Making This Hurt. Mostra apenas um pedaço do rosto de um homem branco de perfil. A imagem, com aparência envelhecida e filtro azul, tem o fundo petro e no canto inferior direito a grafia, em letras trabalhadas amarelas, Take The Sadness Out Of Saturday Night. A imagem tem uma moldura branca com uma linha dourada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/BLEACHERS-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/BLEACHERS-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/BLEACHERS-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/BLEACHERS.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20918" class="wp-caption-text">A faixa foi usada como anúncio da data de lançamento mais novo trabalho dos Bleachers, o álbum Take the Sadness Out of Saturday Night esperado para o fim de junho (Foto: RCA)</figcaption></figure>
<p><b>Bleachers &#8211; Stop Making This Hurt</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inspiração oitentista cresce a cada dia e toma todas as áreas da cultura, desde produções audiovisuais, como</span> <a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até álbuns completos com </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphories-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphories</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, muitas vezes elas são usadas como muletas criativas que justificam obras pouco abrangentes, sob o pretexto de serem sustentadas pelas batidas características da década. Entretanto, alguns poucos casos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hQE0TrJbPAk"><i><span style="font-weight: 400;">Stop Making This Hurt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nos fazem olhar para essa aura nostálgica de outras formas, ao usufruir de tudo &#8211; e mais um pouco &#8211; que poderia da época, sem abrir mão da originalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fato que se não soubéssemos que o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um lançamento certamente o confundiriam com alguma balada antiga. Contudo, é através dessa temporalidade bem marcada que os </span><a href="https://open.spotify.com/artist/2eam0iDomRHGBypaDQLwWI?si=DMuq1rOFTeSRDkJ1Ht41lw"><span style="font-weight: 400;">Bleachers</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguem imprimir sua personalidade. Eles abrem mão de aspectos contemporâneos e embarcam de cabeça na proposta de criar uma faixa que poderia fazer sucesso tanto hoje como 40 anos atrás. Mantendo as inspirações que construíram o último álbum da banda, </span><a href="https://open.spotify.com/album/10HKbC9lKDHGQvndGck6XJ?si=Tvr2SfvBRB-lRD6atZGqVg"><i><span style="font-weight: 400;">Gone Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, podemos ver que eles continuam neste caminho de descoberta e exploração de novas possibilidades para sonoridades passadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E por mais contraditório que possa soar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Stop Making This Hurt</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma inovação datada, uma novidade nostálgica e uma contemporaneidade saudosa. Assim, enquanto aproveitamos o mais recente lançamento da banda, temos a oportunidade de aproveitar uma época que muitos não viveram, de forma muito mais imersiva do que uma simples </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> com a-ha e Whitney Houston poderiam nos entregar. Ao focar na atualidade e espelhar o passado, Bleachers torna sua estética sonora marcante e atemporal. </span><b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bleachers - Stop Making This Hurt (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hQE0TrJbPAk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20900" aria-describedby="caption-attachment-20900" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20900 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1xaOrbXoAEAUDT-800x800.jpg" alt="Capa da música Dinheiro, Poder, Respeito. BK’ aparece centralizado na imagem e está escrito Dinheiro, Poder e Respeito em amarelo logo abaixo e BK’ em branco. Na parte inferior, dois carros, com homens sentados na janela, além de uma moto com dois homens. A foto toda está escura, com imagens do BK’ como marca d’água e o nome da faixa com a fonte vazada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1xaOrbXoAEAUDT-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1xaOrbXoAEAUDT-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1xaOrbXoAEAUDT-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1xaOrbXoAEAUDT-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1xaOrbXoAEAUDT-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1xaOrbXoAEAUDT.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20900" class="wp-caption-text">Capa da música Dinheiro, Poder, Respeito (Foto: Gigantes)</figcaption></figure>
<p><b>BK’ &#8211; Dinheiro, Poder, Respeito</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abebe Bikila lançou sua primeira música pelo selo do próprio artista. A </span><a href="https://twitter.com/gigantesrj"><i><span style="font-weight: 400;">Gigantes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surge como produtora e já teve um grande lançamento. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dinheiro, Poder, Respeito</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre um horizonte de possibilidades e gera uma boa expectativa para o público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na faixa, BK’ apresenta um </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/03/entenda-o-drill-estilo-de-rap-sombrio-com-graves-que-deslizam-marca-do-mc-leall.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">bem contundente, demonstrando mais uma vez a versatilidade do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, passeia com tranquilidade pelas vertentes do gênero e se sente à vontade em todas. O</span><i><span style="font-weight: 400;"> beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> encaixando impecavelmente, mostrando novamente que BK’ </span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;">JXNXS</span><span style="font-weight: 400;"> é o casamento perfeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma característica interessante da música é a referência do nome com a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iyC-onnbM6o"><i><span style="font-weight: 400;">Money Power Respect</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de</span> <span style="font-weight: 400;">Travis Scott. Além disso, temos a produção do clipe que está em alto nível, gravado nas ruas da Lapa, com carros e motos de luxo e cenas que expressam um pouco da vivência na cidade. </span><b>&#8211; Elder John </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BK&#039; - Dinheiro, Poder, Respeito" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XC4v3-sa4tI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20984" aria-describedby="caption-attachment-20984" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20984 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-pabllo-800x800.jpg" alt="Cena do clipe de Ama Sofre Chora. Na imagem, Pabllo Vittar está sentada usando um vestido branco e longo de noiva, cabelo loiro amarrado segurando um buquê de flores e olhando para o lado com os olhos borrados escorrendo o lápis de olho. Em suas costas, uma coroa enorme de flores. No fundo, pilares brancos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-pabllo-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-pabllo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-pabllo-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-pabllo.jpg 924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20984" class="wp-caption-text">Voltando para às raízes, Pabllo abre a sua nova era no maior estilo noiva do forró (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Pabllo Vittar &#8211; Ama Sofre Chora</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final de abril, a cantora Pabllo Vittar performou em uma festa no </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-brother-brasil-21-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil 21</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e ao encerrar a apresentação, mostrou uma aliança em seu dedo. O público foi ao delírio e logo começou a se especular que a</span><i><span style="font-weight: 400;"> drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais querida e amada do país iria se </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/04/22/pabllo-vittar-anuncia-noivado-durante-festa-no-bbb21-vou-casar-em-breve.ghtml"><span style="font-weight: 400;">casar</span></a><span style="font-weight: 400;">. A encenação, no entanto, não passava de uma divulgação do primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do quarto álbum da artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ama Sofre Chora</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">A música foi lançada com o clipe no dia 7 de maio e mostra uma Pabllo Vittar devastada e abandonada no altar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem conhece a carreira da artista, sabe muito bem a sua capacidade de transitar entre diversos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=naeTvOPmq-U&amp;ab_channel=PablloVittar"><span style="font-weight: 400;">ritmos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com facilidade, e o mais importante, com qualidade. Na nova música, Pabllo resgata novamente o </span><i><span style="font-weight: 400;">forró</span></i><span style="font-weight: 400;"> utilizado nas músicas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4zJ4i6Az2Ck&amp;ab_channel=PablloVittar"><i><span style="font-weight: 400;">Amor de Que</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qTEQ7ITxTs0&amp;ab_channel=PablloVittar"><i><span style="font-weight: 400;">Seu Crime</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não chega ser impactante como as anteriores, mas o refrão é tão grudento quanto. Produzida pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pXdzBFzuwS0&amp;ab_channel=ANALAGA"><i><span style="font-weight: 400;">Brabo Music</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a música definitivamente não é a melhor entrada para uma nova era, mas está longe de ser ruim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O destaque, no entanto, vai para o vídeo dirigido por Flávio Verne &#8211; coreógrafo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PnxWzt-c6Q&amp;ab_channel=PablloVittar"><i><span style="font-weight: 400;">Bandida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QcS9ZndErHc&amp;ab_channel=Lu%C3%ADsaSonza"><i><span style="font-weight: 400;">Modo Turbo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e a própria intérprete. Nele, a cantora realiza o seu sonho de ser uma noiva no maior estilo de novela mexicana. Nossa dama trai o seu noivo momentos antes do casamento, é desmascarada e abandonada no altar. A narrativa torna a música curta e mais dinâmica. Digamos que </span><i><span style="font-weight: 400;">Ama Sofre Chora</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um aperitivo. O prato principal mesmo é a dona do instrumental que fecha o clipe, dando a entender que se trata de um pedaço da próxima música de trabalho. </span><b>&#8211; Giovanne Ramos</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pabllo Vittar - Ama Sofre Chora (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7hZhmSmy8LU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20948" aria-describedby="caption-attachment-20948" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20948 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/j-balvin-7-de-mayo-800x800.jpg" alt="Capa do single 7 de Mayo, de J Balvin. A capa é composta por uma fotografia do artista enquanto criança. Ele, por volta de nove anos, está sentado num sofá com estampa étnica, na fentre de uma parede branca com enfeites pendurados. O menino sorri levemente e olha para a frente, vestindo uma camiseta com listras rosas e azuis, uma calça jeans e botas marrons. Ele segura uma mochila de couro marrom, encostada ao seu lado direito, e ao redor do seu pescoço, existe um cinto de couro marrom. No canto inferior direito da imagem, está a assinatura de J Balvin, numa fonte desenhada em caixa alta colorida em amarelo. No canto esquerdo da imagem, existe uma faixa preta que cria um fundo para um escrito do nome da música, em caixa alta e amarelo. Embaixo do nome e cercando toda a fotografia, existe um quadro preto que imita um filme de câmera antiga. Nesse quadro, na parte de cima, que está embaixo do nome da música, na vertical, está escrito Medellín, Colombia. Na parte de baixo do quadro, que está no canto esquerdo da imagem, existe o símbolo de 'play'." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/j-balvin-7-de-mayo-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/j-balvin-7-de-mayo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/j-balvin-7-de-mayo-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/j-balvin-7-de-mayo.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20948" class="wp-caption-text">O último lançamento de J Balvin é parte do documentário Boy From Medellín, que conta sua história de vida sob a direção do indicado ao Oscar Matthew Heineman na tela do Amazon Prime Video (Foto: UMG Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>J Balvin &#8211; 7 De Mayo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este foi o mês de comemorar o aniversário de um dos nomes mais importantes da Música latina. No dia 7 de maio, </span><a href="https://open.spotify.com/artist/1vyhD5VmyZ7KMfW5gqLgo5?si=8d4b00eb9fe24608"><span style="font-weight: 400;">J Balvin</span></a><span style="font-weight: 400;"> celebrou seus 36 anos com um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> intitulado com sua data de nascimento. Diferente do que se espera da estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">7 de Mayo</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma produção simples, destacando a habilidade letrista do artista com uma pincelada de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que condiz perfeitamente com a característica autobiográfica e íntima da canção, que integra trilha sonora do seu documentário </span><a href="https://www.amazon.com/Boy-Medell%C3%ADn-Matthew-Heineman/dp/B08Y9FJCXH"><i><span style="font-weight: 400;">The Boy From Medellín</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Abençoado pelo ícone da música latinoamericana Daddy Yankee, o nome de peso da indústria musical mundial abre portas para muitos outros artistas fora do domínio estadunidense e merece ser devidamente celebrado. Viva J Balvin! </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="J Balvin - 7 De Mayo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QKMg_HCa1tY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20960" aria-describedby="caption-attachment-20960" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20960 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-7-800x800.jpg" alt="otografia da capa do single Girl From Rio, da cantora Anitta. No centro está a cantora, uma mulher branca de cabelos castanhos e longos. Ela veste um maiô verde e uma blusa branca com o escrito “Garota do Rio”. A cantora está em pé, em cima de uma cadeira azul, em frente a um ônibus, que na parte superior está escrito “Girl From Rio”. O veículo está parado em uma praia no Rio de Janeiro. Na parte inferior da imagem, ao centro está escrito 'FEAT. DABAY', numa fonte em caixa alta, negrito e colorida em amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-7-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-7-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-7-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-7.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20960" class="wp-caption-text">Depois do sucesso global de seu último single Girl From Rio, com uma breve releitura de Garota de Ipanema, agora Anitta lançou um remix em parceria com o rapper DaBaby, visando mais alcance internacional (Foto: Mar + Vin)</figcaption></figure>
<p><b>Anitta e DaBaby &#8211; Girl From Rio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, Anitta lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://youtu.be/CuyTC8FLICY"><i><span style="font-weight: 400;">Girl From Rio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma nova versão em parceria com o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> norte-americano DaBaby, conhecido por seus sucessos </span><a href="https://youtu.be/4PDpVNKZgKg"><i><span style="font-weight: 400;">RockStar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/28hYUZMufDg"><i><span style="font-weight: 400;">BOP</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/KvuQNNVrbtM"><i><span style="font-weight: 400;">Suge</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e por trabalhar com outras grandes artistas, como </span><a href="https://open.spotify.com/track/20GrahbI4AzAOWxpYfDKkf?si=b52de5aa26104dc9"><span style="font-weight: 400;">Megan Thee Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/5nujrmhLynf4yMoMtj8AQF?si=c095e78cb8cf4a6c"><span style="font-weight: 400;">Dua Lipa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Buscando uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> diferente para a música, a cantora apostou em uma pegada mais </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, além, é claro, de investir na produção de um videoclipe. Gravado em estúdio, o vídeo apresenta os artistas cantando em frente a um telão, projetando o clipe da versão original da música, o que combina perfeitamente com o estilo bem descolado e ousado da cantora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A breve releitura que Anitta faz no início, da clássica canção </span><a href="https://open.spotify.com/track/2vTDA7mOYWtuduCylWfiFd?si=346a911b72a14a64"><i><span style="font-weight: 400;">Garota de Ipanema</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, logo sai dos tons de <em>bossa nova</em> e misturam-se com as batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, que contempla a nova imagem refeita da Garota, no contexto do Rio de Janeiro atual. Além de trechos mais voltados para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda ganhou versos inéditos cantados pelo norte-americano, o que deu um toque a mais para essa nova versão. Visando um maior alcance para o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, Anitta não apenas deseja com esse projeto o crescimento de sua carreira internacional, mas também levar a música brasileira para o mundo. </span><b>&#8211; Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Anitta - Girl From Rio (feat. DaBaby) [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hDIsGerqmas?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20919" aria-describedby="caption-attachment-20919" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20919 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ROSALIA-800x800.jpg" alt=" Capa do single Nothing's Special de Oneohtrix Point Never e ROSALÍA. Mostra uma tela, que lembra uma televisão, com as cores do arco-íris e uma luz branca na parte inferior ao centro. Ela é emoldurada por um fundo azul e tem , na parte superior em rosa claro, Oneohtrix Point Never e ROSALÍA. Logo abaixo se lê Nothing's Special na mesma cor." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ROSALIA-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ROSALIA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ROSALIA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ROSALIA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ROSALIA.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20919" class="wp-caption-text">O single é um remix da faixa homônima do Oneohtrix Point Never, do álbum Magic Oneohtrix Point Never (Foto: Warp Records)</figcaption></figure>
<p><b>Oneohtrix Point Never e ROSALÍA &#8211; Nothing&#8217;s Special</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe palavra melhor para definir o mais recente lançamento de </span><a href="https://open.spotify.com/artist/2wPDbhaGXCqROrVmwDdCrK?si=xeb0dyTHT5yxeCn8GHoTMg"><span style="font-weight: 400;">Oneohtrix Point Never</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pienso-en-tu-mira-critica/"><span style="font-weight: 400;">ROSALÍA</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OX98ZrVoaGw"><i><span style="font-weight: 400;">Nothing&#8217;s Special</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do que dor. Isso porque podemos perceber tal emoção rasgante na voz da cantora, tanto quanto conseguimos sentir isso em nossos próprios ouvidos. A mistura de um </span><a href="https://olhossiameses.wordpress.com/2015/07/28/o-que-e-cultura-pop-e-cultura-underground/"><i><span style="font-weight: 400;">pop underground</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com uma influência um tanto </span><a href="https://canaltech.com.br/musica/especial-o-que-e-musica-lo-fi-e-por-que-ela-explodiu-durante-a-pandemia-163834/"><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acaba por criar um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> que nos tortura e angustia, das formas mais negativas possiveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É realmente triste descrever uma obra de ROSALÍA como dolorosa nestes termos, mas aqui sua lamentação e pungência, tão bem trabalhadas em produções anteriores como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">El Mal Querer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fogem de controle para se perderem. E mesmo puxando essa influência da estética sonora conflitante, já consolidada por Oneohtrix Point Never que ainda traz influências de instrumentos clássicos asiáticos para a composição, isso não a torna mais tragável. Podendo, assim, ser vista não como uma falha de percurso na carreira de ambos, mas simplesmente como uma tentativa, que valeu a pena ser testada, mas acabou não saindo como o planejado.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Oneohtrix Point Never &amp; ROSALÍA - Nothing&#039;s Special (Official Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/OX98ZrVoaGw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20833" aria-describedby="caption-attachment-20833" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20833 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/JB-Marshmello-Nota-Musical-800x800.jpg" alt="Foto quadrada da divulgação da música &quot;Levar Before You Love Me&quot;, de fundo branco. Dentro de um quadrado, estão presentes as silhuetas do DJ Marshmello em pé (no lado esquerdo), seguidos de Nick Jonas, Joe Jonas e Kevin Jonas sentados num vagão de metrô. O banco é vermelho e amarelo. No canto inferior esquerdo, abaixo do quadrado e na parte branca, está escrito &quot;Leave Before You Love Me&quot; em letras maiúsculas, pretas e finas. Do lado, está escrito &quot;Marshmello X Jonas Brothers&quot; em letras maiúsculas, pretas e finas, de tamanho menor. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/JB-Marshmello-Nota-Musical-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/JB-Marshmello-Nota-Musical-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/JB-Marshmello-Nota-Musical-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/JB-Marshmello-Nota-Musical-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/JB-Marshmello-Nota-Musical.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20833" class="wp-caption-text">“Meus pneus estão à toda/Não tiro meu pé do acelerador/E só me levou uma noite/Para enxergar o fim da linha” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Marshmello e Jonas Brothers &#8211; Leave Before You Love Me</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de um currículo de parcerias com ex-estrelas </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cH4E_t3m3xM"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wAPlzt2L7wE"><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;"> Marshmello se apoia no </span><a href="https://personaunesp.com.br/jonas-brothers-retorno/"><span style="font-weight: 400;">retorno do Jonas Brothers</span></a><span style="font-weight: 400;"> para lançar uma música espetacular, daquelas que a gente nem sabia que precisava desse </span><i><span style="font-weight: 400;">feat </span></i><span style="font-weight: 400;">até ouvi-lo. </span><span style="font-weight: 400;">Depois de uma apresentação majestosa no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LjgNun7yAh4"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Music Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi divulgado de surpresa o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Leave Before You Love Me</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcado pela mudança de arranjos e de inspirações, o trio mostra o amadurecimento de suas canções. Juntamente com as batidas mais eletrônicas de Marshmello (bem próximo à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wXhTHyIgQ_U"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">), os vocais de Joe são o clímax de toda a música. Sem deixar de ser influenciado pela brilhante e marcante voz de Nick, Joe mostra seu merecido </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yy5nkChQ2E0"><span style="font-weight: 400;">potencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tem se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wzZWXrlDj-A"><span style="font-weight: 400;">aprimorado</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seus anos de carreira (orgulho!). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Christian Breslauer traz aquela recente sensação </span><a href="https://gazetaarcadas.com/2020/10/24/o-futuro-dos-anos-80-na-musica-pop-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">oitentista</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro de uma estação de metrô, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Uy4_C6Ev8S8"><span style="font-weight: 400;">cenário já visto em outro clipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> de ex-companheiros da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">. A falta de originalidade bateu na porta e o vídeo acabou sendo uma reciclagem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">fórmulas de sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, acaba sendo irônico (até mesmo engraçado) os irmãos cantarem sobre falta de compromisso de um amor de uma noite qualquer enquanto </span><a href="https://youtu.be/CnAmeh0-E-U"><span style="font-weight: 400;">todos</span></a><span style="font-weight: 400;"> estão casados, construindo uma família. Mesmo assim, a música remete aquele sentimento de playlists de viagem: dançante e contagiante, combo que oferece grandes feitos para os Jonas Brothers. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Marshmello x Jonas Brothers - Leave Before You Love Me (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hmUyEDG7Jy0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20744" aria-describedby="caption-attachment-20744" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1.png" alt="Fotografia da capa do single Runaway (Lvl.2), da cantora AURORA. No centro está a cantora, uma mulher branca de cabelos loiros e curtos, e olhos azuis. O lado direito do seu rosto está tapado pela franja do cabelo. E ela está vestindo um casaco marrom com um capuz felpudo também em tons de marrom e ocre. Na parte inferior pode-se ler “Runaway (Lvl.2)”, em negrito e cor amarelada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20744" class="wp-caption-text">Em comemoração aos 6 anos de Runaway, AURORA lançou novas versões da música de maior sucesso de seu disco All My Demons Greeting Me As A Friend (Foto: Decca Records)</figcaption></figure>
<p><b>AURORA &#8211; Runaway (Lvl.2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2016, a jovem cantora AURORA estreou no cenário musical com seu primeiro álbum gravado em estúdio, </span><a href="https://genius.com/albums/Aurora/All-my-demons-greeting-me-as-a-friend"><i><span style="font-weight: 400;">All My Demons Greeting Me As A Friend</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Levando sua voz angelical para além das terras norueguesas, AURORA continua até hoje encantando o público com suas composições que sempre buscam trazer um toque mais sentimental, e a importância da ligação humana com a natureza. Recentemente, a cantora tem caminhado para a produção de seu quarto álbum, mas nessa procura por inspiração, AURORA viu em seu disco </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><span style="font-weight: 400;">uma oportunidade de reencontrar as conexões que criou ao longo de suas produções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/music-for-the-fellow-witches-out-there-critica/"><span style="font-weight: 400;">pequenos projetos musicais</span></a><span style="font-weight: 400;"> em comemoração aos 5 anos de lançamento do álbum, não somente a cantora está renovando suas energias, como também seus fiéis ouvintes. Um dos atuais projetos, foi o lançamento de novas </span><a href="https://youtu.be/LsC50zJMlK4?list=PLZVH37VAsxC9TjmxriH9adr4pMTmd7f2f"><span style="font-weight: 400;">versões acústicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://youtu.be/d_HlPboLRL8"><i><span style="font-weight: 400;">Runaway</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que neste ano completa 6 anos desde seu lançamento. Outra novidade também foi o clipe de </span><a href="https://youtu.be/d4xcN4L0ST0"><i><span style="font-weight: 400;">Runaway &#8211;</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Tik Tok Fan Edition</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que é um compilado de gravações feitas por usuários da rede social usando o efeito que a faixa recebeu no aplicativo. Mesmo sem o lançamento de novas músicas, poder lembrar os maiores sucessos da cantora tem sido uma experiência incrível. </span><b>&#8211; Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="AURORA – Runaway (Tik Tok Fan Edition)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/d4xcN4L0ST0?list=PLZVH37VAsxC9TjmxriH9adr4pMTmd7f2f" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20941" aria-describedby="caption-attachment-20941" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20941" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/MPIF-CAPA-SINGLE.jpg" alt="Foto Montagem, granulada mostra da esquerda para a direita Tracie em alto contraste, com cabelos soltos, óculos de sol na cabeça e correntes douradas. De braços cruzados e relógio, ela veste top rosa chock esportivo com estampas geométricas brancas vazadas, da Adidas. Atrás de Tracie, bandeira branca com a logo da Pineapple Storm TV e natureza. Ao lado dela está Tasha, séria e apoiando a mão no ombro da irmã, separada por um efeito de recorte em papel. Tasha é mostrada em preto e branco, com o cabelo solto, correntes, anéis na mão e também usa top esportivo da Adidas, esse com o desenho clássico lateral das três listras. Atrás de Tasha, sobreposição com cachorros rosnando/latindo. No canto inferior central aparece a logo da Pineapple Storm Tv (ilustração que mistura o formato de um abacaxi e de um cérebro). Abaixo da logo, um degradê imitando papel num tom acinzentado se sobrepõe à fotomontagem das gêmeas. O fundo de tom acinzentado exibe o nome, o número da edição, e as artistas projeto “Perfil #86” - Tasha e Tracie, no canto inferior esquerdo. Já no canto inferior direito, aparecem o nome da música “MPIF - Mulher Preta Independente de Favela” e o nome do produtor, em letras menores abaixo “MU540”. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/MPIF-CAPA-SINGLE.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/MPIF-CAPA-SINGLE-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20941" class="wp-caption-text">Capa do single (Foto: Pineapple Storm Tv 2021)</figcaption></figure>
<p><b>Tasha e Tracie &#8211; Perfil #86 MPIF &#8211; Mulher Preta Independente de Favela</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">MPIF &#8211; Mulher Preta Independente de Favela</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o que dá nome e cara ao primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> das gêmeas Tasha e Tracie de 2021,  além de ser também o título do </span><a href="https://www.instagram.com/mpifposse/"><span style="font-weight: 400;">coletivo de empresárias</span></a><span style="font-weight: 400;"> co-idealizado por elas. A música e o clipe, fazem parte do projeto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rkm5p7cwOd8&amp;list=PL2q6adg2mTiTAV7UgQB03RJaujGSw__Fc"><span style="font-weight: 400;">Perfil</span></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">PineappleStormTV </span></i><span style="font-weight: 400;">no YouTube</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Em linha com todo o seu  trabalho dentro e fora da cena musical, desde o movimento</span> <a href="http://expensiveshitt.blogspot.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Expensive $hit</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que incorpora </span><i><span style="font-weight: 400;">blog</span></i><span style="font-weight: 400;">, discotecagem e brechó, e começou em 2014, até o pesadíssimo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://open.spotify.com/album/5cpVSXfVQFeAqWlOBenLMJ?si=Kxd_3xOpQ6uTCqOoH3hbnA&amp;nd=1"><i><span style="font-weight: 400;">ROUFF</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no qual estrearam no </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2019, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> com produção de MU540, lançado em 12 de maio, figura como mais uma pedrada</span> <span style="font-weight: 400;">da dupla.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">MPIF,</span></i><span style="font-weight: 400;"> as gêmeas transitam pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">rap funk </span></i><span style="font-weight: 400;">com pinceladas de </span><i><span style="font-weight: 400;">drill,</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem desperdiçar uma linha, e fazem o refrão “</span><i><span style="font-weight: 400;">Gosto de whisky, de Buchanan&#8217;s, gosto de lupa e lente roxa/Gosto de baile, de unha branca, culpa, eu gosto na minha conta”, </span></i><span style="font-weight: 400;">grudar na mente. </span><a href="https://youtu.be/bOp0k3DZ-OE"><span style="font-weight: 400;">Agressivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> como sempre e afiadas como nunca,  à medida que o </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> evolui, Tasha e Tracie narram a sua trajetória: falam da família, dos </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;">, do Jardim Peri, bairro periférico da Zona Norte de SP onde cresceram, e acima de tudo do seu sucesso, </span><i><span style="font-weight: 400;">com razão</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A habilidade de carregar as letras de indiretas e alusões nem sempre explícitas, e transicionar por diferentes </span><i><span style="font-weight: 400;">flows</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem perder a essência, dureza e o impacto nas rimas, é algo que </span><a href="https://rapcru.blogosfera.uol.com.br/2019/12/19/tasha-tracie-e-ashira-atacam-com-o-anacronico-rouff/"><span style="font-weight: 400;">Tasha e Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre fizeram, mas que fica absurdamente evidente em </span><i><span style="font-weight: 400;">MPIF</span></i><span style="font-weight: 400;">. A música começa sombria e lenta, mas deslancha depois do segundo verso, que antecede a ponte no </span><i><span style="font-weight: 400;">beat </span></i><span style="font-weight: 400;">clássico do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">paulista e referência brilhante ao </span><a href="https://kondzilla.com/m/mc-zoi-de-gato-o-cara-que-nao-queria-buxixo-so-queria-dinheiro"><span style="font-weight: 400;">MC Zóio de Gato</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não quero buchicho, eu só quero dinheiro /E se a base colar”. </span></i><span style="font-weight: 400;">No clipe, as gêmeas dançam, fazem careta e saem de cena, mas seguem tranquilas, ao explodir nas linhas: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Nós escreve as rima que esses cara fala: &#8220;Por que eu não escrevi?&#8221;/Tasha e Tracie mais uma vez tranquilas/Desempregando, desempregando fracos MC&#8217;s”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"> No primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do ano, Tasha e Tracie provam que estão só começando, e </span><i><span style="font-weight: 400;">não vão pedir desculpas por trilhar esse caminho</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Andrezza Marques</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Perfil #86 - Tasha e Tracie - MPIF (Prod. Dj MU540)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/e2WJn6yTr0o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20949" aria-describedby="caption-attachment-20949" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20949 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/coldplay-higher-power-800x800.jpg" alt="Capa do single Higher Power, de Coldplay. A imagem é composta por um fundo degradê que começa em cima com um preto e termina embaixo com um azul escuro. Sob este fundo, existe um círculo formado por ícones de pássaros num tom de rosa neon. No canto esquerdo da imagem, numa linha horizontal, em cima, estão mais ícones de símbolos no tom de rosa neon, sendo estrelas, um triângulo dividido em três, o símbolo do infinito, o símbolo de um núcleo celular, e uma espiral. No meio dessa linha no lado esquerdo da imagem, está o nome do single, Higher Power, em caixa alta numa fonte serifada e num tom de rosa neon. Embaixo, está escrito Coldplay, na mesma estilização." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/coldplay-higher-power-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/coldplay-higher-power-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/coldplay-higher-power-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/coldplay-higher-power.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20949" class="wp-caption-text">Porque, meu Deus?! De novo, Coldplay insiste na intragável música colorida e eletrônica que sufoca o potencial da banda (Foto: Parlophone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Coldplay &#8211; Higher Power</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Altos e baixos e surpresas boas e decepções constroem a vida do público de Coldplay. Se </span><a href="https://personaunesp.com.br/everyday-life-coldplay-critica/"><span style="font-weight: 400;">o último álbum da banda</span></a><span style="font-weight: 400;"> possibilitou muitos caminhos promissores, conexões com o contexto social atual e um sinal ao retorno de suas raízes tão preciosas, o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> da nova era não poderia ser mais frustrante. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-B7jMljhbk"><i><span style="font-weight: 400;">Higher Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega em vestes futuristas, sonoridade eletrônica e enfeitado com hologramas, quando a última coisa que os sobreviventes do último ano desejam é estabelecer qualquer tipo de contato intermediado por tecnologias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E num tempo bom, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0RHX9XECH8IVI3LNgWDpmQ?si=08DGHY04S36HAU4ltpsDqA"><span style="font-weight: 400;">Coldplay produziu arte sincera que olha no olho como ninguém</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas agora insiste em se esbaldar na megalomania quando a sensibilidade, proximidade, sinceridade e as coisas mais simples possíveis são nossas maiores carências. </span><i><span style="font-weight: 400;">Higher Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma triste mancha na carreira da banda que joga pela janela tudo o que Coldplay construiu com </span><a href="https://open.spotify.com/album/2FeyIYDDAQqcOJKOKhvHdr?si=5RvFDpuLTW-raWYMOP_wtg"><i><span style="font-weight: 400;">Everyday Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, provocando um tombo estratosférica para a confiança que a banda conquistou de seus fãs nos últimos meses. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Coldplay - Higher Power (Official Audio // Extraterrestrial Transmission)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gXgf5smLEgQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20961" aria-describedby="caption-attachment-20961" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20961 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-4-3-800x800.jpg" alt="Fotografia da capa do single cover Cowboy Fora da Lei, do cantor Gabeu. No centro está o cantor, um homem branco de cabelos castanhos e curtos. Ele está vestindo uma camisa e luvas com estampa de couro de vaca, e detalhes em rosa. Também está vestindo um chapéu de cowboy branco e usando maquiagem em tons de rosa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-4-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-4-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-4-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-4-3.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20961" class="wp-caption-text">Preparando-se para o lançamento do primeiro álbum de sua carreira, Gabeu vem novamente revolucionar o cenário musical com o cover queernejo do single Cowboy Fora da Lei, de Raul Seixas (Foto: Sillash)</figcaption></figure>
<p><b>Gabeu &#8211; Cowboy Fora da Lei</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua infância e adolescência, Gabriel Felizardo tentou fugir o quanto pode do <em>sertanejo</em>. Sendo filho de um dos maiores nomes do gênero, o cantor </span><a href="https://open.spotify.com/artist/33NrinbbEctw1wsdKNgZeZ"><span style="font-weight: 400;">Solimões</span></a><span style="font-weight: 400;">, da dupla com </span><a href="https://open.spotify.com/artist/33NrinbbEctw1wsdKNgZeZ"><span style="font-weight: 400;">Rio Negro</span></a><span style="font-weight: 400;">, o jovem enxergava o fato de ser gay como um empecilho, por conta do preconceito e falta de representação que há nesse cenário. Mas, em certo momento, foi tamanha a indignação de Gabriel, que o motivou a buscar essa revolução pela presença de vozes LGBTQI+ no <em>sertanejo</em>. Hoje, aos 21 anos, Gabeu, nome artístico do cantor, é um dos grandes precursores do chamado </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2020/08/queernejo-movimento-lgbtqia-quer-transformar-o-sertanejo-e-a-musica-no-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um movimento musical sertanejo que pretende trazer representatividade e transformação em toda a indústria musical brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estando na produção do primeiro álbum de sua carreira, Gabeu recentemente acaba de lançar um <em>cover</em> de uma das clássicas canções do cantor </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/"><span style="font-weight: 400;">Raul Seixas</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/3Ob98mJElVwt9PwhuFqtIP?si=0fe8c988da774142"><i><span style="font-weight: 400;">Cowboy Fora da Lei</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A releitura do artista ganhou um toque diferenciado graças a mistura de elementos do <em>sertanejo</em>, </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e leves batidas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, que tomam ainda mais destaque com o figurino e cenário usados no videoclipe. Já contando com dois </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/0U-CxqgzCPU"><i><span style="font-weight: 400;">Amor Rural</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/PZVaOifIHAM"><i><span style="font-weight: 400;">Sugar Daddy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Gabeu veio mais uma vez mostrar que através da música podemos ultrapassar barreiras e quebrar paradigmas impostos pela sociedade que perpetuam preconceitos e discriminações. </span><b>&#8211; Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gabeu - Cowboy Fora da Lei (Video Performance)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/95OG3B_efl0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20977" aria-describedby="caption-attachment-20977" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20977 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/feel-something-800x800.jpg" alt="Capa do single Feel Something, do cantor Joshua Bassett. A capa é formada por uma porção de fotografias sobrepostas do cantor. A central tem ele, branco, jovem e de camisa branca, blusa azul e calça jeans, deitado na rua em cima de uma faixa de pedestres. No canto inferior esquerdo, existe um selo rosa com JOSHU BASSET em fonte estilizado preta, e Feel, em letra cursiva acima de JOSHUA, e Something, na mesma fonte, abaixo de BASSETT." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/feel-something-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/feel-something-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/feel-something-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/feel-something-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/feel-something-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/feel-something.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20977" class="wp-caption-text">Deixa o garoto brincar! (Foto: Warner Records Inc.)</figcaption></figure>
<p><b>Joshua Bassett &#8211; Feel Something</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YU_TpcGdSIM"><span style="font-weight: 400;">impulsividade pulsa </span><i><span style="font-weight: 400;">Feel Something</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de Joshua Bassett que parece esquecer o recém-lançado </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">. O cantor escolheu liberar a música na janela em que </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: The Musical: The Series</span></i><span style="font-weight: 400;"> exibe a </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,serie-de-high-school-musical-estreia-2-temporada-apos-protagonistas-ganharem-status-de-estrelas,70003711388"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, ajudando no</span><i><span style="font-weight: 400;"> hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> do artista, além de sua curta duração ser sinônimo de mais repetições nos aplicativos de </span><i><span style="font-weight: 400;">streams</span></i><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito mais marcante que as canções que compõem o </span><i><span style="font-weight: 400;">Extended Play</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Feel Something</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra o lado brincalhão e imaturo de Bassett, comumente obscurecido pelo garoto faminto de amor. No mesmo mês em que </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/05/4923911-ator-joshua-bassett-desabafa-sobre-a-propria-sexualidade-escolhi-o-amor.html#:~:text=O%20ator%20Joshua%20Bassett%2C%20de,redes%20sociais%20fazer%20um%20desabafo.&amp;text=Sem%20se%20assumir%20gay%20nem,me%20falaram%20sobre%20minha%20sexualidade."><span style="font-weight: 400;">se assumiu </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(e foi questionado sobre o episódio), Joshua nos agracia com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B1cyhKVI47o"><span style="font-weight: 400;">o melhor trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Anyone Else</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Joshua Bassett - Feel Something (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YU_TpcGdSIM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20803" aria-describedby="caption-attachment-20803" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20803 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/our-song-800x800.jpg" alt="Capa do single Our Song. Mostra Anne-Marie, mulher branca de cabelos rosas e soltos, com um vestido branco e brincos de flores brancas grandes, e Niall Horan, homem branco de cabelos castanhos claros curtos, terno marrom e camisa branca. Eles estão em uma floresta. A imagem está dentro de um retângulo branco que imita uma polaroide sobre um fundo verde no qual está escrito Our Song, Anne-Marie e Niall Horan em verde escuro na parte inferior." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/our-song-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/our-song.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/our-song-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/our-song-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20803" class="wp-caption-text">“Bem quando eu acho que você se foi, escuto nossa canção no rádio/Simples assim, me faz lembrar dos lugares que costumávamos ir” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Anne-Marie e Niall Horan &#8211; Our Song</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> A mais recente parceria de Anne-Marie, conhecida por músicas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jzD_yyEcp0M"><i><span style="font-weight: 400;">FRIENDS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=papuvlVeZg8"><i><span style="font-weight: 400;">Clean Bandit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pode ser descrita como uma bela e sedutora nativa ao melhor estilo </span><a href="https://observador.pt/2018/08/13/bonnie-e-clyde-a-verdadeira-historia-do-dia-em-que-o-romeu-e-julieta-do-crime-foram-apanhados/"><span style="font-weight: 400;">Bonnie e Clyde</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao lado de </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-direction-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Niall Horan</span></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora equilibra história, eu-lírico e sonoridade, nos deixando sempre com um gostinho de quero mais. Através de uma música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chiclete e uma estética bem marcada por sua inspiração já citada, somos cativados por </span><a href="https://open.spotify.com/track/5zqObw7wjBgL9TDiAymxPn?si=aed992d85b5c4106"><i><span style="font-weight: 400;">Our Song</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como se a música fosse realmente nossa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é nem preciso falar que as vozes de Horan e Anne-Marie combinam, pois parece que foram feitas para estarem juntas. Sendo sinceros em manter os estilos próprios impressos na faixa, que caberia perfeitamente no </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartbreak-weather-critica/"><span style="font-weight: 400;">último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de qualquer um dos dois, nos vemos viciados em sua construção que se torna ainda mais preciosa com o clipe que a acompanha. E é cometendo crimes que o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">rouba um lugar em nossas </span><i><span style="font-weight: 400;">playlists</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Anne-Marie &amp; Niall Horan - Our Song [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/2Z8L4Qed8F8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20834" aria-describedby="caption-attachment-20834" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20834" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Onze-20-Nota-Musical.jpg" alt="Foto quadrada de divulgação da música &quot;Mil Vidas&quot;, do Onze:20. O cenário é uma praia, com morros altos, ao pôr do sol. Na parte superior da imagem, está escrito &quot;Onze 20&quot; em letras brancas e maiúsculas. No centro da imagem, em pé na areia da praia, estão os integrantes da banda Onze:20, Marlos Vinicius, Victor Hugo (Vitin), Chris Baumgratz, Fábio Mendes, Athos Santos e Fábio Barroso, respectivamente. Marlos segura um baixo e Chris um violão. Na parte inferior da foto, está escrito &quot;Mil Vidas&quot; em letras cursivas, num degradê crescente e vertical do amarelo ao vermelho. As letras possuem um contorno branco. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Onze-20-Nota-Musical.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Onze-20-Nota-Musical-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20834" class="wp-caption-text">“Se sonhar é um ponto a favor/Essa noite eu sonhei com você” (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Onze:20 &#8211; Mil Vidas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem não anseia por um ponto de esperança em meio a esse caos, não é mesmo? Sentar à beira da praia com os amigos, ouvir o mar a uma distância de pés de você, comemorar uma nova fase da sua vida. Essa sensação de calmaria e de leveza é o que acompanha </span><i><span style="font-weight: 400;">Mil Vidas </span></i><span style="font-weight: 400;">da banda Onze:20, uma serenidade acústica que muitos precisam ultimamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a mesma linha de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NcPtnX_7PrM"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Lugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas permanecendo num </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae </span></i><span style="font-weight: 400;">ritmado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mil Vidas</span></i><span style="font-weight: 400;"> compartilha o companheirismo, o amor e a leveza que Onze:20 sempre demonstrou com seus </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4--oAEWwgyU"><span style="font-weight: 400;">clipes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mantendo aquele ar de vídeos caseiros e mais íntimos, sem grandes feitos cinematográficos, os integrantes constroem harmonias que correspondem à mansidão de uma música bem praieira. Num clima bem ensolarado, cantam mensagens positivas, acerca de amor e acolhimento. Nada mais efetivo para os momentos introspectivos e difíceis que passamos por esses meses. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Onze:20 - Mil Vidas [Clipe Oficial]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CHZQ8JRrxIk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20988" aria-describedby="caption-attachment-20988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/aespa-next-level.jpg" alt="Capa do single Next Level, do grupo aespa. Na imagem, o quarteto aespa. No centro a integrante Karina (direita) com blusa, casaco e short marrons e a integrante Winter (esquerda) com blusa verde e saia marrom, ambas coreanas. No canto direito a integrante Giselle, coreana de ascendência japonesa, cabelo castanho, blusa de mangas longas verdes e calça marrom. No canto esquerdo NingNing, chinesa e de cabelo vermelho com vestido verde. No centro o nome do grupo na cor cinza metálico e no topo centralizado o Next Level escrito em branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/aespa-next-level.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/aespa-next-level-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20988" class="wp-caption-text">O comeback do grupo não tem meio termo, é amor ou ódio; mas um fato é inegável: a música é uma viagem (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>aespa &#8211; Next Level</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> aespa debutou em novembro do ano passado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">SM Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores empresas sul-coreanas e responsável por uma série de pioneirismos no gênero. Como esperado, o quarteto carrega o experimentalismo musical que a empresa propagou anteriormente em outros grupos como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4j7Umwfx60Q&amp;ab_channel=SMTOWN"><span style="font-weight: 400;">f(x)</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YBnGBb1wg98&amp;ab_channel=SMTOWN"><span style="font-weight: 400;">Red Velvet</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3UGMDJ9kZCA&amp;ab_channel=SMTOWN"><span style="font-weight: 400;">NCT</span></a><span style="font-weight: 400;">, e com </span><i><span style="font-weight: 400;">Next Level</span></i><span style="font-weight: 400;">, sucessor do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZeerrnuLi5E"><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de estreia das meninas, não foi diferente. A música faz com que os outros grupos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_X3r09dgbQg"><span style="font-weight: 400;">novatos</span></a><span style="font-weight: 400;"> pareçam básicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção não é totalmente original, na verdade, se trata de uma regravação adaptada exclusivamente para o grupo. Originalmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Next Level</span></i><span style="font-weight: 400;"> é interpretada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GTKm0mnZgp8"><span style="font-weight: 400;">A$ton Wyld</span></a><span style="font-weight: 400;"> e faz parte da Trilha Sonora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, o toque do produtor Yoo Young-jin remodelou a música, fazendo dela uma viagem mesclada em </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">dance </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> upbeat-jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">. Literalmente, é como se fossem várias músicas em uma só e com transições bem definidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é a primeira vez que algo assim acontece no </span><i><span style="font-weight: 400;">k-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. As suas veteranas da mesma empresa, Girls’ Generation, há 8 anos eram elogiadas pela crítica por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wq7ftOZBy0E&amp;ab_channel=SMTOWN"><i><span style="font-weight: 400;">I Got a Boy</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">A música mescla no mínimo três gêneros e seções diferentes e foi nomeada como <em>“</em></span><em><a href="https://www.latimes.com/entertainment/music/la-xpm-2013-jan-04-la-et-ms-girls-generation-i-got-a-boy-20130105-story.html"><span style="font-weight: 400;">alegremente caótica</span></a></em><span style="font-weight: 400;"><em>”</em>. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next Level</span></i><span style="font-weight: 400;"> não superou a genialidade das antecessoras, mas certamente deu um passo à frente saindo da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=793qkhsYhjU"><span style="font-weight: 400;">mesmice</span></a><span style="font-weight: 400;"> que domina os grupos femininos. A partir de hoje, um gênero por música é pouco. </span><b>&#8211; Giovanne Ramos</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="aespa 에스파 &#039;Next Level&#039; MV" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4TWR90KJl84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20830" aria-describedby="caption-attachment-20830" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vidasnegrasimportam.jpg" alt="Capa de Vidas Negras Importam. A arte é bege com borda amarelo escuro. No centro, doze desenhos do perfil de pessoas negras, em quatro diferentes tons. No canto superior do quadrado, Martinho da Vila está escrito em letras maiúsculas e nas mesmas cores dos desenhos, assim como Vidas Negras Importam, que está no canto inferior." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vidasnegrasimportam.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vidasnegrasimportam-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/vidasnegrasimportam-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20830" class="wp-caption-text">“O preconceito/Sem respeito nos separa/Porque tenho a pele negra/E você a pele clara” (Foto: Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Martinho da Vila &#8211; Vidas Negras Importam</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O assassinato de </span><a href="https://brasil.elpais.com/noticias/george-floyd/"><span style="font-weight: 400;">George Floyd</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 25 de maio por um policial de Minneapolis despertou um dos maiores movimentos sociais nos Estados Unidos e no mundo. O </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/06/03/black-lives-matter-conheca-o-movimento-fundado-por-tres-mulheres.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Black Lives Matter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que já existia, ganhou força como debate contra a violência e morte de pessoas negras. E, aqui no Brasil, o sambista </span><a href="http://martinhodavila.com.br/"><span style="font-weight: 400;">Martinho da Vila</span></a><span style="font-weight: 400;"> se junta ao compositor </span><span style="font-weight: 400;">Noca da Portela</span><span style="font-weight: 400;"> para trazer o tão importante assunto à tona na música </span><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Negras Importam</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada no dia 13.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu </span><a href="https://fb.watch/5GmW-IsljG/"><i><span style="font-weight: 400;">Facebook</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Martinho contou que gravou a música em capela, batucando em uma caixa de fósforos. Ainda em um período de pandemia, o cantor percebeu que não havia a necessidade de ir ao estúdio. Então mandou a gravação para seus produtores, que harmonizaram e adicionaram violão. Mesmo de longe, a equipe conseguiu construir uma faixa coerente e completamente necessária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-IusmZFN_4w"><i><span style="font-weight: 400;">Lyric Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> postado em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como na capa do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, desenhos mostram a diversidade de tons, cabelos e características do povo preto. Todos os detalhes visuais junto a uma letra simples discutem o racismo de uma forma que apenas o escritor e compositor engajado em </span><a href="http://martinhodavila.com.br/biografia/movimentos-negros/"><span style="font-weight: 400;">causas negras</span></a><span style="font-weight: 400;"> há anos conseguiria fazer.</span> <b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Martinho Da Vila - Vidas Negras Importam (Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-IusmZFN_4w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20844" aria-describedby="caption-attachment-20844" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20844 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1WMM08WUAE-QF5-800x800.jpg" alt="Foto da capa do single ‘Heartbreak Anthem’. A imagem tem um fundo preto e ao centro um coração formado por uma corrente colorida. Dentro da corrente, há asas, também coloridas. No canto superior esquerdo, está escrito ‘GALANTIS DAVID GUETTA &amp; LITTLE MIX’ e no canto inferior esquerdo está escrito ‘HEART-BREAK ANTHEM’. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1WMM08WUAE-QF5-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1WMM08WUAE-QF5-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1WMM08WUAE-QF5-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1WMM08WUAE-QF5-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1WMM08WUAE-QF5-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/E1WMM08WUAE-QF5.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20844" class="wp-caption-text">Little Mix entra na “fórmula David Guetta” atrás de um hit de verão (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Galantis, David Guetta e Little Mix &#8211; Heartbreak Anthem </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dias de glória do Little Mix estão de volta! Depois do brilhante lançamento da nova versão de </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-abril-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Confetti</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, elas fizeram história ao se tornar a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">girlgroup </span></i><span style="font-weight: 400;">britânica ao levar para casa o machista troféu do </span><a href="https://www.instagram.com/tv/COxEyuCBAj6/?utm_source=ig_web_copy_link"><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, as </span><a href="https://www.instagram.com/p/COc8hnbh7M2/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">futuras mamães britânicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> se personificaram mais uma vez em busca do </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do verão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa vez, dando voz a parceria dos renomados </span><i><span style="font-weight: 400;">DJs</span></i><span style="font-weight: 400;"> David Guetta e Galantis, Jade Thirlwall, Leigh-Anne Pinnock e Perrie Edwards mostram o talento vocal em </span><a href="https://open.spotify.com/track/5K6Ssv4Z3zRvxt0P6EKUAP?si=a2a6f88e613149fe"><i><span style="font-weight: 400;">Heartbreak Anthem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém dentro de uma composição eletrônica já conhecida. A batida da música é característica do francês, porém com algumas inovações dos suecos. A música, portanto, está dentro da fórmula perfeita para bombar no verão do Hemisfério Norte, porém ainda decai quando o assunto é a divulgação da </span><i><span style="font-weight: 400;">girlgroup </span></i><span style="font-weight: 400;">dentro do país norte-americano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da música “comum”, porém, o Little Mix trouxe a inovação no clipe. Mesmo com </span><a href="https://www.instagram.com/p/COsS7zchUk5/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">⅔ grávidas</span></a><span style="font-weight: 400;">, elas conseguiram entregar um visual impecável para o vídeo. Ao trazer a estética circense, elas surpreenderam com as extravagantes perucas e roupas, no estilo dos habitantes da capital de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-o-final-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartbreak Anthem</span></i><span style="font-weight: 400;">, está pronto para abrir, portanto, aquilo que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=15-vLIZ_2mU"><i><span style="font-weight: 400;">Confetti</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> iniciou: uma nova era renovada e brilhante das misturinhas. </span><b>&#8211; Larissa Vieira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Galantis, David Guetta &amp; Little Mix - Heartbreak Anthem (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HIv3ClkEhrA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20962" aria-describedby="caption-attachment-20962" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20962 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-5-800x800.jpg" alt="Capa do single Sinfonia do Corpo, de Jup do Bairro. Arte surrealista em moldura quadrada, com fundo branco. Ao centro está Jup do Bairro, mulher negra com cabelos pretos e longos dreads. Ela está nua, suspensa no ar, olhando para frente com um semblante sério. O seu corpo, dos ombros para baixo, começa a se distorcer e se envergar até que ganhe formas de diversos instrumentos musicais, também deformados, em seu centro e em suas extremidades. Tanto do seu lado direito quanto do esquerdo são projetadas duas sombras distorcidas e espelhadas de Jup, em preto e branco, com seus dreads agora tomando a forma de linhas de partitura. No canto inferior esquerdo, vê-se uma etiqueta em cinza, que apresenta em seu centro os dizeres: “Jup do Bairro em Sinfonia do Corpo”. Mais abaixo, lê-se “8:42 Prod. Badsista” e “Arte por Moxca”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-5-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-5-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-5-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/IMAGEM-1-5.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20962" class="wp-caption-text">Sinfonia do Corpo, novo single de Jup do Bairro, é visceral, sensível e necessário (Foto: João Mosca)</figcaption></figure>
<p><b>Jup do Bairro &#8211; Sinfonia do Corpo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Jup do Bairro trata muito da experiência do corpo, e nem poderia ser diferente. Quando se habita um corpo como o que Jup habita, um que é constantemente julgado, violentado, marginalizado, sentenciado e hostilizado, não há como ignorá-la. E ela não ignora. Em 2020, recebemos o apoteótico </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/1iGbtqB3ULW5rB32fivm8e?si=bK5jJ2oEQry-YJVf6B0zfw"><i><span style="font-weight: 400;">CORPO SEM JUÍZO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> toma conta de suas narrativas, retoma o poder sobre seu corpo e o reafirma da forma mais transgressora possível. A capa é um </span><i><span style="font-weight: 400;">close </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu corpo, suas marcas e suas cicatrizes, evidenciando o caráter vulgar do trabalho. O resultado é um grito de autoafirmação e autoestima, individual e coletiva, que ecoa e confronta rígidas estruturas de poder. Além disso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das peças musicalmente mais interessantes do ano passado. A produção da </span><a href="https://www.instagram.com/badsista_/"><span style="font-weight: 400;">BadSista</span></a><span style="font-weight: 400;"> experimenta desde uma ambiência cinematográfica de timbres eletrônicos em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iyZ2PB8vZik"><i><span style="font-weight: 400;">TRANSGRESSÃO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até instrumentais de <em>punk rock</em> na poderosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0bwMv6KF4tM"><i><span style="font-weight: 400;">PELO AMOR DE DEISE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sonoridade diversa e múltipla, assim como as vivências corpóreas que Jup desvela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, em 2021, ela toma o caminho inverso. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">CORPO SEM JUÍZO</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrava uma Jup afrontosa e resiliente, em seu último </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://genius.com/Jup-do-bairro-sinfonia-do-corpo-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Sinfonia do Corpo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela abre suas feridas e se permite vulnerável quanto aos seus conflitos com seu corpo. BadSista retorna para produzir essa faixa, entregando um instrumental minimalista, que trabalha com pouquíssimos elementos sonoros, para assim dar liberdade para que a voz carregada da artista preencha os espaços vazios com sua poesia visceral. Na letra, ela aborda lírica e alegoricamente as dores de sua experiência particular como mulher preta, trans e gorda, e o fardo, que ela inevitavelmente carregará, da luta de todas que vieram antes. Por muitas vezes ela abraça a contradição, demonstrando fraqueza e desesperança, ao passo que nunca deixa de levantar e se posicionar ativamente: mesmo que ela sinta fome, ela vai falar que está com fome, não importa o quanto incomode. Como a própria Jup do Bairro </span><a href="https://www.instagram.com/p/CPL0NQZnmhP/"><span style="font-weight: 400;">admite</span></a><span style="font-weight: 400;">, essa talvez seja a composição mais íntima de sua discografia até aqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a canção ainda acompanhou o lançamento de, como a Jup decidiu nomear, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aTI8iGxaoCo"><span style="font-weight: 400;">clipe-poesia</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde ela retrata de forma crua, intimista e artística a sua rotina habitual, em contraste à sua figura pública. Ela confronta esses signos, os colocando lado a lado e questionando a veracidade de nossas imagens dentro dos espaços das redes sociais. Sendo assim, a cantora também tece uma crítica às expectativas desumanizantes depositadas a corpos periféricos: não é permitido fragilidade, tristeza, instabilidade; é necessário que o tempo todo você transpareça força, ânimo, empoderamento; não lhe é permitido errar, aprender; lhe resta apenas a perfeição ou o abandono. E como essa lógica é extremamente violenta para corpos que já sofrem imposições e opressões sistemáticas, e que ainda precisam lidar com os mesmos problemas com aqueles que deveriam ser amparo e socorro. Por fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sinfonia do Corpo</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta nuances que dois ou três parágrafos escritos por um homem cis jamais conseguiriam suprir. Então, eu finalizo dizendo: ouçam Jup do Bairro, apenas. </span><b>&#8211;</b> <b>Enrico Souto</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jup do Bairro - Sinfonia do Corpo (Official Music Vídeo)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/aTI8iGxaoCo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20845" aria-describedby="caption-attachment-20845" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Katy-Perry.jpg" alt="Capa do single Electric, de Katy Perry. Sobre uma paisagem verde, Katy Perry aparece do tronco para cima. Ela veste um casaco de crochê com linhas coloridas em branco, amarelo, vermelho e preto. Ela usa grandes brincos prateados em desenho circular e um colar prata. Katy é uma mulher branca de cabelos loiros e longos que balançam com o vento. Sua expressão é serena. Uma tipografia amarela revela o nome ‘Katy Perry’ e, abaixo, ‘Electric’ em vermelho. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Katy-Perry.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Katy-Perry-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20845" class="wp-caption-text">No aniversário de 25 anos de Pokémon, Katy não comemora (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><b>Katy Perry &#8211; Electric </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo bem, talvez seja hora de assumir: Katy Perry não é mais relevante como antes. Depois de anos de baixo desempenho comercial e álbuns decepcionantes, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m5Hel36qrFI&amp;ab_channel=KatyPerryVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">baby blue</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nem existe mais no imaginário do público. Apesar disso, Katy ainda tenta garantir seu espaço na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e dessa vez, é com o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Trilha Sonora de </span><a href="https://25.pokemon.com/en-us/"><span style="font-weight: 400;">aniversário de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pokémon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Electric</span></i><span style="font-weight: 400;">. Junto com os veteranos </span><a href="https://www.discogs.com/pt_BR/artist/3403320-The-Monsters-Strangerz"><span style="font-weight: 400;">The Monsters &amp; Strangerz</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela repete sua fórmula nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">eletropop</span></i><span style="font-weight: 400;"> mediano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caindo facilmente na categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">faixas pop acessíveis para a família</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Electric</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode não impressionar, mas entrega o que propõe: uma faixa comercial sobre positividade e superação. A canção não encanta como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZNra8eK0K6k&amp;ab_channel=DisneyMusicVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">How Far I’ll Go</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gIOyB9ZXn8s&amp;ab_channel=DisneyMusicVEVODisneyMusicVEVOVerificado"><i><span style="font-weight: 400;">Into the Unknown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas também não é intragável como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZbZSe6N_BXs&amp;ab_channel=JustinTimberlakeJustinTimberlakeCanaloficialdoartista"><i><span style="font-weight: 400;">Happy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ru0K8uYEZWw&amp;ab_channel=justintimberlakeVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Can’t Stop the Feeling</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como os últimos anos da carreira de Katy, </span><i><span style="font-weight: 400;">Electric </span></i><span style="font-weight: 400;">é interessante, mas não o suficiente. </span><b>&#8211;</b> <b>Laís David</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Katy Perry - Electric" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ojpTpT5i-PI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20920" aria-describedby="caption-attachment-20920" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ikow.jpg" alt="Capa do single I Know I'm Funny haha. Mostra as mãos de uma mulher branca, que usa uma blusa de mangas compridas azul escura, segurando uma cartela de adesivos redondos e vermelhos com os dizeres “haha” em preto. No topo da cartela podemos ver o nome da música em preto e o nome de Faye Webster no canto inferior direito. Ela está destacando o adesivo da extremidade superior direita da cartela." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ikow.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/ikow-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20920" class="wp-caption-text">I Know I&#8217;m Funny haha é também o nome do próximo álbum que Webster irá lançar, com 11 faixas, no dia 25 de junho (Foto: Secretly Canadian)</figcaption></figure>
<p><b>Faye Webster &#8211; I Know I&#8217;m Funny haha</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É com um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que passa raspando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> tradicionalmente americano que </span><a href="https://open.spotify.com/artist/5szilpXHcwOqnyKLqGco5j?si=P9QM4QrcSCGZHqPNi6eB1A"><span style="font-weight: 400;">Faye Webster</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrega o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=gmuNjoR8jUI"><i><span style="font-weight: 400;">I Know I&#8217;m Funny haha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Simples mas ainda assim muito imersiva, a música consegue nos conquistar por ser uma balada despretensiosa que se mantém com uma personalidade forte, fazendo com que ela se destaque em meio a tantas mesmices que escutamos por aí. E isso se dá graças a cantora, que consegue nos trazer para sua perspectiva e contar sua fração da história sem que tudo pareça uma simples narração impessoal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo um lirismo ácido, que anda pela linha tênue entre a tragédia e a comédia, Webster nos incentiva a rir dos inconvenientes e simplesmente gritar um sonoro f***-se para as desgraças da vida. Como quando ela canta </span><i><span style="font-weight: 400;">“Acho que suas irmãs são tão bonitas/Ficaram bêbadas e esqueceram que me conheceram”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pois é flutuando entre esses dois extremos do drama que</span><i><span style="font-weight: 400;"> I Know I&#8217;m Funny haha </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue entregar sua sinceridade.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Faye Webster - I Know I&#039;m Funny haha (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gmuNjoR8jUI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20980" aria-describedby="caption-attachment-20980" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-20980" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe-800x800.jpg" alt="Capa do single Ancient Dreams In A Modern Land de MARINA. A cantora, branca e de cabelos pretos, está ao centro, e veste um top branco com o nome da faixa bordado. Ao seu redor, estão várias formas triangulares pontudas, quais ela apoia as mãos. Acima de sua cabeça, está escrito seu nome. O fundo é azul. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/E1NmykpVgAEIQXe-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20980" class="wp-caption-text">MARINA vice do Lula em 2022 (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>MARINA &#8211; Ancient Dreams In A Modern Land </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os órfãos do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Family Jewels </span></i><span style="font-weight: 400;">e do </span><i><span style="font-weight: 400;">FROOT</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo lançamento de MARINA (ex-and The Diamonds) é um prato cheio. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_V17JN76uxc"><i><span style="font-weight: 400;">Ancient Dreams In A Modern Land</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também dá nome ao mais novo álbum da artista, que será lançado em 11 de junho, e é um exemplar do melhor que a britânica tem a oferecer. Aqui, ela combina suas letras ácidas recheadas de crítica social com uma sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> com elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o passeio em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zwfCjYv7gVQ&amp;ab_channel=MARINAMARINACanaloficialdoartista"><span style="font-weight: 400;">progressão de notas fora do convencional</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">MARINA é singular justamente por seu ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rxaTAFXgykU&amp;ab_channel=MARINA"><i><span style="font-weight: 400;">pop político</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’. Algumas de suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cr-SqRWImmI"><span style="font-weight: 400;">melhores faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> seguem exatamente essa linha, em que as rimas costuram questões sociais com uma sonoridade chiclete. Para os que pensam que é a primeira vez que a cantora está navegando nessas águas, sugiro que ouçam seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, <em>The Family Jewels</em></span><span style="font-weight: 400;">. Canções sobre amor e juventude tem grandessíssimo valor, mas é um alívio ouvir alguém entoar versos que causem estranhamento por seu teor de problematização. E nisso, MARINA é excelente. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MARINA - Ancient Dreams In A Modern Land (Official Visual)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/_V17JN76uxc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20985" aria-describedby="caption-attachment-20985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-lil-nas-x.jpg" alt="Capa do single Sun Goes Down, de Lil Nas X. Na imagem, Lil Nas X está centralizado na imagem, sentado e trajando um terno branco. Em sua frente há uma ponte de água em curvas sinuosas. De suas mãos sobem jatos de água. No fundo, nuvens brancas em tons roxos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-lil-nas-x.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-lil-nas-x-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/imagem-1-lil-nas-x-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20985" class="wp-caption-text">Lil Nas X deixa de lado extravagâncias melódicas e foca numa balada autobiográfica (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Nas X &#8211; SUN GOES DOWN</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Pole dance</em>, som devasso e </span><i><span style="font-weight: 400;">lapdance </span></i><span style="font-weight: 400;">para Satanás? Isso ficou lá atrás com o </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">que colocou todos para dançar e sensualizar. O novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de Lil Nas X que estará em seu tão aguardado álbum vai de contramão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6swmTBVI83k&amp;ab_channel=LilNasXLilNasXCanaloficialdoartista"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO (Call Me By Your Name)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">SUN GOES DOWN</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> se abre e expõe suas antigas inseguranças e pensamentos autodepreciativos que perseguiram-no em sua adolescência. Como uma pessoa negra e LGBTQIA+, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pequeno </span></i><span style="font-weight: 400;">Nas X passou traumas e questionamentos que, ao som </span><i><span style="font-weight: 400;">riff </span></i><span style="font-weight: 400;">característico &#8211; desta vez com <em>sample</em> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BMmUkrUehrM&amp;ab_channel=ianndior"><span style="font-weight: 400;">iann dior</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, deu vida à uma canção tocante e pessoal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com versos fortes, </span><i><span style="font-weight: 400;">SUN GOES DOWN</span></i><span style="font-weight: 400;">, produzida por Take a Daytrip, Omer Fedi e Roy Lonzo, expõe solidão e revela um artista que já esteve em conflito. O videoclipe também é emocionante. Co-dirigido pelo próprio cantor em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Psycho Films</span></i><span style="font-weight: 400;">, narra parte de sua adolescência com </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> da vida do artista &#8211; como o trecho do vídeo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bXcSLI58-h8"><i><span style="font-weight: 400;">Panini</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e uma conta antiga do </span><a href="https://portalpopline.com.br/polemica-lil-nas-x-promete-nao-citar-mais-nicki-minaj/#:~:text=No%20in%C3%ADcio%20da%20carreira%2C%20Lil,a%20conta%20era%20dele%2C%20sim.&amp;text=No%20ano%20passado%2C%20a%20pr%C3%B3pria,%E2%80%9CMas%20eu%20entendo."><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que polemizou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a música não seja um grande sucesso como a sua antecessora, mas definitivamente mostrou uma nova faceta do astro que é relativamente novo no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> e está conseguindo manter uma consistência qualitativa em seus trabalhos. Menos do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que as obras anteriores, Lil mostrou ser também competente quando se trata de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">melancólico. </span><b>&#8211; Giovanne Ramos</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lil Nas X - SUN GOES DOWN (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/U3BVFY9wnTw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><figure id="attachment_21015" aria-describedby="caption-attachment-21015" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21015 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts-800x800.png" alt="Capa do single Butter, da banda BTS. A foto é amarela e tem um coração derretido, simulando um bloco de manteiga. Ao topo, vemos o nome do single, Butter, em fonte preta. E abaixo do coração, está em preto o logo do BTS, dois riscos paralelos. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/butter-bts.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21015" class="wp-caption-text">O verão do BTS está repleto de Butter (manteiga, em português): o single quebrou o recorde do Spotify de música mais ouvida em um único dia, com 20,9 milhões de reproduções [Foto: Big Hit Music/HYBE]</figcaption></figure><b>BTS &#8211; Butter</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O meme <em>“chega a manteiga derrete”</em> se encaixa perfeitamente no mais novo </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/bts/"><span style="font-weight: 400;">BTS</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso porque o grupo sul-coreano lançou recentemente a música </span><i><span style="font-weight: 400;">Butter</span></i><span style="font-weight: 400;">, que já derreteu </span><a href="https://portalpopline.com.br/com-butter-bts-quebra-novo-recorde-no-spotify/"><span style="font-weight: 400;">diversos recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> como: faixa mais rápida da história a atingir 100 milhões de reproduções no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify </span></i><span style="font-weight: 400;">(em apenas 7 dias), videoclipe com mais visualizações em 24h no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube </span></i><span style="font-weight: 400;">(108.2 milhões) e<em> #1</em> da </span><a href="https://www.billboard.com/articles/news/9580596/bts-butter-number-one-debut-hot-100"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tornando-se o grupo mais rápido (em apenas 9 meses) a conquistar quatro músicas em primeiro lugar nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde 1970. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Butter </span></i><span style="font-weight: 400;">é o segundo <em>single</em> em inglês do BTS e tem influências de </span><i><span style="font-weight: 400;">disco</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de uma forma refrescante e madura, com um ritmo em 110 BPM, sintetizadores e uma linha do baixo que relembra um pouco </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=51r5f5OdIY0"><i><span style="font-weight: 400;">Good Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Chic) </span><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rY0WxgSXdEE"><i><span style="font-weight: 400;">Another One Bites the Dust</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Queen)</span><span style="font-weight: 400;">. RM, um dos integrantes, afirma que a canção é ideal para o verão e foi criada para que todos pudessem dançar e aproveitar o momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente de suas outras canções lançadas ano passado como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-5q5mZbe3V8"><i><span style="font-weight: 400;">Life Goes On</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (do álbum </span><a href="https://open.spotify.com/album/2qehskW9lYGWfYb0xPZkrS"><i><span style="font-weight: 400;">BE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PV1gCvzpSy0"><i><span style="font-weight: 400;">Shadow</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0lapF4DQPKQ"><i><span style="font-weight: 400;">Black Swan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (de </span><a href="https://personaunesp.com.br/map-of-the-soul-7-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Map of the Soul: 7</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), que abordavam temas mais introspectivos como a relação deles com a arte e um retrato do que sentiram durante o isolamento social, desta vez, o BTS decidiu trazer uma faixa que exaltasse uma mensagem leve e que demonstrasse a personalidade e carisma de cada integrante. Independentemente do gênero musical ou idioma, o grupo manteve seu estilo próprio e versatilidade, experimentando melodias e misturando trechos de vocais com </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Rafaela Thimoteo</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BTS (방탄소년단) &#039;Butter&#039; Official MV" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WMweEpGlu_U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_21016" aria-describedby="caption-attachment-21016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21016 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/lukas-graham-happy-for-you-800x800.png" alt="Capa do single Happy For You, de Lukar Graham. A capa é composta for uma foto do vocalista, Lukas, virado para o lado direito da imagem. Ele é fotografado com foco no rosto, dos ombros para cima. Ele é um homem jovem branco, de cabelos ondulados castanhos, veste uma camiseta branca e uma jaqueta verde militar e uma touca preta. Lukas olha para o lado direito com o rosto de perfil com uma expressão atenta. No lado direito da capa, existe uma faixa vertical preta, onde está escrito, na horizontal, o nome da banda, numa fonte desenhada a mão, em caixa alta e branco, e o nome do single ao centro, num tamanho menor, em amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/lukas-graham-happy-for-you-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/lukas-graham-happy-for-you-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/lukas-graham-happy-for-you-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/lukas-graham-happy-for-you.png 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21016" class="wp-caption-text">Os donos do melancólico sucesso 7 Years estão de volta (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lukas Graham &#8211; Happy For You</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lukas Graham está </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sfqt2KtSj-Q"><i><span style="font-weight: 400;">feliz por você</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a dimensão emocional e identidade musical de sempre, o primeiro lançamento 100% autoral do ano da banda dinamarquesa constrói um hino aos corações partidos e relacionamentos findados. Diferente da artista que possui todas as licenças para tratar desses temas na </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Happy For You</span></i><span style="font-weight: 400;">, o vocalista encontra vazão para os seus sentimentos de uma forma mais positiva, mas ainda dolorida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E ainda bem que existem os momentos para ambos os comportamentos e perspectivas, porque assim, sempre seremos acalentados independentemente da forma de encarar a decepção amorosa. O time de Olivia Rodrigo já está formado, mas se você não está no momento da revolta e de se perder entre seus desejos para o ex-alvo de seu amor, corra para a calmaria e sinceridade de </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?playnext=1&amp;list=PLk4WTwGL5tiNYTydlGnvlE8GMWffCj0P1&amp;feature=gws_kp_artist"><span style="font-weight: 400;">Lukas Graham</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lukas Graham - Happy For You (Official Video With Lyrics)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Sfqt2KtSj-Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3>Clipes</h3>
<figure id="attachment_20745" aria-describedby="caption-attachment-20745" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2.jpeg" alt="Capa do CD Demidevil. Arte gráfica com o fundo de nuvens cor de rosa. Na parte central está a personagem Ashnikko. Uma mulher branca, de longos cabelos azuis. Ela veste um maiô branco e rasgado com acessórios em preto e está calçando grandes botas na cor azul. Na sua mão direita está segurando uma bazuca rosa que está disparando um raio laser azul claro. Ela está montada em uma dragão verde que tem o rosto da personagem. Na parte superior pode-se ler “Demidevil”, em um estilo gótico na cor prata." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2.jpeg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20745" class="wp-caption-text">Com a crescente repercussão do seu primeiro mixtape DEMIDEVIL, a rapper Ashnikko nos presenteou com mais um clipe de uma das faixas do disco, com direito a uma produção impecável (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Ashnikko e Princess Nokia &#8211; Slumber Party</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cada dia que passa, a carreira da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> norte-americana Ashnikko tem alcançado ainda mais o estrelato. Depois de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://youtu.be/VbQrhOWkonk"><i><span style="font-weight: 400;">Stupid</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ter viralizado no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2019, no início deste ano a cantora lançou seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> intitulado </span><a href="https://genius.com/albums/Ashnikko/Demidevil"><i><span style="font-weight: 400;">DEMIDEVIL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde sem pudor algum traz </span><a href="https://personaunesp.com.br/demidevil-critica/"><span style="font-weight: 400;">mensagens feministas e críticas ao patriarcado e o machismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> enraizados em nossa sociedade. Com o sucesso do disco, Ashnikko continua atraindo ainda mais seguidores, principalmente no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde sempre conquistou grande visibilidade, mas agora a música da vez foi </span><a href="https://youtu.be/luZyMQjPTkM"><i><span style="font-weight: 400;">Slumber Party</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com a também </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i> <a href="https://genius.com/artists/Princess-nokia"><span style="font-weight: 400;">Princess Nokia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos meses a música tem sido muito usada em vídeos da rede social, e para nossa alegria Ashnikko lançou um clipe para uma das faixas mais ouvidas de </span><a href="https://genius.com/albums/Ashnikko/Demidevil"><i><span style="font-weight: 400;">DEMIDEVIL</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com uma letra ousada, as cantoras não hesitam em exaltar a feminilidade e explorarem seus lados mais sensuais, o que também não faltou na produção do clipe. Apesar de sua fama na demora de novos lançamentos, já justificado pela artista devido seu aspecto perfeccionista, que a impede de lançar algo sem antes passar por muitas revisões que a deixem contente. Mas, como já esperado, recebemos uma produção impecável aos olhos e ouvidos. </span><b>&#8211; Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ashnikko - Slumber Party (ft. Princess Nokia) [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/luZyMQjPTkM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<h3>Performances</h3>
<figure id="attachment_20723" aria-describedby="caption-attachment-20723" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20723" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/olivia.jpg" alt=" Foto de Olivia Rodrigo se apresentando no Brit Awards 2021. A jovem biracial, branca e asiática, tem cabelo moreno e ondulado até a altura do umbigo. Ela veste um vestido vermelho transparente com um conjunto vermelho brilhante por baixo. Olivia canta segurando o microfone à sua frente. O fundo é preto. Há a projeção de uma borboleta voando ao seu redor." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/olivia.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/olivia-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/olivia-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/olivia-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/olivia-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20723" class="wp-caption-text">Linda em vermelho, Olivia arrasa no palco da premiação britânica (Foto: BRIT Awards)</figcaption></figure>
<p><b>Olivia Rodrigo no BRIT Awards</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucas são as carreiras que já começam estourando, mas Olivia Rodrigo vem fazendo o impossível e </span><a href="https://twitter.com/chartdata/status/1381665016735207425?s=20"><span style="font-weight: 400;">alcançando recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> com um álbum antes mesmo dele ser lançado. Entre eles, foi a sua apresentação na noite de 11 de maio. O palco onde cantou pela primeira vez o seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> de estreia foi, nem mais nem menos, o do </span><a href="https://www.brits.co.uk/"><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na plateia, nomes como Taylor Swift, Dua Lipa e Harry Styles a assistiam. Não é um público fraco para um primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">, certo? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a garota arrasou mesmo assim. Com um vestido da </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;">, feito pela estilista </span><a href="https://www.instagram.com/p/COv4nMUhK4M/"><span style="font-weight: 400;">Anna Hughes-Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;">, Olivia usava vermelho para combinar com a letra de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">red lights/stop signs</span></i><span style="font-weight: 400;">). O palco contava com um fundo cheio de borboletas que voavam ao seu redor, dando um ar mágico para o espetáculo. Junto a sua voz magnífica, porém um pouco tensa, apenas uma harpa e piano a acompanhavam. A jovem não precisou de nada mais para garantir uma linda apresentação. Mais uma vez, Olivia Rodrigo provou que veio para ficar. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Olivia Rodrigo - drivers license (Live From The BRIT Awards 2021)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/y7AJnDRuemA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20804" aria-describedby="caption-attachment-20804" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20804 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/its-a-sin-800x800.jpg" alt="Imagem da apresentação de Elton John e Olly Alexander no BRIT Awards 2021. Mostra Olly, homem branco de cabelos vermelhos curtos, com uma calça estampada preta e uma blusa curta de mesma estampa cantando em pé com um microfone na mão. Atrás dele está John, homem branco de cabelos castanhos curtos e terno azul marinho, sentado em um piano preto com um microfone à sua frente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/its-a-sin-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/its-a-sin-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/its-a-sin-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/its-a-sin-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/its-a-sin.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20804" class="wp-caption-text">Years &amp; Years regravou o clássico It’s a sin para a série britânica homônima (Foto: BRIT Awards)</figcaption></figure>
<p><b>Elton John e Years &amp; Years no BRIT Awards</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021 foi recheado de performances incríveis, mas nenhuma com o potencial de se eternizar tanto quanto a apresentação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/rocketman-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elton John</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Olly Alexander, vocalista do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g_uoH6hJilc"><span style="font-weight: 400;">Years &amp; Years</span></a><span style="font-weight: 400;">, com a impecável regravação de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4GRzQVTYOG4eZQ8hAisrF4?si=a2ce530deaa34837"><i><span style="font-weight: 400;">It’s a sin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Pet Shop Boys. O clássico oitentista ganhou uma nova roupagem, mais moderna e eletrônica, mas ainda fiel ao estilo da sua época de origem. Mas, apesar de todas as mudanças benéficas, o que a torna um hino é a combinação perfeita dos vocais de Alexander e John, que juntos criam camadas e mais camadas ao clássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música, que teve como pontapé de sua regravação a </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-03-25/its-a-sin-uma-pequena-joia-britanica-na-televisao.html"><span style="font-weight: 400;">série britânica homônima</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Russell T Davies, é uma chamada de atenção para assuntos importantes como a </span><a href="https://agenciaaids.com.br/noticia/longe-dos-estereotipos-dos-anos-80-como-as-pessoas-com-hiv-vivem-hoje/"><span style="font-weight: 400;">epidemia de HIV/Aids</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tomou o mundo nos na década de oitenta e foi escondida sob os tapetes de todos os governos, atingindo principalmente a comunidade LGBTQ+ da época. Como uma forma de relembrar o passado para que não cometamos os mesmos erros no futuro, a performance da premiação foi feita para chamar a atenção, chocar e nos marcar. Mais do que poderíamos prever, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YT1FF6ug-bw"><i><span style="font-weight: 400;">It&#8217;s a sin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> precisa, e merece, ser revisitada, exposta e divulgada por todos para que cada vez mais possamos entender que música é também uma forma efetiva de protesto.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Elton John and Years &amp; Years – It’s a Sin (BRIT Awards 2021 Performance)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Hk4eMIswunQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_20831" aria-describedby="caption-attachment-20831" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/dualipa_brits.jpg" alt="Foto de Dua Lipa. A cantora branca e magra tem seus cabelos pretos presos em um coque alto e volumoso. Ela veste uma saia com a bandeira do Reino Unido, uma camisa branca, um top amarelo por cima e uma gravata preta. No pé usa um salto preto com uma meia calça preta. A mulher está cantando, segurando um microfone na mão direita. No fundo, quatro dançarinos a acompanham, fazendo um paço com as mãos para frente. Atrás deles, um painel rosa e roxo, e um banco de metrô. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/dualipa_brits.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/dualipa_brits-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20831" class="wp-caption-text">Dua Lipa é o grande destaque da premiação britânica (Foto: BRIT Awards)</figcaption></figure>
<p><b>Dua Lipa no BRIT Awards</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se um dia </span><a href="https://www.instagram.com/dualipa/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Dua Lipa</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi julgada por suas performances fracas e pouca habilidade em dança, atualmente ela faz questão de ir contra todos os comentários negativos e deixar o público de boca aberta quando sobe no palco. E não foi diferente no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6RIMPFAT8n4"><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021, onde a cantora não só se destacou levando prêmios de grandes categorias para casa, mas também com um dos &#8211; se não o melhor &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> da noite.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando a cantar dentro de um metrô, Dua desembarcou no palco e cantou 5 faixas de seu último álbum, </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Future Nostalgia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. As escolhidas foram </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Start Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Physical</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hallucinate</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Please</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Again</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com um grupo de dançarinos e diversas mudanças de cenário, Dua Lipa fez valer sua participação na </span><a href="https://www.brits.co.uk/"><span style="font-weight: 400;">maior premiação musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Reino Unido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span> <i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma homenagem a sua origem britânica, vestindo a bandeira da Grã-Bretanha como saia e uma camisa branca. A foto que a cantora postou usando a roupa foi considerada, pela revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das </span><a href="https://twitter.com/dlipanews/status/1396370102757466112?s=20"><span style="font-weight: 400;">Melhores Postagens de Moda do </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da semana. A artista que vem dominando as paradas e premiações nos últimos anos mostrou, mais uma vez, que seu talento merece cada uma de suas conquistas. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dua Lipa - Future Nostalgia Medley (Live at the BRIT Awards 2021)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/n8OxyKNBsuQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/6IC5saYt6Q9KfR88MK1q3K" width="100%" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/">Nota Musical – Maio de 2021</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2020</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2021 20:33:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2020 começou chutando as portas dos eventos inéditos. No Oscar, Parasita abocanhou a estatueta mais importante da noite; no Grammy, Billie Eilish quebrou um recorde de 39 anos e se tornou a primeira mulher a ganhar o Big Four, os quatro prêmios principais, em uma mesma noite (Álbum do Ano, Gravação do Ano, Música do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2020"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/">Os Melhores Discos de 2020</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17762" aria-describedby="caption-attachment-17762" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17762 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress.jpg" alt="Arte retangular com fundo azul. No canto superior esquerdo, foi adicionado o texto &quot;OS MELHORES DISCOS DE 2020&quot; em azul, dentro de um retângulo na cor preta. No canto inferior esquerdo, foi adicionado o logo do Persona. No canto inferior direito foi adicionado uma colagem com 9 artistas, em ordem: Taylor Swift, Rina Sawayama, Phoebe Bridgers, Fiona Apple, BK', Chloe x Halle, Kali Uchis e Letrux." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17762" class="wp-caption-text">Destaques de 2020: Taylor Swift, Rina Sawayama, Phoebe Bridgers, Fiona Apple, BK&#8217;, Chloe x Halle, Kali Uchis e Letrux (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>2020 começou chutando as portas dos eventos inéditos. No <em>Oscar</em>, <em>Parasita</em> abocanhou a estatueta <a href="https://operamundi.uol.com.br/cultura/63002/parasita-faz-historia-e-e-1-filme-nao-falado-em-lingua-inglesa-a-vencer-oscar-de-melhor-filme">mais importante</a> da noite; no <em>Grammy</em>, Billie Eilish quebrou um <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/o-ano-de-billie-eilish-6-conquistas-que-impulsionaram-carreira-da-artista-em-2020/">recorde</a> de 39 anos e se tornou a primeira mulher a <a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-e-a-artista-mais-jovem-a-ganhar-as-4-principais-categorias-do-grammy/">ganhar o </a><em><a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-e-a-artista-mais-jovem-a-ganhar-as-4-principais-categorias-do-grammy/">Big Four</a>, </em>os quatro prêmios principais, em uma mesma noite (<em>Álbum do Ano</em>,<em> Gravação do Ano</em>,<em> Música do Ano </em>e<em> Artista do Ano</em>).</p>
<p>E um pouco depois disso o mundo acabou.</p>
<p>A partir de março nos vimos num limbo temporal e espacial, onde a arte era a nossa melhor amiga, nossa única distração, nossa única oportunidade de viajar, e tudo mais que você já deve ter cansado de ler nesse ano. Sem a possibilidade de fazer <em>shows</em>, assistimos pequenos e grandes artistas se virarem nos 30 com <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/12/02/8-das-10-lives-mais-vistas-em-2020-sao-brasileiras-marilia-mendonca-ganha-de-bts-e-andrea-bocelli.ghtml"><em>lives </em>diversas</a>. Os nomes gigantes do <em>mainstream</em> perderam <a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/artistas-chegam-a-faturar-mais-de-1-milh%C3%A3o-de-reais-com-lives-1.426911">uma receita ou outra</a> nesse tempo, mas é com os <a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/sem-lives-milionarias-artistas-independentes-encaram-abandono-na-pandemia/">independentes</a> que devemos nos preocupar. <a href="https://lastdonutofthenight.substack.com/p/how-much-new-music-is-there-even">Sem dinheiro não há música</a>, e é agora que saberemos as consequências reais disso tudo. Por enquanto, só podemos esperar que as promissoras vacinas façam o segundo semestre de 2021 seguro o suficiente para retornarmos com os <em>shows</em>.</p>
<p>Para os que tinham estrutura e condições de produzir em casa, 2020 foi mais interessante. Charli nos deu o colaborativo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_FU8xyVC-tk&amp;list=PL-2HG0C5jJQG5n1GVlif-9S-FnQ1dIuKM"><em>how i&#8217;m feeling now</em></a> e Taylor surpreendeu o mundo com seu <em><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">folklore</a> </em>e o novíssimo <em><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">evermore</a> (</em>e dizem as línguas que a <a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/12/15/taylor-swift-boatos-terceiro-album-woodvale/">terceira irmã</a> está vindo). No Brasil, vimos artistas como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TqqCkf4q9hI&amp;list=OLAK5uy_lZcNwGEAu2vsEGuqKo1ZS2VL5_hgCh8H8">Silva</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wdJgZjoVtFI&amp;ab_channel=Sandy">Sandy</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jazLY2IoQEY&amp;list=OLAK5uy_nT__TwhK4YuMzrBTFL2_M0VHaz7u_6fJc&amp;ab_channel=AdrianaCalcanhotto">Adriana Calcanhotto</a> também lançarem seus projetos frutos do isolamento social.</p>
<p>O dia infinito que foi 2020 ainda trouxe mais uma porrada de coisas: a volta bíblica de Fiona Apple e a <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/fiona-apple-fetch-the-bolt-cutters/">primeira nota 10</a> em uma década, da impiedosa <em>Pitchfork</em>; a xenofobia sofrida por Rina Sawayama ao ser considerada &#8216;<a href="https://www.papelpop.com/2020/07/rina-sawayama-critica-premiacoes-britanicas-por-nao-considera-la-elegivel-a-indicacoes/"><em>não elegível</em></a>&#8216; para o <em>British Music Awards </em>mesmo sendo britânica; o <a href="https://hugogloss.uol.com.br/famosos/grammy-2021-apos-esnobada-chocante-em-the-weeknd-publico-aponta-racismo-na-premiacao-e-revoltante-presidente-da-academia-se-pronuncia/">racismo</a> sofrido por <a href="http://personaunesp.com.br/after-hours-critica/">The Weeknd</a> ao não ser indicado ao <em>Grammy 2021</em> nas categorias principais; a febre de documentários de artistas (Ariana Grande, Shawn Mendes, <a href="http://personaunesp.com.br/blackpink-light-up-the-sky-critica/">BLACKPINK</a>, Taylor Swift&#8230;); e tantos outros acontecimentos.</p>
<p>Justin Timberlake já dizia em seu <em>The 20/20 Experience</em>: o ontem é história e o amanhã é um mistério. Se 2021 vai ser melhor? Torcemos que sim. Por agora, você pode conferir Os Melhores Discos e <em>EPs</em> que salvaram o apocalíptico ano de 2020, elencados pela <strong>Editoria do Persona</strong> e por nossos <strong>colaboradores</strong>.</p>
<p><span id="more-17644"></span></p>
<figure id="attachment_17713" aria-describedby="caption-attachment-17713" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17713 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838.jpg" alt="Capa do álbum autointitulado da artista Lienne La Havas. A imagem é composta apenas por uma fotografia da artista, em preto e branco. Ela aparece dos ombros para cima, e seu cabelo cacheado cobre parte do seu rosto, aparecendo apenas seu sorriso. Ela também usa um piercing de argola simples no meio das narinas e usa uma camiseta escura. A mão esquerda de Lienne La Havas segura o cabelo, na altura da orelha. Ela está levemente à esquerda da imagem e de frente para a camêra." width="712" height="712" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17713" class="wp-caption-text">Lianne La Havas sorrindo na capa do álbum que tem as harmonias mais lindas de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum lugar foi capaz de proporcionar maior consolo e conexão em 2020 como a música. Taylor Swift talvez tenha sido a artista que mais compreendeu isso e as necessidades atípicas do ano. Mudando totalmente sua estética e sonoridade, mas nunca a sua essência, em agosto, de surpresa, ela nos presenteou com as histórias íntimas e aconchegantes de </span><i>folklore,</i><span style="font-weight: 400;"> e ganhou o mundo inteiro com ele. Já rasguei elogios para o álbum <a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">aqui</a>, então, agora, vou me contentar em coroá-lo com meu primeiro lugar. Só que, não satisfeita, a fome criativa de Swift ainda dividiu conosco a irmã mais nova, mais solta e animada do primeiro álbum, </span><em><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">evermore</a></span></em><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma forma de celebrar seu aniversário de 31 anos</span><span style="font-weight: 400;"> (que não vai repetir o nome de Taylor no meu top 5, mas vale a lembrança). Outra menção honrosa é <em>CTV3: <a href="https://personaunesp.com.br/cool-tape-vol-3-critica/">Cool Tape Vol.3</a></em>, disco lindo do Jaden, que consegue colocar em canções a doçura do amor, as delícias de viver, a liberdade da vida e a paz de assistir um pôr-do-sol. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando nas mais alegrinhas, </span><em>YHLQMDLG</em> do Bad Bunny quase começava a tocar sozinho quando era hora da faxina ou de lembrar para o meu corpo o que era a vitamina D e a endorfina com uma caminhada pelo quarteirão.  No maior país da América Latina, o ano foi de Marcelo D2 e <a href="https://personaunesp.com.br/assim-tocam-os-meus-tambores-critica/"><em>Assim Tocam os MEUS TAMBORES</em></a>. A obra-prima do artista transcende a ideia de um registro fonográfico tradicional, concretizando um trabalho transmídia grandioso em significado, identidade e importância para a produção cultural brasileira.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 3, dominado pela calmaria necessária para domar a ansiedade de 2020,</span><span style="font-weight: 400;"> a serenidade, constância e charme de <em>Lianne La Havas</em> também me capturaram, especialmente com <em>Green Papaya</em>, <em>Please Don&#8217;t Make Me Cry</em>, <em>Sour Flower</em> e, claro, a majestosa <em>Bittersweet</em>. O esperado </span><i>ALICIA</i><span style="font-weight: 400;"> também merecia um lugar nesta lista só pela sua carro-chefe, </span><i><span style="font-weight: 400;">Underdog</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela vem ao lado de delícias como </span><i><span style="font-weight: 400;">So Done</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gramecery Park </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Beautiful Noise</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> e também das batidas mais </span><i><span style="font-weight: 400;">sexys</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">3 Hour Drive</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Show Me Love</span></i><span style="font-weight: 400;">. O</span><span style="font-weight: 400;"> hino aos ‘</span><span style="font-weight: 400;">oprimidos’</span><span style="font-weight: 400;"> ainda se junta à injeção de ânimo que Keys direciona aos corações, corpos e mentes cansados em </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Job; </span></i><span style="font-weight: 400;">e,</span><span style="font-weight: 400;"> assim, a artista transfere todo seu calor e esperanças divinos para quem teve um ano especialmente difícil. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você está fazendo um bom trabalho” </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Continue se prendendo ao que você ama”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela canta em apoio aos sobreviventes do ano da pandemia, e ainda deixa um verso que é quase uma promessa para 2021:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Muito em breve você irá se erguer.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Amém, Alicia.</span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift &#8211; folklore / </span><b>2. </b>Alicia Keys &#8211; ALICIA /<b> 3. </b>Lianne La Havas &#8211; Lianne La Havas<span style="font-weight: 400;"> / </span><b>4. </b>Marcelo D2<span style="font-weight: 400;"> &#8211; Assim Tocam MEUS TAMBORES / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny &#8211; YHLQMDLG</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alicia Keys - Underdog (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/izyZLKIWGiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17693" aria-describedby="caption-attachment-17693" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17693 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Crocodiloboy do rapper Diomedes Chinaski. A imagem possui um fundo bege e no centro há uma ilustração. A ilustração é um trono com vários detalhes, inclusive um anjo e há um crocodilo sentado nesse trono. Na parte superior há o nome do rapper “Diomedes Chinaski” escrito com letra preta. Logo abaixo, há o nome do álbum “Crocodiloboy” escrito com um maior espaçamento e em letra maiúscula." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17693" class="wp-caption-text">A impactante capa de Crocodiloboy, disco de Diomedes Chinaski (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das dificuldades de 2020, o <em>rap</em> nacional se mostrou muito presente no quesito de lançamentos, com grandes nomes da cena se destacando. Falar sobre o <a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/">BK’</a>, Djonga e Rashid é redundante, cada um no seu estilo, com assuntos importantes e a qualidade que já conhecemos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda devo ressaltar Diomedes Chinaski se colocando no mesmo patamar. Prometeu o disco do ano e trouxe um produto completo: conceito, musicalidade e relevância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, no <em>funk</em> tivemos muitos lançamentos importantes, com o Hariel sendo um dos poucos que incorporaram a cultura dos discos. Normalmente, os artistas só lançam <em>singles</em>, como foi o caso do MC Paulin da Capital, um dos principais nomes do gênero que não pôde aparecer na lista.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> BK’ – O líder em movimento / <strong>2.</strong> Diomedes Chinaski  – Crocodiloboy / <strong>3.</strong> Djonga  – Histórias da Minha Área / <strong>4.</strong> MC Hariel – Avisa que é o Funk / <strong>5.</strong> Rashid – Tão Real</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="6. Djonga - Hoje Não" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qxXr2CYjHl8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17653" aria-describedby="caption-attachment-17653" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17653 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1024x1024.jpg" alt="Capa do álbum Evermore. A imagem mostra Taylor Swift de costas em frente a uma floresta. Ela tem os cabelos loiros em uma trança embutida única e centralizada e usa um casaco grosso com padrão quadriculado grande nas cores marrom, amarelo e vermelho." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17653" class="wp-caption-text">Vai ser difícil superar as emoções de ser fã da Taylor Swift em 2020, com dois álbuns lançados de surpresa e feitos inteiramente durante a quarentena (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que nunca, a música embalou nossas vidas em 2020, ressignificando ou até mesmo dando significado aos difíceis momentos que enfrentamos. E, apesar da divulgação interrompida, adiamento de <em>shows</em> e uma grande incógnita que ainda permanece, é reconfortante saber que, mesmo assim, as trilhas sonoras não pararam. Em meio a diversos álbuns, os que, para mim, se destacam foram aqueles que trouxeram intimismo, profundidade e também alegria para a quarentena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Queria poder citar dezenas de discos que escutei repetidamente, contudo, confesso que foi fácil decidir o top 3. No topo está o álbum surpresa mais falado dos últimos meses:<a href="http://personaunesp.com.br/folklore-critica/"> <em>f</em></a></span><a href="http://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i>olklore</i></a> <span style="font-weight: 400;">trouxe uma Taylor Swift mais aberta, crua e livre como nunca visto antes. Seu irmão gêmeo, <a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">e</a></span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i>vermore</i></a><span style="font-weight: 400;">, ficou com o terceiro lugar por atingir o mesmo nível de perfeição que o primeiro, mas ainda não ter conquistado um espaço tão grande em meu coração quanto a sinfonia em branco e preto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os dois está </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i>After Hours</i></a>,<span style="font-weight: 400;"> que, mesmo não sendo o número um por conta do meu gosto pessoal, é, sem dúvida alguma, o melhor álbum de 2020. Dançante, incisivo e atemporal, essa é a obra que nos lembraremos quando perguntarem sobre o ano da quarentena. E, junto ao The Weeknd,</span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/">Dua Lipa</a> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Don’t Start Now </span></i><span style="font-weight: 400;">marcaram as rádios mundo afora. Entretanto, não poderia, de forma alguma, deixar passar o renascimento de Selena Gomez em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><i>Rare</i></a><span style="font-weight: 400;">, mais linda e empoderada do que nunca. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> Taylor Swift &#8211; folklore / <strong>2.</strong> The Weeknd &#8211; After Hours / <strong>3.</strong> Taylor Swift &#8211; evermore / <strong>4.</strong> Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>5.</strong> Selena Gomez &#8211; Rare</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez - Lose You To Love Me (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zlJDTxahav0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17647" aria-describedby="caption-attachment-17647" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17647 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17647" class="wp-caption-text">Love I&#8217;m Given, do álbum Brightest Blue, é uma das melhores músicas do ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p>Até então, Ellie Goulding se encontrava em uma posição desconfortável: depois do insosso <em>Delirium</em> <em>(2015),</em> a cantora perdeu o interesse dos amantes do <em>pop</em>, ao mesmo tempo que passou a soar genérica demais para manter o interesse do mundinho alternativo. Esse talvez seja um dos motivos que justificam <em>Brightest Blue</em> ter passado tão despercebido em 2020, mesmo sendo o trabalho mais coeso, íntimo e sincero da artista. A outra razão pode ser a terrível exigência da <em>Polydor Records </em>em favorecer os <em>featurings</em> ultrarradiofônicos da segunda parte do CD, em vez de divulgar o projeto em si. Agora é tarde, e de gravadoras incompetentes o mundo está cheio, Ellie infelizmente não será a primeira nem a última a passar por isso. Mesmo com essa pista de obstáculos, Goulding entregou o melhor projeto da sua carreira e se coloca de volta ao mapa: <em>Brightest Blue </em>transborda honestidade, melodias de encher a sala e um sinal claro de que a mente por trás do <em>Halcyon (2012)</em> não perdeu uma gota sequer de sua visão e talento.</p>
<p>O ano também foi delas: Chloe x Halle provam que o <em>R&amp;B </em>e o <em>pop </em>podem andar lado a lado sem depender dos mesmos recursos de sempre. As irmãs apadrinhadas por Beyoncé deixaram a inocência de lado para o maravilhoso <em><a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/">Ungodly Hour</a>. </em>Já Troye Sivan e Christine and the Queens brilharam com seus respectivos <em>EPs. <a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/">In A Dream</a></em> é uma viagem pela mente de um Troye despido de toda a parafernália superproduzida de seus projetos anteriores, e mostra sua força como compositor. <em>La vita nuova </em>consolidou mais uma vez Christine como uma das vozes para se ficar atentíssimo, e a faixa-título com Caroline Polachek é uma das melhores coisas proporcionadas por 2020.</p>
<p>Por fim, chegamos em Georgia. A talentosíssima compositora e produtora britânica abriu o ano passado, em janeiro, com <em>Seeking Thrills. </em>A artista é claramente influenciada por Robyn, e talvez, nas devidas proporções, <em>About Work The Dancefloor </em>é uma prima muito próxima (e mais feliz) de <em>Dancing On My Own</em>. Regado a paixão e sintetizadores, o disco é um dos imperdíveis de 2020. Menções honrosas: o cheio de juventude <a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><em>Kid Krow</em></a>, de Conan Gray; o genuíno <em>SAWAYAMA</em>, de Rina Sawayama; o <em>flashback </em>futurista <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><em>Future Nostalgia</em></a>, de Dua Lipa; e o avassalador <em>Punisher</em>, de Phoebe Bridgers.</p>
<p><strong>Discos favoritos: 1.</strong> Ellie Goulding &#8211; Brightest Blue / <strong>2.</strong> Troye Sivan &#8211; In A Dream (EP) / <strong>3.</strong> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour / <strong>4.</strong> Christine and the Queens &#8211; La vita nuova (EP) / <strong>5.</strong> Georgia &#8211; Seeking Thrills</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Georgia - About Work The Dancefloor (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/A4Y9V07wry4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17675" aria-describedby="caption-attachment-17675" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17675 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1024x1024.jpg" alt="A imagem é a capa do álbum Piorou, da banda Tantão e os Fita. Na imagem, há o rosto de um homem sorrindo com os olhos fechados, ele está com a cabeça inclinada para cima. A imagem é uma arte pintada em tinta a óleo, com cores em tom marrom, cinza, rosa e laranja. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17675" class="wp-caption-text">Capa do álbum Piorou (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Henrique Gomes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2020 na música e a música no ano de 2020, uma dicotomia confusa, porém gritante quando se olha em retrospecto. Se trata da divisão entre sons que te levam para um campo de paz e conforto em tempos difíceis, e sons que te mostram o caos mundial impresso em cada detalhe. </span><span style="font-weight: 400;">Na linha dos acalantos, o disco <em>Philadelphia</em>, de Shabason, Krgovich &amp; Harris, caiu como uma luva ao manusear o <em>ambient</em>, o <em>new age</em>, o <em>R&amp;B</em> e o <em>jazz</em> para moldar um retrato minimalista e sutil do cotidiano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro álbum foi o <em>Decision Time</em>, de Charles Webster, em que o <em>deep house</em> é dilacerado entre sons de <em>trip-hop</em> e <em>ambient</em>, com as mais variadas influências, seja na bossa-nova ou no <em>blues</em>, cada detalhe do som gera uma meditação sombria e necessária. Um disco como <em>Alfredo</em>, de Freddie Gibbs &amp; The Alchemist, serviu como um devaneio ao ouvinte, em que o produtor e o <em>rapper</em> dialogam e executam o conceito nu e cru do <em>hip-hop</em> entre <em>beats</em>, <em>flows</em> e participações variadas, levando o espectador para longe dentro de suas ambiências e texturas cinemáticas, narradas sob a voz tão raivosa quanto serena do <em>rapper</em> de Indiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O outro lado da moeda são os sons experimentais, barulhentos, porém belos. Como, por exemplo, o <em>SAWAYAMA</em>, de Rina Sawayama, em que a cantora/produtora faz um casamento entre o <em>nu-metal</em>, <em>hyperpop</em>, <em>dance</em>, entre várias outras influências, enquanto discorre sobre sua identidade, soando como algo extremamente caótico e criativo dentro do <em>pop</em>. Para finalizar, o que há de mais fiel ao que passa pela cabeça de qualquer um durante uma desordem mundial é o disco <em>Piorou</em>, de Tantão e os Fita. O trio rasga todas as possibilidades de adequação à lógica ao fazer músicas completamente desordenadas e barulhentas dentro da instrumentação eletrônica e industrial. A fragmentação de frases e repetição de termos são extremamente profundas quando colocadas nesse contexto sonoro e social. Eis o som de um trauma. </span><span style="font-weight: 400;">Deixo também minhas menções honrosas: Fontaines D.C &#8211; <em>A Hero’s Death</em>; The Koreatown Oddity &#8211; <em>Little Dominiques Nosebleed</em>; Lianne La Havas &#8211; <em>S/T</em>; Destroyer &#8211; <em>Have We Met</em>; 100 gecs &#8211; <em>1000 gecs and The Tree of Clues</em>; Cícero &#8211; <em>Cosmos</em>; e Dehd &#8211; <em>Flower of Devotion</em>.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos: 1. </strong>Tantão e os Fita &#8211; Piorou<strong> / 2. </strong>Freddie Gibbs &amp; The Alchemist &#8211; Alfredo<strong> / 3.  <span style="font-weight: 400;">Rina Sawayama &#8211; SAWAYAMA / 4. Charles Webster &#8211; Decision Time /  5. Shabason, Krgovich &amp; Harris &#8211; Philadelphia</span></strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Freddie Gibbs &amp; The Alchemist - 1985 (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/nu6lCtQ-yUg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17671" aria-describedby="caption-attachment-17671" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17671 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg" alt="Capa do disco Women in Music Pt III, da banda HAIM. A capa é uma foto das três irmãs vestidas como bartenders e atrás de um balcão de rotisseria. As três usam camisetas brancas, tem a pele clara e o cabelo preso para trás. No canto superior esquerdo, vemos uma placa amarela com Women in Music escrito em vermelho Pt III em preto. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17671" class="wp-caption-text">Servidos? (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já virou costume meu abrir as listas de fim de ano condecorando os trabalhos que não passaram do corte, então vamos lá. Depois de florescer, </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> se aventurou pelos sonhos. Lauv usou dos clichês para expressar com alívio sentimentos da solidão. </span><a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><span style="font-weight: 400;">Conan Gray</span></a><span style="font-weight: 400;"> saiu do ninho. E, do tédio do isolamento social, Charli XCX dedilhou inspirações fenomenais. Vocês se lembram do álbum sensual que Ariana Grande prometeu com seu lançamento de 2020? Pois bem, foi Kali Uchis quem o entregou. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sin Miedo</span></i><span style="font-weight: 400;"> liquidifica o lado </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy </span></i><span style="font-weight: 400;">da cantora, brindando nossos ouvidos com uma parafernália de influências latinas, sem nunca deixar de lado sua assinatura classuda. </span><i><span style="font-weight: 400;">la luz(Fín)</span></i><span style="font-weight: 400;"> já nasceu clássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de pintar os cabelos de vermelho e se aventurar pelos sete mares, Halle teve tempo de nos hipnotizar ao lado da irmã Chloe no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais possante do ano. A hora ímpia a que a dupla tanto se refere em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ungodly Hour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o melhor momento do dia. Elas são tão charmosas e inebriantes confessando um assassinato em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tipsy</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto implorando pela saída fácil de uma relação dolorosa em </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Make It Harder On Me</span></i><span style="font-weight: 400;">. O quarteto britânico The 1975 deu adeus às estribeiras e, ao invés de lançarem um disco, o resultado final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Notes on a Conditional Form</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soa como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist </span></i><span style="font-weight: 400;">(mas sempre de muito bom gosto). <em>Jesus Christ 2005 God Bless America</em> e <em>If You&#8217;re Too Shy (Let Me Know)</em> concentram o suco do talento dos músicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E não foram apenas as irmãs Bailey que merecem o Tocantins inteiro em 2020. As HAIM, instrumentalistas estudadas e artistas louváveis, liberaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Women in Music Pt. III</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">cantando sobre namoros ruins, jornalistas mal intencionados e, o mais importante, sobre elas mesmas. O ano não nos entregou nada melhor que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Steps</span></i><span style="font-weight: 400;">, música para ouvir com o fone no volume máximo e tocando bateria no ar. O pódio é reservado para a cantora com o melhor desempenho na hora de criar músicas-reflexo de sua própria alma. Phoebe Bridgers é mestre em transformar os anseios da depressão e do desconforto em canções espirituais, suas letras específicas crescem pela honestidade. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;"> exorciza 2020. No fecho de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know The End</span></i><span style="font-weight: 400;">, Phoebe grita até os pulmões sangrarem, e, ao som de seu lamurio libertador, damos adeus junto dela.   </span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers &#8211; Punisher / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">HAIM &#8211; Women in Music Pt. III /</span><b> 3. </b><span style="font-weight: 400;">The 1975 &#8211; Notes on a Conditional Form / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Kali Uchis &#8211; Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios) ∞</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - Savior Complex (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VJlR3pvgLQA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17688" aria-describedby="caption-attachment-17688" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17688 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Róisín Machine da cantora Róisín Murphy. A imagem possui um fundo vermelho e no centro há o nome do álbum “Róisín Machine” escrito em branco com uma profundidade e preenchimento na cor preta. No canto esquerdo da imagem, há uma mulher branca com cabelo loiro cacheado. A mulher veste blusa preta e saia azul com um cinto preto. Além disso, ela está de ponta cabeça. A imagem ainda possui detalhes em azul royal e a frase “Fall Length” no canto inferior direito." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17688" class="wp-caption-text">A lei de Murphy (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Leonardo Teixeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música salva &#8211; em 2020, mais do que nunca. Um dos grandes assuntos musicais do ano passado foi o <em>revival</em> da <em>disco music</em> (como se a dita cuja tivesse morrido algum dia). Dentre várias versões manjadas do som imortalizado por Donna Summer, Giorgio Moroder e Nile Rodgers, dois lançamentos se destacaram. O <em>groove</em> sensual da britânica Jessie Ware em <em>What&#8217;s Your Pleasure?</em>, e a veterana Róisín Murphy, com o desafiador e aventureiro <em>Róisín Machine</em>. Só por essas duas, o ano já estava ganho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas teve muito mais coisa boa. Dar <em>play</em> em <em>Set My Heart on Fire Immediately</em> é ouvir o som do peito atordoado de Perfume Genius se rasgar todinho, uma das experiências imperdíveis do ano. Enquanto isso, Chloe x Halle mostraram que sabem a que vieram com o seu <a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><em>Ungodly Hour</em></a>; o homônimo de Lianne La Havas foi pura perfeição acústica; me apaixonei por Bad Bunny, o maior, mais estiloso e prolífico nome da música latina atual; e Thundercat deu o nome com o <em>soul/funk</em> bem-humorado e cheio de experimentações de <em>It Is What It Is</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Experiências mais curtas também ganharam meu coração em 2020. Os <em>EPs</em> de Christine and the Queens, Shygirl, Tkay Maidza e Troye Sivan foram grandes vitoriosos, enquanto <em>CORPO SEM JUÍZO</em>, a estreia da Jup do Bairro, injetou as doses cavalares de força que tanto precisei. O mantra “</span><i><span style="font-weight: 400;">All you need is love/Tenho tanto pra te dar</span></i><span style="font-weight: 400;">” deu o tom de um ano que começou esperançoso, desmoronou lá pelo terceiro mês, mas fechou bem, cheio de amor por aqui.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Jessie Ware &#8211; What&#8217;s Your Pleasure? / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Perfume Genius &#8211; Set My Heart on Fire Immediately / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Róisín Murphy &#8211; Róisín Machine / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny &#8211; YHLQMDLG /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Lianne La Havas &#8211; Lianne La Havas</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jup do Bairro, Rico Dalasam &amp; Linn da Quebrada - ALL YOU NEED IS LOVE (Parte I)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8pCX3Cvk2-4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17689" aria-describedby="caption-attachment-17689" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17689 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Nectar do cantor Joji. Na imagem há o cantor Joji, homem japonês com cabelo curto preto. A fotografia está com uma luz lateral rosa, isso faz com que crie um efeito de sombra e profundidade no rosto do cantor. " width="696" height="696" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17689" class="wp-caption-text">Logo de cara, o álbum Nectar é exatamente como Joji o descreve: “um senso de urgência, porém calmo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Giovana Guarizo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma boa <em>selenator</em>, eu não poderia deixar de exaltar o álbum da minha artista favorita. Depois de quatro anos, Selena Gomez finalmente lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o qual eu não parei de ouvir o ano todo (é sério, todas as músicas do disco estão na minha retrospectiva do </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">). Repleto de mensagens sobre autoconfiança, amor próprio e superação, foi um dos álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais aclamados neste ano caótico. Apesar dela seguir o conceito de “raro” e ser a única a não divulgar um novo trabalho, no meu ano, ele fez sentido em momentos psicologicamente necessários. Mas, por incrível que pareça, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rare</span></i><span style="font-weight: 400;">, na verdade, é o meu top 2. O top 1 só poderia ser de The Weeknd. Tudo vindo dele brilha, mas </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de longe, o melhor que ele já nos concedeu. Um <em>CD</em> que se difere por se inspirar nos anos 80, mas que não consegue largar o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual. Sem contar que o cantor manteve um fantástico personagem desde o final de 2019, o qual perdura até agora. Uma era longa, mas que, com certeza, valeu a pena ser vivida. Abel Tesfaye trouxe o que eu precisava na sua penumbra musical. Na calada da noite, eu ouço </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Late</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem parar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um artista que entregou tudo e se revelou ainda mais esse ano foi Joji. O eterno </span><i><span style="font-weight: 400;">pink guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> transferiu a autenticidade dos seus vídeos do </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a música, e eu amei. O álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Nectar </span></i><span style="font-weight: 400;">reuniu 18 músicas impecáveis e que me viciaram logo de cara. Eu já não parava de ouvir o </span><i><span style="font-weight: 400;">BALLADS 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e com o disco de 2020 tive a mesma reação. A loucura de Joji me anima e o novo CD é, sem dúvidas, uma experiência valiosa. O cantor japonês me dá altas expectativas e me deixa ansiosa para futuros projetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cenário nacional, não teve como não me impactar com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O líder em Movimento</span></i></a><em>,</em><span style="font-weight: 400;"> do <em>rapper</em> BK&#8217;. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a minha favorita, ouso dizer que a melhor do <em>CD</em>, e com o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minha Gente</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Erasmo Carlos ficou realmente difícil errar. O disco é um grito antirracista, necessário e que, definitivamente, me fez passar horas ouvindo essa aula. E, como de costume, não consegui passar o ano sem as sofrências. Dessa vez, de um jeito mais animado, com Barões da Pisadinha. Os baianos encantaram o Brasil e lançaram o </span><i><span style="font-weight: 400;">DVD Novo dos Barões da Pisadinha Ao Vivo</span></i><span style="font-weight: 400;">, o qual é cheio de sucessos. Foi praticamente impossível não dar ouvidos ao trabalho deles nas rádios ou </span><span style="font-weight: 400;">no topo</span><span style="font-weight: 400;"> de qualquer plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma dupla que tem muito pela frente e que, se depender de mim, o </span><i><span style="font-weight: 400;">stream</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua em 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> </span>The Weeknd &#8211; After Hours / <strong>2. </strong>Selena Gomez &#8211; Rare / <strong>3. </strong>Joji &#8211; Nectar / <strong>4.</strong> BK&#8217; &#8211; O líder em Movimento / <strong>5.</strong> Barões da Pisadinha &#8211; DVD Novo dos Barões da Pisadinha Ao Vivo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Os Barões da Pisadinha - Recairei (Ao Vivo)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bKnB-0fSwDA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17690" aria-describedby="caption-attachment-17690" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17690 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Under My Influence da banda The Aces. A imagem possui as quatro mulheres do The Aces, todas elas são brancas e vestem um moletom. As mulheres estão atrás de um plástico que possui um rasgo no seu centro, onde elas estão posicionadas, uma do lado da outra. No centro da imagem há o nome do álbum “Under My Influence” escrito em letras na cor branca. Já no centro, na parte inferior, há o nome da banda com fonte na cor branca também." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17690" class="wp-caption-text">“Being ourselves could never be a crime” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra sobreviver o filme de terror que foi o ano passado, só com uma boa trilha sonora, o que não faltou em 2020. Tentando organizar um pódio de álbuns, sofri por ter de deixar muitos de fora. Para começar, não consegui não coroar The 1975 em primeiro lugar, talvez por ser fã de longa data, talvez porque </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><i>Notes on a Conditional Form</i></a><span style="font-weight: 400;"> é o álbum mais desafiador que tive o prazer de tentar entender. Passeando por gêneros e sonoridades, sem se preocupar com a coesão, a banda entrega uma bagunça, no melhor sentido: ao mostrar sua versatilidade, a cada faixa, The 1975 evoca e inspira uma emoção diferente, e torna cada </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Notes</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma experiência única. O grupo inglês, ainda, foi a inspiração para o The Aces conceberem o meu segundo lugar, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span></i><span style="font-weight: 400;">. Misturando solos de guitarra e melodias </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dançantes como acompanhamento para retratar os problemas, as inseguranças e as belezas da juventude moderna, o álbum torna-se ainda mais pessoal ao ser cantado pela banda de mulheres LGBTQ+.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E no ano atípico (que provavelmente é a palavra mais falada em 2020), aproveitei para explorar novos gêneros, e me rendi ao </span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">folklore</a>. </span></i><span style="font-weight: 400;">Que Taylor Swift é uma força eu já sabia, mas mergulhar nas letras honestas e intensas escritas por ela me fez sentir de tudo um pouco e a ficha caiu. Quem explorou outros estilos também foi Machine Gun Kelly, de quem eu não era grande fã até ouvir seu novo trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tickets to My Downfall, </span></i><span style="font-weight: 400;">que difere das produções antigas do <em>rapper</em> e ganha meu quarto lugar. O álbum traz letras descontraídas e outras brutalmente honestas, sempre embaladas por um divertido e estimulante </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">à la blink-182.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O meu quinto lugar (que só ficou nessa posição porque fiz um uni-duni-tê para elencar) vai para </span><a href="http://personaunesp.com.br/cool-tape-vol-3-critica/"><i>Cool Tape Vol. 3</i></a><span style="font-weight: 400;"> do Jaden, que me fez querer dançar pela rua, me apaixonar e mudar o mundo, tudo ao mesmo tempo. Infelizmente, quarentenada em casa, tudo o que eu pude fazer foi balançar na sala ao som das batidas animadas e encarar o teto pensativa enquanto escutava o artista cantar sobre o amor. Ainda, em uma menção honrosa, lembro do </span><i>EP</i><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><i> In a Dream</i></a><span style="font-weight: 400;"> do Troye Sivan, que surtiu o mesmo efeito em mim. A torcida é para que, em 2021, as danças não fiquem restritas às nossas salas de estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos: 1.</strong> The 1975 &#8211; Notes on a Conditional Form </span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>2. </strong>The Aces &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>3. </strong>Taylor Swift &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">folklore</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>4. </strong>Machine Gun Kelly &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Tickets to My Downfall</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>5. </strong>Jaden &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Cool Tape Vol. 3</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Aces - Daydream (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/maK_2Tv6xRs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17691" aria-describedby="caption-attachment-17691" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17691 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Power Up da banda AC/DC. A imagem é o fundo de um palco musical, com vários instrumentos e caixas de som. No centro da imagem há o nome da banda “AC/DC” escrito como se fosse um letreiro na cor vermelha. Esse letreiro espalha luz e toda imagem é iluminada com uma luz vermelha." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17691" class="wp-caption-text">Somente um ‘shot in the dark’ pode nos dar a energia power up necessária para 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Gomes Santana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que 2020 foi o ano das trevas, mas o capeta também trouxe coisas boas. Os &#8216;cidadãos de bem&#8217; que me desculpem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Power Up</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio com tudo na primeira posição por ser um clássico! Sim, estou falando do disco de retorno de uma das maiores bandas de <em>rock</em> já existentes: </span><i><span style="font-weight: 400;">AC/DC.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Com treze faixas que farão você querer entrar em êxtase, os velhinhos Brian Johnson, Phil Rudd, Clif Williams, Angus e Steve Young ainda sabem como fazer uma “sonzera” como poucos! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mesma pegada, James Hetfield nos relembrou o porquê de sua originalidade. O mais novo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">S&amp;M2</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> reúne o que há de melhor entre harmonias completamente opostas: </span><span style="font-weight: 400;">metal e música clássica</span><span style="font-weight: 400;">. Em terceiro lugar neste </span><em><span style="font-weight: 400;">ranking</span></em><span style="font-weight: 400;">, Jorge e Mateus invadiram meu coração através do mais recente </span><i><span style="font-weight: 400;">EP: T.E.P, </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrando que se o nosso coração estiver em paz,  não há o que se preocupar.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore </span></i></a><span style="font-weight: 400;">de Taylor Swift foi essencial em 2020. Além de trazer um novo conceito artístico com o clipe </span><i><span style="font-weight: 400;">willow</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum trouxe a confirmação que todos suspeitavam: Taylor é corinthiana. Só por isso, a artista já ganhou meu coração. Para fechar com a sensação de ser mais poderoso, esse top 5, com certeza, merece a participação de <em>Avisa que é o Funk</em> e do <em>single</em> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ilusão (Cracolândia)</span></i><span style="font-weight: 400;">. O MC Hariel fez um <em>funk</em> consciente sensacional e, por isso, encontrou espaço dentro da minha <em>playlist</em> de 2020. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> AC/DC &#8211; Power Up / <strong>2.</strong> Metallica &#8211; S&amp;M2 / <strong>3.</strong> Jorge e Mateus &#8211; T.E.P / <strong>4.</strong> Taylor Swift &#8211; evermore / <strong>5.</strong> MC Hariel &#8211; Avisa que é o Funk</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ILUSÃO &quot;CRACOLÂNDIA&quot; - Alok, MC Hariel, MC Davi, MC Ryan SP, Salvador da Rima e Djay W (GR6 Explode)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5LqeD-m7Iho?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17694" aria-describedby="caption-attachment-17694" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17694 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2.jpeg" alt=": A imagem é capa do álbum 40º.40 do cantor SD9. A imagem é formada por várias colagens de papel nas cores amarelo, rosa, preto e vermelho. No centro da imagem há uma colagem com o nome do álbum. “40º” está escrito com uma letra preta, já “.40” possui apenas o traço na cor preta e seu preenchimento é amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17694" class="wp-caption-text">Meus discos favoritos de 2020 foram baseados na vulnerabilidade, na revolta, e/ou em ambos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2020, o tempo para se dedicar a ouvir álbuns inteiros foi abundante. Afinal, passei a maior parte do ano em casa, no meu quarto. Logo no começo do ano, fui arrebatado por <a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><em>Fetch the Bolt Cutters</em></a>, o 5º e mais aguardado disco de Fiona Apple. E ela segue ditando suas próprias regras: criou um álbum inegavelmente <em>pop</em>, mas com organicidade. <em>Fetch</em> é um organismo vivo, onde Fiona nos convida a adentrar como nunca fez antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra <em>popstar</em> que privilegiou o intimismo foi Charli XCX. Em um dos primeiros discos lançados durante a pandemia, ela contou com a ajuda de fãs através de chamadas pelo <em>Zoom</em> e construiu seu álbum mais vulnerável e mais barulhento. <em>h</em><em>ow i’m feeling now</em> desvela outras camadas do som da britânica, adicionando ainda mais ruído ao <em>pop</em> hiperaçucarado. <em>Piorou</em>, novo disco do trio industrial/eletrônico Tantão e os Fita, também maximizou tendências extremas. O resultado? Um caldeirão de sons rascantes que evocam a velocidade brutal da vida mediada pelas redes sociais em meio ao caos do governo Bolsonaro. Tudo isso sem perder o <em>groove</em> e a irreverência. Um feito para poucos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>40º.40</em>, estreia do <em>rapper</em> carioca SD9, evidencia os contrastes por vezes mortais da vida à margem da sociedade: crime e sexo, bailes <em>funk</em> e operações policiais, sol quente e sangue frio. Além da destreza lírica, impressiona a versatilidade do MC, que se sai muito bem tanto em canções de temática mais tradicional ao <em>rap</em>, como a faixa-título e <em>Números</em>, quanto em faixas que se aproximam do <em>funk</em> proibidão. Por último, uma surpresa: <em>Guerrilla</em>, do produtor angolano Nazar, é uma simulação da atmosfera da guerra pela independência da Angola, atravessada pela esperança de um futuro melhor. Indicado especialmente para fãs de Burial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Fiona Apple &#8211; Fetch the Bolt Cutters /<strong> 2.</strong> SD9 &#8211; 40º.40 / <strong>3.</strong> Tantão e os Fita &#8211; Piorou / <strong>4.</strong> Charli XCX &#8211; how i’m feeling now / <strong>5.</strong> Nazar &#8211; Guerilla</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nazar, Bunker Ft Shannen SP" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wv8PVcYyTnI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17696" aria-describedby="caption-attachment-17696" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17696" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Numanice da cantora Ludmilla. No centro da imagem há uma ilustração da cantora Ludmilla, mulher negra com cabelo preto longo. A ilustração da cantora é acompanhada por diversos elementos, como folhas ao seu redor. O fundo da imagem remete ao Rio de Janeiro, é um desenho da cidade com o Cristo Redentor no canto superior esquerdo. Na parte inferior da imagem, há o nome do álbum “Numanice” escrito, com efeito neon na cor rosa. E no canto superior há o nome da cantora com o mesmo efeito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17696" class="wp-caption-text">Descontraído e bem produzido, Numanice evidencia talento e versatilidade de Ludmilla (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Giovanne Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seleção de um top 5 de melhores discos de 2020 não foi uma tarefa fácil. Foi um ano de muitas descobertas musicais, a quarentena proporcionou isso, a música foi uma terapia e uma grande aliada para enfrentar esse ano controverso. Entre as pérolas que conheci nesse período, quero dar um destaque para Moses Sumney. Sucessor de <em>Aromanticism</em> de 2017, encontrei em <em>Græ</em> conforto e uma certa identificação entre as 20 faixas divididas em álbum duplo. Num tom existencialista, Moses dá voz &#8211; e que voz! &#8211;  às suas poesias líricas, que envolvem temas como isolamento, incertezas e angústias, embaladas numa harmonia vocal dos deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em harmonia dos deuses, outro destaque bastante positivo esse ano foi da dupla Chloe x Halle. Já as conhecia da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Grown-ish</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas vê-las brilhar em 2020 com um dos álbuns mais aclamados do ano foi uma surpresa incrível. Seguindo o caminho sonoro da madrinha Beyoncé, a dupla entregou em <a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><em>Ungodly Hour</em></a> um </span><span style="font-weight: 400;">trabalho</span><span style="font-weight: 400;"> maduro, sensual, romântico e empoderador &#8211; sem falar da estética encantadora das performances. O ano também foi espetacular para Rina Sawayama e seu álbum de estreia, <em>SAWAYAMA</em>. A nipo-britânica criou uma atmosfera alucinógena em 13 faixas regadas a um <em>metal</em>&#8211;<em>pop</em>, perfeito para momentos de descontração e para esquecer, por instantes, a trágica pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora da língua inglesa, deixei um espacinho para bajular duas das minhas artistas preferidas: LOONA e Ludmilla. Em 2018, o álbum de estreia do grupo sul-coreano figurou na minha lista de melhores discos do ano, e aqui estão de volta com o </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/loona-midnight-critica/"><span style="font-weight: 400;">12:00</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Dois anos se passaram, mas a qualidade lírica e experimental do grupo continua. Ludmilla, conhecida pelos seus trabalhos no <em>funk</em> e no <em>pop-melody</em>, entregou o prometido e tão aguardado <em>Numanice</em>. O álbum de pagode, além de explorar a versatilidade da Lud como artista, ressaltou também o seu vocal em ritmos contagiosos à moda brasileira.</span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. <span style="font-weight: 400;">Moses Sumney &#8211; g</span></b><span style="font-weight: 400;">ræ </span><b>/ 2. <span style="font-weight: 400;">Ludmilla &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">Numanice </span><b>/ 3. <span style="font-weight: 400;">Chloe x Halle &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">Ungodly Hour </span><b>/ 4. <span style="font-weight: 400;">Rina Sawayama &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">SAWAYAMA </span><b>/ 5.</b><span style="font-weight: 400;"> LOONA &#8211; [12:00]</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fdBf5h7p09Q?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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<figure id="attachment_17697" aria-describedby="caption-attachment-17697" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17697 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Fetch The Bolt Cutters da cantora Fiona Apple. O fundo da imagem é na cor preta e nas bordas há detalhes em dourado. Na parte superior da imagem há escrito o nome da cantora “Fiona Apple” na cor roxa, com um leve contorno branco e também possui os olhos de um cachorro. No centro da imagem, há uma fotografia da cantora, com bastante zoom nos seus olhos, nariz e boca. Já na parte inferior, o nome do álbum ganha espaço com a mesma fonte utilizado no nome da cantora." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17697" class="wp-caption-text">Tragam os alicates! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 ficará marcado em nossas memórias como um dos anos mais conturbados da história recente. Porém, deixando a pandemia e seus desdobramentos caóticos a parte, foi um dos anos mais frutíferos para o cenário musical. Um dos grandes assuntos pertinentes ao tema foi, sem dúvidas, a influência da <em>disco music</em> nos lançamentos <em>pop</em>. Desta onda, destaco o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">What’s Your Pleasure?</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jessie Ware. A cantora britânica deu uma verdadeira aula de como trabalhar referências de décadas passadas para criar o próprio universo sonoro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o ano não se resumiu a globos espelhados e pistas de dança. As mulheres empunhando guitarras, contrabaixos, e incorporando até latidos fizeram do <em>rock</em> sua plataforma criativa e reinventaram o mais transgressor dos ritmos. Fiona Apple nos presenteou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><i>Fetch The Bolt Cutters</i></a><span style="font-weight: 400;">, trabalho singular no qual a artista trata com crueza e verdade temas como traumas do passado, relacionamentos desastrosos e feminismo. O álbum, gravado inteiramente em sua casa, se destaca pela riqueza instrumental e pela adição de ruídos cotidianos. Não é à toa que a sinfonia doméstica de Fiona encabeçou grande parte das listas de fim de ano, um disco que já nasceu clássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro grande destaque foi o segundo álbum de estúdio da roqueira Phoebe Bridgers. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista elevou ainda mais o domínio de suas baladas apocalípticas, com letras e arranjos de complexidade milimetricamente calculados. Adrienne Lenker, do Big Thief, capturou na dobradinha </span><i><span style="font-weight: 400;">songs / instrumentals</span></i><span style="font-weight: 400;"> o inverno da alma, em um registro marcado pela atmosfera acústica que nos transporta diretamente para uma cabana gelada de um bosque inóspito. E, por fim, as irmãs do HAIM lançaram seu terceiro e mais afiado disco até o momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Women In Music Pt. III</span></i><span style="font-weight: 400;">. Reunindo referências que transcendem ritmos e décadas, as meninas usaram toda sua bagagem musical para falar de experiências traumáticas, depressão e misoginia na indústria musical. O disco, que se tornou meu companheiro no último mês do ano, se encerra leve com </span><i><span style="font-weight: 400;">Summer Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, provando que sempre teremos um verão de amores ensolarados por vir.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Fiona Apple &#8211; Fetch The Bolt Cutters / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Phoebe Bridgers &#8211; Punisher / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> HAIM &#8211; Women In Music Pt. III / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Jessie Ware &#8211; What&#8217;s Your Pleasure? /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Adrienne Lenker &#8211; songs <strong>e</strong> instrumentals</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fiona Apple - Shameika (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yM63Tzv-uZg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17705" aria-describedby="caption-attachment-17705" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17705" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3.png" alt="A imagem é capa do álbum Song Machine, Season One: Strange Timez da banda Gorillaz. A imagem possui um fundo verde água com algumas ilustrações com pouco opacidade. No centro da imagem há vários objetos diferentes, como um piano de brinquedo e um sistema solar. Na parte superior há duas frases, a primeira “Gorillaz present” está escrito em uma fonte pequena na cor branca. Já a segunda frase é “SONG MACHINE” e ela possui uma fonte maior e uma sombra na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17705" class="wp-caption-text">Song Machine Season One: Strange Timez é Gorillaz em sua melhor forma desde Plastic Beach (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>João Batista Signorelli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhar para dentro de si e buscar alguma alegria em meio ao caos foram desafios do ano de 2020, e a música, de alguma maneira, foi um reflexo para essas e outras questões. Muitos lançamentos do último ano combinaram com a solidão de estar em casa sozinho consigo mesmo: às vezes sendo só uma voz chorosa com um violão, outras com sons improvisados de panelas e latidos de cachorros no quintal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiona Apple nos presenteou com o estrondoso </span><a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fetch the Bolt Cutters</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, apesar de não ter sido gravado durante a pandemia, é uma apogeu da música “feita em casa”. Seguindo um caminho mais introspectivo, Adrianne Lenker se destaca com uma delicadíssima coleção de canções em </span><i><span style="font-weight: 400;">songs. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas o provável título de álbum do ano vai para Laura Marling com o arrebatador </span><i><span style="font-weight: 400;">Song for Our Daughter, </span></i><span style="font-weight: 400;">que explora questões difíceis da maternidade, e que rouba alguma lágrimas nesse caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas seria fácil querer resumir o ano a uma <em>playlist</em> de música deprê e ignorar que alguns discos nos salvaram do buraco trazendo um pouco de alegria à vida. Depois de alguns lançamentos mornos, a banda virtual mais amada da música voltou com uma inesgotável fonte de energia que é </span><i><span style="font-weight: 400;">Song Machine, Season One: Strange Timez. </span></i><span style="font-weight: 400;">E</span><span style="font-weight: 400;"> Jacob Collier retorna a sua megalomania <em>pop</em> de harmonias complexas e pirações musicais em </span><i><span style="font-weight: 400;">Djesse Vol. 3. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sem esquecer de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shore, </span></i><span style="font-weight: 400;">de Fleet Foxes, que fica por aqui como menção honrosa, e que é otimista da maneira mais terapêutica possível para quem sobreviveu a um ano tão turbulento. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b>Laura Marling &#8211; Song for Our Daughter /<b> 2. </b>Adrianne Lenker &#8211; songs /<b> 3. </b>Gorillaz &#8211; Song Machine, Season One: Strange Timez /<b> 4. </b>Fiona Apple &#8211; Fetch the Bolt Cutters /<b> 5. </b>Jacob Collier &#8211; Djesse Vol. 3</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gorillaz - The Pink Phantom ft. Elton John &amp; 6LACK (Episode Seven)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CJ68kQLS250?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17706" aria-describedby="caption-attachment-17706" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17706 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Assim Tocam os MEUS TAMBORES do rapper Marcelo D2. A imagem é uma fotografia do cantor sentado e há um campo no fundo. A imagem possui um efeito que deixa ela nas cores azul e vermelho." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17706" class="wp-caption-text">Capa do álbum Assim Tocam os MEUS TAMBORES: o disco produzido durante a quarentena é um grito de resistência do hip-hop (Foto: Ronaldo Land)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020, com todos os seus períodos de tensão e silêncio, me fez olhar com ainda mais carinho para o valor da  música brasileira. Por isso, foi fácil até demais escolher o meu top 5 de melhores do ano, misturando obras do tão distante período pré-quarentena e as produções do surto de criatividade pandêmico. Em quinto lugar, lançado em janeiro de 2020, o álbum coletivo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Acorda Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, que regravou clássicos da música nacional de forma afetiva e nas maiores vozes da nova geração, como Liniker, Xênia França, Letrux, Maria Gadú e Luedji Luna. O quarto lugar fica com o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP Baile de Máscara</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Luana Carvalho. Visitando a temática carnavalesca e prestando uma linda homenagem à sua mãe &#8211; a lendária Beth Carvalho &#8211; Luana reinventa o samba e traz versões modernas de canções atemporais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro lugar da lista vai para o pré-pandêmico</span><a href="https://personaunesp.com.br/letrux-aos-prantos-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Letrux Aos Prantos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, na época, não sabia, mas se transformaria na perfeita trilha sonora da quarentena e do Brasil quase distópico de 2020, como nas canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Estou aos Prantos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Dorme com Essa</span></i><span style="font-weight: 400;">. No ano marcado pela feiura, na arte, prevaleceu a beleza, e o disco de estreia de Francisco Gil, ou somente Fran, é o perfeito exemplo de como as coisas ainda podem ser bonitas. Trazendo a Bahia, os orixás e a mistura deliciosa de seu axé acústico, </span><i><span style="font-weight: 400;">raiz</span></i><span style="font-weight: 400;"> se firma como um dos melhores do ano, e mostra que o talento corre solto pela família Gil, levando o segundo lugar do</span> <span style="font-weight: 400;">top 5. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o primeiro lugar da lista, não poderia haver outro que não </span><a href="https://personaunesp.com.br/assim-tocam-os-meus-tambores-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Assim Tocam os MEUS TAMBORES</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Marcelo D2. Produzido inteiramente em </span><i><span style="font-weight: 400;">lives </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitch</span></i><span style="font-weight: 400;">, com parcerias de outros </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">e cantores, </span><i><span style="font-weight: 400;">ATOMT</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o disco que melhor traduz a situação política e social do Brasil. As músicas dão voz à insegurança da pandemia, aos absurdos raciais, à revolta e à insatisfação do povo para com o governo, e à fagulha de esperança para um amanhã melhor. É um álbum político, mas também uma declaração de amor e fé. Além dos citados, deixo menções honrosas ao coletivo </span><a href="https://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Replay &#8211; Acabou Chorare</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Luedji Luna. </span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Marcelo D2 &#8211; Assim Tocam os MEUS TAMBORES / </span><b>2. </b>Fran &#8211; raiz<span style="font-weight: 400;"> / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Letrux &#8211; Letrux Aos Prantos / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Luana Carvalho &#8211; Baile de Máscara / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Vários Intérpretes &#8211; Acorda Amor</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Filme • Assim tocam os MEUS TAMBORES" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XRyPN6oiPdM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17744" aria-describedby="caption-attachment-17744" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-17744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17744" class="wp-caption-text">Capa do álbum Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água: o trabalho de Luedji Luna é acalanto para os tempos de quarentena (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cresci ouvindo grandes nomes da música nacional, e me sinto privilegiada quando um lançamento desses ícones, que me acompanham a tanto tempo, consegue me arrebatar. Por isso, não tinha como não dar o primeiríssimo lugar à Adriana Calcanhotto. </span><i><span style="font-weight: 400;">Margem, Finda a Viagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às plataformas digitais em novembro, já nos fazendo embarcar junto a ela. A forma como Calcanhotto guia a viagem marítima através das canções deixou o gosto de, talvez, essa ter sido a minha única grande viagem de 2020. E, se Adriana Calcanhotto nos colocou no mar, Luedji Luna mostrou que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Mesmo É Estar Debaixo D&#8217;Água</span></i><span style="font-weight: 400;">. O novo álbum da cantora é emoção e sentimento à flor da pele do começo ao fim, tornando-se ainda mais forte com a participação da escritora Conceição Evaristo recitando um poema na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Ain’t Got No</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, muitos bebem da fonte daqueles que construíram a nossa MPB há 60 anos. Referenciar as maiores obras da nossa música é, quase sempre, um tiro no escuro por tamanha importância delas. Talento e respeito são as chaves principais para uma grande homenagem, e isso não faltou no </span><a href="http://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Replay &#8211; Acabou Chorare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Contando com variados nomes da nova MPB, a regravação abrilhantou ainda mais músicas que tem um gosto tão atual, e, acima disso, manteve total respeito aos grandiosos </span><span style="font-weight: 400;">Novos Baianos</span><span style="font-weight: 400;">. Essa importância do legado é algo cotidiano na família Gil, que está aí para mostrar que “</span><i><span style="font-weight: 400;">quem sai aos seus não degenera</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além de termos os </span><i><span style="font-weight: 400;">Gilsons</span></i><span style="font-weight: 400;"> presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Replay</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o Bem Gil no instrumental de </span><i><span style="font-weight: 400;">Margem</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2020 foi o ano de Francisco Gil, neto de Gilberto, deixar sua marca na música com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">raiz</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco, com a temática ancestralidade, tem canções reflexivas trazendo muito axé.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preciso ser justa nesta lista e também citar o <em>pop</em> internacional. Poderia fazer um  <em>ranking</em> apenas com grandes lançamentos que passei horas ouvindo esse ano, como o de </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jessie Ware e <a href="https://personaunesp.com.br/plastic-hearts-critica/">Miley Cyrus</a>. Mas, merecidamente, reservei o último lugar do meu top 5 para a loirinha. 2020 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span><span style="font-weight: 400;"> servir ao mundo do <em>pop</em></span><em><span style="font-weight: 400;"> </span></em><span style="font-weight: 400;">com dois lançamentos em apenas 5 meses. Minha menção honrosa vai para </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele é, sem dúvidas, o álbum que eu esperava após o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Reputation</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não que o <em>L</em></span><i><span style="font-weight: 400;">over</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja ruim, pelo contrário, mas o salto de eras feito por Taylor não foi nada parecido com o que eu imaginava para o futuro, me deixando à espera de algo mais monocromático como vemos  nas composições e produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Discos favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"><strong> 1.</strong> Adriana Calcanhotto &#8211; Margem, Finda a Viagem / <strong>2.</strong> Luedji Luna &#8211; Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água /<strong> 3.</strong> Vários intérpretes &#8211; Replay &#8211; Acabou Chorare  / <strong>4.</strong> Fran &#8211; raiz / <strong>5.</strong> Taylor Swift &#8211; folklore</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Adriana Calcanhotto | Futuros Amantes | Margem, Finda A Viagem (Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HrGNabLqHH0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17745" aria-describedby="caption-attachment-17745" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Ungodly Hour das cantoras Chloe e Halle. A imagem é uma fotografia das duas cantoras, elas estão abraçadas. As duas são mulheres negras e vestem um vestido de couro preto. Elas também possuem asas pratas e o fundo é um céu com detalhes roxos e laranja." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime.jpg 880w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17745" class="wp-caption-text">O ataque do futebol transposto para a batalha artística aumenta o letreiro da tradução cultural que é o disco do trio Febem, Fleezus e CESRV (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perdoem o clichê, vocês já sabem. Ano pandêmico. Foi complicado, foi difícil. O que abraçar artisticamente quando o real já não está em paz com a gente? Os toques são proibidos e o mundo nos ataca. Como a música, aquilo que apenas escutamos (de certo modo o único sentido longe dos protocolos), vai nos confortar nesse apocalipse? A resposta encontrada aqui foi na criação ou afirmação de mundos, um elemento de destaque nos selecionados do meu ano musical.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">BRIME!</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">40º.40</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundamento</span></i><span style="font-weight: 400;"> ressignificaram, criaram e posicionaram universos através do contato com o local ou com o estrangeiro. A influência londrina acelerada do </span><i><span style="font-weight: 400;">grime </span></i><span style="font-weight: 400;">encontra a correria perseverante das quebradas paulistas e cariocas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundamento</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria um universo mais localizado. Se o caldo de Febem, Fleezus, CESRV e SD9 atravessam pontes, Marabu faz uma viagem pelo baile de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelas vias estreitas da periferia, onde as vozes se misturam com o grave, com o batuque do tambor de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o esquenta da moto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da correria e da canseira do embalo do baile, há o respiro, a volta para casa. Vem a ligação ancestral, espiritual, leve e calma do violão de <em>Olorum</em>, do baiano Mateus Aleluia, ex-membro do finado grupo de afroxé Os Tincõas. E, na saída do respiro, neste mundo que aprisiona, atira e machuca, que venha o gutural e experimental eletrônico de Tantão e os Fita, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Piorou</span></i><span style="font-weight: 400;">. Talvez a liberdade do grito radical atravessado pelos distorcidos eletrônicos riscados desse disco seja a sensação que mais representou o ano de todos nós. E, agora, em 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">“vai piorar a qualquer hora”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos: 1.</strong> Febem, Fleezus e CESRV &#8211; BRIME! / <strong>2.</strong> SD9 –  40º.40 / <strong>3.</strong> Marabu – FUNDAMENTO / <strong>4.</strong> Mateus Aleluia – Olorum / <strong>5.</strong> Tantão e os Fita – Piorou</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tantão e os Fita - Piorou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dQbtfxET1sc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17752" aria-describedby="caption-attachment-17752" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17752" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Future Nostalgia da cantora Dua Lipa. Na fotografia, há a cantora Dua Lipa, mulher branca com cabelo loiro e preto. A cantora vesta uma roupa rosa e veste luvas brancas. Além disso, ela dirige um carro. O fundo da imagem é preto, com uma lua azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17752" class="wp-caption-text">Dua Lipa é o futuro e o passado com Future Nostalgia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Fellipe Gualberto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum álbum é melhor para iniciar a lista de obras que se destacaram em 2020 do que <em>how I’m feeling now</em>, que foi uma genuína experiência da quarentena e a expressão sonora do que se passou ao longo desse ano. O álbum de Charli XCX foi feito de maneira colaborativa em <em>lives</em> e chamadas de vídeos com os fãs, a temática é o isolamento causado pela pandemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe dos Estados Unidos, Pabllo Vittar entregou o melhor de brasilidade do começo ao fim em <em>111 Deluxe</em>. Seja abrindo espaço para artistas ainda não tão conhecidos, como em <em>Tímida</em> com A Travestis, ou em músicas novas, como o <em>forró-pop</em> de <em>Eu Vou</em>, Pabllo não erra em nada e consegue elevar ritmos nacionais a nível mundial. Já na Coreia do Sul, BLACKPINK lançou <a href="https://personaunesp.com.br/blackpink-the-album-critica/"><em>The Album</em></a>, que passeia por diversos ritmos entregando um <em>pop</em> de qualidade para derrubar qualquer preconceito que alguém pode ter com produções musicais sul-coreanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no <em>pop</em>, um dos destaques do ano sem dúvida foi <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><em>Future Nostalgia</em></a>, Dua Lipa inicia seu álbum com uma faixa homônima que funciona como um manifesto de toda sua arte. Usando de referências aos anos 90 (que pasmem, já se foram a 3 décadas), a cantora traz de volta o que nem sabíamos que tínhamos saudade de forma sincera. Por último, o retorno de Lady Gaga com <a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><em>Chromatica</em></a> chamou a atenção, com participações de Ariana Grande e BLACKPINK, a cantora fala sobre transtornos psicológicos, cria um universo ficcional e entrega interlúdios que te envolvem ainda mais no álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>2.</strong> Pabllo Vittar &#8211; 111 DELUXE / <strong>3.</strong> Lady Gaga &#8211; Chromatica / <strong>4.</strong> BLACKPINK &#8211; The Album / <strong>5.</strong> Charli XCX &#8211; how i’m feeling now</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dua Lipa - Future Nostalgia (Official Lyrics Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8EJ-vZyBzOQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17746" aria-describedby="caption-attachment-17746" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17746" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Ungodly Hour das cantoras Chloe e Halle. A imagem é uma fotografia das duas cantoras, elas estão abraçadas. As duas são mulheres negras e vestem um vestido de couro preto. Elas também possuem asas pratas e o fundo é um céu com detalhes roxos e laranja." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17746" class="wp-caption-text">As anjas da hora ímpia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Savedra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para lançamentos musicais, sem dúvidas, 2020 foi um ano bom (e talvez apenas nesse quesito). Com a quarentena, diversos artistas tiveram seus trabalhos reduzidos a fim de evitar aglomerações como em turnês e, assim, puderam focar em lançar músicas. Um exemplo disso é Pabllo Vittar, que apenas nesse ano lançou dois álbuns (um com metade de inéditas e outro com <em>remixes</em> que abrasileiraram ainda mais as faixas); ou então Charli XCX, que criou e lançou um disco inteiro no que chamamos primeira temporada da quarentena. Não faltam exemplos de artistas que aproveitaram o tempo em casa para nos entregarem excelentes materiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhos grandiosos foram lançados, <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/">Dua Lipa</a>, que teve sua divulgação interrompida pela pandemia, entregou um trabalho muito mais coeso que seu álbum de estreia e, sem precisar encher de </span><i><span style="font-weight: 400;">fillers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e músicas externas em versões exclusivas do <em>CD</em> (pelo menos até agora), conseguiu se estabelecer como um dos grandes nomes do ano. Kali Uchis marcou sua carreira com um manifesto em forma de álbum em espanhol através do </span><i><span style="font-weight: 400;">Sin Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando seu público estadunidense se mordendo de raiva e abraçando suas origens latinas. Little Mix entregou o que viria a ser o seu último álbum com sua formação original, e que também se consolidou como um marco em sua carreira após se livrarem de Simon Cowell, que as acompanhava desde o</span><i><span style="font-weight: 400;"> The X Factor</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2011.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música, sem dúvidas, ganhou mais importância na vida de inúmeras pessoas, assim como na minha, e as principais obras que me acompanharam durante esse nada fácil ano se tornaram mais do que apenas meus álbuns preferidos lançados em 2020. Cultivo um carinho muito grande por todos os citados e pelas experiências que me proporcionaram. Menções honrosas: Lady Gaga &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><i>Chromatica</i></a><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><i>In a Dream</i></a><span style="font-weight: 400;">, Ebony &#8211; <em>Condessa</em> e Jessie Ware &#8211;  </span><i><span style="font-weight: 400;">What&#8217;s Your Pleasure?</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour/ <strong>2.</strong>  Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>3.</strong> Pabllo Vittar &#8211; 111 / <strong>4.</strong> Little Mix &#8211; Confetti / <strong>5.</strong> Kali Uchis &#8211; Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios) ∞</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Little Mix - Sweet Melody (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/r4P-WOOUPk4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Os Melhores Discos de 2020 " width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/3lPnor2vD0voea9ZF7y0KJ"></iframe></p>
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		<title>Os melhores discos de Janeiro/2020</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 00:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Cezar Augusto]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cezar Augusto, Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Teixeira Como manda a tradição da indústria cultural do Ocidente, o maior fato musical do primeiro mês do ano foi o Grammy. Entre performances burocráticas e premiações previsíveis, os artistas que mais chamaram atenção foram Tyler, The Creator, que ganhou sua primeira estatueta como Melhor Álbum de Rap &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-janeiro2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de Janeiro/2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13566" aria-describedby="caption-attachment-13566" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13566 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy.jpg" alt="" width="970" height="645" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy.jpg 970w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13566" class="wp-caption-text">(Kevin Mazur/Getty Images Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Cezar Augusto, Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>Como manda a tradição da indústria cultural do Ocidente, o maior fato musical do primeiro mês do ano foi o <a href="https://www.omelete.com.br/grammy/grammy-2020-vencedores#categoria-1">Grammy</a>. Entre performances burocráticas e premiações previsíveis, os artistas que mais chamaram atenção foram <a href="https://www.youtube.com/watch?v=IJilkMPqvs0">Tyler, The Creator</a>, que ganhou sua primeira estatueta como Melhor Álbum de Rap por <em>IGOR </em>(<a href="http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/01/28/tyler-the-creator-grammy-kobe/">e a contestou após a cerimônia</a>), e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Glo6mbDWLd4">Demi Lovato</a>, em sua primeira e tocante aparição pública após uma overdose em 2018. De resto, a pompa de sempre, que cada vez significa menos, tanto para os artistas, quanto para os fãs.</p>
<p>Nossa curadoria de janeiro dá conta de uma maior variedade do que o Grammy, indo da música eletrônica fora da caixinha à MPB ao pop. Tem pra todo mundo. Confira!</p>
<p><span id="more-13520"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13555 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641.png" alt="" width="500" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641-300x300.png 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Against All Logic &#8211; Illusions of Shameless Abundance<br />
</strong></p>
<p><em>música eletrônica, funk carioca</em></p>
<p>Foi tipicamente sem alarde que Nicolas Jaar disponibilizou o novo EP do Against All Logic, projeto que estreou em 2018 com o elogiadíssimo <em>2012 &#8211; 2017</em>. <em>Illusions of Shameless Abundance </em>é um EP composto por duas faixas com participações de encher os olhos que dá uma guinada de 360 graus em relação ao que Jaar entregou em 2018. Em vez do deep house feito sob medida para as pistas, o deconstructed club baseado quase exclusivamente no grave das batidas. Não que o material não seja próprio para dançar (afinal, temos a influência de funk carioca em &#8220;Alucinao&#8221;), mas a proposta aqui é mais futurista e narcotizante. Jaar já anunciou um novo full-length para fevereiro. Se vier nessa toada, tem tudo para ser um dos grandes álbuns de 2020. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alucinao" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/n9J8fdht9AE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13526" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona.jpeg" alt="persona melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Georgia &#8211; Seeking Thrills</strong></p>
<p><em>synthpop</em></p>
<p><em>We are wicked young fools.</em> É como Georgia se define, nos primeiros segundos do registro. Fruto da tendência latente &#8211; e talvez até um tanto saturada &#8211; de oitentismos dramáticos que tentam falar por um geração, o segundo disco da britânica consegue fugir à curva. Isso se dá, principalmente, pelos sintetizadores que são familiares, mas que pervertem as expectativas do ouvinte aqui e ali. E letras como a da extraordinária “About to Work the Dancefloor”, composição que nos transporta direto para as pistas de dança solitárias de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CcNo07Xp8aQ">Robyn</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qj1BNgz5Muk">Róisín Murphy</a>, fazem o <em>play</em> valer a pena. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Georgia - About Work The Dancefloor (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/A4Y9V07wry4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13521 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Kiko Dinucci &#8211; Rastilho</strong></p>
<p><em>afoxé, Vanguarda Paulista</em></p>
<p><a href="https://kikodinucci.bandcamp.com/">No release publicado no Bandcamp</a>, Kiko Dinucci afirma que em <em>Rastilho</em> é a madeira que canta. Nesse seu <a href="https://revistatrip.uol.com.br/trip/kiko-dinucci-revisa-sua-historia-e-fala-sobre-rastilho-meta-meta-e-mais">reencontro com o violão</a>, Dinucci mais uma vez reconfigura as possibilidades percussivas e de timbre do instrumento, da mesma forma que ele faz no <a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">Metá Metá</a> e nos diversos projetos colaborativos da carreira.</p>
<p>A base rítmica de <em>Rastilho </em>é o afoxé, a versão não-religiosa da música de candomblé, enquanto as breves letras variam entre cantos do mesmo candomblé (&#8220;Olodé&#8221;) e contos caóticos urbanos (&#8220;Febre do Rato&#8221;, &#8220;Veneno&#8221;). O destaque é mesmo o violão de Kiko, sua fluidez de possibilidades aparentemente infinitas que atinge o ápice na instrumental &#8220;Marquito&#8221;.</p>
<p>As participações de Ava Rocha na selvagem &#8220;Dadá&#8221;, Rodrigo Ogi na supracitada &#8220;Veneno&#8221; e Juçara Marçal na frenética &#8220;Gaba&#8221; abrilhantam ainda mais o produto final, conferindo ecleticidade a ele. O encerramento com o samba &#8220;Rastilho&#8221; dá tom mais urgente ao álbum: &#8220;Ninguém pode parar / nem fé, amor ou sorte / vamos explodir&#8221;. As frutas podres que ilustram a capa, baseada no <em>Power, Corruption and Lies </em>do New Order, não estão ali por acaso. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rastilho" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/dIPJ7Sjsvso?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13529 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_.jpg" alt="mura masa melhores persona" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Mura Masa &#8211; R.Y.C.</strong></p>
<p><em>eletrônico</em></p>
<p>Lembra daquele clima de inadequação adolescente, de rebeldia sem causa, do indie pop no início da década passada? Young the Giant, Grouplove — quanto mais cafona, melhor. São essas as inspirações do segundo registro  do projeto solo Mura Masa, que inaugura a nostalgia musical com os anos 2010.</p>
<p>A lamúria convence, ainda que venha com pitadas de ironia. Interferências eletrônicas dão sempre o ar da graça, mas a atmosfera adolescente e pop rock prevalece, resultando em um trabalho menos dançante que <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sjle_ZI4elo">seu antecessor</a><i>, </i>mas que tem seus momentos de agitação — “Live Like We&#8217;re Dancing” deve funcionar nas pistinhas da cena. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mura Masa, Ellie Rowsell, Wolf Alice - Teenage Headache Dreams" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CbcUXLr4k9U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13531" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona.jpg" alt="rare melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona.jpg 576w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Selena Gomez &#8211; Rare</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Após um bom tempo se dedicando a outros projetos, séries e colaborações, Selena Gomez retorna com seu mais novo álbum de inéditas. Abordando assuntos de alta relevância, como empoderamento feminino, saúde mental e relacionamentos abusivos, o disco é uma mensagem direta para ela mesma, que desde muito tempo vem lidando com assuntos turbulentos.</p>
<p>Sem sair da sua zona de conforto, a cantora busca dar uma repaginada no que já produziu em sua curta carreira. Além disso, toda construção do álbum, desde as músicas a estética visual contaram com participação ativa de Selena, tornando o disco um trabalho ainda mais pessoal. <strong>(CA)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez - Look At Her Now (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8u-_64S7plI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os melhores discos de 2019</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Dec 2019 19:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Cezar Augusto]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Elder John]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da edição passada: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019. A intenção é garantir a diversidade de sons &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg" alt="" width="2000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da <a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">edição passada</a>: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019.</p>
<p>A intenção é garantir a diversidade de sons e pessoas, não ficando restritos às preferências pessoais da editoria ou ao que <a href="https://www.metacritic.com/browse/albums/score/metascore/year/all?year_selected=2018">já foi abraçado pela crítica</a> mundo afora. E esperamos ter alcançado esse propósito. A lista passeia por gêneros extremamente brasileiros, mas o rolê se expande para o mundo todo, do <em>house</em> ao sertanejo universitário. Confira:</p>
<p><span id="more-13205"></span></p>
<figure id="attachment_13263" aria-describedby="caption-attachment-13263" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg" alt="pandora melhores do ano" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13263" class="wp-caption-text">Inspirada em Michael Jackson, a capa do disco de estreia da Luisa Sonza, é uma das mais bonitas do ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Cezar Augusto</strong></p>
<p>Meu ano musical foi uma grande descoberta de estilos e musicalidades. Sempre fui muito preso ao pop e seus desdobramentos, buscando desde músicas mais antigas até mesmo novos artistas. Em termos de estilo, pude descobrir o <em>country</em>  — que para mim, antes, se resumia em músicas antigas—, mas bebi da fonte de artistas como a atual ganhadora do Grammy  de Álbum do Ano Kacey Musgraves, que mostrou-me um outro lado da música tradicional americana.</p>
<p>Além disso, o R&amp;B se tornou mais presente esse ano, com cantoras como HER, SZA e Tinashe. Elas invadiram minhas playlist de forma desproporcional, tanto que o ritmo foi o segundo que mais ouvi esse ano. Finalizando, continuei fiel ao pop, descobrindo diariamente novos <em>singles</em> e álbuns que estremecem meus ouvidos até agora. Artistas como <a href="http://personaunesp.com.br/thank-you-next-ariana-critica/">Ariana Grande</a>, Kim Petras e Lizzo são algumas das artistas mais frequentes no meu Spotify em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Pandora &#8211; Luísa Sonza / 2. thank you, next &#8211; Ariana Grande / 3. Songs For You &#8211; Tinashe / 4. TURN OFF THE LIGHT &#8211; Kim Petras / 5. Cuz I Love You &#8211; Lizzo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lizzo - Tempo (feat. Missy Elliott) [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Srq1FqFPwj0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13310" aria-describedby="caption-attachment-13310" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg" alt="" width="493" height="493" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg 493w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 493px) 85vw, 493px" /><figcaption id="caption-attachment-13310" class="wp-caption-text">As dualidades do corpo humano com a tecnologia, o Manifesto Cibernético &#8211; a capa já entrega o conceito de GEO_01. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha promessa da <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">lista passada</a> era ouvir mais álbuns nacionais. Não posso dizer que a concretizei, porém, mantive o equilíbrio. E, sem dúvidas, foi de terras brasileiras que ouvi as vozes mais originais e únicas deste ano. A paulistana<strong> Geovana Mantovani</strong> entregou seu primeiro álbum, que parece ter saído diretamente do mundo cibernético. São vastos os gêneros encontrados nas 9 faixas de <em>GEO_01</em>, e a mão do produtor Guilherme Mobilesuit dá harmonia e consistência para os </span><i><span style="font-weight: 400;">glitchs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;">. O vocal, as letras e a produção da dupla criam um universo tecnológico único no electropop brasileiro e que me impressionou a cada escutada. Merecem muito mais atenção dos holofotes nacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da gringa, o rap brasileiro transformou o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;">, estilo de música urbana surgido no Reino Unido, mistura do ritmo de gêneros eletrônicos como o dubstep, para criar a batida das músicas. O destaque vai para o álbum <em>Running</em>, do Febem, que embala a correria de São Paulo, entre a discriminação, o ganha-pão e a reafirmação da sua presença no rap. Febem é versátil e não difere de outros simplesmente pela produção de qualidade, mas por mirar e atirar em todos, até mesmo na cena nacional, sem isenção de crítica. O <a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/o-grime-do-brasil/">grime no Brasil</a> vem forte e esse ano também contou com a presença de LEALL e Fleezus, com excelentes singles e EPs embalando os bailes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajando para o Nordeste, Nego Gallo debutou com <em>Veterano</em>, em fevereiro, e mesmo sendo lá no início, marcou muito aqui. Entre o reggae, dancehall, funk e rap, a estética da periferia de Fortaleza está nesse disco, e vale muito o repeat. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinamarquesa Erika de Casier debutou com <em>Essentials</em>, doce e tocante R&amp;B com batidas pop retrô, mas com a mais perfeita vibe do <em>chill out</em> contemporâneo. Para ficar de olho na dona da voz, tem futuro. Pode não ter dominado as listas, mas aqui no meu Spotify esteve muito presente. Assim como Tyler, the Creator. Por mais que <em>IGOR</em> não seja seu melhor álbum, ele se reinventou novamente, mudou a persona, a voz e gênero, e reafirmou sua posição na lista dos melhores artistas do rap americano.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. GEO_01 &#8211; GEO/ 2. RUNNING &#8211; FEBEM/ 3. Essentials &#8211; Erika de Casier/ 4. Veterano &#8211; Nego Gallo/ 5. IGOR &#8211; Tyler, the Creator</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Erika de Casier - Do My Thing" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rEmRS_mr9yk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13276" aria-describedby="caption-attachment-13276" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg 598w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13276" class="wp-caption-text">Como de costume, a capa do terceiro disco de Djonga tem vida própria (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John Pereira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019 ouvi basicamente rap, funk e pagode, os meus estilos preferidos. O funk não tem a cultura de lançar álbuns, logo, fica fora da lista… A explosão de Kevin O Chris juntamente com outros Mc&#8217;s de destaque do Rio de Janeiro. Em São Paulo, PP da VS se manteve no auge e Lele JP surgiu com ótimos lançamentos. Se algum desses artistas tivesse um álbum, teria lugar cativo no meu top 5.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando no top 5, <strong>Djonga</strong> mais uma vez lançou <a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/">o disco do ano</a>, acertou em tudo, é até redundante falar, artista completo, um dos melhores do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hot e Oreia me surpreenderam com a ousadia de um trabalho totalmente original, trabalhando temas atuais e de extrema importância. Completando sobre o rap, Coruja BC1 se estabeleceu de vez entre os melhores com um disco diversificado e contundente. A curiosidade dessa lista é a participação de Djonga nos outros dois álbuns, nas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gustavos</span></i><span style="font-weight: 400;">, respectivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E finalizando, Thiaguinho e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNF6sUjpVfs">Péricles (saudades Exaltasamba)</a> vieram com produções solo de muita qualidade, cada um no seu estilo, tocando no coração como só eles sabem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar também o disco</span><i><span style="font-weight: 400;"> Padrim </span></i><span style="font-weight: 400;">do FBC, lançado em novembro, com participações de artistas importantes na cena nacional e que não entrou na seleção por ser muito recente. Além do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Zeca Pagodinho, consagrando ainda mais o já esplêndido sambista.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong> 1.<strong> </strong>Ladrão – Djonga / 2. Rap de Massagem – Hot e Oreia / 3. Vibe – Thiaguinho /  4. Psicodelic – Coruja BC1 / 5. Pagode do Pericão &#8211; Péricles</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="2. Hot e Oreia part. Djonga - Eu Vou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/r_hKNolK7U0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13281" aria-describedby="caption-attachment-13281" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13281" class="wp-caption-text">All wrapped in cellophane, the feelings that we had (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p>Meu 2019 foi majoritariamente brasileiro. Dentre os vários lançamentos que passaram pelos meus ouvidos, a relação foi mais profunda com <em>Rente</em>, de Jair Naves, e <em>O Jogo Humano</em>, do Test. O terceiro disco do ex-vocalista da seminal Ludovic é um grito aos quatro ventos contra o fascismo que assola o país, uma meditação sobre a epidemia de assédios sexuais, uma carta de amor, um pedido de socorro. É o melhor disco de Jair, aquele em que suas letras complexas são pela primeira vez correspondidas pelos arranjos, num equilíbrio entre o pop rock, o rock alternativo e o folk.</p>
<p>Com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/"><em>O Jogo Humano</em></a>, também terceiro álbum do duo Test, fui relembrado do poder catártico da música extrema. A formação é minimalista e a proposta, ambiciosa: 54 trechos de músicas que podem ser juntas de qualquer maneira. Sendo assim, cada versão física do álbum (digital, CD, vinil e K7) é diferente. Uma obra tão sufocante quanto curativa. Destaque para as letras, assinadas por uma variedade de artistas tão díspares quanto Kiko Dinucci (<a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">Metá Metá</a>), o próprio Jair Naves e Quique Brown (Leptospirose).</p>
<p>Na esfera internacional, as mulheres dominaram. Billie Eilish uniu tribos com seu pop orgânico e autêntico. A veterana Kim Gordon, por outro lado, separou tribos com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2019/"><em>No Home Record</em></a>, um disco que tem tudo e nada a ver com sua carreira no finado <a href="https://personaunesp.com.br/sonic-youth-daydream-30-anos/">Sonic Youth</a>. Caroline Polachek entregou o debut mais redondo dos últimos tempos com <em>Pang</em>, mesclando Charli XCX e Kate Bush em um caldeirão multicor. Mas o pódio ficou com <strong>FKA twigs</strong>, LINGUA IGNOTA e Lana Del Rey.</p>
<p>Lana e seu <em>Norman Fucking Rockwell! </em>foram a maior surpresa de 2019, sem dúvidas. Como desconhecedor da obra de Elizabeth Grant, eu não poderia ter me surpreendido mais com a consistência de seu sexto disco de estúdio. Foram incontáveis replays desde agosto e ainda não consigo apontar destaques &#8211; e acho que esse é o maior destaque de todos. &#8220;Mariners Apartment Complex&#8221;, contudo, merece nota: desde a letra irretocável ao arranjo que relê o melhor do folk rock setentista, minha música favorita do ano.</p>
<p><em>Caligula</em>, da LINGUA IGNOTA, não suscitou muitos replays. Não por falta de qualidade, longe disso; o caso é que o segundo disco de Kirstin Hayter é de uma visceralidade tão intensa que chega às raias do cruel. Cantora lírica, Hayter se voltou à música extrema para dar conta de traumas pessoais (dentre eles, a anorexia e relacionamentos abusivos). Em <em>Caligula </em>ela atinge um novo patamar na recente carreira, subvertendo noções cristãs como o Deus do Velho Testamento para anunciar sua vingança contra todos aqueles que a oprimiram. Some isso à um direcionamento musical que mistura música clássica ao mais puro <em>noise </em>e temos o disco mais difícil de 2019. Ouça no escuro.</p>
<p><em>MAGDALENE</em>, o segundo disco da inglesa FKA twigs, embalou meus momentos mais vulneráveis; foi o disco certo no momento certo. Ao incrementar seu R&amp;B experimental com influências de hip hop e música eletrônica, Tahliah Barnett encerra seu hiato de três anos e ressurge mais forte do que nunca após uma cirurgia delicada e um término amargo. Para dançar, para chorar, para pensar: twigs nos entregou o pacote completo.</p>
<p>Que venha 2020!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. MAGDALENE &#8211; FKA twigs / 2. Caligula &#8211; LINGUA IGNOTA / 3.  Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 4. Rente &#8211; Jair Naves / 5. O Jogo Humano &#8211; Test</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jair Naves - “Deus Não Compactua” (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cFvC_VQlzx8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13206" aria-describedby="caption-attachment-13206" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13206" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda </strong></p>
<p>Musicalmente, 2019 foi um ano de estreias e reinvenções para mim. Alguns artistas que eu acompanhava há algum tempo lançaram seus primeiros álbuns, enquanto outros retornaram com força para a minha lista de mais tocados, depois de algum tempo fora.</p>
<p>Foi <strong>Shura</strong> quem capturou meu coração e minha alma, com seu segundo álbum, <em>forevher</em> &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/shura-forevher-critica/">cuja crítica você pode ler aqui mesmo</a>. Nele, a cantora inglesa trançou todas as suas paixões e expectativas, resultando no melhor disco que eu ouvi esse ano, equilibrando perfeitamente o seu <em>pop indie</em> melancólico com um <em>jazz</em> eletrônico que fez com que o disco se tornasse uma obra completamente autoral.</p>
<p>Foi bom também descobrir coisas novas, como o <em>synthpop</em> de Aly &amp; AJ, que voltaram com o EP <em>Sanctuary</em>, que confirmou a habilidade do duo de criar batidas que silenciosamente revitalizaram o pop internacional. Foi bom também ver o retorno do The Last Internationale com o fantástico <em>Soul on Fire</em>, um exemplo de <em>hard rock</em> comunista com algumas das faixas mais elétricas que eu tive o prazer de ouvir.</p>
<p>O <em>debut</em> da norueguesa Sigrid, <em>Sucker Punch</em>, atingiu novos tons e ao mesmo tempo aperfeiçoou sua apresentação musical ao ponto do absurdo. A estreia de Tessa VIolet foi um dos momentos marcantes do ano, sendo transmitida através de caçadas ao tesouro virtuais que anunciaram o lançamento do aguardado <em>Bad Ideas</em>, que contou com uma série de singles bem recebidos e algumas canções novas que reforçam o som sólido da americana.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. forevher &#8211; Shura / 2. Soul on Fire &#8211; The Last Internationale / 3. Sanctuary &#8211; Aly &amp; AJ / 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid / 5. Bad Ideas &#8211; Tessa Violet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shura - religion (u can lay your hands on me)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI_WpVLT1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13300" aria-describedby="caption-attachment-13300" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13300" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg" alt="" width="500" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg 506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13300" class="wp-caption-text">Ouvi dizer que colocaram meu amor numa estante de brechó(Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano de conflitos, entre afetos e desafetos as minhas preferências musicais refletem esses tantos sentimentos. No segundo álbum da banda <strong>Liniker e os Caramelows</strong>, </span>Goela Abaixo, <span style="font-weight: 400;">impera  a saudade e o consolo. É aquele MPB que acalma o coração, a mais delicada </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarela Paixão </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">De Ontem </span></i><span style="font-weight: 400;">dão a sensação de intimidade e complementam os momentos felizes e tristes do meu 2019. </span></p>
<p><em>Nada Ficou no Lugar</em><span style="font-weight: 400;"> não é só a frase inicial da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Mentiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cantora brasileira Adriana Calcanhotto. O álbum lançado este ano reúne interpretações de canções dela nas mais diversas vozes, entre os artistas convidados estão Duda Beat, Letrux, Jaloo, Preta Gil, Rubel, Baco Exu do Blues e outros. São reinventadas as músicas de Adriana Calcanhotto seja mudando o tom ou inovando a batida, existe o brega, a melancolia, e o extrovertido. A banda Vanguart optou também por uma homenagem, </span><em>Vanguart sings Bob Dylan </em><span style="font-weight: 400;">contempla as músicas mais famosas desse cantor do folk norte americano. A celebração da obra de Bob Dylan inclui a sensível </span><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Think Twice</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It&#8217;s All Right </span></i><span style="font-weight: 400;">e a ambígua </span><i><span style="font-weight: 400;">Blowin&#8217; In The Wind.  </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreante </span><b>Rosa Neon</b><span style="font-weight: 400;"> fez sua estreia esse ano com o álbum de nome titular da banda</span> <span style="font-weight: 400;">que conta com a participação do rapper Djonga e traz uma estética moderna e contagiante para o pop brasileiro. Passando para os sentimentos mais opostos e existenciais vem o trio O terno com seu quarto álbum </span><b>&lt;Atrás/Além&gt;</b><span style="font-weight: 400;">. Um trecho particular da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou</span></i><span style="font-weight: 400;"> na verdade reflete uma promessa minha pro ano que vem, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vou correr na direção daquelas tantas, coisas lindas que eu anseio”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Discos favoritos: 1. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 2. Nada Ficou no Lugar &#8211; com músicas de Adriana Calcanhotto / 3. Vanguart sings Bob Dylan &#8211; Vanguart / 4. Rosa Neon &#8211; Banda Rosa Neon / 5. &lt;Atrás/Além&gt; &#8211; O terno</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Liniker e os Caramelows - Intimidade (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/V6IV5NTvVv0?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13324 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Isabelle Tozzo Fernandes</strong></p>
<p>2019 foi um ano difícil em tantos termos que mal ouvi novos artistas. Aliás, segundo meu Spotify, passei menos tempo ouvindo músicas do que em anos anteriores. Para períodos em que fico sem paciência para dar chance às novidades recorro aos que já caminham há um tempo na minha playlist. No caso, O Terno e Lana Del Rey —  que lançaram belíssimos álbuns em 2019.</p>
<p>Sem dúvidas, <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> é o melhor disco do ano. Elegante, Lana se reafirma como uma excelente cantora e compositora. Minha artista da década em sua melhor versão. Já O Terno apresentou em abril<em> &lt;atrás/além&gt;, </em>quarto álbum da banda paulistana. Dando continuidade as cordas e metais da produção anterior e trazendo os conflitos existencialistas da geração <em>millenial</em> como pano de fundo.</p>
<p>No segundo semestre do ano enjoei de tudo que ouvia e entrei numa maré de tentativas frustradas ao tentar descobrir coisas novas. Mas <strong>Angel Olsen</strong> me salvou. Com seu incrível <em>All Mirrors, </em>a cantora orquestra suas dores e se utiliza de uma força descomunal para rasgar seus sentimentos.</p>
<p>Seguindo essa linha também me apaixonei por <em>MAGDALENE </em>da FKA twigs. Um pop alternativo eletrônico que traz a religiosidade na figura de Maria Madalena dissociada de jesus. A força feminina aqui em sua melhor forma. A mistura dos sintetizadores eletrônicos com o clássico piano me faz cantar as dores de FKA e me sentir em meu próprio templo sagrado.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockell! &#8211; Lana Del Rey / 2. &lt;atrás/além&gt; &#8211; O Terno / 3. WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish / 4. All Mirrors &#8211; Angel Olsen / 5. MAGDALENE &#8211; FKA twigs</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FKA twigs - cellophane" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YkLjqFpBh84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13289" aria-describedby="caption-attachment-13289" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg 3675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13289" class="wp-caption-text">(Foto: Junior Franch)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8216;<em>Na fé de Zambi e de Oxalá, pedimos licença pros trabalhos começá.&#8217;</em> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LE43Bb3xXGw&amp;list=PLYnGU9fvHdbSzh-tCulPzNYZaz_91a-zb"><em>Rito de Passá</em></a> rasgou os céus de 2019 como uma flecha, sacudiu o chão como um trovão e iluminou a música brasileira como um relâmpago. Sem medo e com muito orgulho de mostrar suas raízes e o que faz Thais da Silva ser <strong>Mc Tha</strong>, a artista trouxe um disco destruidor cheio de conceito, letras elaboradas, uma sonoridade única, e claro, uma capa maravilhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meio Luiza Lian com uma <a href="https://youtu.be/CqXM3uwklF8?t=455"><em>macumba-funk-eletrônica</em></a>, Mc Tha encontra em sua relação com a umbanda, funk e suas experiências de vida a inspiração para construir seu debut &#8211; e torná-lo o melhor álbum desse ano. </span><span style="font-weight: 400;">2019 foi maravilhoso para a música pop brasileira, que continua a revelar novos artistas e os rumos que estamos tomando. YMA, com seu disco <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WVXhm4_3SOs&amp;list=PLJgL5qUxnx2n5WWdr0bpzvu7RQdW7nPKo"><em>Par de Olhos</em></a> e GEO com<a href="https://www.youtube.com/watch?v=PRO6G1QCkyo&amp;list=OLAK5uy_lBkzQfwAdS07o48tkghY7hRQTlu1NJnII"><em> GEO_01</em></a> fazem parte dessas novas vozes muito comprometidas com a arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No hemisfério norte, Lana Del Rey presenteou o mundo com o maravilhoso <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a>. O melancolismo de suas letras &#8211; mais poéticas e fascinantes que nunca &#8211;  atingiu um novo ápice, resultando em um disco impactante e poderoso, mas ainda assim sutil e sincero. &#8216;<em>They mistook my kindness for weakness, I fucked up, I know that, but Jesus, can&#8217;t a girl just do the best she can?</em>&#8216; Ainda que aqui ocupe o segundo lugar, NFR! divide o #1 no meu coração. O olhar melancólico também trouxe outros LPs escritos direto da alma que merecem uma menção, como o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiWasRqxGcI&amp;list=PLZqsyBiYZFQ27eE3GEsZ9nXZ2JGByM6qr"><em>Remind Me Tomorrow</em></a> da Sharon Van Etten, e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yezDEWako8U&amp;list=PLfSdF_HSSu548MHnItRg7sYbj1OkmFc2g"><em>Fine Line</em></a> de Harry Styles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de 2019 ter sido um ano incrível por parte das artistas mulheres, foi um ano ótimo para o pop. A volta de Banks acompanhada de composições geniais e suas produções fortes e marcantes no álbum <em><a href="https://personaunesp.com.br/banks-iii-critica/">III</a>,</em> também regado de sua visão obscura e única sobre o amor.<em> </em>Também tivemos o </span><span style="font-weight: 400;"> debut de Billie Eilish, <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XJBUWZsT38c&amp;list=PLMSmPqvJ6siJwH_c2H_N8j9JqDt8ogyny">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</a>,</em> talvez sendo o<em> </em>grande diferencial da cantora de 18 anos a abordagem de suas letras e a produção mais experimental de suas músicas. E Sigrid, outra voz jovem que com <a href="http://personaunesp.com.br/sigrid-debut/"><em>Sucker Punch</em></a> lançou um dos discos mais gostosos de se ouvir de 2019. Regado de faixas <em>pop perfection</em>, a norueguesa soube exatamente o ponto de soar chiclete sem parecer genérica. </span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Rito de Passá  &#8211; Mc Tha/ 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 3. III &#8211; Banks/ 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid/ 5. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Mariners Apartment Complex" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1uFv9Ts7Sdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13308" aria-describedby="caption-attachment-13308" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13308" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13308" class="wp-caption-text">“LEGACY! LEGACY!” traz, no título de cada faixa, o nome de algum pensador ou artista que tenha contribuído na jornada pessoal de Jamila (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>A música me confortou em 2019. Foi isso que busquei nas minhas escolhas: aconchego, consolo. A paisagem política do país, aliada a uma série de mudanças pessoais, exigiram do meu Spotify a resposta para uma série de reflexões, neuras e medos. É o caso de Jamilla Woods e a <a href="https://pitchfork.com/features/song-by-song/jamila-woods-legacy-legacy-interview/">poesia complexa</a> de seu <em>LEGACY! LEGACY! </em>A cantora e professora americana me ensinou um bocado sobre auto cuidado e orgulho, no que considero o melhor disco de R&amp;B do ano.</p>
<p>Vozes modernas da brasilidade foram meu canal de contato com a resistência contra o conservadorismo atualmente injetado nas esferas da vida cotidiana. Nomes como Luísa e os Alquimistas, MC Tha e Urias ofereceram esse escape, que todos nós tanto precisávamos no decorrer do ano. No espectro pessoal, o destaque fica para Liniker e o Caramelows e o belíssimo <em>Goela Abaixo</em>. “O nosso carinho não dói em ninguém”, ela canta. Juro que tem um pedacinho de mim em cada verso do registro.</p>
<p>O ano foi pouco aventureiro no quesito de gêneros musicais. Poucas vezes fugi do pop, soul ou R&amp;B (e suas vertentes) que sempre habitaram meus fones de ouvido. Mas é interessante como Caroline Polachek e <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">Carly Rae Jepsen</a> — que lançaram trabalhos impecáveis em 2019 —, artistas que coabitam no mundo pop, têm sons tão discrepantes.</p>
<p style="text-align: left;">Ainda, meu queixo caiu várias vezes por culpa de duas figuras seminais da música pop: Madonna e Beyoncé. <em>MADAME X</em> não foi só flores, mas momentos épicos como “God Control” ou “I Don&#8217;t Search I Find”, que demonstram dois extremos da mistura do house de Detroit com a discoteca, lembram que Madge inventou a roda e ainda a dirige com maestria.</p>
<p style="text-align: left;">Por sua vez, Yoncé reescreveu a própria história com o seu <em>HOMECOMING: THE LIVE ALBUM</em>. O disco revisita as duas lendárias apresentações da cantora no Coachella 2018, ao mesmo tempo em que redige uma carta de amor à juventude negra. Tudo isso acompanhado da excelência técnica e artística que já se tornou freguês na discografia de Bey. Obrigado por tudo, madrinha.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. LEGACY! LEGACY! &#8211; Jamilla Woods / 2. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 3. Dedicated &#8211; Carly Rae Jepsen / 4. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 5. Pang &#8211; Caroline Polacheck</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Urias - Diaba (Offical Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_r83_ualtpM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13315" aria-describedby="caption-attachment-13315" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13315 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13315" class="wp-caption-text">Na retrospectiva do Spotify, Marília Mendonça alcançou o top 1 dos 10 artistas mais ouvidos do Brasil, assim como Todos Os Cantos, que levou como o álbum mais ouvido no país (Foto:</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Santos</strong></p>
<p>O ano de 2019 começou, pelo menos no âmbito musical brasileiro, com o pé direito. Logo em fevereiro, <strong>Marília Mendonça</strong> lançou aquele que viria a ser o Melhor Álbum de Música Sertaneja do ano pelo Grammy Latino, o Todos Os Cantos, Vol. 1. Seguindo a tradição sertaneja das músicas ao vivo, Marília transformou o seu último lançamento em um projeto itinerante com gravações em diversas capitais do país. Traição e superação ainda são os temas das músicas, entretanto é perceptível o amadurecimento musical e vocal de Marília desde o boom de “Infiel” em 2015. A cantora ainda lançou os volumes 2 e 3 do projeto no decorrer do ano.</p>
<p>Do outro lado do globo, lá na Inglaterra, o (melhor) ex-One Direction lançou o seu segundo álbum em carreira solo. <em>Fine Line</em> do Harry Styles chegou nas plataformas no dia 13 de novembro. Três dias após o lançamento, 7 das 12 faixas estavam no Billboard Hot 100. E os números não acabam por aqui! O álbum atingiu 631 mil unidades vendidas segundo a United World Chart. Além disso, o segundo álbum solo significou para o cantor um rompimento com a imagem de ‘ídolo de boyband’; além de possibilitar o flerte com novos estilos musicais, como no caso da música de 6 minutos que dá o título ao CD e dos instrumentos de sopro e corais que aparecem na abertura da primeira faixa, <em>“</em>Golden<em>”</em>. Fine Line é, com certeza, a maior obra-prima internacional do ano de 2019.</p>
<p>Mas o pop não acaba por aí! Apresentando a sua nova era, Taylor Swift deixou de lado o seu rancor e ódio (explícitos) ao lançar <em>Lover</em>, <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">sétimo álbum da sua carreira</a>. Com 18 faixas, sendo o seu maior álbum em extensão, Taylor volta ao viés intimista e um tanto quanto inovador, afinal é a primeira vez que a cantora se coloca como protagonista da sua história e não foca apenas como os indivíduos ao seu redor impactaram negativamente sua vida. O registro é um grande álbum pop que flerta com o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ic8j13piAhQ">electropop</a>, resquícios do <em>Reputation</em>, e ainda  celebra os altos e baixos do amor em tons iluminados! Por fim, vale uma informação extra: <em>Lover</em> foi o único álbum do ano a vender 1 milhão de cópias puras (sem contar com as vendas em streamings) nos Estados Unidos. Parabéns, Taylor! É aquele ditado: artista da década faz assim!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Todos Os Cantos, Vol. 1 – Marília Mendonça / 2. Fine Line – Harry Styles / 3. Lover – Taylor Swift / 4. Happiness Begins – Jonas Brothers / 5. Romance – Camila Cabello</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - You Need To Calm Down" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Dkk9gvTmCXY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13302" aria-describedby="caption-attachment-13302" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13302" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg" alt="melhores do ano céu" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13302" class="wp-caption-text">A maioria das faixas em APKÁ! foram compostas por Céu, algumas em parceria com artistas renomados, como Caetano Veloso (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Natan Felipe</strong></p>
<p>2019 foi um ano turbulento em muitos aspectos. Marcado pela nostalgia do fim de uma década, muito foi resgatado no mundo da música, mas muitos outros sons foram recebidos pelo público como uma degustação do que está por vir. O que mais me surpreendeu foi que, desde muito cedo, artistas internacionais imperavam nas minhas listas de favoritos. Contudo, esse ano, os brasileiros se posicionaram &#8211; e muito bem &#8211; no jogo da indústria musical, e conquistaram muito mais espaço no mercado nacional e nas minhas playlists.</p>
<p>Assim, sou feliz em dizer que o álbum que mais se destacou durante meu ano foi o APKÁ! da cantora <strong>Céu</strong>. Conhecida e premiada pela excelência de suas composições e produções nada óbvias, a voz mais poderosa da <a href="http://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">nova mpb</a> traz, nesse álbum, um experimentalismo que nos rende uma boa combinação de melancolia e prazer. A paulistana trata de assuntos como o amor nos tempos modernos (e em todas as suas configurações), bem como sobre temáticas mais pessoais, como a maternidade, grande inspiração para a produção do disco.</p>
<p>Rito de Passá, da novata Mc Tha, é mais um suprassumo da cultura brasileira lançado nesse ano tão produtivo no campo das artes no país. Com batidas fortes que fazem uma mistura inusitada do funk das periferias com mpb, o álbum traz mensagens poderosas em suas letras, que tratam de temas como o empoderamento, autocuidado, coragem, amor e religião &#8211; aqui, pincelada em músicas como a faixa título, que é um canto leve e prazeroso aos orixás da umbanda, para que eles, como ela mesma diz “abram os caminhos” para a execução dessa obra que merece muito mais visibilidade do que já alcançou.</p>
<p>Por fim, não poderia deixar de esboçar minha admiração pelo mais novo trabalho de Lana Del Rey, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> No disco, a voz doce da cantora encontra seu ápice nas letras bem escritas, que nos aproxima muito da assinatura artística apresentada por ela há alguns anos atrás, com <em>Born To Die</em>. As composições casam perfeitamente com o trabalho valioso do reconhecido produtor Jack Antonoff, já nomeado diversas vezes ao prêmio Grammys por <a href="http://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">álbuns de Taylor Swift</a>, Lorde, e marcando mais uma vez presença na categoria com a merecidíssima indicação de Del Rey ao prêmio de Álbum do Ano.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. APKÁ &#8211; Céu / 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 3. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 4. ANTI-HERÓI &#8211; Jão / 5. Lover &#8211; Taylor Swift</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MC Tha - Rito de Passá (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PRAx8dgvPAo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13272" aria-describedby="caption-attachment-13272" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13272" class="wp-caption-text">Wish that you would hold me or just say that you were mine (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a melancólica melodia da faixa-título de <strong>Lana Del Rey</strong> começa a entoar, ela já nos assegura: esse ano, não tem pra ninguém. A americana consagra </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a melhor investida musical de 2019, unindo letras afiadas à minúcias de suas vivências. Os versos iniciais são de alto escalão,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘goddamn, man child, you fucked me so good that I almost said, &#8220;I love you&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante ressaltar que o ano desbravou </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> interessantíssimos que (ainda) não compõe álbuns completos. A triste e reflexiva </span><i><span style="font-weight: 400;">Slide Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus, detalha o término com o ex, poética como usual. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘move on, we&#8217;re not 17, i&#8217;m not who I used to be’. </span></i><span style="font-weight: 400;">A ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda se aventurou por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BTsW30Ur0sg"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e vestiu a carapuça da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ashley O. E seus dois </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> são canções chiclete que ficam com a gente,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m gonna get what i deserve’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Outra expoente da casa do </span><span style="font-weight: 400;">Mickey</span><span style="font-weight: 400;"> que brilhou em 2019 foi Zendaya. Protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a atriz ainda soltou a voz, ao lado do talentoso Labrinth na onírica </span><i><span style="font-weight: 400;">All For Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, que deu fecho ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-9DOwrLdkg"><span style="font-weight: 400;">primeiro ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m taking it all for us, doing it all for love’</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem falar em Dua Lipa e suas exuberantes <em>Don&#8217;t Star Now</em> e <em>Future Nostalgia</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em trabalhos coesos e finalizados, os lançamentos de Ariana Grande e Billie Eilish foram força motriz do primeiro semestre. Enquanto</span><i><span style="font-weight: 400;"> thank u, next</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisita traumas e inseguranças da canceriana de 1,53m, </span><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE FALL SLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um respiro no cenário <em>pop</em>, onde a jovem de (então) 17 anos desabafa sobre pesadelos, sobre o aquecimento global e sobre seus dilemas amorosos. Do álbum de Ariana, fica destacada a faixa <em>needy</em> e, no de Billie, a divertida homenagem a <em>The Office</em> com a música <em>my strange addiction. </em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra fechar o </span><i><span style="font-weight: 400;">top 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Harry Styles coroa a tristeza do homem com o coração partido; os destaques de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line </span></i><span style="font-weight: 400;">ficam a cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cherry</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a bagagem da ex-namorada do cantor, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘and i get the feeling that you&#8217;ll never need me again’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Charli XCX lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">meio-self-titled</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma porção de colaborações, uma série de fillers, mas ainda tocando fundo nos sentimentos adormecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Official</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem dá a direção que a britânica se entristece a versar em <em>Charli</em>. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘you know the words to my mistakes, you understand because you made &#8216;em too’.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 2. thank u, next &#8211; Ariana Grande/ 3. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish/ 4. Fine Line &#8211; Harry Styles/ 5. Charli &#8211; Charli XCX</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - White Mercedes [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kKBCLHAq1do?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Melhores discos de Novembro e Dezembro/2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Dec 2019 20:26:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Santana]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Santana O fim do ano se aproxima e, consequentemente, vão rareando os grandes lançamentos musicais. Talvez porque o foco da indústria nessa época seja outro, mas sempre tem boa música sendo lançada na pista. É o que revela a curadoria do último bimestre de 2019. Composta exclusivamente por artistas jovens, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-novembro-e-dezembro2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Novembro e Dezembro/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13305" aria-describedby="caption-attachment-13305" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13305" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/cats-taylor-persona.jpg" alt="melhores discos novembro taylor" width="678" height="452" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/cats-taylor-persona.jpg 678w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/cats-taylor-persona-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13305" class="wp-caption-text">Qual o seu filme de natal preferido? (Warner Bros/Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Santana</strong></p>
<p>O fim do ano se aproxima e, consequentemente, vão rareando os grandes lançamentos musicais. Talvez porque o foco da indústria nessa época seja <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yXQViqx6GMY">outro</a>, mas sempre tem boa música sendo lançada na pista. É o que revela a curadoria do último bimestre de 2019. Composta exclusivamente por artistas jovens, alguns em início de carreira, as escolhas demonstradas abaixo sinalizam para o que podemos esperar da música nos próximos anos. Boa leitura!</p>
<p><span id="more-13162"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13217 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/amiri.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/amiri.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/amiri-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/amiri-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/amiri-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Amiri &#8211; O.N.F.K.</strong></p>
<p><em>rap<br />
</em></p>
<p><em>O.N.F.K. </em>é o primeiro disco cheio do paulistano Amiri, mas o rapper está longe de ser um novato. Na estrada desde 2012, ele destila toda sua experiência neste álbum que honra a tradição <em>boom bap </em>noventista com <em>beats </em>inventivos e (o mais importante) <em>flows </em>venenosos.</p>
<p>Desde a abertura &#8220;Não Mete o Louco (O Rei)&#8221; (&#8220;O plano era acabar só com alguns deles, mas eu sou ruim de conta&#8221;), Amiri apresenta suas armas com um <em>flow </em>ríspido &#8211; dá quase para sentir a cusparada. Preparado o terreno, vem as duas melhores faixas do álbum: a ambiciosa &#8220;Um Dia de Injúria / Pantera Preta&#8221;, uma peça de quase 10 minutos que metaforiza a luta diária contra o racismo através de um jovem chamado Rakim (referência ao rapper seminal dos Estados Unidos), toda a dor, a vontade de vingança e a posterior redenção; e &#8220;Se Eu Morresse Hoje&#8221; (&#8220;Eu não acho que eu vá morrer de velhice&#8221;), uma discussão acerca da saúde mental.</p>
<p>Dessas faixas em diante, Amiri suaviza sensivelmente o discurso sem prejudicar a qualidade do material. Mais destaques com a divertida &#8220;Eu Deixo um Salve&#8221; e a linda balada &#8220;Um Amor (Odara)&#8221;, que ecoa o Tyler, The Creator de <em>Flower Boy</em>. Olhos e ouvidos abertos; Amiri não irá embora tão cedo. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amiri - Um Dia de Injúria / Pantera Preta (Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/GyolfOmszaE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13164 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-09-09-at-4.03.20-PM.jpeg" alt="" width="499" height="382" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-09-09-at-4.03.20-PM.jpeg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/WhatsApp-Image-2019-09-09-at-4.03.20-PM-300x230.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 499px) 85vw, 499px" /><strong>FKA twigs &#8211; MAGDALENE</strong></p>
<p><em>pop, experimental</em></p>
<p>A música eletrônica pode ser, muitas vezes, tida como recurso que isenta as produções de alma e pessoalidade. Mas a cultura pop já é capaz de atestar que sintetizadores têm tanto poder de emular emoção e sensibilidade quanto violinos e violas, por exemplo. <a href="https://personaunesp.com.br/vendi-minha-alma-para-kate-bush/">Kate Bush</a> e <a href="https://personaunesp.com.br/medulla-aniversario/">Björk</a> que o digam. FKA twigs junta-se ao time, usando de paisagens eletrônicas caóticas para dar vazão a suas confissões. Questões raciais se entrelaçam com tragédias pessoais, em um registro que é <a href="https://personaunesp.com.br/bjork-homogenic-critica/">tão cru quanto analógico</a> e nada menos que brilhante!</p>
<p><em>MAGDALENE </em>é um registro concebido em camadas, que não exatamente se sobrepõem, mas se abraçam. Só assim pode-se entender o peso de passar pelo término de um relacionamento importante, sob os olhares atentos de uma imprensa racista e tendenciosa. twigs envolve, ainda, a narrativa de Maria de Madalena — dissociando-a de Jesus — para ilustrar suas angústias. É um disco bruto o bastante para soar único e complexo, mas seus temas são, em dada medida, universais e passíveis de identificação.</p>
<p>O destaque de qualquer uma das faixas seriam injusto, dado que a <em>tracklist</em> é impecável como um todo. Mas “holy terrain<em>”</em> e “mirrored heart<em>”</em> são produções que representam de maneira categórica as intenções de FKA aqui. Um clássico instantâneo. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FKA twigs - holy terrain feat. Future" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WEJRyBWpuvA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13166 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0b9f6b2826fe32c9e506d6058e085595.1000x1000x1.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0b9f6b2826fe32c9e506d6058e085595.1000x1000x1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0b9f6b2826fe32c9e506d6058e085595.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0b9f6b2826fe32c9e506d6058e085595.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0b9f6b2826fe32c9e506d6058e085595.1000x1000x1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Earl Sweatshirt &#8211; Feet of Clay</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Depois de lançar o melhor disco de 2018, Earl Sweatshirt se manteve relativamente quieto. Seu silêncio foi quebrado apenas no começo de novembro com <em>Feet of Clay</em>. <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/earl-sweatshirt-feet-of-clay/">Como apontou a resenha da Pitchfork</a>, após <em>Some Rap Songs </em>Earl finalizou seu contrato com a Columbia e estava ansioso por fazer coisas mais arriscadas. O EP de 7 músicas e apenas 15 minutos cumpre essa ânsia, mantendo a fórmula sem refrões do disco anterior e aprofundando as letras metafóricas e beats letárgicos. Destaque para a tão irritante quanto grudenta “East” e para a gloriosa “El Toro Combo Meal”, com participação de MAVI. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Earl Sweatshirt - EAST (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uxdY_6JTIO4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13221 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/gloria-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/gloria-persona.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/gloria-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/gloria-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Glória Groove &#8211; ALEGORIA EP</strong></p>
<p><em>rap, funk</em></p>
<p>Não é de hoje que as drag queens ditam tendência no pop brasileiro. O fenômeno é único no mundo e chega a soar irônico, já que ocorre em <a href="https://www.cartacapital.com.br/diversidade/141-pessoas-morreram-por-lgbtfobia-no-brasil-em-2019-diz-relatorio/">um dos países mais LGBTQfóbicos do globo</a>. Glória Groove prova, com seu novíssimo EP, que o sucesso vai além do apelo político. <em>Alegoria</em> une qualidade e talento, em um poderoso registro que sinaliza a constante evolução de um dos nomes mais populares da música tupiniquim.</p>
<p>O trabalho é inaugurado pela energética “MIL GRAU<em>”</em>. As 150 batidas por minuto da faixa têm tudo para explodirem no próximo Carnaval, além de brincarem em um terreno já familiar na discografia da ex-Balão Mágico. A novidade surge nas produções seguintes: impossível não achar que Groove nasceu para o <em>trap</em> após a audição de “MAGENTA CA$H<em>”</em>, uma afiada crítica à prática do pink money. Por sua vez, o <em>raggae</em> de “SEDANAPO<em>” </em>é melódico e agridoce, traço ainda pouco explorado pela <a href="https://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">drag</a>. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="GLORIA GROOVE - MIL GRAU" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/E4g6t0u45ZA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13165 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Hannah-Diamond-Reflections-700x700.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Hannah-Diamond-Reflections-700x700.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Hannah-Diamond-Reflections-700x700-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Hannah-Diamond-Reflections-700x700-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Hannah Diamond &#8211; Reflections</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>A aguardada estreia do protótipo de popstar da PC music Hannah Diamond chegou a nós em novembro. Após lançar uma série de singles elogiados entre 2013 e 2018, era de se esperar que o resultado de um <em>full-length</em> fosse satisfatório &#8211; e é o que <em>Reflections </em>entrega.</p>
<p>À exceção de “Concrete Angel”, praticamente não há <em>bangers</em> (e mesmo o cover de Gareth Emery não se encaixa propriamente na descrição). Em vez disso, faixas que se desenvolvem progressivamente, com calma. A sensação é a de entrar em uma pista de dança sob efeito de qualquer substância que desacelere o ambiente. Para comparar com outro disco da mesma seara, <em>Reflections </em>é sensivelmente menos eclético e explosivo que <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-agosto-setembro-2019/"><em>Charli</em>, de Charli XCX</a>. Bom para dançar lento ou curtir a bad debaixo dos cobertores enquanto rola feeds de redes sociais. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Hannah Diamond - Love Goes On (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/x47E39N4h8U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13220" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Harry-Styles-Fine-Line-persona.jpg" alt="" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Harry-Styles-Fine-Line-persona.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Harry-Styles-Fine-Line-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Harry-Styles-Fine-Line-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Harry-Styles-Fine-Line-persona-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Harry Styles &#8211; Fine Line</strong></p>
<p><em>rock, pop</em></p>
<p>Membro mais consistente da finada criação de Simon Cowell, Harry Styles vem aos poucos evoluindo sua estética nos últimos anos. Diálogos com o <em>soft rock</em> dos anos 70 e o visual à Bowie denunciam o caráter nostálgico de sua arte, que triunfa ao se inspirar em grandes nomes do passado para dizer a que veio. O discurso ainda não é definitivo — dada a pouca idade do cantor, talvez — mas com certeza rende bons frutos.</p>
<p>Reinam aqui as faixas que o público já conhecia, em especial a ensolarada “Adore You<em>”</em>, que chegou acompanhada de um dos melhores vídeos do ano. Por sua vez, “She<em>” </em>lembra os <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fv3vfZpV-iI">momentos mais soturnos da carreira de Beck</a>, ainda que sinalize um pé no pop radiofônico com o seu solo grandioso de guitarra. Continuamos à espera da identidade de Styles, mas as amostras que até agora recebemos indicam um futuro promissor. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Harry Styles - Adore You (Official Video – Extended Version)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yezDEWako8U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13222 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/kaytranada-bubba-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/kaytranada-bubba-persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/kaytranada-bubba-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/kaytranada-bubba-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/kaytranada-bubba-persona-768x767.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/kaytranada-bubba-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>KAYTRANADA &#8211; BUBBA</strong></p>
<p><em>r&amp;b, dance</em></p>
<p>Aos 45 do segundo tempo, KAYTRANADA provou que ainda dava tempo de se destacar em 2019 com um bom disco de R&amp;B dançante. Mais sóbrio que em seu trabalho anterior, o <a href="https://twitter.com/galcosta/status/733098778882904065">aclamado</a> <em>99,9% </em>(2016) o DJ haitiano-canadense demonstra seu amadurecimento através de produções que conquistam pela sutileza e elegância. O alarde fica para as parcerias, que são muitas e bem-vindas. Por exemplo, a faixa “10%<em>”</em>, que empresta os vocais sensuais de Kali Uchis, merece todo o <em>hype</em> recebido. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5FQ4sOGqRWUA5wO20AwPcO" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13167 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/457a2ffe6b8856e05d6c99552e181343.1000x1000x1.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/457a2ffe6b8856e05d6c99552e181343.1000x1000x1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/457a2ffe6b8856e05d6c99552e181343.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/457a2ffe6b8856e05d6c99552e181343.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/457a2ffe6b8856e05d6c99552e181343.1000x1000x1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Tinashe &#8211; Songs For You</strong></p>
<p><em>r&amp;b, hip-hop</em></p>
<p>Já eram <a href="https://jovempan.com.br/entretenimento/musica/tinashe-reclama-que-foi-abandonada-pela-gravadora-por-causa-de-zayn-malik.html">públicas as desavenças artísticas</a> entre Tinashe e a RCA Records, selo que vinha distribuindo seu trabalho. <em>Songs for You</em> nasce após essa série de turbulências, que levaram ao fim do contrato com a gravadora. Dos males o menor: a independência cai muito bem à cantora americana. Natural que o ouvinte procure, nas letras, referências a esse período conturbado, mas o trabalho vai além. É amor, e soa como que à primeira vista.</p>
<p>São duas as matrizes que regem o álbum: o trap e o R&amp;B. Entre gêneros já tão sedimentados na cena, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=0DDGrhVC2WU">pequenas experimentações</a> vão encontrando espaço. “Stormy Weather<em>” </em>é hedonista na letra e surpreende na melodia. Enquanto isso, o single “Die A Little Bit<em>” </em>é pura perfeição afrobeat; e “Know Better<em>”</em>, uma balada de quase 7 minutos sobre um amor fracassado mas que permanece ativo, é o centro emocional do disco: permite a associação com a desilusão de Tinashe com a gravadora, mas também funciona enquanto relato de um término. O quarto registro da americana faz sua mágica, para alegria de quem sabia que ela era capaz. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tinashe - Die A Little Bit ft. Ms Banks" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zupK28B4Vts?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-novembro-e-dezembro2019/">Melhores discos de Novembro e Dezembro/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Melhores discos de Outubro/2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 23:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Santana No fim de outubro, foi inaugurada uma estátua em homenagem ao saudoso Belchior em sua cidade natal, Sobral (CE). A obra de Murilo Sá demorou seis meses para ficar pronta e está exposta em definitivo em uma das praças da cidade. Em um de seus maiores clássicos, &#8220;Como Nossos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Outubro/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13113" aria-describedby="caption-attachment-13113" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13113 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/73358341_446933859272215_4742740429999439872_n.jpg" alt="" width="720" height="828" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/73358341_446933859272215_4742740429999439872_n.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/73358341_446933859272215_4742740429999439872_n-261x300.jpg 261w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13113" class="wp-caption-text">A família tradicional que queremos (Reprodução/Twitter)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Santana</strong></p>
<p>No fim de outubro, foi inaugurada uma <a href="https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/10/29/estatua-de-belchior-e-inaugurada-em-sobral-no-ceara.ghtml">estátua em homenagem ao saudoso Belchior</a> em sua cidade natal, Sobral (CE). A obra de Murilo Sá demorou seis meses para ficar pronta e está exposta em definitivo em uma das praças da cidade.</p>
<p>Em um de seus maiores clássicos, &#8220;Como Nossos Pais&#8221;, Belchior canta que &#8220;o novo sempre vem&#8221;. E em outubro ele veio mesmo! Dentre os nossos nove escolhidos do mês, quatro são estreias arrasadoras, injetando gás na reta final do ano musical com competência e originalidade. Confira!</p>
<p><span id="more-13073"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13084 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Caroline Polachek &#8211; Pang</strong></p>
<p><em>art pop</em></p>
<p>Em <a href="https://vmagazine.com/article/caroline-polachek-magic-kingdom/">entrevista à V Magazine</a>, Caroline Polacheck respondeu à dúvida geral: &#8220;<em>Panging</em> é um termo que descreve fome, desejo, inveja, nostalgia&#8230;&#8221;. No dicionário, porém, o título do disco de estreia da ex-Chairlift refere-se a algo afiado, mutilador. Ambas as definições cabem aqui.</p>
<p>Sempre rondando temas de afetividade e insegurança, Polacheck revela-se uma artista tão crua quanto lúdica. Isso porque sua verdade não vem entregue de bandeja, mas sim sob camadas de brincadeiras semânticas. Mas dilacera quando bate. &#8220;Ocean of Tears&#8221;, um dos destaques do LP, narra o estado intermediário entre a desilusão absoluta e a possibilidade de um recomeço.</p>
<p>O álbum tem sido descrito por entusiastas como uma mistura de Charli XCX com Kate Bush. E a comparação faz sentido: uma versão mais taciturna da PC Music conduz a produção, que vem floreada pela voz assombrosa da intérprete, característica que ela compartilha com a cantora de &#8220;Wuthering Heights&#8221;. Caroline tem estudado, nos últimos anos, canto barroco e suas vertentes e a influência no produto final é clara e cristalina. <em>Pang</em> é um trabalho emocionalmente cortante, cheio de sentimento. <strong>(LT)</strong><!--/data/user/0/com.samsung.android.app.notes/files/clipdata/clipdata_191030_031924_272.sdoc--></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13085 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown.jpeg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Danny Brown &#8211; uknowhatimsayin¿</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Em seu primeiro álbum desde 2016, Danny Brown soa sensivelmente mais leve que em <a href="https://open.spotify.com/album/3e7vtKJ3m1zVh38VGq2g3H?si=IKcUJ0n8Sya7qnffSjUYNg"><em>Atrocity Exhibition</em></a>. No lugar das rimas sobre uso de drogas e desesperança, piadas dignas de um stand-up comedy; no lugar dos beats abstratos que por vezes remetiam à música eletrônica, a produção retrô do veterano Q-Tip (A Tribe Called Quest).</p>
<p>Com um setlist enxuto, <em>uknowhatimsayin<strong>¿</strong></em><strong> </strong>não é experimental como seu antecessor, mas Danny Brown é um rapper talentoso o suficiente para entregar um produto competente. Destaque para a opção por um timbre vocal mais grave de voz, o que trouxe certa sobriedade ao LP, e para as ensolaradas &#8220;Dirty Laundry&#8221; e &#8220;Best Life&#8221;. Dá pra ser retrô sem ser saudosista, afinal.<strong> (GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Danny Brown - Dirty Laundry" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1okqvhq7ZaI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona.jpeg" alt="drik melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Drik Barbosa &#8211; Drik Barbosa</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>“Eu agradeço por tá aqui / Valeu Gizza, Dina Di, Sharylaine, Rubia MC /<br />
Kmilla CDD, Stefani, Cris MC / Atitude feminina, salve Negra Li”, canta Drik Barbosa em “Sonhando”, faixa final de seu disco de estreia. Sempre afiada, a ex-Rimas e Melodias segue pressionando a tecla da ocupação negra e feminina dos mais diversos espaços. Nesse sentido, o trabalho soa bastante como uma versão estendida do EP <em>Espelho</em>, lançado em março de 2018.</p>
<p>A influência dessas mulheres na arte da <em>rapper</em> paulistana é palpável e bem-vinda, mas as referências do auto-intitulado vão mais longe. O samba de “Tentação” é exemplo disso. Mais madura, Drik produz um trabalho coeso e sonoramente elegante, que incomoda quem tem que incomodar e viaja por terrenos incomuns, ainda que confortáveis, da música da diáspora africana. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Drik Barbosa - Liberdade part. Luedji Luna e R.A.E" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Pn_DgOWQsD4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13082 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Gre &#8211; ABSTRAÇÃO</strong></p>
<p><em>dark ambient, spoken word</em></p>
<p>Difícil descrever a estreia em disco de Greize Dainese, tanto pela falta de informações sobre a artista de Ribeirão Preto (SP) quanto pelo próprio caráter do som de <em>ABSTRAÇÃO</em>. Uma síntese bem superficial: Gre declama poemas sombrios e opressivos acompanhada por instrumentais também sombrios e opressivos. É como um filme de terror musicado. Pra ouvir no escuro. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RoM9eNmyPdQ?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13086 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Kim Gordon &#8211; No Home Record</strong></p>
<p><em>industrial, noise rock</em></p>
<p>Depois do fim amargo do <a href="http://personaunesp.com.br/sonic-youth-daydream-30-anos/">Sonic Youth</a> em 2011, Kim Gordon montou outra banda, escreveu um excelente livro de memórias e se dedicou às artes plásticas, área em que ela aparentemente se sente mais confortável que na música (afinal, a própria já disse diversas vezes que <a href="https://www.theguardian.com/music/2019/oct/04/kim-gordon-theres-a-wall-of-faceless-men-i-have-to-climb-over">não se vê como uma musicista</a>). Agora, no alto de seus 66 anos, ela lança sua estreia como artista solo, o originalíssimo <em>No Home Record</em>.</p>
<p>Produzido por Justin Raisen (Sky Ferreira, Angel Olsen), <em>No Home Record </em>passeia por diversas nuances sem nunca perder a coesão. Há o noise rock levemente youtheano (&#8220;Air BnB&#8221;), há art pop (&#8220;Sketch Artist&#8221;), há até mesmo música eletrônica (&#8220;Don&#8217;t Play It&#8221;) e batidas trap (&#8220;Paprika Pony&#8221;), tudo isso ligado por um verniz da música industrial. Nada inesperado considerando a vasta bagagem musical de Gordon e seu gosto pela novidade. Ela continua representando a epítome do cool, título que ostenta desde os tempos do Sonic Youth. Mais destaques com a potente &#8220;Murdered Out&#8221; e a claustrofóbica &#8220;Cookie Butter&#8221;. Mais um grande disco de 2019. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Kim Gordon - &quot;Air BnB&quot;" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_Jhhzy7vr8A?start=2&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13083 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>maquinas &#8211; O Cão de Toda Noite</strong></p>
<p><em>pós-rock</em></p>
<p>Cunhado em 1994 pelo jornalista Simon Reynolds, o termo &#8220;pós-rock&#8221; abarca toda e qualquer banda que utilize guitarras de uma maneira divergente do rock tradicional, isto é, como produtoras de texturas e timbres em vez dos mandatórios riffs. De lá pra cá, muito se teorizou a respeito do subgênero e, claro, já se vaticinou sua morte diversas vezes.</p>
<p>Os cearenses do maquinas não estão no patamar de um Godspeed You! Black Emperor ou Swans, dois dos maiores expoentes do pós-rock, mas em <em>O Cão de Toda Noite</em> mostram que ainda é possível produzir música interessante que se encaixe neste rótulo. Este é o segundo álbum do quinteto, uma odisseia de 50 minutos que soa paradoxalmente aconchegante e aterradora. Os vocais ocasionais vem baixo na mixagem, dando um toque shoegaze às texturas sônicas. Para dar play e esquecer do mundo. <strong>(GF) </strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Maquinas - O Silêncio é Vermelho (Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/j8h9njB_2cw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona.jpeg" alt="pratagy melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Pratagy &#8211; Pratagy</strong></p>
<p><em>pop, mpb</em></p>
<p>O terceiro registro de estúdio do compositor paraense passeia, intimamente, por influências pop do final do século passado. A proposta resulta em um trabalho aconchegante e melancólico, que bebe de fontes como Pet Shop Boys, The Knive e Prince, mas que carrega certa brasilidade, já típica de Pratagy. &#8220;Eu Posso Mudar&#8221;, por exemplo, poderia facilmente fazer parte do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yz7CPYhzcoQ">disco de estreia de Sandra de Sá</a>, <em>Vale Tudo</em>. Letras reflexivas e pouco imediatas completam o combo. A tracklist cativa da abertura (o synthpop atmosférico &#8220;Dias de Verão&#8221;) ao infinito. <strong>(LT)</strong><!--/data/user/0/com.samsung.android.app.notes/files/clipdata/clipdata_191030_031346_307.sdoc--></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0tN7YLS5XiCk0VM72hlrEe" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona.jpg" alt="" width="498" height="498" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 498px) 85vw, 498px" /></p>
<p><strong>Urias &#8211; Urias EP</strong></p>
<p><em>ballroom, art pop</em></p>
<p>Sem pedir licença, Urias entra na cena. Ainda que seus covers tenham <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OrOGGpnl6Bs">bombado bastante</a> ano passado, só agora a mineira deu o primeiro passo em direção ao tipo de trabalho autoral e original que ela parece ter nascido para produzir. E, julgando pelas 4 faixas (e interlude) do registro, fica claro que Urias vem armada até os dentes. A <em>tracklist</em>, com apenas 10 minutos de duração, não perdoa: é batidão atrás de batidão. O <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_r83_ualtpM">single</a> “Diaba” lembra o Kanye West de <em>The Life of Pablo</em>, ao passo “Rasga” é a <em>banger</em> do ano. Pesadíssimo. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3ZJmusyzCc79aNfzOBdYdM" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Sun Ra Arkestra e convidados distorceram o espaço-tempo no Sesc Bauru</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Oct 2019 21:05:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Jazz]]></category>
		<category><![CDATA[SESC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O saxofonista Marshall Allen começou a tocar com o pianista Sun Ra no fim dos anos 50. E assim segue até hoje, mesmo após a morte do mentor da Arkestra, um dos grupos mais cultuados do jazz de vanguarda, em 1993. Depois do também saxofonista John Gilmore, outro contribuidor fiel à obra de Sun Ra &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sun-ra-arkestra-sesc-bauru/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sun Ra Arkestra e convidados distorceram o espaço-tempo no Sesc Bauru"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13027" aria-describedby="caption-attachment-13027" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-13027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4999-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4999-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4999-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4999-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4999-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13027" class="wp-caption-text">A Sun Ra Arkestra aterrissou em Bauru no dia 5 de outubro. Ao centro, o líder Marshall Allen no alto dos seus 95 anos. Ao seu lado, Knoel Scott (Foto: Gabriel Leite Ferreira)</figcaption></figure>
<p>O saxofonista Marshall Allen começou a tocar com o pianista Sun Ra no fim dos anos 50. E assim segue até hoje, mesmo após a morte do mentor da Arkestra, um dos grupos mais cultuados do jazz de vanguarda, em 1993. Depois do também saxofonista John Gilmore, outro contribuidor fiel à obra de Sun Ra falecido em 1995, Allen mantém a Arkestra na estrada desde então. O espetáculo Outros Espaço: Sintonia Cósmico Sônica, que se deu na quinta-feira passada (3) no auditório do SESC Bauru, sinaliza a vontade de transmitir a ideologia musical e cósmica de Sun Ra para novas gerações de músicos e público.</p>
<p><span id="more-13026"></span></p>
<p>A banda escolhida para a ocasião é um verdadeiro dream team: além de Danny Thompson, Knoel Scott e Elson Nascimento, companheiros de Allen na Arkestra, Juçara Marçal e Thiago França (Metá Metá), Tulipa Ruiz, Guilherme Granado e Marcos Gerez (Hurtmold), Thomas Rohrer e Paulo Santos (Uakti) e Rodrigo Brandão promoveram uma sessão de improviso de cerca de uma hora para o auditório lotado. A ideia surgiu de uma apresentação de Brandão com Allen no Festival Moers, na Alemanha.</p>
<figure id="attachment_13028" aria-describedby="caption-attachment-13028" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-13028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4898-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4898-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4898-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4898-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4898-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13028" class="wp-caption-text">Juçara Marçal, Rodrigo Brandão e Tulipa Ruiz: com voz e agogôs, trouxeram a Arkestra para alturas mais baixas (Foto: Gabriel Leite Ferreira)</figcaption></figure>
<p>A Arkestra chegou ao Brasil na quarta-feira (2), um dia antes da apresentação no SESC Bauru. Logo, não houve tempo para ensaios, o que, em se tratando de veteranos do jazz experimental, não é exatamente um problema. Sentados, Marshall Allen, Danny Thompson e Knoel Scott primeiro assistiram aos desdobramentos do resto da banda para então iniciarem suas contribuições. Allen, que completou 95 anos em maio, demorou alguns minutos para se munir de seu saxofone, preferindo a princípio tocar um pequeno teclado posicionado à sua direita.</p>
<p>Logo no começo do espetáculo, Brandão, espécie de mestre de cerimônias da noite, fez questão de destacar que naquela noite banda e plateia eram um só. Enquanto Juçara e Tulipa cantavam, ele se comunicava com o público através de monólogos, o primeiro deles elencando efemérides do dia 3 de outubro. A ausência de uma bateria propriamente dita privilegiou ritmos ritualísticos, bem como deu mais espaço para o trio de metais. Interessante notar que a única menção direta a Sun Ra foi a citação ao cântico da antológica “Space is the Place” por Juçara e Tulipa. Mas a obra do multiinstrumentista norte-americano fez morada no palco e na mente de cada um dos 12 músicos presentes.</p>
<figure id="attachment_13029" aria-describedby="caption-attachment-13029" style="width: 670px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-13029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/picSunRaMonuments-Sun-Ra-Press2-670x1024.jpg" alt="" width="670" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/picSunRaMonuments-Sun-Ra-Press2-670x1024.jpg 670w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/picSunRaMonuments-Sun-Ra-Press2-196x300.jpg 196w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/picSunRaMonuments-Sun-Ra-Press2-768x1174.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/picSunRaMonuments-Sun-Ra-Press2.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13029" class="wp-caption-text">Sun Ra em foto completa da capa de Space is the Place: Egito e espaço sideral convergindo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>O espaço é o lugar</b></p>
<p>Nascido Herman Blount no dia 22 de maio de 1914, o autobatizado Le Sony’r Ra nunca foi afeito a biografias organizadas, o que contribuiu para toda a mística em volta de sua figura. Ele começou a tocar piano ainda na infância, mostrando talento precoce. Deu os primeiros passos rumo à carreira profissional na adolescência, e chegou a estudar música na faculdade. Mas tudo mudou quando ele supostamente foi abduzido por alienígenas e levado a Saturno. Lá, extraterrestres ordenaram que Sun Ra interrompesse seus estudos porque o mundo entraria em colapso.</p>
<p>Fato ou mitologia, pouco importa: nasceu aí Sun Ra, o idiossincrático visionário do jazz de vanguarda. Entre 1957 e 1990, ele e a mutante Arkestra gravaram cerca de 70 álbuns, a maioria lançada de maneira independente pela El Saturn Records (todos estão disponíveis no <a href="https://sunramusic.bandcamp.com/">Bandcamp</a>). Sun Ra também é poeta publicado no mundo todo. Sua maior influência na cultura pop talvez sejam suas contribuições para o afrofuturismo, movimento estético e filosófico que mescla ficção científica e misticismo egípcio.</p>
<p>Toda a discografia do pianista conta com referências ao espaço, que são também presentes nas roupas usadas pela Arkestra até hoje. Segundo <a href="https://www.theguardian.com/science/political-science/2014/jan/07/afrofuturism-where-space-pyramids-and-politics-collide">artigo publicado no The Guardian em 2014</a>, esse conjunto de ideias “comunica perfeitamente a confusão e a alienação da experiência masculina negra na América do século 20”. Sun Ra, nascido no sul dos Estados Unidos durante a segregação racial promovida pelas leis Jim Crow, não se considerava um ser desse planeta &#8211; e tinha motivos para isso.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sun Ra  1969 french TV" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/HKmzFVCgzm0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Na noite do dia 3, a Arkestra trouxe doses gigantescas de abstração para o atento público do SESC. Rodrigo Brandão até mesmo incentivou que todos se levantassem de suas cadeiras e fizessem o que bem entendessem; os presentes, porém, não estavam tão desinibidos. Bastava observar todos aqueles músicos em ação, músicos de bagagens tão diferentes em comunhão explícita, arquitetando labirintos musicais com a liderança tácita de Marshall Allen. Ao fim da jam, as luzes se acenderam e Brandão citou cada músico presente, abrindo alas para um solo derradeiro de Marshall.</p>
<p>Saindo do SESC, a impressão era de que o tempo-espaço havia sido irremediável e felizmente distorcido. Ainda assim, a imagem que ficou foi a de Allen no canto do palco, atendendo aos fãs e comendo uvas verdes. O espaço nunca foi tão acessível.</p>
<figure id="attachment_13031" aria-describedby="caption-attachment-13031" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-13031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4995-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4995-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4995-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4995-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG_4995-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13031" class="wp-caption-text">O trio de metais Marshall Allen. Knoel Scott e Danny Thompson ao final do show (Foto: Gabriel Leite Ferreira)</figcaption></figure>
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		<title>Melhores discos de Agosto e Setembro/2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 19:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Melhores do mês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira “A música brasileira está uma merda”, afirmou Milton Nascimento em entrevista polêmica para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-agosto-setembro-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Agosto e Setembro/2019"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12945" aria-describedby="caption-attachment-12945" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12945 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg" alt="Linn, Glória, Karol discos" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12945" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Linn da Quebrada, Glória Groove e Karol Conká. A música brasileira vai muito bem, obrigada! (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>“A música brasileira está uma merda”, afirmou <a href="https://personaunesp.com.br/critica-clube-da-esquina/">Milton Nascimento</a> em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/09/a-musica-brasileira-esta-uma-merda-diz-milton-nascimento.shtml?loggedpaywall#">entrevista polêmica</a> para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um mal-entendido, já que Nascimento estaria se referindo à produção musical do <em>mainstream </em>brasileiro.</p>
<p>O que deveria amenizar as discussões, <a href="https://twitter.com/alicecaymmi/status/1175797878251556865">deu mais pano pra manga</a>. Em meio a manifestações de apoio e repúdio à fala do cantor e compositor mineiro, a bolha cultural da internet tirou o dia para discutir a produção musical brasileira. Afinal de contas, a nossa música, popular ou independente, estaria uma merda?</p>
<p>Nossa curadoria dos meses de agosto e setembro prova que não. Numa semana em que o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DkAh-OmITu4">cantor Jaloo</a> anunciou — em um desabafo que revelou a dificuldade de se fazer música por conta própria no Brasil — que não deve trabalhar por muito mais tempo, fica um pensamento: a arte merece apoio. A arte brasileira e a estrangeira, a arte de gravadora e a <em>underground</em>.</p>
<p>Confira abaixo os nossos momentos preferidos, dentre todas essas cenas, dos dois últimos meses. Boa leitura!</p>
<p><span id="more-12879"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg" alt="Charli XCX discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Charli XCX &#8211; Charli</strong></p>
<p><em>pop, pc music</em></p>
<p>Liberdade artística é um conceito que muitos artistas do cenário que chamamos de <em>mainstream</em> nem sonham em alcançar. Para a arte de Charli XCX, no entanto, a autonomia é condição de existência. E ela consegue aqui provar isso novamente. Seu disco auto-intitulado é ouro pop, com doses generosas, quase cavalares, de PC music e muito a dizer sobre o futuro. Da impecável “Gone” nasce uma viagem coesa e até bastante chiclete, mas que sugere caminhos cada vez mais metálicos e complexos para a música pop. “2099”, fechamento do registro e segunda parceria da britânica com o príncipe <a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/">Troye Sivan</a>, coroa o casamento de XCX com o estranho e o inovador.</p>
<p>Longe de querer inventar a roda, o registro retoma referências já sedimentadas do gênero e as perverte, numa viagem robótica mas cheia de alma. Repleto de participações marcantes, o novo trabalho da intérprete de “Vroom Vroom” não tem medo de incomodar, mas suas brincadeiras são feitas num terreno familiar e frutífero. Até a diva <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rZVhR399IoA">Pabllo</a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fI5Myc9Nt-Y">Vittar</a> teve espaço, na faixa mais longa (e doida) do projeto. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX &amp; Christine and the Queens - Gone [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/chSZCtLrgz8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg" alt="Davi discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Davi &#8211; Ritual</strong></p>
<p><em>ambient pop</em></p>
<p>Chique. Se tem uma palavra que, sozinha, consegue definir o registro de estreia do goiano Davi Sabbag, aqui está. <em>Ritual</em> é chiquérrimo. A produção, encabeçada pelo cantor e alguns parceiros, evoca o intimismo de um quarto de apartamento e todos os desdobramentos que esse ambiente rende. Dessa forma, sexo, auto-cuidado, romance e reflexão fazem parte da teia que o ex-Banda Uó desenvolve nas faixas.</p>
<p>Mesmo em momentos como o <em>dancehall</em> de “Não Faz Diferença” ou  a sexualmente carregada “Banquete” — respectivamente em parceria com <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_r83_ualtpM">Urias</a> e Jaloo —, sutileza e delicadeza comandam a experiência, estética que Sabbag vem amadurecendo desde o início de seu projeto solo e merece ser ainda mais explorada. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Davi Sabbag - Banquete feat. Jaloo, 1993agosto (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ho8DBdnNhC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png" alt="Jaloo discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-300x300.png 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jaloo &#8211; ft (pt. 1)</strong></p>
<p><em>pop, tecnobrega</em></p>
<p>Menos de meia década se passou desde a sua estreia, mas uma coisa é certa: o Jaloo de ontem é bastante diferente do Jaloo de hoje. Não se preocupe, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_pa0qxFHe9E">brincadeiras com regionalismos</a>, letras contemplativas e melodias grudentas continuam parte importante na obra do cantor paraense. Mas é impossível não notar o seu amadurecimento em <em>ft (pt. 1)</em>.</p>
<p>Primeira metade de um projeto de parcerias com artistas dos mais diversos universos, o novo disco tem tudo o que esperamos de Jaloo e mais um pouco. Inclua neste mais um pouco uma produção menos experimental, encabeçada pelo próprio intérprete, mas que nunca deixa de empolgar, assim como encontros inusitados de gêneros e referências. Cabem mil brasis no mundo em expansão de Jaloo. Continuamos apaixonados, com a certeza de que o <a href="https://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">pop brasileiro está muito bem servido</a>. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jaloo ft. MC Tha - Céu Azul (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/78wVROmr0HE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg" alt="Jay discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Jay Som &#8211; Anak Ko</strong></p>
<p><em>indie rock, dream pop</em></p>
<p><em>Anak Ko </em>começa onde exatamente parou o aclamado <em>Everybody Works </em>(2017) da multiinstrumentista Melina Duterte, ou Jay Som &#8211; com a diferença que agora ela não gravou tudo sozinha. A aposta em um indie rock mais soturno, com inclusão de sintetizadores e cordas, revela-se acertada: os 34 minutos de música são coesos e agradáveis.</p>
<p>Destaque para o desempenho de Melina na guitarra &#8211; pura destreza e sutileza. A única deficiência de <em>Anak Ko</em> está nas letras, principalmente nos momentos feitos sob medida para a catarse (“If You Want It”, “Superbike”) que acabam por soar derivativos. Nada que prejudique o produto final. Destaques para a supracitada “Superbike”, “Nighttime Drive” e a faixa-título. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jay Som - Nighttime Drive [OFFICIAL MUSIC VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/t0Hns30GEGo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg" alt="Jenny Hval discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jenny Hval &#8211; The Practice of Love</strong></p>
<p><em>art pop, eletrônico, experimental</em></p>
<p>Mesmo que pouco conhecida pelo grande público, Jenny Hval está longe de ser iniciante na cena. Responsável por sete elogiados registros, a compositora e romancista sempre deu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZVaWc00aZ30">tratamento complexo a temas incômodos</a>. Não havia razão lógica para alterar esse time ganhador, mas, em <em>The Practice of Love</em>, a norueguesa reflete feminilidade e amor acompanhada de uma produção influenciada pelo <em>house</em> de Detroit e o <em>synthpop</em> da década de 80. Trata-se de uma abordagem mais acessível que esforços anteriores, ainda que a efervescência criativa de Hval opere mais forte do que nunca. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Ia2sw3y79k40GHeNjCfLh" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg" alt="luisa discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Luísa e os Alquimistas &#8211; Jaquatirica Print</strong></p>
<p><em>tecnobrega, electropop</em></p>
<p>A melodia é chiclete. A batida, dançante. Sem esquecer-se das letras irreverentes. O quarteto potiguar entrega, em seu terceiro registro de estúdio, tudo que era de se esperar. Mas <em>Jaquatirica Print </em>consegue, ainda, surpreender. Com produção arrojada e cheia de excessos bem-vindos, o disco é grudento sem soar manjado ou repetitivo, devido à mistura de tecnobrega com referências do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AmfjSzYyRUc">pop de vanguarda oitentista</a>, como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wn9E5i7l-Eg">Pet Shop Boys</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z0XLzIswI2s">Grace Jones</a>, que é pra lá de inusitada. O <em>single</em> “Furtacor” tem estética romântica e psicodélica, sendo um dos destaques do LP; ao passo que “Descoladinha”, ato de abertura, tem tudo para hitar nas festas <em>queer</em> moderninhas Brasil afora. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0JkLQKEz5jnRohRSLIEewl" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg" alt="pharma discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Pharmakon &#8211; Devour</strong></p>
<p><em>death industrial</em></p>
<p>O <a href="https://personaunesp.com.br/black-sabbath-em-sao-paulo-o-funeral-eletrico/">Black Sabbath</a> foi um dos primeiros grupos do século XX a entender que o público gosta de sentir medo. Traçando uma linha evolutiva torta, pode-se dizer que a música industrial levou essa lógica a um novo patamar, praticando sons que não raro desafiavam as limitações do rótulo &#8220;música&#8221; através do extremismo visual e sonoro. 2019 tem se provado terreno fértil para esse tipo de experimentação.</p>
<p>Após o opressivamente opulento <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-julho2019/"><em>Caligula</em></a>, da revelação Lingua Ignota, chega <em>Devour</em>, da sempre ameaçadora Pharmakon. Nada de opulência aqui; o death industrial de Margaret Chardiet é minimalista. Basta uma base em loop e camadas de puro e simples barulho para ela atacar o microfone. Em seu quinto álbum ela finalmente transfere o clima dos shows para o disco. As 5 faixas fluem entre si, proporcionando um pequeno espetáculo de masoquismo. <a href="https://www.residentadvisor.net/reviews/24089">Segundo a resenha do site Resident Advisor</a>, em <em>Devour</em> Chardiet quer que nós aceitemos a pequenez de nossa existência. Nós aceitamos, Margaret. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3AawK35xFxfwpeJmqnC1tW" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg" alt="sant discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Sant &amp; LP Beatzz &#8211; Fazendo Arte</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Primeiro disco do rapper carioca desde 2015, <em>Fazendo Arte </em>vem menos verborrágico que seus sucessores. Sant&#8217;Clair Araújo Alves de Souza parece estar de bem com a vida, reflexivo após <a href="https://portalrapmais.com/sant-anuncia-sua-saida-prematura-do-rap/">anunciar o fim de sua carreira</a> em abril. Aqui ele canta basicamente sobre o papel do rap em sua vida  e sobre amores, embalado pelas bases jazzísticas de LP Beatzz. A duração do EP (4 faixas totalizando cerca de 10 minutos) tanto prejudica quanto beneficia: não há tempo para as faixas mais estruturadas e quase épicas de <a href="https://open.spotify.com/album/5RzvGNpsnvfFXPLjQKlMgO?si=PDHZUtfBR5WSOpwiHjobBQ"><em>O que separa os homens dos meninos &#8211; Vol. 1 </em>(2015)</a>, mas o replay é certo. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Fazendo Arte" src="https://open.spotify.com/embed/album/5XelMTieNj9lOTs86QQgRV?si=BMbtzfzfTsuZkDjxEyjP3A"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12884" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg" alt="slayyyter discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slayyyter &#8211; Slayyyter</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Vocais melindrosos, refrões-chiclete e uma apurada sonoridade comercial compõem a <em>mixtape</em> homônima da artista americana Slayyyter, uma espécie de “cantora pop side b dos anos dois mil”. A estreia é um prato cheio para quem sente saudade das cantoras adolescentes de outrora, como <a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/">Britney Spears</a> e Jessica Simpson, mas que atualmente escutam Charli XCX, SOPHIE ou outras artistas vanguardistas da PC Music.</p>
<p>Composta por 14 faixas, a <em>tracklist</em> é repleta de mensagens provocativas, típicas de quem só quer se divertir sem assumir compromissos. Em faixas como “Devil”, Slayyyter canta sobre atrair garotos estúpidos e deixá-los malucos. Já em “Touch My Body” &#8211;<a href="https://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/"> alô, Mariah!</a> &#8211; a loira fala sobre esperar a ligação de alguém minimamente especial. E por aí vai, quarenta minutos de pura efervescência.</p>
<p>Assim, o trabalho não é liricamente pretensioso. Pelo contrário, é frívolo e soa confortavelmente fútil na maior parte do tempo. Afinal, não é sempre que queremos ou precisamos mergulhar profundamente em algo. Nesse sentido, Slayyyter é uma boa pedida para quem quer curtir uma <em>vibe</em> sexy e debochada, para cantar na frente do espelho enquanto se sente a última bolacha do pacote.</p>
<p>Mas, um detalhe. Não ouça “Daddy AF” em público sem fones de ouvido. Avisa quem amigo é. <strong>(LG)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slayyyter - Mine (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1s_lpkO1T1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12661" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg" alt="slipknot discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slipknot &#8211; We Are Not Your Kind</strong></p>
<p><em>metal alternativo</em></p>
<p><span dir="ltr"><span class="_3l3x">Um comentário de internet sobre o novo disco do Slipknot: “O disco foi gravado em uma frequência que só é audível para ouvidos de pessoas abaixo de 14 anos”</span></span>. Não é de hoje que o metal alternativo (ou new metal) é visto como juvenil e <em>poser</em>, principalmente pelos metalheads mais fervorosos. Esse tipo de miopia prejudica a recepção de bons discos do gênero, como este <em>We Are Not Your Kind</em>, o sexto do Slipknot.</p>
<p>Uma evolução notável do saturado <em>.5: The Gray Chapter</em>, <em>We Are Not Your Kind </em>não converterá os detratores, agradará os fãs e, de quebra, pode conquistar os indiferentes. A mistura do metal alternativo (incluindo aí guitarras em tom menor, andamentos retos e refrões melódicos) com influências mais extremas deu forma a um produto perfeitamente equilibrado entre o mainstream e o underground. O Slipknot, aliás, pode ser considerado um dos grupos de metal mainstream mais extremos dos últimos anos, vide o apelo visual e, claro, a música.</p>
<p>Nesse último aspecto, nada mudou: a porradaria é garantida na maior parte do tracklist, com destaque para os riffs cirúrgicos de Jim Root e Mick Thomson e a interpretação impecável do vocalista Corey Taylor. O maior destaque às nuances eletrônicas, sempre presentes na discografia do grupo, dá respiro entre as 14 faixas, trazendo coesão. Mas não espere um rolo compressor inclemente: o apelo pop de faixas como “Nero Forte” e “Orphan”, com seus refrões feitos sob medida para grandes arenas, é inegável. Isso sem falar nas baladas que fecham o disco, mais próximas do Nine Inch Nails do que do Slayer. Metal também é música pop, afinal. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slipknot - Unsainted [OFFICIAL VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VpATBBRajP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg" alt="taylor discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">Lover</a></strong></p>
<p><em>pop, synthpop</em></p>
<p>A temática amorosa não é exatamente novidade na discografia de Taylor Swift. A cantora e compositora, que é conhecida por destilar as dores de seus relacionamentos fracassados em letras bastante pessoais, canta <a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/">corações partidos</a> como ninguém. <em>Lover</em> é mais uma bem-vinda adição ao clube, mas vem com o pulo do gato: o amor aqui não é passado, é presente. E futuro. Como que num revival do <em>synthpop</em> jovem, e ao mesmo tempo nostálgico, do importante <em>1989 </em>(2013), a estrela pop de Nashville faz grudar na mente narrativas de um amor que é confortável e tranquilo, que não machuca.</p>
<p>A produção brilha mais nos momentos em que o <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">queridinho Jack Antonoff</a> assume, com a sua já conhecida estética igualmente melodramática e cool &#8211; a desoladora “Cruel Summer”<em> </em>é exemplo disso. O disco guarda algumas das melhores letras de Taylor, que consegue conquistar até os críticos mais céticos da música pop. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Lover (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-BjZmE2gtdo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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