Batidão Tropical Vol. 2 obteve 4,7 milhões de streams nas primeiras 24 horas de lançamento (Foto: Gabriel Renne)
Vitória Borges
O Batidão Tropical Vol. 2 está entre nós e a drag queen mais amada do Brasil mais uma vez não nos decepciona. Trazendo suas raízes do forró do Nordeste e Norte do país, Pabllo Vittar faz a releitura de alguns clássicos que marcaram sua vida, além de cantar músicas inéditas. O projeto da artista dá continuidade ao Volume 1 do álbum homônimo, que também conta com regravações de hits, como Zap Zum da Companhia Calypso.
Celebrando o mês do orgulho LGBTQIAPN+, a Editoria indica obras queers (Texto de Abertura: Guilherme Machado Leal / Artes: Rafael Gomes)
Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas queers, o Estante do Persona deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a Redação do Persona separou uma lista especial, com obras que marcaram a vida dos membros após a primeira leitura.
Narrativas ficcionais se tornam confidentes de todo e qualquer leitor, ainda mais se há a possibilidade de se reconhecer nos escritos de um autor. Para as pessoas LGBTQIAPN+, essa identificação possui um objetivo ainda maior: ela auxilia no processo de auto descoberta da sexualidade e mostra como personagens queers podem ser plurais. Entre dramas e romances, as indicações deste mês reforçam a diversidade necessária dentro das páginas de um livro.
Em Junho, o foco é o aprofundamento dos integrantes da comunidade LGBTIQAPN+. As tramas sugeridas não apenas falam sobre representatividade, mas também mostram que que a vida queer não se resume a preconceito e algozes. Antes de toda a dor passada por essas pessoas, há o desejo de viver uma jornada linda. É direito de qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, de se reconhecer em narrativas lúdicas, pois é na Arte que muitos encontram refúgio.
“A sorte favorece os corajosos, cara” (Foto: Warner Bros. Pictures)
Larissa Mateus
“Sempre pensávamos que vida alienígena viria das estrelas, mas veio das profundezas do mar“, explica o protagonista Rayleigh nos primeiros segundos do filme sobre a reviravolta que seu mundo sofreu, cuja consequência foi uma guerra contra seres de fora do planeta que durou mais de dez anos. Círculo de Fogo (2013) constrói um plano de fundo que se leva extremamente a sério, mas lava seus elementos realistas com as verdades de sua narrativa: a pura nostalgia e a total admiração por robôs gigantes batendo em alienígenas ainda maiores.
Em um ritmo dançante, o australiano vive os altos e baixos da vida com intensidade (Foto: Universal Music)
Fábio Gabriel Souza
A Arte precisa sempre ser inovadora? Essa pergunta guiou a discussão de muitos fãs, especialistas e entusiastas de cultura pop ao escutarem Something To Give Each Other. Troye Sivan, em seu terceiro álbum de estúdio lançado em Outubro de 2023, nos leva a uma viagem dançante, eletrizante e intimista, que celebra a liberdade de expressão queer. Longe de ser inovador e revolucionário, o álbum é o que se propõe a ser: pop.
Tony Leung e Leslie Cheung protagonizam uma icônica cena de tango (Foto: Golden Harvest Company)
Eloah Kaway
Felizes Juntos, dirigido por Wong Kar-Wai, é um retrato fascinante e complicado sobre relacionamentos e descoberta pessoal. O filme mostra a relação tumultuada entre Ho Po-Wing (Leslie Cheung) e Lai Yiu-Fai (Tony Leung), um casal gay de Hong Kong perdido na melancolia de Buenos Aires. Com suas cenas ambientadas nas ruas da cidade e nas impressionantes Cataratas do Iguaçu, Kar-Wai cria uma história visualmente incrível que nos faz pensar no amor em todas suas formas.
O filme foi inspiração para o músico Johnny Hooker compor a canção Flutua (Foto: Film4 Productions)
Davi Marcelgo
Os apartamentos de um subúrbio londrino são palco de opressão e violência. Dentro das paredes de um quarto azul, habita a tranquilidade e doçura de um romance púbere entre dois garotos: Ste (Scott Neal) e Jamie (Glen Berry). No mundo confortável de ambos, dedos passeiam através da pele e a câmera do longa de estreia da diretora Hettie MacDonald (Normal People) revela muito mais do que palavras conseguem. Delicada Atração (Beautiful Thing, no original) é um retrato cru de vivências homoafetivas, mas que não abandona o otimismo.
O amor à primeira vista antecede os encontros e desencontros de Sidney Magal e Magali West (Foto: Manequim Filmes)
Rebecca Ramos
Em uma comédia romântica envolvente e sentimental típica da década de 1970, O Meu Sangue Ferve por Você acompanha a história de amor de Sidney Magal, protagonizado por Filipe Bragança, e Magali West, interpretada por Giovana Cordeiro. Ao seguir uma rotina de shows repleta de compromissos, Magal, um dos cantores mais emblemáticos de uma geração, acaba por conhecer o amor de sua vida em Salvador, sendo acometido por uma enorme e avassaladora paixão.
The L Word: Generation Q aborda temas presentes na comunidade LGBTQIA+ (Foto: Showtime)
Vitória Borges
Desde sua estreia em 2004, The L Word estabeleceu-se como um marco na representação LBGTQIA+ na Televisão. A série, que durou até o ano de 2009, conta a história de um grupo de amigas lésbicas e bissexuais que vivem na cidade de Los Angeles. O seriado tem dramas quentes, provocativos e repleto de diálogos inteligentes e personagens ricamente desenhados.
Aclamada por alguns e odiada por outros, The L Word: Generation Q (no original)nasce como uma continuação do seriado icônico. A obra, lançada quase 15 anos após a primeira, retoma sua narrativa e retorna com personagens excepcionais como Bette Porter (Jennifer Beals), Alice Pieszecki (Leisha Hailey) e Shane McCutcheon (Katherine Moennig).
Pedro Pacífico é influencer literário e soma mais de 500 mil seguidores somente no Instagram (Foto: Intrínseca)
Felipe Nunes
Como expor um dos períodos mais difíceis e lindos de sua vida? Esta é a antítese maniqueísta de Pedro Pacífico, o bookster, pseudônimo pelo qual é conhecido nas redes sociais. Advogado e produtor de conteúdo literário nas horas vagas, como o próprio se define, o escritor de 30 anos se lançou na Literatura com um livro de não ficção. A história passeia pelo próprio processo de aceitação dele como um homem gay, que ocorreu em 2020, no auge do contexto pandêmico, quando ele tinha 27 anos.
Lançado em 2018, Um milhão de finais felizes nos mostra que tudo passa (Editora Alt)
Jamily Rigonatto
Existir enquanto uma pessoa LGBTQIA+ é estar cercado de incertezas. Não se sabe em quem confiar, se seus comportamentos estão minimamente condizentes com o que a sociedade espera ou sequer se sua vida, antes de se descobrir, continua fazendo parte de quem você é. Apesar de acontecer de forma distinta para cada pessoa, esse processo sempre vem acompanhado de inseguranças. Retratando esses elementos pela visão do protagonista Jonas, Um milhão de finais felizes explora isso enquanto valoriza o resultado das etapas conturbadas: a cura.
Longe de se tratar de uma espécie de ‘cura gay’, essa descoberta está ligada ao próprio ser, a restauração que acontece em nós quando percebemos que não há nada de errado em ser como somos – seja na esfera da sexualidade, na forma como reagimos à vida ou até sobre a aparência física. Por meio dos receios do personagem, o autor Vitor Martins renova o fôlego de uma juventude que só quer amar e ser amada, sem sentir que o peso do mundo está prestes a desmoronar sobre os seus ombros.