A Lenda de Vox Machina e a vingança que se come fria

Cena da primeira temporada de A Lenda de Vox Machina. Da esquerda para a direita, Percival de Rolo, um jovem branco com olhos esverdeados e cabelo platinado, vestindo um sobretudo e uma calça preta e utilizando óculos, ele segura uma pistola apontada para cima. Pike Trickfoot, gnomo de cabelo platinado, vestindo uma banda azul no pescoço e uma roupa de batalha em tons de branco e cinza, com detalhes dourados. Grog Strongjaw, golias de pele azulada, vestindo um calça-saia de pelagem marrom, além de segurar um machado duplo em suas mãos. Scanlan Shorthalt, gnomo de pele morena e cabelos castanhos, vestindo uma blusa roxa e uma calça marrom, além de segurar um violão em suas mãos. Keyleth, personagem meio-elfa com olhos esverdeados, sardas e cabelo ruivo. Ela está vestindo um vestido em tons de verde, luvas marrons e uma coroa de chifres. Vax’ildan Vessar, personagem meio elfo, branco e de cabelos castanhos. Ele está usando um casaco, calça e uma capa com pelagens em tons de marrom. Vex’ahlia Vessar, personagem meio elfa, branca e de cabelos castanhos, vestindo um vestido azul claro com detalhes em azul escuro e pelagens brancas, além de luvas pretas com detalhes marrons e uma pena azul na cabeça, ela também está segurando um arco e flecha. Atrás dos personagens tem um pôr do sol em tons de rosa, laranja e roxo.
Logo que foi lançada, The Legend of Vox Machina alcançou 100% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Amazon Prime Video)

Ludmila Henrique

O que faz um evento de RPG de mesa ser tão importante nos dias de hoje? Seria a lembrança dos contos de fadas de quando éramos crianças, as histórias criadas e os desafios presentes nos jogos, ou talvez, seja apenas o prazer de passar aquele momento com seu grupo de amigos e aproveitar o máximo daquele tempo? Independente da sua motivação para participar das partidas, A Lenda de Vox Machina (The Legend of Vox Machina), nova animação do Amazon Prime Video, compõe toda magia e reviravoltas existentes nos jogos de tabuleiros.

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Cineclube Persona – Abril de 2022

Arte retangular de fundo na cor marrom. Ao lado direito da imagem, foi adicionada uma televisão antiga de tubo, com a divisão de quatro telas: a primeira delas mostra um casal deitado em uma toalha na praia, a segunda mostra um homem segurando o rosto de uma mulher e a olhando fixamente, a terceira mostra dois homens negros parados lado a lado, espantados, e a quarta mostra uma mulher posando antes de começar a desfilar. Ao lado da televisão está escrito Cineclube com letras brancas preenchidas e abaixo Persona, com letras brancas vazadas. Ao centro está o logo do persona, um olho com a íris na mesma cor do fundo, e logo abaixo em letras pretas está escrito abril de dois mil e vinte e dois.
Destaques de Abril de 2022: Heartstopper, o fim de Ozark, Medida Provisória e a 14ª temporada de RuPaul’s Drag Race (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan)

Se o mês passado esquentou as telonas com a versão em couro e tesão do Batman de Robert Pattinson, Abril foi marcado pelo verdadeiro estopim de múltiplos lançamentos imperdíveis. Mas, antes de destrinchar o amor perfeito de Heartstopper, as tragédias de Ozark, a potência de Medida Provisória e a resiliência de RuPaul’s Drag Race, é hora de nos despedirmos do Blue Sky Studios, propriedade adquirida pela Disney no ano passado e agora oficialmente extinto. Responsável por sucessos que iam de Rio à Era do Gelo, os animadores da empresa atingiram a jugular do público quando, no tchau, recompensaram o esquilo Scrat com a sonhada noz que movimentou uma saga de filmes jurássicos e gélidos. 

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Chucky: sátira à sociedade americana e exaltação do terror queer dominam

Cena da série Chucky. Na imagem há um garoto, Jake, vestido com uma moletom em tom de preto manchado com branco, vestindo uma jaqueta de moletom acinzentada por cima. Em suas costas ele carrega uma mochila preta e atrás dele há a imagem de um corredor desfocado com um garoto branco, loiro, vestindo azul ao seu canto direito. Jake tem uma expressão triste. Ele é um adolescente branco, de cabelos encaracolados e médios. Ele carrega consigo um boneco de cabelos ruivos, olhos azuis, que veste uma blusa listrada em tons de vermelho e azul e veste um macacão jeans, o brinquedo Chucky.
O boneco que foi o pesadelo de uma geração volta em sua melhor versão na série presente no catálogo do Syfy (Foto: Syfy)

Ma Ferreira

Em 1988, surgia um novo ícone do Cinema de Terror, uma figura dócil, mas, ao mesmo tempo, demoníaca: Chucky, o brinquedo assassino. Aterrorizando sonhos de muitas crianças dos anos 1990, o boneco entrou para o rol dos psicopatas da cultura pop e ganhou uma franquia de oito longas, um curta-metragem e, atualmente, uma série, que já está renovada e sua segunda temporada sai este ano. A história original de Don Mancini foi ressuscitada e aprofundada no seriado Chucky, voltando às origens do assassino Charles Lee Ray, mostrando sua trajetória até o que se tornou e seus atuais planos.

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A segunda temporada de Aruanas pergunta: quem se beneficia com a devastação?

A foto mostra um grande cartaz amarelo pendurado na cobertura de um estádio de futebol, mais precisamente, na Arena Allianz Parque. A foto foi tirada de uma perspectiva da arquibancada (de um ângulo inferior em direção ao cartaz). Neste cartaz está estampada a frase em letras garrafais: “Energia limpa, um trilhão de motivos para lutar #PetroCrime”.
Como toda boa obra de ficção, Aruanas alerta para uma discussão real e emergencial acerca da exploração insustentável dos recursos naturais (Foto: Globoplay)

Gabriel Gomes Santana

Como você reagiria se soubesse que a água usada para abastecer sua casa foi contaminada? É a partir desse revoltante cenário, que a segunda temporada de Aruanas traz mais uma denúncia, de um jeito que só a série mais ativista do Globoplay sabe fazer. Nos novos episódios, a ONG unirá forças para impedir a implementação de uma Medida Provisória responsável por isentar os impostos das maiores empresas de petróleo instaladas no Brasil.

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Avenida Brasil: o triunfo do povo completa 10 anos

Nina, criança morena de face triste, cabelos longos castanho escuro, de blusa com listras brancas e vermelhas e macacão jeans, colar, dentro de um carro com um braço escorado no vidro da janela, em seus braços têm duas pulseiras, uma amarela, vermelha e verde, a outra vermelha e dourada. No vidro é refletida a Carminha, mulher branca, loira, de cabelo preso, com camisa verde água e rosto meio sorridente. O carro é azul claro com bancos marrons pastéis.
O início da trama foi marcado pela Mel Maia emocionando o país (Foto: TV Globo)

Lucas Lima

Quando perguntam qual a melhor novela que você já acompanhou?, não é difícil ver muita gente falar Avenida Brasil. A novela que literalmente parou o país, ficou no imaginário popular e se mantém viva, mesmo após uma década de seu início. Quem acompanhou a saga da vingança de Nina contra Carminha sabe quão fervorosos eram os momentos em frente à TV, com todos os olhos vidrados na tela e muitas respirações quase nulas com as cenas mais tensas, até o último capítulo, transmitido em outubro de 2012.

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Um brinde às batalhas internas e memórias da juventude em 15 anos de Skins UK

Fotografia da série Skins. A foto mostra quatro personagens principais da primeira temporada, da cintura para cima. Eles estão sentados, próximos da câmera, e todos são jovens. Da esquerda para a direita: Chris é interpretado por Joe Dempsie, um homem branco, de cabelos castanhos-claros, lisos e médios. Ele está sorrindo, usa uma camiseta cinza sobre uma blusa branca de mangas compridas e segura um jarro de vidro, que contém um líquido laranja, em uma das mãos. Ao seu lado está Sid, interpretado por Mike Bailey, um jovem branco. Ele tem cabelos lisos e escuros, que vão até a altura dos ombros. Usa um gorro preto sobre a cabeça e óculos retangulares. Ele tem um rosto fino, um nariz pontudo e usa uma camiseta azul. Ao seu lado está Maxxie, interpretado por Mitch Hewer. Mitch é um homem branco, de pele bronzeada, olhos azuis, rosto fino e cabelos loiros e lisos, com uma franja que cai sobre os olhos. Ele usa um moletom branco com listras. Por último, está Tony, interpretado por Nicholas Hoult. Ele é um homem branco, de olhos azuis, rosto fino e cabelos castanhos. Ele usa uma blusa preta de frio, com as mangas arregaçadas.
Oh baby, baby, it’s a wild world (Oh baby, baby, é um mundo selvagem) (Foto: E4)

Mariana Nicastro

A juventude é a fase da intensidade. De dramas, sensações, desejos e sonhos. Nela, as amizades são eternas, os amores são infinitos num dia, efêmeros no outro, e os problemas são o fim do mundo. É a fase da rebeldia e das descobertas. Há 15 anos, Skins (UK), ou Juventude à Flor da Pele, explorou tudo isso de forma intimista, sob perspectivas de distintos jovens ingleses que tinham uma coisa em comum: a consciência de que crescer não é fácil, mas que amizades, família e empatia tornam o processo menos cruel.

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De Volta aos 15 não é só um clichê adolescente

Cena da série De Volta aos 15. Na foto, temos a presença de Camila Queiroz, atriz branca, com cabelos castanhos ondulados, que sorri.Ela veste jaqueta bege. Ao seu lado está Maisa Silva, jovem branca com cabelos castanhos ondulados, que segura um celular com a mão direita, e, com a mão esquerda levanta dois dedos e abaixa os outros três. O fundo da foto é composto por um céu azul e um monumento
Estrelando a nova série da Netflix, Camila Queiroz e Maisa Silva esbanjam sintonia dividindo a interpretação da mesma personagem em fases temporais distintas (Foto: Netflix)

Felipe Nunes

Triângulos amorosos, traições, paixões não correspondidas, festas, pais controladores e jovens que desejam embarcar em suas próprias jornadas de autodescoberta. É a clássica receita de uma boa e trivial série teen que tem como pano de fundo as amizades e os amores vivenciados nos pátios do tão temido Ensino Médio. Em De Volta aos 15, as mesmas situações aparecem. No entanto, a configuração das narrativas escolhidas, e a forma com as quais são trazidas para a trama, mostram que a obra é bem mais que uma simples comédia romântica adolescente da Netflix. 

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Fórmula 1: Dirigir Para Viver terá que acelerar para retornar ao topo

Foto de Max Verstappen e Lewis Hamilton, pilotos de Fórmula 1. Da esquerda para a direita na imagem, Verstappen veste um macacão de cor preta com detalhes em vermelho e Hamilton veste um macacão preto com detalhes em branco. O capacete do piloto da equipe Red Bull é branco com detalhes em vermelho. Já o capacete do piloto da equipe Mercedes é roxo com detalhes em preto e branco
A 4ª temporada de F1: Drive to Survive tinha tudo para dar certo e, ainda assim, deu errado (Foto: Fórmula 1)

Nathalia Tetzner

Dois pilotos competindo no limite da capacidade humana, em uma disputa eletrizante que a Fórmula 1 não proporcionava aos torcedores há anos. O que poderia dar errado na tão esperada 4ª temporada do seu seriado documental na Netflix? Tudo. Fazendo jus ao resultado de 2021 da categoria mais cobiçada do automobilismo, F1: Dirigir Para Viver fornece uma visão arquitetada dos eventos que marcaram o esporte para sempre. Para não colocar a culpa inteira sob a produção, os fãs criaram uma expectativa imensa que, por si só, já seria difícil de alcançar.

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A terceira temporada de Narcos: México escorrega em obstáculos já percorridos

A imagem retangular é uma cena de Narcos: México. Da esquerda para a direita vemos quatro homens de pé e apoiados em um carro vinho, dos joelhos para cima. À esquerda está Everardo Arturo, um homem branco, com cabelos enrolados e penteados, pretos e uma barba rala. Ele usa um óculos escuro com armação dourada, uma camisa vermelha por baixo de uma calça listrada com preto e vinho. À sua direita está Benjamín Arellano, um homem branco, baixo, mais gordo, de cabelos pretos, lisos e penteados à direita. Ele usa um blazer cinza por cima de uma camiseta cinza, por baixo de uma calça verde. Na sua cintura há uma coronha dourada de pistola. Centralizado à direita está David Barron, um homem com traços mexicanos, topete preto e curto, barba e cavanhaque. Ele usa uma camisa aberta listrada em preto e cinza, e uma calça verde escuro. À sua direita está Ramón Arellano, um homem branco, mais alto, magro, de cabelos longos, pretos e repartidos para os dois lados, com uma barba cheia. Ele usa uma camiseta branca com bordados dourados de touros brigando, com uma calça social cinza.
O cantor Bad Bunny incorpora um verdadeiro narcojunior na terceira temporada de Narcos: México (Foto: Netflix)

Vitor Tenca

Em abril de 1989, Miguel Ângel Félix Gallardo era preso por agentes de uma força tarefa montada há anos (a Drug Enforcement Administration) em sua própria casa, em Guadalajara, surpreendentemente sem que uma única bala fosse disparada. Enfim chegava o momento do jefe de jefes passar o bastão para seu rebanho do tráfico internacional – mas, como estamos falando do homem mais poderoso do México, claramente essa troca de postos não poderia ser exatamente amistosa. 

A terceira e última temporada de Narcos: México recebe não somente a gigantesca tarefa de finalizar o arco da própria série, como também carrega o peso de fechar o universo das drogas com chave de ouro. Seguindo o caminho pavimentado pelos narcotraficantes mais famosos e procurados do mundo, o ano final do spin-off de Narcos escora suas narrativa em rostos conhecidos como a família Arellano, os carismáticos sinaloenses e o “senhor dos céus” Amado Fuentes Carillo, enquanto faz questão de apresentar novas figuras e trajetórias que complementam o universo não-tão-fictício da produção da Netflix.

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Cineclube Persona – Março de 2022

Arte retangular de fundo na cor rosa. Ao lado direito da imagem, foi adicionada uma televisão antiga de tubo, com a divisão de quatro telas, uma mostrando um homem e uma mulher se beijando; ao lado um homem segurando uma estatueta dourada; abaixo um homem com uma máscara preta cobrindo a parte superior do rosto, usando uma roupa e capa pretas e ao lado uma mulher olhando para uma enorme criatura vermelha escondida atrás de uma cortina. Ao lado da televisão está escrito Cineclube com letras brancas preenchidas e abaixo Persona, com letras brancas vazadas. Ao centro está o logo do persona, um olho com a íris na mesma cor do fundo, e logo abaixo em letras pretas está escrito março de dois mil e vinte e dois.
Destaques de Março de 2022: Bridgerton, o Oscar de Drive My Car, Batman e Red: Crescer é uma Fera (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan)

Da ficção da Pixar aos documentários da Netflix, da comédia de Taika Waititi ao drama de Ryûsuke Hamaguchi, fomos presenteados com produções nacionais e internacionais para os amantes da Sétima Arte em Março de 2022. Tudo isso regado com a cobertura do caótico Oscar e muitas outras movimentações nas premiações de Cinema. Teve de tudo, mas não se estresse a ponto do panda vermelho se libertar! Entre a cozinha de Sebastian Stan, a caverna de Robert Pattinson e os aposentos nobres de Jonathan Bailey, o Cineclube de Março esmiuça a TV e o Cinema do Mês da Mulher

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