O monstro no túmulo: as Histórias extraordinárias de Edgar Allan Poe

Capa do livro Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe. Na imagem, o livro está de pé em um fundo branco. O livro é uma edição em capa dura, de cor roxa, com o nome de Edgar Allan Poe escrito em fonte de cor amarela, com uma caveira desenhada logo acima de seu nome. Abaixo está escrito Histórias Extraordinárias em fonte de cor igualmente amarela. Abaixo está o logo da editora Companhia das Letras, com a fonte de cor amarela
A edição de Histórias extraordinárias, publicada pela Companhia das Letras, reúne 18 contos de Edgar Allan Poe, com seleção, apresentação e tradução de José Paulo Paes, oferecendo ao leitor um panorama da obra do grande mestre do Terror (Foto: Companhia das Letras)

Bruno Andrade

Há uma linha tênue entre o Horror e o Terror. Enquanto no primeiro o apreço pelo sobrenatural e sua respectiva negação da realidade são predominantes (lembre-se do Horror, o Horror!anunciado pelo agente Kurtz em O Coração das Trevas), o segundo preza pela criação de uma atmosfera repleta de suspense, cuja brincadeira consiste justamente na ausência do mágico, e na dúvida se determinadas situações ocorreram ou se estão na cabeça dos personagens. Na Literatura, há predominância dos textos de terror, e, de forma mais apropriada, trata-se de uma categoria precursora ao suspense psicológico, na qual ambos os gêneros se cruzam quando o assunto é aterrorizar. Em Histórias extraordinárias, uma coletânea de 18 contos traduzidos pelo poeta José Paulo Paes, o leitor encontrará a angústia e a engenhosidade de Edgar Allan Poe, um dos principais inventores do Terror moderno.

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Agente Duplo: quem disse que envelhecer é ruim?

A foto mostra quatro pessoas idosas, três mulheres e um homem, estando as duas pessoas à esquerda em pé, e as duas à direita sentadas. Em destaque próximo ao centro está um senhor em pé, de óculos, usando uma boina e um terno cinza. Em suas mãos segura um smartphone, e em suas costas se penduram asas feitas de cartolina. A senhora sentada à sua esquerda também usa asas. Atrás das pessoas há uma cortina laranja e balões pendurados na parede, indicando um ambiente festivo.
O filme foi o representante do Chile para a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2021, e garantiu uma vaga em Melhor Documentário (Foto: Reprodução)

João Batista Signorelli

Nesse oceano infinito de informações que é a internet não faltam aquelas imagens de WhatsApp motivacionais com citações de celebridades ou personalidades famosas tratando com otimismo o inevitável envelhecimento do ser humano. Em contraponto, o comportamento social regularmente observado não poderia ser mais diferente: cada passagem de ano, seja para um cinquentão ou um adolescente, equivale a ter mais uma parte de sua juventude roubada, e a andar mais um passo em direção ao buraco da velhice. Em meio esse um otimismo saturado e pouco eficiente para uma população cada vez mais sem perspectiva, Agente Duplo é um antídoto para a contradição do envelhecer contemporâneo, uma medicação sem efeitos colaterais.

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