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	<title>Arquivos Leonardo Teixeira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Leonardo Teixeira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Os Melhores Discos de 2021</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 00:47:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É um clichê introduzir uma lista de melhores do ano dizendo que o tal período foi “muito rico” ou “memorável” ou “maravilhoso” para a determinada área que a seleção em questão se propõe a registrar. Mas ao fim de 2021, não resta outra conclusão: o ano foi realmente muito especial. É uma série de motivos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26573" aria-describedby="caption-attachment-26573" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26573 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/melhores-discos-wordpress-1.gif" alt="Arte retangular na cor azul escuro. No canto superior direito está escrito em branco “OS MELHORES DISCOS DE 2021”. Ao centro na parte inferior da imagem está uma foto da cantora Linn da Quebrada em preto e branco com silhueta azul clara ao redor de seu corpo, enquanto ela olha para frente e tampa o busto com sua mão. Ao lado direito está a figura do cantor Tyler the Creator, também em preto e branco com silhueta azul ao redor de seu corpo, ele está vestindo uma calça, camiseta e um bucket hat. À direita está a imagem da cantora Olivia Rodrigo, segurando um buquê de flores enquanto veste um vestido de festa. Sua maquiagem está borrada aos olhos e seu cabelo está solto na altura do busto. A imagem está em preto e branco e ao redor está também uma silhueta de cor azul escuro. Entre eles estão figuras animadas de estrelas aparecendo e desaparecendo. Um coração sendo partido e refeito e riscas indicando movimento. No canto inferior esquerdo há o logo do Persona, um olho com a íris de cor azul claro." width="1024" height="538" /><figcaption id="caption-attachment-26573" class="wp-caption-text">Entre o melhor da Música em 2021, tivemos os discos de Linn da Quebrada; Tyler, The Creator; e Olivia Rodrigo (GIF: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de Abertura: Raquel Dutra)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É um clichê introduzir uma lista de melhores do ano dizendo que o tal período foi “muito rico” ou “memorável” ou “maravilhoso” para a determinada área que a seleção em questão se propõe a registrar. Mas ao fim de 2021, não resta outra conclusão: o ano foi realmente muito especial. É uma série de motivos que sustentam a afirmação para além de uma expressão comum, e o Persona, que acompanhou cada </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nota-musical/"><span style="font-weight: 400;">Nota Musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos referidos 12 meses, não só pode como deve te explicar o porquê o ano que passou ficará marcado na História da Música. Então, para fazer valer o clichê é que estamos aqui com </span><b>Os Melhores Discos de 2021</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-26446"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Deixa eu me apresentar, que eu acabei de chegar</span></i><span style="font-weight: 400;">” foi o verso que a Música brasileira cantou para se introduzir ao novo ano, quando ANAVITÓRIA inaugurou 2021 logo em seu primeiro dia com </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já no mês seguinte, a cura rejuvenescedora da Arte se encontrou com Gal Gosta para que </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nenhuma Dor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estivesse em nosso meio no primeiro ano pós-apocalipse-pandêmico de 2020, anseio que se estendeu ao maravilhoso retorno de Rico Dalasam, assumindo a identidade do nosso </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardião do Alívio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prenúncio otimista se confirmou, e DUDA BEAT pode declarar o seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/te-amo-la-fora-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Lá Fora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Febem encarou o mundo real sob a perspectiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/jovem-og-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">JOVEM OG</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aproveitando a liberdade temporária de um país desgovernado, Pabllo Vittar explodiu seu </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-pabllo-vittar-batidao-tropical/"><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Luísa Sonza celebrou seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/1bR2SlwIKwvCZBFhDfYr6x?si=8u3qzicfRo2EfvYdMLzQUA&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-pirata-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Jão se lançou em alto mar. No embalo de uma Música que ansiava por novos ares, Juçara Marçal criou uma lenda chamada </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto FBC e VHOOR deram um </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/fbc-vhoor-outro-role/"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que acabou em </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/11/20/fbc-vhoor-baile-disco-ouvir/"><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já nas estreias, Liniker deu seu primeiro voo </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas asas de </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/resenha-indigo-borboleta-anil-liniker-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado das consagradas melhores revelações de 2021: </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Marina Sena</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tasha-e-tracie-diretoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da nova geração, os nomes precursores da Música brasileira também fizeram o ano valer. A abelha-rainha da MPB entregou um dos melhores discos de sua carreira sob o seu som </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-maria-bethania-noturno/"><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto Caetano Veloso revirava seu </span><a href="https://culturadoria.com.br/caetano-veloso-meu-coco/"><i><span style="font-weight: 400;">Coco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O movimento de reinvenção foi seguido por Marisa Monte, que nos abriu suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/marisa-monte-portas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Portas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> depois de um distanciamento &#8211; também distorcido por idas e vindas temporais assim como é desde março de 2020 &#8211; de 10 anos. Assim, de </span><i><span style="font-weight: 400;">encontros e despedidas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se fez 2021: pouco tempo antes de descansar, a Deusa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/01/20/elza-soares-morre-aos-91-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares</span></a><span style="font-weight: 400;"> compartilhou a companhia serena de João de Aquino, e a Rainha </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cantou pela última vez com suas fiéis escudeiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas lá fora, tudo começou com o ano arrancando junto da recém-habilitada mais famosa do mundo. No posto de estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021, está Olivia Rodrigo, perfeitamente acompanhada do lilás ácido de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao lado da novata no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maiores sucessos de 2021, o nome só pode ser o dele: Lil Nas X para os mortais, </span><a href="https://personaunesp.com.br/montero-lil-nas-x-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para os íntimos. O retrato dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano ainda é composto pelo planeta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/planet-her-critica/"><span style="font-weight: 400;">Doja Cat</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trigésima volta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-adele-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adele</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao redor do Sol, a felicidade incomparável de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5GJWxDKyk3A"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o brilho da noite de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0S0r2RFucaW9kVjBtcBOV1"><span style="font-weight: 400;">Silk Sonic</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nos cenários independentes, </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-lingua-ignota-sinner-get-ready/#:~:text=Os%20versos%20lan%C3%A7ados%20logo%20nos,compositora%20e%20multi%2Dinstrumentista%20Kristin"><span style="font-weight: 400;">Lingua Ignota</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegou preparada para estar dentre as melhores de 2021, assim como </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">Indigo de Souza</span></a><span style="font-weight: 400;"> em qualquer uma de suas formas ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/kick-ii-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arca</span></a><span style="font-weight: 400;"> em qualquer um de seus quatro (!) discos lançados no ano passado. Na mesma direção, o álbum de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-touch-of-the-beat-gets-you-up-on-your-feet-gets-you-out-and-then-into-the-sun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Aly &amp; AJ</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez jus à grandiosidade de seu título, enquanto, por outro lado, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0DBoWQ52XUHtrZQdfAqOVj"><span style="font-weight: 400;">Little Simz</span></a><span style="font-weight: 400;"> contrariou as sugestões de seu trabalho com uma Música nada introvertida e Black Country, New Road soou aos nossos ouvidos pela primeira vez com uma maestria de anos. A sensação também surge quando estamos admirando o amanhecer de </span><a href="https://www.stereogum.com/2159993/yebba-dawn-review/columns/the-week-in-pop/"><span style="font-weight: 400;">Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou os prismas poéticos de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5pjMTS389jtVjMVyx5881I"><span style="font-weight: 400;">Arlo Parks</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ali, </span><a href="https://www.npr.org/2017/09/12/549142219/bleachers-tiny-desk-concert"><span style="font-weight: 400;">Bleachers</span></a><span style="font-weight: 400;"> tirou a tristeza do sábado a noite e </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/jazmine-sullivan-heaux-tales/"><span style="font-weight: 400;">Jazmine Sullivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos contou as melhores histórias de 2021. Juntos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/japanese-breakfast-jubilee-critica/"><span style="font-weight: 400;">Japanese Breakfast</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arooj-aftab-vulture-prince-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arooj Aftab</span></a><span style="font-weight: 400;"> passaram pelos estágios mais profundos da dor, enquanto SPELLLING entrava numa espiral fantasiosa e </span><a href="https://open.spotify.com/album/1dg0gmrCaEbENVXpPIvi1m"><span style="font-weight: 400;">WILLOW</span></a><span style="font-weight: 400;"> sentia todas as emoções possíveis. Ao mesmo tempo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> embarcava em uma nova viagem, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato</span></a><span style="font-weight: 400;"> recomeçava sua história e Lucy Dacus via sua vida passar diante de seus olhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano também foi para conhecer os desfortúnios de </span><a href="https://www.grammy.com/artists/kacey-musgraves/18025"><span style="font-weight: 400;">Kacey Musgraves</span></a><span style="font-weight: 400;">, o poder solar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vermelho inédito de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/taylor-swift-red-taylors-version/#:~:text=If%20you%20haven't%20listened,that%20makes%20Taylor%20Swift%20great."><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/love-for-sale-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga e Tony Bennett</span></a><span style="font-weight: 400;"> colocaram o amor à venda, </span><a href="https://personaunesp.com.br/revelacion-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;"> encontrou uma revelação e EXO recomendou não lutar contra sentimentos. Junto deles e todos os outros que compõem a nossa seleção dos 89 Melhores Discos de 2021, a comunidade do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> te espera logo abaixo, a fim de mostrar que o ano especialmente difícil trouxe muita beleza para aqueles que estavam dispostos a parar e ouvi-lo.</span></p>
<figure id="attachment_26489" aria-describedby="caption-attachment-26489" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26489 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 30, de Adele. Essa é uma foto quadrada. À esquerda da foto é apresentado um close-up do perfil da cantora britânica Adele que toma toda a superfície da imagem. Ela é uma mulher de idade mediana, branca, de cabelos longos e loiros e seus olhos são verde claro. Ao fundo, temos uma visão embaçada com as cores azul escuro e preto. A cantora possui um semblante neutro, sem expressões faciais. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos.jpg 875w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26489" class="wp-caption-text">Se pudéssemos escutar a voz dos anjos, certeza que soariam como Adele (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Adele &#8211; 30</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento do novo álbum da cantora, em novembro de 2021, Adele já abalou as estruturas das </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/adele-30/"><span style="font-weight: 400;">críticas e da indústria musical</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sob o título de</span><i><span style="font-weight: 400;"> 30</span></i><span style="font-weight: 400;">, em menos de quatro meses o CD também trouxe algumas gratificações para a britânica</span><span style="font-weight: 400;">.  </span><span style="font-weight: 400;">Na última edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Brit</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Awards,</span></i> <span style="font-weight: 400;">a compositora londrina recebeu os prêmios de Música do Ano por seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single Easy On Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, Álbum do Ano e, talvez o mais especial, o de Artista do Ano. Parece que </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/02/09/brit-awards-2022-adele-ganha-tres-premios-principais-veja-lista-de-vencedores.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Mo Gilligan estava realmente certo</span></a><span style="font-weight: 400;">, Adele é a grande </span><i><span style="font-weight: 400;">“Rainha dos BRITs”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito diferente dos álbuns anteriores, a cantora transformou as dores e desgostos do seu coração partido em um álbum de busca, gracioso e incrivelmente comovente. De acordo com a própria, este seria a forma de se </span><a href="https://www.metropoles.com/celebridades/adele-diz-que-novo-album-responde-perguntas-do-filho-sobre-divorcio"><span style="font-weight: 400;">comunicar com seu filho</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o divórcio, então não é uma surpresa que tenhamos nos sentido acolhidos com algumas faixas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">My Little Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Hold On</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. A questão é que, mesmo depois de 6 anos, ela revelou ser ousada e esperamos que não pare por aqui. O futuro ainda tem muito o que escutar pela voz de Adele.</span> <b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Little Love, Easy On Me e Oh My God</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26461" aria-describedby="caption-attachment-26461" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26461 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco AGROPOC, do cantor Gabeu. A foto mostra Gabeu de lado, segurando um gravador de voz perto do rosto. Ele é branco, usa chapéu de caubói marrom, tem um fone sem fio na orelha, e usa camisa laranja, com calça jeans azul e um cinto escuro. O fundo é na mesma paleta quente, com tons de marrom liso." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26461" class="wp-caption-text">Em AGROPOC, Gabeu não leva desaforo para a roça (Foto: Gabeu)</figcaption></figure>
<p><b>Gabeu &#8211; AGROPOC</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem antes de The Weeknd sintonizar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gabriel Felizardo nos convidava a ouvir a Rádio </span><a href="https://open.spotify.com/album/4WRJS8GKvCdoPpKgZUltBU"><i><span style="font-weight: 400;">AGROPOC</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para curtirmos o som que vem do interior. Filho do cantor Solimões, Gabeu estreia suas composições que misturam o melhor da Música caipira com o mais refrescante que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual oferece, sem tirar nem pôr. Através de trocadilhos astutos, duplo sentido e tiradas cômicas, o disco vai sobrepondo influências e </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-gabeu-agropoc/"><span style="font-weight: 400;">muita personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de diversificar o ambiente sertanejo nacional, comumente infestado de um discurso machista e homofóbico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem medo ou receio de narrar suas aventuras, o cantor brilha quando incorpora </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,gabriel-felizardo-filho-de-solimoes-estreia-como-sertanejo-gay,70002846635"><span style="font-weight: 400;">entonações quase teatrais</span></a><span style="font-weight: 400;">, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sugar Daddy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/49inMEsgZbgA7OKJteFBmf?si=910525f856f64f76"><i><span style="font-weight: 400;">Bailão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande destaque do registro. Melodias juninas, sons de rodeios e uma vibração que energizou 2021 se transformam consecutivamente, tornando </span><i><span style="font-weight: 400;">AGROPOC</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma porta de entradas irresistível para o ilimitado </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/28/queernejo-artistas-lgbtq-querem-conquistar-seu-espaco-na-musica-sertaneja.htm"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2021, ninguém chegou de perto de oferecer uma linha tão marcante como</span><i><span style="font-weight: 400;"> “&#8217;Vamo&#8217; assumir o nosso amor rural/Sai desse armário e vem pro meu curral/Como &#8216;nóis&#8217; nunca se viu/Duas potrancas no cio/Num cruzamento adoidado”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Amor Rural, Bailão e Sugar Daddy</span></p>
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<figure id="attachment_26581" aria-describedby="caption-attachment-26581" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26581 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Ain’t It Tragic, da banda de rock Dead Sara. O nome da banda está escrito na parte superior em letras azuis maiúsculas. Na parte de baixo, uma colagem dos rostos dos membros da banda. No resto da imagem, preenchendo toda a capa de forma aleatória, existem outras colagens de  diversas figuras sobrepostas num fundo amarelo. Na parte inferior central da capa, está  o título do álbum, em letras amarelas vazadas sobre um preenchimento azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda.jpg 1414w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26581" class="wp-caption-text">Após uma grande pausa, os roqueiros de Los Angeles voltaram mais inspirados do que nunca (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Dead Sara &#8211; Ain’t It Tragic</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro álbum da banda Dead Sara chegou depois de uma espera agonizante de seis anos, após o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo estrondoso de </span><a href="https://open.spotify.com/album/22hdXQxWkJ3ddEO4atgQud?si=HsbATA1RQq-4eQwz_CfdxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Pleasure to Meet You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015) e a saída do baixista Chris Null, na qual o grupo de Los Angeles precisou se reorganizar para achar uma nova direção para o seu som. Felizmente, os vocais tipicamente roucos de Emily Armstrong vêm com força total em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5r2lUKLgKTNqbsloCwB9X5?si=28188d02147e43de"><i><span style="font-weight: 400;">Ain’t It Tragic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, revigorado pelo hiato dos músicos e contando com algumas de suas letras mais intensas e explosivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de manter o tom do </span><a href="https://open.spotify.com/album/52GeY9Z0gY2mikC8gDrvj6?si=sEn7KacHQsyloVmEE0pGTw"><span style="font-weight: 400;">último </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, há uma energia distinta e raivosa contagiando a nova produção, que consegue se diferenciar de trabalhos anteriores do grupo através da infusão de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> em algumas das faixas mais elétricas e vibrantes, criando uma nova e viciante sinergia entre seus integrantes que reverbera ao longo de todo o disco. Seja no compasso carregado de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4Xg1iXyfUL2pIVd5IpnSqD?si=3d95bbf6ca534470"><i><span style="font-weight: 400;">Heroes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou na franqueza trágica de </span><a href="https://open.spotify.com/track/3egFI5kmow24EKouv8ajNr?si=35b243a84f344db6"><i><span style="font-weight: 400;">Uninspired</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coisa fica clara: Dead Sara voltou mais destemida e inspirada do que nunca. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hypnotic, Heroes e Gimme Gimme</span></p>
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<figure id="attachment_26505" aria-describedby="caption-attachment-26505" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-800x800.jpg" alt="Capa do disco An Evening With Silk Sonic do grupo Silk Sonic. A imagem é quadrada, com um fundo marrom claro, e o nome do disco se encontra na parte superior em marrom escuro. Um desenho dos rostos de Bruno Mars e Anderson .Paak usando óculos ilustra o centro da imagem, com os nomes dos cantores escritos na parte inferior em marrom escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26505" class="wp-caption-text">Desde o primeiro single juntos, o mundo fez questão de deixar a porta bem aberta para o álbum de colaboração do Silk Sonic (Foto: Aftermath Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Mars, Anderson .Paak e Silk Sonic &#8211; An Evening With Silk Sonic</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Amigos, espero que vocês tenham algo no seu copo. E senhoritas, não tenham medo de chegar ao palco para uma banda que chamo de Silk Sonic”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O rei está de volta e, muito bem acompanhado. Depois de dançar o </span><a href="https://artcetera.art/historia-do-r-e-b/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1980 em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&amp;list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">24K Magic</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado em 2016, Bruno Mars retoma o passo em um supergrupo espetacular, ao lado de Anderson .Paak. Com uma fidelidade gigantesca ao </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 70, nasce </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y"><i><span style="font-weight: 400;">An Evening With Silk Sonic</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">responsável pela quebra de recordes históricos,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&amp;list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Leave The Door Open</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz à tona o som doce e sedutor que logo arrebatou o sentimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">throwback</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao ritmo e </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> do novo disco do queridíssimo Silk Sonic.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mars e .Paak prometem o </span><i><span style="font-weight: 400;">groove</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não deixam esse compromisso de lado. O disco é mais uma </span><a href="https://tracklist.com.br/review-bruno-mars-anderson-paak-silk-sonic/121768"><span style="font-weight: 400;">experiência</span></a><span style="font-weight: 400;"> – ou melhor, uma noite – do que um álbum contido. A capacidade que a obra tem de proporcionar um bem estar cheio de gingado demonstra que o CD foi feito para divertir</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Isto é, essencialmente, o que difere o grande Bruno Mars de outros artistas: o talento em saber como e porquê produzir Música. De qualquer forma, não há dúvidas sobre </span><a href="https://rocknbold.com/2021/12/talento-bruto-e-referencias-brilhantes-como-silk-sonic-agigantou-2021/"><span style="font-weight: 400;">a dupla Silk Sonic combinar muito</span></a><span style="font-weight: 400;"> e estar subindo as escadas para o sucesso. E no fim da subida, a porta estará aberta. </span><b>&#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Fly As Me, Skate e Leave The Door Open</span></p>
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<figure id="attachment_26511" aria-describedby="caption-attachment-26511" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26511" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Any Shape You Take de Indigo de Souza. A imagem é uma pintura que mostra um corpo feminino nu com cabeça de caveira em pé, ao lado de um carrinho de supermercado amarelo com outra pessoa com cabeça de caveira. Ambos se encontram em um corredor de supermercado infinito, com latas caídas ao chão e várias plantas verdes espalhadas no entorno." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26511" class="wp-caption-text">Dançando entre o indie rock, bedroom pop, grunge e até o neo-soul, Indigo de Souza abraça qualquer forma que possa tomar em seu segundo álbum, Any Shape You Take (Foto: Saddle Creek)</figcaption></figure>
<p><b>Indigo De Souza &#8211; Any Shape You Take</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é nada fácil abraçar todas as formas que possamos tomar de maneira sincera, sem julgamentos. Mais difícil ainda é abordar o obscurantismo dos conflitos existenciais internos por meio de uma lente euforicamente colorida, como faz a artista original de Asheville, na Carolina do Norte, Indigo de Souza, no segundo álbum da carreira, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7G7lPTcJta35qGZ8LMIJ4y?si=BwDtDHm7TvOZmB83Mu0SLA"><i><span style="font-weight: 400;">Any Shape You Take</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os sentimentos intensos são os mesmos do disco de estreia da carreira </span><a href="https://open.spotify.com/album/43Ly01iLJ2uIQPfqjZmH8Y?si=rarLfKh4R22C7bYw6nWiFg"><i><span style="font-weight: 400;">I Love My Mom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), porém, desta vez, como uma reinterpretação amadurecida e, de certo modo, completamente metamorfoseada: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não sou nada como era antes/Eu não sou nada como a garota que você já amou</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Morte, dor e angústia encontram cor, ritmo e frenesi. Uma morbidez colorida descreve a preciosa identidade sonora de Souza. São camadas de guitarras irregulares, percussão exaltada, sobreposição de ritmos e gritos, que ecoam diversos </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">gêneros musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem nunca se enquadrar em nenhuma delas. A co-produção com </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">Brad Cook</span></a><span style="font-weight: 400;"> (produtor com colaborações que incluem Bon Iver, Snail Mail e Waxahatchee) integra imaculadamente a melodia inusitada das dez faixas com o lirismo reconfortante da norte-americana, versado pelo enigmatismo suave de sua voz que navega entre as formas mais bonitas dos sentimentos humanos, até as mais sombrias. Encabeçado pela adorável </span><a href="https://open.spotify.com/track/1yrJuYAIcCH9oNS9T0QJPt?si=3cee7ca6a97f4ce9"><i><span style="font-weight: 400;">17</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e finalizado pela dolorosa </span><a href="https://open.spotify.com/track/66N8I6v00iQFPd56yU7dXf?si=e2149dcc69c44f90"><i><span style="font-weight: 400;">Kill Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Any Shape You Take </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma experiência catártica, quase terapêutica. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> 17, Real Pain e Kill Me</span></p>
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<figure id="attachment_26513" aria-describedby="caption-attachment-26513" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26513" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun”, do duo pop Aly &amp; AJ. Estilizado como uma colagem, as irmãs Aly e AJ Michalka estão no centro, caminhando para frente, AJ andando um pouco à frente de Aly, com os braços levantados, prestes a comemorar. Atrás delas, uma figura similar, com várias partes rasgadas que revelam diferentes cores por trás: laranja, amarelo e púrpura. Escrito verticalmente na borda esquerda da capa está o título completo do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26513" class="wp-caption-text">A espera pode ter sido longa, mas o retorno de Aly &amp; AJ vale por cada faixa (Foto: Aly &amp; AJ Music LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Aly &amp; AJ &#8211; a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase 14 anos depois de seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/4TOOGDpJ9KQ8EM84TC4qj6?si=Qox51DEYRWu8DVZJxq6Bnw"><span style="font-weight: 400;">último disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos calcanhares de </span><a href="https://open.spotify.com/album/49COhQ043jM1vTH7VSFUlq?si=OGCuJLCfTw6oPnA3kN1-CA"><span style="font-weight: 400;">dois </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">s</span></a><span style="font-weight: 400;"> estelares, o novo trabalho do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Aly &amp; AJ vem carregado de influências </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ritmos lentos vibrando pelo solo californiano. Um álbum de verão em corpo e alma, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-touch-of-the-beat-gets-you-up-on-your-feet-gets-you-out-and-then-into-the-sun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat…</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> remete, assim como seu título gigantesco sugere, a uma grande caminhada ou </span><i><span style="font-weight: 400;">road trip</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelas planícies ensolaradas que as irmãs habitam. Desde as primeiras notas de </span><a href="https://open.spotify.com/track/5Da8Nx3j75JsSqWVNibdB6?si=526254bf902b47da"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Places</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até o cadência melancólica de </span><a href="https://open.spotify.com/track/5g72uw9m4ZbodneqCWsj5t?si=926e5ca9605940a4"><i><span style="font-weight: 400;">Hold Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a dupla nos imerge em um sonho há mais de uma década em produção com letras vibrantes e sons sofisticados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma nova </span><a href="https://open.spotify.com/album/6fhydReXt41QBLPRiompN5?si=w8NLeVPMRmiJ6mA7-Riy5w"><span style="font-weight: 400;">edição </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que expande ainda mais seu escopo com quatro novas faixas, o novo álbum constrói seus temas delicadamente e sem muito alarde, apenas para nos demolir com sua sequência final, entregue com absoluta confiança pelo par de artistas. Das novas músicas, se destaca a brutal </span><a href="https://open.spotify.com/track/693B4agqYBpTRq3OnPlD5W?si=65d64bef7ec245d5"><i><span style="font-weight: 400;">Dead on the Beach</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa sintetizadores e encontra sua voz na guitarra enquanto AJ narra uma experiência de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/aly-and-aj-deluxe-a-touch-of-the-beat-1298893/"><span style="font-weight: 400;">quase-morte</span></a><span style="font-weight: 400;"> junto de seu namorado de longa data, o ator Josh Pence. Muito mais do que um </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma culminação das vidas de suas artistas, com toda a autoria e personalidade que essa descrição evoca.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Pretty Places, Slow Dancing e Stomach</span></p>
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<figure id="attachment_26525" aria-describedby="caption-attachment-26525" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26525 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Atlantis do grupo sul-coreano SHINee. Na imagem, os quatro integrantes estão num barco antigo de tom marrom situado em uma floresta verde. Onew, um homem branco de cabelo e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio inferior e outra no canto esquerdo superior. Key, um homem branco de cabelo e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma exatamente no meio e outra no canto inferior direito, sendo o segundo da esquerda para a direita ali situado. Taemin, um homem branco de cabelo azul e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio superior e outra no canto inferior direito, sendo o primeiro da esquerda para a direita ali situado. Minho, um homem branco de cabelo claro e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio superior e outra no canto inferior direito, sendo o terceiro da esquerda para a direita ali situado. Quando estão na parte do meio, os integrantes aparecem em evidência. Quando estão nos cantos, eles aparecem com o tamanho diminuído. Todos vestem roupas claras nos tons azuis e laranjas que combinam com a estética da capa. No canto superior direito, há um selo redondo e verde que leva o nome do álbum e do grupo em amarelo, há também uma rosa dos ventos desenhada no selo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26525" class="wp-caption-text">Com Atlantis, SHINee atraiu os fãs para o fundo do mar (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>SHINee &#8211; Atlantis</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhando no mundo submerso do SHINee, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4hyhyzEkMEsaSHzkuMn4Ds"><i><span style="font-weight: 400;">Atlantis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a escolha perfeita para ser a faixa-título do relançamento do sétimo álbum de estúdio do grupo já veterano na indústria do </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se a versão original, </span><a href="https://open.spotify.com/album/6bfcHf3khPey88qjiiw8V3"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Call Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traçou caminhos não tão coesos com a sonoridade de Onew, Key, Minho e Taemin, a nova edição trouxe a tona o melhor dos integrantes, em faixas mais convenientes com a identidade visual construída durante 13 anos de carreira. Disponível nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">em abril de 2021, o projeto retomou a essência artística do SHINee.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PSYRbJjIT6U"><i><span style="font-weight: 400;">Estamos debaixo d&#8217;água/Um beijo incompreensível como a profundeza do oceano/Me arrasta para longe</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quem embarcou na aventura aquática do grupo saiu realizado: o videoclipe da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Atlantis</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um colírio para os olhos que, graças ao tributo póstumo para o integrante Jonghyun, se encheram de lágrimas. O álbum contou com músicas que fluem de maneira insana, desde o som mais sério até o mais sentimental. Os fãs puderam até mesmo se surpreender com um hino latino, configurado como uma das favoritas. De 2008 para 2021, o modo como a arte é consumida mudou, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">SHINee</span></i><span style="font-weight: 400;"> provou mais uma vez que sempre irá se destacar em meio às infinitas estreias do mercado musical sul-coreano.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Atlantis, CØDE e Body Rhythm </span></p>
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<figure id="attachment_26527" aria-describedby="caption-attachment-26527" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26527" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Bambi do artista sul-coreano Baekhyun. Na imagem, o cantor branco de cabelo e olhos escuros posiciona as duas mãos na altura do lábio. Ele olha para a infinitude do lado esquerdo da foto e a sua vestimenta pouco visível é preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26527" class="wp-caption-text">Os vocais de Baekhyun soaram como magia em Bambi (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Baekhyun &#8211; Bambi</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em clima de despedida, Baekhyun lançou seu terceiro álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5xOx4mWABbTj0qWyZC4q1p"><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pouco tempo antes de precisar vestir a farda do exército da Coreia do Sul, onde o cumprimento do regime militar é obrigatório. O solista de 29 anos sabia que os anos de inatividade musical como servidor público causariam uma saudade imensa nos fãs, então, as 6 músicas do seu último projeto contavam com o propósito de deixar uma marca nos ouvintes. É fácil afirmar que quem escutou a voz angelical e os falsetes perfeitos na faixa-título </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8M3WUaeIbOk"><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não os esqueceram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de uma discografia impecável como integrante do grupo EXO, Baekhyun também está construindo uma trajetória </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">extraordinária. Com o seu lançamento anterior, </span><a href="https://open.spotify.com/album/75sPv82oaDKYjtuuS4l3Vc"><i><span style="font-weight: 400;">Delight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele vendeu 1 milhão de cópias pela primeira vez em 19 anos no cenário da música sul-coreana. Em 2021, o cantor reivindicou o título mais uma vez e provou que tem talento para quebrar recordes. Para o público, ficou o sentimento mágico que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i><span style="font-weight: 400;"> proporcionou e a ânsia pela volta de Baekhyun aos palcos.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bambi, All I Got e Cry For Love</span></p>
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<figure id="attachment_26502" aria-describedby="caption-attachment-26502" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26502" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do álbum BAILE, de FBC e VHOOR. Imagem quadrada em desenho e colorida em cores pastéis. Nela, vemos um grupo de jovens no morro de uma favela. Todos têm olhos expressivos, sem pupila, e dentes sorridentes e pontudos. Eles interagem entre si, conversando, correndo e dando risadas. No centro, vemos uma dessas figuras, com um olhar desolador, segurando uma bola de cristal que reflete a imagem de uma mulher dançando. Da bola de cristal, vemos crescendo longas caixas de som e dois jovens, flertando enquanto dança. No canto inferior direito, também vemos a figura de um porco antropomorfizado, segurando uma pistola e vestindo a farda da polícia mineira. Por fim, no topo da imagem, vemos os dizeres em grandes letras garrafais amarelas: BAILE. E acima deles, outras duas figuras: a de um DJ, que aperta os botões de uma mesa de som, e a de um homem com cavanhaque e camisa polo, que dá risada enquanto segura um cigarro e expõe a sola dos seus chinelos “Kenner”. O cenário se passa durante o dia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26502" class="wp-caption-text">Respeita a União da Fé e da Força (Foto: FBC &amp; VHOOR)</figcaption></figure>
<p><b>FBC &amp; VHOOR &#8211; BAILE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sinergia entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JvfMHqJzlwA"><span style="font-weight: 400;">FBC e VHOOR</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece de mentira. Antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;">, ainda em 2021, a dupla lançou, em parceria com o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">WRM</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CRcpj6qbtZ8"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mais próximo das sonoridades que VHOOR já brincava em suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3GTNnyE-C1Y&amp;list=OLAK5uy_kAG2MNi3hsKmBmv2Nre_LeGp7KfvnZ2qQ"><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as 6 faixas do belo registro mesclavam os graves corpulentos do </span><a href="https://perraps.com/resenhas/brime-cesrv-febem-fleezus/"><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;"> britânico</span></a><span style="font-weight: 400;"> com batidas e </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e da música mineira. Sendo assim, é possível que, quem vá conhecer ambos por essa via, tenha a impressão que os artistas belo-horizontinos são colaboradores de longa data. Mas a realidade é que as parcerias entre os dois são extremamente recentes e, mesmo assim, ocorreu entre eles um magnetismo imediato e praticamente transcendental. Então, depois de uma sintonia que deu tão certo, dificilmente ficaria só por isso. E de fato não ficou. </span><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um projeto coeso, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCyY8OXOHm0"><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, no mais puro sentido da palavra, inacreditável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta vez, a </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/entenda-como-fbc-e-vhoor-resgataram-o-miami-bass-para-criar-os-hits-de-baile-1.2613316"><span style="font-weight: 400;">criatividade astuciosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da dupla os leva para os primórdios do </span><a href="https://grve.com.br/2021/09/miami-bass-tropical-beats/"><i><span style="font-weight: 400;">miami bass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm2602200103.htm"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90</span></a><span style="font-weight: 400;">. Estruturado como uma verdadeira </span><i><span style="font-weight: 400;">Ópera Miami</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco conta uma </span><a href="https://noize.com.br/entrevista-fbc-vhoor-e-o-brasil-com-b-de-baile/#1"><span style="font-weight: 400;">narrativa trágica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e calorosa em cima de uma musicalidade divertida e cativante, baseada na repetição de refrões simples e grudentos. Sem medo de ser nostálgico e explorar os clichês do gênero, FBC consegue, com esmero, equilibrar a leveza de faixas como a viral do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i> <a href="https://genius.com/Fbc-se-ta-solteira-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Se Tá Solteira</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o peso de retratos viscerais de violência, como </span><a href="https://genius.com/Fbc-policia-covarde-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Polícia Covarde</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – que, nesse caso, subverte com genialidade o artifício das repetições para traduzir um clamor de revolta e lamento. Contudo, não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;"> não quer nada além de fazer todo mundo rebolar a bunda e se jogar na pista. E é exatamente nessa despretensão – elaborando seus conceitos sem se levar tão a sério – que FBC e VHOOR concebem sua obra-prima e convidam: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esquece isso tudo e vem pro Baile!”</span></i> <b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Não dá pra Explicar, Polícia Covarde e De Kenner</span></p>
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<p><figure id="attachment_26575" aria-describedby="caption-attachment-26575" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26575 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-800x800.jpg" alt="Capa de Batidão Tropical. No centro da foto está Pabllo Vittar, branca e de cabelo loiro. Ela veste um conjunto rosa com detalhes em branco, e está sentada em um banco escuro e segurando uma bolsa rosa brilhante. Ao seu redor dá para ver a parte de baixo se homens, que usam sungas azuis. O fundo é colorido, em tons mais quentes. No canto superior está o nome do álbum, na cor rosa, e no canto inferior está o nome da artista, da mesma cor." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26575" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;">Ultra Som, uma das melhores canções de 2021, explora o </span></i><a href="http://musicainstantanea.com.br/11-discos-para-entender-o-hyperpop-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">hyper</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">brega que a gente não sabia (ou sabia?) que precisava [Foto: Sony Music]</span></i></figcaption></figure><b>Pabllo Vittar &#8211; Batidão Tropical</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A casa de máquinas Pabllo Vittar é um evento por onde passa, desde seu tumultuado início de carreira. Com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CcCM329q3OQ&amp;ab_channel=PablloVittar"><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela atesta que o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nada mais é que o </span><i><span style="font-weight: 400;">tecnobrega </span></i><span style="font-weight: 400;">internacional, e coloca em evidência o valor do forró enquanto gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. Vittar vai na contramão do óbvio, e enquanto assistimos diversos artistas copiarem sonoridades estadunidenses, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> arrisca com um disco de ritmos nordestinos, por meio de três canções inéditas e regravações de clássicos que cresceu ouvindo no Maranhão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pabllo sabe muito bem que sua singularidade é o que a destaca, além de seu talento como expoente da arte nacional. Seu timbre de voz, seu nome e, principalmente, suas raízes e referências, constituem a forte construção da identidade de sua carreira, que reflete em seu último álbum. A maior prova está além-</span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">: o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">forró de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EER_lDpgniM&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Fun Tonight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn of Chromatica</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Lady Gaga, mostra que Vittar é sim influenciada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> internacional, mas não abandona seu Brasil por nada nesse mundo. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Triste com T, Ultra Som e Zap Zum</span></p>
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<figure id="attachment_26521" aria-describedby="caption-attachment-26521" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26521" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do EP Be Right Back. A imagem mostra Jorja Smith, uma mulher negra e jovem, de cabelos ruivos e longos. Ela é fotografada do busto para cima, mantendo seu olhar direcionado para baixo. Ao fundo, um painel vermelho reflete sua sombra parcialmente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26521" class="wp-caption-text">Em Be Right Back, trabalho lançado para os fãs, o frescor de Jorja Smith provou não ter data de validade (Foto: FAMM)</figcaption></figure>
<p><b>Jorja Smith &#8211; Be Right Back</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É insanidade tentar mensurar, mesmo após tantos </span><a href="https://open.spotify.com/album/3AlSuZnX4ZCab8eoWnnfbm?si=Ys1yQgS8SGmVhPHlA11ZXg"><span style="font-weight: 400;">achados e perdidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, quantos universos Jorja Smith carrega consigo. Nesse sentido, </span><a href="https://genius.com/albums/Jorja-smith/Be-right-back"><i><span style="font-weight: 400;">Be Right Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é sintético: nasce para reiterar o domínio da britânica sobre todos, especialmente os que decide contextualizar com música. Alegorizado pelo hipnotismo de narrativas e sentimentos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> se constrói em cadências refinadas e experimentais de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas quais os vocais de Jorja coordenam da pavimentação ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=duO1U2jngNQ"><span style="font-weight: 400;">clímax</span></a><span style="font-weight: 400;">. O esbanjar de confiança exala já nos instantes iniciais e, perpassando vieses </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z91-sboVVbQ"><span style="font-weight: 400;">melancólicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, delicados e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AH3GR-0JRbM"><span style="font-weight: 400;">nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, sustenta a individualidade do projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E haja individualidade. Em definitivo, a artista prova porque lembra Amy Winehouse e Lauryn Hill sem contradizer suas órbitas próprias. Tangível no coração partido, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kh2Ef3KY6dQ"><span style="font-weight: 400;">imprevisível</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas mudanças, dilacerante na perda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XjOSNdalsc"><span style="font-weight: 400;">complacente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na autoafirmação &#8211; nenhuma caracterização dos desafios cantados é limitante. A bela marca de Smith é saber mergulhar na dualidade emotiva da existência, capturando em suas composições a dedicação que o processo exige. Mas maior do que a busca por ser consumido pela aura do </span><a href="https://twitter.com/officialcharts/status/1394348249478205442?s=20&amp;t=nbHDnGx_rTgqcpIuggwtEA"><span style="font-weight: 400;">sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;">, só o anseio por mais arte como </span><i><span style="font-weight: 400;">Be Right Back</span></i><span style="font-weight: 400;">. Felizmente, sua autora denuncia pelo título que, passado o breve espaço de outras aventuras e conquistas, </span><a href="https://www.complex.com/music/jorja-smith-gone"><span style="font-weight: 400;">estará de volta</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um segundo álbum.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Gone, Digging e Weekend</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26522" aria-describedby="caption-attachment-26522" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26522" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Blue Weekend. A imagem mostra a banda Wolf Alice, composta por Ellie Rowsell, Joff Oddie, Theo Ellis e Joel Amey, acomodada em um ponto de ônibus recheado de tons de rosa, laranja e verde neon. No entanto, a luz azul, igualmente neon, é a única que cobre os corpos dos quatro integrantes. Todos vestem roupas de mangas longas e escuras. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26522" class="wp-caption-text">Aclamado por crítica e público, Blue Weekend coroa o suprassumo criativo de Wolf Alice (Foto: Dirty Hit)</figcaption></figure>
<p><b>Wolf Alice &#8211; Blue Weekend</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pintando céus radiantes ou iluminando as agitações noturnas, o azul é definido pela volatilidade e preenche ambientes em um piscar de olhos &#8211; principalmente no fuzuê dos finais de semana. Desmentindo quem pensa que tal instabilidade não permite direcionamento, Wolf Alice usa as nuances da cor justamente para comandar a efervescência mundana, ora corriqueira, ora filosófica, de </span><a href="https://genius.com/albums/Wolf-alice/Blue-weekend"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Weekend</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Visual e atmosférica, a produção concebe linhas alternativas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NV39h7GHDYs"><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bw-2MNBMvFc"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando por doses vívidas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iEfxTD13eLM"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bhWAx67iGyc"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para dialogar com provocações e experiências tão duradouras e imersivas quanto seus quarenta minutos de formação. E, apesar da aparência calorosa de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-lists/50-best-songs-of-the-nineties-252530/"><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> noventista, o enredo é de maturidade atemporal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Modelando o ar camaleônico do disco à estética tangível que é tirar dores, medos e prazeres para dançar, Wolf Alice se desdobra entre sutileza e agressividade sem desperdiçar ritmo, engrandecendo também o poder versátil da vocalista Ellie Rowsell. Há palco para dissecar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xzH6toY_EPw"><span style="font-weight: 400;">narcisismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma humanidade, submergir na tristeza ouvindo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WoBzpdm_h0c"><i><span style="font-weight: 400;">Love Is A Losing Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, de quebra, fechar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1kqqqZF8cs"><span style="font-weight: 400;">ciclos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com roupagens distintas da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0xjD7KbxgGQ"><span style="font-weight: 400;">mesma alusão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Até a </span><a href="https://open.spotify.com/album/0j75DAUcUgkSLZoeNiAAY1?si=Kg1l6rNoQDGU_FlWiTXRRw"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com gravações ao vivo de cinco faixas do projeto original, mantém a primazia dos arranjos da banda. Devidamente nomeado ao </span><a href="https://www.standard.co.uk/culture/music/mercury-music-prize-2021-nominees-background-music-laura-mvula-arlo-parks-celeste-b947107.html"><i><span style="font-weight: 400;">Mercury Prize </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue Weekend </span></i><span style="font-weight: 400;">faz seu legado encontrando compostura na profundidade e inteligência emocional na jornada de ação.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixa Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Delicious Things e Lipstick On The Glass</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26565" aria-describedby="caption-attachment-26565" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26565" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg" alt="Capa do álbum CALL ME IF YOU GET LOST de Tyler, The Creator. A imagem é uma representação da carteira de identidade de Tyler em um fundo branco. Do lado esquerdo, uma foto de Tyler, um homem negro com um chapéu de pele. Do lado direito, informações pessoais dele (nome e data de nascimento, entre outras). No lado inferior direito, há a assinatura de Tyler. A carteira de identidade tem estrelas nas laterais. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26565" class="wp-caption-text">CALL ME IF YOU GET LOST foi o segundo álbum de Tyler a estrear em primeiro lugar na Billboard (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tyler, The Creator &#8211; CALL ME IF YOU GET LOST</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CALL ME IF YOU GET LOST</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dá sequência à estética abraçada por completo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Flower Boy </span></i><span style="font-weight: 400;">e aprofundada em </span><i><span style="font-weight: 400;">IGOR</span></i><span style="font-weight: 400;">: um lugar entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ulTxGwNxo74"><span style="font-weight: 400;">confundiu os críticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e marcou Tyler, The Creator como um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">popstars</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais interessantes da história recente. </span><i><span style="font-weight: 400;">CALL ME </span></i><span style="font-weight: 400;">é mais </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, da forma ao conteúdo. Começando pela </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">longa, pontuada pelas </span><i><span style="font-weight: 400;">tags </span></i><span style="font-weight: 400;">de DJ Drama (</span><i><span style="font-weight: 400;">“gangsta grillz!”</span></i><span style="font-weight: 400;">) e cheia de </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;">, características que remetem às clássicas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes </span></i><span style="font-weight: 400;">do gênero. As participações certeiras e os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">versáteis tornam a obra uma jornada, acima de tudo, divertida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A extensão dá oportunidade para Tyler mostrar várias facetas, da crítica social aos problemas e prazeres da vida em meio à fama. Ele também produziu todas as 16 músicas, que passeiam pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap old school </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">dancehall </span></i><span style="font-weight: 400;">com facilidade. A julgar pelo ecletismo e pelos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NJea386275c&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">clipes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que marcam essa nova fase, Tyler nunca esteve tão confortável para ser ele mesmo. Isso significa menos da lírica ultra-exagerada dos primeiros álbuns, mas sem perder a irreverência de sempre. Tyler está cada vez mais sólido na posição de </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">com grande apelo popular, seguindo os passos dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5M4miegGpSc"><span style="font-weight: 400;">ídolos</span></a><span style="font-weight: 400;"> André 3000, Missy Elliott e Pharrell Williams. Assistir a essa ascensão é um grande prazer. &#8211; </span><b>Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CORSO, LUMBERJACK e WUSYANAME </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26551" aria-describedby="caption-attachment-26551" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26551 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-800x800.jpg" alt="Capa do disco Cavalcade. A imagem mostra uma colagem com diferentes formas e imagens, quase todas indistinguíveis, formando uma textura visual com predomínio das cores azul, roxo, laranja, e com pinceladas de vermelho e rosa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26551" class="wp-caption-text">O caos visual da capa já deixa um aviso: Cavalcade é intenso! (Foto: Rough Trade Records)</figcaption></figure>
<p><b>black midi &#8211; Cavalcade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma metralhadora, guitarra, bateria e baixo disparam as notas que abrem </span><a href="https://open.spotify.com/album/7AsC27VDa3yOksZrfBSD6D?si=XR6V3B8DRZ-gh8d4yZRXAQ"><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, segundo disco da banda britânica black midi. Em seguida, entram saxofones distorcidos, violinos estridentes e a voz desnorteada de Cameron Picton, disparando os versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GT0nSp8lUws"><i><span style="font-weight: 400;">John L</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que não abre o disco com o pé na porta, mas como um trator derrubando a parede inteira. Para quem sobreviver à hipnose desse pesadelo frenético e ficar sedento por mais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade </span></i><span style="font-weight: 400;">faz jus à intensidade de sua faixa de abertura, e ainda parte, por vezes, para caminhos mais serenos surpreendentes, mostrando um amadurecimento na sonoridade da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, o grupo, que é um nome de destaque dentre </span><a href="https://www.npr.org/2021/05/06/993931617/new-wave-post-punk-brexit-squid-dry-cleaning-black-country-new-road"><span style="font-weight: 400;">as bandas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que vêm renovando a experimentação no </span><i><span style="font-weight: 400;">rock, </span></i><span style="font-weight: 400;">como Squid e Black Country, New Road, lançou um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TMssLuZOrE0&amp;list=PLYvaMHsn38RfUDjVDdPb7OJdOHmaYkKgA"><span style="font-weight: 400;">versões ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> das canções, saiu em turnê, e os fãs já especulam informações sobre o futuro terceiro álbum. As expectativas altas não existem à toa, afinal </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade </span></i><span style="font-weight: 400;">foi um dos melhores discos de 2021 ao conseguir dar uma carga emocional densa a um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">experimental de precisão matemática que poderia facilmente ter se tornado excessivamente cerebral e distante. E que carga: </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece uma porrada, e ainda dá de brinde um curativo. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">John L, Slow e Ascending Fourth</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26479" aria-describedby="caption-attachment-26479" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do CD “Chegamos Sozinhos em Casa”, da banda Tuyo. Fotografia quadrada e colorida. Nela, vemos três pessoas em frente a um grande rancho, com telhados marrom e pintura branca. O céu é limpo e azul, e eles se apresentam em pé, num gramado verde-escuro. Os três olham para a câmera, com um semblante sério. Primeiro, à esquerda, está Jean. Um homem negro, de barba cheia, com cabelos crespos da cor preta, raspados nas laterais e com um grande volume no topo, que se divide em dois. Ele veste um sobretudo azul escuro, uma camiseta branca, uma calça azul-escuro e tênis brancos. Ao seu lado, no centro, está Lay. Uma mulher negra, de cabelos crespos raspados e tingidos em loiro. Ela veste uma espécie de quimono azul-escuro, com grandes ombreiras nos braços, e com uma saia que se estende apenas até as coxas. Além disso, ela também veste meias de cano longo brancas e tênis brancos. Por fim, ao lado direito, está Lio. Uma mulher negra, de cabelos crespos volumosos da cor preta. Ela veste um grande vestido azul-escuro de mangas longas, que se estende até seus pés, e que se divide no meio em botões fechados. Nos pés, ela também usa tênis brancos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26479" class="wp-caption-text">Nossa melhor amiga em 2021, a banda Tuyo já antecipava essa postura de acolhimento em Sem Mentir: “Não precisa se assustar/Eu caminho com você/Nesse inferno permanente&#8221; (Foto: Tuyo)</figcaption></figure>
<p><b>Tuyo &#8211; Chegamos Sozinhos em Casa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tuyo nos acompanhou por todo o árduo ano de 2021 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/chegamos-sozinhos-em-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Do </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Volume 1</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Volume 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em maio e julho, a série documental </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CG4eTP7l6T0&amp;list=PLR4rrOEEvQHtvdw9twbR40GDkFm4t0mZt"><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de setembro à novembro, e agora as </span><a href="https://open.spotify.com/album/1Ik6uKshcmjKfiHF4xhHCh?si=8-zntDY1QpSUvomaKZWeEQ"><i><span style="font-weight: 400;">live sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do disco sendo progressivamente </span><a href="https://open.spotify.com/album/7tsqDAZfHq81EE3i81EOXG?si=9WC8s5CdRQGKYoRSjLorwg"><span style="font-weight: 400;">disponibilizadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">de Música. É verdade que o projeto de maior projeção da carreira da banda retrata, tematicamente, conflitos terminantemente individuais. Porém, há um fator importante nessa questão. Apesar da ênfase no </span><i><span style="font-weight: 400;">Sozinhos</span></i><span style="font-weight: 400;">, Tuyo faz questão de nomear seu álbum na 1ª pessoa do plural: nós </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sendo assim, Lio, Lay e Machado se voluntariam a segurar nossa mão e nos guiar por esse tortuoso processo que é olhar para dentro, ao passo que também sugere que, ao fim dele, o encontro é sempre com outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, acredite, o destino os levou para bem longe. Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Music Video Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Prêmio Multishow</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o fatídico </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-latino/"><i><span style="font-weight: 400;">Latin Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Tuyo fez longa viagem pela temporada de premiações em 2021. E, mesmo que não tenha sido contemplada – </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/11/4964160-grammy-latino-anavitoria-ganha-melhor-album-pop-em-portugues-pelo-disco-i-cor-i.html"><span style="font-weight: 400;">injustamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> – em nenhum dos eventos citados, a banda foi reconhecida e glorificada tanto por crítica quanto por público, e, de qualquer forma, alcançaram espaços que nunca poderiam ser acessados anos atrás. É uma conquista por si só, e que deve ser celebrada. No fim, imputar qualquer tipo de adjetivo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria, fatalmente, reduzir sua riqueza e potência enquanto obra. A cada reprodução do disco, ele ganha novas camadas e sentidos, em níveis que seria impossível descrevê-las satisfatoriamente. A fonte da Tuyo está longe de secar, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> só comprova o quanto o trio ainda tem muito a dizer. Enfim, estaremos sempre aqui para ouvir. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Sem Mentir, Turvo e Chegamos Sozinhos em Casa</span></p>
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<figure id="attachment_26534" aria-describedby="caption-attachment-26534" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26534 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Collapsed in Sunbeams, de Arlo Parks. A imagem é composta por uma fotografia de uma mulher sentada numa cadeira vermelha. Ela é jovem e negra. Ela está com o pé esquerdo estendido sobre uma outra cadeira vermelha, essa tombada no chão de madeira. O fungo é bege, quase branco. Ela é ruiva, de cabelos curtos, e veste camisa estampada, calças curtas e tênis pretos. No canto superior direito, está escrito o nome da artista em fonte simples e em caixa alta em tom de preto. No canto inferior esquerdo, em branco, está a lista de músicas do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26534" class="wp-caption-text">Apreciada por Billie Eilish, Lily Allen e Phoebe Bridgers, Arlo Parks sai de um belo 2021 indicada ao Grammy e vislumbrando uma nova era (Foto: Transgressive Records)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Arlo Parks &#8211; Collapsed in Sunbeams</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em janeiro de 2021, Arlo Parks já abençoava o âmbito musical do ano com </span><a href="https://open.spotify.com/album/42joEEymK7EIHODfNB4yug?si=gXxO37GCTIChQ_ns8qLECg"><i><span style="font-weight: 400;">Collapsed in Sunbeams</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como estreia da cantora, produtora, compositora e poetisa britânica, o disco se valoriza no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wdYEZGchdiA"><span style="font-weight: 400;">frescor do </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na riqueza de suas composições e na contemporaneidade de seus temas, que são a identidade constante de cada uma das 12 canções. Entre elas, a novata do sul de Londres canta suas melodias traumaticamente solares sobre amor, vida e amizade no contexto urgentemente realista, ansioso e depressivo do jovem adulto no século 21 &#8211; premissa que é intensificada pela versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco, que complementa a </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> com 8 canções </span><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se engana quem pensa que tal identidade artística não encontra mais espaço na Música, principalmente com a ascensão de jovens revestidos de coragem e honestidade para encarar a própria geração, e especialmente sob o olhar de Arlo Parks. A artista encontra as contradições de quem representa e os transfere para uma musicalidade poética e perfeitamente adorável, que não se perde em meio às influências palpáveis do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/bedroom-pop-tomar-o-controle-sem-sair-de-casa/"><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nada é à toa: ela está dentre os indicados a Melhor Artista Revelação e Melhor Álbum de Música Alternativa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021 </span><a href="https://genius.com/Arlo-parks-collapsed-in-sunbeams-annotated"><i><span style="font-weight: 400;">desabando em raios de Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Too Good, Black Dog e Bluish</span></p>
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<figure id="attachment_26559" aria-describedby="caption-attachment-26559" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26559" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum COR. Na imagem, em frente a um fundo amarelo claro, vemos, à esquerda, Vitória Falcão, e, à direita, Ana Caetano. Elas vestem o mesmo  suéter amarelo, azul e branco, cada uma ocupando um dos braços desse, dão as mãos e olham para lados contrários. Ambas são mulheres brancas, aparentando cerca de 25 anos, de cabelos castanhos claros presos em um coque, e usando um batom rosado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26559" class="wp-caption-text">No Grammy Latino 2021, a dupla ANAVITÓRIA venceu Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Português, com COR, e Melhor Canção em Língua Portuguesa, com Lisboa, faixa com participação de Lenine (Foto: Anavitória Artes)</figcaption></figure>
<p><b>ANAVITÓRIA &#8211; COR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 começou com o pé direito com </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA. O projeto foi lançado de surpresa logo no primeiro dia do ano passado, dando um pontapé leve e positivo nos 365 dias do ano. Isso porque, cinco anos depois do primeiro lançamento da dupla, a evolução musical é clara, mas a calmaria e o lirismo continuam sendo marca registrada de Ana Caetano e Vitória Falcão. Estreando o selo musical próprio, o Anavitória Artes, elas aproveitaram a liberdade para testarem elementos e instrumentos novos, que foram inseridos discretamente nas 14 canções produzidas por Caetano e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1tFspHynczY"><span style="font-weight: 400;">Tó Brandileone</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mostram a vontade de experimentação, sem jogar fora a identidade pela qual são conhecidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições, como sempre, são o ponto alto dos trabalhos de ANAVITÓRIA. Já era perceptível a evolução de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Tempo É Agora</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbum anterior, em relação à estreia da dupla, </span><i><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/43Q8jiKg8whuFnVCwA1xOC?si=-RxeX2QNRfmpnH5OM4XUQw"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as duas avançam nas metáforas presentes nas letras, que tangem elementos da natureza e do cotidiano para se referirem ao amor, à conexão e ao sexo, e na profundidade dos sentimentos trabalhados. Os temas permanecem os mesmos &#8211; em sua maioria, relacionamentos, no geral -, mas o lirismo de Ana Caetano assume uma maturidade ainda mais notável ao enxergar mais de um lado da situação, em um só álbum. Não há só coração partido, nem só a euforia de uma relação em seu ápice. A participação de Rita Lee, recitando versos na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GtvS897PiyQ"><i><span style="font-weight: 400;">Amarelo, azul e branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, prova, de novo, a habilidade da dupla de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HcaVKJe5dAs"><span style="font-weight: 400;">articular</span></a><span style="font-weight: 400;"> seus pensamentos e sentimentos, em canções que não poderiam ser de ninguém, além das duas. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cigarra, Abril e Te procuro</span></p>
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<figure id="attachment_26540" aria-describedby="caption-attachment-26540" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dai a Cesar O Que É de Cesar. Na imagem o rapper Cesar está de costas lapidando uma estátua na favela. No canto esquerdo há o rosto da estátua que é uma mistura da figura de Júlio César e o próprio Cesar Mc, em tons marrons claros. O cantor está no centro da imagem, em cima de uma laje e com uma escada por perto. Ele é um homem negro de cabelo castanho black power alto, veste bermuda preta e uma camiseta branca pendurada no ombro, está descalço e segura objetos de entalhe enquanto uma mão está próxima da estátua e a outra para trás se preparando para bater o entalhe. O fundo é de tons acinzentados que mostram um céu de nuvens e um pedaço da favela no canto direito. No canto direito superior há uma espécie de ticket dourado com a logo de Cesar Mc." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26540" class="wp-caption-text">Cesar MC usa 7 músicas para contar uma versão de si em cada, numa clara alusão aos dias que Deus levou para criar a Terra (Foto: Pineapple Storm TV)</figcaption></figure>
<p><b>Cesar MC &#8211; Dai a Cesar o Que É de Cesar</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oZAgfOAjMqY&amp;list=OLAK5uy_nqaZBP-ZCwKhhnOltCuhMKo7sL2bIe6ek&amp;index=3"><i><span style="font-weight: 400;">“Disseram que era só mais um n*guin”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas era, na realidade, um dos principais </span><i><span style="font-weight: 400;">MCs</span></i><span style="font-weight: 400;"> do</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro, aquele que não consegue fazer </span><i><span style="font-weight: 400;">love song</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum de estreia de Cesar MC foi um estrondo, abençoado com a participação de Djonga e Emicida, os maiores do cenário, para coroar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KOitOQfribA&amp;list=OLAK5uy_nqaZBP-ZCwKhhnOltCuhMKo7sL2bIe6ek"><i><span style="font-weight: 400;">Dai a Cesar o Que É de Cesar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como um dos melhores de 2021. Foi o momento certo para os seus primeiros passos na construção artística, e mesmo só no começo, sua obra esbanja identidade e variações geniais do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cesar já mostrou a maestria em rimar com exatidão sobre o mundo </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/ra-musica-e--primeiro--vivida--depois-escritar"><span style="font-weight: 400;">conforme sua percepção</span></a><span style="font-weight: 400;">. O maior mérito de seu disco </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o coloca entre os principais no ano, é a forma sincera, de linguagem simples, em dar luz à sua relação como preto pobre e a própria fé, demonstrada em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AvIGOPxBM7Y"><i><span style="font-weight: 400;">Navega</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cheio de referências, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dai a Cesar o Que É de Cesar </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra as pequenas coisas que o fizeram nascer na batalha e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hhV_X_aHEGs"><span style="font-weight: 400;">chegar até ali</span></a><span style="font-weight: 400;">: o </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;">, a dureza e a dor da luta preta, o gosto por colocar seus pensamentos na folhinha, e marcar sua presença com um álbum inesquecível. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neguin, Antes Que a Bala Perdida Me Ache e Navega</span></p>
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<figure id="attachment_26576" aria-describedby="caption-attachment-26576" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26576 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 'Dancing With The Devil... The Art of Starting Over', de Demi Lovato. Nela, Demi Lovato está com as mãos em sua cintura, e ela usa um vestido kimono vermelho. A imagem é holográfica, e o corpo de Demi se repete três vezes sobre a o fundo verde. Seus cabelos são longos, na altura de sua costela, e sob suas madeixas existem pequenas borboletas de acessório." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26576" class="wp-caption-text"><a href="https://pbs.twimg.com/media/DwzV83UWwAAlMqj.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Que depressão o que more ela já superou isso</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (Foto: Island Records)</span></i></figcaption></figure>
<p><b>Demi Lovato &#8211; Dancing With The Devil&#8230;The Art Of Starting Over</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta porrada, depois de tanta cacetada, Demi Lovato finalmente encontrou um pouco de paz. Mesmo que seja vendendo vibradores e tentando se comunicar com ETs, o que importa é que elu </span><i><span style="font-weight: 400;">dançou com o Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas se libertou e foi capaz de </span><i><span style="font-weight: 400;">começar de novo</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">arte</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing With The Devil&#8230;The Art Of Starting Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado durante a exibição da série documental </span><a href="https://personaunesp.com.br/demi-lovato-dancing-with-the-devil/"><i><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato: Dancing with the Devil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é extremamente pessoal na mesma medida que foi pensado para ser uma coletânea de suculentas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, e funciona de forma exemplar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há espaço para tudo, do melhor jeito Demi Lovato genuíno de ser, mesmo que beirando o cafona aqui e ali. Seja na gritação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i><span style="font-weight: 400;">, na nada sutil </span><i><span style="font-weight: 400;">The Kind of Lover I Am</span></i><span style="font-weight: 400;">, na participação de Ariana Grande e até mesmo num cover ótimo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2rlCouMD9lE&amp;ab_channel=DemiLovatoVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Mad World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que poderia ter tudo para dar errado nas mãos de outra pessoa, mas se encaixa perfeitamente na proposta do disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">DWTDTAOSO </span></i><span style="font-weight: 400;">não quer reinventar a roda ou ser experimental, e sim retornar a sonoridades do início da carreira de Demi para um renascimento e reencontro com seu eu interior. As polêmicas talvez atrapalhem a percepção das pessoas para com Lovato, mas no fim do dia, um bom trabalho ainda é um bom trabalho. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> The Way You Don’t Look at Me, Melon Cake e Carefully</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26535" aria-describedby="caption-attachment-26535" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-800x800.png" alt="Capa do álbum Dawn, de Yebba. A imagem mostra uma fotografia de um homem segurando uma bebê no colo na frente de uma parede verde escura. O homem é branco, tem um bigode escuro e usa um terno preto. Ele aparece apenas com o lado esquerdo do corpo, de frente, ocupando o lado esquerdo em direção ao centro da imagem. O homem segura em seus braços uma bebê, também branca, que usa um vestido rosa claro e um lacinho no cabelo. A bebê segura as mãos juntas e olha para o lado esquerdo, fora da imagem, e está centralizada. Ao redor da fotografia, existe uma moldura de foto analógica, e no canto inferior direito, na vertical, está escrito o nome do álbum e o nome da artista em caixa alta e em tons de amarelo e branco, respectivamente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26535" class="wp-caption-text">Abbey Smith é um prodígio declarado há pelo menos cinco anos, criando seu nome na Música ao aparecer junto das assinaturas de artistas como PJ Morton, Mark Ronson, Sam Smith, Drake e Ed Sheeran (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Yebba &#8211; Dawn</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil acreditar que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aBMGvHHkr9Y"><span style="font-weight: 400;">Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> está apenas em seu primeiro disco. A experiência da artista, que já levou até a vencer um </span><a href="https://www.grammy.com/artists/yebba/243615"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019 na mesma categoria em que concorre em 2021, coloca sua estreia oficial em um outro nível dentre os lançamentos do ano. É que </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn</span></i><span style="font-weight: 400;"> engloba todas as suas </span><a href="https://www.stereogum.com/2159993/yebba-dawn-review/columns/the-week-in-pop/"><span style="font-weight: 400;">experiências</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas andanças pela indústria nos últimos anos em combinação às suas vivências pessoais nada levianas, muito bem referenciado pelas produções contemporâneas do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, e muito bem trabalhado por suas profundas composições. Segue a história: aos 26 anos, a artista que aprendeu a cantar numa igreja pastoreada pelo pai processa o fato de ter vivenciado o início de sua carreira ao mesmo tempo em que viveu o suicídio da mãe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o título, a memória materna é homenageada e uma metáfora é criada, transformando </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma experiência que, ao contrário do que pode parecer, não faz do disco algo mais ou menos digerível. Entre momentos de luz e escuridão, a artista se expressa nas referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> que criam a diversão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eUxX3qnOUUY"><i><span style="font-weight: 400;">Boomerang</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até o toque de </span><i><span style="font-weight: 400;">gospel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que aparece em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FU2g5gT3myA"><i><span style="font-weight: 400;">Distance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terminando nos gracejos dos anos 70 de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stand</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reverberam em </span><i><span style="font-weight: 400;">Far Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, colaboração com A$AP Rocky, um dos melhores destaques do disco e uma das melhores músicas de 2021. As 12 canções de maestria nada pretensiosa só deixam um apelo: que cada segundo sob </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yxctStE6DXg"><i><span style="font-weight: 400;">o amanhecer</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja apreciado em sua totalidade. &#8211;</span><b> Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">All I Ever Wanted, Far Away e October Sky</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26553" aria-describedby="caption-attachment-26553" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26553" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do álbum De Primeira, de Marina Sena. A imagem é composta por uma fotografia de corpo inteiro de Marina em cima de um pódio, sob um fundo vermelho. A artista está de pé e levemente inclinada para o lado esquerdo da imagem, para onde também olha. Marina é uma mulher negra de pele clara e tem cabelos pretos ondulados penteados para o lado direito, deixando o ombro esquerdo à mostra. A artista veste uma faixa grossa tipo de Miss, onde está escrito ‘De Primeira’, uma calcinha preta de cintura alta e um sapato scarpin verde médio de cetim. Ao redor do pódio onde Marina está, existem luzes amarelas redondas, cercando o quadrado. Na lateral esquerda da imagem, está escrito ‘Marina’ dentro de um retângulo preto em fonte branca e caixa alta. Na mesma estilização, no lado direito, está escrito ‘Sena’. A capa do álbum possui ainda alguns selos. O primeiro está no canto superior direito, e é um retângulo pequeno azul, onde está escrito ‘de primeira’ numa fonte de máquina de escrever em preto. O segundo está no canto inferior esquerdo, e é um retângulo pequeno amarelo, que traz a divisão da tracklist do disco em lado A e lado B." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26553" class="wp-caption-text">Marina Sena integrava o grupo Rosa Neon (Foto: Marina Sena e Iuri Rio Branco)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Sena &#8211; De Primeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada que não seja </span><a href="https://culturadoria.com.br/marina-sena-de-primeira/"><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no disco de estreia de Marina Sena. Classe, categoria, sonoridade, conceito e efervescência, tudo é primoroso na produção que contou com a parceria de Iuri Rio Branco. A pluralidade de ritmos se entrelaça numa linha psicodélica envolvente que transparece os sentimentos e a bagagem cultural da artista, se tornando a melhor revelação do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sua estética pessoal incorporando o melhor de Marisa Monte e a sensualidade de Gal Costa nos anos 80, Marina Sena traz uma performance indiscutível. Munida de sua voz única, a cantora se mostra segura em toda sua audácia. </span><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um disco libertador, universal e irresistível, que já aparecia na lista de melhores mesmo antes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UIMddo8qzCY"><i><span style="font-weight: 400;">Por Supuesto</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">hitar</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não há como ficar imune às chamas que aumentam em cada canção. O calor do clima brasileiro faz a gente pedir por mais! </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Temporal, Tamborim e Amiúde</span></p>
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<figure id="attachment_26566" aria-describedby="caption-attachment-26566" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26566" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Delta Estácio Blues de Juçara Marçal. Uma mulher negra posiciona as duas mãos de forma que só um dos olhos, a boca e uma das orelhas fiquem visíveis. Ela tem cabelo trançado e usa um brinco prata na orelha visível. Os dois ombros e parte dos braços completam a capa, que tem fundo azul claro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26566" class="wp-caption-text">O aguardado segundo álbum solo de Juçara Marçal contou com apoio de edital da Casa Natura Musical (Foto: QTV)</figcaption></figure>
<p><strong>Juçara Marçal &#8211; Delta Estácio Blues</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o lançamento no fim de 2021 e o início desse ano, Juçara Marçal tem colhido os frutos de um álbum (e de uma carreira) irrepreensível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi agraciado com o prêmio de Melhor Disco do Ano pela </span><a href="https://novabrasilfm.com.br/2022/02/03/divulgados-os-premiados-de-2021-pela-apca-associacao-paulista-de-criticos-de-arte/"><span style="font-weight: 400;">Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA)</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-jucara-marcal-vencedora-de-2-categorias-superjuri-premio-multishow/"><span style="font-weight: 400;">Prêmio</span><i><span style="font-weight: 400;"> Multishow</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">também considerou o segundo trabalho </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">da cantora o melhor lançado em 2021 e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zhgmtLuEJq0"><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a melhor canção. São validações importantes para expandir ainda mais o reconhecimento do trabalho de Juçara, cuja obra é das mais versáteis e impactantes da música brasileira atual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela e o parceiro de longa data </span><a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/"><span style="font-weight: 400;">Kiko Dinucci</span></a><span style="font-weight: 400;"> mergulham nas batidas eletrônicas para conceber uma obra </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/"><span style="font-weight: 400;">radicalmente acolhedora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Versos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">sintetizados dividem espaço com cantos afro-brasileiros e referências do samba. O resultado é um disco que se revela mais rico a cada escuta. Juçara segue na proposta de &#8220;desconstrução&#8221; da canção, agora se valendo de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> (&#8220;cacos&#8221;, como ela mesmo chama) para dar forma a faixas que borram as fronteiras entre música eletrônica experimental e MPB.  &#8211; </span><b>Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Vi de Relance a Coroa e Crash</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26516" aria-describedby="caption-attachment-26516" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Different Kinds of Light, da cantora Jade Bird. A cantora, de pé na frente de um círculo que bloqueia a luz amarela vindo de trás, criando um cone de sombra aos seus pés. Bird é branca e possui cabelos loiros. Ela usa um vestido branco e de mangas longas, e suas palmas estão viradas para frente. Um risco de luz diagonal vai da sua mão direita até seu rosto e atinge o círculo atrás dela. Na sua frente, seu nome e o nome do álbum são projetados sobre si e sobre o círculo: “Jade Bird” e “Different Kinds of Light”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26516" class="wp-caption-text">Jade Bird produz luz através de sua voz em seu novo projeto (Foto: Glassnote Music LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Jade Bird &#8211; Different Kinds of Light</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora britânica Jade Bird volta mais madura e preparada em seu segundo álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/33h7fEWP9jsMrn9OR5yZrJ?si=GQXIRVWxSva5JxX0GOs2ZQ"><i><span style="font-weight: 400;">Different Kinds of Light</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com uma voz talvez menos feroz, mas ainda bela e sensível. Com apenas 23 anos, a cantora e compositora exerce um controle surpreendente sobre seu próprio talento, capaz de transitar entre tons e gêneros diversas vezes durante as 15 faixas do disco, que peca apenas no excesso, nunca na falta. De fato, apenas o canto melódico de Bird acompanhado de seu violão característico às vezes parece simplesmente grande demais para ser contido, dada a natureza expansiva de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também transita muito bem entre continentes, abraçando os ritmos do Sul americano e aperfeiçoando suas cordas vocais e sintéticas durante a jornada, e criando um estilo inteiramente seu conforme o tempo passa. </span><i><span style="font-weight: 400;">Different Kinds of Light </span></i><span style="font-weight: 400;">parece não como uma evolução linear, e sim como uma adição eclética à carreira de sua artista, que audaciosamente configura os sons do disco anterior junto com um novo repertório de </span><a href="https://www.nme.com/reviews/album/jade-bird-different-kinds-of-light-review-3014856"><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo</span></a> <span style="font-weight: 400;">para novamente dar vida aos sons de sua vida.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Trick Mirror, Now is the Time e Candidate</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26465" aria-describedby="caption-attachment-26465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-800x800.jpg" alt="Capa do EP Diretoria de Tasha e Tracie. Com filtro granulado, e em preto e branco, a imagem mostra as irmãs usando tops e adornos carnavalescos, com pedrarias, brilhos e penas. Da direita para a esquerda, Tracie aparece com uma blusa preta sobre os ombros. Há no canto superior esquerdo da imagem, um selo com faixas que também lembra um elemento próprio de Escolas de Samba, contendo o nome da dupla e o título do álbum e trazendo centralizado um ícone vetor de uma adaga sendo cravada por duas mãos pretas em uma mão branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26465" class="wp-caption-text">O segundo trabalho de estúdio das gêmeas Tasha &amp; Tracie é considerado um dos melhores e mais expressivos EPs da nova geração do rap brasileiro e foi eleito um dos 50 melhores álbuns de 2021 pela APCA (Foto: Steff Lima/Ceia ENT.)</figcaption></figure>
<p><b>Tasha &amp; Tracie &#8211; Diretoria</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com qualidade inquestionável, a lírica agressiva das gêmeas Tasha &amp; Tracie dão o tom do seu segundo trabalho de estúdio, o EP </span><i><span style="font-weight: 400;">Diretoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançado em agosto de 2021, o disco que mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem deixar o </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;"> de lado, traz fortes referências à clássicos do</span><i><span style="font-weight: 400;"> funk </span></i><span style="font-weight: 400;">consciente e também do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> proibidão, e mostra que são elas quem estão </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-tasha-tracie-irmas-gemeas-revelacao-rap-nacional/"><span style="font-weight: 400;">por cima</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente quando se fala da liberdade sexual e empoderamento da mulher preta independente e de favela. Tudo isso de maneira explícita, sem meias palavras &#8211; o que, claro, </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/09/29/tasha-e-tracie.htm"><span style="font-weight: 400;">incomodou muita gente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Provando porque desafiam</span><i><span style="font-weight: 400;"> o seu ego quando são elas que comandam, </span></i><span style="font-weight: 400;">como cantam em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarrou </span></i><span style="font-weight: 400;">e justificando as suas mais de 1 milhão de </span><span style="font-weight: 400;">visualizações</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das críticas, o álbum das multiartistas, que recentemente vêm recusando qualquer outra denominação que não </span><a href="https://www.instagram.com/p/CaAzF3SvR80/"><span style="font-weight: 400;">“ativistas periféricas”</span></a><span style="font-weight: 400;">,  foi considerado um dos melhores do ano e da nova geração do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no país, aparecendo na lista dos 50 melhores de 2021 da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), e que, além de figurar no </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2021/12/06/2724_conheca-os-vencedores-do-premio-nacional-rap-tv-2021.html"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nacional Rap TV</span></a><span style="font-weight: 400;">, também levou o título de melhor EP do ano passado, assim como as autoras, vencedoras na categoria Melhor MC Feminino.  </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Amarrou, Lui Lui e Diretoria</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26528" aria-describedby="caption-attachment-26528" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26528" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Doce 22 da brasileira Luísa Sonza. Na imagem, a cantora branca de cabelo e olhos claros se apoia no chão com os joelhos e os cotovelos. Ela olha diretamente para a câmera enquanto une as suas mãos que tampam metade da sua cara. Em um fundo escuro, Sonza veste roupas íntimas nas cores rosa e preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26528" class="wp-caption-text">Luísa Sonza trouxe a genialidade das divas internacionais dos anos 2000 para o pop nacional (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Luísa Sonza &#8211; DOCE 22</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MC66-bI2f8I"><i><span style="font-weight: 400;">Cê acha que eu tô brincando?/Acho que eu sou a mulher do ano!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. No cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro de 2021 ninguém deu tanto o que falar quanto Luísa Sonza. Ao tentar se recuperar de um fim de relacionamento controverso que atraiu uma avalanche de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/20/luisa-sonza-desabafa-sobre-haters-querem-matar-mais-um.htm"><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a sua carreira, Sonza presenteou o mundo com </span><a href="https://open.spotify.com/album/1bR2SlwIKwvCZBFhDfYr6x"><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o seu segundo álbum de estúdio que soou por todos os cantos do país. A intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CbX8PLBaa-o"><i><span style="font-weight: 400;">penhasco.</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostrou toda a sua capacidade artística ao reformular a identidade visual: o cabelo platinado, o </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/maquiagem-de-luisa-sonza-saiba-fazer-delineado-da-cantora_a322782/1"><span style="font-weight: 400;">delineado marcado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> da grife </span><i><span style="font-weight: 400;">Mugler </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornaram símbolo da era. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado com três faixas indisponíveis, a divulgação contou com a astúcia de liberá-las como </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma esporádica. Se os fãs tiveram que esperar para escutar as parcerias com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1zEnA9qpyF0"><span style="font-weight: 400;">Jão</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iLTR0UyG2Yo"><span style="font-weight: 400;">Mariah Angeliq</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CJdhWgebwqA"><span style="font-weight: 400;">Ludmilla</span></a><span style="font-weight: 400;">, eles posteriormente puderam se deleitar com os videoclipes impecavelmente produzidos. Alcançando feitos inéditos na carreira, </span><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22 </span></i><span style="font-weight: 400;">conquistou o título de álbum nacional mais reproduzido no </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2021/12/doce-22-de-luisa-sonza-e-o-album-nacional-mais-ouvido-do-ano-em-streaming.html"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2021. </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5js-3DnNvFw"><span style="font-weight: 400;">Puta, vagabunda, interesseira</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> ou qualquer outro adjetivo que atribuam a ela, uma coisa é fato: Luísa Sonza foi a mulher do ano do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">2000 s2, ANACONDA *o* ~~~ e MULHER DO ANO XD</span></p>
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<figure id="attachment_26504" aria-describedby="caption-attachment-26504" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26504" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dolores Dala Guardião do Alívio, de Rico Dalasam. Fotografia quadrada com um céu azul ao fundo. Na imagem, ao centro, Rico Dalasam, um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem dourada com detalhes em azul. Vestindo um sobretudo branco semitransparente de gola dourada com detalhes em azul, ele ergue os braços esticados para os lados, com as palmas das mãos viradas para frente, enquanto está em cima de um carro pelo teto solar, em movimento. Na parte superior há três símbolos minimalistas em branco: uma lua minguante, uma rosa e uma lua cheia, respectivamente, intercalados por quatro símbolos de espadas, dois com corações na ponta à esquerda, e dois com gotas na ponta à direita. Na parte inferior, centralizado, pode-se ler a sigla “DDGA”, escrita na vertical." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26504" class="wp-caption-text">“Que saibam da gente pelos nossos sonhos e não pelos nossos traumas!” (Foto: Rico Dalasam)</figcaption></figure>
<p><b>Rico Dalasam &#8211; Dolores Dala Guardião do Alívio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de outros projetos mais explosivos de Rico Dalasam, como </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/rico-dalasam-balanga-raba-ep/"><i><span style="font-weight: 400;">Balanga Raba</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – pensado especificamente para as pistas de dança –, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem um menor escopo. E sem problemas, a narrativa central do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> pede por isso. Porém, após voltar a circular com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsDNQvTvVpk"><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no fim de 2021, Rico presenciou plateias frenéticas e empolgadas projetarem um entusiasmo desproporcional às músicas, gritando os versos íntimos e confidentes do disco, de </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-expresso-sudamericah-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Expresso Sudamericah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a</span> <a href="https://genius.com/Rico-dalasam-braille-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Braille</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tal qual os hinos mais enérgicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, depois de acumular tantas energias e aflições em quase dois anos de confinamento, a reação não poderia ser outra. Mas, ainda assim, talvez isso não seja tão contraditório quanto se imaginaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">DDGA</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rico Dalasam aborda suas </span><a href="https://www.instagram.com/p/CAoVnwOhhb9/"><span style="font-weight: 400;">vivências pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto um </span><i><span style="font-weight: 400;">“corpo preto sul-americano”</span></i><span style="font-weight: 400;">, através de suas experiências em um relacionamento interracial, e todos os traumas que lhe provocaram. Dito isso, apesar de um relato individualizado, irrevogavelmente ele evoca uma extensa e complexa tradição colonial em nosso país, que também afeta outros diversos tipos de corpos – corpos aos quais Rico se comunica. A euforia presente nos retratos do álbum surge, portanto, de uma demanda impreterível – nossa e do artista – por expressar incontáveis dores reprimidas, e que encontra, ali, um canal para manifestação. Entretanto, indo além de reproduzir as violências, cada canção nos guia gentilmente por um processo coletivo de cura. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a utopia de Rico Dalasam, onde ele reconstrói o mundo ao seu redor para, assim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j44FqC81UpA"><span style="font-weight: 400;">reconstruir a si mesmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. E é aí que está a potência de </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/entrevista-zygmunt-bauman/"><span style="font-weight: 400;">nossas utopias</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pois somente imaginando o futuro é que podemos concretizá-lo. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Última Vez, Braille e Supstah</span></p>
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<figure id="attachment_26526" aria-describedby="caption-attachment-26526" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26526 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Don’t Fight The Feeling do grupo sul-coreano EXO. A imagem ilustra um radar em tons verdes. Quanto às formas, há um fundo quadriculado que é sobreposto por diversos círculos responsáveis por caracterizar o radar." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26526" class="wp-caption-text">O lançamento energético de Don’t Fight The Feeling contagiou quem esperou por tanto tempo o retorno do grupo (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">EXO &#8211; DON’T FIGHT THE FEELING</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prestes a celebrar dois anos desde o último lançamento, EXO voltou com uma missão: animar os fãs ansiosos por um projeto em grupo. Direto de uma base militar intergalática, a faixa-título </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2IkoKhr6Tss"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t fight the feeling</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">carregou a estética visual da nova era com maestria. Apesar da falta dos integrantes Suho e Chen que precisavam cumprir o regime militar obrigatório, a presença do membro chinês </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pEjTB8l7DME"><span style="font-weight: 400;">Lay</span></a><span style="font-weight: 400;"> através de um </span><i><span style="font-weight: 400;">chroma key</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajudou Xiumin, Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai e Sehun a sustentarem a imagem do EXO como um conjunto que se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9jLMVuQKd0g"><span style="font-weight: 400;">completa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma perfeita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi através de um minijogo </span><i><span style="font-weight: 400;">online </span></i><span style="font-weight: 400;">chamado </span><a href="https://exocdn.exoship-saga.com/"><i><span style="font-weight: 400;">EXO-SHIP-SAGA</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que os </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram liberados e o público pôde começar a teorizar conspirações sobre o conceito do álbum. Para a felicidade maior dos fãs, o programa de variedades </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B92hGHhncSU"><i><span style="font-weight: 400;">EXO Arcade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou a sua segunda temporada e serviu como uma divulgação especial. As 5 faixas do sétimo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">do grupo sul-coreano foram suficientes para estremecer o cenário da música </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://open.spotify.com/album/7Jw48lPmYuYftfQv5LmAzI"><i><span style="font-weight: 400;">DON’T FIGHT THE FEELING</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">garantiu uma das melhores recepções da carreira do EXO e, por isso, vendeu 1 milhão de cópias somente na primeira semana. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Don’t fight the feeling, Paradise e Runaway</span></p>
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<figure id="attachment_26570" aria-describedby="caption-attachment-26570" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Donda. Um quadrado preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26570" class="wp-caption-text">Mais uma vez, Ye fez do rebuliço sua principal arma de divulgação (Foto: UMG Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Kanye West &#8211; Donda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Controvérsias envolvendo uma patética candidatura à presidência, o litígio conturbado com Kim, a errada decisão de rechear a obra com </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kanye-west-causa-polemica-ao-trazer-marilyn-manson-e-dababy-para-donda-entenda/"><span style="font-weight: 400;">laranjas podres</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua questão com a bipolaridade e os ataques que tem nas redes sociais, incluindo denúncias sérias à gravadora. Esses são os ingredientes que fazem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (para bem e para mal) a consolidação de Ye como </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e personagem fonográfico, além de um impossível exercício de separar obra de artista. Afinal, fica claro que a capa preta do álbum reflete artisticamente Kanye West. O disco, que é uma homenagem póstuma do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> para sua mãe Donda West, a usa como fio condutor para discussões sobre luto, religião e redenção pessoal. Os constantes adiamentos fizeram com que o artista aflorasse todo seu perfeccionismo característico nesse trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com tudo indo contra (por culpa exclusiva das intenções de Kanye), isso nos deu um álbum primoroso tecnicamente, fazendo com que, desde suas audições, até escutar a obra em plataformas, sejam experiências únicas. Com participações que vão desde sua desavença JAY-Z, seu mais novo </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1319625/kanye-ye-west-volta-a-provoca-pete-davidson-e-expoe-briga-com-kid-cudi"><span style="font-weight: 400;">arqui-inimigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> Kid Cudi e as execráveis manchas no álbum, Marilyn Manson e DaBaby, </span><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma síntese de todos os Kanye Wests das eras anteriores, cantadas e produzidas por um Ye cada vez mais megalomaníaco. Se distanciando da persona do álbum antecessor, Kanye ainda quer falar sobre Deus e sobre a influência da fé em sua vida, mas dessa vez sem se dar o aspecto messiânico. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu ser o que </span><i><span style="font-weight: 400;">JESUS IS KING </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) não foi, um retrato pessoal e humano de Kanye, onde suas fraquezas e dificuldades são expostas, quase que como um grito de socorro para sua mãe. </span><b>&#8211;</b> <b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Jail, Praise God e Jesus Lord</span></p>
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<figure id="attachment_26462" aria-describedby="caption-attachment-26462" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-800x800.jpg" alt="Capa do disco ELIO and Friends: The Remixes, da cantora ELIO. A capa é branca e tem a lista de faixas e colaboradores listada no lado esquerdo, em fonte branca e verde neon. Na parte direita, vemos o nome do disco e duas imagens, com o nome de Elio. As imagens são recortes de close-ups em efeito negativo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26462" class="wp-caption-text">Fica aqui o aviso para não esquecer o carregador do celular na casa de ninguém (Foto: ELIO)</figcaption></figure>
<p><b>ELIO &#8211; ELIO and Friends: The Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em via de regra, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0P3zuxhSpxkostOEqpR3Oe"><span style="font-weight: 400;">álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">servem como complementos aos trabalhos originais, normalmente servindo como materiais de divulgação para novas turnês ou campanhas de premiações. No caso de ELIO, a máxima é oposta. Poucos meses depois de chegar chegando com um trabalho cheio de vitalidade (o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/54AUddF7LyGKylFLSNoK8g"><i><span style="font-weight: 400;">Can You Hear Me Now?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), a promessa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que flerta com a </span><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> recrutou a dona do pedaço Charli XCX para aumentar o falatório ao redor do que viria a ser um disco paralelo à sua estreia, mas com ainda mais presença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">XCX empresta vocais para </span><a href="https://open.spotify.com/track/3InNdtWYQV1Wx81qST5rU1?si=585579eb93404efe"><i><span style="font-weight: 400;">CHARGER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas são as demais parcerias que elevam o material final. </span><a href="https://open.spotify.com/track/2EKo5WC2LX4fiplTWan5Rl?si=25f07c10310142cb"><i><span style="font-weight: 400;">hurts 2 hate somebody</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem o apoio de Chase Atlantic e No Rome, e a magnífica e particular </span><a href="https://open.spotify.com/track/1AfmIcnenbPnNYTp8nLxwY?si=369d2d85e01e440c"><i><span style="font-weight: 400;">@elio.irl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é içada aos céus junto de Adam Melchor. </span><a href="https://www.themicmagazine.co.uk/post/album-review-elio-elio-and-friends-the-remixes#:~:text=of%20the%20phone.-,ELIO%20and%20Friends%3A%20The%20Remixes%20is%2C%20most%20importantly%20of%20all,artists%20who%20have%20no%20chemistry."><span style="font-weight: 400;">O som é de primeira</span></a><span style="font-weight: 400;">, as batidas envolvem e a ginga é sinônimo de agitação. </span><a href="https://open.spotify.com/album/1O1b6rtBC1KVjqAt6grw96"><i><span style="font-weight: 400;">ELIO and Friends: The Remixes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pode não ter tido a mídia que merecia, mas para os aficionados pela mistura ideal de </span><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">arranhado e efervescente na luxúria, essa é a pedida do momento. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">hurts 2 hate somebody, @elio.irl e When You Saw Love</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26454" aria-describedby="caption-attachment-26454" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26454 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Elza Soares &amp; João de Aquino. Fotografia quadrada, em preto e branco, com borda grossa e branca. Na parte superior, dentro da borda, lemos Elza Soares &amp; João de Aquino em letras pretas, com exceção do &amp;, registrado em cinza. João de Aquino está ao fundo, sentado, com olhar fixo e tocando violão. Elza Soares está sentada na beira do palco. Ela é uma mulher negra, de blusa brilhante, brincos, olhos fechados e segura o microfone com a mão esquerda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26454" class="wp-caption-text">Sem saber, celebramos a inesperada despedida de Elza Soares (Foto: Hipólito Pereira/Deck)</figcaption></figure>
<p><b>Elza Soares &amp; João de Aquino &#8211; Elza Soares &amp; João de Aquino</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer atributo possível, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino </span></i><span style="font-weight: 400;">é o último álbum lançado em vida pela imortal e insubstituível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6SWIwW9mg8s"><span style="font-weight: 400;">Mulher do Fim do Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">. É por esse motivo que nem mesmo a excepcionalidade de um disco que honra a responsabilidade e o peso que carrega foi capaz de amenizar a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CY9wedWLLcC/"><span style="font-weight: 400;">devastação</span></a><span style="font-weight: 400;"> que viria um mês após seu lançamento. A verdade é que o Brasil nunca estaria pronto para perder a </span><a href="https://cultura.uol.com.br/noticias/45864_elza-soares-cinco-lembrancas-da-voz-do-milenio.html"><span style="font-weight: 400;">Voz do Milênio</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em todo caso, o trabalho em questão não deixa de ser uma dádiva para os seres apaixonados por cultura. Gravado em sessão única, na </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/12/elza-soares-joao-de-aquino-registro-da-decada-de-1990-chega-as-plataformas-digitais/"><span style="font-weight: 400;">segunda metade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é fruto direto da maestria que só cantoras como Elza Soares poderiam alcançar.                 </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o talento do violonista João de Aquino, como sinaliza a maior parte dos textos que abordam a obra, é outro destaque raro e único, que contribui muito para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-dezembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">qualidade final</span></a><span style="font-weight: 400;"> do disco. Mas o que mais se destaca em </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, de fato, a fascinante atmosfera de liberdade que paira sobre todo o repertório escolhido no calor do momento. Há muita verdade naquilo que se canta, e o formato voz e violão gera uma </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/elza-soares-joao-de-aquino-recem-lancado-disco-gravado-em-1997-registro-nu-cru-de-voz-violao-25314842"><span style="font-weight: 400;">crueza sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que realça e engrandece a figura de uma lenda. Não é de se espantar, portanto, que o último lançamento acompanhado da presença de Elza tenha conquistado uma recepção </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/12/09/voz-de-elza-soares-e-violao-de-joao-de-aquino-se-harmonizam-na-liberdade-de-album-inedito-gravado-nos-anos-1990.ghtml"><span style="font-weight: 400;">muito boa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/resgate-de-elza-soares-acompanhada-so-de-violao-realca-sua-voz-rara/"><span style="font-weight: 400;">crítica brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">        </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Drão, Hoje e Meu Guri</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26463" aria-describedby="caption-attachment-26463" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco da Trilha Sonora Original de Encanto. A imagem mostra o pôster do filme Encanto, recortado em formato quadrado. Nele, vemos todos os personagens da história, e na parte de baixo está o logo do filme e a frase: “Original Songs by Lin-Manuel Miranda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26463" class="wp-caption-text">Cantada em espanhol, Dos Oroguitas representa Encanto no Oscar, que ainda concorre como Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora Original, com Germaine Franco (Foto: Walt Disney Records)</figcaption></figure>
<p><b>Encanto (Original Motion Picture Soundtrack)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda errou: se tem uma coisa sobre a qual estamos falando, </span><a href="https://open.spotify.com/track/52xJxFP6TqMuO4Yt0eOkMz?si=4bf0e18b33864ba0"><span style="font-weight: 400;">é sobre o Bruno</span></a><span style="font-weight: 400;">. E também sobre a Mirabel, a Luisa, a Isabela, a Abuela, a Dolores e a Tia Pepa. Afinal, nem mesmo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">estava pronta para o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-162114/"><span style="font-weight: 400;">tamanho do impacto</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Encanto </span></i><span style="font-weight: 400;">na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de não licenciar produtos sobre todos os integrantes da vila de superseres, a empresa submeteu a sentimental e melancólica </span><i><span style="font-weight: 400;">Dos Oroguitas </span></i><span style="font-weight: 400;">para concorrer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Canção Original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que </span><i><span style="font-weight: 400;">We Don’t Talk About Bruno</span></i><span style="font-weight: 400;">, graças à mágica do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, tomou conta dos Estados Unidos e tem quebrado recordes históricos, se mantendo no topo das paradas sem sinal de cansaço. O motivo para tanto retorno e falatório, sem pestanejar, é o poder de Miranda na composição, que entrega corpo e alma nas 8 canções que compõem a </span><a href="https://open.spotify.com/album/25L8ck3KGcmCo3901ztPzR"><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Da introdução calorosa em </span><a href="https://open.spotify.com/track/4b1yxSdlumA8N4fEk4UOZp?si=af9e13e995ab403f"><i><span style="font-weight: 400;">The Family Madrigal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao lamento de Luisa em </span><a href="https://open.spotify.com/track/760jhRscwGbIIe1m1IIQpU?si=dc2036594b98413d"><i><span style="font-weight: 400;">Surface Pressure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a libertação de Isabela em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3XoYqtiWHhsk59frZupImG?si=ccf06e1c24084bff"><i><span style="font-weight: 400;">What Else Can I Do?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as músicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Encanto </span></i><span style="font-weight: 400;">vivem à altura de seu título.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Surface Pressure, What Else Can I Do? e All of You</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26552" aria-describedby="caption-attachment-26552" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26552" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-800x800.jpg" alt="Capa do disco For The First Time. A imagem mostra três homens brancos jovens subindo um morro com vegetação rasteira. Ela se encontra enquadrada por uma moldura branca, com o título do disco alinhado acima, e o nome da banda “Black Country, New Road” abaixo. No canto inferior direito há uma pequena legenda com o texto “Photo from Unsplash by @asafyrov”" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26552" class="wp-caption-text">Em pouco mais de um ano desde o lançamento deste disco de estreia, o septeto de BC,NR já percorreu um longo caminho (Foto: Ninja Tune)</figcaption></figure>
<p><b>Black Country, New Road &#8211; For the First Time</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faz apenas pouco mais de um ano que um grupo de sete jovens britânicos, todos na casa dos vinte anos de idade, apresentou ao mundo uma coleção de seis peças mirabolantes que fugiam a todo custo da precisão milimetricamente calculada das músicas automatizadas, explorando as possibilidades de uma criação coletiva, espontânea, acústica, elétrica, e carregada de um senso de urgência do aqui-e-agora. E nesse meio tempo, a banda já viveu uma longa saga: da expansão de sua legião de fãs ao lançamento do já aclamadíssimo segundo disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/21xp7NdU1ajmO1CX0w2Egd?si=eHaHdhy5SRCYlJ29MD_H5g"><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pela </span><a href="https://www.nme.com/news/music/black-country-new-road-open-up-singer-isaac-wood-departure-3154652"><span style="font-weight: 400;">saída do vocalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Isaac Wood, deixando um futuro aberto de possibilidades para a banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É surpreendente observar o desenvolvimento do grupo de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2PfgptDcfJTFtoZIS3AukX?si=KOql6dBqT8Syc0rxyT552A"><i><span style="font-weight: 400;">For the first time</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para o mais sensível e menos desesperado </span><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas à luz do segundo, o primeiro parece ainda maior e mais impactante do que era há um ano. As canções conduzem o ouvinte a uma lenta e crescente tensão, prenunciando um desastre iminente, até explodirem em níveis catatônicos, ou ainda levando a versos lamentosos, alternados com energéticos compassos instrumentais ao ritmo de </span><a href="https://palomavaleva.com/es/musica-klezmer/"><i><span style="font-weight: 400;">klezmer</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">A fórmula irresistível unindo um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk </span></i><span style="font-weight: 400;">a uma gama variada de instrumentos rendeu uma obra-prima que já tem lugar marcado na lista de melhores da década. Agora só nos resta torcer para que a primeira vez de BC,NR também não seja a penúltima.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Science Fair, Sunglasses e Opus</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26542" aria-describedby="caption-attachment-26542" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-800x800.jpg" alt="Capa do álbum FOREVER do Dj Don Diablo. Na imagem, um desenho Dj está no centro sentado em uma cadeira em um planeta alienígena. O desenho de Don Diablo é um homem branco de cabelos e barba castanhos, ambos cortados curtos, com um óculos de sol de lentes azuis no rosto; ele veste um conjunto de jaqueta e calças prateadas e reflexivas e tênis roxo escura, e está sentado do lado errado da cadeira, com uma das pernas por cima do assento. A cadeira é inteira branca e está parada em um chão desértico com rachados em diversas formas geométricas. Ao fundo o céu é um azul forte no topo da imagem e vai mudando para roxo e rosa conforme encontra o horizonte. Uma estrela com anéis, como o planeta Saturno, está posicionada atrás da cabeça do Dj. Parados mais para trás há dois aliens do lado direito e um do lado esquerdo, com corpos bem femininos e inteiros pratas escuro, além de algumas casinhas aliens que tem formato geométrico na cor branca. Na parte superior da imagem está escrito DON DIABLO e logo abaixo FOREVER." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26542" class="wp-caption-text">Don Diablo mostra a maestria de poucos ao levar seu estilo futurista para dentro de outros gêneros musicais e contar a história de seu universo (Foto: HEXAGON)</figcaption></figure>
<p><b>Don Diablo &#8211; FOREVER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Don Diablo está numa escalada genial com seu próprio universo futurista e mostrou um trabalho único em 2021. Depois de inaugurar o mundo dos </span><a href="https://playbpm.com.br/noticias/don-diablo-primeiro-show-nft-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">shows </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">NFT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vendendo o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XOqH6Fs43XE"><i><span style="font-weight: 400;">DESTINATION HEXAGONIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por 1,2 milhões de dólares, o holandês decidiu que o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">FOREVER</span></i><span style="font-weight: 400;"> merecia mais faixas, e lançou sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZTf0-XweF3U&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe Edition</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com 29 músicas. A obra é um projeto diferente de qualquer coisa no gênero eletrônico, sendo um dos principais não só entre os lançamentos de 2021, mas uma verdadeira referência do quão bem um DJ consegue comunicar cada devaneio que faz parte da sua Arte, mesmo que seja sem cantar uma palavra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TT498_o96oo&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=27"><i><span style="font-weight: 400;">INFINITE FUTURE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é possível ouvir, imaginar e se sentir dentro do mundo que Diablo criou &#8211; um exemplo de como o álbum é uma experiência por si só. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">future house</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi muito bem explorado para variar durante as faixas, conseguindo ser combinado com a euforia de Galantis em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f8KzimfmUOI&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=4"><i><span style="font-weight: 400;">Tears For Later</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o tom melódico de Ty Dolla $ing em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pwQ4ynYkhMg&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=8"><i><span style="font-weight: 400;">Too Much to Ask</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a batida profunda em </span><i><span style="font-weight: 400;">progressive</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gYJg2ISYMbc&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=16"><i><span style="font-weight: 400;">Bad</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A habilidade de mostrar um universo único, em que todos são induzidos a embarcarem na sua viagem futurista, fez com que </span><i><span style="font-weight: 400;">FOREVER</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja um dos melhores álbuns do ano.  </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Bad, Into the Unknown e Hot Air Balloon</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26471" aria-describedby="caption-attachment-26471" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-800x800.jpg" alt="Capa do álbum GLOW ON da banda Turnstile. A imagem mostra um céu em tons de rosa com nuvens brancas esparsas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26471" class="wp-caption-text">O disco conta com as participações surpreendentes de artistas fora do cenário de hardcore, como Blood Orange e Julien Baker (Foto: Roadrunner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Turnstile &#8211; GLOW ON </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo um som polido mas ainda violento, doce porém maduro, com influências de Refused à Prince, os meninos do Turnstile parecem ter encontrado um ponto único em que todas essas misturas fazem muito sentido, e com isso, celebram. Isso pode ser visto em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">MYSTERY</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">HOLIDAY</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">ENDLESS</span></i><span style="font-weight: 400;">, que trazem o peso dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> casados com melodias grudentas e refrões triunfantes. Ou em músicas que escancaram ainda mais as experimentações da banda como </span><i><span style="font-weight: 400;">UNDERWATER BOI</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">ALIEN LOVE CALL</span></i><span style="font-weight: 400;">, com guitarras cobertas de </span><i><span style="font-weight: 400;">reverb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">chorus</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;"> oitentistas. O que se tem aqui é um elogio à música como um ato coletivo, de convergências de </span><a href="https://pitchfork.com/features/moodboard/turnstile-glow-on-interview/"><span style="font-weight: 400;">influências diversas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sentimentos universais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2NrYPcMmQBlbBxopc2XlzS?si=ATVWmmelSPmXUImzkk5zsw"><i><span style="font-weight: 400;">GLOW ON</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o quinteto de Baltimore conseguiu algo que raramente se vê acontecer em gêneros tão nichados como a </span><a href="https://www.youtube.com/user/hate5six"><span style="font-weight: 400;">cena de pós-</span><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da atualidade: mostraram algo efetivamente novo, experimentando sons sem perder a essência do estilo musical e atraindo um público novo, um público maior, sem perder os velhos fãs. Uma vez que o álbum surge de um cenário tão característico e sonoramente bem definido, é emocionante ver a capacidade da banda de expandir os limites do </span><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma tão catártica e original. </span><b>&#8211; Henrique Gomes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">WILD WRLD, HOLIDAY e T.L.C. (TURNSTILE LOVE CONNECTION)</span></p>
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<figure id="attachment_26457" aria-describedby="caption-attachment-26457" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26457 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco Good Woman, da banda The Staves. Na foto, vemos as 3 irmãs, próximas e olhando para a câmera. As três são brancas, têm cabelos pretos brilhosos e vestem branco. No canto superior direito, está escrito The Staves em fonte branca e Good Woman abaixo, em letras cinzas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor.jpg 1414w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26457" class="wp-caption-text">As três irmãs compuseram Good Woman antes de perderem a mãe, mas as letras ganharam significados novos depois do trágico momento (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Staves &#8211; Good Woman</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Não é justo, por que você não se importa?”</span></i><span style="font-weight: 400;">, cantam as Staves no que se confirmou uma das canções mais impetuosas e brutais do ano. Em </span><a href="https://open.spotify.com/track/2yRqTGoFpAY3DC51stBfAp?si=c712b1ae316d46cb"><i><span style="font-weight: 400;">Paralysed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, meio do caminho da duração de </span><a href="https://open.spotify.com/album/66A7X1EqFQEEvuE5Nezqrl"><i><span style="font-weight: 400;">Good Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as irmãs se guiam por uma melodia calma e um acompanhamento soturno que, quando eclipsado por sentimentos ariscos, calorosos, vibrantes, explode. Muitas dessas características podem ser listadas na obra como um todo, um disco que passou seis anos em processo de formação, até que finalmente fosse atingido pela dor do luto desavisado. Emily, Camilla e Jessica, maduras, machucadas, cautelosas, se dão as mãos, reconhecendo a força do presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na resplandecente </span><a href="https://open.spotify.com/track/5IyXq9M2AS3OAlFHyMOCi6?si=3bdda27638d94320"><i><span style="font-weight: 400;">Next Year, Next Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o trio sorri em meio a uma letra que abraça o fracasso, ao passo que em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xnFWXU2SfZ7q7Nes4Ncr8?si=0317dfe82a4e4284"><i><span style="font-weight: 400;">Failure</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">elas iluminam outro prisma do mesmo núcleo emocional. </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Woman</span></i><span style="font-weight: 400;"> se forma por um conjunto fortuito de inspirações e entrega, em especial àquelas que não necessitam de palavras para serem transmitidas (as letras foram escritas antes da tragédia que levou a mãe da família). Partindo de uma capa convidativa e contemplativa, aliada a uma história de origem devastadora e emocional, a banda The Staves nem precisava </span><a href="https://open.spotify.com/track/1jQoqq9UMkt4IASvOYe6TU?si=05f36fb22ff547a1"><span style="font-weight: 400;">cantar sobre uma boa mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas mesmo assim o fizeram. Ainda bem que o fizeram. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Paralysed, Nothing’s Gonna Happen e Next Year, Next Time</span></p>
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<figure id="attachment_26531" aria-describedby="caption-attachment-26531" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26531 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum GRACINHA, de Manu Gavassi. A imagem é uma pintura e tem o rosto da cantora estampado, ela tem pele clara e cabelo ruivo bem curto. No topo da imagem, lemos GRACINHA em verde neon e Manu Gavassi em cima disso, em fonte menor. O fundo é meio cinza meio azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26531" class="wp-caption-text">O projeto multimídia de Manu Gavassi é uma das obras mais imperdíveis de 2021 (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Manu Gavassi &#8211; GRACINHA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ah, as gracinhas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9TukGGWDCQ"><span style="font-weight: 400;">Manu Gavassi</span></a><span style="font-weight: 400;">… Desde fidelizar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">fan base</span></i><span style="font-weight: 400;"> dedicada até alimentar suas mais severas críticas, a personalidade da artista paulistana sobressaía qualquer um de seus trabalhos artísticos. Até o dia 12 de novembro de 2021, quando ela definitivamente se cansou da identidade que havia construído até então e deu um passo significativo em direção ao avanço de sua carreira. Ainda um tanto engraçado, o álbum mais recente de Manu Gavassi é justamente a maior </span><a href="https://open.spotify.com/album/0Nf3vjP7Uxtnyxt3GTibrS?si=zXrju-TvSc-ANWTAfNqJog"><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a leitura nem é a que surge das mais diversas críticas positivas que o disco ostenta, mas sim da própria voz da artista em seu trabalho metalinguístico e </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/movies/gracinha/RfIfOngDOnKz"><span style="font-weight: 400;">multimídia</span></a><span style="font-weight: 400;">, desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQgMMd-OjOs"><span style="font-weight: 400;">o primeiro verso</span></a><span style="font-weight: 400;"> da primeira faixa. Ao lado de nomes como Tim Bernardes e Lucas Silveira, ela compõe, interpreta e produz o projeto, que ainda conta com um complemento visual para enriquecer a sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gb1MWkZbXb0"><span style="font-weight: 400;">experiência estética</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre referências da música brasileira, influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> europeu e demais gêneros latino-americanos, a </span><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Manu Gavassi encanta sem esforço algum uma lista de melhores do ano. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">GRACINHA, Reggaeton triste e Bossa Nossa</span></p>
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<figure id="attachment_26519" aria-describedby="caption-attachment-26519" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do disco Happier Than Ever. A imagem mostra Billie Eilish, uma mulher branca e jovem, de cabelos loiros. Ela é fotografada do quadril para cima e veste agasalho de lã branco. Suas mãos envolvem seus braços, como se Billie abraçasse a si mesma, e seu olhar está disperso no horizonte. No canto superior esquerdo, o título do álbum está escrito em letra cursiva de cor branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26519" class="wp-caption-text">Happier Than Ever liderou a Billboard 200 e várias paradas de álbuns em outros 27 países (Foto: Interscope Records/Darkroom)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Happier Than Ever</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de atingir o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/quantos-recordes-billie-eilish-quebrou-em-2020/"><span style="font-weight: 400;">topo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que a vida reserva? Para nossa sorte, Eilish escolheu não enfrentar esse prisma emocional logo de cara. Maturar seu gênio artístico em um novo álbum, alfinetando fantasmas e triunfos, foi a resposta. Respingando sinceridade, vociferando acidez e conquistando libertação, </span><a href="https://genius.com/albums/Billie-eilish/Happier-than-ever"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> surge empoderando as </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-worlds-a-little-blurry-critica/"><span style="font-weight: 400;">nuances</span></a><span style="font-weight: 400;"> que colocaram a estadunidense em evidência para o mundo &#8211; e, agora, em primeiro lugar para si mesma. É o descascar de amor, fama, trauma, poder, mágoa, fúria: toda a miscelânea que impacta Billie no âmago juvenil. Assim, parecendo oráculo, a produção elucida e arrebata minúcias universais que só transbordam singularmente graças ao lirismo magnético da cantora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h6mnfec7bTc"><span style="font-weight: 400;">minimalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XPfW6mGx1SA"><span style="font-weight: 400;">estridência</span></a><span style="font-weight: 400;">, a sonoridade do disco rodopia com diversidade e autoria pelas reflexões dispostas. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S2dRcipMCpw"><span style="font-weight: 400;">Aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">, o sarcasmo para enterrar um amante patético. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OIf8DsfpjC4"><span style="font-weight: 400;">Ali</span></a><span style="font-weight: 400;">, um xeque-mate no </span><i><span style="font-weight: 400;">body shaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> excruciante. Adiante, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FpeZsTo5hZw"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fzeWc3zh01g"><span style="font-weight: 400;">abuso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G_BhUxx-cwk"><span style="font-weight: 400;">feminilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> destrinchados em dores e denúncias virtuosas. Afinal, 16 faixas são mesmo suficientes para revelar a perspicácia múltipla e genuína de </span><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não é segredo entender seus </span><a href="https://tracklist.com.br/happier-than-ever-conquistas/113257"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de vendas e reproduções, suas sete nomeações ao </span><a href="https://www.forbes.com/sites/hughmcintyre/2022/01/06/grammys-2022-billie-eilish-could-become-the-first-woman-to-win-record-of-the-year-three-times/?sh=4e51334f513b"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, nem a felicidade aparente da jornada. E não há constatação tão idônea quanto exaltar a (re)invenção de Billie Eilish usando seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7AS9r_E0PY4"><span style="font-weight: 400;">ponto de partida</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou ficando mais velha/Acho que estou envelhecendo bem</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Everybody Dies, Happier Than Ever e Male Fantasy</span></p>
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<p><figure id="attachment_26472" aria-describedby="caption-attachment-26472" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26472 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Haram do duo de rap Armand Hammer com o produtor The Alchemist. A imagem mostra a cabeça decepada de dois porcos com manchas de sangue, levemente inclinadas para cima em direções perpendiculares sobre uma superfície de metal gasta em frente a uma parede preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1.jpg 999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26472" class="wp-caption-text">A dupla de rappers e o produtor foram duramente criticados pela organização de direitos aos animais PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) pelo uso da imagem da capa [Foto: Backwoodz Studioz]</figcaption></figure><b>Armand Hammer &amp; The Alchemist &#8211; Haram</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><a href="https://elucid.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">ELUCID</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://billywoods.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">billy woods</span></a><span style="font-weight: 400;"> retornaram como o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> Armand Hammer novamente, para a alegria de uns e temor de outros. Pela primeira vez contando com a produção inteiramente nas mãos de </span><a href="https://alclaboratories.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">The Alchemist</span></a><span style="font-weight: 400;">, é essa riqueza lírica inerente à dupla, somada com a sonoridade única trazida pelo produtor, que torna o disco tão especial. O resultado é a ambientação soturna e onírica construída através do uso torto de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> como pano de fundo para letras moldadas por um uso do fluxo de consciência sujo e franco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;">. Um disco sutilmente grandioso, onde o que importa não é exatamente o que as palavras e o som indicam, mas as imagens densas que são formadas pelo estilo único de composição do grupo, repleto de referências e metáforas complexas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sonoramente, o lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">beatmaker</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um trabalho bem diferente das colaborações com Boldy James e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">Freddie Gibbs</span></a><span style="font-weight: 400;">, com uma certa loucura vista no </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> reverso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Peppertree</span></i><span style="font-weight: 400;">, o peso visto na densa</span><i><span style="font-weight: 400;"> Wishing Bad </span></i><span style="font-weight: 400;">e a beleza um tanto irônica em </span><i><span style="font-weight: 400;">Stonefruit</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das melhores músicas do ano. Liricamente, são barras duras como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Jurei vingança na sétima série/Não contra um homem, contra toda raça humana</span></i><span style="font-weight: 400;">” e emocionantes como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não quero perder o controle mas/Não consigo limitar um espaço para crescer</span></i><span style="font-weight: 400;">” que vão revelando a dor e a ira que envolvem a existência de um homem negro no mundo atual como tema do disco. Capazes de provocar, confundir, emocionar e instigar os ouvintes, a dupla entrega um disco único que os eleva ao pódio dos maiores compositores da Música moderna. </span><b>&#8211; Henrique Gomes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Black Sunlight, Wishing Bad e Stonefruit</span></p>
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<figure id="attachment_26539" aria-describedby="caption-attachment-26539" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-800x800.jpg" alt="Capa de disco Heaux Tales, com fundo preto e o título Heaux Tales em caixa alta, num tom de verde-limão. Ao centro, a foto de uma mulher negra que tem cabelo curto e liso. Ela usa jaqueta de couro e shorts pretos e justos. Mais abaixo, o nome Jazmine Sullivan está no mesmo tom de verde." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26539" class="wp-caption-text">Lançado em 8 de janeiro de 2021, o último registro de Jazmine Sullivan é fonte de novas reflexões a cada audição (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Jazmine Sullivan &#8211; Heaux Tales</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu lançamento, nos primeiros dias de 2021, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5g9YhHW8tE7Tcslgxsk5u9?si=t_FzNxpYQ2uLA0w4vlbOog"><i><span style="font-weight: 400;">Heaux Tales</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(RCA Records) foi uma surpresa. Mas não pela qualidade, considerando que elegância e bom gosto sempre foram constantes na carreira de Jazmine Sullivan. A verdade é que, de tão complexas e bem contadas, as crônicas de sexo e ambição que habitam este </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">não cabem num período fechado de tempo e, treze meses após a estreia, mais e mais camadas do projeto vão se revelando. Aqui, a compositora da Pensilvânia fala diretamente com outras mulheres pretas ao refletir sobre como, para pessoas como ela, </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">solidão, afeto e capitalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> são elementos interligadíssimos. O conflito entre esses pilares é o que dá força à maioria das reflexões que surgem na </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bodies &#8211; Intro</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, ela repreende a si mesma pelos rumos de sua vida, guiada pelo álcool e baixa autoestima. Enquanto isso, sonha com um marido rico na maravilhosa </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Side</span></i><span style="font-weight: 400;"> e rende-se a um homem que só quer seu dinheiro em </span><i><span style="font-weight: 400;">Put It Down</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem nunca julgar as heroínas dessas histórias. Guiadas pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transformou sua intérprete numa lenda do gênero, essas canções são cartas de amor às </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">vivências de mulheres negras</span></a><span style="font-weight: 400;"> mundo afora, abraçando com força suas falhas, complexidades, vitórias e derrotas. A narrativa vai ainda mais longe com a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, que mergulha em traumas de infância e busca o olhar masculino para dar continuidade às histórias. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> On It, Lost One e The Other Side</span></p>
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<figure id="attachment_26577" aria-describedby="caption-attachment-26577" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26577 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-800x800.jpg" alt="Fotografia quadrada. Ao centro, vemos uma janela iluminada de dentro para fora por uma luz neon azul. Para dentro do cômodo, vemos duas pessoas se beijando. Uma tem cabelo comprido e a outra cabelo curto. A pessoa de cabelo comprido está iluminada por uma luz laranja avermelhada. Em volta da janela, tudo está escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26577" class="wp-caption-text">Está para ser feita ainda uma capa que capture tão perfeitamente a energia do respectivo álbum quanto essa (Foto: Fortune Tellers Music)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Kingsbury &#8211; Heaven&#8217;s Just a Flight</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela não tem seguidores no </span><a href="https://www.instagram.com/kingsburyxx/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela não tem muitos ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela não tem apoio da crítica especializada, mas ela tem o Melhores do Ano do Persona! </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EbAWUP0JpaQ&amp;ab_channel=KingsburyVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Heaven’s Just a Flight</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma joia perdida na prateleira de discos de 2021, apenas esperando para ser descoberta por quem ama música boa. Caroline Kingsbury, compositora e co-produtora do álbum, entrega sua alma e suas memórias para construir uma experiência sensorial, embalada pela sensação nostálgica do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> fundido ao </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kingsbury transforma seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma máquina do tempo </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;"> por 54 minutos e viaja por um amor </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> incandescente, questões familiares e dúvidas existenciais. O ruído das guitarras e vocais que bebem do </span><i><span style="font-weight: 400;">shoegaze</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzem as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gRHntP-pn6g&amp;ab_channel=CarolineKingsbury"><span style="font-weight: 400;">16</span></a><span style="font-weight: 400;"> faixas, amarrando a experiência numa atmosfera coesa e inebriante. Sabe aquele artista ou álbum que você ouve e pensa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">como o mundo ainda não encontrou isso aqui, meu Deus do céu</span></i><span style="font-weight: 400;">”? Essa é a melhor condecoração que </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven’s Just a Flight </span></i><span style="font-weight: 400;">pode receber.  </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Kissing Someone Else, Give Me a Sign e In My Brain</span></p>
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<figure id="attachment_26456" aria-describedby="caption-attachment-26456" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26456" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco Home Video, da cantora Lucy Dacus. A imagem mostra uma sala de cinema, com Dacus, uma mulher branca e de cabelos pretos, sentada em uma poltrona. Ela olha para trás, e seu rosto tem um efeito de borrão, em uma faixa. Na tela do cinema, vemos um fundo azul e uma desenho de fita cassete, em branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26456" class="wp-caption-text">Em um disco repleto de pérolas, Lucy Dacus ridiculariza uma paixão soberba em Brando e depois encontra margem para lamentar uma partida prematura em Please Stay (Foto: Matador Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lucy Dacus &#8211; Home Video</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando decide voltar para sua cidade natal, a cantora Lucy Dacus deliberadamente aceita o caráter intimista que seu terceiro álbum de estúdio irá tomar. Todavia, as crônicas presentes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2nwfSapJ3YIq7Ofad4Vuh1"><i><span style="font-weight: 400;">Home Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se encontram ao lado oposto de um rancor gratuito ou de traumas revisitados sem conclusões. Habilmente, Dacus realiza um </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/lucy-dacus-home-video/"><span style="font-weight: 400;">espetáculo de autodescoberta</span></a><span style="font-weight: 400;">, de constatações e muitas emoções ressecadas. Na abertura de </span><a href="https://open.spotify.com/track/6SIooImkHGKCIwgUZ3WDvD?si=bd9012e4fce64294"><i><span style="font-weight: 400;">Hot &amp; Heavy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela prenuncia um retorno tardio, enquanto vasculha seus corações partidos em busca de vácuos de amor, paixão, desavenças e muita honestidade. Mais do que um disco para caçar seus fantasmas, Lucy Dacus metamorfoseia sua Arte entre o prazer do hoje e a imprevisibilidade do amanhã</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não à toa, os melhores momentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Home Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem embalados em composições ultrapessoais: </span><a href="https://open.spotify.com/track/0KdYYVq1c2kvy69RjczLeX?si=5aa2e0b7f3c94152"><i><span style="font-weight: 400;">Thumbs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">alegoriza um assassinato premeditado, </span><a href="https://open.spotify.com/track/2ZnEPfXm1CZzhGOn1Ay4mZ?si=2e5ffcf336f447c4"><i><span style="font-weight: 400;">VBS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos transporta para um acampamento religioso (e de forma paralela, excrutina o peso da fé na vida de pessoas que não se conformam com a dita “normalidade”). Visceral e mais madura do que em seus trabalhos passados, Lucy Dacus chega ao ápice em </span><a href="https://open.spotify.com/track/4syD7nYfrd11IFUZ9q4UvM?si=b0e991236d5240af"><i><span style="font-weight: 400;">Triple Dog Dare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma faixa que se estende por quase oito minutos, sem refrão, mas com a certeza de que, quando aceitar o inevitável destino de amores fracassados de outrora, se firmará eterna.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Triple Dog Dare, Brando e Please Stay</span></p>
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<figure id="attachment_26477" aria-describedby="caption-attachment-26477" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do disco I dont’t live here anymore, da banda The War On Drugs. Na foto, vemos um homem caminhando em uma neve branca, mas seu rosto está cortado da imagem. Ele veste botas de cor preta, calça de cor preta, jaqueta de cor de preta e uma camisa xadrez de cor vermelha, preta e branca. Ele segura na sua mão direita uma xícara branca com detalhes em cor amarela e vermelha. Sob o braço esquerdo, ele carrega uma guitarra de cor vermelha com detalhes em cor amarela. Na parte superior esquerda, há um triângulo com os escritos The War on Drugs, I Dont’t Live Here Anymore, em fonte de cor branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade.jpg 950w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26477" class="wp-caption-text">I Don’t Live Here Anymore é uma ode à resistência em meio aos problemas da vida, e consolida-se como um dos melhores lançamentos do gênero (Foto: Atlantic Recording)</figcaption></figure>
<p><b>The War on Drugs &#8211; I Don’t Live Here Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições de </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/oct/31/the-war-on-drugs-i-dont-live-here-anymore-review"><span style="font-weight: 400;">The War on Drugs</span></a><span style="font-weight: 400;"> costumam girar em torno dos mesmos temas: solidão, paixões não correspondidas, exaustão, morte – a vida fragmentada de ser um humano consciente no século 21. Mas o tratamento dado a esses temas – responsabilidade majoritariamente atribuída a Adam Granduciel, vocalista e letrista do grupo – acabam sempre voltando ao processo falho da memória e ao exercício errático que ela produz ao tentar armazenar o passado. Em</span> <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/the-war-on-drugs-i-dont-live-here-anymore/"><i><span style="font-weight: 400;">I Don’t Live Here Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a jornada do indivíduo solitário é levada a sério, afirmando o poder musical de The War on Drugs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concebido em um intervalo de quase três anos, o trabalho gravado em sete estúdios diferentes – que vai de Electric Lady, em Nova York, ao cultuado Sound City, em Los Angeles – nasce como uma combinação dos sentimentos mais profundos e honestos da banda estadunidense. </span><span style="font-weight: 400;">Esses sentimentos ganham vazão nos personagens assombrados de Granduciel, que são apresentados sem grandes invenções, porém com maestria e competência de quem já recebeu um </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">I Don’t Live Here Anymore </span></i><span style="font-weight: 400;">é sobre </span><a href="https://www.vanityfair.com/style/2021/10/the-war-on-drugs-profile"><span style="font-weight: 400;">envelhecer e amadurecer</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas é também uma experiência gratificante que qualquer fã de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk rock </span></i><span style="font-weight: 400;">não poderia deixar passar. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Change, I Don’t Live Here Anymore e Living Proof</span></p>
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<figure id="attachment_26561" aria-describedby="caption-attachment-26561" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26561" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum if i could make it go quiet. A imagem é uma pintura. Ao centro, há uma pessoa sem traços definidos, vestindo um moletom com capuz vermelho e uma calça jeans larga. Ao fundo, vemos o céu pintado em tons de azul escuro e flores vermelhas flutuando nele, um jardim verde com flores vermelhas espalhados e um lago." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26561" class="wp-caption-text">girls e we fell in love in october foram alguns dos primeiros sucessos de girl in red (Foto: world in red)</figcaption></figure>
<p><b>girl in red &#8211; if i could make it go quiet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro álbum de girl in red, </span><a href="https://open.spotify.com/album/10nQ1u8Y1zlOb61zwZavDk?si=ulIpvfXXQ8qPuS8E9bYjjg"><i><span style="font-weight: 400;">if i could make it go quiet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio ao mundo três longos anos depois de sua estreia. Nesse tempo, mais do que o suficiente para que a guinada na carreira refletisse em sua vida pessoal, a artista norueguesa amadureceu os temas de suas canções e a forma como gostaria de expô-los, assim como repensou a sonoridade que a fez famosa em primeiro lugar. As simples guitarras </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OCOfUWqS2eA"><span style="font-weight: 400;">início de carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuam &#8211; a artista não cedeu aos </span><i><span style="font-weight: 400;">glamoures</span></i><span style="font-weight: 400;"> da indústria musical e seguiu no seu cativante </span><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas a cantora e compositora soube mirar mais alto. Com pianos, sintetizadores e batidas eletrônicas, Marie Ulven, nome real da </span><a href="https://www.nme.com/blogs/nme-radar/girl-in-red-interview-nme-100-2020-star-2592144"><span style="font-weight: 400;">girl in red</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostra que o álbum não é mais do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras provam isso, também. Se antes ela cantava sobre relacionamentos românticos, os que deram certo ou errado, sobre a descoberta da sexualidade e as próprias inseguranças, de uma forma polida, apesar de honesta, agora ela é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9zj_eKrkWtM&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=2"><span style="font-weight: 400;">crua</span></a><span style="font-weight: 400;"> e coloca suas cartas na mesa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eIdD-fq7BGE&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=8"><span style="font-weight: 400;">Saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive, vira tema no álbum, assim como a fama e suas consequências. girl in red passeia entre os questionamentos, as desilusões e as auto sabotagens que permeiam a mente dela, e cativa pela identificação: entre faixas mais melancólicas e outras animadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">if i could make it go quiet </span></i><span style="font-weight: 400;">é musicalmente divertido, mas triunfa ao mostrar que tem mais alguém lidando com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ugi7CJFZUM8&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=4"><span style="font-weight: 400;">bagunça</span></a><span style="font-weight: 400;"> que é viver e sentir. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Body And Mind, hornylovesickmess e Apartment 402</span></p>
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<figure id="attachment_26556" aria-describedby="caption-attachment-26556" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26556" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Indigo Borboleta Anil. Fotografia quadrada, com fundo azul. No centro do lado esquerdo, lemos Indigo Borboleta Anil em letras brancas. A cantora Liniker ocupa principalmente o meio e o lado direito da foto. Ela é uma mulher negra, de roupa clara e brinco avermelhado, está de costas e olha para trás, deixando todo o rosto à mostra. No canto inferior direito, lemos Liniker em letras brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26556" class="wp-caption-text">Em estreia solo, Liniker oferta o melhor disco de 2021 (Foto: Caroline Lima)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker &#8211; Indigo Borboleta Anil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos poucos orgulhos do ano foi ver Liniker brilhar e reluzir em seu voo solo. Em junho acompanhamos ela dar vida à Cassandra nas agridoces</span> <a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três meses depois fomos atingidos em cheio por um raio afetivo de talento no unânime</span> <a href="https://cinepop.com.br/critica-em-seu-album-de-estreia-solo-indigo-borboleta-anil-liniker-prova-que-e-uma-das-maiores-artistas-da-atualidade-311911/"><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não há conjunções coordenadas adversativas que limitem ou diminuam com a ideia do álbum ser o melhor do ano, ele simplesmente é! A voz hipnotizante de Liniker nos carrega por seu ápice vocal, criativo e emocional. Não há limite que o acalanto da artista não ultrapasse, seu dom único de tocar a alma através da voz se fortalece em meio aos tons de azul.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas um álbum, é um presente divino. O disco é íntimo em meio sua narrativa sonoro-explosiva, no boníssimo sentido da palavra, que une samba, MPB, </span><i><span style="font-weight: 400;">groove</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, marejando poesia em cada sílaba. As faixas, que contam com participações de Milton Nascimento e Tássia Reis, são sinestésicas e com progressão imersiva que fascina pela destreza que a cantora e compositora tem em nos conduzir. A maestria de Liniker para composições não é novidade para quem a acompanhou ao lado dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/remonta-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Caramelows</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas ver sua liberdade em seu primeiro álbum solo é transcendental e entorpecente. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Antes de Tudo, Psiu e Lalange </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26529" aria-describedby="caption-attachment-26529" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26529" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Inside (The Songs) de Bo Burnham. A imagem mostra um cômodo bagunçado, no centro da capa está uma cadeira, um computador, um teclado e um microfone. Em destaque o nome do álbum em uma fonte grande e de cor branca. No canto inferior direito está o aviso de conteúdo explícito. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26529" class="wp-caption-text">Inside é um clássico instantâneo (Foto: Imperial Ingrooves Republic)</figcaption></figure>
<p><b>Bo Burnham &#8211; Inside (The Songs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu deveria estar fazendo piadas em momentos como esse?</span></i><span style="font-weight: 400;">” Esse é um dos primeiros questionamentos de Bo Burnham em seu mais recente especial de comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Inside </span></i><span style="font-weight: 400;">é escrito, produzido e dirigido por Bo, mas sua versatilidade não é novidade. Bo, que é ator, comediante e músico, consegue flutuar entre diversos gêneros sem dificuldade, desde um papel tenso em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até incorporar um comediante nato em </span><i><span style="font-weight: 400;">Doentes de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seus especiais de comédia convidam o espectador a “olhar através da fechadura” e ver os pensamentos mais profundos de Bo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Make Happy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Inside estão</span></i><span style="font-weight: 400;"> disponíveis na Netflix. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde junho de 2021, o álbum especial transitou por diversos cenários, ganhou 3 </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi lançado em salas de cinema, teve </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7_EeCkHs-e0"><span style="font-weight: 400;">música viralizando no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ganhou versões em CD, vinil e nas principais plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum estreou em sétimo lugar nas paradas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200 </span></i><span style="font-weight: 400;">e se tornou rapidamente um clássico na comédia musical. Diferentemente dos especiais de comédia comuns, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inside</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega com si um clima de melancolia devido ao momento social e político em que foi gravado (durante a pandemia da covid-19 e em ano de eleições estadunidenses). Bo Burnham foi, sem dúvidas um dos grandes nomes de 2021. </span><b>&#8211; Lucca Faustino</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> How the World Works, White Woman&#8217;s Instagram e All Eyes On Me</span></p>
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<figure id="attachment_26464" aria-describedby="caption-attachment-26464" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-800x800.png" alt="Capa do álbum JOVEM OG de Febem.  A imagem mostra uma fotomontagem com bordas de polaroid. Da esquerda para a direita, favela com casinhas de tijolos  sem reboco  ao fundo e céu azul, tons quentes. Homem com rosto pixelado e óculos de sol, tem pele negra  e não está de camisa. Ele tem cabelo raspado, veste calça preta, corrente e pulseira prateadas e tênis azul. Está sentado em  cima de uma moto azul e branca em um campinho de futebol de várzea na frente do gol.  " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26464" class="wp-caption-text">JOVEM OG é o quinto álbum de estúdio de FEBEM, criador e criação foram finalistas nas categorias Melhor Mc e Melhor Álbum do Prêmio Nacional RAP TV 2021 (Foto: Jef Delgado/Naiche Cardoso/Ceia ENT.)</figcaption></figure>
<p><b>FEBEM &#8211;  JOVEM OG</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">JOVEM OG é o quarto álbum de estúdio de Felipe Desidério, mais conhecido por FEBEM. Precedendo o aclamado </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/04/rappers-trocam-gucci-por-camisas-de-time-e-dao-cara-brasileira-a-rap-britanico.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">BRIME!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o trabalho mais recente, lançado em abril de 2021, traz em sua narrativa, nuances de intimismo à uma realidade que  segue escancarada todos os dias no Brasil: </span><a href="https://sismmac.org.br/noticias/10/alem-dos-muros-da-escola/8938/a-cada-23-minutos-morre-um-jovem-negro-no-brasil"><span style="font-weight: 400;">o genocídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e violação da população negra e periférica. O </span><a href="https://catarinas.info/a-morte-do-jovem-negro-e-totalmente-naturalizada/"><span style="font-weight: 400;">assassinato brutal</span></a><span style="font-weight: 400;"> do jovem congolês Moïse Kabagambe, que chocou o país em 24 de janeiro de 2022, é só mais uma das inconstetáveis provas de que quase um ano depois, o disco que denuncia e declara </span><i><span style="font-weight: 400;">“Guerra só com o estado/Que não suporta a vitória de favelado”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> na letra da faixa MÉXICO, ainda se mantém indigestamente atual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Pela qualidade técnica, sonora, lírica e artística, e sem deixar as críticas e </span><a href="https://open.spotify.com/track/0nTxR7JRl0YJAqDjgQ298T"><span style="font-weight: 400;">sátiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> protesto de lado, JOVEM OG é considerado um dos melhores trabalhos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao que se deve reconhecer também a parceria com o produtor CESRV. Juntos, os dois foram os grandes responsáveis pelo disco ter emplacado tracks nas listas de mais ouvidas no Brasil, como CRIME que ocupou a 29ª posição no </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple Music </span></i><span style="font-weight: 400;">em março de 2021, mês do seu lançamento como single, e ter concorrido como Melhor Álbum do Ano no </span><a href="https://portalpopline.com.br/premio-nacional-rap-tv-tera-performances-e-manifesto-politico-confira/"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nacional RAP TV 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CRIME, ÁREA DE RISCO e VAI PENSANDO </span></p>
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<figure id="attachment_26474" aria-describedby="caption-attachment-26474" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “Jubilee” de Japanese Breakfast. A cantora Michelle Zauner é uma jovem mulher de traços coreanos e está agachada, usando um vestido amarelo, maquiagem artística no mesmo tom e tranças no cabelo. Há caquis desfocados e suspensos por barbantes no primeiro plano e ela segura um na frente do olho direito. O fundo é claro, um amarelo pálido. Há também muitas tatuagens em seus braços. A expressão blasé da artista contrasta com as cores quentes e energizantes da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26474" class="wp-caption-text">Fazendo uma correspondência descaradamente boba com os caquis presentes na capa de Jubilee, 2021 foi o ano em que Michelle Zauner teve a melhor colheita dos frutos de seu trabalho artístico (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Japanese Breakfast &#8211; Jubilee</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2021 representou uma escalada gigante na carreira de Michelle Zauner e seu Japanese Breakfast. A cantora teve um </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/crying-in-h-mart"><span style="font-weight: 400;">artigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sucesso na conceituada revista </span><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se transformou em </span><a href="https://www.undertheradarmag.com/news/japanese_breakfasts_crying_in_h_mart_debuts_at_no._2_on_the_new_york_times"><span style="font-weight: 400;">livro de memórias </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e que, por sua vez, teve os </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a36650865/crying-in-h-mart-movie/"><span style="font-weight: 400;">direitos vendidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ser adaptado nas telonas, com trilha sonora assinada pela própria Michelle. Além disso, ainda houve o lançamento de um </span><a href="https://open.spotify.com/album/6v1WdsONXHBh8sCWCQWYUJ?si=iZXh2erQQ3K0zD4JogjPYQ"><span style="font-weight: 400;">álbum ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/7B6Zmp3r1iY1DFPV08vPBY?si=pCCn8hq3QXWwXseji2LI9g"><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tudo isso encabeçado pelo lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jubilee</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua redenção </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e trabalho mais acessível até o momento, que fez muito barulho e figurou nas principais listas de melhores álbuns do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o sucesso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Jubilee</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o ano frutífero de Michelle são méritos da sensibilidade artística e autenticidade da própria artista. A obra de Zauner, seja musicada ou proseada, é um documento sincero de sua própria trajetória de vida. Temas como luto, conflito geracional, choque cultural e relacionamentos no geral, dialogam diretamente com toda uma geração de jovens adultos. A fácil conexão com as temáticas das canções somadas a uma produção açucarada, dançante e inventiva, são a fórmula do sucesso de um álbum que será sempre lembrado como um dos mais marcantes de 2021. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Paprika, In Hell e Posing In Bondage</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26546" aria-describedby="caption-attachment-26546" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26546" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco KICK ii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, com dois braços mecânicos amarrados em um harness, dando à luz um ovo derretido. No seu lado direito, um clone de Arca está de cabeça para baixo com seis ventosas no torso. Ao redor de Arca há três manequins com desenhos de músculos em um fundo cinza." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26546" class="wp-caption-text">Emoções conflitantes rebatem violentamente entre si dentro de uma obra imprevisível e multifacetada (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; KICK ii</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">KICK ii</span></i><span style="font-weight: 400;">, obra que marcou o retorno implacável de Arca, é um destaque que mescla sabores e sensações. A inovação presente no álbum conduz o ouvinte a uma viagem frenética e contagiante em uma inversão desconstruída da sonoridade familiar do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, que vem </span><a href="http://podpop.com.br/reggaeton-o-ritmo-j-balvin-youtube/"><span style="font-weight: 400;">dominando</span></a><span style="font-weight: 400;"> o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> há muito tempo. A artista venezuelana nos mostra seu interior ao criar atmosferas sombrias e abstratas com ruídos distorcidos e batidas irregulares em uma caótica melodia que divide espaço com ritmos atraentes e explosivos, além de uma hipnótica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NL-tvd8jeBc"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> de vocais ardentes e ferozes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de moldado de forma desordenada, a não-linearidade intencional da obra a transforma em um genial labirinto de melodias sintetizadas guiado através de contrastes. Se desintegrando e reconstruindo seu espaço,</span><i><span style="font-weight: 400;"> KICK ii</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma brilhante experiência da reinvenção do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">atual que não perde o equilíbrio e o sabor agridoce das emoções e mutações do </span><a href="https://pitchfork.com/features/interview/live-from-quarantine-its-the-arca-show/"><span style="font-weight: 400;">estilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> único de Arca, com uma frenética e precisa integração entre tradicional e experimental. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Tiro, Luna Llena e Araña </span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-26547" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><b>Arca &#8211; KicK iii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No eufórico </span><i><span style="font-weight: 400;">KicK iii</span></i><span style="font-weight: 400;">, Arca apresenta sua forma mais extravagante e divertida. Os primeiros segundos explosivos de sua faixa de abertura, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ge4kU4tu0EM"><i><span style="font-weight: 400;">Bruja</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mostram o que está por vir no restante da obra. Com batidas experimentais dignas de um </span><a href="https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/nao-sabe-o-que-e-vogue-e-cultura-ballroom-curso-online-ensina"><i><span style="font-weight: 400;">ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as faixas energéticas surpreendem ao revelar o lado festivo da artista venezuelana, que inova suas produções com uma atmosfera embaçada e rodopiante, como um alegre caos, através de texturas sonoras e refrões de tirar o fôlego.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As músicas, saídas diretamente de um “clube mutante”, transbordam ousadia e se lambuzam na fonte do </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/intelligent-dance-music-guide"><i><span style="font-weight: 400;">IDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com batidas explosivas que soam como tiros e ruídos metálicos agitados e sobrepostos. O destaque absoluto vai para os vocais inquietos e distorcidos de Arca, que criam uma inovadora forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">industrial e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqzLlPbPrxc"><span style="font-weight: 400;">explícito</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de som gutural, mecânico, sujo e estridente faz com que o álbum se sobressaia em relação ao conjunto lançado, apresentando uma fórmula coesa e contagiante. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bruja, Electra Rex e Señorita</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26548" aria-describedby="caption-attachment-26548" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26548" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-800x800.jpg" alt="Capa do disco kick iiii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, deitada de lado e apoiada em uma estrutura de andaimes metálicos. Ela usa um traje robótico rosado e suas pernas terminam em uma cauda de sereia. Seu braço esquerdo é uma arma de fogo com pente azulado. Abaixo dela, há uma pilha de corpos cinzentos. Ao fundo há um cenário composto por nuvens arroxeadas em um céu rosado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26548" class="wp-caption-text">Em kick iiii, Arca utiliza temáticas tecnológicas e alienígenas para derreter a binaridade de gênero (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; kick iiii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quebrando totalmente o clima de confiança inesgotável crescente ao longo dos álbuns anteriores, </span><i><span style="font-weight: 400;">kick iiii</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofre uma queda de energia pesada e se esvazia. No entanto, apesar da quebra de ritmo, Arca oferece uma obra mais contemplativa e intensa em relação ao seu </span><a href="https://exclaim.ca/music/article/arca_kick_cycle_ii_iii_iiii_iiiii_album_review"><span style="font-weight: 400;">interior</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que apostando alto com a abordagem introvertida e sonoridade espacial, a artista venezuelana propõe com sucesso uma ênfase na melodia sobre o ritmo, apresentando uma ternura na sonoridade mansa de suas composições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Arca compõe uma paisagem eletrônica </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/arca-kick-iiii-queer-1259500/"><span style="font-weight: 400;">alienígena</span></a><span style="font-weight: 400;">, característica de um cenário futurístico de uma ficção científica, que oscila de forma melodramática de uma atmosfera calmante para ameaçadora. Os vocais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FWjehRHO0b8"><span style="font-weight: 400;">recitados</span></a><span style="font-weight: 400;"> são surpreendentemente imersivos e contribuem para a experiência </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qKBBNRjfT0c"><span style="font-weight: 400;">íntima</span></a><span style="font-weight: 400;"> e direta de suas letras bonitas e enervantes que entram e saem do tom. Apesar de soar quase vazio em comparação a suas contrapartes, o álbum lenta e precisamente recontextualiza o trajeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kick </span></i><span style="font-weight: 400;">para encaminhar a majestosa conclusão do ciclo. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Queer e Lost Woman Found</span></p>
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<figure id="attachment_26549" aria-describedby="caption-attachment-26549" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26549" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-800x800.jpg" alt="Capa do disco kiCK iiiii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, nua e montada sobre uma anta branca. Ela está sobre um pedestal retangular preto decorado com tecido. Abaixo está um pedestal circular  rodeado por faixas finas de lava. Ao fundo há um cenário preto. A cena simula a escultura venezuelana de María Lionza." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26549" class="wp-caption-text">Parte do reconhecimento do ‘alienígena interior’ é abraçar todas as partes de si mesma, ‘fundindo vários monstros’ em uma união instável (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; kiCK iiiii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado sem aviso prévio,</span><i><span style="font-weight: 400;"> kiCK iiiii</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz um fechamento discreto e pensativo para a série de cinco volumes. Apresentando um </span><i><span style="font-weight: 400;">techno </span></i><span style="font-weight: 400;">ambiente suave e doce, o álbum não alcança a energia e diversidade do restante do ciclo, apesar do grande nível de </span><a href="https://www.albumoftheyear.org/user/dirtycomputer/album/442230-kick-iiiii/"><span style="font-weight: 400;">refinamento</span></a><span style="font-weight: 400;">. A artista venezuelana nos dá um espaço para respirar e contemplar de forma lenta a sensação confortável que traz em suas melodias cintilantes e inusitadas que homenageiam Aphex Twin.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nostálgico desenvolvimento de peças líricas e belos estudos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=72RmuDMlAho"><span style="font-weight: 400;">piano</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lutam suavemente entre si, constroem uma atmosfera inigualável de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DLyWcRsT3K4"><span style="font-weight: 400;">ternura</span></a><span style="font-weight: 400;"> entorpecente e meditativa. O conjunto se destaca pela sua coesão de sensações, soando como lindas canções de ninar sintetizadas e futurísticas que expressam intimidade e vulnerabilidade. O despejo dessa obra é como uma declaração de domínio e maestria musical de Arca, demonstrando o poder de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kick</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chiquito, Sanctuary e Músculos</span></p>
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<figure id="attachment_26507" aria-describedby="caption-attachment-26507" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26507" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui) da banda Lagum. A capa é uma pintura. À frente de um horizonte alaranjado e montanhas roxas e verdes, ao fundo, vemos as pinturas dos membros da Lagum. Da esquerda para a direita, vemos Zani, Jorge, Tio e Chico em pé, e Pedro, agachado. Eles seguram um espelho emoldurado. No chão, vemos a sombra deles refletida." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26507" class="wp-caption-text">Em 2021, Lagum lança seu novo disco celebrando a vida, impulsionando sonhos e se perdendo em memórias de lugares que nunca fomos (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Lagum &#8211; MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta espera, finalmente, a Lagum chega com o álbum novo. Assim, fica claro: esse é só o começo e eles não vão parar por aqui. Após a triste notícia do falecimento de Tio Wilson, o baterista, o disco propõe uma homenagem e resulta em uma reflexão abrangente sobre os momentos da vida entre as paranoias, amores e curtições. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2bZbGKs0jc0gxVguR9fCYr?si=YbMCFvkGQMebCcvSr60ONg"><i><span style="font-weight: 400;">MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">Lagum nos apresenta novamente a </span><a href="https://personaunesp.com.br/seja-o-que-eu-quiser-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">experiência de liberdade encontrada em outros discos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao tocar das faixas, não nos resta outro sentimento se não o desejo de aproveitar e sonhar, porque a vida é boa pra caralh*.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem censuras e sem padrões a serem seguidos, o disco é uma grande representação do jovem brasileiro e ao mesmo tempo, oferece os mais diversos estilos e letras para quem quer que esteja ouvindo. A Lagum é dona de uma originalidade gigantesca e logo, a faixa </span><a href="https://open.spotify.com/track/4Hdn2CSYfKRFEFFkHjSG43?si=6ccda4233577450b"><i><span style="font-weight: 400;">NINGUÉM ME ENSINOU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou grande repercussão nas redes sociais, como o </span><a href="https://portalpopline.com.br/ninguem-me-ensinou-marilia-mendonca-famosos-versoes-hit-lagum/"><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">A capacidade que o som produzido tem de encaixar em qualquer momento do dia, nas mais diferentes vivências, faz com que a obra seja usada para registrar aquilo que seu título promete: memórias, de sonhos que ainda não conhecemos.</span><b> &#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">VEJA BABY, FESTA JOVEM e NÃO VOU FALAR DE AMOR</span></p>
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<figure id="attachment_26530" aria-describedby="caption-attachment-26530" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Meu Coco. Fotografia quadrada, com fundo branco. Na parte superior da capa, vemos um espelho arredondado, com vários reflexos de Caetano Veloso. Sobre esse espelho, lemos Caetano Veloso em letras brancas, cortadas pela metade. No meio da capa, vemos Caetano Veloso de costas. Ele é um homem branco, idoso, de roupa preta. Na parte inferior da capa, vemos a testa e a cabeça de Caetano Veloso, com cabelos grisalhos. Sobre a testa, lemos Meu Coco em letras brancas. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26530" class="wp-caption-text">O coco de Caetano Veloso entra aos poucos em nossas cucas (Foto: Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Caetano Veloso &#8211; Meu Coco</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desvendar as camadas criativas presentes nas obras de Caetano Veloso é um processo que costuma levar muito tempo. Quando estamos diante de seus </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/10/22/caetano-veloso-sobrepoe-riquezas-artisticas-do-brasil-as-dissonancias-sociais-no-arco-pardo-do-album-meu-coco.ghtml"><span style="font-weight: 400;">melhores trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, então, essa jornada torna-se ainda mais longa. Não é de se espantar, portanto, que </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/intenso-como-sempre-caetano-veloso-lanca-meu-coco/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seja formado por incontáveis elementos e trajetórias. E é justamente o aprofundamento do novo disco de Caê que dá frescor à sonoridade desse artista único, revigorando também sua incontestável excelência enquanto compositor. Por isso, é extremamente justo que, assim como sua irmã Maria Bethânia, Caetano tenha chegado aos importantes cadernos de cultura dos jornais </span><a href="https://acervo.folha.uol.com.br/files/flip/FOLHASP/33851/up30/16348660054911.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=venha+para+a+luz&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=2020&amp;anoSelecionado=2021&amp;mesSelecionado=10&amp;diaSelecionado=22&amp;cultura=on"><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://acervo.estadao.com.br/publicados/2021/10/22/g/20211022-46756-nac-56-cd2-c16-not-hkskspk.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Estadão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; embora não tenha sido capa em todos eles.       </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, é através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i><span style="font-weight: 400;"> que Veloso ilumina o tempo presente, esbanjando sua </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/10/meu-coco-renova-a-fe-de-caetano-veloso-num-brasil-distante-da-utopia.shtml"><span style="font-weight: 400;">crença</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais eclética na Música brasileira &#8211; seja por meio de veteranos, como Naras, Bethânias, Elis e Miltons Nascimentos, ou das Glorias Grooves e DUDAS BEATS da atualidade. Conquistando o público desde </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-setembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Anjos Tronchos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, Caetano Veloso nos fascina com inestimável intensidade quando chega à </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">queridinha</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Não Vou Deixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa que também integra a vertente mais política do novo disco. No fim, é mais do que certo que, se um dia </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorrer a alguma premiação, as chances de levar algum troféu para casa são altas. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Meu Coco, Anjos Tronchos e Não Vou Deixar </span><b> </b><span style="font-weight: 400;">       </span></p>
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<figure id="attachment_26470" aria-describedby="caption-attachment-26470" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-800x800.jpg" alt="Capa do álbum lately I feel EVERYTHING da cantora WILLOW (Willow Smith). A imagem mostra o foco aprofundado e centralizado no rosto da cantora, uma mulher jovem e negra. Ela está com as duas mãos apoiadas em seu queixo, e o olhar voltado para cima. Ela usa sombra forte ao redor dos olhos e um piercing no septo. No canto inferior esquerdo, vemos o aviso de conteúdo explícito. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26470" class="wp-caption-text"><a href="https://buzzfeed.com.br/post/willow-smith-deu-a-real-sobre-ser-uma-fa-de-emo-preta-e-nos-precisamos-falar-sobre-isso">Grande fã</a> do gênero pop-punk e emo, a vontade de WILLOW apostar nessa nova fase não veio à toa (Foto: Roc Nation Records)</figcaption></figure>
<p><b>WILLOW &#8211; lately I feel EVERYTHING </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Surfando na onda nostálgica de 2021, WILLOW resgata toda a estética </span><i><span style="font-weight: 400;">emocore</span></i><span style="font-weight: 400;"> para dar luz ao seu quinto álbum de estúdio. A cantora, que já havia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Xfdjqa5dfY"><span style="font-weight: 400;">caminhado muito bem pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, agora decide trilhar seu destino na sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a escolha não poderia ter sido mais precisa. Talento a família Smith tem de sobra, mas parece que a caçula finalmente se encontrou no lugar que desejava estar em </span><i><span style="font-weight: 400;">lately I feel EVERYTHING</span></i><span style="font-weight: 400;">. E ela não embarcou sozinha nessa jornada, reunindo parte da realeza do gênero musical com Travis Barker, baterista do </span><a href="https://personaunesp.com.br/blink-182-california-saida-tom-delonge-inicio-nova-fase/"><span style="font-weight: 400;">blink-182</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que se tornou um fiel escudeiro nesse trabalho, e, ninguém mais, ninguém menos, que a princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, Avril Lavigne, originando uma das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Azb4Au5lUQM"><span style="font-weight: 400;">faixas mais espirituosas do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à bateria potente de Travis e guitarras estridentes, WILLOW </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iKjtyXceFxM"><span style="font-weight: 400;">explode em xingamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, fala sobre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=US7bCa9rADw"><span style="font-weight: 400;">relacionamentos frustrados</span></a><span style="font-weight: 400;">, ansiedade e mostra que está, literalmente, sentindo TUDO. Mesmo em meio a tantas parcerias, ela continua sendo a estrela principal. A fluidez como a jovem passeia por diferentes sonoridades, unida a uma deliciosa rebeldia, é o que torna o álbum um trabalho tão atrativo, e também um dos grandes destaques do ano. Além de que a cantora não poderia estar se divertindo mais ao assumir o posto de novo ícone do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, tocando guitarra com suas amigas, </span><a href="https://portalpopline.com.br/willow-raspa-cabelo-em-performance-roqueira-de-whip-my-hair/"><span style="font-weight: 400;">raspando a cabeça no meio de performances</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tudo mais que o estilo permite fazer. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Come Home, XTRA e Gaslight </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26455" aria-describedby="caption-attachment-26455" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26455 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Love For Sale. Arte digital quadrada, com fundo bege. No canto superior direito, lemos Tony Bennett &amp; Lady Gaga em letras pretas. No canto esquerdo, de cima para baixo, lemos Love For Sale em letras também pretas. Lady Gaga e Tony Bennett ocupam o meio da capa numa fotografia em preto e branco. Lady Gaga é uma mulher branca, de cabelos loiros e veste um vestido tomara que caia. Tony Bennett é um homem branco, idoso, de bigode e veste um terno. Lady Gaga arruma a gravata borboleta de Tony, enquanto ele segura um desenho representando a cantora. Atrás dos dois, há uma sombra humana, com decorações abstratas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26455" class="wp-caption-text">Lady Gaga e Tony Bennett formam uma dupla musical perfeita (Foto: Columbia Records/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tony Bennett &amp; Lady Gaga &#8211; Love For Sale</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicado </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2021/11/lady-gaga-indicada-6-grammy-com-tony-bennett-se-declara-veterano-honrada.html"><span style="font-weight: 400;">seis vezes</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1310807/a-lista-completa-de-indicados-ao-grammy-awards-2022"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2022</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e isso nada tem a ver com sorte. Basta olhar para as indicações e veremos, dentre elas, algumas das principais categorias da premiação &#8211; incluindo Álbum do Ano e Gravação do Ano, essa última por </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">I Get A Kick Out Of You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Antes mesmo de chegar às plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo álbum de Tony Bennett e Lady Gaga recebeu admiráveis cinco estrelas do jornal britânico </span><a href="http://www.rdtladygaga.com/2021/09/traducao-completa-financial-times-publica-review-de-love-for-sale-avaliando-o-com-5-estrelas"><i><span style="font-weight: 400;">Financial Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Gostar ou não de Gaga no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma particularidade de cada um, mas acreditar que tantos reconhecimentos são injustos beira a incoerência. Ainda mais em relação a Tony, que </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/08/03/tony-bennett-ultimo-disco-lady-gaga/"><span style="font-weight: 400;">se despede dos discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com este álbum.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, não é só por causa de todo esse agito que </span><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;"> merece ser considerado um dos melhores discos de 2021. Dotado de um repertório bastante rico, vocais impecáveis, uma ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/love-for-sale-critica/"><span style="font-weight: 400;">fraternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">’ emocionante e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">conciliando</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem presente e passado, o novo trabalho de Tony e Gaga nos surpreende nos mais variados níveis. Alcançando perfeitamente o objetivo de ser um tributo ao compositor norte-americano </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/11/cole-porter-morreu-ha-50-anos-e-ate-hoje-suas-musicas-sao-regravadas.html"><span style="font-weight: 400;">Cole Porter</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem precisar, ainda inova algumas obras clássicas, imprimindo em cada música a roupagem característica da dupla estadunidense. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love For Sale, Do I Love You e I Get A Kick Out Of You</span></p>
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<figure id="attachment_26569" aria-describedby="caption-attachment-26569" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO.jpg" alt="Capa do álbum MONTERO. Nela, Lil Nas X, um homem negro e de cabelo médio aparece nu e centralizado na imagem. Ele flutua como se estivesse se esticando enquanto deitado, sua perna  direita está dobrada e seu braço direito está esticado como se estivesse tocando algo. Atrás dele tem uma circunferência formada por um arco-íris. Ainda mais atrás, há duas construções com arquitetura grega uma em cada lado. Abaixo de Lil, corre um rio que deságua em uma cachoeira. Esse rio tem suas laterais cobertas por gramas. Na lateral esquerda, há algumas árvores com folhas rosas, enquanto na direita, tem somente uma árvore de tronco retorcido e sem folhas. No fundo da imagem, há uma imagem de um céu. Espalhadas pela imagem, estão também algumas gotículas de água e algumas borboletas nas cores cinza." width="800" height="801" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO-768x769.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26569" class="wp-caption-text">O queridinho de 2021, em meio a algumas esnobadas, foi indicado em 5 categorias do Grammy, mas já é o campeão moral de muita gente (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Nas X</b><b><i> &#8211; </i></b><b>MONTERO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, Lil Nas X deu à luz (literalmente) ao seu primeiro álbum de estúdio e exorcizou de vez os fantasmas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">one hit wonder</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/montero-lil-nas-x-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um perfeito retrato do artista que nos ajuda a entender quem foi e o que se tornou Montero Lamar Hill, seu nome de batismo. Desde seus problemas na infância, até o choque da fama repentina e a decisão de se assumir em meio a uma indústria tão conservadora, tudo é muito bem colocado em um álbum que passeia pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">. Subvertendo o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> hétero, Nas se prova o mais rebelde em um gênero de rebeldia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abusando de suas referências que permeiam de Outkast</span> <span style="font-weight: 400;">a Elton John e lotando a obra de grandes nomes como o </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Doja Cat e Kanye West na produção do </span><a href="https://open.spotify.com/track/27NovPIUIRrOZoCHxABJwK"><span style="font-weight: 400;">maior </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um Nas maduro que não precisou passar por um processo de amadurecimento ao longo de seus lançamentos, mas sim durante sua própria vida. Nas X soube transformar os infortúnios vividos em um álbum contagiante e instigante, ao mesmo tempo em que ele dosa a extravagância com momentos intimistas. Assim como uma borboleta, o disco quebra os casulos dos quais o artista não cabe para o nascimento de um novo Lil, mais colorido e mais livre. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">INDUSTRY BABY,TALES OF DOMINICA e AM I DREAMING</span></p>
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<figure id="attachment_26554" aria-describedby="caption-attachment-26554" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26554" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-800x800.png" alt="Capa do disco Nenhuma Dor. A arte é uma montagem de fotos da cantora Gal Costa. Nos quatro cantos temos pedaços de fotos dela em preto e branco. Na parte central vemos uma foto do rosto de Gal em preto e branco, ela tem expressão séria e seu cabelo está armado. No canto esquerdo lê-se em vermelho “NENHUMA DOR”. Na parte superior lê-se em vermelho “Rodrigo Amarante, Silva, Criolo, António Zambujo, Zé Ibarra, Seu Jorge, Tim Bernardes, Rubel, Jorge Drexler, Zeca Veloso” também lê-se em preto “GAL”. No lado esquerdo lê-se em vermelho “Avarandado, Só Louco, Paula e Bebeto, Pois É, Meu Bem Meu Mal, Juventude Transviada, Baby, Coração Vagabundo, Negro Amor, Nenhuma Dor”. Na parte inferior nota-se manchas de aquarela nas cores vermelho, laranja e amarelo”" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26554" class="wp-caption-text">“Obrigado Gal, jamais poderia imaginar te servir, sou pura gratidão. Espero de coração poder um dia te dar esse abraço que sinto me dás quando te ouço” (Foto: Thereza Eugenia/Arte: Omar Salomão)</figcaption></figure>
<p><b>Gal Costa &#8211; Nenhuma Dor</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tropical, plural, fatal, Gal! A cantora, que é uma das maiores vozes da música nacional, hipnotiza e inspira gerações desde a década de 60. Na pandemia, sua influência se fez mais forte e seus discos foram ouvidos como nunca, e cultuados como sempre. Os mais jovens redescobriram na voz de Gal Costa um conforto carregado de inconformismo, e ela, percebendo a importância do movimento, celebrou seus </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/pedro-antunes/2020/12/16/gal-costa-tudo-sobre-o-novo-projeto-gal-75-que-revisita-os-classicos.htm"><span style="font-weight: 400;">75 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado de quem segue os caminhos abertos pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Mãe de Todas as Vozes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Amarante, Zeca Veloso, Seu Jorge, Zé Ibarra, Jorge Drexler, Rubel, Tim Bernardes, Criolo, António Zambujo e Silva, esses foram os nomes escolhidos para dividir as canções de </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nenhuma Dor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O nome do álbum soa como um presságio faixa após faixa, cumprindo seu objetivo de estancar o mal estar que perpetua em tempos de isolamento. O espaço que a artista cede a cada um é bem aproveitado em cada particularidade, com arranjos pessoais o disco funciona como um apanhado de singles, sem perder a harmonia quando as músicas se juntam. O projeto de Gal realmente acabou com a dor. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Avarandado, Juventude Transviada e Nenhuma Dor</span></p>
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<figure id="attachment_26512" aria-describedby="caption-attachment-26512" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26512" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-800x800.jpg" alt="Capa do disco Long Leg de Dry Cleaning. A imagem é formada por quatro fotografias em tamanhos diferentes. A maior, no lado esquerdo, mostra a sombra de uma perna sobre um piso de cimento cinza intertravado. Em ⅓ do lado direito, está uma fotografia irreconhecível pela saturação quase branca, sendo possível ver apenas pequenas manchas em preto. Entre as duas imagens maiores estão outras duas menores de mesmo tamanho. A superior é uma fotografia que mostra um caminhão amarelo com guindaste em uma paisagem com entulhos de concreto e vegetação ao fundo. A inferior mostra um caminhão vermelho com guindaste em uma paisagem com morros e caminhos de terra em tons diferentes de marrom. No espaço entre as duas menores fotografias está o nome da banda em fonte preta caligráfica e a frase “NEW LONG LEG” em fonte maiúscula preta não serifada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26512" class="wp-caption-text">New Long Leg é a estreia triunfante da banda inglesa Dry Cleaning, fundada em 2017 através do convite de Tom Dowse à sua ex-amiga de escola de arte Florence Shaw, ainda bem (Foto: 4AD Ltd)</figcaption></figure>
<p><b>Dry Cleaning &#8211; New Long Leg</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma coleção surreal de imagens, o cotidiano se torna poesia pela </span><a href="https://youtu.be/6PuqlOTyJt0"><span style="font-weight: 400;">narração</span></a><span style="font-weight: 400;"> obsessivamente apática de Florence Shaw (vocalista): são braços fracos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kung Fu</span></i><span style="font-weight: 400;">, um sanduíche velho, um sapato de cerâmica, uma bola pula-pula de Tóquio, Oslo e até do Rio de Janeiro. Narrada totalmente pela voz inalterada de Shaw, que se recusa a cantar, a irreverência quase dadaísta desse lirismo descritivo revela um intimismo inesperado. Ela fala, sussura, simula instrumentos, mas cantar, ela não canta. E se isso parece não fazer sentido nenhum, bom, realmente não faz. Mas é exatamente por meio de uma experimentação tortuosa que Dry Cleaning produziu um dos melhores registros de 2021, logo no álbum de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/dry-cleaning-new-long-leg/"><span style="font-weight: 400;">estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comparação com os </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores da banda inglesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">noisy rock </span></i><span style="font-weight: 400;">– </span><a href="https://open.spotify.com/album/2RoDiBN2teda8nQ33CO2WR?si=fKHamsnaSjC__zmDz8Htww"><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Princess</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/album/0vohgJmzfuBhJ0yh1xt5y2?si=PgTINXtmQkCf_kVCAWpU2w"><i><span style="font-weight: 400;">Boundary Road Snacks and Drinks</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos de 2019 –, a produção encabeçada por John Parish (produtor com colaborações que incluem desde PJ Harvey até Aldous Harding) elevou </span><a href="https://open.spotify.com/album/4oNy189uvEgnJKNLsWx9Zz?si=jizKbW9PSNWVSP0JD5lYuQ"><i><span style="font-weight: 400;">New Long Leg</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao seu máximo. Há um contraste tenso entre o tom meditativo da vocalista com a sonoridade industrial conduzida por Lewis Maynard (baixo), Nick Buxton (bateria) e Tom Dowse (guitarra), que carregam uma soma de reminiscências do </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-cure-pornography/"><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da década de 80, sem nunca deixar de se ser, em primeiro lugar, um ponto de vista de Shaw – ou qualquer outro enigmático protagonista criado por sua narrativa lírica rara. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Scratchcard Lanyard, Her Hippo e John Wick</span></p>
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<figure id="attachment_26453" aria-describedby="caption-attachment-26453" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2.jpg" alt="Capa do álbum Noturno. Arte digital quadrada, com fundo branco. Quase no centro do disco, posicionado mais à direita, está o título Noturno, escrito em letras de fôrma maiúsculas azuis. Um pouco abaixo, lemos Maria Bethânia em letras cursivas de outra tonalidade azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26453" class="wp-caption-text">Resgatando Nora Ney, valorizando Adriana Calcanhotto ou perpetuando Tim Bernardes, Maria Bethânia é luz soberana nos percursos de Noturno (Foto: Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Bethânia &#8211; Noturno</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://twitter.com/MidiaNINJA/status/1360764405185732608"><i><span style="font-weight: 400;">Eu quero vacina, respeito, verdade e misericórdia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. Pouco tempo depois de emocionar o Brasil com um verdadeiro </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/02/live-de-maria-bethania-repete-a-performance-impecavel-de-seus-shows.shtml"><span style="font-weight: 400;">sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira da carreira, Maria Bethânia entregou ao mundo um dos discos mais primorosos de 2021. Elaborado do início ao fim com um inteligente </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/para-jogar-luz-na-sombra-da-dist%C3%A2ncia-1.664135"><span style="font-weight: 400;">jogo de luzes e sombras</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> atravessa, por necessidade e convicção, as dores e as delícias de se estar vivo em tempos tão conturbados, abrindo, com essa viagem, os caminhos mais ricos e fartos até uma rara esperança. De mãos dadas com a transmissão do </span><a href="https://globoplay.globo.com/maria-bethania-live/t/HcZbHrVQTk/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum de Bethânia foi com certeza “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PqATKhWvgg"><i><span style="font-weight: 400;">uma pequenina luz</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> bruxuleante</span></i><span style="font-weight: 400;">” para todos aqueles que habitaram o medo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamente dramático, </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> não surpreendeu ao obter um reconhecimento considerável logo nos primeiros dias de existência. Ao estampar as capas dos </span><a href="https://twitter.com/patricnarva/status/1421275858610835456"><span style="font-weight: 400;">principais cadernos de cultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país, em jornais como </span><a href="https://acervo.folha.uol.com.br/files/flip/FOLHASP/33757/up71/16276081782151.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=maria+beth%C3%A2nia&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=2020&amp;anoSelecionado=2021&amp;mesSelecionado=7&amp;diaSelecionado=30&amp;cultura=on"><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://acervo.estadao.com.br/publicados/2021/07/30/g/20210730-46672-spo-33-999-h1-not-keegpkk.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Estadão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova obra da eterna Abelha Rainha nada mais fazia do que ser devidamente prestigiada. Foi com o mesmo merecimento, aliás, que </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> recebeu excelentes notas de importantes críticos, como o experiente jornalista </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/07/30/canto-magno-de-maria-bethania-brilha-no-contraste-entre-a-claridade-e-o-breu-que-ilumina-o-album-noturno.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Mauro Ferreira</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com tamanha qualidade, não restam dúvidas de que o lirismo, a entrega performática e até mesmo </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-julho-2021/"><span style="font-weight: 400;">o lado mais político</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Maria Bethânia foram revigorados por meio desse lançamento. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">   </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bar da Noite, Lapa Santa e Prudência</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26541" aria-describedby="caption-attachment-26541" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Nu de Djonga. Na imagem a cabeça do rapper aparece servida em uma bandeja de prata redonda com sangue respingado. Ele é um homem negro de cabelo raspado, usa piercing no nariz, e sua expressão é séria. No fundo, há uma mão de luvas brancas segurando a bandeja, e atrás há pessoas apontando para ele, usando o celular para filmar e mostrando o dedo do meio na sua direção. No canto inferior direito está escrito “Nu”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26541" class="wp-caption-text">O Menino Que Queria Ser Deus agora encara o medo de morrer sozinho (Foto: Ceia Ent.)</figcaption></figure>
<p><b>Djonga &#8211; NU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os 5 excelentes álbuns de estúdio de Djonga, nenhum é tão intimista quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">&#8211; dá para entender pelo nome o objetivo de se despir por completo, olhar para si. Assim como a capa que o ilustra, com sua cabeça em uma bandeja, as 8 faixas o deixam servido de corpo e alma pelas suas </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/pedro-antunes/2021/03/13/djonga-lanca-nu-para-reencontrar-gustavo.htm"><span style="font-weight: 400;">verdades dolorosas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse é um ápice artístico de introspecção tão profunda que as músicas tomaram ritmos variados &#8211; algo incomum para ele. Mais do que isso, as rimas que escancaram a dúvida, a culpa, o medo e o julgamento consigo mesmo, tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;"> o melhor disco de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Djonga entende que sua vida depende de ter coragem, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZuitmKtTDcQ"><i><span style="font-weight: 400;">Me Dá a Mão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ilustra brilhantemente o que é encarar a própria vulnerabilidade. Diante de tudo o que construiu, ele se sente caindo do topo de um precipício, </span><i><span style="font-weight: 400;">1% a menos humano por dia, tão só, tão ele</span></i><span style="font-weight: 400;">. Do grito assíduo da cultura preta em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VO0f5Q99BD8"><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até o conflito </span><i><span style="font-weight: 400;">daquele que faz o dinheiro girar</span></i><span style="font-weight: 400;">, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g3y96TDEZ-o"><i><span style="font-weight: 400;">Ricô</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum é uma conversa extraordinária entre Djonga e Gustavo. </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;"> é exatamente sobre o atrevimento de assumir ser frágil no meio da pressão e dos estereótipos, deixando claro que não existe nenhum disco no cenário como esse. Muito menos um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">no Brasil como ele. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Nós, Xapralá e Eu</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26568" aria-describedby="caption-attachment-26568" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26568" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum OUTRO ROLÊ de FBC. Um homem de costas olha para a câmera com os olhos semicerrados. Ele está vestindo um casaco de pele enquanto anda por uma estrada de asfalto. Na beira da estrada há vegetais e árvores secas. Há um lago ou um rio mais à frente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26568" class="wp-caption-text">OUTRO ROLÊ marca a primeira colaboração entre o rapper FBC e o beatmaker VHOOR (Foto: WRM)</figcaption></figure>
<p><b>FBC &amp; VHOOR &#8211; OUTRO ROLÊ</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">viral </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6wnHX-h878g"><i><span style="font-weight: 400;">Se Tá Solteira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consagrou FBC como um dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">em atividade no Brasil. Ele já vinha lançando trabalhos notáveis antes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">S.C.A</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), mas a união de forças com o produtor VHOOR permitiu que alçasse voos ainda mais altos. </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/todos-os-roles-de-fbc/"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro dos dois álbuns que a dupla gravou em 2021, é uma aula de destreza lírica e versatilidade. A curta </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais do que suficiente para o duo demonstrar uma sinergia absoluta, seja em faixas mais dançantes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Champs-Élysées</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Baile</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">de</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou em canções reflexivas (</span><i><span style="font-weight: 400;">Gameleira</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sincero</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Foda-se</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embalado pelas batidas de </span><a href="https://www.rimasebatidas.pt/uma-breve-historia-do-drill/"><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> habilmente construídas por VHOOR, FBC elabora cenários caóticos que misturam passado, presente e futuro para dar conta de sentimentos contraditórios. Um aperitivo: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">A vida tem seus mistérios/me pôs de frente os estéreos/fiz música, ministérios/levando esperança até quando não tinha um centavo no bolso pro Minister</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. A consagração total veio com </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i><span style="font-weight: 400;"> a dupla de Minas Gerais já mostra a que veio como poucas vezes se viu no</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/rap-brasileiro/"><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Pra ouvir alto e aguardar ansiosamente pelos próximos passos de FBC e VHOOR. &#8211;</span><b> Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Champs-Élysées, Gameleira e Sincero Foda-se</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26555" aria-describedby="caption-attachment-26555" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26555" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-800x800.jpeg" alt="Capa do disco Patroas 35%. Maiara, Marília e Maraisa, três mulheres brancas, estão de olhos fechados e chorando lágrimas douradas. Na parte superior, está escrito “Patroas 35%” em dourado, com um fundo preto. Elas também utilizam brinco e anel dourado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26555" class="wp-caption-text">O projeto Patroas seguirá mesmo após a morte de Marília Mendonça, porém a turnê está cancelada (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Maiara &amp; Maraisa e Marília Mendonça &#8211; Patroas 35%</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 ficará para sempre marcado no universo do sertanejo. Isso porque, sua maior expoente feminina, </span><a href="https://nosmulheresdaperiferia.com.br/amei-fui-corna-superei-fui-a-outra-e-so-a-marilia-mendonca-sabia/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;">, faleceu num trágico acidente de avião. Mas Marilinha não deixou o gênero órfão: em parceria com as gêmeas Maiara &amp; Maraísa, ela lançou o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><i><span style="font-weight: 400;">Patroas 35%</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> menos de um mês antes de morrer. O projeto marcava o início de um sonho das </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/11/06/feminejo-marilia-mendonca-colocou-mulheres-como-protagonistas-na-musica-brasileira"><span style="font-weight: 400;">líderes do feminejo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mais uma vez revolucionariam o universo onde antes apenas homens tinham voz e poder de composição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho já chegou gigante nas plataformas digitais. Um de seus singles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8va_ChEIAI&amp;ab_channel=Mar%C3%ADliaMendon%C3%A7a"><i><span style="font-weight: 400;">Esqueça-Me Se For Capaz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou um clipe cinematográfico – com referência ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Prenda-Me se For Capaz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Spielberg – para marcar o próspero início das Patroas. Não demorou muito para </span><i><span style="font-weight: 400;">Motel Afrodite</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Fã Clube</span></i><span style="font-weight: 400;"> caírem nas graças do povo e nos botecos da cidade, entrar num </span><i><span style="font-weight: 400;">Uber</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem estar tocando uma das faixas do disco era, e ainda é, quase impossível. O Brasil canta as Patroas e sente falta da imensidão de Marília. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Motel Afrodite, Presepada e Fã Clube</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26564" aria-describedby="caption-attachment-26564" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Pirata. Na imagem, em frente a um fundo em tons de azul, vemos, dos ombros para cima, o cantor Jão de perfil, mas com o rosto virado para a câmera. Jão é um homem branco, de cabelos pretos lisos penteados para cima, barba preta rala, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo uma blusa vermelha de gola alta e usando um tapa olho preto sob o olho esquerdo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26564" class="wp-caption-text">A faixa Olhos Vermelhos, a décima e último do álbum Pirata, foi inteiramente composta e produzida por Jão (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Jão &#8211; PIRATA</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/jao-pirata-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terceiro álbum de Jão, já começa com surpresas: a primeira faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E-3NTWMFgp0"><i><span style="font-weight: 400;">Clarão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é algo completamente diferente de tudo que o cantor paulista já fez. Se antes o boato era que ele só lançava música igual, o artista aposta em uma batida eletrônica e letras positivas logo de cara, o que pode soar estranho, à princípio, mas cai no gosto em pouco tempo. Na sonoridade e nos instrumentais, características de trabalhos anteriores de Jão reaparecem aqui, mas com um ar novo &#8211; com exceção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-PxbBU5EYqw"><i><span style="font-weight: 400;">Você Me Perdeu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, todas as canções soam frescas. A inovação dá as caras ao longo dos 30 e poucos minutos de duração do álbum, que passam até rápido demais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jão se mostra mais confiante, experiente, aberto e mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=46w_wj1hXac"><span style="font-weight: 400;">otimista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não só a musicalidade do cantor comprova a vontade de explorar novos cantos, mas as letras também seguem essa ânsia. Apesar da temática abordada continuar a mesma, majoritariamente, vem mais amadurecida. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">LOBOS</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele misturou o sofrimento com a insegurança com si próprio e seus sonhos; em </span><i><span style="font-weight: 400;">ANTI-HERÓI</span></i><span style="font-weight: 400;">, o coração partido foi o foco; em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2LeCiUHBSmUMyrclDEEBly?si=Z7R3m0GzQbiqaykA1E4Okg"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor continua nos contando sobre seus relacionamentos de todos os tipos. Agora, porém, compõe e canta sobre suas descobertas e decepções despreocupadamente, comemora o término, em vez de lamentá-lo, e afirma com convicção que já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9mmWVXaXsY8"><span style="font-weight: 400;">não ama mais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com as letras e melodias, o artista nos dá sua visão dos eventos de uma maneira mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YbsNdSMnyNA"><span style="font-weight: 400;">sensual</span></a><span style="font-weight: 400;"> e divertida &#8211; e bem mais convidativa para quem já ouviu os chororôs de Jão. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Idiota, Santo &amp; Meninos e Meninas</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26518" aria-describedby="caption-attachment-26518" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26518 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-800x800.jpg" alt="Capa do disco Planet Her. A imagem mostra Doja Cat, uma cantora de altura mediana, deitada de lado,  nua, com algumas manchas por seu corpo, com uma das pernas sobrepondo a outra, com os cabelos longos e ruivos jogados contra o fundo, enquanto apresenta uma feição de felicidade. O fundo é uma mistura líquida que imita uma galáxia, com alguns tons de verde, roxo, rosa, azul, preto e branco. Ao centro, em vertical, temos a apresentação textual do nome do álbum e o nome da cantora. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26518" class="wp-caption-text">Doja Cat sabe exatamente do que nós precisamos e é impossível não quer passear pelo seu planeta (Foto: Kemosabe Records/RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Doja Cat &#8211; Planet Her</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ousada… Versátil… Talentosa… Doja Cat consegue ser tudo e muito mais. A prova disso, é claro, está no seu terceiro álbum de estúdio, </span><a href="https://personaunesp.com.br/planet-her-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Planet Her</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;"> Lançado no dia 24 de junho de 2021, a obra veio como uma estratégia da cantora em consolidar os recordes que ela já havia estabelecido com o sucesso do seu antecessor, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1MmVkhiwTH0BkNOU3nw5d3"><i><span style="font-weight: 400;">Hot Pink</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com direito a uma nova versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco mostrou ainda mais sua capacidade de se adaptar aos gêneros com fluidez e leveza. Inclusive, é muito interessante observar a aptidão dela de se transformar, desde as apresentações do do seu último lançamento, que sempre traziam uma nova versão de suas músicas, aqui ela só prova que consegue fazer de tudo um pouco, sem perder a qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua estreia, o álbum trouxe grandes frutos para nossa alienígena preferida. Além do prêmio de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul/R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">American Music Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a artista conquistou a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Feminina do Ano no </span><i><span style="font-weight: 400;">XXL Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022. Agora, surpreendendo ainda mais seus fãs, a cantora já pode comemorar mais um marco que nenhuma </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">do mesmo gênero conseguiu algum dia. Ela é, oficialmente, a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">feminina a permanecer no top 10 da </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por 25 semanas por conta de seu novo álbum. Agora é esperar para saber em qual novo planeta Doja Cat vai decidir se aventurar e quais recordes ela ainda vai quebrar. </span><b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Ain’t Shit, Kiss Me More e You Right</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26557" aria-describedby="caption-attachment-26557" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26557" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do disco Portas. Ao centro vemos uma pintura da cantora Marisa Monte, uma mulher branca de cabelo castanho e médio. Ela veste um vestido branco, uma tiara de flores rosas na cabeça e óculos escuros. Ela está sentada num banco de madeira pintado de amarelo. Suas pernas estão viradas para a esquerda e seu pé esquerdo está em cima da cadeira. À direita, apoiado em sua mão, está um violão marrom. Na mão esquerda há uma chave. Há asas azuis de borboleta nas costas de Marisa. No canto inferior esquerdo há uma cesta de frutas. À esquerda há várias espadas de São Jorge. No canto direito há um bicho preguiça e mais elementos da natureza em tons de verde, gelo e vermelho. O fundo é azul escuro com algumas constelações." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26557" class="wp-caption-text">Marisa lançou Portas após quase uma década sem um álbum de inéditas (Foto: Marcela Cantuária)</figcaption></figure>
<p><b>Marisa Monte &#8211; Portas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente do que Marisa Monte lançasse esse ano, era fato que ela apareceria nas listas de Melhores de 2021. Em mais de 30 anos de carreira, sendo uma das vozes mais ímpares da Música Popular Brasileira, ela sempre entregou projetos completos dentro de suas singularidades. </span><a href="https://personaunesp.com.br/marisa-monte-portas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Portas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para quebrar as barreiras de um ambiente claustrofóbico causado pela pandemia, e, aqui, Marisa se permite andar descalça pelos campos e pelas praias, conversar com animais e ter experiências táteis com elementos abstratos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelas portas que a cantora abriu, novas e antigas parcerias entraram. </span><a href="https://personaunesp.com.br/cabeca-dinossauro-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Arnaldo Antunes</span></a><span style="font-weight: 400;">, presente em toda discografia de MM, assina três faixas do álbum; Nando Reis, que lapidou </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerânio</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; do disco</span> <a href="https://personaunesp.com.br/infinito-particular-e-universo-ao-meu-redor-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Infinito Particular</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, retoma a colaboração com </span><i><span style="font-weight: 400;">Praia Vermelha</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os novos ventos trazem Marcelo Camelo, presente em três canções; e Chico Brown que assume o lugar do pai, Carlinhos Brown, e se torna o nome que mais aparece na lista de compositores. Todos os detalhes se unem para formar um disco coeso e com a implacável singularidade da cantora. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fazendo Cena, A Língua dos Animais e Medo do Perigo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26550" aria-describedby="caption-attachment-26550" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26550 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-800x800.jpg" alt="Capa do disco Promises. A imagem mostra três trapézios, alinhados um acima do outro, cada um deles com predomínio da cor branca, com linhas cinzas e pretas desenhadas sobre, além linhas e diferentes formas geométricas de diversas cores. Os trapézios se encontram sobre um fundo branco, com os nomes dos artistas Floating Points, Pharoah Sanders e a orquestra The London Symphony Orchestra, escritos no canto superior. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26550" class="wp-caption-text">Promises foi lançado pela Luaka Bop, gravadora fundada por David Byrne (Foto: Luaka Bop)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Floating Points, Pharoah Sanders e London Symphony Orchestra &#8211; Promises</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio ao silêncio, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h8GHGw8sSms"><span style="font-weight: 400;">agrupamento de notas</span></a><span style="font-weight: 400;"> ressoa. Com os acordes em grupos espaçados, uma sequência harmônica se desenrola. Em seguida, um saxofone sereno desponta, seguida de cordas surgindo à distância. Não demora muito até que se perceba a natureza cíclica da base harmônica de </span><a href="https://open.spotify.com/album/3ShtO5VCYa3ctlR5uzLWBa?si=6D4vmF5JTKGrhJtcwP22fg"><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que acompanhará a composição do início ao fim, e sobre esse alicerce se constrói um estado de contemplação crescente, que vai aos poucos elevando a música para outros patamares. Atingindo o sublime, </span><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum composto por uma única peça musical contínua, dividida em 9 movimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Composta pelo produtor de música eletrônica Sam Shepard </span><i><span style="font-weight: 400;">a.k.a.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Floating Points, a obra conta ainda com a colaboração do saxofonista veterano Pharoah Sanders, e da London Symphony Orchestra. O casamento entre o contemporâneo, o erudito e o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">solidifica uma criação única, que começa minimalista, e que a cada movimento adquire mais graus de complexidade e elaboração, conciliando emoção intensa a um estado de meditação profunda. </span><a href="https://open.spotify.com/album/3ShtO5VCYa3ctlR5uzLWBa?si=sXBjziRXQTeIh_kKQu3QIg"><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é envolvente, imersivo, memorável, e uma das criações musicais mais fascinantes de 2021.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Movement 1, Movement 5 e Movement 6</span></p>
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<figure id="attachment_26514" aria-describedby="caption-attachment-26514" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Screen Violence, da banda CHVRCHES. Uma televisão em uma sala vermelha, de frente. Na tela, uma persiana fechada. Um braço se estende da parte inferior e, com o indicador da mão direita, abre uma fresta na persiana, revelando estática. Fora da televisão, há um fio preto se estendendo do canto esquerdo da televisão e indo para a borda esquerda da capa. Atrás da televisão há uma luz acesa, iluminando a parede vermelha." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26514" class="wp-caption-text">Inspirado pelo Cinema de Terror, CHVRCHES volta com energias sinistras (Foto: Glassnote Records)</figcaption></figure>
<p><b>CHVRCHES &#8211; Screen Violence</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos depois de presenciarmos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chvrches-critica/"><span style="font-weight: 400;">a morte do amor</span></a><span style="font-weight: 400;">, retornamos à igreja do </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Lauren Mayberry, Martin Doherty e Iain Cook com o sinistro </span><a href="https://open.spotify.com/album/7bqsMK436ADwYPs0Odqi0S?si=d3cfa473165541ac"><i><span style="font-weight: 400;">Screen Violence</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum de estúdio do grupo escocês CHVRCHES. Com uma estética renovada, a banda se afunda de vez em seus piores sentimentos e produz alguns de seus sons mais concisos e bem sincopados, com seus membros em perfeita sincronia uns com os outros, extraindo uma harmonia gritante e afiada dos versos incisivos de Lauren.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">No corte final/Na cena final/Há uma final girl/E você sabe que agora ela deveria estar gritando</span></i><span style="font-weight: 400;">” ela grita a plenos pulmões, nos desafiando à encaixá-la no papel de vítima e, ao mesmo tempo, abraçando suas próprias vulnerabilidades em faixas mais suaves, mas não menos poderosas. Muito além da participação icônica de </span><a href="https://www.nme.com/news/music/chvrches-discuss-working-with-hands-on-robert-smith-3031834"><span style="font-weight: 400;">Robert Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/track/1BKIwIn8gSPj9EKv00zSq6?si=35e327a4ec114333"><i><span style="font-weight: 400;">How Not To Drown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Screen Violence </span></i><span style="font-weight: 400;">é um </span><i><span style="font-weight: 400;">director’s cut</span></i><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim, exibindo um grupo artistas em no auge de sua síntese e criando um novo patamar para o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> expressivo da banda.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Violent Delights, How Not To Drown e Lullabies</span></p>
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<figure id="attachment_26538" aria-describedby="caption-attachment-26538" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26538" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-800x800.jpg" alt="A capa do disco mostra Erika de Casier, uma mulher negra com expressão tranquila em closeup. Ela olha direto para a câmera. Uma mecha de cabelos cacheados emolduram o lado esquerdo de seu rosto. A fotografia tem aspecto “pixelado”, como se tivesse baixa resolução, ainda que todos os traços da artistas sejam muito claros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26538" class="wp-caption-text">Riquíssima em referências, Erika de Casier impressiona na maneira com que transforma suas inspirações num som próprio e original (Foto: 4AD Records)</figcaption></figure>
<p><b>Erika de Casier &#8211; Sensational </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Geração Z ama uma referência à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2022, certo? Mas o que acontece, muitas vezes, é o uso da referência </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">como muletas, no qual o artista se aproveita do efeito que uma obra, que já existe, tem sobre o público. E usurpa essa experiência, sem trazer nada de novo. Esse não é, definitivamente, o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sensational</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo de cara, o trabalho da musicista portuguesa-dinamarquesa Erika de Casier impressiona pelas fontes de que bebe: os sons metálicos e quase futuristas do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> do final dos anos 90, as paisagens sonoras do lendário grupo Sade e a riqueza vocal sussurrada de nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/kelela-janet-jackson-consciencia-negra/"><span style="font-weight: 400;">Janet Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, Brandy e T-Boz (do TLC). Mas nada de referências jogadas a esmo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi por meio da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i><span style="font-weight: 400;"> que De Casier teve os primeiros contatos com esse time de vozes da Música negra. Mas ela não recupera essas influências por pura nostalgia. </span><i><span style="font-weight: 400;">All You Talk About</span></i><span style="font-weight: 400;"> exemplifica essa qualidade, sendo na mesma medida emocional e </span><i><span style="font-weight: 400;">blasé</span></i><span style="font-weight: 400;">, ingênua e irônica, tátil e afiada, tanto no instrumental quanto nos versos cantados por Erika, que não precisa levantar a voz para entregar sua mensagem. Outros momentos, como a dançante </span><i><span style="font-weight: 400;">Busy</span></i><span style="font-weight: 400;"> – banhada em camadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">UK garage</span></i><span style="font-weight: 400;">, gênero de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bjork-homogenic-critica/"><span style="font-weight: 400;">música eletrônica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que bombou na década de 90 –  mostram a versatilidade da artista, que é coesa em tudo que faz, sem nunca aprisionar seu som, à exemplo dos gênios que a inspiraram. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Polite, Busy e Call Me Anytime</span></p>
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<figure id="attachment_26473" aria-describedby="caption-attachment-26473" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “SINNER GET READY”, de Lingua Ignota. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele clara, de cabelos loiros, com um capuz de renda com aplicações de pérolas e outros ornamentos que deixam o rosto dela pouco visível. A capa compreende o rosto da artista apenas do pescoço para cima, que está totalmente de frente para a câmera sobre uma parede de tom ocre. A imagem ainda possui uma pós-produção posicionada nas porções inferior e lateral direita, que simula sangue derramado na água. O nome da artista está escrito na parte mais superior e centralizada em fonte não-serifada branca e o título do álbum é apresentado da mesma maneira, na parte inferior." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26473" class="wp-caption-text">SINNER GET READY é uma surpresa para os fãs habituados aos trabalhos mais pesados de Lingua Ignota, porém o resultado segue devastador (Foto: Sargent House)</figcaption></figure>
<p><b>Lingua Ignota &#8211; SINNER GET READY</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sonoramente menos pujante que o registro anterior (</span><i><span style="font-weight: 400;">Caligula</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2019), </span><i><span style="font-weight: 400;">SINNER GET READY</span></i><span style="font-weight: 400;"> trocou o já consolidado </span><i><span style="font-weight: 400;">noise</span></i><span style="font-weight: 400;">/</span><i><span style="font-weight: 400;">metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> por experimentações ambiciosas com o cancionário primitivo estadunidense. A multi-instrumentista subverte elementos musicais religiosos da Pensilvânia, como os arranjos tradicionais cheios de banjos e sinos e o canto em coro, para encapsular seus sentimentos mais sufocantes. Desde o lançamento em agosto de 2021, o álbum por si só já tem material suficiente para figurar entre os melhores do ano, porém em dezembro ganhou uma camada extra de importância. Kristen publicou em suas redes sociais o </span><a href="https://twitter.com/lingua_ignota_/status/1469019331556225026"><i><span style="font-weight: 400;">IMPACT STATEMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, texto no qual detalha todo o abuso físico e mental que sofreu nos últimos dois anos pelo ex-companheiro Alexis Marshall, vocalista da banda Daughters. O disco se revelou um diário das circunstâncias traumáticas que ela viveu nessa época. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mesma religiosidade fanática usada como instrumento de opressão em massa se torna alegoria para o trauma pessoal na obra de Kristin Hayter. Combinando </span><i><span style="font-weight: 400;">samples </span></i><span style="font-weight: 400;">de discursos de reverendos </span><i><span style="font-weight: 400;">superstars</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Televisão norte-americana com a instrumentação característica do sacro </span><a href="https://www.invisibleoranges.com/a-metalheads-guide-to-appalachian-folk-music/"><i><span style="font-weight: 400;">Appalachian Folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Kristin encarna e reflete o impetuoso Deus do Velho Testamento. Ao longo de nove canções e com pouco menos de uma hora de duração, o ouvinte é confrontado com a onisciência da dor em todos os seus níveis, a onipresença da sensação de abandono e a onipotência do julgamento seguido de punição ferrenha para com tudo aquilo que se aproxima da natureza humana. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> I WHO BEND THE TALL GRASSES, PENNSYLVANIA FURNACE e PERPETUAL FLAME OF CENTRALIA</span></p>
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<figure id="attachment_26515" aria-describedby="caption-attachment-26515" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Sling, da cantora Clairo. Emoldurada por um quadrado preto desbotado, uma foto de Clairo, usando uma blusa preta, olhando para sua cadela, Joanie, que tem uma das patas de pelos brancos levantadas tocando em seu rosto. Clairo é caucasiana e possui cabelos castanhos que vão até as orelhas. Atrás dela, um dia claro em uma paisagem de árvores sem folhas, com o chão coberto de neve." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26515" class="wp-caption-text">Indiscutivelmente a capa de álbum mais fofa de 2021 (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><b>Clairo &#8211; Sling</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega um ponto em que </span><a href="https://open.spotify.com/album/32ium7Cxb1Xwp2MLzH2459?si=wLoCtSQ1RZW7gCRYODXjZA"><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o novo disco da cantora Clairo (nome artístico de Claire Cottrill), nos toca intimamente. Apesar de à primeira vista ele passar despercebido como apenas como continuação natural do trabalho da compositora após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4kkVGtCqE2NiAKosri9Rnd?si=lBTJlAvcRmKCxcx9_Hysgw"><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), há um senso de lugar que recobre a sua voz ao longo das 12 faixas, um aconchego que se esgueira sorrateiramente pelo coração e ali se mantém, por mais que você se distancie dele. As reflexões íntimas da artista sobre maternidade e domesticidade chegam como um bálsamo para a alma em 2021, e marcam o ano como a companhia de uma amiga distante, mas sempre disponível</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de mais de uma dezena de canções, Clairo viaja de sentimento em sentimento com clareza incomum a alguém de sua idade, tratando cada música como um palco para suas emoções e nos guiando para a conclusão inevitável de cada uma delas. Por mais reconfortantes que suas palavras sejam, elas são só palavras, e é no reconhecimento de suas próprias fraquezas que ela se </span><a href="https://open.spotify.com/track/6VyCMQf7wZyZF4j9368HGK?si=be6fbc7f60004105"><span style="font-weight: 400;">sobressai</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Na maior parte do tempo, os sinto em mim/Os olhos do estranho na janela/É frio e solitário, mas não é nada para mim/Pelo menos há alguém em casa”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Wade e Management</span></p>
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<figure id="attachment_26506" aria-describedby="caption-attachment-26506" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-800x800.jpg" alt="Capa do disco Sob Rock de John Mayer. A imagem é quadrada com fundo predominante azul e branco. Ao lado esquerdo está o artista John Mayer, um homem branco de cabelos ao ombro, veste uma blusa branca, jaqueta preta e calça preta. O artista está segurando uma guitarra em tom azul pastel. Na parte superior está escrito o nome do álbum e o nome do artista em branco com detalhes rosa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26506" class="wp-caption-text">É tempo de amar um álbum, ou melhor, se apaixonar por alguém novamente (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>John Mayer &#8211; Sob Rock</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kRmUW2axb9fNk3avjzMEAaMhOMHwT6L7I"><i><span style="font-weight: 400;">Sob Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um tributo para todas as eras musicais de John Mayer. Unindo todos os humores e estilos diferentes do cantor, o disco tange a obra de um homem que conhece o seu lugar no mundo e, ao mesmo tempo, devaneia sobre estar sozinho vagando pelo próprio sucesso. Todas as faixas tocam em suas marcas artísticas: guitarra no </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> suave, vocais ofegantes e letras sentimentais que procuram o amor, ou a ferida de um coração partido. John Mayer afirma que </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/07/16/john-mayer-novo-disco-sob-rock-ouvir/"><span style="font-weight: 400;">gravar o álbum na pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> lhe trouxe o redescobrimento de seu tempo e, talvez seja isso que tenha feito o CD ser tão cauteloso – é uma reflexão sobre o que já passou e o que ainda vem pela frente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco soa familiar e ainda assim, se torna transformador. O trabalho inspirado no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 80 consegue provocar uma sensação de nostalgia e simultaneamente, nos faz questionar </span><a href="https://therocklife.rocks/2021/07/17/review-john-mayer-sob-rock/#:~:text=A%20ideia%20de%20Sob%20Rock%20%C3%A9%20implantar%20mem%C3%B3rias%20falsas%20no%20seu%20c%C3%A9rebro%2C%20porque%20foi%20isso%20que%20ele%20fez%20por%20mim.%20%C3%89%20meio%20Black%20Mirror.%20Voc%C3%AA%20n%C3%A3o%20consegue%20encontr%C3%A1%2Dlo%E2%80%A6%20%C3%89%20poss%C3%ADvel%20ter%20mem%C3%B3rias%20de%20algo%20que%20n%C3%A3o%20aconteceu%20com%20voc%C3%AA%3F"><span style="font-weight: 400;">o que de fato está envolvido nessa familiaridade?</span></a><span style="font-weight: 400;"> O álbum cria a possibilidade de aprofundar-se em sentimentos ponderados mesmo com faixas já tocadas anteriormente. Em todo caso, Mayer mantém o seu lugar espetacular na guitarra e composição, e ainda nos abre a oportunidade de viajar sobre lembranças desconhecidas, porém, extremamente acolhedoras.</span><b> &#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> New Light, Carry Me Away e All I Want Is to Be With You</span></p>
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<figure id="attachment_26545" aria-describedby="caption-attachment-26545" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26545" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-800x800.jpg" alt="Sua beleza holística e revelações sobre o mundo natural são agraciadas em músicas com acordes melódicos (Foto: Universal New Zealand)" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26545" class="wp-caption-text">Sua beleza holística e revelações sobre o mundo natural são agraciadas em músicas com acordes melódicos (Foto: Universal New Zealand)</figcaption></figure>
<p><b>Lorde &#8211; Solar Power</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos de hiato, a imprevisível Lorde ressurgiu de forma radiante com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que estreou de forma marcante alcançando o </span><i><span style="font-weight: 400;">Top </span></i><span style="font-weight: 400;">10 da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não contente, em 9 de setembro de 2021, a artista neozelandesa lançou </span><a href="https://open.spotify.com/album/0fPuf1jv42CH5okF6MjKmE?si=AaFy8sHSTUeYCO2Dpju7Lg"><i><span style="font-weight: 400;">Te Ao Mārama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">que complementa o psicodélico </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela canta 5 das músicas em </span><a href="https://www.newzealand.com/br/feature/maori-language/"><i><span style="font-weight: 400;">Te Reo Māori</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma língua indígena da Nova Zelândia. Em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, Lorde surpreende ao revelar um novo lado de sua arte, uma forma sincera de apreciação do efêmero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concretizando o sucesso de sua obra jubilosa, o disco foi indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeart Music Award</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 na categoria </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Comeback Album</span></i><span style="font-weight: 400;">. Macio e leve, </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que, assim como Lorde, segue seu próprio </span><a href="https://www.globalcitizen.org/en/content/lorde-solar-power-climate-global-citizen-live/"><span style="font-weight: 400;">ritmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. O disco surpreende em sua simplicidade ao ignorar a possibilidade de continuar o melancólico legado da genial artista neozelandesa, que após se reconectar com suas origens,  trouxe distintos </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/lorde-solar-power/"><span style="font-weight: 400;">dilemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pessoais à tona. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">The Path, Solar Power e Mood Ring</span></p>
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<figure id="attachment_26478" aria-describedby="caption-attachment-26478" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26478" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Sometimes I Might Be Introvert, de Little Simz. Na foto, Little Simz está sentada em uma cadeira de madeira, com os dois joelhos próximos ao peito, e os braços cruzados. Ela é uma mulher negra, veste uma calça e camisa xadrezes, ambas de cor amarela e preta. Ela utiliza um óculos transparente e possui cabelos de cor preta. O fundo da foto é amarelo, e acima há uma faixa preta escrito Sometimes I Might Be Introvert, em fonte de cor amarela." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26478" class="wp-caption-text">Como se fosse uma resposta ao reconhecimento e fama que obteve, Little Simz joga em Sometimes I Might Be Introvert com temas profundos, consolidando um de seus melhores trabalhos (Foto: AGE 101 Music/AWAL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Little Simz &#8211; Sometimes I Might Be Introvert</b></p>
<p><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/little-simz-sometimes-i-might-be-introvert/"><i><span style="font-weight: 400;">Sometimes I Might Be Introvert</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já é um marco no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso porque o disco se desenrola como a jornada de uma heroína, na qual a oponente final de Little Simz é ela mesma. No disco, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenvolve suas tensões internas – a introversão, o racismo, o machismo e a violência –, e </span><span style="font-weight: 400;">tenta encontrar sua própria essência em uma viagem conceitual, evidenciada no próprio título da obra (um acrônimo de Simbi – apelido de Simbiatu, nome de batismo de Little Simz). Nesse álbum, é como se acompanhássemos duas Simz diferentes, que são alteradas após a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sr04ph-OwV4&amp;ab_channel=LittleSimz"><i><span style="font-weight: 400;">The Rapper That Came To Tea (Interlude)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – interlúdio narrado por Emma Corrin, atriz que interpreta Lady Di em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre a Simz introvertida e a extrovertida, há uma oscilação que fica diante do </span><i><span style="font-weight: 400;">underground </span></i><span style="font-weight: 400;">e do erudito, trazendo à melódica e combativa voz da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">arranjos orquestrais e um clima apocalíptico. No começo de fevereiro, Little Simz fez uma apresentação épica das canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Introvert </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Woman </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fUjFLdUTpo0&amp;ab_channel=LittleSimz"><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">2022 (com participação de Corrin); no mesmo dia, Simz levou o prêmio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zxdVN6RkXaA&amp;ab_channel=BRITs"><span style="font-weight: 400;">Melhor Nova Artista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na guerra contemporânea, na qual os sentimentos interiores misturam-se a brutal realidade cotidiana, Little Simz parece ser um dos grandes nomes que tomaram consciência disso, apontando para a urgência de entender essa situação sem deixar de entregar um álbum sensacional. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Introvert, Rollin Stone e Woman</span></p>
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<figure id="attachment_26469" aria-describedby="caption-attachment-26469" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-800x800.jpg" alt="Capa do álbum SOUR de Olivia Rodrigo. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele clara e traços filipinos, de cabelos soltos castanhos escuros, com uma blusa regata rosa e uma saia com listras brancas e verdes. Ela usa vários colares e anéis, tem a língua para fora, na qual estão colados adesivos com o nome do disco, e vários outros adesivos colados por todo o rosto. Ela tem os braços cruzados na frente do corpo e o fundo da imagem é lilás. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26469" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">A era SOUR não parece estar muito perto de acabar: recentemente a cantora anunciou o lançamento do documentário </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2022/02/olivia-rodrigo-anuncia-documentario-sobre-o-album-sour.ghtml"><span style="font-weight: 400;">driving home 2 u</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vai contar sobre o processo de criação do álbum (Foto: Geffen Records)</span></figcaption></figure>
<p><b>Olivia Rodrigo &#8211; SOUR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem alguém que soube aproveitar bem o ano de 2021, essa pessoa é Olivia Rodrigo. A real é que ninguém sabia o que estava por vir quando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos apresentou sua mais nova </span><a href="https://eql.com.br/usufruir/2021/11/da-disney-ao-grammy-conheca-olivia-rodrigo-dona-de-sete-indicacoes-na-maior-premiacao-da-musica/"><span style="font-weight: 400;">celebridade </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, alçada à nostalgia da </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><span style="font-weight: 400;">conhecida turma do colégio East High</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo começou com um melodrama sobre sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZmDBbnmKpqQ"><span style="font-weight: 400;">carteira de motorista</span></a><span style="font-weight: 400;">, e evoluiu ao ponto de se tornar um dos relatos mais conhecidos do ano em formato de disco. Ainda assimilando as dores de um término de namoro recente, a adolescente compila o seu turbilhão de emoções para gerar faixas excessivamente sinceras, no melhor jeito que as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hr0Wv5DJhuk"><span style="font-weight: 400;">cantoras da sua idade</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabem fazer. A diferença aqui é que Rodrigo não se limita a apenas extravasar a raiva e sentimentos sobre o ex, mas também sobre a forma que se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z-9gQjUZMm0"><span style="font-weight: 400;">compara às outras garotas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OGUy2UmRxJ0"><span style="font-weight: 400;">pressões que sofre na vida pessoal e profissional</span></a><span style="font-weight: 400;"> no melhor dramalhão adolescente possível, conversando com toda uma geração que sente demais e está um pouco de </span><i><span style="font-weight: 400;">saco cheio</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tudo. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">faz isso e mais um pouco apoiado na </span><a href="https://stealthelook.com.br/kidcore-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-essa-tendencia/"><span style="font-weight: 400;">estética dos anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, tanto sonora quanto visual, que só sustenta ainda mais o compartilhamento dos sentimentos da artista com o resto do globo terrestre. Olivia vai de baladas a guitarras fortes, grita que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gNi_6U5Pm_o"><span style="font-weight: 400;">seu ex é um sociopata</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto também </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLlsmB1D4Q0"><span style="font-weight: 400;">deseja que ele esteja bem</span></a><span style="font-weight: 400;">, numa contradição perfeita da poética adolescente. Os videoclipes que acompanham as faixas nos transportam ainda mais para sua narrativa pessoal, com nomes como Petra Collins e Allie Avital na direção, que nos levam a uma realidade onírica sob o olhar feminino. E essa mistureba sentimental não poderia ser mais bem sucedida, garantindo </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/olivia-rodrigo-da-disney-ao-protagonismo-no-grammy-2022-com-sour/"><span style="font-weight: 400;">7 indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a jovem filipino-estadunidense, incluindo a gloriosa Álbum do Ano. Um coração partido nunca foi tão frutífero, só nos resta esperar para ver o que vem depois disso. </span><b>&#8211; Vitória Silva </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">brutal, good 4 u e jealousy, jealousy</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26476" aria-describedby="caption-attachment-26476" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26476 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Space 1.8 de Nala Sinephro. Imagem quadrada com fundo bege. Ao centro está uma elipse rosa pastel com uma cabeça flutuante que parece representar o espaço, o universo ou um planeta. A cabeça é preta, possui estrelas e asteroides, e é envolvida por um arco-íris. Um corpo preto agarra o arco-íris para não cair no vazio do rosa. Nas bordas da imagem está o título do álbum em fonte cursiva ilegível. Nas laterais esquerda e direita pode-se ler o nome da artista, Nala Sinephro, e o título do álbum, Space 1.8, respectivamente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26476" class="wp-caption-text">O som íntimo de Space 1.8 marca o talento natural de Nala Sinephro (Foto: Warp Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nala Sinephro &#8211; Space 1.8</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5Svfamp6qQ2IfLVNVICpVm?si=p3bESCXzScmR9hOeKxjl6A&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia de </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-nala-sinephro-space-1-8/"><span style="font-weight: 400;">Nala Sinephro</span></a><span style="font-weight: 400;"> – multi-instrumentista belga-caribenha que hoje reside em Londres –, o mundo toma consciência de uma artista jovem, mas que deixa em evidência sua enorme maturidade musical, evocando sensações cósmicas ao longo das oito canções que compõem o CD. Gravado entre 2018 e 2019 – quando a musicista tinha apenas 22 anos –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8 </span></i><span style="font-weight: 400;">foi resultado de uma colaboração musical, na qual destacam-se nomes da cena de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">do Reino Unido, como James Mollison, o saxofonista Ahnansé, Reed Nubya García e a guitarrista Shirley Tetteh. Aqui, a artista crava seu nome no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo através de uma ambição quase astronômica, e de quebra transparece suas referências a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QUMuDWDVd20&amp;ab_channel=RosaFelix"><span style="font-weight: 400;">Alice Coltrane</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A agradável transição entre as canções joga luz à genialidade de Sinephro, deixando em evidência uma </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> que não poderia ter sido inserida a mero acaso, e demonstrando um rigor musical que transcende suas habilidades na harpa, no piano e nos sintetizadores. De forma quase paradoxal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8 </span></i><span style="font-weight: 400;">é calmo e ruidoso, pois seus ruídos baixos funcionam como </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/aug/28/one-to-watch-nala-sinephro-space-1-8"><span style="font-weight: 400;">amplificadores de sensações</span></a><span style="font-weight: 400;">, e transformam o disco em uma verdadeira experiência. No fim, as referências e trocadilhos com respirações e o espaço – como seu título anuncia – não são por acaso: o álbum é uma experiência pesada, entregue com leveza e serenidade. É uma descoberta inesquecível. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Space 1, Space 4 e Space 8</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26533" aria-describedby="caption-attachment-26533" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26533" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-800x800.jpg" alt="Capa do álbum star-crossed, de Kacey Musgraves. A imagem mostra uma fotografia de um pingente dourado em forma de coração quebrado, com o nome do disco escrito no interior. A imagem tem efeito ofuscado e brilhante. O fundo é vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26533" class="wp-caption-text">Para o histórico de Kacey Musgraves no Grammy, star-crossed não trouxe sorte: em 2021, a dona do Melhor Álbum do Ano de 2019 garantiu apenas duas indicações nas categorias restritas ao seu gênero (Foto: UMG Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Kacey Musgraves &#8211; star-crossed</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2021 foi de uma revolução para Kacey Musgraves. Depois do perfeitamente aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/album/7f6xPqyaolTiziKf5R5Z0c?si=emYBG5qiQGucUj-qwMkfHg"><i><span style="font-weight: 400;">Golden Hour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> brilhar o </span><i><span style="font-weight: 400;">country pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da estadunidense numa temática profunda de romantismo em 2018, os próximos momentos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8dBOWy7zno"><span style="font-weight: 400;">vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Álbum do Ano de 2019 não foram tão doces quanto os que a levaram ao auge de sua carreira. Três anos depois, então, a bagagem emocional não era um ideal delicioso de amor, mas sim a experiência dura do fim dele. Do azul celeste singelo para o vermelho inflamado maximalista, com uma dose de referências artísticas latino-americanas e um imaginário mítico, ela chegava à </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/08/kacey-musgraves-abraca-dores-do-termino-no-single-justified/"><span style="font-weight: 400;">era desafortunada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A “</span><i><span style="font-weight: 400;">tragédia moderna em três atos</span></i><span style="font-weight: 400;">” se beneficia da capacidade narrativa existente na música de Kacey, que também conta com um olhar analítico preciso. Ela reconhece suas falhas, identifica os erros do amado, e pontua também o impacto das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eFu1P-BPglE"><span style="font-weight: 400;">dinâmicas sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> existentes entre homens e mulheres que amor nenhum pode apagar. Tamanha era a magnitude da história que ela também a concretizou no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tLqt_6W2JXU"><span style="font-weight: 400;">audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;">, no filme de mesmo nome do álbum que transforma a experiência do disco em algo esteticamente além. Uma pena o que a fez chegar até aqui, mas que sorte ela encontrou pelo austero caminho de </span><a href="https://open.spotify.com/album/6y9LbrjY2TpaLvtbE7FTkc?si=P7FzpH5LS0CoSUZjc4yH-A"><i><span style="font-weight: 400;">star-crossed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">star-crossed, keep lookin’ up e gracias a la vida</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26536" aria-describedby="caption-attachment-26536" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26536 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Red (Taylor's Version), de Taylor Swift. A foto mostra a cantora sentada dentro de um carro. Ela é uma mulher loira e usando chapéu vermelho, casaco bege e um anel com a palavra Red. Ela segura o chapéu com as mãos, ajustando-o na cabeça, e olha para o lado esquerdo, fora da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26536" class="wp-caption-text">De sucesso em sucesso, existe algum ano que não seja de Taylor Swift? (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Red (Taylor&#8217;s Version)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se fosse um filme. Uma história de coração partido preenche um cenário avermelhado de pleno outono durante as próximas duas horas. A diretora é Taylor Swift e a obra é o álbum de sua carreira. Na melhor das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8"><span style="font-weight: 400;">sinestesias</span></a><span style="font-weight: 400;">, 2021 nos colocou de volta na era </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;">, às vésperas de sua primeira década, de um jeito especial e com a melhor das intenções: no controle criativo completo da artista, e como a segunda parte de seu projeto de regravações, que visa retomar os diretos de Swift sob a sua própria discografia. E se tem algo que Taylor sabe, é como </span><a href="https://valkirias.com.br/a-narrativa-introspectiva-das-letras-de-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">viver o vermelho</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a nova versão do álbum de 2012, ela foi fundo nas interpretações das 20 canções originais e acrescentou mais 10 à família avermelhada. Com direito a quebra de </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/taylor-swift-all-too-well-billboard"><span style="font-weight: 400;">recordes históricos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que contradizem qualquer estatística e comportamento da indústria da Música no século 21, </span><a href="https://open.spotify.com/album/6kZ42qRrzov54LcAk4onW9"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> colocou o nome de Swift como detentor da música mais longa a ocupar o topo de uma parada musical. Nada mais justo: se há 10 anos o álbum definiu a carreira de uma das maiores artistas musicais da história, hoje ele confirma que todos nós nos lembraremos dela</span><i><span style="font-weight: 400;"> muito bem</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> State Of Grace, Nothing New e All Too Well (10 Minute Version)</span></p>
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<figure id="attachment_26520" aria-describedby="caption-attachment-26520" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-800x800.jpeg" alt="Capa do EP Revelación. A imagem mostra Selena Gomez, uma mulher branca e jovem, de cabelos castanhos envolvidos em uma longa trança. Selena está centralizada em um ambiente totalmente vermelho, ao lado de duas poltronas cobertas por tecidos. Ela usa um vestido de gala tomara-que-caia igualmente vermelho, com bastante volume no quadril e reto em ambas as extremidades. Seus braços estão levantados na altura do busto, sendo que o direito segura fitas que enfeitam a trança presente nos cabelos da mulher. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano.jpeg 999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26520" class="wp-caption-text">Com mais de 8,5 milhões de streams em seu primeiro dia, Revelación se tornou a maior estreia de um EP feminino na história do Spotify (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Selena Gomez &#8211; Revelación</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 suscitou e entregou lapidações artísticas cruciais para o diamante que Selena Gomez sempre foi. Desenferrujando memórias da rotina vivida outrora no mundinho </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/selena-gomez-tem-orgulho-dos-trabalhos-na-disney-moldou-quem-sou/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a texana transitou entre estúdios musicais e </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><span style="font-weight: 400;">televisivos</span></a><span style="font-weight: 400;"> novamente. Em um turbilhão cravado por sucesso e júbilo, a autoconfiança polvilhada em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=91VRyTvjoX4"><i><span style="font-weight: 400;">De Una Vez</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> da nova era, floresceu por percursos de inventividade sagaz até o frutificar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/revelacion-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Revelación</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esbanjando a habilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> que já lhe rendeu um </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-album-reviews/revival-101811/"><span style="font-weight: 400;">renascimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><span style="font-weight: 400;">raridade</span></a><span style="font-weight: 400;">, Selena enfim abraça sua ascendência mexicana pelas raízes, colocando-as no coração do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transpira visuais e composições sensuais, cativantes e curativos. Organicamente, ela se refaz como nunca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O charme das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F2Ry0qInUIY"><span style="font-weight: 400;">letras</span></a><span style="font-weight: 400;"> intimistas comumente assinadas pela artista surge </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2P6EExu3H5s"><span style="font-weight: 400;">imponente</span></a><span style="font-weight: 400;"> no cerne do trabalho, rasgando promessas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h5WN3pkxPF0"><span style="font-weight: 400;">dançantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e confirmando quão fértil o </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi para a dimensão estruturada. Transpondo a pessoalidade das faixas em que Gomez se desdobra por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_ILiUAK5-Vw"><span style="font-weight: 400;">vícios</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9H_368c2Hzw"><span style="font-weight: 400;">despedidas</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">fuerte y sola</span></i><span style="font-weight: 400;">, as participações de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EU02Cq-6XAQ"><span style="font-weight: 400;">Myke Towers</span></a><span style="font-weight: 400;">, Rauw Alejandro e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gQG_2O9Bu6c"><span style="font-weight: 400;">DJ Snake</span></a><span style="font-weight: 400;"> evocam atmosferas chicletes sem deixar </span><i><span style="font-weight: 400;">Revelación</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao marasmo &#8211; e ainda rendendo </span><a href="https://www.selenagomez.com.br/2021/03/22/revelacion-bate-recorde-em-chart-da-billboard/#:~:text=Al%C3%A9m%20de%20ter%20quebrado%20o,na%20Billboard%20Top%20Latin%20Albums"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> explosivos na estreia. Elevar o gingado </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a trouxe até aqui ao sabor de recitar em espanhol sua melhor fase fez o </span><a href="https://portalpopline.com.br/selena-gomez-sobre-indicacao-ao-grammy-chorei-como-um-bebe/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nas versões latina e estadunidense, finalmente bater nas portas de Selena. E a revelação está completa: a mulher é imparável. </span><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> De Una Vez e Vicio</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26503" aria-describedby="caption-attachment-26503" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26503" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-800x800.png" alt="Capa do álbum ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE. Foto quadrada com o fundo branco. Ao centro, a capa de um CD físico. Suas laterais são da cor azul, e a arte é posicionada em seu centro. Nela, vemos a silhueta branca de um homem com cabelos longos olhando para frente. Atrás dele, a paisagem de um campo verdejante ao pôr do sol, que ilumina em laranja as nuvens. No canto superior direito, é possível observar uma etiqueta azul, com os dizeres “ROADRUNNER” em branco no seu centro. Acima dele, em uma fonte menor, “BROCKHAMPTON”. E abaixo, “NEW LIGHT, NEW MACHINE”. Ainda no canto inferior esquerdo, lê-se “THE LIGHT IS WORTH THE WAIT.”, e no canto inferior direito, “THE 6th STUDIO ALBUM”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26503" class="wp-caption-text">BROCKHAMPTON deixa os palcos em espírito de triunfo, desfazendo-se no seu auge e deixando para trás uma discografia magnífica, de dar inveja (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>BROCKHAMPTON &#8211; ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem já acompanhou fervorosamente a trajetória de alguma </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabe que nenhuma dura para sempre. Em certas ocasiões, a formação se torna um impeditivo para que seus integrantes evoluam e avancem em sua carreira, tanto profissional quanto artisticamente, e a separação torna-se </span><a href="https://g1.globo.com/musica/noticia/one-direction-temos-um-vencedor-harry-styles-prova-ser-o-mais-talentoso-com-disco-solo-classudo-g1-ouviu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">uma necessidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. À vista disso, para o espanto de todos que aguardavam a </span><a href="https://www.nme.com/news/music/brockhampton-announce-details-of-here-right-now-2022-us-tour-2967547"><i><span style="font-weight: 400;">tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, a maldição do </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/brockhampton-hiato-indefinido"><i><span style="font-weight: 400;">hiato indefinido</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">chegou para BROCKHAMPTON. A banda </span><a href="https://twitter.com/brckhmptn/status/1482049909129838593/photo/"><span style="font-weight: 400;">cancelou</span></a><span style="font-weight: 400;"> todos os </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> que estavam marcados para o ano e anunciaram em suas redes que a participação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;"> será sua última apresentação enquanto grupo. Quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/roadrunner-new-light-new-machine-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançou no primeiro semestre de 2021, ninguém poderia prever que aquela seria a última vez que os veríamos fazendo música juntos. Ainda mais pelo projeto indicar novos ares para a banda – o início de uma nova fase, e não seu fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, olhando em retrospecto hoje, </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo encerramento para a trajetória da BROCKHAMPTON. Uma revisita por todas as eras da banda, descobrindo entre aquelas sonoridades familiares possibilidades. É sobre cavar o solo do passado em busca de novas luzes para o presente. Sobre olhar para trás, reconhecer o trajeto que lhe trouxe até aqui, para que, desse modo, possa seguir seguro e sem remorsos para o futuro. Uma experiência corpórea e etérea, que ressignifica toda uma discografia. Fica aqui, portanto, o tributo à </span><i><span style="font-weight: 400;">“maior boyband do mundo”</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, enquanto ativa, foi responsável por </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/32662/1/brockhampton-collective-interview"><span style="font-weight: 400;">rupturas</span></a><span style="font-weight: 400;">, revoluções e transgressões que mudaram o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para sempre. BROCKHAMPTON nos deixou em seu auge, e agora o que nos resta são só memórias – as melhores. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">BANKROLL, THE LIGHT e WHAT’S THE OCCASION?</span></p>
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<figure id="attachment_26467" aria-describedby="caption-attachment-26467" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-800x800.jpg" alt="Capa do EP Roteiro para Aïnouz Vol II de Don L. A imagem mostra uma fotomontagem, que nos remete a cultura e religião muçulmanas, com fundo branco e uma imagem do rapper centralizada sobre uma forma dourada, disposta de maneira semelhante a uma janela de mesquita/vitral de santuário. Duas flechas aparecem ao lado da imagem centralizada, e no lado esquerdo o nome “Don L” escrito em letras grandes e douradas, assim como no lado direito “RPA2”, sigla do álbum. ícones de armas vetorizadas também em dourado aparecem nos quatro cantos da imagem. “Roteiro para Aïnouz” aparece em letras de forma, minúsculas no canto esquerdo superior, ao lado da arma, da mesma maneira que “Volume Dois”, no canto inferior direito. Linhas geométricas que servem como bordas ou margens estão enquadrando a imagem e todos os elementos presentes na capa, de maneira livremente regular. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26467" class="wp-caption-text">A crônica futurista-cyberpunk-marginal de Don L atinge o apogeu em RPA2, álbum que colocou o artista, merecidamente, entre um dos principais do ano, e o consagra como um dos nomes mais influentes da arte-ativista no país (Arte: Filipi Filippo Foto: Autumn Sonnichsen)</figcaption></figure>
<p><b>Don L &#8211; Roteiro pra Aïnouz (Vol. 2)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Roteiro pra Aïnouz (Vol. 2)</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">RPA2</span></i><span style="font-weight: 400;">, surge como o aguardado precessor do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPA3</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; fora de ordem cronológica, mantendo a narrativa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rnQO9mMcwk0"><span style="font-weight: 400;">mais disruptiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> do rap nacional e da nova classe artística do país. Após o lançamento do disco, em novembro do ano passado, Don L, que acumula cerca de 411 mil ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, levou o título de Artista do Ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), e Melhor Álbum de 2021 do Prêmio Arcanjo. </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/em-album-engenhoso-don-l-caminha-para-ser-um-dos-grandes-do-rap/"><span style="font-weight: 400;">Absoluto</span></a><span style="font-weight: 400;"> em lírica, sonoridade e execução, o quarto trabalho de estúdio do </span><a href="https://portalrapmais.com/don-l-explica-frase-o-rapper-favorito-do-seu-rapper-favorito/"><i><span style="font-weight: 400;">rapper favorito do seu favorito</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">tende a entrar para a história sobretudo pelo caráter transgressor e subversivo das composições, que, amarradas, soam como uma espécie de fábula futurista de uma revolução armada do povo para o povo, escaldada por interlúdios que nos remetem à trechos de discursos de Malcolm X e Martin Luther King. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A originalidade inquestionável das letras, como é o caso também dos arranjos, que vão desde </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> inesperados (como em </span><i><span style="font-weight: 400;">favela venceu/cit: rap das armas</span></i><span style="font-weight: 400;">), até sons </span><i><span style="font-weight: 400;">jazzy love song (contigo pro que for</span></i><span style="font-weight: 400;">), dão vida e forma ao segundo volume da trilogia quase visual, e autobiográfica do artista “abertamente comunista”, </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/02/08/artista-do-ano-da-apca-don-l-explica-ausencia-na-capa-dos-jornais-sou-abertamente-comunista"><span style="font-weight: 400;">motivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo qual acredita que, não foi ovacionado pela imprensa tradicional, mesmo com um dos trabalhos mais relevantes do ano. RPA2, une </span><a href="https://www.em.com.br/app/colunistas/jessica-balbino/2021/12/08/noticia-jessica-balbino,1329350/tem-que-f-der-valendo-a-vida-a-celebracao-dos-corpos-durante-a-guerra.shtml"><span style="font-weight: 400;">tesão </span></a><span style="font-weight: 400;">e levante popular ao passo em que iça sonhos e nos deixa sedentos por justiça.   </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">pela boca, enquanto recomeça e auri sacra fames</span></p>
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<figure id="attachment_26560" aria-describedby="caption-attachment-26560" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26560 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Take the Sadness Out of Saturday Night. A capa é uma moldura branca, com um traço dourado, e uma foto dentro dela. Na foto, ocupando o canto esquerdo e se estendendo ao lado superior direito, vemos parte do rosto de Jack Antonoff olhando para baixo, com um efeito que deixa a imagem com uma aparência antiga. Ele é um homem branco, aparentando cerca de 30 anos, e tem seus olhos fechados. No canto inferior direito, vemos as palavras “Take the Sadness Out of Saturday Night” em uma fonte de caligrafia, em dourado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26560" class="wp-caption-text">Jack Antonoff já trabalhou com artistas como Taylor Swift, Lorde, St. Vincent, Clairo, Troye Sivan e muitos outros (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Bleachers &#8211; Take the Sadness Out of Saturday Night</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff passou quatro anos colaborando com produções musicais para outros artistas (a lista é longa e aclamada, e, inclusive, o rendeu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClVPVgHRB_U"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), só para voltar mais forte em sua própria musicalidade. No terceiro álbum da Bleachers, o projeto musical e banda encabeçada por </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/jack-antonoff-bleachers-album-taylor-swift-lorde-bruce-springsteen-lana-del-rey-1183389/"><span style="font-weight: 400;">ele</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor se aproveita das referências </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e oitentistas presentes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Strange Desire</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gone Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, trabalhos anteriores, e os soma à experiência adquirida no período. O saldo é </span><a href="https://open.spotify.com/album/6SPUtbeCQiPGej0t5RBasE?si=C-loL08MROmPFqLc4pSpHg"><i><span style="font-weight: 400;">Take the Sadness Out of Saturday Night</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrindo o álbum com violoncelos, alternando guitarras ora animadas, ora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-0RVrGP1IC8"><span style="font-weight: 400;">melancólicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, e violões </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, e incluindo até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pdNf8cF-vJw"><span style="font-weight: 400;">solos de saxofone</span></a><span style="font-weight: 400;">, a mistureba de harmonias triunfa em, mesmo assim, soar orgânica. Como o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wa-k6ClxBHg"><span style="font-weight: 400;">conceito do projeto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Take the Sadness Out of Saturday Night </span></i><span style="font-weight: 400;">cria uma viagem ao longo das 10 faixas, em que cada uma provoca um sentimento e uma reação distinta. Se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LmqQfVNSUKw"><i><span style="font-weight: 400;">Stop Making This Hurt</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é colorida e dá vontade de gritar o refrão a plenos pulmões, </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Go Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">é introvertida, ainda que calorosa. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">What’d I Do With All This Faith? </span></i><span style="font-weight: 400;">é contemplativa, mostrando a habilidade de Bleachers em transitar entre temas, assim como entre estilos musicais. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chinatown, Don’t Go Dark e 45</span></p>
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<figure id="attachment_26468" aria-describedby="caption-attachment-26468" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Te Amo Lá Fora de Duda Beat. Na imagem é possível ver em primeiro plano, sobre um fundo preto, apenas o rosto de Duda Beat, coberto por uma espécie de véu translúcido, com certa fluorescência pela luz, do lado esquerdo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26468" class="wp-caption-text">Segundo trabalho solo de estúdio de Duda Beat, o álbum Te Amo Lá Fora foi considerado um dos melhores de 2021 pela APCA, coroando a fase da cantora que soma mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, o que confirma a máxima de azar no amor significa, de fato, sorte no jogo (Foto: Fernando Thomaz)</figcaption></figure>
<p><b>DUDA BEAT &#8211; Te Amo Lá Fora</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O icônico </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Lá Fora</span></i><span style="font-weight: 400;">, persevera a saga de sofrência e desilusões amorosas da pernambucana DUDA BEAT, e se mantém de maneira bem sucedida na narrativa das paixões frustradas de Sinto Muito. Com o novo trabalho, apenas três anos depois, a artista revelação pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2018, repete o feito e aparece mais uma vez na premiação, figurando na lista dos 50 melhores álbuns brasileiros de 2021. Para além do autêntico </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro de DUDA, que faz com que os ouvintes se identifiquem no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco também transita por arranjos e narrativas íntimas transfiguradas, como na melodia </span><i><span style="font-weight: 400;">axé-drill </span></i><span style="font-weight: 400;">e videoclipe de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Nem Um Pouquinho </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <span style="font-weight: 400;">uma das recentes produções audiovisuais </span><a href="https://observatoriodemusica.uol.com.br/noticia/nem-um-pouquinho-duda-beat-lanca-clipe-com-visual-futurista-e-impactante"><span style="font-weight: 400;">mais vistosas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">plot futurista e cyberpunk </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qGZgSnJBilE"><span style="font-weight: 400;">realização cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dirigida pela dupla Alaska e patrocinada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, não fica apenas no clipe, mas se estende para a sonoridade das canções. O </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo que se une ao melô tecnobrega de Duda já conquistaram 1,6 milhões de ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, e mais de 3 milhões de views no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hkv-w5QJPC0"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Pisêro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, números que coroam a sua habilidade única de trabalhar tão bemcontrastes. Os visuais leves e pastel acompanhados de melodias dançantes, versus as histórias de sofrimento cantadas com voz suave e sotaque marcado que já são marcas registradas da artista, ainda conseguem surpreender com fôlego no </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Lá Fora</span></i><span style="font-weight: 400;">, que pragueja o lado externo do amor. </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nem Um Pouquinho, 50 Meninas e GAME</span></p>
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<figure id="attachment_26578" aria-describedby="caption-attachment-26578" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26578 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-800x800.jpg" alt="Fotografia quadrada em preto e branco. Ao centro, vemos a cantora SPELLLING. Ela é uma mulher jovem adulta negra. Na fotografia, vemos seu rosto duplicado por um efeito adicionado na foto. Ela mexe um tecido branco, que está embaçado por um efeito. O fundo é preto. No canto superior direito, pode-se ler o nome da artista e o título do álbum, The Turning Wheel. Foi adicionado um filtro na foto que torna a diferenciação dos elementos bem difícil, praticamente vemos apenas borrões e formas, sendo o maior destaque o rosto de SPELLLING ao centro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26578" class="wp-caption-text">Com seus 7 minutos e 26 segundos, Boys at School é a odisseia impecável de SPELLLING (Foto: Sacred Bones Records)</figcaption></figure>
<p><b>SPELLLING &#8211; The Turning Wheel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kate Bush, </span><i><span style="font-weight: 400;">eu ainda vou te dar muito orgulho velha</span></i><span style="font-weight: 400;">… A faixa-título não nega: SPELLLING, assim como tantos outros artistas da cena alternativa, bebe diretamente de uma das fontes mais geniais do gênero. Mas não se engane: Chrystia Cabral vai muito além, e já é dona de sua própria história. Por meio de pianos devidamente posicionados em suas músicas e outros diversos instrumentos de corda, sopro e sintetizadores que encantariam milhares de ratos medievais, a artista dá o tom para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TnuG9jvRcHk&amp;ab_channel=SPELLLING"><i><span style="font-weight: 400;">The Turning Wheel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: melódico, nostálgico, fantástico, teatral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada canção parece contar uma história cinematográfica, e há uma constante mágica no ar. A sequência dramática de notas e acordes exploram possibilidades da música eletrônica com instrumentos convencionais, e somos revelados a produções tão meticulosas e exímias que parecem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rdf62fcwmeA&amp;ab_channel=SacredBonesRecords"><span style="font-weight: 400;">costuradas a mão</span></a><span style="font-weight: 400;">. E saber que SPELLLING concebeu seu disco, em grande parte, sozinha, só mostra o potencial gigantesco de um futuro brilhante. Aprenda a </span><i><span style="font-weight: 400;">sollletrar </span></i><span style="font-weight: 400;">o nome dela, você vai precisar. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Emperor with an Egg, Boys at School e Sweet Talk</span></p>
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<figure id="attachment_26458" aria-describedby="caption-attachment-26458" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco This Is What It Feels Like, da cantora Gracie Abrams. A foto mostra Gracie deitada no gramado. Ela é branca, tem cabelos escuros e usa blusa clara e calça escura. Ao seu lado, o gramado mostra o nome do disco, e as letras são formadas pelo efeito de grama cortada: THIS IS WHAT IF FEELS LIKE." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26458" class="wp-caption-text">”E se eu nunca sair de casa?, eu moraria no porão minha vida inteira, fiquei arrepiada quando disse isso, nunca pensei em uma alternativa”, canta Abrams na faixa mais vulnerável do projeto (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; This Is What It Feels Like</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que filha da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gracie Abrams é também </span><a href="https://etcanada.com/news/863186/gracie-abrams-talks-new-album-growing-up-with-dad-j-j-abrams/"><span style="font-weight: 400;">filha do cineasta J.J. Abrams</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que já explica seu olhar afiado para questões e detalhes que poderiam passar batidos por alguém que não cresceu na mesma casa que o homem apaixonado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/super-8-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">lapidar suas criações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por isso, no </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/7l2g05NyprwonSFIs2y8at"><i><span style="font-weight: 400;">This Is What It Feels Like</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem cantora toma parte em um dos processos mais duros, difíceis e árduos da vida adulta. Gracie está disposta a quebrar os moldes, crescer e deixar para trás o que não a traz tanta felicidade quanto antes. O resultado é uma coletânea de </span><a href="https://www.theyoungfolks.com/review/160947/this-is-what-it-feels-like-album-review-pause-this-one-will-make-you-sit-with-your-emotions/"><span style="font-weight: 400;">composições pungentes e nauseantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tão sinceras. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/track/35IcAVSMsU9qzHfpPbvC8A?si=aa95f6552e2a4ea8"><i><span style="font-weight: 400;">Feels Like</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> areja a casa, e Abrams admite que, estando com a pessoa querida, qualquer coisa já é o bastante. Eles nem precisam deixar o apartamento. Mais para a frente, </span><a href="https://open.spotify.com/track/1cR29lpK5mJIlajSpRqfNF?si=dee54cd370a64997"><i><span style="font-weight: 400;">For Real This Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a pepita mais brilhante do grupo, no momento em que ela confidencia que arrumou as malas durante a noite, ensaiou dizer adeus mil vezes e acredita piamente que dessa vez é para valer. As letras, simples e diretas, não poderiam ser mais assertivas. Não há nada mais corajoso do que se colocar em primeiro lugar, não há nada mais desconfortável do que renegar um ontem virtuoso e não há nada mais revitalizante do que olhar para frente, e </span><a href="https://www.onestowatch.com/blog/gracie-abrams-this-is-what-it-feels-like"><span style="font-weight: 400;">é assim que as coisas são sentidas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">For Real This Time, Camden e Alright</span></p>
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<figure id="attachment_26537" aria-describedby="caption-attachment-26537" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-800x800.jpg" alt="Fotografada de cima, a capa revela Linn da Quebrada deitada no chão escuro, olhando para o alto, para a câmera. Ela usa lentes de contato totalmente pretas nos olhos e uma longa trança como penteado. Usa um vestido abstrato, feito de tecidos fluidos e amarrações. Está rodeada por troncos de árvores cortados e plantas, que a cercam como num altar. Carreiras de areia, também enfileiradas em volta da artista, compõem a cena. A fotografia tem coloração vermelha." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26537" class="wp-caption-text">Lançado em julho de 2021, “Trava Línguas” é canceriano e, assim como sua intérprete, é um disco afogado em sentimento (Foto: Wallace Domingues)</figcaption></figure>
<p><b>Linn da Quebrada &#8211; Trava Línguas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta </span><i><span style="font-weight: 400;">“quem sou eu?”</span></i><span style="font-weight: 400;"> surge diversas vezes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/7MpgDfdAVvQjQ2pZ9NYvh6"><i><span style="font-weight: 400;">Trava Línguas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(Independente), segundo disco de Linn da Quebrada. Esse questionamento, que é angústia adolescente e reflexão filosófica ao mesmo tempo, soa inusitado vindo de uma artista tão confiante. Mas o que se revela no registro é uma identidade em construção, mergulhada em contradições – e isso é maravilhoso! O grande tesouro da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">vem ainda no lado A, com </span><i><span style="font-weight: 400;">medrosa &#8211; ode à </span></i><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/artigos/literatura-brasileira/poetica-insubmissa"><i><span style="font-weight: 400;">Stella do Patrocínio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que versa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou muito medrosa/Cínica/Covarde/Sonsa/Injusta/Eu não sei fazer justiça</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Aqui, a cantora e compositora homenageia uma mulher preta que foi encarcerada e psiquiatrizada à força, tida esquizofrênica, mas que teve seus falatórios registrados em áudio e editados em livro de poesia, após sua morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem autonomia sobre a própria existência, Stella foi tida como louca e depois poeta, tudo pelas mãos da branquitude. E isso serve de lição para Linn: se ela ainda não sabe quem é, ninguém além dela saberá. É pelo direito de continuar buscando o próprio eu que clamam as músicas. Nem sempre o clima é calmo, à exemplo das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yxvrk6K25sE&amp;"><span style="font-weight: 400;">fervidíssimas</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">pense &amp; dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">mate &amp; morra</span></i><span style="font-weight: 400;"> (produções de BADSISTA). Além disso, brilham aqui os jogos de palavras, parte tão importante do catálogo da artista. Mais madura e intimista que em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua estreia, Linn da Quebrada, ou Lina, oferece um vislumbre de seu amadurecimento, dialogando com a persona que ela tem evidenciado no </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB</span></i><span style="font-weight: 400;"> 22. Em toda a sua confusão e complexidade, é ela. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I míssil, medrosa &#8211; ode à Stella do Patrocínio e pense &amp; dance</span></p>
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<figure id="attachment_26510" aria-describedby="caption-attachment-26510" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26510" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco Valentine de Snail Mail. A imagem mostra a cantora, mulher jovem branca de olhos azuis, cabelo loiro escuro solto e com comprimento médio na altura dos ombros. Ela veste um paletó pêssego por cima de uma camisa rosa translúcida com gola bufante e um laço preto no pescoço. Ela também veste na lapela do paletó um broche branco do busto de uma pessoa com detalhes dourados em volta e um arranjo de flores rosa pastel e brancas no bolso do paletó. Ela encara a câmera com os braços para baixo. O fundo é um tom de vermelho queimado. Na parte central superior é possível ler o nome da cantora em fonte branca serifada e, abaixo, o título do disco na mesma fonte, porém na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26510" class="wp-caption-text">O lirismo honesto de Lindsey Jordan se reafirma como nunca no segundo álbum de estúdio de Snail Mail, Valentine (Foto: Matador Records)</figcaption></figure>
<p><b>Snail Mail &#8211; Valentine</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor é um sentimento lindo, mas na ruína, Lindsey Jordan – nome por trás do projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">Snail Mail –, recolhe os pedaços ensanguentados de seu coração partido no </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-snail-mail-valentine/"><span style="font-weight: 400;">segundo disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da carreira, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0zNWhYDalgisc4uweLIGZJ?si=NbG98nYDQ-KX26OnXuvkRw"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após três anos do lançamento de sua estreia, </span><a href="https://open.spotify.com/album/2ZlrWJ4Ev4DhG6mRo5h1AP?si=cCsg7a7QQPS1tFMHidCgTg"><i><span style="font-weight: 400;">Lush</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), a eternidade que Jordan ora prometera, deixou de existir. Aqui, a cantora, compositora e produtora norte-americana explora cada estágio do amor em toda sua contraditoriedade, perpassando pela inocência ardente de uma nova paixão, cruzando obsessões compulsivas, enfrentando desfechos inconclusivos, até a aceitação melancólica, mas tranquila, de que o amor vai para além do desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O universo de Jordan também se expandiu desde o seu primeiro registro. Ela lidou com a fama de “</span><a href="https://www.nytimes.com/2018/05/16/arts/music/snail-mail-lindsey-jordan-lush.html"><span style="font-weight: 400;">celebridade </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” na adolescência, vício e </span><a href="https://pitchfork.com/features/interview/snail-mail-valentine-interview/"><span style="font-weight: 400;">reabilitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, tudo simultâneo ao florescer confuso de sentimentos amorosos na juventude. Como reflexo, sua composição confessional registra um amadurecimento espantoso que expõe sua experiência pessoal através de um lirismo vulnerável, olhando para qualquer possível imperfeição com uma empatia apaixonadamente honesta. Ela se permite assumir o brilho de uma sonoridade mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhando a rouquidão de sua voz com texturas de sintetizadores e arranjos acústicos, sem jamais ofuscar o seu ponto de vista, sinceramente exposto como verdadeira romântica que é. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Ben Franklin, Forever (Sailing) e Madonna</span></p>
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<figure id="attachment_26558" aria-describedby="caption-attachment-26558" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26558" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-800x800.jpg" alt="Descrição da imagem: Capa do álbum Vou Ter Que Me Virar. A capa tem uma moldura azul escura, com bordas com um detalhe arredondado, e, à frente de um fundo branco na parte de dentro, vemos os três membros da banda Fresno lado a lado, em uma espécie de tinta azul e com suas sombras pintadas. Na parte superior central, vemos a palavra “FRESNO” escrita em caixa alta e em uma fonte estilizada. Ao centro, vemos os três membros da banda, homens brancos, aparentando entre 35 e 40 anos de idade, com cabelos castanhos curtos e vestidos de preto, posicionados lado a lado. No meio dos três, o vocalista Lucas Silveira está com os braços abertos, estendidos por trás da cabeça dos membros nas pontas. Na parte inferior central, vemos as palavras “VOU TER QUE ME VIRAR” em caixa alta e em uma fonte estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26558" class="wp-caption-text">Atualmente, a banda Fresno é formada por Lucas Silveira, Gustavo Mantovani e Thiago Guerra (Foto: FRESNO)</figcaption></figure>
<p><b>Fresno &#8211; Vou Ter Que Me Virar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nome mais do que conhecido no Brasil, Fresno se tornou referência no </span><i><span style="font-weight: 400;">emo </span></i><span style="font-weight: 400;">desde antes de muitos de nós aprendermos a andar ou escrever. </span><a href="https://open.spotify.com/album/3u7npFweylUn5ETUvkQaoH?si=l6pFBwgFTSqIcbNPSOdueg"><i><span style="font-weight: 400;">Vou Ter Que Me Virar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o nono álbum da banda &#8211; agora, um trio &#8211; não se desvencilha das raízes musicais do grupo, e sob o comando de Lucas Silveira na composição e na produção, arrisca novos estilos musicais e renova temas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman </span></i><span style="font-weight: 400;">da Fresno aproveita a liberdade de ser seu próprio produtor para brincar com a sonoridade do disco, o mais diverso até então: as 11 faixas incluem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbrLub_Bae8"><span style="font-weight: 400;">batidas eletrônicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, MPB e até um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2_yl85hb7D0"><span style="font-weight: 400;">tímido samba</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as experimentações, o álbum revitaliza e reanimaa sonoridade da banda, que está em atividade há 20 anos e ainda consegue se manter fresca no cenário musical atual. Apesar das misturebas de estilos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vou Ter Que Me Virar </span></i><span style="font-weight: 400;">soa orgânico, coeso e muito divertido, apesar das letras não muito positivas. Essas, inclusive, são chamativas pela honestidade, sempre presente na longa </span><a href="https://personaunesp.com.br/sua-alegria-foi-cancelada-critica/"><span style="font-weight: 400;">discografia da banda</span></a><span style="font-weight: 400;">. As composições são pessoais ao tratarem de medos e inseguranças, receio com o futuro, saúde mental e relacionamentos amorosos e familiares, de uma forma que o álbum não seja só um capricho estético e sonoro para não caírem no esquecimento, mas sim mostrar que a Fresno ainda tem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zHQwzwXF2v0"><span style="font-weight: 400;">o que dizer</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Casa Assombrada, ELES ODEIAM GENTE COMO NÓS e Caminho Não Tem Fim</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Descrição da Imagem: Capa do álbum “Vulture Prince” de Arooj Aftab. A</span></p>
<figure id="attachment_26475" aria-describedby="caption-attachment-26475" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “Vulture Prince” de Arooj Aftab. A cantora Arooj é uma jovem mulher de traços paquistaneses e está segurando um microfone enquanto seu olhar está inclinado para o canto inferior esquerdo da imagem. Ela usa o cabelo preso por um coque, vemos as alças de sua blusa regata preta. A imagem possui um tratamento de tons violeta e é bem sombreada, dando visibilidade parcial ao rosto da artista.  O fundo é preto e o nome da artista e do álbum estão escritos no canto superior esquerdo em fonte não-serifada. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26475" class="wp-caption-text">Em Vulture Prince, a paquistanesa Arooj Aftab aplica o seu amplo background musical em um registro meticuloso que vai de encontro com a reconciliação com o luto (Foto: New Amsterdam)</figcaption></figure>
<p><b>Arooj Aftab &#8211; Vulture Prince</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/21OZptKAhVTvzKdxxtk4DT"><i><span style="font-weight: 400;">Vulture Prince</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pode ser facilmente descrito como uma força não-bruta aqui nesta lista de melhores discos de 2021. O registro escolheu seu próprio destino temático, quando a cantora paquistanesa, radicalizada no Brooklyn, perdeu seu irmão e uma grande amiga durante o período de gravações. O golpe duplo da morte fez com que a artista voltasse seu espírito para a sua infância em Lahore, capital da província do Panjabe, no Paquistão. Sua memória musical sul-asiática, despertada pelo luto, colidiu delicadamente com a sua formação acadêmica ocidental fundamentada em gêneros como o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. O produto final é uma coletânea meditativa de sete canções que refletem e buscam aceitar a finitude da vida, guiadas por poemas cantados na voz marcante de Arooj.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância de Arooj Aftab vai muito além de atualizar e apresentar a tradição musical de seu povo para novas audiências. A </span><a href="https://pitchfork.com/features/rising/arooj-aftab-vulture-prince-interview/"><span style="font-weight: 400;">cantora define herança cultural</span></a><span style="font-weight: 400;"> como tudo aquilo que se vive, toda a bagagem dos lugares que já morou e costumes que absorveu. Arooj sempre se sentiu diferente por ser </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e musicista no Paquistão, ao mesmo tempo que, nos EUA, é marcada pelo seu sotaque carregado. O minimalismo das harpas que conduzem </span><i><span style="font-weight: 400;">Vulture Prince </span></i><span style="font-weight: 400;">e o resgate do </span><a href="https://stringfixer.com/pt/Ghazal"><span style="font-weight: 400;">Gazel</span></a><span style="font-weight: 400;"> combinado a cadência típica do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, revelam que o artista sempre tem uma origem, mas encontra em sua arte um passaporte universal, no qual as fronteiras culturais são um convite para desbravar novos territórios criativos. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Last Night, Mohabbat e Saans Lo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26517" aria-describedby="caption-attachment-26517" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Written &amp; Directed, da banda Black Honey. O título está centralizado no meio da capa, que é marrom escura mas possui um aspecto desgastado e velho. Em letras grandes e amarelas com fundo vermelho, “Written &amp; Directed” em cima, e “BY BLACK HONEY” embaixo, em letras menores." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda.jpg 1772w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26517" class="wp-caption-text">A banda londrina volta em seu segundo álbum com o espírito punk renovado (Foto: Foxfive Records)</figcaption></figure>
<p><b>Black Honey &#8211; Written &amp; Directed</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo álbum da banda britânica Black Honey vem carregado do mesmo entusiasmo juvenil e disruptivo que tornou </span><a href="https://open.spotify.com/album/7AJTVMYgX1xDrufcavMUk1?si=dDwTLZ1-T4eH0IOp2mO_Ig"><span style="font-weight: 400;">sua estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> tão especial, aperfeiçoando o estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> em batidas cada vez mais marcantes e letras agressivamente despudoradas. Os vocais ferozes de Izzy B. Philipps não tem medo de enfrentar qualquer um que se ponha em seu caminho, dilacerando com palavras o patriarcado com seu auto intitulado “</span><a href="https://diymag.com/2020/09/18/listen-black-honey-run-for-cover"><i><span style="font-weight: 400;">vagina rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” e não se preocupando em fazer reféns: “</span><i><span style="font-weight: 400;">É melhor correr pra se proteger</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do som do grupo não fugir muito do que foi estabelecido em seu primeiro disco, ainda é revigorante ver o cuidado que eles colocam em suas composições, bem como o esforço com o qual as executam. </span><a href="https://open.spotify.com/album/6hODMaWCw1sz39hkaSWgMW?si=ku4F2wcrSjmEZs7k6Oy0-A"><i><span style="font-weight: 400;">Written &amp; Directed</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um trabalho que implora para ser ouvido no meio de um palco, baixando e levantando sua cabeça junto com os artistas de Brighton no ritmo massacrante da guitarra de Chris Ostler, se preparando para acender um coquetel </span><i><span style="font-weight: 400;">molotov</span></i><span style="font-weight: 400;"> junto com seus amigos e botar a casa abaixo.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Run for Cover, Beaches e I Do It to Myself</span></p>
<hr />
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Os Melhores Discos de 2021" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/4ZMWbPzSgJdvfLP09r8Fvh?si=fe1ed4a3fdab4714&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Nota Musical – Janeiro de 2021</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2021 18:35:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>I&#8217;m sorry, the old Melhores Discos do Mês can&#8217;t come to the phone right now. Why? Oh, &#8216;cause he&#8217;s dead! Brincadeiras e referências taylorswifitianas à parte, o Melhores Discos do Mês realmente pediu aposentadoria. Porém, não vamos deixar esse buraco sem um substituto: sejam bem-vindos à primeira edição do Nota Musical. Todo começo de mês &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-janeiro-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nota Musical – Janeiro de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18274" aria-describedby="caption-attachment-18274" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18274 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/wordpress-nota-musical-capa-wordpress.jpg" alt="Arte retangular vermelha. No lado esquerdo, foi adicionado o texto &quot;nota musical - janeiro de 2021&quot; e o logo do Persona. No lado direito, foi adicionado a capinha de um CD transparente. Dentro, foi adicionado um disco com quatro fotos: Arlo Parks, Olivia Rodrigo, ANAVITÓRIA e SOPHIE." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/wordpress-nota-musical-capa-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/wordpress-nota-musical-capa-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/wordpress-nota-musical-capa-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18274" class="wp-caption-text">Destaques do mês de janeiro: Arlo Parks, Olivia Rodrigo, ANAVITÓRIA e SOPHIE (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara/ Texto de Abertura: Jho Brunhara)</figcaption></figure>
<p><em>I&#8217;m sorry, the old Melhores Discos do Mês can&#8217;t come to the phone right now. Why? Oh, &#8216;cause he&#8217;s dead!</em></p>
<p>Brincadeiras e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3tmd-ClpJxA&amp;list=PLsOuhIZbZXjm1oF7xBBIc5QWYzq1JK7_D&amp;index=86">referências <em>taylorswifitianas </em></a>à parte, o Melhores Discos do Mês realmente pediu aposentadoria. Porém, não vamos deixar esse buraco sem um substituto: sejam bem-vindos à primeira edição do <strong>Nota Musical</strong>.</p>
<p>Todo começo de mês publicaremos um listão dos melhores e piores lançamentos musicais do mês que passou. Tem CD, tem <em>EP</em>, música e até clipe. Em textinhos de até três parágrafos, a <strong>Editoria e os colaboradores do Persona</strong> levam até você os méritos e deméritos do que rolou no mundo da música.</p>
<p>Janeiro abriu a segunda temporada da pandemia com o delicioso <em><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/01/06/interna_cultura,1226248/anavitoria-lanca-cor-que-vai-alem-do-pop-fofo-da-dupla.shtml#:~:text=Lan%C3%A7ado%20sem%20aviso%20pr%C3%A9vio%20no,de%20can%C3%A7%C3%B5es%20de%20Nando%20Reis.">COR</a></em>, da dupla ANAVITÓRIA. Depois foi a vez da <em>internet</em> ficar obcecada com Olivia Rodrigo, sua carteira de motorista, e o drama digno de malhação com seu ex, Joshua Bassett e a loirona Sabrina Carpenter. Selena Gomez mandou um <em><a href="https://pbs.twimg.com/media/EJoKPE1WkAEZKTQ.jpg:large">cállate puta</a></em> e anunciou <em>Revelacíon, </em>um <em>EP</em> totalmente em espanhol.</p>
<p>Arlo Parks, &#8216;apadrinhada&#8217; por <a href="https://www.standard.co.uk/showbiz/celebrity-news/arlo-parks-celebrity-fans-disbelief-a4554426.html">Billie Eilish</a>, presenteou o mundo com o primeiro grande disco do ano: <em>Collapsed in Sunbeams</em>. E no penúltimo dia do mês, <a href="https://www.papelpop.com/2021/02/fas-querem-que-novo-planeta-seja-batizado-como-sophie-em-homenagem-postuma-a-cantora/">perdemos a talentosíssima SOPHIE</a>, um dos grandes nomes da música do século 21. O <strong>Nota Musical</strong> de Janeiro presta suas homenagens à ela. Ícone trans, gênia da produção eletrônica, e um dos pilares da <em>PC Music</em>. <em>Rest in power. </em></p>
<p><span id="more-18006"></span></p>
<figure id="attachment_18259" aria-describedby="caption-attachment-18259" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18259" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/sophie-1024x1024.jpg" alt="Capa do CD Product. A imagem mostra o texto SOPHIE em letras estilizadas de forma que fiquem deformadas, na cor branca. O fundo é preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/sophie-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/sophie-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/sophie-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/sophie-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/sophie-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/sophie.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18259" class="wp-caption-text">SOPHIE redefiniu os conceitos de música eletrônica industrial (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>SOPHIE &#8211; Product</strong></p>
<p>Muito antes da dupla <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fQAjveYLtHQ">100 gecs</a> aterrorizar a <em>internet</em> com a barulheira eletrônica e vocais destorcidos de seu <a href="https://open.spotify.com/album/4CGanXs6KlVuXXdNrf82qE"><em>debut</em></a>, SOPHIE já pavimentava o caminho para a revolução eletrônica. A faixa <a href="https://open.spotify.com/album/1xF4KA0folSWB5Wcfkv8QU"><em>BIPP </em></a>e os lançamentos subsequentes usavam de instrumentos digitais e sintetizadores distorcidos para imitar sons do mundo real parecidos com látex, bexigas, bolhas, metal, plástico e elásticos. Tudo isso usando sua <em>Monomachine</em> de estimação, um complexo aparelho sintetizador e sequenciador, sem perder a sonoridade <em>pop. </em></p>
<p>Na verdade, SOPHIE era mais que <em>pop</em>: assim como seus colegas da <em>PC Music</em>, a artista ajudou a consolidar o <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/06/como-um-selo-independente-transformou-a-musica-pop-com-fofura-e-esquisitice.shtml"><em>hyperpop </em></a>como a tendência para o fim dos anos 10 e para um futuro, ainda, sem data de validade. Com a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ifh0tDrwBA&amp;ab_channel=ArteTRACKS">filosofia</a> de que os <em>softwares</em> de produção e os sintetizadores deveriam ser vistos como sem limites, nenhum som era impossível ou absurdo demais. A era <a href="https://www.vice.com/pt/article/pg9d77/pc-music-e-pura-arte-pos-internet">pós-<em>internet</em></a> já está entre nós há algum tempo e a regra é clara: o artificial dobra a realidade e ganha quem parecer mais sintético intencionalmente. Mas, por incrível que pareça, nesse mundo <em>photoshopado</em> e plastificado da <em>PC Music</em>, a genialidade se mostra extremamente humana. <strong>– Jho Brunhara</strong></p>
<hr />
<figure id="attachment_18277" aria-describedby="caption-attachment-18277" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-1024x1024.jpg" alt="Capa do CD OIL OF EVERY PEARL'S UN-INSIDES. A imagem mostra SOPHIE em primeiro plano. Ela é uma mulher branca de cabelo curto ruivo. Ela veste um vestido de plástico na cor laranja e roxa. Seu pés estão dentro d'água e ela está sentada em uma plataforma. Ao fundo, foram adicionadas nuvens na cor roxa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-2048x2048.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/SOPHIEalbumart-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18277" class="wp-caption-text"><a href="https://www.change.org/p/nasa-name-toi-1338-in-honor-of-sophie">Petição</a> quer nomear planeta como SOPHIE em homenagem à artista (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>SOPHIE &#8211; OIL OF EVERY PEARL&#8217;S UN-INSIDES</strong></p>
<p>O lançamento de <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m_S0qCeA-pc&amp;ab_channel=SOPHIE">It&#8217;s Okay To Cry</a> </em>foi muito mais que a primeira &#8220;aparição pública&#8221; de SOPHIE, ou a primeira canção cantada por ela mesma. Através da música, a artista se assumiu como uma mulher trans para o mundo. A balada com um final explosivo e uma letra sobre libertação é, sem dúvidas, uma das mais importantes da carreira e um dos maiores legados deixados pela cantora.</p>
<p>Em seu primeiro álbum (<em>Product</em> é considerado um compilado), e, infelizmente, seu último em vida, SOPHIE se consagrou como o <a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/pc-music-e-os-caminhos-do-pop/">futuro da música</a>. Prevendo e lançando estéticas e tendências sonoras desde muito antes, a cantora, produtora e compositora sempre foi uma força a ser reconhecida. <em>Ponyboy</em> e <em>Faceshopping</em> capturam exatamente o que é pertencer à pós-modernidade e a essência propositalmente sintética do <em><a href="http://miojoindie.com.br/11-discos-para-entender-o-hyperpop-2021">hyperpop</a>. </em>E <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_LFxr2bUEUY&amp;ab_channel=SOPHIE-Topic"><em>Immaterial</em></a>, igualmente forte em transcender o <em>pop</em>, não poderia ser mais cirúrgica: &#8220;<em>eu posso ser o que eu quiser&#8221;</em>. Muito obrigado, SOPHIE. Você será para sempre a lua que ilumina nossas noites. <strong>&#8211; Jho Brunhara</strong></p>
<h3>CDs</h3>
<figure id="attachment_18116" aria-describedby="caption-attachment-18116" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18116" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unnamed.jpg" alt="Capa de disco Collapsed in Sunbeams, mostrando uma mulher sentada numa cadeira vermelha. Ela está com o pé esquerdo estendido sobre uma outra cadeira vermelha, essa tombada no chão de madeira. o fungo é bege, quase branco. Ela é ruiva, de cabelos curtos, e veste camisa estampada, calças curtas e tênis pretos. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unnamed.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unnamed-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/unnamed-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18116" class="wp-caption-text">Musicalmente, 2021 começou bem (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Arlo Parks &#8211; Collapsed in Sunbeams</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo parece perfeito demais para ser verdade. Inaugurando a corrida pelos grandes discos do ano, Arlo Parks entra em cena com uma estreia cheia de poesia. A cantora, compositora e poetisa britânica derrama corpo e alma em seu primeiro disco de estúdio, que explora as nuances de um </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/bedroom-pop-tomar-o-controle-sem-sair-de-casa/"><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em tons terrosos, quase pacato, mas cheio de camadas sonoras. É um trabalho riquíssimo. Parks, que tem apenas 20 anos, já demonstra enorme maturidade artística e, sem sombra de dúvidas, deve fazer ainda muito barulho nos próximos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas foco no presente: </span><a href="https://open.spotify.com/album/42joEEymK7EIHODfNB4yug"><i><span style="font-weight: 400;">Collapsed in Sunbeams</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem muito a ser apreciado. O trabalho é, em grande parte, uma parceria com o compositor e produtor Gianluca Buccellati, que rende frutos incríveis. </span><a href="https://open.spotify.com/track/37pShAS4iuRXJeRAa9k6xw"><i><span style="font-weight: 400;">Black Dog</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um deles, observando de perto o impacto de transtornos mentais numa pessoa amada e o sentimento de impotência que isso causa. Outros momentos, como a noventista </span><a href="https://open.spotify.com/track/1HHIv96gVeVkoOBzQeH9d8"><i><span style="font-weight: 400;">Too Good</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (produzida por Paul Epworth, responsável por </span><i><span style="font-weight: 400;">Rolling in the Deep</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">da Adele), são mais leves, mas não menos dolorosamente realistas.</span><b> &#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Arlo Parks - Black Dog (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QOu0Ht0-D4M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18085" aria-describedby="caption-attachment-18085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-cor.jpg" alt="Capa do disco COR, da dupla ANAVITÓRIA. Na imagem com fundo pastel laranja, vemos duas mulheres usando o mesmo casaco, em tamanho enorme. Elas dão as mãos. À esquerda, está Vitória, uma mulher branca de pele clara e cabelo ruivo encaracolado preso num coque baixo. Ela olha para a esquerda. À direita vemos Ana, uma mulher branca de pele clara e cabelos pretos lisos presos num coque baixo. Ela olha para a direita. O casaco enorme que elas usam juntas é azul, laranja e branco. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-cor.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-cor-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-cor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-cor-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18085" class="wp-caption-text">Quando eu espalho cor, eu conto a minha história (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>ANAVITÓRIA &#8211; COR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/sucesso-na-internet-duo-pop-anavitoria-conquista-os-palcos-20207823"><i><span style="font-weight: 400;">Trevo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou o mundo alguns anos atrás, a dupla de avoadas do bem, </span><a href="https://personaunesp.com.br/n-anavitoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA</span></a><span style="font-weight: 400;">, conquista admiração pelo charme e pela meiguice de suas composições. Elas vibram em outra frequência, correm descalças pelos palcos dos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> com os cabelos ao vento e as saias bufantes. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/43Q8jiKg8whuFnVCwA1xOC"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disco que chegou junto dos primeiros badalares de 2021, o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">nem se esforça para fugir dos conceitos artísticos que consolidaram-nas em cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura mais sisuda de </span><a href="https://open.spotify.com/track/2LOIoeI16A8jjKubPKoCSa"><i><span style="font-weight: 400;">Amarelo, azul e branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhada da sabedoria de </span><a href="https://personaunesp.com.br/rita-lee-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">, parece demarcar o trabalho para novas direções, mas tudo volta ao ‘normal’ logo na faixa seguinte. Cantarolando sobre a política de </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/famosos/baphos/apos-desabafo-de-anavitoria-tiago-iorc-se-posiciona-sobre-o-impedimento-da-regravacao-do-sucesso-trevo-da-missa-nao-sabe-a-metade-assista/"><span style="font-weight: 400;">viver livre</span></a><span style="font-weight: 400;"> e criando as já manjadas metáforas com a </span><a href="https://open.spotify.com/track/0s3kijZb80brcA2cdppjBZ"><span style="font-weight: 400;">natureza</span></a><span style="font-weight: 400;">, as artistas passeiam por trilhas já desbravadas no passado. Tudo soa seguro demais, familiar demais. Mas, da metade pro final dos quase cinquenta minutos do registro, as coisas melhoram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/track/2wbkovH4lLaiaFOceX1YAr"><i><span style="font-weight: 400;">Terra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um conto de apaixonados separados pela saudade, chega o momento onde Vitória rasga o véu entre o mundo da realidade e da canção, sussurrando</span><i><span style="font-weight: 400;"> “já faz um tempo desde aquela vez”</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a sinceridade sangrando na garganta, e fazendo tudo valer a pena. É um alento metalinguístico, um acariciar tátil. Ela canta ao nosso ouvido uma sensação de clausura e lembrança. É verdade, Vitória, faz bastante tempo desde aquela vez. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ANAVITÓRIA - Terra (visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/OajMxwmi88c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18010" aria-describedby="caption-attachment-18010" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/evermore-deluxe.png" alt="Capa do disco Evermore Deluxe Version. Taylor se encontra de costas, seu cabelo preso em uma trança, no meio de um campo gramado onde se pode ver árvores no fundo. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/evermore-deluxe.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/evermore-deluxe-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/evermore-deluxe-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/evermore-deluxe-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18010" class="wp-caption-text">Taylor Swift finaliza evermore com reflexões sobre términos e partidas (Foto: Beth Gabarrant)</figcaption></figure>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; evermore (Deluxe Version)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quinze músicas que contam com todos os tipos de sentimentos e diferentes ritmos,  Taylor Swift finaliza o álbum</span> <a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com uma frase: a dor que sentia não </span><a href="https://youtu.be/EXLgZZE072g"><span style="font-weight: 400;">duraria para sempre</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar do lindo final feliz, a cantora ainda tinha algumas coisas para falar, e então resolveu presentear seus fãs com mais dois </span><i><span style="font-weight: 400;">tracks</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">right where you left me </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> it&#8217;s time to go</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://youtu.be/Ur_wAcYDnuA"><i><span style="font-weight: 400;">right where you left</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o início, que fala sobre amizade, nascimento, casamento e outros acontecimentos ao longo da vida, logo é confrontado com o momento relatado da protagonista. Estacionada no tempo, vemos que ela está presa no instante do término de seu relacionamento. A narrativa super visual nos permite assistir a cena que Taylor descreve enquanto ouvimos a música, imaginando detalhadamente como se realmente estivéssemos no restaurante, exatamente onde a pessoa foi deixada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E então em </span><a href="https://youtu.be/1iRbIYkccgw"><i><span style="font-weight: 400;">it&#8217;s time to go</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor decide finalmente partir. Com uma melodia simples e calma, a última faixa é como uma conversa entre amigos, um desabafo e um conselho ao mesmo tempo. A loirinha novamente retrata diversos aspectos da vida, mas dessa vez em uma reflexão sobre desfechos. Seja em um divórcio ou demissão, ela comenta como nós sempre sabemos quando temos que partir. E então se despede de seus ouvintes lembrando que às vezes ir embora é a coisa certa a se fazer. <strong>&#8211; </strong></span><strong>Mariana Chagas</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - it’s time to go (Official Lyric Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1iRbIYkccgw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18289" aria-describedby="caption-attachment-18289" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/IMG_20210203_021339_303.jpg" alt="Capa do álbum Numanice (Ao Vivo). Na pintura a cantora Ludmilla de cabelos soltos, usando uma corrente com um pingente de coração partido e blusa azul escuro. O braço esquerdo da cantora vai a cintura enquanto o direito está dobrado e inclinado para cima. No fundo superior direito, silhueta de pássaros voando e a silhueta do Cristo Redentor. No direito, um sol atrás de morros roxos. No canto inferior direito, desenho de uma favela com as casas pontas de azul e verde. Abaixo da cantora, no centro, o nome do álbum em rosa neon. Uma faixa abaixo da pintura, em um fundo creme, leva o nome da cantora e o título do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/IMG_20210203_021339_303.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/IMG_20210203_021339_303-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/IMG_20210203_021339_303-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/IMG_20210203_021339_303-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18289" class="wp-caption-text">Ao som de sucessos, Ludmilla traz a alegria do pagode para começar o ano com pé direito (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ludmilla &#8211; Numanice (Ao Vivo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início de 2020, Ludmilla saiu da sua zona de conforto </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nos presenteou com dois lançamentos no gênero pagode. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1koJg9G35KM&amp;ab_channel=WesleyLima"><i><span style="font-weight: 400;">A Boba Fui Eu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma nova versão da sua parceria com Jão, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AxxmtfnTSB8&amp;ab_channel=ThanaThalles"><i><span style="font-weight: 400;">Faz Uma Loucura Por Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><span style="font-weight: 400;">da rainha brasileira do gênero, </span><a href="https://portalpopline.com.br/alcione-elogia-cover-de-faz-uma-loucura-por-mim-feito-por-ludmilla/"><span style="font-weight: 400;">Alcione</span></a><span style="font-weight: 400;">. As músicas caíram nas graças do público e meses depois, </span><a href="https://extra.globo.com/tv-e-lazer/ludmilla-promete-ep-de-pagode-apos-ganhar-premio-multishow-de-cantora-do-ano-24050578.html"><span style="font-weight: 400;">como prometido</span></a><span style="font-weight: 400;">, lançou um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">inteiro com suas </span><i><span style="font-weight: 400;">canetadas</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; composições próprias &#8211; que mostrou a versatilidade da artista que consegue transitar entre diversos gêneros brasileiros com maestria e entregando trabalhos de qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Derivado do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/47CfykWpmjM56j4TStPMjC?si=e6zCdPElQIGWZ5KOuL4z7w"><i><span style="font-weight: 400;">Numanice</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora lançou no dia 29 de janeiro o </span><a href="https://open.spotify.com/album/5u9JxohIzAYCPE53Ev4uiN?si=4qd3Z-nIRF-LSpF7Ew8FFg"><i><span style="font-weight: 400;">Numanice (Ao Vivo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas plataformas digitais junto do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QiXLQrNpsYY&amp;list=PLj6s80N1H0lRWZTFes0-lK_bP6Dp-xNUo&amp;ab_channel=Ludmilla"><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">completo no </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Gravado ao ar livre num dos cenários mais conhecidos do país, o Pão-de-Açúcar, o espetáculo e o seu álbum reúnem 14 músicas, juntando os sucessos do material lançado em estúdio com sucessos consagrados que o público já conhece. Segundo a cantora, o projeto surgiu da sua vontade em registrar um &#8220;pagodinho de respeito&#8221;, já que nasceu nesse meio, e não fez feio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reunindo parcerias especiais como </span><a href="https://youtu.be/13Edil3jzw4"><span style="font-weight: 400;">Thiaguinho</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/74vialFx4oM"><span style="font-weight: 400;">Bruno Cardoso</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/Eq7ZqI8sGcg"><span style="font-weight: 400;">Vou Pro Sereno</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/bwg4IbQDvFk"><span style="font-weight: 400;">Di Propósito</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><a href="https://youtu.be/rx1u5_SnzlA"><span style="font-weight: 400;">Orochi</span></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora mostrou que consegue segurar um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">mesmo sem plateia. O álbum já está disponível em todas plataformas musicais para a sorte de quem esperava por um lançamento desde o querido </span><i><span style="font-weight: 400;">A Danada Sou Eu</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;</span><b> Giovanne Ramos</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="LUDMILLA - Amor Difícil part. Thiaguinho" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/13Edil3jzw4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18032" aria-describedby="caption-attachment-18032" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/album-danna-paola.jpg" alt="Foto da capa do álbum Knock Out. Na parte superior, pode-se ler “Danna Paola” em letras maiúsculas e brancas. Embaixo, “K.O.” em letras maiúsculas brancas grafitadas e seguido de “Knock Out” também em letras maiúsculas e brancas. Fotografia quadrada com fundo de botões de rosas vermelhas com contraste mais escuro. Danna Paola se encontra no centro, com o cabelo loiro na franja e algumas mechas frontais e morena na parte de trás. Ela possui maquiagem vermelha nos olhos e na boca. Ela veste uma fantasia de ombreiras com elementos que remetem ao México. Ela está sentada em frente a uma mesa de banquete. A mão direita está erguida na altura das maçãs do rosto com os dedos elevados. Sua mão esquerda está apoiada sobre a mesa. No canto inferior esquerdo, há um pote vermelho, um castiçal com três velas vermelhas acesas, um copo em bronze e outro castiçal bronze com uma vela pequena acesa e branca. Ao lado, há um bolo branco em forma de coração partido com um glacê vermelho fazendo o contorno. Sob ele, há três rosas, sendo duas brancas na frente e uma vermelha atrás. Ele está em cima de um suporte específico para bolos. Embaixo desse suporte há um copo pequeno de cristal. Em frente a mão esquerda de Danna, há uma colher e uma faca em bronze. No canto inferior direito, há um prato branco grande com outro prato branco pequeno e um guardanapo bege envolvido numa fita dourada. Há uma taça de cristal meio cheia com vinho, um suporte branco com morango e uma rosa branca ao topo como decoração. Embaixo desse suporte, há uvas. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/album-danna-paola.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/album-danna-paola-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/album-danna-paola-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/album-danna-paola-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18032" class="wp-caption-text">“No reflexo, ela começou a dançar/Sobrevivendo à realidade/Ela já sofreu o que tinha de sofrer” (Foto: Universal Music Mexico)</figcaption></figure>
<p><strong>Danna Paola &#8211; K.O.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Danna Paola não é só uma excelente atriz, </span><i><span style="font-weight: 400;">cariño</span></i><span style="font-weight: 400;">. A mexicana já começou 2021 com </span><i><span style="font-weight: 400;">K.O</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">(Knock Out)</span></i><span style="font-weight: 400;">, um álbum cheio de personalidade, mostrando toda a sua potência musical. Tudo começa pela capa impecável, cheia de tons avermelhados e elementos visuais que remetem às suas raízes latinas. </span><span style="font-weight: 400;">Sua versatilidade é algo realmente admirável. A artista se arrisca em diversos ritmos e, em todos eles, ela entrega uma obra-prima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eq4jlAHhFMA"><i><span style="font-weight: 400;">Contigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é perceptível uma similaridade com o </span><a href="https://kondzilla.com/m/explicando-em-detalhes-o-que-e-sample"><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wlS6Ix7mA0w"><i><span style="font-weight: 400;">Downtown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/made-in-honorio-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anitta</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">A brasilidade também é nítida em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wNaGFP9fjtU"><i><span style="font-weight: 400;">TQ Y YA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2_XfGgg-ak0"><i><span style="font-weight: 400;">Friend de Semana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira tem uma pegada </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e é uma celebração ao Mês do Orgulho </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQI+</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na segunda, Paola divide a voz com Luísa Sonza e a cantora espanhola Aitana. Tendo a sensualidade latina mais evidente, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=K4UfCkTVYdY"><i><span style="font-weight: 400;">No Bailes Sola</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nos teletransporta para a Cuba de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5xWrsFC7pG8&amp;t=85s"><i><span style="font-weight: 400;">Dirty Dancing 2: Noites de Havana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não só em batidas distintas que ela aposta seu trabalho, mas também em instrumentos diferentes. Seu potencial vocal é colocado à prova com as notas clássicas de um piano em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vb-3w7VbuB4"><i><span style="font-weight: 400;">Amor Ordinario</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a serenidade das cordas de um violão acompanha a parceria da cantora com Mika em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eDHRy7ltEXw"><i><span style="font-weight: 400;">Me, Myself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Todas essas multifacetas de Danna Paola em </span><i><span style="font-weight: 400;">K.O.</span></i><span style="font-weight: 400;"> tornam o álbum um dos grandes lançamentos deste mês (quem sabe, até mesmo do ano) e uma referência extraordinária para a música latina.</span><b> &#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Danna Paola - Sola" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7iMfp4aoCcg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18244" aria-describedby="caption-attachment-18244" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18244" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/diogodiscocapa.jpg" alt="Capa do álbum Samba de Verão. Nela há uma borda branca. No lado esquerdo da borda lê-se &quot;SAMBA DE VERÃO&quot; na cor azul. No canto inferior da borda lê-se &quot;S O L&quot; em laranja. Na parte interna da borda há a fotografia do cantor Diogo Nogueira, um homem branco e de cabelos raspados. Ele está de costas e braços abertos. Veste um conjunto preto florido. Ao fundo vê-se o nascer do sol. Na parte superior direita lê-se DIOGO NOGUEIRA na cor azul" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/diogodiscocapa.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/diogodiscocapa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/diogodiscocapa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/diogodiscocapa-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18244" class="wp-caption-text">O novo projeto audiovisual de Diogo Nogueira foi gravado dentro de uma balsa no mar da Baía da Guanabara (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Diogo Nogueira </b><b>–</b><b> Samba de Verão_Sol </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 começou com Diogo Nogueira trazendo seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6xr2isXrWlA"><i><span style="font-weight: 400;">Samba de Verão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a saudade de uma roda e uma cervejinha gelada ao seu som. Esse novo trabalho contará com três álbuns: </span><i><span style="font-weight: 400;">Sol</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Céu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">. As músicas escolhidas pelo cantor para fazerem parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> do primeiro disco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sol</span></i><span style="font-weight: 400;">, ajudam na construção imaginária de um ambiente praiano bem ensolarado típico do Rio de Janeiro (cidade da gravação). As faixas são capazes de emocionar, como é o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andança</span></i><span style="font-weight: 400;">, gravada em homenagem a madrinha </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zav50SgbK8o"><span style="font-weight: 400;">Beth Carvalho</span></a><span style="font-weight: 400;">; e ainda deixam o gostinho de quero mais pros próximos álbuns que estão programados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Unindo inéditas à grandes composições brasileiras, o álbum fica ainda melhor trazendo participações especiais para agregar ao projeto. O grupo Fundo de Quintal no </span><i><span style="font-weight: 400;">medley</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TDO6eoCS3Jc"><i><span style="font-weight: 400;">Fada/Cheiro de Saudade</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e os partideiros Mingo, Mosquito, Juninho Thybau, Gabrielzinho de Irajá e Baiaco em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SsNFTzct-aY"><i><span style="font-weight: 400;">Pretas Brancas</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Morenas/É Lenha/Amor Verde e Rosa</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">reforçam ainda mais a ideia de uma roda de samba. Vem vacina, pois eu quero curtir um </span><i><span style="font-weight: 400;">Samba de Verão</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Diogo Nogueira na praia. </span><b>&#8211;</b> <b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Diogo Nogueira - Ouro da Mina (Samba de Verão_Sol)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yCeiFGu24Jw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18102" aria-describedby="caption-attachment-18102" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1.jpeg" alt="Capa do CD Demidevil. Arte gráfica com o fundo de nuvens cor de rosa. Na parte central está a personagem Ashnikko. Uma mulher branca, de longos cabelos azuis. Ela veste um maiô branco e rasgado com acessórios em preto e está calçando grandes botas na cor azul. Na sua mão direita está segurando uma bazuca rosa que está disparando um raio laser azul claro. Ela está montada em uma dragão verde que tem o rosto da personagem. Na parte superior pode-se ler “Demidevil” em um estilo gótico na cor prata." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1.jpeg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18102" class="wp-caption-text">Em seu primeiro mixtape, a rapper Ashnikko transmite mensagens de empoderamento feminino e contra o machismo, enquanto ainda mostra seu lado sentimental na hora de lidar com desilusões amorosas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ashnikko &#8211; DEMIDEVIL</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> norte-americana em ascensão, Ashnikko, vêm ganhando espaço no cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">desde o sucesso mundial do seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://youtu.be/VbQrhOWkonk"><i><span style="font-weight: 400;">Stupid</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2019. Posteriormente em 2020, a cantora emplacou novamente nas paradas em todo o mundo com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><a href="https://youtu.be/6i01tOMgBDU"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde conta a luta de uma anti-heroína empoderada no combate ao patriarcado. Agora em 2021, a cantora nos presenteia com seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/album/438ToDoVaJH5aTIXXrlDyI?si=IYiLytRvRIS6PPGxalSnvw"><i><span style="font-weight: 400;">DEMIDEVIL</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> um álbum cheio de mensagens feministas e contra o machismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua nova produção conta com as parcerias de </span><a href="https://genius.com/artists/Grimes"><span style="font-weight: 400;">Grimes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://genius.com/artists/Princess-nokia"><span style="font-weight: 400;">Princess Nokia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://genius.com/artists/Kelis"><span style="font-weight: 400;">Kelis</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de referências à música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000, como uma releitura inusitada de </span><a href="https://youtu.be/TIy3n2b7V9k"><i><span style="font-weight: 400;">Sk8er Boi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> atemporal da cantora </span><a href="https://genius.com/artists/Avril-lavigne"><span style="font-weight: 400;">Avril Lavigne</span></a><span style="font-weight: 400;">. A mistura entre </span><i><span style="font-weight: 400;">rap, pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> heavy metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos apresenta letras que falam sem pudor sobre o </span><a href="https://tecoapple.com/2020/07/09/ashnikko-transmite-uma-mensagem-de-empoderamento-no-single-daisy/"><span style="font-weight: 400;">empoderamento feminino</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Ashnikko ainda nos mostra que mesmo sua personalidade forte, é também sensível quando trata-se do amor. </span><i><span style="font-weight: 400;">DEMIDEVIL</span></i><span style="font-weight: 400;"> não venho apenas como um manifesto feminista, como também é uma amostra do que Ashnikko tem a trazer de novo para a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ashnikko - Daisy (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6i01tOMgBDU?list=OLAK5uy_m6C-awEURFXpK_gAZHwZDcKrAKgbFbdUI" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18125" aria-describedby="caption-attachment-18125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nobody-is-listening.png" alt="Capa do álbum Nodody Is Listening, de ZAYN. A imagem é quadrada e dois terços dela é composta por pequenos desenhos ovais, coloridos e amontoados que simulam cabeças, apenas com os olhos desenhados, com círculos brancos. O outro um terço da imagem, na parte superior, apresenta o nome do artista, ZAYN, numa fonte estilo grafite e colorida em vermelho. Ao lado do nome do artista, que vai até ao meio da faixa superior da imagem, está o nome do disco, 'Nobody Is Listening', numa fonte também estilizada na arte grafite e contornada em vermelho, com o fundo vazado em preto, que também é o fundo da imagem toda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nobody-is-listening.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nobody-is-listening-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nobody-is-listening-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/nobody-is-listening-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18125" class="wp-caption-text">“Baby, isso tá longe de ser medíocre”, ZAYN verbaliza cheio de confiança em *mais uma* de suas sexs-songs que integra seu novo disco e bom, disso eu discordo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>ZAYN &#8211; Nobody Is Listening</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do rebuliço de </span><a href="http://personaunesp.com.br/zayn-icarus-falls-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Icarus Falls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ZAYN parece ter entendido que às vezes menos é mais. O que falta ser compreendido pelo artista, entretanto, é que a simplicidade não precisa ser rasa e que o real significado da expressão reside em compreender a riqueza que pode ser lapidada do essencial quando saímos da superfície. Seu último lançamento, </span><a href="https://open.spotify.com/album/2yuQqhSklmfWgn8lmJNk5t?si=HiaBYvh0TRSDDHw3V7K_Lw"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é uma tentativa cheia de boas intenções que se afoga em mesmice e hesitação, resultando em um dos álbuns mais oscilantes dos últimos tempos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entramos no disco já pisando em altos e baixos, topando com o projeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> insosso e raso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_QzFnZ5oyTw"><i><span style="font-weight: 400;">Calamity</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que ainda apresenta uma parte cantada melancólica, interessante e muito bem mixada mas que é inaproveitada. Qualquer efeito que a abertura pudesse produzir é perdido ao se chocar com o <em>single</em> </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NAo38Q9c4xA"><i><span style="font-weight: 400;">Better</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lMKxLeBaQbU"><i><span style="font-weight: 400;">Outside</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que com ritmos bons e instrumentos legais que marcam de leve um </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> combinam muito bem com a voz cheia de técnica e os sentimentos de ZAYN, mas não com o prelúdio do disco. Essa monotonia arrogante ainda se estende a </span><i><span style="font-weight: 400;">Vibez </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; a </span><i><span style="font-weight: 400;">sex song</span></i><span style="font-weight: 400;"> da vez, cuja única função é marcar mais uma (cansativa) vez a necessidade que o ex-One Direction tem de mostrar que é gente grande -, </span><i><span style="font-weight: 400;">Unfuckwitable,</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Connexion e quase todas as canções do meio do álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem tudo é perdido e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=75EYy4cI4_U"><i><span style="font-weight: 400;">Tightrope</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o exemplo perfeito do que quero dizer, mostrando que ZAYN é completamente capaz de encontrar equilíbrio quando arrisca caminhar mesmo que seja &#8211; perdão pelo trocadilho &#8211; em um <em>corda bamba</em>. Entre um refrão </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e uma letra um pouco mais interessante do que as outras, ela prepara o caminho para o encerramento que o álbum</span> <span style="font-weight: 400;">encontra com o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">puro e destemido de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nA6j3a10X8"><i><span style="font-weight: 400;">River Road</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que nem parece ser do mesmo artista perdido que começou o álbum</span><span style="font-weight: 400;">. Juntas, as duas faixas são as que correspondem melhor ao ZAYN que esperávamos ver em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i><span style="font-weight: 400;">. No fim das contas, o que fica é a esperança de que o artista junte coragem o suficiente para mergulhar em mares desconhecidos e emergir com descobertas realmente novas. </span><b>&#8211;</b> <b>Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ZAYN - Vibez (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VSpgaN3wuag?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18211" aria-describedby="caption-attachment-18211" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18211" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_.jpg" alt="Capa do álbum Euphories. Mostra uma mulher branca de cabelos castanhos soltos, que usa uma camiseta e shorts brancos, abraçando por tás um homem, também branco e de cabelos castanhos curtos, que usa uma blusa de mangas compridas e uma calça, ambas brancas. Ao fundo vemos uma janela, cortinas, uma cômoda e um relógio na parede, todos brancos. A capa é iluminada por luzes rosa e azul neons. No topo da imagem está escrito Videoclub em letras garrafais azuis e logo abaixo está escrito Euphories em branco. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18211" class="wp-caption-text">“A partir do momento em que será necessário lembrar/Quero nossa história permanentemente” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Videoclub &#8211; Euphories</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É viajando na temática oitentista que o Videoclub se fortalece em </span><a href="https://open.spotify.com/album/7qRGZrr36qgz0hhJKgvIvg?si=17VKEOwuRMSzuEDuwTobLA"><i><span style="font-weight: 400;">Euphories</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, criando uma narrativa animada e divertida que mistura os sintetizadores da </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">antiga década</span></a><span style="font-weight: 400;"> com narrativas atuais e eternas. Entre o velho e o novo, a dupla consegue criar sua identidade, trazendo influências de grandes nomes como Duran Duran, sem nunca abandonar seu próprio estilo. A personalidade, impressa em cada uma das músicas, traz um frescor para o álbum que poderia cair facilmente na mesmice.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem se perder, Adèle Castillon e Matthieu Reynaud unem esforços e nos presenteiam com melodias aveludadas e intensas que crescem a cada novo </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5NjJLFI_oYs"><i><span style="font-weight: 400;">Amour Plastique</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abre o disco francês cumprindo com seu papel de nos inserir naquele universo <em>neon</em> fantasioso, nos fazendo mergulhar de cabeça na atmosfera de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphories</span></i><span style="font-weight: 400;">. E sem medo de fazer um tipo de som que pode parecer datado, eles refrescam o ritmo e o trazem, de forma jovem e segura, para o novo século. <b>&#8211; Ana Laura Ferreira</b></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="VIDEOCLUB - Euphories (Clip Officiel)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ejOjC-mTfA0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-size: 23px; font-weight: 900;">EPs</span></p>
<figure id="attachment_18117" aria-describedby="caption-attachment-18117" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18117" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/HEAUX-TALES-ep-cover.jpg.-RCA-Records.jpg" alt=" Capa de disco Heaux Tales, com fundo preto e o título Heaux Tales em caixa alta, num tom de verde-limão. Ao centro, a foto de uma mulher negra que tem cabelo curto e liso. Ela usa jaqueta de couro e shorts pretos. Mais abaixo, o nome Jazmine Sullivan está no mesmo tom de verde." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/HEAUX-TALES-ep-cover.jpg.-RCA-Records.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/HEAUX-TALES-ep-cover.jpg.-RCA-Records-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/HEAUX-TALES-ep-cover.jpg.-RCA-Records-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/HEAUX-TALES-ep-cover.jpg.-RCA-Records-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/HEAUX-TALES-ep-cover.jpg.-RCA-Records-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/HEAUX-TALES-ep-cover.jpg.-RCA-Records-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18117" class="wp-caption-text">Desde o hit Bust Your Windows, Jazmine Sullivan tem guiado sua carreira com consistência e competência (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Jazmine Sullivan &#8211; Heaux Tales</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cabem um milhão de mulheres em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5g9YhHW8tE7Tcslgxsk5u9"><i><span style="font-weight: 400;">Heaux Tales</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o mais recente registro de estúdio de Jazmine Sullivan. É com esse intuito, de englobar narrativas e pontos de vista dos mais diversos, que a cantora e compositora da Pensilvânia conduz o trabalho, que é gigantesco demais para um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tome </span><a href="https://open.spotify.com/track/5LOlmXECWrB4LJjHjQJPS5"><i><span style="font-weight: 400;">Put It Down</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como exemplo. A faixa descreve a mais antiga das tramas &#8211; uma relação unilateral, em que um das partes se doa totalmente e, mesmo sabendo que o outro não retribui a atenção, se contenta com migalhas e procura motivos pífios para manter essa dinâmica problemática. Longe de qualquer juízo de valor, Sullivan é uma contadora de histórias nata. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> intercala reflexões sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/kelela-janet-jackson-consciencia-negra/"><span style="font-weight: 400;">amor, auto estima, sexo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e consumismo com </span><i><span style="font-weight: 400;">interludes </span></i><span style="font-weight: 400;">(algumas faladas, outras declamadas) que dão liga à experiência. Doze anos após sua estreia, Jazmine é veterana na cena e mostra saber muito bem aonde quer chegar. Arranjos minimalistas e crus complementam sua incrível voz, que consegue abraçar o significado total das composições. De modo que em </span><a href="https://open.spotify.com/track/75pQBGZxBe4bDm8spb2OG6"><i><span style="font-weight: 400;">Lost One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando ela pede para um amor perdido que </span><i><span style="font-weight: 400;">“por favor, não se divirta muito sem mim”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ouvinte não tem outra escolha, a não ser suplicar junto a ela.</span><b> &#8211; Leonardo Teixeira</b><span style="font-weight: 400;">   </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jazmine Sullivan: Tiny Desk (Home) Concert" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KgrCYvVYSRE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18233" aria-describedby="caption-attachment-18233" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18233" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/maxresdefault.jpg" alt="Capa do EP RuPaul in London. Capa rosa choque, com uma moldura amarela, e num círculo oval está o busto de RuPaul, uma drag queen negra e idosa. Ela usa peruca loira alta, com um laço azul bebê preso nela e o vestido que usa aparece um pouco e é da mesma cor do laço. Acima, em letras pretas, está escrito RuPaul in London. O London está riscado com caneta azul bebê e escrito Lockdown por cima. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/maxresdefault.jpg 719w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/maxresdefault-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/maxresdefault-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18233" class="wp-caption-text">“Você é uma vencedora, baby” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>RuPaul &#8211; RuPaul in London EP</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As temporadas recentes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> nem tem mais vergonha de admitir que </span><a href="https://www.facebook.com/rupaulsdragrace/videos/rupaulmark-channel-acting-challenge-s13-e4-rupauls-dragrace/458396731997227/"><span style="font-weight: 400;">RuPaul publiciza tudo que pode</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, era óbvio que viria algo junto da </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/12/drag-race-uk-conheca-as-participantes-da-2a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">estreia da segunda temporada de <em>Drag Race UK</em></span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao passo que, no </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">original, atualmente no 13º ano, a dona do império escancara regravações nos capítulos de estreia, na franquia inglesa ela precisava de outra saída.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então nasceu o </span><a href="https://open.spotify.com/album/06mrGUZSa34Gt3YYieUHLn"><i><span style="font-weight: 400;">EP RuPaul in London</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. São meros quinze minutos de duração, distribuídos em 5 músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">remixadas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nada de novo ou original vem daqui, mas as faixas são pedidas ideais para limpar a cabeça e bater cabelo sem sinal do amanhã (assim que o <a href="https://dasa.com.br/blog-coronavirus/lockdown-coronavirus-significado"><em>Lockdown</em></a> da capa acabar, é claro). </span><i><span style="font-weight: 400;">ConDragulations</span></i><span style="font-weight: 400;">, cantada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-12-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race </span></i><span style="font-weight: 400;">dos EUA</span></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ENr3H1GHacU"><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">por Jrob</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="I&#039;m a Winner, Baby (Skeltal Ki Remix)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Wa4dmjDRizo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18053" aria-describedby="caption-attachment-18053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/davicapa.jpg" alt="Capa do disco Todos Nós. Na capa há uma borda na cor salmão. Do lado esquerdo lê-se em vermelho a palavra &quot;TODOS&quot;. No canto superior direito lê-se em vermelho &quot;NÓS&quot;. No canto esquerdo lê-se em vermelho &quot;Moraes&quot;. No canto inferior lê-se &quot;Davi&quot;. Dentro da borda há a fotografia de Davi Moraes ainda criança, abraçado ao seu pai Moraes Moreira. Moreira segura um cavaquinho. A foto está em preto e branco" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/davicapa.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/davicapa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/davicapa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/davicapa-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18053" class="wp-caption-text">A capa do disco Todos Nós traz a cumplicidade de pai e filho existente na relação de Moraes Moreira e Davi Moraes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Moraes &#8211;</b> <b>Todos Nós </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estávamos prestes a completar um mês de isolamento quando chegou a notícia que faria doer o coração dos amantes da música brasileira. Aos 72 anos, Moraes Moreira, um dos maiores gênios do Brasil, partia para o plano espiritual. A pandemia não permitiu que as homenagens fossem feitas a altura ao homem que com suas composições escreveu o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/acabou-chorare-dos-novos-baianos-o-maior-disco-brasileiro-de-todos-os-tempos/"><span style="font-weight: 400;">mais importante álbum nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e com seus cordéis ganhou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Seu filho Davi Moraes começa o ano de 2021 com o pé direito. Iniciando uma parceria com a Biscoito Fino, Davi lançou um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> em homenagem ao pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As quatro músicas contam com grandes parceiras de Moraes e de longa data de Davi, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-tribalistas-show-2018/"><span style="font-weight: 400;">Carlinhos Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">, Marina Lima e Joyce tornando ainda mais especial a homenagem ao mestre. O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz o sentimento de saudade logo na primeira canção: </span><i><span style="font-weight: 400;">Aos Santos</span></i><span style="font-weight: 400;">. O trecho </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Você foi embora, me deixou aos prantos” </span></i><span style="font-weight: 400;">nos coloca no lugar daquele filho que está cantando. Mas, a emoção maior fica com </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cantor das Multidões</span></i><span style="font-weight: 400;">. Canção biográfica, traz a terra natal de Moraes, o encontro com os Novos Baianos e o mais importante, seu carisma com as multidões. É impossível não ir às lágrimas com a brasilidade das músicas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós </span></i><span style="font-weight: 400;">arrepia na mesma intensidade que transmite afeto e prova que Moraes Moreira deixou muitos ensinamentos a Davi. </span><b>&#8211;</b> <b>Ana Júlia Trevisan </b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Davi Moraes part. Marina Lima | Davilicença (Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JhaPukwZuMg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18056" aria-describedby="caption-attachment-18056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/af-dudanando-capa-digital.png" alt="Capa do EP DUDA BEAT &amp; NANDO REIS. Na parte central da imagem há uma flor rosa. Abaixo lê-se em preto &quot;DUDA BEAT E NANDO REIS&quot;. O fundo é amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/af-dudanando-capa-digital.png 940w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/af-dudanando-capa-digital-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/af-dudanando-capa-digital-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/af-dudanando-capa-digital-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18056" class="wp-caption-text">“Eu fui lá fora/E vi dois sóis num dia/E a vida que ardia sem explicação” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Nando Reis e Duda Beat &#8211; DUDA BEAT &amp; NANDO REIS </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a pandemia, as </span><i><span style="font-weight: 400;">lives</span></i><span style="font-weight: 400;"> viraram parte do nosso cotidiano, trazendo um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> para disfarçar a monotonia dos dias quarentenados. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Devassa</span></i><span style="font-weight: 400;"> apostou em festivais </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, com muita música brasileira e doações para os profissionais dos bastidores. Foi nesse festival que nasceu a deliciosa parceria entre </span><a href="https://www.instagram.com/dudabeat/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Duda Beat</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/user/nandoreisoficial"><span style="font-weight: 400;">Nando Reis</span></a><span style="font-weight: 400;">, rendendo um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> com canções já eternizadas nos dois universos e que ganharam um novo estilo, prazeroso de se ouvir com essa dupla.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oQAuaSE_mZs"><i><span style="font-weight: 400;">All Star</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, abertura do disco, fica claro que as músicas de Nando parecem ter sido feitas para a voz de Duda. A combinação de carisma, talento e vocal deles é tão babadeira que os próprios brincam que agora são “Nando Beat e Duda Reis”. As músicas da cantora também parecem ser conhecidas há muito tempo na voz do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0s51An-ZryU"><span style="font-weight: 400;">Infernal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Espero que esse </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja apenas o começo do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tem tudo a ver, outras canções interpretadas por eles nas </span><i><span style="font-weight: 400;">lives</span></i><span style="font-weight: 400;"> tropicais da Devassa, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nVRmz_IROzQ"><i><span style="font-weight: 400;">Luz dos Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, merecem o carinho de uma gravação. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="NANDO REIS &amp; DUDA BEAT - O Segundo Sol (Webclipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uthxLR0z89Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18229" aria-describedby="caption-attachment-18229" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18229" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/death.jpg" alt="Capa de The Georgia EP. É uma capa bege claro, com o mapa do estado da Georgia, nos Estados Unidos, destacado em azul. Ao topo, em letras pretas, vemos escrito: Death Cab for Cutie, e abaixo The Georgia EP." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/death.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/death-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/death-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/death-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/death-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18229" class="wp-caption-text">O EP é comemorativo da vitória de Joe Biden na corrida presidencial, e conta com covers de TLC, Neutral Milk Hotel, R.E.M., Vic Chesnutt e Cat Power, todos artistas da Georgia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Death Cab for Cutie &#8211; The Georgia EP</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns anos atrás, quando a ideia de uma pandemia não passava de ficção científica, a banda </span><a href="https://open.spotify.com/artist/0YrtvWJMgSdVrk3SfNjTbx"><span style="font-weight: 400;">Death Cab for Cutie</span></a><span style="font-weight: 400;"> veio à São Paulo tocar no <em>Popload</em> <em>Festival</em> de 2018. Esse era o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">deles no Brasil. Todavia, poucos minutos antes da entrada do grupo ao palco, uma assessora tomou o microfone e anunciou que o vocalista havia tido </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2018/11/15/popload-festival-vocalista-do-death-cab-toma-injecoes-e-faz-show-sentado-em-sp.htm"><span style="font-weight: 400;">complicações médicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e teria de cantar e tocar sentado. Ben Gibbard, visivelmente abalado, abriu o coração, e as injeções que levou não impediram-no de criar um sensível espetáculo ao lado dos outros integrantes.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/3stEKyV4hKU1G5yXtmDOaN"><i><span style="font-weight: 400;">The Georgia EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, formado por </span><i><span style="font-weight: 400;">covers </span></i><span style="font-weight: 400;">de artistas da Georgia, transmite com exatidão a maneira ímpar como Death Cab for Cutie encara a arte da música. Melancólico, sarcástico e apaixonado por cantar em primeira pessoa, o registro, embora curtíssimo, renova os ares do grupo. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Georgia EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um trabalho comemorativo à vitória democrata na eleição dos EUA, homenageando o Estado da </span><a href="https://www.atlantamagazine.com/news-culture-articles/georgia-goes-blue-for-the-first-time-since-1992/"><span style="font-weight: 400;">Georgia, que azulou</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os destaques são </span><i><span style="font-weight: 400;">Waterfalls </span></i><span style="font-weight: 400;">(canção de TLC), sincera de tudo, e a alegórica</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hnf0f9JCs9Q"><i><span style="font-weight: 400;">The King of Carrot Flowers, Pt. One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oVTiYu5U_JY?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
<h3>Músicas</h3>
<figure id="attachment_18011" aria-describedby="caption-attachment-18011" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/aly-and-aj-listen.jpg" alt="Capa do single Listen!!!. Aly e AJ, vestidas com macacões brancos e segurando guitarras, de costas para uma paisagem californiana árida, paradas ao longo da calçada de uma estrada vazia, com o título Listen!!! no canto inferior direito, em letras brancas e curvas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/aly-and-aj-listen.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/aly-and-aj-listen-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/aly-and-aj-listen-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/aly-and-aj-listen-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18011" class="wp-caption-text">O segundo single do duo americano foi lançado em janeiro de 2021 em antecipação para o novo álbum (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Aly &amp; AJ &#8211; Listen!!!</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após viralizarem no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">com a clássica </span><a href="https://open.spotify.com/album/7GBwVFeuN4IJcsuoYJKlEl?si=yuvJg4G9S0akZVb-LAeJUw"><i><span style="font-weight: 400;">Potential Breakup Song</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Aly &amp; AJ embarcou em um novo ciclo musical com </span><i><span style="font-weight: 400;">Listen!!!</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do novo (e até agora não nomeado) álbum. As irmãs Aly e AJ Michalka vem entregando regularmente faixas sólidas com os </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i> <a href="https://open.spotify.com/album/7A3E3rRsRIQgovrIp7S3aM?si=Sc6PWoMyR1-DvAYYmr9JTA"><i><span style="font-weight: 400;">Ten Years</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017) e </span><a href="https://open.spotify.com/album/0rUlbLBRdyVFYQzoXSTwL2?si=jKMgZ2CyRqWvzinTCrXWIg"><i><span style="font-weight: 400;">Sanctuary</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), mas 2021 irá marcar o primeiro álbum de estúdio da dupla desde </span><a href="https://open.spotify.com/album/4TOOGDpJ9KQ8EM84TC4qj6?si=GzNdMBlhTXOoPwKG3SiGsA"><i><span style="font-weight: 400;">Insomniatic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2007.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da marcha lenta e romântica de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2bspvMUoispCtccpCLWTlq?si=XY7FYYVRRjCuuTm1ESA47g"><i><span style="font-weight: 400;">Slow Dancing</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Listen!!!</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca um retorno feroz às raízes líricas das irmãs Michalka, que cantam novamente sobre </span><a href="https://www.idolator.com/7917718/aly-aj-lean-into-pop-rock-on-new-single-listen?chrome=1"><span style="font-weight: 400;">a decepção do amor em frente à indiferença</span></a><span style="font-weight: 400;">, com a frágil esperança de poder encontrar um caminho para casa. Elas cantam: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Que o seu coração nunca me ouviria/Aqui me sinto uma refém/É óbvio que há algo faltando (Faltando)/Eu posso estar perdida, mas sei o caminho de volta”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">é acompanhado dessa vez pela guitarrista Nancy Wilson da banda Heart e do músico Jack Tatum de Wild Nothing nos sintetizadores, elevando a faixa com pitadas dos anos 90 sem deixar de lado o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop </span></i><span style="font-weight: 400;">aperfeiçoado em seus dois </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores. </span><i><span style="font-weight: 400;">Listen!!!</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, como seu título revela, um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> que implora para ser ouvido. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Aly &amp; AJ - Listen!!! (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8bLWn6eCsgQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18069" aria-describedby="caption-attachment-18069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Capa-drivers-license.png" alt="Capa do single de estreia de Olivia Rodrigo, drivers license. Do lado esquerdo, uma faixa retangular revela duas imagens do rosto de Olivia Rodrigo. Embaixo das imagens, é possível ler o título da música (drivers license) e o nome da artista. Do lado direito, encontra-se Olivia Rodrigo. Seus cabelos são castanhos e longos e sua expressão é serena e sua boca está aberta. Sob a cantora, projeta-se uma luz vermelha e o termo em inglês forever repetidamente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Capa-drivers-license.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Capa-drivers-license-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Capa-drivers-license-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Capa-drivers-license-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Capa-drivers-license-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Capa-drivers-license-1200x1200.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18069" class="wp-caption-text">O sucesso é evidente: drivers license quebrou o recorde de Ariana Grande e é a canção mais escutada em uma única semana no Spotify (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Olivia Rodrigo &#8211; drivers license</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De tempos em tempos, emissoras como </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nickelodeon</span></i><span style="font-weight: 400;"> revelam </span><a href="https://www.vulture.com/2021/01/disney-and-nick-stars-gone-pop-an-updated-power-ranking.html"><span style="font-weight: 400;">fenômenos musicais massivos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2021, foi a vez de Olivia Rodrigo e seu</span><i><span style="font-weight: 400;"> single </span></i><span style="font-weight: 400;">de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">drivers license.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A protagonista de</span> <a href="http://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: The Musical: The Series</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> debutou direto no topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard Hot 100</span></i><span style="font-weight: 400;"> e quebrou dezenas de recordes ainda na semana de lançamento. O sucesso foi imediato: sob metáforas instigantes, pianos e percussões melancólicas, é quase indiscutível que </span><i><span style="font-weight: 400;">drivers license </span></i><span style="font-weight: 400;">é um dos melhores </span><i><span style="font-weight: 400;">debut singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos anos no cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">adolescente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A profundidade lírica de Rodrigo remete a </span><a href="http://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><span style="font-weight: 400;">narrativa detalhista de Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as </span><a href="http://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><span style="font-weight: 400;">letras autobiográficas de Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;">: íntimas, profundas e quase sinestésicas. O sucesso massivo é parcialmente abastecido por </span><a href="https://www.vulture.com/2021/01/olivia-rodrigo-joshua-bassett-song-drama-explained.html"><span style="font-weight: 400;">dramas pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Rodrigo, mas não deixa de ser justificável &#8211; o rito de passagem (quase unânime) de ter seu coração partido é retratado de forma singular. O destaque da canção é sua ponte: as camadas de vocais em harmonia e a produção certeira são muito bem posicionadas na música. Para um </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">drivers license</span></i><span style="font-weight: 400;"> cumpre até mais do que promete e coloca Olivia em destaque para um futuro de sucesso.</span><b> &#8211; Laís David</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Olivia Rodrigo - drivers license (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZmDBbnmKpqQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18129" aria-describedby="caption-attachment-18129" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lie.jpg" alt="Capa do single Lie Lie Lie. A capa é uma foto polaroid, com o cantor Joshua, um adolescente branco de 20 anos, cabelos encaracolados castanhos e camisa branca e calça marrom, deitado no capô de um carro escuro. Ele está no deserto, vemos o chão arenoso, arbustos verdes, uma casa branca e montanhas ao fundo. Escrito à mão, na parte de baixo da capa, está Joshua Basset e Lie Lie Lie" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lie.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lie-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lie-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lie-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18129" class="wp-caption-text">“Você tem mentido para você mesma, mentido para todo mundo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Joshua Bassett &#8211; Lie Lie Lie</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito antes da carteira de motorista de Olivia Rodrigo tombar o mundo adolescente do entretenimento, seu amigo e colega de elenco </span><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-joshua-bassett/95667"><span style="font-weight: 400;">Joshua Bassett</span></a><span style="font-weight: 400;"> havia planejado o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kxK1SIOObRE"><i><span style="font-weight: 400;">Lie Lie Lie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para o começo do ano. Um </span><em><a href="https://www.instagram.com/p/CIyZVtppVKT/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">post</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, datado de dezembro de 2020, já dava uma prévia do novo som do ator e cantor, protagonista da série de </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Lie Lie Lie</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou entre a brilhante faixa de Rodrigo e a insossa de Carpenter, os integrantes desse suposto triângulo amoroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E então </span><i><span style="font-weight: 400;">drivers license</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou, e o resto é história. O que rolou é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Lie Lie Lie </span></i><span style="font-weight: 400;">parece uma resposta fabricada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">da garota, e ainda soa soberbo e de língua afiada, mas a música em momento algum se mostra inventiva, inteligente ou mesmo interessante, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=185hGYc4NGw"><i><span style="font-weight: 400;">Anyone Else</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">mais antigo de Bassett. Ele planeja lançar seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">em março, e uma </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1226012/entenda-o-triangulo-amoroso-entre-olivia-rodrigo-joshua-bassett-e-sabrina-carpenter"><span style="font-weight: 400;">parceria com Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> já foi confirmada. A esperança é que as novas canções sejam mais ousadas que essa </span><i><span style="font-weight: 400;">Lie Lie Lie</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Joshua Bassett - Lie Lie Lie (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kxK1SIOObRE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18067" aria-describedby="caption-attachment-18067" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18067" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/skin-sabrina.png" alt="Na capa do single Skin, Sabrina, uma mulher branca e loira, se encontra sentada na janela de uma construção de paredes brancas. Do seu lado, há uma árvore onde algumas folhas brilham ao refletir a luz do sol." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/skin-sabrina.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/skin-sabrina-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/skin-sabrina-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/skin-sabrina-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18067" class="wp-caption-text">Sabrina lança Skin e entra nos assuntos do momento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Sabrina Carpenter &#8211; Skin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento de </span><a href="https://youtu.be/ZmDBbnmKpqQ"><i><span style="font-weight: 400;">drivers license</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, há boatos de que a “loira” citada por Olivia Rodrigo na música fosse </span><a href="https://www.instagram.com/sabrinacarpenter/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tais suposições fizeram com que o nome da cantora e atriz fosse muito comentado nas últimas semanas. E, se ela já estava sendo altamente citada, a jovem virou de vez o centro de atenções ao lançar seu último </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Skin</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrita por Sabrina e mais dois compositores, a música foi produzida por </span><a href="https://www.instagram.com/p/CKWu_XOBi3n/"><span style="font-weight: 400;">George Seara</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta com um ritmo que vai se fortificando durante os primeiros versos até atingir o ápice no refrão.  A melodia, assim como de </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DZ06evO4bwDxS"><span style="font-weight: 400;">suas outras músicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é do tipo que, por mais que você não goste de primeira, você vai se viciando enquanto escuta e, quando percebe, já está cantando junto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Liricamente, a canção gerou uma </span><a href="https://twitter.com/alexaties/status/1353548280693723136?s=20"><span style="font-weight: 400;">grande polarização</span></a><span style="font-weight: 400;">. Enquanto muitos acreditavam que Sabrina estava certa de mostrar seu lado da história, a maioria pareceu discordar da posição que a cantora tomou. As discussões foram tantas que Sabrina precisou desativar os comentários no </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;"> e se </span><a href="https://www.instagram.com/p/CKc5kIlAEwZ/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">pronunciar no </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, explicando que a canção não é apenas sobre a situação desagradável com a outra cantora, mas sim sobre outros aspectos de sua vida. Seja qual for a inspiração, </span><i><span style="font-weight: 400;">Skin </span></i><span style="font-weight: 400;">continua sendo um ótimo presente para os fãs da artista. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sabrina Carpenter - Skin" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CA9E4HHHbRk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18073" aria-describedby="caption-attachment-18073" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/075679793676-cover-zoom.jpg" alt="Capa da música Daddy de Charlotte Cardin. A imagem revela a cantora, que segura uma guitarra marrom e branca com suas mãos. Ela veste um moletom preto com a estampa de um coração que tem por dentro a palavra ‘Daddy’. Ela olha para a esquerda. Seus cabelos médios são castanhos e caem sob seus ombros. Sua expressão é séria. O fundo da imagem é preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/075679793676-cover-zoom.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/075679793676-cover-zoom-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/075679793676-cover-zoom-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/075679793676-cover-zoom-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18073" class="wp-caption-text">A canadense Charlotte Cardin promete não passar despercebida em Daddy (Foto: Alexis Belhumeur)</figcaption></figure>
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<p><b>Charlotte Cardin &#8211; Daddy </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Triângulos amorosos são um grande clichê na cultura pop. Desde a dúvida de quem Ilsa escolheria no clássico </span><a href="https://medium.com/the-outtake/casablanca-the-perfect-love-story-9609b9419049"><span style="font-weight: 400;">Casablanca</span></a><span style="font-weight: 400;"> até a controvérsia de </span><i><span style="font-weight: 400;">millennials</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre </span><a href="http://j-14.com/posts/the-truth-about-that-old-selena-gomez-miley-cyrus-and-nick-jonas-love-triangle-102388/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez, Miley Cyrus e Nick Jonas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o público parece estar saturado de histórias repetitivas de amores proibidos. Mas é em </span><i><span style="font-weight: 400;">Daddy</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do álbum da canadense </span><a href="https://open.spotify.com/artist/1G0YV9WooUBjrwDq0Q7EFK"><span style="font-weight: 400;">Charlotte Cardin</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se resgata o sentimento de estar preso entre as péssimas escolhas em sua juventude: uma delas, claro, é decidir entre dois diferentes pretendentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ríspidos vocais de Cardin e os arranjos sublimes distanciam a canção de qualquer outra do </span><a href="https://www.merriam-webster.com/dictionary/Top%2040"><span style="font-weight: 400;">Top 40</span></a><span style="font-weight: 400;">. A nativa de Montreal sabe muito bem usar sua voz como próprio instrumento dentro da produção minimalista e recheia a música de harmonias viciantes. O </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">é precursor do </span><a href="https://www.journaldequebec.com/2021/01/13/un-album-en-avril-pour-charlotte-cardin"><span style="font-weight: 400;">primeiro álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> da artista que, se for minimamente coeso com </span><i><span style="font-weight: 400;">Daddy,</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem tudo para ser um dos melhores do ano. &#8211;</span><b> Laís David</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charlotte Cardin - Daddy [Official Music Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/eM8LoBY3hIs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18076" aria-describedby="caption-attachment-18076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-de-una-vez-selena-gomez.jpg" alt="Capa do EP De Una Vez. Na imagem há Selena Gomez. Uma mulher jovem, branca, de cabelos longos e preto. Ela usa duas flores rosas e duas flores brancas no cabelo. Ela veste um vestido rosa florido de manga curta e uma amuleto no formato de coração. Ela está sentada num sofá, seu braço esquerdo esta na altura da cabeça. Atrás dela vemos uma cortina de renda branca. Ao lado do sofá vemos um abajur. Na parte superior lê-se em amarelo &quot;SELENA GOMEZ&quot; e na parte inferior lê-se em branco &quot;DE UNA VEZ&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-de-una-vez-selena-gomez.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-de-una-vez-selena-gomez-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-de-una-vez-selena-gomez-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-de-una-vez-selena-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-de-una-vez-selena-gomez-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18076" class="wp-caption-text">&#8220;Soy más fuerte sola&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Selena Gomez</b><b> – </b><b>De Una Vez  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma década da versão em espanhol de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sukxFAhdj30"><i><span style="font-weight: 400;">A Year Without Rain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Selena nos presenteou com a agradável surpresa de ver ela interpretando uma mais canção no idioma. </span><i><span style="font-weight: 400;">De Una Vez</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma música forte, que fala sobre se recuperar das dores de um amor que já não existe mais. E todos elementos presentes no fantástico clipe colaboram para a criação de uma história de cura e superação. Os cenários usados no vídeo parecem mostrar os estágios passados pela cantora, narrando sua própria história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Artista completa, Selena também se atentou para símbolos da cultura latina. Flores são usadas pela cantora remetendo um dos maiores ícones do México, </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/frida-kahlo.htm"><span style="font-weight: 400;">Frida Kahlo</span></a><span style="font-weight: 400;">, e também combinam com sua personalidade. O amuleto de coração usado por Gomez é a cereja no topo do bolo, usado para fins de cura na </span><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/viagem/2020/12/do-olho-grego-ao-sagrado-coracao-amuletos-da-sorte-em-todo-o-mundo"><span style="font-weight: 400;">cultura mexicana</span></a><span style="font-weight: 400;">, faz pleno sentido com a letra da canção. As cores saturadas usadas na capa do </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> conferem com o estereótipo americano criado na representação latina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clipe parece ser uma despedida de Selena com o passado, rompendo com todo trabalho já feito. Há uma parte que ela queima </span><i><span style="font-weight: 400;">polaroids</span></i><span style="font-weight: 400;"> no fogão, e podemos associar isso com sua última era, </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rare</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span></a><span style="font-weight: 400;"> que contava com várias fotos do estilo para divulgação. Após todo processo, vemos uma Selena mais tranquila e segura de seu talento. Não sabemos muito sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> que está vindo por aí, mas é certo que podemos esperar algo grandioso da artista. &#8211;</span><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez - De Una Vez (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/91VRyTvjoX4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18083" aria-describedby="caption-attachment-18083" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/euphoria.jpg" alt="Capa do single Lo Vas A Olvidar. Mostra a personagem Jules da série Euphoria, mulher branca de cabelos loiros. Ela usa uma regata nude e está sentada em uma cama. Vemos apenas a parte de cima de seu busto. No topo da imagem está escrito Billie Eilish e ROSALÍA, Lo Vas A Olvidar e em baixo Euphoria, tudo em letras brancas. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/euphoria.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/euphoria-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/euphoria-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/euphoria-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/euphoria-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18083" class="wp-caption-text">“Me diga que você ainda não se arrependeu/Me diga se ainda resta algo em comum” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish e ROSALÍA &#8211; Lo Vas A Olvidar </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Íntima e profunda, a balada de Billie Eilish e ROSALÍA nos faz perguntar como vivíamos antes de ter ambas as vozes em uma única produção. As diferentes entonações, complementares e poderosas, criam camadas e mais camadas na sonoridade bem marcada que mescla os estilos das duas. E como um furacão, no meio do caminho entre </span><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">El Mal Querer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, está </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8TsWkuWWXgc"><i><span style="font-weight: 400;">Lo Vas A Olvidar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção, que embala o segundo episódio do </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-2-jules-critica/"><span style="font-weight: 400;">especial</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, se torna ainda mais forte com o clipe simples e sombrio que a acompanha. Os sentimentos de aperto e desespero se edificam até serem finalmente libertos com toda a soberania das vozes de Eilish e ROSALÍA. Pessoal, tocante e imersivo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">sabe como nos persuadir a adorá-lo, o que fazemos com bom gosto. </span><strong>&#8211; Ana</strong><b> Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Billie Eilish, ROSALÍA - Lo Vas A Olvidar (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8TsWkuWWXgc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18094" aria-describedby="caption-attachment-18094" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1.jpg" alt="Capa do single Anyone. Justin Bieber, um homem branco e loiro, sem tatuagens, está deitado em um ringue de boxe com luvas marrons e um calção vermelho de faixa amarela. O fundo da imagem é preto, com letras laranjas escrito Anyone. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1-2048x2048.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Justin-Bieber-Anyone-1609520041-scaled-1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18094" class="wp-caption-text">Se quiser relembrar como Justin Bieber era sem tatuagens, então o clipe de Anyone é a sua chance (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Justin Bieber &#8211; Anyone</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após atravessar a </span><a href="https://portalpopline.com.br/changes-album-de-justin-bieber-e-mal-falado-pela-critica-especializada/"><span style="font-weight: 400;">era não vingada</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Changes</span></i><span style="font-weight: 400;">, Justin Bieber desencantou e mostrou seu verdadeiro eu. Letras mais leves e até mesmo piedosas fazem o cantor se destacar, o que fica cada vez mais evidente: o fato dele estar passando por uma fase autêntica e psicologicamente estável. </span><i><span style="font-weight: 400;">Holy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lonely</span></i><span style="font-weight: 400;"> e agora a cativante </span><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i><span style="font-weight: 400;">, são a tríade em que Bieber apostou. E </span><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio pra ficar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cantor quis começar 2021 com o pé direito e já apresentou </span><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i><span style="font-weight: 400;"> no primeiro dia do ano, em primeira mão para seus fãs em uma </span><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i><span style="font-weight: 400;">. De praxe, a música alcançou o </span><a href="https://portalpopline.com.br/anyone-justin-bieber-estreia-single-no-topo-da-parada-global-do-spotify/"><span style="font-weight: 400;">topo mundial</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> no lançamento, e ainda permanece no top 10 da plataforma. O videoclipe já acumula mais de 45 milhões de visualizações. Com uma produção que não desapontou, o vídeo se passa nos anos 70, onde Justin interpreta um boxeador inspirado em </span><a href="https://metropolitanafm.com.br/musicas/anyone-justin-bieber-lanca-clipe-inspirado-em-cenas-do-filme-rocky"><i><span style="font-weight: 400;">Rocky</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme estrelado por Sylvester Stallone &#8211; e o que mais impressionou o público &#8211; Bieber sem nenhuma de suas tatuagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele também chegou a emplacar sua tríade musical no top 10 do </span><i><span style="font-weight: 400;">Itunes </span></i><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos, um feito um tanto quanto difícil para qualquer artista, e que, com certeza, já supera as tais “Mudanças”. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;A música nos ajudou a superar muita coisa em 2020, e para mim, pessoalmente, foi um instrumento de cura e transformação. &#8220;Anyone é uma canção especial, inspiradora e cheia de esperança. Ela estabelece o tom para um ano novo mais iluminado, repleto de novas possibilidades&#8221;,</span></i><span style="font-weight: 400;"> disse Justin. Parece que os mais baixos que altos da vida do canadense não foram capazes de o parar. </span><b>&#8211; Giovana Guarizo</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Justin Bieber - Anyone" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KIK3azN4w34?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18172" aria-describedby="caption-attachment-18172" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/only.jpg" alt="Capa do single Only a Matter of Time. A capa é uma foto polaroid, com o cantor, Joshua Bassett, adolescente branco de cabelos preto, está apoiado na porta de um carro, olhando para a frente. Na parte de baixo, vemos escrito Joshua Bassett e Only a Matter of Time." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/only.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/only-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/only-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/only-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18172" class="wp-caption-text">“Mas é só uma questão de tempo, olho por olho, e você ficará cega” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Joshua Bassett &#8211; Only a Matter of Time</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de lançar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kxK1SIOObRE"><i><span style="font-weight: 400;">Lie Lie Lie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no meio do mês, Joshua Bassett finalizou janeiro com música e clipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eg2KWIpZW-U"><i><span style="font-weight: 400;">Only a Matter of Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Uma das faixas que fará parte de seu vindouro </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">, o jovem cantor continua batendo na tecla de mentiras e boatos de um finado relacionamento. </span><span style="font-weight: 400;">Tematicamente muito perto do <em>single</em> anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only a Matter a Time</span></i><span style="font-weight: 400;"> é melhor resolvida, ao menos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição, embora ainda liricamente fraca, se encontra mais suavemente com a doce voz do artista. O clipe é simples mas potente em adereçar as dores latentes do garoto, que canta num único corte, próximo às paisagens terrosas de uma linha de trem. Ainda na </span><a href="https://www.portalitpop.com/2021/01/um-dossie-sobre-o-triangulo-amoroso-entre-olivia-josshua-e-sabrina.html"><span style="font-weight: 400;">pira do triângulo amoroso</span></a><span style="font-weight: 400;">, Joshua Bassett se mantém na boca do povo. Agora é esperar pra ver se o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://www.trendybynick.com.br/gossip/joshua-bassett-revela-data-de-estreia-do-seu-ep/"><span style="font-weight: 400;">viverá à altura</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessa tempestade. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Joshua Bassett - Only A Matter Of Time (Official Music Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/eg2KWIpZW-U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18104" aria-describedby="caption-attachment-18104" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18104" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-2.jpg" alt="Capa do single Lento versão Brabo remix. Fotografia da cantora Lauren Jauregui acompanhada da também cantora Pabllo Vittar. A foto tem um fundo preto. No lado esquerdo está Lauren, uma mulher latina, de cabelos escuros e olhos verdes. Ao seu lado direito, está a drag queen e cantora brasileira Pabllo Vittar usando uma peruca loira e maquiada na região dos olhos com um longo delineador preto e sombra laranja. Nos lábios, Pabllo está maquiada com um batom nude." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-2.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18104" class="wp-caption-text">Em novo remix do seu single Lento, Lauren Jauregui uniu vocais com Pabllo Vittar, nos entregando uma versão que incorpora um toque latino e sensual, com a ajuda dos produtores Brabo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Lauren Jauregui e Pabllo Vittar &#8211; Lento (Brabo Remix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ex-integrante da </span><i><span style="font-weight: 400;">girl band </span></i><a href="https://genius.com/artists/Fifth-harmony"><i><span style="font-weight: 400;">Fifth Harmony</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">Lauren Jauregui, lançou em 2020 o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://open.spotify.com/track/5JoV39MFYbvWZwJlxq2722?si=_-ejWOGXR5uT_3m7t5bONg"><i><span style="font-weight: 400;">Lento</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma das músicas que marca o início de sua carreira solo. Com o sucesso da faixa entre os fãs, a cantora já havia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u_lmKY35Seg"><span style="font-weight: 400;">lançado um </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com o cantor porto-riquenho </span><a href="https://genius.com/artists/Rauw-alejandro"><span style="font-weight: 400;">Rauw Alejandro</span></a><span style="font-weight: 400;">, antes do anunciado com a parceria da </span><i><span style="font-weight: 400;">drag quee</span></i><span style="font-weight: 400;">n e cantora brasileira </span><a href="https://genius.com/artists/Pabllo-vittar"><span style="font-weight: 400;">Pabllo Vittar</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que trouxe ainda mais destaque para a faixa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rebuscando na sua origem cubano-americana, a cantora trouxe na versão original o típico ritmo das músicas latinas e um toque sensual, o que torna a música tão sedutora aos ouvidos. Já no </span><a href="https://www.brazilianghost.com/post/o-que-%C3%A9-um-remix-e-um-bootleg-existem-outros-tipos"><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em colaboração com Pabllo, os produtores Brabo trouxeram ao fundo batidas do </span><a href="https://dicionariompb.com.br/musica-brega/dados-artisticos"><span style="font-weight: 400;">brega</span></a><span style="font-weight: 400;">, gênero musical brasileiro que, quando incorporado às vozes de Lauren e Vittar, deixam </span><i><span style="font-weight: 400;">Lento</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda mais envolvente. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Brito de Souza</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Official audio for &quot;Lento (Brabo Remix)&quot; by Lauren Jauregui ft. Pabllo Vittar" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KzNptTU5rSU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18108" aria-describedby="caption-attachment-18108" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/fka-twigs-dont-judge-me-1611691323.jpeg" alt="Capa do single, com fundo preto e destaque central para a Fons Americanus do Tate Modern de Londres. A escultura da artista norte-americana Kara Walker mede 13 metros e é inspirada no Memorial da Rainha Vitória. Mas ao contrário da obra construída em frente ao Palácio de Buckingham, a fonte é uma crítica ao Império Britânico. Nesta obra há tubarões substituindo os golfinhos da fonte de inspiração, um rapaz com óculos de mergulho, um pequeno barco, um homem negro e uma espécie de forca suspensa numa árvore. A escultura monumental retrata o comércio de escravos no Atlântico. Na foto ainda temos três pessoas de costas observando a grande fonte branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/fka-twigs-dont-judge-me-1611691323.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/fka-twigs-dont-judge-me-1611691323-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/fka-twigs-dont-judge-me-1611691323-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/fka-twigs-dont-judge-me-1611691323-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/fka-twigs-dont-judge-me-1611691323-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18108" class="wp-caption-text">FKA twigs começa a nos mostrar o material que produziu remotamente durante a quarentena (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>FKA twigs, Headie One e Fred again.. &#8211; Don’t Judge Me</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o cancelamento da turnê do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Magdalene</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) por conta da pandemia da COVID-19, a cantora, compositora e dançarina FKA twigs transformou seu tempo de isolamento social em novas músicas, produzidas de forma remota. A artista utilizou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Facetime </span></i><span style="font-weight: 400;">para colaborar com diversos produtores, inclusive </span><a href="https://watch.grammymuseum.org/videos/fka-twigs"><span style="font-weight: 400;">El Guincho</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">El Mal Querer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Rosalía). Esse processo criativo resultou em um novo disco, ainda sem nome, cuja primeira amostra vem no </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://youtu.be/QJacful-tII"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Judge Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, versão estendida do interlúdio </span><a href="https://open.spotify.com/track/7iY59aj3feeXdZ9hlkpAYI"><i><span style="font-weight: 400;">Judge Me</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">faixa</span> <span style="font-weight: 400;">presente na </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape GANG</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">Headie One e do produtor Fred again..</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música teve seu lançamento acompanhado do vídeo dirigido por Emmanuel Adjei (</span><i><span style="font-weight: 400;">Black is King</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Beyoncé e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark Ballet</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Madonna), que em três atos faz um retrato meticuloso da experiência negra no Reino Unido. O vídeo traz, além de FKA twigs e Headie One, vários influentes artistas britânicos negros, que contrastam com a</span> <i><span style="font-weight: 400;">Fons Americanus </span></i><span style="font-weight: 400;">no Tate Modern, escultura de grandes dimensões que retrata e critica o tráfico de escravos no Atlântico. O diretor descreve a obra audiovisual como uma luta contra forças invisíveis de julgamento e opressão.</span><b> &#8211; Carlos Botelho</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FKA twigs, Headie One, Fred again.. - Don&#039;t Judge Me" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QJacful-tII?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18113" aria-describedby="caption-attachment-18113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cond.png" alt="Capa do single ConDragulations. Na capa, vemos 7 drag queens enfileiradas num fundo verde claro com a palavra ConDragulations escrita em cima, em letras amarelas e contorno roxo. No fundo verde, existem alguns desenhos de estrelas e trapézios azuis. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cond.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cond-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cond-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/cond-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18113" class="wp-caption-text">“O nome é Symone e eu estou aqui pelo trono” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>The Cast of RuPaul’s Drag Race Season 13 &#8211; ConDragulations</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recente decisão de dividir o grupo de competidores em dois episódios tem beneficiado e muito as narrativas do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> competitivo </span><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-12-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A 13ª temporada começou diferente das demais, mas não demorou para que as 7 primeiras </span><i><span style="font-weight: 400;">queens </span></i><span style="font-weight: 400;">do ano cantassem e dançassem na passarela, regravando com seus próprios versos a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=egiP_ASercs"><i><span style="font-weight: 400;">ConDragulations</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A batida foi envolvente e o refrão, inesquecível, por mais que a composição geral da faixa não fuja muito do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M4d20Tyzlv0"><span style="font-weight: 400;">discurso que RuPaul vende</span></a><span style="font-weight: 400;"> por mais de uma década. Gottmik discutiu sua identidade como </span><a href="https://draglicious.com.br/2020/12/14/gottmik-e-o-primeiro-homem-trans-a-competir-em-rupauls-drag-race/"><span style="font-weight: 400;">homem trans</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas escolheu cantar num </span><i><span style="font-weight: 400;">flow </span></i><span style="font-weight: 400;">lento, o que deixou sua parte minúscula perto das demais. Kandy Muse arrotou um verso inaudível, mas fez isso usando o melhor </span><i><span style="font-weight: 400;">look </span></i><span style="font-weight: 400;">do grupo. LaLa Ri é carisma vivo e seu timbre é um deleite à parte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olivia Lux surpreendeu pelos </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/"><span style="font-weight: 400;">maneirismos de Mariah</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os vocais adocicados, fazendo valer o lugar nas Melhores da Semana. O destaque de tudo, é claro, fica com </span><a href="https://draglicious.com.br/2020/12/22/s13-quem-e-symone/"><span style="font-weight: 400;">Symone</span></a><span style="font-weight: 400;">, a pose, as caras e bocas, o brilho nos olhos, impagável. Tina Burner é um palhaço talentoso, mas sua composição pareceu abarrotada naqueles vinte segundos disponíveis. Elliott abriu um espacate e rimou se divertindo no <em>look</em> Sylvia <em>Design</em>. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">ConDragulations</span></i><span style="font-weight: 400;"> for o gosto do ano 13 de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, estaremos bem servidos.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Queens Perform ‘Condragulations’ | RuPaul’s Drag Race" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/egiP_ASercs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18131" aria-describedby="caption-attachment-18131" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/phenomenom.jpg" alt="Capa do single Phenomenon. O fundo é rosa, com detalhes rosa escuro com formas de trapézios e estrelas. Ao topo, está escrito Phenomenon em letras azul bebê e contorno roxo. Na foto, vemos 6 drag queens, 4 em pé e duas sentadas. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/phenomenom.jpg 719w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/phenomenom-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/phenomenom-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18131" class="wp-caption-text">“Minha luz nunca está se apagando, mal posso esperar para você dizer: a vencedora é Rosé” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>The Cast of RuPaul’s Drag Race Season 13 &#8211; Phenomenon</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">ConDragulations</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou a vez de </span><i><span style="font-weight: 400;">Phenomenon</span></i><span style="font-weight: 400;">. Reservada ao episódio daquelas que perderam a Dublagem da estreia, a composição e coreografia deram um banho de qualidade e talento no primeiro grupo. </span><a href="https://draglicious.com.br/2020/12/15/s13-quem-e-denali/"><span style="font-weight: 400;">Denali começou matando a pau</span></a><span style="font-weight: 400;">, cheia de confiança e irreverência, comprovando com fatos seu lugar como vencedora do desafio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Joey Jay deixou sua marca na competição, e a partir de agora uma <em>drag</em> <em>queen</em> sem peruca será imediatamente ligada à imagem da </span><a href="https://draglicious.com.br/2020/12/19/s13-quem-e-joey-jay/"><i><span style="font-weight: 400;">‘gay ass bitch’</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Kahmora Hall tentou, e esse é o máximo de reconhecimento que podemos dar à sua parte da canção. Rosé, autointitulada um palhaço </span><i><span style="font-weight: 400;">fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi a mais diferente do grupo, e sua conclusão é a mais apetitosa das 6 composições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O refrão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Phenomenon </span></i><span style="font-weight: 400;">apenas reafirma a capacidade de </span><a href="https://www.billboard.com/articles/news/8062558/drag-in-pop-culture-2017"><span style="font-weight: 400;">crescimento e evolução de arte </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e do papel de RuPaul, sedimentando isso na </span><a href="https://www.thesuflyer.com/post/how-rupaul-s-drag-race-has-influenced-pop-culture"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e além</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tamisha Iman transmitiu cirurgicamente seu espírito de lutadora e mesmo a rigidez de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">flow </span></i><span style="font-weight: 400;">fez sentido no plano maior. Utica merece todo amor e reconhecimento apenas por ser quem é, </span><i><span style="font-weight: 400;">‘se mexendo até o topo’</span></i><span style="font-weight: 400;">. Novamente, se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wdoyb214Cz0"><i><span style="font-weight: 400;">Phenomenon</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prever o progresso do ano 13, mal posso esperar pelo espetáculo</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">completo. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Queens Perform “Phenomenon” | RuPaul’s Drag Race" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Wdoyb214Cz0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18121" aria-describedby="caption-attachment-18121" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18121" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3435-cover.png" alt="A imagem revela a capa do single 34+35 de Ariana Grande com participação das cantoras Doja Cat e Megan Thee Stallion. A imagem é um desenho monocromático das três artistas. Meghan está no canto esquerdo da tela e usa uma camisola. Ariana está no meio, e está caracterizada com uma fantasia de robô. Doja está do lado esquerdo e usa a mesma camisola de Megan. Embaixo das cantoras, seus nomes estão escritos junto com o título da música, ‘’34+35 Remix’’" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3435-cover.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3435-cover-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3435-cover-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3435-cover-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18121" class="wp-caption-text">34+35 é o remix menos interessante da carreira de Ariana (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ariana Grande, Doja Cat e Megan Thee Stallion &#8211; 34+35 (Remix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tática de lançar um </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">após o lançamento de um álbum é milenar no mundo da música. Agora, na </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/era-do-streaming-158455/"><span style="font-weight: 400;">era do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> é ainda mais comum que um artista tente dar continuidade a um disco por meio de lançamentos avulsos (e de certa forma, desnecessários) &#8211; é o que Ariana Grande tenta fazer com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4yf-PZDQ_34"><i><span style="font-weight: 400;">34 + 35 (Remix) (feat. Doja Cat &amp; Megan Thee Stallion)</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">34+35</span></i><span style="font-weight: 400;">, segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do álbum</span> <a href="http://personaunesp.com.br/positions-ariana-grande-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">positions</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> já era</span> <span style="font-weight: 400;">auto suficiente antes do lançamento de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">remix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Grande sabe muito bem construir uma melodia cativante em uma letra explícita e </span><a href="https://genius.com/Ariana-grande-34-35-lyrics"><span style="font-weight: 400;">auto explicativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">“Você pode ficar acordado a noite toda?/Me fodendo até o dia amanhecer”’) </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A combinação de um arranjo de violinos e uma grande produção </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">já é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9MogWz-LHXI&amp;ab_channel=ArianaGrandeVevo"><span style="font-weight: 400;">frequente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na discografia de Ariana. O problema é que a profundidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">34+35</span></i><span style="font-weight: 400;"> para por aí. O </span><i><span style="font-weight: 400;">featuring</span></i><span style="font-weight: 400;"> com as duas maiores estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2020 soa mais como uma manobra publicitária e não faz sentido dentro da canção &#8211; a adição de Doja Cat é até suportável (seu verso em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lj4-SIa9bbk"><i><span style="font-weight: 400;">motive</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção que sucede </span><i><span style="font-weight: 400;">34+35</span></i><span style="font-weight: 400;"> em</span><i><span style="font-weight: 400;"> positions, </span></i><span style="font-weight: 400;">é divino), mas nem o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CgCmsdJ86Uc&amp;ab_channel=MeganTheeStallion"><span style="font-weight: 400;">ótimo </span><i><span style="font-weight: 400;">flow</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e personalidade energizante de Megan Thee Stallion conseguem conquistar o ouvinte. A ponte da música, parte mais divertida da canção, foi cortada por inteiro para dar espaço a um </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">confuso e nada inteligente. A versão original é, sem dúvidas, muito melhor. </span><b>&#8211; Laís David</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - 34+35 (Remix / Official Lyric Video) ft. Doja Cat, Megan Thee Stallion" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4yf-PZDQ_34?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18127" aria-describedby="caption-attachment-18127" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/selena-gomez-baila-conmigo-800x800-1.png" alt="Capa do single Baila Conmigo, de Selena Gomez. A imagem é quadrada e a artista está ao centro, de lado, com o rosto virado para o lado esquerdo da imagem, e aparece do quadril para cima, dançando contra a luz. A iluminação, em tons de amarelo, laranja e rosa, vem de um círculo que toma quase a imagem inteira. Existe também uma sombra parcial de Selena no canto esquerdo da imagem. A artista está de cabelos soltos e ondulados e usa um vestido justo a corpo de alças finas e de cor clara. Na linha superior da imagem, está o nome de Selena Gomez, numa fonte fina, em caixa alta e colorida em branco. Embaixo, alinhado à esquerda e num tamanho menor, o nome do rapper que colaborou com ela na faixa, Rauw Alejandro. Na parte inferior da imagem, centralizado, está o nome da música, na mesma fonte e estilização do nome de Selena." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/selena-gomez-baila-conmigo-800x800-1.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/selena-gomez-baila-conmigo-800x800-1-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/selena-gomez-baila-conmigo-800x800-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/selena-gomez-baila-conmigo-800x800-1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18127" class="wp-caption-text">REVELACIÓN, o esperado EP em espanhol de Selena, será lançado no dia 12 de março (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Selena Gomez e Rauw Alejandro &#8211; Baila Conmigo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ia1iuXbEaYQ"><span style="font-weight: 400;">ápice da autoconfiança</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zlJDTxahav0"><span style="font-weight: 400;">fundo do poço emocional</span></a><span style="font-weight: 400;">, é difícil não se render ao charme e à sinceridade da arte de </span><a href="http://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na fase que a artista mais se aproxima de nós ao explorar a riqueza de suas raízes latinas, não seria diferente. O </span><i><span style="font-weight: 400;">single De Una Vez</span></i><span style="font-weight: 400;"> capturou nossa simpatia pela nova era, que se solidifica ainda mais como um possível grande acerto com </span><i><span style="font-weight: 400;">Baila Conmigo</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma complementar ao autoconhecimento terno pregado na canção precursora, agora Selena brinca com o </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lado do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">porto-riquenho Rauw Alejandro. O ritmo dançante se combina à uma letra apaixonada e o conjunto da obra é um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">que transpira a essência do nosso verão &#8211; literalmente, porque quem assina o clipe é o brasileiro </span><a href="https://portalpopline.com.br/entrevista-fernando-nogari-brasileiro-escolhido-serlena-gomez/"><span style="font-weight: 400;">Fernando Nogari</span></a><span style="font-weight: 400;">, que dirigiu Gomez remotamente e gravou parte das cenas no </span><a href="https://popeek.com.br/selena-gomez-projeto-misterioso-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Ceará</span></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://portalpopline.com.br/conversamos-com-o-brasileiro-que-fez-o-novo-clipe-da-selena-gomez-saiba-os-bastidores/"><span style="font-weight: 400;">atores e dançarinos brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A destreza graciosa da artista em sua segunda língua e seu cuidado em levar a identidade e representação latino-americana para além dos ritmos e elementos visuais só nos deixam uma resposta possível: Selena, </span><i><span style="font-weight: 400;">estamos bailando contigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> como nunca. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez, Rauw Alejandro - Baila Conmigo (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/h5WN3pkxPF0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18174" aria-describedby="caption-attachment-18174" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18174" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames.jpg" alt="Capa do single Fames. Num fundo rosa, vemos MOD SUN e Avril Lavigne. Ele está empoleirado para frente, com a cabeça pra frente. Ele é um homem branco, de cabelo verde limão, sem camisa, com tatuagens nos braços e torso e usa calça jeans com cinto rosa. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros com mechas coloridas nas pontas, usando blusa preta. Os dois olham para frente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/flames-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18174" class="wp-caption-text">“Eu quase desejei que nós nunca tivéssemos acontecido”, cantam MOD SUN e Avril Lavigne na porção mais vulnerável de Flames (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>MOD SUN e Avril Lavigne &#8211; Flames</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que <em>Flames</em> seja uma canção de </span><a href="https://entretenimento.r7.com/musica/avril-lavigne-lanca-flames-com-mod-sun-e-rende-memes-08012021#:~:text=Avril%20Lavigne%20lan%C3%A7ou%2C%20nesta%20sexta,de%20superar%20um%20grande%20amor.&amp;text=O%20lan%C3%A7amento%20levou%20o%20nome,assuntos%20mais%20comentados%20do%20Twitter."><span style="font-weight: 400;">MOD SUN</span></a><span style="font-weight: 400;">, o foco de divulgação e <em>marketing</em> voltou-se à figura e à marca emo de Avril Lavigne. A cantora, distante desde seu </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/avril-lavigne-lanca-seu-sexto-album-head-above-water-ouca"><i><span style="font-weight: 400;">Head Above Water</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, retornou esse ano com estética <em>neon</em> e vocais rasgando paixão e incendiando as tais chamas que nomeiam a canção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo dá certo, por mais genérica que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=An0B0vvqcmY"><i><span style="font-weight: 400;">Flames</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> possa aparentar. A capa simples, o cabelo verde limão e as mechas arco-íris são o indicativo de uma experiência sensacional e queimando nostalgia por míseros dois minutos e meio. O videoclipe não se envergonha de </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/20-musicas-emo/"><span style="font-weight: 400;">mimetizar os anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, os figurinos carregados e o túmulo que abre a obra gritam os sons de Lavigne de vinte anos atrás. Quem sabe ela não retorna numa pegada assim para um CD? Por enquanto, nossa função é deixar </span><i><span style="font-weight: 400;">Flames </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitor Evangelista</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MOD SUN - &quot;Flames&quot; (Feat. Avril Lavigne) - OFFICIAL VIDEO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/An0B0vvqcmY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18267" aria-describedby="caption-attachment-18267" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18267" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lanachemtrails.jpg" alt="Capa do single Chemtrails Over the Country Club. A imagem mostra Lana Del Rey, abaixada, ao lado de um lobo branco. Ela veste uma roupa com um babado de pérolas, e olha em direção ao lado esquerdo. O fundo é uma floresta escura. A imagem recebeu um tratamento para ficar em preto e branco." width="800" height="784" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lanachemtrails.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lanachemtrails-300x294.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/lanachemtrails-768x753.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18267" class="wp-caption-text">Capa do single (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Lana Del Rey &#8211; Chemtrails Over the Country Club </strong></p>
<p>A dupla bem sucedida Lana Del Rey e Jack Antonoff está mais que pronta para uma nova investida, que já tem nome: <em>Chemtrails Over the Country Club</em>. O <em>single</em>, de mesmo nome do álbum a ser lançado em 19 de março, é uma amostra perfeita do que vem por aí, com as melhores qualidades musicais da cantora. Del Rey, que virou parte intrínseca da cultura <em>pop</em> da nossa geração, sofreu um gigantesco <em>backlash </em>durante a pandemia por sua polêmica <a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/lana-del-rey-irrita-f%C3%A3s-ao-usar-uma-m%C3%A1scara-facial-de-tela-1.492162">máscara de tule</a> e por um <em><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/lana-del-rey-criticas-manifestacao/">post</a> </em>sobre os protestos do movimento <em>Black Lives Matter</em>.</p>
<p>Cancelamentos à parte, a antes ferrenha opositora de Donald Trump decidiu partir para uma militância mais sutil contra os apoiadores de direita e a filosofia lelé-da-cuca, como mostra a própria letra e o clipe de <em>Chemtrails</em>. A realidade é que a <em>internet</em> de tempos em tempos pega uma celebridade para Cristo, e Lana, que não se esconde atrás de assessorias e personagens perfeitinhos, pagou o pato da vez. Se <a href="http://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> já foi intensamente humano, Deus queira que as polêmicas que antecedem <em>Chemtrails </em>façam dele, também, mais uma obra-prima. <strong>– Jho Brunhara</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Chemtrails Over The Country Club (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vBHild0PiTE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<h3>Clipes</h3>
<figure id="attachment_18082" aria-describedby="caption-attachment-18082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/harry.jpg" alt="Capa do álbum Fine Line. Mostra Harry Styles, homem branco de cabelos curtos e pretos, em frente a uma parede azul clara. O teto e o chão são rosas e ele usa uma calça larga branca e uma blusa pink. A imagem é quadrada, mas ele aparece através de um círculo. As bordas são pretas e a frente tem uma mão usando luva preta. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/harry.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/harry-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/harry-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/harry-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18082" class="wp-caption-text">“Talvez nós possamos/Encontrar um lugar para nos sentirmos bem/E possamos tratar as pessoas com gentileza” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Harry Styles &#8211; Treat People With Kindness </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vem sendo uma boa época para os fãs de Harry Styles. O sucesso de seu último álbum, </span><a href="https://personaunesp.com.br/fine-line-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lhe rendeu muito prestígio em 2020 e como agradecimento ele nos presenteia com o clipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L0X03zR0rQk"><i><span style="font-weight: 400;">Treat People With Kindness</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> logo nas primeiras horas do novo ano. A batida animada e empolgante, unida a letra esperançosa, abre caminho iluminado à escuridão da quarentena. Mas o grande destaque do vídeo fica mesmo com sua participação especial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo a alegria de todos, Phoebe Waller-Bridge, a amada </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleabag</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, entra em cena tomando conta de nossa atenção. Dançante, literal e sentimentalmente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">é um frescor que envia boas emoções a quem o assiste, e apesar da estética dos anos trinta, fotografada em preto e branco, a canção exala alegria suficiente para colorir nosso imaginários. É em meio a grandes expectativas que </span><i><span style="font-weight: 400;">TPWK</span></i><span style="font-weight: 400;"> se consolida em moldes </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywood-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">hollywoodianos</span></a><span style="font-weight: 400;">, dando uma nova camada ao mais recente álbum de Styles.</span><b> &#8211; Ana Laura Ferreira</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Harry Styles - Treat People With Kindness (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/L0X03zR0rQk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18166" aria-describedby="caption-attachment-18166" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CAPA-AFTER-HOURS-DELUXE.jpg" alt="Capa Deluxe do álbum After Hours. A cara de The Weeknd, um homem negro, que está sorrindo com o rosto coberto de sangue. Ele veste um terno vermelho e preto e usa brincos brilhantes nas duas orelhas. Há um efeito mesclado de preto e vermelho. O efeito preto está do lado esquerdo e o vermelho à direita. O fundo da imagem é borrado. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CAPA-AFTER-HOURS-DELUXE.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CAPA-AFTER-HOURS-DELUXE-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CAPA-AFTER-HOURS-DELUXE-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/CAPA-AFTER-HOURS-DELUXE-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18166" class="wp-caption-text">A capa da versão Deluxe do After Hours também não deixa a desejar: a cor vermelha traz ainda mais significado ao disco (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>The Weeknd &#8211; Save Your Tears</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 começou e a era </span><a href="http://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não acabou. The Weeknd ainda aposta no conceituado personagem do ano passado, e com razão, afinal o que não faltam são </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentro desse trabalho. Dessa vez, ele finalmente lançou o videoclipe da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Save Your Tears</span></i><span style="font-weight: 400;">, tão pedido pelos fãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lançamento foi assunto no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante todo o dia de estreia. O motivo? O grande número de </span><a href="https://canaltech.com.br/internet/Easter-Eggs-voce-sabe-o-que-sao/"><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> presentes no audiovisual. O clipe se inicia com um The Weeknd de rosto totalmente coberto por plásticas e procedimentos estéticos, cantando para uma plateia mascarada. O que parece é uma crítica aos padrões de beleza das celebridades e o fato do personagem querer ser aceito e respeitado pela indústria. Os movimentos de dança lembram o já citado </span><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as pessoas mascaradas o filme </span><i><span style="font-weight: 400;">De Olhos Bem Fechados</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além desses, </span><a href="https://twitter.com/SiteTheWeekndBR/status/1346624355644616705"><span style="font-weight: 400;">outros temas</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram abordados na obra, a qual já acumula mais de 95 milhões de visualizações e cresce cada vez mais nos </span><a href="https://twitter.com/SiteTheWeekndBR/status/1356307872041365504"><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Achou que não ia ter </span><i><span style="font-weight: 400;">shade</span></i><span style="font-weight: 400;"> pro </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">? Achou errado. Em uma parte do vídeo, o cantor aparece arremessando a cobiçada estatueta dourada. Depois de tudo que Abel enfrentou para ser reconhecido pela </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2021/01/06/the-weeknd-lanca-clipe-de-save-your-tears-e-fas-apontam-indireta-ao-grammy.ghtml"><span style="font-weight: 400;">premiação</span></a><span style="font-weight: 400;">, era previsível uma revolta. O importante é que essa revolta chegou carregada de talento, como se vê por esse trabalho. Mas o que ele merece ainda o aguarda: o </span><a href="https://sports.nbcsports.com/2021/02/01/who-is-playing-super-bowl-half-time-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Halftime</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do prestigiado </span><i><span style="font-weight: 400;">Super Bowl</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Giovana Guarizo</b></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - Save Your Tears (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XXYlFuWEuKI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_18270" aria-describedby="caption-attachment-18270" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18270" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mc-tha-capa-disco-rito-de-passa-1024x1024.jpg" alt="Capa do CD Rito de Passá. A imagem mostra MC Tha sentada, ao centro. Ela veste um véu vermelho e uma saia branca de renda. Ela veste chinelo de dedo nos pés, e está com um boné e um óculos branco apoiados na cabeça. Na mão esquerda segura uma adaga vermelha. Na mão direita, segura uma vela branca. O fundo é preto e com fumaças. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mc-tha-capa-disco-rito-de-passa-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mc-tha-capa-disco-rito-de-passa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mc-tha-capa-disco-rito-de-passa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mc-tha-capa-disco-rito-de-passa-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mc-tha-capa-disco-rito-de-passa.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18270" class="wp-caption-text">Tem que ser valente, Thais (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>MC Tha &#8211; Renascente (Onda, Oceano e Despedida)</strong></p>
<p><em>Abram os caminhos</em> novamente! O melhor álbum de 2019, <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/"><em>Rito de Passá</em></a>, ainda dá belos frutos. Dessa vez, MC Tha presenteia o mundo com uma trilogia visual sobre encontros, desencontros e reencontros. A primeira faixa a ganhar clipe foi <em>Onda</em>, colaboração com Jaloo e Felipe Cordeiro. Acompanhada da sempre presente <a href="https://contosdemitologia.wordpress.com/2017/09/28/mito-africano-oxossi-se-apaixona-por-oxum-e-surge-logun-ede/">simbologia da Umbanda</a>, assistimos uma história de amor entre os orixás Oxum e Oxóssi, interpretados por Tha e Jaloo.</p>
<p>Em <em>Oceano</em>, Tha segue sozinha e protagoniza o desencontro. Com uma das letras mais bonitas do disco e visuais impecáveis do vídeo, somos imersos na narrativa da cantora. Em <em>Despedida</em>, talvez a maior música da carreira, o fecho traz também a sensação de despedida do disco. Não um adeus ruim ou doloroso, mas de gratidão. <em>Rito de Passá</em> está envelhecendo como o melhor dos vinhos, e a trilogia <em>Renascente </em>só nos deixa ainda mais ansiosos pelo próximo trabalho de Thais. <strong>– Jho Brunhara</strong></p>
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<hr />
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Nota Musical – Janeiro de 2021" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/25RracOPxaxPGQQOogwNRY?si=bg5pyVroRw6OPE0_dNVR6g"></iframe></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2020</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2021 20:33:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2020 começou chutando as portas dos eventos inéditos. No Oscar, Parasita abocanhou a estatueta mais importante da noite; no Grammy, Billie Eilish quebrou um recorde de 39 anos e se tornou a primeira mulher a ganhar o Big Four, os quatro prêmios principais, em uma mesma noite (Álbum do Ano, Gravação do Ano, Música do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17762" aria-describedby="caption-attachment-17762" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17762 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress.jpg" alt="Arte retangular com fundo azul. No canto superior esquerdo, foi adicionado o texto &quot;OS MELHORES DISCOS DE 2020&quot; em azul, dentro de um retângulo na cor preta. No canto inferior esquerdo, foi adicionado o logo do Persona. No canto inferior direito foi adicionado uma colagem com 9 artistas, em ordem: Taylor Swift, Rina Sawayama, Phoebe Bridgers, Fiona Apple, BK', Chloe x Halle, Kali Uchis e Letrux." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17762" class="wp-caption-text">Destaques de 2020: Taylor Swift, Rina Sawayama, Phoebe Bridgers, Fiona Apple, BK&#8217;, Chloe x Halle, Kali Uchis e Letrux (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>2020 começou chutando as portas dos eventos inéditos. No <em>Oscar</em>, <em>Parasita</em> abocanhou a estatueta <a href="https://operamundi.uol.com.br/cultura/63002/parasita-faz-historia-e-e-1-filme-nao-falado-em-lingua-inglesa-a-vencer-oscar-de-melhor-filme">mais importante</a> da noite; no <em>Grammy</em>, Billie Eilish quebrou um <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/o-ano-de-billie-eilish-6-conquistas-que-impulsionaram-carreira-da-artista-em-2020/">recorde</a> de 39 anos e se tornou a primeira mulher a <a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-e-a-artista-mais-jovem-a-ganhar-as-4-principais-categorias-do-grammy/">ganhar o </a><em><a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-e-a-artista-mais-jovem-a-ganhar-as-4-principais-categorias-do-grammy/">Big Four</a>, </em>os quatro prêmios principais, em uma mesma noite (<em>Álbum do Ano</em>,<em> Gravação do Ano</em>,<em> Música do Ano </em>e<em> Artista do Ano</em>).</p>
<p>E um pouco depois disso o mundo acabou.</p>
<p>A partir de março nos vimos num limbo temporal e espacial, onde a arte era a nossa melhor amiga, nossa única distração, nossa única oportunidade de viajar, e tudo mais que você já deve ter cansado de ler nesse ano. Sem a possibilidade de fazer <em>shows</em>, assistimos pequenos e grandes artistas se virarem nos 30 com <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/12/02/8-das-10-lives-mais-vistas-em-2020-sao-brasileiras-marilia-mendonca-ganha-de-bts-e-andrea-bocelli.ghtml"><em>lives </em>diversas</a>. Os nomes gigantes do <em>mainstream</em> perderam <a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/artistas-chegam-a-faturar-mais-de-1-milh%C3%A3o-de-reais-com-lives-1.426911">uma receita ou outra</a> nesse tempo, mas é com os <a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/sem-lives-milionarias-artistas-independentes-encaram-abandono-na-pandemia/">independentes</a> que devemos nos preocupar. <a href="https://lastdonutofthenight.substack.com/p/how-much-new-music-is-there-even">Sem dinheiro não há música</a>, e é agora que saberemos as consequências reais disso tudo. Por enquanto, só podemos esperar que as promissoras vacinas façam o segundo semestre de 2021 seguro o suficiente para retornarmos com os <em>shows</em>.</p>
<p>Para os que tinham estrutura e condições de produzir em casa, 2020 foi mais interessante. Charli nos deu o colaborativo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_FU8xyVC-tk&amp;list=PL-2HG0C5jJQG5n1GVlif-9S-FnQ1dIuKM"><em>how i&#8217;m feeling now</em></a> e Taylor surpreendeu o mundo com seu <em><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">folklore</a> </em>e o novíssimo <em><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">evermore</a> (</em>e dizem as línguas que a <a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/12/15/taylor-swift-boatos-terceiro-album-woodvale/">terceira irmã</a> está vindo). No Brasil, vimos artistas como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TqqCkf4q9hI&amp;list=OLAK5uy_lZcNwGEAu2vsEGuqKo1ZS2VL5_hgCh8H8">Silva</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wdJgZjoVtFI&amp;ab_channel=Sandy">Sandy</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jazLY2IoQEY&amp;list=OLAK5uy_nT__TwhK4YuMzrBTFL2_M0VHaz7u_6fJc&amp;ab_channel=AdrianaCalcanhotto">Adriana Calcanhotto</a> também lançarem seus projetos frutos do isolamento social.</p>
<p>O dia infinito que foi 2020 ainda trouxe mais uma porrada de coisas: a volta bíblica de Fiona Apple e a <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/fiona-apple-fetch-the-bolt-cutters/">primeira nota 10</a> em uma década, da impiedosa <em>Pitchfork</em>; a xenofobia sofrida por Rina Sawayama ao ser considerada &#8216;<a href="https://www.papelpop.com/2020/07/rina-sawayama-critica-premiacoes-britanicas-por-nao-considera-la-elegivel-a-indicacoes/"><em>não elegível</em></a>&#8216; para o <em>British Music Awards </em>mesmo sendo britânica; o <a href="https://hugogloss.uol.com.br/famosos/grammy-2021-apos-esnobada-chocante-em-the-weeknd-publico-aponta-racismo-na-premiacao-e-revoltante-presidente-da-academia-se-pronuncia/">racismo</a> sofrido por <a href="http://personaunesp.com.br/after-hours-critica/">The Weeknd</a> ao não ser indicado ao <em>Grammy 2021</em> nas categorias principais; a febre de documentários de artistas (Ariana Grande, Shawn Mendes, <a href="http://personaunesp.com.br/blackpink-light-up-the-sky-critica/">BLACKPINK</a>, Taylor Swift&#8230;); e tantos outros acontecimentos.</p>
<p>Justin Timberlake já dizia em seu <em>The 20/20 Experience</em>: o ontem é história e o amanhã é um mistério. Se 2021 vai ser melhor? Torcemos que sim. Por agora, você pode conferir Os Melhores Discos e <em>EPs</em> que salvaram o apocalíptico ano de 2020, elencados pela <strong>Editoria do Persona</strong> e por nossos <strong>colaboradores</strong>.</p>
<p><span id="more-17644"></span></p>
<figure id="attachment_17713" aria-describedby="caption-attachment-17713" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17713 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838.jpg" alt="Capa do álbum autointitulado da artista Lienne La Havas. A imagem é composta apenas por uma fotografia da artista, em preto e branco. Ela aparece dos ombros para cima, e seu cabelo cacheado cobre parte do seu rosto, aparecendo apenas seu sorriso. Ela também usa um piercing de argola simples no meio das narinas e usa uma camiseta escura. A mão esquerda de Lienne La Havas segura o cabelo, na altura da orelha. Ela está levemente à esquerda da imagem e de frente para a camêra." width="712" height="712" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17713" class="wp-caption-text">Lianne La Havas sorrindo na capa do álbum que tem as harmonias mais lindas de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum lugar foi capaz de proporcionar maior consolo e conexão em 2020 como a música. Taylor Swift talvez tenha sido a artista que mais compreendeu isso e as necessidades atípicas do ano. Mudando totalmente sua estética e sonoridade, mas nunca a sua essência, em agosto, de surpresa, ela nos presenteou com as histórias íntimas e aconchegantes de </span><i>folklore,</i><span style="font-weight: 400;"> e ganhou o mundo inteiro com ele. Já rasguei elogios para o álbum <a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">aqui</a>, então, agora, vou me contentar em coroá-lo com meu primeiro lugar. Só que, não satisfeita, a fome criativa de Swift ainda dividiu conosco a irmã mais nova, mais solta e animada do primeiro álbum, </span><em><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">evermore</a></span></em><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma forma de celebrar seu aniversário de 31 anos</span><span style="font-weight: 400;"> (que não vai repetir o nome de Taylor no meu top 5, mas vale a lembrança). Outra menção honrosa é <em>CTV3: <a href="https://personaunesp.com.br/cool-tape-vol-3-critica/">Cool Tape Vol.3</a></em>, disco lindo do Jaden, que consegue colocar em canções a doçura do amor, as delícias de viver, a liberdade da vida e a paz de assistir um pôr-do-sol. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando nas mais alegrinhas, </span><em>YHLQMDLG</em> do Bad Bunny quase começava a tocar sozinho quando era hora da faxina ou de lembrar para o meu corpo o que era a vitamina D e a endorfina com uma caminhada pelo quarteirão.  No maior país da América Latina, o ano foi de Marcelo D2 e <a href="https://personaunesp.com.br/assim-tocam-os-meus-tambores-critica/"><em>Assim Tocam os MEUS TAMBORES</em></a>. A obra-prima do artista transcende a ideia de um registro fonográfico tradicional, concretizando um trabalho transmídia grandioso em significado, identidade e importância para a produção cultural brasileira.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 3, dominado pela calmaria necessária para domar a ansiedade de 2020,</span><span style="font-weight: 400;"> a serenidade, constância e charme de <em>Lianne La Havas</em> também me capturaram, especialmente com <em>Green Papaya</em>, <em>Please Don&#8217;t Make Me Cry</em>, <em>Sour Flower</em> e, claro, a majestosa <em>Bittersweet</em>. O esperado </span><i>ALICIA</i><span style="font-weight: 400;"> também merecia um lugar nesta lista só pela sua carro-chefe, </span><i><span style="font-weight: 400;">Underdog</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela vem ao lado de delícias como </span><i><span style="font-weight: 400;">So Done</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gramecery Park </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Beautiful Noise</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> e também das batidas mais </span><i><span style="font-weight: 400;">sexys</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">3 Hour Drive</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Show Me Love</span></i><span style="font-weight: 400;">. O</span><span style="font-weight: 400;"> hino aos ‘</span><span style="font-weight: 400;">oprimidos’</span><span style="font-weight: 400;"> ainda se junta à injeção de ânimo que Keys direciona aos corações, corpos e mentes cansados em </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Job; </span></i><span style="font-weight: 400;">e,</span><span style="font-weight: 400;"> assim, a artista transfere todo seu calor e esperanças divinos para quem teve um ano especialmente difícil. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você está fazendo um bom trabalho” </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Continue se prendendo ao que você ama”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela canta em apoio aos sobreviventes do ano da pandemia, e ainda deixa um verso que é quase uma promessa para 2021:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Muito em breve você irá se erguer.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Amém, Alicia.</span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift &#8211; folklore / </span><b>2. </b>Alicia Keys &#8211; ALICIA /<b> 3. </b>Lianne La Havas &#8211; Lianne La Havas<span style="font-weight: 400;"> / </span><b>4. </b>Marcelo D2<span style="font-weight: 400;"> &#8211; Assim Tocam MEUS TAMBORES / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny &#8211; YHLQMDLG</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alicia Keys - Underdog (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/izyZLKIWGiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17693" aria-describedby="caption-attachment-17693" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17693 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Crocodiloboy do rapper Diomedes Chinaski. A imagem possui um fundo bege e no centro há uma ilustração. A ilustração é um trono com vários detalhes, inclusive um anjo e há um crocodilo sentado nesse trono. Na parte superior há o nome do rapper “Diomedes Chinaski” escrito com letra preta. Logo abaixo, há o nome do álbum “Crocodiloboy” escrito com um maior espaçamento e em letra maiúscula." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17693" class="wp-caption-text">A impactante capa de Crocodiloboy, disco de Diomedes Chinaski (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das dificuldades de 2020, o <em>rap</em> nacional se mostrou muito presente no quesito de lançamentos, com grandes nomes da cena se destacando. Falar sobre o <a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/">BK’</a>, Djonga e Rashid é redundante, cada um no seu estilo, com assuntos importantes e a qualidade que já conhecemos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda devo ressaltar Diomedes Chinaski se colocando no mesmo patamar. Prometeu o disco do ano e trouxe um produto completo: conceito, musicalidade e relevância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, no <em>funk</em> tivemos muitos lançamentos importantes, com o Hariel sendo um dos poucos que incorporaram a cultura dos discos. Normalmente, os artistas só lançam <em>singles</em>, como foi o caso do MC Paulin da Capital, um dos principais nomes do gênero que não pôde aparecer na lista.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> BK’ – O líder em movimento / <strong>2.</strong> Diomedes Chinaski  – Crocodiloboy / <strong>3.</strong> Djonga  – Histórias da Minha Área / <strong>4.</strong> MC Hariel – Avisa que é o Funk / <strong>5.</strong> Rashid – Tão Real</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="6. Djonga - Hoje Não" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qxXr2CYjHl8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17653" aria-describedby="caption-attachment-17653" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17653 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1024x1024.jpg" alt="Capa do álbum Evermore. A imagem mostra Taylor Swift de costas em frente a uma floresta. Ela tem os cabelos loiros em uma trança embutida única e centralizada e usa um casaco grosso com padrão quadriculado grande nas cores marrom, amarelo e vermelho." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17653" class="wp-caption-text">Vai ser difícil superar as emoções de ser fã da Taylor Swift em 2020, com dois álbuns lançados de surpresa e feitos inteiramente durante a quarentena (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que nunca, a música embalou nossas vidas em 2020, ressignificando ou até mesmo dando significado aos difíceis momentos que enfrentamos. E, apesar da divulgação interrompida, adiamento de <em>shows</em> e uma grande incógnita que ainda permanece, é reconfortante saber que, mesmo assim, as trilhas sonoras não pararam. Em meio a diversos álbuns, os que, para mim, se destacam foram aqueles que trouxeram intimismo, profundidade e também alegria para a quarentena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Queria poder citar dezenas de discos que escutei repetidamente, contudo, confesso que foi fácil decidir o top 3. No topo está o álbum surpresa mais falado dos últimos meses:<a href="http://personaunesp.com.br/folklore-critica/"> <em>f</em></a></span><a href="http://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i>olklore</i></a> <span style="font-weight: 400;">trouxe uma Taylor Swift mais aberta, crua e livre como nunca visto antes. Seu irmão gêmeo, <a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">e</a></span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i>vermore</i></a><span style="font-weight: 400;">, ficou com o terceiro lugar por atingir o mesmo nível de perfeição que o primeiro, mas ainda não ter conquistado um espaço tão grande em meu coração quanto a sinfonia em branco e preto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os dois está </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i>After Hours</i></a>,<span style="font-weight: 400;"> que, mesmo não sendo o número um por conta do meu gosto pessoal, é, sem dúvida alguma, o melhor álbum de 2020. Dançante, incisivo e atemporal, essa é a obra que nos lembraremos quando perguntarem sobre o ano da quarentena. E, junto ao The Weeknd,</span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/">Dua Lipa</a> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Don’t Start Now </span></i><span style="font-weight: 400;">marcaram as rádios mundo afora. Entretanto, não poderia, de forma alguma, deixar passar o renascimento de Selena Gomez em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><i>Rare</i></a><span style="font-weight: 400;">, mais linda e empoderada do que nunca. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> Taylor Swift &#8211; folklore / <strong>2.</strong> The Weeknd &#8211; After Hours / <strong>3.</strong> Taylor Swift &#8211; evermore / <strong>4.</strong> Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>5.</strong> Selena Gomez &#8211; Rare</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez - Lose You To Love Me (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zlJDTxahav0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17647" aria-describedby="caption-attachment-17647" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17647 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17647" class="wp-caption-text">Love I&#8217;m Given, do álbum Brightest Blue, é uma das melhores músicas do ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p>Até então, Ellie Goulding se encontrava em uma posição desconfortável: depois do insosso <em>Delirium</em> <em>(2015),</em> a cantora perdeu o interesse dos amantes do <em>pop</em>, ao mesmo tempo que passou a soar genérica demais para manter o interesse do mundinho alternativo. Esse talvez seja um dos motivos que justificam <em>Brightest Blue</em> ter passado tão despercebido em 2020, mesmo sendo o trabalho mais coeso, íntimo e sincero da artista. A outra razão pode ser a terrível exigência da <em>Polydor Records </em>em favorecer os <em>featurings</em> ultrarradiofônicos da segunda parte do CD, em vez de divulgar o projeto em si. Agora é tarde, e de gravadoras incompetentes o mundo está cheio, Ellie infelizmente não será a primeira nem a última a passar por isso. Mesmo com essa pista de obstáculos, Goulding entregou o melhor projeto da sua carreira e se coloca de volta ao mapa: <em>Brightest Blue </em>transborda honestidade, melodias de encher a sala e um sinal claro de que a mente por trás do <em>Halcyon (2012)</em> não perdeu uma gota sequer de sua visão e talento.</p>
<p>O ano também foi delas: Chloe x Halle provam que o <em>R&amp;B </em>e o <em>pop </em>podem andar lado a lado sem depender dos mesmos recursos de sempre. As irmãs apadrinhadas por Beyoncé deixaram a inocência de lado para o maravilhoso <em><a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/">Ungodly Hour</a>. </em>Já Troye Sivan e Christine and the Queens brilharam com seus respectivos <em>EPs. <a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/">In A Dream</a></em> é uma viagem pela mente de um Troye despido de toda a parafernália superproduzida de seus projetos anteriores, e mostra sua força como compositor. <em>La vita nuova </em>consolidou mais uma vez Christine como uma das vozes para se ficar atentíssimo, e a faixa-título com Caroline Polachek é uma das melhores coisas proporcionadas por 2020.</p>
<p>Por fim, chegamos em Georgia. A talentosíssima compositora e produtora britânica abriu o ano passado, em janeiro, com <em>Seeking Thrills. </em>A artista é claramente influenciada por Robyn, e talvez, nas devidas proporções, <em>About Work The Dancefloor </em>é uma prima muito próxima (e mais feliz) de <em>Dancing On My Own</em>. Regado a paixão e sintetizadores, o disco é um dos imperdíveis de 2020. Menções honrosas: o cheio de juventude <a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><em>Kid Krow</em></a>, de Conan Gray; o genuíno <em>SAWAYAMA</em>, de Rina Sawayama; o <em>flashback </em>futurista <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><em>Future Nostalgia</em></a>, de Dua Lipa; e o avassalador <em>Punisher</em>, de Phoebe Bridgers.</p>
<p><strong>Discos favoritos: 1.</strong> Ellie Goulding &#8211; Brightest Blue / <strong>2.</strong> Troye Sivan &#8211; In A Dream (EP) / <strong>3.</strong> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour / <strong>4.</strong> Christine and the Queens &#8211; La vita nuova (EP) / <strong>5.</strong> Georgia &#8211; Seeking Thrills</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Georgia - About Work The Dancefloor (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/A4Y9V07wry4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17675" aria-describedby="caption-attachment-17675" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17675 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1024x1024.jpg" alt="A imagem é a capa do álbum Piorou, da banda Tantão e os Fita. Na imagem, há o rosto de um homem sorrindo com os olhos fechados, ele está com a cabeça inclinada para cima. A imagem é uma arte pintada em tinta a óleo, com cores em tom marrom, cinza, rosa e laranja. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17675" class="wp-caption-text">Capa do álbum Piorou (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Henrique Gomes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2020 na música e a música no ano de 2020, uma dicotomia confusa, porém gritante quando se olha em retrospecto. Se trata da divisão entre sons que te levam para um campo de paz e conforto em tempos difíceis, e sons que te mostram o caos mundial impresso em cada detalhe. </span><span style="font-weight: 400;">Na linha dos acalantos, o disco <em>Philadelphia</em>, de Shabason, Krgovich &amp; Harris, caiu como uma luva ao manusear o <em>ambient</em>, o <em>new age</em>, o <em>R&amp;B</em> e o <em>jazz</em> para moldar um retrato minimalista e sutil do cotidiano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro álbum foi o <em>Decision Time</em>, de Charles Webster, em que o <em>deep house</em> é dilacerado entre sons de <em>trip-hop</em> e <em>ambient</em>, com as mais variadas influências, seja na bossa-nova ou no <em>blues</em>, cada detalhe do som gera uma meditação sombria e necessária. Um disco como <em>Alfredo</em>, de Freddie Gibbs &amp; The Alchemist, serviu como um devaneio ao ouvinte, em que o produtor e o <em>rapper</em> dialogam e executam o conceito nu e cru do <em>hip-hop</em> entre <em>beats</em>, <em>flows</em> e participações variadas, levando o espectador para longe dentro de suas ambiências e texturas cinemáticas, narradas sob a voz tão raivosa quanto serena do <em>rapper</em> de Indiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O outro lado da moeda são os sons experimentais, barulhentos, porém belos. Como, por exemplo, o <em>SAWAYAMA</em>, de Rina Sawayama, em que a cantora/produtora faz um casamento entre o <em>nu-metal</em>, <em>hyperpop</em>, <em>dance</em>, entre várias outras influências, enquanto discorre sobre sua identidade, soando como algo extremamente caótico e criativo dentro do <em>pop</em>. Para finalizar, o que há de mais fiel ao que passa pela cabeça de qualquer um durante uma desordem mundial é o disco <em>Piorou</em>, de Tantão e os Fita. O trio rasga todas as possibilidades de adequação à lógica ao fazer músicas completamente desordenadas e barulhentas dentro da instrumentação eletrônica e industrial. A fragmentação de frases e repetição de termos são extremamente profundas quando colocadas nesse contexto sonoro e social. Eis o som de um trauma. </span><span style="font-weight: 400;">Deixo também minhas menções honrosas: Fontaines D.C &#8211; <em>A Hero’s Death</em>; The Koreatown Oddity &#8211; <em>Little Dominiques Nosebleed</em>; Lianne La Havas &#8211; <em>S/T</em>; Destroyer &#8211; <em>Have We Met</em>; 100 gecs &#8211; <em>1000 gecs and The Tree of Clues</em>; Cícero &#8211; <em>Cosmos</em>; e Dehd &#8211; <em>Flower of Devotion</em>.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos: 1. </strong>Tantão e os Fita &#8211; Piorou<strong> / 2. </strong>Freddie Gibbs &amp; The Alchemist &#8211; Alfredo<strong> / 3.  <span style="font-weight: 400;">Rina Sawayama &#8211; SAWAYAMA / 4. Charles Webster &#8211; Decision Time /  5. Shabason, Krgovich &amp; Harris &#8211; Philadelphia</span></strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Freddie Gibbs &amp; The Alchemist - 1985 (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/nu6lCtQ-yUg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17671" aria-describedby="caption-attachment-17671" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17671 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg" alt="Capa do disco Women in Music Pt III, da banda HAIM. A capa é uma foto das três irmãs vestidas como bartenders e atrás de um balcão de rotisseria. As três usam camisetas brancas, tem a pele clara e o cabelo preso para trás. No canto superior esquerdo, vemos uma placa amarela com Women in Music escrito em vermelho Pt III em preto. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17671" class="wp-caption-text">Servidos? (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já virou costume meu abrir as listas de fim de ano condecorando os trabalhos que não passaram do corte, então vamos lá. Depois de florescer, </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> se aventurou pelos sonhos. Lauv usou dos clichês para expressar com alívio sentimentos da solidão. </span><a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><span style="font-weight: 400;">Conan Gray</span></a><span style="font-weight: 400;"> saiu do ninho. E, do tédio do isolamento social, Charli XCX dedilhou inspirações fenomenais. Vocês se lembram do álbum sensual que Ariana Grande prometeu com seu lançamento de 2020? Pois bem, foi Kali Uchis quem o entregou. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sin Miedo</span></i><span style="font-weight: 400;"> liquidifica o lado </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy </span></i><span style="font-weight: 400;">da cantora, brindando nossos ouvidos com uma parafernália de influências latinas, sem nunca deixar de lado sua assinatura classuda. </span><i><span style="font-weight: 400;">la luz(Fín)</span></i><span style="font-weight: 400;"> já nasceu clássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de pintar os cabelos de vermelho e se aventurar pelos sete mares, Halle teve tempo de nos hipnotizar ao lado da irmã Chloe no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais possante do ano. A hora ímpia a que a dupla tanto se refere em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ungodly Hour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o melhor momento do dia. Elas são tão charmosas e inebriantes confessando um assassinato em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tipsy</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto implorando pela saída fácil de uma relação dolorosa em </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Make It Harder On Me</span></i><span style="font-weight: 400;">. O quarteto britânico The 1975 deu adeus às estribeiras e, ao invés de lançarem um disco, o resultado final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Notes on a Conditional Form</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soa como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist </span></i><span style="font-weight: 400;">(mas sempre de muito bom gosto). <em>Jesus Christ 2005 God Bless America</em> e <em>If You&#8217;re Too Shy (Let Me Know)</em> concentram o suco do talento dos músicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E não foram apenas as irmãs Bailey que merecem o Tocantins inteiro em 2020. As HAIM, instrumentalistas estudadas e artistas louváveis, liberaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Women in Music Pt. III</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">cantando sobre namoros ruins, jornalistas mal intencionados e, o mais importante, sobre elas mesmas. O ano não nos entregou nada melhor que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Steps</span></i><span style="font-weight: 400;">, música para ouvir com o fone no volume máximo e tocando bateria no ar. O pódio é reservado para a cantora com o melhor desempenho na hora de criar músicas-reflexo de sua própria alma. Phoebe Bridgers é mestre em transformar os anseios da depressão e do desconforto em canções espirituais, suas letras específicas crescem pela honestidade. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;"> exorciza 2020. No fecho de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know The End</span></i><span style="font-weight: 400;">, Phoebe grita até os pulmões sangrarem, e, ao som de seu lamurio libertador, damos adeus junto dela.   </span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers &#8211; Punisher / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">HAIM &#8211; Women in Music Pt. III /</span><b> 3. </b><span style="font-weight: 400;">The 1975 &#8211; Notes on a Conditional Form / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Kali Uchis &#8211; Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios) ∞</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - Savior Complex (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VJlR3pvgLQA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17688" aria-describedby="caption-attachment-17688" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17688 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Róisín Machine da cantora Róisín Murphy. A imagem possui um fundo vermelho e no centro há o nome do álbum “Róisín Machine” escrito em branco com uma profundidade e preenchimento na cor preta. No canto esquerdo da imagem, há uma mulher branca com cabelo loiro cacheado. A mulher veste blusa preta e saia azul com um cinto preto. Além disso, ela está de ponta cabeça. A imagem ainda possui detalhes em azul royal e a frase “Fall Length” no canto inferior direito." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17688" class="wp-caption-text">A lei de Murphy (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Leonardo Teixeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música salva &#8211; em 2020, mais do que nunca. Um dos grandes assuntos musicais do ano passado foi o <em>revival</em> da <em>disco music</em> (como se a dita cuja tivesse morrido algum dia). Dentre várias versões manjadas do som imortalizado por Donna Summer, Giorgio Moroder e Nile Rodgers, dois lançamentos se destacaram. O <em>groove</em> sensual da britânica Jessie Ware em <em>What&#8217;s Your Pleasure?</em>, e a veterana Róisín Murphy, com o desafiador e aventureiro <em>Róisín Machine</em>. Só por essas duas, o ano já estava ganho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas teve muito mais coisa boa. Dar <em>play</em> em <em>Set My Heart on Fire Immediately</em> é ouvir o som do peito atordoado de Perfume Genius se rasgar todinho, uma das experiências imperdíveis do ano. Enquanto isso, Chloe x Halle mostraram que sabem a que vieram com o seu <a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><em>Ungodly Hour</em></a>; o homônimo de Lianne La Havas foi pura perfeição acústica; me apaixonei por Bad Bunny, o maior, mais estiloso e prolífico nome da música latina atual; e Thundercat deu o nome com o <em>soul/funk</em> bem-humorado e cheio de experimentações de <em>It Is What It Is</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Experiências mais curtas também ganharam meu coração em 2020. Os <em>EPs</em> de Christine and the Queens, Shygirl, Tkay Maidza e Troye Sivan foram grandes vitoriosos, enquanto <em>CORPO SEM JUÍZO</em>, a estreia da Jup do Bairro, injetou as doses cavalares de força que tanto precisei. O mantra “</span><i><span style="font-weight: 400;">All you need is love/Tenho tanto pra te dar</span></i><span style="font-weight: 400;">” deu o tom de um ano que começou esperançoso, desmoronou lá pelo terceiro mês, mas fechou bem, cheio de amor por aqui.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Jessie Ware &#8211; What&#8217;s Your Pleasure? / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Perfume Genius &#8211; Set My Heart on Fire Immediately / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Róisín Murphy &#8211; Róisín Machine / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny &#8211; YHLQMDLG /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Lianne La Havas &#8211; Lianne La Havas</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jup do Bairro, Rico Dalasam &amp; Linn da Quebrada - ALL YOU NEED IS LOVE (Parte I)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8pCX3Cvk2-4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17689" aria-describedby="caption-attachment-17689" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17689 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Nectar do cantor Joji. Na imagem há o cantor Joji, homem japonês com cabelo curto preto. A fotografia está com uma luz lateral rosa, isso faz com que crie um efeito de sombra e profundidade no rosto do cantor. " width="696" height="696" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17689" class="wp-caption-text">Logo de cara, o álbum Nectar é exatamente como Joji o descreve: “um senso de urgência, porém calmo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Giovana Guarizo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma boa <em>selenator</em>, eu não poderia deixar de exaltar o álbum da minha artista favorita. Depois de quatro anos, Selena Gomez finalmente lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o qual eu não parei de ouvir o ano todo (é sério, todas as músicas do disco estão na minha retrospectiva do </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">). Repleto de mensagens sobre autoconfiança, amor próprio e superação, foi um dos álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais aclamados neste ano caótico. Apesar dela seguir o conceito de “raro” e ser a única a não divulgar um novo trabalho, no meu ano, ele fez sentido em momentos psicologicamente necessários. Mas, por incrível que pareça, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rare</span></i><span style="font-weight: 400;">, na verdade, é o meu top 2. O top 1 só poderia ser de The Weeknd. Tudo vindo dele brilha, mas </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de longe, o melhor que ele já nos concedeu. Um <em>CD</em> que se difere por se inspirar nos anos 80, mas que não consegue largar o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual. Sem contar que o cantor manteve um fantástico personagem desde o final de 2019, o qual perdura até agora. Uma era longa, mas que, com certeza, valeu a pena ser vivida. Abel Tesfaye trouxe o que eu precisava na sua penumbra musical. Na calada da noite, eu ouço </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Late</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem parar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um artista que entregou tudo e se revelou ainda mais esse ano foi Joji. O eterno </span><i><span style="font-weight: 400;">pink guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> transferiu a autenticidade dos seus vídeos do </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a música, e eu amei. O álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Nectar </span></i><span style="font-weight: 400;">reuniu 18 músicas impecáveis e que me viciaram logo de cara. Eu já não parava de ouvir o </span><i><span style="font-weight: 400;">BALLADS 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e com o disco de 2020 tive a mesma reação. A loucura de Joji me anima e o novo CD é, sem dúvidas, uma experiência valiosa. O cantor japonês me dá altas expectativas e me deixa ansiosa para futuros projetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cenário nacional, não teve como não me impactar com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O líder em Movimento</span></i></a><em>,</em><span style="font-weight: 400;"> do <em>rapper</em> BK&#8217;. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a minha favorita, ouso dizer que a melhor do <em>CD</em>, e com o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minha Gente</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Erasmo Carlos ficou realmente difícil errar. O disco é um grito antirracista, necessário e que, definitivamente, me fez passar horas ouvindo essa aula. E, como de costume, não consegui passar o ano sem as sofrências. Dessa vez, de um jeito mais animado, com Barões da Pisadinha. Os baianos encantaram o Brasil e lançaram o </span><i><span style="font-weight: 400;">DVD Novo dos Barões da Pisadinha Ao Vivo</span></i><span style="font-weight: 400;">, o qual é cheio de sucessos. Foi praticamente impossível não dar ouvidos ao trabalho deles nas rádios ou </span><span style="font-weight: 400;">no topo</span><span style="font-weight: 400;"> de qualquer plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma dupla que tem muito pela frente e que, se depender de mim, o </span><i><span style="font-weight: 400;">stream</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua em 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> </span>The Weeknd &#8211; After Hours / <strong>2. </strong>Selena Gomez &#8211; Rare / <strong>3. </strong>Joji &#8211; Nectar / <strong>4.</strong> BK&#8217; &#8211; O líder em Movimento / <strong>5.</strong> Barões da Pisadinha &#8211; DVD Novo dos Barões da Pisadinha Ao Vivo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Os Barões da Pisadinha - Recairei (Ao Vivo)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bKnB-0fSwDA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17690" aria-describedby="caption-attachment-17690" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17690 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Under My Influence da banda The Aces. A imagem possui as quatro mulheres do The Aces, todas elas são brancas e vestem um moletom. As mulheres estão atrás de um plástico que possui um rasgo no seu centro, onde elas estão posicionadas, uma do lado da outra. No centro da imagem há o nome do álbum “Under My Influence” escrito em letras na cor branca. Já no centro, na parte inferior, há o nome da banda com fonte na cor branca também." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17690" class="wp-caption-text">“Being ourselves could never be a crime” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra sobreviver o filme de terror que foi o ano passado, só com uma boa trilha sonora, o que não faltou em 2020. Tentando organizar um pódio de álbuns, sofri por ter de deixar muitos de fora. Para começar, não consegui não coroar The 1975 em primeiro lugar, talvez por ser fã de longa data, talvez porque </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><i>Notes on a Conditional Form</i></a><span style="font-weight: 400;"> é o álbum mais desafiador que tive o prazer de tentar entender. Passeando por gêneros e sonoridades, sem se preocupar com a coesão, a banda entrega uma bagunça, no melhor sentido: ao mostrar sua versatilidade, a cada faixa, The 1975 evoca e inspira uma emoção diferente, e torna cada </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Notes</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma experiência única. O grupo inglês, ainda, foi a inspiração para o The Aces conceberem o meu segundo lugar, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span></i><span style="font-weight: 400;">. Misturando solos de guitarra e melodias </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dançantes como acompanhamento para retratar os problemas, as inseguranças e as belezas da juventude moderna, o álbum torna-se ainda mais pessoal ao ser cantado pela banda de mulheres LGBTQ+.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E no ano atípico (que provavelmente é a palavra mais falada em 2020), aproveitei para explorar novos gêneros, e me rendi ao </span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">folklore</a>. </span></i><span style="font-weight: 400;">Que Taylor Swift é uma força eu já sabia, mas mergulhar nas letras honestas e intensas escritas por ela me fez sentir de tudo um pouco e a ficha caiu. Quem explorou outros estilos também foi Machine Gun Kelly, de quem eu não era grande fã até ouvir seu novo trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tickets to My Downfall, </span></i><span style="font-weight: 400;">que difere das produções antigas do <em>rapper</em> e ganha meu quarto lugar. O álbum traz letras descontraídas e outras brutalmente honestas, sempre embaladas por um divertido e estimulante </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">à la blink-182.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O meu quinto lugar (que só ficou nessa posição porque fiz um uni-duni-tê para elencar) vai para </span><a href="http://personaunesp.com.br/cool-tape-vol-3-critica/"><i>Cool Tape Vol. 3</i></a><span style="font-weight: 400;"> do Jaden, que me fez querer dançar pela rua, me apaixonar e mudar o mundo, tudo ao mesmo tempo. Infelizmente, quarentenada em casa, tudo o que eu pude fazer foi balançar na sala ao som das batidas animadas e encarar o teto pensativa enquanto escutava o artista cantar sobre o amor. Ainda, em uma menção honrosa, lembro do </span><i>EP</i><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><i> In a Dream</i></a><span style="font-weight: 400;"> do Troye Sivan, que surtiu o mesmo efeito em mim. A torcida é para que, em 2021, as danças não fiquem restritas às nossas salas de estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos: 1.</strong> The 1975 &#8211; Notes on a Conditional Form </span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>2. </strong>The Aces &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>3. </strong>Taylor Swift &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">folklore</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>4. </strong>Machine Gun Kelly &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Tickets to My Downfall</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>5. </strong>Jaden &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Cool Tape Vol. 3</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Aces - Daydream (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/maK_2Tv6xRs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17691" aria-describedby="caption-attachment-17691" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17691 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Power Up da banda AC/DC. A imagem é o fundo de um palco musical, com vários instrumentos e caixas de som. No centro da imagem há o nome da banda “AC/DC” escrito como se fosse um letreiro na cor vermelha. Esse letreiro espalha luz e toda imagem é iluminada com uma luz vermelha." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17691" class="wp-caption-text">Somente um ‘shot in the dark’ pode nos dar a energia power up necessária para 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Gomes Santana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que 2020 foi o ano das trevas, mas o capeta também trouxe coisas boas. Os &#8216;cidadãos de bem&#8217; que me desculpem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Power Up</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio com tudo na primeira posição por ser um clássico! Sim, estou falando do disco de retorno de uma das maiores bandas de <em>rock</em> já existentes: </span><i><span style="font-weight: 400;">AC/DC.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Com treze faixas que farão você querer entrar em êxtase, os velhinhos Brian Johnson, Phil Rudd, Clif Williams, Angus e Steve Young ainda sabem como fazer uma “sonzera” como poucos! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mesma pegada, James Hetfield nos relembrou o porquê de sua originalidade. O mais novo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">S&amp;M2</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> reúne o que há de melhor entre harmonias completamente opostas: </span><span style="font-weight: 400;">metal e música clássica</span><span style="font-weight: 400;">. Em terceiro lugar neste </span><em><span style="font-weight: 400;">ranking</span></em><span style="font-weight: 400;">, Jorge e Mateus invadiram meu coração através do mais recente </span><i><span style="font-weight: 400;">EP: T.E.P, </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrando que se o nosso coração estiver em paz,  não há o que se preocupar.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore </span></i></a><span style="font-weight: 400;">de Taylor Swift foi essencial em 2020. Além de trazer um novo conceito artístico com o clipe </span><i><span style="font-weight: 400;">willow</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum trouxe a confirmação que todos suspeitavam: Taylor é corinthiana. Só por isso, a artista já ganhou meu coração. Para fechar com a sensação de ser mais poderoso, esse top 5, com certeza, merece a participação de <em>Avisa que é o Funk</em> e do <em>single</em> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ilusão (Cracolândia)</span></i><span style="font-weight: 400;">. O MC Hariel fez um <em>funk</em> consciente sensacional e, por isso, encontrou espaço dentro da minha <em>playlist</em> de 2020. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> AC/DC &#8211; Power Up / <strong>2.</strong> Metallica &#8211; S&amp;M2 / <strong>3.</strong> Jorge e Mateus &#8211; T.E.P / <strong>4.</strong> Taylor Swift &#8211; evermore / <strong>5.</strong> MC Hariel &#8211; Avisa que é o Funk</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ILUSÃO &quot;CRACOLÂNDIA&quot; - Alok, MC Hariel, MC Davi, MC Ryan SP, Salvador da Rima e Djay W (GR6 Explode)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5LqeD-m7Iho?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17694" aria-describedby="caption-attachment-17694" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17694 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2.jpeg" alt=": A imagem é capa do álbum 40º.40 do cantor SD9. A imagem é formada por várias colagens de papel nas cores amarelo, rosa, preto e vermelho. No centro da imagem há uma colagem com o nome do álbum. “40º” está escrito com uma letra preta, já “.40” possui apenas o traço na cor preta e seu preenchimento é amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17694" class="wp-caption-text">Meus discos favoritos de 2020 foram baseados na vulnerabilidade, na revolta, e/ou em ambos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2020, o tempo para se dedicar a ouvir álbuns inteiros foi abundante. Afinal, passei a maior parte do ano em casa, no meu quarto. Logo no começo do ano, fui arrebatado por <a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><em>Fetch the Bolt Cutters</em></a>, o 5º e mais aguardado disco de Fiona Apple. E ela segue ditando suas próprias regras: criou um álbum inegavelmente <em>pop</em>, mas com organicidade. <em>Fetch</em> é um organismo vivo, onde Fiona nos convida a adentrar como nunca fez antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra <em>popstar</em> que privilegiou o intimismo foi Charli XCX. Em um dos primeiros discos lançados durante a pandemia, ela contou com a ajuda de fãs através de chamadas pelo <em>Zoom</em> e construiu seu álbum mais vulnerável e mais barulhento. <em>h</em><em>ow i’m feeling now</em> desvela outras camadas do som da britânica, adicionando ainda mais ruído ao <em>pop</em> hiperaçucarado. <em>Piorou</em>, novo disco do trio industrial/eletrônico Tantão e os Fita, também maximizou tendências extremas. O resultado? Um caldeirão de sons rascantes que evocam a velocidade brutal da vida mediada pelas redes sociais em meio ao caos do governo Bolsonaro. Tudo isso sem perder o <em>groove</em> e a irreverência. Um feito para poucos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>40º.40</em>, estreia do <em>rapper</em> carioca SD9, evidencia os contrastes por vezes mortais da vida à margem da sociedade: crime e sexo, bailes <em>funk</em> e operações policiais, sol quente e sangue frio. Além da destreza lírica, impressiona a versatilidade do MC, que se sai muito bem tanto em canções de temática mais tradicional ao <em>rap</em>, como a faixa-título e <em>Números</em>, quanto em faixas que se aproximam do <em>funk</em> proibidão. Por último, uma surpresa: <em>Guerrilla</em>, do produtor angolano Nazar, é uma simulação da atmosfera da guerra pela independência da Angola, atravessada pela esperança de um futuro melhor. Indicado especialmente para fãs de Burial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Fiona Apple &#8211; Fetch the Bolt Cutters /<strong> 2.</strong> SD9 &#8211; 40º.40 / <strong>3.</strong> Tantão e os Fita &#8211; Piorou / <strong>4.</strong> Charli XCX &#8211; how i’m feeling now / <strong>5.</strong> Nazar &#8211; Guerilla</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nazar, Bunker Ft Shannen SP" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wv8PVcYyTnI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17696" aria-describedby="caption-attachment-17696" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17696" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Numanice da cantora Ludmilla. No centro da imagem há uma ilustração da cantora Ludmilla, mulher negra com cabelo preto longo. A ilustração da cantora é acompanhada por diversos elementos, como folhas ao seu redor. O fundo da imagem remete ao Rio de Janeiro, é um desenho da cidade com o Cristo Redentor no canto superior esquerdo. Na parte inferior da imagem, há o nome do álbum “Numanice” escrito, com efeito neon na cor rosa. E no canto superior há o nome da cantora com o mesmo efeito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17696" class="wp-caption-text">Descontraído e bem produzido, Numanice evidencia talento e versatilidade de Ludmilla (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Giovanne Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seleção de um top 5 de melhores discos de 2020 não foi uma tarefa fácil. Foi um ano de muitas descobertas musicais, a quarentena proporcionou isso, a música foi uma terapia e uma grande aliada para enfrentar esse ano controverso. Entre as pérolas que conheci nesse período, quero dar um destaque para Moses Sumney. Sucessor de <em>Aromanticism</em> de 2017, encontrei em <em>Græ</em> conforto e uma certa identificação entre as 20 faixas divididas em álbum duplo. Num tom existencialista, Moses dá voz &#8211; e que voz! &#8211;  às suas poesias líricas, que envolvem temas como isolamento, incertezas e angústias, embaladas numa harmonia vocal dos deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em harmonia dos deuses, outro destaque bastante positivo esse ano foi da dupla Chloe x Halle. Já as conhecia da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Grown-ish</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas vê-las brilhar em 2020 com um dos álbuns mais aclamados do ano foi uma surpresa incrível. Seguindo o caminho sonoro da madrinha Beyoncé, a dupla entregou em <a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><em>Ungodly Hour</em></a> um </span><span style="font-weight: 400;">trabalho</span><span style="font-weight: 400;"> maduro, sensual, romântico e empoderador &#8211; sem falar da estética encantadora das performances. O ano também foi espetacular para Rina Sawayama e seu álbum de estreia, <em>SAWAYAMA</em>. A nipo-britânica criou uma atmosfera alucinógena em 13 faixas regadas a um <em>metal</em>&#8211;<em>pop</em>, perfeito para momentos de descontração e para esquecer, por instantes, a trágica pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora da língua inglesa, deixei um espacinho para bajular duas das minhas artistas preferidas: LOONA e Ludmilla. Em 2018, o álbum de estreia do grupo sul-coreano figurou na minha lista de melhores discos do ano, e aqui estão de volta com o </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/loona-midnight-critica/"><span style="font-weight: 400;">12:00</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Dois anos se passaram, mas a qualidade lírica e experimental do grupo continua. Ludmilla, conhecida pelos seus trabalhos no <em>funk</em> e no <em>pop-melody</em>, entregou o prometido e tão aguardado <em>Numanice</em>. O álbum de pagode, além de explorar a versatilidade da Lud como artista, ressaltou também o seu vocal em ritmos contagiosos à moda brasileira.</span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. <span style="font-weight: 400;">Moses Sumney &#8211; g</span></b><span style="font-weight: 400;">ræ </span><b>/ 2. <span style="font-weight: 400;">Ludmilla &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">Numanice </span><b>/ 3. <span style="font-weight: 400;">Chloe x Halle &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">Ungodly Hour </span><b>/ 4. <span style="font-weight: 400;">Rina Sawayama &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">SAWAYAMA </span><b>/ 5.</b><span style="font-weight: 400;"> LOONA &#8211; [12:00]</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fdBf5h7p09Q?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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<figure id="attachment_17697" aria-describedby="caption-attachment-17697" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17697 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Fetch The Bolt Cutters da cantora Fiona Apple. O fundo da imagem é na cor preta e nas bordas há detalhes em dourado. Na parte superior da imagem há escrito o nome da cantora “Fiona Apple” na cor roxa, com um leve contorno branco e também possui os olhos de um cachorro. No centro da imagem, há uma fotografia da cantora, com bastante zoom nos seus olhos, nariz e boca. Já na parte inferior, o nome do álbum ganha espaço com a mesma fonte utilizado no nome da cantora." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17697" class="wp-caption-text">Tragam os alicates! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 ficará marcado em nossas memórias como um dos anos mais conturbados da história recente. Porém, deixando a pandemia e seus desdobramentos caóticos a parte, foi um dos anos mais frutíferos para o cenário musical. Um dos grandes assuntos pertinentes ao tema foi, sem dúvidas, a influência da <em>disco music</em> nos lançamentos <em>pop</em>. Desta onda, destaco o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">What’s Your Pleasure?</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jessie Ware. A cantora britânica deu uma verdadeira aula de como trabalhar referências de décadas passadas para criar o próprio universo sonoro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o ano não se resumiu a globos espelhados e pistas de dança. As mulheres empunhando guitarras, contrabaixos, e incorporando até latidos fizeram do <em>rock</em> sua plataforma criativa e reinventaram o mais transgressor dos ritmos. Fiona Apple nos presenteou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><i>Fetch The Bolt Cutters</i></a><span style="font-weight: 400;">, trabalho singular no qual a artista trata com crueza e verdade temas como traumas do passado, relacionamentos desastrosos e feminismo. O álbum, gravado inteiramente em sua casa, se destaca pela riqueza instrumental e pela adição de ruídos cotidianos. Não é à toa que a sinfonia doméstica de Fiona encabeçou grande parte das listas de fim de ano, um disco que já nasceu clássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro grande destaque foi o segundo álbum de estúdio da roqueira Phoebe Bridgers. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista elevou ainda mais o domínio de suas baladas apocalípticas, com letras e arranjos de complexidade milimetricamente calculados. Adrienne Lenker, do Big Thief, capturou na dobradinha </span><i><span style="font-weight: 400;">songs / instrumentals</span></i><span style="font-weight: 400;"> o inverno da alma, em um registro marcado pela atmosfera acústica que nos transporta diretamente para uma cabana gelada de um bosque inóspito. E, por fim, as irmãs do HAIM lançaram seu terceiro e mais afiado disco até o momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Women In Music Pt. III</span></i><span style="font-weight: 400;">. Reunindo referências que transcendem ritmos e décadas, as meninas usaram toda sua bagagem musical para falar de experiências traumáticas, depressão e misoginia na indústria musical. O disco, que se tornou meu companheiro no último mês do ano, se encerra leve com </span><i><span style="font-weight: 400;">Summer Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, provando que sempre teremos um verão de amores ensolarados por vir.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Fiona Apple &#8211; Fetch The Bolt Cutters / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Phoebe Bridgers &#8211; Punisher / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> HAIM &#8211; Women In Music Pt. III / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Jessie Ware &#8211; What&#8217;s Your Pleasure? /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Adrienne Lenker &#8211; songs <strong>e</strong> instrumentals</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fiona Apple - Shameika (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yM63Tzv-uZg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17705" aria-describedby="caption-attachment-17705" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17705" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3.png" alt="A imagem é capa do álbum Song Machine, Season One: Strange Timez da banda Gorillaz. A imagem possui um fundo verde água com algumas ilustrações com pouco opacidade. No centro da imagem há vários objetos diferentes, como um piano de brinquedo e um sistema solar. Na parte superior há duas frases, a primeira “Gorillaz present” está escrito em uma fonte pequena na cor branca. Já a segunda frase é “SONG MACHINE” e ela possui uma fonte maior e uma sombra na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17705" class="wp-caption-text">Song Machine Season One: Strange Timez é Gorillaz em sua melhor forma desde Plastic Beach (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>João Batista Signorelli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhar para dentro de si e buscar alguma alegria em meio ao caos foram desafios do ano de 2020, e a música, de alguma maneira, foi um reflexo para essas e outras questões. Muitos lançamentos do último ano combinaram com a solidão de estar em casa sozinho consigo mesmo: às vezes sendo só uma voz chorosa com um violão, outras com sons improvisados de panelas e latidos de cachorros no quintal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiona Apple nos presenteou com o estrondoso </span><a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fetch the Bolt Cutters</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, apesar de não ter sido gravado durante a pandemia, é uma apogeu da música “feita em casa”. Seguindo um caminho mais introspectivo, Adrianne Lenker se destaca com uma delicadíssima coleção de canções em </span><i><span style="font-weight: 400;">songs. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas o provável título de álbum do ano vai para Laura Marling com o arrebatador </span><i><span style="font-weight: 400;">Song for Our Daughter, </span></i><span style="font-weight: 400;">que explora questões difíceis da maternidade, e que rouba alguma lágrimas nesse caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas seria fácil querer resumir o ano a uma <em>playlist</em> de música deprê e ignorar que alguns discos nos salvaram do buraco trazendo um pouco de alegria à vida. Depois de alguns lançamentos mornos, a banda virtual mais amada da música voltou com uma inesgotável fonte de energia que é </span><i><span style="font-weight: 400;">Song Machine, Season One: Strange Timez. </span></i><span style="font-weight: 400;">E</span><span style="font-weight: 400;"> Jacob Collier retorna a sua megalomania <em>pop</em> de harmonias complexas e pirações musicais em </span><i><span style="font-weight: 400;">Djesse Vol. 3. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sem esquecer de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shore, </span></i><span style="font-weight: 400;">de Fleet Foxes, que fica por aqui como menção honrosa, e que é otimista da maneira mais terapêutica possível para quem sobreviveu a um ano tão turbulento. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b>Laura Marling &#8211; Song for Our Daughter /<b> 2. </b>Adrianne Lenker &#8211; songs /<b> 3. </b>Gorillaz &#8211; Song Machine, Season One: Strange Timez /<b> 4. </b>Fiona Apple &#8211; Fetch the Bolt Cutters /<b> 5. </b>Jacob Collier &#8211; Djesse Vol. 3</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gorillaz - The Pink Phantom ft. Elton John &amp; 6LACK (Episode Seven)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CJ68kQLS250?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17706" aria-describedby="caption-attachment-17706" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17706 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Assim Tocam os MEUS TAMBORES do rapper Marcelo D2. A imagem é uma fotografia do cantor sentado e há um campo no fundo. A imagem possui um efeito que deixa ela nas cores azul e vermelho." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17706" class="wp-caption-text">Capa do álbum Assim Tocam os MEUS TAMBORES: o disco produzido durante a quarentena é um grito de resistência do hip-hop (Foto: Ronaldo Land)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020, com todos os seus períodos de tensão e silêncio, me fez olhar com ainda mais carinho para o valor da  música brasileira. Por isso, foi fácil até demais escolher o meu top 5 de melhores do ano, misturando obras do tão distante período pré-quarentena e as produções do surto de criatividade pandêmico. Em quinto lugar, lançado em janeiro de 2020, o álbum coletivo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Acorda Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, que regravou clássicos da música nacional de forma afetiva e nas maiores vozes da nova geração, como Liniker, Xênia França, Letrux, Maria Gadú e Luedji Luna. O quarto lugar fica com o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP Baile de Máscara</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Luana Carvalho. Visitando a temática carnavalesca e prestando uma linda homenagem à sua mãe &#8211; a lendária Beth Carvalho &#8211; Luana reinventa o samba e traz versões modernas de canções atemporais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro lugar da lista vai para o pré-pandêmico</span><a href="https://personaunesp.com.br/letrux-aos-prantos-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Letrux Aos Prantos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, na época, não sabia, mas se transformaria na perfeita trilha sonora da quarentena e do Brasil quase distópico de 2020, como nas canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Estou aos Prantos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Dorme com Essa</span></i><span style="font-weight: 400;">. No ano marcado pela feiura, na arte, prevaleceu a beleza, e o disco de estreia de Francisco Gil, ou somente Fran, é o perfeito exemplo de como as coisas ainda podem ser bonitas. Trazendo a Bahia, os orixás e a mistura deliciosa de seu axé acústico, </span><i><span style="font-weight: 400;">raiz</span></i><span style="font-weight: 400;"> se firma como um dos melhores do ano, e mostra que o talento corre solto pela família Gil, levando o segundo lugar do</span> <span style="font-weight: 400;">top 5. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o primeiro lugar da lista, não poderia haver outro que não </span><a href="https://personaunesp.com.br/assim-tocam-os-meus-tambores-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Assim Tocam os MEUS TAMBORES</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Marcelo D2. Produzido inteiramente em </span><i><span style="font-weight: 400;">lives </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitch</span></i><span style="font-weight: 400;">, com parcerias de outros </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">e cantores, </span><i><span style="font-weight: 400;">ATOMT</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o disco que melhor traduz a situação política e social do Brasil. As músicas dão voz à insegurança da pandemia, aos absurdos raciais, à revolta e à insatisfação do povo para com o governo, e à fagulha de esperança para um amanhã melhor. É um álbum político, mas também uma declaração de amor e fé. Além dos citados, deixo menções honrosas ao coletivo </span><a href="https://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Replay &#8211; Acabou Chorare</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Luedji Luna. </span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Marcelo D2 &#8211; Assim Tocam os MEUS TAMBORES / </span><b>2. </b>Fran &#8211; raiz<span style="font-weight: 400;"> / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Letrux &#8211; Letrux Aos Prantos / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Luana Carvalho &#8211; Baile de Máscara / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Vários Intérpretes &#8211; Acorda Amor</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Filme • Assim tocam os MEUS TAMBORES" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XRyPN6oiPdM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17744" aria-describedby="caption-attachment-17744" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-17744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17744" class="wp-caption-text">Capa do álbum Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água: o trabalho de Luedji Luna é acalanto para os tempos de quarentena (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cresci ouvindo grandes nomes da música nacional, e me sinto privilegiada quando um lançamento desses ícones, que me acompanham a tanto tempo, consegue me arrebatar. Por isso, não tinha como não dar o primeiríssimo lugar à Adriana Calcanhotto. </span><i><span style="font-weight: 400;">Margem, Finda a Viagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às plataformas digitais em novembro, já nos fazendo embarcar junto a ela. A forma como Calcanhotto guia a viagem marítima através das canções deixou o gosto de, talvez, essa ter sido a minha única grande viagem de 2020. E, se Adriana Calcanhotto nos colocou no mar, Luedji Luna mostrou que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Mesmo É Estar Debaixo D&#8217;Água</span></i><span style="font-weight: 400;">. O novo álbum da cantora é emoção e sentimento à flor da pele do começo ao fim, tornando-se ainda mais forte com a participação da escritora Conceição Evaristo recitando um poema na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Ain’t Got No</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, muitos bebem da fonte daqueles que construíram a nossa MPB há 60 anos. Referenciar as maiores obras da nossa música é, quase sempre, um tiro no escuro por tamanha importância delas. Talento e respeito são as chaves principais para uma grande homenagem, e isso não faltou no </span><a href="http://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Replay &#8211; Acabou Chorare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Contando com variados nomes da nova MPB, a regravação abrilhantou ainda mais músicas que tem um gosto tão atual, e, acima disso, manteve total respeito aos grandiosos </span><span style="font-weight: 400;">Novos Baianos</span><span style="font-weight: 400;">. Essa importância do legado é algo cotidiano na família Gil, que está aí para mostrar que “</span><i><span style="font-weight: 400;">quem sai aos seus não degenera</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além de termos os </span><i><span style="font-weight: 400;">Gilsons</span></i><span style="font-weight: 400;"> presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Replay</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o Bem Gil no instrumental de </span><i><span style="font-weight: 400;">Margem</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2020 foi o ano de Francisco Gil, neto de Gilberto, deixar sua marca na música com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">raiz</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco, com a temática ancestralidade, tem canções reflexivas trazendo muito axé.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preciso ser justa nesta lista e também citar o <em>pop</em> internacional. Poderia fazer um  <em>ranking</em> apenas com grandes lançamentos que passei horas ouvindo esse ano, como o de </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jessie Ware e <a href="https://personaunesp.com.br/plastic-hearts-critica/">Miley Cyrus</a>. Mas, merecidamente, reservei o último lugar do meu top 5 para a loirinha. 2020 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span><span style="font-weight: 400;"> servir ao mundo do <em>pop</em></span><em><span style="font-weight: 400;"> </span></em><span style="font-weight: 400;">com dois lançamentos em apenas 5 meses. Minha menção honrosa vai para </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele é, sem dúvidas, o álbum que eu esperava após o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Reputation</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não que o <em>L</em></span><i><span style="font-weight: 400;">over</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja ruim, pelo contrário, mas o salto de eras feito por Taylor não foi nada parecido com o que eu imaginava para o futuro, me deixando à espera de algo mais monocromático como vemos  nas composições e produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Discos favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"><strong> 1.</strong> Adriana Calcanhotto &#8211; Margem, Finda a Viagem / <strong>2.</strong> Luedji Luna &#8211; Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água /<strong> 3.</strong> Vários intérpretes &#8211; Replay &#8211; Acabou Chorare  / <strong>4.</strong> Fran &#8211; raiz / <strong>5.</strong> Taylor Swift &#8211; folklore</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Adriana Calcanhotto | Futuros Amantes | Margem, Finda A Viagem (Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HrGNabLqHH0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17745" aria-describedby="caption-attachment-17745" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Ungodly Hour das cantoras Chloe e Halle. A imagem é uma fotografia das duas cantoras, elas estão abraçadas. As duas são mulheres negras e vestem um vestido de couro preto. Elas também possuem asas pratas e o fundo é um céu com detalhes roxos e laranja." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime.jpg 880w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17745" class="wp-caption-text">O ataque do futebol transposto para a batalha artística aumenta o letreiro da tradução cultural que é o disco do trio Febem, Fleezus e CESRV (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perdoem o clichê, vocês já sabem. Ano pandêmico. Foi complicado, foi difícil. O que abraçar artisticamente quando o real já não está em paz com a gente? Os toques são proibidos e o mundo nos ataca. Como a música, aquilo que apenas escutamos (de certo modo o único sentido longe dos protocolos), vai nos confortar nesse apocalipse? A resposta encontrada aqui foi na criação ou afirmação de mundos, um elemento de destaque nos selecionados do meu ano musical.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">BRIME!</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">40º.40</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundamento</span></i><span style="font-weight: 400;"> ressignificaram, criaram e posicionaram universos através do contato com o local ou com o estrangeiro. A influência londrina acelerada do </span><i><span style="font-weight: 400;">grime </span></i><span style="font-weight: 400;">encontra a correria perseverante das quebradas paulistas e cariocas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundamento</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria um universo mais localizado. Se o caldo de Febem, Fleezus, CESRV e SD9 atravessam pontes, Marabu faz uma viagem pelo baile de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelas vias estreitas da periferia, onde as vozes se misturam com o grave, com o batuque do tambor de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o esquenta da moto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da correria e da canseira do embalo do baile, há o respiro, a volta para casa. Vem a ligação ancestral, espiritual, leve e calma do violão de <em>Olorum</em>, do baiano Mateus Aleluia, ex-membro do finado grupo de afroxé Os Tincõas. E, na saída do respiro, neste mundo que aprisiona, atira e machuca, que venha o gutural e experimental eletrônico de Tantão e os Fita, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Piorou</span></i><span style="font-weight: 400;">. Talvez a liberdade do grito radical atravessado pelos distorcidos eletrônicos riscados desse disco seja a sensação que mais representou o ano de todos nós. E, agora, em 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">“vai piorar a qualquer hora”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos: 1.</strong> Febem, Fleezus e CESRV &#8211; BRIME! / <strong>2.</strong> SD9 –  40º.40 / <strong>3.</strong> Marabu – FUNDAMENTO / <strong>4.</strong> Mateus Aleluia – Olorum / <strong>5.</strong> Tantão e os Fita – Piorou</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tantão e os Fita - Piorou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dQbtfxET1sc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17752" aria-describedby="caption-attachment-17752" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17752" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Future Nostalgia da cantora Dua Lipa. Na fotografia, há a cantora Dua Lipa, mulher branca com cabelo loiro e preto. A cantora vesta uma roupa rosa e veste luvas brancas. Além disso, ela dirige um carro. O fundo da imagem é preto, com uma lua azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17752" class="wp-caption-text">Dua Lipa é o futuro e o passado com Future Nostalgia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Fellipe Gualberto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum álbum é melhor para iniciar a lista de obras que se destacaram em 2020 do que <em>how I’m feeling now</em>, que foi uma genuína experiência da quarentena e a expressão sonora do que se passou ao longo desse ano. O álbum de Charli XCX foi feito de maneira colaborativa em <em>lives</em> e chamadas de vídeos com os fãs, a temática é o isolamento causado pela pandemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe dos Estados Unidos, Pabllo Vittar entregou o melhor de brasilidade do começo ao fim em <em>111 Deluxe</em>. Seja abrindo espaço para artistas ainda não tão conhecidos, como em <em>Tímida</em> com A Travestis, ou em músicas novas, como o <em>forró-pop</em> de <em>Eu Vou</em>, Pabllo não erra em nada e consegue elevar ritmos nacionais a nível mundial. Já na Coreia do Sul, BLACKPINK lançou <a href="https://personaunesp.com.br/blackpink-the-album-critica/"><em>The Album</em></a>, que passeia por diversos ritmos entregando um <em>pop</em> de qualidade para derrubar qualquer preconceito que alguém pode ter com produções musicais sul-coreanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no <em>pop</em>, um dos destaques do ano sem dúvida foi <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><em>Future Nostalgia</em></a>, Dua Lipa inicia seu álbum com uma faixa homônima que funciona como um manifesto de toda sua arte. Usando de referências aos anos 90 (que pasmem, já se foram a 3 décadas), a cantora traz de volta o que nem sabíamos que tínhamos saudade de forma sincera. Por último, o retorno de Lady Gaga com <a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><em>Chromatica</em></a> chamou a atenção, com participações de Ariana Grande e BLACKPINK, a cantora fala sobre transtornos psicológicos, cria um universo ficcional e entrega interlúdios que te envolvem ainda mais no álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>2.</strong> Pabllo Vittar &#8211; 111 DELUXE / <strong>3.</strong> Lady Gaga &#8211; Chromatica / <strong>4.</strong> BLACKPINK &#8211; The Album / <strong>5.</strong> Charli XCX &#8211; how i’m feeling now</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dua Lipa - Future Nostalgia (Official Lyrics Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8EJ-vZyBzOQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17746" aria-describedby="caption-attachment-17746" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17746" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Ungodly Hour das cantoras Chloe e Halle. A imagem é uma fotografia das duas cantoras, elas estão abraçadas. As duas são mulheres negras e vestem um vestido de couro preto. Elas também possuem asas pratas e o fundo é um céu com detalhes roxos e laranja." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17746" class="wp-caption-text">As anjas da hora ímpia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Savedra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para lançamentos musicais, sem dúvidas, 2020 foi um ano bom (e talvez apenas nesse quesito). Com a quarentena, diversos artistas tiveram seus trabalhos reduzidos a fim de evitar aglomerações como em turnês e, assim, puderam focar em lançar músicas. Um exemplo disso é Pabllo Vittar, que apenas nesse ano lançou dois álbuns (um com metade de inéditas e outro com <em>remixes</em> que abrasileiraram ainda mais as faixas); ou então Charli XCX, que criou e lançou um disco inteiro no que chamamos primeira temporada da quarentena. Não faltam exemplos de artistas que aproveitaram o tempo em casa para nos entregarem excelentes materiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhos grandiosos foram lançados, <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/">Dua Lipa</a>, que teve sua divulgação interrompida pela pandemia, entregou um trabalho muito mais coeso que seu álbum de estreia e, sem precisar encher de </span><i><span style="font-weight: 400;">fillers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e músicas externas em versões exclusivas do <em>CD</em> (pelo menos até agora), conseguiu se estabelecer como um dos grandes nomes do ano. Kali Uchis marcou sua carreira com um manifesto em forma de álbum em espanhol através do </span><i><span style="font-weight: 400;">Sin Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando seu público estadunidense se mordendo de raiva e abraçando suas origens latinas. Little Mix entregou o que viria a ser o seu último álbum com sua formação original, e que também se consolidou como um marco em sua carreira após se livrarem de Simon Cowell, que as acompanhava desde o</span><i><span style="font-weight: 400;"> The X Factor</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2011.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música, sem dúvidas, ganhou mais importância na vida de inúmeras pessoas, assim como na minha, e as principais obras que me acompanharam durante esse nada fácil ano se tornaram mais do que apenas meus álbuns preferidos lançados em 2020. Cultivo um carinho muito grande por todos os citados e pelas experiências que me proporcionaram. Menções honrosas: Lady Gaga &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><i>Chromatica</i></a><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><i>In a Dream</i></a><span style="font-weight: 400;">, Ebony &#8211; <em>Condessa</em> e Jessie Ware &#8211;  </span><i><span style="font-weight: 400;">What&#8217;s Your Pleasure?</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour/ <strong>2.</strong>  Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>3.</strong> Pabllo Vittar &#8211; 111 / <strong>4.</strong> Little Mix &#8211; Confetti / <strong>5.</strong> Kali Uchis &#8211; Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios) ∞</p>
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<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Os Melhores Discos de 2020 " width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/3lPnor2vD0voea9ZF7y0KJ"></iframe></p>
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		<title>As Melhores Séries de 2020</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2020 17:01:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia, que descarrilou a indústria do entretenimento, fez um estrago estrondoso no cinema. A TV, entretanto, conseguiu segurar as barras e teve até a premiação do Emmy meio virtual, meio presencial, mas inteiramente inovadora. Lá, Schitt’s Creek fez história: a única série a vencer todas as 7 categorias principais de comédia. Junto do hit canadense, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17526" aria-describedby="caption-attachment-17526" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17526 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress.jpg" alt="A imagem é uma arte com fundo laranja. No canto superior direito, há um retângulo com fundo preto e escrito na cor laranja a frase &quot;AS MELHORES SÉRIES DE 2020&quot;. No canto inferior direito, há o logo do Persona, que é o desenho de um olho aberto, no qual a íris possui a cor laranja e no lugar da pupila há um botão de &quot;play&quot; na cor preta. No canto esquerdo, há personagens de algumas séries organizados em duas fileiras. Na fileira superior, da esquerda para a direita, estão: a personagem Lúcia do seriado Amor e Sorte, interpretada por Fernanda Torres, que é uma mulher branca de cabelos castanhos escuros na altura dos ombros, Fernanda está sorrindo e veste uma blusa cinza; a personagem Marianne da série Normal People, interpretada por Daisy Edgar-Jones, que é uma mulher branca de cabelos castanhos claros compridos e franja, Daisy está com o olhar voltado para a direita; a personagem Hilda da série Hilda, que é um desenho animado de uma menina branca com cabelos longos e azuis, Hilda veste um cachecol amarelo e uma blusa vermelha de manga compridas, ela está sorrindo e com as mãos apoiadas na cintura; e o personagem David Rose da série Schitt's Creek, interpretado por Daniel Levy, que é um homem branco de cabelos castanhos escuros em formato de topete, Daniel está com uma feição assustada e veste um suéter cinza e preto. Na fileira inferior, da esquerda para a direita, estão: a personagem Devi Vishwakumar da série Eu Nunca..., interpretada por Maitreyi Ramakrishnan, que é uma jovem de traços indianos e cabelo preto comprido, Maitreyi está com o rosto virado para a esquerda e com um leve sorriso, ela veste uma regata listrada, um colar e um casaco laranja; a personagem Beth Harmon da série O Gambito da Rainha, interpretada pela atriz Anya Taylor-Joy, que é uma mulher branca com cabelos ruivos curtos e franja, Anya está com o olhar voltado para a direita, veste um casaco cinza e segura um jornal em suas mãos; a personagem princesa Margaret da série The Crown, interpretada por Helena Bonham Carter, que é uma mulher branca com cabelos castanhos escuros presos em um coque alto, Helena está com um olhar sério e usa uma coroa em sua cabeça, um colar em seu pescoço e um vestido rosa e branco; e a personagem Arabella Essiedu da série I May Destroy You, interpretada por Michaela Coel, que é uma mulher negra com cabelos rosa em tom pastel na altura dos ombros, Michaela está com um olhar sério para a frente, ela veste uma camiseta cinza e um casaco branco e vermelho. " width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/melhore-series-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17526" class="wp-caption-text">Os destaques de 2020: Amor e Sorte, Normal People, Hilda, Schitt&#8217;s Creek, Eu Nunca, O Gambito da Rainha, The Crown e I May Destroy You (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pandemia, que descarrilou a indústria do entretenimento, fez um estrago estrondoso no cinema. A TV, entretanto, conseguiu </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/05/producoes-via-zoom-inovam-na-tv-mas-nao-devem-sobreviver-no-pos-pandemia.shtml"><span style="font-weight: 400;">segurar as barras</span></a><span style="font-weight: 400;"> e teve até a premiação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> meio virtual, meio presencial, mas inteiramente </span><a href="https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,emmy-2020-cerimonia-virtual-de-premiacao-desperta-curiosidade,70003441907"><span style="font-weight: 400;">inovadora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lá, </span><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek </span></i><span style="font-weight: 400;">fez história: a única série a </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/09/schitts-creek-tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-serie-que-roubou-cena-do-emmy-2020.html#:~:text=Schitt's%20Creek%20bateu%20um%20recorde,temporada%20da%20hist%C3%B3ria%20do%20Emmy."><span style="font-weight: 400;">vencer todas</span></a><span style="font-weight: 400;"> as 7 categorias principais de comédia. Junto do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">canadense, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/com-serie-hit-euphoria-zendaya-faz-historia-no-emmy/"><span style="font-weight: 400;">Zendaya venceu Melhor Atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Drama, se tornando a ganhadora mais jovem da categoria. No campo das minisséries, narrativas fortes com enfoque em figuras femininas ditaram o tom. Teve a heroica avalanche de </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;">, a comovente </span><i><span style="font-weight: 400;">Nada Ortodoxa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://valkirias.com.br/mrs-america/"><span style="font-weight: 400;">avidez de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mrs. America</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora dos prêmios, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-gambito-da-rainha-serie-mais-assistida-netflix#:~:text=A%20Netflix%20divulgou%20hoje%20(23,na%20plataforma%20desde%20sua%20cria%C3%A7%C3%A3o."><span style="font-weight: 400;">minissérie mais assistida</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série da enxadrista Beth Harmon, papel taciturno de Anya Taylor-Joy, é parte do panteão de 2020. O </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">muito se beneficiou das pessoas estarem trancadas em casa: os números de acesso e visualizações estouraram a boca do balão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">se encerrou</span><span style="font-weight: 400;"> com a maestria que prometeu, e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente nos mostrou a Lady Di. Na </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, Michaela Coel retornou mais poderosa que o de costume com </span><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i><span style="font-weight: 400;">, um soco no estômago empacotado em 12 episódios quase autobiográficos, discutindo o </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/07/como-michaela-coel-transformou-o-trauma-do-abuso-sexual-que-sofreu-em-uma-historia-de-superacao.html"><span style="font-weight: 400;">valor do consentimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as consequências do abuso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Steve McQueen encontrou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> o lar para sua poderosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Axe</span></i><span style="font-weight: 400;">, antologia de filmes que lidam com racismo e luta por direitos, obras de vital importância nesse momento político em que vivemos. O sucesso foi tanto que uma porção de sindicatos da crítica está premiando </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Axe </span></i><span style="font-weight: 400;">como </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/criticos-de-los-angeles-elegem-small-axe-o-filme-do-ano,05fcd66dd6048df3cbbe1a4a82d8e906hyu0d64d.html#:~:text=A%20Los%20Angeles%20Film%20Critics,Melhor%20%22Filme%22%20do%20ano."><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;"> (vai entender). Aqui no Brasil, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou serviço produzindo, </span><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/bastidores-serie-amor-sorte-globo/"><span style="font-weight: 400;">à distância</span></a><span style="font-weight: 400;">, a antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Sorte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o especial </span><i><span style="font-weight: 400;">Plantão Covid</span></i><span style="font-weight: 400;">, parte da fantástica </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob Pressão</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com todo esse parâmetro em mente, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> se reuniu com nossos </span><b>colaboradores</b><span style="font-weight: 400;"> para elencar o que de melhor a televisão nos ofereceu em 2020. </span></p>
<p><span id="more-17333"></span></p>
<figure id="attachment_17334" aria-describedby="caption-attachment-17334" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17334 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1.jpg" alt="Cena da série Normal People. Marianne, um moça branca e de cabelos pretos na altura dos ombros olha nos olhos de Connel, um homem branco que usa camiseta e jaqueta. A imagem tem tons de vermelho e eles estão sentados num banco " width="750" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMAGEM1-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17334" class="wp-caption-text">Marianne e Connel da série Normal People, exibida no Brasil pela StarzPlay (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bruno Andrade</strong></p>
<p dir="ltr">Foi um ano esquisito? Foi demais. Algumas séries fizeram eu me sentir menos isolado neste ano em que estar sozinho nunca foi tão penoso. Claro que numa lista, muitas séries ficam de fora e, curiosamente, a série que mais gostei em 2020 terminou em 2019 (<em><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNF1qaAOlUMVCvB_jlN7vYMsOR8CnA">Fleabag</a></em>, de Phoebe Waller-Bridge), mas este ano também trouxe surpresas agradáveis. <em><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNEtPYBFYHCuuiyd_609V2oqIzwKWw">Normal People</a></em>, por exemplo, trouxe a reflexão de que mais importante que a existência do amor é a sensação de se sentir amado (algo a se pensar em um ano como esse). Além disso, foi uma grata surpresa ver a representação de um romance entre jovens sem a versão estereotipada já recorrente nos filmes e séries do gênero.</p>
<p dir="ltr">A segunda temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNGCKEGngHNPLSyfCmmvWG822fDXIg">The Boys</a></em> também veio em cheio. Em um ano político, a série dialogou com questões de xenofobia e ressurgimento de grupos neonazistas. Não por acaso, a série ainda abordou questões de manipulação midiática e identidade. Destaco também a segunda temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNETu397dXUmnZk8tGA1vqd7jBrwMQ">The Umbrella Academy</a></em>, série da <em>Netflix</em> baseada na HQ de Gerard Way. Quando me dei conta já estava no último episódio, seguindo os passos de Five (sem dúvida o melhor personagem desta temporada).</p>
<p dir="ltr">Ainda ressalto a série <em>Space Force</em>, dos mesmos criadores de <em>The Office</em> e que, apesar de não ser tão boa quanto, consegue se manter interessante no melhor estilo séries-para-ver-antes-de-<wbr />dormir. Por fim, destaco a última e (espero que) definitiva temporada de <em><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://personaunesp.com.br/dark-critica/&amp;source=gmail&amp;ust=1608758391156000&amp;usg=AFQjCNHYf6x4lsAkvhfQ6gvx6QoAuYGUzw">Dark</a></em>, a série que merecidamente foi eleita pelo <em>Rotten Tomatoes</em> como a melhor já produzida pela <em>Netflix</em> e ensinou como abordar de forma original um tema já desgastado na ficção científica.</p>
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<p><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>2.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>3.</strong> The Umbrella Academy (Netflix) /<strong> 4.</strong> Space Force (Netflix) / <strong>5.</strong> Dark (Netflix)</p>
<hr />
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<figure id="attachment_17335" aria-describedby="caption-attachment-17335" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17335 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-scaled.jpg" alt="Cena da série Nada Ortodoxa. Vemos um homem judeu branco, de barba e cachos de cabelo caindo nos lados do rosto, ele segura o paletó no braço esquerdo. Ao seu lado, está Esty, uma mulher judia, de cabelos raspados e pele branca. Ela veste uma blusa com estampa verde e leva uma bolsa no ombro direito. Ao fundo, vemos em desfoque prédios de Berlim e um céu azul" width="2560" height="1709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-2048x1367.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/imagem-nada-ortodoxa-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17335" class="wp-caption-text">Shira Haas foi indicada ao Emmy pelo papel de Esty (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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<p><b>Vanessa Marques</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para nós, brasileiros, 2020 foi um ano de resistência férrea. Em meio ao cenário turbulento da maior pandemia do século, nada como a arte e o entretenimento para nos trazer boas doses de conforto, ternura, humanidade e esperança. O catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> alcançou o seu ápice com mulheres fortes, reais, pioneiras ou até mesmo cômicas (Devi, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i><span style="font-weight: 400;">). Houve tempo para emoção e catarse em </span><a href="http://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nada Ortodoxa</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">adaptação da biografia homônima de Deborah Feldman. Após fugir de uma comunidade de judeus ortodoxos no Brooklyn, a jovem Esther (Shira Haas) começa uma vida secular e quase livre de amarras para ser mulher na Alemanha. Em quatro capítulos, ‘Esty’ trilha uma jornada de bravura, autodescoberta e libertação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez história como a série mais vista do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além da memorável Anya Taylor-Joy, no papel de Beth Harmon, o elenco do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> contou com nomes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">12 Anos de Escravidão</span></i><span style="font-weight: 400;">. A genialidade da atriz, que rendeu o primeiro lugar neste Top 5, também levou o público a acreditar que a trajetória da campeã enxadrista fosse real. Mas quem de fato existiu e teve o seu legado contado de forma sensível e brilhante foi a empresária negra Madame C. J. Walker. Ambientada nos Estados Unidos pós-escravidão, </span><a href="http://personaunesp.com.br/self-made-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Self Made</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">reafirma a importância das narrativas sobre racismo estrutural, machismo e empoderamento. Dona de um império de beleza afro-americana, Sarah (Octavia Spencer, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Histórias Cruzadas</span></i><span style="font-weight: 400;">) emociona do início ao fim, travando uma luta desmedida para conquistar o seu espaço (e o da comunidade negra) num mundo ainda dominado por homens brancos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um pouco de humor e pinceladas de drama tornaram </span><a href="http://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> uma série divertida, inspiradora e leve. Exatamente como precisávamos. A criação de Mindy Kaling, de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;">, trouxe os dilemas naturais do amadurecimento através do olhar de Devi, uma garota de origem indiana. A diversidade ganhou luz como um dos pontos altos da trama adolescente. Por fim, a realeza britânica voltou para as telas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/?fbclid=IwAR15RA3aT6Jg9SjylkQuISewkLxYoyaBdzoIzrQJ08l0cBGqMVPilnK1Z_0"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas, dessa vez ,com a lendária Princesa Diana. O produtor Peter Morgan manteve a qualidade dos anos anteriores, focando em eventos históricos e polêmicas conhecidas da família real na década de 1980. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> O Gambito da Rainha (Netflix) / <strong>2.</strong> Nada Ortodoxa (Netflix) / <strong>3.</strong> Self Made ou A Vida e a História de Madame C. J. Walker (Netflix) / <strong>4.</strong> Eu Nunca (Netflix)/ <strong>5.</strong> The Crown (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17346" aria-describedby="caption-attachment-17346" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17346 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault.jpg" alt="Cena do programa UNHhhh. À direita vemos Trixie Mattel, uma drag queen branca e de peruca loira. Ela veste um vestido branco com detalhes em preto na gola e uma linha no meio da roupa. Ela está quase tocando Katya, uma drag queen branca e de peruca loira, que usa um macacão dourado. Ao fundo, um fundo branco e no canto inferior esquerdo, está um logo preto e redondo, com as palavras World of Wonder escritas em branco. O primeiro O de World é o desenho do globo terrestre." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/maxresdefault-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17346" class="wp-caption-text">Em meio à pandemia, o UNHhhh está sendo filmado com medidas de distanciamento, enquanto o I Like to Watch é todo feito por chamada de vídeo, com a tela dividida ao meio (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Selecionar apenas cinco séries favoritas de 2020 é um trabalho duro, tanto é que surrupiei um pódio duplo. Antes de condecorar as produções que passaram do corte, me sinto na obrigação de enaltecer as que ficaram de fora do </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">(serei sucinto, eu prometo). </span><a href="https://personaunesp.com.br/schitts-creek-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pegou todo mundo de surpresa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas eu já esperava uma farra daquelas. <em>Pen15</em> melhorou o que já era formidável, a 2ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez carinho no coração, e a quarta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> se transformou num documentário. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou e eu fiquei feliz, </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acabou e eu fiquei triste.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ozark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ozark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi o único dramão a entrar na minha lista de melhores pois, neste 2020 arregaçado, deixei a comédia reinar e me distrair da prisão do isolamento social. A série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">chega no ápice de tensão e só promete coisa boa daqui pra frente. Seguindo, a maneira mais simples de definir </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é compará-la com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;"> e depois adicionar vampiros. Louca o suficiente para inovar narrativas vampirescas, a obra do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">merece todos os elogios. </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Insecure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a série mais subestimada da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a quarta temporada continua na subida criativa e emocional de Issa e sua turma, simplesmente imperdível. </span><span style="font-weight: 400;">Depois de muito matutar, deixei o poético romance de </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com a medalha de prata. A saga de Marianne e Connel, que usa e abusa do drama e do choro para narrar a história de dois jovens com problemas de comunicar o que sentem, sem dúvidas é a melhor adaptação literária do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">pole position</span></i><span style="font-weight: 400;">, guardei duas vagas para Trixie Mattel e Katya, as maiores e mais engraçadas </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> do mundo do entretenimento. Em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLvahqwMqN4M2o2ZzY6Y8a626Lf286LdVl"><i><span style="font-weight: 400;">I Like To Watch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, elas sentam na frente da TV, assistem e reagem às produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, regadas ao humor característico da dupla que nasceu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLhgFEi9aNUb2BNrIEecCGXApgeX7Yjwz8"><i><span style="font-weight: 400;">UNHhhh</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">próprio para as rainhas falarem sobre o que quiserem, e a quinta temporada rendeu pano pra manga: tiveram vídeos sobre literatura, sobre a etiqueta de mandar mensagem e até um </span><i><span style="font-weight: 400;">react </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Season 7.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Depois de passar muitas noites assistindo esses programas antes de dormir, eu só poderia dar adeus à 2020 junto delas, soltando um sonoro </span><i><span style="font-weight: 400;">Ding Dong</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Séries favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"><strong> 1.</strong> I Like to Watch e UNHhhh (Youtube) / <strong>2.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>3.</strong> Insecure (HBO) / <strong>4.</strong> What We Do in the Shadows (FX) / <strong>5.</strong> Ozark (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17339" aria-describedby="caption-attachment-17339" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17339 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft.jpg" alt="Cena da série Lovecraft Country. O cenário é uma floresta escura, com fortes tons de azul e verde. Na extrema esquerda, vemos George, um homem negro de 60 anos, de bigode e cabelos pretos, ele usa camiseta verde e calça escura. Ao meio, Tic olha para a frente assustado, ele é um homem negro de 30 anos, com uma medalha de guerra pendurada no pescoço e uma camiseta amarela justa. No lado direito, está Leti, uma mulher negra de 30 anos, ela está assustada, de batom vermelho, cabelos enrolados na altura do ombro e veste um colete vermelho por cima de uma blusa estampada em marrom e preto, ela também carrega uma câmera, com o tirante atravessado no corpo e a câmera pendurada nele" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/lovecraft-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17339" class="wp-caption-text">Lovecraft Country foi um dos grandes sucessos da HBO no ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Layla de Oliveira</strong></p>
<p dir="ltr">Particularmente, eu adoro umas fofocas da família real britânica, coisa que não gosto muito de admitir; porém, isso significa que <a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><em>The Crown</em></a> é um grande banquete pra minha necessidade histórica-investigativa. E a quarta temporada da série foi absolutamente grandiosa, eu até diria que foi a melhor até agora, com diversos conflitos envolvendo a tríade da segunda era elisabetano: a Rainha, a Dama de Ferro e a Princesa do Povo. Agora, saindo do território branco imperialista e indo para algo totalmente diferente, <a href="https://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/"><em>Lovecraft Country</em></a> foi outra grande produção deste ano, com o terror cósmico perfeitamente misturado com questões raciais, te fazendo questionar a todo momento o que é mais assustador: um monstro gigante vindo do espaço ou um policial na esquina; ou talvez os dois, porque há grandes chances de serem a mesma coisa.</p>
<p dir="ltr">A segunda temporada de <em>The Politician</em> me ajudou a entender um pouco mais sobre o sistema eleitoral estadunidense, e acho que isso é motivo suficiente para estar entre as minhas séries do ano. Mas a sátira política teve um desempenho muito melhor no segundo ano, deixando para trás a trivialidade de uma disputa no conselho estudantil e acompanhando Payton (Ben Platt) em sua candidatura ao senado de Nova York, e, apesar de parecer ser algo chato e pouco original, os absurdos e situações exageradas deixam a trama muito divertida, e, com certeza, digna de uma maratona. Outra produção da <em>Netflix</em> que marcou 2020 foi a segunda parte da última temporada da produção espanhola <em>As Telefonistas</em>, com um enredo digno de novela das nove, e digo isso com tom elogioso. O desfecho das quatro protagonistas foi extremamente poderoso e 100% condizente com a mensagem do seriado, dignificando todo o drama e tensões vividos pelos personagens.</p>
<p dir="ltr">A última surpresa do ano foi <em>Alice in Borderland</em>, uma produção japonesa baseada no mangá homônimo. A trama já é maluca por natureza, por ser baseada na obra <em>Alice no País das Maravilhas</em>, de Lewis Carroll; mas adicione essa loucura natural da obra original com um jogo misterioso e mortal e pronto: uma agradável desagradável experiência. Agradável por conta do enredo muito bem desenvolvido, incluindo diversos desafios para os personagens muito bem construídos em pouquíssimo tempo, e a tensão sufocante em cada episódio. E desagradável por esses mesmos motivos, já que nenhum personagem na série tem a sua vida garantida, e essa capacidade de se apegar rapidamente a eles é um ótimo método para fazer o espectador sofrer. Então, fica a dica: não se apegue a ninguém. Sério.</p>
<p dir="ltr"><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> The Crown (Netflix) / <strong>2.</strong> Lovecraft Country (HBO) / <strong>3.</strong> The Politician (Netflix) / <strong>4.</strong> As Telefonistas (Netflix) / <strong>5.</strong> Alice in Borderland (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17510" aria-describedby="caption-attachment-17510" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17510 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3.png" alt="Cena da minissérie Mrs. America. Ao centro da imagem está a atriz Uzo Aduba interpretando a deputada Shirley Chisholm. Ela tem a pele negra, os cabelos pretos curtos, na altura da orelha e ondulados. A personagem também usa um vestido florido de fundo branco, com flores azuis, laranjas e vermelhas. Ela usa um óculos médio e quadrado dourado, e está de pé em um palco, mas nós a vemos de baixo, do quadril para cima. Ela está olhando para a frente, sorrindo levemente e acenando, e ao seu redor, estão cinco homens brancos, também acenando e vestindo ternos. No primeiro plano da imagem, na frente dos personagens mas sem foco, existem três bandeiras dos Estados Unidos." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-300x200.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mrs-america-3-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17510" class="wp-caption-text">Concorrendo com duas colegas de cena, Uzo Aduba venceu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie pelo trabalho majestoso que fez em Mrs. America como Shirley Chisholm, a primeira deputada negra dos Estados Unidos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p>Indo na direção oposta à de alguns dos meus colegas, informo que aqui vai ter muito drama para uma lista de melhores séries de um ano tão difícil quanto 2020.  Talvez numa tentativa de me distanciar da apatia de 9 meses em isolamento social, corri para sentir as emoções do mundo ficcional, dosando as incontroláveis e desesperadoras do nosso mundo real. Tomei parte das dores e das alegrias da <a href="https://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><em>Nada Ortodoxa</em></a> Esty Shapiro, e mergulhei no suspense dramático de <a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><em>Little Fires Everywhere</em></a>, minisséries que ficarão de fora do meu pódio mas merecem ser mencionadas dentre as melhores de 2020.</p>
<p>Avisos dados, inicio com o drama mais dramático do ano. A dolorida <a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/"><em>I Know This Much Is True</em></a> é um dos tesouros do ano da <em>HBO</em>, cuja densidade emocional sufoca a narrativa por completo na pele de Mark Ruffalo, que sofre não só uma, mas duas vezes, interpretando visceralmente dois irmãos gêmeos que são alvo de todos os infortúnios que a vida pode reservar. Para aliviar um pouquinho (um pouco mesmo) a minha lista, incluo o romance do ano <a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><em>Normal People</em></a>, que encanta pelo realismo gentil e sensível num mar de retratos idealizados, irreais e por vezes violentos sobre sexo e relacionamentos amorosos.</p>
<p>História, ambientes políticos, relações de poder e dimensões sociais ligadas às individuais são alguns dos meus ingredientes favoritos, encontrados este ano na poderosa e atemporal <a href="https://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><em>Mrs. America</em></a><em> , </em>e claro, <a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><em>The</em> <em>Crown</em></a>, na temporada que, provavelmente, foi a mais aguardada de 2020. Com a firmeza da Dama de Ferro Margaret Thatcher contrastando com a carga emocional que acompanha a memória coletiva da princesa Diana, o quarto ano da série é tudo o que existe de melhor na superprodução da <em>Netflix,</em> e uma das melhores até aqui. Pra encerrar, saio dos palácios da realeza britânica de 1980 para a vida urbana de Londres de 2020, a fim de coroar a série do ano com o primeiro lugar da minha lista, a obra-prima <a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><em>I May Destroy You</em></a>. A genialidade da criadora, roteirista, diretora e protagonista Michaela Coel te vira do avesso, mexe com todas as emoções possíveis, nos surpreende à mesma medida em que nos abraça e é tudo o que precisamos discutir sobre sobre violência sexual, de gênero e de raça, amizade e vida na contemporaneidade, nos trazendo de volta para a realidade da qual ficamos distanciados em 2020.</p>
<p><strong>Séries favoritas:</strong> <strong>1.</strong> I May Destroy You (HBO) / <strong>2. </strong>The Crown (Netflix) / <strong>3.</strong> Mrs. America (FX) / <strong>4.</strong> I Know This Much Is True (HBO) / <strong>5.</strong> Normal People (Hulu)</p>
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<figure id="attachment_17340" aria-describedby="caption-attachment-17340" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17340 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT.jpg" alt="Cena da série She-Ra e as Princesas do Poder. Uma mulher com traços felinos e olhos azul e amarelo estende a mão na direção da câmera" width="1200" height="673" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/EpzXQakXUAEYKtT-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17340" class="wp-caption-text">She-Ra e as Princesas do Poder chegou ao fim em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 5 temporadas de excelência em animação, Noelle Stevenson e os animadores da </span><i><span style="font-weight: 400;">Dreamworks</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos entregaram um dos finais animados mais satisfatórios dos últimos anos, sintetizando os temas e arcos narrativos de maneiras inesperadas mas inteiramente lindas, culminando em cenas que fizeram </span><i><span style="font-weight: 400;">She-Ra e as Princesas do Poder</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrar imediatamente para a história da televisão moderna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando, a <em>websérie</em> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">College Humor</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dimension 20 Live: Fantasy High &#8211; Sophomore Year</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, assim como sua antecessora, um testamento ao poder do </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> coletivo e como a diversidade de vozes impacta numa narrativa, criando histórias intrincadas de angústia adolescente e alta fantasia, momentos de humor histérico e de profundo impacto emocional, sob a supervisão do brilhante </span><i><span style="font-weight: 400;">dungeon master</span></i><span style="font-weight: 400;"> Brennan Lee Mulligan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com menos sustos do que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Residência Hill</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outro triunfo do terror sofisticado de Mike Flanagan, tecendo uma narrativa complexa e impactante que justifica sua longa produção da melhor maneira possível: entregando um final que permanece na sua memória muito tempo depois da série acabar. </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">BNA</span></i><span style="font-weight: 400;"> são dois animes de premissas similares, mas que alcançam sucessos diferentes em suas respectivas tramas, através de animações excelentes e interpretações expressivas. Apesar de ambas serem sobre sociedades de animais antropomorfizados, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i><span style="font-weight: 400;"> se desenrola na profundidade da relação romântica entre um lobo e uma coelha, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">BNA</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra seu caminho com a animação característica e frenética do </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Trigger</span></i><span style="font-weight: 400;"> e na ação exagerada de suas personagens.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> She-Ra e as Princesas do Poder (Netflix) / <strong>2.</strong> Dimension 20 Live: Fantasy High &#8211; Sophomore Year (Dropout/Youtube) / <strong>3.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / <strong>4.</strong> Beastars &#8211; O Lobo Bom (Netflix) / <strong>5.</strong> BNA (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17384" aria-describedby="caption-attachment-17384" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17384 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2.png" alt="Cena da série Do You Like Brahms?, vemos dois adolescentes asiáticos, eles estão na chuva, amparados por um guarda-chuva, segurado pelo menino. Ele veste jaqueta preta e mochila da mesma cor, enquanto ela, de cabelos compridos, veste moletom bege. Eles se olham nos olhos. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2-300x158.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-2-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17384" class="wp-caption-text">O K-Drama da emissora SBS foi ao ar em 31 de agosto de 2020 e teve seu encerramento em 20 de outubro, após 16 episódios estrelados pelos atores Kim Min‑jae e Park Eun‑bin (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Lorrana Marino</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo bom que o complexo 2020 me proporcionou, foi tempo para apreciar as diversas produções que estrearam. De longe, a sensibilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Do You Like Brahms?</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção sul-coreana da emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">Seoul Broadcasting System</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi um dos conteúdos que mais tocou o espectador. O enredo nos apresenta personagens reais, que se comunicam muitas vezes apenas pela música e nem sempre tomam as atitudes ideais que esperamos, e isso incomoda. Mas aí que está, a protagonista, que não tem medo de mudar o rumo da própria vida, de fazer escolhas que serão julgadas pelos outros e, principalmente, de se priorizar quando necessário, nos traz inspiração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a linha de produções sensíveis, </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi outra estreia que abraçou, beijou e apunhalou o espectador quando ele menos esperava. Sem censuras, a conexão e o medo; o ato e a consequência; a comunicação e a falta dela entre os personagens nos conecta com mágoas, alegrias e nos envolve em realidade. O que vem em contramão com a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i><span style="font-weight: 400;">, a animação fantasiosa que consegue reunir os apaixonados por ação, vampiros e boa arte gráfica. Dividindo o enredo em quatro núcleos distintos (a solidão de Alucard, as articulações da corte de Carmilla, as aventuras de Trevor Belmont e a ascensão de Isaac), a segmentação das narrativas torna a experiência prazerosa de se acompanhar e nos faz viajar para uma realidade distópica, e nos preocupar, pelo menos por algumas horas, com problemas irreais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, que Anya Taylor-Joy brilhou na representação de Beth Harmon, todos ao menos já ouvimos falar. Mas, ainda assim, a série se torna indispensável em um top 5 de 2020. Eu jamais poderia imaginar que fosse possível dar um enfoque tão artístico e emocionante quanto a produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu proporcionar ao xadrez. Mesmo que Beth seja a dama do tabuleiro, os peões a sua volta cumpriram papéis tão relevantes quanto na defesa do rei (o objetivo de vencer) contra as peças inimigas (seu vício em tranquilizantes e álcool), nos fazendo querer proteger todos os personagens envolvidos na trama. Sentimento que se estende à última queridinha da lista: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hospital Playlist</span></i><span style="font-weight: 400;">, outro </span><i><span style="font-weight: 400;">K-Drama</span></i><span style="font-weight: 400;"> que marcou o catálogo </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deste ano</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Apesar do cenário de tensões de um centro cirúrgico e a incerteza pela vida de alguns pacientes, a produção encontra as lacunas certas para inserir leveza através de diálogos divertidos, romances sutis e </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">curiosos. As cenas de interação entre os cinco amigos médicos e colegas de banda esbanjam a química e a boa dinâmica entre os atores, além de servir como um elogio a autora, Lee Woo-jeong, pelos diálogos da trama.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Do You Like Brahms? (SBS) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Normal People (Hulu) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Castlevania (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Hospital Playlist (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17479" aria-describedby="caption-attachment-17479" style="width: 748px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17479 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731.jpg" alt="Cena da série Califado. Ao centro da imagem vemos uma mulher jovem e branca. Seu cabelo é castanho e na altura do ombro. Ela veste uma roupa de lã azul, e na mão direita segura um celular. Ao fundo e ao lado dela há paredes cinzas" width="748" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731.jpg 748w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/IMG_0731-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17479" class="wp-caption-text">Califado é uma produção sueca da Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Bianca Penteado</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Na hora de escolher algo para ver, sempre achei que os <em>trailers</em> revelavam muito e as sinopses (geralmente) não faziam jus à obra. Este ano, resolvi tornar o catálogo dos serviços de <em>streaming</em> uma roleta russa. No ramo das séries, tirando a sorte grande no acaso, encontrei <em>Califado</em>, que conquistou o topo da minha lista com seu roteiro nem um pouco maniqueísta. Em uma rede complexa de personagens e situações que são gradualmente construídas ao longo dos capítulos, a produção sueca da <em>Netflix</em> descortina uma exploração bilateral do desamparo e desenvolve uma tensão irresistível.</p>
<p style="font-weight: 400;">Com o aumento da popularidade de seriados estrangeiros, a <em>Netflix</em> revelou em 2020 uma ampla abertura de catálogo para essas produções. Impossível de esquecer, <a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><em>Bom dia, Verônica</em></a> marcou presença como um seriado policial brasileiro que, com destreza e muito rock nacional, trata de questões sobre feminicídio e violência doméstica. Dando um giro de 180° tanto no gênero quanto na abordagem, esbarrei também em <em>Start Up</em>, uma produção sul-coreana que adocicou um ano tão amargo. Com todo o romance, comédia e contratempos que a categoria promete, a série cativa o coração de quem assiste.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além das produções inéditas, o serviço de <em>streaming</em> conseguiu marcar muitos gols com suas renovações. Chegando à sua terceira temporada, <em>Good Girls</em> ainda não perdeu o ritmo, e entrega aos telespectadores novas reviravoltas que são suficientemente consistentes. <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><em>A Maldição da Mansão Bly</em></a>, por sua vez, marcou o tão esperado retorno da franquia. Trabalhando de forma muito mais madura e sensível, tornou-se, rapidamente, uma das queridinhas da plataforma.</p>
<p><strong>Séries Favoritas</strong>: <strong>1.</strong> Califado (Netflix) / <strong>2.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>3.</strong> Start Up (tvN) / <strong>4.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / <strong>5.</strong> Good Girls (NBC)</p>
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<figure id="attachment_17474" aria-describedby="caption-attachment-17474" style="width: 596px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-300x225.jpeg" alt="Cena dos bastidores da série Amor e Sorte. Fabiula Nascimento, uma mulher de cabelos encaracolados num coque segura o celular próximo ao espelho, fotografando ela e Emílio Dantas, que está ao fundo segurando uma câmera com tripé. Ela veste camiseta branca e blusa roxa estampada e ele tem cabelos comprido e barba, veste calça escura e uma camiseta cinza. Ao fundo, vemos uma toalha azul escuro pendurada" width="596" height="447" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-300x225.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-1024x768.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224-768x576.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/fabiula_nascimento_e_emilio_dantas_gravam_amor_e_sorte_nova_serie_da_globo-3423224.jpeg 1100w" sizes="auto, (max-width: 596px) 85vw, 596px" /><figcaption id="caption-attachment-17474" class="wp-caption-text">O casal Fabiula Nascimento e Emílio Dantas servindo à própria casa como cenário para a filmagem de Amor e Sorte (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Júlia Trevisan</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que 2020 foi um caos. Um ano atípico e pandêmico, me tirou o prazer em assistir seriados e atrasou várias produções do audiovisual, mas também trouxe conteúdo de qualidade, principalmente na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é clara prova, a série sobre uma enxadrista órfã tem a trama tão bem construída, que a fixação da audiência sobre as partidas de xadrez da jovem se refletiram no aumento de pesquisas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Google</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre o assunto, trazendo um selo de qualidade à produção. Já </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um escape divertido para a dura realidade do ano. Confesso que no início não levei a sério as boas críticas em torno da série, pensando que fosse apenas uma comédia boba. Mas, ao começar assistir, cada episódio me fazia querer mais e mais de Paris e de Emily.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe boas produções nesse período, a série cancelada por ela e continuada por outro canal também merece espaço na lista. </span><i><span style="font-weight: 400;">One Day at a Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das narrativas mais injustiçadas dos últimos anos, sempre tratou assuntos sérios com um toque certeiro de humor e não perdeu seu diferencial mesmo com a mudança de emissora. A quarta temporada conseguiu prender a audiência que buscou ouvir sobre tabus de forma cômica, mantendo as características marcantes das personagens e explorando </span><i><span style="font-weight: 400;">plots</span></i><span style="font-weight: 400;"> de potencial. A série ainda conseguiu driblar a pandemia construindo um episódio em formato de desenho animado. O único ponto negativo foi o cancelamento antes de um final digno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil não fica de fora das produções, trazendo o seriado mais reconfortante do ano, </span><a href="https://personaunesp.com.br/amor-e-sorte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Sorte</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Concebida durante a quarentena, a série é prova da dedicação dos artistas brasileiros. Gravada inteiramente de forma remota, a produção traz um roteiro intimista e bem estruturado, com trilha sonora brilhante que nos envolve, e por vezes nos faz reconhecer na trama. A ideia em trazer atores que estão juntamente isolados é a cereja no topo do bolo para toda construção sentimental da narrativa. Unindo produções brasileiras e </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos </span><a href="https://personaunesp.com.br/coisa-mais-linda-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coisa Mais Linda</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">fechando o Top 5. A nova temporada da série trouxe um misto de suspense e revolta para o telespectador, amarrando as pontas soltas da primeira temporada e criando novos ganchos para uma próxima. </span></p>
<p><b>Séries Favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Amor e Sorte (Globoplay) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Emily em Paris (Netflix) /</span><b> 4. </b><span style="font-weight: 400;">One Day at a Time (Pop TV) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Coisa Mais Linda (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17411" aria-describedby="caption-attachment-17411" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17411 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12.jpeg" alt="Cena da série animada Close Enough. Vemos uma sala com dois sofás marrons, uma mesa de centro cinza e um tapete verde. O lugar está sujo e um casal limpa ele com aspirador de pó. O homem branco, tem cabelos castanhos na altura dos ombros e veste calça jeans, camisa rosa e jaqueta vermelha. Ele segura uma mulher no colo. Ela é branca, tem cabelos compridos castanhos claro presos num rabo de cavalo e veste calça escura, blusa branca e moletom azul por cima" width="738" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12.jpeg 738w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/images-12-300x169.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17411" class="wp-caption-text">Close Enough chegou ao Brasil pela Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Nathalia Franqlin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2020 as plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">serviram qualidade quando falamos sobre séries, não apenas por novas peças, mas também por aguardadas continuações e finais provocantes. Começando pela nossa queridinha </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, J. G. Quintel, criador da série animada</span><i><span style="font-weight: 400;"> Regular Show</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos apresentou uma peça com um traço muito familiar, mas com um enredo muito mais adulto: </span><i><span style="font-weight: 400;">Close Enough</span></i><span style="font-weight: 400;">. A trama discute os problemas enfrentados por pais de primeira viagem e adultos irresponsáveis em criar uma criança pequena, ainda sendo uma criança grande. Uma trama descontraída com sabor de nostalgia para aqueles que cresceram vendo a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">antiga do criador no </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e agora se identificam com os problemas de Joshua e Emily na nova produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também estreando esse ano tivemos </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ratched</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova série de Ryan Murphy, estrelando Sarah Paulson como a própria enfermeira macabra Ratched. Demonstrando sucesso entre o público brasileiro já na primeira semana após seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ratched </span></i><span style="font-weight: 400;">traz uma narrativa que conseguiu testar o estômago da audiência com sua visceralidade e, mesmo assim, segurar o interesse para as próximas temporadas. Ainda na </span><span style="font-weight: 400;">Netflix,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe mudanças para seus personagens nesta quarta temporada. As crianças, que antes estavam em trânsito para a adolescência, já são, de fato, adolescentes. A animação</span> <span style="font-weight: 400;">levantou discussões importantes para o maior desafio dessa fase: encontrar uma identidade. Nessa temporada, assuntos importantes como a transsexualidade, o que é ser socialmente um adolescente negro, </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying </span></i><span style="font-weight: 400;">e ansiedade tiveram espaço com o humor clássico da comédia..</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após três ciclos, a série alemã </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou ao fim. A terceira temporada da peça seguiu num ritmo mais lento para dar descanso à mente dos espectadores e fazer as amarras do enredo. Apesar desta ter sido uma jornada relativamente curta, o final é satisfatório e provocante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">mantém o padrão de qualidade e fecha com um </span><i><span style="font-weight: 400;">casting </span></i><span style="font-weight: 400;">assustadoramente impecável, o gostinho de quero mais deixado no final faz com queiramos assistir a série em </span><i><span style="font-weight: 400;">looping </span></i><span style="font-weight: 400;">e, não por menos, essa é uma obra que marcou 2020. Para finalizar, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">deu segmento com a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cada vez mais distante dos quadrinhos, mas, ainda assim, com um sucesso de público invejável, o ano dois provoca justamente por tocar em temas tão polêmicos, e tão atuais, como a alienação da população pelas mídias e redes sociais e tudo isso, claro, com o tom satírico que faz a alma da série.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Close Enough (HBO Max) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">Ratched (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Big Mouth (Netflix) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Dark (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> The Boys (Amazon Prime Video)</span></p>
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<figure id="attachment_17480" aria-describedby="caption-attachment-17480" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17480 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist.jpg" alt="Cena da série Zoey e Sua Fantástica Playlista. Nela há uma mulher jovem e branca. Seu cabelo é ruivo e abaixo aos ombros. Ela veste uma blusa de lã laranja e uma saia preta. Ao fundo há uma parede de tijolos branca e dez quadros decorativos coloridos, separados em duas fileiras de cinco cada. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/zoey-e-sua-fantastica-playlist-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17480" class="wp-caption-text">Zoey e Sua Fantástica Playlist, já renovada para a segunda temporada, foi uma agradável melodia no meio do caos de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Milena Pessi</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 foi um dos anos mais turbulentos dos últimos tempos, e foram as produções artísticas, principalmente as séries, as responsáveis por trazer um pouco de alegria e positividade, na medida do possível, à pandemia. Em sua quarta temporada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> manteve sua elegância e alta qualidade para contar mais um capítulo da história da realeza: o casamento do príncipe Charles (Josh O’Connor) e Lady Di (Emma Corrin), e todas as dificuldades que ela enfrentou ao entrar para a família real. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">, por outro lado, investiu em uma produção mais leve e com um toque musical em </span><i><span style="font-weight: 400;">Zoey e Sua Fantástica Playlist</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual mostra a vida da programadora Zoey Clarke, que, após sofrer um incidente em uma ressonância, ganha o poder de ouvir os pensamentos das pessoas através de números musicais, o que a torna mais empática em relação àqueles que conhece; além do incrível elenco que conta com Lauren Graham (</span><i><span style="font-weight: 400;">Gilmore Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">), Alex Newell (</span><i><span style="font-weight: 400;">Glee</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Skylar Astin (</span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Escolha Perfeita</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma outra produtora com grandes títulos em seu catálogo, entre eles, a série de ficção e suspense estrelada por Logan Lerman (o eterno Percy Jackson) e Al Pacino, que se juntam, na década de 70, a um time treinado com o objetivo principal de matar nazistas que vivem nos Estados Unidos com identidades falsas para esconder o passado da Segunda Guerra Mundial: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hunters</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2020, não economizou em suas produções e trouxe grandes séries para todos os gostos, como é o caso do suspense </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e da comédia </span><a href="https://personaunesp.com.br/emily-em-paris-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Emily em Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira, estrelada por Tainá Muller e Eduardo Moscovis, relata a triste realidade das mulheres que sofrem violência doméstica no Brasil e a tentativa da policial Verônica em ajudá-las. A segunda é aquela série rápida e gostosa de assistir, que acompanha a história da publicitária Emily (Lily Collins) e suas aventuras, paixões e amizades quando se muda para Paris por causa de uma promoção no trabalho. 2020, apesar de ter sido um ano caótico, foi capaz de produzir diversas produções cinematográficas que levou às pessoas momentos de paz e alegria. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Crown (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Zoey e Sua Fantástica Playlist (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Hunters (Amazon Prime Vídeo) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Bom dia, Verônica (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Emily em Paris (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17397" aria-describedby="caption-attachment-17397" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17397 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a.jpg" alt="Cena da animação The Midnight Gospel. Clancy é um homem com cor de pele rosa, ele tem cabelos roxos e veste uma saia rosa mais escura que sua pele. Ele está caindo num vazio, com fundo preto cheio de riscos coloridos e luminosos de várias cores, como amarelo, azul, e roxo" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17397" class="wp-caption-text">Clancy, o protagonista de The Midnight Gospel, usa um simulador de universos para encontrar personagens para suas entrevistas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Flora Vieira</strong></p>
<p>Nesse ano atípico pro cinema, as séries transmitidas em <em>streaming</em> acabaram tomando o tempo de muita gente. Eu, por outro lado, acabei por me distanciar dos grandes lançamentos, focando meu tempo mais em desenhos animados do que qualquer outro tipo de mídia. Uma prova disso é a escolha por <em>The Midnight Gospel</em>, minissérie lançada em maio que chama atenção pela animação psicodélica e aparentemente sem sentido, mas é muito mais que isso, propondo discussões que passeiam por assuntos banais, como o uso de drogas, até religiões como o budismo e a relação da humanidade com a morte. Tudo regado de sensibilidade, por ser retirado de entrevistas reais do <em>podcast</em> de um dos criadores da série, o <em>Duncan Trussel Family Hour</em>.</p>
<p align="left">Ainda nas animações, a quinta e última temporada de <em>She-Ra e as Princesas do Poder</em>, uma série que pretende ser para crianças, continua a cativar os adultos ao desenvolver ainda mais os conflitos da temporada anterior, numa história que diverte e reitera ainda mais a importância de um mundo em que a diversidade seja motivo de união, amor e esperança. Dentre as séries<em> live-action</em> que tratam desse tema, se destaca <em>Sex Education,</em> que, abordando-o de forma mais adulta, consegue, na segunda temporada, aprofundar as discussões sobre sexualidade nos processos de descoberta de Adam e Ola, além de dedicar um arco inteiro (um dos melhores da série, diga-se de passagem) para falar sobre os efeitos terríveis do assédio, direcionado à personagem Aimee.</p>
<p align="left">Em questões mais subjetivas e filosóficas, o seriado<em> live-action</em> que se sobressai esse ano é <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><em>A Maldição da Mansão Bly</em></a>. Numa <em>vibe</em> menos aterrorizante que a sua antecessora espiritual (<em>A Maldição da Residência Hill</em>), a série usa do sobrenatural para narrar um conto também sobre amor, mas, principalmente, luto. O significado e a forma de lidar com a morte para cada um dos personagens é único e extremamente humano, e a forma como são tratados os romances, sejam eles saudáveis ou não, me surpreenderam positivamente. A narrativa é menos terror, mas é mais humana – e, na minha lista dos melhores do ano, é a humanidade que mais importa.<span style="font-family: Arial, sans-serif;"><br />
</span></p>
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<div id=":my" class="a3s aiL ">
<div dir="ltr">
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> The Midnight Gospel (Netflix) / <strong>2.</strong> She-Ra e as Princesas do Poder (Netflix) / <strong>3.</strong> Sex Education (Netflix) / <strong>4.</strong> A Maldição da Mansão Bly (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17505" aria-describedby="caption-attachment-17505" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this.jpg" alt="Cena da série I Am Not Okay With This em que vemos uma menina de olhos verdes e cabelos ruivos bem curtos sentada em um carro. Ela usa uma jaqueta verde e uma blusa azul e tem o braço esquerdo erguido para fora do veículo. Ao fundo há um menino de camisa xadrez e óculos escuros, ele está desfocado." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-i-am-not-okay-with-this-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17505" class="wp-caption-text">Mesmo tendo tido uma boa recepção pela crítica e pelo público, além de ser uma de minhas séries preferidas no ano, I Am Not Okay With This foi cancelada pela Netflix (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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<p><strong>Ana Laura Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2020, me vi revisitando séries do passado e maratonando </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1990 como se não houvesse amanhã. Mas, mesmo em meio a centenas de episódios reprisados, os lançamentos do ano se fizeram presentes e marcantes o suficiente para que o período de reclusão rendesse boas e novas experiências. Dependente dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">como sempre, eles trouxeram centenas de seriados, dos mais leves aos mais conturbados, fazendo valer como nunca suas assinaturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo escolhendo um <em>top</em> cinco recheado de ação, comédia e drama, muitos lançamentos tiveram de ser deixados como menções honrosas. Entre eles, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que finalizou sua história mantendo o nível de complexidade do resto da trama, sem nunca se perder em meio às tentadoras possibilidades que a triquetra oferecia e que poderiam fazer a narrativa ruir. Cito também a série alemã </span><i><span style="font-weight: 400;">Biohackers</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de pouco falada, edifica uma história envolvente e bem organizada, quase como um tímido suspiro de alívio para os carentes fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas falando sobre as séries citadas abaixo, justifico minha escolha nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma tentativa de abranger diversos gêneros e tipos de produções que, para mim, se destacaram. Desde de a atuação majestosa de Anya Taylor-Joy em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até a cômica interpretação de </span><span style="font-weight: 400;">Maitreyi Ramakrishnan em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pelo drama lindamente esculpido em </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estas foram as produções que mais me marcaram como uma fuga da difícil realidade de 2020. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> O Gambito da Rainha (Netflix) / <strong>2.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>3.</strong> Little Fires Everywhere (Hulu) / <strong>4.</strong> Eu Nunca (Netflix) / <strong>5.</strong> I Am Not Okay With This (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17388" aria-describedby="caption-attachment-17388" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17388 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2.jpg" alt="Cena do reality show Legendary. Vemos 5 indivíduos lado a lado, eles são negros e se vestem com tema espacial. São roupas coloridas e extravagantes, neon, com caudas, renda e maquiagem em verde, roxo e rosa " width="640" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Legendary-2-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17388" class="wp-caption-text">Legendary chegou junto do lançamento da HBO Max, no meio de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovanne Ramos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano marcado por contratempos, a televisão, assim como todo o mundo, foi uma das vítimas da COVID-19. Em um período de isolamentos, perdas e resiliência, as produtoras de conteúdo no geral souberam contornar os desafios impostos pelas novas regras de convivência e nos presentearam com grandes obras que trouxeram um respiro num momento tão caótico. Entre as séries, </span><a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com certeza figura no top 5 das minhas preferidas. Num equilíbrio do drama da realidade com o humor característico da sua autora, a série conseguiu conciliar temas importantes, como raça, gênero, sexualidade e outras diversas temáticas paralelas significantes, reforçando a potência que Michaela Coel é como atriz, roteirista, diretora e produtora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no drama, não tem como não citar </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, nessa altura, já se tornou um clássico do gênero. A 4ª temporada trouxe a dinâmica temporal que já conhecemos, aprofundamentos entre personagens que tanto amamos &#8211; ou detestamos também &#8211; e a introdução de novas personagens e novas tramas que mantêm o seu frescor sem deixar a história se tornar cansativa. E, falando em novos rostos, esse foi o principal destaque da 4ª temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os ricos detalhes estéticos que enchem os olhos seguem diante de novas figuras populares: Margaret Thatcher e Lady Di, a princesa Diana de Gales. Ou seja, prato cheio para quem ama uma fofoca histórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram muito bem servidos com os programas que nos fizeram vibrar, torcer e esquecer por um segundo a negatividade para fora de nossas casas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das competições que trouxe uma temática não muito explorada no </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream, </span></i><span style="font-weight: 400;">o </span><i><span style="font-weight: 400;">voguing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e as casas da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom,</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que essa dança moderna foi originada. A competição traz arte, dança, história e muito entretenimento. Saindo um pouquinho de solos gringos, uma surpresa que vale a pena ser citada foi a produção brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Desalma</span></i><span style="font-weight: 400;">, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. As atrizes já conhecidas pelo público, Cássia Kiss, Cláudia Abreu e Maria Ribeiro, deram um show de atuação numa trama envolvente, mostrando que temos muito espaço para ótimas séries nacionais.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> I May Destroy You (HBO) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> This Is Us (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> The Crown (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Legendary (HBO Max) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Desalma (Globoplay)</span></p>
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<figure id="attachment_17357" aria-describedby="caption-attachment-17357" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17357 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys.png" alt="Cena da série The Boys. Do lado esquerdo da imagem vemos um homem branco de cabelos raspados e um óculos na cabeça. Ele veste uma jaqueta verde. Ao seu lado direito há uma mulher com traços asiaticos " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/the-boys-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17357" class="wp-caption-text">The Boys é a série mais ousada do ano: rolou até uma sátira a Vingadores Ultimato (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Lopes Gomez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em quase um ano em casa maratonando séries, fica difícil escolher só cinco para um “melhores do ano”. E, numa disputa acirrada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> leva o meu primeiro lugar. Enquanto Os Rapazes seguem na missão suicida de derrubar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Vought, </span></i><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;">s Sete lidam com seus próprios demônios e disputas internas. Mais sangrenta e envolvente, a segunda temporada continua a tecer críticas perspicazes ao capitalismo, populismo, </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">e fascismo, entre outras, e torna-se ainda mais próxima à realidade, mesmo ao tratar de super-heróis (que de heroicos não tem nada).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em segundo lugar (só porque não rola um empate em primeiro), </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que já chegou com muitas expectativas, não decepcionou nem por um segundo, e me rendeu não só uma maratona, mas duas. Menos amedrontadora e mais lenta que a anterior, a sequência da antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição</span></i><span style="font-weight: 400;"> abaixa o tom para explorar a dor e os traumas do luto, mas prende com seus personagens intrigantes, narrativas que se entrelaçam e relacionamentos esperançosos (e de partirem o coração). E, falando em narrativas entrelaçadas, a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Mandalorian</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua a nos presentear com a inusitada relação de Mando e Bebê Yoda (que não é mais Bebê Yoda). Ainda mais entrosados e com uma nova missão, os dois viajam pela galáxia e nos contemplam com visuais deslumbrantes, cenas de ação de tirar o fôlego e uma</span><i><span style="font-weight: 400;"> season finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> indescritível, que é um verdadeiro misto de emoções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De uma família nada tradicional para a outra, a segunda temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Umbrella Academy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos faz voltar no tempo com os Hargreeves, que divertem com suas individualidades e intrigas (mais que na primeira temporada), mas mostram que unidos são melhores ainda. Em quinto lugar, mas não menos importante, </span><a href="https://personaunesp.com.br/disque-amiga-para-matar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Disque Amiga para Matar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua a acertar com os erros de Jen e Judy, nos fazendo torcer para que as duas amigas se safem de seus crimes e ainda mantenham a relação que, entre trancos e barrancos, criaram.</span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> <span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video)</span><b> / </b><strong>2.</strong> <span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly (Netflix) </span><b>/ </b><strong>3.</strong><span style="font-weight: 400;"> The Mandalorian (Disney+) </span><b>/ 4.</b><span style="font-weight: 400;"> The Umbrella Academy (Netflix) </span><b>/ 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Disque Amiga para Matar (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17377" aria-describedby="caption-attachment-17377" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17377 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks.jpg" alt="Cena da série How to Get Away with Murder. No lado esquerdo vemos a atriz Viola Davis, uma mulher negra, de cabelos preto e cacheado. Ela veste um terno azul e está sentada numa poltrona preta. Ao seu lado direto há uma mulher negra com o cabelo preso. Ela veste um terno vermelho e está sentada numa poltrona preta, com o braço esquerdo apoiada numa mesa. Nessa mesa há uma jarra e seis copos, todos de vidro. Ao fundo vemos duas janelas com cortinas verde. E um abajur ao centro." width="2028" height="1352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-1-ABC-Jessica-Brooks-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17377" class="wp-caption-text">How to Get Away with Murder chegou ao fim na sexta temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ellen Sayuri</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2020 foi, sem dúvidas, o que mais acompanhei séries. Quando vou assistir algo, tenho procurado por representatividade, e, dessa forma, conheci </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tem uma protagonista marrom, interpretada pela Maitreyi Ramakrishnan. Me identifiquei muito com ela ao ser retratada a sua relação com a cultura indiana, pois me sinto dessa forma em relação à cultura japonesa. </span><a href="http://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem logo em seguida na minha lista de melhores do ano, fiquei encantada com as atuações da Kerry Washington e Reese Witherspoon. Além da Huang Lu, que também me comoveu bastante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe aquelas séries que tem reviravolta até o último minuto? Pois </span><i><span style="font-weight: 400;">Hunters</span></i><span style="font-weight: 400;"> é exatamente assim. Assisti logo depois de assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">How I Met Your Mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> (eu sei, estou um pouco atrasada, mas antes tarde do que nunca, certo?), então foi divertido e engraçado ver Josh Radnor não sendo o Ted Mosby. Falando ainda em surpresas, a próxima da lista também tem várias delas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> me proporcionou muitos sustos, mas também choros. Sou muito medrosa, mas a história me cativou de uma maneira que nem me importei com o medo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, toda série precisa acabar em algum momento, e é com um término que finalizo os melhores de 2020. A última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">How To Get Away With Murder</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi fechada com chave de ouro e no momento certo. Dizer adeus é doloroso, mas necessário, antes que a história se perca. Viola Davis deu tudo de si, assim como o restante do elenco, para dar um fim digno. Apesar de ter personagens injustiçados, o que não é novidade visto que sempre alguém vai ter um final ruim, gostei do rumo da série.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Eu Nunca (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Little Fires Everywhere (Hulu) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Hunters (Amazon Prime Video) / </span><b>4.</b> <span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span><span style="font-weight: 400;"> (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> How To Get Away With Murder (ABC)</span></p>
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<figure id="attachment_17383" aria-describedby="caption-attachment-17383" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17383 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_.png" alt="Cena da série Anne with an E. A personagem Anne, interpretada pela atriz Amybeth McNulty, é fotografada da cintura pra cima e está levemente posicionada à esquerda da imagem. Ela tem cabelos ruivos, a pele branca, sardas avermelhadas e olhos azuis. Anne usa um vestido azul escuro de época 9 e um chapéu coco no mesmo tom de azul do vestido com flores roxas, brancas e azuis claras. Ela segura uma sombrinha rendada num tom creme com detalhes azuis nas pontas. Anne olha para fora da imagem, com um olhar atento e levemente surpreso. Atrás dela, sem foco, existe um portão branco aberto e uma calçada bege." width="620" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_.png 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Anne-With-an-E-Series-Finale_-Was-That-the-Perfect-Ending-You-Hoped-For_-300x203.png 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17383" class="wp-caption-text">Anne with an E é baseada no livro Anne of Green Gables, de Lucy Maud Montgomery (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Júlia Paes de Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apreciar o cinema e suas vertentes sempre fez parte da nossa rotina. Neste ano, com um turbilhão de sentimentos à flor da pele, acentuou-se ainda mais o prazer pela arte. Para aqueles que estimam o entretenimento sem deixar o lado social, a terceira e (infelizmente) última temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anne with an E</span></i> <span style="font-weight: 400;">está disponível no catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mesmo com certas lacunas durante a história, o amadurecimento de Anne Shirley nos deixou com um sentimento acalorado no coração. Como forma de recompensar o cancelamento da série, o serviço de <em>streaming</em> nos presenteou com o relacionamento mais aguardado das personagens. Só por esse motivo, toda a trajetória valeu a pena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por falar em presentes, </span><a href="https://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and The Phantoms</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">a quinta temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i> <span style="font-weight: 400;">são as recompensas por um ano tão caótico. A primeira começa a ser uma benção pelo fato de ser uma adaptação de uma série nacional: o orgulho de ser brasileira nunca foi tão forte. Além do mais, a trilha sonora de todo o enredo é envolvente e tocante, especialmente quando Luke canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Unsaid Emily</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; a menção honrosa de todas as canções. Já a segunda celebra a volta do <em>Fab Five</em> para os Estados Unidos depois de uma </span><span style="font-weight: 400;">viagem</span><span style="font-weight: 400;"> pelo Japão. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ‘muito mais que um </span><i><span style="font-weight: 400;">makeover</span></i><span style="font-weight: 400;">’ não poderia ser o mesmo sem as emoções e as discussões que apresenta cada episódio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, como nem tudo são flores, o final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a renovação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram as notícias mais inesperadas para os fãs. É estranho se despedir de uma história tão divertida e aconchegante como é a da </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente há mais de dez anos e conquistando os corações dos admiradores. O cotidiano da família Dunphy-Pritchett-Tucker é absorvido pelo público, que cria um vínculo com todos os personagens. O mesmo não pode ser dito sobre a trama espanhola que, depois de três temporadas, ainda tenta manter a audiência alcançada na primeira. A saída de atores queridos, junto com tentativa de empurrar uma continuação desnecessária, só reforça a ideia de que o fruto dessa reiteração não irá atrair os olhos dos mais aficionados. </span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> <span style="font-weight: 400;">Anne with an E </span><span style="font-weight: 400;">(Netflix) / <strong>2.</strong> Julie and The Phantoms (Netflix) / <strong>3.</strong> Modern Family (ABC) / <strong>4.</strong> Queer Eye (Netflix) / <strong>5.</strong> Elite (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17468" aria-describedby="caption-attachment-17468" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17468 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048.jpg" alt="Cena da série I May Destroy You. A imagem apresenta a personagem Arabella, interpretada pela atriz Michaela Coel. Ela tem a pele negra, cabelos raspados e usa uma fantasia de Halloween da Malévola, com chifres pretos, asas e um top preto de couro. Ela está andando e sua expressão é série. Atrás dela, no lado direito da imagem, em segundo plano e desfocada, está a personagem Terry, interpretada pela atriz Weruche Opia. Ela usa um casaco de pelos brancos e está fantasiada de anjo, com uma auréola na cabeça. Seus cabelos são cacheados e longos e ela segura uma bolsa na mão direita. Ela está seguindo Arabella, também com uma expressão séria. As duas personagens caminham por um corredor que tem todas as paredes decoradas com fotos, painéis e pôsters. A imagem é toda colorida em tons de azul e rosa por conta da iluminação do local onde foi registada." width="2048" height="1124" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1024x562.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-768x422.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1536x843.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tumblr_44098f878f95288f0a532bcd3977ce75_7c5f6bf3_2048-1200x659.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17468" class="wp-caption-text">&#8220;Seu nascimento é meu nascimento, sua morte é minha morte&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p>Não teve para mais ninguém: 2020 foi de Michaela Coel. <em><a href="http://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/">I May Destroy You</a> </em>veio como um rolo compressor, esmagando qualquer outra produção deste ano, e até de outros. A minissérie de Coel não é apenas importantíssima por tratar de assuntos extremamente necessários, como violência sexual, mas é também impecável por sua qualidade exemplar. Ainda que trate de um assunto tão delicado e pesado, Michaela usa de sua genialidade para dissecar todos os estágios de um abuso, sem perder seu talento para a dramédia.</p>
<p>E não para por aí: <em>I May </em>ainda fala sobre irmandade, homossexualidade, relações líquidas, raça, obsessão por redes sociais, liberdade criativa, <em>bullying</em>, vingança, família, poder, capitalismo e até menstruação. Apenas a mente de uma gênia poderia condensar tudo isso em doze episódios autorais de 30 minutos cada, te deixando igualmente ansioso e agoniado por cada próximo segundo. Não há mais espaço para séries que a representatividade seja apenas <em>tokenística</em>, precisamos de mais Michaelas falando o que precisa ser dito, da forma que realmente é.</p>
<p>A vampiresca <em><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/">What We Do In The Shadows</a> </em>também brilhou, se consolidando como uma das melhores produções de comédia que a TV tem a oferecer atualmente. Já a fantasmagórica <em>Ghosts </em>traz um humor britânico delicioso de se assistir, além do elenco talentosíssimo e carismático. <em>Hilda</em> é o desenho mais lindo do mundo, e Grimes assinar o tema da abertura é apenas um dos detalhes geniais do universo de <em>trolls, </em>elfos e magia. E mais uma minissérie para a lista: Luca Guadagnino nos presenteou com a grandiosa <a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><em>We Are Who We Are</em></a>, que através de seus pequenos momentos foi capaz de capturar perfeitamente a juventude. Menção honrosa para <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a>, que dispensa comentários.</p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> I May Destroy You (HBO) / <strong>2. </strong>What We Do In The Shadows (FX) / <strong>3. </strong>Ghosts (BBC One) / <strong>4.</strong> Hilda (Netflix) / <strong>5.</strong> We Are Who We Are (HBO)</p>
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<figure id="attachment_17371" aria-describedby="caption-attachment-17371" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17371 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family.jpg" alt="A imagem é de uma cena da série Modern Family. Nela, podemos ver toda a família Dunphy-Delgado-Tucker-Pritchett sorrindo reunida em uma sala de hospital, em volta de uma cama, onde a personagem Haley está deitada segurando seus filhos gêmeos. Haley, interpretada por Sarah Hyland, é uma jovem branca de cabelos castanhos compridos. Em volta da cama, da esquerda para a direita, estão: Jay, interpretado por Ed O'Neil, que é um homem branco de aparentemente 60 anos, com cabelos grisalhos, óculos e que está vestindo uma blusa preta de mangas compridas; Glória, interpretada por Sofia Vergara, que é uma mulher de traços latinos, cabelos castanhos claros compridos, está vestindo uma blusa preta e abraçando seu filho Joe por trás; Joe, interpretado por Jeremy Maguire, é um menino branco de cabelos castanhos claros curtos, e que está vestindo uma blusa verde de mangas compridas; Manny, interpretado por Rico Rodriguez, é um jovem de traços latinos, cabelo castanho escuro ralo; Phil, interpretado por Ty Burrell, que é um homem branco de cabelos pretos curtos, e veste uma camisa branca com um terno cinza; Alex, interpretada por Ariel Winter, que é uma mulher branca de cabelos pretos compridos, e veste uma blusa preta, ela está fazendo carinho nos gêmeos; Claire, interpretada por Julie Bowen, que é uma mulher branca de cabelos loiros curtos, ela veste uma blusa de mangas compridas na cor vinho e está atrás de Alex; Lily, interpretada por Aubrey Anderson-Emmons, que é uma adolescente de traços asiáticos, ela está atrás de Claire; Luke, interpretado por Nolan Goud, que é um jovem branco de cabelos castanhos claros curtos, ele veste uma blusa preta de mangas compridas e está atrás de Lily; ao lado de Lily, está Cam, interpretado por Eric Stonestreet, que é um homem branco de cabelos grisalhos curtos; ao lado de Claire, está Mitchell, interpretado por Jesse Tyler Ferguson, que é um homem branco de cabelos ruivos curtos, ele veste uma blusa laranja e carrega um ursinho nas mãos; e Dylan, interpretado por Reid Wing, que é um homem branco de cabelos castanhos escuros, ele veste uma roupa azul de enfermeiro e está ao lado de Haley." width="1200" height="632" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/modern_family-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17371" class="wp-caption-text">Modern Family chegou ao fim depois de 11 temporadas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vinícius Santos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil se esquivar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">neste ano de 2020. Assim como também não é surpresa que alguns tenham apresentado um certo carinho e dependência por séries de comédia. E como que ironia do destino, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">parecia saber exatamente o que lançar e quando lançar. No começo da quarentena, por exemplo, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhar a trama de Devi, uma estudante americana e descendente de indianos, enfrentando os vários clichês adolescentes do Ensino Médio, parecia o enredo perfeito para confortar os corações de milhares de almas amedrontadas com o futuro da pandemia. E não é que acertaram? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito longe disso, apostando em adaptações estrangeiras, nessa especial a brasileira, a comédia dramática musical </span><a href="https://personaunesp.com.br/julie-and-the-phantoms-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Julie and the Phantoms</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">provou mais uma vez que Kenny Ortega nunca decepciona. Com uma atuação confortável de Madison Reyes, as melodias cativantes e uma quantidade certa de piadas sobre fantasmas, o programa ganhou meu apreço. Aproveitando a deixa, uma série interessante que acaba de sair do forno, mas que já mostrou ter tudo para dar certo, é a dramática </span><i><span style="font-weight: 400;">O Preço da Perfeição</span></i><span style="font-weight: 400;">. A trama une o melhor dos dois mundos, mistério e balé, e entrega um grande espetáculo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fugir um pouco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, neste ano, a última temporada da comédia americana </span><a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Family</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deu um fim merecido e gracioso aos seus personagens. Para os fãs, é quase uma missão impossível dar adeus para o programa. O seriado, por onze anos, mostrou o crescimento de personagens aos olhos do público e esteve presente na vida de muitos ao redor do mundo. O mesmo aconteceu com </span><i><span style="font-weight: 400;">Will &amp; Grace, </span></i><span style="font-weight: 400;">que, após um </span><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2017, os fãs tiveram que se despedir novamente da série. Infelizmente, em 2020, as duas séries brilharam pela última vez em tela. </span></p>
<p><b>Séries favoritas:</b> <b>1.</b><span style="font-weight: 400;"> Modern Family (ABC) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Will &amp; Grace (NBC) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Julie and the Phantoms (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Preço da Perfeição (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17490" aria-describedby="caption-attachment-17490" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17490 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1.jpg" alt="Cena da série Spin Out. Ao lado esquerdo vemos uma mulher jovem e branca, seu cabelo preto está amarrado. Ela veste uma jaqueta vermelha e esta voltada de frente para um ator. O homem jovem de cabelo curto e loiro, veste uma jaqueta azul. O fundo é desfocado com luzes." width="1170" height="660" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-1024x578.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/spinning-out-1170x660-1-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17490" class="wp-caption-text">Spin Out foi cancelada logo depois da primeira temporada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Luize de Paula</strong></p>
<p>No primeiro dia de 2020, a estreia de <em>Spin Out </em>na <em>Netflix</em> chamou a atenção de muitos quando trouxe a atriz Kaya Scodelario de volta ao mundo das séries, desta vez patinando no gelo. Apesar de ter sido cancelada após seus 10 episódios por baixa audiência, a obra é simples de assistir, e ainda aborda assuntos como a bipolaridade e o racismo, seguindo uma história delicada de patinação no gelo e superação. Essa, também abordada na minissérie <a href="https://personaunesp.com.br/nada-ortodoxa-netflix-critica/"><em>Nada Ortodoxa</em></a>, do mesmo serviço de <em>streaming</em>. &#8216;Maratonável&#8217; em um dia, é outra série que com uma história cativante, apresenta realidades diferentes mas com protagonistas fortes e inspiradoras.</p>
<p>A <em>Netflix</em> ainda conseguiu produzir duas séries que merecem ser mencionadas. A estreia da primeira temporada de <a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><em>Eu Nunca</em></a> e da última de <em>Alexa &amp; Katie</em>. Ambas séries leves, uma abordando a vida de uma adolescente de origem indiana nos Estados Unidos, baseada na juventude da atriz Mindy Kaling, e outra a história de duas melhores amigas passando pelo ensino médio e indo para a faculdade após a superação do câncer de Alexa &#8211; narrado nas primeiras temporadas. As duas valem a pena serem assistidas com um balde de pipoca ao lado.</p>
<p>O cancelamento de uma série muitas vezes não significa que ela era ruim. Um exemplo disso é <em>High Fidelity</em>, que mesmo após receber críticas positivas do público e de especialistas, não foi salva pelo <em>Hulu</em>. Seguindo uma releitura do filme de mesmo nome lançado em 2000 e protagonizado por John Cusack, a série é completa de referências ao longa e não precisa de mais nada além da trilha sonora e da atriz Zoë Kravitz como protagonista. Apesar da mistura do moderno e do <em>old school</em> não ter sido suficiente para brecar o cancelamento da série, a única temporada de <em>High Fidelity</em> foi uma das melhores do ano.</p>
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<p><b>Séries favoritas:  </b><strong>1.</strong> Spin Out (Netflix) / <strong>2.</strong> Nada Ortodoxa (Netflix) / <strong>3.</strong> Eu Nunca (Netflix) / <strong>4.</strong> Alexa &amp; Katie (Netflix) / <strong>5.</strong> High Fidelity (Hulu)</p>
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<figure id="attachment_17415" aria-describedby="caption-attachment-17415" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17415 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd.jpeg" alt="A imagem contém cena da abertura da série, com os personagens principais representados por ilustrações, cada um está em um fundo colorido. Da esquerda para direita estão representados: Jayson num fundo roxo segura um saxofone, ele possui a pele negra, cabelos escuros e veste um moletom cinza. Joey num fundo vermelho veste uma blusa branca e possui cabelo castanho claro. Sidd num fundo azul, é indiano e veste uma blusa verde militar com um agasalho azul. Leila, num fundo rosa, é asiática e veste uma blusa vermelha de gola alta, por último está Dominique num fundo amarelo vestindo, ela possui a pele negra, cabelo em tranças, e veste uma blusa listrada e argolas. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/AAAABa3NIz8SemanJL-_yrfXQ4M5QunYNnWd9ury81_31u1rHMMp1_tYaFFU9Wz0SNXTpr-jjnq5U1EempAvFwWBzl7xg2Jd-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17415" class="wp-caption-text">Além da diversidade de alunos e contextos, a série também apostou na ilustração e nos quadrinhos para ajudar a compor de forma criativa a trama. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p>Em um ano tão conturbado e cheio de incertezas, as obras culturais foram um grande consolo. Indo além das mesmas séries amadas que assisto em um <i>looping</i> infinito, foi difícil ignorar as produções incríveis que foram lançadas dentro e fora do s<i>treaming</i>. Exalando sensibilidade, a minissérie <a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i>Normal People</i></a> não apenas conta uma história de amor que atravessa o tempo e espaço, mas também foi convincente em retratar os problemas e inseguranças do mundo jovem adulto.</p>
<p>Lançada no começo do ano, <i>Into the Night</i> é uma boa pedida para aqueles que curtem uma ficção científica absurda. Um evento solar desastroso, um avião todo lascado e personagens estrangeiros de personalidade forte compõem a receita do sucesso da viciante obra belga. Com uma pitada de <i>Euphoria</i>, <i>Grand Army </i>foge dos padrões clichês das séries adolescentes. Contando cinco histórias paralelas de jovens de uma escola pública de Nova York, a obra conquista justamente por não amenizar nenhum dos temas abordados.</p>
<p>Entre as produções nacionais que têm sido lançadas pela <i>Netflix</i>, <a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i>Bom dia, Verônica</i></a> passa longe de ser apenas mais uma série de suspense criminal, visto que aborda a violência contra a mulher com um roteiro inteligente e um elenco impressionante. Por fim, mas não menos importante, a série russa <i>Cidade dos Mortos</i> explora a pior versão de 2020, combinando uma pandemia mortal de um vírus meio zumbi, com dramas familiares intensos nos arredores de Moscou.</p>
<p><b>Séries favoritas: </b><strong>1.</strong> Normal People (Hulu) / <strong>2.</strong> Grand Army (Netflix) / <strong>3.</strong> Into The Night (Netflix) / <strong>4.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>5.</strong> Cidade dos Mortos (Netflix)</p>
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<figure id="attachment_17412" aria-describedby="caption-attachment-17412" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17412 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana.jpg" alt="Cena da série Arcanjo Renegado. A imagem mostra o personagem Mikhael, interpretado pelo ator Marcelo Mello Jr., na frente de um carro forte arma e vestido com um uniforme do excército. O personagem tem a pele negra clara, cabelos raspados e olha com uma expressão séria e concentrada para fora da imagem, mirando a arma." width="2400" height="1600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Arcanjo-Renagado-Imagem-de-Capa-Gabriel-Gomes-Santana-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17412" class="wp-caption-text">Arcanjo Renegado está disponível no catálogo do Globoplay (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Gomes Santana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero de investigação policial realmente chegou a invadir meu coração em 2020. Por isso, eu não poderia deixar de colocar </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcanjo Renegado</span></i><span style="font-weight: 400;"> em primeiro lugar da lista. Para os fãs de <em>Tropa de Elite</em> que sentem saudades de uma trama que explora os &#8216;podres da corrupção&#8217; e da tão problemática &#8216;política contra as drogas&#8217;, a série protagonizada por Marcelo Mello Jr. é uma excelente pedida.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica </span></i></a><span style="font-weight: 400;">também não pode ficar de fora. A trama busca prender a atenção dos espectadores ao expor assuntos como violência doméstica, estupro, assédio e machismo. Em terceiro lugar, podemos pontuar </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que deu uma verdadeira aula de como reviver franquias de sucesso com as magníficas atuações de William Zabka e Ralph Maccio. Quem ama suspense ficou feliz em contemplar as narrativas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tell Me a Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo adaptações horripilantes dos contos dos irmãos Grimm.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim e não menos importante, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca </span></i></a><span style="font-weight: 400;">fecha a minha lista com chave de ouro. A série adolescente aborda temas como traumas, estereótipos culturais, identidade de gênero e sexualidade de maneira leve. Além disso, ela fornece o alívio cômico necessário que todos precisávamos ter para enfrentar 2020.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> Arcanjo Renegado (Globoplay) / <strong>2.</strong> Bom dia, Verônica (Netflix) / <strong>3.</strong> Cobra Kai (Netflix) / <strong>4.</strong> Tell Me a Story (Amazon Prime Video) / <strong>5.</strong> Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17476" aria-describedby="caption-attachment-17476" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17476 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1.jpg" alt="Cena da série Todas As Mulheres do Mundo. A imagem apresenta a personagem Maria Alice, interpretada pela atriz Sophie Charlotte lendo numa livraria Ela usa um vestido solto rosa claro sem mangas e seus cabelos castanhos estão presos num coque. A personagem está de pé em frente a uma estante e lê um livro. Na frente dela, do outro lado da estante, está Paulo, personagem interpretado pelo ator Emílio Dantas. Ele está encostado na estante, de lado, também lendo. O personagem usa uma camisa cinza escuro e óculos redondos pretos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/todas-as-mulheres-2-1280x720-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17476" class="wp-caption-text">Cena clássica do filme de 1966 reproduzida na série de 2020 Todas as Mulheres do Mundo com os personagens Maria Alice (Sophie Charlotte) e Paulo (Emílio Dantas) (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Letícia Ramalho</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ano pandêmico, assisti séries que me convidaram a reflexão e evitei as que poderiam me deixar tensa e estressada. Entre meus lançamentos preferidos está</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Midnight Gospel</span></i><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> de entrevistas que virou uma animação psicodélica. A série conta com oito episódios, cada um com um tema bom pra conversar em roda, entre eles: drogas, amor, morte, meditação. A série não pretende ser profunda, mas pode despertar interesses. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Próximo Convidado Dispensa Apresentações com David Letterman</span></i><span style="font-weight: 400;">, outra série de conversas e entrevistas, teve sua terceira temporada lançada este ano. Um dos entrevistadores mais conhecidos dos EUA conversa com quatro figuras marcantes, uma em cada episódio. No último, Letterman recebe a cantora Lizzo para uma das entrevistas mais inspiradoras do programa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com relação a produção nacional, a série que mais aguardei foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as Mulheres do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, inspirada no filme de 1966 de Domingos de Oliveira. A versão de 2020 é mais interessante para quem já conhece as obras de Domingos, as todas mulheres do mundo apresentadas na série são figuras e referências não só do filme de 1966, mas de quase todos os outros filmes do autor, uma bela homenagem. Já o final que me fez chorar foi</span> <span style="font-weight: 400;">o de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chicas Del Cable</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">As Telefonistas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para quem acompanhou os 4 anos da série e as paisagens de Madri dos anos 1920, o fim foi emocionante. Um fechamento com muita união, força, luta e amizade feminina que me fez usar batom roxo como o de Lidia. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> As Telefonistas (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> The Midnight Gospel (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Todas as Mulheres do Mundo (Globoplay) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> O Próximo Convidado Dispensa Apresentações com David Letterman (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17358" aria-describedby="caption-attachment-17358" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17358 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_.jpg" alt="Cena da série Inimigo Interno. Ao lado esquerdo da imagem vemos um homem negro. Ele veste terno e calça cinza, camisa azul e gravata vermelha, na cintura tem o distintivo de policia. Ao seu lado direto a um homem branco mais velho, ele é careca, usa óculos. Ele veste calça e terno pretos, camisa branca e gravata vermelha. Ao seu lado direto está uma mulher branca. Ela veste calça e camisa cinza e suas mãos estão entrelaçadas na altura do quadril . Seu cabelo é ruivo na altura dos ombros. Ao seu lado esquerdo há um homem branco. Ele veste calça e terno azul marinho, camisa azul e gravata cinza. Seu cabelo é preto, e na sua cintura tem o distintivo de policial. O fundo da imagem é uma sala cinza" width="1000" height="666" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/mv5bmtk0odu0otaxmf5bml5banbnxkftztgwndezodg0ntm40._v1_-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17358" class="wp-caption-text">Exibida pela NBC em 2019, Inimigo Interno chegou ao Brasil este ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Nicole Saraiva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano atípico que proporcionou a muitos tempo suficiente para colocar suas séries em dia, comigo não poderia ter sido diferente. E foi buscando novidades pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> que eu encontrei </span><i><span style="font-weight: 400;">Inimigo Interno (Enemy Within)</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma série policial com um quê de vida real que me deixou presa em cada episódio. Dinâmica e imprevisível ela te faz duvidar de tudo e te deixa na ponta da cadeira. Assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie da </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">fez seu nome dentre os meus grandes achados deste ano, cativante e intrigante, eu nunca vi uma história tão bem contada em tão pouco tempo e isso ganhou minha atenção. Ambas conquistaram os primeiros lugares da minha lista!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gatunas (Trinkets) </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou ao fim em sua segunda temporada. Eu posso afirmar que o encerramento não decepciona nem um pouco, a série colocou todos os pingos nos </span><i><span style="font-weight: 400;">is </span></i><span style="font-weight: 400;">e me deixou com o coração quentinho ao ver a jornada de Tabitha, Moe e Elodie finalizada com um selo de missão cumprida. Já na </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Alex Rider </span></i><span style="font-weight: 400;">me pegou de surpresa, e que incrível surpresa ver mais uma vez o espião adolescente dos livros ser retratado nas telinhas! A série de suspense entrega uma trilha sonora de tirar o fôlego, uma fotografia impecável, cenários lindos e grandes atuações, não podia ficar de fora das minhas preferidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E fecho a minha lista com um dos lançamentos mais esperados de todos: </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay </span></i><span style="font-weight: 400;">no melhor momento possível! O </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação Viva a Diferença (2017) </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Tina, Lica, Benê, Ellen e Keyla 5 anos após o fim da novelinha. Com temas mais adultos, muitas provocações e cenas bem mais explícitas, a série de Cao Hamburguer veio para acabar com o estigma de que </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação </span></i><span style="font-weight: 400;">só entretém o público mais jovem. Além de quebrar muitos tabus da própria emissora e isso só fez com que eu me apaixonasse de novo por essa história. Aqui vai um </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler</span></i><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> em breve você poderá ler a crítica dessa série comigo aqui no Persona, então se prepare!</span></p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> Inimigo Interno (NBC) / <strong>2.</strong> Little Fires Everywhere (Hulu) / <strong>3.</strong> Gatunas (Netflix) / <strong>4.</strong> Alex Rider (Amazon Prime Video) / <strong>5.</strong> As Five (Globoplay)</p>
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<figure id="attachment_17493" aria-describedby="caption-attachment-17493" style="width: 850px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17493 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020.jpg" alt="Cena da série High Fidelity. Ao lado esquerdo vemos uma mulher jovem e negra. Ela veste colete verde e jaqueta preta. Seu cabelo está com tranças e suas mãos estão apoiadas em caixas de discos. Ao centro da imagem vemos um homem branco sentado numa caixa de discos. Ele tem barba e cabelo cacheado. Veste camiseta preta e calça marrom. Há um relógio em seu braço esquerdo. No seu lado direto há uma mulher negra, ela tem cabelo liso na altura dos ombros. Veste regata preta e calça vermelha. Ao fundo é possível ver vários discos de vinil espalhados pela parede." width="850" height="510" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020.jpg 850w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020-300x180.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/high-fidelity-persona-2020-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17493" class="wp-caption-text">High Fidelity foi cancelada prematuramente pelo Hulu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faz tempo que seriados já não são considerados apenas entretenimento e escapismo. Mas, nossa, como precisamos desses elementos em 2020. Acabei encontrando, sim, conforto nas produções para a TV, mas não fugindo da realidade. E sim me aproximando de sentimentos humanos, algo que perdemos quando nossos afetos se reservaram ao campo virtual. E quer experiência mais visceral e humana que </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-may-destroy-you-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? A obra-prima de Michaela Coel é um testemunho do quão certeiro, triste e engraçado o texto para televisão pode ser. Foi ao ar pela </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, canal responsável pela maioria dos <em>shows</em> que me conquistaram este ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, outro trunfo da emissora, senti o sabor agridoce e gostoso do litoral italiano e das descobertas da adolescência, como nunca vistas antes. Uma velha queridinha, </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Insecure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também me arrebatou em sua quarta (e hilária) temporada, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lovecraft Country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nas mãos de Misha Green, levou o terror social a novos níveis. Mudando de canal, </span><i><span style="font-weight: 400;">High Fidelity</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">protagonizada pela musa Zoë Kravitz &#8211; é um dos tesouros escondidos do ano. Mas seu cancelamento precoce, em agosto, nos lembra do período áspero e difícil que foi 2020. Tenho esperanças de renovação, vacinas e mais séries incríveis para o novo ano. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1. </b><span style="font-weight: 400;">I May Destroy You (HBO) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Insecure (HBO) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> We Are Who We Are (HBO) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">High Fidelity (Hulu) /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Lovecraft Country (HBO)</span></p>
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<figure id="attachment_17395" aria-describedby="caption-attachment-17395" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17395 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1.jpg" alt="Cena do desenho Steven Universe. A imagem mostra 7 personagens da série que estão de frente, e a câmera está um pouco para baixo. Elas estão de olhos fechados e sorrindo. Ao fundo, há um céu azul com nuvens. As personagens estão em cima de uma plataforma azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/steven-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17395" class="wp-caption-text">Steven Universo Futuro terminou de ser exibida em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Fellipe Gualberto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda um pouco desprevenido com o início da pandemia (como todos estavam no começo do ano), fui pego de surpresa pelo final de </span><i><span style="font-weight: 400;">Steven Universo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em sua nova série limitada, chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">Steven Universo Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rebecca Sugar trouxe uma rápida visão sobre a adolescência de Steven, concluiu o arco de alguns personagens e emocionou os fãs com um final pautado em saúde mental. Toda a temporada teve um clima póstumo, o que não significa que não houve diversão e gratidão por parte dos fãs a todos os momentos vividos nessa série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto são as produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, posso citar duas que me chamaram a atenção esse ano. A primeira é </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, continuação indireta de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Residência Hil</span></i><span style="font-weight: 400;">l, a série seguiu a linha de trazer um terror mais reflexivo e com menos </span><i><span style="font-weight: 400;">jump scares</span></i><span style="font-weight: 400;">. A história de um cozinheiro que se apaixona por uma fantasma nos encheu de ternura. Todos os medos e monstros da produção podem ser entendidos como metáforas para situações da vida real, como famílias desestruturadas e problemas em relacionamentos amorosos. A segunda é </span><a href="https://personaunesp.com.br/ratched-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ratched</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, inspirada no universo do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Estranho no Ninho</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trama conta a história da enfermeira Ratched, com uma estética atraente e a atuação consagrada de Sarah Paulson, os episódios tem um humor suave que quase passa despercebido mas, ainda assim, arranca risos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra animação que vale a pena assistir é </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom</span></i><span style="font-weight: 400;">. O anime explora uma sociedade formada por animais, com embates entre carnívoros e herbívoros, e teve coragem de ter uma trama mais adulta e com imagens mais explícitas, indo onde outras produções do gênero, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Zootopia</span></i><span style="font-weight: 400;">, não tiveram coragem. No final do ano, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">deu aos fãs de desenhos um presente de natal: a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hilda</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conseguiu ser tão prazerosa de se assistir quando a primeira. A mitologia nórdica é tratada de maneira delicada, os cenários são deslumbrantes e o traço fluído torna a obra deliciosa de se assistir, sendo muito cativante com seus episódios muito bem encadeados.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Steven Universo Futuro (Cartoon Network) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Hilda (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Ratched (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Beastars &#8211; O Lobo Bom (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17392" aria-describedby="caption-attachment-17392" style="width: 1620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17392 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, podemos observar vários personagens da série sentados lado a lado num auditório em perspectiva. O primeiro deles, posicionado do lado esquerdo da imagem, é o personagem Eric, interpretado pelo ator Ncuti Gatwa. Ele tem a pele negra, cabelos raspados e usa uma blusa colorida e com uma expressão surpresa, escondendo os lábios. Do lado direito dele, está Otis, interpretado pelo ator Asa Butterfield. Ele é branco, seus olhos são azuis e os cabelos num tom de castanho escuro. Ele usa uma camiseta listrada branca e amarela e também tem uma expressão surpresa, mista de curiosidade e constrangimento. Do lado de Otis está Ola, interpretada pela atriz Patricia Allison. Ela tem a pele negra e seus cabelos crespos e castanhos são raspados na lateral e médios na parte de cima, formando um topete. Ela conserva a mesma expressão de curiosidade, constrangimento e riso, e usa uma jaqueta verde escura. Ao lado dela, no lado direito da imagem, está a personagem Lily, interpretada por Tanya Reynolds. Ela é branca, seus cabelos castanhos estão presos e ela usa uma blusa amarela embaixo de uma camiseta laranja. Sua expressão também é de curiosidade." width="1620" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5.jpg 1620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Imagem-Top-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17392" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Sex Education foi lançada em janeiro de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Marcílio</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 foi um ano complicado e isso ninguém pode negar. Entretanto, tivemos diversas surpresas nas produções audiovisuais ao redor do mundo. Hoje, presos em casa, as séries são nosso momento de alívio e pausa. Pensando nisso, resolvi formar meu top 5 com as produções que foram além de um simples momento na frente da televisão. É preciso mais do que uma boa história. </span><span style="font-weight: 400;">Entre romances, jovens e um pingo de história, as escolhidas trouxeram tudo o que faltava na vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pela segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;">, várias reviravoltas embalaram essa nova fase. Os personagens que antes eram meros adolescentes, agora estão tendo de lidar com as responsabilidades de amadurecer. Ainda nessa temática, </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-am-not-okay-with-this-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I Am Not Okay With This</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma boa receita: juventude, descoberta e superpoderes. Não, isso não foi um erro de digitação. Superpoderes. Confesso que, de primeira, fiquei insegura com essa temática, já que poderia dar muito errado. Mas deu certo, e é uma das séries mais interessantes desta lista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um gênero completamente diferente,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi uma das melhores descobertas deste ano. Comecei com medo e terminei chorando &#8211; o verdadeiro significado de ‘essa série virou um enterro’. Amei o rumo que o roteiro decidiu tomar e a profundidade da história, foi uma grande surpresa. Além disso, a fotografia e as atuações são de tirar o fôlego. Com muita representatividade, diálogos sagazes e personagens apaixonantes essas produções me fizeram refletir, enquanto ria de um roteiro fluído. Algumas são obrigatórias para sair de 2020 com o pé direito, sem deixar que a realidade nos consuma por completo. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Sex Education (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> A Maldição da Mansão Bly (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> I Am Not Okay With This (Netflix) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">The Great (Hulu) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Little Fires Everywhere (Hulu)</span></p>
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<figure id="attachment_17457" aria-describedby="caption-attachment-17457" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17457 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127.jpg" alt="Cena dos bastidores da série The Good Place. O elenco principal está se abraçando ao redor do ator Ted Danson, que interpreta o personagem Michael na série. Ele está ao centro, usando um terno azul escuro vivo sob uma camisa branca e uma gravata borboleta azul clara de bolinhas brancas. Ele é branco, seus cabelos curtos são num tom claro de cinza, quase branco, e ele usa um óculos redondo preto. Do lado esquerdo da imagem, o primeiro personagem é Jason, vivido pelo ator Manny Jacinto. Ele é asiático, seus cabelos castanhos são curtos e ele usa uma jaqueta azul e vermelha. Ao lado dele está a atriz Jammela Jamil, que interpreta a personagem Tahani. Sua pele é negra clara e ela tem longos cabelos ondulados num tom de castanho escuro e usa uma franja sob a testa. Ela usa um vestido florido roxo que aparece pouco por conta de seu cabelo comprido e dos braços de seus colegas. Do lado direito do ator Ted Danson está a atriz D'Arcy Carden. que interpreta a personagem Janet na série. Ela usa o figurino típico de sua personagem, uma camisa florida de fundo branco com flores azuis e um colete roxo. Sua pele é branca e seus cabelos castanhos tem um comprimento médio e estão ondulados. Ao lado direito dela, está o ator William Jackson Harper, que interpreta o Chidi na série. Ele tem a pele negra, cabelos curtos e pretos. Ele usa uma camisa azul escura com bolinhas brancas e um óculos quadrado de armações grossas e pretas. Do lado direito dele, por fim, está a atriz Kristen Bell, que interpreta a protagonista da série, Eleanor. Ela é branca, seus cabelos são médios, lisos e loiros. Ela usa uma blusa de moletom rosa pink. Todos estão de olhos fechados e abraçando uns aos outros, fotografados de frente e da cintura para cima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/4637127-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17457" class="wp-caption-text">Os episódios finais de The Good Place foram exibidos em 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Pedro Gabriel</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fazer uma recapitulação de tudo o que eu assisti nesse ano, percebi que diferentes momentos me fizeram apreciar diferentes produtos. Me entreguei no fim da esnobada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que teve um final digno: os caminhos que a série estava tomando não poderiam ser encerrados de uma forma melhor. Tudo tem sua hora de acabar, caso contrário, acaba se perdendo em sua grandiosidade. Ainda nas grandiosidades de início de ano, não poderia esquecer de uma das melhores séries de </span><i><span style="font-weight: 400;">high school</span></i><span style="font-weight: 400;"> da atualidade. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve sua segunda temporada, e abordou os temas da primeira de forma muito mais assertiva. Ela extraiu o melhor do seu elenco de peso, mostrou o adolescente como jovem que não entende tudo da vida, e emocionou com sua empatia em assuntos tão pesados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que a comédia tenha sido a principal fonte de entretenimento durante o ano, as histórias fantásticas e surreais me prenderam muito. Entre elas, está </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que voltou para um segundo ano muito melhor que o primeiro. Com um ritmo mais frenético, personagens marcantes, e muitas explosões de cabeças, a série proporcionou diferentes reações, e instigou seus telespectadores durante sua exibição. Vale ressaltar que foi um grande acerto a exibição semanal dos episódios. Além disso, a produção acerta em entregar os paralelos do mundo real, mostrando as atitudes absurdas que as pessoas tomam, e a hipocrisia de marcas e famosos ao engajarem em causas por conta do dinheiro, ou pelo poder. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas séries que me emocionaram durante o ano: primeiro foi a biografia da </span><a href="https://personaunesp.com.br/hebe-minisserie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hebe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mesmo com todos os problemas, ainda mostrou o poder do audiovisual brasileiro. Andrea Beltrão, magnífica como a Rainha da TV brasileira, entregou uma performance surpreendente, junto com uma narrativa que aprofunda em muitos momentos fora da tela. A outra, foi a delicadeza na construção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Victor</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção veio para fazer um contraponto com os fatos ocorridos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Love, Simon</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo profundo e avassalador, tinha sido criticado por ser muito utópico na vida de muitos jovens. A série mostra desde o início que Victor também acha isso, e traz um retrato mais real desse processo de aceitação, e os dramas que ele traz para a pessoa em si e para as que o rodeiam. </span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Good Place (NBC) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">Sex Education (Netflix) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Hebe (Globoplay) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Love, Victor (Hulu)</span></p>
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<figure id="attachment_17487" aria-describedby="caption-attachment-17487" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17487 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove.jpg" alt="Cena dos bastidores da série Nasce uma Rainha. Ao lado esquerdo está a drag queen Alexia Twister. Ela usa uma peruca loira lisa na altura dos ombros e franja. Ela usa brinco de argola amarelo. Sua roupa e sua maquiagem também são amarelas. No lado direito vemos a Drag Queen Glória Groove. Sua peruca é amarela e cacheada. Sua maquiagem também é amarela. Sua roupa é branca com manchas amarelas, azuis e vermelhas. Ela usa luvas brancas." width="1000" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/nasce-uma-rainha-draglicious-netflix-alexia-twister-gloria-groove-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17487" class="wp-caption-text">Alexia Twister e Glória Groove, as apresentadoras da série Nasce Uma Rainha, apresentam looks icônicos a temporada toda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Eduarda Motta</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das limitações impostas pela pandemia do novo coronavírus às gravações de filmes e séries, houveram grandes lançamentos este ano, inclusive dentre as produções nacionais. A respeito das séries, podemos destacar </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bom dia, Verônica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nasce Uma Rainha</span></i><span style="font-weight: 400;">, ambas disponíveis na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. O destaque merecido vem pela representatividade que elas carregam: a primeira de forma a transbordar intensidade trazendo à tona o feminicídio com toda a seriedade necessária. Já o programa protagonizado por Gloria Groove e Alexia Twister é responsável por trazer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> o merecido destaque à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira e mais, auxilia </span><i><span style="font-weight: 400;">drags</span></i><span style="font-weight: 400;"> iniciantes a se profissionalizarem com um bom toque de intimidade, para além do </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente, as séries que mais tiveram destaque, na minha opinião, foram </span><i><span style="font-weight: 400;">Supernatural</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelo lançamento de sua última temporada. Junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i><span style="font-weight: 400;">, que está na quarta parte da trama, e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que chegou em sua segunda temporada. Com um clima completamente diferente dos primeiros anos, a </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Supernatural </span></i><span style="font-weight: 400;">veio com cenas intimistas entre os protagonistas e com a atmosfera mais pesada do que nunca. Pois, além de terem que, mais uma vez, tentar impedir o fim do mundo, os irmãos Winchester têm que lidar com a possibilidade de um matar o outro no final, o que eleva a tensão e o medo do futuro para eles e para os fãs, pois o desfecho nunca foi tão imprevisível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a quarta parte da série dos criminosos,</span><i><span style="font-weight: 400;"> La Casa de Papel,</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa a desejar em relação à sua primeira temporada, porém ainda merece destaque por mostrar ação em conjunto com um plano de roubo tão inteligente quanto o que deu início à trama. Além disso, houve um melhor desenvolvimento da personalidade de um dos personagens mais queridos pelo público &#8211; o complexo Berlim. Agora, o maior amadurecimento de enredo vai para </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em sua segunda temporada, as jornadas dos personagens, bem como seu desenvolvimento, está em primeiro plano, porém sem que as sátiras características da série fossem esquecidas. Isso mostra que a trama pode ir além do deboche sobre a cultura dos heróis e se aprofundar numa história mais rica e envolvente.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> Nasce Uma Rainha (Netflix) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Bom dia, Verônica (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Supernatural (The CW) /</span><b> 4.</b><span style="font-weight: 400;"> La Casa de Papel (Netflix) / </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> The Boys (Amazon Prime Video)</span></p>
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<figure id="attachment_17514" aria-describedby="caption-attachment-17514" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597.jpg" alt="Cena da série O Preço da Perfeição da Netflix. A imagem é de um estúdio de balé com piso de madeira e iluminação natural. Há 9 meninas que formam um triângulo como estão posicionadas. Elas estão vestidas com roupas pretas idênticas com coque nos cabelos. Na fotografia também há um homem branco, jovem com barba e bigode. O homem usa camiseta cinza e calça preta." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/5912597-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17514" class="wp-caption-text">A série O Preço da Perfeição trata da situação de uma escola de balé após um trágico acidente com uma das alunas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Ana Beatriz Rodrigues</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o mundo acabava, e não passava nenhum <em>reality show</em> na TV para me alienar, precisei recorrer a séries e filmes para não surtar ainda mais. Por mais que tenham sido entregues várias novas oportunidades neste ano, minhas apostas para o entretenimento focaram em produções já iniciadas, e <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a> ocupou meu coração, me fazendo viciar na comédia e sair um pouco dessa realidade. Mas o primeiro lugar do meu pódio foi ocupada pela grandíssima, e esnobada, </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. A série que mistura comédia e filosofia, teve sua finalização este ano, e me fez ter mais vontade ainda de embarcar para um Bom Lugar no meio desse caos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, o segundo ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">T<em>he Umbrella Academy</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> foi ainda mais emocionante do que esperava. A história dos Hargreeves  nessa temporada me fez roer as unhas e chorar pela história e para a <em>Netflix</em>, implorando por uma terceira parte. Embora tenha sido lançada há poucos dias, <em>O Preço da Perfeição</em> estreou na <em>Netflix</em> trazendo uma versão de <em>Elite</em> numa escola de Balé. Essa série com certeza foi uma das melhores produções deste ano, trazendo drama, suspense e a realidade obscura do mundo da dança com coreografias e uma história de tirar o fôlego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção que não poderia faltar no meu <em>ranking</em> é a segunda temporada de </span><em><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></em><span style="font-weight: 400;">, que, mais uma vez, surpreendeu e conquistou pontos com seu público. Agora, com os adolescentes amadurecendo, os assuntos tratados continuam sendo representados de forma sensata e responsável. O último lugar foi contemplado com a minha maior surpresa de 2020: a série </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O meu ano foi recheado de comédias e a história de Devi não poderia ficar de fora dessa lista.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> The Good Place (NBC) / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> The Umbrella Academy (Netflix) / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> O Preço da Perfeição (Netflix) / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Sex Education (Netflix)/  </span><b>5.</b><span style="font-weight: 400;"> Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17449" aria-describedby="caption-attachment-17449" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17449 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987.jpg" alt="Cena da série Bridgerton. Phoebe Dynevor, à esquerda, uma mulher branca de 25 anos está de vestido azul. Seu cabelo é castanho e comprido, e ela usa luvas até depois dos cotovelos. A sua frente, está Regé-Jean Page, um homem negro de trinta anos. Ele usa um paletó preto e possui cabelo curto preot. Ele tem barba rala e bigode. Os dois se encaram, de perfil." width="1280" height="705" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-300x165.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-1024x564.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bridgerton-101-unit-01798r3-1608753629987-1200x661.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17449" class="wp-caption-text">Julie Andrews é quem narra a série Bridgerton como Lady Whistledown, e não seria por menos&#8230; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Caroline Campos</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada como maratonar por dois dias seguidos um seriado delicioso enquanto o mundo acaba. Controle preparado, cobertor em mãos e chocolate no colo: hora de fugir de 2020. E assim seguimos desde março, sendo bombardeados pelos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um clássico esquema de oferta e procura. No meio disso tudo, é quase impossível montar um </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking </span></i><span style="font-weight: 400;">com os melhores produtos que nos foram apresentados, que transita de vampiros tapados até uma versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> da aristocracia britânica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha primeira colocada foi um amor espontâneo e inesperado. Quem diria que, para uma leiga como eu, o xadrez pudesse ser tão atrativo. Beth Harmon roubou meu coração, e a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-gambito-da-rainha-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi o maior sucesso do ano &#8211; alguém mandaria um buquê de rosas para Anya Taylor-Joy por mim? Acompanhar a vida desequilibrada da enxadrista prodígio foi uma aventura angustiante, seja pelas vitórias ultra comemoradas ou pelas recaídas assustadoras. E não podemos negar que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">nos encheu de obras interessantes (tanto quanto genéricas). A vida de Devi, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi a melhor comédia-que-pode-facilmente-te-levar-a-lágrimas do meu </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;">. A jovem e talentosa Maitreyi Ramakrishnan, acompanhada do elenco diverso, transformaram a série em um fenômeno, e sigo ansiosa para a continuação da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, como se não fosse suficiente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrou no catálogo do serviço no dia de Natal. Que presente, meus amigos, que é acompanhar uma temporada inteira das idas e vindas entre Daphne Bridgerton e o Duque de Hastings. O casal possui uma química palpável por todos os oito episódios, e o resto dos personagens, a nobreza britânica do séc. XIX, são um <em>show</em> à parte. Bem, se eu pudesse me alongar, vocês não sairiam daqui tão cedo&#8230; Migrando para a plataforma ao lado, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deu um segundo ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> caótico, quase beirando a perfeição. Capitão Pátria ganha cada vez mais camadas com o passar do tempo, como uma grande cebola psicótica. Rainha Maeve continua incrível. Eu amo a Kimiko. Essas são as informações necessárias. Próxima. Por fim, mas não em última colocada, </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do In The Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a minha cota de saudades-de-</span><i><span style="font-weight: 400;">The</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;">Office</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os vampiros da </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">são excepcionalmente burros, curiosamente charmosos e extremamente hilários. Também na sua segunda temporada, os episódios de 20 minutos são deliciosos de assistir, e eu não me cansarei tão cedo.</span></p>
<p><b>Séries favoritas: 1.</b><span style="font-weight: 400;"> O Gambito da Rainha (Netflix) / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">The Boys (Amazon Prime Video) / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">What We Do In The Shadows (FX) / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Bridgerton (Netflix) / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca (Netflix)</span></p>
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<figure id="attachment_17454" aria-describedby="caption-attachment-17454" style="width: 1253px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17454 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3.jpeg" alt="Cena da série Dark. Do lado enquerdo há um rapaz branco de cabelo liso na altura das orelhas e loira. Ele veste jaqueta preta. Ele está abraçado com uma mulher branca de cabelo preto e franja. Ela veste jaqueta amarela e está com as mãos no pescoço dele. O fundo é uma floresta desfocada." width="1253" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3.jpeg 1253w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-300x162.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-1024x552.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-768x414.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/poltrona-dark_netflix_temporada-3-1200x646.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17454" class="wp-caption-text">Há quem fale o contrário, mas Dark deu uma aula sobre como encerrar uma série de forma digna e no tempo certo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p>Como se pode notar pelos comentários acima, as séries foram um dos melhores refúgios para a realidade assombrosa de 2020. Em minha busca incansável pelos <em>streamings,</em> resgatei diversas comédias, como <em>The Office </em>e <em>Community,</em> que serviram como um abraço caloroso ao final de dias exaustivos. E dei continuidade a colegas do passado: <a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-2a-temporada-critica/"><em>The Umbrella Academy </em></a>e <em>Sex Education </em>lançaram segundas temporadas mais que surpreendentes, enquanto <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/">The Good Place</a> </em>e <a href="https://personaunesp.com.br/modern-family-final-critica/"><em>Modern Family</em></a> encerraram sua jornada de forma comovente, e já estão deixando saudades.</p>
<p>Mas 2020 também foi um momento de me desbravar por outros gêneros, como o da ficção científica, e nele encontrei <em><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/">Dark</a>.</em> Com certeza, foi uma de minhas maratonas mais emocionantes, algo muito coerente para uma trama que nos faz aventurar junto com os seus personagens. As minisséries foram uma ótima alternativa para aproveitar conteúdos densos de forma mais rápida. <a href="https://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><em>Mrs. America</em></a> é uma das maiores produções deste ano, com uma narrativa atemporal e extremamente necessária. E <em><a href="https://personaunesp.com.br/i-know-this-much-is-true-critica/">I Know This Much Is True</a> </em>segue a mesma linha, ambas mais que merecedoras de terem ganhado seus<em> Emmys</em> de atuação.</p>
<p>Não poderia faltar mencionar a grandiosa <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/">The Boys</a>,</em> que entregou uma segunda temporada superior à sua primeira (uma tarefa não muito fácil). Os personagens caricatos e as analogias diretas à nossa realidade formaram o verdadeiro <em>rir para não chorar.</em> E, falando em realidade, deixo aqui uma série que diz muito sobre o cotidiano das mulheres no Brasil, e talvez a melhor produção nacional da <em>Netflix </em>até hoje: <em><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/">Bom dia, Verônica</a>. </em>Por fim, coloco no meu pódio não as séries que me trouxeram alegria para os dias difíceis, e sim, as que foram um soco no estômago mais que necessário. E que, talvez, se todos assistissem à essas produções e refletissem um pouco, 2021 poderia ser um ano bem melhor.</p>
<p><strong>Séries favoritas: 1.</strong> I Know This Much Is True (HBO) / <strong>2. </strong>Mrs. America (FX) /<strong> 3. </strong>Dark (Netflix) / <strong>4.</strong> The Boys (Amazon Prime Video) / <strong>5. </strong>Bom dia, Verônica (Netflix)</p>
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		<title>15 anos de Confessions: o lar que Madonna construiu</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2020 19:16:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leonardo Teixeira Uma sirene corta a noite, enquanto carros buzinam no que parece ser uma rua movimentada. Mas não é só o ruído urbano que se ouve. Vem vindo um compasso, seco e sintetizado, que se aproxima aos poucos. Logo, a cidade é engolida pela batida eletrônica. Estamos na pista de dança. É assim que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/confessions-on-a-dance-floor-15-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de Confessions: o lar que Madonna construiu"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16697" aria-describedby="caption-attachment-16697" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16697 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/17e19c96dc0c7cbb22db5fc742bd1c39.png" alt="Capa do álbum Confessions on a Dance Floor, de Madonna. A cantora é uma mulher branca e usa um vestido curto rosa. Ela está no centro da imagem, de costas, com os joelhos e a mão direita apoiada no chão. A mão esquerda no ar apontada para a esquerda. A cantora olha para cima. Foi adicionado um fundo preto com bolinhas coloridas, o texto &quot;MADONNA&quot; em rosa e azul. O desenho de um globo de espelhos substitui a letra O da palavra MADONNA. Abaixo, foi adicionado &quot;Confessions on a Dance Floor&quot; em letra cursiva." width="770" height="770" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/17e19c96dc0c7cbb22db5fc742bd1c39.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/17e19c96dc0c7cbb22db5fc742bd1c39-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/17e19c96dc0c7cbb22db5fc742bd1c39-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/17e19c96dc0c7cbb22db5fc742bd1c39-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16697" class="wp-caption-text">Capa do álbum (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma sirene corta a noite, enquanto carros buzinam no que parece ser uma rua movimentada. Mas não é só o ruído urbano que se ouve. Vem vindo um compasso, seco e sintetizado, que se aproxima aos poucos. Logo, a cidade é engolida pela batida eletrônica. Estamos na pista de dança. É assim que é introduzida </span><i><span style="font-weight: 400;">I Love New York</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa 5 do décimo disco de estúdio de Madonna, </span><i><span style="font-weight: 400;">Confessions on a Dance Floor (2005)</span></i><span style="font-weight: 400;">. A música homenageia não só a cidade que acolheu a aspirante a dançarina, quando ali ela desembarcou &#8211; com apenas 35 dólares no bolso, reza a lenda -, mas também o tipo de estado de espírito noturno e eufórico que resiste nas ruas e explode sob a luz de estrobo. </span></p>
<p><span id="more-16690"></span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;"> nasceu na pista. A boate <em>Danceteria</em>, onde ela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ttJBJTcnroc"><span style="font-weight: 400;">se lançou como cantora solo</span></a><span style="font-weight: 400;">, era um </span><a href="https://www.vice.com/en/article/vvjawa/it-was-a-beautiful-thing-danceteria-and-the-birth-of-madonna"><span style="font-weight: 400;">palácio</span></a><span style="font-weight: 400;"><em> underground</em> no início dos anos 80, em Nova York. Lá, sob o globo de espelhos, ela dançava noite adentro ao som de <em>disco</em>, <em>hip-hop</em>, ritmos latinos e mais uma mistureba de estilos, numa bolha de arte e diversidade que inspiraria toda sua carreira. A noite como esse lugar seguro, de autoafirmação, é ponto de partida do disco, que completa hoje 15 anos na cena. </span></p>
<figure id="attachment_16692" aria-describedby="caption-attachment-16692" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16692 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-2-854x1024.jpg" alt="Foto em estilo Polaroid, com bordas brancas. Na parte da imagem, há a cantora Madonna quando ainda jovem adulta. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros, e usa um laço preto na cabeça. Ela bebe uma taça de vinho, com um cigarro entre os dedos e está olhando para a câmera." width="840" height="1007" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-2-854x1024.jpg 854w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-2-250x300.jpg 250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-2-768x921.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-2.jpg 948w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16692" class="wp-caption-text">Madonna em noite de pistinha. Boate Danceteria, 1983 (Foto: Maripol)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo de cara, fica claro que o álbum foi pensado como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=247wTOmO7MU"><span style="font-weight: 400;">um <em>set</em> de <em>DJ</em></span></a><span style="font-weight: 400;">, pelo desembocar em cascata das faixas umas sobre as outras. E que forma melhor de abrir a pista do que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hung Up</span></i><span style="font-weight: 400;">? Seu conceito nasceu de um projeto de Madonna com o diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YUtvUFsPA6Y"><span style="font-weight: 400;">Luc Besson</span></a><span style="font-weight: 400;">, que pedia um som que lembrasse “<em>ABBA on drugs</em>”. O roteiro foi engavetado, mas a música era boa demais para ser descartada. Stuart Price, jovem produtor que a cantora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ibymvKM6Aho"><span style="font-weight: 400;">já conhecia</span></a><span style="font-weight: 400;">, ficou encarregado da produção, que é construída sobre uma base de </span><span style="font-weight: 400;">sintetizador,</span><span style="font-weight: 400;"> brilhantemente sampleada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)</span></i><span style="font-weight: 400;">, do grupo sueco ABBA. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Price, que assina com dona Ciccone grande parte do <em>LP</em>, alterou o tom, picotou e brincou com o trecho, incluindo também uma linha de baixo que trouxe a faixa para o século XXI. Nascia ali uma das pérolas da carreira tetragenária de Madonna.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madonna - Hung Up (Official Video) [HD]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/EDwb9jOVRtU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com direito a </span><i><span style="font-weight: 400;">collant</span></i><span style="font-weight: 400;"> cor-de-rosa, cabelo à Farrah Fawcett e rádio </span><i><span style="font-weight: 400;">boombox</span></i><span style="font-weight: 400;"> no ombro, a canção talvez seja a maior referência direta à discoteca setentista do registro. Outro destaque, a hipnotizante </span><i><span style="font-weight: 400;">Future Lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">, reaproveita um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Nm-ISatLDG0"><span style="font-weight: 400;">clássico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Donna Summer (ou </span><a href="https://www.theguardian.com/music/musicblog/2012/may/18/donna-summer-i-feel-love"><span style="font-weight: 400;">a melhor canção <em>pop</em></span></a><span style="font-weight: 400;"> já feita), mas o olhar  aqui é futurístico. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não controlados pelo tempo/Amantes do futuro brilham/Pela eternidade/Num mundo livre</span></i><span style="font-weight: 400;">”, Madonna idealiza, evocando a mesmo sentimento utópico de comunidade e inclusão que nomes como a própria Summer, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VyAHULpMXKQ"><span style="font-weight: 400;">Sylvester</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lrle0x_DHBM"><span style="font-weight: 400;">Earth, Wind &amp; Fire</span></a><span style="font-weight: 400;"> proporcionaram a toda uma geração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue, bebendo muito mais da ebulição libertadora dessa era, do que o som propriamente dito. Na verdade, o que mais parece orientar a sonoridade do registro são os movimentos pós-disco, como a </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FYH8DsU2WCk"><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_16693" aria-describedby="caption-attachment-16693" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16693 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-scaled.jpg" alt="A foto mostra apenas a cabeça e o torso da cantora Madonna. Ela está apoiada de bruços, e está sendo iluminada por flashes de luz rosa, amarelo claro e azul. Ela não está olhando para a câmera." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/madonna-persona-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16693" class="wp-caption-text">Assinadas por Steven Klein, as fotos oficiais confundem a pista com sonho (Foto: Steven Klein)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Get Together</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, remonta a trabalhos da dupla de <em>DJs </em></span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CqZgd6-xQl8"><span style="font-weight: 400;">Daft Punk</span></a><span style="font-weight: 400;">. A vibração aqui ganha aura ritualística, quase religiosa. Como uma bíblia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Confessions </span></i><span style="font-weight: 400;">está aberto a diversas interpretações, e a faixa exemplifica isso com brilhantismo. A letra pode ser sobre um amor profundo, uma paixão que perece ao amanhecer, solidão ou tudo junto. É essa a graça da pista de dança. Entre os corpos em movimento, não cabem longos diálogos, fica difícil da gente se ouvir. Confissões flutuam no ar, num universo em que certezas nem são necessárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem só de escapismo é feita a noite. A Rainha nos lembra que espaços como a <em>Danceteria</em> eram, principalmente para pessoas LGBTQIA+ e não-brancas, os únicos onde se podia viver plenamente seus conflitos emocionais e afetivos. Então chorar as pitangas faz parte da experiência também. Triste e elegantérrima, </span><i><span style="font-weight: 400;">Forbidden Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> questiona as barreiras invisíveis que nos impedem de amar alguém em força total.  A versão da faixa para a turnê mundial do disco &#8211; que merece um texto por si só &#8211; vai mais fundo, iniciando um conversa pesada e necessária sobre o conflito israelo-palestino. É de arrepiar.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madonna - Forbidden Love [Confessions Tour]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ogCbtabiU_c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro momento de confissão, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rx0mYN32Kps"><i><span style="font-weight: 400;">Jump</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> relembra a chegada de Madonna em Nova York em 1978, e sua procura por independência. “<em>Eu consigo sozinha, minhas irmãs e eu</em>”, ela repete sob camadas e camadas de sintetizadores, reforçando a importância da família que a gente escolhe nesse processo de crescimento. A vastidão eletrônica faz referência a trabalhos de outra dupla, os </span><a href="https://personaunesp.com.br/pet-shop-boys-resenha/"><span style="font-weight: 400;">Pet Shop Boys</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em abril de 2006, a cantora foi uma das </span><i><span style="font-weight: 400;">headliners</span></i><span style="font-weight: 400;"> da sétima edição do </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jjwilAja7Lc"><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Mas a surpresa é que, apesar de ser o principal nome da edição, ela não ocupou o palco principal do evento. Seu <em>show</em> aconteceu na tenda eletrônica, que quase veio abaixo com os primeiros tic tacs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hung Up</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por sua vez, a canção que Madonna estreou em sua primeira performance solo lá na boate <em>Danceteria</em>, </span><i><span style="font-weight: 400;">Everybody</span></i><span style="font-weight: 400;">, fechou a apresentação, numa versão <em>remixada</em> por Stuart Price. É o culto à pista de dança atravessando gerações, amém.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Madonna - Hung Up from Coachella: 20 Years in the Desert" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/L3tm1kz_zNc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Discoteca e suas adjacências seriam revisitadas por mais um monte de gente nos anos seguintes. Em 2020, por exemplo, o espírito da época parece pedir pelo tipo de música que une as pessoas num lugar de acolhimento, e muitos <em>hits</em> recentes adotam essa referência. Sonoramente, quem mais se banhou em águas madônnicas</span> <span style="font-weight: 400;">é Dua Lipa, com o bem-sucedido </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Future Nostalgia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas o impacto vai mais longe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Temos aqui o disco com o qual todos os </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-madonna-hard-candy/"><span style="font-weight: 400;">novos</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalhos de Madonna sempre serão comparados. Apesar disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Confessions on a Dance Floor</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem intenção alguma de reinventar uma época. O que acontece aqui é uma conversa sendo passada para frente, referências em renovação, já que a utopia da discoteca não pode morrer. 15 anos depois, esse álbum ainda recria um espaço seguro, de vivência e amadurecimento para quem quiser dançar junto. Esse lugar nunca perderá seu brilho. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1hg0pQJLE9dzfT1kgZtDPr" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<p><iframe style="width: 100%; max-width: 660px; overflow: hidden; background: transparent;" src="https://embed.music.apple.com/br/album/confessions-on-a-dance-floor/91992239" height="450" frameborder="0" sandbox="allow-forms allow-popups allow-same-origin allow-scripts allow-storage-access-by-user-activation allow-top-navigation-by-user-activation"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/confessions-on-a-dance-floor-15-anos/">15 anos de Confessions: o lar que Madonna construiu</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>A ousadia de sobreviver em Lovecraft Country</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 17:41:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leonardo Teixeira Em Lovecraft Country, é constante o diálogo entre passado e futuro. “Quando meu neto nascer, ele será minha fé transformada em carne e osso”, uma personagem diz, em um dos muitos climaxes da trama. Aqui, ícones e referências da cultura negra dão liga a uma trama sobre ancestralidade. Não só sobre as qualidades &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lovecraft-country-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A ousadia de sobreviver em Lovecraft Country"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16079" aria-describedby="caption-attachment-16079" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-1.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16079" class="wp-caption-text">Horrores cósmicos e sociais perseguem os protagonistas do show, que fez tremer os últimos dez domingos da HBO (Foto: Elizabeth Morris/HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Leonardo Teixeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lovecraft Country</span></i><span style="font-weight: 400;">, é constante o diálogo entre passado e futuro. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Quando meu neto nascer, ele será minha fé transformada em carne e osso”</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma personagem diz, em um dos muitos climaxes da trama. Aqui, ícones e referências da cultura negra dão liga a uma trama sobre ancestralidade. Não só sobre as qualidades e ensinamentos passados de mãe para filha, mas também as feridas. A inspiração na obra de um babaca eugenista, em uma história protagonizada por pessoas pretas, adiciona mais força ao texto, que explora a monstruosidade como característica inerente ao ser humano. </span></p>
<p><span id="more-16078"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É a década de 50, em Chicago. Atticus, ou Tic (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4qAyefPV2lQ"><span style="font-weight: 400;">Jonathan Majors</span></a><span style="font-weight: 400;">), retorna ao distrito negro onde cresceu, para investigar o paradeiro de seu pai. Mas ele está diferente. Agora é um veterano da Guerra da Coréia, para a qual se alistou fugindo do ambiente familiar violento. Pistas do pai o colocam na estrada, em direção à cidade fictícia de Ardham, no interior de Massachusetts. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas ele não vai sozinho. Letitia, ou Leti (Jurnee Smollett), é uma fotógrafa e ativista que também está de volta ao pedaço, depois de anos ausente do seio familiar. Sua mãe morreu há pouco tempo, mas ela não compareceu ao velório. George (Courtney B. Vance), tio de Tic, completa o trio de viajantes. Ele é editor do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Safe Negro Travel Guide</span></i><span style="font-weight: 400;"> (em inglês, O Guia de Viagem do Negro Seguro), uma versão fictícia do guia editado por Victor Hugo Green entre 1933 e 1966 sobre locais seguros para hospedagem e alimentação de pessoas negras nos Estados Unidos. </span></p>
<figure id="attachment_16080" aria-describedby="caption-attachment-16080" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-2.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-2-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16080" class="wp-caption-text">Traumas geracionais são determinantes nas relações familiares da série (Foto: Eli Joshua Ade/HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">road trip</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o ponto de partida de uma aventura macabra e emocionante. Em plena vigência do Jim Crow, as leis segregatórias do país que vigoraram até 1964, a narrativa dessas duas famílias negras passa por momentos em que a </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">tensão racial compete com o horror</span></a><span style="font-weight: 400;">. Fica difícil saber o que mais assusta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se segue são dez episódios explosivos que mesclam terror, ficção científica e aventura, com revisitações a fórmulas desses gêneros. Os heróis enfrentam monstros, rituais de magia, espíritos obsessores, entre outras entidades, mas pouco lhes é explicado. O ritmo rápido e cortante do texto não permite grandes exposições. Só que esses elementos não são estranhos aos personagens, todos grandes fãs de narrativas fantásticas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lovecraft Country: Trailer Oficial | HBO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/a7XlZJ4F3e0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os autores dessas histórias, porém, não retribuem a admiração. No cinema de horror, é muito comum que os raros personagens negros presentes nas produções sejam o foco do medo ou os primeiros a morrer. A historiadora americana Robin R. Means Coleman disseca essa relação problemática no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro exemplo é o próprio H.P. Lovecraft, tido como o criador da literatura de terror cósmico e inspiração para </span><a href="https://personaunesp.com.br/territorio-lovecraft-livro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Território Lovecraft</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o livro que deu origem à série. Existem </span><a href="https://medium.com/the-speculative-hinterlands/lovecraft-and-the-language-of-eugenics-c28e8ff7977b"><span style="font-weight: 400;">evidências</span></a><span style="font-weight: 400;"> de que o escritor, que morreu em 1937, acreditava nas teorias racistas do eugenismo e flertava com o nazismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Consciente do amor não-correspondido de seus personagens pela literatura fantástica, a produção liderada por Misha Green ressignifica a obra do racista americano, transformando-a num testamento da resiliência negra. Um exemplo é a cena inaugural do </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que o jogador de beisebol Jackie Robinson, conhecido por ser o primeiro homem negro a jogar na liga principal americana, luta em uma batalha alienígena. </span></p>
<figure id="attachment_16081" aria-describedby="caption-attachment-16081" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-3.jpg" alt="" width="1024" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-3-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-3-768x510.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16081" class="wp-caption-text">“No terror, existe um extremo a que nossa ansiedade por chegar a qualquer momento. Essa é a experiência negra”, Misha Green explicou ao New York Times (Foto: Eli Joshua Ade/HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversos outros ícones, como James Baldwin, </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2020/09/28/154_lovecraft-country-elza-soares-e-inspiracao-para-vestido-de-personagem-em-serie-americana.html"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L0w9Usktr8w"><span style="font-weight: 400;">Sonia Sanchez</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OJYTBWaLK84"><span style="font-weight: 400;">Zora Neale Hurston</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como alguns </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/lovecraft-country-revisita-o-massacre-de-tulsa-em-episodio-emocionante"><span style="font-weight: 400;">eventos históricos reais</span></a><span style="font-weight: 400;">, ajudam Green a desenvolver os episódios. É uma frase de Hurston, inclusive, que nos ajuda a entender a jornada desses personagens. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Se você ficar em silêncio sobre sua dor, eles irão te matar e dizer que você gostou”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela escreveu. Os grandes momentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lovecraft Country</span></i><span style="font-weight: 400;"> ocorrem quando seus heróis se permitem demonstrar raiva pelas injustiças e horrores que vivem. E respondem aos ataques. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que a raiva e a desobediência civil são usadas como válvula de escape na exploração de tensões sociais na arte. A fúria pela injustiça racial é força motriz de trabalhos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-HM2S6TVYII"><span style="font-weight: 400;">Nina Simone</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yVAD4fYRcvA"><span style="font-weight: 400;">Spike Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">, Basquiat, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BTqNemB6mio"><span style="font-weight: 400;">Solange</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lemonade-amor-confianca-empoderamento/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> Knowles, Linn da Quebrada, entre tantos outros.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Linn da Quebrada - Bomba Pra Caralho (Áudio-Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZYOIvMyZ_GU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Entrar em contato com a própria indignação faz parte do processo de cura pelo qual passam. Montrose (interpretado pelo brilhante Michael K. Williams) protagoniza o arco em que isso mais se evidencia. Williams explora da forma mais crua possível a trajetória de um homem que nunca pôde processar os efeitos das violências que sofreu durante a vida. E foi para o filho o único pai que ele sabia ser. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hippolyta é outro destaque. Aunjanue Ellis interpreta uma mulher sufocada pela maternidade e pelo casamento, que embarca numa jornada solitária para descobrir quem é. Por sua vez, a irmã mais velha de Leti, Ruby (Wunmi Mosaku), já sabe quem é. Mas procura uma fuga da realidade, que é tão dura. </span></p>
<figure id="attachment_16083" aria-describedby="caption-attachment-16083" style="width: 3840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1.png" alt="" width="3840" height="2160" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1.png 3840w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1-2048x1152.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/lovecraft-country-4-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16083" class="wp-caption-text">Um dos momentos mais viajados e poéticos da jornada de Hippolyta, inspirado por um figurino de Elza Soares (Foto: HBO/Divulgação)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/us-jordan-peele-critica-2019/"><span style="font-weight: 400;">Jordan Peele</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/j-j-abrams-prodigio-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">J.J. Abrams</span></a><span style="font-weight: 400;"> também assinam a produção executiva da série, que quase sempre tem um comentário sociopolítico inteligente a tecer sobre temas que pulsam há décadas. O sexto episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Meet Me in Daegu</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, é um texto inteligentíssimo sobre o fenômeno do oprimido que se torna opressor. Narrativas LGBT, violência de gênero, afrofuturismo e colonialismo são alguns outros temas que o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">explora com elegância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma história de fantasia e terror com tantos pés fincados na realidade, quem realmente são os monstros? O primeiro ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lovecraft Country</span></i><span style="font-weight: 400;"> não responde ao questionamento, mas levanta reflexões muito bem-vindas. E triunfa ao estudar como podemos superar essas perversidades, para que a herança que deixamos para nossos tataranetos seja a cura. E não nossos traumas.</span></p>
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		<title>Os melhores discos de Janeiro/2020</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 00:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cezar Augusto, Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Teixeira Como manda a tradição da indústria cultural do Ocidente, o maior fato musical do primeiro mês do ano foi o Grammy. Entre performances burocráticas e premiações previsíveis, os artistas que mais chamaram atenção foram Tyler, The Creator, que ganhou sua primeira estatueta como Melhor Álbum de Rap &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-janeiro2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de Janeiro/2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13566" aria-describedby="caption-attachment-13566" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13566 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy.jpg" alt="" width="970" height="645" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy.jpg 970w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy-300x199.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tyler-the-creator-grammy-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13566" class="wp-caption-text">(Kevin Mazur/Getty Images Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Cezar Augusto, Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>Como manda a tradição da indústria cultural do Ocidente, o maior fato musical do primeiro mês do ano foi o <a href="https://www.omelete.com.br/grammy/grammy-2020-vencedores#categoria-1">Grammy</a>. Entre performances burocráticas e premiações previsíveis, os artistas que mais chamaram atenção foram <a href="https://www.youtube.com/watch?v=IJilkMPqvs0">Tyler, The Creator</a>, que ganhou sua primeira estatueta como Melhor Álbum de Rap por <em>IGOR </em>(<a href="http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/01/28/tyler-the-creator-grammy-kobe/">e a contestou após a cerimônia</a>), e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Glo6mbDWLd4">Demi Lovato</a>, em sua primeira e tocante aparição pública após uma overdose em 2018. De resto, a pompa de sempre, que cada vez significa menos, tanto para os artistas, quanto para os fãs.</p>
<p>Nossa curadoria de janeiro dá conta de uma maior variedade do que o Grammy, indo da música eletrônica fora da caixinha à MPB ao pop. Tem pra todo mundo. Confira!</p>
<p><span id="more-13520"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13555 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641.png" alt="" width="500" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/02/against-all-logic-nicolas-jaar-fka-twigs-lydia-lunch-1580237900-640x641-300x300.png 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Against All Logic &#8211; Illusions of Shameless Abundance<br />
</strong></p>
<p><em>música eletrônica, funk carioca</em></p>
<p>Foi tipicamente sem alarde que Nicolas Jaar disponibilizou o novo EP do Against All Logic, projeto que estreou em 2018 com o elogiadíssimo <em>2012 &#8211; 2017</em>. <em>Illusions of Shameless Abundance </em>é um EP composto por duas faixas com participações de encher os olhos que dá uma guinada de 360 graus em relação ao que Jaar entregou em 2018. Em vez do deep house feito sob medida para as pistas, o deconstructed club baseado quase exclusivamente no grave das batidas. Não que o material não seja próprio para dançar (afinal, temos a influência de funk carioca em &#8220;Alucinao&#8221;), mas a proposta aqui é mais futurista e narcotizante. Jaar já anunciou um novo full-length para fevereiro. Se vier nessa toada, tem tudo para ser um dos grandes álbuns de 2020. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alucinao" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/n9J8fdht9AE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13526" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona.jpeg" alt="persona melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Georgia-Seeking-Thrills-Persona-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Georgia &#8211; Seeking Thrills</strong></p>
<p><em>synthpop</em></p>
<p><em>We are wicked young fools.</em> É como Georgia se define, nos primeiros segundos do registro. Fruto da tendência latente &#8211; e talvez até um tanto saturada &#8211; de oitentismos dramáticos que tentam falar por um geração, o segundo disco da britânica consegue fugir à curva. Isso se dá, principalmente, pelos sintetizadores que são familiares, mas que pervertem as expectativas do ouvinte aqui e ali. E letras como a da extraordinária “About to Work the Dancefloor”, composição que nos transporta direto para as pistas de dança solitárias de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CcNo07Xp8aQ">Robyn</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qj1BNgz5Muk">Róisín Murphy</a>, fazem o <em>play</em> valer a pena. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Georgia - About Work The Dancefloor (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/A4Y9V07wry4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13521 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/rastilho_kikodinucci-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Kiko Dinucci &#8211; Rastilho</strong></p>
<p><em>afoxé, Vanguarda Paulista</em></p>
<p><a href="https://kikodinucci.bandcamp.com/">No release publicado no Bandcamp</a>, Kiko Dinucci afirma que em <em>Rastilho</em> é a madeira que canta. Nesse seu <a href="https://revistatrip.uol.com.br/trip/kiko-dinucci-revisa-sua-historia-e-fala-sobre-rastilho-meta-meta-e-mais">reencontro com o violão</a>, Dinucci mais uma vez reconfigura as possibilidades percussivas e de timbre do instrumento, da mesma forma que ele faz no <a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">Metá Metá</a> e nos diversos projetos colaborativos da carreira.</p>
<p>A base rítmica de <em>Rastilho </em>é o afoxé, a versão não-religiosa da música de candomblé, enquanto as breves letras variam entre cantos do mesmo candomblé (&#8220;Olodé&#8221;) e contos caóticos urbanos (&#8220;Febre do Rato&#8221;, &#8220;Veneno&#8221;). O destaque é mesmo o violão de Kiko, sua fluidez de possibilidades aparentemente infinitas que atinge o ápice na instrumental &#8220;Marquito&#8221;.</p>
<p>As participações de Ava Rocha na selvagem &#8220;Dadá&#8221;, Rodrigo Ogi na supracitada &#8220;Veneno&#8221; e Juçara Marçal na frenética &#8220;Gaba&#8221; abrilhantam ainda mais o produto final, conferindo ecleticidade a ele. O encerramento com o samba &#8220;Rastilho&#8221; dá tom mais urgente ao álbum: &#8220;Ninguém pode parar / nem fé, amor ou sorte / vamos explodir&#8221;. As frutas podres que ilustram a capa, baseada no <em>Power, Corruption and Lies </em>do New Order, não estão ali por acaso. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rastilho" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/dIPJ7Sjsvso?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13529 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_.jpg" alt="mura masa melhores persona" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/ryc-mura-massa-persona_-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Mura Masa &#8211; R.Y.C.</strong></p>
<p><em>eletrônico</em></p>
<p>Lembra daquele clima de inadequação adolescente, de rebeldia sem causa, do indie pop no início da década passada? Young the Giant, Grouplove — quanto mais cafona, melhor. São essas as inspirações do segundo registro  do projeto solo Mura Masa, que inaugura a nostalgia musical com os anos 2010.</p>
<p>A lamúria convence, ainda que venha com pitadas de ironia. Interferências eletrônicas dão sempre o ar da graça, mas a atmosfera adolescente e pop rock prevalece, resultando em um trabalho menos dançante que <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sjle_ZI4elo">seu antecessor</a><i>, </i>mas que tem seus momentos de agitação — “Live Like We&#8217;re Dancing” deve funcionar nas pistinhas da cena. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mura Masa, Ellie Rowsell, Wolf Alice - Teenage Headache Dreams" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CbcUXLr4k9U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13531" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona.jpg" alt="rare melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona.jpg 576w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/01/meu-deus-que-capa-feia-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Selena Gomez &#8211; Rare</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Após um bom tempo se dedicando a outros projetos, séries e colaborações, Selena Gomez retorna com seu mais novo álbum de inéditas. Abordando assuntos de alta relevância, como empoderamento feminino, saúde mental e relacionamentos abusivos, o disco é uma mensagem direta para ela mesma, que desde muito tempo vem lidando com assuntos turbulentos.</p>
<p>Sem sair da sua zona de conforto, a cantora busca dar uma repaginada no que já produziu em sua curta carreira. Além disso, toda construção do álbum, desde as músicas a estética visual contaram com participação ativa de Selena, tornando o disco um trabalho ainda mais pessoal. <strong>(CA)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez - Look At Her Now (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8u-_64S7plI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os melhores discos de 2019</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Dec 2019 19:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Cezar Augusto]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana]]></category>
		<category><![CDATA[Elder John]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da edição passada: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019. A intenção é garantir a diversidade de sons &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg" alt="" width="2000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/melhores-do-ano-2-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Nem toda tradição tem de ser mantida, mas o Persona não mexe em time que tá ganhando. Por isso, a nossa lista anual de discos do ano mantém o formato da <a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">edição passada</a>: reunimos colaboradores, ou quem quisesse participar, para elencarem seus momentos musicais preferidos de 2019.</p>
<p>A intenção é garantir a diversidade de sons e pessoas, não ficando restritos às preferências pessoais da editoria ou ao que <a href="https://www.metacritic.com/browse/albums/score/metascore/year/all?year_selected=2018">já foi abraçado pela crítica</a> mundo afora. E esperamos ter alcançado esse propósito. A lista passeia por gêneros extremamente brasileiros, mas o rolê se expande para o mundo todo, do <em>house</em> ao sertanejo universitário. Confira:</p>
<p><span id="more-13205"></span></p>
<figure id="attachment_13263" aria-describedby="caption-attachment-13263" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg" alt="pandora melhores do ano" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/caixa-de-pandora-album-luisa-sonza-1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13263" class="wp-caption-text">Inspirada em Michael Jackson, a capa do disco de estreia da Luisa Sonza, é uma das mais bonitas do ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Cezar Augusto</strong></p>
<p>Meu ano musical foi uma grande descoberta de estilos e musicalidades. Sempre fui muito preso ao pop e seus desdobramentos, buscando desde músicas mais antigas até mesmo novos artistas. Em termos de estilo, pude descobrir o <em>country</em>  — que para mim, antes, se resumia em músicas antigas—, mas bebi da fonte de artistas como a atual ganhadora do Grammy  de Álbum do Ano Kacey Musgraves, que mostrou-me um outro lado da música tradicional americana.</p>
<p>Além disso, o R&amp;B se tornou mais presente esse ano, com cantoras como HER, SZA e Tinashe. Elas invadiram minhas playlist de forma desproporcional, tanto que o ritmo foi o segundo que mais ouvi esse ano. Finalizando, continuei fiel ao pop, descobrindo diariamente novos <em>singles</em> e álbuns que estremecem meus ouvidos até agora. Artistas como <a href="http://personaunesp.com.br/thank-you-next-ariana-critica/">Ariana Grande</a>, Kim Petras e Lizzo são algumas das artistas mais frequentes no meu Spotify em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Pandora &#8211; Luísa Sonza / 2. thank you, next &#8211; Ariana Grande / 3. Songs For You &#8211; Tinashe / 4. TURN OFF THE LIGHT &#8211; Kim Petras / 5. Cuz I Love You &#8211; Lizzo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lizzo - Tempo (feat. Missy Elliott) [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Srq1FqFPwj0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure id="attachment_13310" aria-describedby="caption-attachment-13310" style="width: 493px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13310" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg" alt="" width="493" height="493" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO.jpg 493w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/GEO-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 493px) 85vw, 493px" /><figcaption id="caption-attachment-13310" class="wp-caption-text">As dualidades do corpo humano com a tecnologia, o Manifesto Cibernético &#8211; a capa já entrega o conceito de GEO_01. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha promessa da <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">lista passada</a> era ouvir mais álbuns nacionais. Não posso dizer que a concretizei, porém, mantive o equilíbrio. E, sem dúvidas, foi de terras brasileiras que ouvi as vozes mais originais e únicas deste ano. A paulistana<strong> Geovana Mantovani</strong> entregou seu primeiro álbum, que parece ter saído diretamente do mundo cibernético. São vastos os gêneros encontrados nas 9 faixas de <em>GEO_01</em>, e a mão do produtor Guilherme Mobilesuit dá harmonia e consistência para os </span><i><span style="font-weight: 400;">glitchs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;">. O vocal, as letras e a produção da dupla criam um universo tecnológico único no electropop brasileiro e que me impressionou a cada escutada. Merecem muito mais atenção dos holofotes nacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da gringa, o rap brasileiro transformou o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;">, estilo de música urbana surgido no Reino Unido, mistura do ritmo de gêneros eletrônicos como o dubstep, para criar a batida das músicas. O destaque vai para o álbum <em>Running</em>, do Febem, que embala a correria de São Paulo, entre a discriminação, o ganha-pão e a reafirmação da sua presença no rap. Febem é versátil e não difere de outros simplesmente pela produção de qualidade, mas por mirar e atirar em todos, até mesmo na cena nacional, sem isenção de crítica. O <a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/o-grime-do-brasil/">grime no Brasil</a> vem forte e esse ano também contou com a presença de LEALL e Fleezus, com excelentes singles e EPs embalando os bailes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajando para o Nordeste, Nego Gallo debutou com <em>Veterano</em>, em fevereiro, e mesmo sendo lá no início, marcou muito aqui. Entre o reggae, dancehall, funk e rap, a estética da periferia de Fortaleza está nesse disco, e vale muito o repeat. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinamarquesa Erika de Casier debutou com <em>Essentials</em>, doce e tocante R&amp;B com batidas pop retrô, mas com a mais perfeita vibe do <em>chill out</em> contemporâneo. Para ficar de olho na dona da voz, tem futuro. Pode não ter dominado as listas, mas aqui no meu Spotify esteve muito presente. Assim como Tyler, the Creator. Por mais que <em>IGOR</em> não seja seu melhor álbum, ele se reinventou novamente, mudou a persona, a voz e gênero, e reafirmou sua posição na lista dos melhores artistas do rap americano.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. GEO_01 &#8211; GEO/ 2. RUNNING &#8211; FEBEM/ 3. Essentials &#8211; Erika de Casier/ 4. Veterano &#8211; Nego Gallo/ 5. IGOR &#8211; Tyler, the Creator</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Erika de Casier - Do My Thing" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rEmRS_mr9yk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13276" aria-describedby="caption-attachment-13276" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13276" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa.jpg 598w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/djonga-ladrao-capa-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13276" class="wp-caption-text">Como de costume, a capa do terceiro disco de Djonga tem vida própria (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John Pereira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019 ouvi basicamente rap, funk e pagode, os meus estilos preferidos. O funk não tem a cultura de lançar álbuns, logo, fica fora da lista… A explosão de Kevin O Chris juntamente com outros Mc&#8217;s de destaque do Rio de Janeiro. Em São Paulo, PP da VS se manteve no auge e Lele JP surgiu com ótimos lançamentos. Se algum desses artistas tivesse um álbum, teria lugar cativo no meu top 5.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E falando no top 5, <strong>Djonga</strong> mais uma vez lançou <a href="https://personaunesp.com.br/djonga-ladrao-critica/">o disco do ano</a>, acertou em tudo, é até redundante falar, artista completo, um dos melhores do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hot e Oreia me surpreenderam com a ousadia de um trabalho totalmente original, trabalhando temas atuais e de extrema importância. Completando sobre o rap, Coruja BC1 se estabeleceu de vez entre os melhores com um disco diversificado e contundente. A curiosidade dessa lista é a participação de Djonga nos outros dois álbuns, nas faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gustavos</span></i><span style="font-weight: 400;">, respectivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E finalizando, Thiaguinho e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FNF6sUjpVfs">Péricles (saudades Exaltasamba)</a> vieram com produções solo de muita qualidade, cada um no seu estilo, tocando no coração como só eles sabem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar também o disco</span><i><span style="font-weight: 400;"> Padrim </span></i><span style="font-weight: 400;">do FBC, lançado em novembro, com participações de artistas importantes na cena nacional e que não entrou na seleção por ser muito recente. Além do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Zeca Pagodinho, consagrando ainda mais o já esplêndido sambista.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong> 1.<strong> </strong>Ladrão – Djonga / 2. Rap de Massagem – Hot e Oreia / 3. Vibe – Thiaguinho /  4. Psicodelic – Coruja BC1 / 5. Pagode do Pericão &#8211; Péricles</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="2. Hot e Oreia part. Djonga - Eu Vou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/r_hKNolK7U0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13281" aria-describedby="caption-attachment-13281" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/images-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13281" class="wp-caption-text">All wrapped in cellophane, the feelings that we had (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p>Meu 2019 foi majoritariamente brasileiro. Dentre os vários lançamentos que passaram pelos meus ouvidos, a relação foi mais profunda com <em>Rente</em>, de Jair Naves, e <em>O Jogo Humano</em>, do Test. O terceiro disco do ex-vocalista da seminal Ludovic é um grito aos quatro ventos contra o fascismo que assola o país, uma meditação sobre a epidemia de assédios sexuais, uma carta de amor, um pedido de socorro. É o melhor disco de Jair, aquele em que suas letras complexas são pela primeira vez correspondidas pelos arranjos, num equilíbrio entre o pop rock, o rock alternativo e o folk.</p>
<p>Com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-junho2019/"><em>O Jogo Humano</em></a>, também terceiro álbum do duo Test, fui relembrado do poder catártico da música extrema. A formação é minimalista e a proposta, ambiciosa: 54 trechos de músicas que podem ser juntas de qualquer maneira. Sendo assim, cada versão física do álbum (digital, CD, vinil e K7) é diferente. Uma obra tão sufocante quanto curativa. Destaque para as letras, assinadas por uma variedade de artistas tão díspares quanto Kiko Dinucci (<a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">Metá Metá</a>), o próprio Jair Naves e Quique Brown (Leptospirose).</p>
<p>Na esfera internacional, as mulheres dominaram. Billie Eilish uniu tribos com seu pop orgânico e autêntico. A veterana Kim Gordon, por outro lado, separou tribos com <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2019/"><em>No Home Record</em></a>, um disco que tem tudo e nada a ver com sua carreira no finado <a href="https://personaunesp.com.br/sonic-youth-daydream-30-anos/">Sonic Youth</a>. Caroline Polachek entregou o debut mais redondo dos últimos tempos com <em>Pang</em>, mesclando Charli XCX e Kate Bush em um caldeirão multicor. Mas o pódio ficou com <strong>FKA twigs</strong>, LINGUA IGNOTA e Lana Del Rey.</p>
<p>Lana e seu <em>Norman Fucking Rockwell! </em>foram a maior surpresa de 2019, sem dúvidas. Como desconhecedor da obra de Elizabeth Grant, eu não poderia ter me surpreendido mais com a consistência de seu sexto disco de estúdio. Foram incontáveis replays desde agosto e ainda não consigo apontar destaques &#8211; e acho que esse é o maior destaque de todos. &#8220;Mariners Apartment Complex&#8221;, contudo, merece nota: desde a letra irretocável ao arranjo que relê o melhor do folk rock setentista, minha música favorita do ano.</p>
<p><em>Caligula</em>, da LINGUA IGNOTA, não suscitou muitos replays. Não por falta de qualidade, longe disso; o caso é que o segundo disco de Kirstin Hayter é de uma visceralidade tão intensa que chega às raias do cruel. Cantora lírica, Hayter se voltou à música extrema para dar conta de traumas pessoais (dentre eles, a anorexia e relacionamentos abusivos). Em <em>Caligula </em>ela atinge um novo patamar na recente carreira, subvertendo noções cristãs como o Deus do Velho Testamento para anunciar sua vingança contra todos aqueles que a oprimiram. Some isso à um direcionamento musical que mistura música clássica ao mais puro <em>noise </em>e temos o disco mais difícil de 2019. Ouça no escuro.</p>
<p><em>MAGDALENE</em>, o segundo disco da inglesa FKA twigs, embalou meus momentos mais vulneráveis; foi o disco certo no momento certo. Ao incrementar seu R&amp;B experimental com influências de hip hop e música eletrônica, Tahliah Barnett encerra seu hiato de três anos e ressurge mais forte do que nunca após uma cirurgia delicada e um término amargo. Para dançar, para chorar, para pensar: twigs nos entregou o pacote completo.</p>
<p>Que venha 2020!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. MAGDALENE &#8211; FKA twigs / 2. Caligula &#8211; LINGUA IGNOTA / 3.  Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 4. Rente &#8211; Jair Naves / 5. O Jogo Humano &#8211; Test</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jair Naves - “Deus Não Compactua” (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cFvC_VQlzx8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13206" aria-describedby="caption-attachment-13206" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/shura-forevher-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13206" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda </strong></p>
<p>Musicalmente, 2019 foi um ano de estreias e reinvenções para mim. Alguns artistas que eu acompanhava há algum tempo lançaram seus primeiros álbuns, enquanto outros retornaram com força para a minha lista de mais tocados, depois de algum tempo fora.</p>
<p>Foi <strong>Shura</strong> quem capturou meu coração e minha alma, com seu segundo álbum, <em>forevher</em> &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/shura-forevher-critica/">cuja crítica você pode ler aqui mesmo</a>. Nele, a cantora inglesa trançou todas as suas paixões e expectativas, resultando no melhor disco que eu ouvi esse ano, equilibrando perfeitamente o seu <em>pop indie</em> melancólico com um <em>jazz</em> eletrônico que fez com que o disco se tornasse uma obra completamente autoral.</p>
<p>Foi bom também descobrir coisas novas, como o <em>synthpop</em> de Aly &amp; AJ, que voltaram com o EP <em>Sanctuary</em>, que confirmou a habilidade do duo de criar batidas que silenciosamente revitalizaram o pop internacional. Foi bom também ver o retorno do The Last Internationale com o fantástico <em>Soul on Fire</em>, um exemplo de <em>hard rock</em> comunista com algumas das faixas mais elétricas que eu tive o prazer de ouvir.</p>
<p>O <em>debut</em> da norueguesa Sigrid, <em>Sucker Punch</em>, atingiu novos tons e ao mesmo tempo aperfeiçoou sua apresentação musical ao ponto do absurdo. A estreia de Tessa VIolet foi um dos momentos marcantes do ano, sendo transmitida através de caçadas ao tesouro virtuais que anunciaram o lançamento do aguardado <em>Bad Ideas</em>, que contou com uma série de singles bem recebidos e algumas canções novas que reforçam o som sólido da americana.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. forevher &#8211; Shura / 2. Soul on Fire &#8211; The Last Internationale / 3. Sanctuary &#8211; Aly &amp; AJ / 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid / 5. Bad Ideas &#8211; Tessa Violet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Shura - religion (u can lay your hands on me)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HHI_WpVLT1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13300" aria-describedby="caption-attachment-13300" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13300" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg" alt="" width="500" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona.jpg 506w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/goelabaixo-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13300" class="wp-caption-text">Ouvi dizer que colocaram meu amor numa estante de brechó(Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabella Siqueira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ano de conflitos, entre afetos e desafetos as minhas preferências musicais refletem esses tantos sentimentos. No segundo álbum da banda <strong>Liniker e os Caramelows</strong>, </span>Goela Abaixo, <span style="font-weight: 400;">impera  a saudade e o consolo. É aquele MPB que acalma o coração, a mais delicada </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarela Paixão </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">De Ontem </span></i><span style="font-weight: 400;">dão a sensação de intimidade e complementam os momentos felizes e tristes do meu 2019. </span></p>
<p><em>Nada Ficou no Lugar</em><span style="font-weight: 400;"> não é só a frase inicial da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Mentiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cantora brasileira Adriana Calcanhotto. O álbum lançado este ano reúne interpretações de canções dela nas mais diversas vozes, entre os artistas convidados estão Duda Beat, Letrux, Jaloo, Preta Gil, Rubel, Baco Exu do Blues e outros. São reinventadas as músicas de Adriana Calcanhotto seja mudando o tom ou inovando a batida, existe o brega, a melancolia, e o extrovertido. A banda Vanguart optou também por uma homenagem, </span><em>Vanguart sings Bob Dylan </em><span style="font-weight: 400;">contempla as músicas mais famosas desse cantor do folk norte americano. A celebração da obra de Bob Dylan inclui a sensível </span><i><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Think Twice</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">It&#8217;s All Right </span></i><span style="font-weight: 400;">e a ambígua </span><i><span style="font-weight: 400;">Blowin&#8217; In The Wind.  </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreante </span><b>Rosa Neon</b><span style="font-weight: 400;"> fez sua estreia esse ano com o álbum de nome titular da banda</span> <span style="font-weight: 400;">que conta com a participação do rapper Djonga e traz uma estética moderna e contagiante para o pop brasileiro. Passando para os sentimentos mais opostos e existenciais vem o trio O terno com seu quarto álbum </span><b>&lt;Atrás/Além&gt;</b><span style="font-weight: 400;">. Um trecho particular da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu vou</span></i><span style="font-weight: 400;"> na verdade reflete uma promessa minha pro ano que vem, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vou correr na direção daquelas tantas, coisas lindas que eu anseio”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Discos favoritos: 1. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 2. Nada Ficou no Lugar &#8211; com músicas de Adriana Calcanhotto / 3. Vanguart sings Bob Dylan &#8211; Vanguart / 4. Rosa Neon &#8211; Banda Rosa Neon / 5. &lt;Atrás/Além&gt; &#8211; O terno</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Liniker e os Caramelows - Intimidade (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/V6IV5NTvVv0?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13324 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona.jpg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/all-mirros-angel-olsen-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Isabelle Tozzo Fernandes</strong></p>
<p>2019 foi um ano difícil em tantos termos que mal ouvi novos artistas. Aliás, segundo meu Spotify, passei menos tempo ouvindo músicas do que em anos anteriores. Para períodos em que fico sem paciência para dar chance às novidades recorro aos que já caminham há um tempo na minha playlist. No caso, O Terno e Lana Del Rey —  que lançaram belíssimos álbuns em 2019.</p>
<p>Sem dúvidas, <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> é o melhor disco do ano. Elegante, Lana se reafirma como uma excelente cantora e compositora. Minha artista da década em sua melhor versão. Já O Terno apresentou em abril<em> &lt;atrás/além&gt;, </em>quarto álbum da banda paulistana. Dando continuidade as cordas e metais da produção anterior e trazendo os conflitos existencialistas da geração <em>millenial</em> como pano de fundo.</p>
<p>No segundo semestre do ano enjoei de tudo que ouvia e entrei numa maré de tentativas frustradas ao tentar descobrir coisas novas. Mas <strong>Angel Olsen</strong> me salvou. Com seu incrível <em>All Mirrors, </em>a cantora orquestra suas dores e se utiliza de uma força descomunal para rasgar seus sentimentos.</p>
<p>Seguindo essa linha também me apaixonei por <em>MAGDALENE </em>da FKA twigs. Um pop alternativo eletrônico que traz a religiosidade na figura de Maria Madalena dissociada de jesus. A força feminina aqui em sua melhor forma. A mistura dos sintetizadores eletrônicos com o clássico piano me faz cantar as dores de FKA e me sentir em meu próprio templo sagrado.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockell! &#8211; Lana Del Rey / 2. &lt;atrás/além&gt; &#8211; O Terno / 3. WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish / 4. All Mirrors &#8211; Angel Olsen / 5. MAGDALENE &#8211; FKA twigs</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="FKA twigs - cellophane" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YkLjqFpBh84?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13289" aria-describedby="caption-attachment-13289" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13289" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA.jpg 3675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/C9BF63FE-1DC7-4F2F-94E1-7D1879D5FFFA-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13289" class="wp-caption-text">(Foto: Junior Franch)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8216;<em>Na fé de Zambi e de Oxalá, pedimos licença pros trabalhos começá.&#8217;</em> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LE43Bb3xXGw&amp;list=PLYnGU9fvHdbSzh-tCulPzNYZaz_91a-zb"><em>Rito de Passá</em></a> rasgou os céus de 2019 como uma flecha, sacudiu o chão como um trovão e iluminou a música brasileira como um relâmpago. Sem medo e com muito orgulho de mostrar suas raízes e o que faz Thais da Silva ser <strong>Mc Tha</strong>, a artista trouxe um disco destruidor cheio de conceito, letras elaboradas, uma sonoridade única, e claro, uma capa maravilhosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meio Luiza Lian com uma <a href="https://youtu.be/CqXM3uwklF8?t=455"><em>macumba-funk-eletrônica</em></a>, Mc Tha encontra em sua relação com a umbanda, funk e suas experiências de vida a inspiração para construir seu debut &#8211; e torná-lo o melhor álbum desse ano. </span><span style="font-weight: 400;">2019 foi maravilhoso para a música pop brasileira, que continua a revelar novos artistas e os rumos que estamos tomando. YMA, com seu disco <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WVXhm4_3SOs&amp;list=PLJgL5qUxnx2n5WWdr0bpzvu7RQdW7nPKo"><em>Par de Olhos</em></a> e GEO com<a href="https://www.youtube.com/watch?v=PRO6G1QCkyo&amp;list=OLAK5uy_lBkzQfwAdS07o48tkghY7hRQTlu1NJnII"><em> GEO_01</em></a> fazem parte dessas novas vozes muito comprometidas com a arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No hemisfério norte, Lana Del Rey presenteou o mundo com o maravilhoso <a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a>. O melancolismo de suas letras &#8211; mais poéticas e fascinantes que nunca &#8211;  atingiu um novo ápice, resultando em um disco impactante e poderoso, mas ainda assim sutil e sincero. &#8216;<em>They mistook my kindness for weakness, I fucked up, I know that, but Jesus, can&#8217;t a girl just do the best she can?</em>&#8216; Ainda que aqui ocupe o segundo lugar, NFR! divide o #1 no meu coração. O olhar melancólico também trouxe outros LPs escritos direto da alma que merecem uma menção, como o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiWasRqxGcI&amp;list=PLZqsyBiYZFQ27eE3GEsZ9nXZ2JGByM6qr"><em>Remind Me Tomorrow</em></a> da Sharon Van Etten, e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yezDEWako8U&amp;list=PLfSdF_HSSu548MHnItRg7sYbj1OkmFc2g"><em>Fine Line</em></a> de Harry Styles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de 2019 ter sido um ano incrível por parte das artistas mulheres, foi um ano ótimo para o pop. A volta de Banks acompanhada de composições geniais e suas produções fortes e marcantes no álbum <em><a href="https://personaunesp.com.br/banks-iii-critica/">III</a>,</em> também regado de sua visão obscura e única sobre o amor.<em> </em>Também tivemos o </span><span style="font-weight: 400;"> debut de Billie Eilish, <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XJBUWZsT38c&amp;list=PLMSmPqvJ6siJwH_c2H_N8j9JqDt8ogyny">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</a>,</em> talvez sendo o<em> </em>grande diferencial da cantora de 18 anos a abordagem de suas letras e a produção mais experimental de suas músicas. E Sigrid, outra voz jovem que com <a href="http://personaunesp.com.br/sigrid-debut/"><em>Sucker Punch</em></a> lançou um dos discos mais gostosos de se ouvir de 2019. Regado de faixas <em>pop perfection</em>, a norueguesa soube exatamente o ponto de soar chiclete sem parecer genérica. </span></p>
<p><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Rito de Passá  &#8211; Mc Tha/ 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 3. III &#8211; Banks/ 4. Sucker Punch &#8211; Sigrid/ 5. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Mariners Apartment Complex" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1uFv9Ts7Sdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13308" aria-describedby="caption-attachment-13308" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13308" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Jamila-Woods-persona-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13308" class="wp-caption-text">“LEGACY! LEGACY!” traz, no título de cada faixa, o nome de algum pensador ou artista que tenha contribuído na jornada pessoal de Jamila (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>A música me confortou em 2019. Foi isso que busquei nas minhas escolhas: aconchego, consolo. A paisagem política do país, aliada a uma série de mudanças pessoais, exigiram do meu Spotify a resposta para uma série de reflexões, neuras e medos. É o caso de Jamilla Woods e a <a href="https://pitchfork.com/features/song-by-song/jamila-woods-legacy-legacy-interview/">poesia complexa</a> de seu <em>LEGACY! LEGACY! </em>A cantora e professora americana me ensinou um bocado sobre auto cuidado e orgulho, no que considero o melhor disco de R&amp;B do ano.</p>
<p>Vozes modernas da brasilidade foram meu canal de contato com a resistência contra o conservadorismo atualmente injetado nas esferas da vida cotidiana. Nomes como Luísa e os Alquimistas, MC Tha e Urias ofereceram esse escape, que todos nós tanto precisávamos no decorrer do ano. No espectro pessoal, o destaque fica para Liniker e o Caramelows e o belíssimo <em>Goela Abaixo</em>. “O nosso carinho não dói em ninguém”, ela canta. Juro que tem um pedacinho de mim em cada verso do registro.</p>
<p>O ano foi pouco aventureiro no quesito de gêneros musicais. Poucas vezes fugi do pop, soul ou R&amp;B (e suas vertentes) que sempre habitaram meus fones de ouvido. Mas é interessante como Caroline Polachek e <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">Carly Rae Jepsen</a> — que lançaram trabalhos impecáveis em 2019 —, artistas que coabitam no mundo pop, têm sons tão discrepantes.</p>
<p style="text-align: left;">Ainda, meu queixo caiu várias vezes por culpa de duas figuras seminais da música pop: Madonna e Beyoncé. <em>MADAME X</em> não foi só flores, mas momentos épicos como “God Control” ou “I Don&#8217;t Search I Find”, que demonstram dois extremos da mistura do house de Detroit com a discoteca, lembram que Madge inventou a roda e ainda a dirige com maestria.</p>
<p style="text-align: left;">Por sua vez, Yoncé reescreveu a própria história com o seu <em>HOMECOMING: THE LIVE ALBUM</em>. O disco revisita as duas lendárias apresentações da cantora no Coachella 2018, ao mesmo tempo em que redige uma carta de amor à juventude negra. Tudo isso acompanhado da excelência técnica e artística que já se tornou freguês na discografia de Bey. Obrigado por tudo, madrinha.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. LEGACY! LEGACY! &#8211; Jamilla Woods / 2. Goela Abaixo &#8211; Liniker e os Caramelows / 3. Dedicated &#8211; Carly Rae Jepsen / 4. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 5. Pang &#8211; Caroline Polacheck</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Urias - Diaba (Offical Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_r83_ualtpM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13315" aria-describedby="caption-attachment-13315" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13315 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CD-Marília-Mendonça-Todos-Os-Cantos-Vol.-01-Ao-Vivo-2019-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13315" class="wp-caption-text">Na retrospectiva do Spotify, Marília Mendonça alcançou o top 1 dos 10 artistas mais ouvidos do Brasil, assim como Todos Os Cantos, que levou como o álbum mais ouvido no país (Foto:</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Santos</strong></p>
<p>O ano de 2019 começou, pelo menos no âmbito musical brasileiro, com o pé direito. Logo em fevereiro, <strong>Marília Mendonça</strong> lançou aquele que viria a ser o Melhor Álbum de Música Sertaneja do ano pelo Grammy Latino, o Todos Os Cantos, Vol. 1. Seguindo a tradição sertaneja das músicas ao vivo, Marília transformou o seu último lançamento em um projeto itinerante com gravações em diversas capitais do país. Traição e superação ainda são os temas das músicas, entretanto é perceptível o amadurecimento musical e vocal de Marília desde o boom de “Infiel” em 2015. A cantora ainda lançou os volumes 2 e 3 do projeto no decorrer do ano.</p>
<p>Do outro lado do globo, lá na Inglaterra, o (melhor) ex-One Direction lançou o seu segundo álbum em carreira solo. <em>Fine Line</em> do Harry Styles chegou nas plataformas no dia 13 de novembro. Três dias após o lançamento, 7 das 12 faixas estavam no Billboard Hot 100. E os números não acabam por aqui! O álbum atingiu 631 mil unidades vendidas segundo a United World Chart. Além disso, o segundo álbum solo significou para o cantor um rompimento com a imagem de ‘ídolo de boyband’; além de possibilitar o flerte com novos estilos musicais, como no caso da música de 6 minutos que dá o título ao CD e dos instrumentos de sopro e corais que aparecem na abertura da primeira faixa, <em>“</em>Golden<em>”</em>. Fine Line é, com certeza, a maior obra-prima internacional do ano de 2019.</p>
<p>Mas o pop não acaba por aí! Apresentando a sua nova era, Taylor Swift deixou de lado o seu rancor e ódio (explícitos) ao lançar <em>Lover</em>, <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">sétimo álbum da sua carreira</a>. Com 18 faixas, sendo o seu maior álbum em extensão, Taylor volta ao viés intimista e um tanto quanto inovador, afinal é a primeira vez que a cantora se coloca como protagonista da sua história e não foca apenas como os indivíduos ao seu redor impactaram negativamente sua vida. O registro é um grande álbum pop que flerta com o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ic8j13piAhQ">electropop</a>, resquícios do <em>Reputation</em>, e ainda  celebra os altos e baixos do amor em tons iluminados! Por fim, vale uma informação extra: <em>Lover</em> foi o único álbum do ano a vender 1 milhão de cópias puras (sem contar com as vendas em streamings) nos Estados Unidos. Parabéns, Taylor! É aquele ditado: artista da década faz assim!</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Todos Os Cantos, Vol. 1 – Marília Mendonça / 2. Fine Line – Harry Styles / 3. Lover – Taylor Swift / 4. Happiness Begins – Jonas Brothers / 5. Romance – Camila Cabello</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - You Need To Calm Down" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Dkk9gvTmCXY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13302" aria-describedby="caption-attachment-13302" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13302" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg" alt="melhores do ano céu" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/ceu-apka-persona-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13302" class="wp-caption-text">A maioria das faixas em APKÁ! foram compostas por Céu, algumas em parceria com artistas renomados, como Caetano Veloso (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Natan Felipe</strong></p>
<p>2019 foi um ano turbulento em muitos aspectos. Marcado pela nostalgia do fim de uma década, muito foi resgatado no mundo da música, mas muitos outros sons foram recebidos pelo público como uma degustação do que está por vir. O que mais me surpreendeu foi que, desde muito cedo, artistas internacionais imperavam nas minhas listas de favoritos. Contudo, esse ano, os brasileiros se posicionaram &#8211; e muito bem &#8211; no jogo da indústria musical, e conquistaram muito mais espaço no mercado nacional e nas minhas playlists.</p>
<p>Assim, sou feliz em dizer que o álbum que mais se destacou durante meu ano foi o APKÁ! da cantora <strong>Céu</strong>. Conhecida e premiada pela excelência de suas composições e produções nada óbvias, a voz mais poderosa da <a href="http://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/">nova mpb</a> traz, nesse álbum, um experimentalismo que nos rende uma boa combinação de melancolia e prazer. A paulistana trata de assuntos como o amor nos tempos modernos (e em todas as suas configurações), bem como sobre temáticas mais pessoais, como a maternidade, grande inspiração para a produção do disco.</p>
<p>Rito de Passá, da novata Mc Tha, é mais um suprassumo da cultura brasileira lançado nesse ano tão produtivo no campo das artes no país. Com batidas fortes que fazem uma mistura inusitada do funk das periferias com mpb, o álbum traz mensagens poderosas em suas letras, que tratam de temas como o empoderamento, autocuidado, coragem, amor e religião &#8211; aqui, pincelada em músicas como a faixa título, que é um canto leve e prazeroso aos orixás da umbanda, para que eles, como ela mesma diz “abram os caminhos” para a execução dessa obra que merece muito mais visibilidade do que já alcançou.</p>
<p>Por fim, não poderia deixar de esboçar minha admiração pelo mais novo trabalho de Lana Del Rey, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><em>Norman Fucking Rockwell!</em></a> No disco, a voz doce da cantora encontra seu ápice nas letras bem escritas, que nos aproxima muito da assinatura artística apresentada por ela há alguns anos atrás, com <em>Born To Die</em>. As composições casam perfeitamente com o trabalho valioso do reconhecido produtor Jack Antonoff, já nomeado diversas vezes ao prêmio Grammys por <a href="http://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">álbuns de Taylor Swift</a>, Lorde, e marcando mais uma vez presença na categoria com a merecidíssima indicação de Del Rey ao prêmio de Álbum do Ano.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. APKÁ &#8211; Céu / 2. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey / 3. Rito de Passá &#8211; MC Tha / 4. ANTI-HERÓI &#8211; Jão / 5. Lover &#8211; Taylor Swift</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="MC Tha - Rito de Passá (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/PRAx8dgvPAo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_13272" aria-describedby="caption-attachment-13272" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13272" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Lana-Del-Rey-Norman-Fucking-Rockwell-696x696-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-13272" class="wp-caption-text">Wish that you would hold me or just say that you were mine (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a melancólica melodia da faixa-título de <strong>Lana Del Rey</strong> começa a entoar, ela já nos assegura: esse ano, não tem pra ninguém. A americana consagra </span><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a melhor investida musical de 2019, unindo letras afiadas à minúcias de suas vivências. Os versos iniciais são de alto escalão,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘goddamn, man child, you fucked me so good that I almost said, &#8220;I love you&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante ressaltar que o ano desbravou </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> interessantíssimos que (ainda) não compõe álbuns completos. A triste e reflexiva </span><i><span style="font-weight: 400;">Slide Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus, detalha o término com o ex, poética como usual. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘move on, we&#8217;re not 17, i&#8217;m not who I used to be’. </span></i><span style="font-weight: 400;">A ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda se aventurou por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BTsW30Ur0sg"><i><span style="font-weight: 400;">Black Mirror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e vestiu a carapuça da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ashley O. E seus dois </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> são canções chiclete que ficam com a gente,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m gonna get what i deserve’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Outra expoente da casa do </span><span style="font-weight: 400;">Mickey</span><span style="font-weight: 400;"> que brilhou em 2019 foi Zendaya. Protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a atriz ainda soltou a voz, ao lado do talentoso Labrinth na onírica </span><i><span style="font-weight: 400;">All For Us</span></i><span style="font-weight: 400;">, que deu fecho ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k-9DOwrLdkg"><span style="font-weight: 400;">primeiro ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do seriado,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘i&#8217;m taking it all for us, doing it all for love’</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem falar em Dua Lipa e suas exuberantes <em>Don&#8217;t Star Now</em> e <em>Future Nostalgia</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em trabalhos coesos e finalizados, os lançamentos de Ariana Grande e Billie Eilish foram força motriz do primeiro semestre. Enquanto</span><i><span style="font-weight: 400;"> thank u, next</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisita traumas e inseguranças da canceriana de 1,53m, </span><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE FALL SLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um respiro no cenário <em>pop</em>, onde a jovem de (então) 17 anos desabafa sobre pesadelos, sobre o aquecimento global e sobre seus dilemas amorosos. Do álbum de Ariana, fica destacada a faixa <em>needy</em> e, no de Billie, a divertida homenagem a <em>The Office</em> com a música <em>my strange addiction. </em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra fechar o </span><i><span style="font-weight: 400;">top 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Harry Styles coroa a tristeza do homem com o coração partido; os destaques de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fine Line </span></i><span style="font-weight: 400;">ficam a cargo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cherry</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a bagagem da ex-namorada do cantor, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Falling</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘and i get the feeling that you&#8217;ll never need me again’. </span></i><span style="font-weight: 400;">Charli XCX lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">meio-self-titled</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma porção de colaborações, uma série de fillers, mas ainda tocando fundo nos sentimentos adormecidos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Official</span></i><span style="font-weight: 400;"> é quem dá a direção que a britânica se entristece a versar em <em>Charli</em>. </span><i><span style="font-weight: 400;">‘you know the words to my mistakes, you understand because you made &#8216;em too’.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos Favoritos:</strong> 1. Norman Fucking Rockwell! &#8211; Lana Del Rey/ 2. thank u, next &#8211; Ariana Grande/ 3. WHEN WE ALL FALL SLEEP, WHERE DO WE GO? &#8211; Billie Eilish/ 4. Fine Line &#8211; Harry Styles/ 5. Charli &#8211; Charli XCX</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX - White Mercedes [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kKBCLHAq1do?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Melhores discos de Outubro/2019</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 23:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Santana No fim de outubro, foi inaugurada uma estátua em homenagem ao saudoso Belchior em sua cidade natal, Sobral (CE). A obra de Murilo Sá demorou seis meses para ficar pronta e está exposta em definitivo em uma das praças da cidade. Em um de seus maiores clássicos, &#8220;Como Nossos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Outubro/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_13113" aria-describedby="caption-attachment-13113" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13113 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/73358341_446933859272215_4742740429999439872_n.jpg" alt="" width="720" height="828" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/73358341_446933859272215_4742740429999439872_n.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/11/73358341_446933859272215_4742740429999439872_n-261x300.jpg 261w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-13113" class="wp-caption-text">A família tradicional que queremos (Reprodução/Twitter)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira e Leonardo Santana</strong></p>
<p>No fim de outubro, foi inaugurada uma <a href="https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/10/29/estatua-de-belchior-e-inaugurada-em-sobral-no-ceara.ghtml">estátua em homenagem ao saudoso Belchior</a> em sua cidade natal, Sobral (CE). A obra de Murilo Sá demorou seis meses para ficar pronta e está exposta em definitivo em uma das praças da cidade.</p>
<p>Em um de seus maiores clássicos, &#8220;Como Nossos Pais&#8221;, Belchior canta que &#8220;o novo sempre vem&#8221;. E em outubro ele veio mesmo! Dentre os nossos nove escolhidos do mês, quatro são estreias arrasadoras, injetando gás na reta final do ano musical com competência e originalidade. Confira!</p>
<p><span id="more-13073"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13084 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Pang-1571410327-640x640-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Caroline Polachek &#8211; Pang</strong></p>
<p><em>art pop</em></p>
<p>Em <a href="https://vmagazine.com/article/caroline-polachek-magic-kingdom/">entrevista à V Magazine</a>, Caroline Polacheck respondeu à dúvida geral: &#8220;<em>Panging</em> é um termo que descreve fome, desejo, inveja, nostalgia&#8230;&#8221;. No dicionário, porém, o título do disco de estreia da ex-Chairlift refere-se a algo afiado, mutilador. Ambas as definições cabem aqui.</p>
<p>Sempre rondando temas de afetividade e insegurança, Polacheck revela-se uma artista tão crua quanto lúdica. Isso porque sua verdade não vem entregue de bandeja, mas sim sob camadas de brincadeiras semânticas. Mas dilacera quando bate. &#8220;Ocean of Tears&#8221;, um dos destaques do LP, narra o estado intermediário entre a desilusão absoluta e a possibilidade de um recomeço.</p>
<p>O álbum tem sido descrito por entusiastas como uma mistura de Charli XCX com Kate Bush. E a comparação faz sentido: uma versão mais taciturna da PC Music conduz a produção, que vem floreada pela voz assombrosa da intérprete, característica que ela compartilha com a cantora de &#8220;Wuthering Heights&#8221;. Caroline tem estudado, nos últimos anos, canto barroco e suas vertentes e a influência no produto final é clara e cristalina. <em>Pang</em> é um trabalho emocionalmente cortante, cheio de sentimento. <strong>(LT)</strong><!--/data/user/0/com.samsung.android.app.notes/files/clipdata/clipdata_191030_031924_272.sdoc--></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13085 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown.jpeg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Danny-Brown-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Danny Brown &#8211; uknowhatimsayin¿</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Em seu primeiro álbum desde 2016, Danny Brown soa sensivelmente mais leve que em <a href="https://open.spotify.com/album/3e7vtKJ3m1zVh38VGq2g3H?si=IKcUJ0n8Sya7qnffSjUYNg"><em>Atrocity Exhibition</em></a>. No lugar das rimas sobre uso de drogas e desesperança, piadas dignas de um stand-up comedy; no lugar dos beats abstratos que por vezes remetiam à música eletrônica, a produção retrô do veterano Q-Tip (A Tribe Called Quest).</p>
<p>Com um setlist enxuto, <em>uknowhatimsayin<strong>¿</strong></em><strong> </strong>não é experimental como seu antecessor, mas Danny Brown é um rapper talentoso o suficiente para entregar um produto competente. Destaque para a opção por um timbre vocal mais grave de voz, o que trouxe certa sobriedade ao LP, e para as ensolaradas &#8220;Dirty Laundry&#8221; e &#8220;Best Life&#8221;. Dá pra ser retrô sem ser saudosista, afinal.<strong> (GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Danny Brown - Dirty Laundry" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1okqvhq7ZaI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona.jpeg" alt="drik melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/drik-barbosa-persona-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Drik Barbosa &#8211; Drik Barbosa</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>“Eu agradeço por tá aqui / Valeu Gizza, Dina Di, Sharylaine, Rubia MC /<br />
Kmilla CDD, Stefani, Cris MC / Atitude feminina, salve Negra Li”, canta Drik Barbosa em “Sonhando”, faixa final de seu disco de estreia. Sempre afiada, a ex-Rimas e Melodias segue pressionando a tecla da ocupação negra e feminina dos mais diversos espaços. Nesse sentido, o trabalho soa bastante como uma versão estendida do EP <em>Espelho</em>, lançado em março de 2018.</p>
<p>A influência dessas mulheres na arte da <em>rapper</em> paulistana é palpável e bem-vinda, mas as referências do auto-intitulado vão mais longe. O samba de “Tentação” é exemplo disso. Mais madura, Drik produz um trabalho coeso e sonoramente elegante, que incomoda quem tem que incomodar e viaja por terrenos incomuns, ainda que confortáveis, da música da diáspora africana. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Drik Barbosa - Liberdade part. Luedji Luna e R.A.E" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Pn_DgOWQsD4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13082 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/sw0226_large-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Gre &#8211; ABSTRAÇÃO</strong></p>
<p><em>dark ambient, spoken word</em></p>
<p>Difícil descrever a estreia em disco de Greize Dainese, tanto pela falta de informações sobre a artista de Ribeirão Preto (SP) quanto pelo próprio caráter do som de <em>ABSTRAÇÃO</em>. Uma síntese bem superficial: Gre declama poemas sombrios e opressivos acompanhada por instrumentais também sombrios e opressivos. É como um filme de terror musicado. Pra ouvir no escuro. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RoM9eNmyPdQ?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13086 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/kimgordon_nohomerecord-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Kim Gordon &#8211; No Home Record</strong></p>
<p><em>industrial, noise rock</em></p>
<p>Depois do fim amargo do <a href="http://personaunesp.com.br/sonic-youth-daydream-30-anos/">Sonic Youth</a> em 2011, Kim Gordon montou outra banda, escreveu um excelente livro de memórias e se dedicou às artes plásticas, área em que ela aparentemente se sente mais confortável que na música (afinal, a própria já disse diversas vezes que <a href="https://www.theguardian.com/music/2019/oct/04/kim-gordon-theres-a-wall-of-faceless-men-i-have-to-climb-over">não se vê como uma musicista</a>). Agora, no alto de seus 66 anos, ela lança sua estreia como artista solo, o originalíssimo <em>No Home Record</em>.</p>
<p>Produzido por Justin Raisen (Sky Ferreira, Angel Olsen), <em>No Home Record </em>passeia por diversas nuances sem nunca perder a coesão. Há o noise rock levemente youtheano (&#8220;Air BnB&#8221;), há art pop (&#8220;Sketch Artist&#8221;), há até mesmo música eletrônica (&#8220;Don&#8217;t Play It&#8221;) e batidas trap (&#8220;Paprika Pony&#8221;), tudo isso ligado por um verniz da música industrial. Nada inesperado considerando a vasta bagagem musical de Gordon e seu gosto pela novidade. Ela continua representando a epítome do cool, título que ostenta desde os tempos do Sonic Youth. Mais destaques com a potente &#8220;Murdered Out&#8221; e a claustrofóbica &#8220;Cookie Butter&#8221;. Mais um grande disco de 2019. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Kim Gordon - &quot;Air BnB&quot;" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_Jhhzy7vr8A?start=2&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13083 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/o-cao-de-toda-noite-696x696-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>maquinas &#8211; O Cão de Toda Noite</strong></p>
<p><em>pós-rock</em></p>
<p>Cunhado em 1994 pelo jornalista Simon Reynolds, o termo &#8220;pós-rock&#8221; abarca toda e qualquer banda que utilize guitarras de uma maneira divergente do rock tradicional, isto é, como produtoras de texturas e timbres em vez dos mandatórios riffs. De lá pra cá, muito se teorizou a respeito do subgênero e, claro, já se vaticinou sua morte diversas vezes.</p>
<p>Os cearenses do maquinas não estão no patamar de um Godspeed You! Black Emperor ou Swans, dois dos maiores expoentes do pós-rock, mas em <em>O Cão de Toda Noite</em> mostram que ainda é possível produzir música interessante que se encaixe neste rótulo. Este é o segundo álbum do quinteto, uma odisseia de 50 minutos que soa paradoxalmente aconchegante e aterradora. Os vocais ocasionais vem baixo na mixagem, dando um toque shoegaze às texturas sônicas. Para dar play e esquecer do mundo. <strong>(GF) </strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Maquinas - O Silêncio é Vermelho (Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/j8h9njB_2cw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona.jpeg" alt="pratagy melhores discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/pratagy-persona-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Pratagy &#8211; Pratagy</strong></p>
<p><em>pop, mpb</em></p>
<p>O terceiro registro de estúdio do compositor paraense passeia, intimamente, por influências pop do final do século passado. A proposta resulta em um trabalho aconchegante e melancólico, que bebe de fontes como Pet Shop Boys, The Knive e Prince, mas que carrega certa brasilidade, já típica de Pratagy. &#8220;Eu Posso Mudar&#8221;, por exemplo, poderia facilmente fazer parte do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yz7CPYhzcoQ">disco de estreia de Sandra de Sá</a>, <em>Vale Tudo</em>. Letras reflexivas e pouco imediatas completam o combo. A tracklist cativa da abertura (o synthpop atmosférico &#8220;Dias de Verão&#8221;) ao infinito. <strong>(LT)</strong><!--/data/user/0/com.samsung.android.app.notes/files/clipdata/clipdata_191030_031346_307.sdoc--></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0tN7YLS5XiCk0VM72hlrEe" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona.jpg" alt="" width="498" height="498" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/urias-ep-persona-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 498px) 85vw, 498px" /></p>
<p><strong>Urias &#8211; Urias EP</strong></p>
<p><em>ballroom, art pop</em></p>
<p>Sem pedir licença, Urias entra na cena. Ainda que seus covers tenham <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OrOGGpnl6Bs">bombado bastante</a> ano passado, só agora a mineira deu o primeiro passo em direção ao tipo de trabalho autoral e original que ela parece ter nascido para produzir. E, julgando pelas 4 faixas (e interlude) do registro, fica claro que Urias vem armada até os dentes. A <em>tracklist</em>, com apenas 10 minutos de duração, não perdoa: é batidão atrás de batidão. O <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_r83_ualtpM">single</a> “Diaba” lembra o Kanye West de <em>The Life of Pablo</em>, ao passo “Rasga” é a <em>banger</em> do ano. Pesadíssimo. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3ZJmusyzCc79aNfzOBdYdM" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Melhores discos de Agosto e Setembro/2019</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 19:46:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Leite Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Leandro Gonçalves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira “A música brasileira está uma merda”, afirmou Milton Nascimento em entrevista polêmica para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-agosto-setembro-2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Agosto e Setembro/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12945" aria-describedby="caption-attachment-12945" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12945 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg" alt="Linn, Glória, Karol discos" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/linn-gloria-karol-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12945" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Linn da Quebrada, Glória Groove e Karol Conká. A música brasileira vai muito bem, obrigada! (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira, Leandro Gonçalves e Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>“A música brasileira está uma merda”, afirmou <a href="https://personaunesp.com.br/critica-clube-da-esquina/">Milton Nascimento</a> em <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/09/a-musica-brasileira-esta-uma-merda-diz-milton-nascimento.shtml?loggedpaywall#">entrevista polêmica</a> para a coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, no último dia 22. E armou-se o circo. A assessoria do cantor do clube da esquina logo tratou de esclarecer o que seria um mal-entendido, já que Nascimento estaria se referindo à produção musical do <em>mainstream </em>brasileiro.</p>
<p>O que deveria amenizar as discussões, <a href="https://twitter.com/alicecaymmi/status/1175797878251556865">deu mais pano pra manga</a>. Em meio a manifestações de apoio e repúdio à fala do cantor e compositor mineiro, a bolha cultural da internet tirou o dia para discutir a produção musical brasileira. Afinal de contas, a nossa música, popular ou independente, estaria uma merda?</p>
<p>Nossa curadoria dos meses de agosto e setembro prova que não. Numa semana em que o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DkAh-OmITu4">cantor Jaloo</a> anunciou — em um desabafo que revelou a dificuldade de se fazer música por conta própria no Brasil — que não deve trabalhar por muito mais tempo, fica um pensamento: a arte merece apoio. A arte brasileira e a estrangeira, a arte de gravadora e a <em>underground</em>.</p>
<p>Confira abaixo os nossos momentos preferidos, dentre todas essas cenas, dos dois últimos meses. Boa leitura!</p>
<p><span id="more-12879"></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg" alt="Charli XCX discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/d51f2e217af68fb4335c626b0f03e6f0-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Charli XCX &#8211; Charli</strong></p>
<p><em>pop, pc music</em></p>
<p>Liberdade artística é um conceito que muitos artistas do cenário que chamamos de <em>mainstream</em> nem sonham em alcançar. Para a arte de Charli XCX, no entanto, a autonomia é condição de existência. E ela consegue aqui provar isso novamente. Seu disco auto-intitulado é ouro pop, com doses generosas, quase cavalares, de PC music e muito a dizer sobre o futuro. Da impecável “Gone” nasce uma viagem coesa e até bastante chiclete, mas que sugere caminhos cada vez mais metálicos e complexos para a música pop. “2099”, fechamento do registro e segunda parceria da britânica com o príncipe <a href="https://personaunesp.com.br/bloom-troye-sivan-floresceu/">Troye Sivan</a>, coroa o casamento de XCX com o estranho e o inovador.</p>
<p>Longe de querer inventar a roda, o registro retoma referências já sedimentadas do gênero e as perverte, numa viagem robótica mas cheia de alma. Repleto de participações marcantes, o novo trabalho da intérprete de “Vroom Vroom” não tem medo de incomodar, mas suas brincadeiras são feitas num terreno familiar e frutífero. Até a diva <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rZVhR399IoA">Pabllo</a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fI5Myc9Nt-Y">Vittar</a> teve espaço, na faixa mais longa (e doida) do projeto. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Charli XCX &amp; Christine and the Queens - Gone [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/chSZCtLrgz8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12932" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg" alt="Davi discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/ritual-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Davi &#8211; Ritual</strong></p>
<p><em>ambient pop</em></p>
<p>Chique. Se tem uma palavra que, sozinha, consegue definir o registro de estreia do goiano Davi Sabbag, aqui está. <em>Ritual</em> é chiquérrimo. A produção, encabeçada pelo cantor e alguns parceiros, evoca o intimismo de um quarto de apartamento e todos os desdobramentos que esse ambiente rende. Dessa forma, sexo, auto-cuidado, romance e reflexão fazem parte da teia que o ex-Banda Uó desenvolve nas faixas.</p>
<p>Mesmo em momentos como o <em>dancehall</em> de “Não Faz Diferença” ou  a sexualmente carregada “Banquete” — respectivamente em parceria com <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_r83_ualtpM">Urias</a> e Jaloo —, sutileza e delicadeza comandam a experiência, estética que Sabbag vem amadurecendo desde o início de seu projeto solo e merece ser ainda mais explorada. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Davi Sabbag - Banquete feat. Jaloo, 1993agosto (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ho8DBdnNhC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png" alt="Jaloo discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho.png 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0_rFR7b-VcVKg6E3ho-300x300.png 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jaloo &#8211; ft (pt. 1)</strong></p>
<p><em>pop, tecnobrega</em></p>
<p>Menos de meia década se passou desde a sua estreia, mas uma coisa é certa: o Jaloo de ontem é bastante diferente do Jaloo de hoje. Não se preocupe, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_pa0qxFHe9E">brincadeiras com regionalismos</a>, letras contemplativas e melodias grudentas continuam parte importante na obra do cantor paraense. Mas é impossível não notar o seu amadurecimento em <em>ft (pt. 1)</em>.</p>
<p>Primeira metade de um projeto de parcerias com artistas dos mais diversos universos, o novo disco tem tudo o que esperamos de Jaloo e mais um pouco. Inclua neste mais um pouco uma produção menos experimental, encabeçada pelo próprio intérprete, mas que nunca deixa de empolgar, assim como encontros inusitados de gêneros e referências. Cabem mil brasis no mundo em expansão de Jaloo. Continuamos apaixonados, com a certeza de que o <a href="https://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">pop brasileiro está muito bem servido</a>. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jaloo ft. MC Tha - Céu Azul (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/78wVROmr0HE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg" alt="Jay discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a1017312610_16-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Jay Som &#8211; Anak Ko</strong></p>
<p><em>indie rock, dream pop</em></p>
<p><em>Anak Ko </em>começa onde exatamente parou o aclamado <em>Everybody Works </em>(2017) da multiinstrumentista Melina Duterte, ou Jay Som &#8211; com a diferença que agora ela não gravou tudo sozinha. A aposta em um indie rock mais soturno, com inclusão de sintetizadores e cordas, revela-se acertada: os 34 minutos de música são coesos e agradáveis.</p>
<p>Destaque para o desempenho de Melina na guitarra &#8211; pura destreza e sutileza. A única deficiência de <em>Anak Ko</em> está nas letras, principalmente nos momentos feitos sob medida para a catarse (“If You Want It”, “Superbike”) que acabam por soar derivativos. Nada que prejudique o produto final. Destaques para a supracitada “Superbike”, “Nighttime Drive” e a faixa-título. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jay Som - Nighttime Drive [OFFICIAL MUSIC VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/t0Hns30GEGo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg" alt="Jenny Hval discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/sbr229-jennyhval-nobrand-300_1024x1024-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Jenny Hval &#8211; The Practice of Love</strong></p>
<p><em>art pop, eletrônico, experimental</em></p>
<p>Mesmo que pouco conhecida pelo grande público, Jenny Hval está longe de ser iniciante na cena. Responsável por sete elogiados registros, a compositora e romancista sempre deu <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZVaWc00aZ30">tratamento complexo a temas incômodos</a>. Não havia razão lógica para alterar esse time ganhador, mas, em <em>The Practice of Love</em>, a norueguesa reflete feminilidade e amor acompanhada de uma produção influenciada pelo <em>house</em> de Detroit e o <em>synthpop</em> da década de 80. Trata-se de uma abordagem mais acessível que esforços anteriores, ainda que a efervescência criativa de Hval opere mais forte do que nunca. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/6Ia2sw3y79k40GHeNjCfLh" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12931" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg" alt="luisa discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Luísa-e-os-Alquimistas-Jaguatirica-Print-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Luísa e os Alquimistas &#8211; Jaquatirica Print</strong></p>
<p><em>tecnobrega, electropop</em></p>
<p>A melodia é chiclete. A batida, dançante. Sem esquecer-se das letras irreverentes. O quarteto potiguar entrega, em seu terceiro registro de estúdio, tudo que era de se esperar. Mas <em>Jaquatirica Print </em>consegue, ainda, surpreender. Com produção arrojada e cheia de excessos bem-vindos, o disco é grudento sem soar manjado ou repetitivo, devido à mistura de tecnobrega com referências do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AmfjSzYyRUc">pop de vanguarda oitentista</a>, como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wn9E5i7l-Eg">Pet Shop Boys</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z0XLzIswI2s">Grace Jones</a>, que é pra lá de inusitada. O <em>single</em> “Furtacor” tem estética romântica e psicodélica, sendo um dos destaques do LP; ao passo que “Descoladinha”, ato de abertura, tem tudo para hitar nas festas <em>queer</em> moderninhas Brasil afora. <strong>(LT)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0JkLQKEz5jnRohRSLIEewl" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg" alt="pharma discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/a3151482610_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Pharmakon &#8211; Devour</strong></p>
<p><em>death industrial</em></p>
<p>O <a href="https://personaunesp.com.br/black-sabbath-em-sao-paulo-o-funeral-eletrico/">Black Sabbath</a> foi um dos primeiros grupos do século XX a entender que o público gosta de sentir medo. Traçando uma linha evolutiva torta, pode-se dizer que a música industrial levou essa lógica a um novo patamar, praticando sons que não raro desafiavam as limitações do rótulo &#8220;música&#8221; através do extremismo visual e sonoro. 2019 tem se provado terreno fértil para esse tipo de experimentação.</p>
<p>Após o opressivamente opulento <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-julho2019/"><em>Caligula</em></a>, da revelação Lingua Ignota, chega <em>Devour</em>, da sempre ameaçadora Pharmakon. Nada de opulência aqui; o death industrial de Margaret Chardiet é minimalista. Basta uma base em loop e camadas de puro e simples barulho para ela atacar o microfone. Em seu quinto álbum ela finalmente transfere o clima dos shows para o disco. As 5 faixas fluem entre si, proporcionando um pequeno espetáculo de masoquismo. <a href="https://www.residentadvisor.net/reviews/24089">Segundo a resenha do site Resident Advisor</a>, em <em>Devour</em> Chardiet quer que nós aceitemos a pequenez de nossa existência. Nós aceitamos, Margaret. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3AawK35xFxfwpeJmqnC1tW" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg" alt="sant discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/e7SOLaR5TVaOziKnLjBP.0.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Sant &amp; LP Beatzz &#8211; Fazendo Arte</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Primeiro disco do rapper carioca desde 2015, <em>Fazendo Arte </em>vem menos verborrágico que seus sucessores. Sant&#8217;Clair Araújo Alves de Souza parece estar de bem com a vida, reflexivo após <a href="https://portalrapmais.com/sant-anuncia-sua-saida-prematura-do-rap/">anunciar o fim de sua carreira</a> em abril. Aqui ele canta basicamente sobre o papel do rap em sua vida  e sobre amores, embalado pelas bases jazzísticas de LP Beatzz. A duração do EP (4 faixas totalizando cerca de 10 minutos) tanto prejudica quanto beneficia: não há tempo para as faixas mais estruturadas e quase épicas de <a href="https://open.spotify.com/album/5RzvGNpsnvfFXPLjQKlMgO?si=PDHZUtfBR5WSOpwiHjobBQ"><em>O que separa os homens dos meninos &#8211; Vol. 1 </em>(2015)</a>, mas o replay é certo. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Fazendo Arte" src="https://open.spotify.com/embed/album/5XelMTieNj9lOTs86QQgRV?si=BMbtzfzfTsuZkDjxEyjP3A"></iframe></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12884" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg" alt="slayyyter discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/SelfTitled.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slayyyter &#8211; Slayyyter</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>Vocais melindrosos, refrões-chiclete e uma apurada sonoridade comercial compõem a <em>mixtape</em> homônima da artista americana Slayyyter, uma espécie de “cantora pop side b dos anos dois mil”. A estreia é um prato cheio para quem sente saudade das cantoras adolescentes de outrora, como <a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/">Britney Spears</a> e Jessica Simpson, mas que atualmente escutam Charli XCX, SOPHIE ou outras artistas vanguardistas da PC Music.</p>
<p>Composta por 14 faixas, a <em>tracklist</em> é repleta de mensagens provocativas, típicas de quem só quer se divertir sem assumir compromissos. Em faixas como “Devil”, Slayyyter canta sobre atrair garotos estúpidos e deixá-los malucos. Já em “Touch My Body” &#8211;<a href="https://personaunesp.com.br/critica-mariah-butterfly/"> alô, Mariah!</a> &#8211; a loira fala sobre esperar a ligação de alguém minimamente especial. E por aí vai, quarenta minutos de pura efervescência.</p>
<p>Assim, o trabalho não é liricamente pretensioso. Pelo contrário, é frívolo e soa confortavelmente fútil na maior parte do tempo. Afinal, não é sempre que queremos ou precisamos mergulhar profundamente em algo. Nesse sentido, Slayyyter é uma boa pedida para quem quer curtir uma <em>vibe</em> sexy e debochada, para cantar na frente do espelho enquanto se sente a última bolacha do pacote.</p>
<p>Mas, um detalhe. Não ouça “Daddy AF” em público sem fones de ouvido. Avisa quem amigo é. <strong>(LG)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slayyyter - Mine (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1s_lpkO1T1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12661" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg" alt="slipknot discos" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/slipknot_-_wanyk_-_album_art-min.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Slipknot &#8211; We Are Not Your Kind</strong></p>
<p><em>metal alternativo</em></p>
<p><span dir="ltr"><span class="_3l3x">Um comentário de internet sobre o novo disco do Slipknot: “O disco foi gravado em uma frequência que só é audível para ouvidos de pessoas abaixo de 14 anos”</span></span>. Não é de hoje que o metal alternativo (ou new metal) é visto como juvenil e <em>poser</em>, principalmente pelos metalheads mais fervorosos. Esse tipo de miopia prejudica a recepção de bons discos do gênero, como este <em>We Are Not Your Kind</em>, o sexto do Slipknot.</p>
<p>Uma evolução notável do saturado <em>.5: The Gray Chapter</em>, <em>We Are Not Your Kind </em>não converterá os detratores, agradará os fãs e, de quebra, pode conquistar os indiferentes. A mistura do metal alternativo (incluindo aí guitarras em tom menor, andamentos retos e refrões melódicos) com influências mais extremas deu forma a um produto perfeitamente equilibrado entre o mainstream e o underground. O Slipknot, aliás, pode ser considerado um dos grupos de metal mainstream mais extremos dos últimos anos, vide o apelo visual e, claro, a música.</p>
<p>Nesse último aspecto, nada mudou: a porradaria é garantida na maior parte do tracklist, com destaque para os riffs cirúrgicos de Jim Root e Mick Thomson e a interpretação impecável do vocalista Corey Taylor. O maior destaque às nuances eletrônicas, sempre presentes na discografia do grupo, dá respiro entre as 14 faixas, trazendo coesão. Mas não espere um rolo compressor inclemente: o apelo pop de faixas como “Nero Forte” e “Orphan”, com seus refrões feitos sob medida para grandes arenas, é inegável. Isso sem falar nas baladas que fecham o disco, mais próximas do Nine Inch Nails do que do Slayer. Metal também é música pop, afinal. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Slipknot - Unsainted [OFFICIAL VIDEO]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VpATBBRajP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg" alt="taylor discos" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/taylorswift-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Taylor Swift &#8211; <a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/">Lover</a></strong></p>
<p><em>pop, synthpop</em></p>
<p>A temática amorosa não é exatamente novidade na discografia de Taylor Swift. A cantora e compositora, que é conhecida por destilar as dores de seus relacionamentos fracassados em letras bastante pessoais, canta <a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/">corações partidos</a> como ninguém. <em>Lover</em> é mais uma bem-vinda adição ao clube, mas vem com o pulo do gato: o amor aqui não é passado, é presente. E futuro. Como que num revival do <em>synthpop</em> jovem, e ao mesmo tempo nostálgico, do importante <em>1989 </em>(2013), a estrela pop de Nashville faz grudar na mente narrativas de um amor que é confortável e tranquilo, que não machuca.</p>
<p>A produção brilha mais nos momentos em que o <a href="https://personaunesp.com.br/carly-rae-jepsen-dedicated-critica/">queridinho Jack Antonoff</a> assume, com a sua já conhecida estética igualmente melodramática e cool &#8211; a desoladora “Cruel Summer”<em> </em>é exemplo disso. O disco guarda algumas das melhores letras de Taylor, que consegue conquistar até os críticos mais céticos da música pop. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Lover (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-BjZmE2gtdo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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