25 anos de Live Through This e o que fazemos com a arte de mulheres monstruosas

Bárbara Alcântara

Courtney Love é e sempre foi uma filha da puta ambiciosa. De certa forma, atingiu o que queria: em 1992, casou-se com Kurt Cobain, um dos grandes ícones da história do rock. Dois anos depois, no dia 12 de abril de 1994, preparava-se para lançar o que é até hoje a sua obra prima, Live Through This, segundo álbum de estúdio da banda Hole, em que era vocalista.

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Cineclube Persona – Março/2019

A madrinha da nouvelle vague lançou seu último longa no Festival de Berlim, Varda par Agnès, onde ela dá uma aula sobre seu processo cinematográfico de contar histórias. (Foto: Reprodução)

Natália Santos, Vitor Evangelista

A sétima arte entrou de luto no fim de março. A cineasta Agnès Varda morreu na noite do dia 28, em consequência de um câncer, aos 90 anos.  Fotógrafa, cineasta, documentarista, e formada em psicologia e literatura, ela é hoje o principal nome a lembrar quando se fala em cinema autoral francês de qualidade, a novelle vague – precursora do movimento e uma das raras figuras femininas a compô-lo.

A diretora de clássicos como Cléo das 5 às 7 (1962) e Os Catadores e eu (1999, um dos seus muitos filmes-ensaios documentários) foi assunto da última edição da nossa newsletter (se não assinou, assine já) e não poderíamos deixar de fora na retomada do cineclube, com os destaques do cinemas brasileiros no último mês.

Sem mais delongas, confira abaixo nossa seleção!

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A Ordem: A Versão Americana dos Mutantes

(Foto: Reprodução)

Ana Laura Ferreira e Rayanne Candido

Após receber uma generosa bolsa de estudos na Faculdade Belgrave, o que Jack Morton (Jake Manley) mais deseja é participar da lendária sociedade da qual ouviu falar toda sua infância: A Ordem Hermética da Rosa Azul. A Ordem, nova aposta da Netflix, apresenta um mundo em que a magia e o sobrenatural se misturam à uma história de vingança. Entretanto, a produção que almejava ser uma junção de O Mundo Sombrio de Sabrina e Supernatural, acabou se transformando em uma versão gringa de Os Mutantes.

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Shazam! é a palavra certa da DC

A sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, os poderes mágicos de Zeus, a coragem de Aquiles e velocidade de Mercúrio: Shazam! (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

A família está no centro de tudo. Shazam! é um filme sobre o coração dos bons e destemidos. Aqueles que, mesmo falhos, se tornam heróis. Billy Batson (Asher Angel) é um jovem que recebe poderes do Mago Shazam e, ao dizer seu nome em voz alta, assume a forma do homem perfeito. Na nova safra da DC Comics no cinema, o diretor David F. Sandberg adiciona sua visão elegante do terror a uma clássica história de origem.

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Trust in the Lifeforce of the Deep Mystery nos leva em uma viagem espacial digna de Sun Ra e Alice Coltrane

A estética espacial e futurista permeia tudo o que envolve o trio londrino, The Comet is Coming da capa, ao visual e principalmente a música. (Foto: Reprodução)

 Frederico Tapia

Shabaka Hutchings vem se estabelecendo como um dos músicos mais intrigantes e criativos da cena de jazz britânica e seu novo álbum se consagra como mais um pedaço da construção dessa reputação. Cena esta que vive seu maior renascimento em termos de novas ideias desde as inovações nos anos 60, tempos de Joe Harriott e Evan Parker.

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Love Death + Robots: a hipnose do bárbaro

Episódios como Os Três Robôs, O Lixão e Proteção Contra Alienígenas se apoiam num humor pessimista (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

Hollywood é carente de ideias originais. Na era dos remakes e revivals, produtos recém-nascidos (quando bem feitos) enchem os olhos. Sob o astuto comando de Tim Miller (Deadpool), a Netflix disponibiliza 18 curtas animados, cada um mais inovador que o anterior e que acendem a chama da esperança de renovações lá na América do Norte. Chega Love Death + Robots.

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Sucker Punch e o delicioso pop de Sigrid

Capa do álbum (Foto: Reprodução)

Jho Brunhara

Quase completando dois anos de lançamento do single Strangers, que alavancou sua carreira, Sigrid finalmente nos apresenta seu debut, Sucker Punch. Apesar da expressão remeter a um soco repentino no inglês, o álbum não soa tão inesperado assim, mas no melhor dos sentidos. Em 12 faixas, a cantora norueguesa de 22 anos não surpreende, e sim confirma seu potencial em ser ótima no que faz.

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Ramones: nasce um monstro no Rainbow Theatre

Capa do álbum It’s Alive (Foto: Reprodução)

Raul Felipe

A maior banda de punk rock de todos os tempos. É dessa maneira que podemos definir os Ramones, os precursores do new wave no cenário musical. Os nova iorquinos do Queens, começaram a carreira no famoso CBGB em Manhanttan. O grupo formado por Joey Ramone, Jhonny Ramone, Dee Dee Ramone e Tommy Ramone estreou em 1976 com um álbum autointitulado, depois vieram Leave Home e o excelente Rocket to Russia.

Foi da junção desses três que surgiu It’s Alive, considerado um dos melhores álbuns ao vivo gravado por uma banda, lançado como disco em primeiro de abril de 1979. A turnê Rocket to Russia – que reunia as melhores músicas dos três álbuns lançados – estacionou em Londres, no Rainbow Theatre, para uma sequência de quatro shows.

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All Stars 4: grandes estrelas e polêmicas ainda maiores

Da esquerda para a direita: Trinity The Tuck, Monique Heart, Gia Gunn, Jasmine Masters, Naomi Smalls, Latrice Royale, Valentina, Monet X Change, Manila Luzon e Farrah Moan (Divulgação)

Eduarda Motta

Estreando no canal Logo em fevereiro de 2009, o programa RuPaul’s Drag Race surgiu na televisão americana com uma competição entre drag queens, cujo objetivo era mostrar o talento, personalidade, carisma e humor de cada participante que concorria pelo título de próxima superestrela drag dos Estados Unidos. O sucesso e singularidade do show lhe renderam 11 temporadas, além do spin-off All Stars, que chegou à sua quarta edição no ano passado.
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Madvillainy: o rap pode (e deve) ser divertido

Gabriel Leite Ferreira

Madvillainy, o primeiro e único álbum da dupla MF Doom e Madlib, completou 15 anos na última semana e poderia muito bem ter saído ontem. Especialmente em 2018, sua influência ressoou em alto e bom som no hip hop com o some rap songs de Earl Sweatshirt. A produção lo-fi, as canções sem refrão, as letras enigmáticas e o fluxo contínuo entre as faixas: um filho direto da obra-prima de 2004. Os vilões mais daora do pedaço nunca foram tão relevantes.

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