Há 15 anos, My Little Pony mostrava que a amizade é mágica para todas as idades

Com cores vibrantes, animação fluida e pôneis com forte personalidade, a série inicialmente infantil conquistou públicos de diferentes idades com temáticas e lições emocionantes (Foto: Discovery Kids)

Letícia Hara

Em 10 de outubro de 2010, a quarta geração de My Little Pony: friendship is magic (no original) estreou nos Estados Unidos, sendo dublada e divulgada no Brasil somente em 2011 pela Discovery Kids. Escrita por Lauren Faust, a série conta com 9 temporadas, sendo encerrada somente em 2019, após o lançamento de filmes, mini-séries e mais de 220 episódios. Há 15 anos, a série demonstrava que falar sobre amizade, emoções e vínculos de modo maduro é possível, mesmo em uma animação meiga e colorida. 

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Há 5 anos, a dama dava o xeque-mate à moda antiga em O Gambito da Rainha

Na foto, uma jovem mulher de cabelo curto ruivo impecavelmente penteado, usando um vestido cinza de mangas curtas, observa atentamente algo à sua frente. Com expressão concentrada e postura firme, ela segura uma caneta enquanto avalia sua próxima jogada no tabuleiro de xadrez em cima da mesa, iluminada por um foco suave que destaca seu rosto e o contraste entre as peças claras e escuras.
Originalmente, O Gambito da Rainha é um livro de romance de 1983, escrito pelo norte-americano Walter Tevis (Foto: Netflix)

Livia Queiroz

Imagine que você está assistindo um jogo de xadrez. O primeiro jogador ao fazer sua abertura, opta por sacrificar sua peça imaginando tirar vantagem do ataque de seu adversário, que captura o peão. Essa jogada chama-se O Gambito da Dama que, em tradução italiana, seria como uma rasteira da peça na qual está localizada à frente da rainha em forma de isca, afinal, nenhum jogador experiente sacrifica sua peça mais valiosa ao lado do rei logo no início da partida. Diante desse movimento, há 5 anos, a Netflix lança, então, a minissérie O Gambito da Rainha, baseada no romance de 1983 de Walter Tevis

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Após 5 anos de Pessoas Normais, ainda não superamos Connell e Marianne

Cena da série Pessoas Normais. Na imagem, há uma mulher branca de cabelos castanhos e franja olhando para um homem branco de cabelos castanhos, que também devolve o olhar. Eles estão sentados e uma luz vermelha ilumina o espaço onde estão.
A minissérie foi o primeiro papel de Paul Mescal na Televisão (Foto: BBC/Hulu)

Guilherme Machado Leal  

Um mesmo ambiente pode conter diversos significados àqueles presentes. A escola, por exemplo. Para alguns, é o ponto mais alto da própria vida: amigos, sucesso acadêmico, primeiros amores. Assim como, em outras perspectivas, é o lugar onde nossos gatilhos iniciais surgem. A estratificação social no ensino médio é algo real, perverso e assustador. Iniciando sua história nessa época da vida de seus protagonistas, Pessoas Normais (em tradução livre), livro da autora Sally Rooney, ganhou uma adaptação para a televisão em 2020. Em um formato de 12 episódios, Connell Waldron (Paul Mescal) e Marianne Sheridan (Daisy Edgar-Jones) são o ponto de partida para uma análise da juventude da década de 2010. 

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Nada de neve nem pijamas combinando: O Natal dos Silva mostra como o brasileiro realmente celebra o espírito natalino

Uma mulher negra mais velha, usando um vestido vermelho, segura e exibe um quadro com uma fotografia antiga em preto e branco de duas meninas. Ela sorri enquanto outra mulher ao seu lado olha para a foto. Ao fundo, um homem idoso de camisa polo cinza está sentado, observando a cena. O ambiente é um pátio iluminado por luzes de Natal.
Bel, o eixo emocional que tenta manter a família unida, segura um retrato que evoca a presença da matriarca ausente (Foto: Filmes do Estação)

Arthur Caires

Em todo 24 de dezembro, existe uma coreografia que se repete na maioria dos lares brasileiros: pratos empilhados na mesa; cadeiras puxadas às pressas e pessoas que não se veem há meses comprimidas numa mesma foto anual. É um ritual feito de afeto e atrito, tão nosso quanto a farofa que nunca falta ou o parente inconveniente que sempre chega atrasado. Curiosamente, essa experiência coletiva quase nunca encontra espaço no audiovisual nacional – e, quando encontra, raramente tem a cor, o sotaque e a geografia do país que de fato celebra essa data. 

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Há 20 anos, Criminal Minds mergulhava no lado mais sombrio da mente humana

Em um escritório, há 5 pessoas. Da esquerda para a direita: um homem alto com cabelo preto, um homem mais baixo com cabelo preto e barba, um homem de cabelos brancos com roupas sociais, uma mulher loira com blusa azul e uma mulher de cabelo preto e franja. A mulher loira olha para um tablet que está em sua mão. O primeiro homem também segura um tablet, mas olha para a mulher de franja, que segura um celular. Todos estão com expressões sérias. No fundo da sala há dois painéis com fotos dos crimes. Na mesa, há arquivos dos casos, fotos e tablets.
A série acumula estatuetas em premiações como People’s Choice Award, BMI TV Music Award e NAACP Image Awards, além de indicações ao Emmy (Foto: Paramount Global)

Vitória Mendes

O maior problema enfrentado pelas séries produzidas em larga escala e mantidas por décadas a fio é inovar sem perder a originalidade e a essência que as definem.  Muitas acabam com furos no roteiro, previsibilidade e narrativas inconsistentes como em Grey’s Anatomy (2005) e The Walking Dead (2010). Felizmente, Criminal Minds supera as estatísticas. Lançada em 22 de setembro de 2005, a criação de Jeff Davis, também conhecido por Teen Wolf (2011), se insere em um nicho de investigação criminal já consolidado. Ainda assim, conquista seu próprio espaço ao trazer uma nova perspectiva: a análise de perfilamento. Afinal, para capturar um criminoso, é preciso pensar como um. Continue lendo “Há 20 anos, Criminal Minds mergulhava no lado mais sombrio da mente humana”

Há 20 anos How I Met Your Mother nos ensinava a viver de forma legendária

Frame de cinco amigos, Barney, homem loiro vestindo terno e gravata, Robin, mulher morena de jaqueta bege, Ted, homem branco de cabelo preto usando um blazer marrom, Marshall, homem branco com entradas no couro cabeludo e uma camiseta marrom, e Lily, mulher ruiva usando uma blusa azul, em uma mesa de bar sorrindo e brindando com canecas de cerveja. No fundo, figurantes circulando pelo ambiente.
Com nove anos de duração, a série narra a história de décadas da amizade imperfeita, mas sincera de um grupo de cinco grandes amigos (Fonte: CBS)

Mariana Bezerra

Em Setembro de 2005, foi ao ar, na CBS, o primeiro episódio de How I Met Your Mother (Como eu conheci sua mãe, em tradução livre). Nessa época, milhões de pessoas se sentavam em frente à televisão toda segunda-feira para acompanhar a vida dos cinco amigos sem sequer cogitar a ideia de que, um dia, todos os episódios estariam em um aplicativo para serem assistidos on demand. O mais relevante é que pouco importa a passagem do tempo ou o formato, porque a amizade, o amor, os sonhos e as frustrações – que são o cerne desse enredo – serão sempre parte de todos. Em função disso, How I Met Your Mother segue sendo um sucesso, conquistando cada vez mais espaço nas novas gerações, ganhando, inclusive, um spin-off intitulado How I Met Your Father (2022), o qual contou com participações especiais de alguns atores do elenco original.

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Há 15 anos, começava a caçada de ‘-A’ com a estreia de Pretty Little Liars

Cena da série Pretty Little LiarsNa imagem, estão as quatro protagonistas: Emily está com uma blusa azul e cabelo preso, Spencer e Hanna estão no meio, Spencer usa uma blusa xadrez azul e cinza, enquanto Hanna usa um vestido roxo. Aria está na direita com uma blusa branca. Todas elas olham com curiosidade para algo dentro de uma caixa de madeira aberta na frente delas.
Com o aniversário da primeira temporada da série, a showrunner confirmou a possibilidade de uma reunião com o elenco original (Foto: Freeform)

Isabela Nascimento

Baseada na série de livros de Sara Shepard, Pretty Little Liars (2010-2017) foi comandada pela showrunner Marlene King. Já no primeiro episódio, o seriado foi um sucesso, com mais de 2 milhões de telespectadores. Ao longo dos 22 capítulos iniciais, a produção juntou milhares de fãs, começando um legado que já dura 15 anos como uma das séries teens mais icônicas dos últimos tempos. Continue lendo “Há 15 anos, começava a caçada de ‘-A’ com a estreia de Pretty Little Liars”

A 4ª temporada de The Bear pergunta quem somos quando paramos de cozinhar no automático

Foto de Carmy, da série The Bear, em um ambiente urbano. Ele é um homem branco com cabelo escuro e bagunçado, vestindo uma camiseta branca e um avental azul. Ele está ao ar livre, em uma rua com prédios altos ao fundo, e segura uma pequena xícara ou tigela preta. Carmy olha para o lado com uma expressão pensativa.
The Bear é o resultado de caos e relações familiares que queimam igual as chamas do fogão (Foto: FX Studios)

Arthur Caires

Se nas duas primeiras temporadas The Bear foi apresentada ao público como a série que deixava a gente em apneia, vivendo cada grito de “ATRÁS” como se estivesse dentro da cozinha, agora o prato servido é outro. O que começou como uma dramédia caótica, com planos-sequência sufocantes e diálogos atropelados, virou, ao longo dos anos, um fenômeno crítico que transcende a culinária. A produção deixou de ser só sobre um restaurante em crise para se tornar um retrato íntimo sobre saúde mental, sobre o peso e a cura que vêm da família, e sobre o que significa continuar vivendo quando tudo ao redor parece desmoronar.

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A nevasca que cobre Buenos Aires em O Eternauta só não é mais densa que a história que ela simboliza

Cena da série O Eternauta, da Netflix. A cena mostra a silueta de Juan Bolsa (Ricardo Darín) caminhando por uma rua coberta de neve, a sua esquerda é possível ver um ônibus abandonado e a sua direita dois carros em estado semelhante, às margens da via existem prédios altos também cobertos de neve, toda paisagem está envolta em um espesso nevoeiro.
O Eternauta reflete uma história de violência e opressão comum à toda América do Sul (Foto: Netflix)

Guilherme Dias Siqueira

Quando se fala em adaptações de quadrinhos logo nos vem à cabeça grandes produções de Hollywood sobre super-heróis vestidos em roupas coloridas e muita ação. Mas isso é uma fração da verdadeira diversidade dos quadrinhos, que não só cobrem uma variedade de temas e estilos, como também de culturas e subtextos regionais. No contexto latino-americano, uma riqueza de obras permanece vastamente inexplorada pela maior parte do público. Um desses materiais, talvez o mais importante de todos, foi retirado dessa semi-escuridão pela Netflix este ano: O Eternauta, a obra-prima de Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano Lopes.

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Pegue o desfibrilador, pois a primeira temporada de The Pitt irá reviver o gênero

Cena da série The Pitt. Nela, há um homem branco de cabelos castanhos escuros com barba e bigode. Ele veste um moletom azul e segura uma garrafa de inox. O homem está na área de trauma de um hospital.
O rosto de Noah Wyle não é novo aos amantes de séries médicas (Foto: Max/Warrick Page)

Guilherme Machado Leal

O dia a dia turbulento de profissionais da área de saúde se popularizou nos anos 90, com Plantão Médico. Drama procedural, o sucesso era considerado a maior série médica até 2019, quando Grey’s Anatomy ultrapassou o número de temporadas ao bater a marca de 332 episódios, antes conquistada pela trama protagonizada por George Clooney. A partir da consolidação da produção de Shonda Rhimes, inúmeros produtos televisivos focados em médicos lançaram e conquistaram o público. No entanto, o gênero se tornou obsoleto, previsível e não mais impactante como ocorria em seus anos de ouro. Dito isso, o que faz The Pitt, produção da HBO Max, ser um frescor?

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