Vale a pena aceitar O Convite

Aviso: Esse texto contém spoilers

 Cena de O Convite. Os quatro personagens estão reunidos na sala do apartamento. À esquerda, Joe, interpretado por Seth Rogen, e Angela, vivida por Olivia Wilde, sorriem enquanto conversam com Hawk, interpretado por Edward Norton, e Pína, vivida por Penélope Cruz, sentados à direita. Entre eles há uma mesa de centro com taças, garrafas, pratos e outros utensílios. Ao fundo, um abajur aceso ilumina a sala, decorada com quadros, sofás, poltronas e cortinas em tons neutros.
Antes de chegar às telas, O Convite provocou uma disputa sobre sua distribuição entre grandes estúdios e streamings, que terminou com a A24 adquirindo os direitos (Foto: A24)

Eduardo Dragoneti

Com uma trama limitada a um único cenário, o apartamento aconchegante de Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) – que estrela e dirige o longa –, O Convite usa o sexo como plano de fundo para destrichar as relações humanas e os limites de um relacionamento. Em um jogo de diálogos que evoca uma peça teatral, o enredo coloca em xeque a percepção dos protagonistas sobre suas formas de demonstrar afeto. Enquanto o casal principal enfrenta um hiato dos seus prazeres, Hawk (Edward Norton) e Pína (Penélope Cruz) – os vizinhos de cima – se divertem diariamente, interrompendo o sono de Joe. Na noite em que o filme todo se passa, o frustrado professor de música é surpreendido por sua esposa, que revela ter convidado os animados moradores do prédio para jantar. Continue lendo “Vale a pena aceitar O Convite”

On the Rocks, Sofia Coppola e o perigo de se fazer um filme sobre nada

Cena do filme On the Rocks. Bill Murray, um homem branco e idoso de cabelo branco e terno preto, beija a testa da filha Rashida Jones, uma mulher negra de pele clara e camiseta cinza. Eles estão ao lado de um carro preto e está de dia
On the Rocks acompanha Laura e seu pai Felix investigando a suposta traição do marido Dean, numa Nova Iorque mais triste e idealizada que o comum (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

On the Rocks é uma expressão em inglês indicando que uma bebida, normalmente alcoólica, deverá ser servida com gelo. É também o nome do sétimo filme de Sofia Coppola, diretora experiente em contar histórias calmas na superfície, mas recheadas de drama e ventanias por debaixo dos sorrisos amarelos e jardins ensolarados. Na incongruente filmografia da norte-americana, o filme de 2020 é um anexo a temáticas passadas, mas abre o leque para a sutilidade do inevitável e a magia do ordinário.

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