Após 27 anos longe das telonas, novo filme tenta ressuscitar franquia (Foto: Sony Pictures)
Davi Marcelgo
A força motriz de Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado (1997) é o conteúdo de que a história trata: adolescentes ambiciosos com o futuro, cansados da cidade natal, ficam condenados a viver ou retornar sempre ao local. Esta temática aparece não somente no texto, mas na forma como o diretor Jim Gillespie isolava as personagens do resto da população, a tragédia era algo particular do grupo de amigos. A premissa se perdeu na sequência de 1998 e no remake de 2006, mas retorna com força total, embora reimaginada, no filme que chegou aos cinemas em 2025; a requel sem medo de ser a ‘irmã feia’ de Pânico (2022).
“Ohana quer dizer família e família quer dizer nunca abandonar ou esquecer” (Foto: Disney)
Letícia Hara e Evelyn Hara
Lançado em 2002, Lilo & Stitch ganhou sua versão remake após 23 anos de lançamento. Mesmo antiga, a animação nunca deixou de ser popular entre crianças e adultos. A nova aposta da Disney faz parte de uma coleção de mais de 20 filmes em live-action, tal como Aladdin, sendo uma readaptação a qual pretende manter a essência do original, mas que também prometia surpreender os antigos e novos fãs com a inserção de novos personagens.
Em 2024, Charli XCX ganhou seu primeiro Grammy com seu último álbum Brat (Foto: Warner Music UK Limited)
Isabela Nascimento
Em maio de 2020, no meio da pandemia do coronavírus, a cantora britânica resolveu criar um álbum e documentar o processo criativo inteiro, enquanto relatava sobre a experiência de estar isolada da sociedade. “Como eu estou me sentindo agora“, tradução do título em português, contém 11 faixas que navegam em seus sentimentos mais íntimos. O reacender de uma paixão, a insegurança consigo mesma e com a sua carreira e as aflições de estar sozinha. Esse seria o primeiro disco que a artista abordaria de maneira profunda suas emoções, dando início a uma nova era de produções mais pessoais e cruas da Charli XCX.
O terceiro disco da cantora se apresenta como o mais maduro e artístico da sua carreira (Foto: Gabriela Schmidt/Sony Music Brasil)
Guilherme Barbosa
Desde sua estreia notável com De Primeira, Marina Sena tem trilhado uma jornada louvável na música brasileira. Transitando maravilhosamente entre o pop, a MPB e outros ritmos, seu estilo singular rapidamente cativou o público, garantindo-lhe um lugar de destaque no cenário mainstream do Brasil. Em Vício Inerente, a mineira demonstrou ainda mais audácia, explorando ritmos urbanos e experimentações sonoras que evidenciaram sua identidade artística. Agora, com o lançamento de Coisas Naturais, ela consolida essa evolução de forma surpreendente, apresentando um trabalho mais maduro, criativo e conectado com suas influências. Essa nova fase mostra que a cantora não tem medo de inovar e está sempre expandindo suas sonoridades e visuais de um jeito único.
Madonna, Jennifer Lopez e Gwen Stefani chegaram a ser cotadas para dar voz à personagem Glória. (Foto: DreamWorks Animation)
Marcela Jardim
Em 2005, Madagascar chegou aos cinemas com uma proposta ousada: transformar a história de quatro animais em uma jornada existencial sobre liberdade, identidade e pertencimento. Alex (Ben Stiller), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Glória (Jada Pinkett Smith) viviam no conforto do Zoológico do Central Park, cercados de comida, cuidados veterinários e aplausos diários. Mas quando Marty decide fugir do seu lar para conhecer o mundo real, a sua fuga desencadeia uma série de eventos que os levam até a ilha de Madagascar. Lá, eles têm contato com seu habitat natural pela primeira vez e começam a repensar o que é ter uma vida ‘normal’. O filme, com sua leveza, toca em temas mais profundos do que aparenta.Continue lendo “Há 20 anos, Madagascar se remexia muito pela primeira vez”
Os roteiristas consideraram até 27 emoções diferentes, mas decidiram por cinco – Alegria, Tristeza, Nojinho, Medo e Raiva – para tornar o filme menos complicado (Walt Disney Pictures)
Marcela Jardim
Lançado em 2015, Divertida Mente rapidamente se destacou como uma das animações mais inovadoras da Pixar, tanto pelo seu conceito original, quanto pela forma sensível e educativa que abordou a psicologia humana. A trama acompanha Riley, uma menina de 11 anos que enfrenta mudanças profundas ao se mudar para uma nova cidade — uma transição que evoca o desconforto das primeiras vezes e a instabilidade emocional que costuma acompanhá-las. Dentro de sua mente, cinco emoções – Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho – disputam o controle de suas reações, refletindo os conflitos internos que surgem diante do desconhecido. O filme cativou o público infantil com sua estética vibrante e personagens carismáticos, ao mesmo tempo que conquistou os mais velhos na maneira que trata com delicadeza temas como amadurecimento e saúde mental.
Olof Grind, fotógrafo responsável pela identidade visual do álbum, disse que o tom soturno da capa foi ideia de Phoebe, que queria a imagem mais assustadora possível (Foto: Dead Oceans)
Guilherme Veiga
Phoebe Bridgers talvez seja uma das artistas mais sinestésicas dessa nova safra do indie folk. Desde Strangers in the Alps, seu álbum de estreia, sua música tem cheiro, clima e cor de interior e isolamento. A voz serena e a harmonia calma de uma produção muita das vezes composta só por guitarra e violinos presente em sua discografia na carreira solo, dão a impressão de estarmos sozinhos em um ambiente em que gritar nosso sentimentos resultam neles te atingindo em forma de eco, por isso, a escolha de se recolher em sua própria autopiedade e depreciação.
É uma linha recorrente nos versos de artista o desejo de querer desaparecer, seja no sentido material da palavra ou até mesmo em ser abduzida por uma nave espacial. Ironicamente, Punisher, que completa cinco anos,veio no cenário favorável para que isso acontecesse. Com a pandemia de covid-19, grande parte do mundo tinha sumido para seu próprio universo particular. Porém, em efeito contrário, o fato de estarmos vivendo a reclusão e desconexão com si próprio já cantada por Phoebe só fez com que nos aproximássemos de sua obra no momento em que ela justamente transitava entre otimismo e esperança.
A segunda temporada de The Last of Us diminui o ritmo do seriado (Foto: MAX )
Isabela Pitta
Mesmo que o tempo ande a passos lentos ou corra com avidez, a vingança nasce e renasce no coração humano. A cada ciclo vingativo fechado, ao menos um novo é aberto e a humanidade se perde em desesperança. Apesar de a violência já ser esperada em um mundo apocalíptico, no fundo, as próprias pessoas são a principal fonte das atrocidades consideradas, desumanas. Porém, sem o ódio e o amor, o que sobra na essência humana? A segunda temporada de The Last Of Us chegou, em abril deste ano, às telas dos assinantes da MAX com medo de mergulhar de cabeça na essência dual e complexa de Ellie. Continue lendo “A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo”
Após quatro anos longe dos estúdios, MARINA retorna com seu sexto álbum PRINCESS OF POWER (Foto: Queenie Records)
Gabriel Diaz
Se o enfraquecimento comercial das últimas composições fez com que MARINA se dedicasse ao universo literário e à escrita de poemas em Eat the World: A Collection of Poems durante seu hiato musical, essa experiência transborda para PRINCESS OF POWER em versos imagéticos e cortantes — ou talvez não. O novo álbum marca o retorno de Marina Diamandis, não como uma artista que trocou a música pela literatura, mas como alguém que se reinventou e fundiu ambas linguagens para se manifestar como uma autonomia disfarçada de subversão criativa, ainda que o padrão da dualidade entre o senso crítico e o pop de sua carreira musical se mantenha. Continue lendo “Em fase de libertação, MARINA substitui a profundidade pela diversão em PRINCESS OF POWER, mas às vezes beira o caricato”
O nome Diamond Eyes é uma tentativa de celebração a vida e ver a beleza que ela tem (Foto: Reprise Records)
Lucas Barbosa
Para alguns, Deftones tem certos períodos primordiais ao longo da sua trajetória. Primeiramente com Around the fur e todo seu som pesadíssimo que era condizente com o Nu Metal da época; White Pony, um dos álbuns que revolucionaria o Metal de sua época, e o período entre Saturday Night Wrist e Diamond Eyes, onde a banda faria uma revolução, mas na sua própria maneira de fazer Música.