Parasita e os monstros que alimentamos

A Coreia do Sul escolheu Parasita como seu representante ao Oscar 2020 (Foto: Neon)

Vitor Evangelista 

O Cinema sul-coreano fez barulho ao ganhar o prêmio máximo de Cannes alguns meses atrás. Parasita, obra prima do diretor Bong Joon-Ho, quebra a barreira da língua e orquestra um espetáculo de tirar o fôlego. As nuances violentas de uma família pobre e sua simbiose à classe rica são idealizadas num longa que não se cansa de passar a perna em seu espectador.

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A inquietação é necessária na segunda temporada de Pose

Mulher posando em preto e branco com Pose escrito
A série retornou às terças-feiras do FX em junho, mês do Orgulho LGBT (Divulgação)

Leonardo Teixeira

O segundo ano de Pose começa com uma viagem. Conhecemos a Hart Island, uma ilha real que abriga o maior cemitério de indigentes dos EUA. Durante o auge da epidemia de AIDS/HIV, vítimas do vírus cujas famílias não podiam arcar com um sepultamento “convencional” acabavam ali. Os corpos dessas pessoas em específico eram enterrados em uma cova coletiva, separada das demais, “para que os outros corpos não fossem infectados”, afirmou uma autoridade da época.

É esse o cenário da nova fase do show produzido por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Steve Canals se inicia. Um cenário de descaso, violência e desinformação. Mas a esperança é o mote da temporada, que triunfa mais uma vez ao dar nome e endereço para pessoas que lutam diariamente para serem enxergadas.

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Bacurau – um conto distópico da resistência nordestina

Se for assistir, assista na paz. (Foto: Reprodução)

Egberto Santana Nunes

Depois de meses trilhando festivais e colecionando prêmios pelo mundo, Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles desembarcam no Brasil, país onde nasceu, cresceu e se inspira Bacurau, o mais novo longa-metragem dos recifenses, em parceria com Sônia Braga (Aquarius, 2016) e Emilie Lesclaux na produção. O Persona esteve na cabine e coletiva de imprensa em São Paulo, nessa última terça, 20, e atesta sucesso e expectativa do maior nome do cinema nacional contemporâneo.

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30 anos sem Raul Seixas: o legado do maluco beleza

Raul Seixas e sua barba costumeira, que virou um dos símbolos do cantor  (Foto: Raul Seixas)

Caroline Campos

No dia 21 de agosto de 1989, sozinho em seu apartamento na cidade de São Paulo, Raul Seixas – para muitos, o pai do rock nacional – encontrou a morte, surda, que caminhava ao seu lado. Após 44 anos de uma vida de excessos, loucuras, esoterismo e rebeldia, o rockeiro baiano foi vítima de uma pancreatite aguda fulminante resultada do alcoolismo, que era agravado pelo fato de Raul ser diabético e não ter tomado sua insulina na noite anterior. Passados 30 anos deste baque na música brasileira, o “raulseixismo” ainda é uma filosofia de vida para sua legião de fãs, e os gritos de “Toca Raul!”, uma pedida clássica em bares e shows

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Tarantino encontra em Hollywood um refúgio para segundas chances

Tarantino coroa seu trio dourado: Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

Era uma vez um diretor consagrado e com promessa de aposentadoria. Em seu nono filme, esse mesmo diretor decide voltar ao fim da década de 60. O auge do movimento hippie e o declínio da Era de Ouro do cinema norte-americano. Quentin Tarantino não brinca em serviço e chega aqui em seu trabalho mais otimista, quase um sonho distante, de alguém que é apaixonado pela arte que produz.

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Dez anos atrás, o Arctic Monkeys se tornava um ‘animal perigoso’ em Humbug

 

(Foto: Reprodução)

Maria Carolina Gonzalez

Nos últimos anos, percebemos que o Arctic Monkeys é uma banda totalmente fora da caixinha. O caminho para a imagem de queridinhos da música alternativa, consolidada com o gel no cabelo e as jaquetas de couro, começou a ser expandido há quase uma década. O terceiro álbum da banda, Humbug, mostrou que os garotos de Sheffield não se contentavam em ser apenas ícones do indie, mas também tinham potencial como promessas do rock.

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A descartável segunda temporada de Big Little Lies 

(Foto: HBO)

Lara Ignezli

Big Little Lies, originalmente um livro de Liane Moriaty, ganhou uma adaptação em formato de minissérie no ano de 2017. A criação de David E. Kelley é televisionada pela HBO e produzida pela Hello Sunshine, empresa co-fundada por Reese Witherspoon — quem, inclusive, é uma das principais estrelas da produção. A produção pretendia ter apenas uma temporada com sete episódios e, através de uma narrativa misteriosa e carregada de suspense, utilizou o ano inicial para entrelaçar a vida de cinco mulheres residentes de uma comunidade (aparentemente pacata) em Monterey.

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Orange is the New Black encerra sua história com final satisfatório e emocionante

Piper mostra que mesmo para uma mulher branca e de classe média a readaptação fora da prisão durante o período da condicional é difícil (Foto: Netflix)

Jho Brunhara 

Criada em 2013 pela diretora, produtora e roteirista Jenji Kohan, a série que conta a história Piper Chapman (Taylor Schilling) chegou ao fim. Orange is the New Black estreou na plataforma de streaming Netflix com a premissa de ser uma comédia, porém também passou a carregar a importância como drama de denúncia social. Além de ter sido uma das séries responsáveis pelo aumento do interesse em serviços de streaming, foi a segunda série, logo depois de House of Cards, a disponibilizar todos os episódios da temporada de uma vez. 

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Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão continua relevante 25 anos depois

Com este álbum, Marisa Monte se consagrou definitivamente na música popular brasileira

(Foto: Reprodução)

 

Guilherme Hansen

Quando Marisa Monte começou a carreira, em 1987, com o show Veludo Azul, naturalmente foi exaltada e posta como estrela do MPB. No entanto, não foi isenta às críticas que todo artista sofre. De origem rica, era acusada de ter um estilo aristocrático demais em sua música e de ser uma nova-iorquina que canta música brasileira, em uma crítica de Maria Bethânia que ficou famosa em entrevista à revista Playboy.

Com o CD “Mais”, de 1991 e com a ajuda de hits como “Beija eu” e “Eu sei (Na mira)”, conseguiu se tornar mais popular, mas, ainda assim, era considerada distante do público médio. 

Chegamos então no clássico “Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão”. Lançado em 1º de agosto de 1994, Marisa mais uma vez faz a sua mistura de estilos, porém, como bem disse Bethânia, colocou toques de Paulinho da Viola e o violão de Gilberto Gil. Ela abrasileirou muito mais seu repertório e, consequentemente, agradou mais o público e a crítica. 

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Os anos estrelados de John Green

Foto: Reprodução

Júlia Paes de Arruda 

O ano de 2014 foi o mais aguardado para os fãs de John Green. No dia 5 de junho, foi lançada a adaptação cinematográfica de seu famoso livro,  “A Culpa é das Estrelas”. Foi a época em que fomos apresentados para Hazel e Gus da vida real (interpretados por Shailene Woodley e Ansel Elgort), a perfeita junção amorosa dos atores de Divergente. 

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