Na vontade de ter um romance de verão, De Férias Com Você tenta deixar o público apaixonado, mas falta conexão

 A esquerda Poppy, vestida de azul, está virada para direita com um sorriso e brindando um copo com Alex, que está virado para ela, com uma camiseta laranja. Eles estão em uma rua e, no fundo, tem algumas pessoas.
Além do livro, De Férias Com Você, Emily Henry já anunciou adaptações de outras três de suas obras literárias, como Leitura de Verão, Lugar Feliz e Book Lovers (Foto: Netflix)

Isabela Nascimento

Com a popularidade das comunidades de livros nas redes sociais, a escritora norte-americana Emily Henry se destacou no nicho de romance com histórias que exploram conexões profundas, luto e relações familiares. Com seu sucesso e de outras autoras, não demorou muito para estes bestsellers serem adaptados para o cinema. De Férias Com Você é a primeira produção deste tipo a ser lançada em 2026.

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Fugindo dos diálogos explicativos, Caminhos do Crime é econômico e criativo

Alerta: O texto contém alguns spoilers

Cena de Caminhos do Crime. Close-up do ator Chris Hemsworth dentro de um carro à noite. Ele tem uma expressão séria e pensativa, olhando para o lado. Está vestindo uma camisa social branca e uma gravata preta. O reflexo das luzes da cidade e borrões de movimento aparecem no vidro da janela em primeiro plano, criando uma atmosfera de suspense ou drama.
O longa faz citações a dois grandes atores do gênero de ação: John Wayne e Steve Mcqueen (Foto: Amazon MGM Studios)

Guilherme Moraes

Talvez o que mais falte no cinema de blockbuster – em especial o de crime e ação – seja a capacidade de compreender seus personagens para além de sua utilidade e demonstrar sua personalidade sem soar explicativo demais. Por sorte, Barry Layton em Caminhos do Crime vai pelo caminho oposto e mostra como consegue ser econômico na construção de personagens com poucas cenas.

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Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética

Aviso: O texto contém spoilers

Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes” Heathcliff, um homem branco de roupa preta de época, encosta-se à parede segurando uma bengala e olha para o lado. Ao seu lado, Catherine, uma mulher branca e loira, atravessa a porta usando um vestido volumoso vermelho brilhante com mangas brancas bufantes. O ambiente é o interior de uma casa com portas brancas e paredes brancas.
Em “O Morro dos Ventos Uivantes”, Emerald Fennell se aproveita de parcerias anteriores, tanto em cena, como nos bastidores (Foto: Warner Bros)

Mariana Bezerra

O novo filme de Emerald Fennell, diretora de Saltburn (2023) e Bela Vingança (2020), provocou agitação nas redes sociais desde o primeiro anúncio. Inspirado no homônimo clássico da literatura inglesa de Emily Brontë, publicado em 1847, o nome na direção gerou estranheza, afinal, a diretora é conhecida pela estética e erotismo extravagantes, que pouco conversam – ao menos à primeira vista – com o estilo gótico do livro. No entanto, foi o anúncio do elenco que aqueceu o debate: Jacob Elordi foi escalado para interpretar Heathcliff, um personagem descrito como não branco – cuja etnia é incerta – e a sua cor e origem são motivos de uma série de abusos, que o tornaram um homem cruel e violento.

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O retrato sensível e entusiasmado da terceira idade em Clube do Crime das Quintas-Feiras

Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, estão Elizabeth (Helen Mirren), uma mulher branca de cabelos curtos e brancos e cardigan azul, Ron (Pierce Brosnan), um homem branco de cabelos brancos e com camisa xadrez azul e branca, Ibrahim (Ben Kingsley), homem de ascendência indiana e careca vestindo terno e camisa marrons e uma gravata borboleta e Joyce (Celia Imrie), que está de costas, é uma mulher branca de cabelos brancos presos em um coque alto e vestindo um cardigan rosa. Eles estão reunidos em uma sala de estar bem iluminada e decorada com móveis e plantas, sentados ao redor de uma mesa e com expressões de seriedade e atenção.
O filme conta com um elenco imperdível, que parece, acima de tudo, se divertir enquanto atua (Foto: Netflix)

Mariana Bezerra

O Clube do Crime das Quintas-Feiras chegou à Netflix diante de uma onda de altíssimas expectativas dos fãs da série de literatura homônima de Richard Osman. A obra de mistério e suspense dirigida por Chris Columbus (Harry Potter, Esqueceram de Mim) se difere de outras tantas do gênero por apresentar como protagonistas quatro amigos septuagenários, que vivem em Coopers Chase, um lar de luxo para aposentados em Londres. Elizabeth (Helen Mirren), Ibrahim (Ben Kingsley) e Ron (Pierce Brosnan) se reúnem todas as quintas-feiras – como sugere o título – para investigarem casos policiais não solucionados. Logo no início da trama, o grupo recebe um novo membro: Joyce (Celia Imrie), uma simpática senhora recém chegada nessa charmosa vila da terceira idade.

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Há 10 anos, era só um dia quente na previsão, mas recebemos um verão daqueles em Teen Beach 2

Cena do filme Teen Beach 2. Na imagem, há os personagens Lela, Tanner, Brady e Mack. Da esquerda para direita, a moça branca de cabelos castanhos veste um vestido azul com estampa xadrez azul quadriculada e botas brancas, o homem branco de cabelos castanho claro utiliza uma regata branca com uma blusa vermelha aberta, um short colorido e um tênis branco, o homem branco de cabelos brancos veste uma camiseta laranja e um short azul com estampas de praia e a mulher branca de cabelos castanhos veste uma blusa azul ferida, um short jeans e uma tamanca média marrom. Eles estão em movimento, assim como os figurantes do filme.
Na segunda aventura de Brady e Mack, eles precisam saber se o amor sobrevive ao fim do verão (Foto: Francisco Roman)

Guilherme Machado Leal

O verão nunca foi tão divertido como acontecia no mundo de Teen Beach Movie. O primeiro filme, lançado em 2013, trazia a rivalidade entre surfistas e motoqueiros em uma paródia proposital de Amor Sublime Amor – clássico dos anos 1960. Durante o verão, Brady (Ross Lynch) e Mack (Maia Mitchell) se teletransportaram à produção cinematográfica e tiveram férias bem diferentes daquelas que estamos acostumados a ter. Agora, na sequência de 2015, os protagonistas encaram o mundo real e o pesadelo dos estudantes: a volta às aulas.

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10 anos de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2: A Revolução não tem fim

Cena de Jogos Vorazes – A Esperança Parte 2. A cena mostra um grupo de combatentes vestidos com roupas táticas pretas em um ambiente externo de clima sombrio. Eles parecem se preparar para uma missão, todos com expressões sérias e focadas. Alguns seguram armas, reforçando o caráter militar da cena. A iluminação difusa, de um dia nublado, cria sombras suaves que aumentam a tensão. Ao fundo, uma estrutura arquitetônica clássica sugere um cenário urbano abandonado ou estratégico. Há também uma figura mais distante, em uniforme camuflado, indicando diversidade de funções no grupo. A composição dá destaque ao senso de prontidão e determinação coletiva. A cena transmite expectativa e clima pré-confronto.
Esperança Parte 2 é o quarto filme da franquia (Foto: The Lionsgate)

Marcela Jardim

Há dez anos, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2 chegava aos cinemas encerrando uma das distopias audiovisuais mais influentes do século XXI. Em 2015, o lançamento dividiu público e crítica, mas hoje, uma década depois, o filme se revela uma obra que só ganhou densidade com o tempo. A produção sintetiza o espírito de uma geração que cresceu vendo o colapso de instituições, a crise da democracia e o avanço das guerras por narrativas. Revisitar essas imagens agora, num mundo ainda mais fragmentado e polarizado, expõe a força atemporal da saga e sua capacidade de dialogar com cada novo ciclo de turbulência política. Katniss (Jennifer Lawrence), com sua mistura de heroísmo imperfeito e vulnerabilidade radical, permanece como um símbolo cultural que transcende a ficção e encontra eco nas discussões sobre poder, propaganda e resistência.

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Seja 15 anos atrás ou agora, Sex and the City 2 é uma péssima ideia

 Imagem de uma cena do filme Sex and the City 2. As personagens Samantha, Carrie, Miranda e Charlotte estão em uma varanda, sorrindo e segurando taças com drinques alaranjados. Todas estão vestidas com um estilo diferente: a primeira usa um conjunto dourado com cinto prateado, a segunda veste um vestido rosa claro e um turbante colorido, a terceira usa um vestido estampado em tons terrosos e a quarta um vestido branco e vermelho com listras.
O segundo filme de Sex and the City não foi bem recebido pelo público (Foto: Warner Bros)

Ana Beatriz Zamai

Em 1998, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) apresentou aos telespectadores tudo sobre a vida sexual – dela e dos outros, em Nova Iorque. Sex and the City, a série, foi um sucesso que durou seis temporadas, vencendo oito Globos de Ouro e seis Emmys. Quatro anos após a finalização da produção original, a protagonista e suas três amigas retornam para um longa, Sex and the City – O Filme (2008), que se entende bem como um episódio extenso e de qualidade questionável do seriado. As personagens lidam com praticamente os mesmos problemas que enfrentaram ao longo dos seis anos, e isso inclui a relação conturbada entre a loira e Mr. Big (Chris Nott), que, enfim, se casam, mesmo depois de algumas ‘complicações’ do dia especial. E é a partir daí que Sex and the City 2 segue.

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Brian De Palma encontra o que há de mais depravado em Hitchcock nos 45 anos de Vestida Para Matar

Cena de Vestida para Matar. Retrato em close-up de Liz, uma mulher loira com cabelos volumosos e cacheados, adornados com uma presilha brilhante. Ela veste um casaco de textura felpuda na cor roxa vibrante. A iluminação é dramática, destacando seus olhos claros e lábios pintados, com luzes de cidade desfocadas ao fundo.
Nancy Allen e Brian De Palma já foram casados (Foto: Filmways Pictures)

Guilherme Moraes

No final da década de 1970, até o início dos anos 1990, uma tendência começou a tomar conta do Cinema (em especial, no norte-americano e europeu), alguns jovens cineastas da época iniciaram suas carreiras retomando obras de seus ícones, ao pensar nos clássicos e trazer sua própria versão deles. Não eram as mesmas histórias exatamente, mas os diretores partiam de um filme já concebido e o deformavam. Nesse sentido, um dos artistas que mais chamou a atenção foi Brian De Palma, grande fã de Alfred Hitchcock. Se Trágica Obsessão (1976) foi a sua versão de Vertigo (1958), então Vestida para Matar (1980) é seu próprio Psicose (1960).

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15 anos, 7 ex-namorados e uma estética inconfundível em Scott Pilgrim Contra o Mundo

Assim como nos quadrinhos, o filme se passa em Toronto, no Canadá (Foto: Universal Pictures)

Lara Fagundes

Em um mundo em que  adaptações costumam significar apenas copiar e colar o enredo na  tela, Scott Pilgrim Contra o Mundo fez muito mais do que isso. O longa-metragem não apenas levou o enredo de Bryan Lee O’Malley para o cinema, como também trouxe consigo a linguagem visual da história em quadrinhos. Por isso, 15 anos após sua estreia, o filme ainda é um marco cinematográfico na indústria de mixed media. Embora subestimada, sua proposta estética traduz com precisão o universo das HQs em uma obra cheia de originalidade.

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15 anos de Shrek para Sempre: revolução, família e amor são tudo aquilo que Shrek oferece

Fotografia de Shrek, ogro verde careca, Fiona, uma ogra de cabelo vermelho trançado e seus três filhos, bebês também ogros, dois meninos nas pontas e uma menina no centro. Shrek e Fiona vestem roupas marrom e bege, respectivamente. Ambos sorriem um para o outro enquanto seus filhos interagem entre si, também sorridentes.
A saga é uma adaptação do livro infantil Shrek, publicado pelo autor norte-americano William Steig (Foto: DreamWorks Animation)

Alice Burégio 

Toda criança já assistiu Shrek para Sempre. Dirigido por Mike Mitchell e escrito por Josh Klausner e Darren Lemke, é perceptível o impacto cultural e social que esse filme tem, mesmo depois de 15 anos de seu lançamento. De certa forma, a obra traz algumas lições de moral ao longo de sua extensão, sobre como as aparências não descrevem aquilo que arde no interior da pessoa, por exemplo, ideia muito explorada na saga da DreamWorks. 

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